Reavivados por Sua Palavra


II CORÍNTIOS 1 – Comentado por Rosana Barros
24 de junho de 2018, 7:17
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“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!” (v.3).

A segunda epístola de Paulo aos coríntios possui um teor corretivo quanto a alguns assuntos, e elucidativo quanto a outros. Em sua saudação inicial, ele se apresenta como “apóstolo de Cristo pela vontade de Deus” (v.1), ou seja, um título que não lhe sobreveio por vontade própria, mas pela eleição divina. Rendendo graças a Deus, o apóstolo mostrou que os sofrimentos e tribulações enfrentados pelos cristãos possuem caráter probante. Estamos todos neste mundo passando por uma espécie de “estágio probatório”. O nosso período de experiência na provação revelará se seremos ou não aprovados para a seleção de eleitos efetivos.

Paulo apresenta um lado dos momentos difíceis que nem todos nós estamos dispostos a aceitar. A confiança em Deus é provada nos momentos de maior aflição, gerando uma espécie de “catalisador” da paciência e da perseverança. O cristão que firma em Deus toda a sua esperança e confiança, potencializa a sua fé e recebe uma consolação que transborda e supera todo o sofrimento. Os sofrimentos do discipulado, quando suportados por amor a Cristo, se tornam em eficaz consolação não somente para benefício do que sofre, mas também de outros que, passando pelos mesmos sofrimentos, recebem semelhante conforto. Pelo testemunho vitorioso de um, muitos são impulsionados para a mesma vitória.

Não há nada mais poderoso, não há instrumento mais eficaz do que o testemunho de uma vida dirigida por Deus. A maioria tem sido iludida por um cristianismo barato e de facilidades que apresenta a prosperidade como prova da aprovação divina, quando não há nada mais precioso do que uma consciência em paz com Deus e uma vida “com santidade e sinceridade de Deus” (v.12). A preocupação de Paulo era sempre a de esclarecer as benesses e também os reveses de seu ministério. Não era um ministério inconstante e desorganizado, mas fiel e ungido para propósitos grandiosos e bem definidos.

Irmãos, tenham sempre em mente de que “a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg 1:3). Cristo mesmo afirmou: “É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (Lc 21:19). E também foi Ele que declarou: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia, tome a sua cruz e siga-Me” (Lc 9:23). Portanto, que ao nos depararmos com as dificuldades, lembremos dos sofrimentos do nosso Salvador, que tudo suportou dando glórias a Deus para nos conceder eterna consolação.

Feliz semana, perseverantes no Senhor!

Dica de leitura: Zacarias 13:9.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios1 #RPSP



I CORÍNTIOS 16 – Comentado por Rosana Barros
23 de junho de 2018, 0:30
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“Todos os vossos atos sejam feitos com amor” (v.14).

Paulo encerrou a primeira epístola aos coríntios com palavras brandas, mas expondo outra dificuldade daquela igreja: a caridade. A coleta “para os santos” (v.1) era uma oferta especial destinada para o auxílio dos irmãos necessitados e também daqueles que dedicavam a vida para pregar o evangelho. O apóstolo não pediu que eles separassem uma quantia específica ou que entregassem tudo o que tinham, mas que, “conforme a sua prosperidade” (v.2), fossem juntando as coletas. O sistema de dízimos e ofertas estabelecido por Deus em Sua Palavra é para nós privilégio e proteção. Privilégio por nos tornarmos cooperadores com Ele na obra de salvação. E proteção, no sentido de nos salvar do egoísmo e da avareza.

O desejo de Paulo em rever seus irmãos era grande, mas em nenhum momento ele permitia que sua vontade prevalecesse sobre a vontade de Deus. Como mordomo fiel das verdades eternas, procurava sempre agir com prudência diante da grande responsabilidade que lhe pesava. Reconhecia em seus companheiros de jornada homens e mulheres de Deus cujos propósitos eram os mesmos e por eles intercedia junto aos irmãos de que os reconhecessem de igual forma (v.18). Tendo o costume de citar nominalmente irmãos pelos quais nutria especial afeição, Paulo comunicava sua gratidão a todos que, de alguma forma, lhe foram um refrigério. Diante de sua árdua caminhada e sob a ameaça de “muitos adversários” (v.9), a importância de ter amigos com quem contar foi de suma importância para ele.

A obra de Deus, portanto, nos exige um serviço voluntário sempre voltado para o benefício do outro. Uma brasa separada das demais acaba se apagando. Ao encerrar as suas exortações engrandecendo o amor, Paulo o colocou como fundamento de todas as nossas ações. Seja a nossa motivação o amor, então ajudar ao próximo e ter um coração grato serão consequências inevitáveis. Deus espera que estejamos todos unidos pelo Seu amor, mas esta é uma obra que somente o Espírito Santo pode realizar, “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5:5). Clamemos constantemente por este lavar regenerador do Espírito Santo em nossa vida! Oremos diariamente para que a boa obra que Ele começou em nós redunde em um coração transbordante do amor do Pai!

“Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos” (v.13). Que sejamos reconhecidos como aqueles que amam ao Senhor, e não o contrário. Que “a graça do Senhor Jesus seja convosco” (v.23). Faço minhas as palavras de Paulo: “O meu amor seja com todos vós, em Cristo Jesus” (v.24).

“Maranata!” (v.22)

Feliz sábado, aqueles que amam a Deus!

Rosana Garcia Barros

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#PrimeiroDeus #1Coríntios16 #RPSP



I CORÍNTIOS 15 – Comentado por Rosana Barros
22 de junho de 2018, 0:30
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“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (v.19).


Embora cressem na ressurreição de Cristo, algumas dúvidas acerca da mesma começaram a surgir no meio dos cristãos coríntios. A concepção grega acerca do espiritual era totalmente avessa à doutrina bíblica da ressurreição. Para os gregos, era inconcebível a ideia da ressurreição do corpo material. Porém, os próprios discípulos foram testemunhas oculares de que a ressurreição de Jesus se deu de forma corpórea, ao tocarem em Suas feridas e ao Lhe darem algo para comer (Lc 24:39 e 43). Além do mais, após a morte de Cristo, a Bíblia relata a ressurreição de “muitos corpos de santos que dormiam” e de como “apareceram a muitos” (Mt 27:52 e 53).

Paulo precisava desmistificar da mente dos coríntios esta questão e procurou torná-la uma lição simples de se entender. Primeiro, ele deixou bem claro que crer na ressurreição de Jesus é a base da fé cristã e a nossa única esperança de remissão: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (v.17). A ressurreição e ascensão de Cristo de forma corpórea, como Aquele que venceu a morte eterna, é a garantia da vida eterna aos “que são de Cristo, na Sua vinda” (v.23). A humilde declaração de Paulo, ao dizer: “não eu, mas a graça de Deus comigo” (v.10), introduz a sua defesa de que, ao pregar sobre a ressurreição dos mortos, não estava falando sobre uma opinião própria, mas inspirado pelo Espírito de Deus.

Precisamos ser cautelosos quanto a teorias humanas que acabam minando a nossa fé e lançando por terra as verdades eternas das Escrituras. “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (v.33). Assim como aquela teoria estava abalando a igreja de Corinto, muitos falsos ensinamentos têm contaminado a igreja de Deus e prejudicado o seu avanço. Satanás, como grande estudioso da mente humana, analisa cada grupo de pessoas lançando sobre eles as filosofias que mais se adequam, a fim de que sejam completamente dominados por ideias que bloqueiam a exata compreensão do “Assim diz o Senhor”. Por isso que Paulo iniciou este capítulo com a imprescindível advertência: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão” (v.1-2).

A vitória de Cristo sobre a morte nos outorgou participarmos com Ele da recompensa quando vier o fim. Ele destruirá “o último inimigo”, que “é a morte” (v. 26) e finalmente estaremos para sempre com o Senhor. Mas, “se Cristo não ressuscitou” (v.14), “comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (v.32). Percebem a seriedade do contexto? Todo aquele que crê no Salvador ressurreto, que pagou alto preço para nos resgatar deste mundo mau, almeja o Dia em que será transformado “num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta” (v.52). “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” (v.53).

