Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 62 – Comentado por Rosana Barros
22 de outubro de 2020, 0:45
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“Eis que o Senhor fez ouvir até às extremidades da Terra estas palavras: Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador; vem com Ele a sua recompensa, e diante dEle, o seu galardão” (v.11).

Ao longo dos anos, inúmeras peregrinações e excursões têm sido realizadas a Jerusalém. Conhecida como “terra santa”, é aclamada pelos judeus, reclamada pelos muçulmanos e reverenciada por cristãos de todo o mundo que almejam pôr os pés sobre as estradas que acreditam ter Jesus caminhado. A atmosfera local e os principais pontos históricos remontam as cenas dos evangelhos, levando-os a uma experiência única e inesquecível. Nunca pisei em Jerusalém. Nunca senti essa emoção que tantos declaram ter vivido. Mas foi sozinha em meu quarto que pude começar a viver a maior e melhor peregrinação de minha vida; a experiência que, certamente, mudou a minha história de uma forma única e inesquecível. Com muito amor e paciência, o Espírito do Senhor me conduziu ao lugar de minha primeira lição:

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6).

Como um Apocalipse do Antigo Testamento, o livro de Isaías apresenta em seus últimos capítulos cenas do glorioso triunfo dos filhos de Deus. A Bíblia apresenta o casamento como uma ilustração da união entre Cristo e “a noiva, a esposa do Cordeiro… a santa cidade, Jerusalém” (Ap.21:9 e 10). Há um profundo e genuíno amor nesta relação. E, como Noivo que conquistou todos os méritos de Sua possessão, Jesus compartilha a Sua vitória e conquista com “o fruto de Seu penoso trabalho” (Is.53:11). E a cidade que é dEle por direito nos é prometida como sendo também nossa recompensa e galardão (v.11). Não mais a cidade terrena de Jerusalém, mas aquela cidade que “tem a glória de Deus” (Ap.21:11).

Como aqueles que amam a vinda do Senhor e desejam estar em Sua santa morada, nos átrios do Seu santuário (v.9), “vós, os que fareis lembrado o Senhor, não descanseis, nem deis a Ele descanso até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na Terra” (v.6-7). O Céu começa aqui, quando Cristo reina soberano em nossa vida. Podemos viver, pela fé, a santa peregrinação através de uma relação de amizade com Ele. Mediante a oração e a intimidade com as Escrituras, abrimos caminho para que o Espírito Santo nivele a estrada de nosso coração e limpe-a “das pedras” (v.10) que nos serviriam de tropeço. “Orai sem cessar” foi o apelo de quem sabia que somente por este meio o povo de Deus se mantém forte nas batalhas.

É mediante um jornadear com Deus que adquirimos ouvidos sensíveis à voz do Seu Espírito. Foi porque Enoque andou com Deus que “Deus o tomou para Si” (Gn.5:24). Da mesma forma, no glorioso Dia do Senhor, Ele tomará para Si “aos que O aguardam para a salvação” (Hb.9:28). Sobre esta maravilhosa experiência, a irmã White contribuiu com as palavras de esperança:

“Cristo tem sido companheiro diário, amigo familiar de Seus fiéis seguidores. Eles viveram em contato íntimo, em comunhão constante com Deus. A glória de Deus resplandeceu sobre eles. Refletiu-se neles a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo. Agora se regozijam nos raios não ofuscados do resplendor e glória do Rei em Sua majestade. Estão preparados para a comunhão do Céu; pois têm o Céu no coração” (Visões do Céu, p.23).

Vigiemos e oremos!

Bom dia, Povo Santo, Remidos-Do-Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías62 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 61 – Comentado por Rosana Barros
21 de outubro de 2020, 0:45
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“A sua posteridade será conhecida entre as nações, os seus descendentes, no meio dos povos; todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (v.9).

A primeira vinda de Cristo assinalou o cumprimento das profecias do Antigo Testamento com a precisão que somente há na Palavra de Deus. Cada detalhe descrito pelos profetas aconteceu pela fidelidade de um Deus que não mente (Nm.23:19). Como servo sofredor, Jesus vivia para fazer a vontade do Pai e trabalhar pela humanidade tão machucada pelos milênios de pecado. Ao curar os doentes, libertar os cativos, consolar os angustiados e revelar as verdades das Escrituras por preceito e por exemplo, fez raiar no mundo escuro a chama da esperança, oferecendo aos pecadores arrependidos as Suas vestes de salvação e o Seu manto de justiça (v.10).

A Sua ascensão aos céus, porém, não apagou essa chama. Pelo contrário, Sua promessa acenderia o fogo do Espírito Consolador na vida de Seus seguidores, “a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a Sua glória” (v.3), de forma que deem testemunho dAquele que os amou primeiro: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At.1:8). Fomos “chamados sacerdotes do Senhor” a fim de que sejamos reconhecidos como “ministros do nosso Deus” (v.6), “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9).

Devemos, porém, resguardar o nosso coração da presunção. Assim como Davi caiu em grande pecado ao realizar um censo de Israel sem a autorização de Deus (2Sm.24:10), podemos cair no pecado do orgulho em classificar a nossa vida como única que seja digna da aprovação divina. Para combatermos o veneno do orgulho, é necessário que nos apoderemos do antídoto de Cristo: “aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:29). O exemplo de Jesus, Sua vida de abnegado serviço e disposição altruísta, deve ser o objeto de nosso principal estudo. Olhar para Jesus nos dá uma clara visão do nosso chamado, de nossa indignidade e de nossa completa dependência dEle. Sobre esta verdade, reforça Ellen White:

Se possuirmos a humildade de nosso Mestre, sobrepor-nos-emos aos menosprezos, às repulsas, aos aborrecimentos a que estamos diariamente expostos, e estes deixarão de nos lançar sombra sobre o espírito… Humildade de coração é a força que dá vitória aos seguidores de Cristo” (CPB, O Desejado de Todas as Nações, p.207).

Sendo este princípio reforçado no coração e no lar, seremos participantes das últimas obras de Deus tanto quanto as primeiras obras [da igreja primitiva] demonstraram fiel serviço e maravilhosa recompensa. O Espírito do Senhor aguarda a nossa entrega total a Ele. Não podemos galgar os áureos degraus da santificação enquanto o nosso eu não for completamente subjugado por Cristo. Resgatar o que foi assolado e restaurar o que foi destruído (v.4) requer uma vida alicerçada no firme fundamento da Escritura Sagrada. E não há lugar mais propício e importante para começar esta obra sagrada do que no seio do lar. Então, aos que ouvem e praticam as palavras do Senhor (Mt.7:24), “todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (v.9). Vigiemos e oremos!

Bom dia, famílias benditas do Senhor!

* Oremos pelo cumprimento da profecia em nossa casa: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:6).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías61 #RPSP

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ISAÍAS 60 – Comentado por Rosana Barros
20 de outubro de 2020, 0:45
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“Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou ruínas, nos teus limites; mas os teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas, Louvor” (v.18).

Não tenho o costume de acompanhar notícias com regularidade. De uns tempos para cá, o derramamento de sangue e a corrupção têm eclodido de uma forma tão absurda, que prefiro não contemplar tamanho caos. Mas isto não muda o fato de que esta é a nossa realidade mundial e que a maioria da população está sofrendo, e muito. De uma forma ou de outra, as notícias correm e, nem que seja pela boca de alguém, ficamos sabendo do que acontece em nosso cenário global. Então, me pego a pensar: Eu estou evitando olhar para não correr o risco de ficar fria ao contemplar tanta desgraça? Ou eu não estou vendo porque simplesmente não me importo? Afinal de contas, eu nem conheço essas pessoas mesmo!

Durante toda a nossa trajetória em estudar a Bíblia e dela ouvir a voz de Deus, o único objetivo tem sido que todos nós possamos ser preenchidos pelo poder do Espírito para compreender o assim diz o Senhor. Não estudamos doutrinas de homens, mas única e exclusivamente a Bíblia, a Palavra de Deus viva. E a Bíblia não é um livro que você abre apenas para ler o que lhe convém, mas toda ela é “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm.3:16). A Bíblia é a voz de um Pai que ama os Seus filhos, que sabe quando deve apenas confortar, ou quando deve repreender com severidade. E após repreender o Seu povo no capítulo de ontem e fazê-los entender de que necessitavam confessar os seus pecados e achegar-se ao Único capaz de salvá-los, a promessa que se segue no capítulo de hoje é a melhor notícia mundial de todos os tempos: “Todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra” (v.21).

Após um relato que mais parece um resumo das notícias atuais, “porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos” (v.2), Isaías descreveu o ministério do povo de Deus na Terra: “mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a Sua glória se vê sobre ti”. Deus chamou o Seu povo para ser uma luz a fim de atrair as nações (v.3). Diferente das notícias e da publicidade que se dá às mazelas e horrores mundiais, o povo de Deus é chamado para publicar “os louvores do Senhor” (v.6). Não podemos e não devemos ser alheios ao que acontece ao nosso redor. Podemos até fechar os olhos para não contemplar a maldade, mas jamais fechá-los diante das necessidades humanas. Assistir a vídeos chocantes não resolve o problema do teu semelhante, mas estender a mão para ajudá-lo é resplandecer a glória de Deus.

A finalidade da luz não é de chamar a atenção para si, mas para as coisas que estão ao seu redor. Ninguém acende uma lâmpada para ficar olhando para ela. Ninguém, em sã consciência, fica contemplando a luz do sol. Porém, a luz é necessária para que possamos enxergar o caminho por onde andar. Da mesma forma, Deus não nos ilumina para que os outros olhem para nós, mas para que a nossa vida seja uma luz a conduzir o mundo para o Caminho (Jo.14:6). E é mediante o amor de Cristo em nós que somos capacitados a iluminar. E atenção, amados: Muito cuidado! Quando um anjo de luz pensou que a luz procedia dele mesmo, causou a maior tragédia de todos os tempos, e é por isso que nós estamos vivendo neste mundo escuro até hoje.

Dentro em breve estará cumprida a missão da “luz do mundo” (Mt.5:14), então, veremos a verdadeira Fonte de luz e ficaremos radiantes de alegria. O nosso “coração estremecerá e se dilatará de júbilo” (v.5) diante da glória do nosso Salvador e Redentor (v.16). Iremos para a “Cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel” (v.14), onde Ele constituirá “glória eterna, regozijo, de geração em geração” (v.15). Não precisaremos mais da luz do sol, nem a lua terá mais função, “porque o Senhor será a [nossa] luz perpétua, e os dias do [nosso] luto findarão” (v.20). Não mais dor, não mais lágrimas, não mais violência na nova terra, nem ruínas ou desolação nos seus limites (v.18). “A morte já não existirá” (Ap.21:4). Não haverá mais mentirosos, corruptos, assassinos, ou destruidores da terra (Ap.11:18), mas “todos os do Teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra” (v.21).

Dispõe-te, resplandece”, povo do Deus Vivo, “porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti” (v.1)! “Levanta em redor os olhos e vê; todos estes se ajuntam e vêm ter contigo” (v.4), para conhecer o nosso Deus! Falta pouco para contemplarmos a glória do Unigênito do Pai! Falta pouco para o cumprimento da promessa feita pelo próprio Deus: “Eu, o Senhor, a seu tempo, farei isso prontamente” (v.22). “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, luz do mundo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías60 #RPSP

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ISAÍAS 59 – Comentado por Rosana Barros
19 de outubro de 2020, 0:45
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“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça” (v.2).

Sobre Israel repousava a culpa por seus pecados, iniquidades e transgressões, cada qual representando uma forma diferente de separar-se de Deus. Erro de percurso, imoralidade e rebelião indicavam um afastamento total do Senhor e uma completa dependência dEle para mudar um quadro tão desanimador. O tema principal deste capítulo aborda o assunto mais evitado ou até ignorado pela maioria, mas que envolve a todos, “porque todos pecaram” (Rm.5:12). Não há como fugir desta realidade. A “lei do pecado que está nos [nossos] membros” (Rm.7:23) nos aprisiona a uma condição desfavorável e na maioria das vezes nos leva a praticar aquilo que não queremos fazer. Ignorar a existência do pecado não o torna inexistente, mas cria um obstáculo ainda maior à compreensão do significado da graça. Sobre isto, escreveu George Knight:

“É importante reconhecer que uma doutrina inadequada de pecado levará inevitavelmente a uma doutrina inadequada de salvação. Edward Vick ensina corretamente que ‘o primeiro elemento na perfeição cristã [ou em qualquer outro aspecto da salvação] é reconhecer que somos pecadores… Reconhecer que somos pecadores significa admitir que existe um poder que nos domina e nos impede de ser o que Deus quer que sejamos. Esse poder é o poder do pecado’” (Pecado e Salvação, p.29).

Israel cometeu o desatino de comparar o Senhor aos deuses de paus e pedras das nações pagãs, que “têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam” (Sl.115:5-7). Então, Deus revelou através de Seu profeta: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o Seu ouvido, para não poder ouvir” (v.1). O problema não estava em que Deus havia esquecido do Seu povo, mas em que Seu povo havia esquecido do seu Deus. Tornaram-se indiferentes ao “assim diz o Senhor”. Não havia “justiça nos seus passos” (v.8) e andavam “falando mentiras” (v.4). Os seus pés corriam para o mal (v.7) e do coração proferiam “palavras de falsidade” (v.13). Esperavam pela luz e pelo resplendor, mas só havia trevas e escuridão (v.9).

Muitos há que têm lançado os seus pecados para “debaixo do tapete”, enquanto esperam que o poder de Deus se manifeste onde não há arrependimento e confissão. Somente quando os pecados de Israel deixaram de ser apenas um relato para se tornar uma confissão (v.9-15), foi que surgiu a esperança e a redenção (v.16-21). O pecado pode não ser o nosso assunto preferido nas Escrituras, mas ele está ali para nos lembrar de nossa real condição: condenados à morte (Rm.6:23). Somente a graça de Jesus pode nos livrar de nossa condenação: “Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8).

O Senhor dos Exércitos Se revestiu de Sua armadura (v.17) e prometeu ser fiel à aliança que havia feito com o Seu povo (v.21). Ele não só está revestido de Sua armadura, como nos dá o privilégio de usá-la também: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). O “Espírito do Senhor” está prestes a ser derramado “como torrente impetuosa” (v.19) sobre o Seu remanescente, e “virá o Redentor” para salvar os “que se converterem, diz o Senhor” (v.20). Apesar da condição de pecadores, escolheram odiar o pecado e desviar-se do mal (v.15), por isso o Espírito Santo e a Palavra de Deus não se apartarão da boca deles, “nem da de [seus] filhos, nem da dos filhos de [seus] filhos, não se apartarão desde agora e para todo o sempre, diz o Senhor” (v.21).

Portanto, clame pela justiça, confesse os seus pecados diante de Deus, abrace a verdade que liberta e converta-se ao Redentor que breve virá! Vigiemos e oremos!

Bom dia, exército do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías59 #RPSP

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ISAÍAS 58 – Comentado por Rosana Barros
18 de outubro de 2020, 0:45
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“Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável” (v.12).

A prática do jejum era muito comum no antigo Israel. Encontramos a primeira referência ao jejum na Bíblia quando Moisés subiu ao monte para receber as segundas tábuas da Lei, e “ali, esteve com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras” (Êx.34:28). O primeiro jejum bíblico, portanto, estava intimamente relacionado com os mandamentos de Deus, e antecedeu o momento em que a pele do rosto de Moisés “resplandecia, depois de haver falado com Deus”, de forma que “pôs um véu sobre o rosto” (Êx.34:29 e 33). Uma experiência marcante que assinalou o recomeço de um povo chamado para iluminar o mundo com a glória do Senhor.

Também encontramos outra experiência marcante sobre o jejum, quando o profeta Elias fugiu da ira de Jezabel e, após ser alimentado com a água e o pão do Céu, “com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus” (1Rs.19:8). O próprio Jesus experimentou o jejum, quando “foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”, onde jejuou “quarenta dias e quarenta noites” (Mt.4:1 e 2). Há três semelhanças especiais nestes três jejuns que gostaria de destacar:

1. Todos estavam no deserto;
2. Todos jejuaram durante quarenta dias e quarenta noites;
3. Todos subiram em um monte;

A abstinência no comer e no beber, porém, não é um fim em si mesma. Moisés subiu ao monte e ali permaneceu abstinente porque Deus o levou para lá e o sustentou pelo Seu poder. Elias caminhou tantos dias sustentado pelo alimento e bebida do Céu. Mas o nosso Salvador foi o único cujo relato diz que “teve fome” (Mt.4:2) e ainda teve de enfrentar os dardos inflamados do Maligno. Ele não teve a sua face resplandecendo como a de Moisés. Ele não ouviu a voz de Deus como Elias ouviu na caverna. Mas, sustentado pelo trio espiritual da fé: Jejum, oração e a Palavra de Deus, “O deixou o diabo, e eis que vieram anjos e O serviram” (Mt.4:11).

Amados, o que o profeta Isaías escreveu e que “a plenos pulmões” (v.1) teve de clamar, é a essência que envolveu esses três jejuns especiais: o amor e a fidelidade a Deus. A fé operante de Moisés, de Elias e de Cristo se fundem para nos dizer que o verdadeiro jejum está em fazer a vontade do Pai. Não foi sem razão que na transfiguração de Jesus, em “um alto monte… apareceram Moisés e Elias, falando com Ele” (Mt.17:3). O jejum não é um botão que acionamos para que os nossos desejos sejam realizados e nem tampouco um instrumento de penitência. O jejum aceitável a Deus é aquele que nos eleva ao monte da comunhão para de lá descermos iluminados de santa consagração a fim de sermos uma bênção para os nossos semelhantes.

Moisés foi usado por Deus para lembrar o povo dos mandamentos que haviam esquecido, inclusive o mandamento do sábado: “Considerai que o Senhor vos deu o sábado” (Êx.16:29). “Elias restaurou o altar do Senhor, que estava em ruínas” (1Rs.18:30). Jesus declarou e viveu estas palavras: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt.5:17). O capítulo de hoje é um clamor para que possamos viver esta real experiência com Deus e, por meio dela, nossos filhos façam parte da geração que edificará “as antigas ruínas” (v.12). Um clamor para que vivamos o evangelho prático, que mesmo seja o deserto o último lugar de nossa existência, ou a experiência de alguns dias, confiemos de que, se perseverarmos, o Senhor converterá o deserto em “um jardim regado e… um manancial cujas águas jamais faltam” (v.11).

