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“… porque todos os orgulhosos estão entregues à morte e se abismarão às profundezas da terra, no meio dos filhos dos homens, com os que descem à cova” (v.14).
Comparada a uma árvore “no jardim de Deus” (v.8), a formosura da Assíria era digna de admiração. Toda a sua pompa, no entanto, foi destruída. A mesma sorte estava reservada para o Egito. A confiança na aparente formosura encheu de orgulho próprio o coração desta nação. Perceba que o próprio Deus declara que nem as árvores do Éden eram mais lindas do que aquele reino (v. 9). O paralelo, à vista dos homens e do próprio Deus, era perfeito.
Contudo, “ficou orgulhoso da sua altura” (v.10, NVI). Seu orgulho se exaltou à medida de sua beleza, porém, diante do SENHOR Deus, a sua perfeição externa não tinha valor algum: “porque todos os orgulhosos estão entregues à morte” (v.14). O orgulho cria uma barreira entre o homem e Deus e o impede de reconhecer a sua dependência dEle. Tentar encobrir um coração “desesperadamente corrupto” (Jr 17:9) com uma bela capa é, no mínimo, uma grande mentira. Eu mesma caí nessa besteira por muitos anos e, pode acreditar, não vale a pena.
Um texto de Ellen White que me impactou muito hoje, diz o seguinte: “A abundante iniquidade não se limita apenas aos incrédulos e zombadores. Quem dera que assim fosse! Mas não é. Muitos homens e mulheres que professam a religião de Cristo são culpados. Mesmo alguns que professam estar esperando Seu aparecimento não estão mais preparados para esse acontecimento do que o próprio Satanás” (Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 346). Exagero? Não, amados. Triste e dura realidade! Aparentar ser o que não é, é a pior mentira já criada. E os mentirosos não herdarão o Reino dos Céus (Ap 21:27).
O próprio Jesus condena esta farsa: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt 23:27-28). Não esqueça que foram estes belos “sepulcros” que crucificaram a Jesus. E, a seu devido tempo, os “sepulcros” atuais se levantarão contra os santos do Altíssimo. Necessitamos de um exame constante do coração, através da comunhão diária e da influência do Espírito Santo.
Dois sentimentos invadem o meu coração quando me lembro dos anos em que passei como uma dracma perdida dentro da igreja: tristeza por tanto tempo perdido e alegria arrebatadora pela longanimidade do SENHOR para comigo. Podemos pregar nos púlpitos, ou até forçar a igreja a aceitar uma reforma. Podemos até mesmo ser exemplo de conduta cristã. Mas se a reforma não for o resultado de um genuíno reavivamento, de nada serve a não ser para receber o mesmo salário dos “que descem à cova” (v.14).
Jesus não nos exige um coração perfeito, mas um coração perfeitamente dependente de Seus méritos. Enquanto o SENHOR da obra não ocupar em nossa vida o primeiro lugar que Lhe é devido, nunca compreenderemos, de fato, o nosso lugar na obra do SENHOR. Não faça para si vestes de “folhas de figueira” (Gn 3:7), mas permita que o SENHOR lhe revista com as vestes da justiça de Cristo “a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez” (Ap 3:18).
Feliz sábado, corações contritos!
Jornada espiritual “Chuva Serôdia. Chegou a hora!“, 6° dia: “Peça ao Espírito Santo para lhe acordar em algum momento da madrugada para você conversar com Ele. Finalize clamando pela chuva serôdia do Espírito Santo” (Chuva Serôdia. Chegou a hora, p. 45).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Ezequiel31
#RPSP
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Comentário Devocional
A expressão “Dia do Senhor” é algo que nós, como cristãos, aplicamos especialmente para a segunda vinda de Jesus (2 Tess 2:2). Entretanto, esta expressão ligada a um final definitivo tem seu precedente histórico. Para o Egito, o “dia do Senhor” havia chegado. Amós garante aos seus leitores que não será um dia agradável:
“Será como se um homem fugisse de um leão e encontrasse um urso;
como alguém que entrasse em sua casa e,
encostando a mão na parede, fosse picado por uma serpente.
O dia do Senhor será de trevas e não de luz.
Uma escuridão total, sem um raio de claridade”
(Amós 5:18-20 NVI).
Na época de Ezequiel, o “dia do Senhor” traria nuvens e desgraça a Jerusalém e ao Egito. Não haveria meio de escapar da força da Babilônia.
É preciso muita sabedoria para entender o funcionamento da história e saber de antemão quem serão os vencedores e os derrotados em um determinado cenário e assim decidir quando resistir e quando ficar quieto. Mesmo assim, o desfecho de um conflito é totalmente imprevisível aos olhos humanos. Apesar disso, para os homens é muito mais fácil se apoiar no poder humano visível do que no braço do Deus invisível. Que hoje e sempre possamos confiar na sabedoria e no braço poderoso do nosso Deus e não na força e visão limitados do homem. O destino das nações está nas mãos do Senhor.
Ross Cole
Avondale College, Austrália
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/eze/30 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1078
Também disponível no blog mundial RPSP/BHP da IASD, em: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/eze/30
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/07/27/
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Ezequiel 30 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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EZEQUIEL 30 – A Bíblia e a experiência espiritual nos ensinam que qualquer coisa ruim pode acontecer com aqueles que preferem confiar em si mesmos e em conceitos filosóficos humanos em detrimento dos princípios e ensinos divinos.
O Egito é “a sétima e última nação dessa lista de juízo… Os juízos aqui descritos parecem ser os mais severos de todos. Sem o rio Nilo, o Egito morreria. Enquanto seria natural seu povo dar valor à vida, o Egito é a terra da morte. O livro mais conhecido da cultura egípcia é o Livro dos Mortos. Os maiores monumentos dessa nação são túmulos gigantescos em forma de pirâmide. Seus reis construíram palácios pequenos, mas sepulcros enormes, e eram embalsamados para desfrutar o tempo na sepultura! Seguros de si, os egípcios não se impressionavam com a morte. Deus considerou necessário, portanto, julgar essa nação que, na Bíblia, retrata o mundo, em especial o mundo sem Deus” (William MacDonald).
Reflita:
• O dia do Senhor é nublado, escuro e medonho aos amantes do pecado (vs. 1-3).
• O Egito e as cidades vizinhas que se aliaram confiando em seu poder serão destruídos a fim de que reconheçam ao único Deus verdadeiro (vs. 4-8).
• Deus revela detalhes de como se dará o fim do Egito, pois só Ele conhece o fim desde o princípio (vs. 9-12).
• É Deus quem executa o juízo e a sentença; Seu objetivo primário não é destruição de pessoas, mas a restauração da verdadeira religião (vs. 13-19).
• O rei babilônico será instrumento de Deus contra o Egito, pois Ele está soberanamente no controle de tudo o que acontece no Universo (vs. 20-26).
O juízo divino é como uma tempestade, as profecias são como os trovões que a anuncia (vs. 1-5). Povos poderosos não podem escapar à ira da natureza, muito menos da ira divina (vs. 6-19). O maior objetivo de Deus é revelar Seu poder e tornar-se conhecido visando à conversão do mundo (vs. 20-26).
Quatro vezes aparece no texto a expressão: “Saberão que Eu sou o Senhor”. O juízo fará o que Israel negligenciou: Revelar Deus ao mundo!
• E nós, temos investido na missão?
Israel estava no cativeiro porque não priorizou o reino de Deus. O Egito seria devastado porque desprezou a Deus. E nós, aprendemos a lição?
Vamos priorizar Deus? – Heber Toth Armí.
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“Porque está perto o dia, sim, está perto o Dia do SENHOR, dia nublado; será o tempo dos gentios” (v.3).
O Egito havia feito aliança com outras nações. Algumas eram aliadas econômicas, visando incrementar o comércio entre as nações através da troca de mercadorias e, outras, aliadas militares, com o objetivo de unir forças tanto para proteger seus territórios, quanto para lutar contra as nações inimigas. Estas alianças eram comuns, também naquela época.
Estes acordos tiveram, além disso, o efeito de fortalecer todas as práticas pagãs e idólatras que envolviam aquelas nações. O envolvimento delas com o Egito fez com que a “Etiópia, Pute, Lude e toda a Arábia, os de Cube e os outros aliados” caíssem “juntamente com ele à espada” (v.5). Levando em consideração o jogo de interesses ali envolvido, a aliança estabelecida parecia só conceder vantagens aos envolvidos. Havia uma troca de favores que garantiam a paz, a segurança e a prosperidade. Não é exatamente por estas coisas que o mundo clama?
Contudo, repentinamente, a destruição os desolou “no meio das terras desertas” (v.7). Foi cessada “a pompa do Egito” (v.10), e “destruídos todos os que lhe prestavam auxílio” (v.8). E uma das nações, em particular, sofreu “grande dor” (v.4) e angústia, “a Etiópia descuidada” (v.9). Todo o orgulho do poder do Egito foi humilhado (v.6) pela espada que o SENHOR colocou “na mão do rei da Babilônia” (v.25). Aquela união de nações, aparentemente tão bem sucedida, mostrou, em seus efeitos, que nem toda união faz a força.
As profecias para o tempo do fim apontam para uma união que será proposta “aos reis do mundo inteiro a fim de reuni-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap 16:14). Influenciados pela tríade satânica, “três espíritos imundos” (Ap 16:13), todos serão reunidos “no LUGAR que em hebraico se chama Armagedom” (Ap 16:16). Este é o nome de um lugar, e não do nome de uma batalha; em hebraico, Armagedom significa “monte de Megido”. Megido era uma planície litorânea da Palestina, palco de muitas batalhas envolvendo o povo de Israel. Entretanto, a maior batalha espiritual do passado ocorreu não na planície de Megido, mas no monte que domina a planície, o monte Carmelo. Esta é a referência para a profecia em questão.
Foi naquele monte que um único homem teve de enfrentar a fúria de líderes idólatras e de 850 profetas de deuses pagãos. Foi ali que, diante de todos, ficou mais do que provado de que “Só o SENHOR é Deus” (1Rs 18:39). Acusado de ser um perturbador da paz, Elias prosseguiu em cumprir o ASSIM DIZ O SENHOR a passos firmes (1Rs 18:17). Da mesma forma, a Bíblia prevê uma união promovida por Satanás que, aparentemente, parecerá, de forma quase irresistível, forte e admirável diante do mundo inteiro. E o remanescente do SENHOR, como um só homem, não aliado à corrente do mal, será acusado de perturbar a paz mundial.
Naquele monte aconteceu o que já está acontecendo nestes últimos dias. E “eis que já vem” (v.9) o desfecho da batalha entre falsos adoradores e verdadeiros adoradores. Assim como “Elias restaurou o altar do SENHOR” (1Rs 18:30), o remanescente restaurará a verdadeira adoração e diante de todo olho será notório o poder do Espírito Santo na vida deste pequeno povo. Falta muito pouco para vermos cumprida esta profecia em sua totalidade e apenas aqueles que oram como Elias orou (1Rs 18:36-37), e que clamam em profunda contrição (1Rs 18:42), persistentemente (1Rs 18:43), pelo derramamento da chuva serôdia, do alto receberão “grande chuva” (1Rs 18:45).
A união que nos levará à vitória final não tem a ver com ideologias humanas e nem com tratados de paz “como a dá o mundo” (Jo 14:27), e sim aquela que, por causa da Palavra do SENHOR, levará o mundo a nos odiar, porque não pertencemos a este mundo (Jo 17:14). Santificados na verdade (Jo 17:17), e perseverantes em seguir os passos do Salvador, grande angústia aguarda o povo de Deus. Oxalá que você e eu façamos parte deste seleto grupo que, assim como Elias, não passará pela morte (2Rs 2:11). Despertai, ó sete mil joelhos (1Rs 19:18) que não se curvam aos deuses deste século! Eis que o dia está nublado e, pela fé, já podemos avistar “uma nuvem pequena como a palma da mão do homem” (1Rs 18:44) e ouvir a voz do nosso Pastor a declarar: “Certamente, venho sem demora” (Ap 22:20).
“VEM, SENHOR JESUS!” (Ap 22:20).
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Jornada espiritual “Chuva Serôdia. Chegou a hora!“, 5° dia: “Coloque uma cadeira em sua frente e peça ao Espírito Santo para sentar-se nela. Agora comece a conversar com Ele, que está diante de você, disposto a ouvir e interessado em suas histórias, necessidades e pedidos. Faça isso diariamente – é um bom caminho para desenvolver sua amizade com Ele” (Chuva Serôdia. Chegou a hora!, p. 42).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Ezequiel30
#RPSP
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Comentário Devocional
Babilônia não foi o único poder com quem a Jerusalém da época de Ezequiel havia se prostituído. O Egito foi outro. Quando você sofre debaixo de duas nações, às vezes você tem que escolher um opressor para que este o defenda do outro. No entanto, quando os judeus buscaram a proteção dos egípcios, estes traíram Judá. Para Jerusalém, o Egito tornou-se como um dos juncos ao longo das margens do Nilo. Quando Judá se apoiou nele, o Egito se quebrou.
O Egito vai pagar o preço. Ele atribuiu a si mesmo os poderes do Criador. No entanto, todo o mundo saberá que Yawheh é o criador do Nilo, não o Egito, quando suas cidades sofrerem por quarenta anos.
Na ascensão e queda de nações, vemos a mão divina. Seus caminhos são misteriosos, mas eles não são arbitrários ou impulsivos. No final, todos saberão quem é verdadeiramente o Senhor.
Em nossas vidas, também, descobrimos que todo falso aliado é como um junco quebrado. Que faremos nós? Aprendamos a nos apoiar no braço forte invisível de Deus e não deixemos que a visibilidade dos seres humanos fortes nos esmague.
Ross Cole
Avondale College, Austrália
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/eze/29 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1077
Também disponível no blog mundial RPSP/BHP da IASD, em: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/eze/29
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/07/26/
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Ezequiel 29 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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EZEQUIEL 29 – Justo e generoso, santo e misericordioso – assim Deus quer ser reconhecido por todos os habitantes do mundo.
O capítulo em pauta é interessante quando visto sob o ângulo espiritual e conforme a intenção da proclamação do profeta Ezequiel.
1. De forma específica, é um oráculo contra Faraó e o Egito; de forma, geral, é um recado para cada pessoa (vs. 1-2).
2. A motivação do oráculo divino parte da ideia de que tomar posse do que pertence a Deus é furtar. Professar ser dono de algo que não nos pertence caracteriza-se como roubo. Faraó toma posse do que pertence a Deus, como muitos de nós fazemos. E Deus não ignora tal depravação (vs. 3-5).
• O teólogo Charles E. Bradford argumenta que “Deus não permitirá que os seres humanos assumam a posição de proprietários. Eles serão sempre mordomos, representantes [bons ou maus]. Caso se permitisse aos seres humanos agir como proprietários, logo atribuiriam a si mesmos as próprias prerrogativas da divindade”, como fez Tiro nos capítulos anteriores.
3. Tudo o que Deus pretende fazer é salvar; por isso, quer que todos O conheçam (v. 6; Oséias 6:3; João 17:3).
4. Deus julga para ensinar aos que tomam para si o que é dEle, que tal pretensão gera egoísmo, orgulho, arrogância, vanglória e resulta em desgraça total (vs. 7-10).
5. Deus explica o fim de quem toma para si o que é dEle, desejando que o pecador se arrependa e se converta (vs. 11-12). Sim, Deus intencionava salvar o Faraó e o Egito com tais profecias (vs. 13-16).
6. Os detalhes proféticos revelam um incomparável Deus conhecedor do futuro – Ele deve ser o único Deus reconhecido em cada nação. Os egípcios deveriam saber que Deus é justo, os babilônicos deveriam reconhecer que Deus é misericordioso recompensador. A cada povo Deus sabe como Se revelar (vs. 17-20).
7. O maior alvo de Deus nesta profecia era reavivar Israel, de onde viria o Messias (v. 21).
Deus condenou o Egito por sua grande ambição, e recompensou Babilônia por sua pequena submissão. Escolha ficar longe da ambição e busque à máxima submissão, então, verás o resultado!
Estas profecias se cumpriram, vasculhe a história. Com elas, Deus queria reavivar poderosamente a Israel no passado; mas, agora, anseia pelo nosso despertamento… – Heber Toth Armí.