Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 06 – Comentado por Rosana Barros
19 de janeiro de 2022, 0:45
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 “Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (v.9).

As primeiras gerações se foram, novas gerações surgiram e a beleza inicial foi se dissipando. As cores já não eram as mesmas, a paisagem estava modificada e cada vez mais cardos e espinhos apareciam em dissonância com a bela vegetação. Os animais que antes eram mansos foram revelando em seu trato um comportamento de natureza perigosa. Apesar da “supermáquina” humana ter recebido habilidades e características à imagem e semelhança de seu Criador, o tempo começou a mostrar que, assim como o restante da criação, ela também morre. Até que surgiu uma geração diferente de todas as outras. Refiro-me à história do dilúvio.

A geração antediluviana chegou ao limite da impiedade. O povo era tão perverso que se Deus não tomasse uma providência, certamente não existiríamos. Mas Ele chamou um servo para construir uma saída para o que, humanamente, seria impossível de se resolver. A corrupção do gênero humano havia se multiplicado a ponto do Senhor ter Se entristecido de ter criado o homem (v.6). Não confundam o arrependimento humano com o divino. O homem se arrepende do que fez de errado; Deus não Se arrependeu do que fez, pois tudo o que faz é perfeito; Deus aplica o Seu juízo, ou deixa de aplicá-lo (como o foi na história de Jonas; Jn.3:10), movido de profunda dor e compaixão. Deus, portanto, lamentou profundamente o que viu (v.5)! Porém, num cenário de grande escuridão, Ele enxergou luz. Um homem decidiu andar na contramão de sua geração: “Noé achou graça diante do Senhor” (v.8).

Moisés, inspirado por Deus, deixou escrito na Bíblia a biografia de Noé em apenas uma sentença: “Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os Seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (v.9). A Bíblia revela que “havia gigantes na terra […] varões de renome, na antiguidade” (v.4). Mas eu pergunto: Qual deles teve seu nome revelado na Bíblia ou na História? Eles podem ter sido homens de muito prestígio e fama na Terra, mas nenhum deles possuía o que era preciso para se achar graça diante de Deus. Nenhum deles “andava com Deus”. Em meio a um mundo destruído pelo pecado, o Senhor encontrou um coração justo e íntegro e o capacitou para uma obra única e de consequências eternas.

Os “filhos de Deus” (v.6) não pensaram duas vezes e tomaram para si mulheres que não eram tementes a Deus. Contraíram matrimônio sem a aprovação divina e o resultado foi tão danoso que a corrupção foi geral. O mundo tornou-se um lugar horrível de se viver. Os descendentes de Sete contaminaram-se com as filhas de Caim. Mas eles não habitavam junto da descendência de Caim. Ou seja, eles foram até lá. Permitiram que Satanás lhes aguçasse a curiosidade e foram ver a “formosa” estratégia que o Maligno arquitetou. “São os olhos a lâmpada do corpo”, disse Jesus (Mt.6:22). Se os nossos olhos forem maus, todo o nosso corpo será envolto em trevas. Se os nossos olhos estão voltados para este mundo, todo o nosso corpo manifesta que pertencemos a este mundo. É uma consequência inevitável, como pontuou Ellen White:

Contemplando o mal, tornaram-se os homens transformados na imagem deles, até que Deus não mais pôde tolerar sua impiedade, e foram arrebatados pelo dilúvio” (Fundamentos da Educação Cristã, CPB, p.422).

A grande preocupação de Deus desde o princípio tem sido com a forma como lidamos com o livre arbítrio. Muitos confundem liberdade com libertinagem, e deturpam o ideal divino com relação à nossa livre escolha. Amados, o Espírito Santo não vai agir “para sempre no homem, pois este é carnal” (v.3). As nossas escolhas são reflexos diretos ou da ação divina, ou da ação da carne. Não há meio termo. O mesmo que aconteceu no período antediluviano, vai acontecer no tempo que antecederá a segunda vinda de Cristo: “Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja retirado Aquele que agora o detém” (2Ts.2:7).

Estamos vivenciando, hoje, a retirada do Consolador desta Terra. Muitos têm rejeitado o último clamor por considerar a mensagem exagerada e radical, assim como o foi nos dias de Noé. Oh, meus irmãos, não se enganem! O Senhor tem pressa em cumprir a Sua promessa para que os Seus filhos não pereçam! Filhos que se recusam a prostrar-se diante dos ídolos deste mundo. “Eles anunciarão entre as nações a Minha glória”, diz o Senhor (Is.66:19), assim como fez o Seu servo Noé, “consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (v.22). O Senhor estabeleceu uma aliança com Noé e cumpriu a Sua promessa com a salvação dele e de toda a sua casa (v.18). O Senhor estabeleceu uma aliança eterna com o Seu povo e virá para salvar a Sua família do Céu, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Noé escolheu obedecer e foram salvos ele e a sua casa. A Palavra de Deus está em suas mãos. Qual será a sua escolha? Vigiemos e oremos!

Bom dia, família do Céu!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis6 #RPSP

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Gênesis 05 – Comentado por Rosana Barros
18 de janeiro de 2022, 0:45
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Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si” (v.24).

Em minha opinião, esta é a segunda genealogia mais importante de toda a Bíblia. Ela é repleta de significados e possui uma mensagem clara da vitória final do Senhor e do Seu povo. Através dos nomes ali contidos, Deus apresentou o Seu plano de salvação. O plano original do casamento de nossos primeiros pais representa o desejo de Deus para a Sua igreja, de que sejamos um. Percebam que Deus criou o homem e a mulher “e os abençoou, e lhes chamou pelo nome de Adão, no dia em que foram criados” (v.2). Assim como no sexto dia da semana da criação Deus os criou para serem um, no final, Jesus regressará à Terra para buscar um só povo.

Este é o livro da genealogia de Adão” (v.1), porém, a Bíblia incide maior brilho sobre a vida do sétimo, Enoque. Sua biografia foi resumida em apenas quatro versículos, porém, foi tomado para Deus como as primícias dos justos vivos que hão de ser trasladados ao céu no grande Dia do Senhor (1Ts.4:17). “Andou Enoque com Deus” (v.24). Nada lhe era mais precioso do que a constante companhia do Criador. Talvez mais do que ninguém, Enoque tenha vivido na Terra como se já habitasse no Céu. Tornou-se tão semelhante ao Seu Mestre, que “foi trasladado para não ver a morte […] Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus” (Hb.11:5). E foi ele mesmo que profetizou: “Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram” (Jd.1:14-15). Enoque, portanto, enquanto na Terra, não se calou diante da iniquidade que o rodeava, mas, por palavras e ações, ensinava o povo a verdadeira piedade. E será uma nova geração de “Enoques” que Cristo virá resgatar em Seu glorioso Dia.

De Adão a Noé, foram gravados os oráculos de Deus à humanidade. E à cada primogênito, uma nova ordem era estabelecida, mais um passo era dado na direção da vitória final. Analisemos cada nome desta genealogia, considerando seus significados:

  1. Adão: “homem”, ou “ser humano”;
  2. Sete: “determinado”, ou “definido”;
  3. Enos: “mortal”, ou “homem”;
  4. Cainã: “pena, aflição”, ou “adquirido, possuidor”;
  5. Maalalel: “Santo Deus”, ou “louvor a Deus”;
  6. Jarede: “descerá”, ou “descendente”;
  7. Enoque: “ensino”, ou “consagrado, dedicado”;
  8. Metusalém/Matusalém: “sua morte trará”, ou “homem da lança” (que indica juízo);
  9. Lameque: “sem esperança, pobre”, ou “poderoso”;
  10. Noé: “descanso, vida longa”.

Com base nesses significados, veremos que a Bíblia não é apenas um compêndio de livros, ela é o perfeito e harmonioso conjunto de palavras, números, símbolos e profecias que apontam sempre para o plano da redenção. O Senhor deseja nos revelar as entrelinhas de Sua Palavra pela iluminação do Espírito Santo e derramar em nossa vida a Sua abundante chuva de amor. Acompanhem comigo a carta de amor que Deus deixou para mim e para você na genealogia de Adão:

Ao homem (Adão), foi determinada (Sete) mortal (Enos) penalidade (Cainã), mas, o Santo Deus (Maalalel) descerá (Jarede), ensinando (Enoque) que Sua morte trará (Matusalém), aos sem esperança, ou pobres [de espírito] (Lameque), descanso e vida longa (Noé).

Eis o plano da salvação! Deus é tremendo! Mas aos que defendem o segundo significado dos nomes, eis que o resumo da ópera é o mesmo:

Ao ser humano (Adão), foi definido (Sete), que o homem (Enos) foi adquirido (Cainã) para louvor a Deus (Maalalel). E o descendente (Jarede) consagrado (Enoque), como homem da lança [ou do juízo] (Matusalém), trará poderoso (Lameque) descanso (Noé).

Vamos reler, agora, sem citar os nomes, para ficar mais claro:

Ao homem, foi determinada mortal penalidade, mas, o Santo Deus descerá, ensinando que Sua morte trará aos sem esperança, ou pobres [de espírito], descanso e vida longa.

Ao ser humano, foi definido que o homem foi adquirido para louvor a Deus. E o descendente consagrado, como homem da lança [ou do juízo], trará poderoso descanso.

Eu não sei que tipo de reação isto causa em você, mas, certamente, ninguém que verdadeiramente creia em Deus e nas Escrituras, pode deixar de sentir o amor do Senhor em cada palavra deste capítulo. Exatamente no ano em que Matusalém morreu, o dilúvio aconteceu. Coincidência? Não, amados! Providência! Veio o juízo e levou a todos, menos a Noé e sua família. Jesus mesmo afirmou que os dias que antecedem o Seu retorno serão como os dias de Noé (Mt.24:37-39). Assim como Ele salvou a última geração de Adão, salvará a última geração de Noé. A “arca” da graça de Deus ainda está aberta. Anda tu com Deus e “serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça de Jesus Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis5 #RPSP

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Gênesis 04 – Comentado por Rosana Barros
17 de janeiro de 2022, 0:45
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 “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (v.7).

O nascimento de Caim gerou no primeiro casal alegria e conforto. Seus corações expectantes pelo cumprimento da promessa da redenção ficaram sobremodo radiantes. Ao olhar para seu primogênito, Adão via a possibilidade de logo retornar ao lar original. Com a chegada de Abel, a expectativa dobrou e, de uma forma que não podemos alcançar, ele e seu irmão cresciam sob a dedicada orientação e profundo amor de seus pais. Contudo, nem tudo mais eram flores. Assim como os cardos e espinhos cresciam por entre a vegetação, sentimentos ruins começaram a brotar no coração de Caim. O discurso de seu pai sobre os resultados da queda e o plano de Deus para salvá-los eram coisas as quais não compreendia. Ao avistar ao longe os querubins e a espada flamejante a guardar o Éden, pensava ser capaz de mostrar a Deus que ele merecia morar ali.

Caim sabia do engano e da entrada do pecado, bem como da promessa de um Salvador que lhes devolveria o direito de voltar a habitar no lugar para o qual foram criados. Mas parece que nada o convencia de que Deus poderia ter sido menos “duro” com o erro de seus pais. Que ele não tinha culpa de estar ali entre espinhos, quando poderia estar desfrutando das maravilhas do Éden. Não permitiu que seu coração fosse alimentado pela esperança da promessa de libertação dada por Deus, mas o endureceu com pensamentos egoístas e permitiu que Satanás dominasse as suas atitudes a tal ponto, que se negou a sacrificar um cordeirinho no altar do Senhor, mas não mediu esforços para golpear seu próprio irmão até a morte.

Abel, por sua vez, ofereceu a Deus justamente o que Deus havia requerido (v.4). Para que houvesse perdão de pecados, alguém deveria morrer. Enquanto Jesus não vinha, foi estabelecido um sistema de sacrifícios que simbolizava o sacrifício do verdadeiro Cordeiro de Deus. Mas Caim era lavrador e quis dar o que ele, com seu próprio suor, havia conseguido (v.3). Esse foi o problema: ofertar a Deus a vontade humana. Se a nossa vontade não estiver em comunhão com a vontade de Deus, de nada valem os nossos esforços. Como escreveu o sábio Salomão: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Pv.14:12).

O versículo sete do capítulo de hoje diz que os nossos desejos maus são contra nós, mas cabe a nós dominá-los. Mas, conseguimos isso sozinhos? De forma alguma! Há um Deus que, assim como falou a Caim na tentativa de fazê-lo chegar ao arrependimento, também fala conosco hoje. Não podemos esquecer que o domínio próprio faz parte do fruto do Espírito Santo (Gl.5:23). Novamente, o Senhor demonstrou a Sua longanimidade. Caim negou-se a oferecer sacrifício, mas, a sangue frio, sobre o campo que lavrou, derramou o sangue de seu próprio irmão. Antes disso, porém, ele não ficou sem admoestação. Novamente, o Senhor falou através de perguntas e terminou alertando sobre os resultados do pecado. Entretanto, Caim escolheu calcificar o coração para o mal e, ao contrário de Adão e Eva, que se esconderam do Senhor após o pecado, ao primeiro filho da perdição não foi perguntado onde estava, e sim: “Onde está Abel, teu irmão?” (v.9).

Até que ponto o ser humano pode chegar sem o temor do Senhor? Até às últimas consequências! Muitos professos cristãos têm sofrido da “síndrome de Caim”, oferecendo a Deus obras vazias, invejando as conquistas espirituais dos verdadeiros adoradores e tramando contra eles. Pensam que ninguém tem nada a ver com suas más atitudes e, em rebelião, declaram: “acaso sou eu tutor de meu irmão?” (v.9). Eximem-se da responsabilidade de zelar pela unidade do corpo de Cristo, fechando o coração aos apelos do Espírito Santo. Ao pôr um sinal sobre Caim e poupar-lhe a vida, ficou claro que Deus “não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” (Sl.103:10). Mas, um dia, o período de misericórdia dos sete (v.15) ou dos “setenta vezes sete” (v.24) findará e o Senhor voltará para vingar os Seus servos.

Irmãos, fomos chamados por Deus para fazer parte da geração que, à semelhança de Enos, começará “a invocar o nome do Senhor” (v.26), cumprindo-se a tão aguardada profecia de Joel. Cheios do Espírito Santo, todos os verdadeiros adoradores estarão unidos num só propósito “e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Ainda há em sua vida um desejo ruim alimentado ou um pecado acariciado? O Senhor te diz, hoje: “a ti cumpre dominá-lo” (v.7). Clame a Deus pelo Espírito Santo! Se há uma dádiva que Ele deseja nos dar sem reservas é o Seu Santo Espírito (Lc.11:13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis4 #RPSP

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Gênesis 03 – Comentado por Rosana Barros
16 de janeiro de 2022, 0:45
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 “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (v.15).

Deus havia criado tudo para eles. Toda a atmosfera do Éden era sublime e perfeita. Estavam nus e não se envergonhavam porque estavam cobertos pela glória de Deus. “Mas” (v.1), havia alguém observando o primeiro casal. Um inimigo, cuja existência Deus já os havia prevenido. O Senhor fez de tudo para protegê-los e afastá-los do mal. Contudo, jamais poderia privá-los de sua liberdade. Eles não estavam presos à circunstância de um mundo perfeito, teriam ali uma oportunidade de escolha. Da forma que Deus escolheu nos amar, Ele espera que O amemos, mas jamais exigirá isso de nós. O amor de Deus liberta! E foi com esta finalidade que Deus colocou no meio do jardim duas árvores diferentes das demais. Uma era a árvore da vida (representando a obediência), que lhes concederia a dádiva da vida eterna; outra, a árvore do conhecimento do bem e do mal (representando a desobediência), que lhes provocaria a morte.

Conhecemos a história. Infelizmente, eles escolheram mal, e, por isso, ainda vivemos neste mundo de pecado. A astúcia de Satanás superou a expectativa do recém-criado casal. Um animal falante despertou a curiosidade da mulher que, longe de seu marido, considerou dar ouvidos à serpente mesmo percebendo a proximidade da árvore que o Senhor havia ordenado não comer. Houve primeiro, portanto, uma confusão visual. Então, ela ouviu a serpente falar. Satanás lançou dúvida sobre a ordem de Deus, e, logo em seguida, mentiu: “É certo que não morrereis” (v.4). A terceira sedução do Maligno implantou no coração da mulher a mesma cobiça que o expulsou do Céu: “como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (v.5).

O resultado desta odiosa conversa foi que a mulher viu, se agradou, desejou, tomou o fruto, comeu e ainda compartilhou sua desgraça com Adão (v.6). Percebam o caminho percorrido pelas sendas do mal: A contemplação gera simpatia; a simpatia gera o desejo; o desejo gera o contato com o que é desejável; o contato gera o pecado; o pecado gera consequências que também atingem a outros; e “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). Fico encantada com a paciência e a misericórdia do Senhor para conosco! Desde a primeira queda, Ele tem feito a mesma pergunta a cada ser humano: “Onde estás?” (v.9). A tentativa do casal de se cobrir e de se esconder revela a primeira consequência do pecado: o medo, “porque estava nu, tive medo, e me escondi” (v.10).

A Bíblia diz, amados, que “o perfeito amor lança fora o medo” (1Jo.4:18). Deus não lhes lançou palavras de dura advertência, mas iniciou um diálogo que consistiu em quatro perguntas, uma maldição sobre a serpente e a primeira promessa messiânica das Escrituras. Logo após, Ele declarou o que a mulher e o homem sofreriam como resultado de sua má escolha, os vestiu com “vestimenta de peles” (v.21) e anunciou a inevitável expulsão do casal de seu lar edênico. Mas antes mesmo de Deus dizer: “Haja luz” (Gn.1:3), Ele disse: Haja cruz!

O descendente, Cristo Jesus (Ap.12:5), seria magoado pela serpente, Satanás, (Ap.12:9) mas, na cruz, Cristo venceu, pagando o preço pela escolha errada de nossos primeiros pais e pelos nossos pecados. E, assim como um dia o Senhor fez roupas para Adão e Eva e Ele mesmo “os vestiu” (v.21), muito em breve Ele nos vestirá com as vestiduras brancas da justiça eterna de Cristo: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida” (Ap.3:5).

Por pensar que o Messias viria do ventre de sua mulher, Adão lhe deu “o nome de Eva” (v.20), que significa “vida”. Ele entendeu o plano da salvação. Eles foram vestidos com o primeiro sacrifício e, muito em breve, serão despertados do sono da morte para receberem do Cordeiro de Deus, o derradeiro Sacrifício, as vestes imaculadas que o pecado lhes roubou. Preparemo-nos para presenciar o reencontro mais aguardado de todos os tempos: entre o primeiro e o segundo Adão (Rm.5:19). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, alvos do amor do Criador!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis3 #RPSP

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Gênesis 02 – Comentado por Rosana Barros
15 de janeiro de 2022, 0:45
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 “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (v.3).

Já na criação, o Senhor estabeleceu os dias da semana. Toda a natureza e todo ser vivente foi programado numa sequência de sete, e o sétimo dia foi estabelecido como uma espécie de selo de identificação. É o memorial da criação, a inconfundível assinatura do Criador, a conclusão da obra de Suas mãos. O ciclo de sete dias corresponde perfeitamente às necessidades do que foi criado. O número que representa “perfeição, plenitude”, foi estabelecido no último dia da semana da criação para o benefício da humanidade (Mc.2:27). E como o mais exímio Professor, Deus ensinou a nossos primeiros pais, pelo exemplo, como eles deveriam observar este dia, pois, no sábado, Deus “descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito” (v.2). O Senhor criou um templo no tempo para que o homem fosse especialmente abençoado e santificado pela bênção e santificação que Ele mesmo determinou para este dia (v.3).

Quando, no Sinai, o Senhor disse a Seu povo Israel: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êx.20:8), Ele estava dizendo: “Lembrem do que Eu estabeleci na criação e sejam um testemunho para o mundo inteiro de que Eu sou o Criador”. O nosso relógio biológico funciona numa sequência de sete. Ou seja, fomos criados para funcionar assim, como o significado do próprio número já diz: para vivermos de forma plena. A transgressão dessa lei biológica ocasiona três consequências inevitáveis: ao contrário de descanso há fadiga, no lugar de bênção há maldição e o que fora criado para ser santo é tido como profano, comum. O sábado não é somente uma cláusula do Decálogo, uma exigência divina, mas a prova do amor e do respeito do Criador por Sua criatura, a celebração pelos feitos do Senhor durante a semana, o ápice da verdadeira adoração.

Este capítulo também apresenta um relato mais detalhado da criação do homem e da mulher, ambos feitos à imagem e à semelhança de Deus (Gn.1:26-27). A primeira família humana e o sábado foram estabelecidos antes da entrada do pecado no mundo. Não é sem razão que Satanás tem destruído as famílias e desviado o homem do verdadeiro dia de guarda. O primeiro casamento foi celebrado pelo próprio Criador, entre um homem e uma mulher, um macho e uma fêmea (Leiam o que o apóstolo Paulo escreveu sobre isto em Romanos 1:26-27).

Quando o mundo declara que não houve uma semana da criação com sete dias literais, mas uma evolução durante milhares e milhares de anos, exclui o casamento hétero e monogâmico, o sábado, a entrada do pecado no mundo e a nossa necessidade de um Salvador. Percebem o terrível engano? Deus nos criou para sermos felizes e desfrutarmos de Sua criação. Mesmo com o pecado, Ele nos dá o privilégio de vivermos no sábado as bênçãos do Éden. Jesus observou este dia (Lc.4:16 e 31). As mulheres que O seguiam, inclusive Maria, “no sábado, descansaram, segundo o mandamento” (Lc.23:56). O apóstolo Paulo e seus companheiros de ministério guardavam o sábado (At.16:13). Até em Sua morte, Jesus observou as horas sabáticas, descansando em Seu túmulo e tornando este dia, também, um memorial da redenção.

Está se aproximando o tempo em que a nossa fidelidade ao Senhor será provada com grande intensidade. Deus programou o mundo e o homem para as bênçãos sabáticas. Satanás os reprogramou para dar as costas ao Criador e já tem caminhado para estabelecer, de forma universal, a sua contrafação. Enquanto Deus estabeleceu o casamento entre um homem e uma mulher, Satanás tem espalhado pelo mundo a ideia de que o que importa é ser “feliz”, una-se a quem ou o que quiser e com quantos achar que precisa, este é o slogan do Maligno. Enquanto o selo de Deus é o sábado (Ez.20:12 e 20), a marca do reino das trevas será estabelecida sobre o primeiro dia da semana. Deixar de fazer uma prova na faculdade ou ter que abandonar um emprego por causa do sábado são situações que o Senhor considera como fidelidade no pouco. Mas se não estivermos dispostos a confiar na provisão de Deus agora, quando ainda pouco nos é exigido, quando formos fortemente oprimidos e a nossa própria vida e de nossa família estiver em jogo, o fogo da mais terrível aflição provará quem de fato é ouro e quem é escória.

Um dia, o Eterno irá recriar este planeta (Ap.21:1), então, “de um sábado a outro, virá toda carne” (Is.66:23) adorar “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Podemos aqui viver, a cada sábado, um vislumbre da eternidade. Todas as coisas criadas, amados, apesar da degradação que o pecado tem causado, declara que “Deus é amor” (1Jo.4:8). Em cada dia da semana, permita que esse amor penetre em seu coração e o recrie para a glória de Deus. E que cada sábado seja uma celebração em adoração ao Deus que cuida de você e que tem um novo Éden para lhe oferecer. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, criados para a verdadeira adoração!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis2 #RPSP

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Gênesis 01 – Comentado por Rosana Barros
14 de janeiro de 2022, 0:45
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“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (v.1).

Existem diversas fábulas e teorias sobre a criação deste mundo e a origem do ser humano. Livros e mais livros, pesquisas e mais pesquisas, teses e mais teses para provar que o mundo teve origem por qualquer meio, menos pelas mãos de um Criador. Tornou-se uma verdadeira batalha pela razão, enquanto toda a natureza revela, desde a microscópica criatura até a maior delas, que há um Ser inteligente por trás de tudo isso e, segundo o apóstolo Paulo, são indesculpáveis aqueles que não reconhecem tais evidências (Rm.1:20).

Deus nos deixou registrado, por meio de seu servo Moisés, que em seis dias Ele criou o mundo e tudo o que nele há, inclusive o ser humano. “No princípio criou Deus” (v.1), ou seja, no início Ele fez, Ele projetou, Ele estabeleceu. A terra era “sem forma e vazia” (v.2), então, nos 3 primeiros dias, Deus deu forma e nos 3 dias seguintes, Deus preencheu o que estava vazio. Observem a ordem lógica da criação:

  1. No primeiro dia, Deus disse: “Haja luz” (v.3). Ora, mas se o sol só foi criado no quarto dia, que luz era esta? A luz que emana do próprio Deus, da Sua glória, pois Ele é o Sol da justiça, Ele é a lâmpada (Ap.21:23);
  2. No segundo dia, Deus criou a atmosfera, o ar, elemento indispensável à vida, fazendo separação entre céus e águas, e entre águas e águas (v.6- 8);
  3. No terceiro dia, Deus fez a porção seca e chamou terra, fazendo com que produzisse todo tipo de vegetação, ervas e árvores frutíferas (v.9-13). A Terra foi coberta por sublime e incomparável beleza e provida do melhor alimento; Deus, em Sua sabedoria, criou todas as coisas numa ordem lógica de sobrevivência das espécies. Todo ser vivente precisa de luz, ar, água e alimento para sobreviver;
  4. No quarto dia, Deus criou o sol, a lua e as estrelas (v.14-18). Se a luz de Deus brilhava por sobre a Terra, porque então a necessidade de luzeiros no Céu? Porque Deus sabia que os nossos primeiros pais pecariam, consequentemente, a luz da Sua glória teria que se retirar daqui, pois Deus não tem parte com o pecado. (Entenderemos isto melhor quando estudarmos o capítulo três);
  5. No quinto dia, Deus criou todos os animais marinhos e que povoam as águas e encheu o céu de toda espécie de aves (v.20-23); as primeiras criaturas a povoar a perfeita habitação;
  6. No sexto dia, disse Deus: “Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie” (v.24). Percebem? Da mesma terra que Ele criou no terceiro dia, Ele fez sair todo animal que o próprio nome já nos diz a origem: terrestre. E, ainda no sexto dia, Deus fez a obra prima de Sua criação: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança […] criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (v.26 e 27).

Há algo muito curioso no relato da criação do homem: Deus disse: “Façamos”. No original, a Palavra usada para descrever Deus, o Criador, é a palavra “Elohim”, e a terminação “him” é usada para definir algo no plural. Ou seja, “Elohim” confirma a atuação de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo na obra da criação do mundo. No versículo dois vemos que “o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”. E o apóstolo João, referindo-se a Jesus, escreveu: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus […] Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (Jo.1:1 e 3). A expressão “No princípio”, no texto massorético também pode ser lida como “Em um princípio”, ou “Em um primogênito”. Quem é, pois, “o Princípio da criação de Deus” (Ap.3:14)? Quem é “o Primogênito de toda a criação” (Cl.1:15)? É Jesus Cristo. Portanto, poderíamos ler o início de tudo da seguinte forma: “No princípio [em Cristo], criou Deus os céus e a terra”.

Em cada dia da criação, Deus encerrou dizendo: “E viu Deus que era bom”. Mas, ao contemplar a Sua obra completa, após a criação do homem e da mulher, Deus viu que tudo “era muito bom” (v.31). Ao encerrar cada dia da criação, a Bíblia deixa bem claro que se tratam de seis dias literais. “Houve tarde e manhã o primeiro dia […] o segundo […] o terceiro” e assim por diante. A expressão “tarde” é a parte escura do dia, depois que o sol se põe; e a expressão “manhã”, a parte clara do dia. Portanto, em apenas seis dias literais, Deus revelou o Seu poder criador sobre a Terra. E no sétimo dia, Deus deixou registrada a Sua assinatura, um lembrete semanal sobre o qual estudaremos amanhã.

Meus amados, não fomos criados pelo acaso, mas pelo amor criativo de Deus. Nossa origem não procede do jardim zoológico, mas do jardim do Éden. Fomos feitos com a inconfundível assinatura da imagem e semelhança do nosso Criador. O pecado manchou esta imagem, mas há uma obra incansável de restauração sendo realizada. Você sente que sua vida está “sem forma e vazia”? Permita que o Espírito Santo continue aperfeiçoando a boa obra que Ele começou, e Ele “há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). Vigiemos e oremos!

Bom dia, obra-prima do Criador!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis1 #RPSP

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Apocalipse 22 – Comentado por Rosana Barros
13 de janeiro de 2022, 0:45
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“Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” (v.7).

“Da linda pátria estou mui longe, triste eu estou;
Eu tenho de Jesus saudade; quando será que vou?!
Passarinhos, belas flores, fazem-me almejar,
As maravilhas e esplendores do meu celeste lar!”
(“Saudade”, Hino 340, Hinário Adventista).

Este louvor é a mais linda expressão do coração saudoso por chegar ao Lar. João viu “o rio da água da vida” (v.1). Ele viu “a árvore da vida, que produz doze frutos” (v.2). Viu “o trono de Deus e do Cordeiro” (v.3) e o brilho da glória de Deus (v.5). Foi-lhe revelado o maior privilégio que os salvos hão de ter: contemplar a face de Cristo e ter o Seu nome inscrito na fronte. Quando os salvos estiverem sob o governo de Deus “pelos séculos dos séculos” (v.5), serão sempre um símbolo da maravilhosa graça de Jesus. “Nunca mais haverá qualquer maldição” (v.3). “Estas palavras são fiéis e verdadeiras” (v.6).

O início da Bíblia apresenta o relato da criação do mundo, e o final, a sua recriação. Tudo o que foi manchado pelo pecado há de ser purificado com fogo e ganhar o mesmo tônus da perfeição edênica. João novamente caiu aos pés do anjo “para adorá-lo”, mas o anjo o repreendeu, dizendo: “Vê, não faças isso […] Adora a Deus” (v.9). Que diferença para o anjo rebelde que tanto deseja assumir o lugar do Altíssimo! Apocalipse apresenta o grande conflito entre a falsa e a verdadeira adoração e, ao contrário do que foi ordenado ao profeta Daniel (Dn.12:4), a João foi dito que não selasse “as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (v.10).

Amados, que privilégio o nosso de termos em mãos a santa Palavra de Deus! O Senhor nos deixou escrito tudo o que precisamos saber (Dt.29:29). E em Sua infinita sabedoria, usou a diversidade de seres humanos em diferentes épocas para nos dar o mesmo recado: “Por que os amo, Eu voltarei!” Toda a Bíblia aponta para o reencontro da criatura com o Criador. E assim como “no princípio, Deus criou” (Gn.1:1), no princípio da eternidade Ele recriará. Percebam que há uma mudança de personagens neste capítulo. Não mais um anjo, mas o próprio Senhor declara: “E eis que venho sem demora […] Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (v.12-13). A expressão “no princípio” revela muito mais do que o tempo da cronologia da Terra, mas nela está contido o fato de que fomos criados em Cristo, “o Princípio”, e nEle, “o Fim”, seremos recriados. E como no final da criação do mundo Deus deixou a Sua assinatura no sétimo dia (Gn.2:2-3; Êx.20:8-11), Jesus assinou as Suas palavras finais: “Eu, Jesus, enviei o Meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas” (v.16).

Há um princípio fundamental das Escrituras contido neste capítulo: ser humano algum tem autoridade para acrescentar ou retirar palavra alguma das Escrituras (v.18-19). Jesus também reforçou este princípio quando afirmou no sermão da montanha: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:18). Não foi sem razão que Jesus elegeu o discípulo do amor para transmitir Suas palavras finais ao Seu povo. Há um peso de amor eterno contido em Suas últimas palavras! Há um desejo ardente por cumprir Sua promessa! Quando Ele disse: “Certamente venho sem demora” (v.20), a resposta de João não foi impulsiva ou apenas uma concordância, mas o grito de um coração que não suportava mais viver longe do Seu Senhor e Salvador. João havia experimentado andar com Cristo, desfrutar de Sua sabedoria e do Seu amor transformador. Não havia nada que ele mais amasse e desejasse do que a vinda do Senhor em glória!

Jesus não vem buscar um povo que, apesar de professar a sua crença na volta de Jesus, esteja vivendo como se Ele fosse demorar. A estes, o Senhor declara: “Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais vós o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz” (Am.5:18). Jesus está vindo buscar um povo que, à semelhança de João, vive na Terra como peregrino, que diariamente lava “as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro]” (v.14), “que guarda as palavras da profecia deste livro” (v.7) como um precioso tesouro; um povo que, salvo pela maravilhosa graça de Jesus, não somente O aguarda, mas sua vida é uma constante declaração ao mundo: “Vem, Senhor Jesus!” (v.20).

Aquele que ouve, diga: Vem!” (v.17) e declare ao Senhor a sua saudade em forma de canção:

 “Cristo me deu fiel promessa, vem me buscar;
Meu coração está com pressa, eu quero já voar.
Meus pecados eram muitos, e culpado sou,
Mas o Seu Sangue põe-me limpo, e para a pátria vou”
(“Saudade”, Hino 340, Hinário Adventista).

Logo irá se cumprir o meu texto favorito do espírito de profecia: “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (Ellen G. White, O Grande Conflito, CPB, p.678).

A graça do Senhor Jesus seja com todos” (v.21).

Bom dia, peregrinos!

* Amanhã iniciamos a nova temporada do Reavivados Por Sua Palavra. Perseveremos no estudo das Escrituras e incentivemos outros a estudarem conosco.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse22 #RPSP

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Apocalipse 21 – Comentado por Rosana Barros
12 de janeiro de 2022, 0:45
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“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (v.1).

Findos os mil anos e erradicado o pecado de uma vez por todas através do lago de fogo e enxofre, os salvos contemplarão a recriação da Terra e a cidade santa estabelecida como a capital do Universo. As verdades contidas neste capítulo anulam totalmente a falsa doutrina de que haverá um lugar de tormento eterno. A expressão utilizada no capítulo anterior, “e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Ap.20:10) tem sido compreendida por muitos como um castigo que jamais terá fim. Porém, quando analisamos esta passagem, associada ao que Jesus chamou de “fogo eterno” (Mt.25:41) e de “castigo eterno” (Mt.25:46), a palavra “eterno” vem do grego “aionios”, mesma palavra utilizada no livro de Judas (Jd.1:7), quando se refere à destruição de Sodoma e Gomorra. Ora, estas cidades não estão queimando até hoje. Portanto, o juízo final não será eterno no tempo, e sim em suas consequências.

Não haverá em todo o Universo um só resquício do mal, pois o Senhor mesmo “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (v.4). “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos”, estes sofrerão o dano da “segunda morte” (v.8). Aqui fica mais claro compreender que será o fim dos ímpios, a morte. Será o final da história do pecado e o recomeço da “gênese dos céus e da terra” (Gn.2:4). Como diz a letra da canção, Deus fará  “tudo novo de novo”. Iremos ouvir o que João ouviu: “Eis que faço novas todas as coisas” (v.5). Quando Jesus declarar: “Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim” (v.6), sentiremos nossos corações repousarem sobre inabalável segurança e exultarem em indescritível alegria.

A descrição da cidade santa, suas portas majestosas, sua muralha surreal e suas dimensões humanamente inconcebíveis; seus fundamentos de pedras preciosas e sua praça de ouro puro, são apenas um reflexo de sua principal característica: ela “tem a glória de Deus” (v.11). Quando estudamos sobre o santuário terrestre, vimos que era no lugar Santíssimo, acima do propiciatório, onde se manifestava a “Shekinah”, a glória de Deus. Agora, observem o verso dezesseis, quando diz: “A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais”. Ou seja, é um quadrado perfeito. Sabem qual era o compartimento do santuário que era um quadrado perfeito e que era coberto de ouro puro? “Era o Santo dos Santos de vinte côvados de comprimento, vinte de largura e vinte de altura; cobriu-o de ouro puro” (1Rs.6:20). Isto quer dizer, amados, que o lugar onde ninguém tinha acesso senão o Sumo Sacerdote, será o lugar em que iremos habitar, na presença de Deus, perante a Sua glória, por toda a eternidade.

Ali não haverá santuário, meus irmãos, porque estaremos diante do próprio Santuário, “o Deus Todo-Poderoso”, e diante do Cordeiro (v.22). Não precisaremos mais do sol e nem da lua, porque “a glória de Deus” ilumina a cidade, e Cristo “é a sua lâmpada” (v.23). As três portas em cada lado da cidade representam a graça de Jesus que foi manifestada a todas as nações da Terra. Somente entrará nela “os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (v.27). A obra de intercessão no santuário celeste ainda não terminou. Cristo continua batendo à porta de muitos corações (Ap.3:20). O Seu amor eterno (Jr.31:3) não admite a ideia de deixar um filhinho Seu para trás. Ele está, neste exato momento, procurando Suas ovelhas para carregá-las de volta ao aprisco. Ele está vasculhando a casa até encontrar as Suas preciosas dracmas. Ele está na expectativa de correr ao encontro de Seus pródigos e envolvê-los em um longo abraço.

Certamente, eu sei que, neste momento, está acontecendo uma grande festa no Céu! O motivo? A nossa entrega pessoal e o desejo de habitar para sempre com o Senhor. Vigiemos e oremos!

Bom dia, cidadãos da Pátria Celeste!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

* Convide seus amigos e familiares para participarem do projeto Reavivados Por Sua Palavra. Nesta sexta daremos início ao estudo do livro de Gênesis.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse21 #RPSP

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Apocalipse 20 – Comentado por Rosana Barros
11 de janeiro de 2022, 0:45
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 “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele os mil anos” (v.6).

Continuando a narração do retorno de Jesus, como o Cavaleiro que “Se chama Fiel e Verdadeiro” (Ap.19:11), da derrota da besta e do falso profeta e  da destruição dos ímpios, João viu “descer do céu um anjo” tendo “na mão a chave do abismo e uma grande corrente” (v.1). As cadeias deste anjo vingador representam a prisão de Satanás (v.2), que ficará nesta terra destruída durante mil anos sem ter a quem tentar, já que “os restantes dos mortos” permanecerão nesse estado até que se completem “os mil anos” (v.5). Já estudamos o que as Escrituras dizem sobre o estado dos mortos: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito [Ruach, fôlego], volte a Deus, que o deu” (Ec.12:7). Somos a junção de pó da terra mais fôlego de vida. Portanto, nós não temos uma alma, somos “alma vivente” (Gn.2:7).

Nesse contexto, entendemos melhor sobre a ressurreição. De forma geral, haverá duas ressurreições: “os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”, disse Jesus (Jo.5:29). Enquanto isso, os mortos estão em um estado de sono, como bem falou Jesus antes de ressuscitar a Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Ora, se Lázaro estivesse desfrutando do Céu ao lado de Deus, será que Jesus o teria trazido de volta a este mundo de pecado? Certamente que não. O sábio Salomão também escreveu: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5).

Quando Jesus voltar em glória, com os Seus santos anjos, soada a trombeta de Deus, “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” e os vivos serão transformados e todos levados para junto de Cristo nas nuvens, dando início à viagem intergaláctica até à Cidade Santa, a Nova Jerusalém (1Ts.4:16-17). Os ímpios serão mortos e os que já estavam mortos (ímpios), permanecerão em seus túmulos até que se passem os mil anos. “Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão” (v.7), haverá a segunda ressurreição (ressurreição dos ímpios) e ele reunirá aquela multidão “como a areia do mar” (v.8) a fim de guerrear contra “o acampamento dos santos” (v.9), “a santa cidade, Jerusalém, que [descerá] do Céu, da parte de Deus” (Ap.21:9). Mas antes que haja cumprido o seu diabólico objetivo, descerá “fogo do céu”, que o destruirá, juntamente com seus anjos e com todos os ímpios, de uma vez por todas (v.9). Cumprir-se-á a “obra estranha” de Deus (Is.28:21).

Antes disso, haverá um julgamento, um acerto de contas. Cristo, Aquele que Se assenta no trono de Deus (v.11), julgará a cada um “segundo as suas obras, conforme o que se acha escrito nos livros” (v.12). Existem registros no santuário celeste. A obra de expiação de Cristo no lugar Santíssimo, desde 1844, tem sido uma obra de purificação dos registros dos santos, dos que verdadeiramente se arrependeram e daqueles que hão de se arrepender de seus pecados antes que termine o período de graça. Ninguém escapará do juízo divino, até o mar dará “os mortos que nele estavam” (v.13). Serão “julgados, um por um, segundo as suas obras” (v.13).

O Senhor virá para destruir definitivamente o pecado e toda a maldade e, todo aquele que não for “achado inscrito no Livro da Vida” (v.15), que não aceitou o chamado de amor do Salvador, procurando viver como o antigo Israel, como quem não tem Rei, cada um fazendo o que acha ser correto a seu próprio critério sem o temor do Senhor (Jz.21:25), terá de sofrer o dano da “segunda morte, o lago de fogo” (v.14). Esta nunca foi a vontade de um Deus que pacientemente espera por nós “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). O nosso tempo de espera pelo retorno de Jesus nunca poderá ser comparado ao tempo em que Deus espera até o último inscrito no Livro da Vida! Mas, no tempo determinado, Ele terá de dar fim ao pecado e cumprir Sua derradeira promessa. E está perto, meus irmãos! Está muito perto o Dia em que nossos olhos contemplarão a Redenção! Que, até lá, avancemos, perseverando em buscar “as coisas lá do alto, onde Cristo vive” (Cl.3:1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, inscritos no Livro da Vida do Cordeiro!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse20 #RPSP

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Apocalipse 19 – Comentado por Rosana Barros
10 de janeiro de 2022, 0:45
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“Dai louvores ao nosso Deus, todos os Seus servos, os que O temeis, os pequenos e os grandes” (v.5).

Antes da sua morte, Moisés proferiu um cântico especial contido no capítulo trinta e dois do livro de Deuteronômio, conhecido como “o cântico de Moisés”. E o final do cântico é justamente o que diz a “grande voz de numerosa multidão” (v.1), no início do capítulo de hoje. É um brado de vitória. Não mais a vitória apenas sobre os inimigos desta terra, mas a vitória final contra Satanás, o grande adversário. Também encontramos outros ecos do Antigo Testamento: Isaías 34:10 (v.3) e 63:3 (v.15); Salmo 115:13 (v.5) e 2:9 (v.15); Ezequiel 1:24 (v.6), 1:1 (v.11) e 39:4, 17-20 (v.18); Daniel 10:6 (v.12); Joel 3:13 (v.15). Uma verdadeira junção de antigas profecias que, além de terem sido aplicadas ao antigo Israel, hoje, apontam para a vitória de todo o “Israel de Deus” (Gl.6:16) através da vitória do “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (v.16).

Estas palavras em forma de louvor também apontam para as palavras de Jesus, quando proferiu a parábola das dez virgens, quando o Seu retorno à Terra é comparado a uma cerimônia de casamento: as “bodas do Cordeiro” (v.9). O noivo é Cristo, as virgens representam a igreja dividida entre o joio (néscias) e o trigo (prudentes), e a noiva, vestida “de linho finíssimo, resplandecente e puro” (v.8) é a “santa cidade, Jerusalém” (Ap.20:10). Proferidos os cânticos e confirmadas as palavras de Jesus, o anjo que falava a João “acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus” (v.9). Ou seja, tudo isto é verdadeiro; tudo o que está escrito, que os profetas já haviam pronunciado, é fato e é verdade.

Não sabemos porque exatamente neste momento João se prostra a fim de adorar o anjo, mas, certamente, tudo aquilo lhe soou aos ouvidos como uma expressão da glória de Deus. Mas quando o anjo ordenou que ele levantasse e adorasse somente a Deus, logo após ele proferiu a seguinte declaração: “Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (v.10). Estamos diante da revelação de uma das características do remanescente dos últimos dias. Em Apocalipse 12:17, vimos que a igreja de Deus possui duas características: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. A guarda dos mandamentos é um ponto claro: se amamos a Deus, guardamos todos os Seus mandamentos (Jo.14:15; Tg.2:10-12). Mas a afirmação de que os verdadeiros adoradores são detentores do testemunho de Jesus precisava ser esclarecido.

Em cada período da história de Seu povo, Deus suscitou pelo menos um profeta ou profetisa, a fim de orientá-los e transmitir Suas palavras. Nem todos possuem livros no Cânon Bíblico, a exemplo de Elias, Eliseu, Micaías, dentre outros, contudo, certamente, foram homens de Deus escolhidos para uma obra que até hoje encontra eco nos corações sinceros. As palavras finais do anjo no versículo dez revelam que a igreja remanescente deveria ter um profeta no tempo do fim. Além de ser uma igreja profética, como vimos no capítulo dez, também deve ter e manter “o espírito da profecia” (v.10). Meus irmãos, assim como de tempos em tempos Deus precisava esclarecer ao Seu povo a Sua vontade através dos profetas, quanto mais no tempo do fim, após dois mil anos da cruz, Ele precisava suscitar alguém que exaltasse a Palavra de Deus como a nossa única regra de fé e prática.

Observem a seguinte escala:

1. Em Gênesis 15:13-14, Deus declarou a Abraão um período de quatrocentos anos de cativeiro para o povo de Deus até que viesse um libertador. Isso aconteceu quando Israel foi escravizado pelos egípcios, e libertos por Moisés após 400 anos de escravidão;

2. Jeremias profetizou setenta anos de cativeiro Babilônico. O que ocorreu, com precisão, até que uma nova profecia de tempo foi dada a Daniel;

3. Daniel profetizou as setenta semanas, 490 anos sobre Israel, que se cumpriu cabalmente. E nesse período Deus suscitaria João Batista, preparando o povo para receber o Messias;

4. Ainda em Daniel, há a profecia dos dois mil e trezentos anos (Dn.8:14), que, como estudamos, culmina no ano de 1844. Foi neste ano, após o terrível desapontamento (Releia o comentário do capítulo dez de Apocalipse), que uma jovem de apenas dezessete anos de idade, chamada Ellen Harmon, teve a sua primeira visão. Ela viu o povo do advento andando por um longo caminho até o Céu. Aqueles que mantinham seus olhos fixos no Salvador continuavam firmes a jornada, mas os que olhavam para trás caíam em densas trevas.

Ellen Gould Harmon, após casar-se com o jovem pastor Thiago White, passou a se chamar Ellen Gould White. Seu ministério público tornou-se um precioso legado. Longe de intitular-se uma profetisa de Deus, esta mulher se autodenominou serva do Senhor. Apesar de suas limitações físicas e poucos anos de estudo, devido a uma pedrada que levou na face aos nove anos de idade, Ellen teve um ministério de setenta anos e escreveu mais de cem mil páginas sobre assuntos diversos, como educação, saúde, relacionamento, profecias dentre outros, além de ter tido mais de duas mil visões e sonhos. Uma de suas obras, “O Desejado de Todas as Nações”, foi considerada a maior biografia já escrita sobre Jesus Cristo. Seus livros não são um padrão para se estudar a Bíblia, mas, em todo tempo, ela mesma deixou bem claro que a Bíblia deve ser o padrão para que seus livros sejam estudados. Com veemência, Ellen defendeu o princípio da “Sola Scriptura”, assim como Moisés (Dt.4:2), como João (Ap.22:18-19) e como os santos mártires que derramaram seu sangue em defesa deste princípio.

Não foi sem razão que logo após o anjo declarar que nos últimos dias a igreja de Deus seria detentora do espírito da profecia, João vislumbrou o Cavaleiro vitorioso, Cristo Jesus. Da boca dEle saiu “uma espada afiada” (v.15), “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17), confirmando a autoridade da Bíblia. Deus suscitou um povo que, como João Batista, possui a mensagem de salvação, um convite para que todos, em todos os lugares, se arrependam e estejam prontos para o “grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap.16:14). O fato de fazermos parte de uma igreja profética não faz de nós melhores do que os outros, antes, aumenta a nossa responsabilidade.

Ellen White foi uma pessoa como você e eu, assim como foi Elias (Tg.5:17) e os demais profetas. Se estudarmos a história, veremos que homens foram chamados antes dela para esta mesma obra, mas não a aceitaram. Daquela frágil mulher, Deus suscitou forças, não porque ela fosse melhor do que ninguém, mas porque seu coração se curvou diante da vontade de Deus. Que, hoje, nosso coração se encontre na mesma posição de humildade, aguardando o nosso Senhor e Salvador regressar. Porque o mesmo Deus que habita “no alto e santo lugar”, também habita “com o contrito e abatido de espírito” (Is.57:15). Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo da profecia!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse19 #RPSP

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