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“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (v.10).
Certa vez, eu estava na recepção da igreja recebendo as pessoas em um culto especial sobre saúde. Não percebi quando entrou um rapaz cego, até que ele desse de cara com um vaso de plantas. Rapidamente segurei o rapaz pelos dois ombros e, de forma desajeitada, comecei a conduzi-lo aos primeiros bancos. Ainda no início do trajeto ele me parou e me disse de forma muito educada: “Irmã, fique tranquila. Se a senhora puder segurar apenas no meu braço já é o suficiente”. Então rimos juntos e, enquanto conversávamos, prestava atenção em seu semblante que transmitia alegria e serenidade.
Sabem, amados, a cegueira física é uma triste limitação, mas pode se tornar insignificante se comparada à cegueira espiritual. Davi estava vivendo dias de glória. A perseguição deu lugar à tranquilidade. As palavras do Senhor se cumpriram e ele havia assumido a coroa da nação eleita. Davi foi a prova viva de que a guerra faz o soldado vigilante, mas a bonança pode pegá-lo desprevenido. Ao abandonar o posto de seu dever como cabeça dos exércitos de Israel, não imaginava que um conflito pior estava por desarmá-lo e fazê-lo tombar.
Cego pelas baixas paixões, Davi adulterou, mentiu e planejou a morte de um de seus fiéis valentes. Não foram, porém, consequências de repentina cegueira. Pouco a pouco, pequenas concessões, os louvores dos homens, os privilégios de sua função e a negligência nas coisas espiritual acabou por enredá-lo por um destino quase fatal, não fosse a intervenção divina. A oportunidade dada a Davi pela repreensão do profeta Natã não foi uma providência exclusiva, mas contundente prova de que a misericórdia do Senhor não é limitada pela insensatez humana. Ninguém vai tão longe que o braço da Onipotência não possa alcançar e trazer de volta para Si.
“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a Tua benignidade; e, segundo a multidão das Tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões” (v.1), é o alto clamor do pecador arrependido. Esse episódio nos confirma a verdade de que é a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento (Rm.2:4). Não encare o tempo de crise como perigoso, mas como a oportunidade de estreitar ainda mais o seu relacionamento com o Senhor e prepará-lo para resistir aos encantos do tempo de bonança. E ainda que você esteja só neste momento, “provai e vede que o Senhor é bom” (Sl.34:8). Assim como Ele não abandonou Davi em seus pecados, Ele não o deixará!
Façamos deste Salmo a nossa oração diária. Como Davi, clamemos: “Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado” (v.2)! Como o cego Bartimeu, é tempo de pedirmos, insistentemente: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim” (Mc.10:48)! Pois “sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito” (v.17). Então, com nossos olhos abertos pelo colírio do Espírito Santo, pregaremos (v.13), por preceito e por exemplo, o “evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).
Estamos vivendo tempos difíceis, amados, mas o pior ainda está por vir. E isso não deve nos causar medo, e sim um constante estado de vigilância. De certa forma, pelo menos no país em que vivemos, ainda desfrutamos de paz e tranquilidade. Lembremos, contudo, do alerta das Escrituras: “Quando andarem dizendo: ‘Paz e segurança’, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à mulher que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts.5:3). No Salmo de ontem vimos que “o nosso Deus vem e não guarda silêncio” (Sl.50:3) e o Salmo de hoje nos diz como devemos estar aguardando este dia: em arrependimento, contrição de coração e verdadeiro desejo de mudança. Que assim seja na minha e na sua vida hoje e todos os dias, até que Cristo volte.
Oração: Nosso Deus misericordioso e compassivo, segundo a Tua bondade, apaga as nossas transgressões! Lava-nos e purifica-nos dos nossos pecados! Cria em nós, ó Deus, um coração puro e renova dentro de nós um espírito inabalável! Não desistas de nós e nem nos retires o Teu Santo Espírito! Restitui-nos a alegria em Tua salvação e nos sustenta com um espírito voluntário! Então, usa-nos, Senhor, para ensinarmos às pessoas quem Tu és e muitos se convertam a Ti! Esteja sempre o nosso coração quebrantado e contrito no Teu trono de graça, como sacrifício aceitável a Ti! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, perdoados e purificados para testemunhar!
Rosana Garcia Barros
#SALMO51 #RPSP
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“Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante Ele arde um fogo devorador, ao Seu redor esbraveja grande tormenta” (v.3).
Muitos têm se enveredado por caminhos sobremodo perigosos. Apegando-se às formas, esquecem da essência. Sua religião, baseada em ritos, torna-se tão frágil, embora seja considerada uma sólida aliança. Ainda assim, essa não é a principal questão no julgamento divino. O Salmo de Asafe alerta para o risco de uma adoração desvirtuada e com propósitos errados. O sistema de sacrifícios do antigo Israel representava o plano da salvação por meio de Cristo Jesus. Portanto, deveria ser um ato de adoração, um “sacrifício de ações de graças” (v.14), e não uma barganha.
O Céu considera a intenção do adorador em cada obra realizada. Aquele que conhece os corações, procura os que O adoram “em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). Deus não escolhe a quem salvar, mas salva a quem O escolhe. Uma obra incansável tem sido realizada e “o Poderoso, o Senhor Deus, chama a Terra desde o Levante até o Poente” (v.1): “Escuta, povo Meu, e Eu falarei” (v.7). Ninguém que aceite ouvi-Lo será pego de surpresa. Ninguém que entregue o coração sem reservas à destra do grande Oleiro permanece com as ranhuras do passado. Sua vida é transformada pelas mãos da Onipotência enquanto permite ser santificado pela Palavra (Jo.17:17).
Engana-se a classe que defende uma religião que professa piedade (v.16), mas que não se desvia do mal (v.18-20); que ergue a voz a proclamar as santas verdades das Escrituras, enquanto com a mesma boca se assenta “para falar contra [seu] irmão” (v.20); que odeia a disciplina e se associa com os que praticam a iniquidade (v.18). “Considerai, pois, nisto, vós que vos esqueceis de Deus” (v.22): “Vem o nosso Deus” (v.3), “para realizar a Sua obra, a Sua obra estranha” (Is.28:21). Porque a ira de Deus sobre a humanidade caída será uma obra estranha Àquele que nos criou para a eternidade e cuja essência é o amor (1Jo.4:8).
Amados, nestes últimos dias de oportunidade, “sê tu uma bênção” (Gn.12:2)! “Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo” (v.14). Prepara-te e verás “a salvação de Deus” (v.23)! “Desperta, ó tu que dormes” (Ef.5:14)! “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). “Vem o nosso Deus e não guarda silêncio” (v.3). “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:16-17).
Neste tempo de dificuldade, o Senhor nos diz: “invoca-Me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu Me glorificarás” (v.15). “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Portanto: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se” (Jl.2:13). É tempo de preparo pessoal e diário, meus irmãos. A cada dia, o Senhor nos pede: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26). Em nome de Jesus, façamos isso todos os dias, amados, e, muito em breve, veremos “a salvação de Deus” (v.23)!
Oração: Senhor, nosso Deus, nós cremos que dentro em breve os céus vão se enrolar como um pergaminho e vão anunciar a Tua justiça. Nós cremos que será um dia como este mundo jamais viu e que o Senhor virá para julgar. Nós só queremos estar prontos, Senhor! E, enquanto aqui estamos, queremos estar preparando muitos outros também. Opera a Tua salvação em nosso coração para que ele seja morada do Espírito Santo e tenhamos alegria em cumprir os nossos votos para Contigo. Permanece conosco em todo o caminho, pois queremos ver a Tua salvação! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Maranata, povo de Deus! Feliz sábado!
Rosana Garcia Barros
#SALMO50 #RPSP
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“Povos todos, escutai isto; dai ouvidos, moradores todos da Terra” (v.1).
Visto se tratar de um chamado global, o Salmo de hoje contém uma mensagem que se aplica a todos, sem distinção, “tanto plebeus como os da fina estirpe” (v.2). Não é apenas uma questão que envolve os ricos, mas “todos juntamente, ricos e pobres” (v.2). Existem ricos que não se encaixam na realidade deste Salmo, porém, há pobres que podem estar vivendo isso. Não é difícil apegar-se a coisas que ocupam o lugar onde somente Deus deveria estar. No final das contas, porém, essas coisas são deixadas para outros quando a vida se vai (v.10).
Estamos diante de uma mensagem de advertência a todas as pessoas, inclusive àquelas que pensam estar longe dessa realidade. Todo ser humano está sujeito a agir como se fosse viver aqui para sempre, e “chegam a dar seu próprio nome às suas terras” (v.11). E como um Salmo 23 às avessas, “a morte é o seu pastor” (v.14) e, ao invés de habitar “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:6), “a sepultura é o lugar em que habitam” (v.14). Pois não temos como pagar a Deus o nosso resgate nem o resgate de ninguém (v.7).
No entanto, a certeza dos filhos de Corá é a mesma certeza que deve transbordar de nosso coração: nada neste mundo, nem todas as riquezas juntas, podem se comparar ao preço que foi pago pela nossa redenção, pois ela “é caríssima”, uma única “tentativa para sempre” (v.8): “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Este foi o inigualável preço pago para Deus nos remir “do poder da morte” (v.15). Precioso Cordeiro de Deus!
Não podemos permitir que coisas perecíveis ocupem o lugar do Eterno em nosso coração, nem precisamos temer os que nos perseguem e usam de glórias terrenas para nos oprimir. Pois o pastor deles não é o nosso Pastor. Lembremo-nos de que uma das características principais das ovelhas de Cristo é que elas seguem a Sua voz, pois O conhecem. Elas conhecem o preço de seu resgate. Elas sabem a que voz seguir e não dão ouvidos a estranhos (Jo.10:5). Não fomos criados para ser levados como ovelhas condenadas à morte, mas Cristo tomou para Si essa cruel penalidade e, “como Cordeiro, foi levado ao matadouro” (Is.53:7). Ele pagou o maior resgate da história da humanidade uma vez “para sempre” (v.8), para nos livrar do pastor da morte (v.14) e nos “tomar para Si” (v.15).
Que possamos reconhecer as nossas limitações e que tudo o que temos e somos não é nada comparado ao TUDO que Cristo nos deu na cruz. O caminho das ovelhas de Jesus pode apresentar o “vale da sombra da morte” (Sl.23:4), mas lembre-se de que ele é apenas um pedaço do caminho, e não o destino final. Que a nossa riqueza seja ouvir a voz do nosso bom Pastor e segui-Lo por onde quer que formos. Então, habitaremos em Sua Casa e com Ele reinaremos “pelos séculos dos séculos” (Ap.22:5).
Oração: Nosso bom Pastor, nosso Deus, unicamente o Senhor é a nossa esperança. A nossa vida aqui é passageira, e tudo aqui é vaidade. Mas, se aceitarmos o resgate que o Senhor nos oferece, a morte não será o fim, mas apenas um até breve, quando, ao som da Tua amorosa e doce voz, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, seremos transformados e levados ao Teu encontro juntamente com eles para estarmos para sempre com o Senhor. Ó, Pai, como ansiamos por este dia! Quanto almejamos contemplar a Tua face e receber do Senhor o Teu terno abraço de boas-vindas ao Teu reino eterno! Volta logo, Senhor! Volta logo! Nós Te amamos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, ovelhinhas de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#SALMO49 #RPSP
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“Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus” (v.1).
Jerusalém era considerada por Israel como “a cidade de Deus”, a morada do Altíssimo. Seus limites eram sagrados e inabaláveis, e o povo começou a inverter valores elevando Jerusalém a um patamar ilusório. Lá não era uma fortaleza indestrutível, mas um lugar de onde deveria sair a mais forte e poderosa mensagem. Só que não foi isso o que aconteceu, e a cidade, tão preeminente e tão querida, foi tantas vezes subjugada devido ao orgulho da própria nação.
Existem muitos lugares a que gosto de ir e em que me sinto bem, contudo, por melhores que sejam, nenhum deles se compara à minha casa. É em casa que eu posso ficar à vontade, estar com minha família, me alimentar melhor, descansar, enfim, é o meu cantinho. Creio que a maioria gosta dessa sensação de chegar em casa, quer seja ela uma mansão ou um casebre. Na verdade, sentir prazer em estar em casa é definido não pelo que ela oferece de material, mas pela atmosfera que ali predomina. Como escreveu Ellen White: “Corações gratos e fisionomias de bondade são mais valiosos que riqueza e luxo; e o contentamento com coisas simples torna feliz o lar se nele há amor” (CPB, O Lar Adventista, p.156).
Por mais que Jerusalém fosse a cidade da nação eleita, por mais que tivesse sido escolhida como capital de Israel, não deveria ali ser depositada a sensação de completa satisfação. Porque é muito bom estar em casa. É muito bom estar em família. É muito bom saber que ali está a bênção de Deus. Mas, nem o espaço geográfico de Jerusalém, nem tampouco o espaço físico de nossa casa é a nossa real morada. O Grande Senhor não conhece limites geográficos e não escolhe uma casa terrena para morar. Ele está em todo lugar, sondando cada coração e, através de Seu Espírito, por meio de “gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26), Ele nos diz: “Vocês ainda não estão em casa!”.
Deus estabelecerá um lugar onde a alegria reinará; onde palácios trarão as digitais de um Criador que não desampara os Seus filhos. “Na cidade do Senhor dos Exércitos” (v.8) não haverá mais choro, nem dor, nem morte (Ap.21:4). Ali, pensaremos na misericórdia e no amor de Deus enquanto O adoramos (v.9) e nossa mente, restaurada à perfeição edênica, romperá em um cântico que ecoará por todo o Universo, pois o Senhor manifestou a Sua perfeita justiça.
