Reavivados por Sua Palavra


NEEMIAS 9 – Comentado por Rosana Barros
8 de dezembro de 2019, 0:30
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“Porque Tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois Tu fielmente procedeste, e nós, perversamente” (v.33).

A renovação espiritual experimentada pelos judeus, através do estudo da Lei de Deus, gerou um dos capítulos mais ricos das Escrituras. Com jejum, pano de saco e terra sobre a cabeça, os filhos de Israel compunham o cenário do genuíno arrependimento. Mas a forma de nada valeria se não houvesse a essência. Desde a criação em Gênesis, de Abraão, de Moisés e dos períodos dos reis, ficou muito clara a distinção entre a fidelidade de Deus e a recorrente desobediência do Seu povo.

Nenhuma outra nação testemunhou tantos milagres quanto Israel. No Egito, no deserto e em Canaã; nas planícies do Jordão, às margens do mar da Galileia e nas cidadelas de Judá, essas gerações foram testemunhas oculares dos prodígios do Senhor. Ainda assim, uma foi cativa de Babilônia, e a outra, dependurou em uma cruz Aquele que diziam aguardar. Entre idas e vindas, “cometeram grandes blasfêmias” (v.26), “mas no tempo de sua angústia, clamando eles” (v.27), o Senhor os livrava “muitas vezes” (v.28). “Porém, quando se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de” (v.28) Deus.

Tendo como fundamento o “Livro da Lei do Senhor, seu Deus” (v.3), seus corações foram tocados pela brasa viva do altar do Céu. Como uma chama, cada sentença lida lhes consumia a alma no ardente e sincero interesse de viver conforme o “assim diz o Senhor”. E tendo como professor o “bom Espírito, para os ensinar” (v.20), reconheceram sua condição vulnerável e sua necessidade da “grande bondade” (v.25) de Deus.

Arrependimento e confissão de pecados são dois passos fundamentais na jornada cristã. Nenhum desses, no entanto, procedem da natureza humana. Porque “a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Rm.2:4). E o arrependimento é que produz a confissão; o reconhecimento de nossa culpa e de que precisamos do perdão divino. Pois “o que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv.28:13).

Amados, os altos e baixos de Israel e a grande misericórdia do Senhor e Sua terna disposição em perdoar, nos revela o que muitas vezes temos dificuldade de admitir: somos infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap.3:17). Quando baixar a guarda torna-se uma opção, abrimos um caminho de largas ideias no campo da iniquidade. E sob a encomenda de um coração “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9), nos afastamos da influência do Espírito Santo e de Seu divino discernimento.

“Eis que hoje somos servos” (v.36). Servos de nossos gostos, servos do pecado que em nós habita. E a menos que busquemos andar com Deus, clamando por Seu auxílio e misericórdia, permaneceremos em nossos delitos. Agora é o tempo de estabelecermos “aliança fiel” (v.38) com o Deus de nossa salvação. Agora é o momento em que o Espírito Santo deseja selar essa aliança em nossa vida com tinta que não se apaga. Propensos como somos a falhar, seguremos firme no braço que não pode tombar: “Todavia, estou sempre Contigo, Tu me seguras pela minha mão direita” (Sl.73:23). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pelo “Deus perdoador” (v.17)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



NEEMIAS 8 – Comentado por Rosana Barros
7 de dezembro de 2019, 0:30
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“Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia” (v.8).

Homens, mulheres e crianças, “todos os que eram capazes de entender o que ouviam” (v.2), se reuniram “como um só homem” (v.1), “e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei” (v.3). Ali estavam reunidas diferentes gerações. Uma parte já havia ouvido a lei, mas também havia aqueles que provavelmente estavam tendo o primeiro contato com ela. Quando Esdras subiu ao púlpito e iniciou a leitura e com ele “os levitas que ensinavam o povo na Lei” (v.7), houve um momento de solene reverência e profundo reconhecimento do tempo de ignorância, de modo que “todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei” (v.9).

Não foi um momento de simples discurso, mas de diligente estudo das Escrituras. A iniciativa em aprender a lei “diante da Porta das Águas” (v.1), moveu sobre eles o mesmo Espírito que, no princípio, “pairava por sobre as águas” (Gn.1:2). Grande luz lhes foi concedida, e suas lágrimas foram enxugadas com a maravilhosa notícia: “a alegria do Senhor é a vossa força” (v.10). Todos foram tomados de muita alegria, uma alegria que deveria ser compartilhada, “porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas” (v.12).

“Como está escrito” (v.15), o povo celebrou a festa dos tabernáculos e “toda a congregação dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas e nelas habitou” (v.17). Estavam todos reunidos num mesmo propósito “e houve mui grande alegria” (v.17). Em todos aqueles dias, “desde o primeiro dia até ao último”, “leu Esdras no Livro da Lei de Deus”, e, “no oitavo dia, houve uma assembleia solene, segundo o prescrito” (v.18). Foram dias de comunhão, de celebração e de renovação de suas vidas para com Deus.

Notem que a iniciativa de aprender a Lei de Deus partiu do próprio povo. Desde o juvenil até o mais experiente, cada judeu aplicou o coração para receber os sábios ensinamentos das palavras do Senhor. Homens iluminados pelo Espírito Santo foram capacitados para ensiná-los com firme convicção e santa alegria. Em cada palavra lida e em cada explicação proferida havia uma atmosfera tão sagrada que comoveu a todos. Tudo era tão claro que não havia como não reconhecer a ação divina.

Amados, este capítulo me remeteu à minha experiência com Deus. Após quinze anos de igreja, eu finalmente aceitei o chamado do Espírito Santo. E enquanto lia as Escrituras, meus olhos foram sendo abertos para verdades que eu desconhecia. E nesse processo de descobertas e de ardente desejo em compreender a Bíblia, por muitos dias me derramava em lágrimas pensando em quanto tempo havia perdido longe do Senhor e de Sua maravilhosa sabedoria. Até que a terna sentença do Salvador: “A Minha graça te basta”, me encheu o coração de alegria e do desejo de compartilhar as boas-novas do Evangelho com outros.

O estudo diário das Escrituras é útil para nos ensinar, corrigir, repreender e nos educar na justiça, como está escrito na segunda carta de Paulo a Timóteo, 3:15. Mas a finalidade é para que sejamos perfeitos e perfeitamente habilitados “para toda boa obra” (2Tm.3:16); é de que, assim como o Espírito Santo estava presente sobre as águas da criação e sobre as águas do Jordão no batismo de Cristo, que Ele esteja presente em nossa vida, “Dia após dia” (v.18), nos fortalecendo com a alegria que faz parte de Seu fruto (Gl.5:22), e nos capacitando a testemunhar: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas” (At.1:8).

Que o estudo da Palavra de Deus seja a sua alegria diária, e que esta alegria incontida transborde de seu coração para os que estão ao seu redor. O conhecimento das Escrituras não é um fim em si mesmo, mas é um meio de nos levar ao verdadeiro conhecimento e à vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3). Um genuíno e feliz relacionamento com Deus, é o que promove o sincero estudo da Bíblia. Um presente e um privilégio que somente o Céu poderá superar. Sempre que examinando as Escrituras se deparar com a tristeza por erros passados, lembre-se das palavras de Jesus: “nem Eu tampouco te condeno; vai, e não peques mais” (Jo.8:11). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, reavivados pela Palavra!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias8 #RPSP

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NEEMIAS 7 – Comentado por Rosana Barros
6 de dezembro de 2019, 0:30
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“Então, o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, os magistrados e o povo, para registrar as genealogias…” (v.5).

Concluída a edificação dos muros e das portas de Jerusalém, Neemias tomou providências com relação à segurança da cidade. Estabelecendo dois homens de confiança como chefes em Jerusalém, dentre eles Hananias, “homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos outros” (v.2), também organizou um esquema de segurança, de forma que havia “guardas dos moradores de Jerusalém, cada um no seu posto diante de sua casa” (v.3).

Movido pelo Senhor, Neemias encabeçou a tarefa de “registrar as genealogias”, deparando-se com “o livro da genealogia dos que subiram primeiro” (v.5). Os judeus eram identificados através dos nomes dos chefes de família, de forma que na ausência desse registro, alguns “não puderam provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel” (v.61). As genealogias, portanto, tinham um papel importante para fins de administração, de organização, para fins testamentários e até mesmo espirituais, visto que fazem parte das Escrituras.

Tudo se encaminhava para que Jerusalém fosse novamente a Cidade de Deus. “Alguns dos cabeças das famílias contribuíram para a obra” (v.70) e muitos recursos foram doados para o templo. A força conjunta para proteger a cidade e seus moradores, e para reformá-la, foi seguida por um grande reavivamento. Enquanto guardavam suas casas ou se reuniam em adoração a Deus, sua fé era provada e fortalecida ainda que sob constante ameaça inimiga.

Deus tem uma cidade preparada para os Seus filhos, cujos fundamentos dos muros são adornados de pedras preciosas, e cujas portas são de pérola, “cada uma dessas portas, de uma só pérola” (Ap.21:21). Ali não há necessidade de um sistema de segurança, pois o Guarda de Israel nela habita. Nela também não há santuário, “porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Ap.21:22). Nela o homem não tem participação, pois “Deus é o arquiteto e edificador” (Hb.11:10).

Não é desejo do Senhor que a realidade da antiga Jerusalém pós-exílio se repita na futura Jerusalém: “A cidade era espaçosa e grande, mas havia pouca gente nela” (v.4). E nem que não se ache o nosso nome no registro celeste. O Céu é movido pela ardente expectativa de nosso resgate definitivo. Os anjos relatores vibram cada vez que um pecador é liberto do exílio do pecado e tem o seu nome escrito no Livro da Vida. Há uma comovente espera de que Jesus venha colher “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).

Cada partícula da cidade santa contém o amor ilimitado de um Deus que sente saudades de nós. Que enquanto Cristo não vem, O aguardemos em constante vigilância, “cada um no seu posto diante de sua casa” (v.3). Que o nosso lar seja um pedacinho do Céu na Terra. Quando a relação dos salvos estiver finalmente concluída, que a nosso respeito esteja escrito: “filhos de Deus, salvos pela graça de Cristo Jesus”. Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias7 #RPSP

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NEEMIAS 6 – Comentado por Rosana Barros
5 de dezembro de 2019, 0:30
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“Mandei dizer-lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas” (v.8).

A obra que os inimigos julgavam impossível de ser realizada foi terminada “em cinquenta e dois dias” (v.15), de forma que “não havia brecha nenhuma” (v.1) nos muros. Como Sambalate não alcançou sucesso por meio de ameaças, mudou a sua estratégia propondo um encontro entre ele, seus comparsas e Neemias. Só que Neemias, amados, era um homem de oração. E a oração o fortalecia e o precavia das ciladas que o estavam preparando. Deus havia colocado em seu coração qual era a verdadeira intenção daqueles homens malignos: “Porém intentavam fazer-me mal” (v.2).

Por quatro vezes Sambalate insistiu em chamar Neemias, até que na quinta vez lhe enviou uma carta com uma acusação mentirosa. Neemias foi ao seu encontro e tirou tudo a limpo? Não, meus irmãos. Ele mandou outro recado àquele ímpio: “De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas” (v.8). Sambalate e Tobias ainda subornaram alguns de Judá para profetizar contra Neemias e fazê-lo cometer pecado a fim de infamá-lo e, por fim, tirarem-lhe a vida. Só que, repito, Neemias era um homem de oração. Seu coração estava ligado ao coração de Deus. Então, diante da proposta de Semaías, ele percebeu “que não era Deus quem o enviara” (v.12).

Que coisa mais triste! O trabalho de Neemias não era fácil. Certamente ele sentia falta de alguém em quem pudesse confiar. Talvez tenha ido à casa de Semaías buscar conforto e conselho, mas encontrou mais um aliado à conspiração inimiga. Se ele tivesse atendido àquele falso conselho, teria incorrido em pecado, entrando no Lugar Santo. Mas o Senhor lhe dotou de especial discernimento, de forma que conseguia perceber a malícia até mesmo por parte de pessoas do próprio povo. Lidar com inimigos já é difícil, que dirá com inimigos disfarçados de irmãos!

Percebemos que de todos os inimigos, dois se destacaram: Tobias e Sambalate. Eles lideravam a “panela” da discórdia. E a última de Tobias foi fingir ser um “bom samaritano”. Ele fazia de tudo para que Neemias ficasse sabendo de suas “boas ações” (v.19). E agora? Será que Neemias se deixou levar pelo “bonzinho” Tobias? Tobias poderia enganar quem fosse, mas a Neemias não. Em nenhum momento este servo de Deus intentou o mal contra os seus inimigos, mas os entregou nas mãos do Senhor, pois somente ao Senhor “pertence a vingança” (Rm.12:19). Neemias confiou que o Senhor cuidaria deles da forma que Lhe fosse mais justa e se ocupou em fazer a vontade de Deus. E os inimigos poderiam se irar, intentar o mal, porém, no final das contas, até eles tiveram de reconhecer que foi por intervenção divina que a obra foi concluída (v.16).

De coração para coração, amados do Senhor: Quando tomamos a firme decisão de andar nas pegadas de Jesus, podem vir inimigos dos quatro cantos desta Terra, eles não alcançarão êxito. Porque a obra não é nossa, é do Senhor. Não que sejamos melhores do que eles, mas porque nossas escolhas foram diferentes. Enquanto eles endurecem o coração, nós (pela graça de Deus!) abrimos o nosso para que Jesus possa entrar e cear conosco (Ap.3:20). A minha oração é que não estejamos de modo algum sendo Tobias ou Sambalates modernos, mas Neemias atuais. E se por um acaso você estiver do lado errado, em nome de Jesus, permita que Ele realize em você um transplante espiritual: “tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne” (Ez.11:19). As verdadeiras boas obras não são aquelas que aparecem, mas as que só Deus consegue ver. Entregue-se a Jesus e Ele fará de você a mais linda obra! Vigiemos e oremos!

Bom dia, Neemias atuais!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



NEEMIAS 5 – Comentado por Rosana Barros
4 de dezembro de 2019, 0:30
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“Lembra-te de mim, para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo” (v.19).

O avanço da obra e os constantes ajuntamentos começaram a encorajar a parcela do povo que, pelas necessidades pós-exílio, tornou-se economicamente refém de seus irmãos mais abastados. Vendo em Neemias um líder justo e temente a Deus, os judeus injustiçados ergueram um grande clamor contra seus irmãos opressores. Suas terras, suas vinhas e suas casas foram empenhadas a fim de prover o sustento da família. Mas a situação agravou-se de tal maneira que até seus filhos foram entregues como escravos.

Neemias ficou indignado ao ouvir tamanho descaso e extorsão para com os pobres do povo. Mas a sua indignação não foi desculpa para agir com imprudência. Não tomou as rédeas da situação no impulso de sua ira. Como líder sábio e prudente, buscou avaliar o problema considerando a melhor maneira de resolver a questão. Como se tratava de algo que havia se tornado publicamente conhecido, Neemias pelejou com os nobres e magistrados, convocando “contra eles uma grande assembleia” (v.7).

Diante do discurso acalorado e verdadeiro de Neemias, “se calaram, e não acharam que responder” (v.8). Como flechas, as palavras do sábio líder atingiu-lhes diretamente a consciência. Não foi a prática de empréstimo em si que foi condenada, mas a forma como era realizada, oprimindo a seus irmãos com altos juros. O próprio Neemias não justificou a si mesmo, pois que também emprestava a seus irmãos, ainda que sem prejudicá-los. Além disso, abdicava de seu salário de governador, “porquanto a servidão deste povo era grande” (v.18).

Como se tivesse um vislumbre dos últimos tempos, o apóstolo Paulo descreveu a miséria humana em nossos dias difíceis, a começar pelo egoísmo (2Tm.3:1-5). O egoísmo ou a ausência de altruísmo tem corrompido o coração da humanidade e encaminhado o mundo para o cumprimento da profecia dada por Cristo: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). Costumamos ter muita facilidade em destacar os erros do antigo Israel e muita dificuldade em aplicá-los à nossa realidade. Temos nós agido com compaixão e altruísmo diante das necessidades de nossos semelhantes?

Paulo também apresenta, em nosso contexto de igreja, um importante princípio: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl.6:10). Irmãos, estamos vivendo a realidade descrita pelo apóstolo dos gentios. São tempos muito difíceis. Há um inimigo feroz querendo nos destruir, e será que não estamos mais preocupados com coisas temporais quando existem tantos ao nosso redor perecendo? Será que podemos sinceramente dizer: “Lembra-te de mim, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo”?

Com dedicação desinteressada e trabalho voluntário, Neemias praticamente financiou boa parte da reconstrução dos muros. Deu tudo de si para uma causa que sabia ter a assinatura da aprovação divina. Todos nós fomos criados para um propósito maior. O Senhor nos incluiu em Seu plano não que precise de nós, mas em que nós precisamos dEle. Quando a criatura entrega o curso da vida nas mãos do Criador, Ele sempre a conduz na direção de seus semelhantes, formando uma corrente do bem, ligada elo a elo.

Que nossa vida, nas mãos de Deus, seja um elo inabalável nesta corrente, como obreiros fiéis e altruístas na última grande obra. Vigiemos e oremos!

Bom dia, amados irmãos!

*Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #euoroporvocê

Por favor, amados, orem por mim e por minha família. Agradeço muito!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



NEEMIAS 4 – Comentado por Rosana Barros
3 de dezembro de 2019, 0:30
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“Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite” (v.9).

A reconstrução seguia o seu curso com bom êxito, de forma que “todo o muro se fechou até a metade de sua altura; porque o povo tinha ânimo para trabalhar” (v.6). Tendo ouvido sobre a bem-sucedida obra, seus adversários ficaram furiosos e reuniram forças para “atacar Jerusalém e suscitar confusão ali” (v.8). Diante de comprovada ameaça, Neemias e o povo se uniram em oração e organizando-os “por famílias… com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos” (v.13), “cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a arma” (v.17).

A atmosfera tornou-se de constante vigilância. Cada qual permanecia em sua função de edificar, mas atento e preparado para proteger sua família e seu povo. Tomando ciência de que os judeus estavam organizados como um exército, os inimigos perceberam “que Deus tinha frustrado o desígnio deles” (v.15). Mesmo que parecesse ter sido dada uma trégua, as armas não foram depostas, e o povo seguiu firme na edificação dos muros e na vigilância “por detrás de toda a casa de Judá” (v.16).

Apesar de ter sido um trabalho coletivo e unificado, a longa extensão dos muros os separava uns dos outros. Em momento de tensão e de ameaças inimigas, havia a necessidade de um ajuntamento solene de tempos em tempos. Ao som do instrumento sacerdotal, todo o povo deveria entender que chegada era a hora de se reunir. Aquele momento era como um bálsamo aos cansados e corajosos obreiros e soldados. Ali eles oravam, adoravam e louvavam juntos, sendo fortalecidos por Deus e pela comunhão uns com os outros.

Quanto mais se aproxima o grande Dia de Deus, mais o coração dos fiéis servos do Senhor se anima para o findar da seara. Em contrapartida, o diabo e seus anjos, ardendo em ira, tentam de todas as formas fazer “cessar a obra” (v.11). Mas, como Neemias, precisamos erguer a voz a nossos irmãos e fortalecer-nos uns aos outros com as animadoras palavras: “não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa” (v.14).

Hoje, em nossos locais de culto, quer seja num grande templo, ou num modesto espaço; quer seja embaixo de uma árvore ou no culto doméstico, temos o privilégio de nos reunir e juntos buscar o poder do alto para “resistir no dia mau… [e] permanecer inabaláveis” (Ef.6:13). Portanto, “não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb.10:25).

Quando Jesus declarar: “Feito está!” (Ap.16:17), todos já estarão com seu destino eterno selado. Enquanto há oportunidade, Sua doce voz insiste ao coração de cada ser humano: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Jesus é o nosso Sumo Sacerdote que toca a Sua trombeta de graça a fim de reunir-nos para junto dEle. Com Cristo como o nosso General, todas as brechas do pecado serão fechadas e qual muro intransponível, Ele nos protege e guarda para o ajuntamento solene da eternidade. Quer, você, estar pronto para a reunião dos santos de todos os tempos? Então, sigamos o exemplo de Neemias e dos fiéis obreiros, e a ordem de Jesus: Vigiemos e oremos!

Bom dia, obreiros do Senhor!

Desafio da semana: Você conhece alguém que está desanimado na fé? Ore por ele essa semana e, se possível, faça-lhe uma visita e ore com ele.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



NEEMIAS 3 – Comentado por Rosana Barros
2 de dezembro de 2019, 0:30
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“Ao lado destes, repararam os tecoítas; os seus nobres, porém, não se sujeitaram ao serviço do seu senhor” (v.5).

A obra de reconstrução dos muros de Jerusalém foi cuidadosamente planejada e dividida entre uma equipe multidisciplinar. Sacerdotes, ourives, perfumistas, representantes do povo, mercadores, servos do templo e até mulheres, as filhas de Salum, compunham a força-tarefa precedida por “Eliasibe, o sumo sacerdote” (v.1). A iniciativa do principal líder espiritual foi imprescindível para que os demais dessem sequência à obra. E espalhados pela extensão dos muros, todos trabalhavam com ânimo, cada qual fazendo a sua parte.

No entanto, houve um grupo de nobres tecoítas que “não se sujeitaram ao serviço do seu senhor” (v.5). Ao que parece, eles não ficaram de fora da obra, mas agiram por conta própria. Talvez a sua tímida participação tenha sido por medo da oposição. Em contraste com este grupo estava Baruque, que “reparou com grande ardor” (v.20), demonstrando perfeita confiança no poder de Deus e certeza de que estava fazendo a coisa certa. O fato de serem citadas pelo nome, demonstra a importância dessas pessoas na reforma, e a exposição de suas ocupações revela que a capacitação vem de Deus, ainda que seja algo que nunca fizemos na vida.

A grande última obra de reforma requer trabalhadores motivados e submissos ao serviço do seu Senhor. Crentes que não esmoreçam, ainda que diante de insistente resistência, “porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (2Rs.6:16). Precisamos de mais líderes que compreendendo o seu papel de animar seus irmãos, assumam suas funções como maiorais de uma obra sem precedentes. Assim como pessoas que talvez nunca tivessem a experiência de erguer um instrumento de edificação conseguiram reconstruir os muros de Jerusalém, Deus promete conceder a mesma capacitação para todo filho que se dispõe a servi-Lo.

Dirigindo-Se aos Seus discípulos, Jesus os advertiu, dizendo: “A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a Sua seara” (Mt.9:37-38). Antes da reconstrução dos muros houve a disposição de uma pessoa que resolveu jejuar e orar por este propósito. E só então, as portas se abriram e outros se uniram a ele. Como a boa mão do Senhor estava sobre Neemias, também somos chamados a ser por ela conduzidos. Eis a nossa missão: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Is.40:3). Tenhamos bom ânimo nessa boa obra! Vigiemos e oremos!

Bom dia, trabalhadores na seara do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Neemias3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100




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