Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
23 de abril de 2018, 0:20
Filed under: Sem categoria

2318 palavras

1-31 Os quatro Evangelhos têm o registro de vários aparecimentos depois da ressurreição; junto com At 1.3-8 e 1Co 15.5-8, há o registro de doze aparições: as primeiras seis ocorreram em Jerusalém, quatro na Galileia, uma no monte das Oliveiras e uma no caminho de Damasco. Bíblia de Genebra.

e não sabemos. O plural indica que algumas mulheres estavam ali, como registrado nos outros Evangelhos [Mt 28:1; Mc 16:1; Lc 24:10]. Eram as mesmas mulheres que estiveram ao pé da cruz, talvez com exceção de Maria, mãe de Jesus, que não é mencionada. Bíblia de Genebra.

Nem passava pela mente de Maria a possibilidade da ressurreição. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A ressurreição foi uma surpresa para os discípulos. Andrews Study Bible.

Foram ao sepulcro. O incidente relatado nos v. 3 a 10 reflete bem o diferente temperamento de Pedro e João. O discípulo amado era tranquilo, reservado e de sentimentos profundos (ver com. de Mc 3:17). Pedro era impulsivo, entusiasta e precipitado (ver com. de Mc 3:16). Após receberem a notícia de Maria, cada um deles reagiu de maneira característica. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1186

Lenço. Do gr. soudarion (ver com. de Jo 11:44). O fato de os lençóis estarem ali cuidadosamente dobrados mostra que não se tratava de um roubo na tumba. Os ladrões não se dariam ao trabalho de dobrar os lençóis que envolviam o corpo de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 1187

o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus… estava dobrado. Em ordem, ao contrário do desalinho que teria resultado de um assalto ao túmulo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8. Creu. Isto é, ele creu que Jesus tinha ressuscitado. Sem dúvida, João se lembrou da predição de Jesus sobre a ressurreição. Pedro talvez fosse mais cético, embora Lucas relate que Pedro “retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido” (Lc 24:12). CBASD, vol. 5, p. 1187.

Viu, e creu. João foi o primeiro discípulo a crer na ressurreição de Jesus. Andrews Study Bible.

Cf 20.29; 9:36-41. Não existe fé real sem fatos e acontecimentos reais. O que convenceu os dois discípulos da realidade da ressurreição foram os lençóis (Lc 24.12). Mostram que o corpo transformado de Jesus traspassara o invólucro de linho e aromas (19.40) sem perturbá-lo. O discípulo amado reconheceu o cumprimento das predições específicas de Jesus (Mc 8.31; 9.9, 31; 10.34; Jo 2.19; 10.18). Bíblia Shedd.

compreendido a Escritura. Em primeiro lugar, vieram a saber a respeito da ressurreição por meio daquilo que viram no túmulo; foi só depois que a perceberam nas Escrituras. Fica óbvio que não inventaram uma história para se encaixar a um entendimento preconcebido das profecias bíblicas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cf Sl 16.8-11; 2.7; At 2.24-31; 13.32-37, 1Co 15.4. O Espírito logo mostraria aos discípulos o significado das passagens da Bíblia que predisseram a ressurreição. Bíblia Shedd.

10. E voltaram […] para casa . Talvez a mãe de Jesus já estivesse na casa de João, e o discípulo “a quem Jesus amava” (v. 2) compartilharia a notícia com ela. CBASD, vol. 5, p. 1187.

11. Maria , entretanto, permanecia. Maria Madalena havia seguido Pedro e João ao túmulo, porém, com menos pressa. Estava afligida pela dor. Os olhos cheios de lágrimas e a condição emocional a impediram de reconhecer os visitantes celestiais, com novas que amenizariam seu sofrimento. CBASD, vol. 5, p. 1187.

12 dois anjos vestidos de branco. Os anjos geralmente são descritos com este tipo de vestidura (Mt 28:3; Lc 24:4; At 1:10). CBASD, vol. 5, p. 1187.

Mt 28.2 registra “um anjo”; Mc 16.5 refere “um jovem”; e Lc 24.4 “dois homens”… Não há necessariamente contradição, uma vez que os anjos devem ter aparecido em forma humana e um deles pode ter se destacado por ser o que falava. Bíblia de Genebra.

14 e viu Jesus em pé. Mateus revela que Jesus já tinha aparecido uma vez a um grupo de mulheres quando iam para Jerusalém, para contar as novas do túmulo vazio (Mt 28.8-10). Bíblia de Genebra.

Não reconheceu. Os olhos de Maria a impediam de reconhecer o Senhor, como os dos discípulos no caminho de Emaús (Lc 24:16). Provavelmente as lágrimas não lhe permitiam ver claramente. CBASD, vol. 5, p. 1187.

Era Jesus. Esta foi a primeira aparição após a ressurreição (Mc 16:9). CBASD, vol. 5, p. 1187.

15 Se tu O tiraste. O pronome é enfático no grego. Maria não abrigava nenhuma esperança da ressurreição. Sua única preocupação era recuperar o corpo do Senhor. Ela poderia sepultá-Lo no túmulo em que seu irmão tinha estado e que Jesus dali o chamara (Jo 11:1, 38; ver Nota Adicional a Lucas 7). CBASD, vol. 5, p. 1187.

16 Maria! Maria foi incapaz de reconhecer a Jesus pela mudança de Sua aparência e as lágrimas. Chamada pelo nome (10.3) percebeu que era Jesus. Bíblia Shedd.

Evidentemente, Jesus pronunciou o nome dela num tom familiar. Ela foi tomada de intensa emoção ao compreender que o Senhor estava vivo. CBASD, vol. 5, p. 1187.

Disse. Evidências textuais atestam a adição da frase “em hebraico” (ARA; cf. p. 136). CBASD, vol. 5, p. 1187.

Mestre. Do gr. didaskalos, “aquele que ensina”. “Raboni“, provavelmente, tenha sido a forma habitual de Maria saudar a Jesus (ver Jo 11:28). CBASD, vol. 5, p. 1187.

17 Não Me detenhas. O grego pode ser interpretado com o significado de “pare de me tocar” (o que implicaria que Maria estivesse abraçando Seus pés) ou “interrompa o intento de abraçar”. Este último deve ser o significado aqui. A objeção não indica que fosse errado ou pecaminoso o contato físico com o corpo ressuscitado. Há uma urgência na expressão. Jesus não queria ser detido para receber a homenagem de Maria. Ele desejava primeiro ascender ao Pai a fim de obter a certeza de que Seu sacrifício fora aceito (ver DTN, 790). Depois da ascensão temporária, Jesus permitiu, sem protesto, o que pedira a Maria para adiar (ver Mt 28:9). CBASD, vol. 5, p. 1187, 1188.

Meus irmãos. Isto é, os discípulos. CBASD, vol. 5, p. 1188.

Meu Pai e vosso Pai. Não “nosso Pai”, talvez com o propósito de mostrar que existem algumas diferenças importantes entre o relacionamento de Cristo com o Pai e o nosso. “Pai” e “Deus” são utilizados aqui como sinônimos. CBASD, vol. 5, p. 1188.

Não há impropriedade em tocar um corpo ressurreto; no v. 27, Jesus diz a Tomé para toca-Lo (ver também Mt 28.9). Bíblia de Genebra.

19. Ao cair da tarde. O encontro ocorreu depois que os dois discípulos retornaram de Emaús, tarde da noite (ver com. de Lc 24:33). CBASD, vol. 5, p. 1188.

trancadas as portas da casa. …ter as portas trancadas para se proteger dos inimigos é perfeitamente compreensível, (cf. DTN, 802). A seguinte tradução ilustra essa relação, entre as frases: “os discípulos tinham fechado as porás do lugar onde se achavam, por medo dos judeus” (BJ). CBASD, vol. 5, p. 1188

pôs-Se no meio. O corpo glorificado de Cristo ressurreto não foi impedido por portas fechadas [ver tb At 12.10]. Bíblia Shedd.

Paz seja com vocês! Poderiam ter esperado repreensão e censura por causa do seu comportamento na sexta-feira anterior; mas Jesus acalmou os seus temores. Bíblia de Estudo NVI Vida.

21 Assim como o Pai Me enviou, eu também vos envio. Esta é uma breve afirmação da comissão que Jesus deus aos Seus discípulos. Uma declaração mais completa é encontrada em Mt 28.18-20 e em Lc 24.44-53. Jesus é o exemplo supremo de evangelismo e missão. Bíblia de Genebra.

Recebei o Espírito Santo. Este foi um cumprimento preliminar e parcial  da promessa de João 14:16 a 18; e 16:7 a 15. O derramamento pleno ocorreu cerca de 50 dias depois, no Pentecostes (At 2). CBASD, vol. 5, p. 1188.

Lembra-nos do começo da vida humana no Éden (Gn 2.7). Vida natural e espiritual dependem do sopro (o Espírito) de Deus. Bíblia Shedd.

23 perdoardes … retidos. Somente Deus pode perdoar pecados (At 8:21-22). Mas é através da pregação do Evangelho que o perdão de Deus é tornado disponível a outros. Rejeição do Evangelho significa rejeição ao perdão de Deus. ver tb 3:16-21; 2Co 2:15-16. Andrews Study Bible.

…de acordo com a aceitação ou rejeição de Jesus Cristo por parte dos ouvintes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

25 Se eu não vir … não crerei. Uma firme expressão de descrença. Andrews Study Bible.

Deus sempre oferece evidências suficientes para fundamentar a fé, e os que estão dispostos a aceitá-las sempre encontram o caminho da salvação. Ao mesmo tempo, Deus não obriga ninguém a crer contra a própria vontade, pois assim os privaria do direito de usar o livre-arbítrio. Se todas as pessoas fossem como Tomé, as gerações posteriores nunca poderiam chegar ao conhecimento do Salvador. Na verdade, ninguém, exceto as poucas centenas de pessoas que viram o Senhor ressuscitado com os próprios olhos, teria acreditado. Porém, a todos os que O recebem pela fé e acreditam em Seu nome (ver com. de Jo 1:12) o Céu reserva uma bênção especial: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29). CBASD, vol. 5, p. 1189.

De modo algum acreditarei. Esta expressão é mais enfática no grego. CBASD, vol. 5, p. 1189.

26 Passados oito dias. Isto é, “oito dias”, segundo a contagem inclusiva, ou seja, no domingo seguinte … A nova reunião, de acordo com o cômputo judaico, ocorreu uma semana mais tarde, talvez à noite outra vez … Alguns atribuem significado especial ao fato de este segundo encontro com os discípulos ter ocorrido no primeiro dia da semana. Insistem que este foi o início da comemoração do dia da ressurreição, ocasião para a santificação e consagração do domingo como dia de culto e adoração. Certamente, se este tivesse sido o objetivo, seria esperada alguma menção a isso. Porém, não há nenhum indício de tal propósito. Por outro lado, a narrativa dá uma razão válida para que a reunião se realizasse: Tomé, o discípulo cético, estava presente, e Jesus queria fortalecer sua fé. CBASD, vol. 5, p. 1189.

Portas trancadas . Provavelmente por medo dos judeus, como na ocasião anterior (ver com. do v. 19). CBASD, vol. 5, p. 1189.

27 Põe aqui o dedo. O Senhor sabia o que Tomé pensava e, assim que chegou, dirigiu Sua atenção ao discípulo. Jesus lhe ofereceu a prova exata que ele esperava, embora fosse irrazoável (ver v. 25). Não se menciona que Tomé tenha aceitado o oferecimento de Jesus. O fato de o Senhor ter lido as dúvidas de seu coração com tanta precisão foi para ele prova convincente da ressurreição. CBASD, vol. 5, p. 1189.

28 Senhor meu e Deus meu. Reconhecer Jesus como Senhor e Deus é o ponto alto da fé. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Por sua confissão, Tomé relacionou quem estava diante dele com o Yahweh do AT. Esta confissão se tornou, mais tarde, uma fórmula padrão de fé (ver ICo 12:3). CBASD, vol. 5, p. 1189.

Uma perfeita contrapartida do Prólogo do Evangelho (1:1-2, 14), que afirma a divindade de Jesus. Andrews Study Bible.

Esta é, provavelmente, a mais clara e simples confissão da divindade de Cristo encontrada no Novo Testamento. As duas mais elevadas palavras, “Senhor” (usada na tradução grega do Antigo Testamento para o nome divino “Javé” [Yahweh]) e “Deus” estão juntas e dirigidas a Jesus, em reconhecimento de Sua glória. Jesus aceita este culto sem hesitação. Este é um forte contraste com os anjos que foram erradamente cultuados em Ap 19.10; 22.9. Bíblia de Genebra.

A fé de outras gerações partirá não da vista, mas do testemunho dos discípulos. Bíblia Shedd.

29 Aparentemente Tomé não chegou a tocar as marcas dos pregos e a cicatriz deixada pelo golpe de lança (v. 27). Mas ele queria pelo menos comprovar com os olhos. Ele não estava disposto a  acreditar unicamente pelo testemunho dos outros. Jesus repreendeu sua falta de fé e louvou aqueles que estavam dispostos a acreditar, sem a comprovação dos sentidos. CBASD, vol. 5, p. 1189, 1190.

Bem aventurados os que não viram e creram. Bem-aventurados. Do gr. makarioi (ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 5, p. 1190.

Aqueles cuja fé não é baseada no contato físico com Jesus. Andrews Study Bible.

Conquanto aceitasse a fé que Tomé demonstrava, Jesus abençoa aqueles que virão a crer pelo testemunho dos discípulos (17.20; cf 1Pe 1.8-9). Esta bênção apresenta a razão para o Evangelho ser escrito (vs 30-31). Bíblia de Genebra.

Essas palavras obviamente, também se aplicam aos futuros crentes em Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

30 muitos outros sinais. “Muitos”, neste versículo, pode se referir a “outros sinais”, com os quais o leitor já estava familiarizado por meio de relatos da vida de Cristo já em circulação. CBASD, vol. 5, p. 1190.

Nenhum dos Evangelhos procura dar um registro completo ou estritamente cronológico, tal como ocorre numa biografia moderna (cf 21.25). Bíblia de Genebra.

31 Estes [sinais] … foram registrados para que creiais. João tinha escolhido alguns para narrar, no meio de muitos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Esta expressão afirma o propósito deste Evangelho. Através dos sinais narrados, o leitor virá à fé em Jesus, como mais do que um operador de milagres. Ele é o Cristo, a Palavra encarnada, com o Pai e o Espírito, como Deus triúno. Através da fé, encontramos vida nEle, que é a fonte da vida (6.32-58). Bíblia de Genebra.

Manifesta o propósito evangelístico de João. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A finalidade do evangelho é dupla: 1) intelectual, i.e., convencer o leitor que Jesus, Homem perfeito, é o Messias que cumpriu as promessas e esperanças de Israel, e o Filho de Deus que cumpriu o destino da humanidade; 2) espiritual, compartilhar por essa fé a vida eterna pelo Seu nome. Bíblia Shedd.

Através do Espírito Santo este livro realizará em nossas vidas tudo o que poderia acontecer se Jesus estivesse conosco na carne. Para mais do papel da Bíblia na vida do cristão, ver Lc 24:44; Rm 15:4; 2Tm 3:15-17. Andrews Study Bible.

E, crendo, tenham vida. Outra expressão de propósito – produzir a fé que leva à vida. Bíblia de Estudo NVI Vida.

João resume o propósito do que escreveu e o plano que seguiu em sua seleção do material. Não era seu objetivo apresentar uma história  completa ou mesmo uma biografia detalhada de Jesus. Escolheu os “sinais” que formavam o fundamento de seu tema e o propósito pelo qual escreveu. CBASD, vol. 5, p. 1190.

Jesus é o Cristo. Jesus foi o nome de Cristo em Sua humanidade (ver com. de Mt 1:21). Foi Seu nome pessoal, o nome pelo qual Ele era conhecido por Seus contemporâneos. Para muitos, esse nome só identificava o filho do carpinteiro. O propósito de João era demonstrar que o Jesus que as pessoas conheciam era realmente o Messias. “Cristo” significa “Messias” (ver com. de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 1190.

Vida. Do gr. zõê (ver com. de Jo 1:4; 8:51; 10:10); ver Jo 6:47; ver com. de Jo 3:16.



JOÃO 19 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
22 de abril de 2018, 0:45
Filed under: Sem categoria

JOÃO 19 – Que as profundas e terríveis experiências de Cristo num extraordinário gesto de sacrifício penetrem profundamente nossa mente a tal ponto de inundar nosso coração com o amor divino até alcançar a transformação substancial de nossa existência.

1. Estude este capítulo com oração e atenção. Perceba como Pilatos intentou apaziguar à turbulenta multidão que intentava matar o inocente Jesus utilizando estratégias crudelíssimas. Observe que Jesus foi terrivelmente açoitado, torturado. Tente imaginar Jesus sofrendo a humilhação da zombaria da jocosa coroação com coroa toda de espinhos, um manto de púrpura real, e bofetadas; visando satisfazer a sede por sangue dos opositores…

• Contudo, os sedentos de sangue não se satisfizeram. Queriam mais! Tomados de ódio e fúria, líderes religiosos e guardas exigiram crucificação ao visivelmente inocente que alegava e demonstrava ser o Filho de Deus. Pilatos não sabia mais o quê fazer, senão atender à súplica por vingança (vs. 1-11).

2. Preste atenção nos argumentos dos judeus intentando convencer Pilatos a levar à crudelíssima morte de cruz ao meigo e amoroso Jesus. Imagine a cena: Era dia 14 de Nisã, de preparação da celebração nacional da Páscoa. Pilatos volta-se contra os judeus e os ridiculariza com seus argumentos: “Eis o vosso rei”. Por que ter medo de alguém arruinado e passivo como este pobre coitado?

• Depois disto, os judeus se submeteram a um rei pagão, César, para não se submeterem a Jesus. Pilatos estava inclinado a soltar Jesus, entretanto, apenas cede, dando consentimento ao veredicto judaico que se lhe oferecia. Apesar disse, Jesus cumpre a Palavra de Deus, torna-Se a realidade da profecia, é crucificado, despido e morto diante de Sua mãe (vs. 12-29).

3. Reflita profundamente em cada detalhe apresentado por João. Medite demoradamente no lado aberto de Jesus depois de morto e, em Seu enterro… (vs. 30-42).

• “A morte de Jesus certamente foi singular, e muitos supõem que foi causada por uma ruptura no coração, i.e., coração partido. O sofrimento e a pressão de Sua humanidade imaculada ao tornar-se oferta pelo pecado foi demais para seu corpo físico, que não suportou, provocando o rompimento do coração – o sangue acumulou-se no pericárdio, dividindo-se em massa aquosa e em espécie de coágulo sanguíneo” (Merril F. Unger).

Como ficar indiferente diante de cenas assim?

“Senhor, impressiona-nos!” – Heber Toth Armí.



JOÃO 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
22 de abril de 2018, 0:20
Filed under: Sem categoria

Contagem: 1654 palavras

Açoitá-Lo. Esta foi a primeira seção de açoites. O objetivo da primeira seção de açoites era tentar despertar a compaixão da multidão sedenta de sangue. CBASD, vol. 5, p. 1181.

A flagelação normalmente fazia parte do processo de extrair uma confissão. Devia, segundo a lei romana, preceder a crucificação. Bíblia Shedd.

O açoite romano era cruel e, às vezes, fatal. O chicote tinha fragmentos de metal ou de ossos para lacerar a carne. Bíblia de Genebra.

coroa de espinhos. Para zombar de Sua afirmação de realeza. Andrews Study Bible.

Manto de púrpura. Representava realeza. Andrews Study Bible.

Não acho nEle crime algum. Com estas palavras, Pilatos revelou sua fraqueza. Se Jesus era inocente, Pilatos não deveria ter permitido que Ele fosse açoitado. Uma violação da consciência levou a outra, até que Pilatos renunciou a cada partícula de justiça. CBASD, vol. 5, p. 1181.

5. Eis o homem! O objetivo de Pilatos com esta exclamação era estimular a compaixão. Ali estava Jesus diante deles em vestes reais escarnecedoras, com uma coroa de espinhos, sangrando e pálido pelos então recentes sofrimentos, mas com uma postura real. Pilatos achava que as exigências dos líderes judeus seriam satisfeitas. Mas ele estava enganado. CBASD, vol. 5, p. 1181.

Um modo natural de Pilatos apresentar o acusado, mas providencialmente uma afirmação significativa. Jesus… sumariza tudo aquilo que a humanidade poderia e deveria ser. Bíblia de Genebra.

Quem [dos assistentes] poderia ter percebido que, Nesse Homem, Deus restaurava o propósito original da criação? Bíblia de Genebra.

Não acho nEle crime algum. Esta foi a terceira vez que Pilatos mencionou o fato. CBASD, vol. 5, p. 1181.

Temos uma lei, e, de conformidade com esta lei Ele deve morrer. Pilatos havia julgado repetidamente Jesus inocente da acusação civil (18:38; 19:4, 6), então mudaram para uma acusação religiosa. Pilatos estava obrigado pela lei romana a proteger a religião judaica de sacrilégio. Andrews Study Bible.

Ainda mais atemorizado. Pilatos estava politicamente vulnerável aqui, porque sua insensibilidade com a assuntos da religião judaica tinham lhe trazido problemas no passado. Andrews Study Bible.

Pilatos ficou [também] aterrorizado porque Filho de Deus (Divi Filius) era um título do imperador romano. Bíblia Shedd.

A carta da esposa de Pilatos informando sobre seu sonho (Mt 27:19) foi o primeiro motivo de temor. A insinuação de que Jesus era um ser sobrenatural encheu-o de mau pressentimento. CBASD, vol. 5, p. 1181.

Mas Jesus não lhe deu resposta. A submissão de Jesus à prisão e ao julgamento é a parte de Sua entrega de si mesmo como sacrifício. Bíblia de Genebra.

10 Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-Lo e para crucificá-Lo? Sua [de Pilatos] segunda pergunta mostra a responsabilidade de Pilatos na crucificação de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 Não és amigo de César. “Amigo de César” era um título reconhecido para os apoiadores políticos do imperador. Os judeus ameaçam Pilatos com a sugestão de que ele será considerado traidor de Roma se soltasse alguém que se diz rei. Bíblia de Genebra.

Pilatos, o procurador romano na Palestina, estava envolvido com problemas. Seus erros políticos e administrativos juntos com a impossibilidade de se defender perante o imperador motivaram sua capitulação diante da pressão dos judeus. Bíblia Shedd.

13 Pavimento (Gr lithostroton) – já foi identificado pelos arqueólogos confirmando assim a exatidão desse evangelho. Bíblia Shedd.

14. Paresceve pascal. Do gr. Paraskeuê tou pascha. Esta frase é equivalente ao heb. ‘ereb happesach, “véspera da Páscoa”, um termo comum na literatura rabínica que designa o 14 de nisã. A expressão indica a “véspera” do sábado, designação judaica para o dia da preparação. CBASD, vol. 5, p. 1183.

15. Não temos rei, se não César! Estas palavras foram inconsequentes, pois os judeus não estavam prontos para abandonar a esperança messiânica ou formalmente repudiar a Deus como seu rei. Esse subterfúgio refletia a ansiedade de se livrar de Jesus. No entanto, por esta declaração, eles se retiraram da relação de aliança com Deus e deixaram de ser Seu povo escolhido. CBASD, vol. 5, p. 1183.

Caifás argumentara [profeticamente] que um homem deveria ser sacrificado para salvar a nação; agora ele está desejando o sacrifício da nação para destruir um homem. Andrews Study Bible.

16 crucificado. Uma peculiar forma romana de execução. A vítima era desnudada e amarrada ou pregada a uma estaca de madeira e tinha que fazer força [com as pernas] para respirar. Com a exaustão, a morte vinha por asfixia. Era uma dor lenta, humilhante e dolorosa. Ver também Mt 27:35; Mc 15:24. Andrews Study Bible.

17 levando a Sua própria cruz. A cruz podia ter a forma de T, de X, de Y ou de I, além da forma tradicional. O condenado normalmente carregava uma das vigas até o local da execução. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ele próprio, carregando a Sua cruz, como Isaque que carregou a lenha do holocausto em Gn 22.6. Bíblia Shedd.

18 O crucificaram. Assim como no caso dos açoites, João refere-se a esse horror com uma só palavra em grego. Nenhum dos escritores dos evangelhos demora-se no relato dos sofrimentos físicos de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

19 o que estava escrito era.  Os quatro Evangelhos registram a inscrição de Pilatos com pequenas diferenças, talvez porque a inscrição estava em três línguas. Bíblia de Genebra.

20 A placa estava escrita em aramaico, latim e grego. Aramaico. Um dos idiomas do povo judeu daqueles dias. Latim. O idioma oficial de Roma. Grego. O idioma comum de comunicação em todas as partes do império. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Este título anunciava o motivo da condenação da vítima à morte. Bíblia Shedd.

23 túnica. Tipo de camisa que descia do pescoço até os joelhos, ou mesmo aos tornozelos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Tais túnicas não eram incomuns no mundo antigo. A questão importante não é o valor da túnica, porém a profunda humilhação de Jesus, de quem tudo foi tirado, quando ele se ofereceu a Si mesmo. É também o cumprimento do Sl 22.18. Bíblia de Genebra.

Sem costura. Por isso, valiosa demais para ser  recortada a fim de repartir os pedaços. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23, 24 O cumprimento de Sl 22.18 nos mínimos pormenores mostra a grandeza do nosso Deus onisciente que revela eventos futuros. Bíblia Shedd.

25 A mãe de Jesus. Em seu sofrimento mental e na dor física, Jesus não Se esqueceu de Sua mãe. Ele a viu ali, ao pé da cruz. Conhecia bem a sua angústia e a confiou aos cuidados de João. CBASD, vol. 5, p. 1183.

Juntando Mc 15.40 com Mt 27.56 deduzimos que a irmã de Maria, mãe de Jesus, era Salomé, mãe de Tiago e João (esposa de Zebedeu). Neste caso, Jesus seria primo desses filhos de Zebedeu. Bíblia Shedd.

26 Eis aí o teu filho. A relação entre João e Jesus era mais íntima do que entre Jesus e os outros discípulos, e João poderia, portanto, exercer as funções de um filho mais fielmente do que os demais. O fato de Jesus confiar Sua mãe ao cuidado de um discípulo é tido como evidência de que José já não vivia, e alguns consideram como indicação de que Maria não teve outros filhos, pelo menos em condição social ou econômica para cuidar dela. CBASD, vol. 5, p. 1184.

28 Tenho sede. Jesus era verdadeiro homem. Contraria a teoria gnóstica que afirmava que o Cristo divino veio sobre Jesus e O deixou quando morreu. … AquEle que sofreu a sede na cruz ofereceu Sua vida para saciar a sede espiritual do mundo (7.37-39). Bíblia Shedd.

29 vinagre. Tipo de vinho barato – semelhante a vinagre -, a bebida do povo comum. Bíblia de Estudo NVI Vida.

30 Está consumado! Jesus havia completado o trabalho que o Pai Lhe confiara (Jo 4:34). CBASD, vol. 5, p. 1184.

Por certo, o clamor em voz alta registrado em Mt 27.50 e em Mc 15.37. Jesus morreu como um vencedor que completara o que viera fazer. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 não ficassem os corpos na cruz. Isto cerimonialmente contaminaria a terra (Dt 21.23). Este é um forte exemplo que revela a insensibilidade depravada deles, que reuniam forças para cometer um assassinato e, ao mesmo tempo, estavam cheios de cuidados meticulosos com relação ao cumprimento da lei cerimonial. Bíblia de Genebra.

Que lhes quebrassem as pernas. Respirar era tão difícil a um crucificado, que se as pernas não ajudassem a manter o tronco suspenso, a morte ocorreria rapidamente. Bíblia de Genebra.

33 Já estava morto. Foi incomum a morte vir logo depois da crucifixão. Algumas vítimas permaneciam vivas por vários dias.CBASD, vol. 5, p. 1184.

34 Lhe abriu o lado com uma lança. Provavelmente para ter total certeza da morte de Jesus, mas talvez simplesmente como ato de brutalidade (cf. v 37; Is 53.5; Zc 12.10; cf Sl 22.16). Bíblia de Estudo NVI Vida

Este ato prova que Jesus não estava em coma, mas estava morto. … Tanto a preservação de Seus ossos intactos (v. 33) como o ferimento do Seu lado cumprem as Escrituras do Antigo Testamento (vs 36-37; Sl 34.20; Zc 12.10). Bíblia de Genebra.

Sangue e água. Resultado de a lança penetrar no pericárdio (saco que envolve o coração) e no próprio coração. Bíblia de Estudo NVI Vida.

35 Aquele que viu isso… sabe que diz a verdade. João, o autor do Evangelho, sabia porque ele estava lá (13:23; 18:15-16; 19:26; 21:20-24). Andrews Study Bible.

38 José de Arimateia. Os quatro evangelhos descrevem o papel de José no enterro de Jesus. Apenas João menciona que, secretamente, ele era um discípulo. CBASD, vol. 5, p. 1185.

39 Nicodemos. Somente João conta que ele acompanhou José de Arimatéia no sepultamento. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cem libras (i.e, mais de 32 kg de especiarias aromáticas). Nicodemos evidentemente era rico (cf 3.1-21; 7.50s). Bíblia Shedd.

Quantidade muito grande, como a que era usada nos sepultamentos da realeza. Bíblia de Estudo NVI Vida.

40 faixas de linho. Faixas estreitas, semelhantes a ataduras. Havia, também, uma mortalha, um grande lençol. Bíblia de Estudo NVI Vida.

41 Um jardim. Só João nos informa do local do sepulcro e sua proximidade do Calvário. O pecado original e a morte originaram-se no jardim do Éden. A redenção e a vida eterna também tiveram início num jardim. Bíblia Shedd.

42 Preparação. Era necessária pressa, pois o sol estava para se por, e então começaria o sábado, no qual nenhum serviço poderia ser feito. Bíblia de Estudo NVI Vida.

 

Publicado originalmente em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/01/27/



JOÃO 18 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
21 de abril de 2018, 0:45
Filed under: Sem categoria

JOÃO 18 – Os evangelistas ampliam nossa visão da pessoa e obra de Jesus. De quantos mais ângulos observarmos a Jesus, mais O apreciaremos. Por isso existem os quatro evangelhos.

Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas se assemelham entre si, sendo chamados, desta forma, de Sinóticos. D. A. Carson, comentando sobre isso, declara o seguinte:

As diferenças mais frequentes levantadas por João e os Sinóticos são três:

1. Os romanos têm um papel mais central em João que nos Sinóticos: eles inclusive aparecem na cena da prisão (18:3), e Pilatos toma muito espaço.
2. Não só não há registro em João da agonia de Jesus no Getsêmani, mas também, em geral, há muito esforço em mostrar que Jesus está no controle. Não há menção do beijo traiçoeiro de Judas: Jesus vai em direção à Sua prisão (18:1, 4) e controla o curso dos eventos. Ele interroga Seus captores e demonstra de tal forma Sua glória que eles caem para trás no chão (18:3-8).
3. Há diversas passagens em João que não têm nenhum paralelo nos Sinóticos:
a) O ato de levar Jesus a Anás (18:12-14);
b) Sua resposta ao sumo sacerdote e o oficial que lhe bateu (18:19-24);
c) Os diálogos entre Jesus e Pilatos (18:28-37; 19:9-11);
d) Os diálogos entre Pilatos e os judeus (18:28-32; 19:4-7, 13-16);
e) A declaração de que Jesus levou Sua própria cruz (19:17);
f) Um excurso [desvio do tema principal, digressão] sobre o significado da inscrição na cruz (19:20-22);
g) A criação do elo entre Sua mãe e o discípulo amado (19:26-27);
h) O grito na cruz (19:30).

Merril F. Unger observa que “Jesus disse a Pilatos que Seu reino (Sl 45.3,6; Is 9.6,7; Zc 9.9) não era deste mundo, i.e., deste sistema mundial satânico baseado em princípios de orgulho, luxúria e guerra, [vs. 36]. Se Seu reino fosse assim, então Seus servos lutariam. Jesus enfatizava a verdadeira natureza do Seu reino, em gritante contraste com Roma e outros governos do mundo”.

Pergunto, ao deparar-se com o sistema de governo de Cristo como você reage?

• Como Anás?
• Como Pilatos?
• Como Pedro?
• Como o povo judeu?
• Como discípulo medroso?

Devemos trilhar o caminho da total submissão a Cristo para que pertençamos ao Reino de Deus. Envolver-se com tal reino transforma nossa conduta radicalmente desde agora! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JOÃO 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
21 de abril de 2018, 0:10
Filed under: Sem categoria

Contagem de palavras: 1246

1 Saiu. Jesus e os discípulos tinham deixado a sala superior antes disso (Jo 14:31) e, nesse momento, estavam percorrendo o caminho até o jardim do Getsêmani. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1175. 

3 dos principais sacerdotes e dos fariseus, alguns guardas. Estes eram, provavelmente, os mesmos guardas do templo referidos em 7.32, 45. Eles, obviamente, esperavam resistência à prisão, tanto por parte de Jesus como dos discípulos. Bíblia de Genebra.

4 Adiantou-Se. Sua hora havia chegado. Ele saiu sem medo ao encontro do traidor.CBASD, vol. 5, p. 1176.

A quem buscais? Jesus estava no controle completo da situação. Ele toma a ofensiva e questiona os opositores. CBASD, vol. 5, p. 1176. 

5 Sou Eu. … a resposta de Jesus coincide com o nome solene de Deus (EU SOU), usado na tradução grega do Antigo Testamento [LXX], em Êx 3.14. Bíblia de Genebra.

6 Caíram por terra. Este incidente não é mencionado pelos demais evangelhos. O recuo e a queda da multidão sugerem uma manifestação da divindade. O milagre deu mais provas para a turba assassina da divindade dAquele a quem eles procuravam prender. A relutância foi momentânea, pois, logo mais, eles executaram seus planos (v. 12). CBASD, vol. 5, p. 1176. 

Todas as forças sob o príncipe deste mundo (12.31; 14:30) recuam e se prostram diante daquEle que que recebeu toda autoridade do Pai (17.2). Outra vez João observa que Jesus se entrega voluntariamente. Bíblia Shedd.

7 Jesus, de novo, lhes perguntou. Jesus ainda estava no comando. Esse deve ser o momento em que Judas se adianta e Lhe dá o beijo traidor (ver com. de Mt 26:49), o qual, entretanto, João não menciona. CBASD, vol. 5, p. 1176. 

8 Deixai ir estes. O pedido revela a preocupação de Jesus com os discípulos. Pouco tempo depois, “deixando-O, todos fugiram”. (Mc 14:50). CBASD, vol. 5, p. 1176.

10 Malco. João conhecia o nome deste escravo (gr doulos) porque ele conhecia pessoalmente o sumo sacerdote (15)… Alguém sugeriu que Zebedeu e seus filhos, Tiago e João, forneceram peixe salgado do mar da Galileia à casa de Anás e Caifás (16n). Bíblia Shedd.

Só João registra que Pedro carregava uma espada e que Malco era o nome do servo; somente Lucas registra que Jesus o curou (Lc 22.51). Bíblia de Genebra.

11 Mete a espada na bainha. A repreensão de Jesus nada tem a ver com a possibilidade da autodefesa ou da resistência civil; a questão é que Jesus veio dar a Sua vida em resgate de muitos e Ele não devia ser dissuadido desta tarefa (cf. Mt 16.21-23). Bíblia de Genebra.

não beberei o cálice. Esse “cálice” é o cálice do vinho da ira de Deus (Sl 75.8; Is 51.17; Jr 25.15-17, 27-38). O “cálice” que Jesus escolheu beber não é meramente a morte, mas a ira de Deus sobre o pecado (cf Mt 20.22; Mc 10.38). Bíblia de Genebra.

12 Comandante (gr chiliarcos) com a escolta ali presente mostra a participação dos romanos. Bíblia Shedd.

Manietaram-No. Provavelmente por amarrar as mãos atrás das costas. A submissão voluntária de Jesus é evidente em toda a narrativa. CBASD, vol. 5, p. 1176.

15 Simão Pedro. Pedro nega a Jesus. (Mt 26:69-75, Mc 14:66-72) CBASD, vol. 5, p. 1176.

Outro discípulo. Ou seja, João, filho de Zebedeu, o autor do evangelho. Ele não se identifica pelo nome, como em João 13:23. CBASD, vol. 5, p. 1176.

É provável que este fosse João, uma vez que, dos três mais chegados a Jesus (Pedro, Tiago e João), ele é o único que não é mencionado pelo nome no Evangelho. Bíblia de Genebra.

Conhecido. Do gr. gnõstos. Não é possível definir o grau de familiaridade ou associação através desta palavra. CBASD, vol. 5, p. 1176.

17 Não sou. Notável entre os evangelhos é a maneira branda em que João descreve a negação tríplice de Pedro (17, 25, 26). Pedro aqui não jura nem amaldiçoa. Bíblia Shedd.

18 Tendo acendido um braseiro. Jerusalém estava a uma altitude de 800m, e as manhãs de primavera eram frias. CBASD, vol. 5, p. 1176. 

20 Falado francamente … nada disse em oculto. Jesus pregou publicamente, mas ensinou também em particular. Aqui, Ele nega a acusação implícita de planejar uma sedição secretamente. Sua resposta foi uma censura aos meios desonestos pelos quais os judeus tentavam incriminá-Lo. CBASD, vol. 5, p. 1177. 

O ministério culminante de Jesus foi sobre a cruz (12.32). Bíblia Shedd.

21 Por que Me interrogas? Era ilícito forçar o réu a se condenar a si mesmo. Bíblia Shedd.

22 Deu uma bofetada em Jesus. Provavelmente um tapa no rosto, como sugere o texto grego. CBASD, vol. 5, p. 1177.

Isto, obviamente era altamente irregular, especialmente quando o prisioneiro estava amarrado (v. 24). Bíblia de Genebra.

Jesus sofre esta violência porque fez Anás parecer estúpido, não porque o insultou. Bíblia Shedd.

26 Um dos servos… parente daquele a quem Pedro tinha decepado a orelha. Uma pergunta feita por este colocou Pedro em maior perigo do que as perguntas anteriores, uma vez que o interlocutor podia estar querendo vingar Malco. Bíblia de Genebra.

27 Pedro O negou. A queda de Pedro, ocorrendo três vezes, mostra a inerente fraqueza da carne quando privada da assistência sobrenatural do Espírito (Gl 5.16). Bíblia Shedd.

28 Pretório. Residência de Pilatos, o governador romano. Bíblia Shedd.

Cedo. Do gr. prõi, um termo geral para início da manhã. O julgamento começou, provavelmente, às seis horas. CBASD, vol. 5, p. 1177.

Não entraram no pretório para não se contaminarem. O pretório romano era um lugar de hostilidade entre os romanos e os judeus, e um lugar imundo para os judeus. Bíblia de Genebra.

Para um judeu entrar numa casa pagã significava contaminação ritual, o que devia ser evitado a todo custo (cf Mt 7.2-4). Bíblia Shedd. 

30 Se Este não fosse malfeitor, não to entregaríamos. As autoridades judias não queriam qualquer investigação da parte do romanos. Bíblia Shedd.

31 Julgai-O segundo a vossa lei. Pilatos manda que os judeus julguem a Jesus, uma vez que o mal de que O acusavam era uma infração religiosa de que os romanos não podiam tomar conhecimento. Bíblia Shedd.

A nós não nos é lícito matar ninguém. Acredita-se que o direito de executar a pena de morte teria sido tirado dos tribunais judaicos no tempo em que a Judeia se tornou uma província, em 6 d.C. CBASD, vol. 5, p. 1178.

Os judeus nem sempre eram tão obedientes: veja-se a morte de Estêvão (At 7.57-60). Bíblia de Genebra.

32 O modo por que havia de morrer. Jesus havia predito a morte por crucifixão Se tivesse morrido pelas mãos dos judeus, sem dúvida, teria sido morto por apedrejamento. CBASD, vol. 5, p. 1178.

33 És Tu o rei dos judeus? Alguém informara a Pilatos nesta altura que Jesus era um pretendente ao trono de Israel (Lc 23.2, 3). Bíblia Shedd.

35 Sou judeu? … Que fizeste? O orgulho impediu Pilatos de confessar qualquer interesse sincero em saber sobre a missão de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 1178.

37 Logo, Tu és rei? A pergunta de Pilatos enseja a maravilhosa resposta de Jesus, cujo reino e missão são fundados na verdade (1.8, 14, 17; 8.32; 14:6). Bíblia de Genebra.

38 Que é a verdade? Pilatos levantou cinicamente a maior dúvida da filosofia. Pilatos indaga, “Que”; Jesus já declarara que Ele é a verdade (“Quem”). Bíblia Shedd.

Pilatos ficou impressionado com as palavras de Jesus e teria ouvido mais ensinamentos. No entanto, a multidão do lado de fora clamava por uma decisão, e Pilatos não esperou por uma resposta. Assim, ele deixou passar uma oportunidade áurea. CBASD, vol. 5, p. 1178.

A verdade não importa para aqueles que, como Pilatos, são motivados por oportunismo. Do mesmo modo, a verdade não importa para os céticos, que perderam a esperança de conhecê-la. Bíblia de Genebra.

Crime algum. Pilatos se convenceu da inocência de Jesus e deveria ter determinado a liberação dEle imediatamente. CBASD, vol. 5, p. 1179.

Pilatos não encontra crime em Jesus e está relutante em condenar Jesus à morte. Ironicamente, é um governador romano pagão que tenta soltar Jesus, enquanto “os Seus” (1.11) querem matá-Lo. Bíblia de Genebra.

 

Compilação: Tatiana Wernenburg



JOÃO 17
20 de abril de 2018, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/joao/joao-capitulo-17/

Comentário devocional:

Sabendo que logo seria separado de seus amados, Jesus ora por Seus discípulos e por todos aqueles que O seguirem.

“Eu quero que eles estejam comigo e vejam a Minha glória.”

Quando você gosta muito de alguém, você deseja duas coisas: estar sempre presente com o amado e ser intimamente conhecido. Os amantes anseiam por serem totalmente conhecidos. Não basta simplesmente estar no mesmo espaço, embora isso possa ser verdadeiramente significativo. A presença física sem o conhecimento mais profundo do coração do outro é a experiência mais solitária do mundo. Deve haver conhecimento íntimo, compreensão da identidade e essência do outro. Estar presente requer intimidade. E intimidade requer presença.

Em Sua oração, Cristo expressa o mais verdadeiro amor. Ele quer que estejamos eternamente presentes com Ele, experimentando todas as alegrias e tesouros do céu. E ele deseja que nós conheçamos Sua identidade gloriosa. Incrivelmente, ele quer ser conhecido por nós.

Presença. Intimidade. É para isso que Jesus ora enquanto Sua crucificação se aproxima.
Você pode ajudar a responder a Sua oração.

Lori Engel
Capelã (atualmente aposentada)
Eugene, Oregon, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1260
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados20-04-2018.mp3



JOÃO 17 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
20 de abril de 2018, 0:45
Filed under: Sem categoria

JOÃO 17 – Orar é tão importante que Jesus, mesmo sendo divino, orou ao Pai. Se Ele, que era perfeito, precisava de oração enquanto esteve neste mundo, quanto mais nós!

Jesus era um Deus de oração para que, ao olharmos para Seu exemplo, sejamos homens e mulheres de oração. D. A. Carson sugere o seguinte esboço para o capítulo da oração de Jesus:

1. Jesus ora por Sua glorificação (vs. 1-5);
2. Jesus ora por Seus discípulos:
a) Base de Jesus para esta oração (vs. 6-11a);
b) Jesus ora para que Seus discípulos sejam protegidos (vs. 11b-16);
c) Jesus ora para que Seus discípulos sejam santificados (vs. 17-19).
3. Jesus ora por aqueles que creem (vs. 20-23);
4. Jesus ora para que todos os crentes sejam aperfeiçoados para poder ver a glória de Jesus (vs. 24-26).

Existe uma intimidade entre Jesus e o Pai que por mais profundo que penetremos nessa oração, dificilmente a entenderemos plenamente.

“A oração inteira é uma bela ilustração de intercessão de nosso amado Senhor à mão direita de Deus. Nenhuma palavra contra Seu povo; nenhuma referência às suas falhas ou deficiências… Não. Ele só fala deles segundo o propósito do Pai, como em associação com Ele, e como os recipientes da plenitude que Ele trouxe do céu para conferir a eles… Todas as petições em particular a favor do Seu povo se referem às coisas espirituais: Todas têm referência às bênçãos celestiais. O Senhor não pede riquezas para eles, nem honras, nem influência mundial, ou grandes propriedades, mas ora mui sinceramente que sejam guardados do mal, separados do mundo, qualificados para as obrigações e elevados em segurança ao lar celestial. Prosperidade da alma é a melhor prosperidade; é o índice da verdadeira prosperidade” (Marcos Rainsford).

Ao meditar nesta oração especial de Jesus realizada antes da Sua morte na cruz, você precisa…

• Entender que antes mesmo de interceder no Céu por você, Cristo intercedeu na Terra.
• Compreender a abrangência desta oração de Cristo: Ele orou por Si, pelos discípulos e pelos crentes de todos os tempos e lugares.
• Aprender a usufruir intensamente dos benefícios da intercessão de Cristo.
• Permitir que Deus responda em você a oração de Jesus em relação à união e à missão.

“Senhor, desperta-nos, reaviva-nos, restaura-nos, reforma-nos, usa-nos…” – Heber Toth Armí.




%d blogueiros gostam disto: