Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 2, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
9 de novembro de 2017, 0:30
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“A Ti, ó Deus de meus pais, eu Te rendo graças e Te louvo, porque me deste sabedoria e poder; e, agora, me fizeste saber o que Te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei” (v.23).


Indo dormir com “pensamentos a respeito do que há de ser” (v.29), preocupado quanto ao futuro, Nabucodonosor teve um sonho que o deixou perturbado (v. 3). Ciente da esperteza dos magos, feiticeiros e astrólogos da corte (v.8), tomou uma decisão tão firme quanto foi a de Daniel. Uma sentença foi por ele estabelecida e um terrível tremor tomou conta daqueles charlatães, cuja resposta final só aumentou a fúria do rei: “Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige” (v.10).

Então, “saiu o decreto” (v.13), e um feroz destacamento da guarda pessoal do rei do exército babilônico foi arregimentada para cumprir as ordens de Nabucodonosor. Todos os sábios deveriam ser mortos (v.12), sob tortura, pedaço por pedaço, inclusive Daniel “e seus companheiros” (v.13).
Contudo, aquele jovem, cujo costume lhe prostrava os joelhos ao chão, “três vezes por dia” (Dn 6:10), “avisada e prudentemente” (v.14) falou e agiu com a sabedoria que vem de Deus. Enquanto os caldeus queriam ganhar tempo para enganar o rei, Daniel pediu tempo para lhe revelar a verdade sobre aquele sonho (v.16).

Diante de um desafio entre a vida e a morte, Daniel confia a seus amigos o papel da intercessão, “para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério” (v.18). Então, o mistério lhe é revelado “numa visão de noite” (v.19) e ele faz uma das mais lindas orações das Escrituras (vs. 20-23). Perceba que ele encerra a sua prece, dizendo: “A Ti, ó Deus de meus pais” (v.23). Foi em seu lar que ele conheceu a Deus e aprendeu o temor do Senhor. E foi ali que ele também aprendeu a desenvolver a compaixão, apiedando-se e intercedendo a favor da vida dos caldeus: “Não mates os sábios da Babilônia” (v.24). Daniel não desejou o mal de seus inimigos. Se algo tivesse que lhes acontecer, seria pelas mãos de Deus, e não através dele.
“Depressa” (v.25), Daniel foi levado à presença do rei. Posso até imaginar o seu semblante furioso quando o jovem sábio iniciou sua fala praticamente repetindo as palavras ditas pelos sábios caldeus (v.27). Mas posso imaginar também como seu semblante logo empalideceu ao ouvir da boca de um “dos cativos de Judá” (v.25) os detalhes de seu sonho e a sua devida interpretação. Cheio de convicção, mas revestido de humildade (v.30), Daniel foi o porta-voz de Deus para declarar aquele monarca que o seu reino, bem como todos os outros que surgiriam após ele, teriam fim, porém, “O Grande Deus” (v.45) haveria de suscitar um reino que “subsistirá para sempre” (v.44).
Babilônia (cabeça de ouro), Medo-Persa (peito e braços de prata), Grécia (ventre e quadris de bronze), Roma (pernas de ferro e pés de ferro e barro) teriam seus momentos de glória. Mas, por fim, cumprindo a profecia, apesar das tentativas de unir o ferro com o barro através dos históricos contratos de casamento (v.43), “chegamos então aos dias das modernas nações da Europa que nunca mais foram unificadas” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Daniel, p. 12). Muito pelo contrário, até hoje vemos os resultados da teimosia humana em querer unir o que “não se mistura” (v.43).
A pedra cortada “sem auxílio de mãos” (v.45), a solução divina na qual o homem não tomou parte alguma, está prestes a cumprir o final revelado a Nabucodonosor a aproximadamente dois mil e quinhentos anos atrás. “Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação” (v.45) e nós estamos no limiar de contemplar com os nossos próprios olhos o que aquele rei viu em sonho, pois eis que Cristo “vem com as nuvens, e todo olho O verá” (Ap 1:7). Quando este Dia chegar, os justos não receberão “muitos e grandes presentes” (v.48) de reis da Terra, mas serão coroados de glória pelo próprio “REIS DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19:16). E não receberão honras em palácios terrenos (v.49), mas terão lugar no palácio de Deus (Jo 14:1-3).

Decida, hoje, “firmemente” (Dn 1:8), ser fiel ao Senhor e buscá-Lo de todo o vosso coração e entendimento. Como Daniel e seus amigos, tenha uma vida de oração e viva as Escrituras, e, com certeza, o Espírito Santo vai conduzir seus passos até o breve encontro com o nosso Salvador.

Bom dia, povo do advento!

Desafio do dia: Foi através da comunhão diária que Daniel e seus amigos foram agraciados com a resposta de Deus. Tem algo que lhe atormenta e que tem tirado o seu sono? Experimente fazer como fizeram aqueles jovens. Dobre os seus joelhos, com humildade, e confie no Deus que te erguerá e te mostrará a vitória.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel2
#RPSP

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