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ZACARIAS 1 – Qual é a nota tônica do livro de Zacarias? Merril F. Unger analisa:
“Esse livro é único entre os profetas menores pela ênfase messiânica e pela revelação de eventos ligados ao primeiro e segundo adventos de Cristo. É tido como o escrito mais messiânico e verdadeiramente apocalíptico e escatológico de todo o AT”.
Diante disso, creio que não valorizamos suficientemente seu estudo; por outro lado, por mais apelativos que sejamos em prol do estudo desse livro, nunca seremos exagerados.
Sobre os seis primeiros versículos, o teólogo Paul R. House afirma: “Dificilmente seria possível escrever um resumo mais claro de todas as Escrituras desde Deuteronômio 27 até Zacarias 3”.
• Por que não empenharmos no estudo desse importantíssimo livro durante esses próximos 14 dias e aceitar de todo coração viver à altura do ideal de Deus traçado por Zacarias?
Se afirmativo, comecemos agora mesmo: A primeira coisa que temos a fazer é nos arrepender; um arrependimento total que resulte num reavivamento sobrenatural e numa reforma geral da vida (vs. 1-6).
• Você aceita dar esse passo com determinação?
Arrependimento é a desistência da velha vida, isto é, morte. O Dr. Wilson Paroschi diz que, “embora a salvação seja um ‘dom de Deus’ (Efés. 2:8), ela o é somente para aqueles que morrem para si mesmos, que se entregam sem reservas a Cristo, e que estejam dispostos a viver por Ele”.
• Você aceita mesmo dar o primeiro passo: Arrependimento verdadeiro?
O capítulo 1 continua apresentando a primeira das oito visões do livro (vs. 7-17): Um homem cavalgando um cavalo vermelho. O que isso significa? William MacDoanald responde: “Deus está descontente com os gentios que vivem confortavelmente enquanto seu povo enfrenta dificuldades. O Senhor punirá as nações e restaurará seu povo”.
O mesmo capítulo apresenta a segunda visão do profeta (vs. 18-21): Os quatro chifres e os quatro ferreiros. O que isso significa? O Comentário Bíblico Adventista responde:
1. Os chifres são claramente definidos como os poderes que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém.
2. Os artesões representavam os agentes usados pelo Senhor na restauração de Seu povo e da casa do Seu culto.
Deus sempre agiu visando o melhor para Seu povo; tudo o que Ele fez foi para restaurá-lo. Hoje não é diferente! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“E este me disse: Clama: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Com grande empenho, estou zelando por Jerusalém e por Sião” (v. 14).
Contemporâneo de Ageu, o profeta Zacarias inicia o seu ministério com uma exortação ao arrependimento. A sua geração começou a gozar da liberdade do exílio babilônico. Após os setenta anos, como profetizou Jeremias, Deus cumpriu a Sua promessa (Jr 25:11). Contudo, a realidade espiritual daquela nova geração não diferia muito daquela sobre a qual o “SENHOR Se irou em extremo” (v.2). Semelhante aos seus antepassados que saíram do Egito carregando o fardo dos costumes e práticas pagãs, assim também os judeus saíram de Babilônia contaminados pela cultura daquela nação. Algo precisava ser feito.
“Tornai-vos para Mim” (v.3) é o chamado de um Deus que não depende da nossa atenção, mas que conhece o resultado de nossa recusa. “Convertei-vos, agora” (v.4) é o clamor de um Pai que tem pressa de correr para abraçar e beijar o filho que se arrepende. Deus deu para o Seu povo a oportunidade de recomeçar da maneira correta: aproximando-se dEle e reconhecendo a sua incapacidade de andar sozinho.
Na primeira visão do profeta, cavalos de diferentes cores aparecem. E um anjo faz as vezes de oráculo de Deus para responder a Zacarias. Enviados por Deus “para percorrerem a terra” (v.10), aqueles cavaleiros apresentaram um relatório que, à vista da violência e miséria que têm assolado a humanidade, seria praticamente a notícia mais ovacionada de todos os tempos: “… eis que toda a terra está, agora, repousada e tranquila” (v.11). Seria ou não seria a notícia do século? Só que o sentido desta tranquilidade mundial não tinha nada a ver com o fim da violência ou a erradicação da miséria, mas com a atitude despreocupada do mundo diante da iminência de um juízo definitivo.
O profeta foi enviado aos habitantes de Jerusalém com o fim de alertá-los de que não caíssem na mesma cilada sutil e fatal. E, apesar de que Zacarias e os demais profetas “não vivem para sempre” (v.5), e do contexto histórico ali envolvido, as palavras do Senhor e os Seus estatutos, que Ele prescreveu aos Seus profetas nos alcançam hoje (v.6) e temos o privilégio de entender os oráculos de Deus da mesma forma que a Zacarias foi concedido compreender. O Espirito Santo nos foi enviado a fim de nos guiar “a toda a verdade” (Jo 16:13), e precisamos fazer uso desta promessa e não comungar com os “que vivem confiantes” (v.15), os que não temem ao Senhor.
“Com grande empenho” (v.14), Deus tem agido em favor da humanidade, chamando a todos para fazer parte de Seu Reino eterno. No entanto, até mesmo aqueles que se chamam pelo Seu nome encontram-se eclipsados pelo presente século. O livre acesso que temos, através da tecnologia, às mais diversas culturas, tem causado um verdadeiro caos mental. E quando a mente é absorvida pelo prazer das novas experiências, entramos em um terreno perigoso sobre o qual já nos tinha advertido Paulo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).
A Zacarias foi apresentado o triste cenário de um mundo conformado. Um mundo onde o que importava era o bem-estar de cada um. E isto causa “grande indignação” (v.15) no coração de Deus. Pessoas que vivem apenas em função de nutrir uma vidinha egoísta e medíocre. A comodidade é tida como bênção, enquanto descansam na beira de um abismo. O Espirito Santo “clama outra vez” (v.17) a cada um de nós: Despertai do sono, vocês que estão dormindo! “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do SENHOR!” (Jr 22:29). E Ele nos responderá com “palavras boas, palavras consoladoras” (v.13), voltará para nós “com misericórdia” (v.16), nos “consolará… e ainda [nos] escolherá” (v.17) para habitar em Suas moradas.
“Turbai-vos, vós que estais confiantes… até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto” (Is 32:11 e 15). Então, muito em breve, no grande Dia do Senhor, diante de uma multidão de redimidos, como Zacarias, teremos o privilégio de perguntar ao nosso anjo: “meu senhor, quem são estes?” (v.9), e ele nos responderá: “São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7:14) e você, pela graça de Jesus, faz parte deste grupo!
Bom dia, redimidos do Senhor!
Desafio do dia: Sabe aquela pessoa que você pensa não ter jeito? A partir de hoje, faça um propósito de orar por ela todos os dias e creia que 2018 não encerrará sem que um milagre aconteça.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Zacarias1
#RPSP
Comentário devocional:
Quando uma criança rebelde volta para casa, o que acontece na família? Celebração! Da mesma forma, quando Deus viu o trabalho feito por Seu povo, Ele lhes disse: “Estou feliz. Estou com vocês! Estou feliz não porque o que vocês fizeram foi perfeito, ou impecável. Mas estou feliz porque vocês retornaram para mim”.
Quando o povo obedeceu ao Senhor e fez o que Ele lhes pediu para fazer, Ele revelou o seu segredo e prometeu que, em pouco tempo, o Desejado de todas as nações viria para preencher de glória este Templo. E a sua glória futura haveria de superar a sua glória passada. Aleluia!
Como um povo que aguarda a segunda vinda do Desejado de todas as Nações, demos de bom grado nossos corações a Deus. O principal templo que precisamos construir hoje é a nossa vida espiritual, o nosso relacionamento com o nosso amoroso Criador que nos levará a trabalharmos de coração para Ele.
Se aceitarmos este desafio e entregarmos completamente o coração ao Senhor, então nos últimos dias, o Senhor nos dirá, eu vou levá-lo para o meu reino e farei de você o meu sinete, o meu anel de selar.
Emmanuel S. D. Manu
Tesoureiro da Divisão Centro-Oeste Africana
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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hag/2 ou https://www.revivalandreformation.org/?id=1157
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/10/14
Equipe de tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Ageu 2 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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“Minha é a prata, Meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos” (v.8).
A reedificação do templo representava um recomeço, uma nova oportunidade, o reavivamento da nação escolhida para um propósito santo. Exatamente na data em que era realizada a Festa dos Tabernáculos, o profeta apresentou ao povo a mensagem do Senhor sobre a glória do segundo templo. Conforme está escrito, esta era a última festa da sequência de todas as celebrações e cerimônias religiosas de Israel. Na Festa dos Tabernáculos, o povo se reunia para alegrar-se perante Deus durante sete dias, habitando “em tendas de ramos” (Lv 23:42). Uma prévia da alegria perene que terão todos os filhos de Deus nas santas moradas.
Conhecendo o coração de Seu povo e a dificuldade que estava enfrentando diante do desafio de reerguer um lugar que lhe trazia fortes lembranças, um brado de motivação soa do instrumento divino: “sê forte… sê forte… sê forte” (v.4)! Aquela obra tinha o objetivo de, muito além de reerguer paredes, reavivar o povo. Levá-lo a viver uma experiência de intimidade com Deus. E, para isso, o principal lhes foi dado: “o Meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (v.5).
Deus deseja habitar em nós através da pessoa do Espirito Santo. É Ele que nos convence “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8) e que nos prepara para sermos habitantes das moradas celestiais. Mas, para isso, é necessário que passemos pelo crivo do Senhor: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O SENHOR é meu Deus” (Zc 13:9). Percebem que há um significado sobremodo profundo quando o Senhor nos diz: “Minha é a prata, Meu é o ouro” (v.8)?
Tudo é de Deus e a Ele pertence, mas a didática usada não se limita a riquezas, mas ao que faz os olhos do nosso Criador brilharem: aqueles que O invocam. Aqueles que reconhecem as suas limitações e decidem confiar nos méritos do Infalível. Provados e burilados, estes se tornam verdadeiros tesouros nas mãos do Senhor. E no dia em que Deus “abalar o céu, a terra, o mar e a terra seca” (v.6), eles permanecerão fiéis para serem levados ao lugar de paz (v.9).
As nossas impurezas e imundícies precisam ser removidas. “Antes de pordes pedra sobre pedra no templo do SENHOR” (v.15), antes da reforma, deve haver o reavivamento. Antes de trabalharmos em favor dos outros, uma obra tão grande quanto deve ser realizada em nosso coração. Porque “em primeiro lugar vem a conversão; depois é que vem o procurar a salvação dos outros” (Ellen G. White, Review and Herald, 10 de setembro de 1903). “Considerai, Eu vos rogo… considerai nestas coisas” (v.18) é o apelo do Artífice divino que deseja nos tornar “mais raros do que o ouro de Ofir” (Is 13:12).
O que temos oferecido ao Senhor? Obras vazias, palavras vãs, aparência de santidade quando o coração está cheio de falsidade? Pois é assim que o Senhor dos Exércitos diz sobre essas obras: “tudo é imundo” (v.14). Amados, consideremos “tudo o que está acontecendo” (v.15) ao nosso redor e despertemos para a solenidade desta hora. Não temos mais tempo a perder confiando que teremos uma fé inabalável quando professamos ser o que não somos; quando a Palavra de Deus não é examinada e a oração é negligenciada. Deus nos escolheu para propósitos eternos! Até quando o Senhor terá de suportar a nossa arrogância em pensar que somos alguma coisa simplesmente porque temos um título religioso e uma capa de santidade?
“Não houve, entre vós, quem voltasse para Mim, diz o SENHOR” (v.17). Esta foi a assustadora realidade dos habitantes de Jerusalém e é a nossa realidade hoje. Não temos nada de bom para oferecer ao Dono da prata e do ouro. E o que Ele nos pede é justamente que Lhe entreguemos a nossa fonte de corrupção: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv 23:26). Eis a oferta diária que Deus espera de nós: a entrega do nosso coração. Todo aquele que, diariamente, deposita o coração nos depósitos celestes, recebe os lucros em forma de “muito fruto” (Jo 15:8). E sua vida torna-se uma manifestação do “fruto do Espírito”, sendo uma fonte de “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5:22-23).
Permita que o Espírito Santo realize esta obra em sua vida. Assim como o resto do povo atendeu à voz de Deus e “às palavras do profeta Ageu” (Ag 1:12), que façamos parte dos “restantes” (Ap 12:17) que estarão em pé quando o Senhor fizer “abalar o céu e a terra” (v.21).
Bom dia, mui valiosos do Senhor dos Exércitos!
Desafio do dia: No dia 26 deste mês iniciaremos o nosso estudo do Novo Testamento. Convide amigos e familiares para participar deste projeto e seja um multiplicador de esperança.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Ageu2
#RPSP
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Comentário devocional:
Esta mensagem de Ageu, servo do Deus Altíssimo e um dos Profetas Menores do Antigo Testamento, veio durante o segundo ano do reinado de Dario, o Grande, quando o povo tinha retornado a Judá, vindos do exílio na Babilônia. Ele deu a mensagem a Zorobabel, governador de Judá (o líder político), ao sumo sacerdote Josué (líder espiritual), e aos que restaram de Judá, que aparentemente estavam preocupados com suas necessidades pessoais em vez de com a reconstrução do Templo do Senhor.
Naquela ocasião as pessoas poderiam ter dado muitas razões para justificar seus projetos pessoais. Hoje, enfatizamos que a família é nossa primeira responsabilidade e com razão, mas Ageu nos encoraja a colocar o amor a Deus e o interesse nos negócios de Deus como os principais interesses da família. Se os líderes das famílias e da igreja amam a Deus e permitem que o Seu Espírito os conduza, certamente os membros da igreja responderão positivamente aos apelos espirituais. Quando estabelecemos corretamente as nossas prioridades alcançamos o que pretendemos.
Sejamos como Zorobabel e Josué: prestemos atenção a essa mensagem e tragamos felicidade ao Senhor.
Emmanuel S. D. Manu
Tesoureiro da Divisão Centro-Oeste Africana