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JÓ 9 – Deus transforma males em bens. Satanás tornara os amigos de Jó em amigos da onça, sem saber que, por pior que fossem, Deus os usaria para o bem!
G. Ernest Whright observou que, “segundo o pensamento do Antigo Testamento, a maior maldição que pode recair sobre o homem é estar sozinho”. John Milton também declarou: “A solidão é a primeira coisa que o olho de Deus determinou não ser boa”.
Jó, felizmente, não estava sozinho. Deus transforma maldições em bênçãos. O inimigo faz estragos; entretanto, das cinzas Deus faz reparos. Devido aos confrontos filosóficos dos amigos de Jó, este foi forçado a ir além de sua dor; passou a pensar na grandeza do Criador, além de extravasar-se diante deles (vs. 1-4).
Jó desviou a atenção da grandeza de sua desgraça, então percebeu a grandiosidade de Deus, o qual é maior que a imensidão de Sua criação e de sua dor. Segundo a teologia de Jó, DEUS…
• …sacode grandes montanhas, põe tudo de cabeça para baixo, abala a terra como se fosse brinquedinho (vs. 5-6);
• …tem poder sobre o sol e as estrelas, os imensos astros siderais, as constelações, e anda sobre grandes tsunamis (vs. 7-9);
• …faz grandes coisas, quaisquer milagres Lhe são simples demais, porém Suas obras são grandes demais aos olhos humanos – Ele é maior que elas, mas invisível (vs. 10-11);
• …faz o que quiser, sem precisar dar satisfação a ninguém e sem que ninguém O impeça ou esteja à altura para questionar-Lhe Seus desígnios (vs. 12-14).
Sentindo-se humilhado, menor que um átomo diante de Deus, Jó esqueceu-se de suas queixas em prol de sua dor, para reconhecer sua necessidade de um mediador.
JÓ…
• …viu a necessidade de suplicar misericórdia a Deus, sem pretensão de requerer seus direitos (vs. 15-18);
• …reconheceu que sua mais elevada sabedoria é insuficiente para arguir perante Deus, seus fortes argumentos são insignificantes perante o Soberano do Universo (vs. 19-20);
• …embora sábio, revelou ser extremamente limitado em conhecimento (vs. 21-24);
• …fragilizado pela desgraça que lhe acometera, reconheceu sua efemeridade e insignificância (vs. 25-31);
• …revelou que (sem a revelação que temos), desconhecia a existência de um Sumo Sacerdote que intercede em favor do condenado (vs. 32-35).
Jesus é intercessor do pecador (1 Timóteo 2:5). Apresentemos-Lhe nossa causa!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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JÓ 9 – #RPSP –
“Eu sou íntegro, não levo em conta a minha alma, não faço caso da minha vida” (v. 21).
Talvez este seja um dos textos mais fortes deste livro e uma das falas de Jó que mais revelam a sua falta de conhecimento acerca do grande conflito entre Deus e Satanás. Há uma intensa batalha em seu coração que o limita a dar qualquer tipo de resposta ao grande Juiz, e o que lhe resta é apenas pedir pela Sua misericórdia (v. 15). Jó reconhecia na natureza o poder de Seu SENHOR. No governar os astros, ter voz ativa sobre os mares e remover montanhas, está a forma visível de Deus manifestar as grandes coisas que fez e as maravilhas que por meio delas realiza (v. 10). Percebemos que Jó era um estudioso da natureza e das estrelas e que, por mais que não pudesse ver a Deus, Ele estava sempre por perto (v. 11).
O grande enfoque deste terceiro discurso de Jó é o de que Deus não é um de nós para que possa ser questionado. Não pode a criatura argumentar com o Criador. Isto não quer dizer que somos seres manipulados, isto quer dizer que Deus, por saber de todas as coisas, não poupa esforços para nos encaminhar para o que Ele sabe ser melhor para nós. Mas apesar disso, não nos obriga a fazer o que Ele quer que façamos. As dores e a aflição de Jó já tinham avançado a ponto de ele começar a perder a coerência em suas palavras. Não é nos momentos de dor e de tristeza que falamos e pensamos coisas que em sã consciência não diríamos ou pensaríamos? Em sua dor incomparável, Jó apelou pela misericórdia de Deus, mas, ao mesmo tempo, não tinha esperança de que Ele lhe desse ouvidos (v. 16).
Dos versos vinte ao vinte e dois, ele lança por terra a linha de pensamento de seus amigos de que o mal só sobrevém sobre os perversos, e reconhece em seu sofrimento um exemplo disso, referindo-se a ele mesmo, pela primeira vez, como uma pessoa íntegra: “Eu sou íntegro” (v. 21). Havia um desconforto enorme na mente de Jó: por um lado sentia-se inocente de qualquer culpa, por outro, pensava que diante de Deus não seria tomado por inocente (v. 28) e ainda afirma: “Serei condenado” (v. 29). Que situação desesperadora! A confusão mental provocada pelo pavor que suas dores lhe causavam fazia com que direcionasse para Deus a causa de seu terrível sofrimento (v. 34). E não é exatamente o que fazemos?
Quantas vezes não já atribuímos a Deus as nossas desventuras? Uma das maiores armadilhas atuais de Satanás tem sido a de fazer dele mesmo uma lenda, uma criatura folclórica que não existe. Então, ao passo em que ele opera as suas obras malignas, o homem lança a culpa para Deus. Enquanto ele destrói inocentes, enche o coração das pessoas de sentimentos perversos e alimenta o mundo com toda sorte de entretenimentos que nada edificam, diverte-se pelo fato de desconhecerem os seus desígnios e sente-se vitorioso porque a sua culpa é desvirtuada para Deus. Com certeza, Satanás sentiu uma ponta de vitória quando Jó proferiu estas palavras, pensando ele que estava começando a obter sucesso em sua empreitada. E é assim que ele se sente quando percebe um filho de Deus a lutar. Ele prontamente envia um de seus anjos caídos e disputa com Deus por aquela sofredora alma, assim como disputou pelo corpo de Moisés (Vide Judas 9). Mas, da mesma forma que o Arcanjo Miguel pelejou por Moisés, Ele também peleja por nós, dizendo ao inimigo: “O SENHOR te repreenda!” (Judas 9). Jó podia não enxergar o conflito, mas ali estava Satanás a esmagar-lhe, e Deus a dar-lhe forças. O grande Deus que Jó reconheceu ser “grande em poder” (v. 4) para mover montanhas e acalmar os mares seria o mesmo a livrá-lo do poder das trevas. Ainda que todas as tuas dores lhe apavorem (v. 28), ainda que estejas submergido no lodo (v.31) do pecado, há sim entre você e Deus um Árbitro (v.33): Jesus Cristo. Ele morreu para que você pudesse viver. Não esta vida “farta de amarguras” (v. 18), mas a vida eterna que Ele preparou para os que nEle confiam. Portanto, “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nEle, e o mais Ele fará” (Salmo 37:5). A luta que enfrentamos envolve a nossa vida, mas Quem luta por nós já venceu! Aleluia! Amém!
Bom dia, vencedores em Jesus Cristo!
DESAFIO DO DIA:
Escreva em sua Bíblia esta linda oração: “Senhor, toma meu coração; pois não o posso dar. É Tua propriedade. Conserva-o puro; pois não posso conservá-lo para Ti. Salva-me a despeito de mim mesmo, tão fraco e tão dessemelhante de Cristo. Molda-me, forma-me e eleva-me a uma atmosfera pura e santa, onde a rica corrente de Teu amor possa fluir por minha alma.” – EGW
*Leiam #Jó9
Rosana Garcia Barros
IASD FAROL MACEIÓ/AL
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Comentário devocional:
Neste capítulo encontramos a fala de Bildade, o suíta. Seu propósito não é ajudar a Jó, mas defender a sua própria visão de mundo. Bildade apresenta fragmentos de verdade numa moldura de erro. Ele estava familiarizado com o que tinha sido descoberto pelos “pais” . Assim, ele diz a Jó que não apenas estude história, mas também que se permita ser conduzido pelas verdades obtidas por observações .
O pensamento de Bildade pode ser descrito do seguinte modo: se uma pessoa se esquece de Deus, Suas bênçãos para ele se secam; se uma pessoa se lembra de Deus e obedece a Ele, as bênçãos florescem. A observação mostra que é assim que as coisas acontecem.
Bildade quer dizer que Jó está negando que Deus o castigou por seus erros (v. 13- 18). Se isso continuar e Jó morrer, ele não será lamentado e outros irão tomar o seu lugar (v. 19).
O conselho de Bildade aparentemente é muito bom, mas é o resultado de uma pessoa que julga só pelo que pode ver e que acha que sabe a verdade total, sem considerar a história da rebelião no Céu.
Querido Deus,
Moisés nos mostrou o perigo do apego aos padrões enganosos deste mundo e construir sobre bases frágeis. Livra-nos de pessoas que se julgam espertas, mas não demonstram compaixão, como Bildade. Amém
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/8 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/8
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/03/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 8
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pp/56-57 e https://credeemseusprofetas.org/
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Bildade agora entra no debate. Está horrorizado com a aparente blasfêmia de Jó. Bildade é tradicionalista por excelência, e exorta Jó a curvar-se perante à sabedoria da tradição. Repreende Jó pelas suas palavras intempestuosas (2), defende a absoluta justiça de Deus (3), e lança a acusação aos filhos de Jó que cometeram pecado (4) (Bíblia Shedd).
Bildade ficou contrariado porque Jó ainda reclamava ser inocente enquanto questionava a justiça de Deus. […] O argumento de Bildade era: Deus não pode ser injusto e Deus não puniria um justo; portanto, Jó deve ser injusto. Bildade sentia que sua teoria não possuía exceção. Como Elifaz, Bildade supôs erradamente que as pessoas sofrem somente como resultado de seus pecados. Bildade foi ainda menos sensível e compassivo, dizendo que os filhos de Jó haviam morrido por causa da maldade deles (Life Application Bible Study).
Essa resposta apresenta Bildade como um homem brutal e sem sentimentos. […] Sua mensagem a Jó é direta. Ele e sua família receberam o que mereciam. Se ao menos agora ele [Jó] se arrependesse dos atos desavergonhados que trouxeram essa desgraça, ele poderia ser restaurado a uma prosperidade e felicidade ainda maiores das que tinha desfrutado antes (Bíblia de Genebra).
1 suíta. Membro da tribo de Sua, descendente de Abraão e Quetura, aparentado aos midianitas (Gn 25.2; 1Cr 1.32), e habitante do deserto do norte da Arábia (Bíblia Shedd).
2 até quando? V. 18.2. Em contraposição com Elifaz, mais velho, Bildade é impaciente (Bíblia de Estudo NVI Vida).
qual vento impetuoso. Uma acusação fortíssima, diferente do tom de Elifaz, que tentara uma abordagem suave no princípio (4.2) (Bíblia de Genebra).
4 teus filhos. A mais severa das perdas de Jó foi a de seus filhos. Bildade dirigiu um impiedoso ataque a Jó ao inferir que seus filhos morreram porque eram pecadores (CBASD, vol. 3, p. 581).
6 se fores puro e reto. Na mente de Bildade, Deus teria misericórdia apenas quando os seres humanos a merecessem. Mas a misericórdia, na verdade, jamais pode ser merecida. Se for merecida, então já seria justiça (Bíblia de Genebra).
A pressuposição é sempre a de que Jó é um injusto, necessitado de ensinos (Bíblia Shedd).
8 pergunta agora às gerações passadas. Elifaz tinha apelado para a revelação como sua autoridade, embora essa revelação fosse um tanto enigmática (4.12-17). Bildade, porém, apelou para as tradições humanas (Bíblia de Genebra).
Elifaz recorrera a uma revelação do mundo dos espíritos (v. 4.12-21), ao passo que Bildade recorre à sabedoria acumulada da tradição (Bíblia de Estudo NVI Vida).
10 não te ensinarão os pais? Bildade obviamente considerava Jó um aluno rebelde, mas esperava que ele desse ouvidos às vozes do passado (CBASD, vol. 3, p. 581).
11 junco. O junco consome grandes quantidades de água (CBASD, vol. 3, p. 581).
12 secam. Essas plantas não tem capacidade de autossustentação. Dependem da umidade para se sustentar. Se faltar água, murcham e morrem (CBASD, vol. 3, p. 581).
13 todos quantos se esquecem de Deus. Este verso contém a aplicação da parábola. Quando o poder sustentador de Deus é retirado de uma pessoa, ela perece como o outrora luxuriante junco d’água. A figura ilustra o juízo que Bildade pensa estar caindo sobre o homem que outrora fora justo e, portanto, próspero, mas que depois se afastou de Deus. Jó não deixaria de compreender a aplicação (CBASD, vol. 3, p. 581).
ímpio. Como é óbvio, Bildade considerava Jó um caso típico de impiedade (Bíblia de Genebra).
15 agarrar-se a ela. A figura é a de uma aranha que está tentando se suster agarrando-se à sua casa. A “casa” de Jó lhe havia sido tirada. Sua esperança fora cortada. Assim, Bildade parece classificar Jó como um ímpio (CBASD, vol. 3, p. 582).
Bildade assumiu erradamente que Jó estava confiando em algo que não Deus para sua segurança, então ele destacou que tal apoio iria quebrar. […] Uma das necessidades básicas do homem é segurança e as pessoas farão quase qualquer coisa para se sentirem seguras. Eventualmente, contudo, nosso dinheiro, nossos bens, conhecimento e relacionamentos falharão ou irão embora. Somente Deus pode dar segurança duradoura. No que você tem confiado para sua segurança? Quão duradoura ela é? Se você tem um fundamento seguro em Deus, sentimentos de insegurança não abalarão você (Life Application Bible Study).
16 viçoso. Uma nova ilustração, a de uma luxuriante trepadeira cheia de seiva e vitalidade, que de repente é destruída e esquecida (CBASD, vol. 3, p. 582).
18 o arranca. É insinuado que Jó seria a planta arrancada (Bíblia Shedd).
19 brotarão outros. Ninguém lamenta a morte da planta nem sente falta dela. Outras plantas lhe tomam o lugar (CBASD, vol. 3, p. 582).
20-22 Nestes versículos Bildade faz sua recapitulação. O ponto principal do discurso acha-se no v. 20. Notamos, todavia, que Bildade não possuía a simpatia pela qual Jó ansiava. A conclusão de que a família de Jó morrera vítima de algum castigo divino, em razão de sua iniquidade, era como uma espada a transpassar um coração já exausto de dor e de angústia (Bíblia Shedd).
20 Deus não rejeita ao íntegro. Este versículo contém o coração da teologia de Bildade sobre o sofrimento. Não estava errada como sabedoria corrente. O Sl 1.6 ensina que o Senhor cuida do caminho dos justos, que o caminho dos ímpios perecerá. O erro de Bildade consistia em supor que Jó, por estar sofrendo, forçosamente era um ímpio (Bíblia de Genebra).
21 Ele te encherá a boca. Bildade não acha que o caso de Jó seja sem esperança. Como Elifaz, ele prediz que a calamidade de Jó será revertida e que sobrevirão juízos aos inimigos dele. Os amigos parecem ter certo graus de confiança na integridade básica de Jó, embora estejam convencidos de que ele cometeu algum grande pecado que trouxe a calamidade (CBASD, vol. 3, p. 582).
Uma comparação do primeiro discurso de Elifaz com o de Bildade revela que ambos têm uma introdução censuradora e um encerramento conciliatório. Ambos exortaram Jó a ir a Deus arrependido, em busca de ajuda e apresentaram a promessa de salvação. Elifaz reforçou seu argumento com uma suposta revelação divina, enquanto que Bildade procurou alcançar o mesmo resultado, apelando para os antigos mestres da sabedoria (CBASD, vol. 3, p. 582).
22 aborrecedores. Bildade, depois de falar aquilo que tinha em mente, procura demonstrar que ele não se inclui entre os inimigos de Jó (Bíblia Shedd).
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JÓ 8 – Falamos tantas bobagens quando pensamos que somos donos da verdade!
Após abrir a boca e gritar a alto e bom som, Jó se calou e esperou por palavras de ânimo, esperança e atitudes de compaixão e compreensão. Então, Bildade irrompe o silêncio com seus perspicazes argumentos filosóficos/teológicos.
Após Jó falar que sua vida apagava-se de uma forma horrorosa (capítulo 7), Bildade expôs-lhe a razão nua e crua segundo seu ponto-de-vista: “Bildade retrata a horrorosa punição do perverso como a luz que se apaga (vv. 5-6), a ave pega na armadilha (vv. 7-10), o criminoso caçado (vv. 11-13), a tenda que vem abaixo (vv. 14-15) e árvore que seca (vv. 16-17)” (Warren W. Wiersbe).
Palavras cruéis, ferinas e humilhantes saem como flechas da boca dos que arrotam possuir todas as respostas. “Após acusar Jó de vociferar palavras irresponsáveis, Bildade defende a justiça de Deus em punir o perverso e recompensar o justo. Além disso, afirma, com tremenda indelicadeza, que os filhos de Jó morreram porque pecaram contra Deus” (William MacDonald).
• Forte, não?
A razão de nossa indelicadeza no falar está nos falsos conceitos que estão em nossa mente, eles explodem em nossas palavras e atitudes. “Bildade compartilhava os falsos conceitos de seus companheiros; por isso, teve dificuldades para condoer-se de Jó” (Carol Ann Mayer-Marlow).
Às vezes não importa a exposição teológica, mas a forma de lidar com quem carece de consolo, compaixão e empatia. “Quando as pessoas sofrem, elas não desejam um debate teológico e argumentativo. Precisamos lembrar-nos deste fato quando procuramos ajudar os que se acham envoltos em pesar. Eles necessitam de alguém que lhes segure a mão e ouça suas exclamações de dor”, explica Mayer-Marlow.
• Concordas?
Podemos crescer muito como cristãos estudando o livro de Jó: “Precisamos considerar aqueles que sofrem, não como ilustrações abstratas do grande conflito, mas como pessoas reais. Eles almejam que os aceitemos como pessoas íntegras, e não como seres inferiores que estão sendo submetidos a castigos por causa de pecados em sua vida. O sentimento de culpa só tende a exacerbar o sofrimento” (Mayer-Marlow).
Sofredores precisam de crentes verdadeiramente…
• Amorosos;
• Atenciosos;
• Altruístas;
• Simpáticos;
• Empáticos;
• Positivos;
• Dedicados;
• Comprometidos;
• Visionários;
• Consagrados.
Devemos refletir o caráter de Deus aos sofredores! Precisamos ser cristãos reavivados biblicamente, transformados pela graça! Ativos… – Heber Toth Armí.
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“Ele te encherá a boca de riso e os teus lábios, de júbilo” (v. 21).
O segundo amigo de Jó inicia o seu primeiro discurso. Apesar de usar de poucas palavras, Bildade traz argumentos pesados e uma visão farisaica, a qual já vimos que o próprio Jesus condenou: “Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas FOI PARA QUE SE MANIFESTEM NELE AS OBRAS DE DEUS” (João 9:3). Daí aparece Bildade e diz que os filhos de Jó morreram daquela forma por terem pecado contra Deus. Quando vamos avançando no estudo deste livro, percebemos o quão deficiente era o entendimento dos amigos de Jó com relação a justiça divina. Era uma percepção equivocada e humana. Não podemos jamais comparar o nosso senso de justiça com a justiça de Deus. A justiça do homem é rápida para acusar, rápida para punir; enquanto a justiça do SENHOR é rápida para perdoar, rápida para salvar. Cada ser humano neste mundo, desde o princípio, é uma criação particular e exclusiva. Assim como as mais belas obras de arte, que não podem ser copiadas, você e eu somos vasos únicos e especiais nas mãos do Oleiro. Nunca houve e nunca haverá alguém igual a você ou a mim. E sendo assim, o Autor da vida sabe muito bem como conduzir cada uma de Suas obras exclusivas. Jó não pediria para morrer se não soubesse que a morte trata-se apenas de um descanso. A morte de seus filhos não foi o fim, mas foi um repouso até o começo da eternidade.
Nem todos os servos de Deus experimentam o alívio que Jó experimentou antes de sua morte (O que veremos no capítulo 42). Já estudamos a vida de alguns heróis da fé que não tiveram o mesmo desfecho. E a lição da escola sabatina desta semana aborda um pouco sobre alguns deles, como Abel, que foi morto por seu irmão (Gênesis 4:8) e Estêvão (cuja história veremos em nosso estudo do livro de Atos) que foi morto, apedrejado por seus patrícios. Percebam que tanto na vida destes, quanto na vida de Jó, a injustiça partiu daqueles que deveriam amá-los.
O nosso maior sofrimento não acontece quando somos atingidos pelo mal de quem não conhecemos, mas por aqueles que se dizem nossos amigos e que afirmam nos amar. Jó foi esquecido por seus próprios irmãos, e os amigos que ali estavam como “consoladores”, só aumentavam a sua dor com palavras de reprovação e não de conforto. O que Jó pronunciou no capítulo de ontem foi o desespero em pensar que havia sido abandonado também por Deus. Não escondeu suas palavras e nem a sua angústia que o agredia até a morte. E a sua exposição tão cheia de terror não agradou a visão de seus amigos, assim como Eli um dia não se agradou ao avistar Ana pranteando de uma forma tão contrita a ponto de ser confundida com uma ébria (I Samuel 1:14). Como disse o próprio Bildade, “nós somos de ontem e nada sabemos” (v. 9). Como, pois, julgar conhecer os propósitos divinos debaixo de nossa visão míope? O sol nasce para bons e maus, justos e ímpios; a chuva cai sobre bons e maus, justos e ímpios; mais um dia termina, para bons e maus, justos e ímpios. O mundo em que vivemos não é nada justo e a cruz foi o grande palco desta realidade.
A nossa vida é limitada ao AGORA. Se “a esperança do ímpio perecerá” (v. 13) hoje, amanhã ou daqui a cinquenta anos não cabe a mim e nem a você estabelecer e nem condená-lo a morrer em sua impiedade, dizendo: “Eis em que deu a sua vida!” (v. 19), ou seja: “Eu bem que sabia que ele acabaria mal!”. Bildade afirmou a maldição na vida dos “aborrecedores” (v. 22) de Jó e não sabia ele que estava incluso neste grupo.
Amados do SENHOR, somos chamados para, como disse o padre Zezinho, andar como Jesus andou, sonhar como Ele sonhou, sentir o que Ele sentiu, viver como Ele viveu, AMAR como Ele nos amou! Só assim, APESAR das provações, APESAR de nossas tristezas, APESAR das injustiças, APESAR DE NÓS MESMOS, Deus encherá a nossa boca de riso e os nossos lábios, de júbilo (v. 21). O nosso “primeiro estado” (v. 7) passará, porque Deus “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque AS PRIMEIRAS COISAS PASSARAM” (Apocalipse 21:4). Basta apenas crer nAquele que é “Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça” (Apocalipse 19:11).
Bom dia, servos do Deus Fiel e Verdadeiro!
Desafio do dia: Pais, assim como Jó, reúnam seus filhos e orem com eles e por eles, consagrando-os ao SENHOR.
*Leiam #Jó8
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Parece que não há esperança de recuperação para Jó (v. 6). Sua vida é apenas um sopro que se vai, seus olhos talvez nunca mais vejam o bem novamente (v. 7). Ele afirma que a pessoa que morre não assumirá novamente a sua vida (v. 8). Esta pessoa nunca mais retornará à sua casa (v. 9, 10). Jó se recusa a se calar e insiste em falar de sua angústia e amargura (v. 11).
Mas Jó sabe que o coração de Deus está sobre ele: “Que é o homem para que tanto o estimes, e ponhas nele o Teu cuidado…? (v. 17 ARA).
A ideia de que “a cada manhã o visites… o ponhas à prova” (v. 18 ARA) não está no texto original. O autor de Jó está dizendo aqui que Deus não deixa o homem sozinho, mesmo quando parece haver nenhuma resposta para o sofrimento. Deus está perto de Jó, apesar de ele ter que enfrentar Satanás: “Nunca desviarás de mim o Teu olhar misericordioso? Jamais me abandonarás, nem por um instante?” (v. 19, KJA, cf. tb NVI).
Querido Deus,
sabemos que tudo o que sofremos acontece como consequência das ações de Satanás. Nós oramos que, aconteça o que acontecer, permaneçamos sempre conTigo e sintamos Sua presença sempre conosco. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/7
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/01/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 7
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
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1 penosa a vida. No hebraico, essa terminologia muitas vezes se refere ao serviço militar (Bíblia de Genebra). Literalmente, “guerra”, “serviço militar”. A NTLH diz: “A vida neste mundo é dura como o serviço militar.” […] Jó afirma que é tão natural e apropriado para alguém, em suas circunstâncias, desejar ser libertado pela morte como o é para um soldado desejar que seu tempo de serviço [em guerra] termine (ver Jó 14:14; Is 40:2) (CBASD, vol. 3, p. 577).
3 me deram por herança meses de desengano. Isso não implica necessariamente que sua doença já estava em progresso havia meses. Ele poderia prever os dias que tinha na frente (CBASD, vol. 3, p. 577).
9 tal como a nuvem. Jó compara a morte ao desparecimento de uma nuvem no céu à medida que sua umidade se dissipa no ar que a cerca (CBASD, vol. 3, p. 578).
sepultura. Do heb. sheol. (CBASD, vol. 3, p. 578).
jamais tornará a subir. Esta declaração não nega a ressurreição. Seu significado está restrito pela observação feita no verso seguinte.Os mortos não se levantam para voltar a seus antigos lares. mesmo tomadas independentemente, as palavras hebraicas traduzidas como “jamais tornará a subir” não expressam um ato conclusivo, mas, simplesmente, uma ação incompleta. A NVI traduz a frase da seguinte forma: “Quem desce à sepultura não volta” (CBASD, vol. 3, p. 578).
Essa é a linguagem das aparências. Jó não estava desenvolvendo uma doutrina, ele meramente afirmava o que todos observavam. Mais adiante, Jó mostra que acredita na possibilidade da ressurreição (14.12-15) (Bíblia de Genebra).
11 não reprimirei. O sofrimento de Jó é tão intenso que ele se sente justificado em expressar suas queixas livremente (ver Sl 55:2; 77:3; 142:2) (CBASD, vol. 3, p. 578).
…mas note que ele se queixa diante de Deus, não diante do homem (Bíblia de Genebra).
Jó sentiu profunda angústia e amargura e falou honestamente a Deus a respeito de seus sentimentos que mostravam sua frustração. Se expressarmos nossos sentimentos a Deus, poderemos tratar deles sem explodir em palavras e ações duras e agressivas, possivelmente machucando a nós mesmos e a outros. Na próxima vez que emoções fortes ameaçarem tomar conta de você, expresse-as de maneira própria a Deus em oração. Isto ajudará você a conseguir uma perspectiva eterna sobre a situação e dará a você maior habilidade de tratar com ela de forma mais construtiva (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
12 Jó parou de falar com Elifaz e se dirigiu diretamente a Deus.Apesar de Jó ter vivido uma vida inculpável, ele estava começando a duvidar do valor de viver desta maneira. Ao fazer isto, ele estava perigosamente perto da assumir que Deus não se importava com ele e que não estava sendo justo. Mais tarde Deus reprovou Jó por esta atitude (36:2). O inimigo sempre explora nossos pensamentos para nos levar a abandonar a Deus. Nosso sofrimento, como o de Jó, pode não ser resultado de nossos pecados, mas devemos ter cuidado para não pecar por causa de nossos sofrimentos (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
o mar. Jó indaga: Sou eu como um mar agitado e bravio que precisa ser restringido e limitado? (CBASD, vol. 3, p. 578).
15 minha alma escolheria … antes, a morte. Jó via a morte como saída, mas Satanás não recebera permissão para ir tão longe, nem a morte serviria ao seu propósito (Bíblia de Genebra).
estrangulada. É possível que uma sensação de sufoco tenha acompanhado a aflição de Jó. De qualquer forma, ele considera o estrangulamento mais desejável do que a vida (CBASD, vol. 3, p. 578).
16 deixa-me. Estas são palavras audaciosas para qualquer mortal dirigir a Deus. Jó está nas profundezas do desespero. Ele acha que o Todo-Poderoso o discriminou e pede para ser libertado da interferência divina. Quão diferentemente ele teria se sentido se pudesse saber o que estava por trás dos bastidores e se pudesse ver seu Pai contemplando-o com terna piedade e infalível amor. Deus estava sofrendo com Seu servo, mas Jó não sabia (CBASD, vol. 3, p. 578).
sopro. Ou, “vapor”, uma figura daquilo que é transitório. Jó considera sua vida de pouco valor. Ele era incapaz de apreciar seu tremendo valor aos olhos de Deus (CBASD, vol. 3, p. 579).
17 o que é o homem […]? O salmista usa palavras semelhantes num contexto que exalta o amor e o cuidado de Deus (Sl 8:3-8). Jó, em seu sofrimento, vê o incessante cuidado de Deus de maneira distorcida, interpretando-o como uma omissão importuna. Na verdade, Jó está dizendo a Deus: “Por que incomodas o homem com Tuas provas e aflições? Olha para outro lado. Dá-me tempo para ‘engolir a minha saliva’ ” (Jó 7:19). São palavras impróprias, mas Deus não destrói a Jó por causa de sua audaciosa declaração (CBASD, vol. 3, p. 579).
20 se pequei. O original diz apenas: “Pequei” […] no sentido de […] “admito que pequei” (CBASD, vol. 3, p. 579).
Jó se referiu a Deus como um guardião (orig: watcher, tb vigilante) ou observador da humanidade. […] Sabemos que Deus acompanha (watch) tudo o que acontece conosco. Não devemos nos esquecer que Ele nos vê com compaixão, não meramente com escrutínio crítico. Seus olhos são olhos de amor (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
a mim mesmo me seja pesado. Alguns manuscritos hebraicos e a antiga tradução grega dizem: te seja pesado.” (Bíblia de Genebra).
A NVI traduz a frase da seguinte forma: “Acaso tornei-me um fardo para Ti?” A tradição judaica afirma que este era o significado original, mas que foi corrigido pelos escribas porque parecia ímpio (Bíblia de Genebra).
21 não tiras a minha iniquidade. Embora Jó salientasse a integridade (isto é, seu compromisso honesto para com a piedade e a retidão) do passado de sua vida, ele nunca negou ser um pecador (CBASD, vol. 3, p. 579).
O discurso de Jó, registrado nos cap. 6 e 7, mostra certos perigos: (1) O perigo da ênfase demasiada na vaidade da vida. Os seres humanos devem se lembrar de seu grande valor aos olhos de Deus. (2) O perigo da livre expressão das emoções. Quando Jó removeu suas inibições, queixou-se com amargura, fez perguntas com irreverência, acusou com rispidez e rogou com impaciência. (3) A tendência do coração humano, quando cegado pela dor ou agitado pela paixão, de interpretar mal a atuação de Deus. (4) A certeza de que as pessoas boas ainda podem ter dentro delas muito da velha natureza não regenerada, que não é percebida até que a ocasião a revele. Dificilmente alguém poderia prever que Jó tivesse um rompante de ira (CBASD, vol. 3, p. 579).
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JÓ 7 – Nossa fé em meio ao sofrimento é espetáculo ao Universo (I Coríntios 4:9-13). Jó não foi apenas um dos primeiros grandes espetáculos, mas também grande ícone que serviu (ainda serve) de exemplo de fidelidade a Deus quando tudo conspira para abandoná-lO!
Jó aproveitou bem a vida, mas agora estava moribundo visualizando e desejando a morte, considerando-se pior que todos. A vida é efêmera, passa rapidamente, é como um sopro ou nuvem que logo se desfaz… Seu sofrimento acabou com a vida. Para ele…
• …a vida é dura, comparada à dura escravidão, ou a um trabalhador que só tem míseros salários para receber no fim do mês (vs. 1-3);
• …as noites eram horríveis, pois quando tentava dormir, debatia na cama à noite toda (v. 4); quando dormia, surgiam pesadelos e visões tão horríveis que o aterrorizavam (vs. 13-14);
• …a vida não tinha sentido, pois após ter batalhado para viver correta e honestamente, agora seu corpo estava coberto de vermes e cascas de feridas, sua pele escamosa e dura estava cheia de pus que vazava constantemente (v. 5).
Com tal quadro clínico, experimentando “meses de decepção” (7:3, BJ) com “implacável dor” (6:10), Jó declara que não se calaria ainda que os argumentos de seus amigos fossem como mordaça para lhe reprimir as palavras (vs. 6, 11). Baseando-se nessa premissa, Jó grita ao ar querendo a atenção de Deus (vs. 7-12).
Jó desprezou a vida, mas não a Deus – mesmo que se sentia desprezado por Ele (vs. 16-19). É nítida a preferência pela morte estando num estágio avançado de sofrimento (vs. 13-15). Meu destaque, porém, vai à visão de bondade e misericórdia de Deus que Jó preservava mesmo atribuindo-Lhe seu sofrimento. Ele apelou ao Senhor que perdoa ao miserável pecador (vs. 20-21).
Quando…
• …tudo conspirar contra nós, podemos ainda contar com Deus. Quem não tem fé e confiança nEle, nestas horas, a quem recorrer?
• …o desespero bate à porta de nossa alma, sem a compreensão da bondade e misericórdia do Salvador, como enfrentar a dor cruel?
• …pessoas queridas nos desprezam e a ciência e a medicina nada podem fazer por nós, a quem recorrer se não for a Deus?
A fé em Deus é essencial em tudo na vida! Revigore-a agora mesmo e viva melhor! – Heber Toth Armí.
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“Por isso, não reprimirei a boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma” (v. 11).
Impossível entender a Bíblia sob a ótica humana. Sabemos que a Palavra é a voz de Deus em linguagem humana, mas nós somos seres tão limitados pelo pecado que nos governa, que somente através da atuação do Espírito Santo conseguimos compreender o contexto da fala do Soberano do Universo. Estudar a Bíblia sem clamar pela direção do Espírito Santo é como uma criança em idade de alfabetização lendo um livro de Ensino Médio; ela pode até ler, mas não entenderá o que ali está escrito. O registro de hoje é praticamente uma discussão com Deus. Jó contende com Quem ele, ousadamente, chama de “Espreitador dos homens” (v. 20).
Percebemos em suas palavras o seu real anseio: morrer. Ele não conseguia mais enxergar “esperança” (v. 6). A sua situação descrita por ele mesmo no verso cinco, praticamente nos leva ao cenário deplorável de sua dor. Todo o corpo de Jó era uma ferida só, aberta e em estado de putrefação. Geralmente vemos casos em um pé, ou uma perna, ou um braço… mas, em TODO o corpo, seria como contemplar uma cena de terror.
Jó escolhe não reprimir suas palavras, e expressar toda a sua angústia diante de Deus. Ele não esconderia as suas queixas e nem a sua profunda dor perante Aquele que tudo perscruta. Ele reduz a condição do homem a nada (v. 17) e refere-se à si mesmo como “um alvo” (v. 20) da ira divina. Mas, logo após, busca o perdão de Deus, pois só consegue enxergar a sepultura como o fim de seu sofrimento.
Oh, se Jó pudesse rasgar os céus e o Céu dos céus e enxergar o olhar compassivo do SENHOR sobre ele! As chagas de seu corpo não eram maiores ou piores do que as que o Seu SENHOR receberia como opróbrio que não Lhe pertencia. Em seu profundo desespero, Jó desabafou a Deus tudo o que carregava em seu íntimo. Por mais que suas palavras fossem duras e expressassem grande amargura, ele percebeu, diante da incompreensão de seus amigos, que só poderia compartilhar a sua dor com Deus. Jó precisava de apoio emocional, e foi buscá-lo na Fonte.
É muito fácil estar por fora de uma situação e julgá-la conforme nossa própria ótica. Hoje conhecemos a história da vida de Jó desde o início até o fim. Mas o próprio personagem teve que conviver não sei quanto tempo com uma situação miserável, sem fazer ideia do porquê estava passando por tudo aquilo e sentindo-se completamente impotente a ponto de só conseguir enxergar a morte como solução eficaz. Satanás moía aquele servo sofredor e não lhe dava descanso nem de dia e nem de noite (v. 4).
Jó desconhecia o fato de ser um palco ambulante do conflito entre o bem e o mal. O adversário não perderia a oportunidade de mostrar ao Universo que Deus estava errado com relação a Jó, por isso o esmiuçou e o maltratou severamente. Mas Jó jamais seria provado além do que pudesse suportar (Vide I Coríntios 10:13). Portanto, quando Deus disse e confirmou as características de Jó a Satanás, já estava com a recompensa de seu “servo bom e fiel” (Mateus 15:23) preparada.
Quando os teus olhos apenas enxergarem a dor (v. 7), quando os olhos dos que estão ao seu redor (v. 8) o acusarem, lembre-se: “Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que O temem, sobre os que esperam na Sua misericórdia” (Salmo 33:18). Jó podia não enxergar naquele momento, mas a sua “tortura” (v. 15) seria convertida em completa alegria.
O homem temente a Deus estava sob o olhar do SENHOR do Universo, e Deus não deixaria sem resposta a sua queixa. Deus o conservava com vida porque Jó conservava o seu coração pela fé. Como está escrito: “o justo viverá pela sua fé” (Habacuque 2:4). Com a mesma sinceridade que Jó serviu a Deus nos bons momentos, ele clamou a Deus nos maus. “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alegre? Cante louvores” (Tiago 5:13). Qualquer que seja a tua situação hoje, vá até o Perscrutador de corações e perceberás que as tuas dores, nas mãos dEle tornam-se degraus para encontrares alívio, não na sepultura, mas na vida eterna que Ele tem preparada para os que O temem.
Bom dia, tementes a Deus!
Desafio do dia: Faça uma lista de “queixas” e as apresente a Deus em oração. Inutilize em seguida a lista, sabendo que Deus irá agir no devido tempo.
*Leiam #Jó7
Rosana Garcia Barros