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“[…] Fez Joás o que era reto perante o Senhor todos os dias do sacerdote Joiada” (v.2).
Mesmo se tratando de apenas uma criança em um trono, Joás havia recebido uma educação especial e seu instrutor permanecia ao seu lado como seu mais íntimo e fiel conselheiro. Desde a sua vida conjugal até os assuntos de interesse nacional, em tudo Joiada teve um papel a cumprir. Mas parece que os interesses de ambos não se harmonizaram tanto com relação a “restaurar a Casa do Senhor” (v.4). Ao perceber que suas ordens não foram cumpridas como desejava, prontamente requereu de Joiada uma resposta àquele descaso.
Joás foi além, trazendo para o lado de fora, “à porta da Casa do Senhor” (v.8), um cofre em que todo o Judá e Jerusalém pudessem depositar os recursos que seriam utilizados para a reforma do templo. Aconteceu que “todos os príncipes e todo o povo se alegraram, e trouxeram o imposto” (v.10). Todos se alegraram em participar da obra que embelezaria a Casa de Deus, e os “que tinham o encargo da obra trabalhavam, e a reparação tinha bom êxito com eles” (v.13). Tudo estava acontecendo de forma favorável e até mesmo “o resto do dinheiro” (v.14) foi utilizado para fazerem utensílios e outros objetos para o serviço no templo.
É interessante observar que a fidelidade de Joás e do próprio povo estava condicionada à presença de Joiada: “Fez Joás o que era reto perante o Senhor TODOS OS DIAS DO SACERDOTE JOIADA” (v.2, grifo meu). “E continuamente ofereceram holocaustos na Casa do Senhor, TODOS OS DIAS DE JOIADA” (v.14, grifo meu). E esse tipo de fidelidade condicionada tem prazo de validade, amados. O deles acabou quando Joiada “morreu farto de dias” (v.15). Talvez a pouca importância que Joiada inicialmente deu ao pedido de Joás em reformar o templo reflita a sabedoria do sacerdote em perceber que o clamor pela reforma estava mais patente do que pelo reavivamento.
Isso fica muito claro quando Joás mandou matar o filho de Joiada porque ele, pelo poder do “Espírito de Deus” (v.20), havia declarado o “assim diz o Senhor”. Porque a reforma sem o reavivamento pode até embelezar por fora, mas nunca poderá operar a mudança que precisa ocorrer por dentro. Não podemos depender da fé de outros para manter a nossa em pé. Caso isso aconteça, logo a fragilidade e a corrupção humana ficarão expostas, de forma que “o Senhor o verá e o retribuirá” (v.22). Enquanto Joiada “morreu farto de dias […] da idade de cento e trinta anos” (v.15), Joás recebeu sobre si “os juízos de Deus”, “e o feriram no seu leito, e morreu” (v.25).
Chega a ser nauseante o que Joás fez com os filhos daquele que o criou, o amou e o protegeu como um pai. O seu zelo na reparação do templo e no resgate do imposto mosaico causaram uma forte impressão, de forma que “todos os príncipes e todo o povo se alegraram” (v.24). Mas, é só isso? Acredito que nesse ponto fica bem claro que quando o que fazemos não condiz com o que somos, quando a aparência não se harmoniza com a essência, mais cedo ou mais tarde o verdadeiro caráter é revelado. Porque enquanto Joiada, que não era rei, foi sepultado “com os reis” (v.16), Joás, que era rei, foi sepultado sem honra alguma. E aqui cabe muito bem a palavra profética, que diz: “Mas, desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniquidade, fazendo segundo todas as abominações que faz o perverso, acaso, viverá? De todos os atos de justiça que tiver praticado não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu e no seu pecado que cometeu, neles morrerá” (Ez.18:24).
Certamente, todos nós temos referências espirituais; pessoas que admiramos e que podemos dizer: “Ali vai um homem de Deus (uma mulher de Deus)”! Isso é saudável e faz parte da edificação de nossa fé. Contudo, essa admiração precisa obedecer ao limite de que a fé provém da minha experiência pessoal com Deus, do meu relacionamento com Ele. A fé e o testemunho de outros devem constituir como ferramentas divinas para o fortalecimento de minha própria fé e de meu próprio testemunho. Portanto, usar de muito zelo e rigor em reformar enquanto se negligencia o reavivar, mais cedo ou mais tarde só lhe deixará “gravemente enfermo” (v.25) da malignidade do pecado.
Que a minha e a sua vida sejam templos do Espírito Santo, das quais “Deus é o arquiteto e edificador” (Hb.11:10).
Nosso amado Deus e Pai, precisamos ser honestos com o Senhor e confessar o que está no íntimo do nosso coração diante do Teu trono de graça. Ajuda-nos, Pai! Não permite que nos ocupemos tanto com o exterior, que isso nos roube o precioso tempo em permitir que o Teu Espírito realize os reparos tão necessários em nossa vida infeliz, miserável, pobre, cega e nua. Sim, Senhor! Porque se a atitude de Joás foi nauseante, segundo a Tua Palavra, a nossa condição não é tão diferente. Ó, Pai Celestial, nós clamamos pelo reavivamento da verdadeira piedade entre nós! Nós clamamos pelo ouro refinado no fogo, pelas vestiduras brancas e pelo colírio! Entra, Senhor, em nosso coração e nos banqueteia com toda a palavra que sai da Tua boca! Fazemos esta súplica confiados somente nos méritos do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, templos do Espírito do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS24 #RPSP
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“Joiada fez aliança entre si mesmo, o povo e o rei, para serem eles o povo do Senhor” (v.16).
Quando Deus ordenou a Moisés que Lhe construísse um santuário, ainda que fosse provisório e móvel, revelou nesta ordem o Seu desejo de estar sempre com o Seu povo: “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx.25:8). Desde o Éden, Deus tem manifestado o Seu prazer em Se relacionar com o ser humano. Esse relacionamento, contudo, é fruto de uma convivência. Uma relação sadia requer tempo, dedicação e humildade.
Os quase sete anos em que o pequeno Joás passou morando no templo foram suficientes para que Joiada se animasse a ungi-lo como rei. Joás tornou-se um excelente aluno, aprendendo aos pés de um líder espiritual que, para reger a nação com sucesso, bastava manter um relacionamento sadio com o Rei do Universo.
