Reavivados por Sua Palavra


JÓ 8 by jquimelli
27 de setembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Neste capítulo encontramos a fala de Bildade, o suíta. Seu propósito não é ajudar a Jó, mas defender a sua própria visão de mundo. Bildade apresenta fragmentos de verdade numa moldura de erro. Ele estava familiarizado com o que tinha sido descoberto pelos “pais” . Assim, ele diz a Jó que não apenas estude história, mas também que se permita ser conduzido pelas verdades obtidas por observações .

O pensamento de Bildade pode ser descrito do seguinte modo: se uma pessoa se esquece de Deus, Suas bênçãos para ele se secam; se uma pessoa se lembra de Deus e obedece a Ele, as bênçãos florescem. A observação mostra que é assim que as coisas acontecem.

Bildade quer dizer que Jó está negando que Deus o castigou por seus erros (v. 13- 18). Se isso continuar e Jó morrer, ele não será lamentado e outros irão tomar o seu lugar (v. 19).

O conselho de Bildade aparentemente é muito bom, mas é o resultado de uma pessoa que julga só pelo que pode ver e que acha que sabe a verdade total, sem considerar a história da rebelião no Céu.

 

Querido Deus,

Moisés nos mostrou o perigo do apego aos padrões enganosos deste mundo e construir sobre bases frágeis. Livra-nos de pessoas que se julgam espertas, mas não demonstram compaixão, como Bildade. Amém

 

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

 

Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/8 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/8
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/03/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 8
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pp/56-57 e https://credeemseusprofetas.org/



JÓ 8 – Comentários selecionados by jquimelli
27 de setembro de 2016, 0:50
Filed under: Sem categoria

Bildade agora entra no debate. Está horrorizado com a aparente blasfêmia de Jó. Bildade é tradicionalista por excelência, e exorta Jó a curvar-se perante à sabedoria da tradição. Repreende Jó pelas suas palavras intempestuosas (2), defende a absoluta justiça de Deus (3), e lança a acusação aos filhos de Jó que cometeram pecado (4) (Bíblia Shedd).

Bildade ficou contrariado porque Jó ainda reclamava ser inocente enquanto questionava a justiça de Deus. […] O argumento de Bildade era: Deus não pode ser injusto e Deus não puniria um justo; portanto, Jó deve ser injusto. Bildade sentia que sua teoria não possuía exceção. Como Elifaz, Bildade supôs erradamente que as pessoas sofrem somente como resultado de seus pecados. Bildade foi ainda menos sensível e compassivo, dizendo que os filhos de Jó haviam morrido por causa da maldade deles (Life Application Bible Study).

Essa resposta apresenta Bildade como um homem brutal e sem sentimentos. […] Sua mensagem a Jó é direta. Ele e sua família receberam o que mereciam. Se ao menos agora ele [Jó] se arrependesse dos atos desavergonhados que trouxeram essa desgraça, ele poderia ser restaurado a uma prosperidade e felicidade ainda maiores das que tinha desfrutado antes (Bíblia de Genebra).

1 suíta. Membro da tribo de Sua, descendente de Abraão e Quetura, aparentado aos midianitas (Gn 25.2; 1Cr 1.32), e habitante do deserto do norte da Arábia (Bíblia Shedd).

2 até quando? V. 18.2. Em contraposição com Elifaz, mais velho, Bildade é impaciente (Bíblia de Estudo NVI Vida).
qual vento impetuoso. Uma acusação fortíssima, diferente do tom de Elifaz, que tentara uma abordagem suave no princípio (4.2) (Bíblia de Genebra).

4 teus filhos. A mais severa das perdas de Jó foi a de seus filhos. Bildade dirigiu um impiedoso ataque a Jó ao inferir que seus filhos morreram porque eram pecadores (CBASD, vol. 3, p. 581).

6 se fores puro e reto. Na mente de Bildade, Deus teria misericórdia apenas quando os seres humanos a merecessem. Mas a misericórdia, na verdade, jamais pode ser merecida. Se for merecida, então já seria justiça (Bíblia de Genebra).

A pressuposição é sempre a de que Jó é um injusto, necessitado de ensinos (Bíblia Shedd).

8 pergunta agora às gerações passadas. Elifaz tinha apelado para a revelação como sua autoridade, embora essa revelação fosse um tanto enigmática (4.12-17). Bildade, porém, apelou para as tradições humanas (Bíblia de Genebra).

Elifaz recorrera a uma revelação do mundo dos espíritos (v. 4.12-21), ao passo que Bildade recorre à sabedoria acumulada da tradição (Bíblia de Estudo NVI Vida).

10 não te ensinarão os pais? Bildade obviamente considerava Jó um aluno rebelde, mas esperava que ele desse ouvidos às vozes do passado (CBASD, vol. 3, p. 581).

11 junco. O junco consome grandes quantidades de água (CBASD, vol. 3, p. 581).

12 secam. Essas plantas não tem capacidade de autossustentação. Dependem da umidade para se sustentar. Se faltar água, murcham e morrem (CBASD, vol. 3, p. 581).

13 todos quantos se esquecem de Deus. Este verso contém a aplicação da parábola. Quando o poder sustentador de Deus é retirado de uma pessoa, ela perece como o outrora luxuriante junco d’água. A figura ilustra o juízo que Bildade pensa estar caindo sobre o homem que outrora fora justo e, portanto, próspero, mas que depois se afastou de Deus. Jó não deixaria de compreender a aplicação (CBASD, vol. 3, p. 581).

ímpio. Como é óbvio, Bildade considerava Jó um caso típico de impiedade (Bíblia de Genebra).

15 agarrar-se a ela. A figura é a de uma aranha que está tentando se suster agarrando-se à sua casa. A “casa” de Jó lhe havia sido tirada. Sua esperança fora cortada. Assim, Bildade parece classificar Jó como um ímpio (CBASD, vol. 3, p. 582).

Bildade assumiu erradamente que Jó estava confiando em algo que não Deus para sua segurança, então ele destacou que tal apoio iria quebrar. […] Uma das necessidades básicas do homem é segurança e as pessoas farão quase qualquer coisa para se sentirem seguras. Eventualmente, contudo, nosso dinheiro, nossos bens, conhecimento e relacionamentos falharão ou irão embora. Somente Deus pode dar segurança duradoura. No que você tem confiado para sua segurança? Quão duradoura ela é? Se você tem um fundamento seguro em Deus, sentimentos de insegurança não abalarão você (Life Application Bible Study).

16 viçoso. Uma nova ilustração, a de uma luxuriante trepadeira cheia de seiva e vitalidade, que de repente é destruída e esquecida (CBASD, vol. 3, p. 582).

18 o arranca. É insinuado que Jó seria a planta arrancada (Bíblia Shedd).

19 brotarão outros. Ninguém lamenta a morte da planta nem sente falta dela. Outras plantas lhe tomam o lugar (CBASD, vol. 3, p. 582).

20-22 Nestes versículos Bildade faz sua recapitulação. O ponto principal do discurso acha-se no v. 20. Notamos, todavia, que Bildade não possuía a simpatia pela qual Jó ansiava. A conclusão de que a família de Jó morrera vítima de algum castigo divino, em razão de sua iniquidade, era como uma espada a transpassar um coração já exausto de dor e de angústia (Bíblia Shedd).

20 Deus não rejeita ao íntegro. Este versículo contém o coração da teologia de Bildade sobre o sofrimento. Não estava errada como sabedoria corrente. O Sl 1.6 ensina que o Senhor cuida do caminho dos justos, que o caminho dos ímpios perecerá. O erro de Bildade consistia em supor que Jó, por estar sofrendo, forçosamente era um ímpio (Bíblia de Genebra).

21 Ele te encherá a boca. Bildade não acha que o caso de Jó seja sem esperança. Como Elifaz, ele prediz que a calamidade de Jó será revertida e que sobrevirão juízos aos inimigos dele. Os amigos parecem ter certo graus de confiança na integridade básica de Jó, embora estejam convencidos de que ele cometeu algum grande pecado que trouxe a calamidade (CBASD, vol. 3, p. 582).

Uma comparação do primeiro discurso de Elifaz com o de Bildade revela que ambos têm uma introdução censuradora e um encerramento conciliatório. Ambos exortaram Jó a ir a Deus arrependido, em busca de ajuda e apresentaram a promessa de salvação. Elifaz reforçou seu argumento com uma suposta revelação divina, enquanto que Bildade procurou alcançar o mesmo resultado, apelando para os antigos mestres da sabedoria (CBASD, vol. 3, p. 582).

22 aborrecedores. Bildade, depois de falar aquilo que tinha em mente, procura demonstrar que ele não se inclui entre os inimigos de Jó (Bíblia Shedd).



JÓ 8 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by jquimelli
27 de setembro de 2016, 0:45
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JÓ 8 – Falamos tantas bobagens quando pensamos que somos donos da verdade!

Após abrir a boca e gritar a alto e bom som, Jó se calou e esperou por palavras de ânimo, esperança e atitudes de compaixão e compreensão. Então, Bildade irrompe o silêncio com seus perspicazes argumentos filosóficos/teológicos.

Após Jó falar que sua vida apagava-se de uma forma horrorosa (capítulo 7), Bildade expôs-lhe a razão nua e crua segundo seu ponto-de-vista: “Bildade retrata a horrorosa punição do perverso como a luz que se apaga (vv. 5-6), a ave pega na armadilha (vv. 7-10), o criminoso caçado (vv. 11-13), a tenda que vem abaixo (vv. 14-15) e árvore que seca (vv. 16-17)” (Warren W. Wiersbe).

Palavras cruéis, ferinas e humilhantes saem como flechas da boca dos que arrotam possuir todas as respostas. “Após acusar Jó de vociferar palavras irresponsáveis, Bildade defende a justiça de Deus em punir o perverso e recompensar o justo. Além disso, afirma, com tremenda indelicadeza, que os filhos de Jó morreram porque pecaram contra Deus” (William MacDonald).

• Forte, não?

A razão de nossa indelicadeza no falar está nos falsos conceitos que estão em nossa mente, eles explodem em nossas palavras e atitudes. “Bildade compartilhava os falsos conceitos de seus companheiros; por isso, teve dificuldades para condoer-se de Jó” (Carol Ann Mayer-Marlow).

Às vezes não importa a exposição teológica, mas a forma de lidar com quem carece de consolo, compaixão e empatia. “Quando as pessoas sofrem, elas não desejam um debate teológico e argumentativo. Precisamos lembrar-nos deste fato quando procuramos ajudar os que se acham envoltos em pesar. Eles necessitam de alguém que lhes segure a mão e ouça suas exclamações de dor”, explica Mayer-Marlow.

• Concordas?

Podemos crescer muito como cristãos estudando o livro de Jó: “Precisamos considerar aqueles que sofrem, não como ilustrações abstratas do grande conflito, mas como pessoas reais. Eles almejam que os aceitemos como pessoas íntegras, e não como seres inferiores que estão sendo submetidos a castigos por causa de pecados em sua vida. O sentimento de culpa só tende a exacerbar o sofrimento” (Mayer-Marlow).

Sofredores precisam de crentes verdadeiramente…

• Amorosos;
• Atenciosos;
• Altruístas;
• Simpáticos;
• Empáticos;
• Positivos;
• Dedicados;
• Comprometidos;
• Visionários;
• Consagrados.

Devemos refletir o caráter de Deus aos sofredores! Precisamos ser cristãos reavivados biblicamente, transformados pela graça! Ativos… – Heber Toth Armí.



JÓ 8 – COMENTÁRIO ROSANA BARROS  by Ivan Barros
27 de setembro de 2016, 0:30
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“Ele te encherá a boca de riso e os teus lábios, de júbilo” (v. 21).

O segundo amigo de Jó inicia o seu primeiro discurso. Apesar de usar de poucas palavras, Bildade traz argumentos pesados e uma visão farisaica, a qual já vimos que o próprio Jesus condenou: “Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas FOI PARA QUE SE MANIFESTEM NELE AS OBRAS DE DEUS” (João 9:3). Daí aparece Bildade e diz que os filhos de Jó morreram daquela forma por terem pecado contra Deus. Quando vamos avançando no estudo deste livro, percebemos o quão deficiente era o entendimento dos amigos de Jó com relação a justiça divina. Era uma percepção equivocada e humana. Não podemos jamais comparar o nosso senso de justiça com a justiça de Deus. A justiça do homem é rápida para acusar, rápida para punir; enquanto a justiça do SENHOR é rápida para perdoar, rápida para salvar. Cada ser humano neste mundo, desde o princípio, é uma criação particular e exclusiva. Assim como as mais belas obras de arte, que não podem ser copiadas, você e eu somos vasos únicos e especiais nas mãos do Oleiro. Nunca houve e nunca haverá alguém igual a você ou a mim. E sendo assim, o Autor da vida sabe muito bem como conduzir cada uma de Suas obras exclusivas. Jó não pediria para morrer se não soubesse que a morte trata-se apenas de um descanso. A morte de seus filhos não foi o fim, mas foi um repouso até o começo da eternidade.

Nem todos os servos de Deus experimentam o alívio que Jó experimentou antes de sua morte (O que veremos no capítulo 42). Já estudamos a vida de alguns heróis da fé que não tiveram o mesmo desfecho. E a lição da escola sabatina desta semana aborda um pouco sobre alguns deles, como Abel, que foi morto por seu irmão (Gênesis 4:8) e Estêvão (cuja história veremos em nosso estudo do livro de Atos) que foi morto, apedrejado por seus patrícios. Percebam que tanto na vida destes, quanto na vida de Jó, a injustiça partiu daqueles que deveriam amá-los.

O nosso maior sofrimento não acontece quando somos atingidos pelo mal de quem não conhecemos, mas por aqueles que se dizem nossos amigos e que afirmam nos amar. Jó foi esquecido por seus próprios irmãos, e os amigos que ali estavam como “consoladores”, só aumentavam a sua dor com palavras de reprovação e não de conforto. O que Jó pronunciou no capítulo de ontem foi o desespero em pensar que havia sido abandonado também por Deus. Não escondeu suas palavras e nem a sua angústia que o agredia até a morte. E a sua exposição tão cheia de terror não agradou a visão de seus amigos, assim como Eli um dia não se agradou ao avistar Ana pranteando de uma forma tão contrita a ponto de ser confundida com uma ébria (I Samuel 1:14). Como disse o próprio Bildade, “nós somos de ontem e nada sabemos” (v. 9). Como, pois, julgar conhecer os propósitos divinos debaixo de nossa visão míope? O sol nasce para bons e maus, justos e ímpios; a chuva cai sobre bons e maus, justos e ímpios; mais um dia termina, para bons e maus, justos e ímpios. O mundo em que vivemos não é nada justo e a cruz foi o grande palco desta realidade.

A nossa vida é limitada ao AGORA. Se “a esperança do ímpio perecerá” (v. 13) hoje, amanhã ou daqui a cinquenta anos não cabe a mim e nem a você estabelecer e nem condená-lo a morrer em sua impiedade, dizendo: “Eis em que deu a sua vida!” (v. 19), ou seja: “Eu bem que sabia que ele acabaria mal!”. Bildade afirmou a maldição na vida dos “aborrecedores” (v. 22) de Jó e não sabia ele que estava incluso neste grupo.

Amados do SENHOR, somos chamados para, como disse o padre Zezinho, andar como Jesus andou, sonhar como Ele sonhou, sentir o que Ele sentiu, viver como Ele viveu, AMAR como Ele nos amou! Só assim, APESAR das provações, APESAR de nossas tristezas, APESAR das injustiças, APESAR DE NÓS MESMOS, Deus encherá a nossa boca de riso e os nossos lábios, de júbilo (v. 21). O nosso “primeiro estado” (v. 7) passará, porque Deus “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque AS PRIMEIRAS COISAS PASSARAM” (Apocalipse 21:4). Basta apenas crer nAquele que é “Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça” (Apocalipse 19:11).

Bom dia, servos do Deus Fiel e Verdadeiro!

Desafio do dia: Pais, assim como Jó, reúnam seus filhos e orem com eles e por eles, consagrando-os ao SENHOR.

*Leiam #Jó8

Rosana Garcia Barros




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