Reavivados por Sua Palavra


2Coríntios 01 – Comentado por Rosana Barros
25 de setembro de 2021, 0:45
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“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!” (v.3).

A segunda epístola de Paulo aos coríntios possui um teor corretivo quanto a alguns assuntos, e elucidativo quanto a outros. Em sua saudação inicial, ele se apresentou como “apóstolo de Cristo pela vontade de Deus” (v.1). Ou seja, um título que não lhe sobreveio por vontade própria, mas pela eleição divina. Rendendo graças a Deus, o apóstolo mostrou que os sofrimentos e tribulações enfrentados pelos cristãos possuem caráter probante. Estamos todos neste mundo passando por uma espécie de “estágio probatório”. O nosso período de experiência na provação revelará se seremos ou não aprovados para a seleção de eleitos efetivos.

Paulo abordou um lado dos momentos difíceis que nem todos nós estamos dispostos a aceitar. A confiança em Deus é provada nos momentos de maior aflição, gerando uma espécie de “catalisador” da paciência e da perseverança. O cristão que firma em Deus toda a sua esperança e confiança, potencializa a sua fé e recebe uma consolação que transborda e supera todo o sofrimento. Os sofrimentos do discipulado, quando suportados por amor a Cristo, se tornam em eficaz consolação não somente para benefício do que sofre, mas também de outros que, passando pelos mesmos sofrimentos, recebem semelhante conforto. Pelo testemunho vitorioso de um, muitos são impulsionados para a mesma vitória.

Não há nada mais poderoso, não há instrumento mais eficaz do que o testemunho de uma vida dirigida por Deus. A maioria tem sido iludida por um cristianismo barato e de facilidades que apresenta a prosperidade como prova da aprovação divina, quando não há nada mais precioso do que uma consciência em paz com Deus e uma vida “com santidade e sinceridade de Deus” (v.12). A preocupação de Paulo era sempre a de esclarecer as benesses e também os reveses de seu ministério. Não era um ministério inconstante e desorganizado, mas fiel e ungido para propósitos grandiosos e bem definidos.

Irmãos, tenham sempre em mente de que “a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:3). Cristo mesmo afirmou: “É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (Lc.21:19). E também foi Ele que declarou: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia, tome a sua cruz e siga-Me” (Lc.9:23). Portanto, que ao nos depararmos com as dificuldades, lembremos dos sofrimentos do nosso Salvador, que tudo suportou dando glórias a Deus para nos conceder eterna consolação. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, perseverantes no Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios1 #RPSP

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1Coríntios 16 – Comentado por Rosana Barros
24 de setembro de 2021, 0:45
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“Todos os vossos atos sejam feitos com amor” (v.14).

Paulo encerrou a primeira epístola aos coríntios com palavras brandas, mas expondo outra dificuldade daquela igreja: a caridade. A coleta “para os santos” (v.1) era uma oferta especial destinada para o auxílio dos irmãos necessitados e também daqueles que dedicavam a vida para pregar o evangelho. O apóstolo não pediu que eles separassem uma quantia específica ou que entregassem tudo o que tinham, mas que, “conforme a sua prosperidade” (v.2), fossem juntando as coletas. O sistema de dízimos e ofertas estabelecido por Deus em Sua Palavra é para nós privilégio e proteção. Privilégio por nos tornarmos cooperadores com Ele na obra de salvação. E proteção, no sentido de nos salvar do egoísmo e da avareza.

O desejo de Paulo em rever seus irmãos era grande, mas em nenhum momento ele permitia que sua vontade prevalecesse sobre a vontade de Deus. Como mordomo fiel das verdades eternas, procurava sempre agir com prudência diante da grande responsabilidade que lhe pesava. Reconhecia em seus companheiros de jornada homens e mulheres de Deus cujos propósitos eram os mesmos e por eles intercedia junto aos irmãos de que os reconhecessem de igual forma (v.18). Tendo o costume de citar nominalmente irmãos pelos quais nutria especial afeição, Paulo comunicava sua gratidão a todos que, de alguma forma, lhe foram um refrigério. Diante de sua árdua caminhada e sob a ameaça de “muitos adversários” (v.9), a importância de ter amigos com quem contar foi de suma importância para ele.

A obra de Deus, portanto, nos exige um serviço voluntário sempre voltado para o benefício do outro. Uma brasa separada das demais acaba se apagando. Ao encerrar as suas exortações engrandecendo o amor, Paulo o colocou como fundamento de todas as nossas ações. Seja a nossa motivação o amor, então ajudar ao próximo e ter um coração grato serão consequências inevitáveis. Deus espera que estejamos todos unidos pelo Seu amor, mas esta é uma obra que somente o Espírito Santo pode realizar, “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5). Clamemos constantemente por este lavar regenerador do Espírito Santo em nossa vida! Oremos diariamente para que a boa obra que Ele começou em nós redunde em um coração transbordante do amor do Pai!

Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos” (v.13). Que sejamos reconhecidos como aqueles que amam ao Senhor, e não o contrário. Que “a graça do Senhor Jesus seja convosco” (v.23). Faço minhas as palavras de Paulo: “O meu amor seja com todos vós, em Cristo Jesus” (v.24). “Maranata!” (v.22). Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, aqueles que amam a Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios16 #RPSP

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1Coríntios 15 – Comentado por Rosana Barros
23 de setembro de 2021, 0:45
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“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (v.17).

O cerne do evangelho é “que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (v.3-4). Não é de se admirar, portanto, que Ele virá buscar aqueles que procuraram viver “segundo as Escrituras”. “Cristo, as primícias”, rompeu os grilhões da morte para que sejam salvos “os que são de Cristo, na Sua vinda” (v.23). A Bíblia é clara quanto ao estado do homem na morte. Quando Lázaro morreu, Jesus declarou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Assim como Jesus descansou no sepulcro e ressurgiu ao terceiro dia, os mortos estão num estado de inconsciência, de noite de sono, até a manhã da ressurreição. Referindo-se àqueles que viram Jesus após Sua ressurreição, Paulo disse a respeito dos que já haviam morrido: “porém alguns já dormem” (v.6).

Paulo também deixou evidente de que os ressuscitados terão um corpo material glorificado: “Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória” (v.42). Para os gregos, era inconcebível a ideia da ressurreição do corpo material. Porém, os próprios discípulos foram testemunhas oculares de que a ressurreição de Jesus se deu de forma corpórea, ao tocarem em Suas feridas e ao Lhe darem algo para comer (Lc.24:39 e 43). Além do mais, após a morte de Cristo, a Bíblia relata a ressurreição de “muitos corpos de santos que dormiam” e de como “apareceram a muitos” (Mt.27:52 e 53).

O apóstolo precisava desmistificar da mente dos coríntios esta questão e procurou torná-la uma lição simples de se entender. Primeiro, ele deixou bem claro que crer na ressurreição de Jesus é a base da fé cristã e a nossa única esperança de remissão: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (v.17). A ressurreição e ascensão de Cristo de forma corpórea, como Aquele que venceu a morte eterna, é a garantia da vida eterna aos “que são de Cristo, na Sua vinda” (v.23). A humilde declaração de Paulo, ao dizer: “não eu, mas a graça de Deus comigo” (v.10), introduz a sua defesa de que, ao pregar sobre a ressurreição dos mortos, não estava falando sobre uma opinião própria, mas inspirado pelo Espírito de Deus.

Precisamos ser cautelosos quanto a teorias humanas que acabam minando a nossa fé e lançando por terra as verdades eternas das Escrituras. “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (v.33). Assim como aquela teoria estava abalando a igreja de Corinto, muitos falsos ensinamentos têm contaminado a igreja de Deus e prejudicado o seu avanço. Satanás, como grande estudioso da mente humana, analisa cada grupo de pessoas lançando sobre eles as filosofias que mais se adequam, a fim de que sejam completamente dominados por ideias que bloqueiam a exata compreensão do “Assim diz o Senhor”. Por isso que Paulo iniciou este capítulo com a imprescindível advertência: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão” (v.1-2).

A vitória de Cristo sobre a morte nos outorgou participarmos com Ele da recompensa quando vier o fim. Ele destruirá “o último inimigo”, que “é a morte” (v. 26) e finalmente estaremos para sempre com o Senhor. Mas, “se Cristo não ressuscitou” (v.14), “comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (v.32). Percebem a seriedade do contexto? Todo aquele que crê no Salvador ressurreto, que pagou alto preço para nos resgatar deste mundo mau, almeja o Dia em que será transformado “num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta” (v.52). “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” (v.53).

O batismo “por causa dos mortos” a que Paulo se refere (v.29) não faria o menor sentido se o contexto fosse interpretado ao pé da letra, porque em lugar algum na Bíblia fala sobre batismo por “procuração”. A salvação é individual e intransferível. Porém, há coerência quando a ideia é de que aqueles que aceitam o evangelho e se batizam, tomam o lugar daqueles que já morreram, mas que dormiram na mesma esperança. Ora, se a ressurreição não fosse verdade, para que batizar-se e crer no mesmo evangelho de mortos que permanecerão mortos? Entendem? A expressão “por causa dos mortos” (v.29) seria melhor traduzida no grego como “em relação aos mortos”. Ou seja, o batismo só tem validade real se após a morte para o pecado houver ressurreição para uma vida de santificação. E a única morte de que não necessita ressurreição é a morte para o pecado. Como Paulo, precisamos perseverar no mesmo propósito: “Dia após dia, morro!” (v.31). O velho homem, este sim, deve ser sepultado, para dar lugar à nova criatura em Cristo Jesus.

Deus tem chamado um povo sóbrio e justo, que foge do pecado e que pensa mais no semelhante do que em si mesmo, “porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa” (v.34). “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (v.58). Quando isso for real na igreja de Deus, o mundo todo será advertido e, “então, virá o fim” (v.24). Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros da vida eterna em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios15 #RPSP

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1Coríntios 14 – Comentado por Rosana Barros
22 de setembro de 2021, 0:45
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“Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha?” (v.8).

Na sequência de sua carta aos coríntios, após manifestar o inspirado entendimento acerca do amor, Paulo esclareceu algo que até hoje tem sido muito mal compreendido no meio evangélico. Após o Pentecostes, quando os discípulos foram agraciados pelo derramamento do Espírito Santo, o dom de línguas foi a primeira evidência da promessa feita por Cristo: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At.1:8). Havia uma necessidade real e lógica para aquele evento. O evangelho precisava ser pregado a todas as nações. Por isso que os que ali estavam presentes, “homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu”, ouviram os discípulos galileus falar cada um em sua “própria língua materna” (At.2:5, 8).

Ao espalhar-se o evangelho entre os povos, surgindo assim novos discípulos, o dom de línguas foi perdendo a sua importância dado o seu propósito. O dom de falar em outros idiomas, ou de interpretá-los, quanto qualquer outro dom concedido pelo Espírito, deve ter como finalidade “a edificação da igreja” (v.12), algo a que o apóstolo se referiu por quatro vezes só neste capítulo. A edificação da igreja se trata da confirmação e fortalecimento da fé, por meio do uso dos dons em conformidade com a vontade de Deus. E é aqui onde entra a profecia. Profetizar não se trata apenas de prever o futuro ou de experiências sobrenaturais. A tradução do verbo profetizar em grego significa “falar adiante”. Isso inclui proferir palavras que edifiquem, exortem e consolem (v.3) a igreja de Deus.

A vida de Jesus é o supremo exemplo da manifestação dos dons espirituais. Porque Ele nos amou, Sua vida foi dedicada a procurar, “com zelo, os dons espirituais” (v.1). Usando referências do Antigo Testamento, Jesus profetizava às multidões com o inconfundível sonido do Está Escrito. Jesus não apenas cumpriu as profecias que a Seu respeito foram escritas, como também confirmou a veracidade e a literalidade de muitos relatos hoje questionados até mesmo no meio cristão. A criação do homem e da mulher, a existência de Satanás, o casamento hétero e monogâmico instituído no Éden, o dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra, a experiência de três dias de Jonas no ventre de um grande peixe, o dom profético de Daniel, dentre outras, são verdades que foram devidamente confirmadas por Jesus. E, segundo Ele, se queremos estar prontos para vê-Lo face a face, devemos ser santificados pela Palavra (Jo.17:17). Porque sem a santificação “ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14).

Há uma frase de Billy Graham que diz: “Estude a Bíblia para ser sábio, creia para ser salvo, siga seus preceitos para ser santo”. Emoção e razão precisam estar em ponto de equilíbrio em se tratando de adoração. “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente” (v.15). Percebem, amados? E é exatamente na Palavra de Deus que encontramos esse ponto de equilíbrio que nos ajuda a fazer tudo “com decência e ordem” (v.40), “porque Deus não é de confusão, e sim de paz” (v.33). A proibição quanto às mulheres falarem nas igrejas, apesar de ser polêmico e dar margem para algumas teorias, certamente foi algo necessário dadas as circunstâncias temporais e locais. Pode se referir também a uma proibição apenas com relação a não criticarem as profecias. O que de fato é importante nesta ordem de Paulo era que tudo fosse “feito para edificação” (v.26) da igreja e, consequentemente, para o avanço da obra.

Longe de ser um sinal do favor do Espírito Santo, a glossolalia, ou falar em “línguas estranhas”, portanto, não é bíblico e muito menos uma prova de espiritualidade. Pelo contrário, “as línguas” (ou seja, falar em outros idiomas), “constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos” (v.22), pois é uma forma do evangelho impactar o coração dos “que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Temos um evangelho eterno a pregar, e “se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha” final? (v.8). Somente na Bíblia encontramos a linguagem da edificação. Se “o que profetiza edifica a igreja” (v.4), precisamos nos apegar ao estudo da Bíblia em oração para que a nossa vida profetize a favor dela. “Portanto, meus irmãos, procurai com zelo o dom de profetizar” (v.39), pois é melhor “falar na igreja cinco palavras” com entendimento, “para instruir outros”, do que “falar dez mil palavras em outra língua” (v.19). Vigiemos e oremos!

Bom dia, profetas do Senhor!

* Oremos por Adriano. Ele teve uma melhora nesses últimos dois dias. Deus seja louvado! Oremos uns pelos outros e pelo derramamento da chuva serôdia em nossa vida.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios14 #RPSP

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1Coríntios 13 – Comentado por Rosana Barros
21 de setembro de 2021, 0:45
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“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (v.1).

Ele é a essência do caráter de Deus: “Deus é amor” (1Jo.4:8). Ele é o cumprimento da lei: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm.12:10). Ele é o fundamento de todos os dons: “Se não tiver amor, nada serei” (1Co.13:2). Ele abrange o mundo: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Ele é a primazia do fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor […]” (Gl.5:22). Ele definirá o caráter do remanescente: “[…] os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Ele é eterno: “Com amor eterno Eu te amei” (Jr.31:3).

O capítulo treze desta epístola nos apresenta treze versículos de uma perfeita explanação acerca do maior dos dons. Paulo exprimiu em palavras humanas a essência divina. Há sangue e lágrimas nas entrelinhas deste texto. Por mais que seja importante e necessária a variedade dos dons, o dom supremo deve ser o regente de todos os demais. O apóstolo enumerou alguns dons que, provavelmente, se destacavam entre os irmãos coríntios: o dom de línguas, de profecia, da sabedoria, do conhecimento, da fé, da assistência e até mesmo a entrega da própria vida. Portanto, ele não estava falando a uma igreja ociosa, mas extremamente ocupada em vários ministérios.

Sem amor, podemos falar diversos idiomas, mas nossas palavras serão como um badalo irritante e sem tradução. Sem amor, a profecia não passará de um conjunto de símbolos e imagens sem sentido algum. Sem amor, a sabedoria e o conhecimento não passarão de coisas difíceis demais de se entender. Sem amor, a fé torna-se apenas um show de milagres e prodígios. Sem amor, o socorro e a caridade se resumirão a campanhas de marketing pessoal. Sem amor, a entrega da própria vida é nula e sem proveito algum. Unicamente o amor é capaz de gerar resultados benéficos na prática dos dons, e não somente benéficos, mas eternos.

Após traçar uma demarcação precisa acerca do que seja a prática dos dons sem o amor, Paulo estabeleceu uma espécie de dicionário do amor. Se pudéssemos perguntar para Paulo o que é o amor, a sua resposta seria o que está escrito nos versos quatro ao oito. Esta definição, no entanto, não supera, mas é um acréscimo à definição dada por João de que o amor é divino, pois “Deus é amor” (1Jo.4:8). Aquele que fala “as línguas dos homens e dos anjos” (v.1) as transformou em uma linguagem universal. Aquele que conhece o fim desde o princípio, foi o cumprimento da mais perfeita profecia. Aquele que é Onisciente, Se tornou em estatura humana. O Doador da fé expôs uma fé prática por meio de realizações transbordantes de amor. O Dono do ouro e da prata abriu mão de Sua majestade para estender a mão a imerecedores. Aquele que é a própria vida, Se entregou à morte e transformou a cruz no símbolo do perfeito amor. Aquele que é a ressurreição, ressurgiu para atestar que “o amor jamais acaba” (v.8).

O amor deve ser o fundamento inconfundível de cada dom espiritual. A vida de Cristo manifestada no homem é o poder mais que eficiente de se pregar o evangelho. Amar é ter o indescritível privilégio de tornar-se participante da natureza divina na Terra. É experimentar a atmosfera do Céu antes mesmo de chegar lá. É a garantia de que meu enganoso e corrupto coração ainda tem jeito. É a única forma de conhecermos a Deus e alcançarmos a vida eterna. Uma vida religiosa, amados, nunca será capaz de superar os resultados do amor prático. Porém, mesmo esse amor, não passa de uma visão obscura diante da eterna manifestação de amor que tanto aguardamos. Porque, quando “vier o que é perfeito” (v.10), “então, veremos face a face” (v.12) o próprio Amor.

Até lá, devemos permanecer em fé, esperança e amor. “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5). Consideremos pessoas mais importantes do que coisas ou cerimônias; sejamos mais sensíveis ao bem-estar do outro do que às nossas próprias necessidades; sejam as nossas atitudes desprovidas de desejo por aplausos; sejam nossas intenções guiadas pelo Espírito Santo a fim de alcançar propósitos altruístas, então, de fato, brilharemos a luz de Cristo nos quatro cantos desta Terra. Sabem quando não fará o menor sentido permanecermos neste mundo? Quando aprendermos a amar como Jesus nos amou. O amor foi o “carrasco” da cruz e a “chave” da sepultura. E em breve será para nós o cumprimento das palavras de Paulo: “O amor jamais acaba” (v.8). Perseveremos no amor, até o fim, então, seremos salvos (Mt.24:12-13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, reflexos do amor de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios13 #RPSP

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1Coríntios 12 – Comentado por Rosana Barros
20 de setembro de 2021, 0:45
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“A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (v.7).

Quando falamos de dons, geralmente os associamos a talentos ou pré-disposições que se destacam na vida de alguém. Desde criança gostava de cantar, mas foi quando conheci o evangelho, na minha adolescência, que um professor da escola sabatina me incentivou ao ministério da música. Comecei a cantar solos, duetos, também participei de alguns grupos musicais e sempre pensei que este fosse o meu dom. Dons espirituais são as variadas manifestações do Espírito Santo na vida de cada filho de Deus, “visando a um fim proveitoso” (v.7). Com base nisso, percebi que passei vários anos na igreja sem nunca procurar, “com zelo, os melhores dons” (v.31).

Paulo advertiu os coríntios a não serem ignorantes “a respeito dos dons espirituais” (v.1). Cada dom é como uma obra de arte que aponta para o seu Artista, porque “ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo” (v.3). Cada um desempenha um papel fundamental no avanço da obra de Deus e cada dom deve ser recebido como uma dádiva do Espírito. Eu estava certa de que cantar era o meu dom, até que o Senhor me encontrou e me mostrou que os dons procedem dEle, conforme Ele quer e de acordo com a minha disposição em aceitá-los.

O Espírito Santo não concede dons sem que haja um propósito grandioso a ser satisfeito. A capacitação do alto recai sobre todo aquele que se dispõe a aceitar os planos de Deus, independente de honras ou de sofrimentos. A igreja de Deus é comparada a um corpo, o “corpo de Cristo” (v.27). Isso indica que, sendo corpo, os membros precisam desempenhar a sua função a fim de que o todo não sofra os reveses de um membro deficiente. Quando compreendi que o Espírito Santo estava me chamando para algo diferente e que jamais havia imaginado, por muitas vezes questionei a Deus e ainda hoje confesso diante dEle a minha incapacidade. Mas o amor com que Ele me buscou foi tão grande que o maior desejo de minha vida passou a ser retribuir esse amor fazendo a Sua vontade, submetendo-me a Ele todos os dias.

Paulo aprendeu, pela experiência de quem havia experimentado o amor de Jesus, que ser membro do corpo de Cristo requer renúncia, altruísmo, disposição e humildade. Cada um deve cooperar a fim de proporcionar aos demais a segurança de um corpo sadio. Nenhum deles deve criar expectativas que possam gerar pensamentos depreciativos em outros, pois “os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários” (v.22). Notem que os órgãos vitais do corpo não são os membros que vemos, mas aqueles que não vemos. Nem todos são chamados para ser nariz, olho ou boca, mas ainda que não estejam em evidência, são imprescindíveis para que estes possam continuar existindo.

Procurar com zelo os melhores dons não é igual a desenvolver o que eu sei fazer de melhor, mas confiar que o Espírito Santo fará em mim e através de mim o que Ele sabe fazer de melhor. Não estou aqui desprezando e nem desmerecendo os talentos que também são presentes de Deus e que precisamos desenvolver, mas engrandecendo as coisas que, sem dúvida alguma, são reconhecidas como o poder de Deus na vida humana. Mas o maior dos dons e a força vital de cada um dos membros, “um caminho sobremodo excelente” (v.31), estudaremos amanhã. Vigiemos e oremos!

Bom dia, dotados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios12 #RPSP

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1Coríntios 11 – Comentado por Rosana Barros
19 de setembro de 2021, 0:45
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“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (v.1).

Fazer distinção entre tradição e princípio é muito importante dentro do contexto bíblico. É perfeitamente possível, no entanto, que atrás de uma tradição haja um princípio que a norteia. O que Paulo estabeleceu no início deste capítulo não foi apenas uma tradição local que ficou num passado remoto, mas um princípio que não está fundamentado em cobrir ou não a cabeça, mas em levar sempre em consideração a minha forma de adoração. Apesar das tradições estarem em segundo plano com relação aos princípios, elas também ocupam o seu lugar de importância e estabelecem limites, a fim de manter a ordem e a decência no culto que prestamos ao Senhor.

Sendo uma cidade portuária, Corinto tornou-se um antro de prostituição e promiscuidade. E uma das características que revelavam a luxúria das meretrizes era a exposição de seus cabelos em público. Diante deste contexto, o apóstolo não desmereceu as mulheres da igreja, mas as aconselhou a cobrirem os cabelos para a proteção de sua própria reputação e para que o nome de Deus não fosse vituperado. Portanto, o que devemos extrair desta passagem é o princípio que permanece: que a nossa vestimenta também faz parte da adoração e que transmite uma mensagem a favor ou contra a fé que professamos ter.

Não falo como quem estivesse em plena comunhão com tal princípio, mas como alguém que tem sido transformada um dia de cada vez. Na verdade, a forma como nos vestimos deve ser uma consequência da transformação que o Espírito Santo realiza em nossa vida, de dentro para fora. Paulo não estava falando a pagãos, nem a leigos, mas aos crentes em Cristo que não haviam compreendido que Deus estabeleceu uma linha divisória bem distinta entre o santo e o profano. O mesmo Deus que um dia disse a Moisés: “Nem subirás por degrau ao Meu altar para que a tua nudez não seja ali exposta” (Êx.20:26), é o mesmo que falou por intermédio de Paulo aos coríntios e que fala a nós hoje também: “Hoje,  se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Portanto, o que usamos ou deixamos de usar interessa sim a Deus e sim, tem total relação com a nossa adoração a Ele. Se mostrar os ombros diante de uma rainha é considerado um insulto, qual tem sido a nossa conduta diante do Rei dos reis?

Não obstante, um outro ponto é abordado por Paulo com tristeza sobremodo profunda. A ceia do Senhor, um dos mais importantes símbolos deixados por Cristo, havia sido transformada em reunião reprovável. As divisões na igreja estavam causando um impacto tão negativo que Paulo reprovou a prática da ceia entre eles. O orgulho e a conformidade com a pobre condição espiritual os estava impedindo de enxergar que viviam o mesmo quadro caótico que viveu Israel quando severamente repreendida por Deus: “não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is.1:13).

Um exame de coração precisa ser feito. É o meu e o seu destino eterno que está em jogo. Ao lidarmos com as coisas sagradas devemos partir do princípio de que o nosso corpo também é sagrado (1Co.3:17). “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor” (v.27). “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (v.28), não sem discernimento, como quem “come e bebe juízo para si” (v.29). Pois é a falta de discernimento que traz ruína ao corpo de Cristo. Consideremos, amados, estas advertências de Paulo como para nós mesmos, porque, “quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (v.32).

Muito mais do que conselhos acalorados a uma igreja primitiva, que estas palavras inspiradas pelo Espírito Santo sejam um apelo solene e urgente ao remanescente dos últimos dias. Que a nossa adoração e que tudo em nós seja o reflexo da atuação do Espírito do Senhor em nossa vida. Deus tenha misericórdia de nós! Vigiemos e oremos!

Feliz semana, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios11 #RPSP

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1Coríntios 10 – Comentado por Rosana Barros
18 de setembro de 2021, 0:45
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“Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (v.11).

A história de Israel está repleta de símbolos e tipos que apontam para realidades espirituais e nos servem como exemplos a fim de que possamos compreendê-las. A coluna de nuvem, o maná, a água da rocha, todas estas coisas representam a verdade em Cristo ensinada de forma didática e lúdica. Entretanto, outras situações com relação a Israel também “se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (v.6). Apesar de sua eleição e do fato de ser o povo da aliança, “Deus não Se agradou da maioria deles” (v.5). Idolatria, imoralidade, incredulidade e murmuração foram os pecados capitais que os fizeram ficar “prostrados no deserto” (v.5).

Todavia, Deus não omitiu os pecados do Seu povo, nos deixando o registro exato da experiência que deve nos fazer refletir como Sua última igreja. “Deus é fiel” (v.13) e não permite que sejamos tentados além das nossas forças. Para cada tentação, Ele provê um escape. Ninguém que verdadeiramente escolhe confiar em Deus é decepcionado. Isso não significa que não teremos momentos tristes, difíceis ou angustiosos, mas que, mesmo nos momentos mais dramáticos, Ele promete estar conosco e nos dar livramento. Lembrem de José no Egito. Vendido como escravo por seus próprios irmãos, preso de forma injusta, vítima da ingratidão e, ainda assim, firme em seus princípios e confiante nos propósitos divinos. Há recompensa para todo aquele que confia no Senhor; que não negocia princípios e nem corrompe o caráter a fim de agradar quem quer que seja.

Não ponhamos o Senhor à prova” (v.9), amados! No deserto desta vida estamos cercados das “serpentes” mortais da tentação e só sairemos ilesos se olharmos para Aquele que foi vitorioso por nós. Jesus venceu no deserto e venceu na cruz nos deixando a única rota segura de alcançarmos a Canaã celestial: olhando para Ele. Infelizmente, a história de Israel se repete. Há idolatria, imoralidade, incredulidade e murmuração no meio do povo de Deus. Estamos às portas do cumprimento da promessa e parece que nossos planos incluem longos e prósperos anos nesta terra de pecado. E práticas e atitudes que antes eram inaceitáveis passaram a ser rotina compondo uma religião líquida e sem profundidade.

Não [podemos] beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” (v.21), meus irmãos! Diante da indecisão do povo, Josué exigiu uma resposta: “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15). Diante de um povo de coração dividido, Elias provocou: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o” (1Rs.18:21). Servir a Deus não requer de nós presença de palco, e sim estar constantemente nos bastidores de Sua vontade. Foi quando Israel subiu no pedestal do orgulho que sua queda tornou-se fatal.

Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (v.31). Talvez este seja um dos melhores resumos do estilo de vida cristão ideal. Fazer tudo para a glória de Deus significa viver para Ele, por Ele e por meio dEle. É se colocar na posição de instrumento e se manter à disposição do Espírito Santo. Que você e eu sejamos estes instrumentos nas mãos de Deus. Que nossas escolhas reflitam um caráter que está subindo os degraus da perfeição em Cristo. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, instrumentos do Senhor! Feliz dia mundial dos desbravadores à toda nação de lenço amarelo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Coríntios 09 – Comentado por Rosana Barros
17 de setembro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (v.27).

Além de consternado pelas mazelas que atingiam a igreja de Deus, Paulo ainda sofria certo preconceito com respeito às ofertas que ele e os demais apóstolos recebiam, geralmente de mulheres piedosas e sensíveis às suas necessidades. Apesar de procurar exercer sua profissão como fabricante de tendas (At.18:3), em determinados momentos era-lhe exigida total dedicação à pregação do evangelho, dada a necessidade local. Eram nesses momentos que Paulo e seus companheiros de jornada encontravam assistência por parte dos crentes. Ao serem apresentados ao maravilhoso amor de Jesus, seus corações eram sensibilizados pelo Espírito Santo a serem cooperadores em Cristo, acolhendo e sustentando os pregadores enquanto ali permanecessem.

Entretanto”, Paulo deixou bem claro, “não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo” (v.12). Não que ele e os demais não tenham jamais se beneficiado das ofertas da irmandade, mas em que procuravam sempre agir com prudência levando em consideração a expectativa de cada local onde anunciavam o evangelho. A ordem do Senhor é de que “aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (v.14), mas o objetivo do apóstolo era tão maior do que os privilégios que tinha por direito, que muitas vezes abria mão da assistência por amor aos fracos. Sua consciência para com Deus era livre em Cristo, mas considerava seus atos perante seus ouvintes como parte integrante de sua pregação. Se mesmo aquilo que não o condenava fosse considerado por alguns motivo de discussão, a salvação destes sempre sobressaía sobre qualquer alívio de sua parte.

Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns” (v.22) era o lema de seu apostolado. Paulo desconsiderava a si mesmo em favor nem que fosse de uns poucos que pudesse evangelizar. Movido por uma fé prática, tinha em mente uma meta bem definida: alcançar a coroa incorruptível (v.25). Mediante o anseio por um prêmio que nada neste mundo pode superar, percebeu que quanto mais pregava, quanto mais se desprendia das coisas desta terra e quanto mais se interessava pela salvação de seus semelhantes, mais seu coração ardia por correr e alcançar os braços do Pai e mais percebia a sua necessidade pessoal de constante vigilância e santificação.

Amados, fomos chamados por Deus para uma obra que custou o precioso sangue de Cristo. Cada pessoa é considerada por Ele como objeto de Seu mais terno amor e é desta forma que devemos enxergar os nossos semelhantes. Não compete a nós julgar quem são os que ouvirão a voz do Bom Pastor e aceitarão o Seu convite, mas cumpre-nos fazer o que estiver ao nosso alcance para que as boas-novas atinjam até os mais improváveis corações. Que o mesmo espírito de desprendimento que movia Paulo a amar mais aos outros do que a própria vida seja derramado em nós pelo Espírito Santo, a fim de que apressemos o Dia em que receberemos todos “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14). Vigiemos e oremos!

Bom dia, atletas de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Coríntios 08 – Comentado por Rosana Barros
16 de setembro de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Mas se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele” (v.3).

Em meus anos de alimentação cárnea, adquiri pedras nos rins, endometriose e precisei fazer a retirada da vesícula biliar. Entretanto, só pude mudar para uma alimentação vegetariana restrita com a ajuda de Deus em um processo que levou tempo até que eu cortasse de meu cardápio todo alimento de origem animal. Através do estudo da Bíblia e do espírito de profecia, eu entendi que a mensagem de saúde está intimamente ligada à mensagem do terceiro anjo assim como é o braço para o corpo. Mas também compreendi que a minha decisão foi de foro íntimo, pessoal, e que meu dever como testemunha de Cristo é ser uma bênção aos meus irmãos, quer compartilhem da mesma decisão, quer não.

Paulo trouxe à tona um assunto que se tornou polêmico naqueles dias. Era comum que as carnes vendidas no mercado público fossem antes ofertadas aos ídolos. Parte da carne era queimada e parte era vendida. O consumo dessas carnes tornou-se motivo de divisão e discórdia entre os irmãos coríntios. De um lado estavam aqueles que não viam motivo para se abster da carne, já que acreditavam que sua fé não seria prejudicada por isso. Por outro lado, alguns ficavam escandalizados ao ver aqueles irmãos consumindo aquela carne, inclusive nas casas ou nas festas dos pagãos. O princípio do amor é novamente enaltecido por Paulo. O amor a Deus e ao próximo é o que deve nortear nossas atitudes. “Não é a comida que nos recomendará a Deus” (v.8), mas “se a comida serve de escândalo ao meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo” (v.13). Percebem?

O conhecimento de que necessitamos nos é concedido pelo estudo diário da Bíblia. Através de uma vida de comunhão, quando colocamos a vontade de Deus acima de nossos gostos e vontades, o Espírito Santo refina o nosso apetite e nos apresenta a comida de Cristo: “A Minha comida consiste em fazer a vontade dAquele que Me enviou e realizar a Sua obra” (Jo.4:34). Representar o estilo de vida segundo a verdade presente para os nossos dias deve ser uma experiência leve e prazerosa. Ao apresentá-la como um fardo ou um pedestal de santidade, muitos têm distorcido o real propósito da mensagem, que é promover a cura pelo amor. Aqueles que são assim motivados pelo amor, conseguem enxergar a beleza da mensagem e seu objetivo vertical e horizontal: glorificar a Deus e ser uma bênção para o próximo.

Não tem como vivermos um estilo de vida saudável de forma integral sem a entrega do coração a Deus. Como também não podemos usar a desculpa de que Deus só quer o meu coração, enquanto destruímos o nosso corpo e mente através de um estilo de vida segundo os padrões deste mundo. Muitos têm sido acometidos da síndrome de Caim. Apegados às suas próprias paixões, se utilizam do mesmo argumento: “Acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn.4:9). “O aspecto de seu rosto testifica contra eles; e, como Sodoma, publicam o seu pecado e não o encobrem. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos” (Is.3:9). Isso é algo muito sério, meus irmãos! Onde está o povo cuja face testifica a favor de Deus e a favor do reino para o qual diz estar indo?

No livro de Lucas encontramos um dos relatos mais lindos de quando Jesus esteve nesta terra: “E aconteceu que, ao se completarem os dias em que devia Ele ser assunto ao céu, manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém […] porque o aspecto dEle era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém” (Lc.9:51, 53). Diante da proximidade do Dia em que Cristo voltará para nos levar ao Céu, não deveria até mesmo o nosso semblante manifestar a mesma intrépida resolução de ir para Casa? O nosso aspecto não deveria denunciar, decisivamente, que estamos indo para a Nova Jerusalém? Amados, só vamos parar de discutir sobre comer ou não comer quando houver uma entrega genuína de nossa vida a Deus. Somos sim tutores uns dos outros e, um dia, teremos de prestar contas a Deus quanto a isso.

Que ao olharmos uns para os outros possamos enxergar a face de nosso Senhor Jesus Cristo; semblantes que, mesmo cansados e abatidos pelo pecado, resplandecem a bendita esperança de que estamos indo para Casa. Pois, “para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por Ele” (v.6). Vigiemos e oremos!

Bom dia, edificados pelo amor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100




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