Reavivados por Sua Palavra


ECLESIASTES 12 – Comentado por Rosana Barros
13 de agosto de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (v.13).

O último capítulo de Eclesiastes aborda quatro dos temas bíblicos mais questionados no meio cristão: criação, morte, observância dos mandamentos e juízo. Vejamos hoje que, assim como “O Pregador” (v.9) escreveu “com retidão palavras de verdade” (v.10), “dadas pelo único Pastor” (v.11), toda a Bíblia explica a verdade sobre estes quatro assuntos, sem deixar margem de dúvida. Vejamos:

1. “Lembra-te do teu Criador” (v.1): o relato da criação apresentado em Gênesis é tão real quanto o relato da redenção apresentado nos evangelhos. A expressão “Lembra-te”, também aparece no quarto mandamento da Lei de Deus (Êx.20:8-11), que, por sinal, é o único mandamento que nos remete a Deus como Criador. O livro de Salmos confirma o relato de Gênesis (Sl.33:6 e 9; Sl.104). Jesus falou sobre a criação (Mc.10:6). João confirmou o relato original (Jo.1:1-3). Paulo fez referência à criação (Rm.1:20; 1Co.15:45; 1Tm.2:13-14). O livro de Hebreus aponta para o relato de Gênesis (Hb.11:3). A primeira voz angélica diz: “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7).

2. “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (v.7). Além de ser mais uma confirmação do relato da criação do homem (Gn.2:7), também desmistifica a verdade sobre a morte. A Bíblia afirma que a matéria-prima, o pó da terra, volta para o seu lugar de origem, e o espírito, ou seja, o fôlego de vida, retorna para Deus, o Doador da vida. A palavra usada é “ruach”, que significa “vento”, “sopro”, e não uma entidade fora do corpo. Pois nós não temos uma alma, nós somos uma “alma vivente” (Gn.2:7; Ez.18:4). A Bíblia também afirma que a morte é um sono (Jo.5:28-29), e que os mortos não sabem coisa alguma (Ec.9:5-6). O próprio Jesus comparou a morte com o sono (Jo.11:11-14) e o apóstolo Paulo também (1Ts.4:13-14).

3. “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (v.13): a conclusão apresentada por Salomão é a mesma que foi apresentada a Adão e Eva antes do pecado, aos homens antes do dilúvio, a Israel no êxodo e a nós hoje (Ap.14:7, 12). O maior Salmo e capítulo da Bíblia é dedicado inteiramente à exaltação da Lei de Deus. Jesus disse: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Tiago reforçou: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg.2:10). João confirmou: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos” (1Jo.5:3). Paulo reforçou: “a Lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (Rm.7:12). O povo de Deus dos últimos dias será conhecido como “os que guardam os mandamentos de Deus” (Ap.12:17). E há algo bem claro e definido no final do verso 13: a observância dos mandamentos “é o dever de todo homem”.

4. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (v.14): Chegará o dia em que todo ser humano terá de prestar contas ao justo Juiz (At.17:31). “Manifesta se tornará a obra de cada um” (1Co.3:13) e cada um será julgado com base na “lei da liberdade” (Tg.2:12). Tiago chama os dez mandamentos de lei da liberdade, lei sob a qual seremos todos julgados, e ainda reforça: “Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (Tg.1:25). Paulo afirmou em Romanos 13:10 que “o cumprimento da lei é o amor”. O apóstolo João escreveu: “Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança” (1Jo.4:17). A Lei de Deus, além de ser uma expressão do Seu caráter e uma manifestação do Seu amor, será a base legal de Seu juízo.

Amados, o Espírito Santo tem nos guiado “a toda a verdade” (Jo.16:13). A função da verdade é de nos libertar (Jo.8:32). E “para a liberdade foi que Cristo nos libertou” (Gl.5:1). A escravidão deste mundo destrói, a liberdade em Cristo nos salva e nos move a cumprirmos o nosso dever por amor. A obediência, portanto, é uma prova de amor! Vigiemos e oremos!

Bom dia, livres em Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ECLESIASTES 11 – Comentado por Rosana Barros
12 de agosto de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Doce é a luz, e agradável aos olhos, ver o sol” (v.7).

De todas as coisas apreciadas e de tudo o que Salomão aplicou o coração a examinar, a prudência, aliada à sabedoria, sem dúvida, é indispensável para quem deseja ter uma vida harmoniosa e feliz. Aquele que é prudente pratica a sabedoria com diligência e evita o mal com urgência. Diante da realidade de que não conhecemos o amanhã (v.2) e nem as misteriosas obras de Deus (v.5), ser prudente é ser grato pelos dias bons, sem esquecer “de que há dias de trevas” (v.8) também, buscando viver cada um deles, com paciência, “até à vinda do Senhor” (Tg.5:7).

Nossos olhos são “a lâmpada do corpo” (Mt.6:22), disse Jesus, e precisamos preservá-los puros. O final do verso 9 nos revela o limite da visão: “sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas”. É na luz que percebemos as coisas com nitidez. Da mesma forma, Deus espera que tenhamos prazer na luz, no que pode ser revelado pelo sol. Que nossas ações, além de prudentes, sejam transparentes. Tudo aquilo que está envolto em trevas e que pode macular nosso coração e nossos olhos deve ser evitado e até detestado. Recebemos do Alto o privilégio de sermos luz, e de cumprir uma missão que os anjos gostariam de realizar: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16).

Afasta, pois, do teu coração” (v.10), e dos teus olhos, tudo o que pode colocar em risco a tua salvação e do teu semelhante. “Lança o teu pão sobre as águas” (v.1), pregando a Palavra de Deus, e “reparte” (v.2) o que a bondade do Senhor tem lhe concedido. Que a sabedoria que tens recebido não fique “debaixo do alqueire, mas no velador” (Mt.5:15) e ilumine a todos ao seu redor, pois isto é prudente. Que a luz e tudo o que dela provém seja o que lhe agrade os olhos e que o desgosto, a dor (v.10) e as trevas deste mundo não tomem o lugar da verdadeira alegria que só o Senhor pode dar. Quando o mundo nos identificar como um povo que vive o que prega, quando o semblante do Salvador brilhar em nossa face, a Terra será iluminada com o último chamado de Deus e Jesus voltará. Vigiemos e oremos!

Bom dia, luz do mundo!

* Oremos pelo fruto do Espírito Santo em nossa vida.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ECLESIASTES 10 – Comentado por Rosana Barros
11 de agosto de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“O coração do sábio se inclina para o lado direito, mas o do estulto, para o da esquerda” (v.2).

Usando comparações próprias à sua época, Salomão exaltou a sabedoria em contraste com a tolice. O sábio e o tolo foram colocados em lados opostos, respectivamente, direito e esquerdo. Na perspectiva do pregador, não pode haver a junção de ambos, pois seria como um inseto morto em frasco de perfume (v.1). Também não há dificuldade em reconhecer um tolo, pois, em algum momento de sua vida isso fica bem evidente (v.3). Em síntese, este capítulo aponta para a sabedoria como um recurso divino que poucos possuem em discrição, mas que muitos alegam possuir por exibição.

Entre um rei e um servo, um pobre e um rico, um culto e iletrado, não existem barreiras que os impeça de receber sobre si a promessa liberal: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tg.1:5). Então, a inclinação do sábio sempre será para o lado direito, para o que é reto e justo, para a Palavra de Deus como regra de fé e prática. De uma cova aberta na terra ao duro ferro, Salomão empregou ditados morais com prováveis aplicações do cotidiano para concluir que o que o tolo busca pela força, sem sucesso, “a sabedoria resolve com êxito” (v.10).

Amados, não podemos e não devemos nos desgastar com as formas, enquanto a essência do evangelho, Jesus Cristo, não for a motivação principal para realizá-las. Ostentação, más conversações e sentimentos cultivados para o mal enchem de simpatizantes o lado esquerdo. Mas como um príncipe que se senta à mesa apenas para refazer as forças e não para orgias, o “sábio conhece o tempo e o modo” (Pv.8:5), de maneira que sua vida se torna em um luminar em constante ascendência, porque “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18). O justo sabe que “o ânimo sereno acalma os ofensores” (v.4) e no manancial da oração encontra a mansidão de que necessita. Ele se aprofunda nas Escrituras, e em cada verdade revelada, em cada palavra inspirada, reconhece “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

A sabedoria está à distância de uma oração. O “lado direito” (v.2) pode ser trafegado pelo acesso do pedágio do “eu aceito”. Pela fé, podemos abalar o mundo com a última mensagem de esperança e sabedoria. Inclina-te, agora, para o lado direito! Estude com humildade a Palavra do Senhor. Ore com perseverança até que a presença de Jesus ao seu lado seja praticamente palpável. Acrescente à sua vida, a suavidade e simplicidade do Salvador, que Se portava com polidez diante das autoridades e com singeleza diante dos marginalizados. Permita que o Espírito Santo realize a Sua mais importante obra em tua vida: que você reconheça o seu lugar de criatura e o lugar do Senhor como Criador. Então, naquele Grande Dia, do lado direito você ouvirá: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34). Vigiemos e oremos!

Bom dia, peregrinos do lado direito!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ECLESIASTES 9 – Comentado por Rosana Barros
10 de agosto de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Deveras me apliquei a todas as coisas para claramente entender tudo isto: que os justos, e os sábios, e os seus feitos estão nas mãos de Deus; e, se é amor ou se é ódio que está à sua espera, não o sabe o homem. Tudo lhe está oculto” (v.1).

A meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos climáticos, dando-nos a possibilidade de saber a previsão do tempo e a proximidade de possíveis desastres naturais. Porém, esta mesma previsibilidade, infelizmente, não podemos ter com relação ao que fazemos neste mundo. Ainda que sejamos, aos olhos de Deus, justos e sábios, nunca saberemos ao certo o que nos espera no futuro. Nossas ações, por melhores e bem intencionadas que sejam, nem sempre são correspondidas da maneira que esperamos. Mas existe algo completamente previsível: “Tudo igualmente sucede a todos” (v.2). E, só para não restar dúvidas, “a todos sucede o mesmo” (v.3).

Ninguém conhece o dia da morte, mas sabe que, enquanto estivermos neste mundo cujo “salário do pecado é a morte” (Rm.6:23), estamos todos sujeitos à mesma “remuneração”. Temos dentro de nós algo que pode decretar a nossa sentença de morte antes mesmo dela chegar de fato: o nosso coração. Pois “o coração dos homens está cheio de maldade” (v.3). “Enganoso é o coração…” (Jr.17:9). Porém, enquanto há vida, há esperança! “Porque eu estou bem certo de que nem a morte… poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39).

Existem várias doutrinas sobre o estado dos mortos, mas a verdade sobre a morte é apenas uma, e Salomão (bem como toda a Bíblia) deixa isso bem claro: “… mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (v.5). Ao referir-se à morte de Lázaro, Jesus disse: “Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Sobre a reação dos cristãos sobre a morte, Paulo escreveu: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (1Ts.4:13). A Bíblia compara a morte ao sono, um estado de completa inconsciência que só será interrompido quando a mesma voz que fez Lázaro sair do túmulo com vida for ouvida na manhã da ressurreição. “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16).

De forma sábia e prudente, o Senhor nos convida a procurarmos viver aqui um prenúncio do que viveremos na eternidade. O prazer de desfrutar com alegria das dádivas que Deus nos dá não é pecado, amados. O pecado está em permitir que os prazeres da vida ultrapassem os limites estabelecidos por Ele nas Escrituras. Mas se o nosso gozo não macular as alvas vestes que Jesus nos concede e nem esgotar o óleo do Espírito de nossa mente (v.8), então devemos louvar a Deus pela porção de regozijo que Ele nos oferece. Este mundo se tornou triste o suficiente para que a nossa vida seja regida por “ódio ou inveja” (v.6), ou qualquer outro tipo de sentimento que nos roube a esperança da vida eterna em Cristo Jesus.

A ilustração a respeito do pobre sábio descreve com exatidão esta verdade. Ainda que a sua sabedoria seja desprezada e suas palavras negligenciadas, “melhor é a sabedoria do que a força” (v.16). Porque a sabedoria “dá vida ao seu possuidor” (Ec.7:12), “mas um só pecador destrói muitas coisas boas” (v.18). Não pense que você tem o poder de prever suas intenções. Fuja do mal enquanto há esperança (v.4)! “Vai” (v.7) e desfruta da porção que Deus lhe confiou na companhia do cônjuge “que amas” (v.9). “Em todo tempo, sejam alvas as tuas vestes e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça” (v.8). Tudo o que Deus lhe confiar para fazer, não faça motivado pelo egoísmo, mas “conforme as tuas forças” (v.10), “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16). E lembre-se: Mais vale ouvir “as palavras dos sábios” em silêncio do que “os gritos de quem governa entre tolos” (v.17). E a previsão do teu tempo porvir será a chegada da chuva serôdia, culminando no raiar da manhã gloriosa! Vigiemos e oremos!

Bom dia, sábios do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ECLESIASTES 8 – Comentado por Rosana Barros
9 de agosto de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal; e o coração do sábio conhece o tempo e o modo” (v.5).

O tema da submissão na Bíblia nunca foi visto como um princípio de fácil compreensão. O texto mais conhecido e mais polêmico a este respeito, encontra-se em Efésios 5:22, que diz: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor”. Este verso tem sido interpretado como machista e fora do contexto atual, o que não é verdade. Toda mulher cristã que busca em Deus o conhecimento da verdade e uma vida em harmonia com a Sua Palavra, entenderá o princípio contido nas palavras de Paulo. Já o texto de hoje, indica uma submissão suprema (v.4). Ou seja, o que o rei (ou governante) falar, cumpre-nos obedecer.

Talvez, se as pessoas soubessem simplesmente qual é o significado de submissão, não considerassem tão absurda essa ideia. Submissão é a circunstância em que se deve obedecer. Guarde bem esta palavra: dever (voltaremos a destacá-la no capítulo 12). O problema é que a maioria confunde submissão com subserviência. Subserviência significa aquele que obedece de forma humilhante. Com certeza não é essa obediência que se refere as Escrituras. A obediência nunca foi requisito para a salvação, mas deve ser o resultado dela. Se Jesus não tivesse sido obediente até a morte, a morte seria o nosso destino eterno. Ele mesmo nos deixou exemplo quando declarou: “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).

A submissão bíblica é, sem dúvida, uma forma de tirarmos o foco de nós mesmos e de nossos propósitos egoístas e permitirmos que Deus faça resplandecer o Seu rosto sobre nós (v.1). Não adianta ficarmos cogitando desculpas para a desobediência, mas precisamos buscar na Palavra como fugir da rebeldia. O limite da ordem de um rei ou governante foi muito bem definido por Pedro e pelos demais apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29). O nosso dever cristão deve estar acima do nosso dever cívico, mas este também deve ser sempre obedecido, desde que não seja obstáculo para o exercício de nossa fé. Lembre de Daniel quando foi proibido de orar por um decreto inconsequente e ainda assim não rebaixou a sua norma espiritual mesmo em face da morte.

Estamos cercados de cenas que retratam a grande desigualdade social que há em nosso país e na grande maioria dos países do globo. Mesmo sendo, em grande parte, consequência da corrupção e da má gestão pública, isso não nos autoriza a deixarmos de obedecer às autoridades. Na verdade, isso reforça o nosso dever cristão: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus” (Rm.13:1). Assim também funciona no sentido espiritual. Muitos têm julgado que os perversos gozam privilégios ao passo que os cristãos têm sofrido apesar de fazer o bem (v.10 e 14). Entretanto, a Bíblia diz que “o perverso não irá bem” (v.13) e que, com certeza, o bem que “sucede aos que temem a Deus” (v.12) é a promessa de um reino onde o Rei é eternamente Justo. Portanto, o que devemos fazer, obedecendo ao Senhor, não nos torna escravos de um Deus tirano, mas libertos pelo Rei dos reis. Tiremos, pois, o foco deste mundo e das obras que se fazem debaixo do sol, as quais não podemos compreender (v.17), e busquemos viver aqui a nossa verdadeira cidadania: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef.2:19). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, filhos do Rei do Universo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ECLESIASTES 7 – Comentado por Rosana Barros
8 de agosto de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato” (v.5).

O livro de Eclesiastes é um verdadeiro manual contra a corrupção humana. Orgulho, inveja, ódio, lascívia, presunção, ganância, cobiça, insensatez, arrogância, desobediência, perversidade fazem parte do pacote maligno na vida dos que não temem a Deus, “pois quem teme a Deus de tudo isto sai ileso” (v.18). Sendo um dom divino, a sabedoria não pode ser encontrada em livros e nem concedida mediante mérito pessoal. Enquanto a busca com diligência, o possuidor sincero nunca se exalta em possuí-la e nem mesmo julga tê-la alcançado: “tornar-me-ei sábio, mas a sabedoria estava longe de mim” (v.23).

A nossa geração vive em tempos emprestados enquanto promove a vida como se no auge de sua performance. Em uma época onde youtubers com conteúdos inúteis e imorais são admirados e reconhecidos como formadores de opinião e promotores da livre consciência, a única fonte segura da utilidade, a Bíblia, ainda acessível ao homem, é deixada de lado, e até queimada em protestos que, pasme você, declaram ser uma voz contra o preconceito. Mas enquanto o mundo afundava julgando estar “na casa da alegria”, o Senhor permitiu que entrássemos “na casa do luto” (v.4), a fim de descobrirmos que “com a tristeza do rosto se faz melhor o coração” (v.3).

Está escrito: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm.3:16). Não está escrito que a Bíblia é útil para acobertar o mal ou fazer pouco caso do pecado. A disciplina é uma necessária e misericordiosa ferramenta de Deus. Mas a influência que se instalou na juventude atual diz que você é o próprio legislador de sua vida e ninguém tem o direito de contestar, nem mesmo seus pais. A geração de cabeças baixas ante o “deus” do smartphone é a geração dos cabeças altivas ante ordens que se recusam a cumprir. E longe da sabedoria que “dá vida ao seu possuidor” (v.12), perdem os privilégios do único mandamento com promessa: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” (Êx.20:12).

No princípio, “Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (v.29). Por isso que “não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque” (v.20). Somente pela graça e pelo sacrifício de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo somos salvos de nossos delitos. Nos méritos de Jesus encontramos seguro refúgio contra a loucura do mundo. Em meio a uma pandemia desastrosa e acontecimentos mundiais sem precedentes, o Espírito Santo clama a fim de que alguns possam ouvir o Seu apelo: “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14). Vigiemos e oremos para conservarmos firme a nossa bendita esperança e para que a nossa vida seja a voz da temperança que este mundo tanto necessita!

Feliz sábado, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ECLESIASTES 6 – Comentado por Rosana Barros
7 de agosto de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“É certo que há muitas coisas que só aumentam a vaidade, mas que aproveita isto ao homem?” (v.11).

Propositadamente, não incluí no texto de ontem a vaidade das riquezas, pois o capítulo de hoje é uma continuação acerca deste assunto. A abundância ou escassez de bens sempre foram motivo de contendas entre os homens. O ser humano é insaciável (v.7) e a ganância tem trazido tantos males para o mundo quanto os trágicos efeitos de uma pandemia. “O proveito da terra é para todos” (Ec.5:9), mas nem todos têm usufruído dessa dádiva divina. Muitos têm depositado sua confiança em algo que é inseguro e incerto, privando a si mesmos e ao próximo das bênçãos da caridade.

Cresci em uma família que era bem estruturada financeiramente. Meu pai tinha um comércio e levávamos uma vida tranquila de classe média. Até que o comércio entrou em falência e nossa situação mudou completamente. Precisei enfrentar um ensino público defasado e, não fosse a generosidade de um irmão na fé que me concedeu uma bolsa de estudos em seu colégio, não teria concluído com êxito o ensino médio. Sempre gostei muito de estudar, mas precisei ir trabalhar ao invés de ingressar numa faculdade. Me entristeceu o tempo em que tive que ficar afastada dos livros, porém, hoje olho para trás e percebo o quanto aquela experiência me fez crescer. No pouco que tínhamos, o Senhor jamais permitiu que nos faltasse o básico. E com minha mãe, aprendi e tenho aprendido ricas lições de economia e de altruísmo que escola alguma pode ensinar.

Quem ama o dinheiro jamais dele se farta” (Ec.5:10) é uma verdade tão real quanto o fato de você estar lendo este comentário agora. Quem ama ter muito, nunca se sentirá satisfeito com o que tem. Mas aquele que experimenta compartilhar o que possui, quanto mais distribui, mais recebe. Na matemática de Deus, o dividir equivale ao multiplicar. Experimente abrir as portas do seu guarda-roupas, e você verá que quanto mais roupas dá, mais roupas tem. Experimente abrir as portas da sua dispensa, e perceberá que a feira que não durava um mês renderá muito mais. Isto é barganha? Não, amados. Isto é cumprimento de uma promessa divina: “O que dá ao pobre não terá falta” (Pv.28:27).

Deus, sendo o dono do ouro e da prata (Ag.2:8), deseja dar o melhor para os Seus filhos. Mas Ele nunca dará para um justo além ou aquém do que ele possa administrar. Muito mais do que riquezas terrestres, Ele deseja nos dar tesouros celestes. Este foi o propósito de Jesus no pedido feito ao jovem rico. A versão deste relato, aos olhos de Marcos, descortinou a real intenção do Salvador: “E, Jesus, fitando-o, o amou” (Mc.10:21). As palavras: “Vai, vende tudo o que tens”, atingiu no alvo o pecado que não o deixava dormir em paz (Ec.5:12). “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt.16:26). Portanto, “não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt.6:24).

Ter riquezas não é pecado. O perigo está em fazer da riqueza a razão da vida. Precisamos buscar no Senhor a mesma alegria e contentamento que o apóstolo Paulo descobriu: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp.4:11-13). Os pedidos de Jesus para nós sempre vêm acompanhados de um mesmo propósito: Salvação. Não faça a escolha do jovem rico. Escolha crer que o melhor para a sua vida é seguir Aquele que deu tudo por você e que hoje, fitando-o com amor, te chama: “Vem e segue-Me” (Mc.10:21). Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros das riquezas eternas!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ECLESIASTES 5 – Comentado por Rosana Barros
6 de agosto de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras” (v.2).

No santuário, tanto o móvel no deserto, quanto o suntuoso templo de Jerusalém, havia três compartimentos: o pátio, o lugar Santo e o lugar Santíssimo. O acesso ao lugar Santo era permitido apenas aos sacerdotes e ao sumo sacerdote. No lugar Santíssimo só poderia entrar o sumo sacerdote, uma vez ao ano. E o pátio era o único compartimento onde o povo tinha acesso. Mesmo assim, o pátio era um lugar de extrema solenidade, onde eram oferecidos os sacrifícios e um lugar também reservado à oração. Por isso que Jesus reagiu energicamente quando viu o lugar de oração transformado em “um covil de salteadores” (Mt.21:13). A reverência descrita no verso 1 diz respeito não apenas à forma de adoração, mas à intenção: “chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos”. Não é o sacrifício que agrada a Deus, e sim se há por trás do sacrifício um coração que agrada ao Senhor.

Quando Saul descumpriu as ordens de Deus e usou os sacrifícios como desculpa, a resposta do profeta Samuel lançou por terra as suas obras: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender a Deus, melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm.15:22). Apesar de não termos mais a prática de sacrificar animais, pois o verdadeiro Cordeiro de Deus pagou o preço de forma perfeita e completa (Hb.10:14), os “sacrifícios” ganharam uma nova roupagem, e muitas vezes têm tirado o foco do principal: fazer a vontade de Deus.

Jesus está sempre à porta do nosso coração, porém, Ele não entra se não for convidado. Ele diz que está à porta e bate (Ap.3:20). Mas se a nossa atenção estiver voltada para “sacrifícios de tolos” (v.1) ou “palavras néscias” (v.3), abafamos a Sua voz com os ecos de uma adoração vazia. Então, não sentindo preenchido o coração com o Único capaz de saciá-lo, fazemos votos na tentativa de angariar pontos com Deus. E diante de um deslize quanto ao voto feito, nós mesmos nos sentenciamos culpados. Lembre de Pedro. Tão impetuoso e tão rápido com as palavras. Diante da possibilidade de ver o seu Salvador sentenciado à morte, prontamente Lhe fez um voto: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo Te negarei” (Mt.26:35). Porém, na prática, as suas palavras não se consumaram, e, caindo em si, “saindo dali, chorou amargamente” (Mt.26:75).

A conclusão do verso 7 resume em uma frase qual deve ser a minha e a sua atitude: “Tu, porém, teme a Deus”. Toda a Bíblia confirma o fato de que usar mais os ouvidos e menos a boca é sinônimo de sabedoria e de discernimento espiritual:

“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt.6:4).
“Amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz” (Dt.30:20).
“… e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei” (Ne.8:3).
“Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o coração” (Sl.95:7).
“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc.4:9).
“Bem-aventurados aqueles… que ouvem as palavras da profecia” (Ap.1:3).

De Gênesis a Apocalipse encontramos a confirmação das Escrituras a este respeito. Precisamos nos calar mais e permitir que o Senhor fale. É quando calamos o nosso eu, que percebemos com clareza a voz de Deus. Sejamos, pois, prudentes no falar. Se tivermos de falar, que sigamos o conselho do próprio Pedro, após compreender esta verdade: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus” (1Pe.4:11) “… a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Vigiemos e oremos!

Bom dia, ouvintes do Senhor e proclamadores das Suas virtudes!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ECLESIASTES 4 – Comentado por Rosana Barros
5 de agosto de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Então, vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo. Também isto é vaidade e correr atrás do vento” (v.4).

Ao finalizar “a Sua obra, que fizera” (Gn.2:1), completando a semana da criação, Deus a coroou com o sábado, um dia de descanso para que o homem sempre mantivesse na lembrança a sua origem divina. Um dia antes, Deus havia criado Adão e permitido que ele mesmo notasse que ali ainda “não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea” (Gn.2:20). Então, Deus formou a mulher e, unindo-a ao homem, compôs o primeiro “cordão de três dobras” (v.12) do planeta recém-criado. Ao iniciar sua vida, o primeiro casal desfrutou de seu primeiro dia nas horas do sábado andando lado a lado com o Criador. A primeira lição dada ao recém-formado casal se resume em uma sentença: dependência de Deus.

No sábado, o homem e a mulher aprenderam que a verdadeira adoração não é baseada no que fazemos, e sim no que Deus faz. O Éden foi o presente de casamento que receberam “para o cultivar e o guardar” (Gn.2:15). A ligação do homem com a terra vem da sua composição e também de sua primeira lida. A eles não foi dado apenas um trabalho, mas o meio mais eficaz e salutar de manter-se integralmente em harmonia com o Criador. Nas flores a desabrochar, nas sementes a brotar, nos frutos prontos para colher, no curso dos rios, na doçura das pequenas e grandes criaturas, Adão e Eva aprendiam juntos as ricas lições da natureza.

Infelizmente, em dado momento em que a mulher se distanciou de seu companheiro, Satanás encontrou uma oportuna fragilidade. O primeiro diálogo de Satanás com um membro da raça humana revela a importância e verdade nas palavras do sábio: “Melhor é serem dois do que um” (v.9). “Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão” (v.12). Mas o pecado veio, e com ele a maldição da terra, a fadiga e “os cardos e abrolhos” (Gn.3:17-18). Ainda assim, “lavrar a terra” (Gn.3:23) foi o trabalho que o Senhor deixou aos cuidados do homem realizar. Pode não se tratar da atividade mais fácil ou mais lucrativa, mas certamente a que mais se aproxima das atividades edênicas.

A agricultura, no entanto, não é um fim em si mesma, nem garantia de intimidade com Deus, mas um dos meios deixados por Ele com essa finalidade. Lembre que Caim era agricultor, e nem por isso reconheceu o cuidado de Deus em suas obras. Na realidade, a vida campestre, onde há a oportunidade de conectar-se com a criação e instruir os filhos o mais distante possível das corruptoras influências do mundo, ainda é a melhor opção. As discussões e tantas controvérsias com relação à vida no campo poderiam ser dissolvidas tão somente se o assunto fosse estudado com oração e humildade, e sincero desejo de conhecer a vontade de Deus a esse respeito.

Em um mundo voluntariamente competitivo e capitalista, o Senhor tem um chamado para cada cristão que se dispõe a largar as redes do serviço egoísta e dar o passo de fé, aceitando o convite de Cristo: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mc.1:17). Nem todos são chamados a abandonar seu trabalho laboral por completo, mas todos somos chamados a viver a vontade de Deus e abandonar as obras que “provêm da inveja do homem contra o seu próximo” (v.4). Hoje, o Senhor nos chama para nos unirmos a Ele num cordão inquebrável que nem a morte pode romper (Rm.8:38-39). O Criador nos convida a olhar para as Suas obras e delas extrair as lições que nos edificam aqui e preparam para a vida do porvir. Hoje, Jesus nos estende o Seu convite: “Segue-Me” (Mt.9:9). Porque mais felizes não são “os que já morreram” (v.2), ou “aquele que ainda não nasceu” (v.3), mas “o que confia no Senhor, esse é feliz” (Pv.16:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, chamados para um propósito divino!

* Oremos hoje para que possamos compreender o chamado de Deus para a nossa vida.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ECLESIASTES 3 – Comentado por Rosana Barros
4 de agosto de 2020, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (v.1).

Você já ouviu alguém dizendo que o tempo está passando muito rápido? Talvez você tenha esta mesma impressão. Na verdade, há uma batalha invisível acontecendo a fim de que o bom ou o mau uso do tempo pelo homem o aproxime ou o afaste do propósito original e eterno para o qual foi criado. Desde a queda de nossos primeiros pais, a Terra se tornou o palco do grande conflito cósmico entre o bem e o mal. E quanto mais o tempo passa, mais aumenta a expectativa do Universo pelo desfecho desta batalha. De um lado, Aquele que venceu no Céu, no deserto, na cruz e no sepulcro, e que voltará para destruir o mal e o último inimigo: a morte (1Co.15:26). Do outro lado, um inimigo vencido, o originador do pecado e da morte, que será “lançado para dentro do lago de fogo e enxofre” (Ap.20:10) e que sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).

Para Satanás e seus anjos, portanto, o tempo é um recurso que, por estar se esgotando, é utilizado com bastante astúcia e determinado esforço. Enquanto as trevas estão reunidas e focadas em retirar pessoas da eternidade, Deus convoca Seu povo a iluminar o mundo com Sua glória e unir-se a Ele na obra de preparar as pessoas para a vida que, pela fé, já podem começar a experimentar aqui, pois Ele “também pôs a eternidade no coração do homem” (v.11). Enquanto empregamos o valioso dom do tempo de forma egoísta e negligente, existe um plano maligno seguindo o seu curso a fim de destruir a nossa vida e aquelas pelas quais deveríamos nos esforçar por ganhar. No determinado tempo de Seu juízo, o Senhor não exigirá de nós uma lista de boas obras, mas o fiel cumprimento dos talentos que nos confiou.

Assim como “há tempo para todo propósito debaixo do céu” (v.1), o nosso tempo de vida deve ser confiado a Deus a fim de que cumpra fielmente o plano que Ele estabeleceu. Lembre de Noé e sua família, que tiveram sua fé provada durante 120 anos até que viesse o dilúvio. Lembre de Sara e Abraão, que foram provados pela demora em ver cumprida a promessa. Lembre de Moisés, que foi educado 40 anos na escola da mansidão para que pudesse suportar 40 anos guiando Israel pelo deserto da provação. Lembre de Jesus, que aguardou com paciência o tempo determinado por Deus para só então iniciar o Seu ministério terrestre. O Senhor também tem um chamado individual para cada um de nós. Para identificá-lo, basta estarmos dispostos a obedecer ao conselho do salmista: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (Sl.37:5).

A obra do Espírito Santo na vida é gradual e paciente. Como perfeito Professor, ensina o penitente a lição do tempo, concedendo a cada um a oportunidade de aprender mediante cada circunstância. Em “tempo de chorar”, são provados a fidelidade, a fé e a paciência com o mesmo rigor com que são provados a humildade, a gratidão e a alegria em “tempo de rir” (v.3). A bondade, a benignidade e o amor são virtudes que devem brilhar em “tempo de abraçar” e com mais intensidade incidir a sua luz em “tempo de afastar-se de abraçar” (v.5). A mansidão e o domínio próprio devem ser notados “em tempo de estar calado e tempo de falar” (v.7), em “tempo de guerra e tempo de paz” (v.8).

Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente” (v.14). E que, dentro em breve, “Deus fará renovar-se o que se passou” (v.15). “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram… E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá” (Ap.21:1 e 4). Eu almejo esse tempo determinado por Deus com todo o meu coração! Logo, “Deus julgará o justo e o perverso” (v.17). O lugar em que “reinava a maldade” (v.16) será transformado no centro do Universo, habitação dos salvos, e “Deus habitará com eles” (Ap.21:3). Ali, tanto “os filhos dos homens… como os animais” (v.18) viverão seguros e para sempre felizes.

Mães e pais, mestres e pastores, ou qualquer que seja o posto do dever, “cada um segundo a sua própria capacidade” (Mt.25:15), será coroado por Cristo pela fidelidade com que dependeu dEle no emprego de Seus bens. Da mesma sorte, serão lançados fora os servos infiéis, que julgaram seus esforços próprios como suficientes. É tempo de fervorosa oração e zeloso preparo a fim de sermos nesta Terra exatamente quem o Senhor nos criou para ser: “os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz”, diz o Senhor (Is.43:7). Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo de propriedade exclusiva de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100




%d blogueiros gostam disto: