Reavivados por Sua Palavra


GÊNESIS 21 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
2 de novembro de 2018, 0:30
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“E disse Sara: Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo” (v.6).


Finalmente chegara o “tempo determinado” (v.3). Finalmente Abraão seguraria nos braços o tão almejado filho da promessa. Após longa espera e momentos de expectativa, aquele casal de idosos contemplou o milagre em forma de um recém-nascido. Quando o Senhor disse a Abraão que de Sara lhe daria um filho, ele “se riu” (Gn.17:17). Da mesma forma, quando Sara ouviu o prenúncio de sua gravidez, “riu-se, pois, Sara no seu íntimo” (Gn.18:12). Deus transformou o que julgamos ter sido uma atitude de incredulidade, em verdadeiro motivo de riso. Nada mais poderia ter causado tantos sorrisos e tanta alegria àquele longevo casal do que aquele filho. Isaque era a prova visível da fidelidade do Deus a quem serviam.

Havia, contudo, o filho da serva, que, sob a influência de sua mãe, tornou-se uma ameaça à segurança de Isaque. Nutrido o sentimento de inveja pelo título dado a Isaque de herdeiro da promessa, Ismael crescia sentindo-se injustiçado em seu direito de primogenitura. Por certo, o desmame de Isaque ter sido elevado à ocasião de grande celebração, foi a gota d’água para ele. Em seus olhos, Sara pôde ver o ódio homicida de quem poderia cometer o mesmo erro de Caim. Não foi por capricho que ela disse a Abraão que mandasse embora Agar e seu filho, nem tampouco pelo orgulho da maternidade, mas foi temendo pela vida de Isaque.

Aquele pedido, contudo, “pareceu mui penoso aos olhos de Abraão” (v.11). Como despediria um filho com sua mãe sem terem para onde ir? Como dizer adeus àquele que por tantos anos lhe fora o consolo na velhice? A ordem de Deus pode soar para nós como severa, mas Ele jamais falha em Suas palavras e ações. Seguir a orientação de Sara era o melhor a se fazer. É certo que o patriarca teve que pagar o preço esmagador de mandar embora um filho. Mas Ismael cresceria sempre vendo e ouvindo que de Isaque Deus suscitaria um povo escolhido, verdade esta que o seu coração não estava disposto a conviver e nem a aceitar. O Senhor proveu grande livramento, para ambos os lados, quando anuiu com a despedida de Agar e Ismael.

Os olhos de Deus, contudo, repousavam sobre a criança gerada de Abraão e Agar. Quando “ela saiu, andando errante pelo deserto” (v.14), Ele já estava lá para socorrê-la. Mas existe um momento nos desertos desta vida em que não conseguimos mais enxergar a possibilidade de continuar. Agar só conseguia ver a sede do menino. Fixando os olhos no que achava não ter mais solução, “levantou a voz e chorou” (v.16). Notem que a Bíblia não diz que Deus ouviu o lamento de Agar, e sim “a voz do menino” (v.17). A voz de uma criança moveu o coração de Deus, enquanto sua mãe foi interrogada: “Que tens, Agar?” (v.17). Ela sabia que por trás daquela pergunta havia a inquestionável verdade de que ela mesma provocara o seu próprio infortúnio. A inveja e a discórdia de Ismael não fora herança de nascimento, mas da influência direta de sua mãe que construiu o seu caráter, “tijolo” por “tijolo”, na ganância de possuir o que não lhe pertencia.

Pela segunda vez, Agar foi alcançada pela misericórdia divina e “abrindo-lhe Deus os olhos” (v.19), percebeu que a solução de seu problema estava a poucos passos de distância. E, apesar da decisão precipitada de Abraão e Sara em gerar um filho da escrava, apesar da rebeldia de Agar ou de seu filho não ser o filho da promessa, “Deus estava com o rapaz” (v.20). “Por esse tempo” (v.22), o rei Abimeleque, reconhecendo que Abraão servia ao Deus Todo-Poderoso, fê-lo jurar que não mais usasse de mentiras para com ele e nem com os seus descendentes. Pelo que Abraão jurou e defendeu um direito que era seu sobre um “poço de água” (v.25).

Percebam, amados, que este poço era o mesmo “poço de água” (v.19) em que Agar foi dar de beber a seu filho, no deserto de Berseba (v.14 e 31). Ou seja, antes que Agar e Ismael chegassem àquele deserto, Deus já havia movido Abraão a ali cavar o poço que lhes salvaria a vida. E Abraão já havia plantado “tamargueiras em Berseba” (v.33), uma espécie de arbusto. E onde foi que Agar refugiou Ismael do calor do deserto? “Colocou ela o menino debaixo de um dos arbustos” (v.15). Deus já providenciou a solução para cada um de nossos problemas, precisamos apenas pedir como uma criança e Ele abrirá os nossos olhos para enxergarmos as Suas bênçãos. Vá até Jesus com a humildade e a dependência de uma criança e Ele lhe dará da água que jamais esgota: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17).

Bom dia, saciados pela água da vida!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis21 #RPSP


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