Reavivados por Sua Palavra


NÚMEROS 13 – Comentado por Rosana Barros
19 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).


Os filhos de Israel finalmente estavam chegando às portas da terra prometida. Todo o sofrimento passado recebeu uma dose de doce alívio ao avistarem os doze príncipes de Israel a caminho da missão de espiar a terra. Grande era a expectativa do povo. Como seria, afinal, a terra da liberdade? Teria lugar suficiente para todos? “Vede a terra” (v.18), fora a ordem inicial de Moisés para os doze espias, a fim de que capturassem todas as informações possíveis. “Tende ânimo” (v.20) fora a sua ordem final, para que independente do que vissem, permanecessem confiantes no poder de Deus.

Aqueles homens “subiram e espiaram a terra” (v.21). Eles viram uma terra com dimensões a perder de vista, montanhas verdejantes e campos e mais campos de cujo solo brotava as riquezas da flora local. Viram também os moradores que exibiam o vigor da saúde e a estatura semelhante a de nossos primeiros pais. Era, sem dúvida alguma, um lugar de tirar o fôlego, principalmente, da ótica de quem saíra do cativeiro para o deserto. E, carregando um único cacho de uvas sob os ombros de dois deles, retornaram com seus corações em polvorosa, descartando por completo a possibilidade de Israel conquistar aquele lugar.

Dois deles, no entanto, Calebe e Oseias, a quem “Moisés chamou Josué” (v.16), tendo as manifestações de Deus e Seu cuidado constante para com Israel bem fixos na mente, estavam dispostos a enfrentar e contra-argumentar o pessimismo de seus demais companheiros. “Ao cabo de quarenta dias” (v.25) eles retornaram ao acampamento. Dez dos espias iniciaram o seu discurso, a princípio, com inegáveis indícios da realidade de que verdadeiramente era uma terra que manava “leite e mel” (v.27). Isto eles não podiam negar. Contudo, a continuação de suas notícias começa a mudar a feição dos filhos de Israel; em questão de segundos, eles passaram da alegria para o medo. Percebendo o resultado do “noticiário” daqueles príncipes, Calebe “fez calar” (v.30) a todos e a plenos pulmões gritou o brado da vitória: “Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).

Diante de dez relatos negativos e dois relatos positivos, Moisés estava diante da maior sedição que haveria em Israel, superando até mesmo a idolatria no Sinai. Aquela geração selaria o seu destino final como errantes pelo deserto. Um dia, Deus enviou a este mundo o Seu Filho unigênito. Jesus nasceu, cresceu, viveu e morreu para que você e eu fôssemos libertos do cativeiro do pecado e para que, muito em breve, possamos passar do deserto desta vida para o gozo da Terra que Ele prometeu nos preparar (Jo.14:1-3). Israel estava prestes a provar o antegozo da eternidade. Estava às vésperas de entrar no lugar que poderiam chamar de lar. Mas escolhendo dar ouvidos à palavras de depreciação e dúvida acerca das promessas divinas, toda uma geração cairia no deserto sem avançar um passo sequer em direção à Canaã.

O apóstolo Pedro nos advertiu de que, nos últimos dias, surgiriam muitos “escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2Pe.3:3-4). Estamos, amados, buscando com súplicas a força, a resistência e a fé de Josué e Calebe? Eu não sei vocês, mas eu estou cansada, irmãos! Sinto a minha fragilidade aflorar a cada passo que dou neste mundo escuro. Sinto que o grande conflito está sendo decidido em cada coração. Um Armagedom individual está acontecendo na minha e na sua vida. E de que lado nós estamos? Daqueles que desistem porque julgam difícil alcançar a promessa? Ou daqueles que confiam nos méritos dAquele que bradou a nossa vitória na cruz do Calvário?

Seja esta a minha e a sua súplica, hoje e todos os dias, até aquele Grande Dia:
Ó, Deus Todo-Poderoso, nestes momentos finais que antecedem a nossa entrada no Lar eterno, reveste-nos com a Tua armadura e faz-nos Calebes atuais, que farão soar a todas as nações da Terra o último brado da vitória! Te oramos, em nome de Cristo Jesus, Amém!

Jesus nos diz, agora:
“A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co.12:9).

Bom dia, aperfeiçoados pelo poder de Deus!

Dez dias de oração, 6° dia: Oremos pelo reavivamento dos irmãos da igreja que frequentamos e pelos nossos amigos especiais de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números13 #RPSP

Comentário em áudio:
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NÚMEROS 12 – Comentado por Rosana Barros
18 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (v.3).


De todas as virtudes do Espírito Santo, a mansidão ganhou destaque na vida de Moisés. Uma prova inequívoca da transformação realizada por Deus em sua vida. Aquele que matou um egípcio e o enterrou na areia e que enxotou sozinho os algozes das filhas de Jetro, mostrou que a influência de uma real comunhão com Deus produz o divino fruto no caráter. Moisés tornou-se, portanto, um padrão de mansidão. Seu tato para com o povo era sempre pacífico e suas palavras, ainda que por vezes de advertência, eram carregadas de uma santa paz. A atmosfera que o cercava promovia um respeitoso temor entre o povo e ninguém ousava duvidar de sua eleição divina. Ninguém, não fosse a inveja e a cobiça de seus próprios irmãos.

Escolhido como chefe espiritual da nação, sumo sacerdote do templo de Deus, Arão era responsável por reger as atividades no santuário. E, juntamente com Miriã, viram em Zípora, mulher de Moisés, a desculpa para alimentar seus amargos sentimentos. A liderança mosaica despertara neles a insatisfação de terem que submeter-se a seu irmão mais novo. É provável que Miriã tenha sido a parte que instigou a dúvida e semeou a intriga no coração de Arão. O castigo que lhe foi aplicado deixa isto evidente.

Além de enfrentar, todos os dias, os ânimos acalorados do povo, Moisés teve de lidar com a sedição de seus próprios irmãos. Instigado por Miriã, Arão poderia ter resistido às suas ruins suspeitas, mas, semelhante à sua fraqueza ao confeccionar o bezerro de ouro, permitiu ser influenciado mais uma vez. Convocados pelo Senhor para um encontro particular, os três irmãos foram à tenda da congregação. Primeiro, Deus separou Moisés de seus irmãos, chamando apenas Arão e Miriã para que se apresentassem diante dEle. O sofrido líder fora poupado da conversa que resultou na lepra de sua irmã.

A respeito do protesto dos irmãos, “o Senhor o ouviu” (v.2). Nada há encoberto que o Senhor não tenha conhecimento. Antes mesmo que aquele comentário inicialmente tímido se revertesse em mais um fardo sobre Moisés e resultados desastrosos sobre os próprios envolvidos, Deus cuidou de cortar o mal pela raiz. Moisés não era somente um profeta, mas um amigo do Senhor. “Boca a boca” (v.8) e face a face conversava com Deus. Arão e Miriã sentiram suas faces empalidecerem diante do questionamento divino: “como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (v.8). E, diante da praga instantânea de Miriã, rogando a Moisés que intercedesse a favor dela, Arão só pôde concluir: “loucamente procedemos e pecamos” (v.11).

Sutilmente, o inimigo lança mão de seus agentes humanos para instigar a inveja, a intriga e a fofoca. Diálogos duvidosos, conversas influenciadoras e comentários maldosos dão o start na contenda entre irmãos. Eis um problema que não escolhe classe social, grau de parentesco ou idade. Basta haver duas pessoas unidas na mesma disposição de criticar alguém que rapidamente é submetido a “júri popular”. Este tem sido um dos principais agravantes da queda espiritual na igreja de Deus, enquanto há multidões famintas da Palavra e do amor de Cristo através de Suas testemunhas.

Há um mundo que geme com grandes dores espirituais, físicas e emocionais. Perderemos tempo e colocaremos em risco a nossa salvação e de outros para reclamar posições e direitos que não nos pertencem? Gastaremos os instantes finais que ainda temos alimentando a nossa natureza carnal? Ou, como Moisés, nos submeteremos à enlevadora influência do Espírito Santo a nos moldar o caráter para a glória de Deus? Oh, amados, a maledicência é uma lepra cujas chagas consomem a alma, condenando-a à ruína eterna!

“Ó Deus, rogo-Te” (v.13), que o Senhor cure o Teu povo desta praga maldita e o recolha de volta ao Teu aprisco como povo “mui manso” (v.3)! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5).

Bom dia, mansos do Senhor!

