Reavivados por Sua Palavra


SALMO 79 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
18 de janeiro de 2017, 0:30
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“Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do Teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do Teu nome” (v. 9).

Jerusalém foi invadida pelo império babilônico e o povo foi levado cativo. A cidade foi praticamente toda destruída e dos muros e do templo só restaram ruínas. A amada cidade e a nação eleita foram transformados em escárnio para os povos vizinhos (v. 4). O salmista pede castigo para os inimigos, ao mesmo tempo em que reconhece o porquê de tudo aquilo ter acontecido (v. 8).

Como já vimos em outro Salmo, o povo rejeitou a voz de Deus por intermédio do profeta Jeremias, e colheu exatamente o que plantou. A ira do SENHOR não seria para sempre e nem a iniquidade dos pais seria descontada nos filhos. Mas setenta anos seria o tempo de disciplina para os filhos de Israel. A próxima geração teria a oportunidade de retornar ao lar e renovar a aliança que a antiga havia rejeitado. Pois está escrito: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho” (Ezequiel 18:20).

Deus é Justo. Ao contrário das Suas misericórdias que se renovam à cada manhã (Vide Lamentações 3:23), a Sua ira é passageira e tem o objetivo disciplinar, não condenatório. Deus repreende e disciplina a quantos ama (Vide Apocalipse 3:19). Quando o homem não entende ou não aceita isso, busca a própria condenação.

Quando o SENHOR estabeleceu setenta anos de cativeiro babilônico não o fez porque desejava que o Seu povo ficasse todo esse tempo cativo, mas porque a dureza de coração o faria resistir aos apelos divinos. Constantemente, apelou para que se arrependessem: “Também pus atalaias sobre vós, dizendo: Estai atentos ao som da trombeta; mas eles dizem: Não escutaremos” (Jeremias 6:17). As nações vizinhas profanaram o templo de Deus (v. 1), porque, antes, o próprio povo o profanou: “porque os filhos de Judá fizeram o que era mau perante Mim, diz o SENHOR; puseram os seus ídolos abomináveis na casa que se chama pelo Meu nome, para a contaminarem” (Jeremias 7:30). É certo, portanto, que o povo procurou a própria destruição. Mas Deus restaurou a sorte das ovelhas do Seu pasto (v. 13) e as fez retornar ao lar.

Da mesma forma, quantas vezes nós não provocamos o nosso próprio mal? Enquanto houver em nosso coração resquícios de pecados acariciados, não poderemos experimentar a máxima da misericórdia divina. Deus nunca fixa e nunca fixou anos ou centenas de anos para nos aplicar a Sua disciplina, mas o período de tempo que Ele espera que tomemos uma decisão se chama AGORA. “Eis, AGORA, o tempo sobremodo oportuno, eis AGORA, o dia da salvação” (II Coríntios 6:2). Todo aquele que crê em Jesus Cristo e em Sua Palavra, crê também que Ele cumprirá a Sua última e fiel promessa. Ele prometeu voltar (Vide João 14:1-3), e isto vai acontecer, quer você creia, quer não; quer você esteja pronto, quer não. Cristo vai voltar! E Ele não está castigando o mundo até lá, como muitos pensam. Prestem muita atenção no que está escrito, mui amados de Deus:

“não retarda o SENHOR a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (II Pedro 3:9).

Sejamos, pois, expectadores do glorioso retorno do “Deus e Salvador nosso” (v. 9), que nos levará de volta ao Lar, “à santa cidade, Jerusalém” (Apocalipse 21:10), onde Lhe daremos graças para sempre!

Bom dia, ovelhas do aprisco do SENHOR!

Desafio do dia: Clame ao SENHOR para que te livre dos “parasitas” do pecado que insistem em te afastar dEle.

*Leiam #Salmo79

Rosana Garcia Barros 



SALMO 78 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
17 de janeiro de 2017, 0:30
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“Escutai, povo Meu, a Minha lei; prestai ouvidos às palavras da Minha boca” (v. 1).

Um Salmo que inicia com palavras proferidas pelo próprio Deus merece uma atenção especial, vocês não acham?Ao estudar o livro de Êxodo, percebemos que cada detalhe da história de Israel possui um significado maior. Por exemplo:

  • O maná (v. 24) representava a Cristo, o Pão que desceu dos Céus (Vide João 6:51);
  • A Rocha que jorrava água (v. 16), também era uma representação de Cristo, a Pedra angular (Vide I Pedro 2:4) e a Água da vida (Vide João 4:14);
  • O santuário terrestre (v. 69) era uma ilustração acerca do plano da salvação e do verdadeiro santuário, o celeste (Vide Hebreus 8:2).

Portanto, não é de se estranhar que Jesus tenha Se comunicado através de parábolas (v. 2; Vide Mateus 13:35).

Em nosso estudo da jornada dos hebreus, percebemos também que a ideia de um Deus tirano foi lançada por terra. O cuidado de Deus para com o Seu povo não era guiado por Sua ira, mas por Sua rica misericórdia (v. 38). Vez após vez o povo O tentava com suas rebeliões sem causa (v. 8). Apesar de terem sido testemunhas oculares de sinais e prodígios jamais vistos (v. 11, 12), ainda assim endureciam o coração cada vez que sentiam falta de algo que possuíam no Egito. Não conseguiram avançar para a terra prometida, enquanto não pararam de olhar para trás.

Meus amados, o SENHOR não elegeu Israel para ser o único povo a ser salvo, mas como Seu representante da única mensagem de salvação. A primeira declaração de Cristo na tentação do deserto é um chamado de Deus para TODOS. Ele não disse: “Nem só de pão viverá o judeu…”, e sim: “Nem só de pão viverá o HOMEM, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4; Vide Deuteronômio 8:3). Portanto, dar ouvidos às palavras que saem da boca de Deus é dever de todo homem.

Mas, infelizmente, Israel não deu ouvidos ao que Deus ordenou (v. 5). As novas gerações foram surgindo e os propósitos do SENHOR foram sendo esquecidos (v. 7). A ordem de Deuteronômio 6:4-9 (Leia!) foi ignorada e seus filhos “tornaram atrás…desviaram-se como um arco enganoso” (v. 57).

Notem a preocupação de Deus para com a educação dos filhos. Não era importante apenas o conhecimento da Palavra de Deus, mas a sua vivência. A vida espiritual dos pais deveria ser refletida na dos filhos e assim por diante. Ao ver toda a história de Israel se cumprir na vida de Cristo, aquela geração deveria tê-Lo adorado e não rejeitado. Não corremos nós o mesmo risco? Nunca se falou tanto em Deus como hoje. Nunca houve no mundo tantas igrejas cristãs. Mas também nunca houve uma geração tão ignorante com relação as verdades da Bíblia e nem tantos lares destruídos. E quanto mais o mundo busca a paz e a fraternidade, tanto mais o caos se alastra. E porquê? Porque com a boca lisonjeiam a Deus (v. 36), mas o coração não é firme para com Ele e não são “fiéis à Sua aliança” (v. 37). O homem busca o próprio infortúnio ao dar as costas para as palavras de vida eterna. Assim como os filhos de Israel “não reprimiram o apetite” (v. 30), o apetite deste mundo pelo mal não tem limites.

Onde estão vocês, pais e mães que decidem iluminar este mundo com uma descendência que verdadeiramente teme a Deus? Quantos lares têm quebrado o estigma maligno para realizar o culto familiar diário? A maior herança que podemos deixar aos nossos filhos é uma vida espiritual sólida e fiel. O SENHOR nos deu filhos para isto. Eles não são nossos, são do SENHOR (Vide Salmo 127:3). Somos chamados a educar uma geração de verdadeiros adoradores (Vide João 4:23), e, para isso, a mudança deve começar a ser vista em nós:

A primeira obra dos cristãos é manter a unidade da família. Quanto mais intimamente forem unidos os membros da família em sua obra no lar, tanto maior será a influência que pais e mães exercerão fora dele” (Fundamentos do Lar Cristão, p. 20).

Que nossos lares sejam para o mundo a prática da palavra que sai da boca de Deus!

Bom dia, lares de esperança!

Desafio do dia: Se ainda não instituiu o culto familiar em sua casa, HOJE é o dia de transformar o seu lar em uma casa de oração. Realize diariamente o culto matinal e o culto vespertino em seu lar e desfrutem das bênçãos divinas!

*Leiam #Salmo78

Rosana Garcia Barros 



SALMO 77 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
16 de janeiro de 2017, 0:30
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“De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito perscruta” (v. 6).

O salmista deixa clara a sua situação perante Deus. Ele não desejava um relacionamento relativo com o Altíssimo, mas absoluto. Seu desejo de ser conduzido por Deus era tão grande que lhe causava insônia, perturbação e mudez (v. 4). Questionando a Deus e sentindo-se só, o salmista conclui: “isto é a minha aflição” (v. 10). Recordando o que Deus havia feito ao Seu povo no passado, a conclusão já foi diferente: “O Teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?” (v. 13).

No dia da angústia, a quem ou o que você procura? Espero que a sua resposta seja igual a de Asafe: “procuro o SENHOR” (v. 2). É normal que sintamos a necessidade de desabafar, de expor as nossas angústias e que não poucas vezes tenhamos a sensação de que estamos sozinhos. E Deus espera de nós sinceridade, afinal, Ele perscruta o nosso coração. A Sua obra não está nas mãos dos reis, e sim dos súditos do Rei. Aqueles que dEle dependem totalmente recebem o mais alto privilégio espiritual que muitos doutos têm deixado de receber, justamente pela ausência de dependência. A angústia, portanto, torna-se um instrumento de salvação nas mãos de Deus para nos conduzir a uma comunhão plena e para fazer-nos compreender que não temos forças para vencer o pecado sozinhos.

Contudo, ao mesmo tempo, a comunhão também nos leva a reconhecer a grandeza de Deus e a Sua rica misericórdia. Podemos até nos afligir, mas a nossa aflição deve nos levar para mais perto do SENHOR e não o contrário. Quando a angústia te leva a procurar mais diligentemente a Deus, pode acreditar, confie, porque a Sua providência chegará. O SENHOR lhe remirá (v. 15) e lhe conduzirá (v. 20). Deus deseja realizar em nossa vida obras tão grandes quanto as da antiguidade. Ao invés de elevar a voz em reclamações e protestos contra o mundo, experimente elevar a voz e clamar a Deus, pois só Ele pode lhe atender (v. 1). 

Bom dia, povo de Deus!

Desafio do dia: Algo te aflige? Clame ao SENHOR e releia algum relato bíblico onde Deus concedeu a vitória aos Seus filhos. Deus há de renovar as suas forças!

*Leiam #Salmo77

Rosana Garcia Barros



SALMO 76 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
15 de janeiro de 2017, 0:30
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“Tu és ilustre e mais glorioso do que os montes eternos” (v. 4).

A biografia divina trazida pelo salmista descreve atributos de Deus grandes demais para a nossa finita compreensão. É um Deus ilustre (v. 4), mas também terrível (v. 7). Como entender? (Vide Deuteronômio 29:29).

Diante da majestade e do poder de Deus, somos chamados a fazer parte do grupo de salvos denominados “os humildes da terra” (v. 9). Notem o início do Salmo, onde cada lugar revela o que somos chamados a revelar. “Conhecido é Deus” (v. 1) em você? Grande é o nome do SENHOR em sua vida? Você tem sido o templo de Deus e a Sua morada (v. 2)?

Para todo aquele que vive em humildade diante de Deus, não há o que temer quanto à Sua ira (v. 7). Os humildes de Deus não O temem no sentido de sentir medo, e sim na expectativa de que o Justo Juiz logo os salvará. Suas vidas são verdadeiros votos ao SENHOR, compromissos vivos em fiel cumprimento de seu dever (v. 11). Entendem que a conclusão de tudo que norteia suas vidas é a mesma a que chegou o sábio Salomão: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é DEVER de todo homem” (Eclesiastes 12:13).

Muito em breve, todos, inclusive os ímpios, hão de reconhecer (v. 10; Vide Apocalipse 5:13) a majestade do SENHOR. E sabendo que “o fim de todas as coisas está próximo” (I Pedro 4:7), precisamos nos esforçar por andar em retidão diante de Deus, seguindo a orientação de Sua Palavra: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em TODAS as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a Quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” (I Pedro 4:11).

Que a nossa vida seja uma manifestação da majestade e do poder de Deus! Este, sem dúvidas, é o maior e melhor presente (v. 11) que podemos dar ao nosso SENHOR.

Bom dia, humildes da terra!

Desafio do dia: Abrace a sua família. Demonstre que os ama. Comece a ser um testemunho de Cristo dentro do seu lar.

*Leiam #Salmo76

Rosana Garcia Barros 



SALMO 75 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS 
14 de janeiro de 2017, 0:30
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“Deus é o Juiz; a um abate, a outro exalta” (v. 7).

Quando estava na faculdade, fui convocada algumas vezes para participar do júri popular. Não é fácil estar na posição de jurado, principalmente por se tratar de crimes contra a vida. Julgar pessoas que não conhecemos, fatos que não vimos e definir entre absolvido ou condenado, é, de fato, um dos deveres cívicos mais desafiadores que existe. Até pelo fato de ser um corpo de jurados, com pontos de vista diferentes, o que pode causar sensação de dever cumprido em uns e de injustiça em outros. Mas o julgamento descrito no Salmo de hoje, apesar de envolver a vida, não comporta jurados, mas um único Juiz. E, contrariando a justiça dos homens, o Seu julgamento é reto (v. 2) e a Sua justiça é plena de misericórdia.

Percebam que o verso 2 diz que Deus há “de aproveitar o tempo determinado” para julgar. E até que profira a sentença, Ele chama os soberbos e ímpios ao arrependimento (v. 4). O Pai, o justo Juiz já sabe qual o dia e a hora (Vide Mateus 24:36) em que há “de julgar retamente” (v. 2), e, até lá, concede a cada ser humano a oportunidade de arrepender-se e converter-se. Podemos olhar em todas as direções, procurando por pessoas ou coisas que nos ajudem, porém, o verdadeiro auxílio do qual necessitamos é Deus. Só nEle podemos encontrar a verdadeira justiça, que abate os ímpios e exalta os justos (v. 10).

Quem aceita a Cristo como seu SENHOR e Salvador, não precisa temê-Lo como Juiz. Ele sonda os corações e sabe bem quem na realidade somos. Quando os escribas e fariseus armaram aquele tribunal a céu aberto onde Cristo seria o juiz, a mulher adúltera a ré e eles e a multidão os algozes, Jesus simplesmente Se abaixou e, com o mesmo dedo que escreveu em pedra (Vide Êxodo 31:18): “Não adulterarás” (Êxodo 20:14), começou a escrever na terra. O Juiz justo, então, Se levanta e dá a Sua primeira sentença: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (João 8:7). Um por um foi se retirando, “acusados pela própria consciência” (João 8:9), isto é: “Digo… aos ímpios: não levanteis vossa força” (v. 4). Jesus havia Se abaixado novamente, e, novamente Se ergue para dar a segunda sentença: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (João 8:11).

Sabem, amados, Deus tem trabalhado de maneira urgente com a humanidade através do Espírito Santo. “Porque na mão do SENHOR há um cálice” (v. 8) que está prestes a ser derramado (Vide Apocalipse 14:10). E enquanto isso, Ele nos convida a declararmos as Suas maravilhas (v. 1), e não a julgarmos o que não nos compete julgar. A não ser que você esteja cumprindo um dever cívico como jurado, “quem és tu que julgas o servo alheio?” “Tu, porém, por que julgas teu irmão?” (Romanos 14:4, 10).

Que confiemos na reta justiça do SENHOR e que possamos escolher o que o salmista escolheu fazer: “Quanto a mim, exultarei para sempre; salmodiarei louvores ao Deus de Jacó” (v. 9).

Feliz sábado, justos de Deus!

Desafio do dia: Faça o bem. Envolva-se em projetos sociais. Em atender as necessidades do próximo, você não terá tempo de julgá-lo.

*Leiam #Salmo75

Rosana Garcia Barros 



SALMO 74 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
13 de janeiro de 2017, 0:30
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“Já não vemos os nossos símbolos; já não há profeta; nem entre nós, quem saiba até quando” (v. 9).

Em tom de lamentação, este Salmo retrata a angústia do povo de Deus diante da invasão dos inimigos. O santuário havia sido profanado e o povo estava indignado, reclamando pela justiça divina. O período mais provável deste Salmo é que tenha sido escrito após Nabucodonosor invadir Jerusalém, levando o povo cativo, assim como havia predito o profeta Jeremias. Negando a mensagem profética, os judeus rejeitaram o chamado de Deus e a Sua aliança: “Viraram-Me as costas e não o rosto; ainda que Eu, começando de madrugada, os ensinava, eles não deram ouvidos, para receberem a advertência” (Jeremias 32:33).

A reivindicação do salmista para com Deus foi, na verdade, um grito por misericórdia. O que vemos é o clamor de um homem que tinha fé no mesmo Deus que abriu o mar (v. 12) e que secou rios (v. 15). Todavia, se lamentava, quer dizer que chorava pelo que não poderia mais voltar atrás. A desobediência às palavras do mensageiro de Deus fez com que Deus os entregasse à própria sorte: “Portanto, assim diz o SENHOR: Eis que entrego esta cidade nas mãos dos caldeus, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e ele a tomará” (Jeremias 32:28).

A palavra profética nunca foi tão banalizada como atualmente tem sido. Milhares têm aberto a boca para dizer que vão profetizar, enquanto a verdadeira profecia é negligenciada ou ignorada. Enquanto Jeremias clamava para que o povo desse ouvidos ao que Deus o havia revelado, mais teimoso o povo se tornava. Mas foi ali, em meio ao cativeiro babilônico, enquanto se dizia: “já não há profeta”, que Deus suscitou Daniel e lhe deu o dom profético e um livro que, em conjunto com o livro de Apocalipse, nos abre os olhos para o “até quando” (v. 9). Na verdade, foi revelado aos filhos de Israel e de Judá até quando duraria aquele jugo: 70 anos. Nós não sabemos quanto tempo mais durará o jugo do pecado neste mundo, contudo, de uma coisa podemos ter certeza, os sinais nos mostram que cada dia é o tempo que nos é concedido para estarmos prontos: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:15). Se tão-somente seguirmos as orientações proféticas, seremos bem-sucedidos: “Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (II Crônicas 20:20).

O SENHOR nunca desconsiderou a aliança que havia feito com o Seu povo (v. 20), mas o Seu povo que não Lhe deu ouvidos. Em sua dureza de coração, os judeus rejeitaram o profeta de Deus e trataram de eles mesmos profanar a casa de Deus com abominações (Vide Jeremias 32:34). A aliança que o SENHOR fez com os seres humanos é eterna e jamais volta atrás: “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o Meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de Mim” (Jeremias 32:40). 

Continue estudando a Bíblia. Examine as Escrituras com diligência e humildade. Então, não terás do que lamentar, mas verás o SENHOR pleitear a Sua própria causa (v. 22) em favor do Seu povo: “Eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (Jeremias 32:38).

Bom dia, povo do SENHOR!

Desafio do dia: Se ainda não está lendo, inicie a leitura de um livro do espírito de profecia. Sugiro que leia “O Grande Conflito”. Acesse: http://www.cpb.com.br

*Leiam #Salmo74

Rosana Garcia Barros 



SALMO 73 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS
12 de janeiro de 2017, 0:30
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“Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração puro” (v. 1).

Você já ouviu a expressão: “A grama do vizinho é sempre mais VERDE”? Pois é. A confissão do salmista e a sua sinceridade nos mostram que não basta apenas sermos conhecedores das Escrituras, precisamos conhecer a Deus. Quando conhecemos o SENHOR, tudo neste mundo se torna supérfluo. O salmista confessou que quase se desviou do caminho por contemplar “a prosperidade dos perversos” (v. 3). Enquanto admirava-se de suas vidas regaladas, sadias e tranquilas, ia perdendo o foco do que realmente importava. E não somente ele, mas o povo de Deus estava a fixar os olhos na mesma coisa e a pensar:”O que está acontecendo? Deus saiu para o almoço? Volta logo?” (v. 11, Bíblia A Mensagem).

Cogitavam: — De forma inútil eu andei certinho! E para quê? Para sair de casa todos os dias e ser afligido (v. 13-14).

E o que o salmista ganhou tentando entender este mundo injusto? Um tremendo fardo (v. 16)!

Até que…
Ele entrou no santuário do Altíssimo e compreendeu que a resposta estava na conclusão (v. 17). Percebem o desvio de foco? Ele deixou de olhar para as criaturas e volveu os olhos para o Criador. O início e o meio da vida de cada ser humano não é a resposta final. Todo cristão verdadeiro, que busca ao SENHOR de todo o coração, sabe que esta vida mortal não pode ser avaliada diante de Deus pelo que se tem ou pelo que se é, mas pelo que permitiu que o SENHOR fosse nela. Isto é o que definirá o destino eterno de cada pessoa. 
Em atitude de humildade, o salmista confessou suas fraquezas: “eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à Tua presença” (v. 22). Ainda que, por vezes, a sua natureza humana recaísse, ele confiaria na força que vem do SENHOR (v. 26).

O estado próspero dos ímpios deixou de o incomodar quando percebeu para Quem deveria olhar. 
Será que hoje tem sido diferente? Na era das redes sociais, nunca houve tempo tão terrível como este. A contemplação da vida alheia tem sido a principal atividade do dia e, infelizmente, o povo de Deus também tem se corrompido nesse sentido. O número de curtidas e de seguidores têm sido o termômetro da popularidade e a exposição da vida tem despertado em outros a curiosidade, a inveja e a cobiça.

Muitos me perguntam porque eu não participo mais de redes sociais. Um dos motivos foi porque eu precisava otimizar o meu tempo. Mas também, como o salmista, percebi que estava me desviando do caminho por visualizar o que não era da minha conta. Eu perdia tempo demais olhando para os outros e muito pouco ou nada olhando para Deus. Tinha muita dificuldade em controlar o meu tempo no computador. E entendam, não estou dizendo com isso que é pecado ter redes sociais. O pecado está em fazer uso errado e/ou abusivo. Eu senti Deus me chamando para fazer uma escolha, eu O escolhi e não me arrependo porque foi uma decisão que me levou para perto dEle. Me dei conta de que eu conhecia mais a vida das pessoas do que vida do meu Salvador. E o tempo que era gasto na internet, ganhei em oração, estudo da Bíblia e mais tempo com meus filhos.

Não precisamos compactuar com as mesmas tendências do mundo para nos tornar populares, nem tampouco cobiçar a vida de ninguém. Precisamos estar sempre com o SENHOR (v. 23). Ele deve ser a nossa constante companhia. Estar ao Seu lado deve ser o nosso maior prazer (v. 25). Não deseje estar em dia com as tendências deste mundo, mas almeje ser um escolhido de Deus para ser recebido em Sua glória (v. 24). Seja um atalaia do SENHOR, e use suas redes sociais para proclamar o evangelho eterno (Vide Apocalipse 14:6). E, então, poderemos todos dizer: 

“Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os Seus feitos” (v. 28).
Bom dia, mensageiros do SENHOR!

Desafio do dia: Com muita oração e sincera contrição, reflita sobre o papel das redes sociais em sua vida e o papel do seu perfil na vida das pessoas. 

*Leiam #Salmo73

Rosana Garcia Barros 




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