Assim, tudo foi devidamente organizado com zelo e muita cautela. Afinal, tratava-se da exposição do remanescente de Davi, cuja existência havia sido desconhecida até então. Obstinada em assumir o poder sem ameaças de ser deposta, vimos que Atalia mandou matar todos os possíveis herdeiros ao trono. Joás foi o sobrevivente daquela chacina; criado e educado às escondidas “na Casa do Senhor” (v.12) para assumir o trono usurpado.
Estrategicamente, Joiada preparou todo o cenário do dia em que Judá celebraria o fim de um reino perverso e o início de um novo tempo. Sacerdotes e levitas, capitães e soldados, cantores “e todo o povo da terra se alegrava, e se tocavam trombetas” (v.13), pois o descendente de Davi assumia novamente o trono, segundo a promessa divina.
Com a morte de Atalia, houve um verdadeiro reavivamento e reforma no meio do povo. Primeiro, renovaram a sua aliança com Deus, a começar por seu líder espiritual, “para serem eles o povo do Senhor” (v.16). Em seguida, “todo o povo se dirigiu para a casa de Baal e a derribaram; despedaçaram os seus altares e as suas imagens e a Matã, sacerdote de Baal, mataram perante os altares” (v.17). Todo o serviço do santuário foi retomado “como está escrito na Lei de Moisés” (v.18). “Alegrou-se todo o povo da terra, e a cidade ficou tranquila” (v.21). Após aproximadamente seis anos, “no sétimo ano” (v.1), o povo pôde ver o livramento do Senhor. Nas palavras do salmista: “Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria” (Sl.30:11).
Todos nós também estamos sob o governo cruel e desleal do inimigo de Deus. Por todos os lados podemos ver seus altares malignos, onde milhares depõem suas vidas a custo de obter prazeres temporais e destrutivos, até que se deem conta de que tudo não passa “das alfarrobas que os porcos [comem]” (Lc.15:16). Muitos não estão dispostos a largar o lixo de Satanás. Outros, porém, necessitam do auxílio de quem lhes mostre o caminho da salvação e caminhe junto com eles. Joiada representa todo líder espiritual consagrado e dedicado à obra do Senhor; todo aquele que encaminha o povo para uma genuína entrega a Deus e abandono de tudo aquilo que O desagrada ou que não O representa; todo aquele que conhece o tempo e se anima em fazer o trabalho de Deus, a fim de “habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17).
Mas Joiada não poderia realizar tudo o que foi feito se ninguém tivesse lhe dado ouvidos. Os “capitães de cem” (v.1), “os levitas de todas as cidades de Judá e os cabeças das famílias de Israel” (v.2), “os sacerdotes” (v.6), “todo o povo da terra […] os cantores” (v.13), representam a diversidade de dons e de chamados do Espírito Santo para reunir “o povo do Senhor” (v.16) num só propósito, para o maior evento que esta terra jamais viu. “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mt.24:27). Quando a igreja de Deus derrubar de seu meio a falsa adoração, despedaçando tudo aquilo que se assemelha às filhas de Babilônia, apresentando ao Senhor o que Ele nos pede, que é o nosso “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm.12:1), então, e só então, estaremos prontos para dar o alto clamor, e Jesus voltará.
Reavivamento e reforma não é fanatismo, amados! Reavivamento e reforma é a resposta incontestável daqueles que buscam andar com Deus “para serem eles o povo do Senhor” (v.16). Isso não significa usar de grosseria uns com os outros, mas de uma fé que, atuando pelo amor, une coração a coração, agindo pelo poder e eficácia do Espírito. Aguardemos as cenas que se seguem neste mundo com a firme esperança de que, após seis mil anos de pecado, logo nos alegraremos no sétimo milênio ao entrarmos na cidade santa e tranquila de nosso Deus. Que essa esperança aqueça o nosso coração e nos motive a perseverar, na certeza de que muito em breve poderemos gritar: Viva o Rei Jesus!
Nosso Rei dos reis e Senhor dos senhores, louvado seja o Teu santo nome de eternidade a eternidade! Necessitamos do reavivamento da verdadeira piedade entre nós. Necessitamos do batismo diário do Espírito Santo. Ó, Pai, tem misericórdia de nós, e desperta a Tua igreja, seus líderes e pastores, homens e mulheres consagrados, que nos conduzam a sermos o povo do Senhor, o último remanescente! Queremos Te ver, Senhor! Prepara-nos para Te encontrar! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS23 #RPSP
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“Fez o que era mau perante o Senhor, como os da casa de Acabe; porque eles eram seus conselheiros depois da morte de seu pai, para a sua perdição” (v.4).
Ao clamor de Israel por um rei terreno que o governasse, Deus deixou bem claro ao profeta Samuel: “Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a Mim, para Eu não reinar sobre ele” (1Sm.8:7). E uma série de consequências sobreviriam à nação, as quais Deus declarou que certamente haveriam de acontecer. Apesar disso, a resposta do povo refletia o que estava em seu coração: “Porém o povo não atendeu à voz de Samuel e disse: Não! Mas teremos um rei sobre nós. Para que sejamos também como todas as nações; o nosso rei poderá governar-nos, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras” (1Sm.8:19-20). O povo estava unido no propósito de ser semelhante a “todas as nações”; uma escolha trágica que bem se reflete no capítulo de hoje.
A dinastia dos reis de Judá estava enfrentando uma fase muito difícil. O povo era guiado por uma liderança ímpia e amante dos prazeres. Foi um período de duras provas para os que ainda temiam a Deus e perseveravam em andar segundo Seus mandamentos e juízos. Tomando conselho com os da casa de Acabe, Acazias seguia os passos de seu pai e era instruído por sua mãe, que “o aconselhava a proceder iniquamente” (v.3), “para a sua perdição” (v.4). Seu avô, Josafá, apesar de ter feito o que era reto perante o Senhor, ao “ajudar ao perverso e amar aqueles que aborrecem o Senhor” (2Cr.19:2), aliando-se a Acabe e fazendo aliança mediante o casamento de seu filho com a filha de Acabe, acabou por contribuir para a degradação do reino de Judá.
Todos nós fomos chamados por Deus para a missão que consiste em seguir “a verdade em amor” (Ef.4:15). Isso não significa, porém, sacrificar a verdade em prol do amor. O amor, segundo a Palavra de Deus, é expresso na obediência à verdade. “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos” (1Jo.5:3). Jeú foi ungido pelo Senhor “para desarraigar a casa de Acabe” (v.7). Sua missão consistiu em executar o juízo de Deus, eliminando os descendentes de Acabe e Jezabel. Não foi um chamado fácil, nem tampouco um ministério aclamado. Poucos conhecem Jeú e o que ele realizou, mas, ao tempo em que ele fazia o que Deus lhe havia ordenado, Atalia se levantou a fim de matar todos os descendentes ao trono de Judá. Pois, quando Deus realiza a Sua obra na Terra, Satanás sempre tem uma contrafação a apresentar.
O Senhor, porém, preservou a Sua semente. Através do pequeno Joás, mais uma vez revelaria o Seu poder em tornar glorioso aquilo que aparentemente se mostrava desvantajoso. Israel escolheu andar nos caminhos das nações pagãs. Acazias escolheu andar “nos caminhos da casa de Acabe” (v.3). E nós, amados? Nossa vida define para onde estamos indo e, não somente isso, mas ela é o “GPS” para muitos que nos observam. Nossas escolhas têm apontado “para o encontro do Senhor nos ares” (1Ts.4:16) ou para a “repentina destruição” (1Ts.5:3)? Quão sério e solene é o tempo presente! Há um juízo definitivo prestes a acontecer. Ó, amados, não tomemos conselho com os que amam o mundo e as coisas que há no mundo! Pois “se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo.2:15).
Quer viver uma vida de santificação, em amor e verdade? Então busque aconselhar-se com o Senhor através de Sua Palavra. Ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (Sl.119:105). Ela nos recomenda a Cristo, o nosso perfeito Exemplo, e nos diz que em conhecê-Lo e em conhecer o Pai, está a vida eterna (Jo.17:3). Se ela for o nosso prazer todos os dias; se não nos contentarmos com uma leitura apressada e sem profundidade, mas a examinarmos com diligente perseverança e confiança de que é a voz de Deus para nós, então ela operará em nós todas as bênçãos e promessas para aqueles que por ela são santificados.
Assim como Jesus, andemos na luz do Senhor. Seja a nossa vida o cumprimento do que está escrito: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto faz será bem-sucedido” (Sl.1:1-3).
Nosso Deus e Pai, Tu és Santo e a Tua lei é santa, Tu és bom e a Tua lei é boa, Tu és perfeito e a Tua lei é perfeita, Tu és justo e a Tua lei é justa, Tu és eterno e a Tua lei é eterna. Isso nos diz, Pai, que a Tua lei revela o Teu caráter. É o que está em Tua Palavra e nós queremos ser guiados por ela. Então, Senhor, como o salmista, queremos amar a Tua lei porque nós Te amamos! Concede-nos, ó Deus, um coração puro e disposto a seguir os passos do nosso Redentor, que veio para engrandecer a lei e torná-la gloriosa! Livra-nos da condescendência com este mundo e nos transforma pela renovação da nossa mente, para que a Tua vontade governe a nossa vida! Em nome de Cristo Jesus, nós clamamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, guiados pela Palavra de Deus!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS22 #RPSP
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“[…] E se foi sem deixar de si saudades; sepultaram-no na Cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis” (v.20).
A palavra saudade significa sentir a ausência de algo ou alguém e vem do latim solitas ou solitatis, que quer dizer solidão. Geralmente, é um sentimento provocado pela distância ou pela morte. Mas o relato de hoje fala de alguém que se foi sem deixar saudades. Seu caráter foi, em essência, tão cruel que, além disso, nem na morte recebeu um sepultamento digno de sua posição, pois “sepultaram-no na Cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis” (v.20). Seu nome? Jeorão.
Com a morte de Josafá, Jeorão assumiu o trono de Judá e, além de primogênito, tratou logo de tornar-se filho único, pois “matou todos os seus irmãos à espada” (v.4). E, se ele não teve o mínimo de misericórdia de seus irmãos de sangue, que diria do povo que governava.
Josafá foi um líder espiritual consagrado a Deus, contudo, também cometeu seus deslizes. Um deles foi ter feito aliança com o rei de Israel por meio do casamento de Jeorão com Atalia, filha de Acabe com Jezabel. Esta aliança política usurpou o coração de Jeorão de tamanha forma que ele apenas “fez o que era mau perante o Senhor” (v.6). Pior ainda: “seduziu os habitantes de Jerusalém à idolatria e fez desgarrar a Judá” (v.11). Ou seja, desfez todas as reformas religiosas que seu avô e seu pai haviam feito.
Contudo, apesar de toda a desgraça causada por Jeorão, Deus “não quis destruir a casa de Davi por causa da aliança que com ele fizera, segundo a promessa que lhe havia feito” (v.7). O que nos afirma que, ainda que se levantem infiéis em meio aos fiéis, o Senhor mantém as Suas promessas por amor a estes. Como está escrito: “O mau, é evidente, não ficará sem castigo, mas a geração dos justos é livre” (Pv.11:21).
A carta do profeta Elias a Jeorão não se tratava de um castigo arbitrário da parte de Deus, mas de uma última oportunidade de arrependimento para aquele rei ímpio. Entretanto, mesmo ciente de tudo o que lhe sobreviria caso permanecesse em sua maldade, Jeorão permitiu que a “enfermidade incurável” (v.18) do pecado lhe consumisse até às entranhas. E ele morreu sem família, sem amigos, sofrendo “terríveis agonias” (v.19), sepultado como um indigente, e “se foi sem deixar de si saudades” (v.20).
Do que valeu seu esforço para o mal? Qual foi a vantagem em matar os seus irmãos? Qual foi o resultado de dar as costas a Deus e ao Seu profeta? Lembram da mensagem de ontem? “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20). Quão diferente teria sido a vida de Jeorão, do povo e de sua família se tão somente ele tivesse abandonado o seu orgulho e se convertesse ao Senhor. Mas este relato também pode ser uma oportunidade que o Senhor está usando, hoje, para transformar corações.
Quem sabe, como Jeorão, você veio de um lar cristão, cresceu ouvindo a Palavra de Deus e, por alguma circunstância da vida, se encontra longe do Senhor. Amado ou amada de Deus, preste muita atenção: o Senhor te ama tanto que usa até situações aparentemente ruins para te chamar de volta para Ele. Por favor, não faça como fez Jeorão! Deus te chama de volta! “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Ainda que se sinta só, ainda que suas atitudes tenham feito com que ninguém sinta a sua falta, há Alguém que sente por você uma eterna saudade! Ó, amado(a), volta para o Senhor enquanto há tempo e Ele fará de você um herdeiro da promessa (v.7)! Pois está escrito: “Mas, convertendo-se o perverso da perversidade que cometeu e praticando o que é reto e justo, conservará ele a sua alma em vida” (Ez.18:27).
Oração:
Pai de amor, a Tua graça abundante ainda está à nossa disposição e podemos aceitá-la e ser por ela transformados. Mas, assim como chegou o fim do tempo de oportunidade para Jeorão, o grande conflito se apressa para o fim. Hoje é o tempo que o Senhor nos oferece para que possamos tomar uma decisão firme ao Teu lado. O Senhor, conforme a Tua promessa, tem derramado o Teu Espírito sobre toda a carne. Dá-nos ouvidos sensíveis para ouvi-Lo e coração disposto a obedecê-Lo! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, herdeiros da promessa!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS21 #RPSP
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“Pela manhã cedo, se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se Josafá em pé e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém! Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (v.20).
Quando você ouve a palavra “deserto”, o que lhe vem à mente? Calor? Areia? Peregrinação? Tentação? Josafá havia acabado de renovar sua aliança com Deus por meio da segunda reforma em seu reinado. E “depois disto” (v.1), passou por uma das piores provas de sua vida. Dois grandes povos, Moabe e Amom, “com alguns meunitas”, ameaçaram destruir a nação de Judá. A Bíblia diz que “Josafá teve medo” (v.3). Só que esse medo o fez buscar socorro no lugar certo: “e se pôs a buscar ao Senhor” (v.3).
Todo o Judá se reuniu na Casa do Senhor, a mesma Casa que Deus disse que, se o Seu povo orasse, se humilhasse e O buscasse, com genuíno arrependimento, Ele o ouviria, o perdoaria e o ajudaria (2Cr 7:14). Pois bem, lá estava todo o povo fazendo exatamente como o Senhor orientou: pedindo “socorro ao Senhor” (v.4). E que oração a de Josafá! Ele estava prestes a entrar no deserto. Ele sabia disso. Ele não procurou aliados políticos, não se apegou ao seu exército, mas na força e no braço poderoso do Senhor dos Exércitos. Não confiou em suas próprias forças, mas fixou os olhos em Deus: “porém os nossos olhos estão postos em Ti” (v.12).
Prontamente, o Espírito Santo veio sobre Jaaziel, que trouxe a mais fiel mensagem de Deus a todo filho em angústia: “Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus” (v.15). “não tereis de pelejar […] ficai parados e vede o salvamento que o Senhor vos dará […] porque o Senhor é convosco” (v.15,17). Uau! Você pôde sentir o poder saindo de cada palavra? Não há como duvidar de um Deus assim! Meus irmãos, sempre que resolvemos fazer a vontade de Deus, podemos ter a certeza de que desertos virão. Surgirão provações que nos farão sentir medo, desânimo. Inimigos se levantarão para tentar nos tirar a paz. No entanto, em meio a tudo isso, se assumirmos a atitude de Josafá, e buscarmos ao Senhor de todo o nosso coração, Ele nos diz:
— Não precisa ter medo, filho(a), a guerra não é tua, é Minha. Você não tem que lutar. Apenas contemple o livramento que te darei, pois Eu sou contigo.
Que outra atitude podemos ter diante de um Deus tão maravilhoso, senão a que teve Josafá e todo o povo? — “Oh, Senhor, nos prostramos diante da Tua face e Te adoramos!” (v.18). Mas para que Deus nos ajude no deserto da tentação, precisamos “pela manhã cedo” (v.20) nos dirigir ao deserto da comunhão. A nossa luta não é “contra o sangue e a carne”, amados, mas contra as forças do mal que tentam nos destruir (Ef.6:12). Eis aí a receita da vitória: Levanta-te, povo do Senhor, todos, “como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos” (v.13), e de manhã cedo buscai ao Senhor por meio do estudo da Palavra e da oração, para crer no Senhor e no que Ele nos deixou escrito por intermédio de Seus profetas.
Lembrem-se de que foi por meio do jejum, oração e do “está escrito” que Cristo venceu Satanás no deserto (Mt.4:1-11). Se seguirmos essa receita espiritual, logo estaremos “no vale da Bênção” (v.26), rendendo “graças ao Senhor, porque a Sua misericórdia dura para sempre” (v.21). Ó, amados, não percamos esse foco, e Deus há de nos dar “repouso de todos os lados” (v.30)! Há um recado do Céu para cada um de nós, hoje:
Não permita que Deus tenha que “destruir as tuas obras” (v.37) para que então você perceba que elas não têm poder para te fazer vencer. Você está sendo ameaçado? Busque ao Senhor. Está sendo perseguido? Busque ao Senhor. Alguém te faz sofrer? Busque ao Senhor. Circunstâncias adversas te afligem? Busque ao Senhor. Creia em Deus e estarás sempre seguro. Creia em Sua Palavra, e Ele te fará prosperar. “Tomai posição” (v.17) com os joelhos no chão e Jesus no coração, e apenas com os teus olhos contemplarás o livramento que Deus te dará, conduzindo-te ao eterno vale de Bênção. “Não temais”, povo de Deus, “nem vos assusteis […] porque o Senhor é convosco” (v.17).
Oração:
Pai amado, que também é o Senhor dos Exércitos que luta por nós, graças Te damos porque o Senhor continua lutando pelo Teu povo hoje! Mas será que temos assumido a mesma postura de Josafá em meio às nossas provações? Temos, de fato, mesmo com medo, buscado ao Senhor e fixado nEle os olhos? Ó, Senhor, clamamos pelo Espírito Santo nos dando a fé e a perseverança tão necessárias nestes desertos finais! Há uma multidão de inimigos contra nós nas diversas investidas de Satanás para nos destruir. Cremos em Ti e cremos em Teus profetas! Então, Pai, guarda-nos em segurança e faz-nos prosperar em Ti, até que Cristo volte. Em nome dEle, do nosso poderoso Cristo vencedor, nós clamamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, crentes perseverantes!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS20 #RPSP
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“Agora, pois, seja o temor do Senhor convosco; tomai cuidado e fazei-o, porque não há no Senhor, nosso Deus, injustiça, nem parcialidade, nem aceita Ele suborno” (v.7).
Depois de voltar “para sua casa em paz” (v.1), Josafá se deparou com as palavras de repreensão do profeta “Jeú, filho de Hanani” (v.2), aquele que anteriormente fora usado por Deus para repreender o seu pai. Foi-lhe dito: “Devias tu ajudar ao perverso e amar aqueles que aborrecem o Senhor?” (v.2). Josafá havia se unido a Acabe não somente em batalha, mas estabeleceu uma aliança de resultados duradouros e desastrosos ao permitir o casamento de seu filho Jeorão com Atalia, filha de Acabe com Jezabel. Josafá se mostrou como um homem de coração bondoso, mas também ingênuo no quesito relacionamentos.
Não podemos confundir o princípio bíblico de amar os inimigos, com a insensatez de nos tornarmos cúmplices deles. Não podemos confundir compaixão com condescendência. Compaixão é colocar-se no lugar do outro; é sofrer junto. Já a condescendência, de acordo com o dicionário, é a “atitude de quem concorda com algo, embora tenha vontade de o recusar”. Josafá tolerou as ações de Acabe, embora soubesse que eram contra a vontade de Deus. Ele foi conivente. Foi isso que provocou “a ira da parte do Senhor” (v.2). No entanto, Josafá não recebeu apenas uma repreensão, mas uma admoestação plena de misericórdia: “Boas coisas, contudo, se acharam em ti; porque tiraste os postes-ídolos da terra e dispuseste o coração para buscares a Deus” (v.3).
A partir de então, Josafá deu início a uma nova reforma em seu reino, estabelecendo juízes para que julgassem o povo “da parte do Senhor” (v.6). Ao aceitar a repreensão profética, buscou admoestar as autoridades locais a andar no “temor do Senhor” (v.7). A Bíblia diz que “o temor do Senhor é a sabedoria” (Jó 28:28). Temer a Deus seria o sustentáculo da justiça no ofício daqueles juízes. E a mesma coisa Josafá ordenou aos levitas, sacerdotes e chefes das famílias de Israel: “Assim, andai no temor do Senhor, com fidelidade e inteireza de coração” (v.9).
Se o temor de Deus é sabedoria, então, se O tememos, fazemos o que Ele nos pede; se tememos a Deus, nossa vida é governada pelo “assim diz o Senhor”; se tememos a Deus, temos amor e compaixão pelo próximo, mas não nos tornamos participantes de seus pecados; se tememos a Deus, não levantamos falso juízo contra nossos semelhantes; se temos o temor de Deus, o Senhor nos torna bons (v.11), assim como Ele é.
Josafá agiu corretamente ao consultar um profeta de Deus antes de ir à batalha, mas falhou ao aliar-se com Acabe. Como está escrito: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão há da luz com as trevas?” (2Co.6:14). Isso não significa que devamos viver isolados do mundo, mas que temos a escolha de rejeitar o que ele nos oferece. Jesus nos deixou escrito o que devemos fazer para alcançar este propósito: “Eis que Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt.10:16). Então, amados, “fazei assim e não vos tornareis culpados” (v.10).
A primeira voz angélica anuncia a plenos pulmões: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Muito em breve, os juízes desta terra darão lugar ao Justo Juiz, e Ele não julgará simplesmente as ações de nossas mãos, mas as intenções de nosso coração. O princípio apresentado no livro de Jó, reforçado por Josafá e proclamado pela primeira voz angélica, deve ser a nossa motivação e escolha diária: temer a Deus, “com fidelidade e inteireza de coração” (v.9). “Sede fortes no cumprimento disso, e o Senhor será com os bons” (v.11).
Oração:
Nosso Pai Celestial, estamos vivendo em um tempo semelhante ao do antigo Israel, no sentido de que há uma divisão entre os verdadeiros e os falsos adoradores. Poderíamos enumerar uma lista de coisas que têm entrado em Tua igreja e sugado as nossas energias, quando deveríamos estar focados em crescer num relacionamento salvífico Contigo e, consequentemente, pregar o Teu evangelho eterno. Senhor, por favor, tem misericórdia de nós e desperta-nos para o que realmente importa nestes dias finais! Clamamos que nos enchas do Teu Espírito, para que andemos em sabedoria e temor do Senhor! Forma em nós o caráter de Cristo e livra-nos da corrupção que há no mundo! Em nome de Jesus, clamamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, bons filhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS19 #RPSP
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“Respondeu Micaías: Tão certo como vive o Senhor, o que meu Deus me disser, isso falarei” (v.13).
No relato de hoje, Josafá cometeu um deslize ao fazer aliança com um rei perverso e maligno. Ele casou seu filho com a filha de Acabe, e esta união causaria muitos e graves problemas à nação de Judá. Acabe foi um dos piores monarcas de Israel. Juntamente com sua mulher, Jezabel, tornaram Israel pior do que as nações pagãs. E, por melhores que fossem as intenções de Josafá, essas associações incoerentes quase lhe custaram a vida.
Em meio a um banquete farto, Acabe fez um convite inusitado a Josafá. Na verdade, ele insistiu e o convenceu a provocar uma guerra. O rei de Israel certamente se aproveitou da bondade e da disposição do rei de Judá e “o persuadiu a subir com ele a Ramote-Gileade” (v.2). Sua insistência, contudo, não foi a causa do consentimento de Josafá. Mas o consentimento de Josafá foi seguido do que, para Acabe, foi uma cortante e penetrante condição: “Consulta, primeiro, a palavra do Senhor” (v.4). Acabe, então, convocou quatrocentos profetas que, prontamente, foram identificados por Josafá como falsos.
