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Comentário Devocional
Como alguém consegue parar de pecar? Essa é uma pergunta que as pessoas tem feito há séculos. Passou a ser também a minha dúvida, levando-me quase ao desespero, logo depois que eu comecei a buscar sinceramente a vontade de Deus para a minha vida. Nesta busca comecei a escrever um diário de oração.
No começo eu me senti desconfortável em escrever à mão as minhas súplicas. Minha primeira oração foi muito simples: “Querido Deus, obrigado por este dia. Obrigado pela vida. Por favor, perdoe meus pecados. Por favor, salve meus pais, minha irmã e meus outros parentes. Ajuda-me a honrar-Te hoje. Amém”.
No dia seguinte, e nos próximos, eu me assentei para escrever a minha oração e escrevi exatamente as mesmas palavras. No quarto dia, eu comecei a pensar que aquela situação estava ficando ridícula. Eu estava pedindo pelas mesmas coisas todos os dias! Eu estava ficando entediado e me perguntava se Deus não estava sentindo o mesmo por conta de minhas repetições.
Então eu transformei o diário de oração em um diário onde eu compartilhava meus pensamentos mais profundos e também os meus pecados com Deus. Foi então que a angústia tomou conta de mim.
Uma década de vida egoísta tinha me deixado com uma mente espiritual mal disciplinada que oferecia fácil acesso à tentação. Ao longo das semanas, notei um padrão no meu diário de oração: Se eu tivesse cometido um pecado particular, ainda que pequeno, eu me arrependia de tê-lo cometido e pedia a ajuda de Deus para não cometê-lo novamente; mas eu acabava escrevendo que eu tinha cometido o mesmo pecado novamente! Minhas preces foram se tornando novamente repetitivas, e o mais triste para mim é que eu estava repetindo os mesmos pecados.
Finalmente, interrompi o meu diário de oração. Eu não podia suportar a dor de escrever sobre minha infidelidade vez após vez. Mas eu estava errado – nenhum de nós deve nunca desistir de lutar contra o pecado. Deus nos assegura que não precisamos ficar repetindo os mesmos pecados egoístas. Ele diz: “Voltem, filhos rebeldes! Eu os curarei da sua rebeldia” (v. 22 NVI). Esse não é somente um convite, é uma promessa!
“Querido Deus, por vezes, parece que eu não consigo sair da terrível situação de cometer o mesmo pecado vez após vez. Mas hoje eu me volto para Ti e me agarro à Tua promessa de me curar da minha apostasia. Voltarei a estudar a Bíblia e orar diariamente. Não vou desistir. Cura-me. Amém.”
Andrew McChesney
Adventist Mission Editor
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/3, https://www.revivalandreformation.org/?id=1040 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/3/
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/05/04
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Jeremias 3 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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JEREMIAS 3 – Existem dois tipos de ateísmo: O ateísmo declarado e o ateísmo prático. O ateu declarado assume clara e destemidamente sua convicção. O ateu prático se diz crente em Deus, mas em suas atitudes revela-se ateu. Crer em Deus e viver como se Ele não existisse é outra forma de ser ateu.
Além disso, existem dois tipos de crentes, o fiel e o sincretista. O fiel adora exclusivamente o Deus verdadeiro, já o outro não – ele vive num sincretismo religioso. Assim vivia os judeus no passado, da época de Jeremias: “Segundo o capricho do momento, ou à conveniência, Judá ora invocava a Baal, ora a Jeová, claudicando, como sempre, entre dois caminhos” (Siegfried Júlio Schwantes).
Nos dias do profeta Elias, também era assim, o povo de Deus coxeava, mancava de um lado para o outro, demonstrando indiferença à voz profética (I Reis 18:21).
• Será que hoje é diferente? Veja o diagnóstico de Deus para os dias atuais em Apocalipse 3:14-22. Devemos tomar cuidado para não sermos ateus práticos ou religiosos sincréticos, ou ecumênicos, aceitando todo tipo de crenças, extras e anti bíblicas.
O terceiro capítulo de Jeremias oferece-nos preciosos princípios a serem considerados:
1. Alguns religiosos são como esposas, aparentemente comprometidas com o marido, mas têm seus amantes reais ou imaginários. Se o adultério no casamento é pecado, quanto mais o adultério religioso, quando Deus nem sempre recebe atenção exclusiva. Precisamos rever nossas atitudes e mudar, pela graça de Cristo, nossa devoção a Deus (vs. 1-10).
