Reavivados por Sua Palavra


ZACARIAS 3 – Comentado por Rosana Barros
13 de abril de 2021, 0:45
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“Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor” (v.1).

Representando muito bem o seu papel de acusador, Satanás se pôs em oposição ao ministério sumo sacerdotal de Josué. A expressão “Anjo do Senhor” é uma referência ao próprio Jesus: o “Príncipe do exército do Senhor” (Js.5:14), “o Senhor dos Exércitos” (v.7), “Miguel, vosso Príncipe” (Dn.10:21). A experiência de Josué se assemelha ao que está relatado no livro de Judas: “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (Jd.9). Da mesma forma, no capítulo de hoje, “o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreende, ó Satanás” (v.2).

O contexto do povo pós-exílio era o de estrangeiros na terra prometida. Os setenta anos de cativeiro os havia privado da adoração no templo e das tradições religiosas de seus pais. Era necessária uma obra de reavivamento e reforma a fim de restaurar a verdadeira adoração. Certamente, Josué nunca havia oficiado antes e tornar-se o principal líder religioso da nação era uma responsabilidade de grande peso sobre o inexperiente sumo sacerdote. A quarta visão de Zacarias, portanto, se tratava da autorização divina para a restauração do ofício sumo sacerdotal e da promessa de proteção e aprovação de Jesus frente à direta oposição de Satanás.

Como uma brasa retirada do meio do fogo, Josué é um símbolo do remanescente salvo da destruição pela fidelidade da aliança do Senhor com Seu povo. Suas “vestes sujas” (v.3) representam as iniquidades do povo e a substituição dessas vestes por “finos trajes” (v.4) e “um turbante limpo” (v.5), símbolos das vestes puras de Cristo e da salvação por Sua graça. Apesar de ser uma visão direcionada a Josué, ela também aponta para o perfeito ministério sacerdotal de Cristo, “o Renovo” (v.8), Aquele que tiraria a iniquidade não somente de alguns, mas “desta terra, num só dia” (v.9). Diante do “acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Ap.12:10), a nossa condição é irremediável. Mas diante dAquele que num só dia, “ao se cumprirem os tempos, Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado” (Hb.9:26), nossa condição é perfeitamente remediável.

Mesmo que tenhamos saído de Babilônia carregando conosco as cicatrizes do passado, e tenhamos em nosso encalço um inimigo que nos acusa de dia e de noite, “possuímos tal sumo sacerdote, que Se assentou à destra do trono da Majestade nos céus” (Hb.8:1); “temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1), que Se manifesta para repreender a Satanás e que deseja nos vestir “com trajes próprios” (v.5), as “vestiduras brancas” de Sua justiça (Ap.3:18). A resposta à tão preciosa graça é a obediência, como o Anjo do Senhor protestou a Josué: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se andares nos Meus caminhos e observares os Meus preceitos, também tu julgarás a Minha casa e guardarás os Meus átrios, e te darei livre acesso entre estes que aqui se encontram” (v.7). Foi assim que Jesus venceu e nos deu poder para vencer, “tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8).

A derradeira obra do Espírito já começou, em despertar as virgens prudentes para um curto e decisivo tempo de preparo para o reavivamento e reforma tão necessários, fruto da graça de Cristo recebida na vida. E como foi com Josué e na luta pelo corpo de Moisés, há um grande conflito sendo travado pela minha e sua vida. Se permitirmos, porém, pela fé simples e singela como de uma criança, que Jesus lute as nossas batalhas, o acusador não terá alternativa a não ser fugir de nossa presença pelo poder que há no sangue remidor e purificador de Cristo Jesus. Somos “sacerdócio real” de Deus (1Pe.2:9) e estrangeiros em uma terra de seis mil anos de pecado. Com certeza, ser chamados hoje de filhos de Deus, é um privilégio que geração nenhuma pôde experimentar sob o peso de milênios de corrupção.

Falta muito pouco para Jesus Cristo rasgar os céus com Sua glória, amados! Falta muito pouco para numa fração de milésimos de segundos “este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade” (1Co.15:54). Falta muito pouco para estarmos “em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos” (Ap.7:9). Falta muito pouco para o Grande Dia do Senhor, quando Ele tirará “a iniquidade desta Terra, num só dia” (v.9). Falta muito pouco para “a pedra” (v.9), “uma pedra […] cortada sem auxílio de mãos” (Dn.2:34), e a pedra é Cristo (1Co.10:4), cumprir o Seu propósito glorioso, estabelecendo “um reino que não será jamais destruído” (Dn.2:44). Portanto, vigiemos e oremos, pois não sabemos “o dia nem a hora” (Mt.25:13).

Bom dia, sacerdócio real de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Zacarias3 #RPSP

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ZACARIAS 2 – Comentado por Rosana Barros
12 de abril de 2021, 0:45
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“Cale-se toda carne diante do Senhor, porque Ele Se levantou da Sua santa morada” (v.13).

Dando continuidade às visões, a terceira visão de Zacarias revela os resultados da segunda. Derrotados “os chifres” (Zc.1:19), isto é, os inimigos de Israel, a vitória seria tão grande que a cidade não precisaria mais de muros, pois o Senhor mesmo lhe seria por “muro de fogo em redor e… no meio dela, a Sua glória” (v.5). Mas o toque de rebate deveria ser respeitado. Os filhos do Seu povo precisavam obedecer a ordem de sair de Babilônia: “Fugi, agora, da terra do Norte, diz o Senhor” (v.6). O chamado era sério e urgente.

Mediante tamanha urgência, deveria todo o povo sair imediatamente daquela terra de exílio e dirigir-se à terra da liberdade. E ai de quem tocasse “na menina do Seu olho” (v.8)! A promessa de proteção era para Israel um bálsamo diante de todo o sofrimento que havia passado devido à opressão de povos inimigos. Mas Deus prometeu algo além das expectativas de um povo que esperava a glória de um reino terrestre. Um vislumbre do celeste lhes foi concedido e, muito acima de uma cidade com fortalezas, Deus prometeu um lugar de paz, onde Ele estabelecerá a “Sua santa morada” (v.13).

Eis que venho” (v.10) é a promessa dAquele que também prometeu urgência: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). E o que fazemos ainda perdendo tempo e colocando a nossa salvação em risco comungando com os pecados da atual Babilônia? Muitos há que pensam que apenas provar das “finas iguarias” do príncipe deste mundo (Dn.1:8) não lhes tirará o direito de comer “da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (Ap.2:7), e se iludem com uma religião de aparências enquanto nutrem a alma com pecados que estão a ponto de tornarem-se em pecado contra o Espírito Santo (Mt.12:32).

Eh! Salva-te” (v.7) é um clamor que chega até nós como um eco persistente de um Deus que não desiste de ninguém. Quando o justo Juiz levantar-Se “da Sua santa morada” (v.13), até o céu ficará em silêncio (Ap.8:1). A Sua justiça virá para destruir “os que destroem a terra” (Ap.11:18) e para salvar aqueles que “venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap.12:11).

O tempo de angústia que diante de nós está é descrito pelo profeta Daniel como um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). O cumprimento das profecias nos mostra que este tempo já está revelando seus primeiros efeitos. E qual tem sido a nossa atitude? Estamos de fato e de verdade preparados para enfrentar a grande e última fúria do Maligno? Como Daniel e seus amigos, a nossa fé tem sido fortalecida no sentido de negar com firmeza tudo aquilo que não faz parte da “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2)?

Quer você morar na santa morada do Altíssimo? “Fugi, agora” (v.6), das práticas abomináveis deste mundo! “Canta e exulta” (v.10) ao Deus da tua salvação! Porque eis que Ele vem sem demora para buscar um povo peculiar, que não se curvou diante do deus deste século; que não se conformou com os “tempos difíceis” e que fugiu da companhia dos escarnecedores (2Tm.3:1-5). Um povo cujos princípios de vida não podem ser confundidos com a impiedade deste mundo. Um povo que “é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6) e que, pela maravilhosa graça de Cristo, se mantém fiel “ainda que caiam os céus” (Ellen G. White).

Siga as orientações de Jesus em Mateus 6:6. Hoje, entra no teu quarto e, fechada a porta, rasgue o teu coração diante do Senhor (Jl.2:13). Faça disso uma prática constante e diária. Daniel venceu orando “três vezes por dia” (Dn.6:10). E quão pouco é diante de todo o tempo de graça que nos tem sido ofertado! Hoje, decida “firmemente” (Dn.1:8) buscar ao Senhor enquanto pode achá-Lo e invocar-Lhe o nome “enquanto está perto” (Is.55:6). “Salva-te” (v.7), enquanto há tempo! Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça maravilhosa de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Zacarias2 #RPSP

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ZACARIAS 1 – Comentado por Rosana Barros
11 de abril de 2021, 0:45
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“Respondeu o Senhor com palavras boas, palavras consoladoras, ao anjo que falava comigo” (v.13).

Contemporâneo de Ageu, o profeta Zacarias recebeu do Senhor uma série de visões em sucessão. Era um tempo sobremodo difícil e solene. O povo havia acabado de retornar do exílio e ainda enfrentava muita retaliação por parte dos pagãos que ali viviam. Daqueles que voltaram, uma grande parte havia nascido e crescido em Babilônia, trazendo consigo os costumes de seu antigo lar. Ao trazer-lhes à memória a desobediência de seus pais e as consequências de tal atitude, era desígnio de Deus chamá-los para assumir uma postura diferente, a fim de que pudessem gozar das bênçãos advindas da obediência. “Tornai-vos para Mim” (v.3) e “Convertei-vos” (v.4) eram declarações de amor do Pai, que desejava reatar com Israel o elo do relacionamento que se havia rompido.

Acompanhado de um anjo, Zacarias teve visões em sequência, a começar pelos cavalos. Em uma visão da noite, ele viu num vale “um homem montado num cavalo vermelho” e vários cavalos atrás dele (v.8). Após cumprirem o seu propósito de “percorrerem a Terra” (v.10), eles apresentaram a seguinte conclusão: “Nós já percorremos a Terra, e eis que toda a Terra está, agora, repousada e tranquila” (v.11). Considerando a expectativa humana, esta seria uma conclusão positiva acerca da condição da Terra. Mas sob o ponto de vista divino, pior não poderia estar. Ainda que, de muitas formas, as nações tivessem testemunhado as manifestações de Deus, escolheram adormecer no sono letal da indiferença e andar por sobre o solo instável da autoconfiança: “E, com grande indignação, estou irado contra as nações que vivem confiantes […], e elas agravaram o mal” (v.15).

Na segunda visão, o profeta viu quatro chifres e quatro ferreiros como símbolos da soberania de Deus sobre os poderes terrestres. Chifre em profecia simboliza poder ou reino. Os quatro chifres, portanto, são uma referência aos reinos que dispersaram o povo de Deus e os oprimiu em períodos diferentes da história de Israel. Mas apesar das tentativas de destruir os filhos de Israel e de frustrar os propósitos de Deus, essas visões revelam que, mesmo na letargia ou nas circunstâncias mais adversas, ninguém pode malograr a perfeita agenda dAquele que planejou a nossa salvação antes da fundação do mundo.

Há um relatório sendo apresentado ao Senhor sobre a situação da Terra hoje. Há um clamor sendo erguido com grande urgência: “Tornai-vos para Mim, diz o Senhor dos Exércitos, e Eu Me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos” (v.3). “Convertei-vos, agora, dos vossos maus caminhos e das vossas más obras” (v.4). Em um clima de contagem regressiva, a Terra convulsiona como prestes a revelar os efeitos do mal em sua totalidade. As doenças malignas, os desastres naturais, a falta de amor são sintomas cada vez mais graves de um mundo em ebulição. Contudo, não há pior condição do que aquela que afeta a nossa razão e nos condiciona ao estado de repouso fatal; aquele em que o homem se torna cuidador de si mesmo, deixando de depender de Deus.

Como o mundo antediluviano sucumbiu pela água, os ímpios sucumbirão no juízo final pelo fogo. Noé teve de enfrentar uma geração “repousada e tranquila” (v.11) certa de que as palavras do velho pregador não se cumpririam. Ao perceber, porém, que logo entraria na arca, sua voz ergueu um alto clamor com palavras de apreço e consideração mesmo por aqueles que constantemente o escarneciam. A fim de nos livrar da condenação do pecado, Jesus Cristo nos falou “com palavras boas, palavras consoladoras” (v.13): “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). “Com grande empenho” (v.14), o Espírito Santo está zelando por todos os mansos da Terra e congregando-os para a arca da salvação, para o seguro Refúgio durante a última grande batalha. Que neste tempo de decisiva sacudidura, o Senhor nos encontre “seguindo a verdade em amor” (Ef.4:15), “na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos” (Tt.1:2). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, despertos para a última grande batalha!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Zacarias1 #RPSP

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AGEU 2 – Comentado por Rosana Barros
10 de abril de 2021, 0:45
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“Minha é a prata, e Meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos” (v.8).

Com uma força a ser considerada, Ageu proclamou as palavras do Senhor. Apenas dois capítulos, mas verdades que precisam impactar a nossa vida com a mesma intensidade com que impactou aquele povo. Para os antigos, o segundo templo refletia apenas uma pálida imagem do que tinha sido o primeiro. Contudo, tanto aos líderes da reconstrução quanto a todo o povo, foi dito: “sê forte, sê forte, sê forte” (v.4). O “Meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (v.5). Então, são relatados abalos no céu, na terra e no mar, e a glória de Deus enchendo o templo de uma forma como nunca houve, um evento que promoveria “a paz” (v.9). Uma mensagem assaz animadora e pertinente ao momento difícil em que o povo estava vivendo.

Dois meses depois, porém, o profeta ergueu entre os remanescentes uma mensagem diferente. Falando acerca das cerimônias realizadas no templo como incapazes de purificá-los, o Senhor declarou: “tudo é imundo” (v.14). “Antes” que pudessem colocar “pedra sobre pedra no templo do Senhor” (v.15), o povo foi açoitado com diversas provas; ainda assim, “não houve, entre vós, quem voltasse para Mim, diz o Senhor” (v.17). Ninguém houve que percebesse os alarmes de Deus a fim de prepará-los para o que estava por vir. Se o tivessem percebido, não teriam abandonado o posto de seu dever quando severamente perseguidos. Mas as misericórdias do Senhor os encontrou e os fez vislumbrar o poder do evangelho, que apaga o passado e dá novo sentido ao futuro: “Considerai, Eu vos rogo, desde este dia em diante […]; mas, desde este dia, vos abençoarei” (v.18, 19).

