Reavivados por Sua Palavra


O período intertestamentário by jquimelli
24 de janeiro de 2018, 21:00
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Entre o último livro escrito do Velho Testamento, Malaquias, e o primeiro escrito no Novo Testamento, Marcos, ocorreram mais de 400 anos. Foram anos em que não houve revelação profética, chamados por muito de “anos de silêncio”. Porém, em termos sociais e políticos, estes anos não foram nada silenciosos.

Historicamente, houve a dominação persa, da qual poucos detalhes se sabe da Palestina neste período. Com a dominação greco-macedônica, primeiro por Alexandre e depois pelos reinos Selêucidas, ao norte, e Ptolemaico, ao sul, houve uma forte tendência de helenização cultural e religiosa, principalmente no reino de Antíoco Epifânio IV (selêucida), que chegou a erigir uma estátua a Zeus e a sacrificar um porco no templo em Jerusalém. A oposição a Antíoco deflagrou a revolta dos macabeus, que durou 24 anos e que resultou na independência de Judá em 142 a.C. (evento que deu origem à festividade judaica Hanukah). Esta independência durou até 63 a.C., quando os romanos assumiram o controle, sob o general Pompeu. Este general tomou Jerusalém após um sítio de três meses, massacrou os sacerdotes e entrou no lugar Santo dos Santos, iniciando um amargo período de dominação romana.

Literariamente, houve a produção da Septuaginta, tradução para o grego dos livros hebraicos que geraram o nosso Antigo Testamento. O objetivo desta tradução era colocar as Escrituras na língua que os judeus da dispersão (iniciada com os exílios assírio e babilônico), que já não falavam hebraico, pudessem compreender. Isso permitiu sua disseminação também a todo o mundo de fala grega de então. A Septuaginta também incluía muitos livros de cunho histórico, porém de teologia duvidosa e contraditória com os demais livros canônicos (reconhecidos como inspirados por Deus). Estes foram chamados de apócrifos. Não aceitos pelos judeus quando da formação do cânon da Bíblia hebraica, foram confirmados na Bíblia católica pelo Concílio de Trento (1546) e confirmados pelo Concílio Vaticano I (1869 – 1870).

Socialmente, ocorreu a Diáspora (ou dispersão) dos judeus por todas as partes conhecidas do mundo de então, começando com as invasões assírias e babilônicas. Aonde moravam, os judeus se reuniam nas sinagogas e concentravam sua vida religiosa no estudo da Torá (Pentateuco). Quando os apóstolos começaram a evangelizar fora da terra de Israel, os primeiros lugares que eles visitavam eram as sinagogas.

Afastados do templo, com o objetivo de conservar a sua identidade, os judeus passaram a congregar em sinagogas, centro de ensino e estudo da Torá. A classe (ou partido) que se reuniu em torno das sinagogas foi a dos fariseus, que se esforçaram por interpretar a Lei de Moisés, colocando assim uma “cerca” para que os judeus se mantivessem vivendo em retidão perante Deus. Estas interpretações estavam compiladas na Mishnah e no Talmude.

Em torno do templo se compôs a classe aristocrata dos saduceus, em menor número, porém com grande poder político. Rejeitavam qualquer doutrina que não estivesse explicitamente citada na Torá, incluindo a da ressurreição.

Significativas, ainda, são as classes dos essênios e dos zelotes. Os essênios se compunham de um grupo separatista, semelhantes aos fariseus, que ressaltavam a rigorosa observância da lei e consideravam o sacerdócio do templo corrupto. Eles reuniam-se em comunidades, como a de Qumran, que preservou os Manuscritos do Mar Morto. Já os zelotes se compunham de judeus que visavam a independência dos romanos pela força. Sendo muito combativos, presume-se que tenham sido os causadores da destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Foram exterminados na fortaleza natural de Massada, último reduto da rebelião contra o império romano.

