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1556 palavras
1 prova. Trata-se, aqui, de uma prova para o fortalecimento da fé que Abraão possuía e não de uma tentação para o mal (cf Tg 1.12-15). Tal prova consistia na requisição daquilo que lhe era mais caro, aquilo que lhe era absolutamente indispensável e de maior valor (2). Esta prova, em vez de destruí-lo, traz Abraão ao cume de sua vida, seguindo a Jesus (Bíblia Shedd).
Eis-me aqui! O mesmo exemplo de Moisés (Êx. 3.4), Samuel (1Sm 3.4) e Isaías (Is 6.8). Ver também as próprias palavras de Cristo no mesmo sentido (Hb 10.7; cf Sl 40.7-8) (Bíblia de Genebra).
2 toma… oferece. O comando divino é atenuado por uma partícula de súplica (“please”) que não é refletida na tradução da Nova Bíblia King James [e na João F Almeida] (Andrews Study Bible).
teu único filho… a quem amas. Isaque é o filho amado, o único filho da promessa (25.1-18). Ismael foi deserdado e mandado embora (21.10,14), deixando Isaque como único filho de Abraão. Estes termos são aplicados a Cristo no Novo testamento (Mt 3.17, 17.5; Jo 3.16; Ef 1.6; 2Pe 1.17) (Bíblia de Genebra).
terra de Moriá. Mais tarde, este lugar veio a ser o local do templo em Jerusalém (2 Cr. 3:1). (Bíblia de Genebra).
A região montanhosa que circunda Jerusalém é a “terra de Moriá” (lit. “O mostrado por Jeová”). Abraão construiu o altar na montanha (cf v 9) onde, mais tarde, apareceu o Anjo do Senhor a Davi (2 Sm 24.16, 17; cf 2 Cr 3.1) e, subsequentemente, situara-se o templo. (Bíblia Shedd).
A distância de Berseba a Jerusalém é de aprox. 50 milhas (80 km), que corresponde a três dias de viagem (Gên. 22:4) (Andrews Study Bible).
oferece-o. Texto extremamente difícil. Sacrifícios humanos são claramente proibidos na lei do VT (Lev. 18:21; Deut. 12:31; 18:10). A referência à “prova” de Deus (Gênesis 22:1) prepara o leitor para aguardar um julgamento (Andrews Study Bible).
Em princípio, esta ordem nos deixa perplexos. Sem conhecer o que Deus realmente queria (cf. Êx 13.11-13; 22.29; 34.19-20), a ordem parece contradizer o sexto mandamento (Êx 20.13). À medida em que a narrativa se desdobra, entretanto, fica evidente que o teste era para verificar se Abraão levaria adiante a preparação para o sacrifício enquanto procurava se ater firmemente à promessa de 21.12: “porque por Isaque será chamada a tua descendência.” Abraão sabia que Deus se comprometera a manter a promessa e que Isaque, uma vez morto, não daria continuidade à linhagem da promessa. Hb 11.19 revela o segredo de Abraão: este concluiu que “Deus era poderoso até para ressuscitá-lo (Isaque) dentre os mortos” (Bíblia de Genebra).
holocausto. Sacrifício totalmente queimado (Bíblia NVI).
3 A obediência de Abraão foi imediata. Ele se levantou cedo, de madrugada. Foi exata. Foi executada em espírito de culto. Foi contagiosa, porque Isaque usou, falando ao pai, a mesma expressão que este usara para com Deus: “Eis-me aqui” (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
4 terceiro dia. Frequentemente um momento decisivo em histórias bíblicas (31:22; 34:25; Êx. 19:11; Jz. 20:30; Est. 5:1; Mat. 16:21; Mc. 9:31; Lc. 9:22, etc.) (Andrews Study Bible).
5 Eu e o rapaz. Cada um dos três verbos da sequência a seguir está na primeira pessoa do plural. A tradução não reflete a fé profética implícita no hebraico. Literalmente, Abraão disse aos dois servos: “Eu e o rapaz – nós iremos até lá, nós adoraremos e nós voltaremos.”Embora não compreendesse o propósito de Deus, ele acreditava que Deus ressuscitaria Isaque dos mortos (Hb 11:19). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 356.
voltaremos. Um expressão de fé, semelhante à resposta de Abraão em Gên. 22:8 (Andrews Study Bible).
Era a firme convicção de Abraão que ele e Isaque, de fato, voltariam. Sua fé, destacada em Hb 11.17-19, se fundamentava sobre a promessa de Deus claramente proferida, “… por Isaque será chamada a tua descendência” (21.12) (Bíblia Shedd).
7 Isaque perguntou: “Onde está o cordeiro?” João Batista dá a resposta em João 1.29 (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
8 Deus proverá… o cordeiro. Este versículo é profético, tanto na experiência de Abraão, como concernente à primeira vinda de Cristo e sua morte sacrifical por nós (cf Jo 1.29 e Rm 5.8). O v 5 deixa patente que Abraão admite que Isaque haveria de voltar com ele, que por efeito de uma intervenção especial antes de oferecê-lo, quer pela ressurreição da vítima (Hb 11.19) (Bíblia Shedd).
9 Edificou Abraão um altar. Ao chegar ao local onde séculos mais tarde estaria o templo, pai e filho ergueram um altar. Salém, a cidade de Melquisedeque, ficava a curta distância ao sul. Mas um pouco mais adiante, a noroeste, ficava a colina mais tare conhecida como Gólgota. CBASD, vol. 1, p. 358.
amarrou. Após a construção do altar, Isaque é “amarrado” e colocado sobre o altar. Devido ao foco sobre a fé de Abraão, o autor bíblico proveu muito pouca informação sobre a reação de Isaque. Desde que ele era forte o suficiente para carregar a lenha, ele certamente teria sido capaz de resistir ao idoso pai. A amarração da vítima sacrifical não aparece em mais nenhum outro lugar no VT e dá o nome (aqedah) à história na literatura judaica (Andrews Study Bible).
10 e, estendendo a mão, tomou o cutelo. Descrição em câmera lenta do momento mais comovente de Abraão (Andrews Study Bible).
11 Abraão! Abraão! O duplo chamado a Abraão expressa urgência. Abraão tinha passado no teste, mas seu compromisso, obediência e sofrimento são somente uma sombra do imenso sacrifício de Cristo que é o verdadeiro Cordeiro que salva o mundo (Mc. 10:45; Jo. 1:29, 36; 2 Cor. 5:17-21; 1 Ped. 1:18-19). Abraão vê o cordeiro no arbusto (compare com Gên. 21:19) e o oferece “em lugar de seu filho”, uma clara referência ao concerto de substituição (Andrews Study Bible).
Foi somente no último instante que o cordeiro foi mostrado e houve a substituição. Só quando chegamos ao monte do sacrifício é que vemos o livramento de Deus. Só quando Faraó já tinha quase alcançado Israel foi que se abriu um caminho no mar Vermelho. Foi pela madrugada que Jesus veio andando sobre a água. O anjo libertou Pedro pouco antes da execução. Deus nunca chega um instante mais cedo ou mais tarde (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
12 não me negaste… o teu único filho. Há um paralelismo admirável entre o acontecimento aqui descrito e o oferecimento de Cristo por nós: 1) Ambos, tanto Isaque como Cristo, foram obedientes até à morte (observe-se o fato de que Isaque era, então, um jovem e, como tal, bem mais forte do que o era Abraão, v 6); 2) Ambos, tanto Abraão como Deus, o Pai celestial, “não poupou a Seu próprio Filho, antes por todos nós O entregou” (Jo 3.16 e Rm 8.32); 3) O cordeiro que viera a substituir Isaque é paralelo a Cristo, que se ofereceu em substituição por todos nós que nEle cremos (Hb 10.5-10); 4) Ambos, tanto Isaque como Cristo, foram restaurados (cf Hb.11-17-19). (Bíblia Shedd).
13 em lugar de seu filho. O propósito substitutivo do sacrifício é evidente e prenuncia o sacrifício de Cristo, que morreu em nosso lugar (Mc 10.45; Rm 8.32; 2Co 5.21; Tt 2.14) (Bíblia de Genebra).
14 O SENHOR Proverá. Lit “Jeová-Jireh“. É a mesma expressão que Abraão usou no v 8 (Bíblia Shedd).
A palavra hebraica aqui traduzida por “proverá” significa “ver” ou “prover” (usada nos vs. 4.8, 13-14). O nome que Abraão dá ao lugar demonstra que ele percebe a revelação do propósito salvífico deDeus (Bíblia de Genebra).
16 Jurei, por mim mesmo. Deus reforça a certeza da Sua promessa infalível deste juramento (15.8-21; 22.17; Hb 6.13-18). Enquanto os serres humanos pecadores e falíveis juram por uma autoridade maior do que eles mesmos, Deus, o Ser e Autoridade Supremos, jura por si mesmo (Hb 6.13) (Bíblia de Genebra).
não me negaste o teu único filho. A ação de Abraão aponta para a provisão de Deus de “seu único filho” como o sacrifício final pelo pecado (Jo 3.16; Rm 8.32) (Bíblia de Genebra).
17 descendência como as estrelas… a areia. Tão somente neste (sic) século XX é que a correlação exata existente entre o número de estrelas e grãos de areia se tem tornado conhecida. Enquanto se sabe que, somente cerca de trezentas estrelas são visíveis a olho nu, a invenção de telescópios capazes de atingir a mais de um bilhão de anos-luz através do espaço, tem permitido a certo cientista de renome, afirmar que o número total de estrelas equivale ao número de grãos de areia existentes em todas as praias do globo. Entretanto, não é pelo número dos descendentes de Abraão que o mundo haveria de ser bendito (8), mas sim, mediante o descendente único, isto é, Cristo (cf Gl 3.16) (Bíblia Shedd).
Possuirá a cidade de seus inimigos. Isso é provavelmente uma predição de que seus descendentes seriam vitoriosos sobre os inimigos na futura conquista de Canaã. Pode incluir Também o triunfo da verdade sobre os sistemas religiosos pagãos, isto é, a conversão dos pagãos através do esforço dos pagãos missionários dos filhos espirituais de Abraão. CBASD, vol. 1, p. 359.
20-24 Uma breve nota genealógica prepara o caminho para o cap. 24 e à importante questão de encontrar uma esposa adequada ao filho prometido (e redimido) (Andrews Study Bible).
Esta seção final do relato de Tera fornece a transição da liderança patriarcal deAbraão para Isaque (2.4). Ela narra a morte de Sara (cap. 23), o casamento de Isaque com Rebeca (cap. 24), a exclusão de outros filhos de Abraão, deixando Isaque como único herdeiro, (25.1-6) e a morte de Abraão (25.7-11) (Bíblia de Genebra).
23 Betuel gerou a Rebeca. Nada se sabe dos outros filhos de Naor; somente sobre Betuel, o filho mais novo. Betuel é importante por ser o pai de Laboratório e Rebeca (ver Gn 24:15, 24, 47, 50; 25:20; 28:2, 5). O nome Betuel, literalmente “habitação de Deus”, pode indicar que ele era um homem piedoso. A omissão do nome de Labão nesta lista sugere que ele ainda não era nascido. CBASD, vol. 1, p. 360.
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“E disse Sara: Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo” (v.6).
Finalmente chegara o “tempo determinado” (v.3). Finalmente Abraão seguraria nos braços o tão almejado filho da promessa. Após longa espera e momentos de expectativa, aquele casal de idosos contemplou o milagre em forma de um recém-nascido. Quando o Senhor disse a Abraão que de Sara lhe daria um filho, ele “se riu” (Gn.17:17). Da mesma forma, quando Sara ouviu o prenúncio de sua gravidez, “riu-se, pois, Sara no seu íntimo” (Gn.18:12). Deus transformou o que julgamos ter sido uma atitude de incredulidade, em verdadeiro motivo de riso. Nada mais poderia ter causado tantos sorrisos e tanta alegria àquele longevo casal do que aquele filho. Isaque era a prova visível da fidelidade do Deus a quem serviam.
Havia, contudo, o filho da serva, que, sob a influência de sua mãe, tornou-se uma ameaça à segurança de Isaque. Nutrido o sentimento de inveja pelo título dado a Isaque de herdeiro da promessa, Ismael crescia sentindo-se injustiçado em seu direito de primogenitura. Por certo, o desmame de Isaque ter sido elevado à ocasião de grande celebração, foi a gota d’água para ele. Em seus olhos, Sara pôde ver o ódio homicida de quem poderia cometer o mesmo erro de Caim. Não foi por capricho que ela disse a Abraão que mandasse embora Agar e seu filho, nem tampouco pelo orgulho da maternidade, mas foi temendo pela vida de Isaque.
Aquele pedido, contudo, “pareceu mui penoso aos olhos de Abraão” (v.11). Como despediria um filho com sua mãe sem terem para onde ir? Como dizer adeus àquele que por tantos anos lhe fora o consolo na velhice? A ordem de Deus pode soar para nós como severa, mas Ele jamais falha em Suas palavras e ações. Seguir a orientação de Sara era o melhor a se fazer. É certo que o patriarca teve que pagar o preço esmagador de mandar embora um filho. Mas Ismael cresceria sempre vendo e ouvindo que de Isaque Deus suscitaria um povo escolhido, verdade esta que o seu coração não estava disposto a conviver e nem a aceitar. O Senhor proveu grande livramento, para ambos os lados, quando anuiu com a despedida de Agar e Ismael.
Os olhos de Deus, contudo, repousavam sobre a criança gerada de Abraão e Agar. Quando “ela saiu, andando errante pelo deserto” (v.14), Ele já estava lá para socorrê-la. Mas existe um momento nos desertos desta vida em que não conseguimos mais enxergar a possibilidade de continuar. Agar só conseguia ver a sede do menino. Fixando os olhos no que achava não ter mais solução, “levantou a voz e chorou” (v.16). Notem que a Bíblia não diz que Deus ouviu o lamento de Agar, e sim “a voz do menino” (v.17). A voz de uma criança moveu o coração de Deus, enquanto sua mãe foi interrogada: “Que tens, Agar?” (v.17). Ela sabia que por trás daquela pergunta havia a inquestionável verdade de que ela mesma provocara o seu próprio infortúnio. A inveja e a discórdia de Ismael não fora herança de nascimento, mas da influência direta de sua mãe que construiu o seu caráter, “tijolo” por “tijolo”, na ganância de possuir o que não lhe pertencia.
Pela segunda vez, Agar foi alcançada pela misericórdia divina e “abrindo-lhe Deus os olhos” (v.19), percebeu que a solução de seu problema estava a poucos passos de distância. E, apesar da decisão precipitada de Abraão e Sara em gerar um filho da escrava, apesar da rebeldia de Agar ou de seu filho não ser o filho da promessa, “Deus estava com o rapaz” (v.20). “Por esse tempo” (v.22), o rei Abimeleque, reconhecendo que Abraão servia ao Deus Todo-Poderoso, fê-lo jurar que não mais usasse de mentiras para com ele e nem com os seus descendentes. Pelo que Abraão jurou e defendeu um direito que era seu sobre um “poço de água” (v.25).
Percebam, amados, que este poço era o mesmo “poço de água” (v.19) em que Agar foi dar de beber a seu filho, no deserto de Berseba (v.14 e 31). Ou seja, antes que Agar e Ismael chegassem àquele deserto, Deus já havia movido Abraão a ali cavar o poço que lhes salvaria a vida. E Abraão já havia plantado “tamargueiras em Berseba” (v.33), uma espécie de arbusto. E onde foi que Agar refugiou Ismael do calor do deserto? “Colocou ela o menino debaixo de um dos arbustos” (v.15). Deus já providenciou a solução para cada um de nossos problemas, precisamos apenas pedir como uma criança e Ele abrirá os nossos olhos para enxergarmos as Suas bênçãos. Vá até Jesus com a humildade e a dependência de uma criança e Ele lhe dará da água que jamais esgota: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17).
Bom dia, saciados pela água da vida!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis21 #RPSP
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-21/
O filho prometido nasceu “na época fixada por Deus em Sua promessa” (v. 2 NVI). Compare com Gálatas 4:4. Deus nunca falha em Suas promessas, e Ele sempre age na hora certa. Abraão também manteve a sua parte do pacto, circuncidando Isaque no oitavo dia “conforme Deus lhe havia ordenado” (v. 4 NVI).
Ismael, agora com 14 anos de idade (cf. 16:16; 17: 24-26), escarnecia do nascimento de Isaque, não só por se sentir superior, mas também por ciúmes pela alegria que seu irmão mais novo havia trazido para a casa (vv. 6 -8) e porque as divinas promessas se cumpririam através de Isaque (v 12; cf. 17:19). Apesar das promessas feitas a Ismael e seus descendentes (17:20; 21:13), o pacto da salvação da raça humana através da semente prometida da mulher (Gn 3:15; 12:3; Gl 4:4-5) ocorreria através de Isaque (Gên 21:12). Compare essa situação com a alegoria que Paulo descreve em Gálatas 4:21-31. Que lições temos aqui para nós?
Apesar de anteriormente Abraão ter apresentado imperfeitamente os princípios corretos na presença de Abimeleque, rei de Gerar, na terra dos filisteus (Gên 20), Abimeleque observa que Deus está com Abraão em tudo o que ele faz (v 22), e insiste que Abraão faça uma aliança com ele para para que retornem a um bom relacionamento (v 23; cf. 20:14).
Podem os observadores dizer que, apesar das nossas falhas, Deus está conosco em tudo o que fazemos? Desejam eles entrar em uma relação de aliança conosco, porque Deus está conosco?
Edwin Reynolds
Professor, Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=251
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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GÊNESIS 21 – Ser chamado e abençoado por Deus não torna automaticamente pecadores em santos, nem em abençoadores. Leia atentamente aos versículos do capítulo em pauta. Com oração dedique-se à meditação a fim de que os ensinamentos ali contidos nutram o teu coração.
Após um momento de reflexão, aprofunde-se observando estas análises:
1. Quando aconteceu o cumprimento da promessa do nascimento de Isaque (vs. 1-7) as atitudes do casal Abraão e Sara não foram dignas de imitação. Após discussões, a serva Hagar e seu filho foram despejados, descartados como objetos imprestáveis, com pouco suprimento para perambular por um deserto infindo (vs. 8-21).
2. Além disso, Abimeleque suspeitou de Abraão; por isso, preferiu fazer uma aliança com ele. Contudo, os benefícios dessa aliança favoreceram a Abraão, não a Abimeleque. O crente Abraão não era um piedoso abençoador altruísta, mas um negociador egoísta (vs. 22-34).
Ao analisar o relato bíblico, fica evidente que, a todo instante Deus atua na desgraça humana, através de seus atos de graça. Mesmo após Abraão resolver dois conflitos (um familiar e outro econômico), do próprio jeito, Deus estava agindo para abençoar a todos. Olhe novamente para a mensagem do capítulo.
Note que há lições úteis para se aplicar a nossa vida nos dias atuais:
• Assim como Hagar, quando pensamos que a situação exige de nós um ponto final em nossa história, Deus entra em cena para dar início a um novo capítulo a nossa história de vida.
• Quando problemas familiares, brigas, desvalorização e rejeição atingem o máximo do sofrimento, como quando aconteceu com Hagar ao esperar a morte de seu filho com seu ex-proprietário (Abraão), a graça divina interfere para colocar limites à desgraça e oferecer livramento aos arruinados pelos erros de outros.
• Por mais falhos que sejamos ou por mais complicada que seja nossa situação familiar ou financeira, certamente o plano de Deus é abençoar-nos graciosamente.
Assim como Deus abençoava Abraão e Sara em seus erros, abençoava à egípcia Hagar e seu filho (Ismael), quer graciosamente te abençoar também – independente da situação em que você se encontra neste momento. Entretanto, você…
• …precisa ouvir a voz de Deus;
• …deve prestar atenção ao que Deus te falar; e,
• …seguir diligentemente às orientações de Sua Palavra.
Saiba que Deus está no controle; então, reaviva-te! – Heber Toth Armí.
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1 visitou. Marca uma intervenção direta divina. A mesma expressão é utilizada em 1 Sam 2:21 quando Deus dá um filho à estéril Ana. Quando Deus “visita” Seu povo, Ele age como Salvador (Êx. 4:31) ou como Juiz (Êx. 20:5; 34:7) (Andrews Study Bible).
cumpriu. Este é um maravilhoso comentário a respeito da natureza de Deus que exulta em realizar os que aos homens parece impossível, cumprindo sua promessa feita aos que creem em Sua palavra (cf Gn 17.15,16) (Bíblia Shedd).
2 na sua velhice, no tempo determinado. Ver 17.17,24; 18.11-14. O grande descendente de Abraão também veio no tempo determinado (Gl 4.4) (Bíblia de Genebra).
6-7 riso. O riso de incredulidade (17:17) se tornou um riso de alegria (Andrews Study Bible).
7 Abraão e Sara estavam resignados a aceitar Ismael, como se este desse cumprimento à promessa de Deus. Não obstante, os padrões divinos são muito mais excelentes (Gl 4.22-31).
8 desmamado. Importante rito de passagem, marcando a transição da primeira para a segunda infância [infancy to childhood]. O desmame geralmente acontecia após os três anos de idade (1 Sam. 1:22-25) (Andrews Study Bible).
Este rito de passagem do perigoso estágio dos primeiros anos até a parte posterior da infância ocorria por volta dos três anos de idade. Aqui a ocasião é celebrada com um banquete (Bíblia de Genebra).
9 caçoava. A raiz hebraica é a mesma do nome de Isaque, mas se refere a uma risada desejando dano ou mal (19:14; Êx. 32:6; Jz. 16:25) ou abuso (Andrews Study Bible).
10 Rejeita. A ponto de deserdar (cf. 25.5-6). escrava. A palavra hebraica aqui difere da que foi traduzida por “serva” em 16.1. Em sua ira, Sara enfatiza a posição servil de Agar – uma indicação da animosidade entre as duas rivais (Bíblia de Genebra).
11 Abraão fica angustiado pelo pedido de Sara de não deixar herança para Ismael (Andrews Study Bible).
As leis da época, reveladas nos tabletes de Nuzi, indicam não só o fato de que o filho da esposa tinha precedência sobre o filho da escrava no caso de herança, mas também que o filho da serva não podia ser expulso depois do nascimento do filho da esposa (Bíblia Shedd).
12 Deus desfez os receios de Abraão, asseverando-lhe que Isaque era, realmente, o continuador da linha genealógica da bênção prometida (Bíblia Shedd).
12-13 Deus endossa o pedido de Sara, mas inclui uma bênção especial para Ismael. Note-se que Ismael não é referenciado em todo o capítulo (Andrews Study Bible).
14-16 Expulsão de Hagar e Ismael. Um odre de água poderia conter em torno de 3 galões (ou 11 l). menino. O texto indica aqui uma pessoa inexperiente e não necessariamente sugere idade (veja também Prov. 7:7). Ismael tem aqui em torno de 16 anos de idade (Andrews Study Bible).
17 A referência ao fato de Deus ter ouvido (Ismael significa “Deus ouve”) a voz de Ismael, indica que Abraão lhe havia ensinado a orar (Bíblia Shedd).
17-19 Deus ouve a voz do menino e fala à sua mãe, prometendo uma bênção inesperada. Ele abre os olhos de Agar (22:13; 2 Reis 6:17). Note a ligação entre Gên. 21 e 22. Ambas as sementes de Abraão, a natural e a não natural, experimentam teste de Deus e ambas as histórias compartilham poderosos paralelos: 1) jornada ao desconhecido sob o comando do Senhor; 2) provisão para a jornada; 3) filhos levado a ponto de morte; 4) intervenção do mensageiro de Deus; 5) pai/mãe subitamente vê a solução para a situação; 6) promessa de bênção divina (Andrews Study Bible).
19 Clamemos a Deus; ele abrirá fontes no meio de nossos desertos. Por trás do doloroso destino de Hagar e seu filho o plano divino estava em execução. O ensino da Escritura é o seguinte: nossa vida está sendo dirigida e nossos passos, preparados. Nós devemos nos preocupar somente em encontrar o caminho. Peçamos a Deus para abrir nossos olhos para que vejamos as fontes que há junto de nós, bem como o caminho que se abre á nossa frente (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
21 deserto de Parã. Uma região na porção centro-leste da península do Sinai. A partida de Ismael da família sela seu destino; ele não herdará as promessas divinas de descendência e terra (Bíblia de Genebra).
22-34 Direitos de água eram cruciais (cap. 26) (Andrews Study Bible).
Através da bênção divina, Abraão e sua casa tornaram-se uma presença numerosa na terra (14.13; 23.6). O fato de que um rei filisteu e seu comandante buscaram uma aliança permanente de não-agressão com Abraão e seus descendentes nos dá uma evidência concreta das ricas bênçãos pactuais de Deus sobre Abraão (Bíblia de Genebra).
22 Abimeleque, aqui, pode ser ou não o mesmo rei referido no capítulo 20. Não se tratava de um nome pessoal, e sim, de um título como os de Faraó, rei, ou presidente. Deus é contigo. Empolgante característica dos patriarcas (Isaque, 26.12, 28; Jacó, 30.27; José, 39.3) (Bíblia Shedd).
30 sete cordeiras. A oferta de sete cordeiras, feita por Abraão, é descrição de uma das maneiras pelas quais se estabeleciam alianças. O nome Berseba (“fonte dos sete”) indica que o poço era reconhecido como pertencente a Abraão mediante ajuste solenemente celebrado (Bíblia Shedd).
33 plantou Abraão tamargueiras. Antes da centralização do culto no Tabernáculo ou no templo, era costume plantarem-se árvores como memorial relacionado com certos acontecimentos religiosos. Abraão assim procedeu em Berseba e prestou culto ao Deus da Eternidade (heb El Olam) que é de eternidade a eternidade, nome particularmente apropriado quando em conexão com o estabelecimento de uma aliança. Cada nome de Deus, em Gênesis, revela um novo aspecto de sua auto-revelação (cf 14.18; 16.13; 17.1; 33.20; 35.7) (Bíblia Shedd).
Onde quer que o cristão habite ele deveria orar, deixando atrás de si sempre árvores e poços (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
34 foi… morador. O termo hebraico aqui pode ser traduzido como “residente de curta permanência”. O termo denota um estrangeiro residente (Êx. 6.4; Hb 11.9,13) (Bíblia de Genebra).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-20/
Abraão, que era tão humano e falível quanto nós, não havia aprendido a lição de seu erro no Egito. Ele repete agora a mesma decepção com Abimeleque, rei dos filisteus. Quao frequentemente representamos mal a Deus quando deveríamos ser seus representantes diante do mundo. Quantas vezes nós representamos mal a Deus, quando deveríamos ser seus representantes perante o mundo?
Deus poupou Abimeleque de pecar involuntariamente ao aparecer a ele em um sonho (v. 6), mas Deus não havia rejeitado Seu amigo Abraão. Deus instruiu Abimeleque que o profeta errante iria rezar por ele e ele viveria (vv. 7,17-18). Quando confrontado pelo rei pagão a respeito de sua desonestidade, Abraão confessou que pensara (erradamente) que as pessoas daquele lugar não temiam a Deus (vv. 9-11). Na verdade, ele tentava racionalizar sua mentira (vv. 12-13).
Será que estamos, às vezes, nos sujeitando à vergonha quando aqueles que consideramos incrédulos acabam por ser mais justos do que nós? Deus está também trabalhando nas vidas dos “ímpios”, para salvá-los. Devemos ter cuidado para não julgá-los, pois eles também são preciosos aos olhos de Deus, e eles podem ter mais integridade do que nós, ao menos por algumas vezes.
Edwin Reynolds
Professor, Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=253
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça este texto em áudio:
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GÊNESIS 20 – O pecado arruinou o caráter de nossos primeiros pais na queda, no Jardim do Éden. A natureza humana tornou-se depravada e corrompida, complicada e difícil de aprender o que é certo.
Antes de avançar considere estes pensamentos sobre Abraão:
• “Quando o Senhor chamou Abraão para sair do meio de uma cultura pagã e pecaminosa, isso foi uma escolha soberana. Não sabemos por que motivo, entre outros possíveis candidatos, Deus decidiu usar Abraão. Mas sabemos pelo exemplo de Noé (Gn 6:8-9) que quando o Senhor trata conosco, Ele inicia Seus atos de misericórdia falando com aqueles que estão com o coração aberto para a verdade. A partir da resposta que Abraão deu ao chamado de Deus, ele parecia ser esse tipo de homem, mesmo que estivesse tão entregue à idolatria quanto seu pai (Js 24:2)” (Gene Getz).
• “Abraão tinha crescido em meio de superstição e paganismo. Mesmo a casa de seu pai, pela qual o conhecimento de Deus tinha sido preservado, estava a entregar-se às influências sedutoras que os rodeavam, e ‘serviram a outros deuses’ (Josué 24:2) em vez de a Jeová” (Ellen G. White).
Apesar de descender de uma família pagã, a família de Abraão deveria ser bênção em meio a uma sociedade apodrecida pela contaminação do pecado; contudo, em sua jornada, ele teve muitas falhas, ficando, assim, evidente que crentes do calibre de Abraão podem cair em tentação. Observe:
1. Chamados para serem bênçãos (Gênesis 12:1) pessoas que dependem de si mesmas e não de Deus, semeiam maldição. Ao chegar mentindo em Gerar, Abraão provocou a desgraça ao rei Abimeleque. Apesar de seu erro crasso, a graça que o havia alcançado agora intervém para impedir maiores desgraças (vs. 1-10).
2. Pecados dos crentes agravam quando não existe humildade para reconhecer erros e pedir perdão. Como Abraão, possuímos habilidades para justificar erros, não para admiti-los. Todavia, Deus age graciosamente para transformar Seus filhos. Abraão deveria interceder pela família de Abimeleque; ao proceder deste modo, houve cura da maldição que se alastrou como praga (vs. 11-18).
Nascido em um mundo contaminado, como Abraão somos pecadores orgulhosos; entretanto, o mesmo Deus que lhe estendeu graça quer moldar-nos graciosamente para que sejamos bênçãos num mundo desgraçado pelo pecado. Para isso também fomos chamados!
“Senhor, molda-nos” – Heber Toth Armí.