Reavivados por Sua Palavra


HEBREUS 3 – Comentado por Rosana Barros
20 de agosto de 2018, 0:30
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“Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (v.15).


Pela primeira e única vez nas Escrituras, Jesus recebe o título de “Apóstolo” (v.1). Como alguém que deixa a sua própria vontade de lado, Cristo veio e cumpriu fielmente a Sua missão conforme a vontade de Seu Pai. Sendo o superior e incomparável Apóstolo, preparou a primeira formação de apóstolos que, seguindo o Seu exemplo, renunciaram a própria vida por amor ao evangelho que creram e abraçaram. Crer na Palavra de Deus e em Cristo consiste em seguir os passos de Jesus, assim como Ele andou sobre as pegadas de Deus (Jo 15:10). A expressão “santos irmãos” (v.1) indica o cuidado e o amor do autor para com os judeus cristãos, a fim de deixar claro que o seu objetivo não era feri-los, mas orientá-los quanto ao perigo de sustentar uma religião cerimonialista, tradicional, mas nada relacional.

A consideração e o respeito por Moisés e “suas leis” eram elevados acima da honra que deveria ser dada ao Legislador divino. O recado do autor foi mais ou menos o seguinte: “Ei, vocês que foram separados para habitar no Céu, considerem com muita atenção a obra realizada por Cristo na Terra e a obra que agora Ele realiza no Céu”. Ele não disse: “observem as obras de Moisés, ou de Abraão”, ou de outro patriarca. Mas colocou em ordem os papéis que estavam sendo invertidos. “E Moisés era fiel, em toda a casa de Deus, como servo… Cristo, porém, como Filho, em Sua casa” (v.5-6). Cristo, Cristo e tão somente Cristo, deve ser o fundamento de nossa fé. Construir a casa sobre esta Rocha, “a qual casa somos nós” (v.6), será a nossa única segurança frente à derradeira tempestade que se aproxima.

Tal fundamento possui um significado que Jesus mesmo descreveu: “Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt 7:24). Tiago complementou este pensamento, ao dizer: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1:22). Ouvir e praticar são as duas ações que se fundem no plano da salvação. Precisamos compreender as palavras que Jesus dirigiu aos Seus conterrâneos judeus: “Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em Mim; porquanto ele escreveu a Meu respeito. Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas Minhas palavras?” (Jo 5:46-47). Ora, Jesus estava falando aos homens que se diziam fiéis cumpridores da lei de Deus e dos estatutos dados a Moisés. Como, pois, Jesus afirmou que eles não criam nos escritos de Moisés?

Ao citar o exemplo da rebelião de Israel no deserto, o autor revelou o verdadeiro significado do que seja crer conforme a Bíblia: “E contra quem jurou que não entrariam no Seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade” (v.18-19). Ao igualar a desobediência à incredulidade, o autor não abriu um precedente à salvação pelas obras, mas em que a salvação sempre redunda em boas obras, as obras do Espírito Santo. “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (v.7-8.). A humanidade tem enganado a si mesma ao resistir à voz de um Consolador que está prestes a encerrar a Sua missão nesta terra. E o “engano do pecado” (v.13) enrijece o coração até que se torne insensível à voz do Espírito Santo.

A resposta de Paulo ao carcereiro romano, portanto, não foi uma frase de efeito apenas, mas uma firme decisão que pode nos custar a própria vida: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At 16:31). Aquele que veio “engrandecer a lei e fazê-la gloriosa” (Is 42:21), está reunindo os Seus últimos e fiéis servos, cuja vida está edificada sobre a Rocha, “porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo 4:23). Homens e mulheres, jovens e velhos, que como o salmista, possam exclamar: “Quanto amo a Tua lei! É a minha meditação todo dia!” (Sl 119:97). Servos fiéis de Deus cuja obediência exale o bom perfume de Cristo, e não o legalismo de um fariseu. “Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos” (v.14). Deseja ser um fiel servo de Cristo? Peça ao Espírito Santo que lhe ajude a viver como Ele viveu, “tornando-se obediente até à morte” (Fp 2:8.).

Bom dia, fiéis servos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Hebreus3 #RPSP

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HEBREUS 2 – Comentado por Rosana Barros
19 de agosto de 2018, 0:30
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“Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos” (v.1).


A negligência quanto ao estudo da Bíblia resulta em apatia espiritual e fraqueza para vencer as tentações que nos assaltam. O chamado para que nos apeguemos às verdades do Senhor com mais firmeza, no entanto, envolve não só o conhecimento teórico das Escrituras, mas o conhecimento prático. A distribuição dos dons do Espírito Santo e a manifestação deles é o testemunho de Deus na Terra através daqueles que se dispõem a fazer a Sua vontade. Envolve a entrega da própria vida aos cuidados do Espírito a fim de que a nossa mente seja renovada e possamos não somente compreender, mas “experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

É através desta experiência, que deve ser diária, que nos é dada mais luz e entendimento acerca da Palavra de Deus e passamos a viver debaixo da graça de um Deus que constantemente nos dá provas inquestionáveis de Seu cuidado e amor para conosco. Este conhecimento prático nos ensina a depender mais e mais do Senhor, paulatinamente nos faz crescer em graça e sabedoria, além de nos motivar a amar o nosso próximo na devida proporção exigida pela régia Lei. Deus deseja ardentemente que Seus filhos O busquem com o coração contrito e humilde, a fim de que não sejam as nossas vis expectativas alcançadas, mas as expectativas divinas, cujo fim é proveitoso e cuja perspectiva é eterna.

O “Autor da salvação” (v.10) experimentou viver neste mundo de pecado e sentir na pele a nossa triste condição. Em tudo foi tentado, mas em nada pecou, tornando-Se o nosso Substituto e provando “a morte por todo homem” (v.9). E “aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo” (v.14), foi vencido pela morte de Cristo que nos dá a fiel esperança de nossa eterna redenção. Como Deus “misericordioso e fiel Sumo Sacerdote” (v.17), Ele deseja nos purificar e santificar conforme a nossa entrega e busca pessoal pelo aperfeiçoamento. O diligente exame das Escrituras é uma poderosa arma conferida por Deus aos homens de encontrar seguro refúgio contra as artimanhas do Maligno. Sobre os enganos do adversário, escreveu Ellen White:

“Por meio de todo artifício possível, Satanás tem procurado invalidar o sacrifício do Filho de Deus, tornar inútil Sua expiação e Sua missão um fracasso. Ele tem afirmado que a morte de Cristo tornou desnecessária a obediência à lei e possibilitou que o pecador caísse nas boas graças de um Deus santo sem abandonar o seu pecado. Ele tem declarado que a norma do Velho Testamento foi rebaixada no evangelho e que os homens podem ir a Cristo, não para serem salvos de seus pecados, mas em seus pecados” (Fé e Obras, p. 79).

Não crer no Filho não se trata apenas de negar a Sua existência ou divindade, mas permanecer no pecado transformando a misericórdia divina em assentimento da vontade humana. Não foi para que permaneçamos no pecado que Ele foi feito, “por um pouco, menor que os anjos” (v.7), mas para que, seguros em Seus méritos, confiemos de que Ele “é poderoso para socorrer os que são tentados” (v.18). “Coroado de glória e de honra” (v.9), Jesus nos concede o direito de participarmos de Sua vitória e das recompensas eternas que o Senhor nos prometeu. “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (v.3). Apegue-mo-nos, portanto, “com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos” (v.1). O nosso Sumo Sacerdote está prestes a encerrar a Sua obra nos corações e a declarar perante o Universo: “Eis aqui estou Eu e os filhos que Deus Me deu” (v.13; Is 8:18). Que Ele nos encontre com nossas lâmpadas bem acesas.

Feliz semana, apercebidos às verdades eternas!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Hebreus2 #RPSP

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HEBREUS 1 – Comentado por Rosana Barros
18 de agosto de 2018, 0:30
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“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do Seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, depois de ter feito purificação dos pecados, assentou-Se à direita da Majestade, nas alturas” (v.3).


A discussão acerca da autoria de Hebreus é ampla e antiga. Ao longo de séculos, grandes estudiosos têm se debruçado sobre esta epístola e a examinado com minúcia a fim de encontrar indícios que confirmem suas expectativas. No entanto, maior luz há sobre o seu conteúdo que, independente do instrumento humano, revela preciosas verdades (apesar de ser adepta da corrente que defende a autoria paulina). “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho” (v.1-2). O autor introduziu esta epístola exaltando a pessoa de Cristo Jesus e mostrando, através da própria Escritura, a clara distinção entre Cristo e os anjos.

Destinado aos judeus cristãos, este sermão em forma de carta certamente foi escrito com o objetivo de proporcionar uma clara compreensão sobre o ministério de Jesus a partir dos escritos do Antigo Testamento, e como todos os símbolos apontavam para o Redentor da humanidade. Os anjos desempenharam um papel fundamental nos primórdios de Israel. Esses mensageiros de Deus apareceram a alguns de seus patriarcas em visões, sonhos e até em forma corpórea. Por vezes, entretanto, a Bíblia se refere ao “Anjo do Senhor” de forma diferenciada, como sendo o próprio Deus. Ele não negava que O adorassem, quando, por exemplo, apareceu a Josué e este O adorou (Js 5:14).

Mesmo que a expressão utilizada em Josué tenha sido “um homem”, não deixa de assemelhar-se à aparição dos anjos quando se mostravam em forma humana. A aparição de Cristo, “o Príncipe dos exércitos do Senhor”, era uma forma de revelar aos Seus filhos de que Ele é um Deus pessoal e que os Seus anjos estão sob o Seu governo. O autor procurou desviar a atenção dos judeus da veneração das obras angélicas, para a maravilhosa obra da redenção por meio de Cristo Jesus. “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (v.14). O ministério dos anjos é tão somente mais um dos instrumentos de Deus para cuidar dos Seus filhos. Eles agem em favor de nossa salvação, mas nem um deles ou todos eles juntos poderiam pagar o caríssimo preço de nosso resgate.

Todas as cerimônias, festas e liturgias envolvendo o santuário terrestre prefiguravam o sacrifício, a redenção e a salvação por meio do sangue de Cristo. No átrio, Jesus é “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). No lugar Santo, Ele é o Sacerdote que faz propiciação por nossos pecados. No lugar Santíssimo, Ele é o nosso Sumo Sacerdote, que nos purifica de todo o pecado e nos atribui a Sua própria justiça. O autor lançou o olhar para dentro do santuário e, didática e gradualmente, mostrou, ponto a ponto, que o ministério de Jesus foi perfeitamente cumprido na Terra e permanece sendo cumprido no Céu.

Aquele que é Deus conosco é “a expressão exata” do amor do Pai (v.3). Ele é o nosso Criador e os Seus “anos jamais terão fim” (v.11). Os anjos são os Seus ministros que Ele envia em nosso benefício e de todos quantos “hão de herdar a salvação”. Que jamais percamos de vista Aquele que Se entregou por nós, intercede por nós e faz expiação por nossos pecados. Sem dúvida alguma, o livro de Hebreus abrirá nossos olhos para melhor conhecermos e compreendermos o ministério sacerdotal de Cristo e para estudarmos juntos a doutrina do santuário onde Ele é o centro de tudo. O salmista Asafe precisava compreender esta verdade a fim de desviar seus olhos do efêmero mundo. Foi quando entrou no santuário, que então entendeu a justiça divina (Sl 73:17). Vamos entrar no santuário de Deus?

Feliz sábado, àqueles que hão de herdar a salvação!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Hebreus1 #RPSP

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FILEMOM – Comentado por Rosana Barros
17 de agosto de 2018, 0:30
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“Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor, porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio” (v.7).


Embora seja a mais curta epístola de Paulo, a sua mensagem é carregada de um propósito grandioso. Membro fiel da igreja de Colossos, Filemom mantinha em sua casa um pequeno grupo de crentes em Cristo e sua fé e amor eram conhecidos de todos. Apelando a este amor é que Paulo se apresenta como “prisioneiro de Cristo Jesus” (v.1) a fim de ilustrar e reforçar seu apelo ao fiel irmão. Antes de ser convertido ao evangelho de Cristo, Onésimo havia fugido da presença de seu senhor Filemom. O pedido de Paulo, portanto, exemplifica a tônica do evangelho de Cristo, que não faz distinção entre servos e senhores, “em nome do amor” (v.9).

Onésimo se propunha a retornar ao senhorio de Filemom e Paulo buscou certificar-se de que este o receberia da mesma forma que um pai receberia um filho que volta para casa. Ainda sim, Paulo assumiu como seu, qualquer débito que houvesse da parte de Onésimo e declarou que o perdão conferido a este servo lhe reanimaria o próprio coração. De escravo a “irmão caríssimo” (v.16), Onésimo experimentara o poder da Palavra de Cristo, que nos torna membros de um só corpo. Antes, não passava de um membro inútil, até ser encontrado por Jesus para fazer jus ao significado do seu nome: “útil” (v.11).

Com linguagem clara e amável, Paulo foi direto ao ponto, exortando Filemom a usar de misericórdia para com Onésimo, apesar de saber que ele faria bem mais do que o apóstolo lhe havia pedido (v.21). Vivendo entre cadeias e perseguições, Paulo sentia na pele os efeitos da rudeza humana. Como servos de um Senhor que nos liberta, somos chamados a agir de igual misericórdia não somente com os que se arrependem, como Onésimo, mas também com os que insistem em nos fazer mal, não sabendo eles que pior mal recai sobre eles próprios. Quando na cruz, sendo insultado e blasfemado, Cristo bradou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34). Quando apedrejado por seus algozes, Estêvão orou: “Senhor, não lhes imputes este pecado” (At 7:60).

Em Cristo, todos nós somos colocados no mesmo patamar de salvos pela Sua maravilhosa graça, e o que recebemos de graça, também devemos oferecer gratuitamente. Assim como a graça de Deus nos é um favor imerecido, o nosso amor de uns para com os outros não deve ser uma retribuição meritória, mas a atuação do Espírito Santo em nós, a fim de que nossa “bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade” (v.14). Como Paulo assumiu a conta de Onésimo, estamos nós dispostos a fazer o mesmo em favor de quem errou? Unicamente pela graça de Jesus temos acesso ao perdão divino. Mas se negamos o perdão de ínfima dívida, como esperamos que o Pai perdoe o nosso incalculável débito?

Cristo mesmo afirmou: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6:14-15). O povo de Deus é chamado para ser perfeito como perfeito é o Pai celeste (Mt 5:48), e esta perfeição não tem a ver com cerimonialismo religioso, mas com a prática do amor imerecido. Lembremos de Judas, de como Cristo o amou até o fim, ainda que ele tenha selado a sua rejeição eterna. Lembremos de Pedro, que encontrou o amoroso olhar do Salvador, mesmo após tê-Lo negado por três vezes. Olhemos para Cristo, o Amor encarnado que a Si mesmo Se deu em favor de uma raça caída e destituída de qualquer mérito. Que este amor nos impulsione a amar como Ele nos amou, e a oferecer o perdão que constantemente Ele nos oferece.

A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito” (v.25).

Bom dia, amados irmãos em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Filemom #RPSP

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TITO 3 – Comentado por Rosana Barros
16 de agosto de 2018, 0:30
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“Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (v.5).


Muitos foram os esforços de Paulo a fim de orientar seus irmãos na fé, especialmente àqueles que haviam sido seus cooperadores e amigos de confiança. Como seu imitador e imitador de Cristo, Tito deveria transmitir as verdades eternas por palavras e ações. O respeito às autoridades, a obediência a Deus e a “cortesia, para com todos os homens” (v.2), contudo, não nos exime de nossa condição pecaminosa e dependente da graça de Deus. Antes, tornam-se o resultado da graça que aceitamos. Quando agimos de misericórdia para com os erros dos outros, lembrando da forma como Jesus nos encontrou e nos salvou, percebemos que só Ele tem o poder de transformar corações terrivelmente corruptos em corações segundo o Seu.
 
Olhemos para o testemunho de Davi. Adultério, homicídio e mentira envolveram a sua vida pregressa, mas o Senhor que lê os corações, dele declarou: “Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o Meu coração, que fará toda a Minha vontade” (At 13:22). A bondade de Deus o alcançou quando ainda no erro, e sua resposta positiva aos reclamos divinos redundou no “lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (v.5). Quando agimos com sincera cortesia, inclusive com aqueles que nos perseguem, não há uma demonstração da natureza humana, mas da natureza divina atuando no homem renovado pelo Espírito Santo. Primeiro, o nosso coração deve estar ligado ao de Deus, então, faremos a Sua vontade, não por obrigação, mas pelo amor que o Espírito derrama sobre nós.
 
A solicitude “na prática de boas obras” (v.8), sempre sucedem, e nunca o contrário, a busca por um coração purificado. Aqueles que têm julgado as obras de suas mãos como dignas de louvor meritório estão no terreno encantado de Satanás, que, ao olhar para si mesmo, desejou a glória que só pertence a Deus. “Discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei” (v.9) não passam de desculpas para alimentar o ego ferido de quem sempre quer ter a palavra final. Os discursos de Cristo não ostentavam o desejo por privilegiada posição, nem tampouco por aplausos humanos, mas com humildade de palavras e simpatia no olhar, Suas obras revelavam o mais puro coração. “Fiel é esta palavra” (v.8), amados, e precisamos praticá-la não com o fim de sermos vistos (Mt 6:1), mas para mostrar a glória do Pai (Mt 5:16).
 
Evitar “o homem faccioso” (v.10), isto é, aquele que toma partido, ou é parcial, nos livra de sérios problemas. Paulo não disse a Tito para abominar tal pessoa, mas para manter uma distância segura a fim de que não fosse envolvido em contendas e escândalos. O Espírito Santo deseja realizar em nós a Sua boa obra e completá-la no grande Dia de Jesus, “a fim de que, justificados por graça, nos tornemos Seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna” (v.7). A nossa parte é permitir a Sua livre atuação em nós, como cristãos “solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens” (v.8).
 
“A graça seja com todos vós” (v.15).
 
Bom dia, herdeiros da vida eterna!
 
Rosana Garcia Barros
 
#PrimeiroDeus #Tito3 #RPSP
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TITO 2 – Comentado por Rosana Barros
15 de agosto de 2018, 0:30
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“Porquanto, a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (v.11).


Em cada fase da vida, há deveres cujo cumprimento deve acompanhar um rijo compromisso com a vontade de Deus. Devemos sempre perguntar: “O que o Senhor espera de mim, hoje?” A este questionamento, temos a pronta resposta em Sua Palavra. De uma forma geral, Salomão já apresentara o dever da humanidade: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem” (Ec 12:13). Uma vida temente a Deus requer a observância de Seus preceitos como indispensáveis “à sã doutrina” (v.1). Consequentemente, idosos, jovens, homens e mulheres, cada qual em sua esfera pessoal, são exortados a cumprir com os deveres de quem professa servir ao Deus único.

A Tito fora exigido: “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras” (v.7). Suas palavras jamais teriam o impacto almejado se a sua própria vida não fosse um polido exemplo de quem buscava ser iluminado pela aprovação divina. Jesus, Aquele que dera a Sua vida para salvá-lo, era a sua fonte de inspiração e Modelo acima de qualquer instrumento humano. Olhando firmemente para o Autor e Consumador de sua fé, Tito avançava, pela graça de Deus, renegando “a impiedade e as paixões mundanas”, vivendo em seu tempo, “sensata, justa e piedosamente”, como quem aguardava “a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (v.12-13).

O sacrifício do Unigênito do Pai foi o nosso penhor, e segui-Lo e servi-Lo deve ser o nosso labor diário. Não há maior privilégio do que este. Pois que “Cristo sofreu em [nosso] lugar, deixando-[nos] exemplo para [seguirmos] os Seus passos” (1Pe 2:21). Nem as tribulações, ou perseguições, ou aflições podem superar o martírio do Salvador, “a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para Si mesmo, um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras” (v.14). Tito era apenas um, contra vários insubordinados que ensinavam doutrinas de homens. Mas em sua solitária missão, a destra do Onipotente o impelia a prosseguir, e ai daquele que desprezasse suas palavras.

A Inspiração nos diz que “a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, [EDUCANDO-NOS]” (v.11-12), mostrando assim que a graça de Deus educa na justiça, levando o pecador a renunciar às obras da carne e viver em santidade. Jesus está voltando para buscar “um povo exclusivamente Seu” (v.14). Assim como em Babilônia, os inimigos de Daniel não conseguiram achar “nele nenhum erro nem culpa” (Dn 6:4), “que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito” (v.8). Lançando sobre Jesus os nossos pecados, obtemos o perdão divino e a certeza de que o nosso passado escuro jaz nas profundezas do mar (Mq 7:19). Paulo experimentou esta preciosa graça na estrada de Damasco e foi perdoado de todas as atrocidades que cometera na ignorância. Acredite que o mesmo Jesus deseja ter este encontro contigo todos os dias e fazer de você uma testemunha Sua. Portanto, “torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras”, segundo a maravilhosa graça que do Céu é derramada sobre você, um dia de cada vez.

Bom dia, padrão de boas obras!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Tito2 #RPSP

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TITO 1 – Comentado por Rosana Barros
14 de agosto de 2018, 0:30
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“No tocante a Deus, professam conhecê-Lo; entretanto, O negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (v.16).


Após sairmos das cartas a Timóteo, um jovem “mestiço” quanto à sua origem, entramos na carta escrita por Paulo a Tito, um jovem grego, ou seja, um gentio. Realmente as associações de Paulo se tornaram uma afronta ao orgulho judaico. Seu ministério aos gentios foi divinamente conduzido e sustentado, e de outra forma não poderia ter alcançado êxito. Debaixo de duras provas, por muitas vezes sentiu-se esmagado e gravemente oprimido, mas o Senhor o confortava com o apoio, amor e orações de amáveis irmãos. Tito foi um forte replicador do evangelho e sua firmeza de caráter e fé inabalável o tornaram um importante líder, principalmente na igreja de Corinto (2Co 8:16-23). E, da mesma forma que Paulo orientou a Timóteo como a um filho amado, Tito foi igualmente orientado, como “verdadeiro filho, segundo a fé comum” (v.4).

Muitos eram os enganos que se alastravam entre a igreja primitiva através de “muitos insubordinados… especialmente os da circuncisão” (v.10). Ou seja, judeus professos convertidos ao cristianismo ainda oprimiam o povo a manter as tradições das leis que consistiam em ordenanças. Com a adesão dos gentios à igreja, não admitiam que não seguissem com rigor as leis judaicas e, com isso, pervertiam “casas inteiras” (v.11). O contexto da igreja de Creta era sobremodo preocupante e Tito foi enviado por Paulo a fim de servir como um freio de Deus aos judeus insensatos daquele lugar. No entanto, a severa repreensão daquele líder não deveria despertar-lhes o ódio, e sim conduzi-los ao sincero arrependimento, “para que [fossem] sadios na fé” (v.13).

A advertência foi proclamada e ecoa, hoje, aos nossos ouvidos: “e não se ocupem com fábulas judaicas, nem com mandamentos de homens desviados da verdade” (v.14). O mundo cristão seria tão diferente e não teríamos mais de quarenta mil placas de igrejas se todos buscassem com ardente zelo examinar as Escrituras. Se cada cristão dedicasse um tempo de seu dia para estudar a vida de Jesus, o nosso sublime e perfeito Exemplo, este título seria reconhecido em cada canto do planeta assim como o foi, pela primeira vez, em Antioquia (At 11:26). Aqueles judeus cretenses professavam conhecer a Deus e ao Seu Cristo, mas estavam bem longe disto. Suas obras, palavras e intenções os reprovavam, perante o Céu, “para toda boa obra” (v.16). Suas falácias e fingimento, no entanto, encontravam resistência frente aos verdadeiros filhos de Deus. Revestido do dom de discernimento de espíritos, Paulo reconhecia a malícia deles como quem vê a podridão no interior de uma fruta.

Colocar em ordem uma casa em desordem demanda tempo e muito trabalho. A igreja de Creta precisava ser ordenada e os presbíteros eleitos, a fim de que pudesse crescer e dar bons frutos. A escolha desses líderes deveria seguir os mesmos critérios listados por Paulo em sua primeira epístola à Timóteo. Homens de Deus que por preceito e por exemplo, fossem “homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo” (EGW, Educação, p. 57); que não temessem chamar o pecado pelo nome e erguer a bandeira de Cristo acima de todos os “mandamentos de homens” (v.14). No entanto, Tito teria de identificar os gananciosos, “impuros e descrentes” (v.15), repreendê-los com severidade e mantê-los afastados do convívio com as famílias da igreja.

Diante do fato de que “casas inteiras” (v.11) eram pervertidas por falsos ensinos, precisamos estar com os olhos bem abertos para a nossa realidade que não dista muito daquela. Destruindo as famílias, Satanás destrói o núcleo da igreja, bem como da sociedade. Que como “eleitos de Deus”, nossa fé esteja bem firmada “no pleno conhecimento da verdade segundo a piedade, na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos” (v.1-2). Meus irmãos, sejamos sóbrios e vigilantes, primando pela nossa salvação e de nosso lar, sabendo que “ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb 10:37).

Bom dia, verdadeiros filhos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Tito1 #RPSP

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