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JEREMIAS 27 – Leia o capítulo, depois medite:
“Esta visão começa com a afirmação da soberania universal de Jeová (v. 5). Visto ser o Criador da terra, Ele a dava a quem Lhe parecesse bem. Na conjuntura de então, Ele entregava todas as nações a Nabucodonosor, aqui chamado Seu ‘servo’ (v. 6). Era o propósito divino que estas nações servissem a Nabucodonosor e a seus descendentes até a terceira geração. A nação que recusasse submeter-se ao jugo do reino de Babilônia, o Senhor mesmo a puniria (vv. 7 e 8)” (Sigfried Júlio Schwantes).
Existem obstáculos como hipocrisia, formalidades religiosas, vaidades espirituais, egoísmo e orgulho que impedem verdadeiros reavivamentos espirituais. Pior é quando elementos pagãos e demoníacos penetram na vida do povo de Deus.
“Dez anos antes da queda de Jerusalém, o profeta [Jeremias] adverte as nações (27.1-11), Zedequias (27.12-15) e o povo (27.16-22) a servir ao instrumento escolhido por Yahweh, a Babilônia. No entanto, como obstáculo à fé, há profetas, adivinhos, prognosticadores e feiticeiros que anunciam a derrota de Babilônia (27.9,10,14-16)”, sintetiza Paul R. House.
Entregar-se ao inimigo era a mensagem divina. Nossa lógica imperfeita não aceita tal mensagem. Contudo, “conselhos ao contrário oferecidos por adivinhos, sonhadores, agoureiros e encantadores, eram conselhos mentirosos e só podiam redundar em pura perda (vv. 9 e 10)… Os profetas que emitiam opiniões contrárias [à de Jeremias], o faziam sob pretensões falsas. Ouvir suas mentiras seria acarretar a morte sobre uns e outros” (Schwantes).
Aplicações relevantes:
1. É mais sábio acatar as recomendações de Deus do que atacá-las; o resultado de aceitá-las contrasta com o resultado de rejeitá-las.
2. Ainda que seguir orientações de Deus não façam sentido, no final demonstrará mais sentido que nossa lógica.
3. É melhor aceitar nossa ignorância do que questionar a sabedoria divina.
4. Nem toda mensagem de esperança procede de Deus; às vezes, Deus orienta-nos, então ficamos desesperados.
5. Pregadores reivindicando pertencer a Deus podem estar usando o nome dEle para transmitir mensagens diabólicas.
6. A interpretação da situação pelas pessoas não é a mesma interpretação dada por Deus, a visão divina é mais abrangente que a visão humana.
7. Submeter-se a Deus e a Sua Palavra é a decisão mais sábia e importante que alguém pode tomar.
“Senhor, não permita que sejamos teimosos. Reaviva-nos” – Heber Toth Armí.
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“Assim me disse o SENHOR: Faze correias e canzis e põe-nos ao pescoço” (v. 2).
O canzil é um símbolo de jugo, de submissão. São dois pedaços de madeira unidos a uma parte central, usado geralmente no boi, amarrado com cordas. Mais uma vez, de uma forma ilustrativa, Deus enviou Jeremias com outro apelo ao Seu povo. Ou eles se entregavam ao rei de Babilônia, ou teriam de sofrer as consequências da desobediência. E a prova do amor de Deus para com as demais nações, ainda que inimigas declaradas de Israel, é que Ele também enviou mensageiros a Moabe, Amom, Tiro e Sidom.
Imagine a cena. O rei Zedequias poderia estar em um de seus banquetes, comendo e bebendo e pensando em como tudo estava tranquilo. De repente, entra em sua presença Jeremias preso a um canzil, como um animal de carga, e declarando que aquela paz que os falsos profetas haviam declarado não era real e que ele precisava conduzir o povo a entregar-se ao jugo de Nabucodonosor. Zedequias deve ter pensado: Mas este homem só pode estar louco! Quando é que ele vai desistir?
Vocês percebem o desespero do SENHOR em salvar o Seu povo? Ele estava implorando para que Lhe desse ouvidos. E ninguém em sã consciência faria o que Jeremias fez se antes não amasse a Deus e ao próximo. Era muito amor envolvido em cada mensagem. O Criador de todas as coisas (v. 5) desejava simplesmente que a obra-prima de Suas mãos compreendesse que Ele lhe fez para um propósito grandioso. Ele criou todas as coisas para o nosso deleite e deseja nos dar o melhor da terra.
A justiça de Cristo nos concede o privilégio imerecido de, pela Sua graça, nos tornarmos justos com Ele. Em todo o tempo, desde que o pecado entrou no mundo, o conceito de graça iniciou os seus efeitos: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15). Esta foi a primeira profecia messiânica, dada aos nossos primeiros pais. A partir dali, o homem deveria aprender a viver pela fé nAquele que um dia pagaria o preço para nos libertar do jugo do pecado.
Desde então, todos nós estamos presos a um canzil que se chama pecado. E a única forma de nos vermos livres dele é conhecendo Aquele que é a verdade: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32). O povo de Judá não conhecia mais o Seu Deus, por isso que também não reconheceram a Jeremias como um mensageiro enviado de Deus. Limitaram-se a uma vida de aparatos religiosos, enquanto a verdadeira religião era ignorada. Preocupavam-se mais com “os utensílios da Casa do SENHOR” (v. 16), do que em cultivar uma vida de oração (v. 18).
Coisas vêm e coisas vão, mas fé, amor e fidelidade são legados que ficam para a posteridade como testemunho do poder de Deus na vida daqueles que são “chamados segundo o Seu propósito” (Romanos 8:28). Creia que o SENHOR te criou com o propósito específico de glorificar o Seu nome (Isaías 43:7), e, ainda que você não entenda a princípio os planos dEle para a tua vida, “[ore] ao SENHOR dos Exércitos” (v. 18) e Ele te conduzirá ao conhecimento que liberta.
Bom dia, libertos em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Jeremias27
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1 Zedequias. Enquanto Zedequias governava pela tolerância de Nabucodonosor, que o colocou no trono (ver 2Rs 24:17-19), ele e os reis vizinhos que pagavam tributo não perderam a esperança de se livrarem do jugo caldeu. A experiência de Jeremias 27 ocorreu no 4º ano de Zedequias, cerca de 593 a.C. (ver com. de Jr 28:1). CBASD, vol. 4, p. 491.
2 Faze correias e canzis e põe-nos ao pescoço (ARA). NVI: “Faça para você um jugo de cordas e madeira e ponha-o sobre o pescoço.
Aparecendo daquela forma, como se fosse um escravo cativo em correias ou um animal de carga sob o jugo, Jeremias prenderia a atenção de todos, o que palavras somente não fariam. CBASD, vol. 4, p. 491.
3 Envia outros. Os reis citados aqui enviaram “mensageiros” ou embaixadores a Zedequias encorajando uma aliança contra Nabucodonosor. CBASD, vol. 4, p. 491.
6 Os animais do campo. Os exércitos conquistadores tomavam principalmente os cavalos e o gado dos povos conquistados, agravando, assim, a angústia e o desespero dos vencidos. CBASD, vol. 4, p. 492.
15 Para que Eu vos expulse e pereçais. Na Bíblia, Deus é frequentemente apresentado como fazendo o que ele não impede (ver 1Rs 22:22). CBASD, vol. 4, p. 492.
16 Não deis ouvidos às palavras dos vossos profetas que vos profetizam, dizendo: Eis que os utensílios da Casa do SENHOR voltarão em breve da Babilônia. Os falsos profetas predisseram que os utensílios sagrados [levados por Nabucodonosor, 2Rs 24:10-13; 2Cr 36:7] logo retornariam a Jerusalém. No entanto, eles não foram levados de volta até que Ciro os devolveu aos judeus. CBASD, vol. 4, p. 493.
18 Orem. Jeremias aconselhou os falsos profetas a suplicarem a Deus para que os utensílios que Nabucodonosor não levara anteriormente não fossem para Babilônia, em lugar de desperdiçarem seu tempo em esforços inúteis para reaver os utensílios já retirados do templo. CBASD, vol. 4, p. 493.
19 Acerca das colunas, do mar, dos suportes e do restante. Duas colunas de bronze chamadas de Jaquim e Boaz, que estavam uma de cada lado do pórtico do templo (ver com. de 1Rs 7:15). O “mar” de fundição era sustentado por 12 bois (ver com. de 1Rs 7:23). Havia dez “suportes” para as dez pias (1Rs 7:27-37). Embora não seja especificada aqui, a arca ainda estava no templo, onde permaneceu até que foi ocultada durante o cerco final a Jerusalém (ver PR, 453). CBASD, vol. 4, p. 493.
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Comentário Devocional
Os profetas sempre tiveram uma tarefa desafiadora: compartilhar com as pessoas as mensagens que Deus lhes dera. As pessoas se sentem perturbadas com a Palavra de Deus, porque querem seguir o seu próprio caminho e fazer suas próprias coisas.
Jeremias recebeu a difícil tarefa de chamar o povo de Judá ao arrependimento. E fielmente entregou a mensagem de julgamento ao povo. O resultado foi que eles o agarraram e avisaram: “Você certamente morrerá!” (v. 8 NVI). Isso tudo aconteceu na casa do Senhor. Os líderes estavam pregando a paz e aqui vem Jeremias pregando a desgraça!
É interessante notar que Jeremias foi especificamente instruído por Deus: “Não omita uma só palavra” (v. 2c NVI). Ele recebeu uma mensagem que tinha que entregar sem nenhum abrandamento nem alteração em qualquer aspecto, mesmo que sua vida corresse perigo. O povo de Judá queria Jeremias morto, porque ele havia profetizado a desgraça para a cidade de Judá (v. 11). A defesa de Jeremias foi: “O Senhor enviou-me para profetizar contra este templo e contra esta cidade tudo o que vocês ouviram” (v. 12 NVI).
Este plano de leitura da Bíblia “Reavivado por Sua Palavra” me ajudou a não ler seletivamente, mas verificar a mensagem das Escrituras sistematicamente como um todo. A mensagem de julgamento não faz parte das passagens preferidas de muitos, mas é de suprema importância para todos os tempos, especialmente hoje, quando ela faz parte da nossa Verdade Presente (Apoc. 14:9-12).
Que mensagem de julgamento Deus teria para a sua cidade hoje? Que mensagem de julgamento Deus teria para a sua igreja hoje? E eu deveria acrescentar: que mensagem de julgamento Deus teria para você hoje? Estamos preparados, como Jeremias, para sermos portadores das mensagens de Deus? A representar o Senhor, quando as pessoas atacam a Sua Palavra? Jeremias nunca deixou de falar a verdade por nada, mesmo com risco da própria vida.
“Senhor , ajuda-me a nunca trair a verdade e a sempre defender a Tua Palavra para honra e glória do Teu nome. Amém”.
Michael Sokupa
Diretor Associado do Patrimônio Ellen G. White
Sede mundial da Igreja Adventista
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/26, https://www.revivalandreformation.org/?id=1019 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/26/
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/05/27
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Jeremias 26 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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JEREMIAS 26 – Tanto no Antigo como no Novo Testamento a oposição à verdade e a perseguição aos proclamadores dela eram evidentes e intensas. Profetas e apóstolos sofreram para deixar um legado espiritual fidedigno para o mundo.
1. A fiel pregação da Palavra de Deus fere o inchado coração dos orgulhados, tornando-os orgulhosos inflamados de ódio. O pregador verdadeiramente bíblico muitas vezes não vê resultados positivos em sua pregação, na maioria das vezes tais resultados são negativos: Jeremias foi cruelmente ameaçado de morte (vs. 1-6).
2. A fiel pregação da revelação de Deus desperta todo tipo de oposição, inclusive religiosa. A pregação de Jeremias suscitou perseguição da parte de sacerdotes e profetas dentre o próprio povo de Deus (vs. 7-11).
3. O fiel pregador é regido por Deus, não moldado pelas circunstâncias. Mesmo diante daqueles que não querem ouvir a verdade, essa verdade é proclamada pelo fiel mensageiro, para que, no juízo, ninguém diga que não sabia. Apesar da ferrenha perseguição, Jeremias expõe a revelação que recebera de Deus (vs. 12-15).
4. O fiel pregador da revelação de Deus pode enfrentar o martírio, outros apenas a perseguição; contudo, Deus sempre está no controle. O profeta Urias, contemporâneo de Jeremias, foi martirizado pelo rei Jeoaquim; paralelamente, Jeremias foi protegido e liberto por príncipes e anciãos (vs. 19-24).
A história de Jeremias é uma miniatura da história dos Apóstolos de Cristo. O único dos apóstolos que morreu naturalmente foi João, os outros foram matados, tornando-se mártires pela verdade.
O avivamento verdadeiro não é natural, fácil e aceitável; é sobrenatural, difícil e objetável – inclusive por líderes religiosos.
Infelizmente, Jeremias não o conseguiu, mesmo sendo ousado profeta da Palavra de Deus.
Verdadeiro reavivamento…
• …não é emocionalismo promovido com um evangelismo momentâneo que gera compromisso instantâneo, e insustentável assim que termina o projeto num determinado local.
• …não é grande ajuntamento de pessoas para um show gospel com festas e comilanças, empolgação e gritarias estridentes.
• …é um sincero arrependimento individual que atrai outras pessoas a uma entrega radical a Deus, por aceitar plenamente Sua Palavra no coração e na alma.
Jeremias era um profeta promissor e tinha condições para promover reavivamento em seus dias; contudo, não teve êxito – e não foi por negligência sua. E, nós, seremos reavivados com Suas mensagens? – Heber Toth Armí.
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“… porque, na verdade, o SENHOR me enviou a vós outros, para me ouvirdes dizer-vos estas palavras” (v. 15).
O ministério profético dado a Jeremias não foi apenas desafiador, mas um risco de morte. Não, o profeta não foi mandado a pregar dentro de um presídio perante os piores assassinos. ELE FOI ENVIADO A PREGAR NA IGREJA! E, ainda que a sua integridade física estivesse em jogo, a ordem de Deus era de que ele não omitisse “nem uma palavra sequer” (v. 2).
Enquanto sua voz ecoava pelas paredes do templo, chocava-se com os corações endurecidos do povo. Mas o SENHOR não desistia deles, pois a Sua essência não permitia. O Seu amor para com aquela nação fazia com que colocasse na boca de Jeremias um apelo após outro. Mas eles consideravam a sua situação muito confortável para dar ouvidos à mensagem de juízo.
O inimigo tem usado seus agentes na luta contra o povo de Deus e tem levantado dentro da própria igreja pessoas que, enfermas espirituais, vivem apenas um cristianismo superficial. Esta foi a realidade não somente nos dias de Jeremias, mas também nos tempos de Cristo e da igreja apostólica. Jesus foi condenado e morto pelo Seu povo. Paulo e seus companheiros de missão foram duramente perseguidos, açoitados e muitos foram mortos por seus patrícios. E nem o fato do rosto de Estêvão ter brilhado como o rosto de um anjo impediu os líderes judeus de apedrejá-lo até a morte.
A Bíblia está repleta de testemunhos de pessoas que deram a vida por amor ao evangelho simplesmente porque aceitaram transmitir as palavras do SENHOR. Falando aos gálatas, Paulo escreveu: “Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?” (Gálatas 4:16). Jeremias tornou-se um inimigo nacional porque declarava as palavras que de Deus recebia. A sua acusação era de que falava o que não era agradável de se ouvir. Porque, aos olhos dos habitantes de Jerusalém, estava tudo certo, quando, na verdade, estava tudo errado.
Amados, Deus tem pressa em nos salvar e, “começando de madrugada”, tem nos falado a mesma mensagem com um tom ainda mais urgente do que o foi nos dias de Jeremias. Precisamos depositar o nosso coração no gazofilácio celeste e clamar pelo poder transformador do Espírito Santo. Lembremos que o homicídio não só acontece fisicamente, mas também ocorre dentro do coração rancoroso e vingativo (Mateus 5:22), que derrama sangue inocente com palavras e sentimentos maliciosos. “E traríamos nós tão grande mal sobre a nossa alma?” (v. 19).
Que o SENHOR nos livre de derramar “sangue inocente” (v. 15) e nos faça influentes para o bem como foi com Aicão (v. 24).
Bom dia, alvos da misericórdia divina!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Jeremias26
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1 Princípio do reinado. Em algum momento entre 609 a 610 a.C. Certamente, foi antes do primeiro cerco a Jerusalém por Nabucodonosor (ver com. de Dn 1:1), porque os babilônios não são mencionados no capítulo e Jeoaquim é ilustrado como estando favorável ao Egito. A mensagem do discurso do templo (Jr 7-10) é resumida brevemente neste capítulo. As reações do povo e dos líderes ao discurso e o resultado final de todo o incidente é registrado apenas aqui. CBASD, vol. 4, p. 488.
3 Bem pode ser. Isto é, “talvez”. Tão severa é a ameaça que se segue (ver v. 6), que é expressa com a esperança de que não tivesse que ser realizada. CBASD, vol. 4, p. 488.
7 Os sacerdotes, os profetas. Jeremias foi comissionado por Deus para alertar, de modo especial, ás duas ordens às quais ele pertencia, a primeira delas por nascimento (ver com. de Jr 1:1) e a última por eleição divina (ver com. de 1:5). Os falsos profetas eram especialmente hostis a Jeremias (23:9-40). CBASD, vol. 4, p. 488.
9 Por que profetizas … ? Afirmar que o templo, orgulho e glória dos israelitas (ver com. de Jr 7:4), sofreria o destino do antigo santuário de Siló era um pensamento tão insuportável que “todo o povo” se uniu contra o profeta [ver tb. acusação similar dirigida contra Jesus]. O povo colocou toda sua confiança numa estrita observância dos serviços religiosos externos do templo. CBASD, vol. 4, p. 488.
11 Réu de morte. Neste versículo, há um bom exemplo de iniciativa e método vicioso, tão característicos da Idade Média, que entregava pessoas falsamente acusadas de heresia e blasfêmia ao braço secular do estado, para castigo e morte. CBASD, vol. 4, p. 488 e 489.
13 Emendai os vossos caminhos. A defesa de Jeremias foi apenas a mensagem que Deus lhe deu. Se o povo de Deus reformasse seus caminhos, ainda poderia evitar a destruição que os ameaçava. CBASD, vol. 4, p. 489.
15 Sabei, porém, com certeza. O profeta não apela aos sacerdotes e profetas, de quem não esperava justiça, mas “a todos os príncipes e a todo o povo” (ver v. 12). Os príncipes [da linhagem real], especialmente, foram os que hesitaram em derramar sangue inocente de alguém que falava não de si mesmo, mas de Deus. CBASD, vol. 4, p. 489.
18 Miqueias. Idêntico ao autor do livro de Miqueias (ver Mq 1:1; p. 8, 9). CBASD, vol. 4, p. 489.
20 Urias. Este incidente foi registrado, possivelmente, para mostrar que a experiência de Jeremias não era única. CBASD, vol. 4, p. 489.
21 Para o Egito. A região ao longo do Nilo era, frequentemente, um asilo para refugiados da Judeia. CBASD, vol. 4, p. 489.
22 Elnatã. Possivelmente, o sogro do rei *ver 2Rs 24:8). Elnatã era um dos príncipes favoráveis a Jeremias (Jr 36:12). CBASD, vol. 4, p. 489.
Ao Egito. Os tratados antigos continham uma cláusula em que ambas as partes prometiam fazer regressar os prisioneiros políticos a seu país de origem. CBASD, vol. 4, p. 489.
23 Tiraram a Urias. Urias foi tratado vergonhosamente. A “seu cadáver” foi negado o enterro com seus pais, e foi “lançado … em sepulturas do povo comum”, no vale do Cedrom [entre os montes do templo e das Oliveiras]. Mais tarde, o rei que cometeu essa desonra foi “sepultado como se sepulta um jumento”, sem as honras fúnebres costumeiras e sem lamentação (Jr 22:18, 19). CBASD, vol. 4, p. 489, 490.
24 Aicão. O pai de Aicão, possivelmente, foi Safã, um escriba bem conhecido na reforma de Josias, aquele superintendeu a restauração do templo (2Rs 22:3, 8-14; 2Cr 34:8, 14-21). … Foi com um filho de Aicão, Gedalias (ver Jr 40:6), “governador sobre as cidades de Judá”, que Jeremias encontrou refúgio depois que Nabucodonor conquistou a Judeia (Jr 40:5, 6). CBASD, vol. 4, p. 490.