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Texto bíblico: JÓ 4 – Primeiro leia a Bíblia
COMENTÁRIO BLOG ASSOCIAÇÃO GERAL
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: JÓ 4
Elifaz encontra sua oportunidade de falar:
Deveria alguém tentar falar com você quando você está tão exausto? Mas como posso ficar de boca fechada?!
Você ensinou muitos e sempre fortaleceu os fracos.
Mas agora, veja o que aconteceu com você.
Quem poderia imaginar!! Você sempre foi um modelo de virtude e agora foi atingido.
Pense nisso: quem já sofreu quando era inocente?
Onde os honestos foram destruídos?
Como tenho visto, são aqueles que cultivam injustiças e plantam problemas que colhem essas colheitas! Suas consequências!
Na verdade, tive até uma visão e uma palavra secreta cujo sussurro captei… pensamentos perturbadores e um vento soprando.
Isso fez todos os meus ossos tremerem. Estremeci de medo.
Eu pude ver algum tipo de forma, mas não consegui reconhecer nada… então
Ouvi uma voz calma: “Pode um ser criado ser mais justo que Deus, ou um homem mais puro que seu Criador?”
Se Deus acusa até os anjos de tolice, quanto mais aqueles que vivem em casas de barro, cujo alicerce é pó!
Eles são feitos em pedacinhos o dia todo e, quando ninguém percebe, eles morrem para sempre. Eles perecem sem sabedoria.
Isso é algo em que você deveria meditar por muito tempo, meu amigo!
Virgínia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley, Estado de Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/4
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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1046 palavras
4:1 – 5:27 A abertura de Elifaz foi cautelosa, mas acusadora. Ele parecia em conflito: aparentemente sensível à angústia de Jó, mas desconfortável com o que ele chamou de impaciência de Jó. Sendo que Jó havia ajudado outras pessoas em momentos como esse, ele deveria ter sido capaz de lidar com a crise. Os versículos 6-11 já revelam seu espírito crítico (Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 99).
1. Elifaz. Suas declarações são mais profundas que as de seus companheiros. […] Ele resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado. Há certa dose de verdade no discurso de Elifaz. Ele revela um discernimento perspicaz, mas lhe falta calor humano e simpatia, e erra completamente ao avaliar a situação de Jó. Elifaz é um exemplo de como pessoas sinceras, que deixam de compreender a Deus e Sua atitude para com o ser humano, podem lidar de maneira ineficiente com verdades profundas (CBASD, vol. 3, p. 567).
Elifaz afirmava que recebera conhecimento secreto através de uma revelação especial de Deus (v.12-16) e que ele tinha aprendido muito de sua experiência pessoal (v.8). Ele argumentou que o sofrimento é resultado direto do pecado e que, portanto, se Jó confessasse seu pecado seu sofrimento teria fim. Elifaz via o sofrimento como punição de Deus, que devia ser bem recebido a fim de trazer de volta a pessoa a Deus. Em alguns casos, certamente, isto é verdade (Gál. 6:7,8), mas este não era o caso de Jó. Embora Elifaz fizesse comentários bons e verdadeiros, ele fez três suposições equivocadas: (1) uma pessoa boa e inocente nunca sofre; (2) aqueles que sofrem estão sendo punido por seus pecados; e (3) Jó, por estar sofrendo, havia feito algo de errado aos olhos de Deus (Life Application Study Bible).
Elifaz […] e os outros dois acreditavam que aquele excessivo sofrimento era uma consequência do seu [de Jó] pecado e evidência dele. […] De acordo com essa filosofia, bastava que ele confessasse o seu pecado, e tudo voltaria ao normal e o sol tornaria a brilhar no seu caminho (Comentário Devocional VT – FBMeyer).
O problema dos amigos não se achava tanto no que sabiam, mas, sim, no que não sabiam (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Temã era uma cidade comercial, conhecida como um lugar de sabedoria (ver Jer 49:7) (Life Application Study Bible).
2 Elifaz supõe que sua palestra vá ofender a Jó, e, portanto, pede desculpas de antemão (Bíblia Shedd).
5 Elifaz acha que Jó não tinha gabarito de viver à altura das lições que havia dado a outras pessoas que tinham caído na desgraça (Bíblia Shedd).
4:7 – 5:1 Os versículos que servem de moldura para a fantástica revelação de Elifaz (4:7; 5:1) incluem, cada um deles, um imperativo e uma pergunta retórica cuja resposta implícita é “ninguém”. (Jó 5:1) registra um imperativo destinado a apontar a necessidade desesperada de arrependimento por parte de Jó; mas, pelo menos inicialmente, era uma ordem um tanto severa (Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 101).
7,8 O que Elifaz disse era em parte verdadeiro e em parte falso. É verdadeiro que aqueles que promovem pecado e confusão eventualmente serão punidos; é falso que qualquer um que for bom e inocente nunca irá sofrer. Todo o material registrado e citado na Bíblia está ali por escolha de Deus. Parte dele é registro do que as pessoas disseram e fizeram mas não é um exemplo a se seguir. Os pecados, os defeitos, os maus pensamentos e concepções errôneas acerca de Deus são parte da Palavra inspirada de Deus, mas não devemos seguir estes exemplos errôneos somente porque estão na Bíblia. A Bíblia nos traz ensinamentos e exemplos que deveremos fazer assim como aquilo que não deveremos fazer. Os comentários de Elifaz são um exemplo do que devemos evitar – fazer suposições falsas sobre outros baseado em nossa própria experiência (Life Application Study Bible).
12,13 Apesar de Elifaz declarar que sua visão tinha inspiração divina, é questionável se ela realmente viera de Deus porque mais tarde Deus mesmo criticou Elifaz por representá-Lo erradamente (42.7). Seja qual for a origem da visão, ela é resumida em 4:17. Aparentemente, a declaração é completamente verdadeira – um mero mortal não pode tentar questionar os motivos e atos de Deus. Elifaz, contudo, tomou este pensamento e o expandiu, expressando suas próprias opiniões. Sua conclusão (5:8) revela seu entendimento superficial de Jó e de seu sofrimento. É facil que professores, conselheiros e amigos bem intencionados comecem com uma porção da verdade de Deus e, então, errem o alvo [NT: no original, go off on a tangent). Não limite Deus à sua perspectiva e entendimento finito da vida (Life Application Study Bible).
12-21 Aqui, notamos que Elifaz é um místico. No seu debate, depende muito da sua experiência pessoal; fala do que aprendeu em visões e sonhos (Bíblia Shedd).
15-21 A identidade do espírito. […] sugerimos que Elifaz está ecoando a voz do adversário do prólogo. Primeiro, enquanto Satanás afirmou que era impossível para um ser humano ser justo perante o Senhor, a não ser por motivos egoístas (1:9), Deus identificou um ser humano que era íntegro, reto e que O temia: Jó (v.8). O espírito que falou om Elifaz estava contradizendo o que Deus revelou ao leitor no prólogo do livro sobre Jó. Em segundo lugar, ele também contradizia Deus ao argumentar que os seres humanos sofrem por desígnio divino. O prólogo demonstra que o sofrimento tem sua origem não no Criador, mas no adversário (Satanás). Em terceiro lugar, fia claro que a mensagem do espírito projeta uma visão inferior da humanidade perante Deus, o que contrasta com outras mensagens bíblicas da humanidade criada à imagem de Deus para dominar toda a criação (Gn 1:26-29), uma visão que ainda é altamente estimada mesmo após a queda moral do Éden (So 8). Em bora Elifaz não tenha dito nada sobre a natureza do espírito que falou com ele, agora podemos dizer, sem dúvida, que se tratava de um mensageiro do adversário (Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 100).
18, 19 Os anjos realmente cometem erros? Lembre-se de que foi Elifaz quem disse isso e não Deus. Portanto deveríamos ser cuidadosos em construir conhecimento a respeito do mundo espiritual a partir das opiniões de Elifaz (Life Application Study Bible Kingsway).[NT: Note que o comentarista não está afirmando nem que a frase é correta nem que não é. Apenas que a palavra de Elifaz não é suficiente para construirmos teologias sobre ela].
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“Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas” (v.3).
Apesar de reconhecer a vida íntegra de Jó e sua disposição em ajudar o próximo, Elifaz ficou indignado com o discurso de seu amigo sofredor. A lamentação de Jó e sua desesperadora necessidade de descanso e alívio soaram aos ouvidos de Elifaz e de seus companheiros como palavras ofensivas e egoístas. Certamente Elifaz foi o primeiro a se manifestar por ser o mais velho, e sua experiência o fez julgar a situação de Jó como consequência de algum pecado.
O próprio Elifaz confirmou a conhecida benignidade de Jó. Sua vida regida por fé, esperança e amor sempre se estendia como uma poderosa influência na vida de outros, especialmente na vida daqueles que mais necessitavam. Jó era um homem que fazia a diferença por onde passava e que não fazia acepção de pessoas. Com os olhos do coração, se compadecia do sofrimento alheio e buscava em Deus a melhor forma de ser útil na obra de assistência aos seus semelhantes.
Sua terrível condição era inexplicável. Como um homem tão íntegro em seus propósitos poderia estar passando por tudo aquilo? O ser humano é sedento por respostas e, diante de um quadro tão assustador, Elifaz concluiu que a vida de Jó não era tão íntegra quanto aparentava ser. E, descrevendo sua visão noturna como uma experiência espiritual e sobrenatural, confirmou o seu pensamento como sendo uma mensagem de Deus para Jó. Mas é certo de que aquela visão não foi obra do Senhor, mas daquele que é “o acusador de nossos irmãos” (Ap.12:10).
Assim como o caso de Jó era um mistério diante de todos que, com horror, contemplavam o seu sofrimento, Satanás tem agido com cólera ainda pior em nossos dias. O acusador e inimigo dos homens tem afligido o povo de Deus de forma desleal e cruel, mas seus planos são frustrados a cada tentativa, visto que é carrasco deste corpo mortal, mas não tem poder para “matar a alma” (Mt.10:28). Mesmo que muitas das palavras de Elifaz façam sentido e tenham embasamento bíblico, seu julgamento as tornou instrumentos de condenação. Precisamos ter muito cuidado com o uso das palavras, “porque”, como disse Jesus, “pelas suas palavras, serás justificado e, pelas suas palavras, serás condenado” (Mt.12:37).
Meus irmãos, precisamos entregar ao Senhor os propósitos de nosso coração. É obra de toda uma vida depender de Deus e buscar em Sua Palavra a sabedoria para vivermos uma vida íntegra e fiel, ainda que, aos olhos humanos, a nossa condição seja vexatória. Jó estava exposto a opiniões cruéis e sob o olhar crítico daqueles que havia ajudado. Jesus foi rejeitado pelos Seus e condenado por muitos que haviam testemunhado o Seu amor e serviço altruísta. Não podemos esperar uma vida menos atribulada, visto estarmos tão perto do “dia de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1).
Diante de um mundo em contagem regressiva, que nossa vida adore ao Senhor ainda que as provações nos assaltem. Que o nosso indicador esteja voltado para a nossa própria direção, clamando a Deus que nos transforme de dentro para fora. Que a maior experiência sobrenatural de nossa vida seja a boa e diária obra do Espírito Santo a nos reavivar e santificar. É um processo doloroso, mas que produz “para nós eterno peso de glória” (2Co.4:17).
Senhor, nosso Deus misericordioso, o inimigo das almas continua lançando as suas setas na direção dos Teus servos a fim de feri-los e desanimá-los. Mas eu acredito que a maior arma do maligno nesses últimos dias tem sido a tranquilidade ou letargia. Estamos tão envolvidos com as coisas deste mundo e muitas vezes tão mais entusiasmados com elas, que nos tornamos como Elifaz, cheios de palavras eloquentes, mas vazios do Espírito Santo. Ó Senhor, tem piedade de nós! Desperta-nos enquanto há tempo! Que não tenhamos vergonha de ser diferentes, ainda que perseguidos e mal compreendidos. Dá-nos a coragem de ficar em pé ainda que todos se curvem ao deus deste século! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santificados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#JÓ4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 4 – Nossa concepção é limitada, não enxergamos a realidade espiritual – a não ser que dependamos da revelação de Deus. Nossas limitações levam-nos a agir geralmente de forma imprudente com quem precisa ser compreendido, amado e ouvido. Precisamos aprender a reagir corretamente ao sofrimento alheio.
Elifaz retrucou a Jó. Sua base foi sua teologia. Ele respondeu veementemente às expressões desesperadas de seu amigo que enfrentava angústia nas provações.
Elifaz começou aparentemente de forma compassiva, porém, logo partiu para um ataque acusatório com conselhos imprudentes. A abordagem teológica de Elifaz tem apoio bíblico aparente (Salmo 94:12-13; Provérbios 1:7; 3:11-12), porém sua interpretação da revelação, tanto quanto da condição de Jó, foram extremamente simplistas.
Devido a uma compreensão superficial da religião, Elifaz agiu de forma equivocada ao acusar a Jó de ser culpado por seus próprios sofrimentos. O não considerar a possibilidade de Jó ser inocente e que suas aflições pudessem ter uma explicação diferente do que simplesmente uma punição divina por pecados específicos, resultaram de aplicar conceitos espirituais corretos no contexto errado. Tal interpretação simplista e imprecisa coloca em xeque a compaixão e a empatia que deveriam ser demonstradas a quem passa por uma tremenda crise, como a de Jó.
A preocupação em defender uma visão de Deus como Juiz que pune o mal atrapalha as pessoas de demonstrar empatia e compaixão a quem sofre. Elifaz apresenta uma visão teológica rigorosa e fria, seu objetivo visava impor uma solução aos problemas de Jó. Tal atitude resultou em falta de amor, acusação e condenação.
Se Jó já tinha grandes motivos de sobra para sofrer, quanto mais ao ser falsamente acusado em nome da sã teologia? A acusação dói, ainda mais quando ela é inadequada! O caso de Jó só piorava com o discurso de Elifaz criticando o inocente.
Leia atentamente Jó 4:1-21 e depois considere com oração:
• Não atribua o sofrimento da pessoa a pecados específicos.
• Não faça suposições ou julgamentos precipitados.
• Não seja ignorante ou insensível às emoções de quem sofre.
• Não deixe de demonstrar amor ao preocupar-se em dar soluções fáceis para situações complexas.
• Não culpe qualquer vítima assolada pela dor.
Geralmente, achar-se sábio significa ser tolo. Mais que oferecer respostas, ofereça compaixão a quem muito precisa.
Vamos reavivar o amor para oferecê-lo a quem tem dor! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 3 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: JÓ 3
O que você pode dizer a alguém cujo sofrimento é tão intenso?
Elifaz não sabia. Nem Bildade, nem Zofar. Eles apenas ficaram sentados, atordoados e em silêncio.
Finalmente Jó começa a falar. O que ele está dizendo?
Eu gostaria de nunca ter nascido.
Eu gostaria que aquela noite tivesse sido árida e nenhum grito de alegria tivesse sido ouvido nela!
Eu gostaria que nunca tivesse visto a luz do amanhecer!
Ou por que não nasci morto, ou por que não morri ao sair do útero?
Por que havia joelhos para me receber e seios para me nutrir?
Se ao menos eu pudesse ter morrido antes de crescer!
Então eu certamente estaria agora deitado em paz, dormindo, descansando no mesmo lugar que os reis e conselheiros da terra – ou com os príncipes que tinham ouro e enchiam suas casas de prata.
Grandes e pequenos estão lá, onde os ímpios não causam mais problemas.
Lá, o cansado pode descansar e os cativos ficam tranquilos, e o escravo fica livre de seu senhor.
Mas por que é dada luz a quem está sobrecarregado de tristeza, e vida àqueles cuja existência é amarga,
Que esperam pela morte, felizes quando chegam ao túmulo?
Mas não consigo relaxar ou ficar quieto; não tenho descanso, apenas problemas.
Temos aqui, então, um bom material que merece reflexão, resposta, até mesmo discussão…
Virgínia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley, Estado de Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/3
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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552 palavras
Nessa reflexão pessoal, Jó abriu seu coração para seus amigos (e para os leitores), compartilhando conosco a intensidade de sua dor física e emocional. Ele ansiava pelo esquecimento (v. 1-10) e via a morte como melhor do que seus sofrimentos atuais (v. 11-26). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 98.
Jó rompe o silêncio com uma lamentação fortemente emocional. Ele expressa o mesmo tipo de depressão que tomou conta do salmista (Sl 88) e também de Jeremias (Jr 20.14-15), cujos amargos lamentos foram, quanto à linguagem, semelhantes aos de Jó. Bíblia de Genebra.
1-9 O grito que escutamos provém de uma alma torturada. Os sete dias de silêncio acumularam uma angústia que se transborda em uma torrente de rebelião contra o dia de seu nascimento, 3.3. […] Jó deseja que o dia do seu nascimento e a noite da sua concepção sejam apagados da história. Bíblia Shedd.
8 monstro marinho (ARA; NVI: “Leviatã”). Jó, empregando linguagem vívida e figurada, desejou que “os que amaldiçoam os dias” atiçassem Leviatã, o monstro marinho […], a engolir o dia-noite de seu nascimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10-12 Já que não há possibilidade de remover-se aquele dia do calendário, Jó desejou que Deus não tivesse permitido seu nascimento e sobrevivência. Bíblia Shedd.
11-26 Enquanto os vs. 3-10 tem a forma de maldições, estes dezesseis versículos são perguntas retóricas. Jó dá vazão à sua frustração, perguntando porque não tinha sido um natimorto (vs. 11-26). Visto que isso não aconteceu, ele prossegue perguntando retoricamente por que não teria experimentado morte prematura (vs. 20, 23). Bíblia de Genebra.
Jó lamentou o fato de não ter nascido morto (v. 11-12) e cobiçou a serenidade da morte. Ele sabia que ela é um esquecimento em que não há níveis diferentes de status humano: os justos, os ímpios, os escravos, os livres, os governantes ricos e os trabalhadores cansados são todos iguais. Em contraste com a paz da morte, a vida em meio ao sofrimento é inexorável e um fardo (v. 20-26). Embora Jó tivesse aceitado a morte, não há indicação de que ele tenha pensado em acabar com a vida por suas próprias mãos. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 99.
13-26 Aqui, Jó contrasta entre as tribulações da vida e o plácido sono da morte. Jó antevê a paz só no túmulo, e esta é a única esperança que lhe resta agora. Em Jó vemos o homem para quem a morte já perdeu o seu terror e ainda se tornou no mais alto e cobiçado tesouro. Jó diz que os seus lamentos são como gritos de quem sofre em alívio, Sl 22.1; 32.4. Bíblia Shedd.
14 Jó acha que a morte o teria colocado em pé de igualdade com os próprios faraós que, apesar de suas pirâmides e os tesouros que cada faraó mandava enterrar consigo (v.15), não passavam agora de simples defuntos. Bíblia Shedd.
16 Como, na realidade, seu nascimento já ocorrera, ainda sobraria (segundo o desejo dele) a possibilidade de ter sido natimorto. […] Tal situação seria muito melhor que a condição intolerável de estão, na qual não consegue paz nem descanso. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21, 22 Para Jó, a morte tornou-se desejável. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 A vida perdera o valor para Jó, privado de bens, família, saúde e amigos. Só depois de muito debater consigo mesmo é que chegará a vislumbrar a vida eterna, onde desfrutará da comunhão com Deus como seu eterno quinhão. Bíblia Shedd.
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“Porque já agora repousaria tranquilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso” (v.13).
Findos os sete dias, Jó resolveu quebrar o silêncio e se manifestar. Suas palavras, porém, não pareciam ser dirigidas a seus amigos, mas a Deus. Expressando toda a sua angústia e agonia, Jó “amaldiçoou o seu dia natalício” (v.1). Em nenhum momento ele amaldiçoou a Deus ou a Ele atribuiu a culpa por seu sofrimento. Mas, em uma atitude de desespero, questionou a sua existência e, ao mesmo tempo, revelou o seu conhecimento libertador sobre o estado do homem na morte.
Mesmo sem entender o porquê de tanto sofrimento, Jó mantinha firme a sua fé. Isso não o impedia de colocar diante de Deus os seus questionamentos e de abrir-Lhe o coração. Muitos há que pensam ser ofensivo a Deus questioná-Lo ou levar a Ele as suas aflições. No entanto, os ouvidos do Senhor não estão fechados para ouvir as lamentações dos Seus filhos. Pelo contrário, Ele nos convida: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). Tão somente não podemos permitir que o lamento nos torne pessoas amargas e descrentes.
Enquanto estivermos neste mundo hostil, a tristeza terá o seu lugar e muitas situações ficarão sem resposta; mas, se o nosso amor por Deus for devidamente alimentado através de uma vida diária de comunhão com Ele, como Paulo, diremos: “como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:9 e 10). Jó podia não compreender o motivo do seu infortúnio, mas tinha a certeza de que nem a morte poderia separá-lo do amor de Deus; para ele, a morte era somente um descanso até que seu Redentor viesse para despertá-lo (Leia Jó 19:25).
As Escrituras revelam de forma muito clara a verdade sobre a morte. Em toda a Bíblia, a morte é comparada ao sono. As palavras de Jó: “repousaria tranquilo”, “dormiria”, “haveria para mim descanso”, “ali, repousam os cansados”, “os presos juntamente repousam”, confirmam essa verdade. Salomão escreveu: “mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5). Com relação à morte de Lázaro, Jesus declarou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11).
A esperança de Jó era a de descer ao pó na certeza do futuro reencontro com Deus. Isso prova que as verdades da Palavra de Deus sempre existiram no coração dos fiéis adoradores, e que os princípios da Bíblia sempre existiram e são imutáveis. Pois “seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Is.40:8). Foi confiante nisso que Jó não temeu a morte, e Paulo assegurou a nossa grande esperança: “nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co.15:51 e 52).
“Aflições, cruzes, tentações, adversidades e nossas várias provações são os agentes divinos para nos purificar, santificar e nos preparar para o celeiro celestial”, escreveu Ellen White (Testemunhos Para a Igreja, v.3, CPB, p.99). A sua vida está atribulada? Não tenha medo de abrir o seu coração a Deus. Jesus está preparando na Casa do Pai uma morada especial para você. Ele prometeu (Leia Jo.14:1-3)! O Senhor, que não mente, voltará e nos levará para morar com Ele, porque Ele venceu a morte e, dentro em breve, “a [nossa] tristeza se converterá em alegria” (Jo.16:20).
Nosso amado Deus, podemos não estar experimentando ou ter sofrido males tão grandes quanto os de Jó, mas todos nós passamos por sofrimentos e angústias na medida em que possamos suportar com o Teu auxílio. Por isso, Pai, clamamos a Ti por uma fé que não desfaleça, ainda que só nos restem palavras de lamentação e angústia! Clamamos por um coração firme em Ti, confiante na fidelidade da Tua Palavra e cheio do Teu amor! Que o Teu Espírito conduza as nossas orações para que sejam acima de tudo honestas, mas também reverentes e feitas por fé. Entregamos a nossa vida, as nossas necessidades e as nossas angústias diante do Teu trono de graça, Pai de amor. E o fazemos nos méritos e no nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis adoradores do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#JÓ3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 3 – O sofrimento intenso pode levar alguém a olhar o dia de seu aniversário como sombrio. A dor que envolveu a Jó, o levou até amaldiçoar o dia de seu nascimento.
Este homem de Deus sofria de verdade, intensamente, ininterruptamente. Suas palavras, inspiradas pelo Espírito Santo, devem penetrar profundamente nosso âmago, objetivando inspirar-nos fortemente em meio aos terríveis sofrimentos da vida.
Em Jó 3, após um significativo período de silêncio, o sofredor expressa a sua dor em palavras. Ele abre a boca para expelir a angústia e aflição que lhe arrebatara as boas emoções. Ele sofria perdas, frustrações, inquietações, aflições, etc. Jó lamentou profundamente não ter morrido no parto para não ter que passar por todo sofrimento que o estava esmagando, e torturando-o.
Esse lamento inspirado em Jó 3 implica que, certas situações da vida não se resolvem com tentativas de controlar o que nos acontece, nem dá para resolver problemas simplesmente utilizando os métodos do pensamento positivo. Em ocasiões como as de Jó, tais tentativas não servem nem como paliativos!
Sofrendo fortemente a dor do luto, tristeza profunda, desamparo, desespero, Jó desejou a morte antes que a vida. Ao refletir na morte, Jó sugere-a como alívio daquele sofrimento intenso. Este homem profundamente religioso poderia ser diagnosticado com sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).
Após considerar estas informações, reflita nos princípios extraídos do discurso de Jó:
• Não é errado o fiel ter sentimentos de tristeza quando enfrenta dias tenebrosos (Jó 3:1-10).
• Não é pecado expressar emoções negativas (Jó 3:11-19).
• Há liberdade para questionamentos na religião bíblica (Jó 3:20-26).
Um aspecto positivo neste contexto negativo é o fato de ser possível refletir numa busca por compreensão do propósito de Deus em meio ao sofrimento profundo, a amargura indescritível, e a dor intensa. O segredo no lidar com a angústia não está em aprofundar no problema, mas aprofundar-se na compreensão dos propósitos divinos, em mergulhar fundo numa reflexão buscando explicação, solução e satisfação.
É preciso considerar que Deus tem um propósito maior que a morte; por isso, não vale a pena extirpar a vida, pois o suicídio significa abortar importantes planos divinos para nós.
A fé em Deus sustenta o fiel em meio à intensa dor cruel. Para tanto, tenhamos sempre nossa fé reavivada! – Heber Toth Armí.