Reavivados por Sua Palavra


2Reis 10 – Comentado por Rosana Barros
2 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“[…] Examinai e vede bem não esteja aqui entre vós algum dos servos do Senhor, mas somente os adoradores de Baal” (v.23).

O extermínio da casa de Acabe teve o seu cumprimento pelas mãos de Jeú. Usando de astúcia, tramou a morte dos setenta filhos de Acabe e dos adoradores de Baal. Ao ajuntar estes últimos “na casa de Baal” (v.21), vimos que Jeú examinou bem o lugar e certificou-se de que entre eles não houvesse “algum dos servos do Senhor” (v.23). Seus homens já estavam a postos para ferir os servidores do deus pagão. A ordem foi clara: “Entrai, feri-os, que nenhum escape” (v.25).

O cuidado que Jeú teve nesse episódio, Deus tem para com os Seus filhos. Eis o clamor divino que rapidamente se avoluma: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Mas retirai-vos de onde? Da “grande Babilônia […] morada de demônios” (Ap.18:2). Interessante é que o que Jeú teve o cuidado de não acontecer aos outros, não evitou que ocorresse com ele mesmo. Ele “exterminou de Israel a Baal” (v.28), contudo, “não teve cuidado de andar de todo o seu coração na lei do Senhor” (v.31). O coração de Jeú estava dividido. Ele dizia amar a Deus, mas a lei de Deus não estava em seu coração. Jesus disse: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Amar a Deus consiste em obediência e fidelidade. Ele não nos criou para guardarmos a Sua Lei. Ele criou a Lei para ser uma bênção para nós. Ela não salva, mas aponta para a nossa necessidade de um Salvador.

A Bíblia apresenta os salvos como possuindo duas características principais: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). No Salmo um, o salmista faz uma diferença entre os justos e os ímpios. Ele enfatiza no primeiro versículo que os justos não compartilham das ações dos ímpios, e no versículo seguinte diz que o prazer do justo “está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl.1:2). Meus amados, eu poderia citar inúmeros outros textos a respeito da lei de Deus e o desejo do Senhor de que sejamos fiéis à Sua Palavra para a nossa própria felicidade, mas creio que todos nós já temos percebido isto desde o livro de Gênesis.

Quando Deus estabeleceu a Sua Lei, foi com o objetivo de nos fazer felizes e de nos familiarizar com o Seu caráter. Por isso que o Salmo inaugural diz: “Bem-aventurados”. Um pregador certa vez falou o seguinte: “Na verdade, nós não guardamos os dez mandamentos, os dez mandamentos é que nos guardam”. E isso faz muito sentido. Porque quem segue o caminho indicado pelo Criador é verdadeiramente feliz. Podemos até realizar grandes obras como fez Jeú, mas se não tivermos o cuidado de andar de todo o nosso coração na Lei do Senhor, de nada adianta.

Quando Cristo orou por nós, Ele não pediu que o Pai nos tirasse deste mundo; nem tampouco disse que precisamos nos afastar de todas as pessoas; mas falou: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” (Jo.17:15). Entendem, meus irmãos? Não temos que nos isolar do mundo, mas fugir do mal. A Bíblia deixa bem claro que se não sairmos de Babilônia, do templo moderno de Baal, seremos participantes de seus flagelos. Estamos envolvidos em um grande conflito cósmico e necessitamos “fugir do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida” (Jr.51:6). A salvação é individual. “Examinai e vede bem” (v.23) é um apelo do Espírito Santo a cada um de nós. Que lugares andamos frequentando? Que tipos de amizade estamos cultivando? O que temos visto e ouvido? Que testemunho temos dado?

No meio de tantas mortes e de uma nação que corrompeu os princípios divinos, uma luz apareceu através de Jonadabe. Descendente de Recabe, mostrou-se fiel e foi reconhecido por Jeú como um legítimo adorador de Jeová. Lealdade que seria transmitida de geração em geração e se tornaria em modelo de fidelidade anos mais tarde. Os recabitas tornaram-se um dos maiores e mais fortes exemplos da verdadeira educação, quando um lar é edificado sobre o sólido fundamento das Escrituras (Leia Jr.35:8-10).

Há um abismo de diferença entre justos e ímpios. Se assim não fosse, todos viveriam da maneira que quisessem e não existiria pecado. E se não existisse pecado, para que um Salvador? Percebem que o terrível engano em pensar que a Lei de Deus foi revogada, anula o sacrifício de Cristo? A edificação da vida cristã não depende do que fazemos, mas do que permitimos que o Espírito Santo realize em nós. Que o Senhor nos ajude e nos conduza, para que, quando Ele voltar, estejamos fora de Babilônia, e dentro do aprisco do Bom Pastor. Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, os que guardam os mandamentos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2Reis10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 09 – Comentado por Rosana Barros
1 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Sucedeu que, vendo Jorão a Jeú, perguntou: Há paz, Jeú? Ele respondeu: Que paz, enquanto perduram as prostituições de tua mãe Jezabel e as suas muitas feitiçarias?” (v.22).

Enquanto o Senhor sustentava a Sua promessa concernente a sucessão real de Judá, o reino de Israel seguia com dinastias cada vez mais ímpias e obstinadas. Jeú foi escolhido por Deus para governar Israel e executar o Seu juízo sobre a casa de Acabe. Apesar do zelo com que fez tudo quanto o Senhor havia falado por intermédio de Seu profeta, veremos que Jeú também se desviou do bom caminho, apegando-se aos “pecados que Jeroboão fez pecar a Israel” (2Rs.10:31).

Contudo, por mais que o homem tente, por mais que a maldade se multiplique, ainda que a nossa humanidade se assemelhe a atitudes monstruosas, ou que o pecado transforme a raça humana na pior “arma” mortal deste mundo, podem ter a certeza de que Deus está no controle de todas as coisas. Tudo o que Ele falou através dos Seus santos profetas tem se cumprido exatamente como está escrito. Tudo! E ainda que muitos chamem de loucos os mensageiros de Deus, outros sabem e reconhecem o poder de Deus em seu testemunho: “Bem conheceis esse homem e o seu falar” (v.11).

Jezabel foi um dos piores instrumentos de Satanás na história de Israel. Sua biografia se resume em idolatria, perversidade e imoralidade. Ela governou seu marido e tinha total influência sobre sua descendência. Possuidora de um caráter perverso, desprovido de qualquer forma de bondade, mandou assassinar os profetas do Senhor. E, como prostituta cultual, certamente provocou a morte de muitas vidas humanas em sacrifícios a seus deuses malditos e para benefício próprio.

Jeú foi um vingador do sangue dos profetas e do “sangue de todos os servos do Senhor” (v.7) que foram mortos por aquela rainha má. A morte de Jorão, Acazias e Jezabel deixam claro que a maldade pode durar algum tempo, mas ela tem data marcada para terminar. E a resposta de Jeú a Jorão é dita pelos filhos de Deus a cada dia, enquanto não chega o completo fim do pecado: — Que paz pode haver neste mundo, enquanto perduram as prostituições de Babilônia e os seus muitos pecados (Ap.17:5)? A pergunta que não pode calar é: Estamos nos acostumando com isso ou suspirando e gemendo “por causa de todas as abominações que se cometem” nesta Terra? (Ez.9:4).

Muitos cristãos têm se acomodado e até apoiado as abominações do presente século como se tratando de “boas causas”. Defendem a ideia de que para evangelizar certos grupos sociais, precisamos apoiá-los em seus pecados. Não, amados! É certo que nossa missão consiste em pregar o evangelho a todos, sem acepção de pessoas, mas isto não inclui em fazermos aliança com o mal; isto não significa imitar o mundo e acariciar o pecado. Muito pelo contrário! Pregar o evangelho com amor inclui falar a verdade ainda que esta primeiro tenha que ferir para depois curar. Agradeço ao Senhor por todas as cicatrizes que carrego em meu coração, porque todas elas apontam para as chagas do meu Redentor Jesus Cristo! Como última igreja de Cristo, nossa missão consiste em replicar o Seu apelo: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17).

Israel tornou-se lugar de imoralidade e idolatria; um quadro típico de nossos dias. À semelhança de Jezabel, muitos se envaidecem nas janelas de suas casas e não sabem que estão prestes a contemplar o cenário de sua própria destruição. E daqueles que Deus tem enviado para adverti-los, é dito: “Por que veio a ti este louco?” (v.11). Dentro em breve, será derramado sobre os impenitentes o “vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura” (Ap.14:10). “Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg.2:13). Portanto, para os que estão em Cristo Jesus, não se trata de uma mensagem que causa medo, mas que fortalece a fé.

Enquanto o mundo cambaleia para o fim, só permanecerão em pé aqueles que começaram a viver a eternidade aqui, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Se as injustiças deste mundo lhe causam indignação, acredite: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt.5:6). Despertemos, povo do Senhor! Despertemos para resgatar nossos irmãozinhos que ainda estão a perecer em trevas! Nem que tenhamos, como “o jovem profeta” (v.4), que falar, abrir a porta e fugir (v.10), anunciemos o evangelho eterno, “quer seja oportuno, quer não” (2Tm.4:2). Pastores e líderes, o Espírito Santo apela especialmente a vocês, hoje: aceitar o pecador não inclui aceitar o seu pecado! Pois assim diz o Senhor: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Is.5:20).

Que a nossa vida seja uma declaração viva do cumprimento da última e maior das promessas de Deus: “Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, peregrinos a caminho do Lar!

Rosana Garcia Barros

#2Reis09 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 08 – Comentado por Rosana Barros
30 de novembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito” (v.4).

Lembram da mulher sunamita que mandou fazer um quarto especial para hospedar Eliseu, cujo filho foi ressuscitado? Ela reaparece no capítulo de hoje a fim de que possamos aprender pelo menos duas coisas muito importantes:

• Primeiro, que Deus não desampara Seus filhos. Eliseu a avisou da fome e mandou que ela fosse com sua família viver em outro lugar. “Levantou-se a mulher e fez segundo a palavra do homem de Deus” (v.2);

• Segundo, que o Senhor deseja fazer de nós testemunhas vivas do Seu poder. Ao questionar Geazi, o servo de Eliseu, o rei de Israel admitiu saber que o profeta era realmente um homem de Deus. E para deixar bem claro, Deus providenciou que a sunamita e seu filho, “a quem Eliseu restaurou a vida” (v.5) aparecessem naquele exato momento. Ao ser interrogada pelo monarca de Israel, a mulher testemunhou do poder divino em sua vida, e o rei, por sua vez, lhe devolveu tudo o que era seu por direito.

Eliseu foi verdadeiramente um homem de Deus. Suas obras não eram suas, mas, cheio do Espírito Santo, buscava fazer tudo o que o Senhor lhe ordenava. Antes de ascender aos Céus, um dos últimos atos de Elias foi o de ungir Hazael como novo rei da Síria (1Rs.19:15). Hoje também vimos o cumprimento da palavra do Senhor por intermédio de Elias. Quando Eliseu fitou os olhos de Hazael, creio que o profeta teve uma visão. Eliseu pôde contemplar todo o mal que Hazael faria a Israel; coisas tão terríveis que o fizeram chorar. Ele viu cenas de horror e de sofrimento qual nunca havia visto, resultado direto da rebelião de Israel. E longe de Deus, meus irmãos, só há lugar para tristeza, dor e desespero.

A continuação deste capítulo nos mostra a depravação tanto de Israel quanto de Judá. Perseveravam em fazer o que era mau aos olhos do Senhor e insistiam em unir-se em matrimônio com mulheres idólatras e perversas. Andar na contramão de Deus é seguir para a destruição. Pois ficamos à mercê de Satanás, aquele que só deseja nos “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Deus é Criador (Gn.1:1), é Arquiteto e Edificador (Hb.11:10). Ele é a Vida (Jo.14:6). Ele não destrói. Ele cria, aperfeiçoa e edifica. Um dia Ele terá de “realizar a Sua obra, a Sua obra estranha” no juízo final (Is.28:21). Mas ninguém será destruído se não por consequência de suas próprias obras. Porque “o cruel a si mesmo se fere” e “o que segue para o mal, para a sua morte o faz” (Pv.11:17 e 19). Mas quando perseveramos em fazer o bem, o bem nos seguirá mesmo que estejamos em terreno inimigo, como o foi com a sunamita na terra dos filisteus.

Jorão sabia que as obras de Eliseu eram realizadas pelo poder de Deus, porém, ainda assim, permanecia com o coração fechado aos apelos divinos. O testemunho de um cristão pode não ser suficiente para alcançar a todos, mas é suficiente para todos cujo coração se abre para a ação do Espírito Santo. Você já ouviu falar que atos falam mais do que palavras? É exatamente isso, amados. Precisamos assumir a atitude de Eliseu, cujas obras eram resultado de andar perante a face do Senhor; e da mulher sunamita, que confiava em Deus e prontamente obedecia às Suas ordens através do Seu profeta. Como está escrito: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede em Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).

A vida piedosa de um homem ou mulher de Deus torna-se em embaraço para os infiéis. Não foi apenas o insistente olhar de Eliseu que deixou Hazael envergonhado, mas o contraste de um puro coração com um coração duro e perverso. Os ímpios enxergam a desgraça alheia como “grandes coisas” (v.13). Mas os filhos de Deus choram e sofrem ao ver sofrer o seu semelhante. O desejo do Senhor é fazer de nossa vida instrumento para a realização de “grandes obras” (v.4). Perseveremos, portanto, em estudar toda a Escritura, com oração e súplica, “a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm.3:17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de Deus!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#2Reis08 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 07 – Comentado por Rosana Barros
29 de novembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Então, disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei” (v.9).

A fome apertou em Samaria. Não havia esperança. Entretanto, a profecia dada por intermédio de Eliseu era de boas-novas. E para toda boa notícia, há pelo menos uma opinião negativa, esta veio do “capitão a cujo braço o rei se apoiava” (v.2). Ou seja, era um homem de confiança no reino de Jorão e que semeou dúvida acerca da palavra profética. Por não ter acreditado na Palavra de Deus, ele veria o cumprimento da profecia, mas dela não iria usufruir.

Opiniões contrárias nunca impediram o agir de Deus. Mesmo que muitos (até mesmo a maioria) tenham duvidado de Sua Palavra e de Suas promessas, nenhuma delas deixou de se cumprir (Js.21:45). Deus usa até mesmo instrumentos improváveis para revelar que Suas palavras são fiéis e verdadeiras. Desta vez, Ele usou quatro leprosos. Primeiro, eles começaram a desfrutar sozinhos dos despojos do exército sírio. Então, caíram em si e perceberam que não podiam mais se calar diante de tão boas-novas. Se amanhecesse e eles fossem pegos, certamente seriam punidos pelo silêncio. A notícia da fuga dos sírios salvaria o povo da morte por inanição e da abominação do canibalismo.

A Bíblia diz que eles foram e bradaram; anunciaram a salvação. Sabem, amados, esta história não nos faz pensar em algo muito sério? A lepra do pecado tem destruído a humanidade e o mundo. Destruído nossos sonhos, destruído nossa alegria, destruído nossa saúde, destruído nossa esperança! E o que estamos fazendo para amenizar tão grande sofrimento? Estamos fazendo como aquele homem de confiança de Jorão, espalhando dúvidas sobre a Palavra do Senhor? Estamos como no início estiveram aqueles leprosos, escondendo o tesouro do Reino dos Céus só para nós? Ou estamos como os leprosos quando caíram em si, e bradaram e anunciaram as boas-novas antes que fosse tarde demais?

A última e grandiosa promessa de Deus é a do retorno glorioso de Cristo. “Porque o Senhor cumprirá a Sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve” (Rm.9:28). “Eis que vem com as nuvens e todo olho O verá” (Ap.1:7). “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30). Assim como o capitão de Israel, muitos só contemplarão, mas não desfrutarão da salvação; porque fecharam o coração para os apelos do Espírito Santo. Outros que conheciam as boas-novas, mas não as compartilhou, também serão “tidos por culpados” (v.9). Se você, por exemplo, soubesse que o seu vizinho está correndo risco de morte, você não o alertaria? E porque damos tão pouca consideração à missão que envolve vida ou morte eterna? Porque tanta apatia espiritual quando deveria haver uma fervorosa busca pela plenitude do Espírito Santo?

