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Texto bíblico: SALMO 43 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: SALMO 43
A maioria das pessoas provavelmente já foi acusada injustamente, julgada erroneamente ou, no mínimo, mal compreendida. Lembro-me na escola primária de ter sido acusado de algo que eu não havia feito. Até hoje, ainda sinto incômodo ao pensar no ocorrido. Fui obrigado a pagar para consertar algo que eu não havia quebrado. Simplesmente não foi justo.
O autor do Salmo pede que Deus o justifique e defenda a sua causa (v. 1). Parece que, quando estamos com problemas, reconhecemos a nossa necessidade da ajuda divina. O salmista nos lembra: “Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte” (v. 3).
O ponto alto vem a seguir: “Então irei ao altar de Deus, a Deus, que é a minha grande alegria” (v. 4). Esta é uma referência clara ao santuário, o qual equivale a estar na presença de Deus. Como adventistas, isso é absolutamente crucial, porque a “mensagem do santuário” está no centro de nossa identidade. Jesus é nosso Sumo Sacerdote advogando em nosso favor (veja Hb 4:14-16). Não é de admirar que o salmista termine com palavras que se tornaram uma canção favorita das Escrituras: “Espera em Deus [minha alma] pois ainda O louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.” (v. 5).
Michael W. Campbell
Diretor de arquivos, estatísticas e pesquisa da Divisão Norte-Americana da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/43
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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311 palavras
Oração para ser livrado do inimigo e para ser restaurado à presença de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Originalmente, este e o salmo anterior [42] eram um único salmo. Bíblia de Genebra.
1 Faze-me justiça… pleiteia a minha causa. Essas palavras são termos técnicos jurídicos que emprestam ao salmo um pano de fundo forense. Bíblia de Genebra.
pleiteia. Do heb. “contender”, “conduzir um caso contra alguém” (ver com. do Sl 35:1; cf 1Sm 24:15). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 830.
nação contenciosa. É provável que o salmista se refira à sua nação, pois sabe que ela está longe do ideal de Deus. CBASD, vol. 3, p. 830.
É só Deus que pode julgar nosso íntimo, e dar a sentença adequada; é Ele o nosso juiz, Advogado e Libertador (Tg 4:12; 1Jo 3;20). Bíblia Shedd.
2 Tu és o Deus da minha fortaleza. De Deus somente vem a nossa força, por isso não somos nós que devemos atacar nossos inimigos; Deus o fará, se a causa for justa. quando profundas dúvidas surgem, devemos recorrer as Promessas de Deus, em Hb 13.5-6. Bíblia Shedd.
Por que…? Repete-se a pergunta do Salmo 42:9 com mais veemência. Davi não se sente apenas esquecido, ele se sente rejeitado. CBASD, vol. 3, p. 830.
3 a Tua luz e a Tua verdade. A verdade de Deus (ver 1 João 2:27) fornece o caminho certo a seguir, e a luz de Deus (ver 1 João 1: 5) fornece a visão clara a seguir. Se você se sente rodeado de trevas e incertezas, siga a luz e a verdade de Deus. Ele irá guiá-lo. Life Application Bible Kingsway.
4 harpa. Quando não se pode expressar a alegria na linguagem humana, a música supera as limitações da linguagem. CBASD, vol. 3, p. 830.
5 Por que estás abatida…? Neste refrão está a síntese da experiência do cristão: o problema do sofrimento, a certeza do auxílio e a confiança na vitória final mediante a fé (ver 1Jo 5:4). CBASD, vol. 3, p. 830.
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“Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha alegria; ao som da harpa eu Te louvarei, ó Deus, Deus meu” (v.4).
Este Salmo parece uma continuação do Salmo de ontem. O versículo cinco possui o mesmo conteúdo dos versículos cinco e onze do Salmo anterior. A mensagem central do Salmo de ontem foi o desejo de ver a Deus. E a de hoje é o desejo de estar no lugar onde Deus habita.
Certamente, o salmista sabia o que queria e a opressão dos inimigos era algo que muito o incomodava (v.2). Um povo contencioso, ou seja, duvidoso, litigioso (v.1), o afligia, a ponto de questionar a Deus sobre o seu infortúnio (v.2). Ao pedir que o Senhor enviasse a Sua luz e a Sua verdade (v.3), o salmista revelou a forma de sermos guiados ao santo monte de Deus: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e luz para os meus caminhos” (Sl.119:105); “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17).
Somente na Palavra de Deus podemos encontrar a luz para nos fazer enxergar, e a verdade para nos santificar. Todos os que desejam estar onde o Senhor está, buscam a iluminação das Escrituras e, através do conhecimento da verdade, estão em conexão com Cristo, sendo “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18).
Não existe resultado Céu, se antes não houver esforço de nossa parte aqui nesta terra. Jesus mesmo nos advertiu: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois Eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lc.13:24). O esforço que Cristo requer de nós não se refere às nossas obras, meus irmãos. Não se trata de quem dá mais estudos bíblicos ou acumula mais cargos na igreja. Trata-se de comunhão pessoal. As obras externas devem ser tão somente o resultado da obra interna que Deus realiza no coração. Pois fomos “criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10).
Prestem bastante atenção, amados: não temos como saber qual é a vontade de Deus em nossa vida se não formos Seus amigos. O que foi que levou Enoque a ser trasladado para o Céu? A sua intimidade com Deus, em andar com Ele (Gn.5:24). O que foi que levou Abraão a ser conhecido como amigo de Deus (Is.41:8)? A sua fé adquirida pela comunhão que tinha com o Senhor (Gn.15:6). O que foi que livrou Daniel da fúria dos leões? A sua intimidade com Deus através de uma vida de oração (Dn.6:10).
Portanto, ser reavivado pela Palavra e manter uma vida de oração, estabelece um elo de ligação entre criatura e Criador que culminará no breve encontro com Ele: “Então, irei ao altar de Deus” (v.4). Se Deus é a sua alegria, se você anela estar em Sua habitação, então, como o salmista, você tem o privilégio de dirigir-se a Ele como “Deus meu” (v.4). Com essa esperança maravilhosa em nosso coração, oremos, amados:
Oração: Esperamos em Ti, ó Deus, pois ainda O louvaremos, a Ti, pois Tu és o nosso auxílio e o nosso Deus! Tu és a nossa alegria e almejamos a Tua habitação! Vem estar conosco na pessoa do Teu Santo Espírito, pois queremos andar Contigo como andou Enoque, ser Teus amigos como foi Abraão e falar Contigo como Daniel. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#SALMO43 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 43 – Este Salmo ecoa o brado de alguém que recusa a acomodação na obscuridade. Aos que vivem em meio às névoas do mal, o salmista nos ensina a suplicar: “Envia a Tua luz e a Tua verdade; elas me guiarão e me levarão ao Teu Santo Monte, ao lugar onde habitas”. Este clamor vai além da simples poesia hebraica; é a necessidade urgente do povo remanescente diante dos últimos capítulos da história humana.
Neste contexto, o verdadeiro reavivamento não nasce da mera emoção, mas do encontro com a verdade divina. Vivendo em uma era de relativismo moral e cegueira espiritual, ansiar pela luz da verdade é fundamental para não cair nos enganos satânicos. Precisamos focar na revelação do caráter de Deus manifestada no Santuário Celestial, onde o Cristo ressurreto intercede por nós no Lugar Santíssimo. É ali que a justiça e a Lei divina brilham com fulgor inabalável (Apocalipse 11:15-19), discernindo as intenções do coração e purificando o templo de nossa alma.
Quando Deus faz justiça, sustenta àqueles que clamam por Ele (Salmo 43:1-2) e a luz do Santuário penetra à mente, a apatia é destruída. O Salmo nos conduz do lamento do julgamento à libertação da adoração purificada: “Então irei ao altar de Deus, a Deus, a fonte de minha plena alegria. Com a harpa te louvarei, ó Deus, meu Deus!” (v. 4). O altar não tolera o pecado de estimação nem o formalismo morno. Reavivamento genuíno exige a restauração da verdadeira espiritualidade. Promovendo alegria!
Diante do que Deus fez, faz e fará a quem O buscar piamente, devemos confrontar nosso espírito:
• “Por que está assim tão triste, ó minha alma?”
• “Por que está assim tão perturbada dentro de mim?”
Precisamos combater o pessimismo, a angústia, a aflição que nos impedem ter alegria em Cristo. Em vez de focar nas desgraças da vida, devemos incentivar nosso coração: “Ponha a sua esperança em Deus” e ter fé; a ponto de, mesmo sem entender, alcance esperança: “Pois ainda O louvarei; Ele é o meu Salvador e o meu Deus” (v. 5).
A força capacitadora do nosso Deus nos dá autoridade e ousadia para enfrentar provações, pregar a luz da verdade em meio às trevas e vencer o medo “dos homens traidores e perversos”. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SALMO 42 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: SALMO 42
Ninguém sabe melhor o que significa ter sede do que alguém que faz uma caminhada. Certa vez, decidi caminhar até o fundo do Grand Canyon com alguns amigos e levei apenas uma pequena garrafa de água. Mal chegamos ao topo depois de reabastecer na parte inferior. Com certeza sabíamos o que era ficar com sede!
As palavras deste Salmo nos lembram dessa necessidade em palavras que se tornaram uma conhecida canção das Escrituras: “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus” (NVI). É quando nos apaixonamos por Jesus que percebemos como esse amor é verdadeiramente requintado. Ou, como disse Ellen White, “pelo amor o amor é despertado” (DTN 22). O que Deus criou, incluindo as ondas e cachoeiras, nos lembra do amor constante de Deus por todos os Seus filhos.
No entanto, este Salmo também nos lembra que a experiência cristã está longe de ser fácil. “Minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, pois me perguntam o tempo todo: ‘Onde está o seu Deus? ‘”(vs. 3). Deus não promete remover os resultados do pecado, mas a melhor postura para o cristão é “Ponha a sua esperança em Deus” (v. 5). Sejamos pessoas de esperança!
Michael W. Campbell
Diretor de arquivos, estatísticas e pesquisa da Divisão Norte-Americana da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/42
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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545 palavras
O Salmo 42 é um lamento comovente de Davi, “um fugitivo a quem se procurava prender, encontrando ele refúgio nas rochas e cavernas” (Ed., 164), exilado da casa de Deus, onde tinha encontrado alegria em participar dos serviços sagrados. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 827.
2 minha alma. Ou, “eu” (ver com. do v. 16:10). CBASD, vol. 3, p. 827.
tem sede. A ilustração adquire mais significado pelo fato de as terras onde Davi foi fugitivo serem demasiado quentes no verão e a água, escassa. Animais selvagens com frequência impediam o tímido cervo de se aproximar da pouca água disponível. CBASD, vol. 3, p. 828.
do Deus vivo. A intensa necessidade que o salmista sentia de Deus é enfatizada neste salmo e no seguinte pelas cuidadosas invocações do nome de Deus. CBASD, vol. 3, p. 828.
perante a face de Deus. A ideia de estar na presença de Deus é bastante enfatizada neste salmo (ver Sl 43:5; Êx 34:24; Dt 16:16; 31:11). O santuário era considerado como um lugar especial onde o ser humano se encontrava com Deus. CBASD, vol. 3, p. 828.
3 alimento. Do hel. lechem, “pão”. CBASD, vol. 3, p. 828.
4 Lembro-me destas coisas. No exílio Davi recorda os momentos em que adorava na casa de Deus com a congregação daqueles que se regozijavam na presença de Deus. Estas lembranças tornavam seu sofrimento ainda mais insuportável. Pode ser demasiado triste lembrar-se de momentos felizes. Por outro lado, lembrar-se das providências divinas pode fortalecer o sofredor. CBASD, vol. 3, p. 828.
5 Por que… ? O v. 5 constitui o refrão do poema (repetido com poucas modificações no v. 11; e no Sl 43:5). Ao considerar essas lembranças tão agradáveis, Davi censura a si mesmo por estar tão triste. CBASD, vol. 3, p. 828.
Espera em Deus. Ver Sl 25:3; 27:14; Lm 3:24. O se humano busca consolo em si mesmo, sendo que a única esperança está em Deus. CBASD, vol. 3, p. 828.
ainda. Quando se confia em Deus, a Seu tempo, Ele fará com que tudo acabe bem. CBASD, vol. 3, p. 828.
6-11 Os v. 6 a 11 constituem a segunda estrofe da elegia. O poeta resume sua tristeza, mas de uma forma mais tranquila. CBASD, vol. 3, p. 828.
6 outeiro de Mizar. O monte era provavelmente um dos menores da cadeia Hermom, de onde nasciam as águas do Jordão. CBASD, vol. 3, p. 828.
7 Um abismo chama outro abismo. O salmista parecia estar numa parte do país onde se podia ouvir o som da neve do monte Hermom se derretendo e formando cataratas que desciam por montes e vales. CBASD, vol. 3, p. 828.
catadupas. Na LXX [versão grega do Antigo Testamento] katarrat, termo do qual deriva a palavra catarata. Talvez o salmista esteja se referindo às impetuosas águas do Jordão, principalmente na época da cheia. CBASD, vol. 3, p. 829.
ondas. As grandes ondas representam a tristeza que abate a alma do salmista, principalmente por causa do exílio da casa de Deus. CBASD, vol. 3, p. 829.
8 Contudo. Em meio ao desânimo, Davi vê um raio de esperança. Deus mostrará Seu amor. Assim como o Senhor controla as poderosas torrentes da natureza, ele controlará as forças da aflição e ajudará Seu servo a sobreviver às mesmas. CBASD, vol. 3, p. 829.
misericórdia. Do heb. chesed, que neste caso pode ser traduzido por “amor divino” (ver Nota Adicional ao Salmo 36),
9 Digo. A esperança na bondade de Deus faz com que o salmista continue pedindo a Deus para explicar a razão de seu sofrimento. CBASD, vol. 3, p. 829.
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“Contudo, o Senhor, durante o dia, me concede a Sua misericórdia, e à noite comigo está o Seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida” (v.8).
Precisamos de três coisas essenciais para viver, amados. A primeira delas é o ar. Sem respiração não há vida. A segunda é a água. Somos movidos por este “combustível” natural. E a terceira, e não menos importante, é o alimento. O alimento traz energia e força para o nosso corpo. Porém, se o ar que respiramos não é de boa qualidade; se a água que bebemos é contaminada; se a nossa alimentação é desregrada, corremos o sério risco de sofrer complicações que podem até mesmo resultar em morte.
Abrindo o Livro II de Salmos, encontramos o ar (v.1), a água (v.2) e o alimento (v.3). As três necessidades básicas para a sobrevivência. Os filhos de Corá suspiravam por Deus. Conforme o dicionário, suspirar significa “respiração forte e prolongada ocasionada pela dor”. Ou seja, o anelo era tão grande pela presença de Deus, que chegava a ser doloroso. Percebem que se trata de um cenário de alguém que sofre de saudades? “Quando irei e me verei perante a face de Deus?” (v.2).
Quando esperamos em Deus, também passamos em nossa vida por períodos de angústia. Geralmente, nos lembramos de como era boa alguma fase de nossa vida (v.4) e suspiramos por aquele momento especial ao lado de pessoas queridas. Sentir saudades, contudo, de Alguém que nunca vimos, é resultado de uma vida de íntima comunhão com Ele. Pois todo aquele que se achega a Deus com inteireza de coração, deseja ardentemente encontrá-Lo.
Oh, amados, precisamos praticar a respiração da alma, como está escrito: “Orai sem cessar” (1Ts.5:17)! Precisamos orar como quem abre o coração a um amigo; entrar em nosso quarto, fechar a porta e conversar com nosso Pai que nos vê em secreto (Mt.6:6). Precisamos aprender a clamar, a suspirar por Deus; a sentir saudades de um Deus que nunca vimos, mas, como Jó, cremos que em breve O veremos: “Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:27).
Precisamos sentir sede do Deus vivo e permitir que Ele supra esta nossa necessidade, assim como supriu a da mulher samaritana junto ao poço (Jo.4:15). Precisamos abandonar os cântaros da ilusão e parar de procurar água nos poços secos deste mundo, a fim de sermos saciados pela água da vida eterna. Jesus nos convida: “Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17).
Por fim, precisamos nos alimentar do Pão do Céu (Jo.6:51) e regar Seus pés com lágrimas de arrependimento (Lc.7:44). Ele nos deixou a Sua Palavra para que possamos dela obter os nutrientes espirituais para responder aos que nos “dizem continuamente: O teu Deus, onde está?” (v.3, 10), que “não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).
As misericórdias do Senhor acabaram de se renovar em nossa vida. Ao anoitecer, louve “ao Deus da minha vida” (v.8) e da sua vida. Em tempo sobremodo solene e às vésperas do glorioso retorno de Cristo, que possamos buscar o ar, a água e o alimento divinos, eis o que nos moverá a esperar em Deus (v.5, 11), a sentir saudades dEle (v.1) e a amar a Sua vinda (v.2; 2Tm.4:8).
Oração: Nosso amado Deus, aqui estamos mais um dia reconhecendo a nossa necessidade de Ti, da Tua presença, de falar Contigo e ouvir a Tua voz. Senhor, temos fome e sede de Ti! Sacia-nos neste dia com a água purificadora do Teu Espírito e nos nutre da Tua Palavra! Sentimos saudades de Ti, Senhor! Prepara-nos para Te encontrar, e volta logo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, os que amam a vinda do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#SALMO42 #RPSP
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SALMO 42 – Neste Salmo “a natureza exata da aflição do salmista não é apresentada, mas ela o leva a um estado de profunda depressão (42:3, 5, 9-11). Mesmo assim, ele não se concentra em seu problema, e tem sede de Deus como que de água (42:1; Mt 5:6)” analisa Duane Garrett.
Merrill Unger observa que “Esperar em Deus na aflição [v. 1-6], é descrita com a tônica da fé e o consolo da esperança [v. 7-11]. É um salmo de ‘maskil’ (instrução) para os remanescentes piedosos do terrível tempo da tribulação (Dn 12:1)”.
Em realidade, tanto o Salmo 42 quando Daniel 21:1 falam de tempos de angústias e adversidades ao povo de Deus. O salmista expressa sua busca por Deus em meio a essa angústia, enquanto a profecia de Daniel fala de um tempo de angústia sem precedentes, mas com a promessa de libertação àqueles cujos nomes estão escritos no livro divino.
Fazendo uma projeção para a profecia escatológica de Daniel 12:1, com base no Salmo 42, concluímos que, mesmo em meio à angústia e opressão, aqueles que confiam em Deus e têm seus nomes escritos em Seu livro serão libertados. Assim como Davi esperou em Deus e encontrou consolo e esperança, no tempo do fim podemos encontrar encorajamento em saber que Deus é nosso socorro e que Ele cuida de Seu povo em tempos difíceis.
Este Salmo incentiva-nos a buscar intensamente por Deus. Baseando-se nele, Ellen White salienta:
• “Devemos ir a Deus em fé e derramar nossas súplicas diante dEle, crendo que Ele atuará em nosso favor e em favor daqueles a quem buscamos salvar”.
• “Com a confiante fé de uma criancinha, devemos ir a nosso Pai celestial, contando a Ele todas as necessidades. Ele está sempre pronto a perdoar a ajudar. É inesgotável o suprimento da sabedoria divina, e o Senhor nos encoraja a nos servirmos abundantemente dEle”.
• “Precisamos de mais profunda fome de alma pelos ricos dons que o Céu tem a conceder”.
• “Quem dera que tivéssemos um desejo profundo de conhecer a Deus de maneira experimental, de entrar na sala de audiência do Altíssimo, estendendo a mão da fé e lançando nossa alma desajudada sobre Aquele que é poderoso para salvar! Sua graça é melhor do que a vida”.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí