Reavivados por Sua Palavra


ESTER 1 by jquimelli
10 de setembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

O livro de Ester conta a história da mão de Deus em ação, de Sua providência e cuidado por Seu povo. Curiosamente, o nome de Deus não é mencionado em Ester. Nem sequer uma vez. No entanto, o Seu amor e orientação são claramente o enredo por traz de tudo que faz desta história uma maravilha.

Noutros livros das Escrituras, a presença de Deus é inconfundível e a manifestação da Sua vontade indiscutível. Em Ester, Deus trabalha em silêncio, fiel e persistentemente em e através de indivíduos comuns, para realizar a Sua vontade e propósito. É assim que a maioria de nós estamos acostumados a ver Deus operando em nossas próprias vidas. Talvez seja isto o que mais nos atrai na história de Ester.

A obra das mãos de Deus é claramente vista em dois temas principais do livro de Ester. O primeiro é o tema do Grande Conflito. Os personagens e os resultados da história representam o conflito cósmico universal.

E é difícil não ver o outro tema principal de Ester: as reviravoltas. O livro de Ester é cheio de reviravoltas na sorte de indivíduos e de grupos de pessoas. Mais do que coincidências, essas reviravoltas são a prova do trabalho silencioso de Deus.

A história de Ester indiscutivelmente nos inspira esperança, fé e coragem.

Jean Boonstra
Voz da Profecia

Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/est/1/ e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/est/1/
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/17/
Tradução Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Ester 1
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/51-52 e https://credeemseusprofetas.org/



ESTER 1 – Comentários selecionados by jquimelli
10 de setembro de 2016, 0:50
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1 A história de Ester começa em 483 a.C., 103 anos após Nabucodonosor ter levado os judeus ao cativeiro (2Rs 25), 54 anos após Zorobabel liderar o primeiro grupo de exilados de volta a Jerusalém (Ed 1,2) e 25 anos antes de Esdras liderar o segundo grupo a Jerusalém (Ed 7). Ester vivia no reino da Pérsia, o reino dominante no Oriente Médio após a queda de Babilônia em 5339 a.C. Os deviam estar entre aqueles exilados que preferiram não retornar a Jerusalém, apesar de Ciro, o rei persa, ter emitido um decreto permitindo que eles retornassem. Os exilados judeus tinham ampla liberdade na Pérsia e muitos lá ficaram porque haviam se estabelecido ou porque tinham medo da viagem de retorno a sua terra natal (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

Xerxes [Assuero], o Grande, foi o quinto rei da Pérsia (486-465 a.C.). Ele era orgulhoso e impulsivo, como podemos ver nos eventos no cap 1. Seu palácio de inverno era em Susã, onde ele ofereceu o banquete escrito em 1:3-7. Os reis persas geralmente davam grandes banquetes antes de irem à guerra. Em 481, Xerxes lançou um ataque contra a Grécia. Após uma grande vitória nas Termópilas, foi derrotado em Salamis em 480 e teve que retornar à Pérsia. Ester tornou-se rainha em 479 (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

4 A celebração durou 180 dias (cerca de 6 meses) porque seu real propósito era planejar a estratégia de batalha para invadir a Grécia e demonstrar que o rei tinha riqueza suficiente para levá-la a termo. Guerras de invasão não tinham apenas o propósito de sobrevivência; eram um meio de adquirir mais riqueza, território e poder

9 Antigos documentos gregos chamam a mulher de Xerxes de Amestris, provavelmente uma forma grega para Vasti. Vasti foi deposta em 484/483 a.C., mas ela é mencionada novamente em registros antigos como a rainha mãe durante o reinado de seu filho, Artaxerxes, que sucedeu Xerxes. Até o final do reinado de Xerxes, ou Ester morreu ou Vasti conseguiu, através de seu filho, recuperar a influência que havia perdido (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

10 Alguns conselheiros e oficiais do governo eram castrados para prevenir que tivessem filhos e, então, se rebelassem, tentando estabelecer sua própria dinastia. O oficial castrado era chamado de eunuco (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

10,11 Xerxes tomou uma decisão apressada, estando meio bêbado, baseado apenas em sentimentos. Seu domínio próprio e sabedoria prática estavam enfraquecidos por vinho em excesso. Más decisões são tomadas quando as pessoas não pensam claramente. Fundamente suas decisões em pensamento cuidadoso, não em emoções do momento. Decisões impulsivas levam a grandes complicações (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

12 A rainha Vasti se recusou a desfilar na festa de homens do rei, provavelmente porque era contra o costume persa que uma mulher aparecesse em uma reunião pública de homens. Este conflito entre costume persa e a ordem do rei colocou-a em uma situação difícil, e ela escolheu recusar seu meio bêbado esposo, esperando que ele readquirisse mais tarde o bom senso. Alguns sugerem que Vasti estivesse grávida de Artaxerxes, que nasceu em 483 a.C., e ela não queria ser vista em público naquele estado. Seja qual tenha sido a situação, sua ação foi uma quebra de protocolo que colocou Xerxes numa situação difícil. Uma vez que ele havia dado a ordem, não podia mais voltar atrás. Por estar se preparando para invadir a Grécia, Xerxes tinha convidado importantes oficiais de todas as partes para conhecer o seu poder, riqueza e autoridade. Se fosse percebido que ele não tinha autoridade sobre sua própria esposa, sua credibilidade militar – o grande critério de sucesso de um rei daquela época – estaria destruída. Além disso, o rei Xerxes estava acostumado a ter o que queria (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

16-21 Talvez o pensamento dos homens estivesse nublado pela bebida. Obviamente esta lei não faria que as mulheres do país respeitassem seus maridos. O respeito entre homens e mulheres nasce da consideração e apreço mútuos como criaturas de Deus e não por uma lei humana. Obediência forçada é um pobre substituto para o amor e respeito que esposas e maridos deveriam ter uns pelos outros (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

19 e não se revogue. Memucã não quer que uma decisão, feita pelo rei num momento de cólera, instigada pela festa, pela atitude da rainha e pelos conselhos dos sábios, venha, depois, a ser revogada, pois a rainha, uma vez restaurada, logo se vingaria (Bíblia Shedd).



ESTER 1 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
10 de setembro de 2016, 0:45
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ESTER 1 – Embora o livro trata Ester como heroína – e de fato ela foi – o livro é intrigante, cheio de aparentes mistérios:

“Como é bem conhecido, Ester e Cântico dos Cânticos são os únicos dois livros no cânon que nunca mencionam Deus diretamente […]. Nas últimas décadas, a integração desse livro [Ester] ao cânon foi examinada com algum detalhe, em parte por causa de sua natureza aparentemente secular e em parte porque ele é a única obra incluída no AT que não foi atestada pelos manuscritos do mar Morto” (Paul R. House).

Além do que já foi dito acima, nada de Ester é citado no Novo Testamento.

Por não falar de Deus, por ser de natureza secular e, não ser bem visto assim na história teológica, o livro foi (e ainda é) questionado por muitos. Contudo, “a história de Ester desperta nos leitores a compreensão das oportunidades que a providência de Deus pode trazer para o mais fraco dos fracos” (Francis D. Nichol); pois, Ester estava em um ambiente puramente secular, pagão e imoral.

Observe como começa o livro:

• 180 dias de festanças nada espiritual (vs. 1-4);
• Mais 7 dias de festa para o público (vs. 5-9);
• Uma recusa digna de nota da esposa do rei Assuero (vs. 10-12);
• Vasti, esposa do rei foi enxotada por não rebaixar-se moralmente (vs. 13-22).

Informação importante: “Os acontecimentos registrados no livro ocorreram entre o sexto e o sétimo capítulo de Esdras, durante o reinado de Assuero (Xerxes), rei da Pérsia” (William MacDonald).

Os judeus deveriam ter voltado para Jerusalém. A libertação do exílio era real; alguns tinham retornado como se vê nos livros de Esdras e Neemias. Mas, teve gente que preferiu criar raízes em terras estrangeiras. A família de Ester é um exemplo disso.

Bebedeiras, autoritarismo, machismo, imoralidade, perversidade, arrogância, orgulho, humilhação, desprezo, etc. – é com isso que abre o livro de Ester.

• Aplicação: Num ambiente sem Deus a festa é carnal, diabólica e infernal por mais que sejam de pessoas da alta sociedade.

Vasti, a rainha deposta, é a única ênfase positiva num capítulo de déspotas: Rei, conselheiros, etc. “Ela agiu em harmonia com uma consciência pura” – analisa Ellen G. White.

• Aplicação: Enquanto o secularismo despreza a mulher, a Bíblia mostra sua dignidade!

Busquemos reavivamento! – Heber Toth Armí.



ESTER 1 – #RPSP – Comentário Rosana Barros  by Ivan Barros
10 de setembro de 2016, 0:30
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“Bebiam sem constrangimento, como estava prescrito, pois o rei havia ordenado a todos os oficiais da sua casa que fizessem segundo a vontade de cada um” (v. 8 ).

Um banquete suntuoso, luxúria, riquezas, homens ébrios e uma rainha que se recusa a atender aos caprichos de um rei bêbado. Este é o início deste livro das sagradas Escrituras. O livro de Ester é de autoria desconhecida, assim como o seu período histórico, que, segundo alguns estudiosos é mais provável que tenha sido no mesmo período do profeta Daniel. A certeza que podemos ter é que Ester, ou Hadassa, foi uma mulher escolhida por Deus para um propósito específico que vamos estudar ao decorrer desses dias. O banquete dado pelo rei Assuero seria para fechar com “chave de ouro” a fama de seu próspero reinado. Foram sete dias de comida, bebida e orgias à vontade. Cada um poderia agir de acordo com seus próprios impulsos sem nenhum constrangimento (v. 8). Não se tratava de liberdade, e sim de libertinagem. Atitude reprovada pela Palavra de Deus: “Porque, vós irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne” (Gálatas 5:13). A diferença entre liberdade e libertinagem é que aquela é um dom de Deus para ser manifesto o fruto do Espírito (Vide Gálatas 5:22-23), e esta procede do coração corrupto do homem (Vide Jeremias 17:9) produzindo as obras da carne (Vide Gálatas 5:19-21).

A ordem de fazerem o que quiserem acabou voltando-se contra quem a ordenou. Em sua exaltação própria só faltava uma coisa para coroar aquele evento: o desfile da rainha Vasti. Alguns teólogos afirmam que a recusa da rainha se deu pelo fato de que não seria uma exposição qualquer de sua beleza, mas de sua nudez, usando apenas “a coroa real” (v. 11). Bem, apesar das especulações não podemos confirmar ao certo o porquê da rainha ter recusado atender uma ordem do rei, já que as consequências para tamanho insulto eram terríveis, e a dela custou a perda de sua coroa e o banimento da presença do rei para sempre. Diante de todo o enredo que envolve o relato deste livro, prefiro pensar que a recusa de Vasti foi plano de Deus para que Ester ocupasse o seu lugar e salvasse os judeus da condenação. E isto nos leva a outra reflexão. De que “o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR” (Provérbios 16:1). Os planos de Assuero foram frustrados; o plano de Vasti, seja lá qual tenha sido, foi frustrado; os planos de todos que aguardavam vislumbrar a beleza da rainha e terminar aquele banquete contando vantagens foram frustrados; e tudo porque do SENHOR vem a resposta final, sempre.

Não precisamos estar em um banquete devasso para dar vasão à libertinagem. Na verdade, o banquete e tudo o que lá aconteceu foram a colheita do que já haviam plantado em seus corações. Basta considerar-se “senhor em sua casa” (v. 22) e, automaticamente, o seu coração lhe conduzirá conforme as suas próprias paixões. A razão pela qual Vasti foi deposta não foi simplesmente por sua recusa, mas pelos resultados que afetariam a relação marido e mulher em toda a Pérsia e Média (v. 18). A sua má conduta não poderia ficar sem punição porque precisava servir de exemplo para que outras mulheres não se achassem no direito de rebelar-se contra seus maridos também. Mais uma prova de que tudo o que fazemos, quer seja bom, quer seja ruim, produz resultados que afetam os que estão ao nosso redor.

O que temos feito com a liberdade que o SENHOR tem nos dado? Temos, pelo Seu poder, permitido que Ele transforme em “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”? Ou temos permitido que as obras da carne nos governem sob a desculpa de que somos livres? A ordem de Assuero foi: “que fizessem segundo a vontade de cada um”. A ordem do SENHOR é: “não façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gálatas 5:17). Percebem a gritante diferença? Cada dia, amados, estão diante de nós dois caminhos: o da liberdade para salvação e o da libertinagem para perdição. Ou é um, ou é outro. Não há meio termo. Oxalá que todos nós escolhamos hoje o caminho que conduz à salvação e que Deus seja sempre o SENHOR em nossa casa!

Feliz sábado, livres em Jesus!

Desafio do dia: Hoje é o dia do SENHOR. Não deixe de ir adorá-Lo na igreja mais próxima à sua casa (www.encontreumaigreja.com.br) pela manhã, e à tarde experimente continuar O adorando fazendo o bem a alguém. Foi este o exemplo que Jesus nos deixou (Vide Lucas 4:16; Mateus 12:12); sigamos as Suas pegadas (I Pedro 2:21).

*Leiam #Ester1

Rosana Garcia Barros




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