Filed under: Sem categoria
“Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai” (v.4).
Diferentemente do que muitos pensam, a ira não é pecado. Ser irascível, sim. Uma pessoa intocável, que se ofende com facilidade e só vive com raiva de tudo e de todos, certamente precisa ter um encontro com Aquele que é manso e humilde de coração (Mt.11:29). A ira é proveniente de um inconformismo, de uma insatisfação com algo ou alguém. Percebemos na Bíblia, por exemplo, que Deus Se ira, e que a ira divina provém justamente de um inconformismo com o pecado.
A ira é um dos sentimentos que fazem parte de nossa essência. Mas ela precisa ser canalizada na direção correta. Davi pediu a Deus uma resposta ao seu clamor. Falar com Deus era o segredo de suas vitórias espirituais. O fato de ter sido chamado o homem segundo o coração de Deus foi resultado de uma vida de oração. Quando você vai dormir e consulta “no travesseiro o coração”, o resultado disso é sossego, paz e sono reparador? Ou angústia, remorso e noites mal dormidas? Jesus está às portas, meus irmãos! E precisamos, o quanto antes, buscar o Senhor de todo o nosso coração (Jr.29:13), mantendo uma consciência limpa, enquanto a oportunidade de graça nos está disponível.
O pecado e todas as suas consequências são a causa da ira de Deus, e devem ser a causa da nossa ira também. Contudo, irar-nos uns contra os outros, promovendo discórdias e alimentando o nosso coração com o ódio, isso sim é permitir que a ira se torne em pecado. Paulo escreveu: “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm.12:19). Entendem, amados? Dar lugar à ira, segundo a Palavra de Deus, é fazer o que fazia o salmista: “confiai no Senhor” (v.5).
Uma vida de oração (v.1) e confiança em Deus (v.5) era o que fazia do coração de Davi um depósito das alegrias celestes (v.7), e do seu sono, um reduto de paz, sossego e renovação. “Sossegai” não foi apenas um conselho do salmista, mas é um convite do Pai de misericórdia: “Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força” (Is.30:15). Conversão e confiança andam juntas na vida de todo aquele que “o Senhor distingue para Si [como] piedoso” (v.3). A genuína piedade, portanto, é aquela que torna a vida um mostruário do que a graça divina pode realizar, elevando e enobrecendo o caráter “até ser dia perfeito” (Pv.4:18).
Portanto, amados, sosseguemos nos braços de Deus. Não permitamos que o sol se ponha sobre a nossa ira, nem demos lugar ao diabo (Leia Ef.4:26-27). Que o Senhor levante sobre nós a luz do Seu rosto (v.6) e direcione a nossa ira à oração e confiança nEle, pois Ele é o nosso Juiz justo e só Ele pode nos fazer repousar seguros (v.8). Essa atitude nos levará para mais perto de Deus, do nosso próximo e, consequentemente, estaremos assim, como testemunhas de Cristo, mais perto da nossa redenção final “do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).
Responde-nos, quando clamamos, ó Deus da nossa justiça! Na angústia, o Senhor nos dá alívio. Tem misericórdia de nós e ouve a nossa oração, Pai! Ensina-nos, por Tua Palavra e pelo poder do Espírito, a termos uma vida piedosa, semelhante a do nosso Redentor! Que possamos odiar o pecado, mas amar o pecador! Ajuda-nos a termos uma consciência limpa diante de Ti e dos homens, confiando no Senhor e tendo a bênção de podermos deitar e dormir em paz a cada dia! Levanta sobre nós a luz do Teu rosto e nos concede a Tua paz! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, piedosos do Senhor Jesus!
Rosana Garcia Barros
#SALMO4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Do Senhor é a salvação, e sobre o Teu povo, a Tua bênção” (v.8).
Este Salmo foi escrito por Davi na ocasião em que ele fugia de seu filho Absalão. Imaginem a dor de um pai ao ter que fugir da ira de seu próprio filho. Absalão tomou o trono de Davi e cometeu verdadeiros absurdos para alcançar seu objetivo. Seus desígnios foram tão perversos que nem a vida de seu idoso progenitor seria poupada. As tragédias familiares fizeram da casa de Davi um espetáculo para Israel e motivo de escárnio na boca dos que diziam: “Não há em Deus salvação para ele” (v.2). “Porém” (v.3), Davi confiava em Deus e em Sua provisão.
Percebam que Davi iniciou o Salmo com uma exclamação: “Senhor, como têm crescido o número dos meus adversários!” (v.1). Ele entrou em diálogo com Deus, externando primeiramente o que estava sentindo e vivendo naquele momento. Seus inimigos se multiplicavam e ele não se referia a inimigos pagãos, mas aos do seu próprio povo (v.6) e de sua própria família. A rebelião de Absalão havia provocado uma divisão entre os filhos de Israel, de modo que muitos se levantaram contra Davi.
“Porém” (v.3), Davi tinha o Senhor por escudo e salvação. Ele clamava e Deus o ouvia. Ele deitava e dormia sossegado. Ele acordava, pois Deus o sustentava. Não temia seus inimigos, porque o Senhor era o seu Deus, o justo Juiz. Sua tristeza estava no fato de ser perseguido pelo próprio filho e por aqueles que um dia o chamaram de amigo. Davi havia experimentado a graça e o perdão de Deus, e por mais que fossem numerosos os seus adversários, nada poderia apagar de seu coração a esperança que o motivava a prosseguir olhando para o alto: “Levanta-Te, Senhor! Salva-me, Deus meu” (v.7).
Talvez você esteja passando por um momento de adversidade que envolve pessoas que deveriam amá-lo, mas que decidiram persegui-lo. Contudo, não fomos deixados sem aviso quanto a isso: “E sereis entregues até por vossos pais, irmãos, parentes e amigos; e matarão alguns dentre vós. De todos sereis odiados por causa do Meu nome” (Lc.21:16-17). Também está escrito: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). E no contexto em que vivemos de tempo do fim, a tendência é que essas coisas se intensifiquem.
Lembremos, amados, que ninguém melhor do que Jesus para entender o que é ser perseguido e acusado injustamente, “e, como ovelha muda […], Ele não abriu a boca” (Is.53:7). Portanto, não use a sua voz para revidar o mal, mas clame ao Senhor, “e Ele do Seu santo monte” (v.4) irá lhe responder. Não perca noites de sono por causa daqueles que não lhe querem bem. Confie que assim como Deus lhe despertou nesta manhã, Ele Se levantará para salvá-lo (v.7).
Pai Celestial, da Tua habitação o Senhor olha para nós com amor e ternura e não permite que sejamos tentados além das nossas forças. Mas Tu nos dás livramento e nos fortalece com Tua graça e por meio do Teu Espírito. Louvado seja o Teu nome! Paizinho, ajuda-nos a olhar ao nosso próximo, principalmente para aqueles que nos perseguem, com o olhar de Jesus! Por vezes é bem desafiador, Senhor. Mas Contigo, tudo se torna possível. Oramos confiantes nos méritos de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo abençoado de Deus!
Rosana Garcia Barros
#SALMO3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nEle com tremor” (v.11).
O livro de Salmos não é apenas um livro poético, mas também profético. O Salmo de hoje, por exemplo, se refere ao reinado de Cristo, dando enfoque tanto na Sua primeira vinda, quando foi gerado pelo Espírito Santo (v.7; Mt.1:18), quanto na Sua segunda vinda, quando virá com poder e grande glória para exercer o Seu juízo (v.9; Ap.19:15). O apóstolo Paulo também apontou para esta profecia, ao declarar: “Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais, como Deus a cumpriu plenamente a nós, Seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és Meu Filho, Eu, hoje, Te gerei” (At.13:32-33).
Veremos muitas profecias messiânicas nos Salmos, e o fato de uma delas estar logo no começo, já indica a importância da vinda do Senhor e de Seu segundo advento. Interessante é lembrarmos que os Salmos eram as canções de Israel e que, portanto, isto fazia deles conhecedores das profecias sobre o Messias. A música tem o poder de gravar em nossa mente coisas que de outra forma não aprenderíamos. E, ainda assim, eles entoavam palavras de advertência que se cumpririam primariamente entre os líderes de Israel: “Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o Seu Ungido” (v.2).
Os líderes de Israel, unidos à turba enfurecida e aos governantes locais e gentios, levantaram-se contra o Ungido de Deus e O crucificaram. Foi por esta razão que Cristo proferiu a seguinte advertência: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8). Tornaram-se tão cegos em suas tradições que se contentavam apenas com o exterior. Suas sinagogas eram impecáveis, o templo de Jerusalém era o orgulho da nação, suas tradições eram seguidas à risca, suas vestes eram impecavelmente arranjadas, mas o coração — bem — este estava bem longe de Deus.
Negligenciaram “a justiça, a misericórdia e a fé”. Não deram ouvidos à sabedoria do Salvador: “devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mt.23:23). De que valeu, pois, todo o orgulho nacional? Eles rejeitaram o Rei da glória! O que Jesus disse a respeito da classe dos saduceus bem se aplica àquela geração: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt.22:29). Porque o verdadeiro conhecimento das Escrituras não é teórico, amados, é relacional: “mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor” (Jr.9:24).
Se não formos prudentes (v.10), se não servirmos ao Senhor com temor, e não nos alegrarmos nEle com tremor, acabaremos agindo como o antigo Israel: cheios de conhecimento, mas vazios do amor de Deus. Conhecimento teológico e aparência exterior não têm poder de nos transformar, se não forem resultado de uma entrega genuína do coração. “Dá-Me, filho Meu, o teu coração” (Pv.23:26). Isso é tudo o que o Senhor nos pede para que o Espírito Santo realize a Sua boa obra em nós.
