Reavivados por Sua Palavra


SALMO 33 by jquimelli
3 de dezembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Este Salmo se inicia lembrando como é adequado louvar ao Senhor com cânticos e música, porque tudo que Ele faz é bom e certo. Pela palavra do Senhor os céus e a terra foram feitos porque Ele falou e tudo foi feito. Ele ordenou e logo tudo apareceu.

O primeiro capítulo de Gênesis é a narrativa majestosa do Criador e da criação de seus novos filhos. Cada dia termina com a modelo verbal hebraico: “Passaram-se a tarde e a manhã” (NVI), perfazendo um período de 24 horas de tempo. A sequência dos seis dias da criação começou com a criação de luz, então a atmosfera, solos e vegetação, o sol e o sistema solar, os peixes para as águas e os pássaros para o ar e, em seguida, os animais terrestres. Culminando a semana, cria uma nova ordem de seres, homem e mulher, cuja combinação é a própria imagem do próprio Criador. Na verdade, tudo era “muito bom”.

Deus poderia ter terminado ali, uma semana de seis dias. Por que não? Em um jardim perfeito e com corpos perfeitos ninguém fica cansado. Mas o Criador escolheu encerrar a semana de seis dias acrescentando mais um dia, um dia de descanso chamado o Sábado, como um dia de presente divino. Por quê? Pense nisso: qual é o presente mais perfeito que qualquer pai amoroso pode dar a seu filho ou filha? É um tempo ininterrupto, sem pressa, para estarem juntos.

Meu pai era um pastor e enquanto vivíamos como missionários no Japão, ele estava implantando uma igreja em uma cidade grande, que tinha pouquíssimos cristãos. Isso significava que ele estava ocupado dia e noite. Uma noite, ele chegou em casa e compartilhou conosco o que estava pensando. Ele decidiu folgar toda terça-feira para poder passar tempo com a família. Uma vez que estávamos sendo educados em casa, não havia nenhum problema em tirar um dia de folga. Poderíamos fazer piqueniques, passar um tempo na praia ou escalar montanhas. Que dia glorioso!

Agora que meu pai está morto, eu olho para trás ao longo dos anos e percebo que ele nos deu o melhor presente de todos. Não dinheiro, pois não tinha muito, mas o presente do tempo ininterrupto, sem pressa, com ele. O mesmo presente nosso Pai Criador deu a você e a mim a cada sete dias.

Por que alguém iria querer se livrar do sábado do sétimo dia ?

Extraído de “O Escolhido”, de Dwight Nelson, pp 104, 105.

Dwight Nelson
Pastor Sênior, Pioneer Memorial Church
Andrews University

 

Texto original: blog Conferência Geral em inglês
Tradução anterior expandida: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/09/09/
Tradução: Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Salmo 33 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leitura da semana programa Crede em Seus Profetas: blog Conferência Geral e blog Crede em Seus Profetas



SALMO 33 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – RAZÕES PARA LOUVAR by jquimelli
3 de dezembro de 2016, 0:50
Filed under: Sem categoria

O Salmo 33 é um hino de celebração, que louva Yahweh como criador, supremo soberano e provedor fiel daqueles que O temem.

1 fica bem. Do heb. na’wah, ‘apropriado”, “conveniente”. O dom da gratidão é próprio dos justos.

2 harpa. Do heb. kinnor, literal “lira” [raiz da palavra Kinnereth, outro nome do mar ou lago da Galiléia, que tem a forma aproximada de uma lira].

3 novo cântico. Novas bênçãos requerem novo agradecimento e novos hinos de louvor (vel Sal 40:3; 96:1). Não se deve limitar a usar sempre o que tem sido usado. Circunstâncias diferentes requerem uma expressão adequada e oportuna em palavras de adoração e louvor.

4 a palavra do SENHOR é reta. Os v. 4 a 21 expõem as razões para louvar a Yahweh. Dentre elas está o fato de que Yahweh é justo e misericordioso (v. 4, 5, 18; ver Sl 25:10; 26:3; 36:5,6).

6 por Sua palavra. A segunda razão para louvar é que Yahweh é o criador de tudo o que existe. Jesus é o “Verbo” (Jo 1:1) que fez “todas as coisas” (Jo 1:3).

o exército deles. Os corpos celestes, conforme indica a estrutura paralela do versículo.

9 Ele falou, e tudo se fez. Ou, simplesmente “Ele falou, e era”, suprimindo a palavra “fez”; ou ainda “Ele falou, e passou a ser”. […] Deus é apresentado como criador, em contraste com qualquer deus que [se] pretenda ser capaz de criar. A excelência da linguagem usada para descrever os atos criativos de Deus não tem paralelo na literatura (ver Gn 1:3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26).

10 o Senhor frustra. A soberania de Yahweh (v. 10, 11) é a terceira razão para o louvor.

12 feliz. Este trecho antecipa os v. 18 a 20, introduzindo a ideia da relação especial entre Deus e Israel.

13 olha dos céus. A quarta razão para louvar é a onipresença e a onisciência de Yahweh.

16 não há rei que se salve. A quinta razão para louvar é a onipotência de Yahweh. Ao se referir à relativa importência de governantes, homens fortes e cavalaria, o salmista deixa subentendido que somente Yahweh é onipotente. Esse é um recurso poético extraordinário, cujo significado subjacente é percebido apelas pelo leitor mais atento.

18 os olhos do Senhor. A sexta razão para louvar é que se pode confiar em Yahweh para proteger o povo escolhdo.

Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 798, 799.



SALMO 33 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
3 de dezembro de 2016, 0:45
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SALMO 33 – A música é um instrumento poderoso para elevar nossa alma a um nobre louvor ao Criador do Universo.

O filósofo ex-ateu C. S. Lewis declarou que “louvar é o crente se encontrar com a beleza do caráter de Deus”. Johann Sebastian Bach destacou que, “o único fim, o único objetivo de toda música é o louvor a Deus e a recreação da alma. Quando isso se perde de vista, não pode mais haver verdadeira música, restam somente ruídos e gritos infernais”.

Deus é um grande Artista. Dante Alighiere disse que “a natureza é a arte de Deus”. Observando esta arte, Davi compôs o Salmo 33 para louvar ao Senhor pela beleza de Sua criação:

1. O louvor não é para qualquer pecador, mas para aquele que foi liberto, perdoado e justificado de seus pecados; quanto mais se deixar moldar por Deus, melhor será o louvor. Francis A. Schaeffer observou que “a busca pela excelência também é uma maneira de louvar a Deus” (v. 1).
2. O louvor não é realizado apenas com a voz ou com a vida, é possível usar instrumentos musicais para expressar-se melhor no louvor ao Criador (vs. 3-4).
3. O louvor a Deus deve ter foco, objetivo e clareza. Devemos louvar ao Criador da natureza por Sua…
a) Bondade (vs. 4-5);
b) Poder criador (vs. 6-9);
c) Soberania (vs. 10-12);
d) Onisciência (vs. 13-15);
e) Onipotência (vs. 16-17):
f) Assistência (vs. 18-22).

O verdadeiro louvor brota da alegria por um Salvador, parte do reconhecimento que Ele é o poderoso e amoroso Criador e, resulta numa satisfação indescritível que inunda nosso coração.

O caráter de Deus convida-nos à adoração. Seu amor imensurável motiva-nos a louvar com entusiasmo. Além disso, a fidelidade de Deus e a veracidade de Sua Palavra oferecem certeza neste mundo incerto.

O salmista avança revelando o amor de Deus pela justiça e o juízo, a habilidade divina de criar o espaço sideral sem usar as mãos, a capacidade de executar planos neste mundo, de observar-nos e proteger aos que O temem; dando-nos muitas razões para louvar!

Corretamente empregada, a música é “um dom precioso de Deus, destinada a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma” (Ellen G. White). Adoremos! – Heber Toth Armí.



SALMO 33 – #RPSP – Comentário Rosana Barros by Ivan Barros
3 de dezembro de 2016, 0:30
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“Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir” (v. 9).

Certa vez, assistindo a um vídeo na internet sobre o evolucionismo versus o cristianismo, uma das professoras universitárias entrevistadas, ateísta, indagou o entrevistador cristão, dizendo: “Por que você acha que não existe ninguém ensinando design inteligente nas universidades? Podemos ensinar tudo o que quisermos”.Uau! Talvez esta seja a maior verdade da teoria evolucionista: ensina o que deseja ensinar. O que nos leva a outra conclusão: acredite quem quiser. E o que nos faz pensar que deixar de crer em Deus e em Sua criação para acreditar em uma teoria inventada por homens é algo que precisa de uma fé ainda maior. Observar toda a natureza, o corpo humano, o seu funcionamento e complexidades e não conseguir enxergar uma Inteligência criativa, um Arquiteto e Edificador (Vide Hebreus 11:10) é, no mínimo, incoerente.

Em que ou em quem você tem crido? Não precisa ser um ateu para negar a existência de um Criador. Não é necessário ir tão longe para que a mente seja manipulada por teorias que nos afastam da fé em um Deus vivo e único. Essa possibilidade está à disposição tanto daquele que nega o Gênesis, quanto daquele que o conhece decorado.

O que nos torna criacionistas e “nação cujo Deus é o SENHOR” (v. 12), não é apenas o fato de acreditarmos na criação, mas reconhecer a cada dia que respiramos porque Ele permitiu, que abrimos os olhos porque Ele consentiu, que levantamos porque Ele nos deu forças, e que não há como iniciar o dia sem buscar primeiro com alegria e gratidão (v. 21) Aquele que nos proporcionou mais uma oportunidade de vida por Suas misericórdias que se renovam (v. 22).

Os olhos que contemplaram este mundo no princípio, são os mesmos que “estão sobre os que O temem, sobre os que esperam na Sua misericórdia” (v. 18). Teorias, reis e autoridades não podem e nem poderão JAMAIS subjugar (v. 16,17) o Deus que tudo vê e que tudo criou. Os justos e os retos louvarão para sempre o Seu nome, porque a Palavra de Deus é reta e é fiel (v. 4).

Ser feliz não consiste em fazer ou ter tudo o que se deseja, ou acreditar em tudo o que quiser (E já temos provas suficientes disso!). Ser feliz, é ser guiado pelo SENHOR e saber que Ele o torna Seu herdeiro (v. 12). A verdadeira felicidade só pode vir dAquele que a criou.

Que a nossa confiança não seja depositada em pessoas ou coisas, mas no Criador de todas as coisas. Não somos frutos do acaso. Tampouco surgimos de uma explosão. Celebre hoje, no memorial da criação, a alegria em pertencer ao Deus que, depois de falar e tudo vir a existir, escolheu colocar as mãos no barro e esculpir a obra-prima da Sua criação.

Feliz sábado, obras-primas da criação!

Desafio do dia: Você sabe qual é o memorial da criação de Deus? Leia Gênesis 2:1-3 e descubra.

*Leiam #Salmo33

Rosana Garcia Barros



SALMO 32 musicado by jquimelli
2 de dezembro de 2016, 21:56
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Confissão
Daniel Ludtke

Bem-aventurado é aquele
Cuja iniquidade é perdoada
Cujo o pecado é coberto
E o Senhor não atribui maldade
Enquanto eu calei os meus pecados
O meu corpo todo padeceu
Dia e noite a culpa me cercou
E toda a minha força levou
Mas eu
Confessei-te meu pecado
A minha iniquidade não mais ocultei
Perdoaste minhas faltas
E ao cercarem-me as águas livre estarei.



SALMO 32 by jquimelli
2 de dezembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

O perdão sempre tem um custo! O custo é o arrependimento e a confissão, mas poucos de nós estamos dispostos a pagar esse preço. A maioria de nós, prefere pagar as suas dívidas espirituais por outros meios. O problema é que a dívida que temos é simplesmente grande demais para ser paga.

Muitos se sentem oprimidos pela culpa devido a seus pecados. Alguns dos pensamentos que os atormentam são: Se uma pessoa souber das coisas que eu fiz, conseguirá me amar? Existe alguma chance de alguém me perdoar? Já fui longe demais para receber misericórdia? É simplesmente muito tarde para mim.

O salmista estava muito consciente do seu pecado e da culpa resultante. Ele não era nenhum santo. Era culpado de homicídio e adultério, mas Deus foi misericordioso para com ele e não o abandonou.

Davi reconheceu seus pecados, confessou-os a Deus e arrependeu-se do que havia feito. Ele descobriu a calma alegria que vem após as tempestades furiosas da culpa passarem. Ele experimentou a sequidão que vem de tentar esconder os pecados com mentiras e enganos, e a refrescante paz que vem de saber que você está perdoado.

Não há maior alegria do que saber que Deus já lhe perdoou a dívida daquele pecado que você nunca poderia pagar. Não há nada mais doce do que saber que, enquanto outros podem julgá-lo como culpado, você foi posto em liberdade pelo próprio juiz.

Nossa oração de hoje é para que o Senhor nos conceda a coragem para confessarmos os nossos pecados e a força para nos afastarmos deles. Ajuda-nos, Senhor, a experimentarmos a alegria do perdão, para que possamos ser felizes em Seu amor e cantemos alegremente a respeito de quão gracioso e amável você tem sido para nós.

Richard McNeil
Andrews University

 

Texto original: blog Conferência Geral em inglês
Tradução anterior expandida: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/09/08/
Tradução: Pr Jobson Santos
Texto bíblico: Salmo 32 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leitura da semana programa Crede em Seus Profetas: blog Conferência Geral e blog Crede em Seus Profetas



SALMO 32 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
2 de dezembro de 2016, 0:50
Filed under: Sem categoria

O Salmo 32 é de arrependimento. Ele une arrependimento pessoal com instrução. O poema tem o profundo propósito de mostrar as bênçãos do perdão. Foi escrito depois de Davi ter cometido o grave pecado com Bate-Seba e é um registro de sua confissão e do perdão obtido (ver 2Sm 11;12). Os v. 1 a 5 tratam da experiência pessoal de Davi; e os v. 6 a 11 dão conselhos. Afirma-se que este salmo foi um dos favoritos de Agostinho até sua morte. O teólogo tinha o salmo escrito na parede, para que o pudesse ver desde seu leito onde se encontrava enfermo.

O salmo conta a história de um homem que pecou, recusou-se por um tempo a confessar o pecado, foi torturado pela culpa, mas que finalmente reconheceu seu erro e o confessou, obtendo o perdão. Este salmo pode ser chamado de o “Salmo da justificação pela fé”.

1 iniquidade…pecado. O salmista usa três palavras para descrever o pecado nos v. 1 e 2: iniquidade, pecado, dolo (ver Êx 34:7). Além disso ele toca no tema da justificação pela fé.

iniquidade. Ho heb. pesha’, que indica “rebelião”, afastamento de Deus, e, portanto, implica pecado voluntário.

pecado. Do heb chata’ah. Pecado do ponto de vista de errar o alvo, falhar no cumprimento do dever.

coberto. A partir de então, oculto. O pecado não será mais posto diante do pecador (ver Sl 85:2). A transgressão não é coberta no sentido de ser ignorada. Há apenas uma base para o perdão do pecado: arrependimento. A confissão tem valor somente quando é acompanhada do arrependimento (1Jo 1:9). Alguns cristãos confundem os dois processos [confissão
e arrependimento] e reivindicam o perdão com base apenas no reconhecimento da culpa. No entanto, Deus está interessado nos aspectos práticos do caso. Além da tristeza por ter pecado, o arrependimento inclui expulsar o pecado. Essa expulsão é ato da própria pessoa fortalecida pelo poder divino (DTN, 466). O perdão acontece de forma automática após essa experiência. Deus perdoa todos os pecados que são eliminados da vida.

Muitos cristãos parecem estar mais preocupados em obter perdão do que em libertar-se de todo pecado. Eles se esforçam para confessar os pecados, um objetivo nobre, mas que tem mérito apenas se a confissão for acompanhada da eliminação do pecado.

“A justiça de Cristo não encobrirá pecado algum acariciado” (PJ, 316). Antes que esse precioso dom seja concedido, as velhas inclinações para o mal herdado e cultivado devem ser rejeitadas. Essa foi a experiência de Davi. Foi assim que ele obteve perdão para seu grave pecado. Seu arrependimento foi genuíno. Ele chegou a abominar o pecado do qual foi culpado.

2 a quem o Senhor não atribui iniquidade. Isto é, o Senhor não mantém o pecado na conta do pecador. Ele não só perdoa o pecado, mas também aceita o pecador arrependido como se nunca tivesse pecado (CC, 67). O pecado foi posto sobre Jesus, nosso substituto, e, portanto, “não devemos estar ansiosos acerca do que Cristo e Deus pensam sobre nós, mas do que Deus pensa de Cristo, nosso substituto” (GCB, 420; ME2 32-33).

inquidade. Do heb ‘awon, “distorção moral”, “perversidade”, “culpa”.

dolo. Do heb. remiyyah, “engano”, ou seja, nenhuma falsidade em si mesmo da qual tenha conhecimento e nenhuma culpa aos olhos de Deus ou dos outros. Sua confissão é sincera (cp Ap 14:5).

3 enquanto calei. Davi se recusou a confessar seu pecado até para si mesmo. Ele viveu em aparente segurança (PP, 723) por um ano inteiro após ter se envolvido com Bate-Seba e ordenado a morte de Urias. Ele, contudo, não ficou livre de severos conflitos mentais e do sofrimento físico originado disso (ver Sl 6:2, 3; 31:9).

4 Tua mão pesava. Davi está se referindo ao peso de sua consciência.

5 Confessei-Te o meu pecado. O perdão veio depois do reconhecimento e da confissão.

6 Em tempo de poder encontrar-Te. Esta declaração implica que haverá um tempo quando o ser humano buscará perdão e não o encontrará. Como isso pode ser verdade se Deus é “compassivo, clemente e longânimo” (Êx 34:6) e “rico em perdoar” (Is 55:7)? […] Muitos sentem que podem continuar pecado, ao menos por um tempo, sem sérias consequências para si mesmos, e depois, quando for conveniente, podem se arrepender e obter o perdão. A tragédia do pecado, porém, é que ele se apodera de tal modo da pessoa e se torna uma parte tão essencial da vida, sobretudo quando se sabe que é pecado, que com frequência não há o desejo de, mais tarde, se livrar dele. Sem esse desejo, não pode haver perdão. Em muitos casos, pode surgir um desejo exterior pela salvação e um pedido aparentemente sincero para libertação do pecado. Mas, se não houver o desejo de abandonar os pecados acariciados, a busca pela salvação é vã. […] o pecado voluntário e persistente pode levar a uma condição em que não haja mais o desejo de ser purificado dele. É esse tipo de condição que descreve Hebreus 10:26, onde o tempo verbal grego permite a seguinte tradução: “Se vivermos deliberadamente em pecado […] já não resta sacrifício pelos pecados.”

muitas águas. A pessoa que recebe o perdão fica segura, no alto da rocha da salvação que é Deus. Esta metáfora impressionava os judeus, que sabiam bem como inundavam de súbito os vales e canais depois de uma forte chuva, e o decorrente pânico dos habitantes.

8 instruir-te-ei. os v. 8 e 9 são […] a resposta de Deus à experiência descrita nos v. 1 a 8. Davi tinha se desviado porque havia abandonado o caminho de Deus e Sua direção. A fim de impedir que, no futuro, se repetisse sua trágica experiência ou que houvesse uma queda moral de qualquer natureza, o que ele mais precisava era de uma reconsagração da vontade para que Deus pudesse guiá-lo desse momento em diante. A promessa divina deu a certeza necessária da vitória futura e lhe inspirou esperança.

A segurança contra as quedas morais se encontra no procedimento aqui esboçado. O cristão deve ser constantemente instruído nos caminhos divinos, a fim de poder discernir com clareza o bem do mal. Ele deve conhecer a vontade divina a respeito de tudo, caso contrário não será capaz de reconhecer o tentador em seus diversos disfarces. Devido às complexidades da vida e às inúmeras maneiras como o adversário pode introduzir seus argumentos enganosos, é necessário receber instrução dia após dia. Isso pode ser feito por meio do estudo dirigido da Bíblia acompanhado de oração. Um cristão instruído dessa forma e que se propões a nada fazer que desagrade a Deus saberá qual o caminho certo a seguir.

Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 794 a 797.




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