Quer receber a força do alto para superar os desertos de sua vida? Então, suba ao monte da comunhão e desça de lá para ser uma bênção. Uma vida consagrada a Deus e ao próximo, eis o verdadeiro jejum. E não há dia mais oportuno para isso do que o sábado, pois “é lícito, no sábado, fazer o bem” (Lc.6:9). Ou seja, fazer do sábado um dia de cura e salvação está em conformidade com a Lei de Deus e nos leva a gozar das bênçãos celestiais, “porque a boca do Senhor o disse” (v.14). Não perca o privilégio de experimentar este jejum que restaura, liberta e promove a verdadeira paz. “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hb.4:9). Entra no descanso do teu Senhor, e Ele “fartará a tua alma até em lugares áridos” (v.11). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, reparadores de brechas e restauradores de veredas!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías58 #RPSP

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ISAÍAS 57 – Comentado por Rosana Barros
17 de outubro de 2020, 0:45
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“Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (v.15).

O conceito atual e ocidental acerca da vida cristã é baseado em uma religião de comodismo, prosperidade material e estabilidade emocional. A assinalada cultura de uma espiritualidade rasa e sem intimidade com a Palavra de Deus, avança em nosso meio como uma praga que ganha força à medida que se espalha. E a propaganda do cristianismo perde completamente a sua razão de ser quando as bênçãos tomam o lugar de Jesus. Porque Jesus não nos prometeu uma vida livre de dificuldades, e sim que neste mundo teremos aflições, “mas tende bom ânimo”, disse Ele, “Eu venci o mundo” (Jo.16:33).

Observando as multidões após um dia de pregação, Jesus Se compadeceu delas porque não tinham o que comer. Eufóricas com o milagre da multiplicação, as pessoas O seguiram na esperança de ter um rei que as servisse, suprindo suas necessidades. Quando, porém, Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida” (Jo.6:48), logo se escandalizaram indo embora, restando apenas os doze discípulos. O mesmo acontece toda vez que uma dificuldade da vida é acolhida e valorizada no coração a despeito da graça divina. E à semelhança do “que foi semeado em solo rochoso… em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da Palavra, logo se escandaliza” (Mt.13:20 e 21).

Israel se envolveu com práticas condenadas por Deus e, apesar de sua constante rebeldia, continuava exercendo a sua profissão de fé no rol das facilidades. Os justos eram ignorados e a morte deles vista em consideração distorcida. Para o Senhor, no entanto, a morte de Seus servos é tida como descanso merecido e necessário, “antes que venha o mal” (v.1). Aquele era um tempo decisivo para Israel; tempo de abandonar as práticas ilegítimas e se firmar no “assim diz o Alto” (v.15). Hoje é tempo decisivo para nós; tempo de abandonar “o caminho da [nossa] escolha” (v.17) e buscar uma renovação da mente, para que possamos experimentar “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

Jesus breve voltará trazendo eterna “paz para os que estão longe e para os que estão perto” (v.19). Podemos provar desta paz enquanto O aguardamos. O desejo de Cristo é “vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (v.15); é apelar aos impenitentes: “chegai-vos para aqui” (v.3). Ninguém há que seja de inferior importância aos olhos dAquele que declarou: “habito também com o contrito e abatido de espírito” (v.15). Canalizada a tristeza para o Getsêmani, para a via dolorosa e para a cruz do Calvário, encontramos o alento em crer nAquele que “a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo” (Fp.2:7). Pois “assim diz o meu Deus” (v.21): “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão” (Sl.126:5). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, habitação do Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías57 #RPSP

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ISAÍAS 56 – Comentado por Rosana Barros
16 de outubro de 2020, 0:45
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“Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal” (v.2).

Em um tempo de exclusivismo e hipocrisia, Isaías ergueu a voz profética declarando uma mensagem difícil de ser aceita e compreendida pelos líderes de Israel. A inclusão de estrangeiros e eunucos na adoração no templo era inaceitável. Tecnicamente, havia um pátio do templo reservado para eles, a fim de que os judeus pudessem evitar-lhes o contato. Isto explica a ira de Cristo ao ver que o único lugar onde era permitido o acesso aos estrangeiros estava tomado por comércio espúrio. Replicando as palavras dadas ao profeta e repreendendo o povo severamente, Sua voz embargada e cheia de santa autoridade pôde ser ouvida em cada recinto do templo: “Não está escrito: A Minha casa será chamada Casa de Oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores” (Mc.11:17). E, logo depois, ali mesmo, recebeu cegos e coxos, os quais curou (Mt.21:14).

Até mesmo as pessoas com alguma imperfeição física, como os eunucos, eram impedidas de entrar no templo por serem consideradas impuras. No livro de Atos, encontramos o relato de um coxo de nascença que era colocado “diariamente à porta do templo… para pedir esmolas aos que entravam” (At.3:2). Mas a partir do momento em que ele se viu curado por intermédio de Pedro e João, a primeira coisa que fez foi entrar “com eles no templo, saltando e louvando a Deus” (At.3:8). Filipe foi enviado pelo Espírito Santo ao eunuco etíope que estava lendo justamente o livro de Isaías. E ao ensiná-lo sobre a acolhedora salvação em Cristo Jesus, seu coração foi tomado pela maravilhosa graça e fé viva que o fez declarar: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”, e Filipe o batizou (At.8:37 e 38).

Assim como a observância do sábado, a obediência à vontade de Deus e fé na aliança do Senhor (v.4) eram os critérios divinos que revelavam o caráter de Seus servos, não importando sua etnia ou condição física, estes mesmos critérios permanecem como “um memorial” (v.5) dos “que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). A palavra profética continua operante: “Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos” (v.8). Mas ai dos atalaias cegos (v.10) e dos “pastores que nada compreendem” (v.11), que fazem acepção daqueles que Deus prometeu dar “um nome melhor do que filhos e filhas” (v.5)! Nossa vida, nossa casa e a igreja devem ser uma “Casa de Oração para todos os povos” (v.7). Se permitirmos que o Espírito do Senhor habite em nós, em nosso lar e na igreja, veremos poder ainda maior do que no Pentecostes, de forma que, dia a dia, o Senhor nos acrescentará os que serão salvos (At.2:47).

Amados, breve os justos que estiverem vivos terão de enfrentar “um tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1). Tempo em que serão “purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10). E o Espírito Santo está preparando um só remanescente de “cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6), “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). A verdadeira adoração ao Criador, que, “em seis dias, fez… os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia descansou” (Êx.20:11), que já na criação estabeleceu o Seu dia santo (Gn.2:1-3), confirmará os que receberão do Senhor “um nome eterno” (v.5): “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos e filhas de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías56 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 55 – Comentado por Rosana Barros
15 de outubro de 2020, 0:45
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“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” (v.6).

Certo dia, quando meu caçula tinha 3 anos de idade, eu o levei no colo para a janela a fim de lhe falar do amor de Deus através do que podíamos ver na natureza. Então, ele olhou para o céu e apontou, dizendo: “Vamos, mamãe, para lá!” E eu lhe respondi: “Sim, Lipe, muito em breve, Jesus nos levará para o Céu!”. Mas ele insistiu: “Não mamãe, vamos agora! O homem está chamando!”. Ao entender que Felipe estava vendo o que eu não podia ver, lhe perguntei: “Que homem, Lipe?”. “O homem na porta, mamãe! Vamos subir?”. E ele estendia a mãozinha com insistência fazendo o sinal de quem estava chamando. Fiquei muito emocionada e expliquei a ele que precisávamos esperar um pouco.

Em Apocalipse 3:8, está escrito: “eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar”. À igreja de Filadélfia foi dada uma mensagem de esperança e de consolação como recompensa por sua obediência e perseverança, características que também descrevem o povo do advento: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). O que o meu filhinho viu foi um vislumbre dessa última mensagem; a graça que do Céu ainda nos é oferecida antes que a porta se feche. Ellen White escreveu:

“Estas verdades, conforme são apresentadas no capítulo 14 de Apocalipse, em relação com o ‘evangelho eterno’, distinguirão a igreja de Cristo ao tempo de Seu aparecimento. Pois, como resultado da tríplice mensagem, é anunciado: ‘Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé em Jesus’ (Ap.14:12). E essa mensagem é a última a ser dada antes da vinda do Senhor. Seguindo-se imediatamente à sua proclamação, pelo profeta é visto o Filho do Homem vindo em glória, para ceifar a colheita da Terra” (Visões do Céu, p.12).

Dos quatro cantos da Terra, o Senhor está recolhendo os Seus escolhidos. E o apelo do Céu ecoa em todos os lugares: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (v.7). O perdão cura as enfermidades da alma e abre ao aflito a única porta que promove a verdadeira alegria e a paz que excede todo o entendimento. Jesus declarou: “Eu sou a porta” (Jo.10:9). Ele é a nossa salvação e O maior interessado em suprir as nossas necessidades e derramar sobre nós as “fiéis misericórdias prometidas a Davi” (v.3).

Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei” (v.1). É ilustrando as nossas necessidades básicas, que o Senhor nos oferece o que é eterno: “aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14). “Eu sou o pão da vida… quem comer este pão viverá eternamente” (Jo.6:48 e 58). Oh, amados, “comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares” (v.2)! Alimentai a mente e o coração com as palavras da vida eterna, porque a Palavra do nosso Deus não volta vazia, mas satisfaz e prospera segundo os propósitos divinos (v.11). “Saireis com alegria e em paz sereis guiados” (v.12) se inclinarem os ouvidos e estiverem dispostos a aceitar os caminhos de Deus (v.9).

No lugar onde hoje só existem arbustos espinhosos, o Senhor deseja tornar em um agradável jardim; “e será isto glória para o Senhor e memorial eterno, que jamais será extinto” (v.13). Permita que o Espírito Santo faça de sua vida um poderoso “testemunho aos povos” (v.4). Em um mundo que está em contagem regressiva, busquemos o Senhor enquanto podemos achá-Lo, O invoquemos enquanto Ele está perto. “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Vigiemos e oremos!

Bom dia, todos vós, contemplados pela graça divina!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías55 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 54 – Comentado por Rosana Barros
14 de outubro de 2020, 0:45
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“Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te” (v.7).

A vida cristã é composta de altos e baixos. Num momento nos sentimos fortes e preparados para enfrentar as aflições; noutro, estamos tão fracos que pensamos não poder suportar o mínimo apuro. E um dia após o outro seguimos nesta luta pela sobrevivência espiritual, que o apóstolo Paulo denominou de “bom combate” (2Tm.4:7). Creio eu que a maioria de nós ainda não compreendeu, de fato, o que seja buscar “em primeiro lugar” o reino de Deus “e a Sua justiça”, mas com vistas à satisfação dos nossos gostos e vontades, esquecendo-nos da condição anterior, apenas esperamos o cumprimento da promessa: “e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt.6:33).

A relação responsabilidade/benefício deve ser tão íntima quanto o ar está para a vida. Foi por perdermos esse princípio na formação e educação da sociedade, que estamos lidando com uma geração em sua maioria indiferente às responsabilidades e deveres, preferindo o caminho das facilidades a lidar com perdas e frustrações. Um tempo em que vemos os filhos não mais pedirem, mas exigirem que seus pais realizem seus desejos e que não admitem ser repreendidos. Um tempo em que a disciplina tornou-se sinônimo de legalismo, e o amor de Deus, uma desculpa para um cristianismo sem essência e sem identidade.

Como uma mulher infiel, Israel havia rejeitado o seu Criador e se tornado estéril e vazia. “Por breve momento” (v.7), o Senhor permitiu que sofressem os resultados de suas más escolhas. Não Se retirou por severidade ou autoritarismo, mas por respeitar a decisão que O desconsiderou. Bastou, porém, ver o Seu povo Israel, de “espírito abatido” (v.6), a nação eleita, “aflita, arrojada com a tormenta e desconsolada” (v.11), para Se compadecer de Seus filhos como uma mãe se compadece do filho desde o ventre. E como Aquele que apaga as iniquidades e delas não mais tem lembrança (Mq.7:19), assim como jurou “que as águas de Noé não mais inundariam a Terra” (v.9), também jurou fortalecer o Seu povo e lhe dar “a herança dos servos do Senhor” (v.17).

O mundo necessita de líderes espirituais que governem o lar e os púlpitos externos com o temor do Senhor a tonificar o caráter de seu serviço. Homens e mulheres que contribuam na obra de subir os degraus da “obediência por fé” (Rm.1:5), deixando para trás os objetos de nosso egoísmo. Pessoas comuns, como você e eu, que, com humildade, se coloquem a serviço de Deus ainda que nossas expectativas não sejam correspondidas. Que ousem erguer aos céus os segredos do coração, e das Escrituras receber diariamente as palavras da vida eterna. Um povo que, mesmo enfraquecido e sonolento, está preparado para despertar e entrar com o seu Redentor “para as bodas” (Mt.25:10).

Amados, o nosso Redentor é “o Deus de toda a Terra” (v.5), que não retarda “a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). É “com misericórdia eterna” (v.8) que o Senhor Se compadece de nós e nos chama para perto de Si. Ainda que os nossos “pecados sejam como a escarlata”, diz o Senhor, “eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Is.1:18). Se aceitarmos viver a vontade de Deus, confiando em Sua provisão, Ele mesmo encrustará em nossa vida as joias de Seu caráter (v.11-12), a fim de que nossos filhos sejam “ensinados do Senhor” (v.13) e as armas forjadas do maligno não tenham poder contra nós (v.17). Jesus sofreu “por um momento” (v.8) a separação do Pai para que possamos estar com Ele para sempre. Não troque essa herança eterna pelas ilusões de um mundo prestes a cair! “Canta alegremente” (v.1), pois o nosso Redentor breve virá! Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos do Senhor!

* Oremos por um coração misericordioso e humilde.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías54 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 53 – Comentado por Rosana Barros
13 de outubro de 2020, 0:45
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“Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados” (v.5).

A maravilhosa obra de Jesus na Terra foi a assinatura do amor de Deus pela humanidade. De uma forma totalmente altruísta, Cristo despiu-Se de Sua glória para caminhar no solo enegrecido deste mundo, experimentando o sofrimento humano e sendo desprezado e rejeitado (v.3). Porém, mesmo diante da atitude irracional daqueles pelos quais veio salvar, Ele nos amou a tal ponto de entregar-Se no maior ato de compaixão de todos os tempos! E eu lhe convido a, neste momento, contemplar o que o Amor (1Jo.4:8) aceitou sofrer por você e por mim:

Jesus escolheu deixar a glória do Céu para vir a este mundo como um bebê indefeso. Cresceu em uma família pobre. Encaliçou as mãos no serviço de carpintaria com José. Passou quarenta dias e quarenta noites jejuando e orando, e foi tentado por Satanás. Esteve entre nós suportando a fadiga, o escárnio, o desprezo daqueles que tanto amava e vendo o sofrimento daqueles que criou para a perfeição. Era constantemente acusado como um impostor. Foi maltratado, cuspido e esbofeteado. Apanhou com um caniço. Teve a Sua fronte perfurada por uma coroa de espinhos. Foi cruelmente açoitado. A madeira que por anos havia sido o Seu instrumento de trabalho, foi transformada em instrumento de morte em forma de cruz. Por um longo e doloroso caminho teve que carregá-la sob sofrimento descomunal. Em meio a desmaios e quedas, enfrentou uma turba enfurecida que blasfemava do Seu nome. Foi despido e deitado no madeiro, e as mãos que haviam curado e abençoado receberam os cravos que O prendiam ao “castigo que nos traz a paz” (v.5). Os mesmos pés que, mui formosos, haviam percorrido toda aquela região espalhando as boas-novas da salvação, foram unidos ao madeiro com golpes cruéis de um enorme cravo que os traspassava. A cruz foi erguida, e o peso do Seu corpo rasgava Suas feridas. Quando teve sede, ofereceram-Lhe fel a beber. Seus discípulos e companheiros de jornada O abandonaram, ficando apenas o discípulo amado. Foi insultado pelos líderes religiosos como incapaz de salvar-Se a Si mesmo, e morreu com o coração dilacerado pela dor de sentir-Se separado do Pai por pecados que jamais cometeu!

Que cena! Quanta dor! Quanto amor por um mundo que nem merece! Mas, foi ali no Calvário que Jesus orou por você e por mim: “Pai, perdoe-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34). O que pensamos estar fazendo quando damos as costas ao Salvador de nossa vida? Apesar de todo o sofrimento, a clara expressão do amor de Deus em nenhum momento perdeu a sua força, e Seu olhar permaneceu perscrutando cada coração ali presente. Mesmo em meio às trevas que ocultaram a Sua vergonha, as trevas morais dos que O rejeitaram eram atingidas por Seus olhos de amor.

Qualquer que seja a nossa condição hoje, todos nos encontramos separados do Senhor pelo abismo que é o pecado. O Salvador Se doou por amor de todos e todos nós estamos sujeitos tanto ao Seu amor, quanto às trevas deste mundo. Professos cristãos hoje podem não o ser amanhã. Enquanto homens e mulheres considerados casos impossíveis poderão levantar-se na “hora undécima” (Mt.20:6) como fiéis sentinelas do Senhor. Não cabe a nós julgar, mas agir conforme nos deixou exemplo o nosso Mestre: amar a todos assim como Ele nos amou!

Em uma geração onde “por se multiplicar a iniquidade, o amor esfriará de quase todos” (Mt.24:12), o amor de Deus em nós será o que nos tornará diferentes do mundo. Eis o nosso maior desafio! Eis a ordem de Cristo: “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que vós outros, Me odiou a Mim” (Jo.15:17 e 18).

Que a Bíblia, com a sabedoria que ela traz do Alto, seja o nosso mapa para o Céu. E que aceitemos, todos os dias, o chamado de Cristo de buscá-Lo. E quem O busca O encontra, cumpre com os Seus propósitos e vive o amor. Vigiemos e oremos!

Bom dia, justificados pelo “penoso trabalho” (v.11) de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Isaías53 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100




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