Amados, o nosso lar não é aqui! Precisamos, a cada dia, sentir saudades do lugar a que nunca fomos, mas que, pela fé, aguardamos (Hb.11:1). Se Deus habita em sua vida, você pode dar a volta ao mundo; não importa onde estiver, você será a morada do Altíssimo (1Co.6:19). Portanto, para aquele que mantém a mente nas coisas do alto (Cl.3:2; Fp.4:8) e busca preservá-la da maldade que o cerca (Is.33:15), a promessa é garantida: “Este habitará nas alturas […] Os seus olhos verão Jerusalém, habitação tranquila […] o povo que habita nela terá o seu pecado perdoado” (Is.33:16,20,24).
Lembre-se de que apenas desejar a casa dos sonhos não a torna uma realidade. Todo aquele que almeja o Céu, procura vivê-lo aqui na Terra, olhando firmemente para Jesus, que já o adquiriu para nós. Ele mesmo nos deixou a mais preciosa promessa: “Pois vou preparar-vos lugar” e “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:2,3).
Enquanto enfrentamos estes dias tão difíceis e milhares clamam por um lar em frente a fronteiras fechadas, narremos “às gerações vindouras” (v.13): “que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre” (v.14) e Ele em breve voltará para nos levar à Sua santa cidade cujas “portas nunca mais se fecharão” (Ap.21:25). Jesus está vindo para nos levar para Casa! Aleluia! Maranata!
Oração: Pai de amor eterno, muito mais do que o nosso desejo em ir para o Céu é o Teu desejo em nos levar para lá. Estamos enfrentando tempos extremamente difíceis. A nossa mente tem sido bombardeada, e, não fosse o Senhor, não suportaríamos. Ó, Pai de misericórdias, clamamos a Ti para que a nossa vida seja morada do Espírito Santo! Por favor, Pai, ensina-nos a andar Contigo como andou Enoque, em novidade de vida a cada dia! Clamamos por mais pureza, mais humildade, mais mansidão, mais amor, mais do caráter de Cristo! Em nome dEle e pelos méritos dEle, Cristo Jesus, nós Te suplicamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, futuros cidadãos da pátria celestial!
Rosana Garcia Barros
#SALMO48 #RPSP
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“Deus reina sobre as nações; Deus Se assenta no Seu santo trono” (v.8).
A monarquia e os governos terrestres foram estabelecidos no mundo pela necessidade humana em ter uma referência superior. Muitos povos e nações, desde então, têm experimentado os benefícios de líderes sábios e os terríveis resultados da insensatez de governos opressores. Ao contrário do que muitos pensam, o chamado do Senhor a Abraão não era condicionado a um só povo ou nação. As palavras de Deus ao patriarca deixam isso evidente: “em ti serão benditas todas as famílias da Terra” (Gn.12:3). Ou seja, o chamado de Abraão tratava-se de uma missão global.
O objetivo do Senhor em estabelecer um povo separado na Terra era o de torná-lo o Seu atalaia para o mundo. Israel, sob o governo do “Rei de toda a Terra” (v.7), deveria brilhar qual luz na escuridão. Deus lhe submeteu as nações da Terra a fim de que qual “som de trombeta” (v.5) “a glória de Jacó” (v.4) iluminasse a todos com o amor infindável do “grande Rei de toda a Terra” (v.2). Mas o tempo passou, e as gerações seguintes, que não conheciam o Senhor, O rejeitaram e perderam o foco original de seu chamado como nação eleita.
Todavia, Deus sempre tem um povo para chamar de Seu. E por intermédio de Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16) faz parte do “povo do Deus de Abraão” (v.9), pois, “se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl.3:29). Nós e nossos filhos fazemos parte do povo escolhido para encher “de fruto o mundo” (Is.27:6); para proclamar a “todos os povos” (v.1): “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3). “Eis aí está o vosso Deus! Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o Seu braço dominará; eis que o Seu galardão está com Ele, e diante dEle, a Sua recompensa” (Is.40:9-10).
É nosso dever cristão respeitar as autoridades terrenas e orar por elas (Rm.13:1-7; 1Pe.2:17). O Senhor não nos chamou à rebelião contra os governos da Terra, nem tampouco a depositar a nossa confiança neles, mas a vivermos aqui como cidadãos da pátria celestial, confiando que “Deus reina sobre as nações; Deus Se assenta no Seu santo trono” (v.8) e tem tudo sob controle. Portanto, “salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores” (v.6), pois “ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:37). Se experimentarmos um verdadeiro reavivamento e uma verdadeira reforma, iremos ao mundo, no poder do Espírito Santo, proclamando as três mensagens angélicas e a breve volta de Jesus.
Que, pela fé, perseveremos em celebrar “a Deus com vozes de júbilo” (v.1) aqui na Terra; que o caráter de Cristo revelado em nós ilumine o mundo com a Sua glória (Ap.18:1), até que façamos parte do júbilo no Céu: “Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso” (Ap.19:6). “Pois o Senhor Altíssimo é tremendo, é o grande Rei de toda a Terra” (v.2).
Oração: Nosso Rei e Senhor, muitos têm se envolvido em discussões políticas e esquecem-se das Tuas palavras: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Oramos pela paz do nosso país e por nossos governantes, e clamamos que o Teu Santo Espírito nos conceda o discernimento e a sabedoria para que sejamos, acima de tudo, Teus partidários, erguendo bem alto a bandeira do reino celestial! Em nome do Príncipe Emanuel, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos do reino celeste!
Rosana Garcia Barros
#SALMO47 #RPSP
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“Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na Terra” (v.10).
Após uma pandemia sem precedentes, crise econômica, desastres ambientais e um crescente êxodo de refugiados decorrente dos conflitos infindáveis, o mundo tem vivido um período de grande transtorno. E até muitos que não são atingidos diretamente por tais situações têm entrado nas estatísticas da depressão e da ansiedade, provocadas pelo medo. O período crítico da Covid-19 só veio provar – apesar de toda a tecnologia e avanços na ciência – a fragilidade humana e a força comprobatória das profecias para o tempo do fim.
Muitos têm soado alarmes falsos, dando um enfoque exagerado no problema, e esquecem-se do Solucionador de problemas. Tudo o que está acontecendo tem sim o seu lugar no cumprimento das profecias bíblicas. Mas não devem ser um fim em si mesmos. A nossa posição como aqueles que aguardam a gloriosa aparição de Cristo deve ser a de dar o sonido certo ao mundo: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a Terra se transtorne” (v.1-2).
O Salmo de hoje é um pedido do Senhor ao Seu povo em tempo de tribulação: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus” (v.10). Ele nos diz: — Permaneçam tranquilos nos momentos de dificuldade e confiem em Mim. Foi inspirado nas palavras deste Salmo que o grande reformador protestante Martinho Lutero compôs o hino “Castelo Forte”. Enquanto atravessava o vale da sombra da morte da Idade das Trevas, o fiel servo de Deus e atalaia das Escrituras marchava sob a forte convicção do cuidado do Senhor. Apesar do grande assédio do maligno, Lutero avançava pelo poder do alto que de sua fraqueza extraía força.
O “Deus de Jacó” (v.7) e o Deus de Lutero é o mesmo Deus que nos diz hoje: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). “Há um rio”, amados, “cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela” (v.5), e é para lá que Ele deseja nos levar. Oh, bendita esperança!
Eu pergunto: Onde estão os “Luteros” atuais dispostos a declarar guerra contra as forças espirituais do mal através de uma vida de oração e obediência à Palavra de Deus? Onde estão os homens, mulheres, jovens e crianças que farão esta terra contemplar “as obras do Senhor” (v.8), pelo poder do Espírito Santo? Onde estão aqueles que, pela luz da verdade em suas vidas, serão agarrados pelas vestes e ouvirão “de todas as línguas das nações […]: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (Zc.8:23)? Que nossa vida seja uma sensata declaração das palavras finais do hino de Lutero:
“Sim, que a Palavra vencerá, sabemos com certeza;
E nada nos assustará, com Cristo por defesa.
Se temos de deixar parentes, bens e lar;
Embora a vida vá, por nós Jesus está e nos dará Seu reino”
(“Castelo Forte”, Novo HASD, n° 73).
Vem, Senhor Jesus!
Nosso Deus e Pai, Tu és o nosso refúgio e fortaleza, Tu és o nosso socorro bem presente nas tribulações! Senhor, almejamos estar na Tua cidade. Por Tua graça e misericórdia, opera em nós o Teu querer e o Teu efetuar, pois queremos ser inteiramente Teus, o Teu remanescente que encerrará a Tua obra na Terra. Fortalece a nossa fé e nos concede ânimo neste tempo tão difícil! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo remanescente de Deus!
Rosana Garcia Barros
#SALMO46 #RPSP
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“O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do Teu Reino” (v.6).
O coração do salmista transbordava “de boas palavras” (v.1) e essas palavras foram consagradas a Deus; uma composição inspirada segundo a melodia celeste. A celebração de um casamento tornou-se a ilustração mais adequada para descrever o amor inigualável do Ungido de Deus por Sua noiva. Afinal, quem é “o mais formoso entre os filhos dos homens?”. Quem “dos lábios extravasou graça” (v.2)? Quem é Aquele cujo trono é eterno (v.6)? Quem foi ungido “com o óleo de alegria, como a nenhum” outro (v.7)? A Quem os povos “louvarão para todo o sempre” (v.17)? Há uma só resposta a todas essas perguntas: Jesus Cristo.
Apesar de não ser considerado por inteiro como um Salmo messiânico, é bem notória a utilização da figura de Jesus em muitas passagens. A Bíblia compara a união entre Cristo e Sua igreja com a união matrimonial entre um homem e uma mulher: “porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja […] Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef.5:23,25).
Observe novamente o verso dez do Salmo de hoje. Ele é como um amoroso convite à igreja de Deus de todos os tempos, mas que também não deixa de ser um chamado urgente:
— “Ouve, filha; vê, dá atenção”. Dá atenção a Quem Se despiu da glória de um Rei e vestiu-Se da humanidade para que um dia possa celebrar as Suas bodas contigo. Desperta para dar ouvidos à voz do teu Senhor! Ouve, vê e obedece! Diz o Senhor: “dá-Me ouvidos e não te desvies das palavras da Minha boca” (Pv.5:7).
De Gênesis a Apocalipse, as Escrituras testificam de Cristo (Jo.5:39). A “Palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4) nos serve de aio para que as palavras de nossa boca sejam resultado de um coração em que Cristo reina soberano (Ef.3:17). O convite do Príncipe da Paz é que possamos dar ouvidos à Sua voz por meio do Espírito Santo (Ap.2:7), observar a Sua Palavra (1Tm.4:9,13) e obedecê-la (Ap.14:12).
Estamos muito perto das bodas do Cordeiro, amados! E a Bíblia também aponta a noiva como um símbolo da cidade santa (Ap.21:9-10), e nós, as virgens (Mt.25:1-13). As virgens prudentes serão “as virgens” (v.14) que “serão dirigidas com alegria e regozijo”, e que “entrarão no palácio do Rei” (v.15). Se tão somente aceitarmos o convite do Senhor (v.10), faremos parte deste grupo seleto, e dia a dia Ele derramará sobre nós do Seu Espírito preparando o nosso caráter para em breve nos encontrarmos com o Noivo. Prepara-te “para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12)! O Rei vem vindo! Maranata!
Oração: Pai amado, aguardamos com solene expectativa o desenrolar das profecias destes últimos dias e o derramamento do refrigério do Teu Espírito para que o alto clamor seja dado e o nosso Salvador volte logo. Até lá, nós queremos estar prontos e preparando outros para aquele grande Dia. Sabemos que estás voltando. Usa-nos na proclamação desta maravilhosa notícia! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, virgens prudentes!
Rosana Garcia Barros
#SALMO45 #RPSP
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“Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva” (v.6).
Um cenário de guerra e de derrota é descrito no Salmo de hoje. É o clamor de um povo pelo favor de Deus. Um povo que ouviu falar dos prodígios do Deus de Israel e que clamava para ser testemunha ocular do Seu livramento. O testemunho de seus pais fez toda a diferença e conduziu o povo a reconhecer que a vitória só vem do Senhor (v.8).
Quão importante é a orientação dada pelos pais! Este é o segredo do sucesso da verdadeira educação dado por Deus: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:7). E não há melhor forma de fixar um ensinamento na mente dos pequeninos do que pelo exemplo. Quando praticamos o que ensinamos, transmitimos credibilidade e a lição deixa de ser apenas uma hipótese para ser algo concreto. O salmista revelou que tudo o que ouviu dos pais foi elevado a uma fé prática. Apesar de não ter visto o que os pais relataram, confiou plenamente no que eles disseram (v.7).
Não é fácil louvar a Deus após uma derrota. Por mais que nossos pais tenham sido tementes a Deus e tenham nos conduzido no caminho correto, nunca estamos preparados o suficiente para enfrentar as batalhas desta vida. Necessitamos diariamente de “toda a armadura de Deus” (Ef.6:11). Além das guerras que dão ibope aos noticiários, temos que enfrentar a maior de todas elas, a guerra cuja disputa envolve o meu e o seu coração. Lembram-se do nosso estudo de ontem? Se estivermos em constante comunhão com Deus, poderemos afirmar com perseverança: “Não tornou atrás o nosso coração, nem se desviaram os nossos passos dos Teus caminhos” (v.18).
Este conflito espiritual é travado a cada dia em que abrimos os nossos olhos. Por mais que sejamos “considerados como ovelhas para o matadouro” (v.22), “[…] somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou” (Rm.8:37). As batalhas que lutamos sozinhos são passos vacilantes na direção do abismo. As batalhas que Jesus luta por nós são vitórias contadas de geração em geração (v.1). E ainda que, por amor a Deus (v.22), tenhamos que enfrentar o vale da sombra da morte, Ele ouvirá o nosso clamor (v.23) e Se levantará para nos socorrer e nos resgatar (v.26) no tempo determinado.
Deus conhece a intensidade do grande conflito pelo qual estamos passando, amados. Os poderes e autoridades desta Terra estão marchando num mesmo ritmo a fim de alcançarem o objetivo final de Satanás, que é “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Grandes homens de intelecto têm se levantado nos palanques e nos púlpitos com seus discursos científicos ou até mesmo religiosos, usando a própria Palavra para persuadir a muitos. Precisamos manter nossas lâmpadas acesas e ter o óleo da salvação em nossa vida, conduzindo nossos filhos nesse mesmo caminho.
Se reconhecermos que somente pelo auxílio divino estaremos seguros, então o Senhor dos Exércitos comandará a nossa vitória. A oração, símbolo da comunhão pessoal, da amizade com Deus; o jejum, símbolo de renúncia, da abnegação das coisas deste mundo (Is.58); o estudo da Palavra de Deus, o qual nos santifica (Jo.17:17), são precisamente os meios dados por Deus ao homem para que este reconheça a cada dia: “Tu és o meu Rei, ó Deus” (v.4). Neste tempo de grande perigo, é hora de clamarmos ao Senhor como nunca antes: “Levanta-Te para socorrer-nos e resgata-nos por amor da Tua benignidade” (v.26). Porque “é certo que não dormita, nem dorme o Guarda de Israel” (Sl.121:4).
Oração: Senhor, nosso Deus, amplia o nosso território, alarga as nossas fronteiras, para pregarmos o Teu evangelho eterno, a Tua verdade pura e simples! Não confiamos em nós mesmos, nem nas filosofias humanas, mas confiamos no Senhor e na fidelidade das Escrituras. Ó, Pai, livra-nos desta geração perversa, que tem forma de piedade, mas que não tem o poder do Espírito! Levanta-Te para socorrer-nos! Resgata-nos por amor da Tua bondade! Dá-nos a vitória pelos méritos do nosso Salvador e por amor do Teu nome! E volta logo, Senhor! Por Jesus, nós clamamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, vitoriosos em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#SALMO44 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha alegria; ao som da harpa eu Te louvarei, ó Deus, Deus meu” (v.4).
Este Salmo parece uma continuação do Salmo de ontem. O versículo cinco possui o mesmo conteúdo dos versículos cinco e onze do Salmo anterior. A mensagem central do Salmo de ontem foi o desejo de ver a Deus. E a de hoje é o desejo de estar no lugar onde Deus habita.
Certamente, o salmista sabia o que queria e a opressão dos inimigos era algo que muito o incomodava (v.2). Um povo contencioso, ou seja, duvidoso, litigioso (v.1), o afligia, a ponto de questionar a Deus sobre o seu infortúnio (v.2). Ao pedir que o Senhor enviasse a Sua luz e a Sua verdade (v.3), o salmista revelou a forma de sermos guiados ao santo monte de Deus: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e luz para os meus caminhos” (Sl.119:105); “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17).
Somente na Palavra de Deus podemos encontrar a luz para nos fazer enxergar, e a verdade para nos santificar. Todos os que desejam estar onde o Senhor está, buscam a iluminação das Escrituras e, através do conhecimento da verdade, estão em conexão com Cristo, sendo “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18).
Não existe resultado Céu, se antes não houver esforço de nossa parte aqui nesta terra. Jesus mesmo nos advertiu: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois Eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lc.13:24). O esforço que Cristo requer de nós não se refere às nossas obras, meus irmãos. Não se trata de quem dá mais estudos bíblicos ou acumula mais cargos na igreja. Trata-se de comunhão pessoal. As obras externas devem ser tão somente o resultado da obra interna que Deus realiza no coração. Pois fomos “criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10).
Prestem bastante atenção, amados: não temos como saber qual é a vontade de Deus em nossa vida se não formos Seus amigos. O que foi que levou Enoque a ser trasladado para o Céu? A sua intimidade com Deus, em andar com Ele (Gn.5:24). O que foi que levou Abraão a ser conhecido como amigo de Deus (Is.41:8)? A sua fé adquirida pela comunhão que tinha com o Senhor (Gn.15:6). O que foi que livrou Daniel da fúria dos leões? A sua intimidade com Deus através de uma vida de oração (Dn.6:10).
Portanto, ser reavivado pela Palavra e manter uma vida de oração, estabelece um elo de ligação entre criatura e Criador que culminará no breve encontro com Ele: “Então, irei ao altar de Deus” (v.4). Se Deus é a sua alegria, se você anela estar em Sua habitação, então, como o salmista, você tem o privilégio de dirigir-se a Ele como “Deus meu” (v.4). Com essa esperança maravilhosa em nosso coração, oremos, amados:
Oração: Esperamos em Ti, ó Deus, pois ainda O louvaremos, a Ti, pois Tu és o nosso auxílio e o nosso Deus! Tu és a nossa alegria e almejamos a Tua habitação! Vem estar conosco na pessoa do Teu Santo Espírito, pois queremos andar Contigo como andou Enoque, ser Teus amigos como foi Abraão e falar Contigo como Daniel. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#SALMO43 #RPSP
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“Contudo, o Senhor, durante o dia, me concede a Sua misericórdia, e à noite comigo está o Seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida” (v.8).
Precisamos de três coisas essenciais para viver, amados. A primeira delas é o ar. Sem respiração não há vida. A segunda é a água. Somos movidos por este “combustível” natural. E a terceira, e não menos importante, é o alimento. O alimento traz energia e força para o nosso corpo. Porém, se o ar que respiramos não é de boa qualidade; se a água que bebemos é contaminada; se a nossa alimentação é desregrada, corremos o sério risco de sofrer complicações que podem até mesmo resultar em morte.
Abrindo o Livro II de Salmos, encontramos o ar (v.1), a água (v.2) e o alimento (v.3). As três necessidades básicas para a sobrevivência. Os filhos de Corá suspiravam por Deus. Conforme o dicionário, suspirar significa “respiração forte e prolongada ocasionada pela dor”. Ou seja, o anelo era tão grande pela presença de Deus, que chegava a ser doloroso. Percebem que se trata de um cenário de alguém que sofre de saudades? “Quando irei e me verei perante a face de Deus?” (v.2).
Quando esperamos em Deus, também passamos em nossa vida por períodos de angústia. Geralmente, nos lembramos de como era boa alguma fase de nossa vida (v.4) e suspiramos por aquele momento especial ao lado de pessoas queridas. Sentir saudades, contudo, de Alguém que nunca vimos, é resultado de uma vida de íntima comunhão com Ele. Pois todo aquele que se achega a Deus com inteireza de coração, deseja ardentemente encontrá-Lo.
Oh, amados, precisamos praticar a respiração da alma, como está escrito: “Orai sem cessar” (1Ts.5:17)! Precisamos orar como quem abre o coração a um amigo; entrar em nosso quarto, fechar a porta e conversar com nosso Pai que nos vê em secreto (Mt.6:6). Precisamos aprender a clamar, a suspirar por Deus; a sentir saudades de um Deus que nunca vimos, mas, como Jó, cremos que em breve O veremos: “Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:27).
Precisamos sentir sede do Deus vivo e permitir que Ele supra esta nossa necessidade, assim como supriu a da mulher samaritana junto ao poço (Jo.4:15). Precisamos abandonar os cântaros da ilusão e parar de procurar água nos poços secos deste mundo, a fim de sermos saciados pela água da vida eterna. Jesus nos convida: “Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17).
Por fim, precisamos nos alimentar do Pão do Céu (Jo.6:51) e regar Seus pés com lágrimas de arrependimento (Lc.7:44). Ele nos deixou a Sua Palavra para que possamos dela obter os nutrientes espirituais para responder aos que nos “dizem continuamente: O teu Deus, onde está?” (v.3, 10), que “não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).
As misericórdias do Senhor acabaram de se renovar em nossa vida. Ao anoitecer, louve “ao Deus da minha vida” (v.8) e da sua vida. Em tempo sobremodo solene e às vésperas do glorioso retorno de Cristo, que possamos buscar o ar, a água e o alimento divinos, eis o que nos moverá a esperar em Deus (v.5, 11), a sentir saudades dEle (v.1) e a amar a Sua vinda (v.2; 2Tm.4:8).
Oração: Nosso amado Deus, aqui estamos mais um dia reconhecendo a nossa necessidade de Ti, da Tua presença, de falar Contigo e ouvir a Tua voz. Senhor, temos fome e sede de Ti! Sacia-nos neste dia com a água purificadora do Teu Espírito e nos nutre da Tua Palavra! Sentimos saudades de Ti, Senhor! Prepara-nos para Te encontrar, e volta logo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, os que amam a vinda do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#SALMO42 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100