Se Jesus for o nosso refúgio (v.12), certamente estaremos atentos à Sua segunda vinda assim como os pastores no campo e os magos do Oriente, quando Ele veio pela primeira vez. “Porque dentro em pouco” (v.12), Cristo virá, não mais como um indefeso bebê numa manjedoura, mas nas nuvens do céu como “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap.19:16). Importa, hoje, que busquemos o conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta:”, disse Jesus, “que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3).
Nosso Deus e Senhor, não permitas darmos as costas às Tuas profecias, ou ignorá-las. Não queremos simplesmente ter o conhecimento delas, mas conhecer o Senhor, e crescer em um relacionamento profundo Contigo. Que sejamos como os pastores no campo e como os sábios do Oriente, atentos e preparados para Te encontrar. Em nome de Jesus, o Teu Ungido, nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, povo do advento!
Rosana Garcia Barros
#SALMO2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (v.2).
É muito provável que você já tenha visto uma Bíblia em alguma casa ou estabelecimento comercial aberta no livro de Salmos. Creio que todos nós já vimos e já tivemos a curiosidade de saber o porquê da escolha deste livro. Na verdade, tal costume tornou-se uma espécie de amuleto. Apesar de ser o livro mais vendido no mundo, a Bíblia tem sido também o menos lido. A partir de hoje, vamos descobrir que o livro de Salmos tem muito mais a nos oferecer do que simplesmente sorte, como imaginam alguns.
Ao contrário do que muitos pensam, os Salmos não foram escritos apenas por Davi, mas há também outros autores, inclusive autores desconhecidos, como é o caso do Salmo de hoje. O salmista inicia falando de uma bem-aventurança. Parafraseando: “Verdadeiramente feliz é todo aquele que não dá ouvidos a maus conselhos, que, quando percebe que está diante do perverso, se afasta, e que não se demora no meio daqueles que escarnecem do que seja puro e santo” (v.1). Então, o salmista descreve o prazer deste bem-aventurado e sobre o que ele pensa e pondera durante todo o dia: a lei do Senhor é a alegria e a fonte de conselho dos justos. E, “no devido tempo”, surgem os frutos de justiça “e tudo quanto ele faz será bem-sucedido” (v.3).
Mas, então, no verso quatro, o salmista também descreve o lado contrário: “Os ímpios não são assim”. O meditar do nosso coração diz muito sobre quem somos e para onde estamos indo. E nós, amados, qual tem sido o meditar do nosso coração? O livro mais lido e admirado da Bíblia inicia deixando bem claro que há sim diferença entre o justo e o ímpio, entre o obediente e o desobediente, entre o “conselho dos ímpios” (v.1) e a “lei do Senhor” (v.2). Esta foi uma das primeiras passagens bíblicas que ensinei meus filhos a memorizar e a guardar no coração. Porque se eles entenderem a verdade ali contida, igualmente saberão qual é o caminho em que devem andar: “o caminho dos justos” (v.6). E o caminho dos justos é Cristo (Jo.14:6).
Amados, percebam que o Salmo chama de ímpio e de perverso todos os que não têm prazer na Palavra do Senhor. Não é preciso cometer atrocidades para ser considerado um perverso diante de Deus: basta ignorar a Sua Lei e fazer pouco caso da Sua Palavra. Forte, não é mesmo? Mas é a verdade. Como está escrito: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). E o Senhor ainda diz que tomará “vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8).
Ou seja, o justo procura andar na “cartilha” de Deus e o ímpio não se sujeita à vontade divina. Considere, por exemplo, as leis de um país. A desobediência a essas leis implica sanções previstas na própria legislação. Como aqueles que “aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16), que a nossa vida aqui testemunhe que somos cidadãos da pátria superior: “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
Mas temos que ter muito cuidado com as falácias em forma de piedade que têm se alastrado nas igrejas pelo mundo afora (Leia 2Tm.4:3-4)! A graça do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo não nos autoriza a viver de qualquer jeito. Muito pelo contrário. Ela nos confere poder para sermos transformados, até que o nosso caráter alcance a aprovação do Céu (Leia Tt.2:11-12). Não é sem razão que o livro de Salmos é inaugurado apontando para uma clara distinção entre justos e ímpios. O pecado por si só já fez um tremendo estrago nos separando do nosso Criador (Is.59:2). Não permita que esta separação seja eterna (v.5)! Mas que a nossa vida seja uma árvore frondosa que dê muito fruto (Leia Gl.5:22-23), sendo constantemente regada pela sabedoria e poder da Palavra de Cristo, e Ele mesmo nos justificará, nos santificará e, muito em breve, nos glorificará. Você crê?
Oração: Santo Deus, estamos em um tempo em que chamam o mal de bem e o bem de mal, o doce de amargo e o amargo de doce, as trevas de luz e a luz de trevas. O mundo prega que a verdade é relativa e que o pecado não existe. Ó, Senhor, preserva a nossa integridade, por Tua graça e misericórdia, porque está sendo difícil até mesmo no meio do professo povo do Senhor! Necessitamos do poder do Espírito Santo, mas ele não virá até que estejamos unidos num só pensamento e num só coração. Desperta-nos, ó Deus! Desperta-nos! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, justos pela graça de Deus!
Rosana Garcia Barros
#SALMO1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem” (v.5).
A resposta de Jó ao Senhor revela uma profundidade espiritual que deveria nos comover e despertar a cavar mais fundo nas Escrituras. Na verdade, não foi simplesmente uma resposta, foi uma confissão. Ciente de que havia falado “do que não entendia”, de “coisas maravilhosas” que “não conhecia” (v.3), seus olhos foram abertos para ver a beleza do caráter divino. Sentindo, então, a forte impressão de sua indignidade, concluiu: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (v.6).
Ao compreender que a sua defesa pertencia ao Senhor, Jó foi contemplado com o fim de sua ignomínia. Primeiro, Elifaz, Bildade e Zofar foram reprovados por Deus e por quatro vezes O ouviram falar, referindo-se a Jó: “o Meu servo Jó” (v.7,8). Depois, “quando este orava pelos seus amigos”, Deus mudou a sua sorte, dando-lhe “o dobro de tudo o que antes possuíra” (v.10). Jó teve “outros sete filhos e três filhas” (v.13) e “abençoou o Senhor o último estado de Jó mais do que o primeiro” (v.12).
A reprovação de Deus e a intercessão de Jó não foram apenas instrumentos de humilhação, mas também instrumentos de misericórdia para Elifaz e seus companheiros. Mesmo que tenham agido e falado contrariamente à vontade de Deus, o Senhor revelou o Seu desejo em perdoá-los e redimi-los. Naquele momento, Jó foi eleito por Deus como uma espécie de sacerdote, a fim de receber as ofertas deles e por eles interceder. Um tipo que aponta para o ministério do Antítipo: “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hb.9:24).
A menção à beleza incomparável das filhas de Jó é uma espécie de prelúdio de que o que o Senhor tem preparado para os que O amam excede tudo o que possamos pensar ou imaginar (1Co.2:9). Quando formos revestidos da glória de Deus em corpos perfeitos e sem pecado (1Co.15:53); quando Cristo declarar perante o Universo: “Também de nenhum modo Me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre” (Hb.10:17); quando Ele estender a Sua mão para enxugar as nossas últimas lágrimas e contemplarmos a Sua terna face, então, iremos considerar como insignificante qualquer sofrimento que tenhamos passado aqui nesta terra de pecado.
Amados, por mais que a nossa luta neste mundo muitas vezes pareça ultrapassar o limite de nossas forças, há um Deus no Céu que é vitorioso nas batalhas e que nos oferece o Seu galardão. A intercessão de Jó por seus amigos representa a intercessão de Cristo por nós. Ao nos aproximarmos de Jesus e experimentarmos a Sua graça, recebemos o poder do Espírito Santo para sermos Suas testemunhas e, como Jó foi para seus amigos, também seremos instrumentos de salvação na vida de muitos.
“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão” (Hb.4:14). Jó foi contemplado com a bênção do Senhor nesta terra, mas morreu “velho e farto de dias” (v.17) “sem ter obtido as promessas” (Hb.11:13). Jó aspirava “uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16). Seu coração desfalecia de saudades de seu Redentor (Jó 19:27)!
Oh, meus irmãos, que a nossa vida seja uma constante declaração de que somos “estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hb.11:13)! Quando Jesus encerrar o Seu ministério de intercessão, seja dito a nosso respeito: “Deus não Se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hb.11:16). Perto está o dia em que a nossa sorte será mudada para sempre. Pois, “naquele tempo”, diz o Senhor, “Eu vos farei voltar e vos recolherei; certamente, farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos da Terra, quando Eu vos mudar a sorte diante dos vossos olhos, diz o Senhor” (Sf.3:20). Fim do livro de Jó.
Oração: Ó Senhor, nosso Deus, que livro intenso e quantas lições espirituais profundas e poderosas aprendemos com Jó! Como ele, também podemos dizer: “Bendito seja o nome do Senhor”! Cremos que o Senhor breve virá, não em um redemoinho, mas virá com as nuvens com poder e grande glória. E nós queremos ser encontrados por Ti como o Teu servo Jó: íntegros, retos, tementes a Ti e nos desviando do mal. Que a nossa comunhão Contigo cresça até que possamos dizer: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem”! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#JÓ42 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Quem primeiro Me deu a Mim, para que Eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é Meu” (v.11).
Em sequência à humilde resposta de Jó, o Senhor prosseguiu com Seu segundo discurso. Em nenhum momento Jó recebeu alguma explicação acerca de seu sofrimento. Pelo contrário, ele ainda foi confrontado pelo fato de ser limitado até mesmo com relação aos grandes animais da Terra. As características do que se acredita ser o hipopótamo e o crocodilo foram destacadas pelo próprio Criador. O primeiro “come a erva como o boi” (Jó 40:15), mas, apesar de parecer tranquilo, possui extraordinária força, sendo “obra-prima dos feitos de Deus” (Jó 40:19).
O segundo animal, destacado no capítulo de hoje, em algumas versões conhecido como leviatã, “foi feito para nunca ter medo” (v.33). Diante de sua estrutura, como uma armadura intransponível, e de sua aparência assustadora, “tremem os valentes” (v.25). Os movimentos do crocodilo ao agitar-se na água assemelham-se a uma panela com água fervente, e, ao expelir “gotículas de água pelo nariz ou pela boca, ou quando espirra água ao movimentar-se, o reflexo do sol faz com que isso se pareça com tochas e faíscas” (CBASD, v.3, p.688).
Mas ainda que aproximar-se destes animais seja uma ameaça para nós, a questão central não diz respeito à forma ou ao objetivo pelo qual foram criados, mas aponta para o Criador que possui o controle de todas as coisas. Aquele que revestiu o crocodilo com escamas tão ajustadas umas às outras, “que entre elas não entra nem o ar” (v.16), é O mesmo que conhece a nossa estrutura, “e não permitirá que [sejamos] tentados além das [nossas] forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, [nos] proverá livramento, de sorte que a [possamos] suportar” (1Co.10:13).
Este capítulo não fala da força do crocodilo, mas do poder do Criador. Ele mesmo declara: “Quem é, pois, aquele que pode erguer-se diante de Mim?” (v.10). E continua: “Quem primeiro Me deu a Mim, para que Eu haja de retribuir-lhe?” (v.11). Todo o amor, toda a devoção, toda a obediência que possamos devotar-Lhe devem ser tão somente o reflexo do que Ele já fez por nós, como declara o apóstolo João: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1Jo.4:19). Jó não obteve a resposta que queria, mas, certamente, obteve a resposta que precisava.
Todo aquele que, com humildade e profundo interesse, se debruça a examinar a Palavra de Deus, não sairá sem resposta. O Espírito de Cristo repousa sobre o diligente estudante, cumprindo-se a fiel promessa: “Ele vos guiará a toda a verdade” (Jo.16:13). Semelhante às escamas do crocodilo, as verdades das Escrituras estão ligadas umas às outras “e não se podem separar” (v.17). Para o impenitente, são palavras duras e contraditórias. Para o crente piedoso, são palavras de vida e mais preciosas “do que o ouro refinado” (Sl.119:127).
O nosso mundo está sendo abalado com sinais já revelados na Bíblia. Mas em meio ao caos, as palavras do Senhor devem nos sossegar: “Pois o que está debaixo de todos os céus é Meu” (v.11). O Criador dos céus e da terra em breve virá para vindicar o que é Seu. Cumpre-nos, hoje, obedecer às palavras de Jesus: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28). Como nunca antes, é hora de, à semelhança de Jó, declararmos ao mundo a nossa bendita esperança: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25).
Oração: Pai querido, o capítulo de hoje é muito mais do que a descrição de uma fera selvagem, mas é o Senhor confirmando a Tua Palavra do princípio ao fim, de que és o nosso Criador.Acredito que as Tuas palavras a Jó foram muito mais do que a descrição das maravilhas da natureza, mas foram decisivas para que aquela experiência fosse o marco de um relacionamento cada vez mais íntimo Contigo. Ajuda-nos a crescer em graça a cada dia, perseverando na Tua Palavra, na oração e no cumprimento da missão! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, “abatidos, porém não destruídos” (2Co.4:9)!
Rosana Garcia Barros
#JÓ41 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Sou indigno; que Te responderei eu? Ponho a mão na minha boca” (v.4).
O Senhor encerrou a Sua primeira fala concedendo a Jó o direito de réplica. Contudo, diferente das tentativas inúteis de defender a sua integridade diante de seus amigos, Jó reconheceu a primeira coisa que todo aquele que se aproxima de Deus com humildade reconhece: sua indignidade. A grandeza manifestada nas palavras do Criador e Seu modo de falar fizeram com que Jó percebesse o mesmo que perceberam as multidões após ouvir as palavras de Jesus: “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da Sua doutrina; porque Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt.7:28-29).
As palavras do Senhor penetraram em seu coração como “espada de dois gumes”, discernindo “os pensamentos e propósitos do coração” (Hb.4:12). Enquanto Ele falava, Jó sentiu-se nu e totalmente vulnerável ao exame divino. Como um livro aberto, sua vida estava exposta Àquele que tudo perscruta. E de seu íntimo, manifestou a sua humilde resposta: “Sou indigno! Como posso Te responder, Senhor? Prefiro ficar mudo! Já falei mais do que deveria”. Em Sua infinita bondade e paciência, “do meio de um redemoinho” (v.6), o Senhor continuou a lhe falar.
A linguagem de Deus é a linguagem do coração. Diferente dos homens, Deus não Se esforça por proferir palavras eloquentes e rebuscadas. Seu esforço está em que o homem seja santificado e reavivado por Sua Palavra. Das multidões que ouviam a Jesus, “muitos, vendo os sinais que Ele fazia, creram no Seu nome; mas o próprio Jesus não Se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (Jo.2:23-24). Após o milagre, sempre há o convite: “Vem, e segue-Me!”. Quando Jesus disse que “não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” (Mt.4:4), estava a declarar que todas as bênçãos terrenas são um meio, e não um fim em si mesmas. Aquelas pessoas não queriam Jesus: só queriam milagres. E nós, amados?
Aquele que é chamado de a “Palavra de Deus” (Ap.19:13), deseja que sejamos fortalecidos pelo verdadeiro alimento: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro […] São estas as verdadeiras palavras de Deus” (Ap.19:9). Quando a verdade é confirmada no coração, o Espírito Santo manifesta o Seu fruto. Jó precisava de um milagre, mas, antes disso, ele precisava do Senhor dos milagres. Que o estudo diário da Palavra de Deus continue realizando em você e em mim o maior dos milagres: a transformação em Cristo Jesus pelo Seu maravilhoso conhecimento. (Leia Jo.17:3).
Oração: Nosso amado Senhor, que diremos nós diante da Tua sabedoria? Como Jó, reconhecemos: somos indignos. Não temos nada de bom a dizer a nosso respeito, mas graças a Ti ó Pai por nosso Senhor Jesus Cristo que, por Sua dignidade, nos comprou o direito de nos achegarmos ao Teu trono de graça com confiança e esperança. Mais do Teu Espírito e do Teu conhecimento é o que tanto necessitamos e o que Te pedimos em nossa vida e em nosso lar, em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, transformados pelo conhecimento que salva!
Rosana Garcia Barros
#JÓ40 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“O avestruz bate alegre as suas asas; acaso, porém, tem asas e penas de bondade?” (v.13).
Existem muitos canais, documentários e filmes acerca do mundo animal. Todas as principais descobertas e as melhores imagens compõem estas produções. Muitas delas requerem investimentos milionários e uma equipe multidisciplinar, a fim de desvendar os fascinantes mistérios da natureza. E quanto mais a ciência faz novas descobertas, mais percebemos a infinidade de conhecimento que há para ser desvendado. O capítulo de hoje, porém, apresenta um relatório que nenhuma tentativa humana pode superar: o “documentário” escrito revelado pelo próprio Criador dos animais.
O tempo de gestação, o habitat de cada um, os alimentos, os instintos, a força de uns, a velocidade de outros, as diversas habilidades: tudo coopera para o equilíbrio das espécies. A região em que Jó morava devia ser favorável nesse aspecto, de forma que o Senhor destacou a fauna que lhe era familiar. Cada animal e suas peculiaridades representam a grandeza de Deus e a limitação humana. O Senhor queria que Jó compreendesse que, se Ele cuidava e olhava para cada uma daquelas simples criaturas, muito mais cuidava dele, que havia sido criado à Sua imagem e semelhança (Gn.1:26).
De todos os animais, creio que Jó se sentia como um filhote de avestruz, abandonado à sua própria sorte. Como que pisado por “animais do campo” (v.15), não via mais esperança nesta Terra, a não ser pela esperança na vida porvir (Jó 19:25-27). O que Jó ainda não sabia era que, como um avestruz adulto, ele se levantaria “de um salto” (v.18) para ainda correr uma grande distância. Mas sua ignorância quanto ao conhecimento de Deus se tornaria em sabedoria e entendimento, e sua falta de esperança, em longevidade.
Há muito o que aprendermos no segundo livro de Deus: a natureza. Assim como o Senhor apareceu a Jó em um redemoinho para lhe revelar a Sua sabedoria, Ele deseja falar conosco através de Sua Palavra e da natureza para o nosso benefício. Por isso, o apóstolo Paulo declarou que “a impiedade e a perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Rm.1:18) são indesculpáveis. “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20).
Se, a cada manhã, levantarmos os nossos olhos ao Céu para contemplar a Jesus em primeiro lugar, o Espírito Santo não permitirá que olhemos com indiferença para a natureza ao nosso redor. Ainda que em uma pequena flor, ou num pássaro a nos despertar, ou no quadro singular do multiforme céu azul, encontraremos razão suficiente para louvar ao nosso Criador e confiar-Lhe o controle de nossa vida. Porque se Ele cuida das aves do Céu, muito mais terá cuidado de mim, e de você também (Mt.6:26).
Oração: Nosso Deus e Criador, a Tua bondade, o Teu amor, bem como o Teu eterno poder se revelam por meio da Tua criação. E nós Te agradecemos porque, apesar da nódoa do pecado, ainda podemos contemplar as maravilhas da natureza! Assim como Jesus nos ensinou muitas lições a partir da natureza, dá-nos a percepção dada pelo Espírito Santo para que nela possamos ler da Tua sabedoria e do Teu amor, e possamos crescer no Teu conhecimento. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, obras do Criador!
Rosana Garcia Barros
#JÓ39 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Cinge, pois, os lombos como homem, pois Eu te perguntarei, e tu Me farás saber” (v.3).
Desconhecendo o grande conflito em que estava envolvido, finalmente Jó obteve alguma resposta. Na verdade, não era bem o que esperava, mas foi surpreendido com a voz de Deus a lhe declarar o Seu poder e sabedoria supremos através das obras da criação. Por meio de uma série de perguntas, o Senhor ilustrou a Sua majestade com os cenários da natureza e do Universo. O Criador de todas as coisas estava diante de uma criatura, a lhe descortinar os sentidos para um conhecimento acima de qualquer ciência humana.
Do “meio de um redemoinho” – o que nos remete à trasladação do profeta Elias (Leia 2Rs.2:11) – Deus “respondeu a Jó” (v.1) e lhe deu uma ordem um tanto curiosa. A expressão “cinge, pois, os lombos” (v.3) se referia a prender as vestes com um cinto de modo que pudesse facilitar na realização de trabalhos físicos ou de algum tipo de esforço prolongado. Também era um símbolo de preparo mental para o trabalho. Para quem estava com o corpo coberto de feridas em extremo dolorosas, este esforço lhe seria praticamente impossível. Contudo, era provável que o Senhor já tivesse iniciado o Seu discurso com essa figura de linguagem, a fim de declarar a breve cura física e emocional de Seu fiel servo.
Iniciando pelos “fundamentos da terra” (v.4), Deus enumerou uma série de detalhes da criação não contidos no livro de Gênesis; como, por exemplo, o cântico alegre do Universo enquanto a Terra era criada. Quando lemos o relato da criação, imaginamos tão somente a voz da Onipotência dando ordens e tudo surgindo em perfeita obediência. Mas enquanto o Criador falava e tudo surgia, milhares de seres santos olhavam para a diversidade de cores e espécies, para os detalhes de cada criatura, para a singular beleza das coisas inanimadas, para aqueles cuja atenção divina se demorou em moldá-los com as mãos à Sua própria imagem e semelhança, e em uníssono encheram o espaço infinito de harmoniosa melodia em louvor a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
A mensagem dada a Jó ressoou em tempo determinado e nos alcança com a força de sua urgência: “e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Desde que iniciado o tempo do fim, muitos têm intensificado seus estudos a fim de atestar o seu conceito de que não há um Criador. E o que é pior: há líderes religiosos reforçando e divulgando a teoria de que o relato da criação não passa de uma literatura poética. Entretanto, este tipo de tese lança por terra toda a Bíblia e faz do cristianismo a maior farsa de todos os tempos.
Anule os primeiros capítulos do livro de Gênesis, então, não houve pecado. Se não houve pecado, não precisamos de perdão. Se não precisamos ser perdoados, para que a graça? E se não precisamos do perdão e da graça, qual a necessidade de um Salvador? E se o Salvador não veio e não ressuscitou, é vã a nossa fé (1Co.15:17). Percebem o terrível engano, amados? “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16). O que foge desta verdade absoluta, que fere esta cláusula pétrea divina, que diminui ou subjuga a Palavra de Deus a fim de desculpar pecados acariciados, não passa de uma mentira, ardil de Satanás, “porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo.8:44).
Se fizermos uma releitura das palavras do Senhor a Jó, encontraremos um eloquente apelo para que adoremos ao Criador, O mesmo que nos deixou escrito um claro lembrete como mandamento: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar […]”. E por que o sábado e não outro dia, amados? No próprio mandamento o Senhor nos responde: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:8 e 11).
O sábado vem até nós a cada semana como um presente de Deus, como um “redemoinho” no tempo, para que possamos nos encontrar com o nosso Criador e ouvir Sua voz de uma forma especial. Não perca este privilégio aqui, e você o viverá pela eternidade. “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor” (Is.66:22-23).
Estamos às vésperas do “tempo da angústia” (v.23), do tempo da última “batalha e da guerra” (v.23), quando Deus abrirá “os reservatórios do granizo” (v.22) e haverá “uma grande chuva de granizo” como nunca houve (Ap.16:21). Logo, Jesus dirá: “Está feito!” (Ap.16:17). A pergunta é: estamos preparados? Que os nossos olhos permaneçam fixos no nosso Criador e Redentor. E que a única chuva que caia sobre nós seja a chuva serôdia, o refrigério do Espírito Santo.
Oração: Nosso Criador e Redentor, Tu és perfeito em tudo o que falas e em tudo o que fazes. E neste dia os Teus questionamentos a Jó certamente nos alcançaram com a força inabalável da Tua Palavra.Dá-nos um coração manso, humilde e puro como o de Jesus! Concede-nos o preparo necessário para recebermos a Tua chuva serôdia! Sim, Senhor, ainda podemos contemplar o Teu amor na Natureza, mas viver neste mundo está ficando cada vez mais insustentável. Volta logo, Senhor! Temos saudades de Ti! Temos saudades do Céu! Almejamos um lugar de paz, pureza e justiça! Almejamos um lugar onde todos vivem em amor! Volta logo, Senhor! Clamamos por Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, recriados para a eternidade!
Rosana Garcia Barros
#JÓ38 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Inclina, Jó, os ouvidos a isto, para e considera as maravilhas de Deus” (v.14).
Mesmo sem saber, Eliú preparou o coração de Jó para o discurso divino. Exaltando a majestade de Deus e o Seu poder criador, suas palavras foram uma espécie de prelúdio ao que estava por vir. De um modo especial, Eliú destacou as obras do firmamento: o céu, as nuvens, a chuva, a geada, a neve, os relâmpagos, os trovões, o sol. Certamente, ele tinha uma fascinação por estas “maravilhas de Deus” (v.14) e, ao estudá-las, deparou-se com um conhecimento que está acima da capacidade humana compreender ou explicar.
Com o coração a tremer, imagino Eliú olhando para o céu, e quem sabe até estivesse no período de inverno, contemplando o clima da região nesta estação. Apesar de não haver uma opinião concreta acerca da localização da “terra de Uz” (Jó 1:1), o fato de Eliú se referir não somente às chuvas, mas também “à neve” (v.6), pode ser um forte indício de que Uz ficava “nas vizinhanças de Damasco. Em realidade, uma área 65 km a sudoeste de Damasco ainda mantém o nome de Deir Eiyurb, perpetuando o nome de Jó” (CBASD, v.3, p.554). Mas também poderia estar localizada às margens de um grande rio, com base em outra de suas falas, quando ele diz: “e as largas águas se congelam” (v.10).
Ainda que incerta a localização de Uz, aquele lugar foi o cenário para a composição do que é considerado um dos maiores tesouros literários da cultura hebraica. O que precisamos admirar nesta obra, porém, não tem que ver apenas com poemas ou com uma joia literária, mas com a essência espiritual contida na experiência de Jó. A integridade deste patriarca e sua fé inabalável devem inculcar na mente de todo sincero pesquisador das Escrituras que a verdadeira adoração não depende das circunstâncias, mas está bem acima delas.
Jó foi abatido em todos os aspectos de sua vida, menos um: o espiritual. E recebeu como primeira recompensa a aparição do Senhor e a manifestação de Sua voz e sabedoria. Sabem, amados, as nossas palavras são falíveis, bem como muitas de nossas ações. Às vezes falamos do que não sabemos ou fazemos as coisas por impulso. E quantas vezes pensamos: “Eu devia ter falado isso!”, ou “Eu não devia ter feito aquilo!”. Mas o Senhor conhece com exatidão cada uma de nossas intenções ou motivações. Ser fiel ao Senhor não significa que nunca iremos errar, mas que, mesmo quando erramos, há um Deus no Céu que já experimentou ser tentado e que Se inclina para ouvir cada oração sincera e para reerguer os de coração quebrantado e contrito.
Deus “não olha para os que se julgam sábios” (v.24), mas “sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Que, na palavra direta de Deus nos próximos capítulos, ainda que as circunstâncias estejam como que a nos sufocar, ainda que o lugar em que estamos não nos seja favorável, ainda que existam “grandes coisas, que nós não compreendemos” (v.5), que a essência “de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4) seja para nós alimento sólido, eficaz e suficiente. Jesus está voltando, meus irmãos! Seguremos firme nesta bendita esperança! Maranata!
Oração: Nosso Criador, por vezes nos faltam palavras e tudo o que temos a Te oferecer são lágrimas e um coração partido. Ainda assim, a Tua Palavra nos garante que, exatamente nesses momentos, o Senhor está mais perto de nós. Ó, Senhor, está difícil viver aqui! Mas nós cremos que a manhã do Teu glorioso Dia se aproxima, e nós queremos estar preparados. Faze das nossas lutas e aflições a fornalha da qual sairemos purificados, embranquecidos e provados. Que, a partir de amanhã, as Tuas palavras diretas a Jó, façam tremer o nosso coração e nos elevem de uma forma muito especial e pessoal ao Teu trono de graça! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, nutridos pela Palavra de Deus!
Rosana Garcia Barros
#JÓ37 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100