Desde a queda de nossos primeiros pais, Satanás tem se empenhado arduamente na obra de nos afastar do nosso Criador. De forma desleal e cruel, ele tem arquitetado seus planos sempre no mesmo propósito: destruir a humanidade e acusar o Senhor como Deus injusto. Sua mente completamente egoísta e maligna não conseguia conceber o fato de que “o Senhor dos Exércitos” (v.6) se tornaria o Descendente da mulher (Gn.3:15) e passaria por tudo o que passou a fim de salvar a raça caída. Ainda assim, ele tremia ao pensar no cumprimento desta promessa e, durante toda a história do povo de Deus, fez tudo o que podia para impedir que o Deus homem entrasse no segundo templo e revelasse ao mundo a glória do Pai. Porque Jesus Cristo, Sua vida e Seu caráter, é a prova inquestionável, diante de todo o Universo, de que as acusações de Satanás são falsas e que a Palavra de Deus é verdadeira (Jo.17:17), é viva e é eterna (1Pe.1:23), e que o Pai “é amor” (1Jo.4:8).

Na morte do fiel Abel, o inimigo desferiu o seu primeiro golpe contra Adão e Eva. Ao matar todos os filhos de Jó e afligi-lo com úlceras malignas, queria provar que sua fé era condicional às bênçãos recebidas. Ao matar os discípulos, pensava em silenciar a voz militante da igreja primitiva. Ao incinerar cristãos nas fogueiras da inquisição, esperava abafar a trombeta da reforma protestante. Mas em todos os casos, houve apenas uma única resposta: fé genuína apesar das circunstâncias. O que Deus ensinou ao Seu povo através do profeta Ageu, Ele deseja que aprendamos hoje. Não são as nossas obras de igreja que nos santificam e nos preparam para o que está por vir, porque as nossas justiças são “como trapo da imundícia” (Is.64:6). O Senhor está reunindo “as coisas preciosas de todas as nações” (v.7) e o “Ímã” que as atrai é apenas um: Jesus Cristo.

Quando entendermos que não somos nós, nossa alimentação impecável, onde moramos, como nos vestimos, que nos tornam dignos de alguma coisa, e sim Jesus Cristo, o Pão da vida, o nosso seguro Refúgio, Aquele que nos oferece as Suas vestes brancas de pureza, seremos tão-somente prata e ouro nas mãos dAquele que operará em nós a Sua justiça salvífica. Porque, assim diz o Senhor: “Minha é a prata, Meu é o ouro” (v.8). Uma mensagem que Ele fez questão de explicar através do contemporâneo de Ageu: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu as ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).

Estamos sendo “purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10), e a pergunta é: Como os três jovens hebreus, estamos dispostos a entrar na fornalha se preciso for, ou assumiremos a postura covarde dos milhares de falsos adoradores que se curvaram diante da estátua (Dn.3:7, 12)? A “perseverança dos santos” (Ap.14:12), a obediência do último remanescente de Deus na Terra, será naturalmente percebida como fruto de um relacionamento de fé e de amor com o Criador. A fornalha da aflição está prestes a ser aquecida “sete vezes mais” (Dn.3:19), e só conseguirá vencer aquele que estiver “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2). Como Zorobabel foi uma ilustração da vitória de Cristo, Deus fará do Seu último povo o Seu “anel de selar” (v.23), selando-o “na fronte” (Ap.7:3), na sede do entendimento, elevando o seu caráter e nele revelando a face de Cristo.

Portanto, sê forte, povo de Deus, considerai o que Jesus já fez por nós e, “deste dia em diante” (v.18), Ele nos abençoará e nos dará a derradeira chuva do Seu Espírito. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, prata e ouro do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ageu2 #RPSP

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AGEU 1 – Comentado por Rosana Barros
9 de abril de 2021, 0:45
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“Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vesti-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado” (v.6).

Após os setenta anos do cativeiro babilônico, “para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia” (Ed.1:1), o qual emitiu um decreto que autorizava o retorno dos judeus a Jerusalém a fim de reconstruir o templo de Deus. Retornar a Jerusalém, contudo, significava abrir mão de tudo o que haviam conquistado em Babilônia. Mesmo na condição de exilados, muitos haviam adquirido muitos bens e viviam de forma confortável na terra estrangeira. Voltar para um país destruído e a incerteza quanto ao que os aguardava fez com que muitos dentre o povo permanecessem em Babilônia e apenas um pequeno grupo regressasse.

A reconstrução do templo tornou-se o objetivo de vida daquele povo, de forma que, lançados os alicerces do templo, houve um ajuntamento solene, com muitos cânticos. Os mais idosos, porém, ao lembrar da glória da “primeira casa, choraram em alta voz” (Ed.3:12), ao ver apenas um alicerce onde antes havia um belíssimo templo. As vozes de alegria e de choro se misturaram em vozes que puderam ser ouvidas de muito longe. Mesmo em face da autorização de Ciro, os judeus remanescentes encontraram muitas limitações e sérios problemas na reconstrução do templo. Homens maus se levantaram e impediram o povo de continuar a obra. Inicialmente, houve um período de grande tristeza e desânimo, mas, com o passar do tempo, os judeus se ocuparam na construção e embelezamento de suas próprias casas, esquecendo-se do propósito pelo qual haviam retornado.

