Reavivados por Sua Palavra


ESTER 2 by Jeferson Quimelli
11 de setembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Mordecai nos é apresentado como um benjamita. A menção de sua ascendência está longe de ser algo casual, como veremos mais adiante no livro. A ordem do rei trouxe Hadassa, isto é, Ester, para o palácio. Mordecai tinha criado a órfã, e a amava como sua própria filha.

Ester ganhou imediatamente a simpatia dos responsáveis do palácio. Certamente ela era linda exteriormente, mas seu coração terno e inteligência combinados com seus atributos físicos faziam Ester verdadeiramente encantadora. O rei ficou impressionado com sua beleza e graça e decidiu torná-la sua rainha.

Ao estar trabalhando em seu lugar na porta do palácio do rei, Mordecai ouviu sussurros de um plano sinistro para matar o rei. Ele contou a Ester, ela informou o rei e os conspiradores foram enforcados. Este incidente não é mencionado sem propósito; ele fornecerá posteriormente condições para uma reviravolta crucial.

Uma bela jovem judia experimenta uma notável reviravolta em sua vida: de órfã a rainha do Império Persa. Deus gosta de usar os membros mais fracos da sociedade desde que eles estejam dispostos a colaborar. Deus tem transformado adolescentes rebeldes em pacientes professores; viciados em drogas em diáconos; prostitutas em guerreiras de oração. Deus, em sua misericórdia, é um Deus de reviravoltas.

 

Jean Boonstra
Voz da Profecia

 

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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/est/2/
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/17/
Tradução Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Ester 2
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas: 
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/53 e https://credeemseusprofetas.org/



ESTER 2 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
11 de setembro de 2016, 0:50
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3, 14-17 Os reis persas colecionavam não somente grande quantidade de jóias, mas também um grande número de mulheres. Estas jovens eram tomadas de suas casas e eram obrigadas a viver e uma construção separada do palácio, chamada de harém. O único propósito delas era servir o rei e aguardar seu desejo de satisfação sexual. Elas raramente viam o rei e suas vidas eram restritas e enfadonhas. Se fosse rejeitada, Ester poderia ser uma das muitas moças que o rei via apenas uma vez e se esquecia dela. Mas a presença e a beleza de Ester agradaram tanto ao rei que ele a coroou como rainha no lugar de Vasti. A rainha possuía uma posição de maior influência do que a de uma concubina, e ela tinha muito mais liberdade e autoridade que as outras no harém. Mas, mesmo sendo rainha, Ester possuía poucos direitos – especialmente porque ela fora escolhida para substituir uma mulher que havia se tornado assertiva demais (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

5 Mordecai [ou Mardoqueu, NVI). […] tinha um nome civil babilônico, derivado do nome da divindade Marduque. A história de Ester pertence ao período entre a primeira volta do Cativeiro, e a ida de Esdras e Neemias para Jerusalém: o período subentendido entre os cap 6 e 7 de Esdras (Bíblia Shedd).

Segundo a tradição judaica, Mordecai estava envolvido em algum empreendimento comercial antes que o destino o unisse à corte persa (CBASD, vol. 3, p. 518).

7 Hadassa. Nome heb derivado de hadhas, “mirta”. Ester. O nome é persa, derivado da palavra stam, “estrela”. Alguns pensam que o nome se refere a Istar, suprema deusa dos babilônios (Bíblia Shedd).

Em Babilônia, o planeta Vênus era deificado como Ishtar. Mordecai pode ter optado por um nome persa devido a um desejo de esconder a ascedência judia de Ester (v. 10) (CBASD, vol. 3, p. 518).

9 alcançou favor. …a palavra favor, heb hesedh, é importantíssima nas Escrituras, como base da doutrina da graça, da misericórdia, do amor que Deus demonstra aos homens, atributo que deu origem a um elo vital na história da redenção (Bíblia Shedd).

comida especial. Lit, “suas porções”. […] Dar tais porções é sinal de favor especial (1Sm 9.22-24; 2Rs 25.29,30; Dn 1.1-10). […] O motivo de dar porções aparece depois como prática da observância do Purim (9.19,22 – “trocar presentes”) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

10 Sem virtualmente nenhum direito e pouco acesso ao rei, foi melhor para Ester não revelar sua identidade. Enquanto é nossa responsabilidade mostrar firmeza em mostrar nossa identidade enquanto povo de Deus, às vezes é uma melhor estratégia manter-se quieto até que consigamos o direito de sermos ouvidos. Isto é especialmente verdade quando tratamos com aqueles em posição de autoridade sobre nós. Mas podemos sempre deixá-los ver a diferença que Deus faz em nossas vidas (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

18 alívio às províncias. Algum desconto nos impostos imperiais (Bíblia Shedd).

segundo a generosidade real. Era um costume real na Pérsia dar à rainha um décimo de todas as multas pagas ao rei. Com isso, a rainha abastecia seu guarda-roupa e realizava outros desejos (CBASD, vol. 3, p. 520).



ESTER 2 – #RPSP – Comentário Rosana Barros by Ivan Barros
11 de setembro de 2016, 0:30
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“E Ester alcançou favor de todos quantos a viam” (v. 15).

A beleza nunca foi tão aclamada como em nossos dias. Creio que pelo desenvolvimento da mídia e da tecnologia além do surgimento das redes sociais, podemos ter acesso à vida e imagens de pessoas de todo o globo, que buscam na exposição a satisfação própria. O contexto que o mundo prega hoje acerca do que é belo é um contexto distorcido pelos valores invertidos e meramente baseado no que podemos contemplar. Nossos olhos se voltam para os mais belos rostos e os mais esculturais portes físicos, esquecendo-se da verdadeira beleza aos olhos de Deus. Ester não foi apenas uma mulher linda, mas foi a linda mulher. Será que não eram belas todas as outras virgens levadas à casa das mulheres de Assuero? O verso dois, diz: “Tragam-se moças para o rei, virgens de boa aparência e formosura”. Ou seja, eram as mulheres mais bonitas do mundo antigo dentro daquele lugar. A Pérsia e a Média tinham total domínio sobre os reinos do mundo naquela época, portanto, naquela casa tinham representantes femininas de todas as nações, inclusive Ester (judia que temia o Altíssimo – EGW PR cap 49 pág 306), representando a nação de Deus. Mas o que será que havia em Ester que não foi achado em nenhuma outra virgem? A Bíblia relata que assim que o eunuco responsável pelas virgens avistou Ester, ela “alcançou favor perante ele” (v. 9). Ela se destacou dentre as demais. E naquele lugar recebeu cuidados especiais mais do que todas as outras. Só que Ester guardava um segredo consigo. Não revelou a sua linhagem obedecendo à instrução de Mordecai (v. 10). O seu tutor, apesar de ser apenas seu primo, foi como um pai para Hadassa, e provavelmente tenha sido sua ideia a de mudar o seu nome para Ester, um nome persa, a fim de evitar que logo descobrissem a que nação ela pertencia. E ele não só a educou como uma filha, como também lhe inculcou princípios que redundaram em um caráter cujo brilho refletia em sua face. A verdadeira beleza de Ester brilhava de dentro para fora. O seu coração íntegro e fiel a Deus e ao homem que a criou, faziam com que o seu destaque fosse muito além da aparência, mas em uma presença que encantava e que conquistava a “todos quantos a viam” (v. 15). Ester, que significa “estrela”, emanava uma luz que aquele povo desconhecia. Sem proferir palavra alguma, a sua presença era notável e apreciada, manifestando a glória do Deus a quem servia. Ela confiou em Deus, e Deus a honrou e lhe concedeu o favor do rei e a coroa real.

Amados, a rainha que Assuero só desejava expor foi deposta. A rainha que não precisava de nada além de confiar nos planos de Deus e reconhecer bons conselhos (v. 15), foi coroada (v. 17). Qual é o teu conceito de beleza, hoje? É o de capas de revistas e de recordistas de seguidores e de curtidas nos “Faces” e “Instagrans” deste mundo? Ou é aquele que resplandece na face a alegria de pertencer ao SENHOR? Do maior apreciador da beleza feminina na Bíblia, Salomão, veio o provérbio que explica o verdadeiro conceito de beleza: “O coração alegre aformoseia o rosto” (Provérbios 15:13). Assuero até então só conhecia a beleza exterior. A partir do momento que ele pôde ter contato com a verdadeira beleza, ELE AMOU: “O rei amou a Ester mais do que todas as mulheres” (v. 17). Quando os olhos humanos contemplam o exterior a admiração dura até que o tempo comece a revelar que a aparência não dura para sempre. Quando os olhos humanos contemplam a glória de Deus refletida em uma vida, não há tempo que apague a luz que ali é manifestada. Quando as pessoas se reúnem em banquetes sem sentido, logo descobrem que a alegria dura pouco (capítulo 1). Quando há um banquete com propósito divino (“banquete de Ester”, v. 18), logo descobrem que a alegria do SENHOR é eterna. Ester realmente ganhou destaque na Bíblia como uma das mulheres mais bonitas que já existiram, mas o seu maior destaque não foi este. Lembremos que a Bíblia também destaca a beleza inigualável de Absalão, e infelizmente ele não passou disto: o homem mais bonito da época, porém também o mais tolo. Ester viveu o que Cristo nos pediu para viver: “Vós sois a luz do mundo… Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:14 e 16). A seu devido tempo, a verdadeira beleza de Ester seria revelada e todos reconheceriam que só o SENHOR é Deus. O desejo de Deus, hoje, é que nossa vida seja igualmente uma revelação de Seu caráter. Que assim como Assuero conheceu o amor através de Ester, que a alegria de servir a Deus em nosso coração revele aos nossos semelhantes a essência do caráter divino: O AMOR.Bom dia, formosos do SENHOR!

Desafio do dia: Promover um “banquete de Ester”. Assim como Assuero enviou presentes de forma generosa (v. 18), que tal preparar algo para seus vizinhos que você mesmo possa fazer? Use seus talentos (“vossas boas obras”) para que a luz de Deus brilhe em você (“e glorifiquem a vosso Pai”).

*Leiam #Ester2

Rosana Garcia Barros



ESTER 1 by Jeferson Quimelli
10 de setembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

O livro de Ester conta a história da mão de Deus em ação, de Sua providência e cuidado por Seu povo. Curiosamente, o nome de Deus não é mencionado em Ester. Nem sequer uma vez. No entanto, o Seu amor e orientação são claramente o enredo por traz de tudo que faz desta história uma maravilha.

Noutros livros das Escrituras, a presença de Deus é inconfundível e a manifestação da Sua vontade indiscutível. Em Ester, Deus trabalha em silêncio, fiel e persistentemente em e através de indivíduos comuns, para realizar a Sua vontade e propósito. É assim que a maioria de nós estamos acostumados a ver Deus operando em nossas próprias vidas. Talvez seja isto o que mais nos atrai na história de Ester.

A obra das mãos de Deus é claramente vista em dois temas principais do livro de Ester. O primeiro é o tema do Grande Conflito. Os personagens e os resultados da história representam o conflito cósmico universal.

E é difícil não ver o outro tema principal de Ester: as reviravoltas. O livro de Ester é cheio de reviravoltas na sorte de indivíduos e de grupos de pessoas. Mais do que coincidências, essas reviravoltas são a prova do trabalho silencioso de Deus.

A história de Ester indiscutivelmente nos inspira esperança, fé e coragem.

Jean Boonstra
Voz da Profecia

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Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/17/
Tradução Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Ester 1
Comentário em áudio Pr Valdeci
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ESTER 1 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
10 de setembro de 2016, 0:50
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1 A história de Ester começa em 483 a.C., 103 anos após Nabucodonosor ter levado os judeus ao cativeiro (2Rs 25), 54 anos após Zorobabel liderar o primeiro grupo de exilados de volta a Jerusalém (Ed 1,2) e 25 anos antes de Esdras liderar o segundo grupo a Jerusalém (Ed 7). Ester vivia no reino da Pérsia, o reino dominante no Oriente Médio após a queda de Babilônia em 5339 a.C. Os deviam estar entre aqueles exilados que preferiram não retornar a Jerusalém, apesar de Ciro, o rei persa, ter emitido um decreto permitindo que eles retornassem. Os exilados judeus tinham ampla liberdade na Pérsia e muitos lá ficaram porque haviam se estabelecido ou porque tinham medo da viagem de retorno a sua terra natal (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

Xerxes [Assuero], o Grande, foi o quinto rei da Pérsia (486-465 a.C.). Ele era orgulhoso e impulsivo, como podemos ver nos eventos no cap 1. Seu palácio de inverno era em Susã, onde ele ofereceu o banquete escrito em 1:3-7. Os reis persas geralmente davam grandes banquetes antes de irem à guerra. Em 481, Xerxes lançou um ataque contra a Grécia. Após uma grande vitória nas Termópilas, foi derrotado em Salamis em 480 e teve que retornar à Pérsia. Ester tornou-se rainha em 479 (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

4 A celebração durou 180 dias (cerca de 6 meses) porque seu real propósito era planejar a estratégia de batalha para invadir a Grécia e demonstrar que o rei tinha riqueza suficiente para levá-la a termo. Guerras de invasão não tinham apenas o propósito de sobrevivência; eram um meio de adquirir mais riqueza, território e poder

9 Antigos documentos gregos chamam a mulher de Xerxes de Amestris, provavelmente uma forma grega para Vasti. Vasti foi deposta em 484/483 a.C., mas ela é mencionada novamente em registros antigos como a rainha mãe durante o reinado de seu filho, Artaxerxes, que sucedeu Xerxes. Até o final do reinado de Xerxes, ou Ester morreu ou Vasti conseguiu, através de seu filho, recuperar a influência que havia perdido (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

10 Alguns conselheiros e oficiais do governo eram castrados para prevenir que tivessem filhos e, então, se rebelassem, tentando estabelecer sua própria dinastia. O oficial castrado era chamado de eunuco (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

10,11 Xerxes tomou uma decisão apressada, estando meio bêbado, baseado apenas em sentimentos. Seu domínio próprio e sabedoria prática estavam enfraquecidos por vinho em excesso. Más decisões são tomadas quando as pessoas não pensam claramente. Fundamente suas decisões em pensamento cuidadoso, não em emoções do momento. Decisões impulsivas levam a grandes complicações (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

12 A rainha Vasti se recusou a desfilar na festa de homens do rei, provavelmente porque era contra o costume persa que uma mulher aparecesse em uma reunião pública de homens. Este conflito entre costume persa e a ordem do rei colocou-a em uma situação difícil, e ela escolheu recusar seu meio bêbado esposo, esperando que ele readquirisse mais tarde o bom senso. Alguns sugerem que Vasti estivesse grávida de Artaxerxes, que nasceu em 483 a.C., e ela não queria ser vista em público naquele estado. Seja qual tenha sido a situação, sua ação foi uma quebra de protocolo que colocou Xerxes numa situação difícil. Uma vez que ele havia dado a ordem, não podia mais voltar atrás. Por estar se preparando para invadir a Grécia, Xerxes tinha convidado importantes oficiais de todas as partes para conhecer o seu poder, riqueza e autoridade. Se fosse percebido que ele não tinha autoridade sobre sua própria esposa, sua credibilidade militar – o grande critério de sucesso de um rei daquela época – estaria destruída. Além disso, o rei Xerxes estava acostumado a ter o que queria (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

16-21 Talvez o pensamento dos homens estivesse nublado pela bebida. Obviamente esta lei não faria que as mulheres do país respeitassem seus maridos. O respeito entre homens e mulheres nasce da consideração e apreço mútuos como criaturas de Deus e não por uma lei humana. Obediência forçada é um pobre substituto para o amor e respeito que esposas e maridos deveriam ter uns pelos outros (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

19 e não se revogue. Memucã não quer que uma decisão, feita pelo rei num momento de cólera, instigada pela festa, pela atitude da rainha e pelos conselhos dos sábios, venha, depois, a ser revogada, pois a rainha, uma vez restaurada, logo se vingaria (Bíblia Shedd).



ESTER 1 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
10 de setembro de 2016, 0:45
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ESTER 1 – Embora o livro trata Ester como heroína – e de fato ela foi – o livro é intrigante, cheio de aparentes mistérios:

“Como é bem conhecido, Ester e Cântico dos Cânticos são os únicos dois livros no cânon que nunca mencionam Deus diretamente […]. Nas últimas décadas, a integração desse livro [Ester] ao cânon foi examinada com algum detalhe, em parte por causa de sua natureza aparentemente secular e em parte porque ele é a única obra incluída no AT que não foi atestada pelos manuscritos do mar Morto” (Paul R. House).

Além do que já foi dito acima, nada de Ester é citado no Novo Testamento.

Por não falar de Deus, por ser de natureza secular e, não ser bem visto assim na história teológica, o livro foi (e ainda é) questionado por muitos. Contudo, “a história de Ester desperta nos leitores a compreensão das oportunidades que a providência de Deus pode trazer para o mais fraco dos fracos” (Francis D. Nichol); pois, Ester estava em um ambiente puramente secular, pagão e imoral.

Observe como começa o livro:

• 180 dias de festanças nada espiritual (vs. 1-4);
• Mais 7 dias de festa para o público (vs. 5-9);
• Uma recusa digna de nota da esposa do rei Assuero (vs. 10-12);
• Vasti, esposa do rei foi enxotada por não rebaixar-se moralmente (vs. 13-22).

Informação importante: “Os acontecimentos registrados no livro ocorreram entre o sexto e o sétimo capítulo de Esdras, durante o reinado de Assuero (Xerxes), rei da Pérsia” (William MacDonald).

Os judeus deveriam ter voltado para Jerusalém. A libertação do exílio era real; alguns tinham retornado como se vê nos livros de Esdras e Neemias. Mas, teve gente que preferiu criar raízes em terras estrangeiras. A família de Ester é um exemplo disso.

Bebedeiras, autoritarismo, machismo, imoralidade, perversidade, arrogância, orgulho, humilhação, desprezo, etc. – é com isso que abre o livro de Ester.

• Aplicação: Num ambiente sem Deus a festa é carnal, diabólica e infernal por mais que sejam de pessoas da alta sociedade.

Vasti, a rainha deposta, é a única ênfase positiva num capítulo de déspotas: Rei, conselheiros, etc. “Ela agiu em harmonia com uma consciência pura” – analisa Ellen G. White.

• Aplicação: Enquanto o secularismo despreza a mulher, a Bíblia mostra sua dignidade!

Busquemos reavivamento! – Heber Toth Armí.



ESTER 1 – #RPSP – Comentário Rosana Barros  by Ivan Barros
10 de setembro de 2016, 0:30
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“Bebiam sem constrangimento, como estava prescrito, pois o rei havia ordenado a todos os oficiais da sua casa que fizessem segundo a vontade de cada um” (v. 8 ).

Um banquete suntuoso, luxúria, riquezas, homens ébrios e uma rainha que se recusa a atender aos caprichos de um rei bêbado. Este é o início deste livro das sagradas Escrituras. O livro de Ester é de autoria desconhecida, assim como o seu período histórico, que, segundo alguns estudiosos é mais provável que tenha sido no mesmo período do profeta Daniel. A certeza que podemos ter é que Ester, ou Hadassa, foi uma mulher escolhida por Deus para um propósito específico que vamos estudar ao decorrer desses dias. O banquete dado pelo rei Assuero seria para fechar com “chave de ouro” a fama de seu próspero reinado. Foram sete dias de comida, bebida e orgias à vontade. Cada um poderia agir de acordo com seus próprios impulsos sem nenhum constrangimento (v. 8). Não se tratava de liberdade, e sim de libertinagem. Atitude reprovada pela Palavra de Deus: “Porque, vós irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne” (Gálatas 5:13). A diferença entre liberdade e libertinagem é que aquela é um dom de Deus para ser manifesto o fruto do Espírito (Vide Gálatas 5:22-23), e esta procede do coração corrupto do homem (Vide Jeremias 17:9) produzindo as obras da carne (Vide Gálatas 5:19-21).

A ordem de fazerem o que quiserem acabou voltando-se contra quem a ordenou. Em sua exaltação própria só faltava uma coisa para coroar aquele evento: o desfile da rainha Vasti. Alguns teólogos afirmam que a recusa da rainha se deu pelo fato de que não seria uma exposição qualquer de sua beleza, mas de sua nudez, usando apenas “a coroa real” (v. 11). Bem, apesar das especulações não podemos confirmar ao certo o porquê da rainha ter recusado atender uma ordem do rei, já que as consequências para tamanho insulto eram terríveis, e a dela custou a perda de sua coroa e o banimento da presença do rei para sempre. Diante de todo o enredo que envolve o relato deste livro, prefiro pensar que a recusa de Vasti foi plano de Deus para que Ester ocupasse o seu lugar e salvasse os judeus da condenação. E isto nos leva a outra reflexão. De que “o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR” (Provérbios 16:1). Os planos de Assuero foram frustrados; o plano de Vasti, seja lá qual tenha sido, foi frustrado; os planos de todos que aguardavam vislumbrar a beleza da rainha e terminar aquele banquete contando vantagens foram frustrados; e tudo porque do SENHOR vem a resposta final, sempre.

Não precisamos estar em um banquete devasso para dar vasão à libertinagem. Na verdade, o banquete e tudo o que lá aconteceu foram a colheita do que já haviam plantado em seus corações. Basta considerar-se “senhor em sua casa” (v. 22) e, automaticamente, o seu coração lhe conduzirá conforme as suas próprias paixões. A razão pela qual Vasti foi deposta não foi simplesmente por sua recusa, mas pelos resultados que afetariam a relação marido e mulher em toda a Pérsia e Média (v. 18). A sua má conduta não poderia ficar sem punição porque precisava servir de exemplo para que outras mulheres não se achassem no direito de rebelar-se contra seus maridos também. Mais uma prova de que tudo o que fazemos, quer seja bom, quer seja ruim, produz resultados que afetam os que estão ao nosso redor.

O que temos feito com a liberdade que o SENHOR tem nos dado? Temos, pelo Seu poder, permitido que Ele transforme em “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”? Ou temos permitido que as obras da carne nos governem sob a desculpa de que somos livres? A ordem de Assuero foi: “que fizessem segundo a vontade de cada um”. A ordem do SENHOR é: “não façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gálatas 5:17). Percebem a gritante diferença? Cada dia, amados, estão diante de nós dois caminhos: o da liberdade para salvação e o da libertinagem para perdição. Ou é um, ou é outro. Não há meio termo. Oxalá que todos nós escolhamos hoje o caminho que conduz à salvação e que Deus seja sempre o SENHOR em nossa casa!

Feliz sábado, livres em Jesus!

Desafio do dia: Hoje é o dia do SENHOR. Não deixe de ir adorá-Lo na igreja mais próxima à sua casa (www.encontreumaigreja.com.br) pela manhã, e à tarde experimente continuar O adorando fazendo o bem a alguém. Foi este o exemplo que Jesus nos deixou (Vide Lucas 4:16; Mateus 12:12); sigamos as Suas pegadas (I Pedro 2:21).

*Leiam #Ester1

Rosana Garcia Barros



RESUMO HISTÓRICO DO PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO by Jeferson Quimelli
9 de setembro de 2016, 15:22
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No período, dito “de silêncio profético”, entre o Antigo e o Novo Testamentos (Esdras aos Evangelhos) aconteceram muitas coisas, que formam o pano de fundo para o nascimento e o ministério de Jesus.

Vale destacar que os livros relacionados após Esdras se referem a livros poéticos e proféticos escritos antes de Neemias (a época do livro de Ester é referenciada em Esdras 4:6). Eles são colocados no final do AT por conta da organização temática (e não estritamente cronológica) deste.

 

intertestamentario

Fonte: Bíblia de Estudo NVI Vida.



EPÍLOGO AOS LIVROS DE ESDRAS E NEEMIAS by Jeferson Quimelli
9 de setembro de 2016, 15:17
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Neemias foi, provavelmente, o último livro do Antigo Testamento a ser escrito. E daí surge a grande dúvida na mente da maioria dos leitores: "E todos os demais livros à frente, de Jó a Malaquias, quando foram escritos?"

O caso é que os livros da Bíblia não foram arranjados em ordem cronológica, e, sim, por temas. Assim temos primeiro: 1) Os livros de Moisés (o Pentateuco); 2) Os livros históricos; 3) Os livros sapienciais (Jó, Salmos, Provérbios, Lamentações); 4) Os Profetas Maiores (Isaías, Jeremias, Ezequiel – maiores pelo tamanho de seus escritos) e 5) Os Profetas Menores.

Desta forma, muitos dos salmos foram compostos aproximadamente época de Davi e muitas das advertências dos profetas foram emitidas durante a época do reino dividido de Israel e Judá (Norte e Sul).

E o que aconteceu, então, historicamente com Israel, depois que o último livro, Neemias, foi escrito?

"Com a influência de Esdras e Neemias, inspirados pelos profetas Ageu , Zacarias e Malaquias, a nova nação se transforma numa igreja mais do que num Estado: uma igreja que existia com a licença dos persas.

Quando Alexandre Magno, da Macedônia, morreu, depois de fundar seu império entre 331 e 323 a.C., parte deste foi dada ao General Seleuco, que fundara a dinastia dos [gregos] selêucidas, e outra parte, a do Egito, caiu nas mãos do general Ptolomeu, que também formou uma dinastia, a dos [gregos] ptolomeus.

Durante um século, Judá pertenceu, nominalmente ao Egito, embora houvesse sido objeto de várias disputas com a Síria [gregos selêucidas]. Em 198 a.C., os selêucidas tomaram posse da terra, e a tentativa de impor a cultura grega, segundo o antigo plano de Alexandre Magno, desencadeou a perseguição religiosa.

Em 140 a.C., os judeus ganharam a independência, até a época do domínio romano em 63 a.C." (Bíblia Shedd).



NEEMIAS 13 by Jeferson Quimelli
9 de setembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

À medida que o livro de Moisés era lido, “novas verdades” eram descobertas. Eles descobriram, por exemplo, que nenhum amonita ou moabita jamais deveria ser admitido na assembléia de Deus.

A verdade presente não é imóvel, ela é dinâmica. A verdade presente é sempre nova e continua inalterada através dos tempos. Para o reformador Martinho Lutero, no século 15, “a verdade presente” era baseada na autoridade das Escrituras e na salvação somente pela fé em Cristo Jesus. “A verdade presente” para os nossos pioneiros adventistas incluía entre outras coisas, a doutrina do santuário, o sábado e a segunda vinda de Jesus.

Se o povo de Deus continuar estudando e suplicando por luz, Deus continuará revelando ao Seu povo mais luz da Escritura. A Bíblia é como uma mina de ouro e somente aqueles que se demoram sobre ela e cavam mais profundamente continuarão a ouvir as verdades de Deus. O fundamental é que toda a verdade é baseada nas Escrituras.

A liderança espiritual de Neemias é demonstrada por conduzir o povo de Deus a efetuar reformas em três grandes áreas: (1) O sustento do trabalho de Deus através do dízimo, (2) A devida observância do sábado e (3) Compromisso de não se casar com mulheres estrangeiras.

Grandes líderes sempre levarão o povo de Deus a uma reforma que leva à lealdade para com a vontade de Deus.

 

Pardon Mwanza

Vice Reitor da Universidade Rusangu, Zambia
Ex Vice-Presidente Geral Da Conferência Geral da IASD

 

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Texto bíblico: Neemias 13
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