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Texto bíblico: SALMO 40 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: SALMO 40
Já lhe aconteceu de perder a fé em Deus? Alguma vez as provações da vida foram tão grandes que você se perguntou: Onde o Senhor está? Preciso da sua ajuda!
Muitas vezes ao longo dos meus estudos universitários, enfrentei provações e tentações difíceis pela quantidade de coisas que tenho para fazer. Ao invés de olhar para cima tenho a tendência de olhar para os lados. Eu me sinto pressionado e sinto que alguém mau (Satanás) está propositalmente tentando tornar minha vida miserável. Isto faz com que minha fé em Deus diminua, embora Ele seja o único que pode me ajudar a superar qualquer provação. Louvado seja Deus, porque Ele sempre me retirou desses horríveis poços da vida.
Davi, de modo semelhante, estava enfrentando uma provação. Ele esperou a resposta do Senhor e logo o Senhor o tirou da cova em que estava e o colocou no caminho certo. Davi confiou no Senhor e sentiu alegria em fazer a vontade de Deus e proclamar as boas novas da justiça.
Amigo, seja qual for a provação pela qual você esteja passando, saiba que Deus sempre o retirará desse poço horrível, por mais profundo que você pense que seja. Confie no Senhor e declare sua fidelidade a ele. Busque a Deus e você se regozijará Nele, pois o Seu amor dura para sempre.
Jonathan Escobar
Aluno da Southwestern Adventist University, Keene, Texas EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/40
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos e Gisele Quimelli
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1056 palavras
O Salmo 40 combina louvor e petição. Nele, o salmista agradecido relembra as misericórdias de Deus ao livrá-lo das dificuldades passadas (v. 1-10) e clama por outro livramento em face de novos problemas (v. 11-17). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 821.
1 Esperei confiantemente pelo SENHOR. O salmista perseverou em oração. Muitas vezes, o crente não segura as mãos de Deus com força suficiente (ver Sl 27:14). CBASD, vol. 3, p. 822.
2 poço de perdição. É provável que o salmista tivesse em mente uma caverna profunda, escura, na qual rugiam as águas subterrâneas, enchendo-a de terríveis ruídos, e onde não há esperança de livramento. CBASD, vol. 3, p. 822.
tremedal de lama (ARA; NVI: “atoleiro de lama”). O fundo desse poço não era de terra sólida onde o salmista, na sua desolação, pudesse ficar em pé, mas sim de barro lamacento (ver Sl 69:2, 14, 15). Toda tentativa de se livrar do atoleiro fazia com que afundasse mais. CBASD, vol. 3, p. 822.
3 um novo cântico. O cristão que se mantém próximo a Deus encontra diariamente novas razões para louvá-Lo (ver Lm 3:22, 23). CBASD, vol. 3, p. 822.
confiarão. Muitos verão o livramento que Deus deu ao salmista e também aprenderão a confiar nEle. O ser humano aceita a Cristo como Salvador porque vê o que Ele fez por outros. CBASD, vol. 3, p. 822.
4 o homem. Do heb. geber, “homem no vigor da vida”. CBASD, vol. 3, p. 822.
5 São muitas… mais do que se pode contar. As recordações das bênçãos de Deus […] foram tantas que ele não pode ordená-las a fim de que as pudesse contar. CBASD, vol. 3, p. 822.
6 Sacrifícios e ofertas não quiseste. O salmista se pergunta como poderia agradecer a Deus os maravilhosos feitos em seu favor e conclui que Deus requer dele um serviço mais elevado do que todas as ofertas e os ritos do templo. Esse serviço mais elevado é o tema dos versículos seguintes. CBASD, vol. 3, p. 822.
O rituais religiosos dos dias de Davi envolviam sacrificar animais no tabernáculo. Davi diz que esses atos não tinham sentido a menos que fossem feitos pelas razões certas. Hoje, frequentemente fazemos rituais de ir à igreja, tomar comunhão, pagar os dízimos. Essas atividades também são vazias se nossas razões para fazê-las forem egoístas. Deus não quer esses sacrifícios e ofertas sem uma atitude de devoção a Ele. O profeta Samuel disse a Saul: “O obedecer é melhor do que o sacrificar” (1Sm 15:22). Certifique-se de que você dá a Deus a obediência e o serviço ao longo de toda a sua vida que Ele deseja de você. Life Application Study Bible Kingsway.
abriste os meus ouvidos. Do heb. karah, “esburacar”, “cavar”. Aqui se trata de destapar o canal auditivo, de modo que o ouvido esteja aberto para a Palavra de Deus. A obediência é superior a mero sacrifício (ver Sl 51:16, 17). CBASD, vol. 3, p. 822, 823.
7 Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito está escrito a meu respeito. Depois de seu ouvido ter sido aberto para compreender a mensagem de Deus. Esta passagem se aplica ao Messias (ver Hb 10:7). CBASD, vol. 3, p. 823.
8 agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu. Cristo tinha prazer em obedecer a Seu Pai. Quando a lei é escrita no coração, a obediência se torna um prazer. Em vez de ser considerada uma série de ordens externas a serem seguidas ao pé da letra, a lei é vista como uma transcrição do caráter de Deus. O conhecimento correto de Deus conduz à apreciação inteligente de Seu caráter e desperta o desejo de imitá-Lo. Ao se compreender o custo infinito da salvação, a pessoa a aprecia mais e mais, de modo que viver em harmonia com os princípios do Céu se torna o maior deleite do cristão (ver com. de Pv 3:1). CBASD, vol. 3, p. 823.
Jesus retratou essa atitude de obedecer e servir a Deus (João 4:34; 5:30). Ele veio como os profetas predisseram, proclamando a Boa Nova da justiça de Deus e perdão dos pecados. Em Hebreus 10.5-10, os versículos 6-8 são aplicados a Jesus. Life Application Study Bible Kingsway.
dentro do meu coração, está a Tua lei [“Lei”, do heb. torah (ver com. de Pv 3:1)]. Para os judeus, o exterior era a parte integral da religião. Jesus ensinou que o exterior era apenas um meio para um fim, e que o fim em si era estar em harmonia com a vontade de Deus. A função básica é restaurar no ser humano a imagem divina (Ed, 15), e qualquer sistema religioso que subordine essa função ao cumprimento de cerimônias e tradições obscurece o propósito da verdadeira religião. CBASD, vol. 3, p. 823.
9 Proclamei as boas novas de justiça na grande congregação. Esta passagem ilustra a responsabilidade do cristão de pregar o evangelho a outros. Não é justiça o que se reserva para si mesmo. CBASD, vol. 3, p. 823.
Quando sentimos o impacto da justiça de Deus em nossas vidas, não podemos mantê-lo escondido. Queremos dizer a outras pessoas o que Deus tem feito por nós. Se a fidelidade de Deus mudou sua vida, não seja tímido. É natural compartilhar a existência de um bom negócio com os outros ou recomendar um médico habilidoso. Por isso também deve ser natural compartilhar o que Deus tem feito por você. Life Application Study Bible Kingsway.
10 Não ocultei no coração a Tua justiça. Uma religião que faz com que a pessoa retenha para si os benefícios de sua fé sem compartilhá-los com outros não tem nada a ver com cristianismo. “Se o amor de Deus está no coração, será manifesto na vida” (GC, 83). CBASD, vol. 3, p. 823.
fidelidade. Quando pensamos em fidelidade, um amigo ou o cônjuge pode vir à mente. Pessoas que são fiéis a nós nos aceitam e amam, mesmo quando não somos amáveis. As pessoas de fé mantêm suas promessas, sejam elas promessas de apoio ou promessas feitas em nossos votos de matrimônio. A fidelidade de Deus é como a fidelidade humana, somente perfeita. Seu amor é absoluto, e Suas promessas são irrevogáveis. Ele nos ama apesar de nossa constante inclinação para com o pecado, e ele mantém todas as promessas que Ele nos fez, mesmo quando quebramos nossas promessas a ele. Life Application Study Bible Kingsway.
15 Bem feito! Bem feito! Expressão que indica desprezo e reprovação (ver Sl 35:21). CBASD, vol. 3, p. 823.
17 não Te detenhas, ó Deus meu! A fé do salmista continua firme até o fim. Em meio à tristeza, a pessoa pode confiar que Deus vigia sobre ela e dará livramento. CBASD, vol. 3, p. 824.
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“Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; Tu és o meu amparo e o meu libertador; não Te detenhas, ó Deus meu!” (v.17).
Creio que muitos de nós já passamos por livramentos em que pudemos perceber, claramente, o cuidado de Deus e o poder da oração. O nosso dia a dia, contudo, é repleto de livramentos que nem sequer percebemos. Às vésperas do final do grande conflito, estamos vivendo dias solenemente considerados pelo Céu para salvar e maliciosamente usados por Satanás “para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10), pois ele bem sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).
Entretanto, o clamor de Davi por livramento não tinha como principal objetivo a sua integridade física apenas, mas a espiritual. E é com esta que precisamos nos preocupar. O desejo de Davi era o de viver para Deus e com Deus. A sua confissão revela o que mais lhe afligia: “Não têm conta os males que me cercam; as minhas iniquidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça, e o coração me desfalece” (v.12). Semelhante ao salmista, foi a confissão do apóstolo Paulo: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo” (Rm.7:18).
Como um arauto das boas-novas de Deus, o salmista não tinha sua fé oculta. Diante da “grande congregação” (v.9) não buscava a autopromoção de sua vida piedosa, e sim a proclamação das virtudes dAquele que o “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Jesus nos deixou o perfeito exemplo de uma vida de comunhão com Deus. E sempre que saía de seus lugares de oração, multidões eram atraídas a Ele. Porque a comunhão com o Céu, amados, é atraente! Nem todos os que são atraídos, porém, possuem boas intenções. Como declarou Davi, existem “os que se comprazem no meu mal” (v.14).
“Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira” (v.4). Anjos poderosos são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Todo o Céu está envolvido na obra de “habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). E num urgente chamado, o Senhor nos convida para proclamarmos o “evangelho eterno […] aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6).
Existe um acusador estrategista que se compraz em nosso mal. A respeito disso, escreveu Ellen White: “Satanás é o acusador de nossos irmãos, e é o seu espírito que inspira os homens a espreitar os erros e defeitos do povo do Senhor, conservando-o sob observação, enquanto deixa ignoradas suas boas ações. Ele está sempre em atividade quando Deus opera pela salvação das almas. […] O príncipe do mal disputa cada polegada de terreno em que o povo de Deus avança em sua jornada rumo à cidade celestial” (O Grande Conflito, CPB, p. 395).
No lugar Santíssimo, Jesus está a interceder por nós: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (Jo.17:15). Como Davi, espere “confiantemente pelo Senhor” (v.1) e em Seu perfeito livramento. Vá até Jesus como você está e Ele “circuncidará o teu coração” (Dt.30:6). “Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te sobrevierem nos últimos dias, e te voltares para o Senhor, teu Deus, e lhe atenderes a voz, então, o Senhor, teu Deus, não te desamparará, porquanto é Deus misericordioso” (Dt.4:30-31). Ao lado do Senhor dos Exércitos, avançamos para a vitória final. Creio nisso! Apegue-se a essa promessa! Deus é fiel e Ele não mente (Nm.23:19)!
Oração: Nosso amado Pai do Céu, como Tua última igreja precisamos do poder do Espírito Santo, do azeite reserva que nos capacitará a dar o alto clamor a um mundo prestes a perecer. E o Senhor prometeu dar o Teu Espírito aos que Te pedirem. Mas necessitamos ser como criancinhas, na fé pura, na simplicidade, na submissão e na dependência completa de Ti, Pai. Concede-nos a graça de um caráter semelhante ao de Cristo! Faz-nos avançar rumo à cidade celestial, andando no Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, semelhantes a Cristo!
Rosana Garcia Barros
#SALMO40 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 40 – Além das muitas injustiças na sociedade, a vida em si neste mundo é injusta. Há pessoas cruéis, maldosas, perversas que prosperam enquanto fazem os justos sofrerem.
Além dos inimigos de Deus que nos afligem com suas malícias, nossas falhas também atrapalham nossa jornada em busca de tranquilidade e felicidade. Nossos erros acarretam muitos males, levando-nos ao fundo do poço; porém, Deus está disposto a perdoar-nos e restaurar-nos, independentemente das inúmeras calamidades e do tamanho das nossas adversidades.
• Se entendermos isso como Davi entendeu, não fugiremos de Deus, mas fugiremos para Deus!
Aquele que clamar a Deus com sinceridade abrindo-lhe escancaradamente o coração, será liberto da lama do pecado, e da imundícia será purificado. Assim, pecadores são restaurados e transformados. A mudança de canção, de uma velha música para uma nova, tem a ver com tal restauração.
• Libertos das trevas da aflição, as melodias de lamentos se transformam em notas de alegria pela salvação (Salmo 40:1-4).
É extremamente necessário entender que é possível alcançar comunhão profunda e genuína com o Eterno. Quando isso ocorrer contigo, podes ter certeza que teu destino não será o inferno!
Aprofundando ainda mais no Salmo, percebemos que a maioria das pessoas pensa que o ativismo é a solução para todas as inquietações – doce ilusão, pois não é! Apenas o Altíssimo é a solução que tanto almejamos. Esperar pacientemente em Deus significa dizer não ao ativismo para confiar no Altíssimo.
• Ainda que Deus não nos responda imediatamente e tenhamos que esperar, no momento oportuno e de uma forma extraordinária, Ele responderá, certamente!
O Salmo 40 ainda revela que as bênçãos recebidas de Deus devem ser contadas, a fim de espalhar as boas novas de um Deus que faz boas obras aos que nEle colocam seus experiências arruinadas. Colocar nossa esperança no Senhor implicará viver a vida com confiança (Salmo 40:5-17).
Lembrar ou saber quem Deus é, enche nosso coração de confiança. Contudo, como a fé não é algo meramente psicológico, encontraremos em Deus um misericordioso amigo real para acompanhar-nos durante a dura trajetória da história; além de, quando necessário, nos fortalecer para superar obstáculos e não desistirmos de viver Seus maravilhosos planos.
Esta realidade foi o motivo de Davi escrever o Salmo 40, a qual deve levar-nos a reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: SALMO 39 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: SALMO 39
Davi era um homem segundo o coração de Deus (1Sm 13:14). Às vezes, é difícil entender esse conceito por causa dos enormes pecados que Davi cometeu em sua vida. Ele era um grande rei, mas também matou, mentiu, era polígamo – e seus pecados foram registrados!
O Salmo 39 expressa o tipo de relacionamento que Davi teve com Deus. Davi focou sua visão não no que ele poderia ou não poderia fazer por Deus, mas no que Deus poderia fazer por ele. Temos um Deus maravilhoso ao nosso alcance, que está disposto a nos livrar de nossas iniquidades quando exclamamos: “E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança” (Sl 39:7).
Davi reconhece que “todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade” (v. 5). Ele reconhece sua condição pecaminosa dizendo: “Livra-me de todas as minhas iniquidades; não me faças o opróbrio do insensato” (v. 8). Reconhecer sua situação é uma parte do que devemos fazer. O outro é agir sobre esse conhecimento e buscar a ajuda de Deus.
No final, os planos de Deus para nós são sempre melhores que os nossos.
Eliangel Fermin
Southwestern Adventist University
Keene, Texas EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/39
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos e Gisele Quimelli
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1036 palavras
Este lamento é mais pessoal e autobiográfico do que a maioria das lamentações. O autor parece ser uma pessoa já idosa, cheia de reflexões, tal como o autor de Eclesiastes. Bíblia de Genebra.
O Salmo 39 é uma elegia [“texto poético de tom melancólico, triste ou lamentoso” (Wikipedia).] penitencial, considerada por alguns como “a mais linda de todas as elegias do Saltério”. É a comovente expressão de uma alma a princípio incapaz de falar de sua tristeza. Incapaz de reprimir suas emoções por tempo indefinido, o salmista finalmente derrama seu coração perante Deus. Neste salmo há apenas um vislumbre de luz, a profissão de fé “Tu és a minha esperança” (v. 7). Como Jó, o salmista se preocupa com a questão do sofrimento sob o governo de um Deus bom. CBASD – Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 819.
Jedutum. Mencionado aqui e nos títulos dos salmos 62 e 77. Um dos três líderes dos corais de Davi (1Cr 16:41-42; 25:1, 6; 2Cr 5:12), provavelmente o compositor das melodias destes salmos. Andrews Study Bible.
1-3 Davi resolveu livrar-se do pecado; Ou seja, ele decidiu não queixar-se a outras pessoas sobre o tratamento de Deus a ele. Davi certamente tinha razão para reclamar. Davi era o rei de Israel, mas teve que esperar muitos anos antes de assumir o trono. Então um de seus filhos tentou matá-lo e tornar-se rei em seu lugar. Mas quando Davi não pôde ficar quieto por mais tempo, levou suas queixas diretamente a Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
1 Disse. Davi tomou a decisão de não pecar com suas palavras (ver Tg 3:2; cf. Jó 2:10). CBASD, vol. 3, p. 819.
Na minha presença. O salmista não queria que sua queixa fortalecesse a hostilidade do ímpio para com Deus (ver Sl 73:15). Pessoas más diversas vezes interpretam e empregam nossas dúvidas de forma errada. CBASD, vol. 3, p. 819.
2 O salmista reprimiu seus sentimentos, mas não podia livrar-se deles. Finalmente, falou. Bíblia de Genebra.
A minha dor se agravou. Sentimentos reprimidos podem ser intensificados (ver Jr 20:9); mas, quando são expressos, há alívio. CBASD, vol. 3, p. 819.
3 Então, disse eu. Finalmente, o fogo de suas emoções reprimidas irrompe em chamas e ele quebra o silêncio. Os v. 4 a 13 são a expressão de seus sentimentos, dos quais os v. 1 a 3 são apenas a introdução. CBASD, vol. 3, p. 819.
4 Fim. A essência dos pensamentos confusos do salmista é expressa na primeira frase deste versículo. O salmista quer ter uma noção correta da brevidade e incerteza da vida humana, para que possa descansar, ciente do cuidado de Deus. CBASD, vol. 3, p. 819.
A vida é curta não importa quanto tempo nós vivamos. Se há algo importante que queiramos fazer, não devemos deixá-lo fora para um dia melhor. Pergunte a si mesmo: “Se eu tivesse apenas seis meses de vida, o que eu faria?” Dizer a alguém que você o/a ama? Lidar com uma área indisciplinada na sua vida? Contar a alguém a respeito de Jesus? Porque a vida é curta, não negligencie o que é verdadeiramente importante. Life Application Study Bible Kingsway.
5, 6 A brevidade da vida é um tema abordado nos livros dos Salmos, Provérbios e Eclesiastes. Jesus também falou sobre isso (Lucas 12:20). É irônico que as pessoas gastem tanto tempo investindo em suas vidas na Terra e pouco ou nenhum pensamento sobre onde passarão a eternidade. Davi percebeu que acumular riquezas e realizar tarefas mundanas não faria diferença na eternidade. Poucas pessoas entendem que sua única esperança está no Senhor. (Para outros versos sobre a brevidade da vida, ver Eclesiastes 2:18 e Tiago 4:14). Life Application Study Bible Kingsway.
5 De alguns palmos. Indica, obviamente, pouco tempo. O palmo era uma das menores medidas, sendo equivalente a 1/2 côvado ou 22,23 cm. CBASD, vol. 3, p. 819.
O prazo da minha vida. Do heb. cheled, aqui a duração da vida (comparar com Sl 90:4-6). CBASD, vol. 3, p. 819.
6 em vão. Essa mesma palavra, no hebraico, é traduzida por “vaidade” no v. 5. O sentimento é similar àquele encontrado em Eclesiastes (5.8-20). Bíblia de Genebra.
Em vão se inquieta. O ser humano é inquieto, cheio de ansiedade, ativo. Mas afinal, o que ele conquista (ver Tg 4:13, 14)? CBASD, vol. 3, p. 820.
Amontoa tesouros. O salmista vê os iludidos seres humanos gastarem a maior parte de sua energia juntando riquezas, ao mesmo tempo que reconhece que eles não têm controle sobre sua riqueza após a morte (ver Jó 27:16-19; Ec 2:18, 21). CBASD, vol. 3, p. 820.
7 Mas agora (NVI). Neste ponto, o salmista deixa de refletir sobre a vaidade da vida para, de súbito, declarar que Deus é a única fonte de esperança. Este é o único vislumbre de luz na elegia. CBASD, vol. 3, p. 820.
8 De todas as minhas iniquidades. O salmista crê que o perdão o libertará de sua angústia, pois considera que seu problema é resultado de suas transgressões. CBASD, vol. 3, p. 820.
9 Porque Tu me fizeste isso. O salmista tentou solucionar seu problema submetendo-se cegamente à vontade de Deus. Muitos tentam entender o problema do sofrimento da mesma forma. Tentam convencer a si mesmos de que, se Deus envia o sofrimento, este deve ser justo e bom. Como o salmista, não entendem a verdadeira filosofia do sofrimento (ver com. [CBASD] do Sl 38:3). Em vez de reconhecer a Satanás como o verdadeiro autor da enfermidade e da aflição, e a Deus como quem predomina sobre os ardis do inimigo para fins misericordiosos (ver DTN, 471), o ser humano considera [erradamente] que a doença e a morte procedem de Deus, como castigo arbitrariamente infligido por causa da transgressão. CBASD, vol. 3, p. 820.
10 Tira. É correto orar para que o açoite do inimigo seja retirado (ver 2Co 12:8), mas quem pede deve se submeter totalmente à vontade divina (ver Lc 22:42). Somente Deus pode julgar o caso à luz de todas as questões envolvidas no grande conflito. Cabe ao ser humano remover todo impedimento para que Deus realize tudo o que deseja, e então pode deixar o restante com Ele. Se o flagelo não for retirado, deve-se dizer como Paulo: “Mais me gloriarei mas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo” (2Co 12:9). CBASD, vol. 3, p. 820.
12 Peregrino. Do heb toshab, “alguém que se estabelece por um tempo num país, mas não é cidadão dele” (ver 1Cr 29:15). CBASD, vol. 3, p. 820.
13 Deixe de existir. Comparar com Sl 6:5, Jó 14:1-12. O salmo termina com um tom de tristeza profunda, que mantém quase intacta a unidade de pensamento da elegia (ver v. 7).
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“[…] Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade” (v.5).
A vaidade da vida, destacada por Davi no Salmo de hoje, encontra um paralelo com o que o seu filho Salomão escreveria mais tarde: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Ec.1:2). Tanto o pai quanto o filho chegaram a uma conclusão: a vida neste mundo é um sopro, é passageira. “Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta” (v.6). Como escreveu Ellen White: “Mas os cristãos são peregrinos na Terra; estão em terra estranha, parando, por assim dizer, por apenas uma noite. Nosso lar está nas mansões que Jesus foi preparar-nos. Esta vida é apenas um vapor que se desfaz” (A Verdadeira Riqueza, CPB, p.50).
O salmista iniciou com um monólogo. É Davi falando consigo mesmo, mais ou menos assim:
— Preciso estar vigilante para não falar demais. Vou fechar a minha boca diante dos que não são tementes a Deus.
O resultado disso foi dor de coração e angústia. Ele passou a ter uma real noção da brevidade da vida e de tudo o que o homem acumula nesta terra (v.6). É tudo “pura vaidade” (v.11). Enquanto a esperança de muitos estiver depositada nesta vida passageira e nas coisas deste mundo, ela passará “como uma sombra” (v.6). Mas se o Senhor for a nossa esperança, podemos ter a certeza de que ainda que tenhamos que passar pelo fogo das provações (v.11), Ele ouvirá a nossa oração (v.12).
Apesar de ter iniciado o Salmo como a figura de um homem emudecido (v.2), Davi o terminou com um “grito por socorro” (v.12). Podemos até nos calar para evitar falar o desnecessário, mas não podemos negligenciar o diálogo com o Eterno. De dia e de noite precisamos clamar: “Ouve, Senhor, a minha oração” (v.12). Antes que o nosso prazo de vida nesta terra chamado “nada” (v.5) se esgote, antes que seja tarde demais, que o nosso “grito por socorro” alcance os ouvidos misericordiosos do nosso Pai Celestial. Reconhecer que somos seres finitos e dependentes dEle nos faz olhar na direção do Único que é eterno e declarar: “Tu és a minha esperança” (v.7).
Entreguemos a nossa vida nas mãos de Jesus! Ele é a própria Vida (Jo.14:6)! E ainda que morramos aqui, quando Ele voltar, “com poder e muita glória” (Mt.24:30), nossa vida será transformada de “alguns palmos” (v.5) em dias incontáveis.
Oração: Senhor, somos todos peregrinos nesta Terra, e nós buscamos a pátria superior, celestial. Enquanto estamos aqui, nos concede a Tua sabedoria, para que, no silêncio ou em palavras, a nossa esperança esteja posta em Ti. Ouve, Senhor, a nossa oração e escuta o nosso grito por socorro nesses dias finais! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, peregrinos a caminho do Lar!
Rosana Garcia Barros
#SALMO39 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 39 – Precisamos olhar além da efemeridade da existência a fim de encontrar sentido para a vida.
Somos incentivados, através das sábias palavras do Salmo 39, a considerar o vazio da vida como uma força que nos impulsiona para a busca de um sentido mais profundo e um propósito mais nobre do que focar nas coisas efêmeras deste mundo.
Salomão, o filho de Davi, ampliou ainda mais as meditações e reflexões de seu pai no Salmo 39. O livro de Eclesiastes é profundamente filosófico e trata da vaidade da vida alheia a Deus e a Seus princípios. Os 12 capítulos de seu livro ecoam a mensagem do Salmo 39. Pai e filho, inspirados pelo Espírito Santo, nos lembram em seus escritos que, apesar de todo esforço humano em buscar segurança e satisfação nas coisas materiais e temporais, elas jamais oferecerão respostas satisfatórias para as questões mais profundas da vida e para a busca de significado.
• A única forma de encontrar verdadeira realização e real significado está em uma genuína conexão com Deus. Para isso, é preciso concordar com o Rei de Israel no reconhecimento da brevidade da vida, que pode ser comparada a um sopro ou uma sombra que passa rapidamente (Salmo 39:1-6). É preciso também reconhecer a futilidade dos esforços humanos em acumular riquezas, realizações e conquistas mundanas, compreendendo que tudo isso é passageiro desprovido de valor duradouro.
• Tal percepção da efemeridade humana precisa nos conduzir a orar a Deus em busca de maior compreensão da fragilidade e mortalidade a fim de encontrar um propósito mais profundo da existência (Salmo 39:7-13). Enquanto a efemeridade humana grita por socorro, a eternidade divina oferece auxílio. O Deus que transcende as limitações humanas possui uma natureza eterna. Esta percepção da eternidade divina oferece consolo e esperança ao crente diante da transitoriedade da vida humana.
O poeta, nos versículos centrais do Salmo 39, “avança com afirmações cada vez mais contundentes, até que no versículo 7, no ápice mais agudo, levanta uma pergunta desesperada: ‘Mas agora, Senhor, que esperança me resta?’” Neste exato momento ele “dá um grande salto, e vem a solução e o desfecho: ‘Tu és a minha esperança’”, destaca Ignácio Larrañaga.
Enfim, podemos perder tudo; mas se tivermos Deus, ainda temos tudo o que precisamos! – Heber Toth Armí.