Dez dias de oração, 5° dia: Oremos pelo reavivamento da liderança da igreja e por nossos amigos especiais de oração. Peço que oremos também pelos enlutados.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números12 #RPSP

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NÚMEROS 11 – Comentado por Rosana Barros
17 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o Seu Espírito!” (v.29).


Vivendo como peregrinos no deserto, os filhos de Israel enfrentavam muitas privações, mas o cuidado e o zelo do Senhor para com eles não lhes deixava faltar nada quanto às suas necessidades básicas. A água da rocha e o maná eram uma prévia da fartura que encontrariam em Canaã e deveriam ser motivo de grande gratidão. Acostumados, porém, com os alimentos do Egito, permitiram que seus desejos os dominassem a ponto de assumirem uma atitude de queixa e murmuração. O apetite dominou a razão, acendendo-se assim a ira de Deus como fogo consumidor. Então, Moisés orou pelo povo e “o fogo se apagou” (v.2).

Em frente à tenda de Moisés, família após família apresentava a sua queixa e, com lágrimas, expressava o seu desejo pelos alimentos da terra do exílio. Vendo Moisés que novamente a ira de Deus se acendera contra o povo, com o coração quebrantado, depôs diante de Deus o seu pesado fardo. O grande líder reconheceu a sua impotência diante da obra de guiar pelo deserto um povo obstinado e rebelde, que conservava em seus corações as coisas do Egito. Pedindo a morte, Moisés demonstrou um alto grau de depressão, pensando ser esta a solução para a sua profunda angústia.

A resposta divina veio em forma de setenta homens designados para auxiliar o grande líder, dividindo com ele as agruras do deserto. Disse o Senhor a Moisés: “tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles” (v.17). No tempo determinado, “o Espírito repousou sobre eles, [e] profetizaram” (v.25). Dois deles, porém, Eldade e Medade, não foram à tenda da congregação como dito pelo Senhor. Porém, o mesmo Espírito foi derramado sobre eles, de modo que profetizavam no arraial. Josué, “servidor de Moisés” (v.28), entendeu que a atitude daqueles dois era uma espécie de ameaça à liderança de Moisés. Este, no entanto, demonstrou genuíno interesse em que todo o povo pudesse experimentar da suave e confortante companhia do Espírito Santo.

Quando o apetite e as paixões carnais assumem o controle da mente humana, o homem fica limitado a enxergar tão somente o corruptível. Furtado o coração pela cobiça, tornam-se irracionais as suas ambições, frustradas as suas aspirações, entrando em um processo de constante insatisfação. O insuperável Educador utiliza Seus métodos de ensino conforme a necessidade de Seus aprendizes. Contornando o arraial de codornizes, o Senhor não exagerou em Sua provisão, mas deu ao povo exatamente na medida que desejavam. Através de sua glutonaria, Israel experimentou os resultados de permitir que a vontade própria supere “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

Assim como Moisés desejou que o Espírito Santo fosse derramado sobre todo o povo, o Senhor deseja nos dar “o Seu Espírito” (v.29). Mas como apenas setenta homens dentre os filhos de Israel estavam prontos para recebê-Lo, assim também, hoje, poucos têm se preparado para receber a última chuva. Desde o princípio, Satanás tem usado o apetite para desvirtuar o homem da vontade de Deus. Ele bem sabe a intrínseca relação que há entre o corpo e a mente e é especialista em induzir dietas que promovam o vício, a doença e o bloqueio da razão para a clara compreensão do “Assim diz o Senhor”. Há luz suficiente para que não sejamos alvos desta estratégia maligna. Temos aceitado e praticado a luz que nos foi dada?

Não há ruptura entre mente, corpo e espírito. O homem é um ser holístico, e como tal precisa buscar a nutrição ideal de cada aspecto de sua vida. É um processo que requer renúncia, paciência, confiança na provisão de Deus e completa dependência dEle. Segue a orientação de parte da luz que nos foi dada, através de Ellen White:

“Meu irmão e minha irmã, tendes uma obra a fazer que ninguém pode fazer por vós. Despertai de vossa letargia, e Cristo vos dará vida. Mudai vosso modo de viver, de comer e de beber, e vosso sistema de trabalho. Enquanto continuardes no caminho que tendes seguido por anos, não podereis discernir com clareza coisas eternas e sagradas. Vossas sensibilidades estão embotadas, e vosso intelecto obscurecido. Não tendes estado a crescer em graça e no conhecimento da verdade como é vosso privilégio. Não tendes crescido em espírito, mas aumentado em trevas (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p.45).

Aproveite esses dez dias de oração e faça um jejum especial, como fez Daniel: “Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca” (Dn.10:3).

Feliz semana, cheios do Espírito Santo!

Dez dias de oração, 4° dia: Oremos para sermos testemunhas de Jesus em nossa esfera de influência e para que as pessoas com quem estudamos a Bíblia tomem a melhor decisão de suas vidas, a entrega da vida a Cristo por meio do santo batismo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números11 #RPSP

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NÚMEROS 10 – Comentado por Rosana Barros
16 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Se vieres conosco, far-te-emos o mesmo bem que o Senhor a nós nos fizer” (v.32).


Ao som de um único instrumento, todo o povo compreendia a mensagem a ser transmitida. Em suas celebrações, assembleias solenes, preparação para marchar, ou até mesmo para a guerra, havia um sonido certo de trombeta. Na devida ordem, cada lado do acampamento entendia que chegara a sua vez de partir. Não havia desculpas para o descaso, pois todo o Israel sabia discernir a mensagem que cada toque deveria transmitir. De todos os toques, o toque a rebate era uma espécie de alarme. Era um prenúncio de que algo estava para acontecer, geralmente, alertando-os de algum confronto inimigo.

Antes de Israel iniciar as suas peregrinações no deserto, “jornada após jornada” (v.12), ainda estava na companhia de Moisés o seu cunhado, Hobabe. Vendo que este pretendia voltar à sua terra, Moisés rogou que ele permanecesse com eles e participasse das bênçãos que o Senhor daria a Seu povo Israel. Certamente, o líder de Israel reconheceu em Hobabe a experiência de quem sabia como sobreviver no deserto, além da afeição que lhe tinha. Podemos dizer que Hobabe representa aqueles que estão sendo convidados a fazer parte do povo de Deus e que têm sido uma grande ajuda e alívio àqueles que não sabem lidar com as dificuldades nas jornadas desta vida.

A trombeta é um instrumento apocalíptico que vem anunciando ao mundo, ao longo da história, de que o fim aproxima-se de seu cumprimento. As sete trombetas que o apóstolo de Patmos viu na mão dos sete anjos (Ap.8:2), estavam para ser tocadas, e cada uma representa um tempo profético na história da humanidade. Segundo a profecia bíblica, a sexta e penúltima trombeta anuncia um desastre sem precedentes. Momentos calamitosos que antecedem o soar da última trombeta. Mas que, apesar de ser um sonido de juízo sobre a Terra, os homens não se arrependeram de suas obras más, permanecendo em sua idolatria, assassínios, feitiçarias, prostituição e furtos (Ap.9:20-21).

Diante de um quadro tão desanimador, antes de soar a sétima trombeta, porém, João viu outro anjo forte que anunciou o surgimento de um povo através do estudo de um “livrinho”, mas que qual foi com João, doce à boca e amargo ao estômago, sofreria um grande desapontamento com a mensagem que lhes causara grande alegria (Ap.10:1-10). Os mileritas acreditavam que o fim do período que anunciara o profeta Daniel, das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn.8:14), culminaria no retorno de Cristo à Terra, quando, na verdade, era o princípio do juízo investigativo no Céu. Jesus passara do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário celeste, e esta fase de Seu ministério começaria pelos de casa (Ap.11:1-2; 1Pe.4:17).

Um pequeno grupo de crentes, ainda que decepcionados pelo terrível desapontamento, acreditaram que o Senhor tinha algo a lhes falar através daquela prova. Descobriram, então, que aquela data de 22 de outubro de 1844 não era o fim, mas o começo do fim. Pois “é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). Nascia dali, uma igreja profética com a missão de pregar o “evangelho eterno… aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6); um atalaia de Deus a fim de dar ao mundo o sonido certo da trombeta. De chamar os servos do Senhor que ainda se encontram em Babilônia para participar junto conosco da grande ceia do Senhor, das “boas coisas” (v.29) que Ele prometeu ao Seu povo.

“Levanta-Te, Senhor” (v.35), tem sido o clamor daqueles que peregrinam pelo deserto deste mundo e percebem a brevidade dos tempos. Há um inimigo cruel e desleal no encalço dos filhos do Reino e que tem agido apressadamente, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). É tempo de consagrar-se para o Senhor e revestir-se de toda a Sua armadura, “para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). O Espírito Santo está recrutando os últimos escolhidos de todas as nações. Como Moisés, precisamos chamar nossos amigos e familiares que ainda se encontram em zona de risco. A última trombeta está para ser tocada. Não há tempo a perder. Que a nossa vida, nas mãos do Senhor, seja um instrumento de salvação a Seu comando e que, de nosso coração, saia o constante e urgente clamor: “Volta, ó Senhor, para os milhares de milhares de Israel” (v.36).

“Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).

Feliz sábado, Israel de Deus!

Dez dias de oração, 3° dia: Solteiros, orem pelo reavivamento de seus pais. Casados, orem pelo reavivamento de seu cônjuge e de seus filhos. Continuemos em oração por aqueles que estamos estudando a Bíblia, para que se decidam pelo batismo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números10 #RPSP

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NÚMEROS 9 – Comentado por Rosana Barros
15 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Segundo o mandado do Senhor, se acampavam e, segundo o mandado do Senhor, se punham em marcha; cumpriam o seu dever para com o Senhor, segundo a ordem do Senhor por intermédio de Moisés” (v.23).

As festas cerimoniais que compunham o calendário de Israel eram celebradas em datas fixas, instituídas pelo próprio Deus. E a festa inaugural era a Páscoa. No tempo determinado, os filhos de Israel deveriam rememorar a noite em que o Senhor livrara os primogênitos do Seu povo e o libertara do cativeiro egípcio. A Páscoa era um símbolo de remissão e libertação; uma data para ser observada em família e um privilégio concedido a naturais e estrangeiros. Todos eram convidados a “celebrar a Páscoa ao Senhor” (v.14). Mas todo aquele que negligenciasse tal privilégio, deveria ser eliminado do povo, levando “sobre si o seu pecado” (v.13).

A Páscoa simboliza a entrega do Cordeiro pascal, que “tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si” (Is.53:4). O sangue de Cristo foi derramado para que nós fôssemos salvos do salário do pecado. Seu sacrifício abriu para nós uma janela de liberdade rumo à manhã gloriosa de Sua segunda vinda. Em cada memória de Israel acerca daquela noite definitiva, havia um cântico especial ao Senhor que os livrou e os salvou. O sangue nos umbrais das portas os selara para a vida, enquanto aguardavam apercebidos a ordem para partir. Muitos não têm a mesma disposição e prontidão, como o foi com os filhos de Israel. Mas, então, a porta da graça será fechada, e como nos dias de Noé, só perceberão quando o povo do advento já estiver selado em segurança na arca da salvação.

Jesus percorreu o caminho da cruz, nos ensinando, à cada passo, que a dependência de Deus é a nossa única segurança. Precisamos atender ao conselho de Moisés: “Esperai, e ouvirei o que o Senhor vos ordenará” (v.8). Em um mundo altamente acelerado e imediatista, esperar parece perda de tempo. É desanimador o status mundial de quanto mais rápido melhor, e acabamos perdendo de ouvir o que o Espírito de Deus tem a nos falar. Aqueles que estavam imundos aguardaram a resposta divina e o Senhor lhes indicou uma Páscoa especial para que eles tivessem tempo de se purificar. Deus não quer “que ninguém se perca, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Esperar em Deus pode ser sinônimo de segunda chance.

A nuvem da presença de Deus que ficava acima do santuário era a bússola de Israel. “Quando a nuvem se erguia de sobre a tenda, os filhos de Israel se punham em marcha; e, no lugar onde a nuvem parava, aí os filhos de Israel se acampavam” (v.17). A única alternativa era esperar, “segundo o mandado do Senhor” (v.20). Nem sempre os caminhos que o Senhor traça para nós são tranquilos e livres de perigos. Por vezes, precisamos lidar com inimigos. Outras vezes, com o calor de nossos desertos. Ainda outras, com a nossa própria teimosia. Uma coisa é certa: quer acampados, quer em marcha, a constante presença de Deus é uma garantia eterna a todos os que O amam.

Vejamos a descrição do cenário pascal, nas palavras de Ellen G. White:

“A Páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o ‘Cordeiro de Deus’, em Quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: ‘Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós’ (1Co.5:7). Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à alma. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós individualmente. Devemos tomar para o nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório” (Patriarcas e Profetas, p. 192).

“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:7-8).

Bom dia, pacientes cidadãos do Reino de Deus!

Dez dias de oração, 2° dia: Oremos pelo reavivamento de nossas famílias e por nossos estudantes da Bíblia, para que se decidam pelo batismo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números9 #RPSP

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NÚMEROS 8 – Comentado por Rosana Barros
14 de fevereiro de 2019, 0:30
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“E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel; os levitas serão Meus” (v.14).


O candelabro ou menorah era um dos três móveis que ficavam no lugar Santo do santuário. Sua função era manter o ambiente sempre iluminado. A sua significação, porém, é bem mais ampla e abrangente. Ele representa a Cristo como a Luz do mundo e se expande como um símbolo do Espírito Santo, da Igreja e das Escrituras, conforme está escrito (Jo.8:12; Mt 25:1-13; Mt.5:14; Sl.119:105). A luz que emana de Deus através de Cristo Jesus é a fonte de todo poder na vida do cristão. Seu Espírito nos ilumina por meio de Sua Palavra e nos habilita a viver como igreja que irradia o fulgor do Sol da Justiça. E diante de um mundo que se apressa para o fim, precisamos manter acesa a chama que nos conduzirá às bodas da eternidade (Mt.25:4).

Como já estudamos, a tribo de Levi fora separada por Deus para o Seu santo ofício na tenda da congregação. Mediante tamanha responsabilidade, o Senhor instituiu uma cerimônia de purificação para os filhos de Levi, através de água e sangue. Além de se lavar e lavar as suas vestes, também deveriam oferecer sacrifícios e holocaustos perante o Senhor. A sua eleição deveria causar-lhes um forte senso de missão e de consagração. O Senhor os habilitaria a lidar com as coisas santíssimas conforme as instruções dadas aos gersonitas, aos coatitas e aos filhos de Merari. Não deveriam jamais mover um objeto sequer do santuário fora daquilo que o Senhor mesmo ordenara através de Moisés.

Por analogia, podemos dizer que nós somos os filhos de Israel e nossos pastores e obreiros, os levitas “para o serviço do Senhor” (v.11). Semelhante à ordem dada a Israel, o Senhor nos chama para erguermos as nossas mãos sobre Seus ministros; para nos unirmos a eles em cooperação e, assim, sermos todos úteis em Sua obra. Bem como cada homem a serviço do santo ministério deve buscar viver de acordo com as prescrições divinas, em plena harmonia com a Palavra de Deus e zelando pelas ovelhas de Seu rebanho. Toda igreja que entende que a seara do Senhor só funciona por meio do mutualismo, é uma igreja que cresce e que dá frutos. A ação do Espírito Santo é notoriamente vista em todos os que praticam este ideal, tornando-os uma luz singular em meio às trevas de um mundo exclusivista e materialista.

Há uma mensagem final a ser dada, um sonido certo de trombeta a ser anunciado, um tempo de purificação e consagração a ser obedecido. Aos observadores do santo sábado do Senhor, aos que temem e dão glórias “Àquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7), há uma luz disponível para fins eternos. Ainda que opositores se levantem, ainda que o nosso próprio “eu” nos seja a nossa pior prova ou não consideremos ser aptos para o serviço do Senhor, o mesmo Deus que chamou de Seu primogênito uma das menores tribos de Israel, nos chama hoje para fazermos parte das primícias que dentro em breve Ele virá buscar. Ligados a Cristo Jesus, todos nós, pastores e ovelhas, marcharemos confiantes de que o retorno do nosso Senhor “ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hq.2:3).

Bom dia, luz do mundo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números8 #RPSP

Comentário em áudio:
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https://www.youtube.com/channel/UCzzqtmGdF4UqBopc6CRiqLA

Dez Dias de oração, 1° dia: Hoje, damos início ao movimento mundial de oração baseado nos dez dias de preparação dos discípulos para a descida do Espírito Santo. Oremos, amados! Oremos com inteireza de coração! Neste primeiro dia, oremos ao Senhor por nosso reavivamento pessoal e por aqueles que estamos estudando a Bíblia ou aqueles que o Senhor nos enviará.


NÚMEROS 7 – Comentado por Rosana Barros
13 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Esta é a dádiva feita pelos príncipes de Israel para a consagração do altar, no dia em que foi ungido…” (v.84).


 
Exatamente “no dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo” (v.1), uma oferta especial foi oferecida pelos “príncipes de Israel, os cabeças da casa de seus pais” (v.2). Instruído pelo Senhor, Moisés logo distribuiu estas ofertas entre os levitas, menos aos filhos de Coate, já que estes não teriam necessidade de carros ou animais, “porquanto a seu cargo estava o santuário, que deviam levar aos ombros” (v.9). Além desta oferta levada ao tabernáculo no primeiro dia, outra oferta sucedeu aquele momento em mais doze dias. Começando pelo príncipe dos filhos de Judá, cada dia, o príncipe de uma tribo se dirigia ao tabernáculo para oferecer a sua dádiva, segundo a ordem das tribos. O detalhe é que as ofertas de todos os príncipes eram iguais.
 
As Escrituras têm uma característica especial que, para muitos de nós, pode até parecer cansativa: a repetição. O capítulo de hoje relata a oferta de príncipe por príncipe, repetindo as suas ofertas, ainda que sejam todas idênticas. O Senhor, porém, não faz nada que seja sem um propósito definido. A nossa mente pode receber fortes influências negativas ou positivas pelo processo de repetição. Mas quando a Bíblia reforça alguma ideia ou ensinamento, é porque o Senhor deseja que assimilemos algo de muito importante naquela mensagem. Ao lermos sobre as dádivas idênticas dos príncipes de Israel, percebemos que o Senhor não olha para o valor de nossas ofertas, nem faz acepção de doadores. Aos olhos de Deus, toda oferta apresentada diante do Seu altar como uma expressão de alegria do adorador, é semelhante à oferta da viúva pobre (Lc.21:1-4).
 
Ao oferecerem seus presentes ao Senhor, não houve tentativa de angariar o reconhecimento humano. Nenhum príncipe levou além ou aquém do que levara o primeiro. Toda a atenção deveria estar voltada para a adoração ao Senhor que descera para habitar com eles. Não ousaram pôr em destaque nenhuma de suas obras. Mas, no dia determinado, cada príncipe, em atitude de reverência e santo procedimento, sem pompas ou prévio anunciamento, conduzia suas ofertas ao local designado e rogava ao Senhor pelo Seu favor e bênção. E consagrado o altar pelos filhos de Israel, o santuário tornou-se morada de Deus e fonte de comunicação entre Ele e Seu povo através de Moisés, que “ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os dois querubins; assim [o Senhor] lhe falava” (v.89).
 
Deus não exige de Seus filhos ofertas mecânicas ou lhes pede além do que as suas posses lhes permitam ofertar. Também não pode abençoar onde há descaso para com a Sua Casa de Oração. Onde há um grupo de crentes reunidos, deve haver a cooperação de todos para o avanço na obra do Senhor. E isto inclui a nossa adoração através dos dízimos e das ofertas. Muitos têm alimentado o sentimento maligno de que apenas os mais afortunados devem se empenhar em doar. Fossem eles mais fiéis no pouco que possuem, e não teriam necessidade alguma dos recursos dos ricos. A bênção do Senhor não está sobre o que dá mais, e sim sobre “quem dá com alegria” (2Co.9:7). São estes os amados de Deus que saltarão de júbilo quando ouvirem da boca de Jesus: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu [Senhor]” (Mt.25:23).
 
O livro do ano da Igreja Adventista do Sétimo Dia para 2019 é o livro “Conselhos Sobre Mordomia”. Não perca a oportunidade de enriquecer ainda mais o seu conhecimento neste assunto. Mordomia é adoração. Se queremos crescer como verdadeiros adoradores de Deus, precisamos nos dedicar melhor ao exame dos conteúdos que Ele mesmo nos deixou. Você pode adquirir o livro pelo site da Casa Publicadora Brasileira ou baixar o aplicativo “EGW Writings” e ter acesso não apenas a este, mas a muitos outros livros de Ellen G. White.
 
Que a alegria que brota do fruto do Espírito Santo nos motive não somente a ofertar os nossos recursos ao Senhor, mas que tudo em nós seja uma resposta de amor ao Deus que nos salvou.
 
Bom dia, príncipes e princesas do Reino dos Céus!
 
Rosana Garcia Barros
 
#PrimeiroDeus #Números7 #RPSP
 
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