Ainda que empenhados em se estabelecer em Jerusalém e seus arredores com o mesmo padrão de vida adquirido em Babilônia, suas tentativas eram frustradas. Pareciam ter muito, mas nunca estavam satisfeitos. Plantavam muito e colhiam pouco e os assalariados nunca recebiam o bastante para suprir as necessidades de suas famílias. Todos estavam ocupados demais para buscar o Senhor. Nesse tempo de letargia e indiferença, Deus levantou os profetas Ageu e Zacarias a fim de ajuntar o povo novamente e despertá-lo para o que realmente era importante. Mesmo em face das ameaças inimigas, aquele remanescente deveria manter em mente a fiel mensagem do Senhor: “Eu sou convosco” (v.13).

Há um cativeiro, hoje, do qual já fomos libertos pelo decreto do Rei dos reis: “Está consumado” (Jo.19:30). Jesus assinou com Seu sangue a nossa carta de alforria e nos promete: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Mas também há um inimigo que, ao perceber o esforço de muitos no propósito de fazer a vontade de Deus, cria barreiras e impedimentos a fim de causar desânimo, desviando-os da fé para as coisas corruptíveis deste mundo. E, ocupados demais em seus esforços por conquistas temporais e pelo reconhecimento humano, acabam como aquele remanescente pós-exílio, tão cheios de atividades para a satisfação própria, mas sempre insatisfeitos.

A nossa missão como último remanescente de Deus não requer a reconstrução de um templo onde muitos possam estar, mas de um templo onde o Senhor possa habitar: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas” (At.1:8). “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co.6:19-20). Essa mensagem nunca foi tão atual quanto o é hoje. Em um tempo comparado aos dias de Noé, quando a seu bel prazer “comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento” (Mt.24:38), somos chamados para agradar não o nosso apetite pervertido, não as nossas paixões carnais, não a opinião alheia, mas agradar a Deus. “Temei a Deus e dai-Lhe glória” (Ap.14:7) compõe o escopo da verdade presente para os nossos dias.

Deus tem levantado, hoje, homens e mulheres que qual Ageu tem clamado com a voz e com a vida: “Considerai o vosso passado” (v.5, 7). Enviados do Senhor a fim de despertar o povo de Deus para tomar novamente as ferramentas necessárias a fim de que o santuário do Espírito Santo esteja pronto para receber o Rei em toda a Sua glória. Muitos têm se perguntado porque Deus não fala hoje como falava com Seus profetas no passado. Mas o problema está em Deus não falar ou em não termos condições de ouvi-Lo? As pedras estão clamando através das descobertas científicas que o mau funcionamento do nosso corpo tem total influência sobre o nosso cérebro. E se a nossa mente está afetada pelos prejuízos que causamos ao nosso corpo, como poderemos discernir com clareza a suave voz do Espírito?

O objetivo principal da mensagem de saúde não se trata, portanto, amados, de uma fuga das doenças ou de um meio para sermos salvos, e sim de glorificarmos a Deus através de um corpo são e uma mente esclarecida. “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31). Então, se exercitar, se alimentar de maneira saudável, ser temperante, beber água com frequência, renovar o ar dos pulmões, tomar banho de sol, dormir bem à noite e confiar em Deus não serão oito sacrifícios, mas oito formas de amar o meu Criador e conhecê-Lo melhor. Em um mundo escravizado pelos costumes que têm destruído o corpo e a mente e afastado multidões da vida eterna (Jo.17:3), experimente esta verdade presente de preparar-se para ser um templo cheio do Espírito Santo. Vigiemos e oremos!

Bom dia, templos do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ageu1 #RPSP

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SOFONIAS 3 – Comentado por Rosana Barros
8 de abril de 2021, 0:45
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“Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor” (v.12).

A condição espiritual dos moradores de Jerusalém era degradante, não obstante ostentassem uma postura religiosa. Seus príncipes e juízes eram cruéis, seus profetas, levianos, seus sacerdotes, profanos. “Manhã após manhã” (v.5) o Senhor revelava a Sua justiça, enquanto eles se levantavam de madrugada para praticar a corrupção (v.7). Os juízos divinos sobre as nações impenitentes deveriam ter sido levados em consideração pelo povo, como claras advertências contra o que é mau. Contudo, ele escolheu o caminho da obstinação: “Não atende a ninguém, não aceita disciplina, não confia no Senhor, nem se aproxima do seu Deus” (v.2). Perante Deus, Jerusalém tornou-se uma cidade pior que as cidades ímpias que “foram destruídas” (v.6).

Mas no meio das ruínas espirituais de Jerusalém Deus enxergou algo precioso. É descrito aqui um reforço ao conceito da sacudidura do povo de Deus: “tirarei do meio de ti os que exultam na sua soberba […]. Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor” (v.11, 12). Ou seja, a escória é tirada e o ouro é deixado; a palha sai e o grão fica. O Senhor não suscitaria uma nova nação, mas renovaria a nação existente retirando os soberbos e confirmando os humildes. “Dalém dos rios da Etiópia” (v.10), Deus congregaria os Seus adoradores de todas as nações como um só povo sob a segurança da fiel promessa: “Eu os congregarei” (v.18). “Os restantes de Israel” (v.13) constituiriam um povo peculiar que anda na verdade, uma revelação do caráter de Cristo antes que Este viesse primeira vez ao mundo.

Se o Senhor tivesse sido fielmente representado por Israel no passado, com Seu amor, alegria e poder para salvar (v.17), certamente o nascimento de Cristo teria sido uma celebração ouvida pelas nações ao redor e Seu ministério terrestre, completamente desimpedido de corações obstinados e soberbos. Cristo veio, porém, para revelar o verdadeiro caráter do Pai, que Israel “religiosamente” distorceu. Ao contrário do cântico da filha de Sião, fruto de um louvor sincero “de todo o coração” (v.14), a respeito daqueles que diziam representá-Lo, Cristo declarou: “Este povo honra-Me com os lábios, mas seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8).

Como aqueles que professam crer em Jesus e aguardar a Sua segunda vinda, estamos, de fato e de verdade, buscando a semelhança de Cristo? Enoque foi tão fiel e perseverante em sua busca, ainda que no meio de uma geração continuamente má, que Deus o tomou para Si (Gn.5:24). Elias almejou tanto a companhia de Deus diante da apostasia de Israel, que também foi levado ao Céu sem passar pela morte (2Rs.2:11). Ainda que habitando na capital da idolatria e da imoralidade, Daniel se manteve puro, e seus olhos viram o próprio Jesus. A respeito do “povo modesto e humilde” (v.12) dos últimos dias, aqueles que apesar de viverem nos momentos mais escuros da Terra, “suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4), eis o que Cristo promete: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).

Você aceita fazer parte da nação santa de Deus? É simples. Escolha Jesus Cristo. NEle encontramos as respostas para uma vida modesta e humilde. Ser um seguidor e representante de Cristo não significa aparecer mais do que os outros, mas ser semelhante a Ele tanto em multidões quanto diante de uma só pessoa. Não fomos chamados para agradar a homens, mas para agradar a Deus. E mesmo que nesse processo sejamos incompreendidos, o Senhor nos diz: “Não temas […]. O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; Ele Se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no Seu amor, regozijar-Se-á em ti com júbilo” (v.17). Sejamos, pelo poder do Espírito Santo, o motivo do sorriso de Deus. Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo modesto e humilde!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Sofonias3 #RPSP

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SOFONIAS 2 – Comentado por Rosana Barros
7 de abril de 2021, 0:45
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“Buscai o Senhor, vós todos os mansos da terra, que cumpris o Seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do Senhor” (v.3).

As ameaças contra as cinco nações inimigas do povo de Deus anunciavam o livramento dos “restantes da casa de Judá” (v.7) e a destruição dos perversos, “até que não haja um morador sequer” (v.5). Em contraste com a abordagem violenta e orgulhosa daquelas nações, o Senhor convocou “todos os mansos da terra” (v.3) a se aproximarem dEle. A palavra hebraica usada para designar a mansidão significa “se inclinar”, “se submeter”. Ou seja, biblicamente falando, ser manso é muito mais do que manifestar tranquilidade; ser manso é ser submisso à vontade de Deus, estar conformado com ela. Nesse sentido, podemos compreender melhor o convite do Salvador: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt.11:28-29).

A vida de Jesus foi de perfeita e completa obediência. Sua submissão ao Pai era constante e nada fazia por vontade própria. Em cada madrugada despertava na certeza de que Seu Pai O aguardava para com Ele entreter preciosos momentos de comunhão. Ali, Jesus recebia as instruções do dia e o vigor espiritual para combater “o bom combate” (2Tm.4:7). Sua mansidão era claramente percebida em Suas palavras e vista em Suas ações. Não se tratava apenas de um Homem gentil, mas dAquele que revelou ao mundo a verdadeira mansidão, que é andar humildemente com Deus em submissão. O conselho dado através do profeta: “Buscai o Senhor […], buscai a mansidão” (v.3), rasga as cortinas do tempo e nos diz, hoje: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo.2:5).

Conhecido como o homem mais manso da Terra (Nm.12:3), Moisés recebia diariamente do Senhor as instruções e o poder para liderar a nação eleita. Era um homem submisso à vontade divina. No episódio das águas de Meribá não foi a manifestação de sua ira que o privou de entrar em Canaã, e sim seu ato de incredulidade e de rebeldia ao descumprir uma ordem de Deus (Nm.20:12). Portanto, a mansidão não é algo que se conquista e se torna inerente ao homem, mas um dom do Espírito que precisa ser buscado a cada dia na escola de Cristo. Precisamos encarar as adversidades como oportunidades de avanço e não como inibidoras dele. É nesse processo que, qual Moisés, o nosso encontro diário com Deus transparecerá em nossa face.

Semelhante aos juízos que sobreviriam sobre as nações impenitentes, a Terra está prestes a ser atingida pelos “sete flagelos dos sete anjos” (Ap.15:8). E o chamado do Senhor a “todos os mansos da terra” (v.3) que ainda estão na Babilônia espiritual é este: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Existem multidões de mansos que ainda não ouviram o último chamado de Deus. Pessoas que, mesmo não conhecendo toda a verdade, são muito sinceras e fiéis no que acreditam ser o correto. Mas o Senhor “atentará para eles e lhes mudará a sorte” (v.7). A todos, porém, que “escarneceram e se gabaram contra o povo do Senhor dos Exércitos” (v.10), serão “como Sodoma” e “como Gomorra” (v.9) “no dia da ira do Senhor” (v.3).

