Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 1 by jquimelli
26 de janeiro de 2018, 1:00
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Leia primeiro, em espírito de oração, o texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/mateus/mt-capitulo-1/

 

Comentário Devocional

Os primeiros dezessete versículos do Evangelho de Mateus geralmente são lidos rapidamente, porque se compõem de uma lista de nomes. Mas, o conhecido reformador Ulrich Zwingli disse: “A genealogia de Jesus, se entendida corretamente, contém o essencial da teologia ou a mensagem central da Reforma”. Ou seja, a salvação pela fé.

De fato, seu primeiro sermão na Catedral de Zurique, em Janeiro de 1519 foi sobre a “Genealogia de Jesus”. Até o dia de hoje, a porta principal da Catedral contém as imagens esculpida das quatro mulheres mencionadas na linhagem de Jesus: Raabe, Rute, Bate-Seba, e Maria.

Por que Mateus deliberadamente mencionou estas mulheres na genealogia de Jesus?

A lista começa com Tamar que fingiu ser uma prostituta a fim de ter um filho do seu sogro Judá (cf. Gên 38:1-30). Raabe era uma não-judia e prostituta. No entanto, ela escondeu dois espias judeus e salvou suas vidas (Jos 2:1-21). Existe um livro inteiro na Bíblia dedicado a Rute, que apesar de não ser judia foi considerada justa e foi a bisavó do rei Davi. Mateus não citou Bate-Seba, a outra mulher ancestral de Jesus. Ele simplesmente afirma que ela era a mulher de Urias, o oficial que foi intencionalmente enviado por Davi à frente do campo de batalha para ser morto.

Pode-se facilmente notar duas características principais compartilhadas por essas mulheres: (1) elas eram gentias ou eram casadas com gentios e (2) algumas não tinham boa reputação. No entanto, são listadas na genealogia dos reis, que é também a genealogia do Rei dos Reis.

Mateus termina a genealogia, dizendo-nos que Maria deu à luz a Jesus, o Rei, que é tão perdoador que gentios e pessoas com escandalosa reputação são listados em Sua ascendência.

Oleg Kostyuk
Host of Cross Connection
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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/1 ou https://www.revivalandreformation.org/?id=1176
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/11/02
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/Reavivados/Reavivados26-01-2018.mp3
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/



MATEUS 1 – COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
26 de janeiro de 2018, 0:55
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MATEUS 1 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
26 de janeiro de 2018, 0:45
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MATEUS 1 – A genealogia bíblica é tão inspirada como qualquer outra parte sagrada da Bíblia. É tão palavra de Deus e importante quanto quaisquer inspiração divina.

• O que podemos aprender da genealogia de Jesus?

“Um milênio antes, Deus tinha feito um acordo incondicional com Davi, prometendo-lhe um reino que duraria para sempre e uma linhagem perpétua (Sl 89:4, 36-37). Esse acordo agora é cumprido em Cristo: Ele é o herdeiro legítimo do trono de Davi por meio de José e a semente nobre de Davi por intermédio de Maria. Pelo fato de viver para sempre, seu reino não terá fim, e ele reinará pela eternidade como o maior filho de Davi” (William MacDonald).

Note que o primeiro capítulo do livro de Mateus…

• …Tem a finalidade de apresentar o Messias Salvador que deixou o Céu para nascer na Terra.
• …Esclarece a natureza única, peculiar e exclusiva do menino que nasceu numa humilde estrebaria.
• …Apresenta um Rei eterno, Divino e Majestoso Universalmente sendo motivado pelo amor a fim de salvar o pecador.

Consequentemente, deste capítulo inaugural do Novo Testamento, é possível destacar os seguintes verdades impactantes:

• Jesus adquiriu natureza humana (vs. 1-17): A genealogia apresenta Jesus como filho de Davi, com direito ao trono; como filho de Abraão, o descendente que abençoaria toda a Terra; e, revela o Messias, o Salvador do pecador.

• Jesus sempre possuiu natureza divina (vs. 18-25): Jesus é Deus conosco porque é tão divino quanto Deus, o Pai (Jeová). O relato da concepção virginal pelo poder do Espírito Santo apresenta Jesus como o Filho de Deus, o Emanuel (Deus conosco).

