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“Israel rejeitou o bem; o inimigo o perseguirá” (v.3).
A trombeta era um instrumento muito utilizado, tanto em batalhas quanto em festas e assembleias solenes. Geralmente, servia como um sinal de alerta ou de convocação, mas também para comemorar a vitória em alguma batalha. No Antigo Testamento encontramos diversos relatos em que a trombeta é utilizada. No livro de Neemias, por exemplo, o próprio Neemias convocava o povo que estava disperso, reconstruindo o muro de Jerusalém, para orar e lutar ao “som da trombeta” (Ne 4:20).
Pois bem, o capítulo de hoje já se inicia com um recado em tom de urgência: “Emboca a trombeta” (v.1), indicando que ela está prestes a ser tocada. Com o castigo às portas, e tendo sido avisado pelos profetas de Deus de que sua falsa religião precisava ser substituída pela “religião pura e sem mácula” (Tg 1:27), “Israel rejeitou o bem” (v.3) e teria de sofrer a dor das feridas que ele próprio causou (Pv 11:17).
Apesar da aberta idolatria (v.6), o povo ainda enchia a boca para dizer: “Nosso Deus! Nós, Israel, Te conhecemos” (v.2), e, ao mesmo tempo, contaminava a casa do Senhor com seus ídolos e práticas pagãs. Eram exatamente um tipo de Laodiceia, acomodando-se à condição de que, como nação eleita de Deus, já eram ricos e abastados e não precisavam de mais nada (Ap 3:17).
Conforme as profecias bíblicas, vivemos no tempo que antecede a sétima e última trombeta. Basta observar um pouco a situação deste mundo e da raça humana para perceber que “o sétimo anjo” (Ap 11:15) já está com a trombeta na boca apenas aguardando a ordem divina. E adivinhem só o que João viu logo após o ressoar da última trombeta: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário…” (Ap 11:19). E o que era mantido dentro da arca da Aliança? Além da vara de Arão e da urna de ouro contendo uma porção do maná, estavam ali “as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx 31:18).
Agora, vejamos o porquê do Senhor ter-se irado contra o Seu povo: “porque transgrediram a Minha aliança e se rebelaram contra a Minha lei” (v.1). Transgredir significa passar dos limites. Israel passou dos limites confessando uma fé tão frágil quanto os deuses que construiu. Como uma revelação do verdadeiro caráter divino, a lei do Senhor “é santa, e o mandamento, santo, e justo e bom” (Rm 7:12). Desde o Éden, a desobediência (ou transgressão), sempre foi um ato ofensivo contra Deus, de tal forma que o seu salário “é a morte” (Rm 6:23).
O Criador nos deixou dez preceitos com base nos quais um dia seremos julgados (Tg 2:12). A lei de Deus expressa dez vezes que você e eu somos pecadores e precisamos de um Salvador que, foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:8), nos deixando isto como exemplo. Ele não voltará para buscar os que “amam o sacrifício“, pois “o SENHOR não os aceita” (v.13), mas virá segunda vez para levar Consigo “os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap 14:12) como expressão do grande amor que os salvou.
Não podemos perder a inocência (v.5) que este mundo vil tem tirado até das crianças. Os mandamentos de Deus “não são penosos” (1Jo 5:3), mas o prazer daqueles que descobrem a bem-aventurança de seguir os passos de Jesus (1Pe 2:21). Que estejamos todos prontos para o ressoar da última trombeta, orando em todo o tempo: “Ensina-me, SENHOR, o caminho dos Teus decretos, e os seguirei até ao fim” (Sl 119:33).
Bom dia, bem-aventurados!
Jornada de oração, dia 11/21: Oremos para que tenhamos sempre prazer nos mandamentos de Deus.
Rosana Garcia Barros
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1. Emboca a trombeta. Como fiel sentinela (ver Ez 33:1-3; Am 3:6), Oseias aqui proclama, em tom de urgência, que o julgamento rapidamente virá sobre o povo de Deus. A trombeta devia dar o alarme da invasão iminente. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1003.
Como a águia. Isso se refere ao rei da Assíria, Salmaneser V, que estava prestes a invadir a Síria e a Palestina (2Rs 18:9), descendo do norte em um voo rasante e assustador, como uma águia que arrebata sua presa (ver Dt 28:49). CBASD, vol. 4, p. 1003.
4. Eles estabeleceram reis. Uma referência aos ímpios usurpadores que assassinaram seus antecessores reais para abrir caminho e subir ao trono (ver com. de Os 7:7). CBASD, vol. 4, p. 1003.
5. O teu bezerro. … a referência é, provavelmente, ao bezerro de Betel, pois essa cidade parece ter sido o principal centro de adoração ao bezerro de Samaria (ver com. de Am 7:13). CBASD, vol. 4, p. 1004.
E rejeitado. Literalmente, “lançado fora”. … o pensamento de toda a passagem (v. 5-7) é bastante claro, pois mostra que a nação logo colheria os frutos da adoração ao bezerro instituída por Jeroboão I (lRs 12:28). A LXX diz: “Lançai fora o teu bezerro, ó Samaria”, exortando Samaria e todo o país a rejeitar a adoração ao bezerro, que trouxe sobre eles a ira de Deus. CBASD, vol. 4, p. 1004.
6. Porque vem de Israel. Oseias aqui mostra a insensatez do comportamento de Israel. Este início da frase indica a origem dessa específica adoração de ídolos, a imagem do bezerro de ouro. Ela surgiu no reino do norte sob Jeroboão I (lRs 12:26-33) e continuou sob seus sucessores. CBASD, vol. 4, p. 1004.
E obra de artífice. E a maior loucura olhar para qualquer objeto que tenha sido planejado e moldado por nós como superiores a nós. A idolatria conduz os seres humanos contra o próprio princípio da razão. CBASD, vol. 4, p. 1004.
7. Semeiam ventos. Não importa o que se torna o ídolo ou o que rouba de Deus o Seu lugar de direito no coração, certamente voltará para nós em colheita de pesar e angústia. CBASD, vol. 4, p. 1004.
8. Israel foi devorado. Isso inclui não apenas os produtos do campo, mas as próprias pessoas. CBASD, vol. 4, p. 1004.
9. Jumento montês. Este animal, voluntarioso e ingovernável é aqui mencionado para retratar o comportamento e a disposição de Efraim ao se voltar para a Assíria e em participar das práticas pagãs e idolatras. CBASD, vol. 4, p. 1004.
11 Os altares que tinham o propósito de remover pecados na verdade aumentavam os seus pecados pelo seu mau uso na adoração a Baal. Life Application Study Bible Kingsway.
12 Como coisa estranha. Embora as direções e as instruções de Deus fossem completas e adequadas, elas se tornaram estranhas diante das inclinações do povo escolhido. … Em vista do livre acesso que todos têm à Palavra de Deus hoje, em todas as terras e em todas as línguas, nós que vivemos em um mundo mais carente, problemático e hostil do que nos dias de Israel, descobriremos que não temos desculpa se não atentarmos às Sagradas Escrituras e à sua mensagem (ver Hb 2:1-3). CBASD, vol. 4, p. 1005.
Apesar das leis terem sido escritas para eles, os israelitas as consideravam “coisa estranha”, escrita para os outros. É fácil ouvir um sermão e pensar em todas as pessoas que o deveriam ouvir. Ou ler a Bíblia e pensar naqueles que deveriam estar implementar o que aquela passagem ensina. Os israelitas faziam isto constantemente, aplicando as leis de Deus sempre aos outros, nunca a sim mesmos. Esta é apenas outra maneira de desviar-se da vontade de Deus e evitar implementar mudanças requeridas. Quando você pensar nas pessoas que precisam aplicar aquilo que você está ouvindo ou lendo, verifique se esta aplicação se ajusta melhor pra você. Aplique as lições primeiramente para sua própria vida, porque frequentemente nossas faltas são exatamente as primeiras que vemos nos outros. Life Application Study Bible Kingsway.
13. E a comem. Os sacrifícios de Israel a Deus não eram aceitáveis a Ele, porque não eram apresentados no verdadeiro espírito de devoção (ver com. de Is 66:3). CBASD, vol. 4, p. 1005.
Eles voltarão para o Egito. A paciência de Deus atingiu seu limite por causa da plenitude da iniquidade. … O Deus que havia libertado Israel da escravidão do Egito iria enviar seus filhos a um destino semelhante ou pior do que o do Egito. CBASD, vol. 4, p. 1005.
14. Eu enviarei fogo. Esta previsão foi cumprida quando Senaqueribe tomou as cidades fortificadas de Judá (2Rs 18:13), e, mais tarde, quando Nabucodonosor tomou e incendiou Jerusalém (ver 2Rs 25:8, 9; 2Cr 36:19, SI 74:3-8; Jr 17:27). CBASD, vol. 4, p. 1005.
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“Este capítulo é o clímax da explicação de Paulo acerca do evangelho e um dos grandes capítulos de toda a Escritura. … Paulo demonstra que a vida espiritual é possível quando o Espírito de Deus habita em nós, o que permite que Cristo viva em nós. Quando Cristo vive em nós, o velho homem do pecado morre, e espiritualmente ressuscitamos para viver uma nova vida (vs. 9-13). Mas se continuarmos a viver segundo a carne, morreremos, como ele disse em Romanos 7. Entretanto, nós temos a bela promessa de que quando vivemos uma vida cheia do Espírito Santo nos tornamos filhos de Deus. Podemos falar com Deus como nosso Pai. Não somente isso, mas assim como Jesus é o Filho de Deus, nós também nos tornamos filhos de Deus, isto é co-herdeiros com Cristo! Que presente maravilhoso Deus nos deu (vs. 14-19).”
Você, que está estudando neste trimestre o livro de Romanos, pode ver mais em:
- https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/03/06/ (Romanos 8)
- http://mais.cpb.com.br/licao-adultos/
- http://novotempo.com/licoesdabiblia/
- http://novotempo.com/audios/categoria/licoes-da-biblia/
- http://www.escolanoar.org.br/Novo/blog_pt.asp?nivel=adultos_pt
- https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.cpb.escolasabatina&hl=pt
- https://escolasabatina.com.br/adultos-licao-da-escola-sabatina-4-trimestre-2017/
- https://escolasabatina.com.br/licao-de-adultos/
- http://downloads.adventistas.org/pt/escola-sabatina/apresentacoes/ppt-licao-7-vencendo-o-pecado/
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Comentário Devocional
Deus diz: “Quando eu tento curar Israel, o mal [escondido] de Efraim fica exposto” (NVI).
Ladrões agiam dentro da cidade de Samaria e hordas de salteadores saqueavam fora da cidade (Oséias 7:1). Quando Deus curou a nação de Israel, salvando-os de todos os tipos de problemas, eles interpretaram mal, como se isso fosse Sua aprovação pelo seu mau comportamento (Oséias 7:2). Oséias 7:3-7 descreve as maldades praticadas naquela época.
O rei estendeu a sua mão aos malfeitores e, juntos, eles se tornam inflamados com vinho e seus corações se incendiaram (Oséias 7: 5-6). Os malfeitores destruiriam reis e juízes, assim como um forno queima todas as coisas com o fogo. Mas nenhum dos reis e juízes clamaram a Deus por ajuda (7:7). O norte de Israel perderia seu poder nacional e as nações estrangeiras a devorariam. No entanto eles não retornariam para o seu Deus (7:8-10).
Eles choraram em suas camas pela falta de grãos e bebida, mas não se arrependeram de coração (7:14). Deus desejava fortalecer Israel, mas eles haviam se tornado como um arco defeituoso, de cordas frouxas, incapaz de levar a flecha ao alvo. O que mais Deus poderia fazer por eles?
O que mais Deus precisa fazer por nós para que o busquemos de todo o coração?
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hos/7 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1115
Também disponível no blog mundial RPSP/BHP da IASD, em: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/hos/7
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/02/
Equipe de tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Oseias 7 NVI
Ouça online: Bíblia NVI em áudio
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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“A soberba de Israel, abertamente, o acusa; todavia, não voltam para o SENHOR, seu Deus, nem O buscam em tudo isto” (v.10).
A iniquidade dos regentes de Israel levou todo o povo a práticas abomináveis e descaso para com Deus. Disposto a mudar-lhes a sorte, o Senhor desejava restaurar os filhos do Seu povo e trazê-los de volta a Si. Contudo, rejeitaram o chamado do Altíssimo e dEle fugiram (v.13).
A negativa partia do princípio de que ninguém havia que invocasse ao Senhor (v.7). Ninguém havia que O buscasse ou desejasse estar em Sua presença. A situação deles era cômoda e, em meio a malícias e mentiras, ocupavam o coração com as efêmeras alegrias deste mundo, debaixo de roupas de “religioso”.
No capítulo vinte e três do livro de Mateus, Jesus proferiu severas advertências contra os líderes da época. E a primeira delas exemplifica bem a situação de Israel: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!” (Mt 23:13). Ao invés de serem instrumentos de salvação, suas vidas tornaram-se uma barreira impedindo que muitos conhecessem, de fato, a Deus.
A ostentação e o orgulho tornaram os líderes do povo uma espécie de casta inalcançável. Colocando-se acima de tudo e de todos, abandonaram a essência da liderança celestial: a humildade e o serviço abnegado. E, tomados de um espírito soberbo, rejeitaram o único Mestre: “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” (Mt 23:8).
A primeira vez que os discípulos de Jesus foram chamados de cristãos se deu em Antioquia, após a dispersão “por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão” (At 11:19). Ali, e nas cidades circunvizinhas, o evangelho foi pregado com inteireza de coração, pois “a mão do Senhor estava com eles” (At 11:21). Era isso que Deus esperava do antigo Israel e é isso que Ele espera do Seu Israel moderno. O Senhor não leva em conta o parecer ser dEle, mas o ser dEle “em espírito e em verdade” (Jo 4:24). Ele não deseja ouvir “uivos” (v.14) “santos”, mas clamores de corações que reconhecem a sua real condição: inteiramente dependentes da graça de Jesus.
A verdade é esta, amados: diante de Deus, não há distinção entre líderes e subordinados. Somos todos irmãos e filhos do mesmo Pai (Mt 23:9). Todos carecemos da mesma graça, da mesma misericórdia e do mesmo Mediador, Jesus Cristo (1Tm 2:5). Ele mesmo nos deixou exemplo, quando, como Mestre, Se humilhou à condição de servo (Jo 13:14). Portanto, liderar não é mostrar serviço, mas servir para mostrar Jesus. E isto só acontece quando estamos sob a liderança do Espírito de Deus.
Que o Espírito Santo lidere a minha e a sua vida, então, sucederá que a letra da canção se cumprirá em nossa vida: “E se alguém vier atrás de mim, por onde eu for, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (Hino 481 do Hinário Adventista do Sétimo Dia).
Bom dia, liderados pelo Espírito Santo!
Jornada de Oração, dia 10/21: Oremos pelos pastores e líderes do “Israel de Deus” (Gl 6:16).
Rosana Garcia Barros
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