2. Aqueles que bebem de fontes dúbias, sujas, imundas, que buscam orientação longe de Deus, procuram prazeres contrários aos princípios bíblicos, nas cloacas deste mundo, certamente se enfermarão espiritualmente. O pecado infecta a alma, corrompe a moral e deturpa a religião. Devemos correr ao Médico da alma, se quisermos ser curados, restaurados e reavivados (vs. 21-25).
3. Deus usa todos os recursos possíveis e até impossíveis para despertar-nos da letargia espiritual. Pior do que ficar doente é não reconhecer ou aceitar a doença. Deus tenta mostrar o quadro clínico (vs. 11-20).
“Assim como Jesus, Jeremias enxergou além da aparência religiosa e ensinou que Deus estava em busca de devoção do coração” (Warren W. Wiersbe).
Precisamos converter-nos, isso significa um rompimento com um passado de frouxidão espiritual! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Voltai, ó filhos rebeldes, Eu curarei as vossas rebeliões. Eis-nos aqui, vimos ter Contigo; porque Tu és o SENHOR, nosso Deus” (v. 22).
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1 Repudiar. Alusão a uma lei mosaica específica (Dt 24:1-4). … Jeremias tinha a difícil tarefa de convencer o povo de seus dias que Deus não o tomaria de para Si até que ele experimentasse uma profunda mudança de coração. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 388, 389.
Muitos amantes. Porque Judá se uniu em solene relacionamento de aliança com Deus, a procura por outros deuses foi considerada como adultério espiritual. CBASD, vol. 4, p. 389.
Torna. “Embora, de acordo com os regulamentos jurídicos, Eu não deva receber você, retorne para Mim”. CBASD, vol. 4, p. 389.
2 Altos. O cenário dos adultérios espirituais de Judá (ver 2Rs 21:3; cf. Jr 2:20). CBASD, vol. 4, p. 389.
Como o arábio (ARA). NVI: “nômade”.
3 Chuva serôdia. A chuva serôdia caía em março e abril, enquanto a chuva temporã precipitava-se em outubro e novembro (ver com. de Dt 11:14; Jr 5:24; Jl 2:23). CBASD, vol. 4, p. 389.
Fronte de prostituta. A imagem indica atrevimento, obstinação e falta de vergonha (Jr 6:15; 8:12; cf. Ap 17:5). A aflição não causou nenhuma impressão em Judá. CBASD, vol. 4, p. 389.
4 Agora mesmo tu Me invocas. Possivelmente, uma referência às reformas de Josias, que começaram no 12º ano do reinado dele e culminaram na grande celebração da festa da Páscoa, seis anos mais tarde (2Cr 34:3; 35:19). embora o rei fosse fervoroso, a resposta do povo foi, em grande parte, superficial. CBASD, vol. 4, p. 389.
5 Conservarás para sempre a Tua ira? O povo expressa a confiança de que a ira do Esposo divino passará, a despeito de sua infidelidade. CBASD, vol. 4, p. 389.
6 Disse mais o SENHOR. O profeta compara as atitudes idólatras de Judá e Israel. Judá estava inclinada a considerar com desprezo as tribos do norte, que foram levas cativas pela Assíria. jeremias salientou que a culpa de Judá era maior. CBASD, vol. 4, p. 390.
Dias do rei Josias. isto ocorreu nos primeiros anos do ministérios de Jeremias. CBASD, vol. 4, p. 390.
Viste o que fez a pérfida Israel? Os israelitas foram levados cativos cerca de 100 anos antes. CBASD, vol. 4, p. 390.
Foi. A forma verbal hebraica pressupõe uma prática habitual (ver Jr 2:20). CBASD, vol. 4, p. 390.
10 Não voltou de todo o coração. A reforma de Josias (v. 6) foi um aparente retorno a Deus. Contudo, no íntimo do coração, o povo ainda se agarrava aos ídolos. Os cidadãos de Judá caíram em idolatria declarada após a morte do rei (2Rs 23:31, 32; 2Cr 36:5-8). CBASD, vol. 4, p. 390.
11 Israel se tornou mais justa do que a falsa Judá. A hipocrisia era tão ofensiva a Deus como a apostasia declarada (PP, 523). O fato de Judá possuir grandes privilégios [1) sucessão initerrupta de reis/equilíbrio político, 2) o templo, 3) maioria dos sacerdotes e levitas, 4) a queda de Israel] intensificava sua culpa. … Apesar todas essas vantagens, o povo de Judá se tornou infiel, hipócrita e orgulhoso. Consequentemente, a despeito de sua declarada apostasia, Israel era menos culpado que Judá (ver Ez 16:51, 52; 23:11; Mt 12:41, 42; Lc 18:14). CBASD, vol. 4, p. 390.
12 Norte. As províncias do norte do império assírio, para onde foram exiladas as dez tribos (ver 2Rs 15:29; 17:6; 18:11; Jr 16:15; 23:8; 31:8). Os exilados foram convidados a se arrepender e retornar. CBASD, vol. 4, p. 391.
Volta, ó pérfida. O apelo a Israel foi, sem dúvida, para estimular Judá ao arrependimento e ao zelo piedoso (ver Rm 11:14). CBASD, vol. 4, p. 391.
13 Reconhece a tua iniquidade. Arrependimento e reconhecimento do pecado devem preceder o perdão. É necessário ter coragem e reconhecer os pecados com franqueza (ver Sl 51:3; Is 59:12; Jr 14:20). Nada deve ser mantido em oculto, nem serem apresentados desculpas inúteis. CBASD, vol. 4, p. 391.
14 Um de cada cidade. O profeta contemplava o retorno de uma minoria. Os que se arrependessem verdadeiramente constituiriam um pequeno remanescente. Deus trataria a cada pessoa de forma individual. CBASD, vol. 4, p. 391.
Família. “Um clã” ou “uma subdivisão de tribo”. CBASD, vol. 4, p. 391.
15 Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração. os pastores escolhidos por Deus são contrastados com os reis de Israel, nomeados não por Deus, mas segundo os desejos da nação (ver Os 8:4). Esses reis levaram a nação à apostasia e ruína. CBASD, vol. 4, p. 391.
16 A arca da Aliança. A arca era o símbolo da permanente presença do Senhor. … Sobre ela era revelada a glória do shekinah, o símbolo visível da presença do Deus Altíssimo. Ela era o centro da presença do serviço simbólico de Israel [foi provavelmente escondida por sacerdotes quando da invasão babilônica]. Jeremias predisse a vinda de um tempo quando Deus estabeleceria Sua morada na terra. A real presença de Deus tornaria obsoleto o símbolo de Sua presença. A experiência do antigo Israel teria sido gloriosa se o povo tivesse aceito o plano de Deus. CBASD, vol. 4, p. 391.
17 Chamarão a Jerusalém de Trono do SENHOR. Se Israel tivesse atendido á luz celestial, Jerusalém teria sido estabelecida como”a poderosa metrópole da Terra” (DTN, 577). CBASD, vol. 4, p. 392.
18 Com a casa de Israel. Israel e Judá sairiam simultaneamente da terra do cativeiro e a unidade nacional seria restaurada… A inimizade que existiam entre os dois povos irmãos desapareceria, e ambos se voltariam para Deus [citações omitidas]. CBASD, vol. 4, p. 392.
Terra do Norte. As terras do cativeiro: Assíria … e Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 392.
21 Ouviu uma voz. Numa transição rápida e dramática (v. 21-25), o profeta retrata seu povo como estando em confissão penitente e em arrependimento sincero. CBASD, vol. 4, p. 392.
Nos lugares altos. Os antigos locais que foram o cenário da idolatria licenciosa são ilustrados como ecoando clamores e súplica (ver Jr 7:29). Segundo o costume oriental, lugares altos ou destacados eram geralmente escolhidos para a lamentação pública (ver Jz 11:37; Is 15:2). CBASD, vol. 4, p. 392.
22 Voltai, ó filhos rebeldes. “Convertei-vos”. CBASD, vol. 4, p. 392.
Eis-nos aqui, vimos ter contigo. O Senhor lhes deu “as próprias palavras com que podiam voltar a Ele” (PR, 410). CBASD, vol. 4, p. 392.
23 Os outeiros não passam de ilusão. É feito um nítido contraste entre o inútil e ilusório culto idólatra e a segurança do culto a Yahweh. CBASD, vol. 4, p. 392.
24 A coisa vergonhosa devorou o labor de nossos pais. Alguns comentaristas indicam se referir ao grande número de ovelhas e gado sacrificados a divindades pagãs e ás crianças queimadas como sacrifício a Moloque, deus de Amom (Sl 106;38; Jr 7:31). CBASD, vol. 4, p. 392.
25 Deitemo-nos. O Senhor desejava completo reconhecimento do pecado e a aceitação da punição sem apresentação de escusas nem causas atenuantes para suas faltas. Uma pessoa em dor ou tristeza geralmente se atira ao chão ou sofá (ver 2Sm 12:16; 13:31; 1Rs 21:4) a fim de dar vazão às intensas emoções que a esmagam. CBASD, vol. 4, p. 392.
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Comentário Devocional
Quando eu decidi, com a idade de 23 anos, seguir meu caminho sem Deus, eu não tinha intenção de me tornar uma pessoa má. Na verdade, eu acreditava que o oposto aconteceria. A vida seria maravilhosa.
Depois de uma infância e juventude na Igreja Adventista, eu achei que já tinha visto alguns aspectos muito ruins da humanidade em diversos lugares do mundo em que meus pais trabalharam. Vimos imoralidade, ganância, justiça própria e, pior de tudo, hipocrisia. Então tomei a firme decisão de não ser como algumas pessoas que dizem uma coisa e fazem outra. Eu jamais tentaria aparentar ser bom numa tentativa de encobrir meus pecados. Mas, ao mesmo tempo, eu pensei, serei um ser humano mais bondoso e amoroso.
Durante alguns anos o meu plano parecia funcionar muito bem. Eu fui capaz de obter um trabalho bem remunerado em um jornal de língua Inglesa na Rússia e comecei uma escalada rápida para o topo. Depois de cinco anos eu senti que tinha conseguido tudo, incluindo a segunda posição em importância no jornal e um apartamento maior do que qualquer outra pessoa que eu conhecia. Além disso, eu tinha todo o conforto e luxo que uma pessoa poderia querer.
Mas o meu trabalho e bens tornaram-se ídolos. No começo eu me propus a ser uma pessoa bondosa, amável. Mas depois de uma década sem Deus, a única pessoa que tratava com bondade era eu mesmo. Outras pessoas podiam até pensar que eu era uma boa pessoa, mas todas as minhas ações procuravam beneficiar somente a mim. Jeremias disse com razão: “Eles seguiram ídolos sem valor, tornando-se eles próprios sem valor” (Jr. 2:5, NVI).
“Querido Deus, sou tentado a valorizar aquilo que me alegra e me dá conforto. Mas eu reconheço que sem Ti, cada coisa que o mundo me oferece é um ídolo inútil que me fará inútil também. Reconheço-Te hoje como o meu Criador e Redentor. Enche-me com o Teu Espírito e ajuda-me a perceber que o meu valor vem de Ti. Amém.”
Andrew McChesney
Editor da revista Adventist Mission
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/2, https://www.revivalandreformation.org/?id=1042 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/2/
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/05/02
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Jeremias 2 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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JEREMIAS 2 – Jeremias era um grande profeta. Parecia muito com Jesus. Hernandes Dias Lopes esboça as semelhanças:
1. Os dois nasceram e cresceram em pequenos povoados: Jeremias em Anatote e Jesus, em Belém e Nazaré.
2. Os habitantes de Anatote rejeitaram Jeremias e procuraram matá-lo, da mesma maneira que os habitantes de Nazaré rejeitaram Jesus.
3. Os líderes religiosos foram os principais inimigos de Jeremias, e a mesma coisa aconteceu com Jesus.
4. Jeremias censurou o povo de então por causa da fé supersticiosa que tinha no templo, e por crer que a conduta moral não era importante, já que obedecia o ritual do templo (Jeremias 7:4, 8-11); Jesus disse algo parecido (Mateus 21:12-13).
5. Tanto Jeremias como Jesus estavam destinados a viver uma vida solitária.
6. Jeremias e Jesus choraram sobre Jerusalém (Jeremias 8:20-9:1; Mateus 23:37).
7. Tanto Jeremias como Jesus sabiam que a palavra final de Deus ao Seu povo não era de juízo, mas de uma nova aliança (Jeremias 31:31; Mateus 26:17-28).
8. Tomando-se em conta estas semelhanças, não é de admirar que algumas pessoas pensaram que Jesus era Jeremias (Mateus 16:13-14).
A mensagem no capítulo em pauta é profunda; impacta a todo aquele que dedica tempo ao estudá-la. Observe alguns pontos:
• O início da caminhada religiosa é maravilhosa, assim como o dia do casamento, tudo é belo em derredor quando diz “sim” ao Senhor (vs. 1-3);
• O primeiro amor, se não cultivado, começa a perder seu fervor (vs. 4-8);
• As atitudes equivocadas e indiferença no casamento atestam a frieza do amor, assim como no relacionamento com o Senhor (vs. 9-35);
• As consequências de afrouxar no relacionamento com Deus são piores do que ser frio no casamento (vs. 36-37).
Não é fácil ouvir isto! É forte demais!
A mensagem de Deus fere visando restaurar, sangra para limpar gangrenas purulentas do pecado; assim, ela tem poder purificador, curativo e transformador. Contudo, o pecador prefere ficar longe dela. Consequentemente, aquele que usa a Palavra de Deus nem sempre é bem quisto na sociedade, muitas vezes nem pelo próprio povo de Deus.
A verdade é: Trocar Deus por qualquer coisa é o mesmo que deixar de beber água na fonte pura por preferir cloacas de água podre, imunda.
Deus anseia nosso retorno ao primeiro amor! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Oh! Que geração! Considerai vós a palavra do SENHOR…” (v. 31).
Perante uma geração corrompida pela idolatria e decadência moral, Jeremias declarou as palavras do SENHOR. Deus relembrou o Seu povo do primeiro amor e quando a Ele era consagrado (v. 3). Apesar das dificuldades do deserto, foi naquela peregrinação que Israel aprendeu as maiores lições espirituais que o introduziu “numa terra fértil” (v. 7) e o tornou o povo cujo procedimento era um testemunho do poder de Deus perante as demais nações. Porém, ao entrarem na terra prometida e começarem a desfrutar das maravilhas daquele lugar, trocaram “a sua Glória por aquilo que é de nenhum proveito” (v. 11), e nem os líderes espirituais conheciam mais ao SENHOR (v. 8). Estavam em completa apostasia.
Uma das maiores dificuldades do homem é compreender acerca do castigo divino, e acabamos por interpretá-lo de forma equivocada. Não podemos comparar o castigo ou a vingança humana à disciplina de Deus. O SENHOR não envia a Sua repreensão como retribuição de Sua raiva, mas como uma espécie de apelação, concedendo ao indisciplinado a chance de cair em si e voltar-se para Ele. Eram nos momentos de maior angústia que Israel tornava para Deus: “Levanta-Te e livra-nos” (v. 27). E eram nos momentos de paz que Lhe viravam as costas para adorar “a um pedaço de madeira” ou de “pedra” (v. 27).
A maior tristeza para o coração de Deus é quando o Seu povo O ignora. Você já passou por isso? Já chegou em algum lugar e foi completamente ignorado? Eu já, e é horrível. Imagine então ser ignorado todos os dias por aqueles que mais ama. Foi isso o que aconteceu com o SENHOR: “O Meu povo se esqueceu de Mim por dias sem conta” (v. 32). A missão do profeta era a de dizer aos habitantes de Jerusalém que o SENHOR estava disposto a perdoá-los e aceitá-los de volta. O povo trocou a adoração ao verdadeiro Deus para confiar nos povos vizinhos e em seus ídolos de paus e pedras. Mas Deus provaria que só Ele é poderoso em salvar (v. 37).
Se Jeremias vivesse em nosso tempo, certamente, sob inspiração divina exclamaria: “Oh! Que geração! Considerai vós a palavra do SENHOR”. Outro dia cheguei em casa e ouvi uma música cristã vindo do salão de festas. Mas, ao passar pela frente em caminho do elevador, pude ver uma espécie de culto em meio a mesas repletas de garrafas de bebida alcoólica. Daí percebo porque uma das maiores preocupações do SENHOR ao instituir as Suas leis e os Seus estatutos foi de deixar bem claro ao Seu povo que existe sim “diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (Levítico 10:10).
Se temos a Bíblia como a nossa regra de fé e prática, “que mudar leviano é esse dos teus caminhos?” (v. 36). Israel pecava contra Deus e ainda assim dizia: “Não pequei” (v. 35). Ignorar o pecado não o torna inexistente, o torna imperdoável. Porque sem confissão e arrependimento, como haver perdão e restauração? Israel confiava em suas próprias obras para justificar-se, porém, por mais que se lavasse com o sabão mais eficiente da época, continuaria maculado por sua iniquidade (v. 22). Não fosse a bondade de Deus que nos “conduz ao arrependimento” (Romanos 2:4), e estaríamos TODOS perdidos para sempre, porque “todos vós transgredistes contra Mim, diz o SENHOR” (v. 29).
Necessitamos desesperadamente da maravilhosa graça de Jesus! A cada dia Suas misericórdias são renovadas e uma nova oportunidade é concedida a “todo ser que respira” de louvar o nome do SENHOR (Salmo 150:6). Deus não envia Seus mensageiros para aborrecer Seus filhos, mas para conduzi-los de volta ao “caminho eterno” (Salmo 139:24). Nem tampouco permite as provações para nos destruir, mas para nos salvar. Por isso, “meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tiago 1:2-3). E, disse Jesus: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 24:13). Portanto, o nosso maior desafio como cristãos é permanecer sendo fiéis a Deus tanto no “deserto” quanto na “terra fértil”. Que a bondade do SENHOR nos ajude!
Bom dia, filhos do Pai de misericórdia!
Desafio do dia: Separe o capítulo de hoje em três partes e leia um por vez pela manhã, à tarde e à noite. Lembre-se: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4).
Rosana Garcia Barros
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