Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 07 – Comentado por Rosana Barros
18 de junho de 2021, 0:45
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“Por isso, te digo: perdoados lhes são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama” (v.47).

À vista dos fariseus e demais líderes judeus, pecadores eram todos aqueles que, além de transgredir os mandamentos de Deus, não andavam segundo o rigor de suas tradições. De uma forma mais severa, os leprosos, os publicanos, os romanos e as meretrizes eram por eles considerados a escória da sociedade. E o fato de Jesus não esquivar-Se em andar na companhia de tais pecadores, os incluindo como herdeiros da promessa, enchia de fúria o coração dos rabinos judeus.

A obra de Cristo era movida pela compaixão e pelo amor. Nada do que Ele falava ou fazia era desvinculado do poder que recebia através de Sua íntima comunhão com o Pai. A fé do centurião romano, a desesperança da viúva de Naim, a submissão e a gratidão da mulher “pecadora” (v.39), são exemplos claros de que todos são convidados a experimentar do amor de Jesus. Todos são bem-vindos! Se a graça divinal é um presente para quem não merece, então, você e eu também podemos desfrutar desse presente gracioso.

Contudo, encerrado em uma prisão, aquele que anunciara a chegada do Cordeiro de Deus, sentia-se oprimido pela dúvida. Ao pregador do deserto, restava apenas o desejo por saber de que seu ministério havia cumprido o propósito divino. Sobre este momento na vida de João Batista, declara Ellen White:

O isolamento foi a sorte que lhe coube. E não lhe foi dado ver os frutos de seus labores. Não teve o privilégio de estar com Cristo, e testemunhar do poder divino que acompanhava a maior luz. Não lhe foi concedido ver o cego no gozo da vista, o enfermo restabelecido e o morto ressuscitado. Não contemplou a luz que irradiava de cada palavra de Cristo, derramando glória sobre as promessas da profecia. O menor discípulo que viu as poderosas obras de Cristo, e Lhe ouviu as palavras, foi, nesse sentido, mais altamente privilegiado que João Batista e, portanto, diz-se ter sido maior do que ele” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.123).

Mesmo assediado por pensamentos que, por determinado momento, lhe tiravam a paz, o retorno de seus discípulos com a resposta de Jesus frente a tudo o que eles mesmos contemplaram, complementa a irmã White, “foi o suficiente […] Compreendendo mais claramente agora a natureza da missão de Cristo, [João Batista] entregou-se a Deus para a vida e para a morte, segundo melhor conviesse aos interesses da causa que amava” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.121). João creu na verdade de que “Deus visitou o Seu povo” (v.16).

Seja por meio de “um vaso de alabastro com unguento” (v.37), ou simplesmente “com lágrimas” (v.44); seja com uma vida de privações ou apenas com um coração quebrantado pela dor da perda, Jesus não está preocupado com o que temos para oferecê-Lo, mas como estamos oferecendo. A semelhança entre o “Não chores” (v.13) e “A tua fé te salvou” (v.50) está no fato de que Jesus sempre diz exatamente o que necessitamos ouvir. Simão, o fariseu, ofereceu um banquete a Jesus, mas o que estava por trás de sua oferta não era um coração sincero e contrito e, foi por esta razão, que Jesus o fez olhar para aquela que considerava indigna, mas cujo íntimo estava cheio de gratidão. E, dos lábios de Cristo, Simão ouviu não o que queria, mas o que precisava ouvir: “Vês esta mulher? […] perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou” (v.44, 47).

O amor de Jesus tem sido derramado pelo Espírito Santo de forma abundante e suficiente sobre toda a humanidade. Nossos “muitos pecados” (v.47) não podem limitar o Seu poder de atuação, mas ao aceitarmos o perdão de Deus, de forma impressionante, uma multidão de pecados é transformada em muito amor. Se a única coisa que você tiver para oferecer a Jesus for uma vida manchada pelo pecado, adivinha? Jesus está disposto a te receber e a te dizer: “Perdoados são os teus pecados” (v.48). Se você se considera muito indigno de estar diante de Jesus, mas crê que a Sua Palavra tem o poder de que tanto precisa, é para você que Ele diz: “Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta” (v.9). Se o pranto roubou a sua paz, Ele te diz: “Não chores!” (v.13). Não perca o privilégio de ouvir a voz do seu Pastor, pois para as Suas ovelhas Ele jamais será “motivo de tropeço” (v.23), e sim, Aquele que as conduzirá aos pastos verdejantes da eternidade. Vigiemos e oremos!

Bom dia, ovelhinhas de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas7 #RPSP

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LUCAS 06 – Comentado por Rosana Barros
17 de junho de 2021, 0:45
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“O discípulo não está acima do seu Mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu Mestre” (v.40).

Cada passo de Jesus era seguido por multidões sedentas de cura e de libertação, mas também era criteriosamente observado pelos zelosos líderes judeus. Suas exigências quanto à observância do quarto mandamento da Lei de Deus (Êx.20:8-11) eram sobremodo absurdas e não tinham comunhão alguma com as palavras “escritas pelo dedo de Deus” (Êx.31:18). Perante o “Senhor do sábado” (v.5), condenavam o debulhar de espigas e a cura de um homem sofredor, enquanto planejavam matar a Jesus, transgredindo em seus corações o sexto mandamento da Lei: “Não matarás” (Êx.20:13).

Após uma “noite orando a Deus” (v.12), Jesus escolheu doze homens como Seus discípulos. Àquele grupo especial foi dado o privilégio de acompanhar de perto todo o Seu ministério terrestre. Eles foram testemunhas oculares de incontáveis milagres e de um poder jamais visto. Mas creio que as lições mais importantes foram aquelas em que o olhar do Salvador lhes constrangia o íntimo. A versão de Lucas das bem-aventuranças, apesar de mais curta, acrescenta ao sermão do monte alguns contrastes dignos de reflexão. Vejamos:

1. “Bem-aventurados vós, os pobres…” (v.20). “Mas ai de vós, os ricos!” (v.24);
2. “Bem-aventurados vós, os que agora tendes fome…” (v.21). “Ai de vós, os que estais agora fartos!” (v.25);
3. “Bem-aventurados vós, os que agora chorais…” (v.21). “Ai de vós, os que agora rides!” (v.25);
4. “Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos expulsarem da sua companhia, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem” (v.22). “Ai de vós, quando todos vos louvarem!” (v.26).

E as palavras que se seguem fazem parte de um dos discursos mais difíceis de Cristo. Na verdade, um dos mais fáceis de compreender, mas o mais difícil de se praticar. Amar os inimigos, proferir palavras de bênção aos que nos maldizem, orar por aqueles que nos caluniam, preferir humilhar-se a revidar, fazer o bem a quem não merece, emprestar sem esperar receber de volta, não julgar, não condenar, estar sempre pronto a perdoar, faz parte da “listinha” das ações recorrentes de uma vida transformada em Cristo Jesus. Estudando a vida do Salvador, concluímos que todas essas ações foram por Ele praticadas. A Sua vida foi o perfeito cumprimento de Seus ensinamentos, o exemplo que todo discípulo é convidado a imitar.

Aquele que “é benigno até para com os ingratos e maus” (v.35), nos chama a sermos Seus imitadores: “Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai” (v.36). Em um mundo onde, “por se multiplicar a iniquidade”, o amor de quase todos está se esfriando (Mt.24:12), somos chamados para, como bem-aventurados, fazer a diferença na vida das pessoas. Jesus está fazendo a mesma pergunta, hoje: “Por que Me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (v.46). “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo.15:17). Portanto, ouvir e praticar a Palavra de Deus, pelo poder do Espírito, edifica a nossa vida sobre a Rocha, que é Cristo, nos torna bem-aventurados e semelhantes a Jesus. Eis o “bom tesouro do coração” (v.45) e o caminho que nos levará para casa. Vigiemos, oremos e amemos!

Bom dia, bem-aventurados!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas6 #RPSP

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LUCAS 05 – Comentado por Rosana Barros
16 de junho de 2021, 0:45
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“Ele, porém, Se retirava para lugares solitários e orava” (v.16).

Como vimos na experiência de Cristo no capítulo anterior, há um caminho a ser percorrido, uma porta estreita a ser atravessada, “e são poucos os que acertam com ela” (Mt.7:14). Após o batismo veio o deserto, e Jesus o venceu com jejum, oração e com a infalível “espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17). Revestido do poder do Espírito Santo, Jesus cumpriu Seu ministério terrestre ensinando, pregando e curando. Como nosso Professor, Pastor e Médico, Ele nos deixou o perfeito exemplo da obra do Espírito Santo na vida do crente submisso e dos resultados eternos em resposta a essa entrega.

O Filho de Deus”, escreveu Ellen White, “era submisso à vontade de Seu Pai, e dependente de Seu poder. Tão completamente vazio do próprio eu era Jesus, que não elaborava planos para Si mesmo. Aceitava os que Deus fazia a Seu respeito, e o Pai os desdobrava dia a dia. Assim devemos nós confiar em Deus, para que nossa vida seja uma simples operação de Sua vontade” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.139).

O evangelista Lucas deu destaque aos seus relatos com a constante conjugação do verbo “acontecer”. Ou seja, ele afirma que algo ocorreu, que houve uma ação real; que a pesca maravilhosa, a cura de um leproso e a cura de um paralítico foram fatos verídicos que precisavam ser registrados e lembrados. Não foram registrados apenas pelos milagres em si, mas pelos ensinamentos contidos em cada um deles. A noite de fracasso no “lago de Genesaré” (v.1) tornou-se na manhã gloriosa da milagrosa pescaria porque Pedro confiou no poder da palavra de Cristo (v.5). A pele arruinada do leproso tornou-se em pele sadia porque ele confiou no poder da palavra de Cristo. Aquele paralítico foi perdoado e ficou curado porque Jesus viu a sua fé e de seus amigos (v.20) no poder de Sua palavra.

Após o milagre, “Pedro prostrou-se aos pés de Jesus” (v.8), confessando ser um pecador. Antes do milagre, o leproso, “ao ver Jesus, prostrando-se rosto em terra” (v.12), suplicou pela cura. Nem sempre o milagre acontece porque pedimos. Pedro não pediu a Jesus que enchesse as suas redes, contudo, Jesus sabia que aquele prodígio seria o marco inicial na vida daquele que se tornaria um “pescador de homens” (v.10). Mas Jesus também Se encontra em posição favorável a todo aquele que necessita de Seu poder de cura. Como foi com o leproso e com o paralítico, Seus lábios continuam a proferir Seu amor verbalizado e como Aquele que experimentou a natureza humana, Ele continua a dizer nesses últimos dias: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento” (v.31-32).

Precisamos fixar os nossos olhos no perfeito Modelo. Jesus nos deixou o exemplo não para que O busquemos imitar em nossos próprios esforços limitados e defeituosos. O reconhecimento de nossa condição pecadora e necessidade de um Salvador é, na verdade, o que deve reger a nossa devoção diária. Muitos estão a se envolver com exercícios espúrios denominados “espirituais” com o fim de alcançar uma paz interior e afirmação espiritual que nada tem a ver com o que dizem as Escrituras. Através da prática de Yoga, e outros exercícios de meditação, pensam estar desfrutando de uma intimidade com Deus, quando estão seguindo pelo caminho largo do inimigo das almas. A Bíblia não diz que Jesus ia para lugares solitários para buscar a paz interior, e sim que Ele “Se retirava para lugares solitários e orava” (v.16), a fim de ser preenchido pelo “poder do Senhor” (v.17).

Cuidado, amados! Muito cuidado, pois, abaixo de Deus, Satanás é o maior especialista da mente humana. Não precisamos de mantras nem de outros artifícios místicos para nos conectar com Deus. Precisamos sim nos colocar constantemente sob a Palavra de Deus (v.5) e, como Lucas, acreditar que tudo o que “aconteceu” (v.1, 12 e 17) está registrado na Bíblia como o meio suficientemente eficaz para o nosso crescimento e santificação pessoal. A nossa vida de oração e os nossos jejuns (v.35) devem estar sempre fundamentados no claro e poderoso “assim diz o Senhor”. Assim foi na vida de Cristo. E assim deve ser na vida de todo aquele que deseja deixar tudo para trás e segui-Lo (v.28). A Bíblia é o instrumento do Senhor para nos unir a Ele como “odres novos” (v.38) e preparar-nos para a Sua segunda vinda. Portanto, examinemos as Escrituras, vigiemos e oremos!

Bom dia, seguidores de Cristo Jesus!

* Oremos pelo discernimento do Espírito Santo através do estudo da Bíblia. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas5 #RPSP

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LUCAS 04 – Comentado por Rosana Barros
15 de junho de 2021, 0:50
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“Ele, porém, lhes disse: É necessário que Eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (v.43).

Cheio do Espírito de Deus, Jesus iniciou o Seu ministério das águas para o deserto. Ali, tentado por Satanás, Sua missão foi exaltada pelo princípio ativo de Seu caráter obediente à Palavra e submisso ao Pai. Colocando em dúvida Sua origem divina, o inimigo tentou a Jesus não somente em Sua humanidade, mas O incitou a usar do poder divino a fim de atender Suas próprias necessidades e Se valer de Sua natureza celestial e eterna. Jesus, porém, não veio para ser servido ou provar a Satanás a Sua divindade, “mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45). Sua obra incluía a vitória sobre o pecado, e, como nosso Substituto, o precioso Cordeiro de Deus cumpriu com perfeição o “penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).

Como Aquele de quem até mesmo Seus familiares e amigos mais próximos desprezaram, Jesus prosseguiu em Seu santo ministério “para pôr em liberdade os oprimidos” (v.18). Suas palavras eram cheias “de graça” (v.22) e de autoridade, de forma que “todos na sinagoga tinham os olhos fitos nEle” (v.20). As pessoas reconheciam que havia algo de diferente e sublime na pessoa de Jesus, mas a influência espiritual de seus líderes havia alimentado no povo uma expectativa que não encontrava harmonia nos ensinamentos e no estilo de vida do Mestre. E, lembrando-se de Sua origem terrena, aqueles que antes se maravilharam das palavras de Cristo, “O levaram até ao cimo do monte […] para, de lá, O precipitarem abaixo” (v.29).

Foi um tempo de pânico para Satanás e os seus anjos. Finalmente, a profecia dada a Adão e Eva estava se cumprindo (Gn.3:15); o plano que dia após dia era relembrado através dos rituais do santuário estava prestes a ser consumado. E nunca houve tanto alvoroço por parte dos demônios, que temiam e tremiam diante dAquele que poderia subjugá-los com uma simples palavra: “Ah! Que temos nós Contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (v.34). Eles conheciam a origem de Jesus: “Tu és o Filho de Deus!” (v.41). Reconhecer quem Cristo é e crer que Ele é o Filho de Deus não pode, portanto, se resumir a um mero pronunciamento. Jesus precisa ser o meu e o seu Cristo. Como a “viúva de Sarepta” (v.26) e “Naamã, o siro” (v.27), que obedeceram aos profetas do Senhor, Deus deseja atender as nossas necessidades e curar as nossas enfermidades. Mas, para isso, precisamos dar o passo da fé, buscando fazer a vontade de Deus ainda que tenhamos que sair de nossa zona de conforto.

Constantemente, Jesus Se retirava “para um lugar deserto” (v.42) a fim de descansar nos braços de Seu Pai. Sua vida diária de oração e de santa consagração era o que O fortalecia para lidar com os mais diversos dilemas humanos e com as constantes ciladas do Maligno. Quanto necessitamos deste lugar deserto a cada dia! Nossa natureza carnal só pode ser vencida se estivermos cheios do Espírito. É a nossa submissão a Deus e entrega diária do coração que nos confere forças para resistir ao diabo e que nos habilita como cidadãos do reino celeste. A nossa vida aqui é o que define para onde estamos indo.

O ministério terrestre de Jesus era sempre uma evidência de que não vivia para Si mesmo, mas para a glória de Deus. E, assim, Ele anunciava “o evangelho do reino de Deus” (v.43), pregando, ensinando, curando, amando. Ele veio a este reino de trevas para que, com Ele, possamos em breve estar no reino dos céus. Que a nossa vida, cheia do Espírito Santo, faça Satanás e seu exército tremer e, mesmo que admirados ou rejeitados pelos homens, nossa missão consista em temer a Deus e dar-Lhe glória (Ap.14:7), “pois para isso é que” fomos criados (Ec.12:13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, futuros cidadãos dos Céus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas4 #RPSP

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LUCAS 03 – Comentado por Rosana Barros
14 de junho de 2021, 0:45
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“E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando Ele a orar, o céu se abriu” (v.21).

O ministério profético de João Batista consistia em preparar um povo não somente para receber o Messias, mas também para a transição entre a antiga e a nova aliança. O batismo tornou-se o novo símbolo de pertencimento, o início de uma nova vida através da “remissão de pecados” (v.3); a cerimônia que marca o início de uma vida de santificação e relacionamento pessoal com Deus. Sendo Satanás o inimigo de nosso relacionamento com Deus, certamente sua obra consiste em destruir a fé do cristão e levá-lo a pensar que o Senhor não pode aceitá-lo. Mas a mensagem de João às multidões, apesar de ser dura à primeira vista (v.7), deve ser considerada por seu objetivo, que é o de declarar ao pecador que existe graça para ele.

Iniciando com uma lista de todas as autoridades locais da época e encerrando com a genealogia de Jesus, o capítulo de hoje apresenta a diferença entre o governo da Terra e o governo do Céu. Todos os nomes citados no começo, por mais que seus cargos lhes conferissem privilégios, não podem ser comparados com o nome acima de todos os nomes que encerra o capítulo. Ao vir a João “a palavra de Deus” (v.2), “pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados” (v.3), descortinou-se perante o mundo o que já estava previsto desde a sua fundação (Ap.13:8). A autoridade maior da igreja de Deus, o sumo sacerdote, que deveria compadecer-se “dos ignorantes e dos que erram, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas” (Hb.5:2), era o primeiro a erguer uma pedra na direção do pecador. Deus conferiu a um andarilho do deserto um poder que autoridade humana nenhuma poderia superar.

Movido pelo Espírito Santo, João Batista chamava o pecado pelo nome. Mas ele não apontava os pecados de seus conterrâneos com o fim de puni-los, e sim de corrigi-los e endireitar “as suas veredas” (v.4). Diante das multidões, sua voz clamava em favor dAquele que viria após ele, preparando os corações para recebê-Lo. Seu discurso era de fácil compreensão diante de todos. Difícil era colocá-lo em prática. Quando as multidões lhe perguntaram: “Que havemos, pois, de fazer?” (v.10), a sua resposta, em resumo, foi: Pratiquem o amor altruísta (v.11). Esta é a fonte dos “frutos dignos de arrependimento” (v.8). Aos publicanos, João disse: Sejam honestos (v.13). Aos soldados: Cumpram sua função com justiça (v.14). E a Herodes, replicava o mandamento, que diz: “Não adulterarás” (Êx.20:14).

A finalidade de João colocar o “dedo na ferida” daqueles que o ouviam não era para magoá-la ainda mais, mas para que os “feridos” sentissem a dor de quem necessita de cura. Eles estavam prestes a testemunhar o batismo dAquele que nem precisava passar por este símbolo, mas que o fez para nos dar o exemplo. Do “Filho amado” (v.22), ao “filho de Deus” (v.38), a genealogia de Jesus Cristo revela que geração após geração o homem não pôde criar uma alternativa sequer que fosse capaz de salvar. Somente em Jesus o mundo pôde contemplar “a salvação de Deus” (v.6). Somente Ele venceu os grilhões da morte. Aquelas respostas dadas por João ao povo não representavam salvação por obras, mas os frutos da salvação, ou seja, a consequência de quem já foi salvo.

Os terríveis resultados da queda do primeiro Adão teriam finalmente a perfeita solução, “porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só Homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos” (Rm.5:15). Cabe a nós, portanto, aceitarmos este dom gratuito de Deus e, batizados “com o Espírito Santo” (v.16), praticar a nossa fé em Cristo seguindo “os Seus passos” (1Pe.2:21). Para Deus, não importa qual a função ou o cargo que desempenhamos neste mundo, “porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11). Que o Espírito Santo continue nos guiando “a toda a verdade” (Jo.16:13), fazendo de nós Seus atalaias dos últimos dias, que anunciam “o evangelho ao povo” (v.18). Vigiemos e oremos!

Bom dia, atalaias de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas3 #RPSP

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LUCAS 02 – Comentado por Rosana Barros
13 de junho de 2021, 0:45
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“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem” (v.14).

O cântico da “multidão da milícia celestial” (v.13) foi a única vez em que o Céu se abriu para revelar a sua santa melodia. Diante de simples pastores, as mais perfeitas vozes entoaram o mais sublime louvor. A partir daquele momento, aqueles homens perceberam que o mundo já não seria mais o mesmo. Aquele acontecimento dividiria o tempo em antes e depois de Cristo. E após contemplarem o Menino, conforme a palavra do mensageiro celeste, eles não puderam se calar, e “divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito do menino” (v.17). O semblante deles era tão cheio de alegria e de convicção, que “todos os que ouviram se admiraram das coisas referidas pelos pastores” (v.18).

A mãe do Salvador, contudo, “guardava todas estas palavras, meditando-as no coração” (v.19). Maria ainda não compreendia totalmente que Aquela “Criança envolta em faixas e deitada em manjedoura” (v.12) não era apenas um frágil bebê, mas “a redenção de Jerusalém” (v.38) e de “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16). Havia, porém, “um homem chamado Simeão; homem justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele” (v.25). Foi-lhe revelado pelo Espírito que ele não morreria antes de contemplar o Messias prometido. Por longos anos, Simeão aguardou a preciosa promessa. Mas, enfim, chegara o grande dia. As suas idas ao templo sempre eram cheias de expectativa, mas aquele dia foi diferente. Imagino a alegria indescritível que movia seus apressados passos em direção ao lugar onde tomaria nos braços o Senhor da glória.

O grande diferencial que fez com que aquele homem reconhecesse naquela Criança a salvação, e não os sacerdotes que oficiariam a cerimônia de apresentação de Jesus no templo, foi a atuação do Espírito Santo em sua vida. A Bíblia não deixa dúvida com relação a isto, nas três sentenças seguintes:

1. “e o Espírito Santo estava sobre ele” (v.25);
2. “Revelara-lhe o Espírito Santo” (v.26);
3. “Movido pelo Espírito” (v.27).

A presença atuante do Espírito Santo promove discernimento espiritual. O que era apenas uma ideia torna-se tão concreto quanto tocar e ver. Na história de Jó, por exemplo, a Bíblia diz que ele era um “homem íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1), mas foi apenas após a sua trajetória de terríveis provações que, diante da manifestação de Deus, ele declarou: “Eu Te conhecia apenas de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem” (Jó 42:5).

Assim como o foi com Jó e com Simeão, o Espírito Santo deseja nos revelar a salvação que há em Cristo Jesus de forma palpável e visível. Vivendo nos últimos dias deste mundo de pecado, há a possibilidade de muitos de nós não passarmos “pela morte antes de ver o Cristo do Senhor” (v.26). Mas os nossos olhos só contemplarão a Sua salvação se, aqui, estivermos prontos para recebê-la. Porque assim como profetizou Simeão a respeito da primeira vinda de Jesus, de que estaria “destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos” (v.34), assim o será também em Sua segunda vinda. Muitos O receberão com o gozo de quem já O aguardava, outros, porém, se lamentarão perante Aquele que, manifestando “os pensamentos de muitos corações” (v.35), revelará as suas más intenções.

A vida de outro personagem citada neste capítulo e sua prática constante complementa a nossa real necessidade atual. A profetisa Ana, que aguardara o cumprimento da profecia, também reconheceu naquela Criança a redenção de seu povo. Sua expectativa por aquele momento era tão grande que ela “não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações” (v.37). Oh, quanto necessitamos muito mais exercer tal prática! É tempo de colocarmos em prática Joel 2:12-13 para que façamos parte do povo “que o Senhor chama” (Jl.2:32). Precisamos experimentar dia e noite a intimidade com Deus através da comunhão diária. O Espírito Santo geme por isso, “com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26).

Houve profunda angústia e desespero quando José e Maria perderam a Jesus de vista. Mas quando “O acharam no templo” (v.46), que tamanho alívio lhes sobreveio imediatamente. Que não percamos o nosso Salvador de vista sequer um instante, e, muito em breve, O veremos face a face. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, movidos pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 01 – Comentado por Rosana Barros
12 de junho de 2021, 0:45
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“E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (v.17).

Apesar da identidade desconhecida do destinatário Teófilo, certamente o evangelho segundo Lucas foi escrito com “acurada investigação” (v.3), apresentando muitos detalhes e relatos que não encontramos nos demais evangelhos. Iniciando com um minucioso relato acerca da predição do nascimento de João Batista, bem como do nascimento de Jesus, Lucas reforçou a íntima ligação entre os dois acontecimentos. Não obstante, também relatou a expressão de profunda gratidão por parte de Maria e de Zacarias em forma de cânticos espirituais.

A biografia dos pais de João Batista explica o porquê foram escolhidos por Deus para tão sublime missão: “Ambos eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor” (v.6). Sobre eles pesava a tremenda responsabilidade de instruir o profeta que prepararia o coração do povo para receber o Messias que há tanto aguardavam. Mas, embora Zacarias tivesse orado pela bênção de um filho, sua idade avançada, bem como de Isabel, já havia amortecido o seu desejo. E impedido de falar devido a sua incredulidade, em silêncio, contemplou o milagre crescer no ventre de sua ditosa mulher.

No entanto, milagre maior aconteceu seis meses depois, quando o mesmo anjo Gabriel anunciou a Maria que seu ventre seria o primeiro abrigo terrestre do “Filho do Altíssimo” (v.32). A disposição de Maria em aceitar a palavra do anjo e o seu cântico de gratidão revelam que Deus a conduziu para aquele momento. Ela cumpriria com louvor a missão para a qual foi designada, pois confiou que esta divina obra teria propósitos eternos (v.55). Jesus nasceria e cresceria em um lar pobre de bens materiais, mas rico dos dons do Espírito.

O nome João significa “Deus é misericordioso”. E a missão de sua vida seria transmitir esta verdade ao povo. Cumprindo a profecia de Malaquias 4:5-6, o profeta foi uma voz a ser considerada com o fim de habilitar para Deus um povo apercebido para a primeira vinda de Jesus. De igual forma, todos nós nascemos para um propósito específico diante de Deus. Com o sublime privilégio de fazer parte do derradeiro exército de salvação do Senhor, sobre nós repousa a responsabilidade de preparar um povo para as bodas do Cordeiro. Assim como João ia “adiante do Senhor no espírito e poder de Elias” (v.17), o mesmo poder está, agora, à nossa disposição. De igual forma, fomos chamados “para alumiar os que jazem em trevas” (v.79), e a menos que encaremos esta missão com a seriedade que lhe é devida e com a mesma submissão manifestada por João Batista, passará esta geração sem que vejamos o cumprimento da gloriosa promessa. Oh não, amados! Não seja assim! Mas que tenhamos a mesma disposição de Maria: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (v.38).

Eis o objetivo principal da pregação do evangelho: “para dar ao Seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados” (v.77). O conhecimento de Deus e da salvação que há em Cristo Jesus deve ser o alvo de todo aquele se arrepende e a força de nossa pregação. Pois que Cristo mesmo afirmou ao orar por nós: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Prossiga em conhecer a Deus através de Sua Palavra e, certamente, esse conhecimento será manifestado em sua vida como poder atuante do Espírito Santo para alcançar a vida de outras pessoas. “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14). Não é tempo de mudez, mas, “desimpedida a língua” (v.64), que possamos proclamar as boas-novas da salvação, cheios “do Espírito Santo” (v.67). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, Elias atual!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas1 #RPSP



MARCOS 16 – Comentado por Rosana Barros
11 de junho de 2021, 0:45
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“Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (v.16).

Essa semana li o testemunho de uma criança que muito me tocou. Aos três anos de idade, após ele ter sonhos frequentes com o juízo final e o lago de fogo, sua mãe, uma ex-adventista do sétimo dia, ficou impressionada com a descrição dos sonhos do menino serem exatamente como diz a Bíblia, sendo que ela nunca o havia ensinado sobre isso. Após a insistência de seu filho, ela se viu obrigada a levá-lo à igreja. Com apenas quatro anos, o menino então insistia para ser batizado. É claro que houve resistência quanto a isto, visto ser de tão pouca idade. Mas ele não desistiu e continuou pedindo à sua mãe que falasse com o pastor para batizá-lo. Diante da promessa de que a mãe o instruiria no caminho em que deve andar, o menino foi batizado, tornando-se um frequentador assíduo de todos os cultos da igreja, um pequeno pregador e levando toda a sua família ao batismo.

Vejo esse testemunho recente como uma amostra do alto clamor do Espírito Santo ao povo de Deus. Deus está convocando o Seu derradeiro exército. Aos que saíram de Suas fileiras, Ele está chamando de volta. Aos que estão dormindo no pior momento do conflito, Ele está despertando. Aos que nunca O conheceram, Ele está Se apresentando. Como a pedra que foi removida do túmulo, a grande verdade de que Aquele que vive voltará, tem enchido alguns “de temor e de assombro”, de modo que, “de medo”, não dizem nada “a ninguém” (v.8). Outros, libertados das correntes do Maligno, têm levado aos que “se achavam tristes e choravam” (v.10) o grande consolo desta mensagem de esperança. Outros ainda, não reconhecem a Jesus de pronto, mas, ao se darem conta de quem Ele é por meio das Escrituras, logo saem a anunciar “aos demais” (v.13) o que não podem guardar apenas para si.

A que grupo você e eu pertencemos hoje? É importante lembrar que foi aos onze que andaram lado a lado com Jesus por três anos e meio – que dEle mesmo ouviram a revelação de Sua ressurreição – que Jesus teve que censurar pela “incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que O tinham visto já ressuscitado” (v.14). Daí eu volto para aquele testemunho da criança. Como a mãe percebeu que seu filho, mesmo tão pequenino, estava falando a verdade sobre os seus sonhos? Porque ela lembrou do que estava escrito. Meus amados irmãos, estamos encerrando o estudo de mais um dos evangelhos. E por mais que você e eu possamos nos julgar bons cristãos, ninguém estará preparado para o que virá se não estiver bem alicerçado na Palavra de Deus “orando em todo tempo no Espírito” (Ef.6:18).

Satanás está a revelar seus mais ardis e sutis enganos. Não se apresentará ao mundo como o inimigo das almas, mas como um amigo piedoso e sensível às necessidades humanas. Aquele que tentou desanimar os hebreus no Egito imitando os primeiros prodígios de Deus, tentará enganar nesses últimos dias, “se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Através de sinais e milagres, Satanás introduzirá entre os imprudentes seu último engano. Mas assim como Moisés segurou firme seu bordão apontando para o Céu como a fonte de cada prodígio, chegará o momento em que até os ímpios terão de reconhecer diante dos flagelos finais: “Isto é o dedo de Deus” (Êx.8:19).

Semelhante à promessa do anjo: “lá O vereis, como Ele vos disse” (v.7), Jesus nos prometeu: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3). Essa promessa, contudo, só faz sentido para o que crê. Você crê? Se uma criança de apenas quatro anos conseguiu entender esta verdade, você e eu também podemos entendê-la e vivê-la. “Quem crer [em Jesus] e for batizado será salvo”. “E, agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dEle” (At.22:16). Então, receberás poder ao descer sobre você o Espírito Santo e serás uma testemunha de Jesus pregando “o evangelho a toda criatura” (v.15; At.1:8). Pois Aquele que “foi recebido no Céu e assentou-Se à destra de Deus” (v.19) já está às portas. Sigamos, pois, a ordem do Mestre, pelo poder do Espírito, pregando “em toda parte” (v.20), conforme os dons que Ele dá, “a cada um, individualmente” (1Co.12:11). Vigiemos e oremos!

Bom dia, discípulos de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Marcos16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MARCOS 15 – Comentado por Rosana Barros
10 de junho de 2021, 0:45
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“Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona” (v.33).

As últimas cenas da vida de Cristo deveriam fazer parte de nossa meditação todos os dias. Este foi um conselho deixado pela escritora norte-americana Ellen G. White – que eu creio ter sido uma mulher inspirada por Deus com uma mensagem profética para os últimos dias. – Estas cenas, no entanto, precisam causar um impacto real em nossa vida. Ao ser levado perante Pilatos, Jesus foi acusado “de muitas coisas” (v.3). Mas nenhuma delas justificava a sua prisão e, muito menos, uma provável condenação. Ainda que amarrado como um malfeitor, estava claro para Pilatos quem era a inocente Vítima naquele caso. Diante das muitas acusações, “como ovelha muda” Jesus “não abriu a boca” (Is.53:7), e o governador logo percebeu “que por inveja os principais sacerdotes Lho haviam entregado” (v.10).

Certamente, Pilatos já tinha ouvido falar de Jesus, pois Sua fama havia alcançado toda a circunscrição romana. Contudo, estar diante dEle foi uma experiência que ele jamais esqueceria. Assim como as demais autoridades romanas, mais do que o desprezo pelo povo judeu era o desprezo de Pilatos pelos seus líderes religiosos. Ele não estava preocupado em agradar aqueles homens que ele considerava a pior estirpe do povo, mas em “contentar a multidão” (v.15). Pilatos percebeu que se a condenação não viesse por suas mãos, o próprio povo estava disposto a fazer isso.

Apesar de todas as evidências apontarem para um julgamento injusto e de perceber que Jesus não se tratava de alguém comum, Pilatos lançou sobre o povo a responsabilidade que se negava a assumir. Supondo que sua estratégia seria bem sucedida, escolheu dentre os presos o pior e o mais temido e o colocou como única opção de soltura caso Jesus fosse condenado. Qual não foi sua surpresa, e a do próprio Barrabás, os gritos da escolha insana foram acompanhados da sentença mais cruel e desumana: “Crucifica-O!” (v.13). Covardemente açoitado e humilhado, o nosso Salvador permaneceu em silêncio, não ousando proferir palavra alguma de reprovação. A cada açoite ou palavra depreciativa, Seu coração e Seu olhar só podiam revelar o mais puro amor e graça que O acompanharam até a cruz.

Sabendo o que lhe custaria o sacrifício de Cristo, Satanás incitou cada acusador e cada agressor da pior maneira possível. Entregue aos soldados, o Filho de Deus passou por momentos de tortura e humilhação. Aquele que desfrutava da adoração dos anjos no palácio do Céu, Se entregou à agressão humana no palácio romano. Praticamente sem forças, foi obrigado a carregar o Seu instrumento de morte. Perante a turba enfurecida que acompanhava o desfile da dor, a Sua resposta era a sabedoria do silêncio. E caindo pelo desgaste físico e emocional, um homem foi obrigado a carregar a Sua cruz.

Do lugar celeste ao “Lugar da Caveira” (v.22). De Rei dos reis a “Rei dos Judeus” (v.26). Da companhia dos santos anjos à companhia de “malfeitores” (v.28). O mais assombroso contraste podia ser visto na cruz. Mas “os que iam passando” (v.29), bem como “os principais sacerdotes com os escribas” (v.31), escarnecendo de Jesus, foram as testemunhas oculares mais estúpidas de toda a história. Testemunhas que jamais poderiam relatar os acontecimentos daquele fatídico dia com a precisão, a veracidade e a riqueza de detalhes contidos nos evangelhos. Em nossas mãos temos o privilégio de, pelo poder do Espírito Santo, sermos atraídos a Cristo através de Sua Palavra e de entender o Calvário melhor do que os que lá estavam.

Pela primeira e única vez em toda a eternidade, Jesus sentiu a separação do Pai. Aquele que é Um com Deus, clamava não por causa da dor física, mas da dor da separação. Ele carregou sobre Si os pecados de toda a humanidade e o Seu brado final “Está consumado” (Jo.19:30) fez estremecer Satanás e todo o seu exército. A sombra deu lugar à realidade quando à hora do sacrifício da manhã o Cordeiro de Deus foi crucificado, e à hora do sacrifício da tarde, Ele expirou. A maior missão de todos os tempos foi cumprida para que o maior dos eventos que este mundo já testemunhou pudesse acontecer: “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30).

Hoje, somos testemunhas oculares dos últimos momentos deste planeta caído. Mas a decisão de ser uma testemunha fiel de Cristo é individual . Atravessando séculos de indiferença e tempos de descaso, e até de tentativas frustradas de destruí-la, a Bíblia chegou até a nossa geração com o fim de não apenas relatar acontecimentos passados, mas de abrir os nossos olhos para um futuro bem próximo. Pois assim como o brado da cruz, Cristo está prestes a novamente declarar: “Feito está!” (Ap.16:17). Você está pronto(a) para este momento? O Grande Dia de Jesus se aproxima, quando “todo olho O verá” (Ap.1:7) e haverá apenas dois grupos de testemunhas: o de Apocalipse 6:15-16 e o de Apocalipse 12:17. De que grupo de testemunhas você deseja fazer parte? Agora é o momento de olhar para cruz e reconhecer: “Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus” (v.39). Vigiemos e oremos!

Bom dia, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:7)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Marcos15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MARCOS 14 – Comentado por Rosana Barros
9 de junho de 2021, 0:45
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“Vigiai e orai para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (v.38).

Ungido com o mais puro nardo e com o coração pleno de compaixão por aquela mulher cuja gratidão foi maior do que o medo das acusações, Jesus Se preparava para os momentos finais de Sua missão. Indignado com o que julgou ser um “desperdício de bálsamo” (v.4), Judas assinou a sua própria sentença de morte ao trocar Jesus por míseras moedas de prata. O tempo em que andara com Cristo fora suficiente para saber que sua atitude não passaria desapercebida diante do Mestre. Logo sua ação seria exposta à reflexão.

Num espaço restrito apenas aos Seus doze companheiros mais íntimos, Jesus repartiu a ceia da Páscoa. Sua última advertência a Judas proclamava o amor que não possui rival. O traidor, contudo, não aceitando o último chamado, saiu dali para a sua própria condenação. E com a mesma disposição que Judas saiu para trair Jesus, os discípulos afirmavam tê-la para não abandoná-Lo. Disposição que foi frustrada tão logo a ameaça lhes cercou. Pois que “deixando-O, todos fugiram” (v.50).

A última passagem de Jesus pelo jardim do Getsêmani certamente foi o marco da pior batalha espiritual que Ele teve de enfrentar. Levando Consigo apenas três de Seus discípulos, Sua terrível angústia transpareceu-Lhe na face um semblante jamais visto. “Tomado de pavor e de angústia” (v.33), Aquele que há pouco havia entrado em Jerusalém com aclamações de louvor, sabia que estava prestes a beber do cálice que O faria sair de cidade santa carregando uma culpa que não Lhe pertencia. Pois “Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (Is.53:4).

Ao serem despertados pela primeira vez, os três discípulos logo contemplaram Jesus como nunca tinham visto antes. “Triste até à morte” (v.34), Seu rosto profundamente abatido estava regado com lágrimas e com sangue. A Sua advertência dada diretamente a Pedro não foi sem razão. Se ele tivesse vigiado e orado como Jesus ordenou, não teria passado pela experiência de negá-Lo. A exortação à vigilância nos condiciona a uma vida de constante dependência. Deus não nos chamou a fim de termos uma vida livre de problemas, mas prometeu estar conosco em todos os momentos de adversidade e nos fortalecer assim como Jesus foi fortalecido até o fim de Sua missão terrestre.

Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora” (v.41)! Esse é o recado de Cristo a cada um de nós, hoje, amados! O traidor de todos os tempos sabe que “pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12) e avança a passos largos tentando destruir o maior número de pessoas que puder. Nunca houve tempo tão oportuno para cair em si e desatar a chorar (v.72) aos pés do Único que pode nos salvar! “Vigiai e orai” (v.38), pois eis que diante de nós já se descortina o “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1). Perto está o dia em que veremos “o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu” (v.62). Façamos parte de Seu derradeiro exército de oração! Despertai, igreja do Deus vivo! “Levantai-vos, vamos!” (v.42). Vigiemos e oremos!

Bom dia, exército de oração!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Marcos14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100




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