Aqueles homens repetiam e repetiam a mesma coisa, numa espécie de mantra do engano, como se uma mentira dita muitas vezes e por muitas pessoas se tornasse uma verdade. Entretanto, aquele bando de falsários estava diante de um conhecedor das Escrituras e do Senhor das Escrituras. Os que estudam a Bíblia com sinceridade e oração jamais serão enganados, a menos que assim desejem. Nada será mais decisivo nestes últimos dias do que a vigilância ou o descuido com relação ao estudo da Palavra de Deus. E somente os que perseverarem em estudar a Bíblia com uma fé simples e infantil não serão enganados.
A pergunta de Josafá revela isso. Era como se ele tivesse dito: “Bem, já vi o que tinha de ver. Agora, será que dá para trazer aqui um profeta de verdade, que realmente fale o ‘assim diz o Senhor’?” (v.6). “Há um ainda” (v.7), disse Acabe. Um, ele disse. Mas aquele “um” era pedra no seu sapato. Por quê? Porque falava a verdade. Porque dizia o que Acabe não queria ouvir. Só por isso. Fico tentando imaginar a fisionomia de Josafá diante daquela cena patética: um bando de “atores” liderados por Zedequias e seus “chifres de ferro” (v.10), pensando que seu teatro seria convincente o bastante para enganar o rei de Judá. E até o mensageiro enviado tentou persuadir o profeta de Deus: “seja, pois, a tua palavra como a palavra de um deles, e fala o que é bom” (v.12).
Primeiro, que não seria a palavra de Micaías, mas a palavra do Senhor através dele. Segundo, que Micaías não era popular em Israel, pois falava a verdade. Falar a verdade, portanto, não era considerado como falar o que é bom. Isso não é um tanto confuso, amados? Mas, será que estamos longe dessa realidade? Vejamos:
Hoje não é nem um pouco popular dizer que o sábado é o dia do Senhor e que Deus o separou para que possamos adorá-Lo de uma forma especial nesse dia (Leia Gn.2:1-3; Êx.20:8-11; Is.66:22-23; Ez.20:12,20, Lc.4:16 e 31). Dia esse em que a Bíblia declara mais de 200 vezes que devemos guardar e que em nenhum lugar autoriza a mudança para outro dia da semana. Também não é popular dizer que as pessoas precisam abandonar seus vícios e buscar uma mudança em seu estilo de vida (Leia Rm.12:2; 1Co.10:31). Não é popular dizer que o dia das bruxas é uma abominação e que Deus condena tudo o que envolve feitiçaria e espiritismo, incluindo todos os lixos que muitos chamam de filmes, séries, novelas, desenhos e jogos (Leia Dt.18:9-14). Não é popular dizer que existem espécies de animais que Deus deixou muito claro: Não comam! São imundos! (Leia Gn.7:2; Lv.11), e que existem uniões que Ele chamou de abomináveis (Leia Lv.18:19-30; Rm.1:24-27). Essas mensagens não lotam igrejas, meus irmãos. Mas há um detalhe especial nelas: SÃO VERDADEIRAS!
Portanto, o que houve naquele episódio, muito mais existe hoje. Enquanto Micaías falava “a palavra do Senhor” (v.18), os falsos profetas falavam o “assim dizemos o que o rei deseja ouvir”. Daí, eu pergunto: Acabe deu ouvidos a quem? E qual foi o resultado do seu disfarce inútil? Pois é. É exatamente isso o que acontece com quem prefere crer em mentiras a viver a vontade do Senhor. Notem que Acabe sabia que Micaías falava da parte de Deus, mas, ainda assim, o desprezava, porque, ao contrário da turba de profetas mentirosos, Micaías dizia o que Acabe precisava ouvir e não o que ele desejava ouvir.
De que lado você está hoje? Da verdade ou do engano? A Bíblia está à nossa disposição. Precisamos estudá-la com espírito submisso. Cuidado para não julgar o que é mau como sendo bom e o que é bom como sendo mau! Está escrito: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal” (Is.5:20). O Senhor nos chama para que O busquemos em primeiro lugar, então não seremos enganados. E prestem muita atenção, amados! A mensagem de Micaías está longe de ter sido apenas para Acabe: “Ouvi isto, vós, todos os povos!” (v.27). Isso mesmo. É para todos nós! Josafá quase perdeu a vida por não ter dado ouvidos ao profeta de Deus e Acabe perdeu a vida por desprezá-lo. Não nos contentemos em apenas conhecer a verdade, mas permaneçamos firmes ao lado dela, ainda que caiam os céus.
Oração:
Senhor, nosso Deus, as armadilhas do inimigo estão cada vez mais disfarçadas e com aparência de piedade. Estamos cercados das tentativas de Satanás de cegar os nossos olhos para percebermos os seus enganos. Podemos ser Josafás, hoje, iludidos por alianças com irmãos que não temem de fato o Senhor. A Ti clamamos que nos encha com o Teu Espírito para que consideremos em todo tempo a Tua verdade como o que é bom e, como Micaías, somente a Tua Palavra esteja em nossa boca. Dá-nos coragem e ousadia para proclamá-la ainda que soframos perseguições por isso! Estamos cansados deste mundo, Pai! Volta logo, Senhor! Em nome de Cristo, clamamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, atalaias da verdade!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS18 #RPSP
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“Ensinaram em Judá, tendo consigo o Livro da Lei do Senhor; percorriam todas as cidades de Judá e ensinavam ao povo” (v.9).
Após a morte de Asa, seu filho Josafá reinou em seu lugar. O caráter de Josafá e suas obras revelam a importância da educação pelo exemplo, principalmente nos primeiros anos de vida. A fidelidade inicial de Asa foi transmitida a seu filho que “procurou ao Deus de seu pai e andou nos Seus mandamentos e não segundo as obras de Israel” (v.4). Além de fortalecer as cidades e as fronteiras de Judá, Josafá ordenou que o povo fosse instruído no “Livro da Lei”. Ao contrário de reis anteriores, ele aliviou o fardo da nação e, com isso, conquistou-lhe a simpatia, recebendo presentes de todo o Judá, governando um reino com “riquezas e glória em abundância” (v.5).
