Reavivados por Sua Palavra


Juízes 07 – Comentado por Rosana Barros
19 de agosto de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo que está contigo, para Eu entregar os midianitas nas suas mãos; Israel poderia se gloriar contra Mim, dizendo: A minha própria mão me livrou” (v.2).

Confiante de que Deus o chamou na missão de livrar Israel dos midianitas, Gideão reuniu “todo o povo que com ele estava” (v.1) para marchar contra os inimigos. Gideão certificou-se de que todos os homens de guerra o acompanhassem naquela investida, quando foi surpreendido com a ordem divina de fazer uma espécie de processo seletivo. Inicialmente, o Senhor ordenou que todos os tímidos e medrosos voltassem para casa. E pasmem! Voltaram do povo vinte e dois mil! Isto já nos diz algo muito importante, amados: o que enxergamos como sendo um exército grande e forte, pode não passar de um bando de tímidos e medrosos. A quantidade não revela a qualidade.

Na sequência, restaram dez mil homens. E disse Deus: “Ainda há povo demais” (v.4). Deus não necessita de multidões para ver cumpridos os Seus propósitos, porque o pouco com Deus se torna a maioria. Ele sabia exatamente a quem usar. E daqueles dez mil, 300 foram destacados. Divididos “em três companhias” (v.16), aqueles homens estavam dispostos a compartilhar com Gideão as recompensas da confiança em Deus. Confiaram no Deus de seus pais e confiaram em seu líder, obedecendo-lhe a ordem: “Olhai para mim e fazei como eu fizer” (v.17). Com espírito humilde e manso, à semelhança do Anjo do Senhor que o elevou de agricultor à comandante da nação, Gideão tornou-se um líder digno de ser imitado.

Conhecendo-lhe o coração e de como começou a ser ameaçado pelo medo, o Senhor propôs a Gideão outra prova. Na companhia de seu servo, ele ouviu da boca de seus inimigos a confirmação de sua vitória, e “adorou” (v.15). Foi quando Deus mesmo propôs o sinal de Seu cuidado e o confirmou, que Gideão finalmente compreendeu o cerne da questão: a verdadeira adoração. Ao experimentar a benignidade do Senhor, tornou-se um eficiente instrumento para transmiti-la a seus liderados. A espada de Gideão não era outra, senão a Palavra de Deus. Tudo quanto o Senhor havia ordenado, assim fez Gideão. Quanto mais devemos lhe imitar o exemplo! “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17).

Dos trezentos é dito isto: “E permaneceu cada um no seu lugar” (v.21). O Senhor tem uma obra específica para cada um de nós. Ninguém é chamado ao ócio na seara do Senhor. Há um sagrado ofício e uma santa convocação a todos os que, como Gideão, manifestam depender de Deus. Antes de ouvir qualquer voz humana, Gideão buscava ouvir a voz de Deus. Sua insegurança foi mudada em dependência; seu medo, em confiança; sua fraqueza, em força. E no Senhor e na força do Seu poder, liderou o pequeno grupo de valentes apenas com trombetas e cântaros iluminados. Porque onde há genuíno louvor e adoração, há o fogo do Espírito; e onde há o fogo do Espírito, a vitória é garantida.

Veremos no capítulo de amanhã que, infelizmente, Gideão não perseverou em sua fidelidade, o que causou um terrível prejuízo para a sua família e para a nação de Israel. O que deixa bem claro que precisamos ser santificados pelo Espírito Santo todas as horas ou corremos o mesmo risco de abandonar o primeiro amor. Como Paulo, que nossa vida revele um crescente, sólido e maduro relacionamento com Cristo: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Vigiemos e oremos!

Bom dia, fortes e vitoriosos no Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Juízes7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Juízes 06 – Comentado por Rosana Barros
18 de agosto de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Então, Se virou o Senhor para ele e disse: Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei Eu?” (v.14).

Como um bumerangue que alça voo mas acaba voltando para o mesmo lugar, Israel era inconstante e sempre voltava às práticas que o tinha levado à escravidão. Após quarenta anos em paz, os filhos de Israel voltaram a fazer “o que era mau perante o Senhor” (v.1), tendo que submeter-se ao jugo dos midianitas. Dessa vez, “Israel ficou muito debilitado”, e “os filhos de Israel clamavam ao Senhor” (v.7). Porém, antes de levantar um novo libertador, o Senhor lhes enviou um profeta a fim de que compreendessem a razão exata de seu sofrimento: “não destes ouvidos à Minha voz”, disse Deus (v.10).

Após ter escolhido uma mulher para liderar o Seu povo, o Senhor escolheu um simples homem do campo que, segundo ele mesmo, pertencia à família “mais pobre em Manassés”, além de ser o menor na casa de seu pai (v.15). Gideão estava malhando o trigo para escondê-lo dos midianitas; estava garantindo a subsistência de sua casa e não tinha intenção alguma de chamar a atenção de quem quer que fosse. Seus pensamentos, contudo, vagueavam na esperança de livramento, e em muitos questionamentos acerca do que estava acontecendo com Israel, foi abordado pelo “Anjo do Senhor” (v.11).

A expressão “Anjo do Senhor” é um dos nomes dados a Jesus. Mas a princípio, Gideão não percebeu que estava falando com o próprio Jesus e simplesmente começou a verbalizar tudo o que estava lhe afligindo o coração: “Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto?” (v.13). Ele havia ouvido falar sobre as maravilhas realizadas por Deus a favor de Israel, e diante da realidade de ter de esconder até o próprio alimento, desabafou: “Porém, agora, o Senhor nos desamparou” (v.13). Contudo, ao ver consumida a sua oferta, percebeu que aquele diálogo tinha sido entre Criador e criatura.

Na inocência de quem desejava fazer o que era correto e na prudência de estar seguro quanto ao seu dever, Gideão provou a Deus. Sua força e coragem, entretanto, não lhe foram características próprias, mas doadas por Aquele que sonda os corações. Orientado pelo Senhor, Gideão destruiu o altar de Baal e o poste-ídolo e ergueu ali um altar de adoração ao único Deus verdadeiro. Ele não fez isso à luz do dia, “mas de noite” (v.27). Parece que tudo o que Gideão fazia, o fazia às escondidas. Mas em sua insegurança, Deus enxergou um líder obediente e capaz de arriscar a própria vida em favor de sua família e de seu povo.

Quantos se encontram na mesma situação de Gideão, envoltos em seu labor, tendo de enfrentar situações difíceis, enquanto questionam: “Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto?” (v.13). E não conseguem perceber que Jesus está com a mão estendida pronto para conceder livramento. Quantos têm pedido por sinais e provas do cuidado de Deus, e enquanto se ocupam em fazer tantas coisas, pacientemente o Senhor diz: “Esperarei até que voltes” (v.18).

Dê ouvidos à voz de Deus! Faça de sua casa um lugar de adoração a Ele, e, certamente, “o Espírito do Senhor” (v.34) lhe revestirá com poder para que sejas uma testemunha de Jesus no final deste grande conflito. E mesmo em meio à perseguição e à tribulação, você conseguirá ouvir a voz de Cristo a te dizer: “Paz seja contigo! Não temas! Não morrerás!” (v.23). Vigiemos e oremos!

Bom dia, valentes do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Juízes6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Juízes 05 – Comentado por Rosana Barros
17 de agosto de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Assim, ó Senhor, pereçam todos os Teus inimigos! Porém os que Te amam brilham como o sol quando se levanta no seu esplendor” (v.31).

Como o foi com Moisés, após o livramento do Mar Vermelho, Débora, juntamente com Baraque, entoou um cântico de gratidão ao Senhor pela vitória contra Jabim. Creio que seja o primeiro dueto musical registrado na Bíblia. Este poema, ou salmo hebraico, é atribuído à autoria de Débora e perfaz com louvor a conquista dada a Israel. “Naquele dia” (v.1), em que Deus humilhou seus inimigos, Débora fez de seu cântico o som de uma trombeta em vitória. Todo o Israel deveria ouvir aquele salmo e bendizer ao Senhor.

Como “mãe em Israel” (v.7), Débora buscou orientar, encorajar seu povo como a um filho e a falar “dos atos de justiça do Senhor”, que os conduziu “ao seu lar” (v.11). Ao mesmo tempo, reconheceu que este despertamento deveria começar por ela mesma: “Desperta, Débora, desperta, desperta, acorda, entoa um cântico” (v.12). Houvesse ela olhado para a condição miserável do povo ao invés de confiar em Deus e de tomar uma atitude pessoal, “até que eu, Débora, me levantei” (v.7), quão diferente teria sido o desfecho dessa história.

Em tempos de crise espiritual em que se repete a atitude dos rubenitas: “Entre as facções de Rúben houve grande discussão” (v.16), há um predominante espírito de divisão e dissensões entre aqueles que deveriam ser os nobres da Terra: “Então, desceu o restante dos nobres, o povo do Senhor em meu auxílio contra os poderosos” (v.13). E isto inclui os líderes, pois, depois de Débora, “desceram guerreiros”, “desceram comandantes […] os que levam a vara de comando” (v.14).

Qual tem sido a nossa atitude frente às investidas do inimigo e a realidade de uma igreja morna? Precisamos despertar, amados! Precisamos acordar do sono de uma vida cristã acomodada e crítica para a fulgurante vida que irradia a luz da glória de Deus. Nunca foi tão contemporânea a advertência do apóstolo: “já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).

Avante, ó minha alma, firme!” (v.21). Ore e peça ao Senhor que a mudança comece em você e farás parte do “restante dos nobres” (v.13) que entoarão o cântico dos salvos (Ap.15:2-4) e que serão conduzidos para a terra de eterna paz. Vigiemos e oremos!

Bom dia, nobres de Deus!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Juízes5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Juízes 04 – Comentado por Rosana Barros
16 de agosto de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Débora, profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo” (v.4).

Não era desejo do Senhor que este livro tivesse registros de tanto derramamento de sangue, mas a tocha de Sua misericórdia era constantemente rejeitada por povos que escolhiam andar nas mais densas trevas. Pela reiterada desobediência, Israel também teve de sofrer vários períodos de retorno à escravidão. Contudo, bastava clamar ao Senhor para que Ele Se compadecesse de Seu povo e lhe provesse um meio de escape. A eleição divina de Débora como juíza de Israel foi inusitada, mas por todo o povo reconhecida. Sua biografia resumida a ter sido “mulher de Lapidote” também contava com o fato de ter sido uma profetisa. Como alguém que transmitia ao povo as palavras de Deus, Débora tornou-se respeitada como a única mulher a assumir tal posição política em Israel.

Ainda absorto pela responsabilidade de comandar os filhos de Israel contra um exército aparentemente imbatível, Baraque só consentiu em avançar se Débora o acompanhasse. Aquela mulher de Deus transmitia segurança e coragem. Suas palavras tinham a força de um exército em batalha e a sua presença, a imponência de quem anuncia a vitória, aliada à brandura e paz de quem acalenta uma criança. Tudo indica que os exércitos inimigos com seus carros de ferro foram conduzidos a um atoleiro. “E o Senhor derrotou a Sísera, e todos os seus carros, e a todo o seu exército a fio de espada diante de Baraque” (v.15).

Uma segunda personagem feminina fez a diferença neste episódio. Os queneus eram descendentes do sogro de Moisés, e, portanto, tinham algum grau de parentesco com Israel. Apesar disso, “Héber, queneu” (v.11), havia feito um acordo de paz com os inimigos de Israel; o que não era do agrado de sua esposa Jael que, na primeira oportunidade, provou ser temente a Deus e a favor de Israel. Grandes coisas acontecem quando o Senhor empreende Seus propósitos “às mãos de uma mulher” (v.9), quando estas aceitam andar em harmonia com a vontade divina.

O principal empreendimento dado pelo Senhor às mulheres está na edificação do lar. “A mulher sábia edifica a sua casa” (Pv.14:1). Isto não implica que a mulher não possa assumir outras funções laborais, mas desde que estas não descaracterizem e nem minimizem a sua função principal como esposa e mãe. Ao descrever Débora primeiro como profetisa, ou seja, como mulher guiada por Deus, e depois como mulher de Lapidote, isto é, esposa e dona de casa, e, por último, como juíza em Israel, a Bíblia nos revela a ordem de prioridades que deve reger a nossa vida: 1° Deus, 2° família e 3° trabalho.

O espírito voluntário de Débora em ser usada por Deus e a coragem de Jael em exterminar o mal de sua casa devem nos inspirar a buscar no Senhor a sabedoria necessária para que sejamos homens e mulheres que andem concordemente. Precisamos, portanto, como nunca antes, atender ao apelo deixado por Paulo: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1Co.1:10).

Se perseverarmos nesse sentido, buscando em oração o Espírito Santo, é certo de que não somente veremos a promessa se cumprir, mas a nossa vida revelar-se-á como sendo o cumprimento da promessa: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas” (At.1:8). Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres guiados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Juízes4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Juízes 03 – Comentado por Rosana Barros
15 de agosto de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses” (v.6).

Ignorando a ordem de Deus, os homens de Israel cobiçaram e tomaram para si as mulheres de Canaã, selando o seu total descaso com o “assim diz o Senhor”. Firmaram aliança entre o santo e o profano e o resultado disso foi idolatria e escravidão. Dormindo com o inimigo, Israel gerou uma descendência ainda pior que a anterior, pois não tinha a referência de pais tementes a Deus, e sim, de pais coniventes com o pecado.

O casamento é um passo que deve ser dado com todo o zelo e cuidado. A união entre um homem e uma mulher tem mais impacto social do que possamos imaginar. Assumir tal compromisso sem a devida preparação e certeza da aprovação divina é arriscar ter sua vida marcada por traumas e feridas difíceis de cicatrizar. E quando a emoção e o romance inicial assumem o controle da razão, decisões são tomadas de forma precipitada, dando início a um relacionamento sem estrutura para suportar as dificuldades da vida a dois.

O grande erro dos filhos de Israel nesse quesito foi o jugo desigual. A mistura com os povos pagãos causou grande ruína ao povo de Deus, levando-o à mesma condição de escravidão que seus pais viveram no Egito. O jugo desigual, contudo, não se trata apenas de diferença de crenças, mas de tudo o que possa causar danos a curto ou longo prazo no casamento e na família. Existem casamentos entre cristãos que terminam em divórcio, simplesmente porque o tempo de namoro não foi maduro o suficiente para perceberem que apenas o romance não é o bastante para sustentar o matrimônio. Fossem eles, como Israel, ao Senhor em humilhação, e Jesus, o justo Juiz, lhes mostraria o caminho excelente de um casamento feliz e abençoado.

Clamaram ao Senhor os filhos de Israel, e o Senhor lhes suscitou libertador” (v.9). Da mesma forma, Deus deseja nos libertar de todos os males que fazem de nosso século “tempos difíceis” (2Tm.3:1). Foi por tomar para si das mulheres da Terra, que os filhos de Deus se corromperam na época de Noé (Gn.6:2). O Senhor não enviará mais um dilúvio sobre o mundo, mas virá com juízo definitivo. Até lá, em tempo de graça, Ele nos suscitou Libertador. Mas Jesus não invade a vida e nem o casamento de quem não clama por Seu auxílio. Ele diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20).

Se você ainda não deu o passo inicial para o casamento, entregue este assunto nas mãos de Deus, certo de que será um passo dado de forma racional. Se, porém, você já vive em jugo desigual, saiba que Jesus tem o poder de santificar o seu casamento. Basta reconhecer que necessita e depende dEle, crendo que “os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc.18:27). Vigiemos e oremos!

Bom dia, libertos por Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Juízes3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Juízes 02 – Comentado por Rosana Barros
14 de agosto de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel” (v.10).

Israel já habitava em Canaã, mas não havia cumprido por completo a ordem do Senhor de expulsar todos os cananeus. Insistiram em compartilhar da herança do Senhor com os “espoliadores” (v.14). E na reincidência dos filhos de Israel em não dar ouvidos à voz de Deus, “se tornavam piores do que seus pais” (v.19). Pela negligência quanto à religião do lar, surgiu uma geração de fundamento arenoso. A falha na instrução e edificação espiritual dos filhos, custou o alto preço de uma nação constantemente perseguida e oprimida pelos povos inimigos.

Em Sua grande misericórdia, Deus suscitou juízes a fim de livrar o povo das mãos de seus opressores. “Contudo, não obedeceram aos seus juízes” (v.17). Logo se desviaram do caminho “seguindo após outros deuses” (v.19). Eles “provocaram o Senhor à ira” (v.12), e “deixaram o Senhor” (v.13). O deserto e a guerra ensinaram a seus pais os percalços da vida e a dependerem de Deus; em contrapartida, a prosperidade e a tranquilidade de Canaã foram mal administradas por aqueles que deveriam ensinar por preceito e por exemplo que só há vida e felicidade em conhecer e servir a Deus.

Todavia, àquelas gerações foi concedida graça sobre graça, pois “o Senhor Se compadecia deles ante os seus gemidos” (v.18). E não havia desculpas para justificar a iniquidade, porque “fazia Israel o que era mau perante o Senhor” (v.11). Ainda que seus pais não lhes tenham ensinado o temor do Senhor, Deus estava disposto a ensiná-los. Desde a entrada do pecado no mundo, o homem tem revelado a natureza de acusação, sempre transferindo a culpa a terceiros. Cristo, porém, afirmou: “Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração” (Lc.16:15).

Sucedeu que, falando o Anjo do Senhor estas palavras a todos os filhos de Israel, levantou o povo a sua voz e chorou” (v.4). Sobreviria juízo sobre o povo por causa de sua desobediência. Por vezes, Deus permite que estejamos cercados por inimigos para colocar à prova a nossa fé e obediência. Não era plano do Senhor que Israel sofresse “grande aperto” (v.15). Ele bem sabia que o povo se desviaria de Sua vontade, mas também que surgiriam servos fiéis em meio à infidelidade. “Que é isso que fizestes?” (v.2), é uma pergunta que ecoa até nós hoje. Jesus geralmente respondia as perguntas que Lhe faziam com outra pergunta. Ele não nos dá simplesmente a resposta, mas a oportunidade de refletir.

Porque “o coração do justo medita o que há de responder” (Pv.15:28). A resposta de Israel foi levantar a voz e chorar. E esta geração, que se arrependeu, serviu ao Senhor “todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo” (v.7). Aquela geração de Israel se foi, e surgiu outra “que não conhecia o Senhor” (v.10). Infelizmente, ela se foi sem deixar à próxima a influência de sua fidelidade. Que tremenda obra Deus confiou aos pais em instruir seus filhos! Quando esta obra é considerada em toda a sua importância e é operada por pais diligentes e tementes a Deus, anjos são comissionados para ajudá-los. Temos um desafio imenso em meio a uma geração que não conhece a Deus, mas Ele suscitou “o Anjo do Senhor” para estar conosco “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20).

Se dermos ouvidos às palavras de Jesus e buscarmos cumpri-las, certamente as nossas últimas palavras nesta Terra, serão: “Eis-me aqui, e os filhos que o Senhor me deu” (Is.8:18). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, geração de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Juízes2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Juízes 01 – Comentado por Rosana Barros
13 de agosto de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Depois da morte de Josué, os filhos de Israel consultaram o Senhor, dizendo: Quem dentre nós, primeiro, subirá aos cananeus para pelejar contra eles?” (v.1).

Após a morte de Josué, a atitude inicial do povo lhe rendeu a bênção do Senhor e a vitória sobre os seus inimigos. Como prometido, Calebe recebeu a sua parte por herança e cumpriu o seu juramento dando a mão de sua filha Acsa em casamento para Otniel, e atendendo ao pedido de Acsa, dando-lhe terras com “fontes de água” (v.15). O período dos juízes foi desafiador e durou cerca de 400 anos. Os primeiros passos desse período, contudo, ao desconsiderarem uma ordem expressa de Deus, resultou em decadência moral e espiritual, e muito sofrimento. Os filhos de Israel deveriam expulsar os moradores de Canaã por completo, mas foram permissivos, habitando com os inimigos. Sofreriam na pele as consequências de sua desobediência.

O zelo do Senhor em orientá-los a expulsar aquelas nações pagãs tinha o objetivo de mantê-los puros em Seus princípios, a fim de que não se contaminassem com a idolatria e a imoralidade dos habitantes de Canaã. Era desejo de Deus que Seu povo fizesse brilhar a Sua luz às demais nações da Terra; que fosse uma nação modelo, o atalaia divino, com um chamado mundial para adorar ao único Deus verdadeiro. Quando o povo de Deus permite que brechas sejam abertas, por mais insignificantes que sejam, Satanás as utiliza como vias de acesso a fim de introduzir seus enganos até que as brechas tornem-se em porta franca.

Precisamos, hoje, ter a prudência que os líderes de Israel não tiveram. Permitindo que seus filhos convivessem de perto com os filhos de Canaã, as gerações seguintes foram se enfraquecendo e logo se tornariam tão prostituídas quanto as nações pagãs. A infância é a fase de formação do caráter do homem. Uma criança bem instruída segundo a sabedoria dada por Deus em Sua Palavra, dificilmente dará as costas ao Senhor. O contrário, porém, é devastador. Creio que a pior desgraça do povo de Deus, hoje, seja a realidade de famílias que ocupam as fileiras da igreja enquanto o coração está longe do Senhor. Não há comunhão pessoal, nem tampouco culto familiar. Acostumaram-se com o mundo e perderam de vista o que é eterno.

A firme resolução de Daniel e seus três amigos exemplificam uma educação familiar com êxito (Dn.1:8). Mesmo longe de casa e infiltrados em uma nação idólatra, revelaram os firmes princípios adquiridos no lar. Eles são um exemplo de que Deus sempre tem um remanescente para chamar de Seu. E com o relógio deste mundo a marcar os seus instantes finais, quanto mais necessitamos guardar o nosso coração e a nossa casa como fiéis sentinelas do Senhor. Meus irmãos, o Espírito Santo intercede com Seus gemidos inexprimíveis neste dia, apelando para que nos humilhemos perante o trono da graça e clamemos por perdão e verdadeira conversão!

Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). Quando compreendermos que estas primeiras palavras de Cristo quando iniciou Seu ministério terrestre precisam operar em nossa vida a santificação, então, Jesus voltará, pois estaremos prontos para vê-Lo. Que cada marido e pai assuma o sacerdócio do lar no temor do Senhor. Que nós, esposas e mães, lembremos de nossa sagrada e santa missão de preservar o nosso lar como sendo um pedacinho do Céu. Debaixo da graça de Deus, seremos vitoriosas: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso” (1Tm.2:15). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, missionários do lar!

Rosana Garcia Barros

#Juízes1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Josué 24 – Comentado por Rosana Barros
12 de agosto de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (v.15).

A despedida de Josué marcou a renovação da aliança entre Israel e o Senhor e a sua firme resolução de servi-Lo com toda a sua família. Conforme a autoridade que por Deus lhe foi conferida, Josué provou que a sua liderança excedia a dos monarcas da Terra, introduzindo o seu último discurso com um claro e sonoro “Assim diz o Senhor” (v.2). Nenhum destaque pessoal ou conquistas particulares serviram como tema. Nenhuma homenagem que pudesse exaltar a criatura em lugar do Criador pôde ter lugar naquela assembleia solene.

Dirigindo-se ao povo com as cãs da experiência, Josué dispensou falar suas próprias palavras e, com temor e tremor, foi pela última vez usado por Deus como Seu porta-voz. Que grande e sublime responsabilidade repousava sobre ele! Sentiu maior peso do que quando liderou os exércitos de Israel em batalha. Estava diante de um conflito que arma nenhuma pode resolver; o conflito pela conquista dos corações. Através de seu testemunho de fidelidade, deixou o legado de uma família entregue à vontade de Deus. Mas sabia que isso não seria suficiente se o povo não erradicasse por completo a idolatria do meio de Israel.

Ao relatar um resumo da história de Israel desde o seu início através de Josué, o Senhor desejava promover no coração de cada filho Seu o reconhecimento e a gratidão imprescindíveis para o crescimento e aperfeiçoamento do caráter. Sendo a geração que desfrutava da herança prometida, que dava início a uma nova fase na história do povo de Deus, selar um compromisso de integridade e fidelidade em servir ao Senhor resultaria num forte impacto às futuras gerações.

Contudo, o compromisso assumido diante de Josué: “nós também serviremos ao Senhor” (v.18), revelaria a sua natureza perecível tão logo morressem todos os “que sabiam todas as obras feitas pelo Senhor a Israel” (v.31). Ou seja, houve uma terrível falha no cumprimento da ordem dada aos pais de Israel: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:5-7).

Aos pais cumpre a mais solene e sagrada obra, que é a de educar filhos para a eternidade. Em tempos de crise familiar, distorção de valores e ídolos modernos, como povo de Deus, somos chamados para fazer a diferença. Não há maior desafio, hoje, do que manter a chama do altar da família sempre acesa. E nesse grande conflito não há estratégia melhor e mais eficaz do que a dos joelhos dobrados e coração contrito. Precisamos orar por nossos filhos! E, acima de tudo, pelo poder do Espírito Santo, ser o exemplo que eles precisam ver.

As três vozes angélicas estão gritando o último chamado (Ap.14:6-12). E “como foi nos dias de Noé” (Mt.24:37), assim será na segunda vinda de Jesus. Semelhante a Noé, que teve toda a sua família salva do dilúvio, Deus deseja salvar “tu e a tua casa” (At.16:31). Tome, hoje, a firme decisão de Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (v.15), e “para sempre herdarão a terra” (Is.60:21). Vigiemos e oremos!

Bom dia, famílias vitoriosas em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Josué24 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Josué 23 – Comentado por Rosana Barros
11 de agosto de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Portanto, empenhai-vos em guardar a vossa alma, para amardes o Senhor, vosso Deus” (v.11).

Terminado o período de guerra, Israel desfrutava do repouso que o Senhor lhes deu de seus inimigos. Sendo já de idade avançada, Josué reuniu todo o Israel em uma santa convocação e lhes dirigiu palavras de ânimo e de advertência. Muitas foram as dificuldades encontradas no tempo de guerra, mas problemas diferentes, e até maiores, poderiam surgir no tempo de paz. Sabendo disso, o idoso líder deixou para Israel conselhos de inestimável valor, relembrando os grandes feitos do Senhor e Sua inegável fidelidade.

O fato de não mais precisarem estar em constante estado de alerta era recompensador. Por outro lado, a tranquilidade e o conforto reservam males que, se não reconhecidos e evitados, podem gerar consequências tão devastadoras quanto as de uma zona de conflito. As expressões usadas por Josué: “Esforçai-vos” e “empenhai-vos” (v.6 e 11), nos dizem que temos uma parte a desempenhar como povo eleito de Deus. Há uma resposta que precisa ser vista em nossa vida como testemunho de nosso amor e lealdade a Deus. Não se trata, porém, de salvação pelas obras, e sim de uma declaração de amor ao Deus que nos salvou.

Ao dar a João a mensagem à igreja de Laodiceia, Jesus atribuiu a esta última igreja o status de igreja morna. Cheia de si e orgulhosamente “santa”, Laodiceia ostenta uma imagem que não corresponde à realidade: “e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17). Assim como Israel corria o risco de abandonar a sua torre de vigia, a mornidão espiritual nos torna passíveis de fazer o mesmo.

O apóstolo Paulo escreveu: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts.5:3). É importante estarmos atentos aos sinais que antecedem a segunda vinda de Cristo à Terra, contudo, ainda mais importante é fazermos parte dos que estarão prontos para este Dia: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17).

As promessas de Deus são seguras e fiéis e “nem uma delas falhou” (v.14). Ele prometeu: “Venho sem demora” (Ap.3:11). “Esforçai-vos, pois, muito” (v.6), em jamais permitir que esta esperança esmoreça em vosso coração. “Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:8). Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis sentinelas do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Josué23 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Josué 22 – Comentado por Rosana Barros
10 de agosto de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Os filhos de Rubén e os filhos de Gade chamaram o altar de Testemunho, porque disseram: É um testemunho entre nós de que o Senhor é Deus” (v.34).

No capítulo de hoje, Josué chamou os rubenitas, os gaditas e a meia tribo de Manassés para abençoá-los e despedi-los para casa (v.6). Conforme haviam prometido, assim o fizeram. Estiveram lutando junto às demais tribos na conquista de Canaã. Não desampararam seus irmãos, mas tiveram “o cuidado de guardar o mandamento do Senhor” (v.3). A bênção do Senhor os acompanhou de volta para o lar e, ao atravessarem o Jordão, edificaram para si um altar, um “altar grande e vistoso” (v.10), a fim de servir de testemunho às futuras gerações.

Houve grande alvoroço entre as tribos do outro lado do Jordão que julgaram ser aquele monumento um altar estranho, uma afronta contra Deus. Entretanto, antes mesmo de declarar guerra, eles tiveram uma sábia atitude. Enviaram o sacerdote “e dez príncipes com ele” (v.14), para interrogar aquelas tribos acerca do duvidoso altar. Os “filhos de Rúben, os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés” (v.11), na verdade, assim como serviram ao Senhor do outro lado do Jordão, desejavam servi-lO dalém do rio.

O Jordão fazia separação entre as duas tribos e meia e as demais tribos de Israel, e poderia ser motivo de divisão entre o povo de Deus. O “altar junto ao Jordão” (v.10) seria um memorial às futuras gerações de que, mesmo separados pelas águas e distantes de Siló, onde ficava a tenda da congregação, não deixariam de fazer parte da nação eleita de Deus. O resultado foi que, ao invés dos representantes de Israel voltarem para Canaã com ordem de batalha, retornaram com alegria e alívio (v.31).

Aquele altar representava o amor que aquelas tribos tinham pelo Senhor e pelos seus irmãos. Mesmo separados pelas águas do Jordão, não deixariam de ser um só povo que adorava ao único Deus. Hoje, Deus deseja que ergamos um altar em nosso coração. Um altar grande e vistoso! Ele deseja que sejamos Suas testemunhas e que nossa vida seja um altar que nem a distância consiga ocultar. Somos o “Israel de Deus” por meio de Cristo Jesus (Gl.6:16) e o testemunho que unirá a igreja de Deus dos quatro cantos da Terra nos últimos dias é “que ameis o Senhor, vosso Deus, andeis em todos os Seus caminhos, guardeis os Seus mandamentos, e vos achegueis a Ele, e O sirvais de todo o vosso coração e de toda a vossa alma” (v.5).

As duas tribos e meia amaram de verdade, e as demais tribos retribuíram esse amor ao consultá-los antes de cometer alguma injustiça. O amor é o que fará a diferença entre os salvos e os perdidos no Grande Dia do Senhor. O amor esfriará de quase todos, mas o que perseverar em guardar os mandamentos de Deus em amor, esse será salvo (Mt.24:12-13). Você deseja viver o amor bíblico? Guarda os mandamentos de Deus na essência (1Co.13), pois “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). Então, amar ao próximo será uma consequência natural e inevitável e a inconfundível identidade dos genuínos discípulos de Cristo: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35).

Ainda não estamos em casa, amados. E no campo de batalha deste mundo caído precisamos dar as mãos uns aos outros, porque no lugar que Deus preparou desde a fundação do mundo só entrarão aqueles que entenderam que cada semelhante custou o preço do sangue do Cordeiro e, ao amar uns aos outros, dão testemunho de que amam a Cristo. Clamemos pelo Espírito Santo para que possamos caminhar como Jesus, amar como Jesus e Ele nos conduzirá em paz para casa. Amemos, vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas do amor de Cristo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Josué22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100




%d blogueiros gostam disto: