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Texto bíblico: SALMO 32 – Primeiro leia a Bíblia
COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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1361 palavras
O Salmo 32 é de arrependimento. Ele une arrependimento pessoal com instrução. O poema tem o profundo propósito de mostrar as bênçãos do perdão. Foi escrito depois de Davi ter cometido o grave pecado com Bate-Seba e é um registro de sua confissão e do perdão obtido (ver 2Sm 11;12). Os v. 1 a 5 tratam da experiência pessoal de Davi; e os v. 6 a 11 dão conselhos. Afirma-se que este salmo foi um dos favoritos de Agostinho até sua morte. O teólogo tinha o salmo escrito na parede, para que o pudesse ver desde seu leito onde se encontrava enfermo. CBASD.
O salmo conta a história de um homem que pecou, recusou-se por um tempo a confessar o pecado, foi torturado pela culpa, mas que finalmente reconheceu seu erro e o confessou, obtendo o perdão. Este salmo pode ser chamado de o “Salmo da justificação pela fé”. CBASD.
Leia este salmo em conjunto com o Salmo 51 – ambos são salmos penitenciais. Aqui Davi expressa a alegria do perdão. Deus o perdoou pelos pecados que cometeu contra Bate-Seba e Urias (2 Sm 11, 12). Este é um dos salmos penitenciais (arrependimento) onde o escritor confessa seu pecado a Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
1,2 Deus quer perdoar os pecadores. O perdão sempre fez parte de sua natureza amorosa. Ele anunciou isso a Moisés (Êxodo 34:7); ele o revelou a Davi; e ele o mostrou dramaticamente ao mundo por meio de Jesus Cristo. Esses versículos transmitem vários aspectos do perdão de Deus: perdoa as transgressões, cobre o pecado, não imputa nossos pecados a nós. Paulo citou esses versículos em Romanos 4:7,8 e mostrou que podemos ter essa alegre experiência de perdão por meio da fé em Cristo. Life Application Study Bible Kingsway.
1 iniquidade…pecado. O salmista usa três palavras para descrever o pecado nos v. 1 e 2: iniquidade, pecado, dolo (ver Êx 34:7). Além disso ele toca no tema da justificação pela fé. CBASD.
iniquidade (ARA; NVI: “transgressões”). Ho heb. pesha’, que indica “rebelião”, afastamento de Deus, e, portanto, implica pecado voluntário. CBASD.
pecado. Do heb chata’ah. Pecado do ponto de vista de errar o alvo, falhar no cumprimento do dever. CBASD.
coberto (ARA; NVI: “apagados”). A partir de então, oculto. O pecado não será mais posto diante do pecador (ver Sl 85:2). A transgressão não é coberta no sentido de ser ignorada. Há apenas uma base para o perdão do pecado: arrependimento. A confissão tem valor somente quando é acompanhada do arrependimento (1Jo 1:9). Alguns cristãos confundem os dois processos [confissão e arrependimento] e reivindicam o perdão com base apenas no reconhecimento da culpa. No entanto, Deus está interessado nos aspectos práticos do caso. Além da tristeza por ter pecado, o arrependimento inclui expulsar o pecado. Essa expulsão é ato da própria pessoa fortalecida pelo poder divino (DTN, 466). O perdão acontece de forma automática após essa experiência. Deus perdoa todos os pecados que são eliminados da vida. CBASD.
Muitos cristãos parecem estar mais preocupados em obter perdão do que em libertar-se de todo pecado. Eles se esforçam para confessar os pecados, um objetivo nobre, mas que tem mérito apenas se a confissão for acompanhada da eliminação do pecado. CBASD.
“A justiça de Cristo não encobrirá pecado algum acariciado” (PJ, 316). Antes que esse precioso dom seja concedido, as velhas inclinações para o mal herdado e cultivado devem ser rejeitadas. Essa foi a experiência de Davi. Foi assim que ele obteve perdão para seu grave pecado. Seu arrependimento foi genuíno. Ele chegou a abominar o pecado do qual foi culpado. CBASD.
2 a quem o Senhor não atribui iniquidade. Isto é, o Senhor não mantém o pecado na conta do pecador. Ele não só perdoa o pecado, mas também aceita o pecador arrependido como se nunca tivesse pecado (CC, 67). O pecado foi posto sobre Jesus, nosso substituto, e, portanto, “não devemos estar ansiosos acerca do que Cristo e Deus pensam sobre nós, mas do que Deus pensa de Cristo, nosso substituto” (GCB, 420; ME2 32-33). CBASD.
inquidade. Do heb ‘awon, “distorção moral”, “perversidade”, “culpa”. CBASD.
dolo. Do heb. remiyyah, “engano”, ou seja, nenhuma falsidade em si mesmo da qual tenha conhecimento e nenhuma culpa aos olhos de Deus ou dos outros. Sua confissão é sincera (cp Ap 14:5). CBASD.
3 enquanto calei. Davi se recusou a confessar seu pecado até para si mesmo. Ele viveu em aparente segurança (PP, 723) por um ano inteiro após ter se envolvido com Bate-Seba e ordenado a morte de Urias. Ele, contudo, não ficou livre de severos conflitos mentais e do sofrimento físico originado disso (ver Sl 6:2, 3; 31:9). CBASD.
4 Tua mão pesava. Davi está se referindo ao peso de sua consciência. CBASD.
5 Confessei-Te o meu pecado. O perdão veio depois do reconhecimento e da confissão. CBASD.
O que é confissão? Confessar nosso pecado é concordar com Deus reconhecendo que é correto declarar o que fizemos como pecaminoso, e que é errado desejá-lo ou fazê-lo, é afirmar nossa intenção de abandonar esse pecado para segui-lo mais fielmente. Life Application Study Bible Kingsway.
6 Em tempo de poder encontrar-Te. Esta declaração implica que haverá um tempo quando o ser humano buscará perdão e não o encontrará. Como isso pode ser verdade se Deus é “compassivo, clemente e longânimo” (Êx 34:6) e “rico em perdoar” (Is 55:7)? […] Muitos sentem que podem continuar pecando, ao menos por um tempo, sem sérias consequências para si mesmos, e depois, quando for conveniente, podem se arrepender e obter o perdão. A tragédia do pecado, porém, é que ele se apodera de tal modo da pessoa e se torna uma parte tão essencial da vida, sobretudo quando se sabe que é pecado, que com frequência não há o desejo de, mais tarde, se livrar dele. Sem esse desejo, não pode haver perdão. Em muitos casos, pode surgir um desejo exterior pela salvação e um pedido aparentemente sincero para libertação do pecado. Mas, se não houver o desejo de abandonar os pecados acariciados, a busca pela salvação é vã. […] o pecado voluntário e persistente pode levar a uma condição em que não haja mais o desejo de ser purificado dele. É esse tipo de condição que descreve Hebreus 10:26, onde o tempo verbal grego permite a seguinte tradução: “Se vivermos deliberadamente em pecado […] já não resta sacrifício pelos pecados.” CBASD.
muitas águas. A pessoa que recebe o perdão fica segura, no alto da rocha da salvação que é Deus. Esta metáfora impressionava os judeus, que sabiam bem como inundavam de súbito os vales e canais depois de uma forte chuva, e o decorrente pânico dos habitantes. CBASD.
8, 9 Deus descreve algumas pessoas como sendo como cavalos ou mulas que precisam ser controladas por freios e arreios. Ao invés de deixar Deus guiá-los passo a passo, eles obstinadamente deixam a Deus apenas uma opção. Se Deus quiser mantê-los úteis para ele, ele deve usar disciplina e punição. Ele se oferece para nos ensinar o melhor caminho a seguir. Aceite o conselho escrito na palavra de Deus e não deixe que sua teimosia o impeça de obedecer a Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
8 instruir-te-ei. os v. 8 e 9 são […] a resposta de Deus à experiência descrita nos v. 1 a 8. Davi tinha se desviado porque havia abandonado o caminho de Deus e Sua direção. A fim de impedir que, no futuro, se repetisse sua trágica experiência ou que houvesse uma queda moral de qualquer natureza, o que ele mais precisava era de uma reconsagração da vontade para que Deus pudesse guiá-lo desse momento em diante. A promessa divina deu a certeza necessária da vitória futura e lhe inspirou esperança. CBASD.
A segurança contra as quedas morais se encontra no procedimento aqui esboçado. O cristão deve ser constantemente instruído nos caminhos divinos, a fim de poder discernir com clareza o bem do mal. Ele deve conhecer a vontade divina a respeito de tudo, caso contrário não será capaz de reconhecer o tentador em seus diversos disfarces. Devido às complexidades da vida e às inúmeras maneiras como o adversário pode introduzir seus argumentos enganosos, é necessário receber instrução dia após dia. Isso pode ser feito por meio do estudo dirigido da Bíblia acompanhado de oração. Um cristão instruído dessa forma e que se propõe a nada fazer que desagrade a Deus saberá qual o caminho certo a seguir. CBASD.
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 794 a 797.
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Texto bíblico: SALMO 32
Davi foi uma pessoa que falhou com o Senhor várias vezes, como todos nós. Nós somos humanos; nós nascemos em pecado. A Bíblia diz que um homem que diz que está sem pecado é um mentiroso. Todos nós ficamos aquém da glória de Deus.
O pecado é pesado e às vezes começa a nos arrastar para baixo. Pensamos que, porque ele não é um “grande pecado”, devemos ficar bem. Mas se mantivermos uma caneta pequena ou um livro por muito tempo, nossos braços começarão a ficar cansados e cansados. É da mesma maneira com o nosso espírito. Não importa o tamanho ou a quantidade de pecado que temos, ele começará a ficar pesado. Quando confessamos nossos pecados a Deus, nos tornamos uma nova criatura em Cristo. O pesado fardo de culpa é levantado. Nascemos de novo, um filho de Deus.
Ser perdoado por nossos pecados nos torna novas pessoas. Nossas famílias e amigos percebem a diferença! Eu pessoalmente me tornei uma pessoa mais feliz quando isto aconteceu na minha vida. O perdão de Cristo mudou minha vida completamente. É claro que o pecado está sempre presente, mas servimos a um Deus que sempre perdoará quando confessarmos e abandonarmos o pecado. Ele nunca nos deixará nem nos abandonará. Jesus pagou o preço final para todos. Ele lança nossos pecados no mar e não se lembra mais deles. Ele realmente perdoa e esquece.
Heather Chirinos
Estudante, Southwestern Adventist University, Texas EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/32
Tradução: Luis Uehara/Jeferson Quimelli
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“Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo” (v.2).
O perdão é um dos mais preciosos dons de Deus. Ele é um atributo divino que o Senhor nos oferece mediante genuíno arrependimento. Não temos o perdão. Deus tanto nos oferece o perdão pelos nossos pecados, quanto nos habilita a perdoar o nosso semelhante. Essa bem-aventurança, portanto, precisa funcionar nos dois sentidos. Não há perdão verdadeiro quando ele fica apenas na esfera entre criatura e Criador. Cristo foi bem claro quando afirmou na oração do Pai Nosso que o perdão só será concedido de forma vertical se também estivermos dispostos a praticá-lo de forma horizontal (Mt.6:14,15).
Davi, por ser um homem de guerra, possuía muitos inimigos, mas os piores surgiram de onde ele menos imaginava. Quando teve que fugir de Saul, por exemplo, não fugiu com rancor em seu coração, mas com o coração aflito, pois não conseguia compreender a razão de tanta ira. Imagino a angústia de Davi ao questionar: “Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado […]?” (1Sm.20:1). Com sinceridade, Davi gostaria de se retratar se preciso fosse. Se ele tinha tanto interesse em se redimir diante de alguém que o perseguia sem causa, quanto mais diante de Deus.
Sabemos que não havia dolo da parte de Davi para com Saul. Porém, Saul, possuído por um espírito maligno (1Sm.19:9), infeliz pela bênção de Deus na vida de Davi, “continuamente foi seu inimigo” (1Sm.18:29). Saul escolheu aquela situação, e não Davi. E nós? Qual tem sido o papel do perdão em nossa vida? Estamos tão perto de nossa eterna redenção, meus irmãos! Precisamos permitir que o Espírito Santo abrande e renove o nosso coração a cada dia, a fim de que não incorramos na triste realidade destes últimos dias: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12).
Amados, a bem-aventurança de hoje só pode ser concedida àqueles que, como o salmista, estão dispostos a ter o coração governado pelo Espírito de Deus. Por isso, “muito sofrimento terá de curtir o ímpio” (v.10), pois enquanto os pecados são calados (v.3) e o coração endurecido, como no caso de Saul, a aparência pode até ser de um rei e representante de Deus, mas a falta de arrependimento o consome por dentro (v.3). Quando confessamos os nossos pecados a Deus e entendemos a essência do perdão divino, a consequência natural é perdoar aqueles que nos ofendem. Ainda que eles sejam como Saul, que o Senhor nos dote da atitude de Davi. Pois só assim Deus nos preservará da tribulação, nos cercará “de alegres cantos de livramento” (v.7), nos instruirá e ensinará o caminho que devemos seguir (v.8).
“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21). Não permita que o seu coração se feche para o perdão! Lembre-se de que você também não é merecedor do perdão e da graça divina. Mas Jesus escolheu te amar primeiro e tomar sobre Si os seus pecados. Confie no Senhor, e “a misericórdia o assistirá” (v.10). Portanto, “aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo.4:21) e o Senhor perdoará os nossos pecados, “assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt.6:12).
Oração: Nosso Pai do Céu, Te buscamos em tempo de poder Te encontrar. Entendemos e cremos que dentro em breve estaremos diante do Senhor, e não queremos Te encontrar gemendo por causa dos nossos pecados, e sim, com alegres cantos de livramento porque tivemos as nossas vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro. Ó, Senhor, cobre a nossa nudez com as Tuas vestiduras de justiça e purifica o nosso coração! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, “retos de coração” (v.11)!
Rosana Garcia Barros
#SALMO32 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 32 – Há lições profundas nas inspiradas palavras deste Salmo. Temos muito a aprender quando consideramos sua mensagem. O poeta e rei Davi o escreveu e Deus o preservou até hoje para instruir-nos. Vamos explorá-lo com oração e, coração sensível:
O Salmo 32 ensina sobre a importância de reconhecer nossos pecados: o salmista reconheceu a realidade do pecado em sua vida, descreveu a aflição e o peso esmagador enquanto tentava escondê-lo/ignorá-lo. “Quem esconde seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia” (Provérbios 28:13).
O Salmo 32 ensina sobre a terrível consequência da culpa: o silêncio e a culpa afetaram física e emocionalmente ao salmista. Ele sentiu sua vitalidade esgotar-se, sua força diminuir e sua vida tornar-se deserto árido. A culpa não tratada corretamente pode impactar negativamente nossa saúde e bem-estar.
O Salmo 32 ensina o caminho do arrependimento e do perdão: Davi revela ter confessado seus pecados, reconhecendo sua transgressão e voltando-se a Deus em arrependimento genuíno. Em Deus encontramos misericórdia e perdão quando há arrependimento sincero e confissão de pecados.
O Salmo 32 ensina sobre a maravilhosa graça de Deus em nos perdoar: o salmista declara a bem-aventurança daqueles cujos pecados são perdoados e cujas transgressões são cobertas. Não importam quão terríveis e imundos sejam nossos pecados, Deus pode e quer perdoar a todos nós. Na desgraça da vida, Cristo anseia que busquemos Sua graça restauradora!
O Salmo 32 apresenta o destino para a alegria e comunhão com Deus: o salmista encoraja os perdoados a se alegrarem no Senhor. Ele destaca que a comunhão com Deus produz alegria e satisfação no coração reconciliado e perdoado. Ao sermos restaurados por Deus, experimentaremos uma profunda alegria espiritual e viveremos em íntima comunhão com o Deus que é rico em perdoar (Miqueias 7:18-19).
A mensagem do Salmo 32 desafia:
• Pecador, confesse seus erros, arrependa-se com fervor, pois em Deus há misericórdia e amor sem fim, pronto para lhe perdoar, assim como fez por mim.
• Liberte-se da culpa, encontre em Deus paz e alívio; no perdão divino, descubra seu refrigério.
• Não tema o tamanho ou peso da transgressão, no arrependimento sincero, encontre a redenção.
Que a graça do perdão nos inspire a viver, em comunhão com Deus, alegres em Seu poder! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: SALMO 31 – Primeiro leia a Bíblia
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Texto bíblico: SALMO 31
Este salmo lembra a mim e minha esposa nossa última experiência missionária no último dia após servirmos no Instituto Internacional Adventista de Estudos Avançados [Filipinas] por quase seis anos.
Era sexta-feira à noite antes de pregar meu último sermão de Romanos 8:28 sobre como Deus trabalha todas as coisas juntas para o bem. Naquela noite, um ladrão invadiu nossa casa. O ladrão me nocauteou, mas antes que ele pudesse me matar, minha esposa o empurrou de cima de mim e saiu gritando pela porta da frente. Amigos rapidamente vieram em nosso socorro.
Acredito que Deus nos libertou naquela noite, não apenas nos acordando, mas dando a minha esposa o bom senso de obter ajuda rapidamente antes que algo pior acontecesse. Voltei do hospital agredido e machucado, mas reivindicando a promessa de Deus de que nossas vidas haviam sido providencialmente libertas.
Enquanto visitávamos amigos no dia seguinte, vi um arco-íris que me lembrou a libertação providencial de Deus. Nossas vidas foram literalmente salvas dos bandidos que conspiraram contra nós. E mesmo que tivéssemos sofrido ferimentos graves, apesar do trauma, poderíamos exclamar: “Mas eu confio em Ti, ó Senhor; Eu digo: ‘Tú és o meu Deus’” (v. 14).
Michael W. Campbell
Professor de Religião
Southwestern Adventist University
Keene, Texas EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/31
Tradução: Luis Uehara/Jeferson Quimelli
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1037 palavras
O Salmo 31 é um pedido sincero por livramento, motivado por uma genuína confiança na capacidade de Deus para solucionar os problemas. É caracterizado por inúmeras metáforas que descrevem a angústia do perseguido e a esperança que surge em momentos de adversidade. […] Este salmo era um dos favoritos de João Huss, Martinho Lutero e Felipe Melanchton. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 792.
1-6 Dizemos que temos fé em Deus, mas realmente confiamos nele? As palavras de Davi: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito”, transmitem sua total confiança em Deus. Jesus usou esta frase quando estava morrendo na cruz – mostrando sua absoluta dependência de Deus Pai (Lucas 23:46). Estêvão repetiu essas palavras enquanto era apedrejado até a morte (Atos 7:59), confiante de que na morte ele estava simplesmente passando do cuidado terreno de Deus para o cuidado eterno de Deus. Devemos entregar nossas posses, nossas famílias e nossas vocações a Deus. Mas antes de mais nada, devemos nos comprometer totalmente com ele. Life Application Study Bible Kingsway.
2 Castelo forte. Do heb. tsur (ver com. do Sl 18:2). CBASD, vol. 3, p. 792.
3 Por causa do Teu nome. Isto é, em nome de Sua reputação, ou de Seu caráter. Esta frase é repleta de significado. Na oração, indica que o suplicante se submete à vontade divina e está disposto a entregar a Deus seus problemas. Ele percebe que a honra de Deus está em jogo em todas as atividades do governo divino e acredita que Deus seria desonrado se o pedido fosse recusado. Pede-se a Deus que responda a oração, mas somente de uma forma que esteja em harmonia com a vontade divina, visto que tudo que Deus faz é uma revelação de Seu caráter imutável. É presunção orar em nome de Deus quando as condições para que a oração seja atendida não são satisfeitas. […] Uma resposta favorável sob tais circunstâncias traria desonra ao nome de Deus e negaria Sua palavra. CBASD, vol. 3, p. 792, 793.
5 Espírito. Do heb. ruach, o princípio animador da vida; a energia que vem de Deus e aviva o corpo. Na morte, afirma-se que o espírito volta para Deus (ver Ec 12:7; At 7:59). Contudo, os mortos não são cientes de nada (Sl 146:4). As palavras do salmista foram as últimas palavras de Jesus na cruz (ver Lc 23:46; cf. At 7:59). Diz-se que foram as últimas palavras de João Huss, Martinho Lutero e Felipe Melanchton, e muitos outros servos de Deus. Nós, também, no momento de extrema necessidade, podemos entregar confiantemente nosso caso a Deus. CBASD, vol. 3, p. 793.
Tu me remiste. O testemunho do passado, a certeza do presente e a promessa do futuro. CBASD, vol. 3, p. 793.
6 Por que Davi de repente levantou o assunto da adoração de ídolos? Ele queria contrastar sua devoção total a Deus com a adoração dissoluta oferecida por muitos israelitas. Os rituais religiosos pagãos nunca foram completamente banidos de Israel e Judá, apesar dos esforços de Davi e de alguns outros reis. Obviamente, uma pessoa que se apega a ídolos não pode entregar seu espírito nas mãos de Deus. Quando colocamos os ídolos de hoje (riqueza, bens materiais, sucesso) em primeiro lugar em nossas vidas, não podemos esperar que o Espírito de Deus nos guie. Deus é nossa maior autoridade e requer nossa primeira lealdade. Life Application Study Bible Kingsway.
8 Na época de Davi, os exércitos precisavam de grandes extensões de terra para suas manobras militares. Davi louvou a Deus pelo “lugar espaçoso” [ARA; NVI: “liberdade”] – os espaços abertos que lhe davam a liberdade de se mover dentro dos limites de Deus. Se você se sente restringido pelos limites morais de Deus, lembre-se de que Deus lhe deu muita liberdade, muito mais do que você precisa, para mover-se dentro desses limites. Use as oportunidades que ele lhe dá para tomar decisões sábias. Use-as com sabedoria e elas levarão à vitória. Life Application Study Bible Kingsway.
9-13 Ao descrever seus próprios sentimentos, Davi escreve sobre o desamparo e a desesperança que todos sentem quando são odiados ou rejeitados. Mas a adversidade é mais fácil de aceitar quando reconhecemos nosso verdadeiro relacionamento com o Deus soberano (31:14-18). Embora nossos inimigos pareçam estar em vantagem, eles são, em última análise, os desamparados e sem esperança. Aqueles que conhecem a Deus serão vitoriosos no final (31:23). Podemos ter coragem hoje porque Deus nos preservará. Life Application Study Bible Kingsway.
9 Compadece-Te de mim. Nos vs. 9 a 13 o salmista deixa de afirmar sua fé em Deus para expressar de forma comovente seu sofrimento. Na sua angústia, ele se agita entre a esperança e o desespero. CBASD, vol. 3, p. 793.
Meu corpo. Referência ao sofrimento físico. “Alma “sugere angústia mental. CBASD, vol. 3, p. 793.
12 Como morto. Seus inimigos o esqueceram por completo. Talvez isso seja ainda pior do que ser desprezado (ver Sl 88:4, 5). CBASD, vol. 3, p. 793.
13 Terror. Uma exclamação que indica o medo intenso do salmista de tudo e de todos que encontrava (ver Jr 20:10). CBASD, vol. 3, p. 793.
14, 15 Ao dizer: “O meu futuro está nas tuas mãos” [NVI; ARA: “Nas tuas mãos, estão os meus dias”], Davi estava expressando sua crença de que todas as circunstâncias da vida estão sob o controle de Deus. Saber que Deus nos ama e cuida de nós nos capacita a permanecer firmes em nossa fé, independentemente das circunstâncias em que estejamos. Isso nos impede de pecar tolamente, tomando o assunto em nossas próprias mãos, ressentindo-nos do cronograma de Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
15 Os meus dias. Todos os acontecimentos do cotidiano. A oração renova a fé e a confiança. A resignação coloca, de forma plena, o caso humano nas mãos de Deus. CBASD, vol. 3, p. 793.
17 Morte. Do heb. she’ol (ver com. de Pv 15:11). CBASD, vol. 3, p. 793.
19 Como é grande. Nos vs. 19 a 24, a esperança que aparece como um fio de ouro em meio ao sofrimento retratado no salmo, neste ponto, floresce em triunfante segurança, e o salmista rende louvores. CBASD, vol. 3, p. 794.
20 Da contenda de línguas. Calúnia (ver com. do v. 13). CBASD, vol. 3, p. 794.
23 Amai o SENHOR. O salmista convida todos os filhos de Deus a se unirem a ele em consagração ao Senhor. Seu apelo se baseia na experiência de confiança em Deus em tempos de adversidade (ver com. do Sl 30:4). CBASD, vol. 3, p. 794.
24 Que esperam no SENHOR. Literalmente, “esperam pelo Senhor”. A esperança é a base da experiência cristã. CBASD, vol. 3, p. 794.
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“Quanto a mim, confio em Ti, Senhor. Eu disse: Tu és o meu Deus” (v.14).
O mundo vive uma crise que jamais houve. A violência se multiplica. As catástrofes aumentam. A fome faz perecer milhares a cada dia. As doenças se proliferam. As coisas na Terra estão ficando tão feias que pesquisar a possibilidade de sobrevivência em outros planetas converteu-se de ficção científica para um dos estudos mais patrocinados no mundo. É como se o nosso planeta estivesse em contagem regressiva. E quanto mais o homem foge dos propósitos divinos, tanto mais estamos perto de um completo caos. “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Rm.8:22).
Em meio a problemas e tribulações, Davi sabia a Quem recorrer. Deus era o seu refúgio (v.1), o seu castelo forte (v.2), a sua rocha (v.3), a sua fortaleza (v.4), o “Deus da verdade” (v.5), o Senhor em Quem confiava (v.6), o Deus benigno (v.7), o Deus que firma os passos (v.8), mas, acima de tudo, Deus era o Deus de Davi: “Tu és o meu Deus” (v.14). Em meio a todos os perigos, inimigos e aflições, Davi confiava no seu Senhor: “eu, porém, confio no Senhor” (v.6).
Oh, amados, quem dera todos nós buscássemos a Deus da mesma forma que fazia Davi: pessoalmente. Quão diferente seria a nossa atual situação! Precisamos entender que o mesmo Deus que amou o mundo com toda a intensidade (Jo.3:16), é Aquele que deseja ser o meu Deus e o seu Deus. Ao descobrir isso, desde então, o meu coração só anseia conhecê-Lo mais, amá-Lo mais e logo estar com Ele para sempre. E que privilégio é termos a Palavra do Senhor em nossas mãos! Não negligenciemos, portanto, a graça de esquadrinhá-la e assim termos a nossa mente preenchida com o que é puro e eterno.
Quando desenvolvemos um relacionamento pessoal com o Senhor, passamos a compreender que cada ser humano é único para o Criador; que você e eu temos o privilégio de receber, particularmente, o resplendor da face de Deus (v.16). Jesus pôde expressar este atributo divino quando Se misturava com todos, principalmente com os desprezados de Israel. Maria Madalena, o cego Bartimeu, a mulher do fluxo de sangue, o endemoninhado de Gadara, dentre tantos outros, foram exemplos do quanto o nosso Criador e Redentor deseja ter contato com cada um de Seus filhos. Se Deus for o nosso refúgio (v.19) como foi com Davi, Ele cuidará de nos preservar (v.23) até que Cristo volte.
“Amai o Senhor” (v.23) não é um mero pedido de Davi, mas revela a nossa grande necessidade. Se você amar o Senhor e confiar nEle acima de qualquer tormenta que possa surgir em sua vida; se, como Davi, e como o próprio Jesus, disser a cada dia: “Nas Tuas mãos, entrego o meu espírito” (v.5; Lc.23:46); se o Senhor for o seu Deus; então, estarás seguro no esconderijo do Altíssimo (v.20) e a bondade (v.19) e a misericórdia (v.21) do Senhor sempre o acompanharão. Portanto: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor” (v.24).
Oração: Pai querido, nosso Criador e Redentor, quão magníficas são as Tuas obras e quão grande é o Teu amor e a Tua misericórdia, que fazes nascer o sol sobre maus e bons e chover sobre maus e bons! Mas o Senhor deseja ter um relacionamento pessoal com cada um de nós. O Teu desejo é que todos cheguemos ao arrependimento e entreguemos a Ti o nosso coração. É por isso que não permites que os quatro ventos sejam soltos, porque o precioso sacrifício do Teu Filho ainda reclama pelos da hora undécima. Ó, Senhor, estamos cansados e a demora até nos causa certa impaciência, mas queremos nos unir a Ti nesta última grande obra de salvação. Tu és o nosso Deus! Usa-nos para a Tua glória e para apressar a volta do nosso Senhor! Clamamos pelo batismo do Espírito Santo em nós, em nossa casa e na Tua última igreja! Por Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, adoradores do “Deus da verdade” (v.5)!
Rosana Garcia Barros
#SALMO31 #RPSP
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SALMO 31 – Colocando lado a lado este Salmo com Salmo 22, obtemos uma visão teológica e messiânica muito mais abrangente.
• No Salmo 31, busca-se refugio em Deus e libertação das mãos de inimigos; no Salmo 22, há expressões de angústia e solidão, suplicando a presença divina.
• No Salmo 31, Deus é reconhecido como rochedo e fortaleza, confiável quanto à fidelidade e misericórdia; no Salmo 22, mesmo passando por momentos de escuridão e desespero, é possível manter a confiança em Deus como Libertador.
• No Salmo 31, o justo é descrito como caluniado, cercado por mentiras e conspirações; no Salmo 22, descreve-se uma série de sofrimentos físicos e emocionais, incluindo perseguição e zombaria ao inocente.
• No Salmo 31, Davi se sente abandonado e desprezado; no Salmo 22, ele clama a Deus, perguntando por que Ele o abandonou.
“Há muitos paralelos verbais com Sl 22. Encaixa-se tão bem com a experiência do novo Davi na cruz que, em seu último suspiro, Jesus abriu os lábios para expressar a declaração máxima de confiança do salmista: ‘Nas tuas mãos, entrego meu espírito’ (v. 5; Lc 23:46)”, observa a Bíblia Andrews.
O Salmo 31:5 diz que a confiança de Davi em Deus foi praticada por Jesus na cruz (Lucas 23:46). Fazendo paralelo entre a profecia messiânica do Salmo 31:5 com o cumprimento em Lucas 23:46, podemos afirmar:
1. O crente reconhece que Deus o redimiu, enquanto Jesus, na cruz, está cumpriu o propósito de redimir ao que nEle crê por meio de Sua morte.
2. Aquele que busca solução para suas desgraças oriundas do pecado, encontra perdão oriundo do Deus de toda graça, que morreu para nos dar a vida eterna.
3. Podemos acreditar na vitória sobre a morte junto com Davi, porque Jesus pagou com Sua morte a vitória da qual tanto precisamos – após estarmos derrotados pelo diabo.
Por causa de Cristo, podemos usar as expressões poéticas e profundas de confiança e dependência de Deus em meio às adversidades da vida. Podemos clamar a Deus como nosso refúgio e rocha, buscando proteção e livramento dos opositores.
Portanto, reavivemo-nos! Assimilemos à nossa vida o apelo: “Amem o Senhor, todos vocês, os Seus santos. O Senhor preserva os fieis […] Sejam fortes e corajosos, todos vocês que esperam no Senhor!” (Salmo 31:24). – Heber Toth Armí.