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Texto bíblico: JÓ 13 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: JÓ 13
Tudo o que você sabe, eu também sei. Já ouvi tudo isso antes. E eu não sou inferior a você, e darei minha opinião — embora minha disputa não seja realmente com você.
Eu gostaria de poder falar com Deus! Se ao menos Ele me desafiasse, para que eu pudesse responder a Ele — ou talvez Ele me ouvisse falar e então me corrigisse.
Mas vocês, irmãos, eu gostaria que simplesmente respirassem profunda e calmamente! Ficar em silêncio seria uma sabedoria maior do que qualquer coisa que ouvi de vocês desde que chegaram aqui!
Além disso, Deus não precisa das suas fábulas para “tirá-Lo de situação difícil”.
Vocês nem sequer ficam maravilhados com quem Ele é? Vocês não têm medo de espalhar suas mentiras baratas diante de Sua glória?
Então, fiquem em silêncio, e eu falarei — e aconteça o que acontecer, acontecerá. Eu assumo.
Mesmo que Deus me mate, ainda assim confiarei n’Ele! Mas eu sei que sou inocente! Eu sei que estou certo! Alguém pode provar que estou errado?
E, Deus, parece mesmo que Tu estás trazendo à tona as indiscrições da minha juventude — mesmo amargas acusações contra mim. Por que escondes de mim o Teu rosto como se eu fosse Teu inimigo? Retira a Tua mão de sobre mim, ó Deus! Por favor, não deixes que o Teu terror me amedronte!
Virgínia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley, Spokane, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/13
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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654 palavras
A partir de Jó 13:1, a refutação de Jó aos argumentos de seus amigos incluiu um protesto defendendo que ele tinha sabedoria, que preferia uma audiência com Deus e que seus amigos deveriam se calar, pois o próprio Deus repudiaria suas caracterizações fraudulentas Dele. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.
3 O real foco de Jó, desde o começo, é Deus (9:3, 14-16,19-20, 32-35) (Andrews Study Bible).
4 Besuntais. Encobrem os angustiosos mistérios do universo e da consciência humana com generalidades banais. Bíblia Shedd.
sois médicos que não sabem nada. Jó comparou seus três amigos a médicos que não sabiam o que estavam fazendo. Eram como cirurgiões de olhos que tentam realizar cirurgia de coração aberto. Muitas de suas ideias sobre Deus eram verdadeiras, mas não se aplicavam à situação de Jó. Eles estavam certos em dizer que Deus é justo. Eles estavam certos em dizer que Deus castiga o pecado. Mas eles estavam errados em supor que o sofrimento de Jó era um justo castigo por seu pecado. Eles tomaram um princípio verdadeiro e o aplicaram de forma errada, ignorando a enorme diferença entre as circunstâncias humanas. Devemos ser cuidadosos e compassivos na forma de aplicar as condenações bíblicas para os outros; devemos ser lentos para julgar (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
7 em favor de Deus vocês falarão perversidades? Quantas vezes coisas injustas foram ditas ou feitas, professamente para promover os interesses de Deus! (CBASD, vol 3, p. 597).
13-28 Jó se volta para Deus. Os ímpios são os únicos a terem motivo de recear a presença de Deus. Jó busca-O, suplicando que Deus o escute e o atenda. Bíblia Shedd.
14 tomarei a minha carne nos meus dentes. Significa: “Arriscarei minha vida” (Andrews Study Bible).
[…] suas [de Jó] declarações o colocavam em perigo, mas ele estava determinado a continuar, de qualquer maneira. […] Esta frase parece implicar a ideias de um risco calculado (CBASD, vol 3, p. 598).
15 eis que me matará, já não tenho esperança (ARA). NVI, ACF, ARC: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle”).
Pode ser traduzido: “Ainda que ele me matasse, nele esperarei (ARC); mas defenderei na sua presença o meu proceder” (Matos Soares). Bíblia Shedd.
Com base nesta tradução, este versículo tem sido frequentemente citado como suprema expressão de confiança no Senhor (Bíblia de Genebra).
[…] o primeiro degrau da escada pela qual Jó emergiu de seu abismo de desespero (CBASD, vol 3, p. 599).
É com estas palavras que Jó revela sua grande fé. Apesar de sua situação difícil e da dor que sente, Jó confiou nos juízos de Deus. Que Deus ajude cada um de nós a ter semelhante fé nele, independentemente daquilo que Deus permite que sobrevenha ao nosso caminho (Bíblia Evangelismo em Ação NVI Vida).
20 Em seguida, Jó iniciou seu discurso mais extenso a Deus (13:20 – 14:22). Porém, seu otimismo não permaneceria constante e, de forma gradual, ele se concentrou cada vez menos em falar diretamente a Deus. Sua esperança de uma rápida restauração física também parece ter se desvanecido. Ele pode ter clamado menos pela atenção pessoal de Deus porque não esperava mais que Deus aliviasse prontamente seu sofrimento. Como ele perdera a esperança de uma restauração física, houve menos envolvimento direto entre ele e o Deus sobre quem ele falava, mas não conseguia encontrar. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.
21 “Mão” em 13:21 significa “opressão”. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 108.
24 me tens por Teu inimigo. Essa é a fantasia enganosa com a qual Jó lutava. Deus nunca considerou Jó seu inimigo (Bíblia de Genebra).
25 uma folha […] a palha seca. Jó se compara a dois dos objetos mais insignificantes e sem valor (CBASD, vol 3, p. 599).
26 coisas amargas. Venenosas (Andrews Study Bible).
27 no tronco. Um primitivo meio de punição e aprisionamento (CBASD, vol 3, p. 599).
tronco […] observas […] limites […] Três expressões diferentes mostram como Jó se compara a um perverso criminoso aprisionado e sob a mais rigorosa vigilância. Bíblia Shedd.
28 coisa podre. Jó se refere à fragilidade dele próprio e de toda a humanidade (CBASD, vol 3, p. 600).
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“Atentai para as minhas razões e dai ouvidos à minha exposição” (v.17).
Um contraste é apresentado neste capítulo: o falatório dos amigos de Jó e o silêncio de Deus. Em defesa de sua integridade, Jó apelou para a consciência dos que o acusavam e questionou as razões de seu sofrimento ao Senhor. Mesmo diante de seu deplorável estado físico, econômico e emocional, Jó não permitiu que seus amigos o tratassem como inferior e os classificou como “médicos que não valem nada” (v.4). Quem dera tivessem se calado, e seriam considerados sábios!
Jó já não alimentava esperança alguma nesta Terra. Como “uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida da traça” (v.28), seu corpo emanava o odor da morte. Para ele e para aqueles que o viam, era só uma questão de tempo para que seus gemidos cessassem. Foi mediante esse pensamento que resolveu externar a sua agonia, mesmo sabendo que ouviria outros discursos condenatórios. Jó mudou o rumo da sua fala para o Santo Ouvinte, para Aquele com Quem havia aprendido a se relacionar e a confiar. Sua inquietação era conhecer o motivo de sua desventura.
O pedido de Jó: “Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado” (v.23), deveria ser o nosso pedido diário. Não como uma resposta ao sofrimento, mas como uma forma de estreitarmos a nossa relação com Deus e dEle dependermos; para confessarmos as nossas transgressões e vivermos em novidade de vida, como está escrito: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv.28:13). Jó foi sincero em suas palavras e não buscou o favor de homens, mas buscou desesperadamente a aprovação de seu Amigo e Redentor.
Além de escavar no passado os tesouros de seu íntimo relacionamento com o Senhor, o flagelo de Jó o fez revirar a lama dos pecados de sua mocidade (v.26). Essa é uma estratégia que o Maligno usa constantemente contra os filhos de Deus. Mediante as tempestades da vida, ele nos traz à memória lembranças de pecados já confessados e abandonados; e, num jogo desleal e cruel, faz de tudo para desviar o nosso olhar do compassivo Salvador e de Seu perdão irrevogável. Assim como a nuvem que descarrega a tempestade se dissipa e nunca mais se refaz, os pecados perdoados são lançados “nas profundezas do mar” (Mq.7:19), e de lá jamais serão retirados.
“Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar no homem” (Sl.118:8). Jesus, que é a própria Palavra (Jo:1:1), nos deixou exemplo disso. Nas madrugadas, em Seus lugares solitários, Ele buscava no Pai a sabedoria e a força para enfrentar as batalhas de cada dia. A Sua comunhão com o Céu foi o que O sustentou no deserto, O guiou em Seu ministério terrestre e O fortaleceu até a cruz. A vontade de Deus era o Seu alimento, e a oração, o Seu oxigênio. Assim como Jó sofreu com o silêncio de Deus, Jesus padeceu em agonia por sentir em nosso lugar o terrível castigo da ausência do Pai. Mas, porque Cristo vive, nós também viveremos (Jo.14:19).
Abra o seu coração ao Senhor e O busque em sinceridade! E, quando encontrá-Lo, você descobrirá a verdadeira felicidade: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:13 e 14).
Santo Deus, Tu és o nosso refúgio e fortaleza e tens nos socorrido em nossas adversidades. Louvado seja o Senhor! Pai querido, clamamos pelo Espírito Santo, para que o Teu perdão e a Tua graça sobrepujem as tentativas do inimigo de nos fazer desanimar e esmorecer! O Senhor nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do Seu amor. Transforma a nossa vida à semelhança do caráter de Jesus. É pelos méritos dEle e em Seu nome que a Ti oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, novas criaturas em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#JÓ13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 13 – A fé é madura quando vale mais que a vida! Nossa confiança em Deus deve estar acima das nossas necessidades vitais. Nisso residia a firmeza espiritual de Jó, um grande exemplo para nós.
Quando nossa fé é madura o suficiente para valer mais do que a vida, podemos perder tudo, sofrer à beça, ser acusados por amigos sem ser culpados, sem jamais perder a fé. Pode-se até perder a paciência, pode até entender ser injusta a situação que está enfrentando, inclusive pode pensar que Deus não Se importa com seu sofrimento, mas a fé permanecerá em pé!
Jó atingiu tal nível de fé, por isso em meio ao emaranhado complexo que envolvia sua condição, pôde expressar a máxima confiança em Deus ao declarar: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle” (Jó 13:15).
Antes disto, Jó havia respondido às acusações de seus amigos que alegavam ser ele merecedor do sofrimento devido a seus pecados; então, os repreendera pelas palavras cruéis, desprovidas de compaixão (Jó 13:1-12).
Após Jó 13:15, Jó demonstrou não compreender a sabedoria e a justiça divinas; porém, em meio às incertezas e dúvidas, afogando entre seus muitos questionamentos sem respostas (Jó 13:16-28), ele mantinha firme sua fé madura, bem mais valiosa que a vida!
Confiar em Deus, ainda que isso signifique a própria morte, é a filosofia de vida daqueles que vencerão pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho, conforme revela Apocalipse 12:11.
Abrir mão da vida em prol da fé em Cristo é a essência da verdadeira religião. Jesus mesmo salientou: “Se alguém quiser acompanhar-Me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará” (Lucas 9:23-24).
Nossa fé não deve ser menor que o medo da morte, para que nossa fidelidade não dependa das boas circunstâncias. Assim, apesar de, perder tudo como Jó, da perseguição e tortura dos mártires em Apocalipse 12:11, a fé em Cristo permanecerá em pé.
A fé madura não tombará diante das terríveis agruras deste mundo; pois sabe que haverá uma preciosa recompensa futura, provida por Deus, conforme prevê as Escrituras (Mateus 5:11-12; 1 Pedro 1:3-9; Apocalipse 2:10).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 12 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: JÓ 12
Jó respondeu a Zofar: Então vocês são os especialistas, não são? — aqueles que sabem tudo — e quando vocês morrerem, a sabedoria morrerá com vocês.
Pois bem. Eu também tenho entendimento! Eu também tenho aprendido, durante toda a minha vida, com os mais velhos, bem como com a minha própria experiência, e com o próprio Deus – embora eu seja ridicularizado por isso. E se vocês descessem do pedestal, talvez conseguissem compreender, como eu compreendi, lições até mesmo do mundo natural.
Estudem os animais e deixem que eles lhes ensinem, e as aves, e deixem que elas lhes contem—observem atentamente a terra e ponham o ouvido no chão, e perguntem até aos peixes, e todos eles lhes declararão que a mão de Deus está envolvida nisso! A vida de todos os seres vivos é emprestada por Deus, até mesmo o fôlego de cada ser humano. Cada capacidade que possuímos é uma dádiva de Deus – o ouvido para avaliar as palavras, a boca para provar os alimentos.
Sim, aprendemos à medida que envelhecemos. Nossos anos são oportunidades para adquirir entendimento. Mas Deus é a Fonte de sabedoria e força! Ele é nosso conselho e entendimento! Ao cooperar com Ele e com as estruturas e sistemas que Ele estabeleceu, os seres humanos podem encontrar sucesso. Mas sem a Sua luz, cambaleamos como bêbados.
Virgínia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley, Spokane, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/12
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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934 palavras
12.1 – 14.22 A resposta de Jó neste longo discurso começa com uma explosão de sarcasmo contra seus conselheiros. Ele continua falando com eles até 13.19. Em 13.20 Jó se volta para Deus, causando uma grande quebra de discurso. Essa inclinação de Jó para falar com Deus (orar) contrasta com a atitude dos conselheiros, que nunca disseram uma só palavra para Deus. Eles tão-somente falavam sobre Ele (Bíblia de Genebra).
1-6 Jó, irritado com a atitude dos seus amigos, volta-se para fustigá-los resistindo à sua atitude fácil e pretensiosa, empregando as faculdades da crítica, da lógica e do sarcasmo. Bíblia Shedd.
Esse discurso final do primeiro ciclo começa com uma nota de indignação contra os amigos de Jó (12:1-6). A resposta sarcástica de Jó revelou sua irritação com a condenação doutrinária de seu caráter. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.
1. Jó respondeu. Neste discurso, que abrange os cap. 12 a 14, Jó pela primeira vez usou sarcasmo ao dirigir-se aos seus amigos. O ataque verbal, porém, parece ter um propósito secundário. O principal objetivo de Jó é justificar suas afirmações prévias: (1) que o rumo tomado pelos acontecimentos terrenos, sejam eles bons ou maus, deve ser atribuído a Deus; e (2) que seus sofrimentos lhe dão o direito de defender-se diante de Deus e de exigir saber por que ele está sendo punido daquela maneira (CBASD, vol. 3, p. 594).
2 vós sois o povo. Esta linguagem expressa sarcasmo mordaz. Jó parece dizer: “Vocês são as únicas pessoas que devem ser levadas em consideração, as únicas que merecem atenção e as únicas que podem falar” (CBASD, vol. 3, p. 594).
2,3 Jó expressa sua ira à insensibilidade de seus orgulhosos amigos (Andrews Study Bible).
4 irrisão (Almeida). NVI: “objeto de riso”.
5 aquele cujos pés já vacilam. A ideia está razoavelmente clara. Jó chama a atenção para a fraqueza humana que faz com que os homens cubram de desprezo os desafortunados e deem mais um empurrão nos que já estão cambaleando (CBASD, vol. 3, p. 594).
Aqueles que estão bem zombam daqueles que estão com problemas (Andrews Study Bible).
Jó continuou a se preocupar com a injustiça da vida e observou que os criminosos prosperam sem ser perturbados (v. 6). Seus amigos se juntaram à ridicularização da pessoa justa, incluindo o próprio Jó, ignorando o próprio fato de que a maldade prospera no mundo. Os iníquos prosperam no poder que vem do mesmo Deus que eles desafiam. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.
13-25 Depois de ter zombado da afirmação ingênua de seus amigos de que os ímpios sempre sofrem e os justos sempre prosperam, Jó agora retratava um Deus muito mais imprevisível em Seu poder do que o raciocínio permitia (12:13-25). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 107.
Deus é todo-poderoso, e tudo que se opõe a Ele não pode prevalecer (vv 13-16). Jó reconhece que a plena sabedoria é privativa de Deus, e, reconhecendo que seus amigos não poderão dar uma resposta cabal às suas indagações mais profundas, pois só ensinam generalidades religiosas já conhecidas por Jó, e que nem sabem desvendar a causa específica daquilo que Jó está passando, vai encaminhando suas dúvidas para a consideração do próprio Deus. Mais tarde, outra visão sobre a sabedoria divina há de ensinar a Jó que só mediante o temor de Deus é que o homem tem acesso a essa sabedoria. Bíblia Shedd.
16 Sabedoria. Aqui, o heb tūshiyyā, frequentemente traduzido por “substância”, é muito comum no livro de Jó. Bíblia Shedd.
17 Aos conselheiros, leva-os despojados. Os conselhos dos grandes homens e dos sábios não prevalecem contra Deus. A palavra traduzida como “despojados”, literalmente, significa “descalços”. A figura é provavelmente alusiva à prática de remover as vestes exteriores dos cativos de guerra (ver Mq 1:8) (CBASD, vol. 3, p. 595, 596).
Não se deve interpretar que Deus destrói sistematicamente o que há de melhor na vida humana; o que está sendo dito aqui, e nos versículos seguintes é que: 1) Em comparação com a sabedoria divina, o melhor que os homens fazem nada é; e 2) Deus tem autoridade para dissolver os melhores planos humanos, ainda que feitos por reis, sacerdotes, sábios e juízes. Bíblia Shedd.
18 uma corda lhes cinge os ombros. A última parte do verso retrata os reis que antes aprisionaram a outros e, mais tarde, foram amarrados e levados como prisioneiros. Toda a série de observações aqui se refere aos revezes e às mudanças de situação na vida (CBASD, vol. 3, p. 596).
21 afrouxa o cinto. Os orientais usavam túnicas soltas amarradas por um cinto nos quadris. Quando eles trabalhavam, corriam ou viajavam, as túnicas ficavam amarradas. Afrouxar o cinto significava impedir a execução dessas atividades (CBASD, vol. 3, p. 596).
24, 25 Jó afirmou que nenhum líder tem verdadeira sabedoria à parte de Deus. Nenhuma pesquisa ou relatório pode prevalecer sobre a opinião de Deus. Nenhuma descoberta científica ou avanço médico O toma de surpresa. Quando buscamos orientação para nossas decisões, devemos reconhecer que a sabedoria de Deus é superior a qualquer outra que o mundo tem para oferecer. Não deixe que os conselheiros terrenos diminuam o seu desejo de conhecer melhor a Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
25 Nas trevas andam às apalpadelas. Isto encerra o capítulo e, com ele, a controvérsia com respeito ao conhecimento de Jó sobre ditados proverbiais impressionantes e pertinentes. Jó demonstrou que estava tão familiarizado com provérbios sobre Deus quanto seus amigos, e que tinha ideias tão elevadas como as deles sobre o controle e o governo do Altíssimo. Os amigos interpretavam a Deus como alguém que recompensava as pessoas nesta vida de acordo com seus atos. Jó vê a Deus como alguém que governa os assuntos humanos a partir de outro critério, não por seus atos. Ele acha que sua vida tem sido irrepreensível (CBASD, vol. 3, p. 596).
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“Também eu tenho entendimento como vós; eu não vos sou inferior; quem não sabe coisas como essas?” (v.3).
Daqueles de quem esperava ouvir palavras de conforto e de esperança, Jó encontrou mais um motivo de tristeza e de desânimo. Acusado injustamente, seus amigos tornaram-se oponentes que queriam a todo custo convencê-lo de que sua condição significava a colheita de sua impiedade. Como um tição tirado do fogo, a enfermidade o consumia, mas não machucava mais do que as palavras de depreciação em discursos especulativos.
Após tirar de Jó toda a sua prosperidade, mergulhá-lo em um terrível luto e afligi-lo com enfermidades malignas, Satanás acrescentou a tudo isso uma de suas maiores e piores armas: o próprio homem. Através de seus agentes humanos, ele persegue, aflige e maltrata a muitos, mas seu ódio homicida tem como alvo principal o fiel servo de Deus. Confiados em sua posição contrária à de Jó, aqueles homens julgaram-se sábios e suficientemente corretos para dirigirem-se a ele do alto do “pódio da santidade”.
A defesa de Jó revelou-se como um ato desesperado de não vituperar a sua fé. Ele tinha guardadas na lembrança as suas experiências com Deus por meio da comunhão. Olhando para o passado, Jó suportava o presente e visualizava o futuro. E, dia após dia, ainda que não notasse, Deus aliviava as suas aflições e colocava em seu coração a grande esperança que irrompe as barreiras das dificuldades deste mundo e que nem a morte pode conter, como expressou na sua mais célebre declaração: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25).
Diante das densas trevas morais e espirituais destes últimos dias, estamos cercados de perigos que sobrepujam as enfermidades do corpo ou as intempéries do dia a dia. Maiores do que essas coisas são aquelas que põem em risco a nossa sanidade mental e até a nossa salvação. O mundo caminha para uma iminente crise que nos afetará não somente em escala política, econômica ou ambiental, mas que provará severamente a nossa fé. Se não estamos aproveitando, hoje, o tempo de oportunidade que nos é dado, e se não considerarmos o que o Senhor realizou no passado, olharemos para o futuro sem nenhuma esperança.
Mas, se como Jó confiarmos: “Com Deus está a sabedoria e a força; Ele tem conselho e entendimento” (v.13), podemos estar certos “de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39). Satanás pode até nos atacar com suas armas falíveis, mas Deus nos põe “por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze” (Jr.1:18), pois “não há outro deus que possa livrar como Este” (Dn.3:29). Portanto: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5).
Pai Celestial, diante das injustiças deste mundo, que possamos sempre ter em mente as Tuas preciosas e fiéis promessas. Faz-nos fortes no Senhor, para que a nossa fé não desfaleça e a nossa esperança não esmoreça. E que o Teu Espírito continue nos revelando, através da Tua Palavra, a Tua sabedoria e o Teu conhecimento. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#JÓ12 #RPSP
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JÓ 12 – Parece mais fácil fazer teologia que demonstrar solidariedade e empatia diante do sofrimento humano. Contudo, a falta de empatia dos amigos de Jó proveu-nos um livro teológico e filosófico, que auxilia-nos na compreensão das adversidades humanas e no entendimento do quê fazer – e não fazer – diante do sofrimento.
Os amigos que foram consolar Jó o irritaram com suas palavras e acusações infundadas. A frieza e falta de empatia deles tornava o “consolo” deles indesejado. Depois que os três “amigos da onça” fizeram seu discurso, Jó ficou irritado; por isso, “ele exibiu amargo sarcasmo”, afirmou Merrill Unger.
Corroborando com esta afirmação, John MacArthur ampliou, dizendo que “Jó respondeu em defesa própria usando palavras fortes… Jó respondeu com grande sarcasmo aos seus amigos sabe-tudo (v. 2), e então os lembrou de que compreendia os princípios dos quais eles falavam (v. 3), que eram irrelevantes para sua situação. Como se não bastasse, Jó desesperou diante da dor de se tornar objeto de chacota de seus amigos, embora fosse inocente (v. 4)”
• Jó reagiu aos discursos de Elifaz, Bildade e Zofar usando linguagem irônica para questionar a sabedoria deles e indicar que estavam simplesmente repetindo clichês e ideias pré-concebidas (Jó 12:2-6).
• Depois, em vez de ficar combatendo a sabedoria dos amigos, Jó optou por refletir sobre a natureza de Deus e Sua relação com Sua criação (Jó 12:7-12).
• Por fim, Jó se dispôs a ir bem além da filosofia de seus amigos, mergulhando fundo na complexidade e incertezas da vida, confiando em Deus mesmo sem entender tudo o que gostaria (Jó 12:13-25).
Duas exegeses são fundamentais no estudo e aplicação dos princípios religiosos. Além de saber interpretar o texto sagrado corretamente é importante saber interpretar o destinatário de nossas aplicações teológicas. Sem perceber a real situação do sofredor, ainda que digamos certas verdades, elas serão mal aplicadas – comprometendo, assim a verdade!
Além disso, a verdadeira sabedoria não pode ser encontrada em clichês teológicos ou ideias pré-concebidas recheadas de conceitos pré-estabelecidos. Para sair da superficialidade é necessário reconhecer a complexidade e injustiças no mundo, mantendo a fé e confiança em Deus!
Ser simplista na abordagem do sofrimento causa mais mal do que bem! Jó sofria ainda mais com o “conforto” de seus amigos…
Como carecemos de sabedoria! – Heber Toth Armí.