Reavivados por Sua Palavra


JEREMIAS 24, Comentado por Rosana Barros
18 de agosto de 2017, 0:30
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“Dar-lhes-ei coração para que Me conheçam que Eu sou o SENHOR; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus; porque se voltarão para Mim de todo o seu coração” (v. 7).


A visão dos dois cestos de figo representava a situação dos filhos de Judá no período do exílio babilônico. O fato dos figos terem sido recolhidos em cestos, indica que o SENHOR mesmo separaria os frutos bons dos frutos ruins. A rendição daqueles que fossem levados como exilados os favoreceria em terra estranha, de forma que Deus os conservaria e os conduziria à verdadeira adoração. Já os que insistiriam em permanecer em Jerusalém ou em fugir para as terras do Egito, sofreriam as consequências da desobediência e não teriam a bênção do SENHOR.

Diferente da atitude do grande e primeiro patriarca do povo, a maioria escolheu não dar ouvidos ao SENHOR e permanecer na terra natal ou voltar à terra onde outrora haviam sido libertos da escravidão. Quando Deus disse a Abraão: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei” (Gênesis 12:1), o resultado foi obediência. Abraão não questionou a ordem de Deus, mas prontamente obedeceu e foi. Simplesmente porque ele fez uma coisa: ele creu.

A descrença dos filhos de Judá os levou a triste realidade de frutos “ruins, que, de ruins que eram, não se podiam comer” (v. 2). Isto é, que não prestavam para mais nada, senão para serem lançados fora. E esta mesma realidade incrédula pode ser notada hoje também. Notem bem que as advertências que temos estudado não foram dadas a povos pagãos, mas ao povo escolhido de Deus. Judá tornou-se uma nação arrogante e, cheios de si, seus líderes transmitiam “ao restante de Jerusalém” (v. 8) uma religião repleta de rituais, mas vazia de Deus.

Nossa geração de cristãos, chamada por Deus de Laodiceia, nos coloca diante da mesma visão dada a Jeremias centenas de anos atrás. Estamos no cesto dos frutos bons ou no cesto dos frutos ruins? Os laodiceanos são aqueles que não rejeitam a Deus totalmente, mas que também não O servem por completo. Ou seja, se intitulam cristãos, vivem como cristãos, se orgulham do título de cristãos, mas não se gloriam em conhecer a Deus e sim em seus próprios méritos: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma”, porém, não sabem que são figos muito ruins, infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Apocalipse 3:17).

O fato de fazermos parte desta geração não nos condiciona a vivermos a realidade de Laodiceia. Podemos, pela graça maravilhosa de Jesus, fazer parte da cesta dos “figos temporãos” (v. 2), se tão-somente buscarmos nEle tudo o que precisamos para a nossa subsistência espiritual: “Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (Ap. 3:18).

A declaração de Cristo “Venho sem demora” (Ap. 3:11) nunca esteve tão perto de seu cumprimento. O mundo geme e grita as dores de um planeta que não suportará mais tanto tempo as consequências advindas das ações dos “que destroem a terra” (Ap. 11:18). O SENHOR está separando os frutos bons dos frutos ruins e tem clamado com a linguagem da súplica e das lágrimas para que todos tenham a oportunidade de ouvir o Seu último clamor.

Até quando vais resistir? Permita que Deus lhe conceda um coração que O conheça e que seja completamente conduzido por Ele. Então, recolhido no cesto do SENHOR, terás o olhar do Pai a seu favor e Ele lhe plantará no “Reino do Filho do Seu amor” (Colossenses 1:13).

Bom dia, figos muito bons!

Desafio do dia: Aprofunde o estudo da Palavra do SENHOR e, se ainda não possui, adquira e LEIA a série “O Grande Conflito”, de Ellen G. White. Seus olhos se abrirão para uma melhor compreensão das Escrituras.
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Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 23 – Comentado por Rosana Barros
17 de agosto de 2017, 0:30
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“Eis que sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse” (v. 31).


