Reavivados por Sua Palavra


NEEMIAS 13 — Rosana Barros by Ivan Barros
16 de junho de 2026, 0:45
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“Por isso, Deus meu, lembra-te de mim e não apagues as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus e para o Seu serviço” (v.14).

A ausência de Neemias em Jerusalém provou a força de sua influência e a fraqueza de caráter do povo, principalmente por parte de seus líderes. O período em que ele retornou ao palácio do rei Artaxerxes foi suficiente para que o povo quebrasse a aliança estabelecida e voltasse a transgredir a Lei de Deus. Mau uso da Casa de Deus, negligência quanto à devolução dos dízimos e ofertas, comércio no dia de sábado e casamentos mistos despertaram o zelo de Neemias e o fizeram agir de maneira ainda mais enérgica e pontual, como na autoridade de um pai a corrigir os seus filhos.

A presença de Tobias no templo e a honra que lhe foi dada pelo próprio sacerdote, fazendo “para este uma câmara grande” (v.5) no lugar em que deveriam ser depositados os dízimos e as ofertas do Senhor, foi o fator determinante para Neemias iniciar as reformas necessárias. Atirando “todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara” (v.8), sua atitude se assemelhou à atitude de Jesus, quando purificou o templo expulsando os cambistas e derrubando as mesas “e as cadeiras dos que vendiam pombas” (Mt.21:12). Não era apenas uma questão de desordem, mas de descaso com o sagrado. Neemias não atirou aqueles móveis porta fora na ira de seu orgulho ferido, mas no zelo de quem compreendia o grande mal que precisava ser eliminado.

Aquele ato de indignação de Neemias foi seguido por um discurso de repreensão aos magistrados, um protesto contra os que trabalhavam no sábado, uma ameaça contra os negociantes e vendedores reincidentes e até uma sessão de castigos físicos contra alguns dos judeus que “haviam casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas” (v.23). Certamente, Neemias tornou-se alguém respeitado e temido, pois não admitia que em seu governo houvesse quem cometesse injustiça sem que fosse por isso punido e corrigido. Cheio de coragem e ousadia, ele assumiu as rédeas de um povo que precisava aprender a lição fundamental do temor do Senhor.

Movidos pelo Espírito Santo, Neemias e Esdras, cada um em sua esfera de influência, agiram conforme suas funções lhes exigiam. Mesmo exercendo uma função administrativa, Neemias desempenhou o seu trabalho com o temor e o tremor de quem realizava, acima de tudo, uma obra espiritual. Apesar de sua firmeza um tanto severa, porém necessária para reconduzir o povo à obediência, seu coração era motivado pelo amor: amor a Deus e amor àqueles que tão rapidamente haviam se desviado da Lei do Senhor. E seu coração clamava incansavelmente pela graça e misericórdia de Deus em sua vida: “Lembra-te de mim” (v.14, 22 e 31).

Enfrentar o erro e buscar corrigi-lo nunca foi tarefa fácil, amados. É necessária, porém, a capacitação do alto para que a correção seja eficaz em seus efeitos. Enquanto Neemias pôde, fez de tudo para orientar seus irmãos conforme a Lei de Deus. Foi perseguido, caluniado, ameaçado, mas em nenhum momento bateu de frente com a oposição ou revidou seus inimigos. Com prudência, ignorou as mentiras e maldades, orando por livramento e justiça: “Lembra-te deles, Deus meu” (v.29). Sua vida de comunhão com Deus lhe conferia a autoridade de admoestar e corrigir, ainda que isso lhe custasse poucos amigos e muitos inimigos, mesmo no meio do professo povo de Deus. Pois Neemias sabia muito bem com quem andar e a quem evitar (v.13 e 28).

Em tempos em que toda repreensão é considerada um julgamento ou uma crítica, precisamos ter muito cuidado para não inibirmos a atuação do Espírito Santo tampouco agirmos como justiceiros. Assim como a Bíblia também é útil para repreender e corrigir (2Tm.3:16), Deus tem servos fiéis que Ele usa neste mistér, mas sempre com cautela e sabedoria. Nem todos são aptos a corrigir. O Espírito Santo é quem separa alguns e os capacita para este serviço. Mas o melhor método de todos sempre será o exemplo de uma vida inteiramente consagrada ao Senhor. Como disse Jesus: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt.7:16).

A observância do sábado, a proibição do jugo desigual e a devolução dos dízimos e das ofertas ainda são mandamentos em vigor que têm sido negligenciados. Sejamos qual Neemias, homens e mulheres de oração, cuja fé que atua pelo amor se manifeste em nossas palavras e ações, com autoridade, mas também com misericórdia. Que pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, sejamos testemunhas de Jesus no mundo, “manifestos como carta de Cristo […] não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus” (2Co.3:3 e 5).

Pai de amor, graças Te damos por mais esse período de preciosos ensinamentos no livro de Neemias! Nele, nós pudemos perceber a Tua fidelidade e misericórdia sobre um povo que ainda carregava tantas marcas do seu tempo de exílio. Senhor, o que dizer de nós? Carregamos muitas marcas de nosso exílio neste mundo e de gerações que, paulatinamente, fizeram concessões e abriram brechas às sutilezas do inimigo. Pai de amor, necessitamos de líderes como Neemias, corajosos, destemidos e fiéis a Ti como a bússola o é ao polo. Não foi sem razão que Neemias bateu e arrancou os cabelos dos pais, e não dos filhos. Temos uma responsabilidade gigante, Senhor! Dá-nos um coração disposto a ser repreendido e corrigido! Se esse milagre acontecer no coração de nós pais, eu creio que os filhos também serão alcançados por esta obra, porque assim disse o Senhor em Malaquias 4:6. Ó, Senhor, nosso Deus, disciplina-nos e corrige-nos enquanto há tempo! Por Jesus, clamamos a Ti, Pai, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis servos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#NEEMIAS13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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