O batismo “por causa dos mortos” a que Paulo se refere (v.29) não faria o menor sentido se o contexto fosse interpretado ao pé da letra, porque em lugar algum na Bíblia fala sobre batismo por “procuração”. A salvação é individual e intransferível. Porém, há coerência quando a ideia é de que aqueles que aceitam o evangelho e se batizam, tomam o lugar daqueles que já morreram, mas que dormiram na mesma esperança. Ora, se a ressurreição não fosse verdade, para que batizar-se e crer no mesmo evangelho de mortos que permanecerão mortos? Entendem? A única morte de que não carece ressurreição, é a morte para o pecado. Como Paulo, precisamos perseverar no mesmo propósito: “Dia após dia, morro!” (v.31). O velho homem, este sim, deve ser sepultado, para dar lugar à nova criatura em Cristo Jesus.

Deus tem chamado um povo sóbrio e justo, que foge do pecado e que pensa mais no semelhante do que em si mesmo, “porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa” (v.34). “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (v.58).

Bom dia, herdeiros da vida eterna!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios15 #RPSP



I CORÍNTIOS 14 – Comentado por Rosana Barros
21 de junho de 2018, 0:30
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“Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua” (v.19).

Não foi sem razão que Paulo iniciou o seu discurso sobre o dom supremo destacando o dom de línguas (1Co 13:1). Entre os crentes, este tornou-se uma espécie de atestado do batismo pelo Espírito Santo, um termômetro de espiritualidade. Antes de Sua ascensão, Jesus outorgou a Seus discípulos a missão da pregação do evangelho em “todas as nações” (Mt 28:19). E para que fosse cumprida, no Pentecostes foram capacitados pelo Espírito a falar em outros idiomas, de sorte que cada um os ouvia em sua “própria língua materna” (At 2:8). O problema é que os coríntios haviam perdido o foco para o qual o dom foi concedido, e o estavam usando com a finalidade de exibição própria.

Após destacar o amor como o maior dos dons, Paulo classifica o dom de profecia acima dos demais, discorrendo, em minúcias, o verdadeiro objetivo do dom de línguas. Nem todos recebiam este dom. E os que recebiam, ao invés de procurar campos em que pudessem exercê-lo, detiam-se em sua igreja de origem proferindo palavras “ao ar” (v.9), não contribuindo em nada “para a edificação da igreja” (v.12). Diante de tal incoerência, o apóstolo tomou por base o dom de profecia como uma necessidade superior, um pilar fundamental para o crescimento do corpo de Cristo. Profetizar significa transmitir uma mensagem divina através da atuação do Espírito Santo. Nem sempre acontece no campo do sobrenatural ou do prenúncio, mas também pode ter a função de edificar, exortar e consolar (v.3).

A ideia contemporânea de que o dom de línguas seja algo sem sentido ou uma condição de êxtase espiritual onde um “dialeto” desconhecido é falado (e até gritado) como uma forma de estabelecer graus de espiritualidade, é um tanto imaturo e totalmente antibíblico. O mesmo se dá em interpretar o dom de profecia como “revelações” absurdas que, não poucas vezes, têm resultado em escândalos no meio cristão. “Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos” (v.20). Basta um atencioso e despretensioso estudo das Escrituras para perceber que o dom de profecia é um dom de alto grau de responsabilidade e que as línguas como um dom do Espírito Santo tratam-se dos idiomas existentes e que, dada a variedade de idiomas e a ordem dada por Cristo de ser pregado o evangelho ao mundo, tal dom, sem dúvida alguma, visava “a um fim proveitoso” (1Co 12:7).

Além do mais, falar em outro idioma constitui um sinal para os incrédulos e não para os crentes (v.22). Uma coisa é certa: a liturgia da igreja de Corinto estava em total estado de confusão. Paulo teve que organizá-la, desde o decoro das mulheres com o uso do véu e o silêncio na igreja, até a forma correta de cear e de estabelecer a organização do culto. Pois “Deus não é de confusão, e sim de paz” (v.33). A proibição dada por Paulo à participação das mulheres nos cultos não possui teor taxativo, mas, como no caso do véu, outra forma de preservar as mulheres cristãs de Corinto e “todas as igrejas dos santos” (v.33) de críticas desnecessárias.

Amados, Deus é um Deus que prima pela ordem e pela decência. Ordem no sentido de planejamento, e decência, no discernimento. Planejar sem discernir resulta em frustração. E discernir sem planejar resulta em confusão. Ambos devem preceder o culto de adoração a Deus. Olhemos para a semana da criação e contemplemos o exemplo inconfundível do planejamento e discernimento do Senhor ao criar o mundo e tudo o que nele há. Observemos o plano da redenção e como Jesus observou tudo conforme planejado “desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). A nossa espiritualidade não pode ser medida pela realização de um bom culto, mas, certamente, todos os que aguardam o bendito advento prezarão por prestar a Deus um “culto racional” (Rm 12:1), procurando, “com zelo, o dom de profetizar” (v.39), “sendo tudo feito para edificação” (v.26).

Portanto, “procurai progredir para a edificação da igreja” (v.12) e que os dons espirituais que lhe forem concedidos exerçam grande influência para a glória de Deus e avanço de Sua obra.

Bom dia, profetas dos últimos dias (Leia Jl 2:28)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios14 #RPSP



I CORÍNTIOS 13 – Comentado por Rosana Barros
20 de junho de 2018, 0:30
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“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém, o maior destes é o amor” (v.13).

O capítulo treze desta epístola nos apresenta treze versículos de uma perfeita explanação acerca do maior dos dons. Paulo exprimiu em palavras humanas a essência divina. Há sangue e lágrimas nas entrelinhas deste texto. Por mais que seja importante e necessária a variedade de dons, o dom supremo deve ser o regente de todos os demais. O apóstolo enumera alguns dons que, provavelmente, se destacavam entre os irmãos coríntios: o dom de línguas, de profecia, da sabedoria, do conhecimento, da fé, de assistência e até mesmo a entrega da própria vida. Portanto, ele não estava falando a uma igreja ociosa, mas extremamente ocupada com ministérios diversos.

Sem amor, podemos falar diversos idiomas, mas nossas palavras serão como um badalo irritante e sem tradução. Sem amor, a profecia não passará de um conjunto de símbolos e imagens sem sentido algum. Sem amor, a sabedoria e o conhecimento não passarão de coisas difíceis demais de se entender. Sem amor, a fé torna-se apenas um show de milagres e prodígios. Sem amor, o socorro e a caridade se resumirão a campanhas de merchandising próprio. Sem amor, a entrega da própria vida é nula e sem proveito algum. Unicamente o amor é capaz de gerar resultados benéficos na prática dos dons, e não somente benéficos, mas eternos.

Após traçar uma demarcação precisa acerca do que seja a prática dos dons sem o amor, Paulo estabelece uma espécie de dicionário do amor. Se pudéssemos perguntar para Paulo o que é o amor, a sua resposta seria o que está escrito nos versos quatro ao oito (primeira parte). Esta definição, no entanto, não supera, mas é um acréscimo à definição dada por João de que o amor é Deus, pois que “Deus é amor” (1Jo 4:8). Aquele que fala “as línguas dos homens e dos anjos” (v.1) as transformou em uma linguagem universal. Aquele que conhece o fim desde o princípio, foi o cumprimento da mais perfeita profecia. Aquele que é Onisciente, Se tornou em estatura humana. O Doador da fé expôs uma fé prática por meio de realizações transbordantes de amor. O Dono do ouro e da prata abriu mão de Sua majestade para estender a mão a imerecedores. Aquele que é a própria vida, Se entregou à morte e transformou a cruz no símbolo do perfeito amor. Aquele que é a ressurreição, ressurgiu para atestar que “o amor jamais acaba” (v.8.).

O amor deve ser o fundamento inconfundível de cada dom espiritual. A vida de Cristo manifestada no homem é o poder mais que eficiente de se pregar o evangelho. Amar é ter o indescritível privilégio de tornar-se participante da natureza divina na Terra. É experimentar a atmosfera do Céu antes mesmo de chegar lá. É a garantia de que meu enganoso e corrupto coração ainda tem jeito. É a única forma de conhecermos a Deus e alcançarmos a vida eterna. Uma vida religiosa, amados, nunca será capaz de superar os resultados do amor prático. Porém, mesmo este amor, não passa de uma visão obscura diante da eterna manifestação de amor que tanto aguardamos. Porque, quando “vier o que é perfeito” (v.10), “então, veremos face a face” (v.12) o próprio Amor.

Até lá, devemos permanecer em fé, esperança e amor. “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5:5). Consideremos pessoas mais importantes do que cerimônias; sejamos mais sensíveis ao bem-estar do outro do que às nossas próprias necessidades; sejam as nossas atitudes desprovidas de desejo por aplausos; sejam nossas intenções guiadas pelo Espírito Santo a fim de alcançar propósitos altruístas, então, de fato, brilharemos a luz de Cristo nos quatro cantos desta Terra. Sabem quando não fará o menor sentido permanecermos neste mundo? Quando aprendermos a amar como Jesus nos amou. O amor foi o “carrasco” da cruz e a chave da sepultura. E em breve será para nós o cumprimento das palavras de Paulo: “O amor jamais acaba” (v.8.). Perseveremos no amor, até o fim, então, seremos salvos (Mt 24:12-13)!

Bom dia, reflexos do amor de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios13 #RPSP



I CORÍNTIOS 12 – Comentado por Rosana Barros
19 de junho de 2018, 0:30
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“Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (v.27).


Quando falamos de dons, geralmente os associamos a talentos ou pré-disposições que se destacam na vida de alguém. Desde pequena gostava de cantar, mas foi quando conheci o evangelho, na minha adolescência, que um professor da escola sabatina, ao ouvir a minha voz, me incentivou ao ministério da música. Comecei a cantar solos, duetos, também participei de alguns grupos musicais e sempre pensei que este fosse o meu dom. Dons espirituais são as variadas manifestações do Espírito Santo na vida de cada filho de Deus, “visando a um fim proveitoso” (v.7). Com base nisso, percebi que passei vários anos na igreja sem nunca procurar, “com zelo, os melhores dons” (v.31).

Paulo conclamou os coríntios a não serem ignorantes “a respeito dos dons espirituais” (v.1). Cada dom é como um obra de arte que aponta para o seu Artesão, porque “ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo” (v.3). Cada um desempenha um papel fundamental no avanço da obra de Deus e deve ser recebido como uma dádiva do Espírito. Eu estava certa de que cantar era o meu dom, até que o Senhor me encontrou e me mostrou que os dons procedem dEle, conforme Ele quer e de acordo com a minha disposição em aceitá-los.

O Espírito Santo não concede dons sem que haja um propósito grandioso a ser satisfeito. A capacitação do alto recai sobre todo aquele que se dispõe a aceitar os planos de Deus, independente de honras ou sofrimentos. A igreja de Deus é comparada a um corpo, o “corpo de Cristo” (v.27). Isso indica que, sendo corpo, os membros precisam desempenhar a sua função a fim de que o todo não sofra os reveses de um membro deficiente. Quando compreendi que o Espírito Santo estava me chamando para algo diferente e que jamais havia imaginado, por muitas vezes questionei a Deus e ainda hoje confesso diante dEle a minha incapacidade. Mas o amor com que Ele me buscou foi tão grande que o maior desejo de minha vida passou a ser retribuir esse amor fazendo a Sua vontade e quedando-me aos Seus pés como um mero instrumento.

Paulo aprendeu, pela experiência de quem experimentara o amor de Jesus, que ser membro do corpo de Cristo requer renúncia, altruísmo, disposição e humildade. Cada um deve cooperar a fim de proporcionar aos demais a segurança de um corpo em perfeito funcionamento. Nenhum deles deve criar expectativas que possam gerar pensamentos diminutivos em outros, pois “os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários” (v.22). Notem que os órgãos vitais do corpo, não são os membros que vemos, mas aqueles que não vemos. Nem todos são chamados para ser nariz, olho ou boca, mas ainda que não estejam em evidência, são imprescindíveis para que aqueles possam continuar existindo.

“Procurar com zelo os melhores dons” não é igual a desenvolver o que eu sei fazer de melhor, mas confiar que o Espírito Santo fará em mim e através de mim o que Ele sabe fazer de melhor. Não estou aqui desprezando e nem desmerecendo os talentos que também são presentes de Deus e que precisamos desenvolver, mas engrandecendo as coisas que, indubitavelmente, são reconhecidas como o poder de Deus na vida humana. Mas o maior dos dons, a força vital de cada um dos membros, “um caminho sobremodo excelente” (v.31), estudaremos amanhã.

Continua…

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios12 #RPSP



I CORÍNTIOS 11 – Comentado por Rosana Barros
18 de junho de 2018, 0:30
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“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (v.1).


Fazer distinção entre tradição e princípio é muito importante dentro do contexto bíblico. É perfeitamente possível, no entanto, que atrás de uma tradição haja um princípio que a norteia. O que Paulo estabeleceu no início deste capítulo não foi apenas uma tradição local que ficou num passado remoto, mas um princípio que não está fundamentado em cobrir ou não a cabeça, mas em levar sempre em consideração a minha forma de adoração. Apesar das tradições estarem em segundo plano com relação aos princípios, elas também ocupam o seu lugar de importância e estabelecem limites, a fim de manter a ordem e a decência no culto que prestamos ao Senhor.

Sendo uma cidade portuária, Corinto tornou-se um antro de prostituição e promiscuidade. E uma das características que revelavam a luxúria das meretrizes era a exposição de seus cabelos em público. Diante deste contexto, o apóstolo não desmereceu as mulheres da igreja, mas as aconselhou a cobrirem os cabelos para a proteção de sua própria reputação e para que o nome de Deus não fosse vituperado. Portanto, o que devemos extrair desta passagem é o princípio que permanece: que a nossa vestimenta também parte da adoração e que transmite uma mensagem a favor ou contra a fé que professamos ter.

Não falo como quem estivesse em plena comunhão com tal princípio, mas como alguém que ainda tem lutado com Deus para sair vitoriosa. Na verdade, este princípio é secundário no sentido de que deve ser uma consequência da transformação que o Espírito Santo realiza em nossa vida, de dentro para fora. Paulo não estava falando a pagãos, nem a leigos, mas aos crentes em Cristo que não haviam compreendido que Deus estabeleceu uma linha divisória bem distinta entre o santo e o profano. O mesmo Deus que um dia disse a Moisés: “Nem subirás por degrau ao Meu altar para que a tua nudez não seja ali exposta” (Êx 20:26), é o mesmo que falou por intermédio de Paulo aos coríntios e que fala a nós hoje: “Hoje se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3:15). Portanto, o que usamos ou deixamos de usar interessa sim a Deus e sim, tem total relação com a nossa adoração a Ele. Se mostrar os ombros diante de uma rainha é considerado um insulto, qual tem sido a nossa conduta diante do Rei dos reis?

Não obstante, um outro ponto é abordado por Paulo com tristeza sobremodo profunda. A ceia do Senhor, um dos mais importantes símbolos deixados por Cristo, havia sido transformada em reunião reprovável. As divisões na igreja estavam causando um impacto tão negativo que Paulo reprovou a prática da ceia entre eles. O orgulho e a conformidade com a pobre condição espiritual os estava impedindo de enxergar que viviam o mesmo quadro caótico que viveu Israel quando severamente repreendida por Deus: “não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is 1:13).

Um exame de coração precisa ser feito. É o meu e o seu destino eterno que está em jogo. Ao lidarmos com as coisas sagradas devemos partir do princípio de que o nosso corpo também é sagrado (1Co 3:17). “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor” (v.27). “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (v.28), não sem discernimento, como quem “come e bebe juízo para si” (v.29). Pois é a falta de discernimento que traz ruína ao corpo de Cristo. Consideremos, amados, estas advertências de Paulo como para nós mesmos, porque, “quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (v.32).

Muito mais do que conselhos acalorados a uma igreja primitiva, que estas palavras inspiradas pelo Espírito Santo sejam um apelo solene e urgente ao remanescente dos últimos dias. Que a nossa adoração e que tudo em nós seja o reflexo da atuação do Espírito em nossa vida. Deus tenha misericórdia de nós!

Bom dia, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios11 #RPSP




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