Cristo nos deixou a missão que deve ser a nossa maior prioridade nesta terra: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, e deixou uma promessa a todo aquele que busca cumpri-la: “E eis que estarei convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:19-20). A grande prova final está chegando e não vai tardar. É preciso estar pronto para resisti-la. Os que não aproveitaram as oportunidades, com adormecida consciência da morte iminente, trocarão a verdade pelo erro para desfrutar de uma falsa segurança que os levará a confiar no primeiro engano: Certamente, não morrereis! (Gn.3:4).

Como aqueles leprosos foram atalaias para a salvação da casa de Israel, hoje, somos atalaias para o Israel espiritual de Deus (Gl.6:16). Mesmo que cansados e machucados pelo grande conflito em que estamos envolvidos, pela fé, podemos erguer nossos olhos acima deste mundo escuro e contemplar Aquele que prometeu estar conosco na missão de salvar. Quando Deus diz ao ímpio: Certamente morrereis! E não nos importamos em alertá-lo e adverti-lo, Deus requererá o sangue deste ímpio de nossas mãos (Ez.3:18). A verdadeira piedade habita em todo coração que confia em Deus e nEle se refugia. Na mais humilde alma há o mais genuíno poder e o maior amor pela missão. Viver para salvar é viver para amar, e amar para sempre! Isto deve começar em nosso coração, do nosso coração para a nossa casa, e de nossa casa para o mundo.

Assim como Israel padecia de fome, o mundo padece pela falta de esperança. Todo filho do reino celestial deve ser arauto do Senhor, anunciando as boas-novas de salvação em Cristo Jesus. A verdadeira compreensão das Escrituras aliada a uma vida de oração, eis o que norteará o povo de Deus na jornada rumo à eternidade; algo que só será revelado aos humildes de espírito, que temem a Deus e reconhecem que sem a esclarecedora voz do Espírito Santo é impossível adentrar na intimidade do Pai e conhecer-Lhe o caráter imaculado. Pois “a intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança” (Sl.25:14). Assim como a notícia dada a Israel, precisamos bradar e anunciar ao mundo com nossa voz e com nossa vida: “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14). Vigiemos e oremos!

Bom dia, arautos do segundo advento!

Rosana Garcia Barros

#2Reis07 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 06 – Comentado por Rosana Barros
28 de novembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Ele respondeu: Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (v.16).

O capítulo de hoje começa com uma situação aparentemente simples e termina com uma humanamente impossível de se resolver. Deus se preocupa com tudo o que nos diz respeito. O Seu desejo é o de atender a todas as nossas necessidades. Ele se compadece de nossos problemas, quer sejam simples, quer sejam de elevada complexidade. Fazer um machado flutuar ou cegar todo um exército, são ambas ações de um Deus que não se cansa de mostrar o quanto nos ama.

Nossos pecados e nossas imperfeições, por vezes, nos fazem afundar como aquele machado. E nos sentimos tão pesados como um pedaço de ferro. Pensamos que seria impossível livrar-nos de tão grande peso. Mas assim como Eliseu usou um galho como instrumento, Jesus tomou sobre Si uma cruz e a tornou instrumento que retira de nós todo o peso da culpa, todo o pecado, toda a imperfeição, e nos faz flutuar em Sua maravilhosa graça. Porque o Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve (Mt.11:30).

Eliseu, apesar da rebeldia do rei de Israel, seguia em fazer a vontade de Deus. E antes que o inimigo conseguisse se aproximar, o profeta avisava e assim livrava Israel de guerras desnecessárias. Mas agora o exército sírio não marchava mais com o objetivo de atacar Israel, mas sim o de capturar Eliseu. A cidade de Dotã foi cercada. Eliseu permanecia calmo e confiante, pois o profeta enxergava o que ninguém mais conseguia ver. Enquanto Eliseu contemplava o poder de Deus, o seu servo olhava para a arregimentado exército inimigo.

Quantas vezes deixamos de contemplar o sobrenatural porque insistimos em fixar os olhos nas dificuldades da vida. Precisamos acreditar que mais são os que estão conosco do que todos os nossos problemas ou inimigos juntos. Vamos relembrar algumas situações aparentemente desvantajosas?

Noé e sua família X um mundo ímpio. Eu pergunto: Quem entrou na arca?
Davi X Golias. Quem saiu vitorioso?
Josué e homens com trombetas X muros intransponíveis e exército bem armado. Que lado venceu?
Eliseu X um exército inimigo. Que relato maravilhoso sobre a vontade do Senhor em nos revelar o que nossa cegueira espiritual nos impede de ver!

A cegueira daqueles homens do exército sírio representava a cegueira espiritual de Israel. Governados por um rei ímpio, o povo chegou à degradação de devorar seus próprios filhos. Meus irmãos, assim como Deus desejava realizar um grande milagre no meio de Israel, Ele deseja realizar no meio de Seu povo hoje. A cegueira nos leva à fome espiritual, e a fome nos leva a desejarmos nos alimentar do que é abominável ao Senhor. O exame das Escrituras tem nos reavivado poderosamente a cada dia. A Bíblia é o colírio e o alimento que precisamos para que possamos ver e nos sentir saciados.

Quando confiamos em Deus, Ele deixa nossos pecados nas profundezas e nos faz flutuar em águas tranquilas. Quando confiamos em Deus, Ele abre os nossos olhos para que possamos ver o sobrenatural. Quando confiamos em Deus, Ele sacia a nossa fome com o Pão do Céu. Lembrem-se: antes do milagre, vem sempre a confiança! “Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle confia” (Sl.34:8). Os discípulos dos profetas reconheceram uma necessidade e agiram para supri-la. Existe algo que você precisa realizar e ainda não o fez? Ore a respeito disso em um horário específico todos os dias desta semana e busque em Deus a melhor maneira de iniciar este novo projeto. Vigiemos e oremos!

Bom dia, confiantes no poder de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2Reis06 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 05 – Comentado por Rosana Barros
27 de novembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o Senhor dera vitória a Síria; era ele herói de guerra, porém leproso” (v.1).

A história de hoje é um dos milagres mais conhecidos do Antigo Testamento. Com um alto cargo no reino sírio, Naamã era um homem poderoso, rico e com muitos soldados e servos ao seu comando. Mas havia um porém: ele era leproso. A lepra era a doença mais temida do antigo Oriente. Era lenta, dolorosa, fatal e não escolhia classe social. As características fornecidas pelas Escrituras sobre Naamã nos diz muito a respeito deste homem. Além de ter alta consideração por parte do rei da Síria, seu título de herói de guerra não foi conquistado por ele mesmo, mas “porque por ele o Senhor dera vitória”. Naamã ainda não havia se dado conta disto e seu orgulho precisava ser quebrado. Por trás de sua armadura, havia um coração que deveria ser governado pelo verdadeiro Herói.

Deus colocou em sua vida uma menina. Isso mesmo! Uma criança, cativa de Israel (v.2). E da boca daquela pequena serva saíram as palavras que o levariam à cura. Observem que o que a menina reconhecia, o rei de Israel não reconheceu. Ao ler a carta do rei da Síria, o rei rasgou as suas vestes e se desesperou. A cura de Naamã não seria apenas para curar a sua lepra, mas para provar ao monarca israelita de que havia “profeta em Israel” (v.8). Então, Naamã chegou “à porta da casa de Eliseu” (v.9), provavelmente esperando que o profeta logo viesse recebê-lo. Sua posição privilegiada o fazia um homem respeitado e temido por todos. Naamã não precisava de convites e permissões. Seus títulos abriam as portas de qualquer lugar e provocavam o sorriso de muitos bajuladores.

Qual não foi a sua surpresa, porém, quando não havia nada preparado, a não ser um servo para lhe transmitir o recado do profeta de Deus. O fato de Eliseu não recebê-lo pessoalmente foi entendido pelo poderoso comandante como um grave insulto. Feriu a posição e a autoridade de Naamã? Não, amados. Feriu o seu ego e o seu orgulho. A lepra maligna de Naamã não estava apenas na pele, mas também no coração. Ele precisava se despir de toda a sua arrogância e prepotência, e vestir-se de humildade e de confiança no único e verdadeiro Deus.

Ao acatar às palavras suplicantes de seus fiéis oficiais, ele fez o que Eliseu havia dito: mergulhou sete vezes no rio Jordão. Ele não ficou curado quando mergulhou uma vez, nem quando mergulhou três, nem seis, mas sete vezes. Como Naamã, desejamos respostas rápidas e soluções práticas. Queremos ver resolvidos nossos problemas como num estalar de dedos. Mas, assim como Naamã precisou mergulhar sete vezes em águas escuras para receber a cura, Deus pode estar nos dizendo hoje que precisamos fazer o que Ele nos pede de maneira perfeita, para que Ele possa nos conceder a solução perfeita.

O número sete representa a perfeição de Deus para a nossa vida. E assim como a pele de Naamã não foi apenas restaurada, mas “se tornou como a carne de uma criança” (v.14), o Senhor promete que, se confiarmos, e se formos fiéis ao “assim diz o Senhor”, Ele nos tornará limpos e nos dará a Sua paz aonde quer que formos. O que você prefere? Ouvir de Deus: “Vá em paz”? Ou: “a lepra de Naamã se apegará a ti e à tua descendência para sempre” (v.27)? O que Naamã passou a deixar em último plano, Geazi cobiçou como primeiro. Milagres não se vendem, amados. Milagres não se compram. Milagres são preciosas dádivas dos Céus.

De todas as personagens desta história, a menos citada, a que nem mesmo conhecemos o nome é a menina cativa. Não fosse seu sábio conselho e a humanidade teria perdido a lição da simples fé de uma criança. Não importa quem você seja, Deus deseja lhe usar para a realização de grandes obras. E Ele têm usado crianças, jovens, idosos ou pessoas que julgamos ser incapazes, para cumprir os propósitos que os grandes e poderosos da Terra  têm se negado a cumprir. Mesmo longe de casa, aquela menina revelou a Quem servia. E o rei, dentro de casa, mostrou que não conhecia o Deus de Israel. E nós? Qual tem sido a nossa realidade?

O mesmo desejo que teve a menina com relação a Naamã, Deus deseja com relação a Seus filhos. Pois o pecado é uma lepra incurável que só o Senhor é capaz de curar. Aqueles que correm atrás de recompensas que não lhes convém, recebem sobre si e sobre sua família terrível maldição. Mas os que conhecem o Senhor e buscam os tesouros do Céu, “todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (Is.61:9). Em um mundo que vai de mal a pior, que possamos dar ouvidos à mensagem profética para os nossos dias até que sejamos completamente curados da lepra do pecado no grande Dia do Senhor. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, famílias benditas do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Reis05 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 04 – Comentado por Rosana Barros
26 de novembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Então, lhos pôs diante; comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor” (v.44).

As duas primeiras histórias do capítulo de hoje retratam duas diferentes realidades: a primeira, de uma viúva pobre com dois filhos e a segunda, de uma mulher rica que não tinha filhos. Duas situações: pobreza e riqueza. Dois dilemas: o risco de perder dois filhos e o sonho da maternidade. A pergunta feita por Eliseu à viúva: “Que te hei de fazer?” (v.2), também foi usada por Jesus de forma repetida, mesmo que diante de necessidades óbvias. Por exemplo: Jesus perguntou a dois cegos o que eles queriam que lhes fizesse (Mt.20:32). Ora, mas não era óbvio que os homens desejavam enxergar novamente? Então, porque a pergunta? Porque ela requer de nós uma resposta, e a nossa resposta pode ser a afirmação da nossa fé, dependência total de Deus, ou de nossa incredulidade e rejeição à provisão divina.

O que a viúva chamou de “nada” (v.2), Deus transformou em tudo o que ela e a sua casa precisavam. A ordem era que ela pegasse emprestado com seus vizinhos o máximo de vasilhas que conseguisse. As bênçãos que Deus concede a um lar devem ser bênçãos compartilhadas. As vasilhas dos vizinhos podem representar todos aqueles que o Senhor coloca em nosso caminho para que sejamos seus abençoadores. Temos em nossas mãos o privilégio e a responsabilidade de enchermos outros lares com o “azeite” do amor de Deus. Mas antes, para que isto aconteça, precisamos “fechar a porta” sobre nós e nossos filhos e, juntos, enchermos os corações do amor do Pai até que transbordem, “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5).

Não podemos encher a “vasilha” de ninguém se, antes, não estivermos com a nossa cheia. Não dá para apresentarmos Jesus a outras pessoas, se nem mesmo O conhecemos. Atrás da porta de nossa casa deve haver uma família unida em um só propósito: receber do Senhor o “azeite” do Espírito Santo para que sejamos Seus cooperadores na busca por outras famílias. Quando compreendermos que dar é melhor do que receber (At.20:35), nós e nossa família viveremos “do resto” (v.7), felizes e satisfeitos com a provisão do Senhor. Porque o resto de Deus não é do pior que sobra, mas do melhor da fartura.

A mulher rica entendeu isto, e decidiu compartilhar de seus bens materiais com o “santo homem de Deus” (v.9). E foi por dar sem esperar nada em troca, que o Senhor lhe concedeu tudo o que ela sempre sonhou: um filho. Só que o sonho durou pouco e o filhinho tão esperado e tão amado, morreu. O que mostra que os nossos sonhos neste mundo podem ser frustrados, mas com Deus, ainda que estejamos sofrendo “em amargura” (v.27), podemos responder como aquela mulher enlutada: “Tudo bem” (v.26).

O homem de Deus entrou naquele quarto e “fechou a porta sobre eles ambos e orou ao Senhor” (v.33). O quarto que a mulher havia preparado para o profeta tornou-se em palco de um grande milagre. “Que te hei de fazer?” (v.2), é a pergunta que Jesus nos faz hoje. É a respeito de um filho? Quando você pensar que a porta se fechou, Deus, “no tempo determinado” (v.17) lhe dirá: “Toma o teu filho” (v.36). É a dificuldade financeira? Confia no Deus Provedor, “porque assim diz o Senhor: Comerão, e sobejará” (v.43). É algo que você julga não ter solução, uma verdadeira “morte na panela” (v.40)? Ele transforma o luto em júbilo e onde havia morte, em banquete e alegria.

Como a mulher rica apegou-se a Eliseu, diga hoje ao Senhor: – “Não Te deixarei” (v.30), Senhor! Ainda que debaixo de ameaças (v.1-7); ainda que não tenha o que sempre sonhei (v.14); ainda que em luto (v.26); ainda que não veja saída para o meu problema (v.40); ainda que pareça que tenho pouco (v.43), ou mesmo nada (v.2); NÃO TE DEIXAREI, MEU DEUS! Porque só o Senhor toma do pouco ou do nada, e transforma em um tudo abundante! Portanto, em Ti confiarei! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, filhos do Deus da perfeita provisão!

Rosana Garcia Barros

#2Reis04 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 03 – Comentado por Rosana Barros
25 de novembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Disse Eliseu: Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá, não te daria atenção, nem te contemplaria” (v.14).

Com a morte de Acazias não havia herdeiro para sucedê-lo, e seu irmão Jorão reinou em seu lugar. Fez este “o que era mau perante o Senhor; porém não como seu pai, nem como sua mãe” (v.2). Adoradores convictos de Baal, Acabe e Jezabel construíram uma reputação muito difícil de ser comparada ou superada. Porém, nos pecados que caiu Jeroboão, Jorão também consentiu. E diante da ameaça do rei de Moabe, logo procurou a ajuda de Josafá. O rei de Judá já havia saído à guerra em favor de Acabe, e quase perdeu a vida pela desonestidade daquele rei. Novamente ele se mostrou prestativo para com outro rei de Israel e saiu em seu favor.

Como na situação anterior, Josafá sugeriu que fosse consultado um profeta de Deus. Eliseu foi indicado e os reis “desceram a ter com ele” (v.12). Jorão foi desmascarado por aquele que de Deus havia recebido discernimento para perceber-lhe a maldade: “Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai e aos profetas de tua mãe” (v.13). Como homem de Deus, Eliseu recebeu o dom de discernir espíritos (1Co.12:10), e não fosse “a presença de Josafá” (v.14), o profeta não teria atendido o ímpio rei de Israel. Parece uma atitude dura da parte de Eliseu, mas era apenas o efeito da ausência de união entre a luz com as trevas.

A presença do rei de Israel era tão inconveniente, que Eliseu usou o louvor, à semelhança de Davi quando tocava a sua harpa e afastava de Saul o espírito maligno (1Sm.16:23), para que o mal fosse dissipado e pudesse receber de Deus o poder para transmitir a Sua palavra. É certo que muitas vezes precisamos conviver com pessoas difíceis, mas isso não deve impedir-nos de lhe sermos úteis, conforme a vontade de Deus. Eliseu, por vontade própria não queria estar ali; entretanto, ele tinha uma obra maior a realizar, uma obra que não era sua, mas do Senhor. E por respeito a Josafá conteve a sua indignação. Pois muitas vezes Deus age em favor dos maus por causa dos bons que os cercam. Os ímpios são abençoados por amor dos justos e, com isso, recebem também a oportunidade de saírem das trevas para luz, e da sequidão para terra de abundantes águas (v.20).

Precisamos entender que Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. E da mesma forma devemos ter repulsa aos atos de maldade, mas misericórdia de quem age assim. “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). Notem que existe no texto duas condições: “Se possível” e “quanto depender de vós”. Isto é, nem sempre é possível manter uma relação pacífica com todos, mas que esta impossibilidade não surja de nossa parte. Certamente, Eliseu sabia que se Jorão pudesse, lhe tiraria a vida, assim como Jezabel havia feito com os demais profetas do Senhor. Contudo, não cabia a Eliseu a vingança e nem deixar de comunicar a palavra de Deus. Porém, no que dependesse dele, tudo o que dissesse ou fizesse deveria ser um amontoado de brasas vivas sobre a cabeça de Jorão (Rm.12:20).

Que pela graça de Deus possamos escolher, como Eliseu, andar na presença do Senhor para que não tornemos “a ninguém mal por mal”, porém nos esforcemos “por fazer o bem perante todos os homens” (Rm.12:17). Porque em breve há de ser revelada “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). Até lá, amados, não é nossa a obra de fazer este julgamento, mas do Justo Juiz. Eis o que Deus espera de nós: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, discípulos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2Reis03 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 02 – Comentado por Rosana Barros
24 de novembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho” (v.11).

Para mim, esta é uma das histórias mais lindas da Bíblia, em termos de fé, amizade, compromisso, lealdade e recompensa. Podemos identificar tudo isso e muito mais no capítulo de hoje. Pela primeira vez, a Bíblia destaca a sucessão de um profeta de Deus. Até aqui temos visto apenas a linha de sucessão dos reis de Israel e de Judá. Elias, porém, foi o profeta que ganhou evidência não só nos livros das histórias dos reis de Israel, mas também foi citado por profetas menores, no Novo Testamento e seu nome recebeu destaque para o cumprimento até mesmo de profecias escatológicas.

No livro de Malaquias está escrito: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Ml.4:5). Esta profecia não se trata do retorno da pessoa de Elias, mas de sua missão. A obra dada a Elias de restaurar a verdadeira adoração é o que vai dar cumprimento ao último sinal antes do fim (Mt.24:14). Semelhante a João Batista, que veio “adiante do Senhor no espírito e poder de Elias” (Lc.1:17), Deus chamou a Sua igreja nos últimos dias, como afirmou Jesus: “De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas” (Mt.17:11). Assim como a ressurreição de Moisés representa os que serão ressuscitados no Dia do Senhor (Jd.9), a trasladação de Elias ao Céu simboliza os que serão arrebatados naquele Dia: “A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co.15:52). Isto explica o fato destes dois personagens terem aparecido na transfiguração de Cristo (Mt.17:3), como uma confirmação dos frutos do “penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).

Eliseu foi o único a acompanhar tudo de perto. Não se apartou de Elias um único instante, e de seu mestre recebeu preciosas orientações. A companhia de Elias era-lhe agradável e lhe fazia sentir-se mais próximo de Deus. Não há bênção maior nesta terra do que pessoas que nos edifiquem espiritualmente. Elias nos deixou uma grande e importante lição que Jesus transformou em uma comissão: “Ide, portanto, fazei discípulos” (Mt.28:19). A amizade entre Elias e Eliseu fez de Eliseu um fiel discípulo e a responsabilidade que sobre ele cairia o levou a fazer um ousado pedido: “Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito” (v.9).

Eliseu não estava pedindo para ser melhor do que o seu mestre, e sim reconhecendo a sua total dependência do poder divino. A postura que teve diante dos discípulos insensatos revelou a sua prudência diante dos assuntos do alto. A atitude daqueles homens representam pessoas que não sabem guardar discrição, e, em tom de “inocentes comentários” saem divulgando o que não lhes convém. Mesmo que eles tenham expressado uma verdade, a repetida resposta de Eliseu “Também eu o sei; calai-vos” (v.3 e 5), nos deixa um legado de que aqueles que mantém o foco na missão não perdem tempo com o que não os edifica.

A lealdade de Eliseu para com Elias foi a chave que lhe abriu as portas da sucessão profética e o fez contemplar um vislumbre da glória divina. Nenhum daqueles discípulos estavam prontos para receber tal incumbência e viver tamanha experiência. Eliseu teve a honra de contemplar os seres celestiais, e, muito em breve, os filhos do reino também terão. O privilégio de Elias de subir aos Céus sem passar pela morte, os justos vivos hão de ter, como está escrito: “nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados […] entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).

Mas para todos os zombadores, que insistem em escarnecer e maldizer os filhos do reino, lhes sobrevirá repentina destruição, assim como foi com os quarenta e dois rapazinhos que zombaram do profeta de Deus. Amados, não fiquemos insistindo em falar e em fazer o que não nos é conveniente. Sempre que vier à nossa língua a vontade de comentar acerca do que não nos diz respeito, lembremos do conselho de Eliseu: “Calai-vos”! E quando quisermos insistir em ir aonde Deus não nos mandou, lembremos da admoestação de Eliseu: “Não vos disse que não fôsseis?” (v.18).

O Senhor tem planos surpreendentes na vida de todo aquele que, como Elias e como Eliseu, se entrega a Seu serviço. Que nossa vida seja usada por Deus como guia para o nosso próximo e que estabeleçamos laços de amizade íntima com pessoas que nos edificam para o reino dos céus. Lembremos que “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17), mas que através de sua comunhão com Deus teve uma vida extraordinária. Hoje, precisamos clamar pela “porção dobrada” (v.9) do Espírito Santo, a fim de que estejamos prontos e preparando outros para a volta de Jesus. E ainda que diante de nós se levantem muitas águas, Deus nos fará passar “em seco” (v.8) ou as tornará saúde para nossa alma (v.21). Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#2Reis02 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 01 – Comentado por Rosana Barros
23 de novembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Mas o Anjo do Senhor disse a Elias, o tesbita: Dispõe-te, e sobe para te encontrares com os mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: Porventura, não há Deus em Israel, para irdes consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?” (v.3).

O segundo livro dos Reis começa com a sucessão do trono de Israel após o reinado de Acabe. Seu filho Acazias era um retrato exato da educação idólatra de sua mãe e corrupta de seu pai. Após um acidente, tendo a saúde gravemente comprometida, Acazias mandou mensageiros a consultar o deus de Ecrom acerca de sua doença. Baal-Zebube, que significa “senhor das moscas”, era uma das muitas divindades dos pagãos. “Mas o Anjo do Senhor” (v.3) Se interpôs nesse caso a fim de mais uma vez declarar que havia Deus em Israel. O profeta do Senhor foi enviado com uma mensagem de juízo e sua aparência peculiar logo lhe revelou a identidade: “É Elias, o tesbita” (v.8).

Estando “assentado no cimo do monte” (v.9), Elias observava enquanto o primeiro batalhão de cinquenta e seu capitão subiam ao seu encontro. O que eles não esperavam era que não seria Elias a descer, mas fogo do céu desceria e os consumiria. O mesmo sucedeu ao segundo grupo enviado por Acazias. Na terceira vez, porém, houve um capitão que, diferente dos demais, verdadeiramente soube reconhecer que estava diante de um homem de Deus. Clamando por sua vida e pela vida de seus subordinados, aquele homem teve sua prece atendida pelo próprio Anjo do Senhor, que “disse a Elias: Desce com este, não temas” (v.15). Então, Elias “desceu com ele ao rei” (v.15) e declarou de viva-voz a Acazias as mesmas palavras que havia dito aos seus mensageiros.

A justiça de Deus não deve nos causar medo, mas ela é salvação, como está escrito: “Sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24). Muitas vezes Deus nos reprova aqui para que não sejamos reprovados para a eternidade. Acazias não se deu por satisfeito até ouvir da boca do próprio Elias as mesmas palavras condenatórias ditas antes, mas em nenhum momento manifestou arrepender-se de seus pecados. Nós fomos criados, meus irmãos, para a felicidade eterna e não para a condenação. Pois o castigo final não foi preparado para nós, mas “para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41). O arrependimento faz parte do processo de justificação. Se você não aceita este ato da bondade divina, não há perdão; e se não há perdão, você permanece em seus pecados e, como Acazias, “sem falta, morrerás” (v.16).

A missão do profeta era transmitir a Palavra do Senhor e conduzir o povo ao arrependimento. Foi o que Elias fez em todo o seu ministério, sendo zeloso em cumprir a vontade de Deus e indo exatamente para onde Ele o mandava. Aquela chuva de fogo atingiu apenas alguns, porém chegará o tempo em que será uma execução em massa do juízo de Deus sobre os ímpios, quando estes cercarem a cidade santa após o milênio (Ap.20:9). Se assumirmos, contudo, a atitude do terceiro capitão de Israel, em atitude de humildade diante do Senhor, não teremos o que temer naquele grande Dia. Hoje, “agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:12-13).

O título de homem de Deus havia sido desqualificado pelos falsos profetas do reino, mas Elias deixou bem claro que ele era, de fato, um homem de Deus. Títulos não dizem nada quando quem os representa não vive conforme o seu chamado. Somos portadores de uma mensagem solene e urgente, amados, que, se vivida, o mundo reconhecerá em nossas palavras e ações: “É Elias!”. Será que o nosso nome, aparência e atitudes têm sido uma inconfundível declaração de que somos homens e mulheres de Deus? Como Elias, precisamos subir ao mais alto lugar do monte da comunhão a fim de descermos de lá com o poder e a autoridade dadas pelo Céu para realizarmos as obras de Deus e apressarmos o retorno do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Muitos podem até ignorar a palavra profética, mas não podem evitar que ela se cumpra: “Assim, pois, morreu [Acazias], segundo a palavra do Senhor” (v.17). Chegará o tempo em que descer fogo do céu também não será mais um sinal evidente do poder do Senhor, mas astúcia de Satanás para enganar a humanidade, “de maneira que até fogo do céu faz descer à Terra, diante dos homens” (Ap.13:13). E o que nos ajudará a discernir o fogo do Senhor do fogo do maligno? A nossa caminhada com Deus. Temos andado em conformidade com a vocação que recebemos do Alto? O Senhor dizia a Elias: Suba. E ele subia. Dizia: Desça. E ele descia. Vai. E ele ia. Que o Espírito Santo faça de nossa vida uma inconfundível revelação de que somos, por preceito e por exemplo, homens e mulheres de Deus. Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres do Senhor!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#2Reis01 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100




%d blogueiros gostam disto: