Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 26 – Comentado por Rosana Barros
20 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (v.41).


Após a exposição acerca do plano para tirar a Sua vida, Jesus seguiu para Betânia e estando na “casa de Simão, o leproso” (v.6), “aproximou-se dEle uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que Lhe derramou sobre a cabeça…” (v.7). A atitude daquela mulher provocou indignação no coração dos discípulos, ao passo que provocou admiração no coração de Jesus. Maria de Betânia (Jo 12:3) não praticou simplesmente uma boa ação, mas uma boa ação para com Jesus (v.10). Aquela mulher rompeu as barreiras do preconceito e sua fé e coragem lhe rendeu um testemunho que o próprio Cristo endossou como parte integrante da pregação do evangelho (v.13).

O relato seguinte apresenta um forte contraste com o relato anterior. Enquanto Maria entregou tudo o que tinha para ungir o seu Mestre, Judas procurou obter tudo o que pudesse para entregá-Lo aos “principais sacerdotes” (v.14). A este, foi dada a oportunidade de andar lado a lado com Jesus. Sua postura e comportamento não despertavam nenhuma suspeita diante dos demais discípulos. Muito pelo contrário, era um homem que despertava admiração e que demonstrava possuir boas intenções. Jesus, portanto, era o único que conhecia a maldade do seu íntimo.

A declaração do cumprimento profético acerca da traição não foi dita por Jesus como algo que deveria ser cumprido, mas com a tristeza de um Salvador que desejaria que não acontecesse daquela forma: “Até o Meu amigo íntimo, em quem Eu confiava, que comia do Meu pão, levantou contra Mim o calcanhar” (Sl 41:9). Jesus não impediu a Judas de participar da Ceia, mas permitiu que ele participasse da cerimônia que Ele instituiu como símbolo da “[nova] aliança” (v.28). O pão sem fermento e o vinho não fermentado representam, respectivamente, o corpo e o sangue de Cristo oferecidos como sacrifício “em favor de muitos, para remissão de pecados” (v.28).

Na verdade, Jesus não foi apenas traído por Judas e negado por Pedro, mas “os discípulos todos, deixando-O, fugiram” (v.56). A Sua agonia e profunda tristeza no Getsêmani não foi pelo medo da morte, mas pela dor da separação do Pai. O Seu clamor, misturado a lágrimas e suor “como gotas de sangue” (Lc 22:44), exprimia a tristeza de quem estava para tomar do cálice letal: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice!” (v.39). Mas que cálice tão terrível era este? A Sua morte na cruz? Era muito mais do que isso! Vejamos o que diz a revelação de Jesus Cristo: “também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira” (Ap 14:10). O Cordeiro de Deus tomou sobre Si os pecados de todo o mundo e tomou do cálice que está preparado, sem mistura de misericórdia, para os adoradores da besta e de sua imagem (Ap 14:9). Jesus não venceu simplesmente a morte física, mas a morte eterna, para que você e eu tenhamos vida em abundância. “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira.” (Romanos 5:8-9). Ele foi traído, preso, injustiçado, cuspido e esbofeteado, mas “como ovelha muda” (Is 53:7), Ele “guardou silêncio” (v.63).

Chegou a hora de termos uma vida de tamanha comunhão com Cristo a ponto de nossa feição e “modo de falar” (v.73) denunciem que nós andamos com Ele e somos Seus discípulos. Não desperdicemos as oportunidades que nos são dadas para testemunhar, como Pedro desperdiçou. Mas ainda que, por vezes, tenhamos agido da mesma forma, Jesus nos convida a olhar para Ele novamente e perceber que o mesmo olhar que um dia nos chamou com amor: “Segue-Me”, é o mesmo que nos diz agora: “Eu te perdoo”. Ainda há tempo de chorarmos amargamente (v.75) aos pés dAquele que tudo entregou por nós. Depositemos, hoje, o nosso coração aos Seus cuidados, e, à semelhança de Maria de Betânia, Ele endossará o nosso testemunho diante do Universo, dizendo: “São estes os que vieram da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7:14).

Atendamos, pois, ao último chamado dAquele que está às portas: “Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora… Levantai-vos, vamos!” (v.45 e 46).

Bom dia, salvos pelo sangue do Cordeiro!

Rosana Garcia Barros

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MATEUS 25 – Comentado por Rosana Barros
19 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Quando vier o Filho do Homem na Sua majestade e todos os anjos com Ele, então, Se assentará no trono da Sua glória” (v.31).


Só no cristianismo, há cerca de quarenta mil denominações diferentes, e cada uma delas diz ter a verdade. Todas utilizam a Bíblia como fonte de inspiração, mas nem todas possuem as mesmas doutrinas e ideias. Como, pois, saber em qual delas está a verdade? A resposta está na mesma Bíblia que todas elas afirmam seguir. Jesus disse que Ele é a verdade (Jo 14:6). E Ele mesmo também afirmou que a Palavra de Deus é a verdade (Jo 17:3) que dEle testifica (Jo 5:39). Portanto, só há um caminho e uma verdade que conduzem à vida eterna e é a obra do Espírito Santo que nos conduz à “toda a verdade” (Jo 16:13).

Ao contrário do que acontece hoje com esta diversidade de religiões, Jesus deixou bem claro, através de símbolos, que, nos dias que antecedem a Sua segunda vinda só haverá dois grupos de pessoas, que podem ser representados da seguinte forma: as virgens néscias e as virgens prudentes; os servos fiéis e os servos negligentes; as ovelhas e os cabritos. As três colocações implicam uma sequência no desenvolvimento espiritual na vida do cristão ou na sua paralisia.

A parábola das dez virgens apresenta a necessidade não somente de possuir azeite na lâmpada, mas do dobro dele. Sabendo que o azeite é símbolo do Espírito Santo, a porção dobrada representa o dobro do Seu poder, um reforço necessário. Já na parábola dos talentos, percebemos que assim como as virgens prudentes possuíam o azeite em dobro, os servos fiéis também dobraram os talentos que receberam, ao passo que o servo negligente enterrou o que tinha recebido. Ao comparar os salvos com as ovelhas e os perdidos com os cabritos, Jesus declarou a natureza dos dois grupos: as ovelhas seguem o seu Pastor (Jo 10:4), já os cabritos são teimosos e não aceitam os cuidados de quem queira guiá-los. Com base nesta perspectiva, Jesus encerrou o Seu discurso com uma forte e inquietante declaração.

A cena do julgamento final é descrita por Ele como uma prestação de contas, ou poderíamos dizer, uma prestação de obras. Em Apocalipse, Jesus declarou o seguinte a João: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22:12). Mas de que obras Ele está falando? Afinal de contas, eu não sou salvo pela graça? A justificação não é pela fé? Sim, amados. Mas a fé pura e genuína é intrínseca e inevitavelmente operante. Quando lemos Hebreus onze, a galeria dos heróis da fé, encontramos uma coisa em comum na vida de todos eles: o resultado prático da fé. Foi pela fé que Abel ofereceu o sacrifício que Deus havia pedido. Também foi pela fé que Noé construiu a arca. Foi pela fé que Abraão saiu da casa de seu pai e partiu para uma terra desconhecida. Nenhum deles foi salvo pelo que fizeram, mas pelo que permitiram que o Espírito do Senhor realizasse neles e através deles. Entendem?

Movidos pelo amor a Deus acima de todas as coisas, as obras daqueles homens e mulheres de Deus foram consequência da fé nAquele que buscaram conhecer. As obras descritas por Jesus não fazem parte de uma lista obrigatória com o fim de servirem de passaporte para a eternidade, mas ações tão naturais e intimamente ligadas ao coração dos justos, que nem eles mesmos se dão conta de que as praticaram. Não fazem com o fim de serem vistos, mas porque, ao seguir a voz do seu Pastor, não conseguem fazer diferente. O amor foi escrito em seus corações.

A “meia-noite” (v.6) está chegando quando não mais haverá tempo de adquirir azeite. Da mesma forma que Noé e sua família entraram na arca e o Senhor fechou a porta, aproxima-se o tempo em que será fechada a porta da graça (v.10) e não mais haverá oportunidade de salvação. Precisamos aproveitar o nosso tempo de oportunidade chamado HOJE para clamar como clamou Eliseu: “Peço-Te que me toque por herança porção dobrada do Teu Espírito” (2Rs 2:9). Ao permitirmos que o Espírito Santo atue livremente em nós, nossa vida será um cheiro de vida para a vida e, dentro em breve, ouviremos as palavras que mais desejamos ouvir: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (v.34).

Bom dia, servos bons e fiéis!

Desafio do dia: Pesquise o significado da palavra “apercebido” e coloque em prática todos os dias.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Mateus25
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MATEUS 24 – Comentado por Rosana Barros
18 de fevereiro de 2018, 1:30
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“Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (v.37).


Após deslumbrarem-se os discípulos com o cenário das “construções do templo” (v.1), as palavras de Jesus certamente lhes foram um “balde d’água”. A percepção que possuíam a respeito de Jerusalém era a de uma cidade que jamais perderia a sua glória. Entendendo que Jesus lhes falara de um tempo específico, desejaram conhecer este tempo e os sinais que o precederiam. Na verdade, Jesus relatou neste capítulo o tempo e os sinais acerca de dois grandes eventos. O primeiro deles ocorreu no ano 70 d.C., quando o império romano destruiu Jerusalém, não ficando “pedra sobre pedra” que não fosse derrubada (v.2). Já o segundo evento ainda acontecerá e não será um acontecimento local, mas global, pois “assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (v.27).

Jesus apresentou diversos sinais que indicam a brevidade de Seu segundo advento. Guerras, destruição, fome, terremotos, desamor, falsos cristos e falsos profetas. Mas você pode estar se perguntando neste momento: E todas estas coisas não têm acontecido desde os tempos antigos? Sim, é verdade. Contudo, analisemos o que o apóstolo Paulo escreveu: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts 5:3). Como a parturiente, cujas dores de parto vão aumentando de intensidade, assim a intensidade dos sinais tem se mostrado cada vez maior, apontando para o Dia que está “às portas” (v.33).

A vida de Cristo foi o exemplo singular e inquestionável de um Deus que deseja salvar a todos. O Sol da Justiça andou entre nós sendo Ele mesmo o Caminho excelente para a vida eterna. Se tão-somente aceitarmos nos despir do nosso eu egoísta e ruim, permitindo que os raios do amor do Salvador penetrem na escuridão de nosso íntimo, quão diferente seria a nossa expectativa quanto à Sua segunda vinda, e quão diferente seria o nosso olhar com relação aqueles que ainda não experimentaram esse amor que restaura e que transforma. Mas para podermos apresentar esse amor, precisamos conhecê-lo antes. Em um mundo onde o amor tornou-se artigo de luxo, Deus tem conservado um povo peculiar que irá “perseverar até o fim” (v.13) no sagrado ministério de amar.

O tempo de angústia jamais visto (v.21) se aproxima de nós com rapidez, assim como as águas do dilúvio que cobriram a Terra. O chamado de Deus a Noé não foi ocasionado pela ira divina, mas pela estupidez humana. Porque assim como “nos dias anteriores ao dilúvio” (v.38), as pessoas estavam completamente embriagadas por suas baixas paixões e vis preocupações a ponto de nem perceberem quando Noé entrou na arca, “assim será também a vinda do Filho do Homem” (v.39). Muitos há que têm acreditado e até pregado que Jesus “demora-Se” (v.48), ignorando a bendita esperança e lançando sobre si o mesmo castigo que será dado aos hipócritas (v.51). Noé foi um pregador de justiça porque ele amou. O amor a Deus foi o que lhe motivou a construir o desconhecido e a esperar por coisas que nunca havia testemunhado. Foi o amor que o motivou a pregar em meio aos escárnios e a ser um exemplo de fidelidade e de fé “para a salvação de sua casa” (Hb 11:7).

Até quando a longanimidade do Senhor irá durar, não o sabemos (2Pe 3:9). Mas de uma coisa podemos ter certeza: Jesus Cristo voltará, “vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (v.30). Estamos nós preparados para subir ao encontro do nosso Senhor e Salvador? Eis que têm surgido e ainda hão de surgir muitos outros falsos cristos e falsos profetas, “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (v.24). A Palavra de Deus é clara, amados: o retorno de Cristo a esta Terra não será algo silencioso e secreto, mas “com grande clangor de trombeta” (v.31) e mundialmente visível, pois que “todo olho O verá” (Ap 1:7). Portanto, vigiemos e oremos, para sermos encontrados por Ele “apercebidos” (v.44).

Vede que ninguém vos engane” (v.4), nos advertiu o Mestre. Que o amor de Deus, que é o verdadeiro amor embasado em Sua Palavra, seja derramado em nosso coração pelo Espírito Santo todos os dias. E que a prática desse amor seja “para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (v.14).

Feliz semana, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Mateus24
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MATEUS 23 – Comentário Pr Heber Toth Armí
17 de fevereiro de 2018, 0:45
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Jesus não deseja a perdição nem mesmo daqueles que desejam Sua destruição.

Antes de analisar o capítulo em questão, reflita nestas questões:

  • Qual o problema das pessoas em relação a Jesus?
  • Os mesmos problemas do passado atrapalham um compromisso real com Jesus nos dias atuais?

Os ais divinos servem de advertência de um juízo, contudo, neles está interesse do Céu de resgatar os perdidos. No capítulo em análise, existem sete ais, com prefácio e posfácio, concluindo com uma revelação contundente:

  1. Prefácio (vs. 1-12)
  2. Primeiro Ai (vs. 13-14)
  3. Segundo Ai (vs. 15)
  4. Terceiro Ai (vs. 16-22)
  5. Quarto Ai (vs. 23-24)
  6. Quinto Ai (vs. 25-26)
  7. Sexto Ai (vs. 27-28)
  8. Sétimo Ai (vs. 29-31)
  9. Posfácio (vs. 32-36)
  10. Lamento de Jesus (vs. 37-39)

A religião instituída por Deus no Antigo Testamento tornou-se um sistema de leis, que em vez de ligar o pecador a Cristo, tornava um obstáculo; por isso, quando o enviado de Deus viveu entre os Judeus, eles O rejeitaram.

Como muitos aderiram ao sistema religioso dos fariseus e escribas, Jesus promoveu uma reforma. Pois, líderes espirituais, como Moisés, “deviam conduzir o povo no caminho da luz, ensinando os Dez Mandamentos, o Pentateuco e os Profetas ao povo, mas tudo o que pregavam era o legalismo abrangente da lei oral. Com isso, transformaram a religião num fardo insuportável, que não trazia alívio nem salvação (23:4)” (Joe Kapolyo).

As colocações de Jesus nesse texto nos fazer pensar, seria bom se cada um de nós lêssemos atentamente o que ele diz sobre a religião apenas de aparência, a motivação por trás dos atos e rituais religiosos, o desejo da supremacia, a ambição pela grandeza, a prática descarada da hipocrisia como algo bom, etc.

É profundo esse texto. Por exemplo, reflita:

  • De que vale ser tão minucioso na devolução do dízimo sem a justiça, a misericórdia e a fé? (v.23). Mas também, de que vale a justiça, a misericórdia e a fé sem a fidelidade dos dízimos?
  • De que vale ser atraente e belo por fora se a pessoa tem um coração impuro, ganancioso, odioso e egoísta?

Salvação é relacionamento com Deus que resulta em transformação radical. Sem a qual, é ilusão, e Jesus condena! – Heber Toth Armí



MATEUS 23 – Comentado por Rosana Barros
17 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (v.3).


Jesus revelou a verdadeira face da religião exibicionista dos líderes judeus. Suas vestimentas, postura e discursos eram impecáveis à vista do povo. Nada havia em seu exterior que se pudesse recriminar. Eram extremamente cuidadosos quanto a evitar escândalos e gostavam de ser admirados. A censura de Jesus certamente foi um susto não apenas para os escribas e fariseus, mas também para as multidões e para os Seus discípulos. Afinal de contas, Jesus estava falando daqueles que, até então, haviam sido o modelo de santidade para a nação. A exaltação pessoal havia se tornado sinônimo de bênção. Aqueles líderes amavam ser vistos de forma diferente e serem reconhecidos em lugares públicos. Deixaram de revelar a glória de Deus e tornaram-se protagonistas de si mesmos.

A linguagem do Mestre na segunda parte de Seu discurso foi forte e persuasiva. Chamando o pecado pelo nome, Jesus manifestou a Sua indignação diante da cegueira espiritual daqueles que deveriam conduzir o povo até Ele. Os sete ais não foram acusações com o fim de condená-los, mas advertências com o fim de salvá-los. O ministério terrestre de Jesus estava chegando ao fim, e durante três anos e meio Ele havia tentado romper as correntes do orgulho e da presunção no coração daqueles líderes. Contudo, aprisionados pelo eu não convertido, não permitiram que a luz de Cristo os transformasse. As duras palavras do Salvador foram uma última tentativa de fazê-los mudar, porque, cada ai proferido por Ele atingia-lhes o coração como uma espada afiada de dois gumes. Cada escriba e cada fariseu pôde sentir, naquele momento, uma vergonha inexplicável que os consumia por dentro, mas não tinham humildade para reconhecer que seu sucesso religioso era, na verdade, um completo fracasso espiritual.

Isso não te assusta? Depositar nossa confiança em homens tendenciosos a errar é perigoso e pode nos custar uma perda eterna. Ao desperdiçarem o privilégio de aprender de Jesus, os escribas e fariseus abriram mão da própria salvação e do cuidado afetuoso que Ele estava disposto a lhes oferecer (v.37). Nós também não estamos livres de cair no mesmo erro. Ao supor que devemos ser um mostruário antes mesmo de um santuário, estamos afirmando que o exterior vale mais do que o conteúdo. E foi exatamente este tipo de pensamento que Jesus combateu, ao dizer: “Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!” (v.26). Jesus se referiu a dois processos imprescindíveis na vida do cristão. Vejamos o seguinte comentário acerca desse assunto:

 “Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, uma vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de ideias e teorias, hábitos e práticas” (Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 42).

Reavivamento, portanto, é “o interior do copo”. Já a reforma, é “o seu exterior”. Precisamos clamar a Deus todos os dias para que, ser mostruário seja uma consequência de ser santuário. Ou, “acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6:19-20). Não são as nossas obras que devem aparecer, mas o Deus que em nós habita. Compreendem? Assim como nós acendemos uma lâmpada para enxergar um ambiente e não para ficar olhando para ela, que sejamos lâmpadas de Cristo a indicar o caminho aos que estão ao nosso redor. E, ainda que tenhamos de sofrer aqui humilhações, confiemos nAquele que muito em breve nos exaltará (v.12).

Bom dia, cidadãos do Reino dos céus!

Rosana Garcia Barros

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MATEUS 22, Comentado por Rosana Barros
16 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (v.40).


Imagine que você preparou uma grande festa. Contratou o melhor buffet, não economizou na decoração e enviou convites a todos os seus amigos. Contudo, no dia da festa, os convidados não compareceram. Seria frustrante, não é mesmo? A parábola das bodas retrata uma situação exatamente assim. Só que o organizador da festa é Deus e os convidados, todos os que fazem parte do Seu povo. Tudo estava pronto, “eles, porém, não se importaram” (v.5), dando mais valor às preocupações desta vida. Podemos até achar que a atitude de Deus tenha sido muito arriscada em convidar para as bodas “maus e bons” (v.10), mas foi isso o que Ele fez ao enviar o Seu único Filho à Terra: arriscou tudo por quem não merece.

Enquanto Jesus unia-Se às multidões a fim de ensiná-las e curá-las, os rabinos judeus se reuniam com a intenção de surpreender Jesus “em alguma palavra” (v.15). Contudo, suas palavras polidas e bem escolhidas não podiam esconder do Leitor de corações a intenção que havia por trás da aparência. Apesar do simulado interesse em obter do conhecimento admirável do Mestre, aqueles líderes religiosos não passavam de algozes à espreita de apenas uma palavra que pudesse lhes assegurar a condenação de Jesus. Uma palavra era tudo o que precisavam para acusar a Cristo diante de todos como um falsário e herege. Sem nem se dar conta, eles foram os primeiros convidados a recusar o convite para as bodas dAquele que tanto perseguiam.

Ao responder sobre a finalidade do dinheiro, sobre a ressurreição, sobre o grande mandamento da Lei, e sobre a Sua origem, Jesus, literalmente, fechou a boca daqueles líderes para não mais abrir para questioná-Lo. Gostaria, no entanto, de destacar a resposta que Ele deu acerca do grande mandamento. O que Jesus afirmou ser o maior dos mandamentos não feriu ou revogou de forma alguma nenhum dos mandamentos de Deus. Muito pelo contrário, Ele confirmou cada um deles através da essência de Sua Palavra: o amor. Jesus simplesmente repetiu as palavras que estão em Deuteronômio 6:5 e em Levítico 19:18.

“Amarás o Senhor, teu Deus” (v.37) refere-se à observância da primeira tábua do Decálogo. E quanto ao amor ao próximo, vejamos o que o apóstolo Paulo escreveu em sua carta aos romanos: “Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Rm 13:9). Percebem a perfeita harmonia entre as palavras escritas por Moisés, ditas por Jesus e reforçadas por Paulo? O amor “é o vínculo da perfeição” (Cl 3:14). Muitos têm rejeitado o terno convite de Deus porque não permitiram que o amor os adornasse. Outros apenas aparentam estar entre os convidados das bodas de Cristo, mas não permitiram que Ele os vestisse de Suas vestimentas de justiça.

A justiça de Cristo está perfeitamente vinculada ao amor. Não existe separação entre ambos. Foi o amor que O fez cumprir toda a justiça, e, pela Sua justiça, foi confirmado o amor. Temos sido testemunhas oculares de um dos sinais que confirmam a brevidade das bodas do Cordeiro: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24:12). Basta dar uma rápida olhada nas notícias mais recentes e perceber que o Senhor está repetindo as mesmas palavras para a nossa geração em grande tom de urgência: “Tudo está pronto; vinde para as bodas” (v.4). E Ele continua, dizendo: “Eis que já preparei o Meu banquete… Está pronta a festa” (v.4 e 8). Como, pois, Ele nos encontrará? Ocupados demais, ou disponíveis, para atender ao Seu último chamado? Amando, de fato, ou fingindo amar?

Oxalá que possamos viver o que está escrito: “Todos os vossos atos sejam feitos com amor” (1Co 16:14).

Bom dia, amados!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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MATEUS 21, Comentado por Rosana Barros
15 de fevereiro de 2018, 0:30
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“E disse-lhes: Está escrito: A Minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores” (v.13).

Outro dia, ouvindo um programa de rádio no carro, certo pregador usou o texto da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém tão fora de contexto que chegou a ser hilário. Ele dizia que a jumenta representava o dízimo e o jumentinho, a oferta. Ao instigar seus ouvintes a doar usando tal argumento, aquele homem tornou o relato bíblico um meio de angariar fundos comprometendo muitas pessoas de entender a real beleza e verdade ali contidas.

Até aquele momento, Jesus havia guardado discrição em Seu ministério. Tudo o que fazia procurava ocultar e não permitia que o Seu nome fosse ovacionado como o Messias prometido. Em certas ocasiões, permitiu que alguns O adorassem ou se dirigissem a Ele como Salvador, mas nunca tinha permitido que as multidões O aclamassem como Rei. Entretanto, o grande momento havia chegado. A profecia de Zacarias foi cumprida e o Cordeiro pascal recepcionado por multidões em festa, que “clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” (v.9).

Mas aquela festa logo tornou-se em cenário de inconformidade quando o Dono da Casa deparou-Se com Seu lugar santo sendo profanado pelo comércio. Haviam transformado a “casa de oração” (v.13) em casa de extorsão. O apóstolo Pedro nos adverte quanto a esta heresia destruidora: “E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias…” (2Pe 2:2-3).

Como temos visto o engano se alastrar hoje em dia! Homens e mulheres têm se autodenominado como ministros do Senhor, e têm usado a Bíblia para alcançar seus gananciosos objetivos. A palavra que sai da boca de Deus tem sido distorcida por estes falsos “ministros de justiça” (2Co 11:15), que com os seus altos ao deus dinheiro (1Tm 6:10) têm desviado multidões da verdade para o engano, transformando-as em figueiras que logo secam (v.19).

Na verdade, Jesus não revela todas as Suas verdades a todos. À semelhança dos “principais sacerdotes e os anciãos do povo” (v.23), muitos há que não desejam conhecer a verdade para serem libertos por ela, mas apenas para criarem seus próprios contrargumentos. A esses, Jesus não Se revela, simplesmente pelo fato de não ter como Se revelar para quem não possui a humildade de reconhecer suas limitações e erros. E a maior prova de que o Seu amor foi aceito por um filho é quando este o vive na prática. Entre a palavra e a ação há um espaço chamado escolha. O chamado de Deus para nós é exatamente o mesmo, todos os dias: “Filho, vai hoje trabalhar na vinha” (v.28). A que filho da parábola temos nos assemelhado?

Deus enviou os Seus profetas para anunciarem as Suas verdades eternas, e muitos deles foram rejeitados, torturados e mortos. Então, Ele enviou o Seu Filho, que também foi rejeitado, torturado e morto. Não sejamos, pois, como “àqueles lavradores” (v.40) tolos, mas façamos parte do povo que produza para Deus “os respectivos frutos” (v.43).

Adoradores ou salteadores? Primeiro filho ou segundo filho? Lavradores maus ou povo que produz frutos de justiça? A escolha é minha. A escolha é sua.

Bom dia, cidadãos do Reino de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus21 #RPSP




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