Reavivados por Sua Palavra


Jó 4 by jquimelli
23 de setembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Elifaz é o primeiro amigo de Jó a responder ao seu lamento. Esses amigos de Jó não tinham conhecimento da história da rebelião no Céu e da prolongada discussão entre Satanás e Deus, a respeito da fidelidade de Jó. A questão era muito maior do que eles poderiam imaginar.

Durante uma noite, quando Elifaz tentava dormir, um espírito passou diante de seu rosto (v. 15). Ele ficou com muito medo e tremendo (v. 14). Seu cabelo se arrepiou e ele pulou para fora da cama (v. 16). A voz culpou os atos de Deus de uma maneira que somos lembrados dos papéis desempenhados por Lúcifer na rebelião no céu. Sua intenção é lançar dúvidas sobre a justiça de Deus.

As perguntas feitas com objetivo de gerar dúvidas são reforçadas por uma acusação contra Deus: “Deus não confia nos seus servos” (v. 18 NVI).

O espírito de atribuição de culpa continua e é dirigida contra Deus, pois Ele “se vê erro em Seus anjos … os acusa” (v. 18 NVI), tendo, por isso, os expulsado do Céu.

Satanás está usando aqui a mesma estratégia que usou com Eva em Gênesis 3. Se os próprios anjos não são poupados, os seres humanos não podem esperar nada melhor. Entre a manhã e a noite é Deus quem quebra os seres humanos em pedaços (v. 20a), são desconectados de suas vidas, são deixados a morrer sem ter conhecimento do porquê (v. 20b).

 

Querido Deus,

nós também nos deparamos com tragédias. Satanás usa outras pessoas e a nossa própria consciência para nos acusar de maldade que merece punição imediata de Deus. Mas nós sabemos que irás recompensar a todos no futuro não pela nossa (inexistente) justiça, mas pela justiça de Jesus Cristo. Mantenha-nos na palma da sua mão. Amém.

 

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

 

Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/4 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/4
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/30/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 4
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/54-55 e https://credeemseusprofetas.org/



Jó 4 – Comentários selecionados by jquimelli
23 de setembro de 2016, 0:50
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1. Elifaz. Suas declarações são mais profundas que as de seus companheiros. […] Ele resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado. Há certa dose de verdade no discurso de Elifaz. Ele revela um discernimento perspicaz, mas lhe falta calor humano e simpatia, e erra completamente ao avaliar a situação de Jó. Elifaz é um exemplo de como pessoas sinceras, que deixam de compreender a Deus e Sua atitude para com o ser humano, podem lidar de maneira ineficiente com verdades profundas (CBASD, vol. 3, p. 567).

Elifaz afirmava que recebera conhecimento secreto através de uma revelação especial de Deus (v.12-16) e que ele tinha aprendido muito de sua experiência pessoal (v.8). Ele argumentou que o sofrimento é resultado direto do pecado e que, portanto, se Jó confessasse seu pecado seu sofrimento teria fim. Elifaz via o sofrimento como punição de Deus, que devia ser bem recebido a fim de trazer de volta a pessoa a Deus. Em alguns casos, certamente, isto é verdade (Gál. 6:7,8), mas este não era o caso de Jó. Embora Elifaz fizesse comentários bons e verdadeiros, ele fez três suposições equivocadas: (1) uma pessoa boa e inocente nunca sofre; (2) aqueles que sofrrem estão sendo punido por seus pecados; e (3) Jó, por estar sofrendo, havia feito algo de errado aos olhos de Deus (Life Application Study Bible).

Elifaz […] e os outros dois acreditavam que aquele excessivo sofrimento era uma consequência do seu [de Jó] pecado e evidência dele. […] De acordo com essa filosofia, bastava que ele confessasse o seu pecado, e tudo voltaria ao normal e o sol tornaria a brilhar no seu caminho (Comentário Devocional VT – FBMeyer).

O problema dos amigos não se achava tanto no que sabiam, mas, sim, no que não sabiam (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Temã era uma cidade comercial, conhecida como um lugar de sabedoria (ver Jer 49:7) (Life Application Study Bible).

2 Elifaz supõe que sua palestra vá ofender a Jó, e, portanto, pede desculpas de antemão (Bíblia Shedd).

5 Elifaz acha que Jó não tinha gabarito de viver à altura das lições que havia dado a outras pessoas que tinham caído na desgraça (Bíblia Shedd).

7,8 O que Elifaz disse era em parte verdadeiro e em parte falso. É verdadeiro que aqueles que promovem pecado e confusão eventualmente serão punidos; é falso que qualquer um que for bom e inocente nunca irá sofrer. Todo o material registrado e citado na Bíblia está alí por escolha de Deus. Parte dele é registro do que as pessoas disseram e fizeram mas não é um exemplo a se seguir. Os pecados, os defeitos, os maus pensamentos e concepções errôneas acerca de Deus são parte da Palavra inspirada de Deus, mas não devemos seguir estes exemplos errôneos somente porque estão na Bíblia. A Bíblia nos traz ensinamentos e exemplos que deveremos fazer assim como aquilo que não deveremos fazer. Os comentários de Elifaz são um exemplo do que devemos evitar – fazer suposições falsas sobre outros baseado em nossa própria experiência (Life Application Study Bible).

12,13 Apesar de Elifaz declarar que sua visão tinha inspiração divina, é questionável se ela realmente viera de Deus porque mais tarde Deus mesmo criticou Elifaz por representá-Lo erradamente (42.7). Seja qual for a origem da visão, ela é resumida em 4:17. Aparentemente, a declaração é completamente verdadeira – um mero mortal não pode tentar questionar os motivos e atos de Deus. Elifaz, contudo, tomou este pensamento e o expandiu, expressando suas próprias opiniões. Sua conclusão (5:8) revela seu entendimento superficial de Jó e de seu soffrimento. É facil que professores, conselheiros e amigos bem intencionados comecem com uma porção da verdade de Deus e, então, errem o alvo (orig: go off on a tangent). Não limite Deus à sua perspectiva e entendimento finito da vida (Life Application Study Bible).

12-21 Aqui, notamos que Elifaz é um místico. No seu debate, depende muito da sua experiência pessoal; fala do que aprendeu em visões e sonhos (Bíblia Shedd).

18, 19 Os anjos realmente cometem erros? Lembre-se de que foi Elifaz quem disse isso e não Deus. Portanto deveríamos ser cuidadosos em construir conhecimento a respeito do mundo espiritual a partir das opiniões de Elifaz (Life Application Study Bible Kingsway).[NT: Note que o comentarista não está afirmando nem que a frase é correta nem que não é. Apenas que a palavra de Elifaz não é suficiente para construirmos teologias sobre ela ].



JÓ 4 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
23 de setembro de 2016, 0:45
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JÓ 4 – Jó era sábio; seus amigos também. Além disso, todos eram religiosos, crentes em Deus, como muitos de nós também somos – crente até o diabo é! (Tiago 2:19).

Pelo teor dos diálogos dos amigos de Jó, poderíamos afirmar que eles eram filósofos experientes. Assim como eles, muitos filósofos da história mergulharam fundo no tema do sofrimento humano; alguns descobriram coisas profundas e tem até quem provou cientificamente suas teorias. Elifaz não perde dos grandes filósofos da história:

• No verso 8 Elifaz fala do que viu, experimentou, provou cientificamente, fatos.

• Elifaz fala com convicção, sua fala revela introspecção, reflexão profunda, avaliação apurada; com isso, ele confronta as palavras de Jó – no capítulo anterior –, e condena Jó (vs. 1-8).

• Elifaz apresenta sua filosofia profunda sobre sofrimento. “Os v. 7 a 11 declaram a filosofia de que o sofrimento é uma punição direta por um pecado específico” (Francis D. Nichol). Muitos são adeptos dessa teoria!

• Elifaz acrescenta aspectos religiosos a sua filosofia; parece declarar uma visão secreta para fortalecer/solidificar seus argumentos filosóficos anteriores (vs. 12-21).

Elifaz, nos primeiros versículos de sua fala “resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado”. Na outra metade, a revelação que ele “descreve pode ser resumida como um vislumbre da grandeza e da bondade de Deus, em contraste com a pecaminosidade e fragilidade humana. No entanto, essas declarações não estão misturadas com simpatia, bondade e compreensão. O que Jó precisava ouvir é como ele pode manter sua confiança em Deus em meio ao terrível sofrimento. [Nesta parte] Elifaz meramente lhe disse o que ele já sabia – que devia confiar em Deus” (Nichol).

Platão, um grande filósofo da antiguidade declarou: “Quem pois, são os verdadeiros filósofos?” Ele mesmo responde: “Aqueles que amam contemplar a verdade”.

• Mas, a verdade está bem acima do que pode ser captado pelos sentidos humanos. Verdadeiro filósofo, então, será aquele que aprofundar-se na revelação dada por Deus.

• Aos crentes submissos, o Senhor deu o Espírito Santo, que é o Espírito da verdade (João 14:17), e Ele nos guiará a toda a verdade (João 16:13).

O que faltou a Elifaz faltou a muitos filósofos, e ainda falta a muita gente! Portanto, vamos proclamar a verdade bíblica? – Heber Toth Armí.



JÓ 4 – #RPSP -Comentário Rosana Barros by Ivan Barros
23 de setembro de 2016, 0:30
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“Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas” (v. 3).

A dor que lhe aflige eu não posso sentir; e a dor que me aflige, você nunca será capaz de vivê-la. Somos seres únicos e assim como as nossas digitais, somos diferentes uns dos outros. Por mais que tenhamos a melhor das intenções em consolar alguém, a frase: “Eu sei o que você está sentindo”, não se encaixa na realidade de que nossos sentimentos pessoais não podem ser compartilhados, no sentido de que o que o coração chora não pode ser visto por ser humano algum. Se passamos por situações semelhantes podemos até ter uma ideia do que o outro está passando, mas jamais chorar a mesma dor ou lamentar de forma igual.Após a lamentação de Jó, “Elifaz, o temanita” (v. 1), inicia o seu primeiro discurso. Provavelmente, considerando a cultura daquele tempo, Elifaz fosse o mais velho dentre os três amigos, por isso foi o primeiro a falar. Ele já inicia fazendo duas perguntas (v. 2). Não há como saber o tom de sua fala, mas, apesar de sua eloquência e de algumas ideias que fazem sentido, o contexto de sua retórica não coaduna com a situação de Jó. Porém, ele reconhece a bondade de Jó em que estava sempre disposto a estender a mão ao aflito e fortalecer “os joelhos vacilantes” (v. 4). Depois ele muda totalmente o rumo de sua fala com as palavras: “Mas agora” (v. 5), insinuando que Jó vivia uma hipocrisia quando em chegando a sua vez de passar pela angústia, se perturbava. A oratória de Elifaz é presunçosa e baseada nas tradições da época, como o fato de que se alguém sofre é porque pecou, afirmando que toda a desgraça na vida de seu amigo fosse a colheita do que ele mesmo plantou (v. 8). Apesar de não ter a intenção de prejudicar, mas de oferecer conforto e palavras de “sabedoria”, teria ajudado muito mais se tivesse ficado calado, pois “o homem prudente, este se cala” (Provérbios 11:12).

Em um momento de dor, o que mais necessita o sofredor é de simpatia e da certeza de que tem alguém com quem contar. Elifaz não levou em consideração o sofrimento de Jó e nem o fato de que ele sofreu em um dia o que geralmente muitos sofrem ao longo de toda uma vida. Jó estava passando pelo que ninguém havia passado até então. Podemos ver no discurso de Elifaz um verdadeiro pensamento farisaico, atitude que Jesus condenou veementemente. A sua interrogação: “já pereceu algum inocente?” como se fosse algo que não acontece, é lançada por terra todos os dias. Inocentes sofrem e perecem o tempo todo porque estamos inseridos no conflito entre o bem e o mal, e o inimigo, na história de Jó, revela a sua clara intenção de nos destruir. A visão noturna relatada por Elifaz não o torna um profeta, até porque a descrição do que viu e sentiu não encontra nenhum respaldo bíblico ao compararmos com as experiências dos profetas do SENHOR. Além do mais, veremos que o SENHOR mesmo condenou a atitude de Elifaz e dos demais amigos de Jó.

Amados, uma coisa é certa: de nada valem as nossas “boas” intenções se elas estão carregadas de presunção e de más suspeitas. A triste postura de avaliar a situação alheia como se tivéssemos o poder de reverter alguma coisa é condenada por Deus e não tem nada a ver com conduta cristã. Costumamos ser “detetives” da vida de nossos semelhantes, levantando “laudos” e colhendo “pistas”, e ainda temos a ousadia de colocar o nome de Deus no meio de nossas conclusões. Sinto-me envergonhada de confessar que por diversas vezes agi desta forma, e que ainda luto com minha natureza pecaminosa para não agir assim. Somos tentados a padronizar situações, quando cada uma é subjetiva, singular. Precisamos, meus irmãos, buscar constantemente e com todas as forças o temor de Deus e a retidão, confirmadas na vida de Jó nas palavras de seu próprio amigo insensato (v. 6). Precisamos nos desviar do mal (1:1), e assim buscar no SENHOR a integridade completa, blindando as janelas da alma. Que de nossos lábios só saiam bênçãos, JAMAIS maldição. Que olhemos para as aflições de nossos semelhantes com olhos de misericórdia e que até no silêncio sejamos reconhecidos como depositários do amor divino.

Bom dia, depositários do amor de Deus!

Desafio do dia: É no silêncio que ouvimos melhor a voz de Deus. Hoje, experimente ouvir mais e falar menos, depois nos conte a sua experiência.

*Leiam #Jó4

Rosana Garcia Barros




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