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Texto bíblico: JÓ 6 – Primeiro leia a Bíblia
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Texto bíblico: JÓ 6
Jó responde aos seus amigos pedindo um julgamento justo. Ele sente que as flechas de Deus estão contra ele (v. 3,4).
Jó, mesmo em terrível sofrimento, enxerga claramente a capacidade de Deus em ajudá-lo (v. 8, 9). Ele nunca pediu posses a seus amigos ou ajuda contra um inimigo, ou um opressor (vv. 22-23). Mas ele implora a seus amigos que lhe digam onde ele errou (v. 24).
Eles pensavam que suas palavras eram necessárias para disciplinar a seu mau amigo, e que as palavras de Jó eram uma resposta típica de quem sofre por sua maldade (v. 26). Para Jó, seus amigos não têm uma boa reputação (v. 27). Com um sorriso em seus rostos, eles põem para baixo um amigo e ficam satisfeitos quando ele se abate (v. 28).
Apesar de Jó estar em dificuldades financeiras, ele está determinado a manter seu estilo de vida adequado e estender a sua capacidade de discernir o certo do errado em outros aspectos da vida também (v. 30).
Querido Deus,
Dê-nos também uma vida de discernimento e de busca por justiça e atos corretos como Jó. Conhecendo suficientemente as estratégias de Satanás, sabemos que estamos seguros contigo porque tens o controle total de nossas vidas. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/6
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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693 palavras
Em sua primeira resposta aos seus amigos, Jó anseia mais por compaixão do que por críticas (Andrews Study Bible).
1-4 Jó, na sua resposta, diz que Elifaz não olhou os dois lados do problema. Este não vê que o peso da sua aflição é tão grande que qualquer impaciência revelada por Jó seria perdoável. Qualquer palavra a mais de Jó deve ser entendida à luz daquilo que estava se passando, pois suas aflições eram tão profundas, como se Jó estivesse servindo de alvo para as flechas da ira divina. Bíblia Shedd.
6,7 Não seja rápido em dar conselhos àqueles que estão sofrendo. Eles podem estar precisando mais de compaixão do que de conselhos (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Embora ele [Jó] pudesse recusar um alimento intragável, passar por sua experiência recente foi como ser forçado a consumir uma comida totalmente desagradável. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 102.
Alma. Heb nephesh, “alma”, que às vezes significa “apetite”. Bíblia Shedd.
8,9 Na sua dor, Jó queria desistir para ficar livre de seu desconforto e morrer. Mas Deus não atendeu ao pedido de Jó. Ele tinha planos maiores para Jó. Nossa tendência, como Jó, é querer desistir e fugir quando as coisas vão mal. Confiar em Deus nos bons tempos é louvável, mas confiar nEle nos tempos difíceis nos testa até os nossos limites e exercita a nossa fé. Em suas lutas, grandes ou pequenas, confie que Deus está no controle e que Ele cuidará de você (Rom 8:28) (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
8-10 A perspectiva da morte é o único conforto para Jó. Ele tem esperanças de que a morte chegue logo, em contraste com o pensamento apresentado por Elifaz, em 5.6. Um fato notável através do livro de Jó é que a consciência deste não o condena; proclama sua inocência como sua defesa e escudo através do livro todo. Bíblia Shedd.
11-13 As forças de Jó estavam esgotadas, não havendo mais esperanças de restauração; a sua paciência também está no fim, e só espera pela morte. Bíblia Shedd.
14 Jó acreditava que a lealdade dos amigos deveria sobreviver às crises espirituais. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 102.
15-21 como um riacho. Os amigos de Jó são comparados a um wadi do Oriente Médio – um rio caudaloso quando as neves das montanhas se derretem, mas seco quando vem o calor. Isto devia ser muito decepcionante a viajantes do deserto quando eles mais precisavam de água (Andrews Study Bible).
Os amigos de Jó o decepcionaram traiçoeiramente com sua pretensão de refrescar seu espírito. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 102.
Jó […] se sentiu privado daquela simpatia humana que seria sua única inspiração na hora da aflição, aquilo que verdadeiros amigos deveriam oferecer. Bíblia Shedd.
O horror pela contemplação da miséria de Jó, e o medo de tomar partido de quem, aparentemente, estava sendo castigado por Deus, paralisaram a simpatia desses amigos. Jesus Cristo também foi tratado dessa mesma maneira Is 53.4, 5. Bíblia Shedd.
22-30 Jó os desafiou a silenciá-lo, se pudessem (6:22-30), tornando-se mais assertivo em seu desafio para que seus amigos mostrassem que ele estava errado. Eles deveriam simplesmente falar a verdade em vez de tentar persuadir ou coagir. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 102.
26 Ao se referir às palavras de pessoas desesperadas tais quais ele mesmo como sendo “vento” (v. 26), Jó se esquivou de qualquer repreensão por linguagem irresponsável, justificando tudo que saía de seus lábios quando desabafava suas frustrações. Ele não gostaria de receber nenhuma repreensão por isso. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 102.
27 Jó os acusou de ter uma atitude mercenária e exploradora. Eles estavam prontos a fazer o mesmo com um amigo, alguém que, em vez disso, eles deveriam apoiar. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 102.
29, 30 Jó se referiu à sua integridade não porque ele era inocente, sem pecado, mas porque ele tinha um relacionamento correto com Deus. Ele não era culpado dos pecados dos quais seus amigos lhe acusavam […]. Outra versão deste verso poderia ser: “Minha justiça permanece.”
Justiça não é o mesmo que inocência (ausência de pecados) (Rom 3.23). Ninguém, a não ser Jesus, foi isento de pecado – livre de todos os pensamentos e ações erradas (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
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“Ao aflito deve o amigo mostrar compaixão, a menos que tenha abandonado o temor do Todo-Poderoso” (v.14).
Ouvido o discurso de Elifaz, Jó fez a sua primeira réplica consternado pela dor e pelo fato de a integridade de seu caráter ter sido questionada. Diante de uma enfermidade maligna e de uma condição emocional totalmente fragilizada, ele via na morte o seu único meio de descanso. Contudo, em nenhum momento Jó proferiu palavras com pensamentos suicidas, mas esperava que o próprio Deus fizesse cessar o seu sofrimento. E, em vez de receber de seus amigos algum tipo de consolo, Jó se tornou vítima de olhares de julgamento e palavras de condenação.
Apesar de seu conhecimento das “palavras do Santo” (v.10) e de sua vida de retidão, Jó ainda não tinha a real compreensão acerca do grande conflito. O que pensava serem “as flechas do Todo-Poderoso” (v.4), na verdade eram “os dardos inflamados do Maligno” (Ef.6:16). Jó descobriria, mais tarde, que sua fé inabalável no Todo-Poderoso foi o que apagou cada uma dessas setas malignas. Mas, em seu desespero, ele se viu acuado pelas acusações daqueles que diziam ser tementes a Deus, reprovando a insensibilidade deles.
Ao dizer: “Assim também vós outros sois nada para mim” (v.21), Jó declarou que seria melhor ficar sozinho do que na companhia de quem agravasse a sua aflição. No verso quatorze, ele expressou a sua urgente necessidade de um olhar de compaixão e a incoerência de seus amigos religiosos. Tendo como base de Seu governo a Sua Lei e como essência dele o Seu amor, Deus nos revela a perfeita harmonia entre o amor e a obediência. Ele não nos deu a Sua Palavra como mero padrão de comportamento, mas como a expressão de Seu caráter em linguagem humana.
O mundo está repleto de “amigos de Jó”, com aparência de piedade e coração insensível. Até mesmo entre o professo povo de Deus existem aqueles que não perdem uma oportunidade de ferir e condenar, usando até mesmo a Palavra de Deus para esse fim. O Senhor não tolera esse tipo de atitude e, assim como saiu em defesa de Moisés quando este foi acusado pelos próprios irmãos, no mesmo tom e autoridade, Ele diz aos acusadores de Seus servos: “como, pois, não temestes falar contra o Meu servo [ou contra a Minha serva]?” (Nm.12:8).
Meus irmãos, a glória de Deus é manifestada neste mundo “em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós” (Rm.9:23 e 24). A misericórdia e a compaixão devem reger a vida do cristão e revelar a obediência que resulta em amor: “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo.15:17). Que nossas palavras e atitudes sejam a revelação do fruto do Espírito em nossa vida (Leia Gl.5:22-23). E, assim, sejamos instrumentos de Deus para o consolo uns dos outros.
Senhor, nosso Deus e Pai, nós somos limitados em nossos julgamentos, mas o Senhor sonda os corações. Ajuda-nos a sempre levar isso em consideração diante de qualquer circunstância! A confiarmos ao Senhor a vida dos nossos irmãos e a não abrigarmos no coração qualquer tipo de suspeitas ruins. E, se estamos atravessando algum vale sombrio, que não desviemos os olhos de Ti e não percamos a fé de que os sofrimentos deste mundo são passageiros. Cremos na Tua breve volta, Senhor! Volta logo! Em Teu nome, Jesus, nós oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vasos de misericórdia!
Rosana Garcia Barros
#JÓ6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 6 – Já fui advertido quanto ao perigo de aprofundar-me na filosofia da vida. Alertaram-me quanto ao risco em toda filosofia; porém, quando leio o livro de Jó, vejo muita filosofia presente quase que em cada página. Ellen White afirma veementemente: “A Palavra de Deus é a verdadeira filosofia, ciência genuína”.
Jó 6 contém ao menos cinco revelações importantes relacionados à filosofia:
• A verdadeira filosofia reconhece a fragilidade da condição humana: Jó descreveu sua vida como transitória e sua dor mais pesada que a areia dos mares.
• A verdadeira filosofia percebe a tremenda necessidade de compaixão e empatia por quem sofre: Jó, em seus pensamentos profundos, expressando sua aflição em termos vívidos e poéticos, reconheceu a necessidade de compreensão, credibilidade, empatia e compaixão.
• A verdadeira filosofia destaca a importância de buscar a verdade: entre as incompreensões de seus amigos e de suas interpretações superficiais da situação, Jó mergulhou fundo na busca pela verdade e pelo entendimento como itens essenciais na lida com as dificuldades complexas da vida.
• A verdadeira filosofia admite a limitação da sabedoria humana: sendo sábio e consagrado às elevadas coisas de Deus, Jó admitiu humildemente não compreender a razão do seu sofrimento.
• A verdadeira filosofia nota a tremenda necessidade de submeter-se inteiramente a Deus e depender de Sua revelação: para Jó, Deus é poderoso e sábio; por isso confia nEle em meio à dor – mostrando-nos que a confiança em Deus em meio às incertezas é essencial ao enfrentar as adversidade da existência mesmo sem ver a mão da providência.
A vida humana não é simples, é complexa. A existência no Planeta Terra é repleta de aflições (Jó 6:1-7). A dificuldade e a dor afligem a nossa alma deixando-nos desprovidos de explicações satisfatórias. A relação entre Deus e o sofrimento humano é extremamente complexa (Jó 6:8-13). A mente fica um turbilhão, e as emoções explodem como vulcões em erupção, almejando mais do que nunca compaixão, bondade, empatia e misericórdia (Jó 6:14-30).
Só quem experimenta aflições e angústias profundas compreende isso. Nestas horas, questiona-se a Deus; contudo, é nestas circunstâncias que a confiança nELe se torna indispensável.
Nesse contexto, a filosofia coloca-nos nas pontas dos pés para olharmos um pouco mais longe no horizonte. Busquemos pela verdadeira filosofia revelada na Bíblia! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 5 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: JÓ 5
Elifaz acha que o problema de Jó é ele mesmo. O seu discurso principal é que o homem colhe o que semeia. Jó não deve pedir a ajuda dos céus (v. 1-5).
As dificuldades do homem “não nascem do chão”. Elifaz fala de anjos descendo e trazendo dificuldades e, então, retornando (v. 6, 7). Por esta razão, deve-se buscar a Deus (v. 8), que é um Deus Soberano (vv. 11-12) e faz o que Lhe agrada, mesmo em detrimento da vontade de suas criaturas, reduzindo-as a meros brinquedos. Se Ele quiser quebrar Seus brinquedos, quem poderá impedi-Lo? Este ponto de vista da soberania de Deus exposto por Elifaz não é bíblico e omite a revelação de Seu amor.
Falta a Elifaz o correto entendimento das coisas – o ponto de vista bíblico. A diferença entre o pensamento de Jó e o de Elifaz, ambos equivocados, é que o primeiro traz a ideia filosófica do auto sacrifício e o segundo tem o pensamento “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (Is. 22:13).
Querido Deus,
voltamo-nos para Ti para suprir todas as nossas necessidades, não porque queiramos criar o nosso próprio paraíso na terra, mas porque colocamos em Ti a nossa esperança, para hoje e para o futuro. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/5
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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1242 palavras
1-17 Elifaz continua repreendendo a Jó nos versos 1-7 e depois nos versos 8-27 procura confortá-lo. Fala que Jó deve se submeter a Deus para ser aliviado do seu sofrimento, pois ninguém mais pode ajudá-lo (Bíblia Shedd).
1 Chama […] atenda. Veja se alguém irá te ajudar. (Andrews Study Bible).
Em outras palavras, “se você se afastar de Deus e censurá-Lo, que ajuda poderá invocar?” (CBASD, vol. 3, p. 571).
A ideia de um mediador, alguém para arbitrar entre Deus e Jó, é tema importante no livro (ver 9.33; 16.19,20)
Santos anjos. Heb. qedoshim, “santos” (Bíblia Shedd). Seres celestes (NVI). Os santos anjos, os “filhos de Deus” do prólogo (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Seres celestiais; a mesma palavra é traduzida por “santos” quando se refere a humanos que são fiéis a Deus (15:15; Dan 7:18-27;ver Tb Dan 4:17; 8:24) (Andrews Study Bible).
Literalmente, “santos”. Provavelmente a referência seja a anjos (ver Dn 8.13; Zc 14:5), mas não se deve presumir que esteja sendo endossada a invocação de anjos. Elifaz não é autoridade em assuntos religiosos (CBASD, vol. 3, p. 571).
2 Sem mencionar diretamente, Elifaz dá a entender que Jó nutre ressentimento contra Deus, e as consequências serão desastrosas (Bíblia de Estudo NVI Vida).
3 já vi um insensato lançar raízes. Ímpio que prospera como uma árvore que se arraiga (ver Sl 1.3) (Bíblia de Estudo NVI Vida). Elifaz admite que os ímpios podem “lançar raízes” e prosperar, mas ele não crê que tal prosperidade seja permanente (CBASD, vol. 3, p. 571).
Declarei maldita. Isto é: “Porque sei que a maldição de Deus repousava sobre ela.” (CBASD, vol. 3, p. 571).
maldita a sua habitação. O lar sem Deus é uma angústia contínua (Bíblia Shedd).
4 espezinhados às portas. A porta das cidades antigas era o local onde se reunia o tribunal de justiça. A expressão pode ser equivalente a “são privados de seus direitos no tribunal” (ver Pv 22:22). […] uma alusão à morte dos filhos de Jó (CBASD, vol. 3, p. 571).
5 até do meio dos espinhos. Nem mesmo a cerca de espinhos construída ao redor do campo pode proteger a colheita do tolo dos bandos de saqueadores famintos (CBASD, vol. 3, p. 571).
os seus bens. Uma referência velada às grandes perdas materiais de Jó (CBASD, vol. 3, p. 571).
Intrigante. Heb çammm “armadilha”, ou talvez çemêm, “sedentos”, interpretação esta que concorda com “faminto”, acima (Bíblia Shedd).
6,7 A aflição não é coisa que germina sem causa: é a consequência e o produto natural da maldade humana (Bíblia Shedd).
7 faíscas. Todos os seres humanos pecam; portanto, é tão natural que experimentem problemas como que faíscas voem para cima (CBASD, vol. 3, p. 571).
8-16 Em 5:8-16, após suas denúncias categóricas, Elifaz apresenta uma mudança de tom excepcional. Jó ainda podia ter esperança. Devia voltar-se para Deus porque Ele é poderoso além da compreensão humana. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 101.
8 eu buscaria a Deus. “Se eu fosse você”, Elifaz está dizendo, “pararia de reclamar e buscaria a Deus; em vez de desejar a morte, eu colocaria minha confiança nEle”. É fácil alguém supor que enfrentaria a adversidade com mais coragem do que outra pessoa. A experiência real, às vezes, revela a fraqueza dos mais confiantes. Elifaz estava correto no que disse, mas Jó, posteriormente, avaliou a adequação de sua atitude com as seguintes palavras: “Todos vós sois consoladores molestos” (Jó 16:2) (CBASD, vol. 3, p. 572).
Elifaz, apesar de ser o mais compreensivo dos três amigos, não chega a ser consolador porque não reconhece a extraordinária submissão a Deus já demonstrada por Jó (1.21 e 2.10). A facilidade com que admite os sofrimentos de Jó como fruto de seu pecado pessoal impede de atuar como verdadeiro consolador (Bíblia Shedd).
10 A chuva impede que os pobres sitiantes sejam levados à falência pelos que espreitavam por sua queda (v. 12) (Bíblia Shedd).
16 esperança para o pobre. Esperança de que a injustiça chegará ao fim (ver Sl 107:42) (Andrews Study Bible).
17-26 Jó deve aceitar a punição divina porque Deus cuidará dele e tornará todas as coisas boas no final (Andrews Study Bible).
Elifaz acreditava que a disciplina é temporária e seguida pela cura (v. 18); que o homem bom sempre será liberto. Mas, depois de acabadas as riquezas de Jó, depois da morte de seus filhos, essas palavras a respeito de segurança (v. 24) e dos filhos (v. 25) devem ter parecido bastante cruéis para ele (Bíblia de Estudo NVI Vida).
13 Paulo citará parte deste verso (1Cor 3.19) – a única vez que o livro de Jó será claramente citado no NT. Apesar de Deus repreender Elifaz por estar errado em seu conselho para Jó (42.7), nem tudo que ele disse estava errado. A parte que Paulo citou estava correta – as pessoas são apanhadas em suas armadilhas (“em suas maquinações”). Isto ilustra como a Escritura deve ser usada para explicar e comentar a si mesma. Nós devemos estar familiarizados com o escopo completo da Palavra de Deus para entender suas porções difíceis (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
17 feliz é o homem. A disciplina é uma bênção (Andrews Study Bible).
Elifaz estava certo – é uma bênção ser disciplinado por Deus quando fazemos o que está errado. Contudo, o conselho de Elifaz não se aplicava a Jó. Como sabemos do início do livro, o sofrimento de Jó não era o resultado de algum grande pecado. Às vezes damos excelentes conselhos somente para aprender que ele não se aplica ao momento e, portanto, não é nada útil. Todos aqueles que oferecem conselhos da Palavra de Deus deveriam tomar cuidado em primeiro entender cuidadosamente a situação da pessoa antes de dar um conselho (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Os vs. 17 a 27 provavelmente constituem a suprema passagem entre todas as declarações dos amigos de Jó; contudo está baseada na pressuposição de que Jó estava sendo punido por algum pecado (CBASD, vol. 3, p. 572).
Todo-poderoso. Heb. Shaddai, um dos dois nomes especiais para Deus em Jó, que possui 37 das suas 49 ocorrências em todo o VT. O outro, Eloah, Jó utiliza 41 vezes das 54 no VT (Andrews Study Bible).
19 seis vezes, sim, em sete(NKJV). Tão frequente quanto necessário (ver 33:24, 29) (Andrews Study Bible).
Esses números não devem ser tomados no sentido literal. Seis significa muitos, e sete significa mais. Esta é uma forma poética de dizer que Deus livrará de toda angústia (ver Am 1:3-22, como exemplo de contagem semelhante) (CBASD, vol. 3, p. 572).
22-27 Esta é uma passagem da mais inspirada consolação; só que para Jó, naquele contexto, era uma consolação amarga, porque nela subentendia-se que Jó era grande pecador (Bíblia Shedd).
23 Aliança. Uma figura poética. Os seres animados (os animais) e os inanimados (as pedras) estariam em paz com o servo de Deus (CBASD, vol. 3, p. 572).
A promessa que Oséias proclamaria, com relação aos últimos tempos (Os 2.20), aqui está sendo aplicada individualmente. O homem havia caído por se relacionar erroneamente com a natureza quando se deixou engodar pela serpente e pela atração da árvore; só dentro do plano de Deus, em plena comunhão com Ele, é que o homem pode voltar a ser cabeça da criação, em paz com Deus, consigo mesmo e com a natureza (Bíblia Shedd).
25 serão como a relva. Tão numerosos quanto as folhas da relva (Bíblia de Estudo NVI Vida)
26 a seu tempo. Elifaz afirma que Jó não iria morrer daquela doença; e que sua morte não seria derrota de quem caiu na decrepitude [decadência pela velhice]: seria a vitória de quem estaria considerado maduro e pronto para ser colhido para as habitações eternas (Bíblia Shedd).
27 aplique isso à sua vida. A orgulhosa conclusão de Elifaz (Andrews Study Bible).
O propósito de Elifaz é oferecer consolo e conselho teológico a Jó (2.11), mas, pelo contrário, fere-o com falsas acusações (Bíblia de Estudo NVI Vida).
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“Quanto a mim, eu buscaria a Deus e a Ele entregaria a minha causa” (v.8).
Após o seu discurso nada animador, Elifaz projetou a condição de Jó a uma busca deficiente de Deus. A necessidade de um mediador é destacada, ao mesmo tempo em que é seguida de indiretas, apontando a Jó como homem louco e tolo. As palavras de Elifaz chegam a ser cruéis, visto exporem a miséria e a morte dos filhos de Jó como castigos por sua impiedade. Elifaz ousou falar do que não sabia e sua oratória tornou-se para Jó uma ferida pior do que as que lhe afligiam o corpo.
A experiência de Jó, bem como a ignorância dele e de seus amigos quanto ao conflito cósmico que envolveu a sua vida, nos revela que o sofrimento humano nem sempre acontece como uma disciplina de Deus. Desde que o pecado entrou no mundo, há um inimigo que age de forma a levar o homem a pensar que Deus é o responsável por toda a miséria que nos sobrevém. Ao incitar Caim a matar Abel, ao dominar as paixões dos antediluvianos, ao sugerir que o homem é dono da própria razão, Satanás tem levado a humanidade a pensar nas ações de Deus como atos de um governo autoritário e cruel.
Sabemos que os sofrimentos de Jó não foram resultados de uma vida impiedosa e tola. Ele foi vítima da ira daquele que “vem somente para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Notem que o inimigo seguiu exatamente essa ordem. Ele roubou de Jó seus bens, a vida de seus filhos e a sua saúde. O passo seguinte, não fosse a fidelidade e perseverança de Jó, seria a morte, e, por fim, a destruição, que tem a ver com resultados definitivos e eternos. Essa ordem manifesta a soberania de Deus e Seu amor pelo ser humano, visto que Ele não permite que Satanás atinja o seu propósito final sem antes nos prover um acessível e suficiente livramento.
Amados, não é cristão colocar o dedo nas feridas uns dos outros. Fomos chamados para curar e não para diagnosticar. Se mesmo diante de pecados públicos Jesus declarou: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo.8:11), quanto mais devemos nós agir com misericórdia! Não podemos admoestar sem que antes recebamos do Espírito Santo a devida capacitação e sabedoria, ou confundiremos admoestação com condenação. Que diante do sofrimento alheio, sejamos lenitivo ao nosso próximo e deixemos o julgamento a cargo do justo Juiz. “Ouve-o e medita nisso para teu bem” (v.27).
Pai Celestial, que nos ama com amor eterno, Te pedimos o Teu amor sendo derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que o Senhor nos prometeu e tem prazer em nos dar. Sem o Teu amor somos incapazes de fazer o bem e de andar na Tua vontade. Podemos até proferir verdades como fez Elifaz, mas, sem amor, elas se tornam palavras tolas e até injustas. Como necessitamos também da Tua sabedoria, Senhor – que não consiste em eloquência, filosofia ou ciência – mas em uma fé simples e prudente. Dá-nos essa sabedoria, que, até sem palavras, sempre nos guia às melhores decisões. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amáveis e sábios de Deus!
Rosana Garcia Barros
#JÓ5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 5 – A compreensão do sofrimento depende mais da visão teológica da pessoa que de conhecimento filosófico, sociológico e psicológico.
Comparando o discurso de Elifaz com os primeiros capítulos do livro de Jó, perceberemos duas perspectivas em relação ao sofrimento de Jó, sua causa e seu significado.
O livro inicia apresentando Jó como um homem justo e temente a Deus, abençoado economicamente, desfrutando de um ambiente familiar feliz. Até que Deus permitiu a Satanás testar a fé desse homem consagrado, consentindo que perdesse tudo o que tinha – família, prosperidade e saúde. Contudo, apesar de indescritível dor e sofrimento, Jó não se revoltou contra Deus; ao contrário, preservou sua fidelidade e sua adoração apesar da adversidade.
Em contraste, em Jó 5 Elifaz aponta que o sofrimento de Jó devia resultar de um pecado pessoal. Então, em sua abordagem incentivou Jó a buscar misericórdia divina e arrepender-se; caso seguisse este caminho, poderia desfrutar novamente as preciosas bênçãos de Deus. Mesmo sugerindo que o sofrimento possa caracterizar uma disciplina paterna, Elifaz colocou ênfase especialmente na necessidade de Jó arrepender-se de algum pecado particular.
• Tal diferença fundamental na perspectiva do sofrimento norteará o livro todo.
• Ao refletirmos no discurso dos personagens, não devemos esquecer a introdução do livro.
• Esquecer as informações privilegiadas em Jó 1 e 2, implicará em tatear no escuro – como os amigos de Jó diante do sofrimento.
Uma perspectiva limitada da vida confunde nossa percepção da realidade. Em Jó 5 Elifaz reconheceu a piedade de seu amigo, considerando que Deus abençoa os fieis. Todavia, na sequência, sugeriu que Jó sofria devido a algum pecado particular, pois sua dor não era apenas parte natural da vida neste mundo corrompido pelo mal (Jó 5:6). Consequentemente, seu apelo a Jó visava arrependimento, pedindo que não desprezasse a disciplina corretiva divina (Jó 5:17-18).
Fica evidente no discurso de Elifaz que nem todos os bons conselhos são úteis; devemos cuidar no aconselhar e no receber conselhos, mesmo sendo bíblicos e sábios!
Diante disso, Jó 5:1-27 oferece-nos importantes aplicações:
• A justiça e a piedade não blindam ninguém diante do sofrimento.
• Nem sempre o sofrimento é resultado de algum pecado pessoal.
• É preciso ter muito cuidado ao aconselhar àqueles que sofrem.
• Precisamos da revelação divina para compreender melhor a vida.
Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.