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Texto bíblico: JÓ 30 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: JÓ 30
A Bíblia nos apresenta muitas histórias desanimadoras, e achei desanimador ler este capítulo específico da Bíblia. Jó fala sobre como perdeu sua riqueza e começa a fazer analogias muito detalhadas sobre a pobreza. Ao ler este capítulo, comecei a perceber como deve ter sido difícil para Jó passar por tamanha perda. Jó era um dos homens mais ricos da terra, tendo sido grandemente abençoado pelo Senhor. Mas então ele passou por um dos desafios mais difíceis que qualquer pessoa na história da Bíblia já havia enfrentado. Mesmo depois de passar por todos esses desafios e sofrer muito física e espiritualmente, Jó permaneceu fiel em tudo e louvou ao Senhor apesar das circunstâncias em que se encontrava.
Este capítulo me fez perceber o quanto Jó é uma inspiração para todos nós. Podemos estar passando por uma experiência em nossa vida que nos faz questionar muito nossa fé. No entanto, quando chegarmos ao céu, veremos que as partes mais escuras do caminho que percorremos foram testes para nossa fé e perseverança. Este capítulo nos ajuda a lembrar o que Jó passou e como ele continuou a dar o exemplo como alguém que tem uma força espiritual incrivelmente forte.
Feliciano Angel
Aluno, Academia Adventista dos Grandes Lagos, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/30
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Pr Jobson Santos/Luis Uehara
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453 palavras
1-31 Jó lamenta sua miséria atual. Andrews Study Bible.
A comparação entre a primitiva felicidade de Jó e a imagem do desprezo que ora recebia da sociedade. Bíblia Shedd.
Sofrer extrema perda, como Jó sofreu, era humilhante. Mas encarar abuso na mão de jovens acrescentava insulto à injúria. Jó havia perdido sua família, posses, saúde, posição e seu bom nome. Ele nem era respeitado por sofrer bravamente. Infelizmente pessoas mais jovens podem zombar e se aproveitar de pessoas mais velhas e daquelas que possuem alguma limitação de qualquer forma. Em vez disso, ele deviam perceber que suas capacidades e habilidades físicas tem vida curta e que Deus ama igualmente todas as pessoas. Life Application Study Bible Kingsway.
1-15 Jó é insultado pelos homens, inclusive pelos homens da mais baixa posição, que antes dependeriam justamente da sua proteção. Bíblia Shedd.
4 malvas … zimbro (ARA; NVI: “giesta”). Plantas usualmente não comidas. Andrews Study Bible.
zimbro. Os beduínos, muitas vezes, acampam-se onde ela cresce, a fim de usá-la como abrigo do vento e do sol. Seria usada como alimento apenas por quem estivesse na mais absoluta penúria. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 650.
Estas folhas e raízes não se podem classificar como alimentos, uma vez que só servem para prolongar a vida em última emergência. Bíblia Shedd.
6 Desfiladeiros sombrios. Lit “no mais terrível dos vales”. Bíblia Shedd.
15 felicidade. Do heb. yeshu’ah, “salvação”, “livramento”; aqui, provavelmente “prosperidade”. A dissolução de uma nuvem pelo vento é um símbolo apropriado da suspensão da prosperidade e do bem-estar de Jó. CBASD, vol. 3, p. 651.
16-18 Jó sente a miséria que vem de dentro de si próprio, os tormentos físicos e mentais que o afligem. Bíblia Shedd.
16 Se me derrama a alma. Uma expressão que descreve a ação de uma emoção profunda na pessoa em tormentos. Bíblia Shedd.
18 a gola de minha veste (NVI). Colarinho muito apertado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19-23 Em terceiro lugar, a miséria de Jó vem do alto; sente que foi abandonado por Deus e que a grande tempestade que lhe enviara Deus o impele inexoravelmente para a mansão dos mortos. Bíblia Shedd.
22 Jó ficou ao léu como um joguete das tempestades da vida. Bíblia Shedd.
24 Mesmo arruinado, perecendo, Jó não pode silenciar o grito que lhe vem ao coração, estendendo para Deus a mão da fé, querendo confiar nEle como Salvador (19.25-27) e não como seu perseguidor. Bíblia Shedd.
29 chacais… corujas (NVI; ARA: “avestruzes”). Dois animais do deserto que se expressam em sons de lamentos. Andrews Study Bible.
31 minha harpa se tornou em prantos de luto. O que antigamente emitia sons alegres passa a emitir apenas notas de queixa e lamentação. Este é um agudo contraste entre a passada e a presente experiência de Jó. CBASD, vol. 3, p. 651.
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“Clamo a Ti, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim” (v.20).
Quantas vezes já não nos sentimos como Jó. Quem sabe você esteja se sentindo assim neste momento. A miséria em que Jó havia caído o levou a um sentimento de abandono. Em sua ignorância acerca do conflito cósmico, chegou a dizer: “Deus […] Tu foste cruel comigo” (v.19, 21). Além de tudo, por mais que em sua prosperidade ele tenha tratado as pessoas com misericórdia (v.25), em sua angústia foi tratado como um ser abominável (v.10). Clamava a Deus e a resposta era o silêncio (v.20). Os dias de aflição que se apoderaram de Jó iam além do sofrimento físico; ele chorava com o coração. O seu canto converteu-se em lágrimas (v.31) e os seus discursos aprazíveis em gritos de socorro (v.28).
Sem dúvida, além de ter interferido na vida de Jó pessoalmente, Satanás ainda levantou seus agentes para atormentá-lo. Se ele não havia caído após ter perdido tudo, nem mesmo quando perdeu a saúde, “então”, pensou o adversário, “pode ser que ele blasfeme contra Deus se eu colocar pessoas que o atormentem ainda mais”, “gente para quem já não há socorro” (v.13). Isto é, gente de coração obstinado. Assim como, antes, Jó era cercado por pessoas que o admiravam, em sua miséria, viu-se rodeado por escarnecedores. Considero o livro de Jó um dos livros mais difíceis de serem estudados na Bíblia. Não é fácil lidar com a injustiça, ainda que já saibamos o desfecho dessa história. Destruição, morte, tragédia, enfermidade e a companhia de pessoas que só pioravam a situação de Jó são algumas das “coisinhas” que temos visto na leitura deste livro que desafia até o mais erudito pesquisador.
Mas a história de Jó nos esclarece o fato de que há, sim, uma batalha espiritual cujo objetivo é a conquista do meu e do seu coração. Isso explica a causa de tantas tristezas e decepções pelas quais passamos ou havemos de passar. Enquanto, muitas vezes, questionamos o silêncio de Deus, ao mesmo tempo está acontecendo uma guerra que nossos olhos não podem enxergar, mas que o coração pode sentir (v.16). E o nosso destino eterno depende do desfecho desta peleja; da nossa decisão diária de que lado da batalha escolhemos estar.
Hoje, Satanás está irado com um povo em particular: “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). A identidade bíblica do povo remanescente de Deus é objeto da fúria do inimigo. Assim como a integridade de Jó causou indignação a Satanás, todo aquele que persevera em fidelidade a Deus também se torna alvo da ira do adversário. Contudo, a promessa divina não falha: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap.2:10).
Não se enganem, amados! A Lei não salva, mas em obedecê-la está o nosso galardão, pela fé no nosso Redentor. A ira do inimigo contra Jó foi passageira, enquanto a recompensa de Jó será eterna. A cólera do inimigo contra os santos do Altíssimo também é provisória, pois Satanás bem sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). “Resisti-lhe firmes na fé”, meus irmãos, e “ele fugirá de vós” (1Pe.5:9; Tg.4:7). Lancemos sobre Cristo toda a nossa ansiedade e Ele, certamente, cuidará de nós até o fim (1Pe.5:7)!
Oração:
Nosso Pai querido, muitas vezes temos sido assediados por um inimigo irado cujo relógio indica a proximidade do fim de seu governo. E por mais que em alguns momentos tenhamos a sensação de estarmos sozinhos ou de que o Senhor não Se importa com o nosso sofrimento, ó Senhor, por favor, nos perdoe a nossa falta de fé e a nossa letargia em entender que simplesmente estamos passando por um grande conflito, que logo chegará ao fim. Humildemente, nós Te pedimos que nos concedas o Espírito Santo, promovendo em nossa vida a nossa necessidade mais urgente: a de um verdadeiro reavivamento. Reaviva-nos, Senhor, de forma que nenhum dos instrumentos de Satanás tenha o poder de nos derrotar! Em nome do nosso Redentor, o Deus Forte, nós oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, remanescente de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#JÓ30 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 30 – A forma utilizada por Jó de lidar com o sofrimento não é comum. O psiquiatra William Glasser salientou:
“Na tentativa malograda de suprir suas necessidades, qualquer que seja o comportamento escolhido pelos pacientes, todos eles apresentam uma característica em comum: Todos negam a realidade do mundo ao seu redor”.
Embora Jó tenha relembrado o passado no capítulo anterior, no capítulo em pauta ele enfrentou o presente – diferente de outros indivíduos duramente afligidos.
Ele apresentou o passado para contrastar com o presente. Não era uma fuga da realidade, mas uma forma de destacar sua calamidade:
• Em Jó 29:7-11, Jó era o mais respeitado; em Jó 30:1-15, não era mais.
• Em Jó 29:2-6, Jó era o mais abençoado; em Jó 30:16-23, não era mais.
• Em Jó 29:12-17, Jó socorria os necessitados; em 30:24-25, não tinha quem o socorresse.
• Em Jó 29:18-20, Jó tinha perspectiva para sua vida; em Jó 30:26-28, não via futuro para ele.
• Em Jó 29:21-25, Jó tinha um ministério; em Jó 30:29-31, perdeu seu ministério.
Jó 30 é uma extraordinária aula de sabedoria para aqueles que anseiam compreender o valor da existência e a importância de encarar a realidade com perseverança. Sendo solapado por diversas adversidades e sofrimentos, ele era sábio o suficiente para ter consciência da loucura de usar o passado como esconderijo ou fuga; a sabedoria requer que encaremos a realidade do presente com sinceridade e seriedade.
• Nos altos e baixos da vida, em situações felizes e deprimentes, é necessário coragem para encarar as dificuldades objetivando seguir em frente!
• É preciso estar consciente do momento presente, de nossas escolhas e das consequências que podem resultar delas.
• Em vez de nos escravizarmos com preocupações excessivas ou em nossos sentimentos nostálgicos, devemos olhar para a realidade com ousadia e determinação.
• Não é sábio apegar-se a lembranças de dias melhores pensando ser esse o método para melhorar o futuro.
Se, como Jó, aprendermos a lidar com sabedoria e coragem com a realidade do presente confiando no Deus onipotente, certamente construiremos um futuro decente para nós e para as pessoas a quem amamos.
Jó expôs sua dor e angústia resultantes da reviravolta que assolou sua vida. A fuga da realidade presente pode ser tentadora, mas somente o enfrentamento das dificuldades promove crescimento pessoal! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JÓ 29 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: JÓ 29
É muito natural para os seres humanos pensarem que grandes calamidades em uma vida são um claro indicador de grandes crimes e enormes pecados; mas os homens erram ao assim medir um caráter. Nós não estamos vivendo no tempo do juízo retributivo. O bem e o mal se misturam e calamidades vem sobre todos. Às vezes os homens cruzam o limite do cuidado protetor de Deus; então Satanás exerce seu poder sobre eles e Deus não intervirá.
Jó foi duramente atingido e seus amigos tentaram fazê-lo reconhecer que seu sofrimento foi o resultado do pecado e levá-lo a sentir-se sob condenação. Eles apresentavam o seu caso como o de um grande pecador; mas o Senhor os repreendeu por este julgamento de Seu fiel servo.
Ellen G. White (Manuscrito 56, 1894).
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/29
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Pr Jobson Santos/Luis Uehara
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565 palavras
Este capítulo é conhecido como as “Reminiscências de Jó” ou o “Resumo da Defesa de Jó.” É como se alguém estivesse contando histórias de seu passado. O desejo de Jó no capítulo 29 é de “voltar aos bons velhos tempos”. E estes dias incluíam a Deus em todas as circunstâncias: “…como nos dias em que Deus me guardava” (v. 2). Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/25/.
1-4 Em primeiro lugar, Jó havia sido um homem protegido por Deus. Bíblia Shedd.
5 Em segundo lugar, Jó havia sido feliz com seu lar. Bíblia Shedd.
filhos. As duas experiências mais dolorosas para Jó são colocadas paralelamente neste verso: a aparente retração da amizade de Deus e a perda de seus filhos. A mais elevada felicidade traz consigo as possibilidades de mais profunda tristeza. As maiores bênçãos, quando removidas, deixam o maior vazio. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 647.
6 Em terceiro lugar, Jó havia gozado de grande prosperidade (cap 1). Bíblia Shedd.
leite. A ARC diz assim: “Quando lavava meus pés na manteiga.” A manteiga e o óleo eram símbolos de prosperidade entre os orientais. Jó descreve sua antiga vida como um tempo em que o leite e a manteiga eram tão comuns como a água, e quando o solo rochoso no qual as oliveiras cresciam derramavam rios de óleo. O óleo era utilizado para alimentação, para luz, para passar no corpo e para propósitos medicinais (ver Dt 32:13, 14), e era um artigo apreciado e valioso. CBASD, vol. 3, p. 647.
Da rocha me corriam ribeiros de azeite. Metáfora típica do estilo de Jó, significando que as bênçãos inesperadas manavam das situações mais estéreis. A oliveira cresce em terra rochosa, e seu óleo é extraído em lugares entalhados na rocha. Bíblia Shedd.
7-10 Em quarto lugar, Jó havia sido um homem respeitado por todos (cf 21-25); a sua opinião era respeitosamente observada (8-10) e quando a expressava, escutavam-na em silêncio e encerrava-se a discussão (21-22). Bíblia Shedd.
7-25 Jó estava andando na fina linha entre gabar-se sobre suas realizações passadas e recordar de seus bons feitos, com o objetivo de responder às acusações feitas contra ele. A única fraqueza de Jó ao longo dessa conversação é que ele se aproximou perigosamente demais do orgulho. O orgulho é especialmente enganoso quando estamos fazendo o que é correto. Mas ele nos separa de Deus ao nos fazer pensar que somos melhores do que realmente somos. Então nos vem a tendência de confiar em nossas próprias opiniões, o que nos leva a outros tipos de pecado. Enquanto não é pecado recontar os feitos passados, é muito melhor recontar as bênçãos de Deus sobre nós. Isto nos ajudará a cairmos inadvertidamente em orgulho. Life Application Stydy Bible Kingsway.
8 os moços. A imagem toda apresenta uma bela ilustração dos modos orientais e do respeito demonstrado a um homem de caráter e distinção. […] A homenagem prestada não era tanto em função da idade, como da dignidade. CBASD, vol. 3, p. 647.
12 eu livrava os pobres … o órfão. Este verso revela o espírito de Jó em contraste com as acusações de seus amigos (ver Jó 22:5-10). Um dos princípios éticos mais enfatizados no AT é a justiça em favor dos pobres e a misericórdia em favor dos indefesos (ver Sl 72:12-14; Pv 21:13; 24:11, 12; Is 1:17). CBASD, vol. 3, p. 647.
16 as causas dos desconhecidos. Jó estava disposto a fazer esforços em favor dos estrangeiros para garantir que eles receberiam justiça. CBASD, vol. 3, p. 648.
18 Como a areia. A areia significa algo incontável. Bíblia Shedd.
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“Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a minha equidade” (v.14).
Em sua sincera confissão, Jó trouxe à lembrança os dias de sua prosperidade. Sentindo-se como um alvo da inimizade de Deus, recordava com saudades do tempo em que Deus era seu amigo e da alegria em ter seus filhos ao redor de si. A referência feita por Jó de um período de “meses” (v.2) revela que ele ainda estava em um luto recente, principalmente considerando o fato de que havia perdido todos os seus filhos. Ao mencioná-los, ele acrescentava aos seus discursos a dor irreparável da perda.
O primeiro homem nas Escrituras que foi chamado de justo foi Noé: “Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (Gn.6:9). Mas quem afirmou isso foi o Senhor, e não o próprio Noé. Enquanto as virtudes de Jó foram ditas e confirmadas por Deus, e não por ele mesmo, não havia o perigo de cair no erro da justiça própria. Suas obras testificavam de que a sua vida era relevante para a sua família e para a comunidade. Jó relatou uma série de ações sociais, onde atendia às necessidades materiais, espirituais e emocionais das pessoas, e “até as causas dos desconhecidos” (v.16) ele examinava.
Através de suas palavras de sabedoria, de sua boa vontade em ajudar e de seus recursos, Jó foi um dos maiores, senão o maior, filantropo do antigo Oriente. Mas uma coisa lhe faltava, um conhecimento que lhe abriria os olhos para contemplar a salvação: a justiça que provém da fé. Está escrito que “não há justo, nem um sequer” (Rm.3:10). Como, pois, explicar o fato de que alguns personagens na Bíblia foram denominados de justos? A questão é que ninguém pode ser chamado de justo por mérito próprio, mas confiado nos méritos do único que é justo: “Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1), “visto que ninguém será justificado diante dEle por obras da lei” (Rm.3:20), mas “justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm.5:1).
Todas as virtudes que o homem possa ter são adquiridas. O amor, a alegria, a mansidão, a fidelidade e qualquer tipo de bondade não provêm de nós: são dons de Deus. Jó não havia perdido a amizade de Deus, nem sua terrível condição o havia privado da privilegiada companhia do Senhor do Universo. O Deus que estava ao lado dele sustentando-lhe a vida era o mesmo que um dia caminharia “pelas trevas” (v.3) deste mundo e andaria lado a lado com “publicanos e pecadores” (Lc.15:1).
Por preceito e por exemplo, Jó refletia a glória de Deus e era uma viva exposição do caráter divino. Mas precisava reconhecer que tudo isso só era possível mediante a fé nAquele a quem representavam os holocaustos que constantemente oferecia. Nem mesmo o arrependimento vem de nós mesmos, mas é proveniente da bondade de Deus (Rm.2:4), que nos salva “mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24).
As obras devem ser o resultado da fé e da salvação que o Senhor já nos outorgou. “Pois somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10). Olhemos para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé, e nosso perfeito exemplo da harmonia que deve haver entre fé e obras. Aceitemos, hoje, o Seu convite: “aprendei de Mim” (Mt.11:29).
Oração:
Santo Deus, as nossas obras devem ser o resultado da Tua salvação em nossa vida, da Tua justiça sobre nós. Não tem sido fácil lidar com o nosso eu, e muitas vezes nós mesmos nos sabotamos. Ó, Senhor, tem misericórdia de nós e ensina-nos a manter os nossos olhos em Cristo! Guia-nos com Teu Santo e Bom Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, justificados pela fé em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#JÓ29 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 29 – Como um indivíduo considerado líder respeitado e honrado em sua comunidade pode ser taxado como alguém que sofre por distúrbios de caráter?
Como alguém que foi fonte de orientação aos necessitados, defensor dos fracos e árbitro justo para problemas alheios pode ser condenado ferozmente por aqueles que se dizem amigos?
Isso aconteceu a Jó, e pode acontecer-nos também. Cuidemos para não estar entre os críticos do bem e que sintamo-nos em paz caso sejamos alvos desses críticos. Os amigos de Jó o acusavam sem evidência e fundamento algum. Sua anamnese anterior ao sofrimento revela que além de ser benquisto em sua comunidade, auxílio aos vulneráveis, advogado dos indefesos e juiz justo dos problemas alheios, Jó possuía reputação inabalável de integridade moral e retidão em palavras e ações. Portanto, não havia sequer uma prova para as acusações de Elifaz, Bildade e Zofar contra ele!
Por outro lado, a aprovação divina (Jó 1:1) da pessoa de Jó convida-nos a observar melhor seu perfil:
• Jó dava importância à integridade: integridade é essencial para uma vida adequada diante de Deus e dos homens; agir de forma correta e honesta em todos os negócios e relações pessoais resulta em respeito e admiração pelas pessoas ao redor (Jó 29:14).
• Jó valorizava a justiça: é importante ser justo e equitativo nos relacionamentos interpessoais. Não é justo explorar pessoas necessitadas, mas sim ajudá-las! Não é sábio diante de Deus nem dos homens aceitar suborno ou ser corrupto nas negociações e transações comerciais (Jó 29:15-16).
• Jó compreendia a relevância da empatia: é nobre importar-se com os outros e procurar ajudá-los em suas carências. Pobres, viúvas e órfãos são alvos de atenção, além de proteção, dos que praticam a verdadeira religião (Jó 29:12-17; Tiago 1:27).
• Jó praticava a sabedoria divina: ser humilde para, através de Deus, entender o mundo e seus mistérios, significa praticar a sabedoria para tomar decisões certas e bem fundamentadas (Jó 29:1-11, 21-24).
• Jó apreciava ser boa influência: exercer influência para o bem é ser bênção onde Deus nos colocou. Devemos almejar nos destacar na sociedade para influenciá-la ainda mais para o bem (Jó 29:25).
É importante saber que mesmo fazendo as coisas certas esperando pelo bem (Jó 29:18-20), neste mundo injusto, é possível ser terrivelmente acometido pelo mal! Contudo, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.