Reavivados por Sua Palavra


AMÓS 7, Comentado por Rosana Barros
13 de dezembro de 2017, 0:30
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“Respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta…” (v.14).


A declaração de Amós revela porque Deus o chamou. Diferente dos príncipes e sacerdotes que tinham prazer em usar de sua autoridade para ganho próprio, Amós não aceitou o título de profeta, mas colocou-se na posição de servo. Acusado injustamente como conspirador, foi envolvido numa trama que visava calar-lhe a voz. Mas confiante nAquele que o elegeu (v.15), não só permaneceu em Israel, como também prosseguiu em profetizar em nome do Senhor.

O profeta que Israel rejeitou foi aquele que intercedeu por seu povo, clamando pelo perdão divino: “Deus, perdoa, rogo-Te” (v.2). Mas o prumo (v.8) de Deus no meio de Israel seria a prova de que um juízo inevitável estava por vir. O perdão de Deus foi recusado e a retidão abandonada. Certamente, a nação sofreu os danos que ela mesma causou.

O “salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), mas Deus faz de tudo para que cada ser humano (objeto de Sua mais terna afeição) não receba a recompensa que merece. Há dois tipos de arrependimento na Bíblia: o humano e o divino. O Senhor jamais estabece os Seus juízos de forma premeditada ou tirana. Ele simplesmente é onisciente e conhece o fim desde o princípio. O Seu arrependimento não significa “voltar atrás”, mas “uma expressão que se refere à dor do amor divino ocasionada pela pecaminosidade do ser humano… Deus, em harmonia com Sua imutabilidade, assume uma mudança de posição em resposta a uma mudança ocorrida na criação… O pecado enche o coração divino de profunda dor e piedade. Desperta todo o insondável oceano de simpatia pelos pecadores da qual o amor infinito é capaz. Contudo, Deus Se move também para uma retribuição judicial” (Comentário Bíblico Adventista, v. 1, p. 239).

A porta da graça ainda está aberta. Ainda está à nossa disposição a oportunidade de nos arrependermos e crermos no único e verdadeiro Deus, que não muda e que não Se arrepende como o homem (1Sm 15:29). A imutabilidade da bondade divina é o motivo pelo qual não somos destruídos em nossos pecados e o motivo pelo qual somos levados ao arrependimento. “Ora, pois, ouve a palavra do SENHOR” (v.16), hoje! Não deixe para ouvi-la quando proferir a sentença final, pois será tarde demais.

… escolhei, hoje, a quem sirvais” (Js 24:15).

Bom dia, servos do Deus Altíssimo!

Desafio do dia: Eleja um amigo secreto de oração. Ore por ele, todos os dias. Na véspera de Natal, diga que orou por ele e, se possível, o presenteie com algo que faça lembrá-lo da importância da oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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AMÓS 6, Comentado por Rosana Barros
12 de dezembro de 2017, 0:30
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“Ai dos que andam à vontade em Sião e dos que vivem sem receio no monte de Samaria, homens notáveis da principal das nações, aos quais vem a casa de Israel!” (v.1).


Estudando as Escrituras, mais precisamente o livro do profeta Jeremias, Daniel se deu conta do momento solene em que estava vivendo, às portas de cumprir-se a profecia acerca dos setenta anos de cativeiro babilônico. Diante de tal descoberta, o profeta quedou-se a buscar ao Senhor “com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza” (Dn 9:3). E a resposta de Deus foi imediata e sublime. Ele enviou o anjo Gabriel no princípio das súplicas do profeta para revelar-lhe o entendimento acerca da profecia e declarar-lhe o quanto ele era amado (Dn 9:23).

Ao compreender o “grande conflito” (Dn 10:1) de que falava a profecia, Daniel pranteou, ou seja, angustiou-se “durante três semanas” (Dn 10:2). Durante vinte e um dias, o profeta aplicou o seu coração a humilhar-se perante Deus e nEle buscar as respostas às suas inquietações. Foi quando, em visão, contemplou o próprio Jesus e, diante da Majestade dos Céus, ao som de Suas palavras, caiu sem sentidos, “rosto em terra” (Dn 10:9). Contudo, uma mão lhe tocou, lhe sacudiu e lhe pôs prostrado. Daniel se pôs em pé ainda tremendo e uma dor sobremodo grande tomava conta de seu corpo a ponto de declarar não ter lhe sobrado “força alguma” (Dn 10:17). Então, ao ouvir a voz segunda vez, sentiu-se fortalecido.

O capítulo de hoje mostra um povo completamente inerte ao cenário profético que estava prestes a enfrentar. Acomodados com sua religiosidade e despreocupados quanto a sua condição laodiceana, regalavam-se em suas festas insanas, comendo, bebendo e cantando “à toa” (v.5). Banqueteavam-se enquanto diziam “estar longe o dia mau” (v.3). Ao contrário de Daniel que se absteve de “manjar desejável”, de carne e de vinho e de ungir-se “com óleo algum” (Dn 10:3), os filhos de Israel comiam “os cordeiros do rebanho e os bezerros do cevadouro” (v.4), bebiam “vinho em taças” e ungiam-se “com o mais excelente óleo” (v.6). Eles não se afligiram com a ruína que estava prestes a cair sobre a nação.

Será que estamos longe desta realidade? Examinemos o que aconteceu com Daniel por etapas:

1. Daniel estudou as profecias;
2. Daniel entendeu as profecias;
3. Daniel orou, jejuou e se humilhou perante Deus;
4. Daniel recebeu entendimento ainda maior;
5. Diante de tal entendimento, Daniel angustiou-se e aplicou o coração a entender melhor os planos de Deus;
6. Em tempo de angústia, abriu mão do que poderia atrapalhar a sua busca;
7. Ao contemplar Jesus, e ao ouvir as Suas palavras, sentiu-se fraco e débil;
8. Prostrado, recebeu forças para se levantar;
9. Reconhecendo a sua fraqueza, suas forças foram renovadas;
10. Firmado na “escritura da verdade” (Dn 10:21), tornou-se vitorioso pela vitória de Miguel, o Senhor dos Exércitos.

Conforme estudamos nas profecias de Daniel, desde 22 de outubro de 1844, estamos vivendo o grande dia da expiação profético. E qual deve ser a nossa conduta diante de tal entendimento? Vejamos: “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv 23:29). Percebem a solenidade deste momento? Quanto mais examinamos as Escrituras, mais devemos sentir a necessidade de buscar ao Senhor. Quanto mais buscamos ao Senhor, mais o Seu Espírito nos mostra o que precisamos renunciar por amor a Jesus. Quanto mais nos aproximamos de Jesus e buscamos entender as Suas palavras, mais reconhecemos a nossa debilidade. E quanto mais reconhecemos a nossa debilidade e fraqueza, mais sentimos a necessidade de um Salvador. “Este é o caminho, andai por ele” (Is 30:21).

O que é a força do homem comparada à força do Onipotente? Nada! O Senhor não está interessado em ver templos suntuosos e cultos atraentes, mas eis para quem Ele olha: “mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da Minha palavra” (Is 66:2). A aflição que o profeta Daniel sentiu e a que a Bíblia se refere não é no sentido de reclamar da vida, mas de dedicar a vida por completo aos cuidados dAquele que muito em breve tornará a nossa aflição em eterna alegria. O tempo de aflição antecede o tempo de regozijo.

Como estamos vivendo o dia de angústia? Vivendo sem receio, pensando estar adorando a Deus quando na verdade estamos servindo ao nosso ventre e aos nossos desejos? Ou, como Jacó, estamos clamando em grande angústia de alma: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (Gn 32:26)? Despertemos, amados! As profecias nos apontam um fim iminente. A natureza grita que este mundo está nos momentos finais. As desculpas e o esforço humano para nada servirá quando eclodir o tempo de angústia final: “Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta à vista de Deus, e mais certa é a vitória de seu grande adversário. Os que se retardam no preparo para o dia de Deus, não o poderão obter no tempo de angústia, ou em qualquer ocasião subsequente. O caso de todos estes é sem esperança” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 626).

Fazemos parte de um movimento profético e com uma mensagem sobremodo solene. Hoje é tempo de buscar ao Senhor com toda oração e súplicas a fim de resistirmos à hora de aflição que diante de nós está: “O tempo de agonia e angústia que diante de nós está, exigirá uma fé que possa suportar o cansaço, a demora e a fome – fé que não desfaleça ainda que severamente provada… Jacó prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova o poder da oração importuna… Os que não estão dispostos a negar o eu, a sentir verdadeira agonia perante a face de Deus, a orar longa e fervorosamente rogando-Lhe a bênção, não a obterão. Lutar com Deus – quão poucos sabem o que isso significa!” (Idem, p. 626, 627). Despertai e tremei vós “que viveis despreocupadamente; turbai-vos, vós que estais confiantes” (Is 32:11). Pois eis que a profecia “se apressa para o fim e não falhará” (Hc 2:3).

Bom dia, aflitos do Senhor!

Desafio do dia: Se ainda não possui o hábito, estabeleça momentos especiais de oração três vezes ao dia.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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AMÓS 5, Comentado por Rosana Barros
11 de dezembro de 2017, 0:30
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“Pois assim diz o SENHOR à casa de Israel: Buscai-Me e vivei” (v.4).

Uma lamentação é proferida pelo profeta. A queda de Israel seria inevitável diante da revelação que ignorou. De todo o povo, apenas a décima parte seria poupada do castigo vindouro (v.3), aqueles que buscassem ao Senhor (v.4). Mas os que deram as costas à misericórdia, aborreceram a repreensão e tiveram por inimigo o que lhes falava com sinceridade (v.10), experimentariam a amargura de sua própria injustiça (v.7). Chamaram ao mal de bem e ao bem, de mal.

Este capítulo apresenta um Israel religioso, exímio cerimonialista e músico excepcional. No entanto, quanto à sua religião, Deus disse: “Aborreço”. Quanto às cerimônias: “nem atentarei” (v. 22). E quanto aos louvores: “Afasta de Mim o estrépito dos teus cânticos” (v.23). E ainda proferiu um “Ai” que dá um nó na cabeça de quem não compreende o contexto: “Ai de vós que desejais o Dia do SENHOR!” (v.18).

Era um povo que sonhava com a vinda do Messias. Confiantes na promessa de um Salvador que descenderia da raiz de Davi, ostentava ser o povo da aliança, esquecendo-se, porém, do Deus da aliança. Os pobres e necessitados eram rejeitados e o tratamento de uns para com os outros era medido conforme o poder aquisitivo. Não havia amor genuíno, mas um jogo de interesses que fazia de Israel um povo com a mensagem certa, mas com atitudes erradas.

Imagine que você vivesse no tempo da segunda guerra mundial e, buscando algum conforto, entrasse em uma igreja e desse de cara com Hitler pregando sobre o amor de Deus. Você conseguiria dar ouvidos a tal sermão? Creio que não. E o porquê desta resposta é um tanto lógica: porque as suas palavras não eram fiéis ao que ele realmente praticava. É fácil ser um bom crente de igreja, difícil é ser a igreja do Único que é bom (Mt 19:17).

Tudo isso foi resumido por Tiago numa única sentença: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1:22). Ele ainda faz alusão à prática dos mandamentos (Tg 1:25) e ao perigo que existe em não refrear a língua (Tg 1:26). E termina explicando o que é, aos olhos de Deus, a verdadeira religião: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1:27).

Jesus está às portas de vir buscar as dízimas da terra, aqueles que buscam viver o evangelho que pregam. O Senhor não dirá a Seus justos: “Vinde benditos de Meu Pai, porque vocês construíram suntuosas igrejas, vestiram-se com decência e bom gosto, prepararam os melhores programas e cantaram como ninguém”. Mas Ele dirá: “Vinde benditos de Meu Pai… Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e fostes ver-Me” (Mt 25:34-36).

Precisamos parar de edificar “casas de pedras lavradas” (v.11) em um tempo que requer de nós a renúncia do eu em favor do próximo. Do contrário, “para que desejais vós o Dia do SENHOR?” (v.18).

Bom dia, praticantes da Palavra!

Desafio do dia: Adote uma criança carente neste Natal, para vestir e presentear.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Amós5 #RPSP

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AMÓS 4, Comentado por Rosana Barros
10 de dezembro de 2017, 0:30
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“Portanto, assim te farei, ó Israel! E, porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (v.12).


Longe de ter sido uma expressão pejorativa, “vacas de Basã” (v.1) designava as mulheres israelitas que, à semelhança dos animais que pastavam em terra fértil para serem sacrificados, amontoavam riquezas para a sua própria morte. A palavra profética dirigida diretamente às mulheres da época revela a insatisfação de Deus quanto à luxuriante vida que viviam às custas de seus maridos, que deixavam de prestar auxílio aos necessitados para sustentar os seus caprichos.

Contrariando o modelo descrito por Salomão (Pv 31:10-31), as mulheres de Israel abandonaram as virtudes que lhes eram devidas como filhas de Deus. O papel de auxiliadora idônea (Gn 2:18) foi trocado pela insensatez de uma vida desprovida de propósitos eternos. Seus olhos estavam fixos nos tesouros corruptíveis e com eles caminhariam para a destruição.

Como mulher, sei bem quais são as tentações que envolvem o universo feminino. E, certamente, uma delas, senão a maior, é a compulsividade por mais, pelo mais bonito e pelo mais novo. Tentação esta que não é uma exclusividade das mulheres, mas que tem afetado toda a família. É uma corrida em busca de coisas que não precisamos, que não nos edificam e que nos afastam uns dos outros, provocando a ruína de toda a casa.

O retrato das mulheres não foi o único a ser maculado pela rebeldia. Semelhante às “casas de marfim” (Am 3:15), casas inteiras estavam entregues à perdição. E não pensem que Israel havia abandonado o culto a Deus. Sistematicamente, o povo continuava a oferecer “sacrifício de louvores” e a devolver seus dízimos, declarando e publicando o quanto eram “fiéis”, porque gostavam disso (v.5). E sobre este tipo de falsa adoração, advertiu Jesus: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste” (Mt 6:1).

Então, o Senhor declara uma sequência de juízos sobre os filhos de Israel que, na verdade, foram oportunidades para que se arrependessem de seus pecados e voltassem para Ele. No entanto, vez após outra, as oportunidades foram rejeitadas e os apelos ignorados. Tomados por sua religiosidade cega e hipócrita, Israel fingia ser um povo santo enquanto se deleitava com o profano. E nesta cegueira insistente, não conseguia enxergar a sua situação de perdido dentro de casa.

Por muitos anos persegui sonhos pensando estar incluindo Deus quando, na realidade, Deus era o último a ser consultado. A minha religião se baseava em trabalhar na igreja, dar um bom testemunho e me orgulhar de ser alguém que era admirada. Permiti que estes “entulhos” me escondessem no lugar errado, de forma que Jesus, com muita paciência e insistência, tivesse que revirar um por um até me encontrar. E, como fez com Israel, Ele teve de permitir que a vida me lapidasse para que finalmente pudesse me declarar achada. Não que a Sua obra tenha encerrado, mas apenas começado.

Eu não me considero hoje o perfeito exemplo de pessoa convertida, mas creio que, pela graça de Jesus pela qual tenho clamado dia e noite, o Senhor tem realizado a Sua perfeita obra diária. E quanto mais luz o Senhor incide, mais imperfeições enxergo e mais necessidade tenho de um Salvador que me salve de mim mesma. Não conheço a sua história, mas conheço o Deus que quer escrever um final feliz para ela. Acredite, meu irmão e minha irmã, nada do que façamos neste mundo nos atribui mérito algum, porque o que realmente merecemos é a morte (Rm 6:23). Mas Jesus escolheu pagar o preço de nosso resgate. Aceite esta oferta de graça e permita que ela se renove em sua vida todos os dias. Então, quando “te encontrares com o teu Deus” (v.12) não serás motivo de Suas lágrimas, mas de Seu gozo eterno.

Feliz semana, antegozo de Cristo!

Desafio do dia: Faça uma planilha de sua situação financeira. Peça ao Espírito Santo que lhe ajude a eliminar os gastos desnecessários e usar estes recursos para fins beneficentes.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Amós4
#RPSP



AMÓS 3, Comentado por Rosana Barros
9 de dezembro de 2017, 0:30
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“Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (v.7).