Diante disso, extraímos as seguintes aplicações:

1. JESUS é o homem-Deus, que teve um começo como humano, mas nunca como divino.
2. JESUS é o descendente da mulher, o Libertador divino-humano, que veio para resgatar a humanidade do pecado.
3. JESUS é o único ser que legalmente tem condições de salvar o pecador, pois Ele é totalmente homem e totalmente Deus conosco.

Jesus é o Messias que cumpre cabalmente as profecias do Antigo Testamento! Mateus é o elo que liga os dois Testamentos!

Precisamos valorizar mais a Jesus. Portanto, Conheça-O. Entenda melhor Quem Ele realmente é. Deixe que Ele seja teu Salvador, te liberte do pecado e te restaure com Seu perdão… – Heber Toth Armí.



MATEUS 1, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
26 de janeiro de 2018, 0:30
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“Ela dará à luz um Filho e Lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos pecados deles” (v.21).


O início do Novo Testamento traz uma genealogia singular e curiosa. Aquele que disse: “antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 8:58), é chamado de “filho de Davi, filho de Abraão” (v.1). Em Sua linhagem encontramos uma mulher que se passou por prostituta para deitar-se com seu sogro (Tamar), uma prostituta de fato (Raabe), uma estrangeira (Rute, a moabita) e uma adúltera (mulher de Urias, Bate-Seba). Além do fato de, incluindo Maria, estas mulheres serem citadas em uma genealogia quando o sistema patriarcal não incluía mulheres em suas genealogias. E sem falar nos erros e tropeços relatados nas Escrituras de muitos dos homens citados. O nascimento do Messias foi um verdadeiro marco não só no sentido do cumprimento da promessa naquele estábulo de Belém, mas na forma como este cumprimento se deu no decorrer da história de Israel. Deus atuou usando os meios mais improváveis e as pessoas que, se analisadas pelos padrões judaicos da época, jamais poderiam fazer parte de tamanha honra.

Partindo desta primeira impressão, notamos que a nossa percepção acerca dos propósitos divinos é finita e condicional. Finita porque somos incapazes de sondar os pensamentos que são bem maiores do que os nossos (Is 55:9), e condicional, porque a nossa natureza julga pelo que vemos (1Sm 16:7). Então, seria muito mais compreensível para nós se José tivesse entrado na linhagem do Messias ao invés de Judá. Ou se Jó aparecesse nesta lista “vip”. Contudo, graças a Deus, os Seus planos não incluem a nossa opinião ou ajuda. E foi desta forma que nasceu, neste solo enegrecido pelo pecado, o Salvador do mundo. Que, mesmo sem pecado, escolheu nascer já trazendo em Sua linhagem, gerações de pecadores, mais precisamente quarenta e duas, desde Abraão (v.17). Que, gerado “pelo Espírito Santo” no ventre de Maria (v.18), teve que ser ocultado de um povo zeloso de obras, mas ignorante quanto à misericórdia.

A escolha de Seus pais terrestres fazia parte do plano da redenção de um Deus-Menino que foi educado na simplicidade de um lar pobre e na humildade de uma cidade desprezada. José, “sendo justo” (v.19), Lhe foi como o primeiro retrato do Pai e Maria, como Sua instrutora particular, Lhe ensinou as lições de amor e de fidelidade que tornaram o Seu caráter a fiel cópia do divino. Nos ombros deste casal eleito repousava a sublime e ímpar responsabilidade de zelar pela construção da mente, corpo e espírito dAquele que não podia pecar. Sob os seus cuidados e orientação, exemplo e retidão, Jesus aprendeu a verdadeira ciência da educação.

Sobre cada ser humano está a digital de um Deus que deixou o Seu trono de glória e veio a esta Terra para tornar-Se um de nós. O Verbo que ordenou e tudo se fez (Jo 1:1-3), deixou a Sua glória para nascer de uma forma humilhante, de uma linhagem de pecadores, para salvar uma humanidade que não merece. O evangelho de Mateus começa nos dando um vislumbre do plano da salvação. Este plano inclui a todos. Assassinos, ladrões, prostitutas, adúlteros, mentirosos, todos os pecadores, inclusive eu e você são chamados para, à semelhança do ladrão na cruz (Lc 23:42), crer nAquele que tem “autoridade para perdoar pecados” (Mc 2:10). Não importa a quantidade de pecados que tenhamos cometido, o que importa para Jesus é se aceitaremos a Sua amorável ordem: “Vai e não peques mais” (Jo 8:11).

Que o estudo da vida de Jesus transforme a nossa vida. E que, em cada cumprimento profético (v.22) possamos enxergar o amor de um Deus que, mesmo “se somos infiéis, Ele permanece fiel” (2Tm 2:13).

Bom dia, salvos por Jesus!

Desafio do dia: Converse com uma pessoa desconhecida aqui nos comentários, deixe o seu comentário e interaja com outro, com respeito, amor e empatia!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Mateus1
#RPSP

* Inspirado numa postagem da página “Adventistas Brasil” (Facebook)



MATEUS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
26 de janeiro de 2018, 0:20
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1-17 A genealogia de Mateus (diferentemente à de Lucas, que a traça desde Adão com foco de mostrar que Jesus é o Salvador universal) busca mostrar que Jesus está na linha direta de Abraão e Davi e, portanto, é o Messias Judeu. Andrews Study Bible.

Jesus é aquele em quem se cumprem as promessas feitas ao rei Davi e a Abraão, o pai do povo escolhido. Bíblia da Família, SBB.

Ao escrever um relato da vida de Jesus dirigido primeiramente a leitores judeus de nascimento (ver p. 272, 275), Mateus começa em estilo judaico típico ao dar a linhagem familiar de Jesus. Pelo fato de que a vinda do Messias era tema de muitas profecias, ele mostra que Jesus de Nazaré é de fato aquele a respeito de quem Moisés e os profetas testemunharam. Visto que o Messias nasceria da linhagem de Abraão (Gn 22:18; Gl 3:16), o pai da nação judaica, e de Davi, fundador da linhagem real (Is 9:6, 7; 11:1; At 2:29, 30), Mateus apresenta evidência de que Jesus satisfaz as condições de descendente desses dois homens ilustres. Sem essa evidência, as afirmações de Jesus ser o Messias de nada valeriam, e todas as provas adicionais poderiam ser descartadas sem serem examinadas (cf Ed 2:62; Ne 7:64). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 278.

A genealogia, como é o costume oriental, se demora apenas nos nomes conhecidos, mencionando 42 gerações num período de cerca de 2000 anos. A divisão em três seções de 14 gerações, seria uma ajuda à memória… . Não se deve, aqui, procurar uma lista completa dos antepassados de Jesus; Esdras, por exemplo, omitiu seis gerações no seu relatório (cf Ed 7.1-5 com 1Cr 6.3-15). Bíblia Shedd.

Entre Davi e Jesus, um período de cerca de mil anos, Lucas alista 15 gerações a mais do que Mateus, o que indica mais omissões da parte do último. CBASD, vol. 5, p. 282.

1 Jesus. Do grego Iesous, equivalente ao heb. Yehoshua’, “Josué” (ver At 7:45; Hb 4:8, em que Lucas e Paulo se referem a Josué como Iesous, “Jesus”). Em geral se entende que este nome significa “Yahweh é salvação” (ver Mt 1:21). … Hoje os nomes servem apenas como identificação, mas nos tempos bíblicos o nome de um filho era escolhido com todo cuidado porque representava a fé e a esperança dos pais (ver Profetas e Reis, p. 481), as circunstâncias do nascimento da criança, suas características pessoais ou estava relacionado a sua missão na vida: principalmente quando o nome era designado por Deus. O nome Jesus está repleto de lembranças históricas e vislumbres proféticos. Assim como Josué tinha conduzido Israel à vitória na terra prometida, assim também Jesus, o capitão de nossa salvação, veio para abrir os portões da Canaã celestial. Contudo, Jesus não é só o autor de nossa salvação (Hb 2:10), Ele também é “Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão” (Hb 3:1). O sumo sacerdote que voltou do cativeiro babilônico (ver com. de Ed 2:2) se chamava Josué (Zc 3:8; 6:11-15). Assim como Oseias (nome idêntico no hebraico ao Oseias de Nm 13:16), que amou uma esposa indigna e buscou em vão ganhar suas afeições e finalmente a comprou de volta no mercado de escravos (Os 1:2; 3:1, 2), Jesus veio para libertar a raça humana da escravidão do pecado (Lc 4:18; Jo 8:36). CBASD, vol. 5, p. 278.

Cristo. Do Gr. Christos, tradução do heb. Mashiach (ver com. de Sl 2:2), “Messias”, que significa “Ungido” ou “o Ungido”. Antes da ressurreição, nos quatro evangelhos, em geral, Jesus é chamado de “o Cristo”, o que torna o termo um título, em vez de um nome próprio. Após a ressurreição, o artigo definido geralmente desaparece e “Cristo” se torna tanto nome como título. … Usados juntos, (como em Mt 1:18; 16:20; Mc 1:1, etc.), os dois nomes “Jesus” e “cristo” constituem uma confissão de fé na união das naturezas divina e humana em uma pessoa, na crença de que Jesus de Nazaré, Filho de Maria, Filho do homem, é de fato Cristo, o Messias, o Filho de Deus. CBASD, vol. 5, p. 278, 279.

filho de Davi. Título messiânico que aparece várias vezes nesse evangelho (em 1.20 não é titulo messiânico). Filho de Abraão. Como Mateus escrevia aos judeus, era importante identificar Jesus dessa maneira. Bíblia de Estudo NVI Vida.

2 a Judá e seus irmãos. Mateus faz referência aos outros filhos de Jacó, talvez com a intenção de relembrar aos judeus de outras tribos que Jesus, da tribo de Judá, era salvador deles também. CBASD, vol. 5, p. 279.

8 Jorão gerou. Mateus apresenta Jorão como pai de Uzias, mas fica claro, em conformidade com 2Cr 21.4-26.23, que também aqui várias gerações foram subentendidas (Acazias, Joás, Amazias); subentende-se também que “gerou” é usado no sentido de “foi antepassado de”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Essa omissão dificilmente foi acidental, pois a genealogia original, apresentada repetidas vezes no AT, era bem conhecida. CBASD, vol. 5, p. 281.

11 Josias gerou. Josias é classificado como pai de Jeconias (i.e., Joaquim), ao passo que era, na realidade, pai de Jeoiaquim e avô de Joaquim. Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 José, marido de. Com cuidado, Mateus evita afirmar que José “gerou” a Jesus. A relação entre José e Jesus não era de pai e filho de sua esposa. O termo “gerou” que une todas as gerações até esse ponto desaparece, e com isso Mateus enfatiza o nascimento virginal. CBASD, vol. 5, p. 283.

Nessa genealogia, Mateus demonstra que, embora Jesus não fosse filho físico de José, é juridicamente filho, e, portanto, descendente de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Maria. Do Gr. Maria, Mariamna LXX, do heb Miryam. Como José, Maria era da casa de Davi (DTN, 44; cf At 2:30; 3:23; Rm 1:3; 2Tm 2:8), pois só por meio dela Jesus podia ser descendente, segunda a carne, da linhagem de Davi (Rm 1:3; cf Sl 132:11). … Sem dúvida Maria foi escolhida em primeiro lugar porque, no tempo apontado (Dn 9:24-27; Mc 1:15; Gl 4:4), seu caráter refletia com mais perfeição os ideais divinos de maternidade do que a que qualquer outra filha de Davi. Ela pertencia à seleta minoria que “esperava a consolação de Israel” (Lc 2:25, 38; Mc 15:43; cf Hb 9:28). Foi essa esperança que purificou sua vida (cf 1Jo 3:3) e a qualificou para seu papel sagrado (PP, 308; PR, 245; DTN, 69). Toda mãe entre o povo de Deus hoje pode cooperar com o Céu como fez Maria (DTN 512), e pode, em certo sentido, consagrar seus filhos a Deus. CBASD, vol. 5, p. 283.

da qual. Como em português, no original grego essa expressão está no feminino singular, tornando “Maria” o antecedente e excluindo José como o pai natural de Jesus. Mas, ao se casar com Maria, José se tornou o pai legal, embora não literal, de Jesus (ver Mt 13:55). CBASD, vol. 5, p. 283.

17 catorze gerações […] catorze […] catorze. Essas divisões refletem duas características de Mateus: 1) predileção indisfarçada por números e 2) preocupação com uma disposição sistemática. O número 14 pode ter sido escolhido por representar duas vezes 7 (o número da perfeição) e/ou por ser o valor numérico do nome de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

No AT, há listas abreviadas como, por exemplo, as de Esdras (ver com. de Ed 7:1, 5). Mas é evidente que essa genealogia abreviada foi considerada prova suficiente de que Esdras era descendente de Arão, num tempo em que foi negado a outros entrar para o sacerdócio porque não poderiam dar prova aceitável de sua linhagem (Ed 2:62; Ne 7:64). … A divisão da genealogia de Jesus em três no livro de Mateus é historicamente sólida, pois cada divisão constitui um período distinto na história judaica. No primeiro, de Abraão a Davi, a nação hebraica era essencialmente patriarcal; durante o segundo, era monárquica; e no terceiro, os judeus passaram pelo domínio de nações estrangeiras. CBASD, vol. 5, p. 283, 284.

Mateus usa diferentes técnicas para convencer seus leitores (que somente as perceberiam se fossem judeus) que Jesus é o Messias-Rei na linha de Davi. Ele faz isso genealogicamente e teologicamente. Andrews Study Bible.

18 o nascimento. Mateus menciona apenas algumas circunstâncias que envolveram o nascimento de Jesus, o necessário para mostrar que Sua primeira vinda era o cumprimento das profecias do AT (ver v. 22). Em harmonia com o propósito de seu evangelho, Mateus, em contraste com Marcos e Lucas, omitiu muito do que poderia nos interessar sobre a vida de Jesus, a fim de que pudesse se concentrar nos ensinos do Mestre (ver p. 178, 179). CBASD, vol. 5, p. 284.

Maria, Sua mãe. Jesus nasceu “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3). Maria necessitava tanto da salvação de seus pecados como qualquer outro filho ou filha de Adão (Rm 3:10, 223). Há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5). CBASD, vol. 5, p. 284.

Desposada (ARA; prometida em casamento, NVI). Isto é, noiva ou comprometida com ele. … Parece que José era viúvo quando se casou com Maria. Ele tinha pelo menos outros seis filhos (Mt 12:46; 13:55, 56; Mc 6:3; DTN 90, 321; são mencionados quatro irmãos e um número não especificado de irmãs), todos provavelmente mais velhos que Jesus (DTN, 86, 87; ver com. de Mt. 1:25). CBASD, vol. 5, p. 284.

Não havia relações sexuais durante o noivado judaico, mas era um relacionamento muito mais definitivo do que um noivado de hoje, só podendo ser rompido mediante o divórcio (cf. v. 19). Bíblia de Estudo NVI Vida.

grávida pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é representado como o agente por meio do qual o poder divino criador e doador da vida é exercido (cf. Gn 1:2; Jó 33:4; Jo 3:3-8; Rm 8:11; etc.). O papel do Espírito Santo no nascimento de Jesus está mais claro no evangelho de Lucas do que no de Mateus (Lc 1:35). Foi por meio do Espírito Santo que “o Verbo se fez carne” (Jo 1:14) e que o Filho de Maria pôde ser chamado de “Filho de Deus” (ver com. de Lc 1:35). Numa tentativa de não aceitar Jesus como o Messias, os judeus diziam que Ele era um filho ilegítimo (Jo 8:41; 9:29). Mas é digno de nota que os maiores eruditos judeus hoje reconhecem isso como pura invenção. Joseph Klausner, por exemplo, diz que “não há fundamento histórico para a tradição de que Jesus era filho ilegítimo” (Jesus of Nazareth, 36). A encarnação de Jesus é um milagre insondável. … Porém, o mistério da encarnação não é maior que o mistério do amor que a originou (Jo 3:16; Rm 5:8; Gl 2:20; 1Jo 4:9). O “mistério da piedade” é o grande mistério de todos os tempos (1Tm 3:16; ver com. de Fp 2:7, 8; ver Nota Adicional a João 1). CBASD, vol. 5, p. 285.

19 De acordo com o costume dos judeus daquele tempo, os que iam casar firmavam primeiro um contrato de casamento, que só podia ser desmanchado pelo divórcio. Bíblia da Família. SBB.

justo. Para os judeus, significava ser zeloso na guarda da lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Do gr. dikaios, que pode descrever alguém correto, como observador de regras e costumes, ou justo, em harmonia com o que é certo. No NT, dikaios é usado no sentido amplo de harmonia com o padrão divino. … Do ponto de vista judaico, um homem “justo” era um observador rigoroso das leis de Moisés e das tradições rabínicas. Como resultado, José pode ter questionado se seria moralmente correto se casar com alguém que aparentava ser adúltera. CBASD, vol. 5, p. 285.

anular o casamento secretamente (NVI. ARA: deixá-la secretamente). Assinaria os documentos jurídicos necessários, mas não a submeteria ao julgamento público e ao apedrejamento (v. Dt 22.23,24). Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 não temas. Ele não devia hesitar ou questionar a virtude de Maria. Como um homem “justo” (v. 19), José não precisava temer que ao tomar para si Maria ele estivesse se desviando do que era correto. Na verdade, Deus requeria esse ato de fé. CBASD, vol. 5, p. 286.

receber Maria como sua esposa. Tinham mútua obrigação segundo a lei, mas ainda não conviviam como marido e mulher. Bíblia de Estudo NVI Vida.

e lhe porás o nome. José teria o privilégio de dar o nome a seu “Filho”, ato que em geral se considerava prerrogativa do pai (ver Lc 1:59-63). Maria também participaria (Lc 1:31). Os nomes das crianças judias eram oficialmente dados uma semana após o nascimento, no oitavo dia, quando se realizava o rito da circuncisão (Lc 2:21). CBASD, vol. 5, p. 286.

dos pecados deles. Ele veio para nos salvar de nossos pecados, não nos nossos pecados. Ele veio não só para nos salvar de pecados realmente cometidos, mas de nossas tendências em potencial que conduzem ao pecado (Rm 7:5-23; 1Jo 1:7-9). … Cristo não veio para salvar Seu povo do poder de Roma, como os judeus ansiavam, mas do poder de um inimigo muito maior. Ele não veio para restaurar o reino a Israel (At 1:6), mas para restaurar o domínio de Deus no coração humano (Lc 17:20, 21). Cristo não veio em primeiro lugar para salvar as pessoas da pobreza e injustiça social (Lc 12:13-15), como muito defensores do evangelho social afirmam, mas do pecado, a causa fundamental da pobreza e da injustiça. CBASD, vol. 5, p. 286.

22 para que se cumprisse. Doze vezes Mateus refere-se ao cumprimento do AT, i.e., de fatos dos tempos do NT profetizados no AT – testemunho poderoso da origem divina das Escrituras e da exatidão delas nos mínimos detalhes. Nos cumprimentos vemos, ainda, a intenção do autor de vincular o seu evangelho ao AT.

23 a virgem. Mateus e Lucas, ao escreverem inspiradamente, não teriam relatado a história do nascimento virginal se isso não tivesse sido verdade. Eles sabiam bem como os líderes judeus tinham zombado de Jesus por causa das circunstâncias misteriosas que envolviam Seu nascimento, e que, repetindo esta história, estavam dando aos críticos mais oportunidades para ridicularizar o fato (DTN, 715). CBASD, vol. 5, p. 287.

A primeira de no mínimo 47 citações – na maioria messiânicas – que Mateus extrai do AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Emanuel … Deus conosco. A transliteração grega do heb. ‘Immanu ‘El, literalmente, “Deus conosco”. O Filho de Deus não só veio para habitar entre nós, mas também para Se identificar com a família humana … “Emanuel” era mais um título que descrevia a missão de Cristo do que um nome pessoal (cf. Is 9:6, 7; 1Co 10:4). CBASD, vol. 5, p. 288

O Cristo encarnado possuía duas naturezas: Ele era tanto divino (Is 9:6; Mat 28:19; Jo 1:1,14; 8:58; 10:30; Tt 2:13,14; Hb 1:8) quanto humano (Jo 1:14; Fp 2:5-8; Hb 4:14-17). Andrews Study Bible.



O LIVRO DE MATEUS by jquimelli
26 de janeiro de 2018, 0:15
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Autor

Mateus, cujo nome significa “dádiva do Senhor”, era um cobrador de impostos que deixou o seu serviço para seguir Jesus (9.9-13). Em Marcos e em Lucas, é chamado por seu outro nome, Levi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Contexto histórico

No tempo de Cristo, a Palestina estava sob jurisdição de Roma, cujas legiões, lideradas por Pompeu, subjugaram a região e a anexaram à província romana da Síria, em 64-63 a.C. Depois de terem desfrutado independência política por cerca de 80 anos antes da chegada dos romanos, os judeus sofreram muito com a presença e a autoridade de representantes estrangeiros civis e militares. A indicação de Herodes, o Grande, pelo senado romano como monarca sobre grande parte da palestina tornou a sorte dos judeus ainda mais amarga. … A dominação dos judeus por Roma era resultado direto da desobediência às ordens divinas (ver CBASD, vol. 4, p. 17-20). Por meio de Moisés e dos profetas, Deus advertiu Seu povo dos sofrimentos que resultariam da desobediência. … Os judeus criam que as profecias messiânicas do AT prometiam um messias político que libertaria Israel da opressão estrangeira e subjugaria todas as nações. Desse modo, as aspirações políticas distorciam a esperança messiânica e, visto que Jesus de Nazaré não cumpriu essas falsas expectativas, o orgulho nacional com eficácia impediu que O reconhecessem como Aquele de quem os profetas haviam testemunhado. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 272.

Destinatários

Como o evangelho de Mateus foi escrito em grego, seus leitores eram, sem dúvida, falantes dessa língua. Segundo parece, também eram judeus. Muitos elementos deixam prever leitores de origem judaica: Mateus preocupa-se com o cumprimento do AT (faz mais citações do AT e alusões a ele que qualquer outro autor do NT); remonta a ascendência de Jesus a Abraão (1.1-17); não se detém em explicações acerca de costumes judaicos (ao contrário sobretudo de Marcos); emprega terminologia judaica (e.g., “Reino dos céus” e “Pai celestial”, em que “céus” e “celestial” revelam a relutância reverencial dos judeus em citar o nome de Deus); realça o papel de Jesus como “Filho de Davi” … . Não significa, porém, que Mateus restrinja seu evangelho aos judeus. Registra a visita dos magos (não-judeus) para adorar o menino Jesus (2.1-22) bem como a declaração de Jesus: “O campo é o mundo” (13.38). Apresenta também na íntegra a Grande Comissão (28.18-20). Esses textos revelam que, embora o evangelho de Mateus seja judaico, sua visão é universal. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Propósito

Cada evangelista, sob a influência do Espírito Santo, cuidadosamente selecionou material para compartilhar um quadro de Jesus que tinha sentido e importância para uma audiência específica. Andrews Study Bible.

O propósito principal de Mateus é comprovar aos seus leitores judeus que Jesus é o Messias por eles esperado. Seu método consiste primordialmente em demonstrar que Jesus, por sua vida e ministério, cumpriu o AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

… testificar que Jesus era o Messias da promessa do Antigo testamento e que a Sua missão messiânica consistia em trazer o Reino de Deus até os homens. Bíblia Shedd.

O Evangelho de Mateus é especialmente valioso para aqueles que aguardam o Retorno de Cristo. Os sermões de Jesus, em especial o Sermão da Montanha, são instruções éticas aos cristãos que aguardam a Segunda Vinda. Muitas de suas parábolas, especialmente as do cap. 13, enfatizam o caráter misto da igreja, composto de verdadeiros e falsos crentes. Ali Jesus destaca que a separação entre estes grupos se dará ao fim dos tempos pelo Juiz divino de todas as coisas e pessoas. Enquanto isso, os cristãos deviam ser como crianças e ter espírito perdoador (cap. 18). O Evangelho de Mateus se interessa especialmente em escatologia, a doutrina das últimas coisas. … Jesus, contudo, deixou claro que ninguém sabe quando a Segunda Vinda ocorrerá (25:13). Em lugar de focar o estabelecimento de datas, Jesus conclamou Seus discípulos a vigiar e a estar prontos (24:42; 25:13). Andrews Study Bible.

Estrutura

O modo de dispor a matéria revela um toque artístico. O evangelho inteiro é narrado em torno de cinco grandes discursos: 1) caps. 5-7; 2) cap. 10; 3) cap 13; 4) cap. 18; 5) caps. 24, 25. Fica claro que essa disposição é premeditada, porque cada discurso termina com o refrão “Quando Jesus acabou de dizer essas coisas” ou palavras semelhantes (7.28; 11.1; 13.53; 19.1; 26.1). … Essa divisão em cinco partes pode deixar prever, também, que Mateus usou o Pentateuco (os cinco primeiros livros do AT) como modelo da estrutura de seu livro. É possível que esteja apresentando o evangelho como uma nova Tora, e Jesus como um novo Moisés, maior.

Os leitores de Mateus podem ver claramente que ele traça frequentes paralelos entre Moisés e Jesus. Andrews Study Bible.

Outro fato importante a se lembrar sobre o estudo do livro de Mateus é que esse evangelho apresenta a vida de Cristo numa ordem essencialmente lógica, em vez de cronológica. … seu objetivo era desenvolver um conceito da vida e da missão de Jesus que contribuiria com seu propósito primário ao escrever. Ele não é o cronista que registra os fatos à medida que ocorrem, mas o historiador que reflete sobre o significado desses eventos tendo como pano de fundo a história da nação escolhida. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 276.




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