O coração de Josafá tornou-se ousado “em seguir os caminhos do Senhor” (v.6), eliminando de Judá “os altos e os postes-ídolos” (v.6), que alimentavam a idolatria da nação. Não se limitou, contudo, a simplesmente tirar do povo as abominações, mas a ensinar-lhe o caminho sobremodo excelente. Para este mister, enviou os príncipes, levitas e sacerdotes, que, usando o Livro da Lei do Senhor como fundamento, “percorriam todas as cidades de Judá e ensinavam ao povo” (v.9).
Grande tempo precisou ser empreendido no serviço de ensinar o povo. Um trabalho dedicado e minucioso foi realizado naquela nação, a fim de promover a verdadeira educação religiosa, resgatando o propósito pelo qual ela foi eleita. Com um exército fortalecido e um povo esclarecido, Josafá liderou um movimento ainda mais significativo do que a reforma empreendida por seu pai, Asa. Com isso, “Josafá se engrandeceu em extremo, continuamente” (v.12).
Em um tempo onde a tecnologia se supera a cada dia, favorecendo uma verdadeira explosão de mídias sociais, parece que estamos em situação mais vantajosa e célere do que a dos nobres professores de Judá. Todavia, essa facilidade também tem sido uma grave distração e, com isso, instrumento de Satanás no grande conflito que envolve o controle da nossa mente. Temos, realmente, usado esta ferramenta para promover a causa do Senhor e apressar a Sua vinda? A nossa vida tem declarado que fazemos parte do povo de Deus e o nosso lar não é aqui? Qual tem sido o nosso testemunho no cenário do grande conflito entre o bem e o mal?
Ensinar as Escrituras é um privilégio que trabalho algum pode superar. Todos os nossos esforços devem ser concentrados nesta sagrada e solene obra. Desde a mãe que nina o bebê até o ministro que lidera uma multidão, desde o mais leigo até o mais instruído, todos possuem uma parcela na seara do Senhor, e precisamos administrá-la com temor e tremor. Como Amasias, “que, voluntariamente, se ofereceu ao serviço do Senhor” (v.16), essa deve ser a postura de todo cristão que aguarda com ansiedade o glorioso Dia de seu resgate. E, como Josafá, com ousadia de espírito, devemos “seguir os caminhos do Senhor” (v.6) com fidelidade e integridade de coração.
A Palavra de Deus, amados, é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (Sl.119:105). Ela é a verdade (Jo.17:17). Ela é eterna (Is.40:8). E a Palavra é Cristo (Jo.1:1). Toda ela se resume na pessoa de Jesus Cristo e Sua missão de nos salvar. Se as Escrituras testificam de Jesus e almejamos nos assemelhar a Ele, é nela que devemos nos debruçar, clamando pelo auxílio do divino Instrutor, o Espírito Santo. Portanto, Cristo em nós é o conhecimento que não possui rival. Permita que a Palavra do Senhor opere esse milagre em sua vida, hoje, e a cada dia, até aquele Grande Dia.
Oração:
Paizinho querido, com que anseio e temor, alegria e reverência deveríamos nos aproximar da Tua Palavra e estudá-la com muito cuidado e muita oração. Aquele que treme da Tua Palavra, como está escrito em Isaías 66:2, é aquele para quem o Senhor olha. Então, Pai, que o Teu Espírito faça de nós o povo que teme a Tua Palavra, em submissão reverente, que guarda os Teus mandamentos e tem a fé de Jesus. Dá-nos ousadia para andar nos Teus caminhos e fazer o que é correto, ensinando assim a Tua Palavra por preceito e por exemplo. Que essa obra comece dentro da nossa casa e atinja o mundo com o último e grande clamor. Temos saudades do Senhor! Volta logo, Jesus! Em Teu bom nome, nós clamamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, ensinados do Senhor!
Rosana Garcia Barros
Membro da IASD Central de Maceió
#2CRÔNICAS17 #RPSP
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“Porque, quanto ao Senhor, Seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-Se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dEle” (v.9).
Após uma vitória milagrosa contra a Etiópia e anos de paz e de reformas espirituais significativas, parecia que Judá estava começando a reviver a glória do reinado de Salomão. Contudo, Israel havia se tornado uma ameaça constante a essa paz. Por algum motivo, o rei Asa, antes tão firme em seu propósito de servir a Deus, seguiu por um caminho sobremodo perigoso, fazendo aliança com o rei da Síria ao invés de consultar ao Senhor e vendo na nação pagã a oportunidade de fazer tombar seu irmão do Norte.
Através desta aliança bélica, Asa revelou um coração bem diferente dos anos em que havia empreendido como reformador de Judá. Aproveitando-se de sua função, tratou de exercê-la tomando decisões precipitadas e certificando-se de que seus planos tivessem êxito. Aos seus olhos, a vitória da Síria contra Israel e os despojos de Ramá eram provas do sucesso de sua liderança. “Naquele tempo” (v.7), ou seja, no momento em que celebrava suas conquistas, a alegria do rei foi interrompida pelas duras palavras de Hanani, e a sua reação mostrou o quanto havia se afastado do Senhor.
Encerrando o profeta no cárcere e oprimindo “alguns do povo” (v.10), indignado e enfurecido, Asa não compreendeu a ação divina por trás da repreensão profética, ou de fato não quis aceitá-la. Como no Éden, na mais triste viração do dia, o Senhor indagou ao insensato rei através do Seu profeta: “Onde estás?” (Gn.3:9). Onde estava aquele líder espiritual extraordinário? Onde estava aquele rei que promoveu o reavivamento da nação eleita? Onde estava aquele guerreiro cujo escudo era a fé? Mas ele preferiu confiar em homens do que em Deus, e “na sua enfermidade não recorreu ao Senhor, mas confiou nos médicos” (v.12).
Sabem, amados, todos os dias o Senhor nos desperta para reafirmar o Seu fiel concerto conosco. O amor de Deus, que entregou o Seu Filho unigênito como sacrifício por pessoas imerecedoras e pecadoras como nós, deveria ser o nosso mais profundo objeto de estudo diário. Um dia que seja sem esse vínculo com o Céu pode significar duas coisas: um tempo precioso que foi perdido ou o fim do tempo que nos foi concedido.
Certamente, Asa teve muitas oportunidades de retornar ao primeiro amor, mas as desperdiçou. Ao invés de ser um perfume do Senhor em vida, seu corpo foi preparado “segundo a arte dos perfumistas” (v.14) na morte. Há um tempo precioso que não podemos desperdiçar: “eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Hoje, agora, é o tempo que temos de andar com o nosso Deus, entregando a nossa vida por completo em Suas mãos. Ele Se mostra “forte para com aqueles cujo coração é totalmente dEle” (v.9) e logo voltará para buscar aqueles cuja vida foi “o bom perfume de Cristo” (2Co.2:15).
Oração:
Nosso Deus e Pai, temos aprendido em Tua Palavra que a fé precisa ser acompanhada de perseverança. Ajuda-nos, Senhor, a não esmorecer! E que a nossa confiança esteja posta em Ti todos os dias para que, pela unção do Teu Espírito, sejamos bom perfume de Cristo, apressando a volta do Senhor. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, bom perfume de Cristo!
Rosana Garcia Barros
Membro da IASD Central de Maceió
#2CRÔNICAS16 #RPSP
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“Entraram em aliança de buscarem ao Senhor, Deus de seus pais, de todo o coração e de toda a alma” (v.12).
Asa não só promoveu reformas religiosas, mas reformas espirituais que mudariam o curso da nação. À semelhança do Reino do Norte, Judá se envolveu com os deuses estrangeiros e levou para dentro de seu território as mesmas abominações que o Senhor havia condenado. O terceiro rei de Judá liderou o povo num verdadeiro movimento de reavivamento e reforma, que foi confirmado e abençoado pelo Senhor através da profecia de Azarias, um profeta que aparece apenas neste capítulo da Bíblia, mas cujas palavras fortaleceram o coração de Asa e, certamente, continuam sendo uma força a ser considerada na vida de todo cristão que se dispõe no serviço do Senhor.
A obediência de Asa gerou uma assembleia solene, reunindo “todo o Judá e Benjamim e também os de Efraim, Manassés e Simeão que moravam no seu meio, porque muitos de Israel desertaram para ele, vendo que o Senhor, seu Deus, era com ele” (v.9). E, após oferecerem grande “sacrifício ao Senhor” (v.11), foi feita uma aliança nacional “de buscarem ao Senhor, Deus de seus pais, de todo o coração e de toda a alma” (v.12). “Todo o Judá se alegrou por motivo deste juramento”, e o “Senhor lhes deu paz por toda a parte” (v.15). Foi um tempo de renovar “o altar do Senhor” (v.8) em cada coração.
A reforma promovida por Asa não excluiu os de sua própria casa. Até mesmo sua avó foi deposta “da dignidade de rainha-mãe” por ter feito “uma abominável imagem” (v.16), que Asa cuidou de destruir e queimar. Mas houve um porém: os altos “não foram tirados de Israel” (v.17). Uma mancha foi ignorada e aquele cujo coração “foi perfeito todos os seus dias” (v.17) colheria no futuro as terríveis consequências de tal concessão.
Nunca houve tempo em que se falasse tanto em reavivamento e reforma como nos últimos anos. Homens e mulheres têm se dedicado à obra de renovar “o altar do Senhor” (v.8) e habilitar um povo que esteja preparado para o segundo advento de Cristo. Contudo, sem incitar juízo infamatório ou julgamento prévio, precisamos ponderar acerca do que temos visto e ouvido. Há a urgente necessidade de mudança no meio do povo de Deus, mas não é a mera aparência de piedade que identifica a verdadeira adoração. “Mas, quando, na sua angústia, eles voltaram ao Senhor, Deus de Israel, e o buscaram, foi por eles achado” (v.4).
Toda reforma deve ser resultado de um reavivamento. Os dois andam juntos. Reavivamento sem reforma é sentimentalismo. Reforma sem reavivamento é legalismo. O prefixo “RE” significa “duas vezes”. Reavivamento, então, é viver novamente, é buscar de volta a vida eterna perdida no Éden. Reforma é buscar de volta a forma original, a imagem e semelhança do nosso Criador, que foi corrompida pelo pecado. Portanto, o movimento de reavivamento e reforma é o caminho de volta para o Paraíso, e deve ter início em nosso coração, transformando-nos segundo o caráter de Cristo.
A nossa busca, porém, precisa ser diária e constante, e não pode depender da fidelidade alheia. É importante ter pessoas ao nosso redor que nos animem e encorajem pelo caminho; referências que nos revelem o quanto vale a pena ser fiel a Deus. Entretanto, não podemos e não devemos depositar toda a nossa confiança em pessoas, para que as decepções não abalem a nossa fé. Percebam que um dos motivos da apostasia de Israel foi por estar “muito tempo sem o verdadeiro Deus, sem sacerdote que o ensinasse e sem lei” (v.3). O conhecimento do Senhor é o bem mais precioso que podemos ter e compartilhar. Não o ignoremos, nem tampouco o guardemos só para nós enquanto milhares desfalecem pelo caminho.
Diante de um cenário profético em rápido andamento, que a nossa vida seja governada pelo Espírito Santo, e ensinada, corrigida, repreendida e educada na justiça pela Palavra de Deus, “a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm.3:16-17). Eu sei, meus irmãos queridos, que têm dias em que choramos por dentro dores que só o Senhor conhece. Principalmente quando dizemos “sim” ao chamado de Deus, entramos em tempestades sem saber quanto tempo irão durar e o que nos custará. Mas uma coisa é certa: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Assim como as palavras de Azarias vieram ao meu encontro hoje, o Senhor lhes diz: Meus filhos, sejam “fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá recompensa” (v.7).
Oração:
Senhor, temos sofrido muitas dores e algumas delas têm sido realmente desafiadoras. Mas nós cremos que a Tua Palavra foi escrita também pensando em cada um de nós e que suas palavras de ânimo e encorajamento são para nós. Ó, Senhor, nosso Deus, dá-nos forças para que não desfaleçamos, agora tão perto como estamos de contemplar a nossa bendita esperança! Purifica o nosso coração e nos capacita a pregar o Teu evangelho eterno com o poder do Teu Espírito! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, fortes no Senhor!
Rosana Garcia Barros
Membro da IASD Central de Maceió