Todas estas mudanças históricas, culturais e sociais compuseram o quadro observado no Novo Testamento. Foi neste ambiente heterogêneo de insatisfação política e social que nasceu, viveu e pregou nosso Redentor e Senhor Jesus Cristo.

 

Fatos históricos entre Malaquias e Jesus

Fatos históricos entre Malaquias e Jesus

Fontes:
Comentários da Bíblia de Estudo NVI Vida. Editora Vida.
Sue Graves. O que é a Bíblia? Uma Introdução ao Livro da Fé Cristã. SBB.



MALAQUIAS 3 by jquimelli
24 de janeiro de 2018, 1:00
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Leia primeiro, em espírito de oração, o texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/malaquias/ml-capitulo-3/

 

Comentário Devocional

“Vejam, eu enviarei o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim” (Ml 3:1 NVI).

Em Malaquias 2:7, Deus disse que um sacerdote deveria ser “um mensageiro do Senhor.” (NVI). Mas os sacerdotes da época de Malaquias – e nos quatro séculos que se seguiram, agiram como mensageiros do mal. Políticos e materialistas, os líderes religiosos de Judá estavam levando as pessoas à escuridão.

Uma indicação das trevas de Israel era suas prioridades financeiras. Deus chegou a dizer que as pessoas O estavam roubando. “E ainda perguntam: ‘Como é que te roubamos?’

Aos olhos de Deus, o ato de doação financeira não era diferente do que o ato de sacrifício de um animal. Deus pede o nosso melhor, e quando damos a Ele o nosso melhor, Ele refina nossa oferta no fogo e nos concede de volta bênçãos da maneira que Ele julga mais adequadas.

Mas as pessoas não estavam aprendendo os caminhos de Deus, porque os mensageiros do povo não lhes estavam ensinando corretamente. Qual seria a resposta de Deus?
De acordo com Ml 3:1, Deus enviaria o Seu próprio mensageiro (ver Mt 3:1-3).

Andy Nash
Southern Adventist University


Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mal/3 ou https://www.revivalandreformation.org/?id=1174
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/10/31
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/Reavivados/Reavivados24-01-2018.mp3
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/



MALAQUIAS 3 – COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
24 de janeiro de 2018, 0:55
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MALAQUIAS 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by jquimelli
24 de janeiro de 2018, 0:45
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MALAQUIAS 3 – A decepção tende a levar à acusação a Deus. Estude este capítulo e tire tuas próprias conclusões.

“O templo reconstruído era uma triste imitação da maravilha arquitetônica de Salomão. O altivo futuro de triunfo e paz mundial descrito pelos profetas parecia um sonho distante” (Philip Yancey).

Ao voltar do cativeiro babilônico parece que nada era bom como antes. Tudo parecia deprimente, isso interferia na espiritualidade dos crentes. “Uma melancolia geral tomou conta dos judeus, uma decepção para com Deus visível nas reclamações e também nos atos. Como as pessoas diziam na época: ‘Inútil é servir a Deus; que nos aproveitou termos cuidado em guardar os seus preceitos…?’” (Yancey).

Frente a tal melancolia, com ritmo de apostasia, Malaquias ergue sua voz com ousadia. Qual é sua mensagem?

• Há um juízo em vista: Um mensageiro, João Batista, será o precursor do Messias, o qual trará juízo. Malaquias mescla a primeira com a segunda vinda e a terceira vinda de Cristo (vs. 1-5).
• Em resposta à aparente distância de Deus e frente a Sua silente indiferença indagada em 2:17, o profeta mostra a negligência espiritual do povo que roubava a glória de Deus. O roubo nos dízimos e nas ofertas era apenas uma evidência externa de que Deus não era prioridade na vida do crente já fazia muito tempo (vs. 6-12).
• A vida desprovida de intimidade com Deus tira do coração o que é prioridade para dar lugar ao que é supérfluo, levando os crentes e os líderes espirituais às criticas infundadas contra Deus. Apesar disso, nitidamente Deus mostra que, no juízo, todos verão quem é quem e ali será evidente as vantagens de permanecer fiel a Deus em toda situação (vs. 13-18).

As pessoas podem frequentar à igreja quantas vezes quiserem, devolver fielmente os dízimos e até entregar volumosas ofertas, mas sem um relacionamento intenso e constante com Deus, priorizando-O e glorificando-O acima de tudo, de nada adiantará no dia do juízo.

Crer em um juízo universal ajuda as pessoas a se consagrarem diariamente. Todavia, saber que há um Deus que recompensará a consagração exclusiva a Seu serviço motiva ainda mais a colocar as coisas espirituais acima dos bens materiais.

Cuidado para não cair nas práticas erradas dos judeus da época de Malaquias! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



MALAQUIAS 3, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
24 de janeiro de 2018, 0:30
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“Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (v.18).


Longe de ser um capítulo que se refere apenas à importância da fidelidade nos dízimos e nas ofertas, Malaquias três é um chamado à fidelidade a Deus em todos os aspectos da vida. Iniciando com a profecia a respeito de João Batista, o Senhor declarou que sua vida seria um testemunho acerca do desejado Messias. Porém, para um povo que não reconhecia a sua fracassada condição espiritual, seria praticamente impossível compreender no que implicava “o dia da Sua vinda” (v.2). Jesus viria justamente “como derretedor e purificador de prata” e refinador de ouro, transformando as ofertas impuras em “justas ofertas” (v.3).

Quando paramos para meditar na diferença entre uma oferta que não agrada a Deus e a que é “agradável ao SENHOR, como nos dias antigos e como nos primeiros anos” (v.4), não há como não lembrarmos da oferta de Caim e da oferta de Abel. Conscientes de que o pecado os havia destituído do privilégio da vida eterna e do gozo do lar edênico, haviam aprendido no exemplo do lar, mediante os sacrifícios oferecidos a Deus por Adão, que “sem derramamento de sangue, não há remissão” (Hb 9:22) de pecados. Contudo, enquanto Abel guardava as palavras de Deus em seu coração, Caim pensava que poderia agradar a Deus à sua própria maneira. O resultado nós conhecemos: “Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas” (Hb 11:4). Percebam que a Bíblia não diz que Caim não ofereceu sacrifício, mas que o sacrifício de Abel foi “mais excelente”. Ou seja, podemos até oferecer “sacrifícios” a Deus, mas isso não quer dizer que todos sejam agradáveis a Ele e aceitos por Ele. Abel ofereceu o sacrifício de um coração obediente ao Senhor. Ele entendeu que, assim como pela desobediência de seus pais havia perdido o dom da vida eterna, pela obediência Àquele que o criou, pela fé na promessa de um Salvador (Gn 3:15), poderia reavê-la.

Deus não muda! E esta é a razão pela qual ainda temos a oportunidade de acertar o caminho (v.6; Tg 1:17). Precisamos compreender que, ao pé da cruz, não é lugar de depositar ofertas “do fruto da terra” (Gn 4:3), mas “das primícias” (Gn 4:4) de nossa vida: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça” (Mt 6:33). Deus está prestes a derramar sobre esta terra o Seu juízo (v.5), e que tipo de oferta Ele vai nos encontrar oferecendo? “Tornai-vos para Mim, e Eu tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos” (v.7). Vamos aceitar este convite e tomar posse desta promessa, ou repetir as palavras de um povo cego e surdo: “Em que havemos de tornar?” (v.7).

Amados, a devolução dos dízimos e das ofertas é um mandamento do Senhor tanto quanto Ele ordena: “Não furtarás” (Êx 20:15). Não adianta tentar fugir da palavra de um Deus que deixou bem claro: “Eu, o SENHOR, não mudo” (v.6). A fidelidade quanto aos dízimos e ofertas do Senhor não é garantia de salvação, mas o resultado dela. Lembremos que faz parte das obras humanas dos últimos dias, a avareza (2Tm 3:2) e que, ao contrário disto, “o fruto do Espírito” produz “fidelidade” (Gl 5:22). Portanto, todo aquele que anda no Espírito, consequentemente, decidirá por uma vida de fidelidade ao Senhor, em tudo.

Que a oração de Davi seja também a nossa: “Ensina-me, SENHOR, o Teu caminho, e andarei na Tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o Teu nome” (Sl 86:11). Então, seremos para Deus “particular tesouro” e Ele nos poupará “como um homem poupa a seu filho que o serve” (v.17). E veremos “outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (v.18). Que, em nome de Jesus, façamos parte do primeiro grupo!

Bom dia, justos do SENHOR!

Desafio do dia: Os dízimos e as ofertas fazem parte da adoração ao Senhor. Se você tem sido infiel neste aspecto, decida hoje acertar as contas com o teu Mantenedor. E verás se Ele não vos abrirá as janelas do céu e não derramará sobre a sua casa “bênção sem medida” (v.10).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Malaquias3
#RPSP



O correto foco de Malaquias 3 by jquimelli
24 de janeiro de 2018, 0:25
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Embora o texto de Malaquias 3:8 seja o foco de líderes religiosos gananciosos, o foco de Malaquias 3 não é dinheiro (dízimos e ofertas). Interpretação incorreta é uma deturpação que rouba ao texto seu verdadeiro significado.

Então, do que trata este o texto usado para arrancar dinheiro dos fieis?

Embora fale sobre dízimos e ofertas, esses temas são periféricos. Periféricos? Sim! Deus não quer nosso dinheiro. Sendo o dono de todo ouro e toda prata, por que Ele vai querer nossos insignificantes recursos?

O capítulo fala de purificação e juízo (vs. 1-5); sem purificação todo pecador experimentará condenação (por isso, é preciso haver reavivamento e reforma). Deus conduzirá Seu amado povo a um reavivamento da primitiva piedade (vs. 3-4).

Na sequência,
1. Deus convida Seu povo à renovação espiritual, um chamado a um compromisso relacional, não financeiro, a fim de que os fieis não sejam consumidos no juízo, mas salvo pela misericórdia (vs. 6-7). Deus suplica amorosamente: “Voltem para mim, e voltarei para vocês”.
2. Deus, em Seu amor e graça, convida negligentes e rebeldes a um relacionamento sério sem nenhuma interferência financeira, sem estresse da escassa economia da sociedade (vs. 8-9). O dinheiro não deve ocupar no coração o lugar que pertence a Deus. Colocar qualquer coisa como prioridade é roubar o lugar exclusivamente dEle.
3. Deus convida Seu povo que não O tem como Deus a rever Sua religiosidade a fim de que experimente os privilégios de um relacionamento exclusivo. Deus não é vendedor de bênçãos e nem pedinte de dinheiro; Ele quer que troquemos nossa confiança, apego e interesse em riquezas por confiança, apego e interesse nEle, que serão muito maiores as vantagens (vs. 9-13).

Dizimar e ofertar só terá sentido se Deus tiver sempre em nossa vida o primeiro lugar!

O que mais precisamos aprender?
1. Que ser religioso, devolver dízimos e ofertas, frequentar a igreja, etc. sem relacionamento com Deus, resultará em grande frustração (vs. 13-15). Muitos que serviram a Deus erradamente concluem: “Inútil é servir a Deus”.
2. Que, ao ser religioso baseado num relacionamento sério com Deus, no juízo se verá “a diferença entre quem faz o que é direito e quem não faz, entre servir o Eterno e não servi-lo” (vs. 16-18).

Entendeu? Então compartilhe para ajudar os sinceros! – Heber Toth Armí.




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