Reavivados por Sua Palavra


JÓ 11 by Jeferson Quimelli
30 de setembro de 2016, 1:00
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

Neste capítulo é Zofar quem fala. Ele é conhecido como sendo um naamatita, o que alguns acreditam significar ser um descendente de Naor, irmão de Abraão.

Quando Zofar fala que os ímpios não terão nenhum lugar para fugir e que suas esperanças se transformarão em tristeza e perda de vida (v. 20), ele não está pensando sobre o fim dos tempos, mas sobre o presente. Fala, também, por outro lado, que a solução para Jó reside na sua vontade de se aproximar de Deus e ouvi-Lo.

Zofar, assim como seus outros amigos, foca o tempo presente. Se algo de bom está para acontecer a uma pessoa, isto deve acontecer neste momento e não futuramente, no céu. Descobertas arqueológicas no Egito e Mesopotâmia nos demonstram que este modo de pensar, comum na era moderna, já existia desde naquela época, a milhares de anos atrás. Zofar e seus amigos são exemplos do pensamento “viva para o agora”.

Querido Deus
Assim como Jó, queremos manter viva a esperança do Advento e não pensarmos apenas no presente. Em nome de Jesus, Amém.

 

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

 

Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/11 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/11
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/06/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 11
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pp/56-57 e https://credeemseusprofetas.org/



JÓ 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
30 de setembro de 2016, 0:50
Filed under: Sem categoria

1-20 Assim como Elifaz (v. 4.7-11) e Bildade (v. 8.3-6), Zofar declara que os pecados de Jó foram a causa das aflições (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Zofar foi o terceiro dos amigos a falar, e o menos cortês. Cheio de ódio, ele ataca Jó, dizendo que Jó merece mais punição e não menos. Zofar assumiu a mesma posição de Elifaz (cap. 4,5) e Bildade (cap.8) de que Jó estava sofrendo por causa de pecado, mas seu discurso foi, de longe, o mais arrogante (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).

2-3 As palavras de Zofar são mais duras que as de Bildade (8:2) (Andrews Study Bible).Zofar revela falta de compaixão ao deixar de se colocar no lugar de Jó antes de condená-lo. Além disso, Zofar não está inteiramente certo na condenação: Jó foi sincero em questionar ações de Deus que lhe pareciam injustas (v. 9.14-24), mas não zombou de Deus (é Zofar quem o acusa de ter feito isso) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

2 palavrório. Zofar parece irritado com o tamanho do discurso de Jó. Os orientais consideravam a brevidade no falar como uma virtude distintiva (ver Pv 10:19; Ec 5:2)(CBASD, vol. 3, p. 591).

3 parolas. Do heb. badem, “fala vazia” (ver Is 16:6; Jr 48:30; 50:36)(CBASD, vol. 3, p. 591).

4 Pois dizes […] sou limpo aos Teus olhos. Jó nunca disse isto (Andrews Study Bible).
Zofar […] deixa subentendido que Jó estava reivindicando ter pureza absoluta (perfeição impecável), mas Jó em nenhuma ocasião aplica esses termos a si (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Este verso reitera o ponto central de desacordo entre Jó e seus amigos. Jó aceitava o testemunho de sua consciência, enquanto seus amigos interpretavam mal o testemunho de seu sofrimento(CBASD, vol. 3, p. 591).

Essa não é uma citação correta das palavras de Jó, que nunca se declara impecável. Jó apenas afirmou não levar o tipo de vida pecaminosa que pudesse merecer tão severos castigos. Ele já havia admitido que nenhum mortal poderia ser justo diante de Deus (9.2) (Bíblia de Genebra).

É inteiramente verdadeiro que muitos de nós estamos dominados pela autocomplacência, porque julgamos o que há de melhor em nós pelo que há de pior nos outros. Pode acontecer, também, que tenhamos uma inadequada concepção do que Deus é, e do que ele requer de nós. Será melhor batermos no peito como o publicano e nos confessarmos o pior dos pecadores (Comentário Bíblico VT – FBMeyer).

6 Zofar diz que Jó merece punição adicional – ele é o mais cruel dos amigos (Andrews Study Bible).

7 desvendarás […]? A frase diz, literalmente: “Você poderá descobrir as coisas a serem exploradas sobre Deus?” (CBASD, vol. 3, p. 591).

8 como as alturas dos céus. Paulo usa as mesmas quatro dimensões para descrever o amor de Deus em Cristo (Ef 3.18) (CBASD, vol. 3, p. 591).

mais profunda é ela do que o abismo. NVI: mais profundos que as profundezas. NKJV: Mais profundo que o sheol (original hebraico). Não há lugar na Terra do que Sheol, o nome dado ao lugar dos mortos [segundo o pensamento corrente da época]. É usado quase 500 vezes na Bíblia, 7 delas em Jó (CBASD, vol. 3, p. 591).

7 arcanos de Deus. NVI: “os mistérios de Deus”. NKJV: “as coisas profundas de Deus” [deep things of God].

11 Ao chamar Jó de “enganador” (NIV e NVI), Zofar estava acusando Jó de possuir falhas e pecados secretos. Apesar desta suposição de Zofar ser incorreta, sua explanação de que Deus sabes e vê tudo é acurada (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).

12 quando a cria de um asno montês nascer homem. Nota textual NVI: ” ou: ‘nascer domesticado’ “. A nota textual NVI contrapõe duas espécies correlatas, porém totalmente diferentes, de animais bíblicos – o jumento selvagem e o domesticado (Bíblia de Estudo NVI Vida).

…isto é, um homem tão intratável, indomado e teimoso como um asno selvagem ainda pode se transformar num verdadeiro homem” (CBASD, vol. 3, p. 592).

13-20 Isso parece um bom conselho para um pecador devasso, mas não se aplica ao caso de Jó. Como Bildade, Zofar não abre espaço para a misericórdia. Jó teria que se tornar justo antes que Deus o aceitasse (Bíblia de Genebra).

Idéia popular, mas falsa: o bom prospera, o ímpio sofre [cf. tb Elfaz, 5:17-26, e Bildade, 8:5-7] (Andrews Study Bible).

13 estenderes as mãos. Zofar insta com Jó para que vá a Deus em atitude de súplica (CBASD, vol. 3, p. 592).

Zofar toma por certo que os problemas de Jó estão arraigados no pecado; tudo o que Jó precisa fazer é arrepender-se, e a partir daí sua vida será bem-aventurada e feliz. Mas em nenhum lugar Deus garante ua vida “mais refulgente que o meio-dia” (v. 17) simplesmente por sermos seus filhos. Deus tem para nós um propósito mais sublime que nossa prosperidade, ou pessoas em busca do nosso favor (v. 19). A filosofia de Zofar conflita com o Sl 73 (Bíblia de Estudo NVI Vida).

14-15 É arrogância da parte de Zofar pensar saber por que Jó estava sofrendo (Bíblia de Genebra) (Andrews Study Bible).

16 como de águas. Como uma pancada de chuva, uma poça d’água ou uma forte enxurrada que ameaça engolfar tudo, logo passa e é esquecida, assim a desgraça de Jó cairia na insignificância em vista do brilhante futuro (CBASD, vol. 3, p. 592).

20 perversos. Se Zofar tivesse terminado com o v. 19, Jó poderia ter extraído conforto de seu discurso, que apresentava a esperança de restauração ao favor de Deus e o retorno à felicidade. mas, como se quisesse acentuar o conceito desfavorável que tem da conduta e do caráter de Jó, ele não termina com palavras encorajadoras, mas acrescenta um trecho que tem ares de condenação (CBASD, vol. 3, p. 592).

O tributo que Zofar prestou a Deus é magnífico. Sua sinceridade é óbvia. Mas ele, como os outros amigos de Jó, interpretou mal a providência de Deus. Ele é incapaz de ver o sofrimento como outra coisa a não ser uma punição direta pelo pecado. Ele exorta Jó a se arrepender, quando devia levar-lhe amor e conforto. Os discursos dos amigos de Jó foram comparados a rodas que giram sobre o mesmo eixo. Eles variam nos detalhes, mas concordam no ponto de vista básico (CBASD, vol. 3, p. 593).



JÓ 11 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
30 de setembro de 2016, 0:45
Filed under: Sem categoria

JÓ 11 – Mesmo em nossos melhores dias não é agradável ouvir um duro discurso incriminador, empapuçado de sentimentos negativos… quanto mais nos piores dias de nossa vida! Pior ainda quando as palavras ferinas são proferidas pelas pessoas que esperamos compreensão e clemência!

O que Zofar, o terceiro amigo que permanecera calado até agora, diz a Jó em seu primeiro discurso?

1. Zofar introduziu seu discurso recriminando indelicadamente a Jó, discordando veementemente de seus discursos. Após tantas inquisições repressoras ele diz a seu amigo que desejaria que Deus lhe respondesse a fim de que ele percebesse que ainda não tinha recebido tudo o que realmente merecia (vs. 1-6).

2. Zofar passou a filosofar sobre Deus com presunção, autoritarismo e crítica mordaz. Após descrever a transcendência e a imanência divina, a força de sua retórica tencionava amordaçar Jó, afirmando que, para ser sábio com declarações como as dele seria possível somente quando uma mula parisse um homem (vs. 7-12).

3. Zofar encerrou seu discurso na mesma linha dos outros amigos: Elifaz e Bildade. Partindo do pressuposto que Jó era um terrível pecador, apelou a que buscasse a Deus por ajuda e perdão com coração verdadeiramente arrependido, então, encontraria restauração; do contrário, seria ímpio que despencaria ladeira abaixo até cair desgraçadamente num túmulo (vs. 13-20).

Zofar fervilhava de raiva ao proferir seus argumentos. Por mais que no fim apresentasse um Deus capaz de readmitir um pecador arrependido, seu julgamento em relação à Jó estava mais para “caso perdido”.

Francis I. Andersen diz sobre Zofar que “não há sequer um sopro de compaixão no seu discurso […]. A desaprovação de Zofar demonstra quão pouco escutou o coração de Jó. Sua repreensão acusadora revela quão pouco sentiu a mágoa de Jó”. Ele acusou Jó “de ser tagarela (vv. 2-3), justo em seus próprios méritos (4-6), convencido (7-12) e recalcitrante (13-20)”.

O que Deus pensa de nós pode ser bem diferente do que amigos íntimos dizem sobre nós. A sabedoria divina difere infinitamente da sabedoria humana (vs. 5-6, conf. 1:8; 2:3). Portanto…

• …antes de julgar alguém, precisamos tirar grandes vigas de nossos próprios olhos.
• …se não for para edificar, melhor ficarmos com a boca fechada.
• …é melhor arrazoar sobre Deus apenas quando estivermos refletindo Seu caráter.

Busquemos discernimento para agir corretamente! – Heber Toth Armí.



JÓ 11 – #RPSP – Comentário Rosana Barros by Ivan Barros
30 de setembro de 2016, 0:30
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“Sabe, portanto, que Deus permite seja esquecida parte da tua iniquidade” (v. 6).

Se os discursos anteriores já haviam abalado o emocional de Jó, o discurso de Zofar só piorou a situação. Ele acusa a Jó de ser um tagarela (v. 2), zombador (v. 3), mentiroso (v. 4), perverso (v. 20) e que o “castigo” que havia recebido era menor do que o que realmente merecia (v. 6). Zofar escarneceu da integridade de Jó e não considerou, em momento algum, a sua situação com compaixão. Sob o aval de seus demais amigos, iniciou com terríveis acusações (v. 1-6), proferiu o que considerava a respeito de Deus (v. 7-11), “vomitou” a sua ironia (v. 12), lançou as suas ideias completamente equivocadas a respeito da justiça do SENHOR (v. 13-19) e terminou afirmando que o sofrimento de Jó era resultado de sua perversidade (v. 20). Percebemos que, ao contrário de Elifaz e de Bildade, Zofar expressou argumentos fracos e medíocres diante daquele que o próprio Deus chamou por duas vezes de “homem íntegro, e reto” (1:8; 2:3).

A verdadeira condição humana só pode ser conhecida por Deus. Só Ele tem o poder de sondar os corações e de penetrar os pensamentos (Salmo 139:1-2). Quando o Verbo se fez carne e habitou entre nós (João 1:14), não fez acepção de pessoas, acolhendo, curando e ensinando a todos, sem distinção. Andou e comeu com publicanos e pecadores (Lucas 15:2); atraiu os rejeitados (Lucas 15:1), conquistando-lhes o coração pelo poder de Seu amor. Na escolha de Seus discípulos, deu provas mais do que suficientes de que a ninguém rejeita. Em Seu sofrimento, como Jó, foi acusado de ser um falsário. Aos pés da cruz, os que deveriam adorá-Lo dEle escarneciam. O sofrimento de Jó foi um prenúncio do sofrimento dAquele que é a própria retidão e integridade. E assim como seus amigos o negavam e o acusavam injustamente, Cristo também foi negado (João 18:27) e acusado (Lucas 23:4) de forma injusta. Ainda assim, não proferiu maldição alguma e nem palavras de condenação, mas, com o mais intenso amor exclamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).

Veremos que as palavras de Zofar causaram em Jó um senso de justiça própria, fazendo com que falasse em sua própria defesa. Jó aprenderia que não precisava defender a sua própria integridade diante dos homens, mas confiar na justiça que vem de Deus. O silêncio de Cristo não evitou o escárnio da furiosa turba que O oprimia, porém causou uma profunda e sobrenatural admiração (Mateus 27:14). A sabedoria do silêncio muitas vezes ultrapassa a sabedoria de uma multidão de palavras. Se os amigos de Jó tivessem permanecido em silêncio não apenas os sete dias; e, em oração, entregassem o seu amigo nas mãos do “Todo-Poderoso” (v. 7), não teriam sido considerados culpados diante de Deus (Jó 42:7).

Que de nossos lábios não saiam palavras de condenação contra o nosso próximo. Que possamos transformar os insultos e injustiças a nosso respeito em oportunidades de parecermos com o nosso Salvador: “Graças, ó Deus, por me permitires ser humilhado, pois é exatamente assim que quero tornar-me humilde como Jesus” (O Décimo Primeiro Mandamento, p. 34). Que o silêncio de nossos lábios sejam convertidos em súplicas e orações por nossos irmãos (Efésios 6:18). Só assim o SENHOR nos honrará e converterá as nossas lágrimas em eterna alegria.

Bom dia, abençoadores!

Desafio do dia: Busque a reconciliação com alguém que você feriu com palavras ou ofereça o perdão caso necessário.

*Leiam #Jó11

Rosana Garcia Barros



JÓ 10 by Jeferson Quimelli
29 de setembro de 2016, 1:00
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

Jó sabe que tem um relacionamento com Deus e repousa firmemente em Sua mão de Deus. Ele está descansando em cima do conhecimento que Deus tem dele e de sua inocência (v. 7). Jó está seguro na mão de Deus, porque Deus é o seu Criador: “Você me fez de barro (cf Gên 2:7: “Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra”) e Você me fará voltar ao pó? “(v. 9). Deus deu a Jó um esqueleto e o vestiu com pele. Deu-lhe a vida, a personalidade, bondade e espírito – a capacidade de ter uma relacionamento com o Criador (v. 12). Jó está escondido no coração de Deus (v. 13).

Sendo que Jó está no coração de Deus, é impensável a conclusão de Elifaz e Bildade de que se você é ruim coisas ruins acontecem com você; E que se você é bom, então coisas boas acontecem com você (versos 14-15).

No versículo 20, Jó suplica por uma suspensão temporária de seu sofrimento. Seus dias à frente podem ser poucos, por isso se o sofrimento for suspenso por um curto período ele pode ter ainda um pouco de tempo de conforto antes de morrer. Ao morrer, ele irá para a terra da escuridão e das sombras (v. 21 e 22).

Querido Deus,
Também estamos ligados ao Teu coração, à Tua mente e as Tuas mãos. Cristo é o nosso advogado no julgamento. Senhor, ajuda-nos a aceitar, como Jó, que até mesmo os nossos sofrimentos estão debaixo da Tua soberania. Amém.

 

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

 

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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/10
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/06/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 10
Comentário em áudio Pr Valdeci
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JÓ 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
29 de setembro de 2016, 0:50
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3 Tens prazer de oprimir-me,[…] , enquanto sorris para o plano dos ímpios? Jó imagina que Deus está zangado com ele, um inocente (v. 9.28), [e] que Se deleita com os ímpios. Essas palavras servem de lembrança de que não é apropriado discutir teologia ao lado de um leito de enfermidade; em tempos de sofrimento severo, as pessoas talvez digam coisas que necessitam de uma resposta de amor e compreensão. O próprio Jó acabará arrependendo-se, e Deus lhe perdoará (42.1-6) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

17 A expressão “contra mim aumentas a tua ira” do verso 17 necessita de um esclarecimento. A palavra “raiva” ou “ira” (ARA, NVI) dá uma impressão errada. Esta é uma das palavras que não ocorrem com muita frequência no livro de Jó. Para entender esta palavra neste livro, deve-se ter em mente que nos dias de Moisés o seu significado era “ligar, conectar”. Sendo assim a palavra “ira” ou “raiva”, utilizada em algumas traduções, não corresponde ao significado original. Como Jó está muito “ligado” a Deus, “abraçado” por Deus, por um lado recebeu muitos benefícios, mas por outro lado recebeu também muitas provações. Ele se pergunta se não teria sido melhor se ele não tivesse nascido ou morrido logo após o nascimento, em vez de sofrer (v. 18-19).  Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/06/jo-10/



JÓ 10 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
29 de setembro de 2016, 0:45
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JÓ 10 – Perder um filho gera uma dor incompreensível na alma, quanto mais perder uma dezena! Além de perder todos os filhos, Jó perdeu toda sua fazenda e toda sua saúde. Seu sentimento era mais que mero luto. Sua dor era inexplicável!

Jó não sofria devido a algum pecado específico, ou por afastar-se de Deus e de Sua vontade. Não! Muito pelo contrário, assim como Jesus, ele sofria por ter vivido retamente. Se Jó não era culpado, qual, então, era a razão de tanto sofrimento? O diabo está como leão procurando algum servo de Deus para devorar – Relembre os primeiros capítulos!

Satanás fazia Jó sofrer demasiadamente, porém, ele não sabia o que havia nos bastidores. Com isso em mente, tente ser empático com Jó, que, neste capítulo…

1. Levanta grandes queixas contra Deus (vs. 1-7);
2. Filosofa nostalgicamente sobre seu passado (vs. 8-12);
3. Expõe ideias estranhas sobre Deus em relação à sua miséria (vs. 13-17);
4. Preocupa-se com sua existência e, principalmente, seu fim (vs. 18-22).

O sábio Jó do oriente perdeu até a sabedoria. Ele não entendia a razão de seu sofrimento, nem o motivo de sua existência e nem mesmo entendia seu Deus, o Criador do Universo.

Esmagados de todos os lados, o sofredor fica só o pó. Moído pela dor e espremido pela angústia, a autoestima vai ao chão; qualquer motivação desaparece, e, até a fé fica turva. Porém, Jó não desistiu de Deus.

• Não dizemos coisas feias de Deus com bem menos sofrimento que experimentou Jó?
• Não falamos inúmeras besteiras quando estamos sendo ferozmente torturados pela dor e aflição na alma?

Algumas considerações são importantes para reflexão. Pelas colocações de Jó neste capítulo, fique alerta: NÃO…

• …leve a sério tudo o que alguém alterado, amargurado e extremamente aflito fala; principalmente suas ideias esquisitas sobre Deus.
• …considere que tudo o que um sofredor no extremo da dor diga sobre sua origem, sua história e sua morte.
• …tente argumentar com alguém que está variado por passar pela experiência da dor infernal; questionar seus argumentos vai lhe ferir ainda mais.

Amigos leitores… Vamos tentar ser o intercessor humano que todo sofredor precisa. Vamos conduzir os sofredores ao Libertador divino que o coração aflito tanto almeja: Jesus Cristo!

Muita gente precisa de Jesus… – Heber Toth Armí.



JÓ 10 – #RPSP – COMENTÁRIO ROSANA BARROS by Ivan Barros
29 de setembro de 2016, 0:30
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“Vida me concedesse na Tua benevolência e o Teu cuidado a mim me guardou” (v. 12).

O salmo 23 é um dos textos bíblicos mais conhecidos e um dos mais lidos do mundo cristão. Geralmente faz parte da decoração de muitas casas, a Bíblia aberta neste salmo. Mas eu lhe convido hoje a visualizar o verso quatro do referido salmo: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo…“. Percebam que o salmista Davi usa uma figura de linguagem que lhe era peculiar. Como pastor de ovelhas, conhecia bem o labor que dantes era o seu ofício. E muitas vezes teve que pôr em risco a sua própria vida para proteger as ovelhas de seu pai, Jessé. Quanto mais Deus não faria qualquer coisa em prol de Seus filhos! Jesus, nosso Bom Pastor, enfrentou não apenas o vale da sombra da morte, mas a própria morte por amor a mim e a você.

No capítulo de hoje, Jó protesta contra o que julga ser a severidade divina. Apesar de reconhecer que foi criado e cuidado por Deus, lamenta que pela mesma mão criadora sofria os males de Sua ira (v. 17). Então, finaliza suas palavras novamente falando em morte, mas desta vez, em “sombra da morte”, por duas vezes (v. 21, 22), enfatizando a sua certeza de que não esperava nada além da morte como solução para o seu sofrimento.

Perceba que eu omiti a última parte do Salmo 23:4. Acompanhe agora a leitura da parte final deste verso: “…a Tua vara e o Teu cajado me consolam“. Ontem vimos que Jó, em seu desespero, em alguns momentos não sabia o que estava falando. Vamos rever o que ele disse no verso trinta e quatro do capítulo anterior: “Tire Ele a Sua vara de cima de mim”. Nossa! Jó definitivamente não sabia o que dizia. Ai dele se isso tivesse acontecido! Enquanto ele dizia “ai de mim!” (v. 15) temendo os juízos de Deus, ai dele se Deus não estivesse com Sua vara por sobre ele.

Interessante é que Jó inicia o seu protesto deixando bem claro que o que iria falar era fruto da amargura que estava sentindo (v. 1) e dizendo a Deus: “Não me condenes; faze-me saber por que contendes comigo” (v. 2). Resumindo, era como se Jó tivesse dito mais ou menos assim:

— Eu não suporto mais viver assim! Preciso falar tudo o que me aflige! Perante Deus, eu só peço que Ele não me leve a mal, só me faça entender porque está me fazendo passar por tudo isso.

A nossa incompreensão acerca de nossas tristezas e mazelas muitas vezes nos leva a nutrir as mesmas dúvidas que amarguraram a vida de Jó. Passar pelo vale da sombra da morte sem temer o mal que ele traz consigo parece uma missão impossível de ser idealizada, quanto mais realizada. A Bíblia não descarta a possibilidade de sentirmos medo, mas coloca o medo num patamar inferior à esperança que Deus promove no coração dos que nEle confiam. Infelizmente, o medo é um mal que nos acompanha durante toda a nossa vida. Tememos muitas coisas, porém, a maior delas sempre foi a morte. Mas o salmista afirma que não tem medo algum porque Deus com ele está e usa Seus instrumentos para consolá-lo. A certeza da presença constante de Deus é, portanto, o segredo para fazer cessar o medo. Jó sabia que, ainda que não pudesse ver, Deus estava com ele (v. 11), e, inconscientemente, mesmo com uma visão equivocada, reconheceu duas coisas que Davi reconheceu em forma de louvor: Deus estava com ele, e a Sua vara estava sobre ele.

Mais tarde Jó descobriria que a vara que julgava ser severa, era a que o consolava e o ajudava a suportar todas as suas dores.

Amado, Deus está aí com você neste momento em que você escolheu ser reavivado por Sua Palavra mais este dia. Ele está lhe conduzindo a verdes pastagens e a águas tranquilas. Ainda que você esteja atravessando o vale da sombra da morte, pode chorar, pode abrir o teu coração a Deus, pode extravasar a tua dor, só não pode perder a esperança, pois o SENHOR está contigo e está com a Sua vara e com o Seu cajado para te conduzir da morte para a vida, onde habitarás com Ele para todo o sempre! Creia e confie!

Bom dia, ovelhinhas do Bom Pastor!

Desafio do dia: Decore o salmo 23 e recite-o todas as vezes que estiver passando por dificuldades, crendo que Deus está contigo.

*Leiam #Jó10

Rosana Garcia Barros



JÓ 9 by Jeferson Quimelli
28 de setembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Neste capítulo Jó responde a Bildade e a Elifaz, cujos discursos misturavam a verdade com o erro.

Jó até concorda com o pouco de verdade existente nas pretensas palavras de conforto. “Na verdade, sei que assim é” (v.2), diz Jó. Então Jó pergunta: “Como pode o homem ser justo para com Deus? Se quiser contender com Ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder” (v.3).

De acordo com Jó, um juízo investigativo se faz necessário. Ele pede um mediador humano entre Deus e o homem (v. 32-33). Ele deseja que o Senhor lhe dê um alivio (v. 34). Mas não tem medo de Deus, porque ele sabe que não possui as respostas, que suas reflexões não são a resposta final para a realidade maior que ele desconhece (v. 35).

Querido Deus,
Jó teve dificuldades para entender porque estava sofrendo tanto quando sentia que estava no final da vida. Permanece como nosso protetor mesmo que não entendamos a origem do nosso sofrimento.

 

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

 

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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/9
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/04/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 9
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/sop/pp/56-57 e https://credeemseusprofetas.org/



JÓ 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
28 de setembro de 2016, 0:50
Filed under: Sem categoria

2,3 Jó não se sente impecável, mas deseja ter a oportunidade de comprovar em juízo que é inocente do tipo de pecado que merece os sofrimentos por ele suportados. No seu desespero, faz queixas terríveis contra Deus (cf. v. 16-20, 22-24,29-35; 10.1-7,13-17). Mesmo assim, não abandona a Deus; não O amaldiçoa (v. 10.2-8-12) da maneira que Satanás disse que faria (v. 1.11; 2.5). O cap 42 dá a entender que Jó perseverou, mas os caps. 9 e 10 demonstram sua impaciência (v 4.2; 6.11; 21.4). V Tg 5.11, que fala da perseverança de Jó e não (como tradicionalmente se diz) da sua paciência (Bíblia de Estudo NVI Vida).

2 como pode o mortal ser justo diante de Deus? A resposta a uma pergunta tão profunda como esta é que um homem pode ser justificado pela graça, por meio da fé. V Ef. 2. 8,9 (Bíblia Evangelismo em Ação NVI Vida).

3 discutir. Cf. v.14. O discurso de Jó etá cheio da linguagem figurada forense: “argumentar”, “responder” (v. 3,15,23); “discutir com ele” (v. 14); “inocente […] implorar […] Juiz” (v. 15); “chamar”, “intimar” (v. 16,19); “declarar culpado” (v. 20); “juízes” (v. 24); “em juízo” (v. 32); “acusações […] contra mim” (10.2); “testemunhas” (10.17). Jó defende a própria inocência, mas raciocina que, como Deus é tão grandioso, não adiantará discutir com ele (v. 14). A inocência de Jó não lhe é de nenhum proveito (v. 15) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

9 Ursa […] Órion […] Plêiades. Essas constelações são mencionadas de novo em 38.31,32, e as duas últimas são mencionadas em Am 5.8. Os israelitas da antiguidade, a despeito dos limitados conhecimentos, sentiam reverente temor pelo fato de Deus ter criado as constelações (Bíblia de Estudo NVI Vida).

20, 21 Mesmo que eu fosse inocente, minha boca me condenaria. Jó está dizendo: “a despeito de vida de bondade, Deus está disposto a me condenar.” À medida que seu sofrimento continua, Jó se torna mais impaciente. Apesar de Jó permanecer leal a Deus, ele fez declarações das quais mais tarde se arrependeria. Em tempos de longa doença ou dor prolongada, é natural que as pessoas duvidem, se desesperem ou se tornem impacientes. Durante estes momentos, estas pessoas precisam de alguém que as escutem, as ajudem a trabalhar seus sentimentos e frustrações. Você poderá, com a sua paciência, ajudá-los a superar a impaciência deles (Life Application Study Bible).




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