Continuando sua fala a Israel, Amós profere palavras de juízo “contra toda a família que Ele [Deus] fez subir da terra do Egito” (v.1). A confirmação da eleição não os eximiria de receber o castigo por todas as suas iniquidades (v.2). Então, uma série de perguntas retóricas são feitas, não com o fim de atribuir justiça à ação divina, mas de confirmá-la.

Certamente” (v.7), tudo o que sucederia aos filhos de Israel não deveria surpreendê-los, pois já haviam sido devidamente avisados. A armadilha já estava armada e a trombeta já havia dado o seu sonido. Israel quebrou a aliança com o Senhor e teve de arcar com as consequências de tal conduta. Inflamados pela torpeza e violência, permitiram que o mal lhes cegasse para “o que é reto” (v.10), mas o resultado de tais mazelas não destruiria uma parcela do povo: “assim serão salvos os filhos de Israel que habitam em Samaria com apenas o canto da cama e parte do leito” (v.12).

Em meio à “devastação” (v.10), um remanescente seria poupado do castigo iminente. Deus livraria os Seus fiéis de forma que nem “um pedacinho da orelha” (v.12) deles seria perdida. Notem que o Senhor não diz que os livraria do ataque do leão, mas de serem por ele devorados. Com certeza, a depender da gravidade do ataque, o leão pode deixar cicatrizes bem profundas, mas que, impedido no momento certo, não atingem a vitalidade da vítima.

O apóstolo Pedro já nos advertiu: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar“, e nos aconselha: “resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo” (1Pe 5:8-9). Temos visto que, desde a geração de Noé, não tem sido fácil permanecer fiel em meio à infidelidade. Não é fácil, mas, pela graça de Deus, é possível.

Apesar de não ser considerado um profeta, Pedro, inspirado por Deus, nos deixou revelações que o tempo não invalida. Como nunca antes, o diabo tem cercado o povo de Deus com provações de forma cruel e covarde. Sob suas ordens, os anjos caídos têm oprimido os filhos do Reino com toda sorte de provações. Contudo, para o seu desespero e ira, existe um pequeno povo espalhado pelo mundo cuja fé firme não permite que ele lhe devore “as duas pernas ou um pedacinho da orelha“, mas cujo sofrimento tem lhe aperfeiçoado, firmado, fortificado e fundamentado em Cristo (1Pe 5:10). O sofrimento que o diabo causa visando morte, Deus transforma em um caminho para a vida.

As dificuldades que permeiam a vida dos santos do Altíssimo não lhes serão por tropeço, mas os provará e os purificará como se prova o ouro e se purifica a prata (Zc 13:9). Está sendo retirada toda a impureza para que neles seja notória a impressão do caráter de Cristo. Nenhuma prova, por maior que pareça ser, acontece sem que Deus conceda força suficiente para suportá-la. E, a cada batalha vencida, as cicatrizes não se tornam motivos de revolta, mas de gratidão ao Senhor que, por nós, carregará cicatrizes pela eternidade.

As lutas e sofrimentos daqueles que invocam o nome do Senhor em busca de auxílio deixam de ser pedras de tropeço e passam a ser oportunidades de aperfeiçoamento cristão. Uma vida consagrada é aquela que permite que Jesus a viva em seu lugar. E cada dia surge a necessidade de uma renovação. Cada dia traz o seu mal e se não houver genuína rendição, Satanás aproveita-se da fragilidade espiritual e o que antes era tentação toma forma de pecado. A oferta da graça se renova a cada manhã, mas perto está o Dia da justiça, portanto, hoje, é tempo de aceitá-la como se amanhã já não o fosse possível.

Não importa o quanto o leão maligno tenha lhe machucado ou o quanto de você ele tenha arrebatado. Ainda há tempo de gritar pelo socorro do Bom Pastor e Ele fará de sua vida a declaração de um milagre.

Feliz sábado, remanescente do Deus vivo!

Desafio do dia: Faça uma visita missionária. Leve esperança a quem necessita.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Amós3
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AMÓS 2, Comentado por Rosana Barros
8 de dezembro de 2017, 0:30
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“Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Judá e por quatro, não sustarei o castigo, porque rejeitaram a lei do SENHOR e não guardaram os Seus estatutos; antes, as suas próprias mentiras os enganaram, e após elas andaram seus pais” (v.4).


Dentre as nações citadas pelo profeta, Israel ganha destaque como aquela que mais abominações cometeu contra o Senhor. Começando por Judá, o povo já não mais considerava a lei de Deus e desprezava os Seus estatutos. Envolvidos em idolatria e prostituição cultual, rapidamente se esqueceram de Deus e de tudo o que Ele havia operado para que pudessem desfrutar da terra em que viviam.

A zona de perigo em que Israel passou a viver fez com que os corações se fechassem para qualquer tentativa do Senhor de trazê-los de volta. E, imersos em seus próprios conceitos e ideias, foram afastando-se cada vez mais da verdadeira adoração ao único Deus verdadeiro. Esta rebelião, no entanto, nunca alterou o fato de que Israel foi eleito para ser um representante do Senhor entre os povos. O povo não abandonou o título de nação santa, pelo contrário, se orgulhava disto. Nem tampouco deixou de praticar os rituais do templo.

A confusão que muitos fazem acerca da obediência à lei de Deus tem sido o motivo da falta de compreensão sobre este assunto. De Gênesis a Apocalipse, toda a Bíblia aponta para um povo que, de geração em geração, se mantém fiel aos preceitos da legislação divina. As Escrituras são claras ao afirmar que os salvos dos últimos dias serão “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Mas não podemos esquecer que foram os “guardadores” da lei que incitaram a turba enfurecida a gritar a maldita sentença: “Crucifica-O!” (Mt 27:23).

Ao citar palavras do antigo testamento, Jesus revelou o verdadeiro caráter da lei de Deus e o motivo áureo que deve reger o coração de todo filho obediente: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo“, então, encerrou dizendo: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os profetas” (Mt 22:37-40). O amor é a essência da lei divina. Jesus não anulou os mandamentos de Deus, mas lembrou aos fariseus a verdadeira motivação para observá-los.

O verdadeiro objetivo da lei é de nos revelar nossa pecaminosidade e nos dizer: “Olha, você precisa de um Salvador!” Podemos ser exímios observadores da lei, sem, contudo viver o amor. Exemplo? Os fariseus. Mas é impossível viver o amor e não ser um filho obediente. Exemplo? Jesus (Fl 2:8). Que exemplo temos procurado seguir? Por muitos anos andei cambaleando no caminho do farisaísmo até que permiti que o Amor me resgatasse. Desde então, cada dia, o Espírito Santo tem me ensinado que o amor é muito mais do que fazer parte de uma igreja e me comportar conforme a cartilha eclesiástica. O amor é Jesus Cristo em mim e eu nEle.

O Senhor tem Seus filhos fiéis em todos os cantos deste mundo que, ainda que desconheçam Suas ordenanças, têm sido fiéis no pouco que possuem:

Aqueles que Cristo louva no Juízo, talvez tenham conhecido pouco de teologia, mas nutriam Seus princípios… Mesmo entre os gentios existem pessoas que têm cultivado o espírito de bondade; antes de lhes haverem caído aos ouvidos as palavras de vida, acolheram com simpatia os missionários, servindo-os mesmo com perigo da própria vida. Há, entre os gentios, almas que servem a Deus ignorantemente, a quem a luz nunca foi levada por instrumentos humanos; todavia, não perecerão. Conquanto ignorantes da lei escrita de Deus, ouviram Sua voz a falar-lhes por meio da natureza, e fizeram aquilo que a lei requeria. Suas obras testificam que o Espírito Santo lhes tocou o coração, e são reconhecidos como filhos de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 638).

Hoje, Deus nos convida a olhar para Jesus, que veio “engrandecer a lei e fazê-la gloriosa” (Is 42:21). Ninguém será salvo por ser um exemplar guardador da lei, mas por conhecer Aquele que por Seu amor nos deixou o perfeito exemplo (Jo 17:3). “Vinde a Mim” (Mt 11:28) é o convite irrecusável do Deus que nos amou primeiro (1Jo 4:19)!

Bom dia, amados!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Amós2
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AMÓS 1, Comentado por Rosana Barros
7 de dezembro de 2017, 0:30
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“Ele disse: O SENHOR rugirá de Sião e de Jerusalém fará ouvir a Sua voz…” (v.2).

Mais um profeta menor surge nas páginas finais do Antigo Testamento. Amós foi chamado para a missão específica de advertir não só Israel, mas as nações vizinhas de que seus pecados haviam, literalmente, passado dos limites. “Por três transgressões… e por quatro, não sustarei o castigo” (v.3) é uma expressão que indica um juízo inevitável.

A disciplina de Deus possui etapas tal qual a disciplina de um pai para com um filho. Funciona na seguinte ordem: orientação, advertência, disciplina corretiva, castigo definitivo. A orientação está contida na Bíblia. Tudo o que precisamos saber para ter uma vida de acordo com a vontade de Deus está escrito na Palavra Inspirada. Mas, diante da rebeldia do povo, Deus enviava os Seus profetas para advertir quanto às consequências da desobediência. Fosse a rebeldia persistente, a disciplina corretiva era aplicada por meio dos povos aos quais se misturavam. E, não obstante, fosse a correção um meio de trazer de volta os filhos rebeldes, aqueles que endurecessem o coração caminhavam, por escolha própria, para o castigo definitivo.

Ainda hoje esta é a ciência da educação divina. De uma maneira insistente e misericordiosa, o Espírito Santo nos aponta a Palavra de Deus como o nosso manual de sobrevivência. Mediante uma busca sincera e desprovida de sentimentos egoístas, o estudante das Escrituras torna-se mais e mais semelhante à imagem outrora maculada, como está escrito: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (1Co 3:18).

Infelizmente, apesar de ser o livro mais vendido no mundo, a Bíblia tem sido usada não como fonte de vida, mas como um meio de justificar escolhas equivocadas ou até mesmo distorções de sua verdadeira interpretação assim como o diabo usou as Escrituras no deserto quando tentou a Jesus (Mt 4). A pior mentira que existe é um coração malicioso que usa a Bíblia para aparentar ser o que não é. E por mais que engane pessoas, jamais conseguirá enganar Aquele que esquadrinha as intenções humanas (Sl 139:2).

Percebam que cada castigo não sustado (confirmado) possuía um único motivo: a quebra “da aliança de irmãos” (v.9). Deus não admite ações que sejam realizadas com o fim de prejudicar pessoas, ainda que revestidas com o “véu” da sutileza. Cada povo citado “perseguiu o seu irmão à espada e baniu toda a misericórdia” (v.11), rompendo assim os limites da longanimidade divina por seus atos de desamor. A espada não significa apenas a violência física, mas algo que pode ser ainda pior: “Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada” (Pv 12:18). Ou seja, falar com o objetivo de ferir, diante de Deus, equivale a uma tentativa de homicídio.

Uma das maiores necessidades que temos de aplicar diariamente à nossa vida é o exame do nosso coração; clamar para que o Espírito Santo nos aponte nossos pecados e invocar o nome do Senhor por socorro. Por mais que a nossa vida represente, diante dos homens, algum tipo de exemplo a ser seguido, enquanto não entendermos que a nossa débil condição e a opinião pública não garantem a nossa salvação, a santificação fica estagnada e retrocedemos iludidos com os aplausos errados.

Você e eu temos um débito com o Céu, débito este que foi perfeitamente pago por Jesus. Todo aquele que compreende este princípio e deseja viver em harmonia com a natureza de Cristo, não precisa de subterfúgios para mostrar que está vivendo uma nova vida, mas a aprovação do Céu já lhe é o bastante. Foi assim com os maiores nomes da Bíblia, que foram rejeitados, perseguidos, mal compreendidos e humilhados por seus contemporâneos, mas que serão glorificados por Jesus no grande Dia de Sua volta. Portanto, que possamos dar ouvidos às orientações de Deus, aceitar as Suas advertências e, quando necessário, ser moldados por Sua disciplina, para que não participemos do castigo que foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25:41).

Bom dia, filhos do Pai de amor!

Jornada de oração, dia 21/21: Rasgue o seu coração diante de Deus e humilhe-se perante Aquele que, hoje, deseja lhe salvar.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Amós1 #RPSP

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