Dando sequência às profecias de juízo sobre os reis de Judá, Jeremias agora expressa os juízos de Deus sobre os maus pastores e sobre os falsos profetas. Na verdade, os pastores representam toda a liderança da nação, desde os reis até os sacerdotes. À frente das ovelhas do pasto do SENHOR estavam pastores que ao invés de congregá-las, as dispersavam com suas ideias contrárias às palavras de Deus. Mas o SENHOR mesmo voltaria a recolher o restante de Suas ovelhas e levantaria pastores que as apascentassem, de forma que nenhuma delas se desgarrasse.

Semelhantemente, os falsos profetas dispersavam o povo com suas profecias fajutas, de tal forma que Deus declarou: “Mas nos profetas de Jerusalém vejo coisa horrenda” (v. 14). Em contraste com a mensagem verdadeira revelada a Jeremias, os falsos profetas alegavam sonhar e ter visões da parte de Deus, declarando: “Paz tereis” e “Não virá mal sobre vós” (v. 17). Contudo, Deus não os havia escolhido e nem tampouco falado com eles (v. 21).

Estamos diante de um tema extremamente sério. O que estava acontecendo com Judá foi predito por Jesus que aconteceria em nossos dias: “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mateus 24:24). O fundamento de nossa fé não pode jamais estar baseado em doutrinas de homens que pregam de forma contrária ao ASSIM DIZ O SENHOR, ou que omitem preciosas verdades das Escrituras. A ordem de Deus é clara: “mas aquele em quem está a Minha palavra fale a Minha palavra com verdade” (v. 28).

Assim como “nos últimos dias” o povo entenderia os desígnios do SENHOR “claramente” (v. 20), quão digna de prioridade deveria ser para nós a busca pela verdade. Como seres inteligentes, Deus nos dotou de capacidade para compreender os Seus desígnios para a nossa vida aqui e no porvir. Quando alguém se dispõe, humildemente, a buscar ao SENHOR e compreender a Sua Palavra, o Espírito Santo é enviado para o guiar aos “pastores” levantados por Ele (v. 4). Como o oficial de Candace, a ovelha recebe a verdadeira instrução e todo o medo e toda a dúvida se vai (Atos 8:31).

Muito cuidado, amados! Pois “a terra está cheia de adúlteros” (v. 10). São falsos profetas que proclamam mentiras em nome de Deus e que ainda cometem a vileza de afirmar: “Ele disse” (v. 31). Com que terror deveriam estes temer as consequências de suas ações! Jesus afirmou que seria melhor pendurar uma grande pedra ao pescoço e se lançar ao mar do que fazer tropeçar um dos Seus (Mateus 18:6).

O recado de Deus para mim e para você hoje é curto e objetivo: “Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam e vos enchem de vãs esperanças”! Por quê? Porque “falam as visões do seu coração, NÃO O QUE VEM DA BOCA DO SENHOR” (v. 16). Ninguém, repito, ninguém, vai poder alegar no grande Dia do SENHOR que foi enganado e não sabia. Da mesma forma que Jesus veio a primeira vez para executar “o juízo e a justiça na terra” (v. 5), Ele virá segunda vez como “SENHOR, Justiça Nossa” (v. 6).

Multidões têm declarado seguir a Jesus e mal sabem abrir uma bíblia. Vivem uma religião de manifestações físicas, enquanto o coração é conduzido tal qual as maldades de Sodoma e Gomorra (v. 14). É muito confortável permanecer em um lugar onde não há compromisso com a verdade. O fato é que é fácil ser “cristão” em nossos dias. É só frequentar uma igreja, gostar de música gospel e acompanhar o êxtase emocional da congregação. Mas, assim como Deus mesmo recolheria as Suas ovelhas de Judá, hoje, Ele está recolhendo os Seus filhos “de todas as terras para onde os tinha arrojado” para que muito em breve habitem “na Sua terra” (v. 8).

“Que tem a palha com o trigo? – diz o SENHOR” (v. 28). Que tem o injusto com o justo? Que tem a mentira com a verdade?

“Eis a tempestade do SENHOR!”, e com ela o furor de Sua ira “sobre a cabeça dos perversos” (v. 19). Mas “tão certo como vive o SENHOR”, “eis que vêm dias” em que “Judá será salvo e Israel habitará seguro”, e por meio de Jesus Cristo seremos coparticipantes das recompensas eternas. Como Pedro, sejamos cautelosos e nos mantenhamos firmes no ASSIM DIZ O SENHOR: “Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza; antes, crescei na graça e NO CONHECIMENTO de nosso Senhor Jesus Cristo…” (II Pedro 3:17-18).

Bom dia, trigo do celeiro divino!

Desafio do dia: Oremos por nossos pastores e líderes para que eles bem representem o nome do SENHOR e, se acaso têm sido desviados da verdade, que o Espírito Santo os reconduza.

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 22, Comentado por Rosana Barros
16 de agosto de 2017, 0:30
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“Julgou a causa do aflito e do necessitado; por isso, tudo lhe ia bem. Porventura, não é isso conhecer-Me? – diz o SENHOR” (v. 16).


Digamos que eu saiba o seu nome, a sua profissão e onde você mora. Isto significa que eu lhe conheço de verdade? Não. É apenas um conhecimento superficial. Esta era a situação do povo e, principalmente, de seus governantes. As profecias agora se dirigem a uma sucessão dos reis de Judá. De uma forma reiterada, um rei após o outro buscava apenas seus próprios interesses egoístas e ignorava as palavras do SENHOR por intermédio de Seu servo Jeremias.

A coroa real não representava uma posição privilegiada apenas, mas deveria ser o peso da responsabilidade que sobre cada monarca repousava de governar sob a égide do direito e da justiça. Abaixo do rei estava o povo, mas acima dele deveria estar Deus. Quando o Rei dos reis e SENHOR dos senhores governava o coração de um rei terreno, sob Sua administração havia justiça prática e “tudo lhe ia bem” (v. 16). No entanto, os reis citados no capítulo de hoje buscaram seu próprio infortúnio e, servindo a outros deuses, edificaram para si patrimônio para destruição.

Não tem nada mais ofensivo a Deus do que a injustiça. Como também não tem nada mais agradável ao SENHOR do que a prática da justiça. Os reis de Judá também atuavam como juízes do povo. Sua jurisdição compreendia toda a nação e, diante de tal encargo, com que demasiado interesse deveriam pedir a Deus o mesmo que pediu Salomão: “Dá, pois, ao Teu servo coração compreensivo para julgar a Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?” (I Reis 3:9).

A prática da justiça segundo o coração de Deus é a prova mais contundente de que verdadeiramente O conhecemos: “Porventura, não é isso conhecer-Me?”.

O discípulo amado em sua primeira epístola disse o seguinte: “Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nEle não está a verdade” (I João 2:4). Ao ser indagado sobre qual seria “o grande mandamento na Lei”, Jesus respondeu: “Amarás o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” e, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:36-39). Cristo não criou algo novo, mas repetiu as palavras de Deuteronômio 6:5 e de Levítico 19:18, declarando que a essência da lei de Deus é o AMOR. O apóstolo Paulo igualmente inspirado por Deus, declarou: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei”, ou seja, a prática da justiça, “é o amor” (Romanos 13:10).

No grande Dia da volta de Jesus, Ele fará a separação entre dois grupos: os justos e os injustos; os que amaram e os que não amaram; os que O conhecem e os que não O conhecem. E a descrição feita por Ele em Mateus 25:31-46 (Leia!) comprova a veracidade do título perfeitamente apropriado de uma das obras do pastor Alejandro Bullón: “Conhecer Jesus é tudo”, que diz o seguinte: “Se não existir um relacionamento de amor entre Cristo e nós, a vida se torna vazia, oca. O cristianismo vira um fardo, uma pesada carga de proibições e deveres. Podemos carregá-lo um ou dois ou vinte anos, mas um dia chegamos ao limite e o largamos, ou nos tornamos zumbis, homens [e mulheres] sem vida…” (p. 60).

Precisamos desfrutar de um relacionamento íntimo com o nosso Salvador e não viver um cristianismo de formalidades. Jesus deseja ter uma relação de amizade conosco. “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do SENHOR!” (v. 29), é um clamor dAquele que pagou o preço do teu resgate para que você possa muito em breve encontrar o teu melhor Amigo. Saber o nome de Jesus, que Ele é Deus e que mora no Céu, não faz de você um cristão. Ser cristão é calçar as “sandálias” de Cristo e desgastá-las por amor a Deus e ao próximo. Está você disposto?

Bom dia, cristãos!

Desafio do dia: Adquira o livro “Conhecer Jesus é tudo”. E boa leitura! Acesse: www.cpb.com.br

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 21, Comentado por Rosana Barros
15 de agosto de 2017, 0:30
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“A este povo dirás: Assim diz o SENHOR: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte” (v. 8).

As profecias dadas a Jeremias começaram a mostrar a sua veracidade. De uma forma persistente e muito clara, o profeta havia predito a futura destruição caso o povo não se arrependesse dos seus maus caminhos. Porém, obstinados e insubmissos, os líderes do povo tinham sido os primeiros a negar-se a ouvir as palavras proféticas, e encaminharam a nação rumo a uma guerra já vencida.

Nabucodonosor foi escolhido por Deus como um vingador e o momento disso cumprir-se era chegado. Durante muito tempo o profeta havia erguido o último chamado de Deus, sendo por isso ridicularizado e escarnecido. Então, ao ver os exércitos de Babilônia cercar a cidade, o rei Zedequias reconheceu, pela primeira vez, a autenticidade das palavras de Jeremias: “Pergunta agora por nós ao SENHOR” (v. 2). Contudo, ERA TARDE DEMAIS!

A invasão era inevitável e o cerco estava estabelecido. O que o SENHOR havia dito que faria estava diante dos olhos de todo o povo. Contudo, novamente, Ele coloca diante de todos a possibilidade de escolherem “o caminho da vida” (v. 8). Dentro dos portões de Jerusalém, a corrupção e a idolatria prevaleciam e, fora deles, o SENHOR lhes estendeu uma nova chance: “mas o que sair e render-se aos caldeus, que vos cercam, viverá, e a vida lhe será como despojo” (v. 9). A mensagem central era: Entreguem-se à Babilônia, e vocês não irão participar dos juízos que recairão sobre Jerusalém e toda a Judá.

A história comprova que Babilônia assumiu o governo do mundo da época e, com cetro de ferro, Nabucodonosor ergueu um império que teve grande êxito por quase 70 anos. Porém, após este período, Deus faria o Seu povo sair de Babilônia e regressar para Jerusalém. O que nos mostra que, para cada fase da história, o SENHOR tem um chamado especial para o Seu povo, que se resume na seguinte ordem: “Ouvi a palavra do SENHOR!” (v. 11).

A escatologia bíblica nos mostra, de uma maneira evidente e, historicamente contundente, que as profecias para o tempo do fim iniciaram suas aplicações no ano de 1798, segundo o livro de Daniel e o livro de Apocalipse (Não se preocupe, estudaremos estes livros de forma mais profunda). A partir deste ano, não mais estamos diante de uma guerra entre nações apenas, mas de um conflito que dará fim a toda a história de pecado deste planeta. E, semelhante ao término do jugo babilônico, o chamado do SENHOR para nós é que saiamos da Babilônia contemporânea: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap. 18:4).

A situação dos seres humanos nos últimos dias é descrita por Paulo em II Timóteo 3:1-5 (Leia!). E a sua advertência para todo filho de Deus é: “Foge também destes”, porque “estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé” (II Timóteo 3:5 e 8). Da mesma forma que os que seguiram os falsos profetas e líderes foram punidos juntamente com eles na época de Jeremias, o mesmo se dará nestes últimos dias. E o chamado para os filhos de Deus tem sido: “Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o SENHOR” (II Timóteo 2:22). Coração puro não significa ouvir a voz do nosso coração enganoso, e sim a voz dAquele que é “o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14:6).

Jesus mesmo foi enfático ao declarar: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI, que está nos céus” (Mateus 7:21). A VONTADE do Pai está contida em Sua Palavra, e, conhecendo-a, passamos a conhecer também o caminho da vida (João 17:3). Não há meio termo no fato de que estamos diante do mesmo dilema: “Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte”. E, como nunca antes, a profecia de Joel é um clamor urgente de um Deus que deseja ardentemente nos salvar: “Multidões, multidões no vale da Decisão! Porque o Dia do SENHOR está perto, no vale da Decisão” (Joel 3:14). Que a minha e a tua decisão seja pelo caminho da vida!

Bom dia, chamados para a salvação!

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 20, Comentado por Rosana Barros
14 de agosto de 2017, 0:30
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“Mas o SENHOR está comigo como um poderoso guerreiro…” (v. 11).


Pela primeira vez, o livro de Jeremias relata uma violência física contra o profeta. Pasur, “presidente na Casa do SENHOR” (v. 1), feriu o homem de Deus “e o meteu no tronco” (v. 2). Atentem bem para dois detalhes muito importantes: Pasur era líder religioso e feriu e prendeu o profeta “na Casa do SENHOR” (v. 2). Ou seja, a mensagem de advertência que deveria ser aceita em primeiro lugar pelos líderes da igreja, além de ter sido rejeitada, ainda foi motivo de uma violência contra Jeremias com o propósito de que em algum momento ele se deixasse persuadir (v. 10). Só que existe uma coisa que ímpio algum consegue entender, e é esta:

Quando um cristão assume um compromisso genuíno de fidelidade ao SENHOR, e nEle confia de todo o coração, um “tronco” não o impede de avançar, mas o impulsiona para o alvo!

Aquele líder maldito receberia exatamente o preço de seu ato maligno. Ele, bem como todos os seus amigos que seguiram as suas falsas profecias, receberiam a mesma punição e, pela primeira vez, algo na sua vida seria uma profecia verdadeira: o seu novo nome, “Terror-Por-Todos-Os-Lados” (v. 3). A saga do mal teria fim com Jeremias ainda em vida. O profeta seria testemunha ocular da destruição de seus inimigos pelos exércitos de Babilônia (v. 5).

E em meio a este completo caos, “todo o dia” (v. 8), Jeremias tinha que enfrentar escárnios e zombarias (v. 7) do povo pelo qual tinha “de gritar e clamar: Violência e destruição!” (v. 8). Era uma mensagem de juízo, mas também de redenção. Contudo, até os “íntimos amigos” (v. 10) do profeta planejavam a sua queda. Que cenário desesperador! Jeremias não podia contar com absolutamente ninguém! Sua família o perseguia, seus amigos conspiravam contra ele e os líderes religiosos desejavam matá-lo. O que fazer diante de tão aterradora realidade?

“Ó SENHOR” (v. 7), expressa o nome do único em quem o profeta podia confiar. E foi a Ele que Jeremias recorreu. Fazer a vontade de Deus estava muito além de suas forças. E negar fazer a vontade de Deus, muito aquém do desejo ardente de seu coração. O Poderoso Guerreiro estava a postos em favor de Seu profeta e o livraria “das mãos dos malfeitores” (v. 13). O mesmo Jesus que disse: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” (Mateus 10:34), também estava com seu servo Jeremias a lhe confortar pelo desprezo dos “da sua própria casa” (Idem, v. 36).

Ao aceitar o desafio de andar na contramão do mundo e na direção de Deus, todo discípulo assume o compromisso de andar nas pisaduras de seu Mestre. E este compromisso tanto requer fidelidade quanto exige humildade. Humildade para reconhecer que a sua natureza pecaminosa precisa constantemente do toque restaurador e purificador de Cristo; que como uma criança de colo, depende totalmente dos cuidados do Pai; e que, como Filipe, deve obedecer prontamente à voz do Espírito Santo (Atos 8:29).

Os sofrimentos do profeta eram muitos, porém passageiros. Semelhante a Jó, considerou mais vantajoso o não nascer do que prosseguir contemplando a dureza do coração humano e os resultados de tal mal. Ainda assim, conseguia encontrar forças para erguer louvores ao Deus que lhe faria justiça (v. 13).

A Bíblia não é um conto de fadas com fábulas que te iludem e te levam a suspirar por coisas banais. A Bíblia é a Palavra do SENHOR Deus Todo-Poderoso, que te fala a verdade, ainda que esta verdade não reflita o que você deseja. Erguer a bandeira da verdade, portanto, é estar envolvido em uma batalha e, onde há batalha, há inimigos. Mas Jesus nos orienta com as seguintes palavras: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mateus 10:28).

Assim como Jeremias confiou no SENHOR, confie a tua causa a Ele (v. 12), e diga, “todo o dia” (v. 8): “Mas o SENHOR está comigo como um poderoso guerreiro”! Siga os passos de Jesus e serás considerado digno de participar da tão preciosa promessa: “E eis que estou convosco TODOS OS DIAS até à consumação do século” (Mateus 28:20).

Bom dia, discípulos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 19, Comentado por Rosana Barros
13 de agosto de 2017, 0:30
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“Então, quebrarás a botija à vista dos homens que foram contigo” (v. 10).


A tolerância do SENHOR para com a maldade do Seu povo não duraria por muito tempo. O Seu terno convite de torná-los um vaso novo foi rejeitado e, confiantes em “outros deuses, que nunca conheceram” (v. 4), terminariam da mesma forma como suas imagens: despedaçados.

A descrição dos resultados da desobediência é de uma nação completamente destruída e destituída de amor ou piedade, onde cada um comeria “a carne do seu próximo” (v. 9). A ilustração realizada sob o olhar “dos anciãos do povo e dos anciãos dos sacerdotes” (v. 1) era mais um clamor do SENHOR para que aqueles líderes caíssem em si e dirigissem o povo a um genuíno arrependimento. Só que, ao invés de encontrar nos experientes líderes compreensão e contrição, Jeremias se deparou com uma cerviz endurecida que se negava a ouvir a voz de Deus (v. 15). Diante de um quadro tão desanimador e, consequentemente, irreversível, cumpria ao profeta mostrar a alegoria do resultado de suas ações: uma botija quebrada.

Enquanto Jeremias ia “para onde o SENHOR o enviara a profetizar” (v. 14), o povo insistia em praticar as abominações que Deus nunca lhes ordenou, nem falou, muito menos pensou (v. 5). Tofete era um lugar de sacrifícios humanos e de terríveis cultos pagãos. Era como “o vale da Matança” (v. 6) das famílias. A “herança do SENHOR” (Salmo 127:3) era sacrificada e, à semelhança daquele lugar, “as casas de Jerusalém e as casas de Judá” tornavam-se imundas (v. 13).

O maior inimigo do homem tem sido o próprio homem. E quanto mais o tempo passa, mais comprovado fica que esta triste realidade começa dentro de casa. A maioria esmagadora das famílias têm sido verdadeiras bombas-relógio prestes a explodir. Os filhos são entregues no altar do “deus” internet e abandonados à própria sorte, enquanto os pais “queimam incenso” perante suas ocupações. Neste dia dos pais, o SENHOR estende a Sua mão para cada pai e deseja tornar-lhes verdadeiros sacerdotes do lar.

Pois, “eis que vêm dias” (v. 6), amados, em que o mundo se fechará completamente para ouvir os reclamos de Deus. Estamos caminhando a passos largos para que isso finalmente aconteça e, como “Tofete”, as piores atrocidades têm sido realizadas enchendo a terra “de sangue de inocentes” (v. 4). Mas, por mais que a maldade humana se multiplique, chegará o Grande Dia do SENHOR que quebrará todos os vasos que não foram por Ele moldados.

“Ouvi a palavra do SENHOR” (v. 3) e restaure o altar da família em sua casa! Não permita que a imundície do pecado invada o lugar onde, primariamente, Ele te chama a proclamar as Escrituras. Deus nos molde para esta obra sagrada!

Bom dia, famílias moldadas pelo SENHOR!
E um feliz dia dos pais a cada papai que tem sido reavivado por Sua Palavra!

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 18, Comentado por Rosana Barros
12 de agosto de 2017, 0:30
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“Não poderei Eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o SENHOR; eis que, como barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel” (v. 6).


Mediante uma obra artesanal, Deus deu mais um recado ao Seu povo através de Jeremias. A situação era demasiadamente grave, porém, para o SENHOR, não era impossível. O furor de Sua ira contra uma nação pode ser contido através de uma atitude: CONVERSÃO. A mudança de rota do mal para o bem promove igualmente uma mudança no plano divino.

Quando o profeta Jonas se recusou a ir a Nínive, o seu medo não foi provocado simplesmente pela malícia daquele povo, mas por saber que as misericórdias do SENHOR são infinitamente maiores do que  a Sua ira: “pois sabia que és Deus clemente”, confessou Jonas, “e misericordioso, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal” (Jonas 4:2). Jonas teve medo de que o SENHOR perdoasse aquela nação detestável e sentou de camarote esperando a destruição de Nínive.

Diferente de Jonas, Jeremias enfrentou a fúria do povo e aceitou o chamado proclamando as palavras de Deus com rogos e com lágrimas. Tomado de compaixão, o profeta clamava para que o povo se arrependesse e se convertesse de seus maus caminhos. Deus estava disposto a mudar-lhes a sorte e transformar-lhes de barro estragado em um lindo vaso. Mas a resposta do povo era terrível. E, em meio a ameaças e línguas ferinas, o profeta clama por justiça.

Não havia mais lembrança de Deus entre o povo (v. 15) e “a dureza do seu coração maligno” (v. 12) não permitia que reconhecessem as palavras de Jeremias como sendo uma revelação do SENHOR.

Abusavam da boa vontade e da sensibilidade do profeta ferindo-o com a língua. Usavam de falsidade para atingi-lo emocionalmente e para dar fim ao seu ministério.

Mas o clamor do homem de Deus não ficaria sem resposta. Nenhum filho de Deus que com o coração quebrantado diga: “Olha para mim, SENHOR” (v. 19), deixa de ser atendido. O Céu se volta para o contrito de coração e é movido para atender uma prece como estas. Jeremias não pediu algo diferente do que Deus já havia dito que faria aos ímpios. Ele simplesmente dirigiu a Deus o clamor de um bem-aventurado: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mateus 5:6).

Assim como em um contrato existem cláusulas que consistem em direitos e deveres, e o descumprimento de tais deveres suscitam penalidades; também a aliança feita entre o SENHOR e o Seu povo estava sendo quebrada, e passível tornou-se das sanções (maldições) muito bem elencadas pelo profeta (v. 21). À semelhança de Ananias e Safira, o povo vivia uma falsa religião e receberia a mesma sentença daquele casal avarento (Atos 5:1-11).

Devemos sim seguir a ordem do Mestre amando os nossos inimigos e orando pelos que nos perseguem (Mateus 5:44), mas assim como aquela geração de Israel, bem como Ananias e Safira receberam a maldição pelas obras de seus corações malignos, também podemos orar, como Jesus orou, que o SENHOR nos guarde do mal (João 17:15). Jeremias notou bem, pelo Espírito de Deus, com que espécie de gente estava lidando, a mesma que Paulo nos rogou para que nos afastemos: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; AFASTAI-VOS DELES, porque estes tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Romanos 16:17-18).

Está chegando a hora e, já chegou, em que  o SENHOR diz “a vós outros que conheceis o tempo: JÁ É HORA de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, AGORA, mais perto do que quando no princípio cremos” (Romanos 13:11). Portanto, “convertei-vos, pois, AGORA, cada um do seu mau proceder e emendai os vossos caminhos e as vossas ações” (v. 11). É tempo de fechar a nossa boca para falar uns dos outros e a usarmos para erguer clamores diante do SENHOR.

A escolha é sua: barro estragado ou vaso de bênçãos?

Bom dia, vasos de bênçãos!

Rosana Garcia Barros

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