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Comentário Devocional
O livro poético de Lamentações foi escrito em um estilo acróstico cuidadosamente projetado, ou seja, o poeta utilizou as 22 letras do alfabeto hebraico como a primeira letra de cada verso nos capítulos 1, 2, 4 e 5. No capítulo 3, no centro do livro, Jeremias usou 66 versos (cada grupo de três versos começando com uma letra do alfabeto hebraico).
Todo este cuidado com os detalhes mostra que estas não são divagações espontâneas de um autor desiludido e magoado – o livro é uma descrição cuidadosamente elaborada da estrutura social e das razões para o exílio. O livro também reconhece que a nossa única esperança está no renovado compromisso com o nosso Criador e Salvador. “Tu, Senhor, reinas para sempre; teu trono permanece de geração em geração” (Lam 5:19 NVI) é uma declaração de fé cujo cumprimento pleno será no futuro. Mas nós, assim como toda pessoa que sofre dor e perda, quando queremos retornar à vida plena precisamos dar alguns passos.
Sim, foi o rei de Babilônia, Nabucodonosor, que enviou alguns habitantes de Judá para o exílio, mas em última análise, Deus está no controle (Dan. 1:2). Jeremias, assim como Daniel, e todos os outros fiéis de outrora, reconheceram a mão ativa de Deus na história.
Eu não sei se neste momento você está passando por lutas ou alegrias. Mas lembre-se: o Senhor é justo – e está no controle. Quando Ele traz o julgamento ou a salvação Ele é soberano. Entretanto, Ele está atento às suas lágrimas e disposto a ouvir as suas orações.
Gerald A. Klingbeil
Editor Associado das revistas: Adventist Review & Adventist World
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible//lam/1/ e https://www.revivalandreformation.org/?id=6732
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/06/23/
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Lamentações 1 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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LAMENTAÇÕES 1 – Uma visão míope da Bíblia interpreta-a como antiquada para povos não-judeus. Uma visão distorcida da Palavra de Deus corrompe o verdadeiro conceito do Criador e interpreta de forma limitada Suas revelações.
O livro de Lamentações, escrito por Jeremias, inspirado pelo Espírito Santo, complementa os 52 capítulos do livro de Jeremias. Ele é pequeno, mas tão importante quanto o livro grande. Este profetiza a destruição da cidade da paz (Jerusalém); aquele é uma demonstração dos sentimentos do profeta frente ao cumprimento das suas tristes profecias.
Cada capítulo de Lamentações “tem vinte e dois versículos, exceto o capítulo central, que tem exatamente três vezes esse número” (J. Sindlow Baxter). “O número de versículos em cada poema é divisível por 22, porque são poemas acrósticos: Cada versículo ou conjunto de versículos começa com uma letra diferente, entre as 22 consoantes do alfabeto hebraico” (Lawrence O. Richard).
A Septuaginta (LXX) oferece informações precisas do contexto do livro na introdução do texto: “E aconteceu que, depois que Israel foi feito cativo e Jerusalém desolada, Jeremias sentou chorando e lamentou com esta lamentação sobre Jerusalém, e disse…”
O Comentário Bíblico Adventista oferece-nos este esboço do primeiro capítulo para auxiliar-nos na interpretação e aplicação de seus princípios a nossa vida:
A triste condição da outrora orgulhosa Jerusalém (1:1-22):
• O lamentável estado da cidade (vs. 1-11);
• O lamento da cidade sobre sua própria condição (vs. 12-17);
• A confissão e oração da cidade (vs. 18-22).
Diz Matthew Henry que “uma vez que Salomão diz, ainda que contrarie o conceito habitual do mundo, com certeza é verdade que, ‘melhor é a tristeza do que o riso’. Que ‘melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete’. Nós devemos ler e considerar os capítulos melancólicos deste livro, não somente com a disposição, mas com a expectativa de que nos edificaremos com ele. E, para que possamos fazer isto, devemos nos investir de uma santa tristeza e devemos nos determinar a chorar com o profeta chorão”.
