Reavivados por Sua Palavra


ATOS 2 – Comentado por Rosana Barros
26 de abril de 2018, 0:30
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“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (v.4).


Este é um dos relatos mais ricos em detalhes sobre a atuação do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, um dos mais polêmicos. A descida do Espírito Santo “ao cumprir-se o dia de Pentecostes” (v.1) assinalou a largada evangelística da igreja de Cristo. O objetivo era claro: alcançar “todas as nações debaixo do céu” (v.5). E, para isso, os discípulos precisariam de uma capacitação sobrenatural. Foi exatamente o que aconteceu naquele memorável dia. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (v.4).

Imaginem a cena: Ali estavam judeus, “homens piedosos” (v.5), de todas as partes do mundo, reunidos em Jerusalém a fim de celebrar aquela festa judaica, quando, de repente, cada um ouve, na sua “própria língua materna” (v.8), alguns galileus falando sobre “as grandezas de Deus” (v.11). Todos começaram a se aglomerar a fim de ouvir seus irmãos hebreus falando fluentemente o idioma de sua pátria. Desta vez, a iniciativa de Pedro não foi por um mero impulso, mas o seu discurso foi a voz do Espírito Santo através do instrumento humano.

Irmãos, basta uma leitura atenciosa para perceber que aquele evento não foi uma confusão de línguas estranhas, mas a clara evidência de que cada estrangeiro ouvia em seu próprio idioma natal a pregação que transformou a vida de “quase três mil pessoas” (v.41). A Palavra de Deus é um tesouro inesgotável e somos convidados a cavá-la a fim de encontrar o máximo das riquezas celestes. Percebam que só neste sermão, Pedro fez três citações do Antigo Testamento. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3:16), e quando Paulo escreveu isso ainda não havia o Novo Testamento.

A promessa do batismo do Espírito Santo é para todos “quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (v.39). E o Seu apelo tem sido o mesmo: “Salvai-vos desta geração perversa” (v.40). Uma geração que rejeita os preceitos divinos, alegando serem ultrapassados, apenas para satisfazer suas concupiscências. A presença do Espírito Santo é fundamental e indispensável na vida de todo aquele que aceita o chamado de Deus, a fim de que as obras da carne não prevaleçam. “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl 5:16).

O resultado da atuação do Espírito Santo não foi, não é e nunca será uma glossolália sem sentido, mas a evidência de seu fruto, porque “o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5:22-23). E foi este o fruto colhido da primeira remessa de salvos da igreja primitiva: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (v.42). E qual era a doutrina dos apóstolos? A Bíblia, a Palavra de Deus, “a espada do Espírito” (Ef 6:17). “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (v.47).

A comunhão entre os novos conversos era resultado direto da ação do Espírito Santo. Não foi sem razão que Paulo destacou este atributo da terceira pessoa da Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co 13:13). Esta é a obra que o Espírito Santo deseja realizar no meio do povo de Deus, que todos estejam juntos e tenham “tudo em comum” (v.44). O Espírito do Senhor une homens e mulheres piedosos “de todas as nações debaixo do céu” (v.5) com a finalidade de torná-los membros de “um só corpo”, o “corpo de Cristo” (1Co 12:20 e 27). Façamos, pois, parte deste corpo que, empunhando a espada do Espírito, marcha com perseverança “para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:14).

Bom dia, corpo de Cristo!

Rosana Garcia Barros

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ATOS 1 – Comentado por Rosana Barros
25 de abril de 2018, 0:30
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“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (v.8).


Por três anos e meio os discípulos receberam instrução da Fonte de toda a sabedoria. Andaram lado a lado com Jesus testemunhando todas as Suas obras e assimilando as Suas palavras. Na escola de Cristo aprenderam as mais ricas lições, os mais incríveis ensinamentos e o maior dos ofícios: o discipulado. Não foram simplesmente ensinados, mas preparados para perseverar até o fim ainda que severamente provados. O discípulo amado acrescenta um detalhe muito importante no final de seu evangelho. Na primeira aparição de Cristo a Seus discípulos, após Sua ressurreição, Jesus “soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20:22).

O grande desafio que os discípulos teriam de enfrentar envolvia uma série de barreiras: linguísticas, territoriais, religiosas e políticas. Somente mediante a intervenção divina obteriam êxito na missão de solidificar a igreja de Cristo. Foi “por intermédio do Espírito Santo” (v.2) que Jesus proferiu as últimas instruções a Seus discípulos. E seria por intermédio do Espírito que cumpririam a missão que lhes foi confiada: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). “A promessa do Pai” (v.4), ou seja, o batismo “com o Espírito Santo” (v.5), logo se cumpriria, tornando simples “varões galileus” (v.11) em pregadores fluentes em outros idiomas.

Obedecendo à ordem do Mestre, os discípulos permaneceram em Jerusalém e dali não sairiam até que fossem capacitados para a obra global. “Todos estes perseveraram unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dEle” (v.14). Certamente, os momentos de oração com Jesus e o exemplo que lhes deixou, de especial comunhão com Seu Pai, os motivou a fazer da oração o seu combustível espiritual. Em preciosas reuniões de oração e sincera súplica, os fiéis se reuniam e, como Jó, confessavam: Nós Te conhecíamos só de ouvir, mas os nossos olhos Te viram, por isso abominamos o nosso eu e nos arrependemos no pó e na cinza! (Vide Jó 42:5-6). Um grande despertamento aconteceu e o coração tornou-se em boa terra para receber a chuva temporã.

Mas, em meio a uma “assembleia de umas cento e vinte pessoas”, “levantou-se Pedro no meio dos irmãos” (v.15) e propôs que um novo nome fosse indicado para ocupar o lugar de Judas, na décima segunda “cadeira” do grupo apostólico. Entre José, “cognominado Justo” (v.23) e Matias, sobre este último recaiu a sorte, “sendo-lhe, então, votado lugar com os onze apóstolos” (v.26). Não há nenhuma outra referência das Escrituras em que seja citado o nome de Matias. Notem que, novamente, Pedro toma a frente da situação. Mesmo que houvesse uma profecia acerca da substituição do traidor, esta substituição não deveria ser feita por Aquele que elegeu os demais? Creio na eleição realizada pelo próprio Jesus quando apareceu e fez cair por terra aquele que se tornaria o apóstolo dos gentios (At 9:4).

Quantas vezes nos achamos sábios demais para ficar calados, quando o silêncio seria a maior prova de sabedoria. Quantas vezes colocamos nossas especulações à frente da vontade de Deus e usamos o “Assim diz o Senhor” de forma equivocada ou imprudente. Oh, quanta longanimidade e misericórdia Deus tem nos concedido! Quanto amor por uma gente que insiste em tomar para si os méritos da imperscrutável inteligência divina! É lógico que Pedro ainda tinha uma longa estrada a percorrer no processo de transformação e santificação e as Escrituras deixam isso bem claro. Mas a natureza humana de Pedro, e a de qualquer outra pessoa, não significa que somos um caso perdido. Apesar dele mesmo, Pedro se uniu a outros seres humanos repletos de defeitos, e juntos reconheceram, na oração, a sua total dependência de Deus, recordando as palavras de Jesus, quando disse: “sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5).

Diante de nós está um dever tão solene quanto o foi o da igreja primitiva. Há um mundo que precisa ser despertado do sono fatal e que geme pela expectativa de algo que não sabe explicar. A promessa do derramamento do Espírito Santo em nossos dias está se cumprindo em uma igreja invisível que, mesmo separada geograficamente, nunca esteve tão unida no firme propósito de cumprir o seu papel como “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15). É nosso dever diário pedir ao Pai que cumpra a Sua preciosa promessa em nossa vida, “e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6:3). “Porque é tempo de buscar ao Senhor, até que Ele venha” (Os 10:12). Perseveremos unânimes neste propósito sagrado!

Bom dia, batizados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

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JOÃO 21 – Comentado por Rosana Barros
24 de abril de 2018, 0:30
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“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (v.25).


Mesmo após as duas aparições de Jesus a Seus discípulos, eles continuavam consternados com os últimos acontecimentos e desorientados quanto ao que deveriam fazer dali em diante. Apesar da prova que lhes foi dada de que a ressurreição de Seu Mestre foi real, a ideia de permanecerem ainda sob o jugo romano e ameaça de perseguição por parte dos líderes judeus os intimidava. Como sempre, Pedro, tomando a dianteira, propôs voltassem a fazer o que dantes faziam, quando disse: “Vou pescar” (v.3). Notem que ele não chamou os demais para irem com ele, mas foram eles que se ofereceram para acompanhá-lo. Dentre todos os discípulos, Pedro possuía a mais forte personalidade e poder de persuasão. Era um líder nato e seus companheiros se sentiam mais seguros sob sua liderança.

Passaram a noite tentando pescar algo, mas “nada apanharam” (v.3). Foi quando “ao clarear da madrugada” (v.4), já podiam avistar a praia e nela um Homem que parecia estar Se aquecendo perto de uma pequena fogueira. Foi quando o Estranho lhes perguntou: “Filhos, tendes aí alguma coisa de comer?” (v.4). Tristes pela noite em claro perdida, “responderam-Lhe: Não” (v.5). Então, uma voz de ordem lhes aqueceu o coração. Sentiram como se obedecer lhes fosse a única opção. E o resultado da obediência foi a gratificante recompensa de uma rede “cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes” (v.11). Ao João declarar: “É o Senhor!” (v.7), aquele barco e nem aquela rede cheia de peixes pôde segurar o impetuoso Pedro. Que, vestindo-se, “lançou-se ao mar” (v.7) para encontrar Jesus.

O que se segue é um agradável momento entre Jesus e aqueles sete discípulos. Ele já os aguardava com a refeição pronta, mas ao pedir alguns peixes a mais, Pedro novamente se adianta e, sozinho, arrasta a pesada rede do barco para a terra. Aquele discípulo certamente não podia fazer por menos. Ele precisava se redimir. Era a terceira aparição de Jesus a Seus discípulos, “depois de ressuscitado dentre os mortos” (v.14). E foi nesta aparição que, por três vezes, Pedro foi questionado pelo Senhor: “Simão, filho de João, tu Me amas?” (v.15, 16 e 17). Mas, ao perguntar pela terceira vez, o impetuoso discípulo entristeceu-se, e com o coração quebrantado, exclamou: “Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo” (v.17).

Assim como Pedro não chamou seus amigos para pescar, os deixou no barco sem se importar se precisariam de sua ajuda e arrastou a rede sozinho desprezando o auxílio de seus companheiros, ele permaneceria ocupado com sua liderança egoísta não fosse a paciência de Cristo em advertir o Seu trabalhoso filho. O que Jesus disse a Pedro naquela praia foi que ele estava completamente equivocado. Que a maior demonstração de amor que ele poderia Lhe oferecer não eram “prestações de serviço”, mas um coração pleno de amor. Em outras palavras, quando Jesus nos chama: “Segue-Me” (v.19), a aceitação ao Seu chamado deve resultar em amor por nossos semelhantes.

Enquanto Pedro procurava de todas as formas mostrar que amava a Jesus, João era mais introvertido e sua mansidão era vista por Pedro como uma falha devoção. Mas nem sempre fora assim. Aquele que Jesus denominara filho do trovão tornou-se em discípulo amado. Pedro esqueceu que aquele a quem desdenhara ao perguntar: “E quanto a este?” (v.21), foi o único com coragem suficiente para acompanhar o martírio de Jesus até o fim. Jesus possui ovelhas e ovelhas. Cada uma possui personalidade própria e são amadas pelo Pastor da mesma forma. Os doze discípulos representam a diversidade entre o povo de Deus e como Ele deseja usar pessoas diferentes e uni-las num mesmo propósito: pregar o evangelho.

Jesus nos diz, hoje: “Que te importa” a vida de teu irmão? “Quanto a ti, segue-Me” (v.22). Ô, amados, Jesus fez tanto, mas tanto por nós que não merecemos nada! Como, pois, ousamos julgar quem é digno ou não de seguir a Jesus? Olhar para o Céu e dizer “eu Te amo” é fácil. Difícil é olhar para o lado e fazer o mesmo com quem não merece. Mas é esta atitude que definirá o nosso destino eterno. Nem no mundo inteiro caberiam os livros sobre os atos de amor de Cristo, mas o maior deles foi feito para que você perceba que o amor de Deus nunca seguiu e nunca seguirá a lógica humana. Ele é poderoso em salvar e deseja fazer de você um instrumento deste poder.

Você ama a Jesus e deseja segui-Lo? Peça ao Espírito Santo, todos os dias, que derrame o amor de Deus em seu coração (Rm 5:5) e serás um representante do bom Pastor na terra, apressando o Seu breve advento.

Bom dia, salvos pelo amor de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#João21
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JOÃO 20 – Comentado por Rosana Barros
23 de abril de 2018, 0:30
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“Disse-lhe Jesus: Porque Me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (v.29).


Oprimidos pela dor e tomados de medo de que a sorte de Jesus recaísse sobre eles, os discípulos permaneciam trancados em uma casa. De forma destemida, João relata a coragem de uma mulher em particular: Maria Madalena. Ainda o sol não havia nascido, e ela não pôde mais esperar, indo ao sepulcro onde estava o corpo de seu Mestre. Porém, ao aproximar-se do local, percebeu algo estranho. A pedra estava removida, os soldados romanos haviam sumido e o corpo de Jesus também. Logo pensou que tivessem levado o seu Senhor e correu para avisar aos discípulos.

Pedro e João precisavam ver com os próprios olhos o que aquela mulher lhes falara de forma tão atônita. Correram e viram por si mesmos que ela lhes contara a verdade. Mas um detalhe deste relato faz toda a diferença. João diz que ele e Pedro viram os lençóis que cobriam o corpo de Cristo, mas “o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus”, este foi “deixado num lugar à parte” (v.7). E, em outras versões diz que o lenço foi “dobrado num lugar à parte”. Na tradição dos hebreus, após um servo preparar a mesa para seu senhor, ele ficava fora da visão de seu senhor aguardando que terminasse. Terminada a refeição, geralmente o senhor usava o lenço e o jogava de forma descuidada à mesa antes de se retirar. Isto era uma mensagem clara ao seu servo: “Eu já terminei”. Mas se deixasse o lenço cuidadosamente dobrado, era como se estivesse dizendo: “Eu volto já”.

A Bíblia diz que João, ao entrar e ver aquele lenço dobrado, ele “viu, e creu” (v.8). Ele entendera o recado do seu Senhor: “Eu voltarei!”. O anúncio dos anjos e a aparição de Jesus a Maria Madalena e Seus discípulos são relatos extraordinários acerca do poder de Deus e da fidelidade de Suas promessas. E aquele lenço dobrado foi a mais linda ilustração já usada por Cristo. Após descrever em riqueza de detalhes o sofrimento e morte do Messias, o profeta Isaías descreve a Sua vitória: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is 53:11). Jó, em sua agonia e sofrimento, pela fé, viu o cumprimento da fiel promessa, ao declarar: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a terra” (Jó 19:25).

Tomé precisou ver e tocar para crer no que Isaías e Jó não puderam vislumbrar. Mas foram estes e a todos “os que não viram e creram” que Jesus chamou de bem-aventurados (v.29). Jesus Cristo vive! A nossa fé não está firmada em um Cristo morto, mas que ressuscitou “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome” (v.31). Este é o objetivo do evangelho. Este foi o objetivo do lenço dobrado. Para que você e eu façamos parte do fruto do penoso trabalho do nosso Redentor. Logo em breve, Jesus não aparecerá apenas a Maria Madalena e Seus discípulos, mas “todo olho O verá” (Ap 1:7). Logo, assim como Maria, poderemos declarar: “Vi o Senhor!” (v.18). Que este Dia seja para nós motivo de muita alegria! Dia em que o Senhor trocará as nossas vestes de servos pelas vestes reais do Palácio de Deus e nos levará para o banquete da eternidade. Bendito seja o Senhor Jesus! Aquele que dobrou o lenço para nos dizer: “Venho sem demora” (Ap 3:11).

“Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20).

Bom dia, servos dAquele que há de vir!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#João20
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JOÃO 19 – Comentado por Rosana Barros
22 de abril de 2018, 0:30
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“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (v.30).

Mesmo após a exposição da sabedoria acima do extraordinário do Inocente réu, Pilatos mandou açoitar a Jesus. O temor de que seu julgamento fosse temerário quanto a inocentar Aquele que o povo acusava de ser inimigo de César, tornou aquele episódio em um tribunal do júri popular. Deixou sob responsabilidade dos acusadores decretarem a tão cruel sentença: “Tomai-O vós outros e crucificai-O” (v.6). Mas ao declararem o motivo de sua sorte, Pilatos “mais atemorizado ficou” (v.8.) e iniciou um segundo interrogatório com Jesus que o levou a procurar soltá-Lo, “mas os judeus clamavam: Se soltas a Este, não és amigo de César!” (v.12).

O governador romano nunca havia se sentido daquele jeito. Imagino Pilatos suando como nunca antes, pressionado por uma indescritível angústia e uma sensação constante de que Aquele prisioneiro não merecia qualquer condenação. Seu coração batia acelerado cada vez que olhava para Jesus, mas o medo lhe consumia a cada ameaça do povo. Seu veredito a favor de Cristo lhe causaria a acusação de inimigo do Império e sob a pressão das massas acusadoras, sentiu-se como segundo réu daquela feita. Então, mediante todo aquele cenário, temendo perder o seu prestígio e posição, “O entregou para ser crucificado” (v.16). E, carregando o peso da mais injusta condenação, Jesus percorreu o Seu mais doloroso caminho.

Quando Deus ordenou a Abraão que tomasse a Isaque e o levasse caminho de três dias ao monte Moriá e ali o oferecesse em sacrifício, Abraão prontamente obedeceu, “tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado” (Gn 22:3). Ao contrário de Jesus, Isaque não fazia ideia da razão de sua peregrinação e nem que estava sendo uma figura do maior ato de amor de todos os tempos. Isaque carregou “a lenha do holocausto” (Gn 22:6). Jesus carregou a pesada cruz. Abraão “levava nas mãos o fogo e o cutelo” (Gn 22:6). O Pai faria Jesus beber do cálice de Sua ira. Abraão e Isaque “caminhavam ambos juntos” (Gn 22:6). O Pai caminhava junto a Cristo para executar o Seu mais doloroso ato. Abraão “estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho” (Gn 22:10). Jesus Se doou para ser pregado naquela cruz. Mas a voz que impediu o patriarca de concretizar o sacrifício, não foi ouvida no Calvário. E ali, perante as testemunhas do espetáculo do amor incondicional, Jesus bradou: “Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (v.30).

Tudo isso foi por mim e foi por você. Ele foi “desprezado e o mais rejeitado entre os homens… e dEle não fizemos caso. Certamente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados… Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como ovelha muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a boca… Designaram-Lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na Sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em Sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-Lo, fazendo-O enfermar” (Is 53:3-10).

O texto de Isaías, sem sombra de dúvida, é a mais fiel descrição da missão messiânica. A profecia foi cumprida à risca, quando a morte calou o Verbo de Deus. Mas ela não faria sentido algum se a morte fosse a sua palavra final. E sob arrebatadora expectativa, a sequência da profecia aguardava o seu fiel cumprimento.

Continua…

Feliz semana, redimidos pelo sangue do Cordeiro de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João19 #RPSP



JOÃO 18 – Comentado por Rosana Barros
21 de abril de 2018, 0:30
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Quando, pois, Jesus lhes disse: Sou Eu, recuaram e caíram por terra” (v.6).


Finda a ceia e concluídas as últimas palavras de Cristo a Seus discípulos, antes de Sua morte, o grupo seguiu para o jardim chamado Getsêmani. Aquele jardim havia se tornado cenário de muitos momentos entre Jesus e Seus discípulos. Em meio à tranquilidade do campo e à beleza daquela pequena parcela da criação, Jesus deleitava-Se em ali Se demorar em comunhão com Seu Pai. Fora para Ele um lugar tão especial que não considerou nenhum outro que pudesse Lhe servir de refúgio, nem mesmo o templo. Foi ali que o nosso Salvador suou gotas de sangue e fez Suas súplicas em agonizante sofrimento. Seu cantinho de oração tornou-se em campo da batalha mais cruel já registrada nas páginas da história deste mundo. Enquanto o inimigo de Deus tentava convencê-Lo de que não valia a pena tanto esforço por quem não merece, Deus enviou o Seu anjo para O confortar e fortalecer.

De repente, luzes são vistas aproximando-se rapidamente do local de oração. Eram as tochas daqueles que marchavam sob as ordens de Satanás. Mas Jesus, divinamente instruído, adiantou-Se e lhes perguntou: “A quem buscais?” (v.4). Eles, por sua vez, tentando desmerecer a pessoa de Cristo, logo incluíram a desprezada Nazaré como sendo a Sua original procedência, ao Lhe responder: “A Jesus, o Nazareno”. Aquela resposta não poderia ficar sem a divina réplica. Estava em jogo não qualquer nome, mas o Nome sobre todos os nomes. Iluminado pela glória de Deus e com voz “como voz de muitas águas” (Ap 1:16), Jesus declarou: “Sou Eu”. A cena que se seguiu foi a de Judas e aquela multidão recuando e caindo no chão como mortos.

Após aquele acontecimento sobrenatural, quando finalmente conseguiram colocar as mãos em Jesus para prendê-Lo, Pedro pensou que era chegada a hora de provar a Jesus a sua lealdade e, puxando “da espada que trazia… feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita” (v.10). Aquele ato de bravura, no entanto, foi logo reprovado. Não era por espadas e armas humanas que aquela batalha seria vencida, mas pela morte de “um Homem pelo povo” (v.14). Mesmo que pela motivação errada, Caifás declarara a solução correta. E ao ver o Seu Mestre sendo levado como um malfeitor, sem que apresentasse nenhuma resistência, o coração de Pedro se encheu de incerteza.

Conforme o espírito de profecia e a tradição judaica, o “discípulo conhecido do sumo sacerdote” (v.15) que favoreceu a entrada de Pedro no pátio da casa de Anás, fora João. O que faz todo o sentido já que João é o único discípulo mencionado como estando presente na crucifixão de Cristo. Apesar de ter Jesus previamente advertido Seus discípulos quanto ao que haveria de Lhe suceder, todos ficaram atônitos com a forma com que viram Seu Mestre Se entregar. A bravura e suposta lealdade de Pedro logo se tornou em medo e desconfiança. E aquele que disse daria a vida por Jesus, não hesitou em negá-Lo por três vezes seguidas, e O negaria muito mais se não fosse interrompido pelo canto da culpa e pelo olhar do amor: “E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro” (Lc 22:60-61). Pedro encontrou o mesmo olhar de amor quando pela primeira vez fora chamado: “Segue-Me”.

Jesus foi então levado ao governador romano, acusado de ser réu de morte. Pilatos, porém, reconheceu não ser aquele caso como tantos outros que comumente julgava. E, aproveitando a tradição dos anciãos (v.28), fez Jesus entrar sozinho no pretório para um interrogatório privado. Ele não era de todo ignorante quanto a Jesus. Ouvira de Seus milagres, de como recebia publicanos e pecadores e como devolvera a vida a Lázaro. Nada poderia estar oculto ao juiz de Roma. Finalmente estava diante de Jesus e a primeira coisa que achou pertinente perguntar foi: “És Tu o rei dos judeus?” (v.33). Ora, fosse verdade tudo o que ouvira falar a respeito dEle, pensou, então Ele seria uma ameaça ao Império Romano.

Jesus bem sabia as reais intenções por trás daquela pergunta e revelou isto com outra pergunta: “Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a Meu respeito?” (v.34). O diálogo que se segue é um intrigante interrogatório sobre a provável monarquia de Cristo. Contudo, a última pergunta feita por Pilatos não tem registro de resposta: “Que é a verdade?” (v.38). Eu creio que a resposta não foi registrada porque ela não foi audível, mas visível. Aquele cético governador percebeu que a verdade não é uma simples resposta convincente, ela é uma Pessoa: Jesus Cristo. E voltando para os judeus acusadores, “lhes disse: Eu não acho nEle crime algum” (v.38).

Jesus é a verdade que liberta! Diante de tão maravilhosa certeza e dos relatos sagrados que testificam desta verdade, como duvidar do único que nos ama com amor eterno (Jr 31:3)? Tantos têm se demorado a interrogar e colocar em dúvida as palavras de Jesus pregadas por Suas testemunhas (At 1:8) enquanto Ele pergunta: “Porque Me interrogas?” (v.21). E muitos maltratam Seus seguidores e procuram feri-los, e, novamente, Cristo pergunta: “Porque Me feres?” (v.23). Diante de um mundo secularizado e descrente que pergunta: “Que é a verdade?” (v.38), que a nossa vida dê testemunho da fiel e única resposta: Jesus Cristo é a verdade!

Feliz sábado, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

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JOÃO 17 – Comentado por Rosana Barros
20 de abril de 2018, 0:30
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“E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (v.3).


Dadas as devidas instruções acerca do santuário terrestre, Moisés as transmitiu ao povo, especialmente à tribo de Levi. Desta tribo, Arão e seus filhos foram eleitos pelo Senhor para ministrar no santuário no ofício sacerdotal. Arão e sua descendência oficiariam todos os rituais no templo e eram os únicos autorizados a entrar no lugar Santo, sendo que apenas o sumo sacerdote poderia entrar uma vez por ano no lugar Santíssimo. Os sacerdotes intercediam pelo povo e foi mediante esta atribuição que Deus disse a Moisés:

Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis:
O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.
Assim, porão o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei” (Nm 6:23-27).

Jesus estava prestes a consumar de uma vez por todas a obra que o Pai Lhe confiou (v.4). Ao mesmo tempo em que intercedeu pelos Seus, também Se doou como a perfeita e suficiente oferta pela culpa. Todo o ofício do santuário e festas anuais que apontavam para o plano da redenção se cumpriram em Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29), por isso que “aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (Ef 2:15). A Sua oração sacerdotal tem o mesmo objetivo da bênção sacerdotal do antigo Israel: gravar o Seu nome sobre os Seus filhos, a fim de que neles Jesus seja glorificado (v.10).

Quando Jesus fez esta oração audível perante Seus onze discípulos, com os olhos levantados para o céu, elevou seus corações a uma atmosfera completamente santa e aquele cenáculo tornou-se uma espécie de pátio do templo. Ali, o nosso Sumo Sacerdote proferiu uma intercessão pelo Seu povo de todos os tempos (v.20) através do pequeno, mas não insignificante, grupo apostólico. Percebam que a intercessão de Cristo não foi dirigida “pelo mundo” (v.9), mas por aqueles que crêem nEle, “por intermédio da Sua Palavra” (v.20). Jesus não fez acepção de pessoas, Ele simplesmente estava cumprindo Seu ministério sacerdotal. Já que o perdão é concedido mediante arrependimento e confissão.

Vivemos em uma época que Jesus comparou aos dias que antecederam ao dilúvio (Mt 24:37-39). “E a vida eterna” (v.3) só será concedida aos que, à semelhança de Noé, conhecem a Deus, ou seja, andam com Ele (Gn 6:9). Eles ouvem a voz do Senhor e a reconhecem, de forma que não duvidam de Sua Palavra e a cumprem diligentemente (v.6). “Santificados na verdade” (v.19) das Escrituras, seguram firme na mensagem que lhes foi confiada proclamar, ainda que odiados pelo mundo, pois “eles não são do mundo” (v.16). Noé foi chamado de louco e fanático, mas mesmo diante do ódio geral e dos muitos anos de espera, sua fé foi recompensada com a salvação de toda a sua casa (Hb 11:7).

Amados, a unidade tão destacada por Jesus em Sua oração não se trata de união de tradições humanas ou para fins ecumênicos, e sim unidade com Cristo pela santificação através da Palavra de Deus. Lutero, Huss, Jerônimo e tantos outros reformadores não foram hereges e nem rebeldes unidos para levantar um movimento sem sentido; pelo contrário, unidos com Cristo, pela verdade revelada nas Escrituras, foram instrumentos de Deus para que o mundo conhecesse o Seu amor através de Jesus Cristo. E usar a tão sublime oração de Jesus para justificar uma falsa união que despreza o sangue derramado daqueles mártires e as verdades que por tanto tempo haviam sido lançadas por terra, é, no mínimo, com o perdão da expressão, presunção diabólica.

Hoje, Cristo atua em nosso favor no lugar Santíssimo “do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb 8:2), como nosso Sumo Sacerdote. Estamos vivendo, profeticamente, no grande dia da expiação; dia em que precisamos afligir a alma em verdadeiro arrependimento e confissão. “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv 23:29). É tempo de atendermos ao apelo do Espírito Santo: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal… Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu aposento. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor” (Jl 2:12, 16 e 17). Eis como Deus espera que o Seu povo se una. Eis a obra que deve começar por mim e por você.

Bom dia, unidos com Cristo!

Rosana Garcia Barros

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