Olhemos para Jesus e busquemos nEle a mansidão e a humildade que necessitamos a fim de que sejamos participantes de Sua vida vitoriosa. Vigiemos e oremos!

Bom dia, mansos da Terra!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Sofonias2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



SOFONIAS 1 – Comentado por Rosana Barros
6 de abril de 2021, 0:45
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“Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia do Senhor é amargo, e nele clama até o homem poderoso” (v.14).

Em um tempo consideravelmente próspero, quando o rei Josias promovia uma significativa reforma espiritual em Judá, Deus levantou Sofonias após um período de silêncio profético. Da linhagem real de Ezequias (v.1), o profeta estava familiarizado com a apostasia dentre aqueles que deveriam liderar a nação com o temor do Senhor. Vestindo-se da cultura pagã e idólatra dos povos vizinhos, Judá havia perdido sua identidade assemelhando-se a eles. A reforma nos dias de Josias “purificou a Judá e a Jerusalém” (2Cr.34:5). E, encontrado “o Livro da Lei na Casa do Senhor” (2Cr.34:15), Josias cuidou em lê-lo perante todo o povo e renovar a “aliança ante o Senhor” (2Cr.34:31).

Tal reavivamento e reforma causou um grande impacto na nação e deu início a um período de paz. No entanto, a fidelidade do povo só durou o tempo de vida de Josias, e era dever de Sofonias indicar-lhes o futuro tempestivo que os aguardava. Com linguagem apocalíptica, suas palavras apontavam para o cativeiro babilônico e possuem uma íntima relação com o juízo final: “De fato, consumirei todas as coisas sobre a face da Terra, diz o Senhor” (v.2). Primariamente, quanto ao reino de Judá, a profecia era uma ameaça contra os idólatras, contra os adoradores divididos (v.5) e contra os indiferentes (v.6). O que não deixa de ser uma clara advertência de Deus quanto à aplicação de Seu derradeiro juízo.

A Bíblia apresenta o Dia do Senhor sob dois pontos de vista: o dos perdidos e o dos salvos. Para os salvos representa libertação e salvação. Dia de alegria e de encontro com o seu Deus (Is.25:9). Para os perdidos “é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas” (v.15). É certo que “o grande Dia do Senhor” (v.14), portanto, revelará o maior contraste que este mundo já viu, quando a maturação do mal terá seus efeitos aniquilados enquanto os salvos serão como um troféu perante o Universo dAquele que os comprou a preço de sangue.

Nesses últimos dias muitos falsos “profetas” têm se levantado alegando ser detentores de revelações divinas e usando da mídia para supervalorizar seus pontos de vista. Muitos destes são responsáveis pela instalação do pânico e do medo no coração “dos que não buscam o Senhor” (v.6), alardeando mensagens totalmente divergentes do assim “diz o Senhor” (v.2). As palavras de Sofonias não tinham a intenção de causar pavor, mas de promover a perseverança necessária a fim de que os fiéis soubessem que haveriam de enfrentar um tempo sobremodo difícil e os ímpios fossem avisados e tivessem a oportunidade de se arrepender.

Há um juízo iminente que precisa ser anunciado tanto quanto um amor que precisa ser revelado. O amor de Deus não vela a Sua justiça, e vice e versa. Ambos são igualmente manifestados na pessoa de Jesus Cristo, que, por Sua justiça, foi o protagonista do maior ato de amor de todos os tempos. Diante de uma época de incertezas, quando a vida está ameaçada por um inimigo microscópico, precisamos definir de que lado estamos independente da força espiritual alheia. A morte de Josias marcou uma nova fase de apostasia entre o povo. Não podemos apoiar a nossa fé na fé de outros. As virgens néscias farão isso (Mt.25:8) e descobrirão tarde demais que o Espírito Santo não é dado no último momento, mas outorgado é a todos os que O tem buscado diariamente.

Que, cheios do Espírito Santo, proclamemos ao mundo “o evangelho eterno” (Ap.14:6). Que temperada com amor, a mensagem do juízo divino abale toda a Terra: “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!”. Vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Sofonias1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



HABACUQUE 3 – Comentado por Rosana Barros
5 de abril de 2021, 0:45
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“Tenho ouvido, ó Senhor, as Tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a Tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na Tua ira, lembra-te da misericórdia” (v.2).

O livro que iniciou com uma oração em forma de lamentação, termina com uma oração “sob a forma de canto” (v.1). Alarmado diante das circunstâncias que abateriam o povo de Judá, o profeta iniciou o seu louvor com dois pedidos: 1º “aviva a Tua obra, ó Senhor” e 2º “na Tua ira, lembra-Te da misericórdia”.

O desejo do profeta não era apenas para a sua geração, mas para as gerações que surgiriam “no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos” (v.2). De uma maneira linda e plena, Deus transformou o Habacuque perplexo em um homem de fé. Por mais que as circunstâncias pareçam ser um indicativo de fracasso, ele aprendeu que Deus é Deus independente de estarmos enfrentando boas ou más situações. Tudo está sob o controle dAquele cuja “glória cobre os céus” (v.3). De geração em geração, o Senhor revela o Seu poder “para salvamento” (v.13) do Seu povo e a Sua contínua misericórdia para com aqueles que O amam.

O avivamento da obra de que o profeta se referiu não tem que ver com obras laborais ou com rituais religiosos, mas com o verdadeiro conhecimento de Deus. Após ouvir a resposta do Senhor, ele compreendeu a parte que lhe cabia: “pois, em silêncio, devo esperar” (v.16). Habacuque aprendeu a confiar em Deus apesar das circunstâncias. O inimigo poderia lhe tirar todo o sustento (v.17), “todavia” (v.18), a sua alegria no Deus em quem confiava não mudaria. Isso é viver pela fé, uma fé viva e inteligente.

Viver pela fé não é simplesmente professar um credo religioso, mas perseverar na fé em Cristo “ainda que” falte o alimento; “ainda que” haja desemprego; “ainda que” morra alguém que amamos; “ainda que” pessoas nos decepcionem; “ainda que” tudo nos falte. Viver pela fé é confiar nAquele que jamais nos faltará (Sl.23:1). Quando Deus é suficiente em nossa vida, aprendemos a viver contentes “em toda e qualquer situação” (Fp.4:11).

Precisamos buscar viver o que Habacuque viveu e o que o apóstolo Paulo viveu e declarou: “entristecidos, mas sempre alegres; […] nada tendo, mas possuindo tudo” (2Co.6:10). Eis que a Bíblia nos apresenta a verdadeira alegria! Tal comunhão e intimidade com o Senhor redunda em sublime e incomparável felicidade. Quando escolhemos derramar nossas lágrimas e expor nossas aflições no altar do Senhor, Ele converte a nossa tristeza em gozo, o nosso pesar em alegria perene. Porque “os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:5-6).

Permita que o Espírito Santo frutifique em seu coração a verdadeira alegria (Gl.5:22). Desprenda-se das encostas de risco deste mundo e que seja “o Senhor Deus” a sua fortaleza (v.19). Então, ainda que as dificuldades deste mundo de pecado tirem o sorriso de seus lábios, jamais conseguirão tirar a alegria do seu coração. Vigiemos e oremos!

Bom dia, alegres no Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Habacuque3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/watch?v=sKDYw2gzj0A



HABACUQUE 2 – Comentado por Rosana Barros
4 de abril de 2021, 0:45
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“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé” (v.4).

Angustiado diante da situação de Judá, Habacuque dirigiu-se a um lugar especial na certeza de que, de alguma forma, o Senhor lhe responderia. No silêncio da solidão, ele buscou ouvir a única voz que poderia saciar os anseios de seu coração. Sua “queixa” (v.1) não era uma reclamação, mas uma lamentação. No entanto, a vigília do profeta não mais tinha o objetivo de lamentar, e sim de esperar a resposta de Deus ao seu lamento.

Uma visão lhe foi concedida com uma mensagem para que “a possa ler até quem passa correndo” (v.2). A angústia que outrora inquietava-lhe o coração solitário, tornou-se em esperança gravada “sobre tábuas” (v.2) para todo o povo. A mensagem de justificação pela fé é seguida de uma série de “ais” sobre os principais pecados de Babilônia. Fraude, roubo, extorsão, cobiça, homicídio, bebedice, luxúria, imoralidade, idolatria, eram os “alicerces” sórdidos sobre o qual aquele império fora construído e sobre os quais seria destruído.

Por mais que o mal pareça prevalecer, “no tempo determinado” (v.3) por Deus ele cai por terra. E assim como cumpriu-se o fim da antiga Babilônia, cumprir-se-á o fim da Babilônia atual: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). Ainda que pareça demorar, eis que “se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (v.3). A fé nesta promessa é o que move a vida do cristão. A certeza de que, “no tempo determinado”, chegará a vez do verdadeiro culpado (v.16) tomar do cálice que o Inocente bebeu (Mt.26:39).

Lutero passou por uma luta semelhante a Habacuque e foi testemunha ocular de corrupção semelhante. Ao deparar-se com o verdadeiro significado da cruz, percebeu que o seu pior inimigo habitava em sua carne e que a sua única chance de salvação estava na fé nAquele que o salvou. Aquele que encheu a terra “do conhecimento da glória do Senhor” (v.14) passou a ser o alvo de seus mais profundos estudos. Em Jesus, tanto Lutero, como Habacuque, Isaías e tantos outros, têm descoberto o verdadeiro caminho da vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3).

No lugar Santíssimo do santuário celeste, Jesus tem cumprido o Seu ministério sacerdotal, aguardando apenas uma ordem do Pai: “Vai buscar os que são Teus!”. Aqueles que viveram pela fé no Filho de Deus e que suspiraram e gemeram “por causa de todas as abominações que se cometeram” (Ez.9:4) sobre a terra, como Habacuque em sua torre de vigia, estarão vigiando conforme a ordem do Mestre: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt.24:42).

Que a nossa fé seja fortalecida nAquele que prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). E que prontos estejamos todos para dizer: “Eis que este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, justificados pela fé em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Habacuque2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100




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