• As aflições devem ensinar-nos preciosas lições;
• O pecado rouba paz, alegria e saqueia bens materiais;
• Lamentos presentes são consequências de negligências espirituais no passado;
• O choro pode auxiliar-nos a compreender onde erramos;
• Situações lamentáveis devem reavivar nossas orações moribundas.
Vamos reavivar-nos? – Heber Toth Armí.
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“Justo é o SENHOR…” (v. 18).
Em forma poética, este livro inicia com o choro de quem sofre os resultados das próprias escolhas, e termina com o clamor de quem reconhece que precisa de ajuda. A princípio, Jeremias relata todo o sofrimento do povo de Judá. Os exilados padeciam de um processo de luto. Jerusalém é comparada a uma viúva que, desamparada e solitária, é forçada a viver “sujeita a trabalhos forçados” (v.1) para sobreviver. Além disso, precisava suportar a afronta e o escárnio das demais nações, até aquelas que um dia foram suas aliadas.
O povo estava colhendo exatamente o que plantou. “Jerusalém pecou gravemente” (v.8) ao rejeitar as palavras do SENHOR. Não pensou nas consequências de suas ações, “por isso, caiu de modo espantoso” (v.9). “Todo o esplendor” “da filha de Sião” (v.6) foi trocado por aflição e vergonha. Enredou-se no jugo de suas transgressões (v.14) e buscou caminho que o SENHOR não havia planejado. Dando as costas aos planos estabelecidos por Deus, não lhe restava mais nada a não ser chorar, e chorar muito (v.16).
Mas o discurso sofre uma mudança drástica a partir do verso 18. Em reconhecimento de sua rebelião e de suas prevaricações contra Deus, uma verdade foi declarada com convicção: “Justo é o SENHOR”. A angústia de Judá não foi causada pela ira de um Deus tirano com sede de vingança, mas permitida pela justiça de um Deus pleno de misericórdia e pronto a perdoar. A dor nos faz lembrar que Ele continua sendo “o SENHOR que [nos] sara” (Êxodo 15:26).
A dor e a angústia são dois algozes que nos deixam bem claro de que o nosso lugar não é aqui. Que estamos longe de casa. Então, nossas lágrimas tornam-se um bálsamo curativo para nossos corações que têm saudades do lar, que regam a nossa jornada tornando-a frutífera. Pois “quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Salmo 126:6).
A dor lhe alcançou? As lágrimas insistem em cair ou inundam o teu coração? Como Judá, derrame toda a sua dor e esgote todas as suas lágrimas diante de Deus, em oração:
“Vê, SENHOR, a minha aflição” (v.9).
Não seja rebelde à Palavra do SENHOR, mas continue sendo por ela reavivado e santificado, aguardando a bendita promessa: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apocalipse 21:4).
Feliz sábado, herdeiros da promessa!
Homenagem do dia: Parabéns a todos os desbravadores pelo seu dia mundial! Você já conhece ou participa do Clube de Desbravadores? Conheça mais sobre este ministério de salvação presente em mais de 160 países. Acesse o site: http://www.adventistas.org/pt/desbravadores/
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Lamentações1
#RPSP
#FelizSábado
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Comentário devocional:
O final do capítulo 51 diz: “Aqui terminam as palavras de Jeremias” (Jeremias 51:64, NVI).
Então, quem escreveu o capítulo 52? Jeremias começou seu ministério profético em torno de 625 aC. Ele provavelmente não estava vivo no momento em que o rei Nabucodonosor morreu e Evil-Merodaque tornou-se o rei de Babilônia em 562 aC. Isso aconteceu no 37 º ano do rei Joaquim, depois de ter sido exilado na Babilônia. Além disso, o capítulo 52 é quase idêntico à última porção de 2 Reis (24:18-25:30). Portanto, o escriba de Jeremias pode ter acrescentado esta parte, considerando necessário colocá-la no final do livro de Jeremias como uma nota adicional de confirmação da queda de Jerusalém.
O capítulo 52 (vs. 1-11) retrata o reinado de Zedequias, a derrota de Judá pelos caldeus, e o fim desastroso da família real e dos oficiais de Judá. A razão pela qual Deus permitiu que tudo isso acontecesse a Jerusalem foram as maldades cometidas pelos reis Zedequias e Joaquim (vs. 2-3).
Como é triste ler sobre a destruição de Jerusalém! Sobre o templo ter sido saqueado e queimado! O povo de Judá poderia ter prosperado se tivesse obedecido a Deus.
Oração: Senhor, eu Te louvo porque és justo e bondoso. Ajuda-me a ser fiel a Ti a fim de que as bênçãos que desejas para mim possam se realizar de modo completo. Amém.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/52 e https://www.revivalandreformation.org/?id=992
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/06/21/
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Jeremias 52 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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JEREMIAS 52 – A profundidade da Palavra de Deus é incrível. Quando mais você se aprofunda mais você percebe o quanto tem para aprender.
Este último capítulo é um anexo histórico, uma retrospectiva da história do povo de Deus. Observe:
1. Com 21 anos Zedequias foi colocado por Nabucodonosor para reinar em Judá. Reinou 11 anos. Porém, por ser rebelde, mau, instável, e independente das mensagens proféticas, indignou-se e provocou rebelião contra o rei de Babilônia (vs. 1-3).
2. Consequentemente, Nabucodonosor ordenou seus exércitos cercarem Jerusalém – o que durou um ano e meio. Devido à falta de alimento e água, o Zedequias e seu exército fogem em direção ao Jordão (vs. 4-7).
3. Zedequias, fugindo, foi encontrado; Nabucodonosor assassinou seus filhos, depois furou os seus olhos e o levou cativo – ficando preso em Babilônia até morrer (vs. 8-11).
4. Em Jerusalém, logo em seguida, Nebuzaradã ateou fogo no templo, no palácio do rei e nas casas grandes da cidade, quebrou os muros, levaram os mais nobres ao exílio com os móveis do templo. E, os mais pobres foram estabelecidos para cuidar das plantações (vs. 12-27).
5. Os judeus foram deportados em fases (vs. 28-30):
• Em 605 a.C., no reinado de Joaquim, quando iniciou os 70 anos de exílio;
• Em 597 a.C., no reinado de Jeoaquim;
• Em 586 a.C., sob o governo de Zedequias;
• A campanha de deportação mais prolongada se deu de 581 a 582 a.C.
6. Exilado, o rei Joaquim, recebe privilégios, é liberto da prisão e come junto ao rei babilônico (vs. 31-34).
A graça de Deus suplanta a desgraça do pecado. Onde parecia que Satanás tinha vencido, Deus Se mostra no controle. As profecias referentes ao Messias não foram sufocadas com o pecado de Israel nem com a opressão de Babilônia.
(Para entender melhor a profecia dos setenta anos de cativeiro babilônico você precisa estudar o que escreveram os escritores de II Reis e II Crônicas e mais os livros de Ezequiel, Daniel, Esdras e Neemias inspirados pelo Espírito Santo).
Em Jeremias aprendemos, resumidamente, que:
• …a Palavra de Deus não caduca, ela se cumpre até quando é improvável seu cumprimento.
• …Deus permite a disciplina para educar Seu povo, mas jamais desiste de operar para salvar.
• …com Deus, sempre há esperança!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Conte-nos, o que te chamou a atenção ao passar quase dois meses estudando Jeremias:
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“Assim, Judá foi levado cativo para fora de sua terra…” (v.28).
O último capítulo do livro de Jeremias relata um resumo das profecias quanto ao cativeiro babilônico. Desde os dias do rei Josias, Deus enviou o Seu profeta para alertar o povo acerca do que deveria fazer. Por muitos anos Jeremias pregou sobre a necessidade de arrependimento e conversão, mas também sobre juízo. Porém, um rei após outro fazia “o que era mau perante o SENHOR” (v. 2). O convite da graça foi rejeitado e pronunciada foi “a sentença” (v. 9) sobre “todas as casas de Jerusalém” (v. 13).
O rei Zedequias, dentre os demais, teve a oportunidade maior de dar ouvidos às palavras do SENHOR. Estabelecido como rei a mando de Nabucodonosor (II Reis 24:17), ocupou o trono de seu sobrinho Joaquim, que foi levado cativo “no oitavo ano do seu reinado” (II Reis 24:12). “Zedequias, no início do seu reinado, desfrutou inteiramente a confiança do rei de Babilônia, e teve como experimentado conselheiro ao profeta Jeremias” (EGW, Profetas e Reis, p. 224). No entanto, recusou-se a seguir as orientações divinas e o último rei de Judá terminou seus dias sem honra alguma dentro de uma prisão.
Apesar de ter seguido os passos de seu pai (II Reis 24:9), o rei Joaquim teve um fim diferente. Recebeu honra maior do que os demais reis que se encontravam em Babilônia, comeu pão na presença do rei dos caldeus e ainda recebeu uma espécie de salário diário de natureza vitalícia “até ao dia da sua morte” (v. 34). Pelo que parece, Joaquim entendeu os propósitos de Deus e aprendeu “no exílio a lição da obediência tão necessária para sua futura felicidade” (EGW, Profetas e Reis, p. 242).
Quantos apelos o Espírito Santo vai ter que fazer até que possamos entender que já não nos resta muito tempo? Assim como Babilônia foi tomada e “apanhada de surpresa” (Jr. 51:41), “à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mateus 24:44). “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:37). O Espírito Santo já está sendo retirado deste mundo. Ele “não agirá para sempre no homem, pois este é carnal” (Gênesis 6:3).
“Desde o princípio, o Espírito Santo tem agido em favor da humanidade. Da mesma forma em que trabalhou no coração dos ouvintes de Noé, tem agido em benefício de cada um que haverá de existir. A Sua função é a de nos unir em comunhão com Cristo e uns com os outros. E, para isso, precisamos estar dispostos a ouvi-Lo e a obedecê-Lo no tempo que se chama HOJE: ‘Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração'” (Hebreus 3:15; Rosana Barros, O Último Chamado de Deus, p. 18, 19).
Estamos vivendo no tempo em que o apóstolo Paulo chamou de “tempos difíceis” (II Timóteo 3:1), onde somos aconselhados a fugir de tudo e de todos os que recusam o governo divino: “Foge também destes” (Idem, v. 5). Uma mente que não é guiada pelo Espírito de Deus torna-se uma arma letal nas mãos de Satanás. “Tendo forma de piedade” (Idem), agem com sutileza e cativam os que se deixam guiar pelas próprias paixões e que “jamais podem chegar ao conhecimento da verdade” (Idem, v. 7).
Oh, amados, o verso final deste livro fantástico e sobremodo apaixonante nos deixa uma linda mensagem de esperança:
Mesmo ainda em solo estrangeiro; mesmo sabendo que o nosso lar não é aqui; mesmo conscientes de que o pecado ainda faz separação entre nós e nosso Deus; mesmo sofrendo perseguições, ameaças e por vezes, nos sentirmos sozinhos; o SENHOR nunca nos abandonará! Dentro em breve Jesus virá sobre as nuvens do céu com poder e grande glória e, diante de todos, nos falará “benignamente” e nos dará “lugar de mais honra do que o dos reis” (v. 32) que já pisaram nesta terra, e nos levará Consigo para a Casa de Seu Pai (João 14:1-3). Ele mudará as nossas “vestes do cárcere” em “uma vestidura branca” (Apocalipse 6:11) e passaremos “a comer pão na Sua presença” (v. 33) e a desfrutar dos doze frutos da árvore da vida (Apocalipse 22:2), de onde receberemos uma “subsistência vitalícia, uma pensão… durante os dias” de nossa vida por toda a eternidade!
Quer você receber este dom GRATUITO? Então, prepara-te! Eis que o Rei do universo vem vindo!
Bom dia, estrangeiros à caminho de Casa!
Desafio do dia: Compartilhe esperança! Amanhã daremos início ao livro de Lamentações. Convide seus amigos e familiares para participar do projeto Reavivados por Sua Palavra.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Jeremias52
#RPSP
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