Comentário devocional:
As visões de Ezequiel acerca da idolatria incluíam a todos – homens e mulheres, povo e líderes, ídolos e deuses de todas as regiões. A idolatria se espalhara por toda a Jerusalém e até mesmo pelo interior do Templo. É importante notar que nessas visões da idolatria de Judá, esses adoradores de ídolos nunca diziam que Deus não existia. Na verdade, o povo de Judá e seus líderes reconheciam a sua existência, mas negavam sua relevância em suas vidas.
O mesmo pode ser dito de nós, às vezes. Professamos, nominalmente, nossa fé e raramente questionamos a existência de Deus ou Seu cuidado por nós. No entanto, quando enfrentamos problemas – uma doença grave, dificuldades financeiras devido a cortes nas horas de trabalho, desemprego ou problemas em nossos relacionamentos – nosso comportamento, muitas vezes, nega o que professamos. Agimos como aqueles que não confiam no Senhor.
Mas aqui estão boas notícias: Deus quer nos ajudar e tem todo o poder no céu e na terra para fazer isso! Você e eu podemos confiar nele acima de tudo. Amém.
Pr. Eric Bates
Diretor dos Ministérios da Família na Associação da Carolina, EUA.
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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=6740
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/07/04/
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico:Ezequiel 8 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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EZEQUIEL 8 – Idolatria manifesta-se de inúmeras formas. Qualquer delas será um afronta direta a Deus.
Ezequiel deixa isso muito claro!
“Catorze meses após o seu chamado para o cargo profético, Ezequiel teve uma nova série de visões […]. O povo furtava abertamente, cometia homicídios e praticava imoralidade e a idolatria, conquanto ainda alegasse adorar ao Yahweh no Seu Templo […]. Ezequiel viu a extrema depravação dos dirigentes nacionais e do povo. O Senhor lhe revelou o vergonhoso fato de que o Templo, a casa do Deus verdadeiro, estava sendo usado como templo pagão!” (Frank Holbook).
“Ezequiel recebeu uma visão em Babilônia na qual Deus lhe mostrou o que estava acontecendo no templo de Jerusalém: havia idolatria (Ez 8:1-4), ciúmes (v. 5, 6), adoração de animais (v. 7-13), choro por Tamuz (deus babilônico da vegetação, como a mãe terra em outras culturas; v. 14, 15) e adoração ao Sol (v. 16-18). Isso era sincretismo em sua pior forma, bem no meio de Jerusalém, no centro de adoração a Yahewh, e a visão revelou os pecados secretos que levaram os judeus ao exílio” (Imre Tokics).
• Pecados secretos são mais prejudiciais ao cristão do que o pecado escancarado, visível e perceptível aos demais.
• Pecados ocultos e acariciados são justificados e preservados, portanto, dificilmente serão confessados e abandonados.
• Contudo, Deus vê tudo, inclusive os secretos da alma, portanto julga inclusive às intenções do coração.
“Ezequiel não viu jovens, que desconheciam a sua herança espiritual, sendo seduzidos por um culto estranho; e, sim, ‘setenta homens dos anciãos da casa de Israel’, os quais, quarenta anos antes, participaram do reavivamento espiritual do Rei Josias […]. No ocaso da vida, esses dirigentes haviam abandonado secretamente o culto do Deus verdadeiro, a fim de mover os seus incensários diante de invisíveis relevos esculpidos e prestar homenagem a formas artísticas de animais imundos. Sua mente obnubilada pelo pecado levou-os a exclamar insensatamente: ‘O Senhor não nos vê, o Senhor abandonou a Terra’. Ezeq. 8:12” (Holbrook).
• Rituais desprovidos das exclusivas orientações de Deus é perversão da religião.
• Práticas religiosas reveladas por Deus misturadas com paganismo é sincretismo repugnante para Deus.
Deus quer uma religião pura e verdadeira para que os pecadores não se percam no caminho da salvação!
“Senhor, confessos meus pecados a Ti!” – Heber Toth Armí.
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“Disse-me: Vês isto, filho do homem? Verás ainda abominações maiores do que estas” (v.15).
Ezequiel estava em sua casa recebendo visitas, quando, mais de um ano após o seu chamado profético, ele teve esta visão. A presença dos anciãos em sua casa pode significar a sua aceitação como profeta de Deus. O fato é que ele viu o que os demais não puderam ver.
O Espírito do SENHOR o levantou e o levou até o santuário em Jerusalém. Ali, iniciou uma série de revelações acerca das abominações dos líderes de Israel: as paredes das câmaras do templo com pinturas idólatras, mulheres chorando a Tamuz e a adoração ao sol. A casa que deveria refletir a glória de Deus estava tomada por trevas. Por fora e em seus rituais, parecia iluminada, mas por dentro era um covil de imundícies.
A corrupção de Israel não vinha mais da influência dos povos pagãos, mas dos próprios líderes religiosos. E foi esta terrível realidade que Jesus encontrou na terra: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!” (Mt 23:27). A vida de Jesus era uma ofensa àqueles homens que ostentavam suas obras como troféus de piedade e fidelidade para com Deus. Enxergavam o amor do Salvador como um dedo acusador e não como a revelação do caráter divino. Eram “guias cegos” (Mt 23:24).
A obra do Espírito Santo no meio do Seu povo tem uma ordem a ser cumprida. A mesma ordem proferida por Cristo em Suas advertências aos líderes judeus: “Fariseu cego, limpa PRIMEIRO O INTERIOR do copo, PARA QUE também O seu EXTERIOR fique limpo” (Mt 23:26). Se a limpeza espiritual não for iniciada no coração (reavivamento), a mera mudança exterior (reforma) não faz sentido algum.
A aparência de santidade tem sido um dos maiores enganos do maligno desde os tempos antigos. E este engano se alastra dentre o professo povo de Deus como uma praga. E como os “anciãos da casa de Israel” (v.11) muitos têm erguido no coração câmaras escusas, pensando: “O SENHOR não nos vê” (v.12).
A verdadeira mudança exterior só acontece quando o interior já está sob o controle do Espírito Santo. E a mudança nunca será forçada ou imediata, mas natural e gradual: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais, até ser dia perfeito” (Pv 4:18). É por isso que a nossa entrega deve ser diária e constante. Assim como foi com Ezequiel, Deus deseja falar conosco em todos os momentos, até quando estamos sentados em nossa casa (v.1).
Conforme Apocalipse 3:17, não temos absolutamente nada de bom para oferecer a Jesus ou ao nosso próximo. Você é um “infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”. E não se preocupe, que esta é a minha condição e a de todos também. Mas há uma luz que incide sobre o verso seguinte: “Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (Ap.3:18).
Não faça como os líderes de Israel ou como os escribas e fariseus, mas aceite o conselho de Jesus, contemple a Cristo, estude a Sua Palavra. Cada dia o SENHOR nos mostra que veremos “ainda maiores abominações” (v.6). Em nome de Jesus, que não tenhamos parte em nenhuma delas!
Bom dia, justos do SENHOR!
Desafio do dia: Em oração, faça um autoexame, pedindo ao Espírito Santo o mesmo que pediu o salmista Davi: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Sl 51:10).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Ezequiel8
#RPSP
Comentário devocional:
Eu estudei o capítulo 7 de Ezequiel à procura de algum vislumbre da graça de Deus, mas tudo o que eu encontrei foi o Seu juízo pessoal e abrangente. Foi então que Deus começou a falar ao meu coração. Foi por causa da minha tendência em ver graça e juízo como se fossem desconectados entre si, e esperar que a intensidade da graça divina fosse muito maior do que a do Seu juízo é que eu não via a graça de Deus em Seu juízo.
Com o tempo passei a compreender como o juízo pode estar cheio de graça. Quando, em minha infância, minha mãe me disciplinava, seu objetivo não era apenas o de me punir. Seu objetivo para comigo era o mesmo que Deus tinha para com Israel – o desenvolvimento do caráter e o crescimento.
A disciplina de Deus é misericordiosa, porque nos alerta para o fato de que Deus leva o pecado a sério. A disciplina severa evita que o pecado se espalhe ainda mais rápido.
O juízo que Ezequiel profetizou acerca de Judá não era o juízo eterno. No meio daquele juízo, eles tiveram a oportunidade de se arrepender e voltar para o único e verdadeiro Deus. Como o juízo divino continua válido também para nós, hoje, pela graça de Deus, temos a oportunidade de nos convertermos dos nossos ídolos e retornarmos para Deus. O Juízo também contém boas novas de graça!
Pr. Eric Bates
Diretor dos Ministérios da Família na Associação da Carolina, EUA.
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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=6739
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/07/04/
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico:Ezequiel 7 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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EZEQUIEL 7 – Deus é paciente; mas também é intolerante ao pecado. Sua misericórdia é imensurável, mas sua santidade põe freio à multiplicação da maldade. Deus não é indiferente à proliferação das influências satânicas sobre Seu amado povo.
“Passaria mais de um século e meio desde que os profetas haviam começado a advertir da destruição de Jerusalém e da nação. (Ver Miq. 3:12; Amós 2:4 e 5). A fim de abalar a presunção do povo, Ezequiel anunciou cinco vezes em três versículos: ‘Vem o fim!’ Ezeq. 7:2, 3 e 6. A terrível disciplina não poderia ser adiada por mais tempo. Dentro de aproximadamente seis anos a dramatizada predição de sua ruína, Jerusalém ficou desolada e seus habitantes estavam mortos ou no cativeiro” (Frank Houbrook).
• No capítulo 4, o profeta dramatizou o cerco de Jerusalém;
• No capítulo 5, Ezequiel raspou a cabeça e a barba com o objetivo de revelar o destino dos judeus;
• No capítulo 6, o profeta falou contra os lugares altos em que se adoravam deuses pagãos;
• No capítulo 7, Ezequiel declarou que o julgamento está às portas.
Parece que Deus está demorando a executar o juízo. O pecado do povo já estava mais que maduro.
“O povo tinha fracassado em sua missão de testemunhar de Deus. Agora, daria testemunho por meio do julgamento. Trata-se de uma questão séria para reflexão. O juízo é completo: Abrange todas as classes e toda a terra. A nação que rejeita o conhecimento de Deus perde sua força moral e não tem como se sustentar quando enfrenta dificuldades. O mesmo princípio se aplica a indivíduos” (William MacDonad).
O que interfere no cumprimento da missão de Deus?
1. A teoria da religião verdadeira não alcançava a vida prática do povo de Deus. Crer em Deus vivendo como ateu caracteriza péssimo testemunho (vs. 1-8);
2. Preferir a prática do pecado antes que a prática da vontade de Deus é o caminho mais certo do fracasso espiritual, o qual impede testemunhar de Deus (vs. 5-9);
3. Orgulho, violência, materialismo, consumismo são empecilhos que impedem testemunhar de Deus (vs. 10-16);
4. Presunção, vaidade, idolatria e hipocrisia não proclamam, mas profanam a verdadeira religião (vs. 19-27).
Fracassar em testemunhar de Deus significa fracassar nos negócios, na vida e na religião. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Haverá fim, vem o fim, despertou-se contra ti” (v. 6).
A tônica deste capítulo está na certeza do cumprimento dos juízos preditos pelo SENHOR através de Seus profetas. Ezequiel relatou o fim iminente destacando que ele já tinha data e hora marcadas (v.12). Segundo os caminhos que andaram e as abominações que seguiram, os filhos de Israel seriam julgados (v.3). Negando-se a conhecer o SENHOR em tempo de paz, Israel saberia quem é o SENHOR na Sua ira (v.9).
No verso dezenove encontramos os dois maiores males no meio do povo de Deus: as riquezas e o apetite. Não foi sem razão que a primeira coisa que Satanás usou para tentar a Jesus foi o apetite: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4:3). E a última foi a glória das riquezas: “Tudo isto te darei se, prostrado me adorares” (Mt 4:9). Quando o homem é governado segundo os seus próprios caminhos e vontades, a mente passa a ser controlada pelo corpo e não o corpo pela mente. Porém, “o corpo deve ser dominado pela mente, e não a mente pelo corpo” (Ellen G. White, 1 T, p. 487).
Pouco consideramos o relato do deserto da tentação e muito perdemos em lições de cunho eterno. O ministério público de Jesus foi de um curto período de três anos e meio. Diante dEle estava uma espécie de “tempo do fim”. Após o Seu batismo, Ele foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mt 4:1). Ou seja, não foi Ele que escolheu estar ali, Ele simplesmente aceitou. Muitos têm esquecido ou até mesmo ignorado este episódio na vida do Salvador e desfalecem diante da primeira investida do maligno. Como Cristo foi vitorioso, Ele nos chama a participarmos de Sua vitória. Jejum, oração e “está escrito” (Mt 4:4), eis o tripé que nos livrará da condenação do “dia da turbação” (v.7).
Por outro lado, “ninguém fortalece a sua vida com a sua própria iniquidade” (v.13). O cálice da ira de Deus será derramado sobre todo aquele que tem rejeitado aos apelos constantes do Seu Espírito. Uma vez que aceitaram as ofertas do inimigo, são por elas governados e vencidos. Mas, antes que venha o fim, ainda há tempo de retroceder e aceitar o caminho eterno: “A entrega do próprio eu é a essência dos ensinos de Cristo” (Ellen G. White, DTN, p. 389).
Deus está preparando um povo cujos propósitos excedam e muito aos dos fariseus. Não é um título denominacional que nos torna herdeiros da promessa, mas a posse, pelos méritos de Jesus, do título de filhos do SENHOR da promessa. O título de nação eleita não salvou Israel de sua condição rebelde. O suntuoso templo não lhes garantiu refúgio.
Amados, não há fanatismo em afirmar que “vem a destruição”. O mundo tem clamado por paz, “mas não há nenhuma” (v.25). “Vem o tempo” (v.12) em que os homens “buscarão visões de profetas” (v.26), mas não acharão respostas. Não podemos especular prováveis datas, mas precisamos, “AGORA” (v.8), subir no monte das Oliveiras, entrar no Getsêmani, e angustiar-nos em oração diante do Pai (Mt 26:37). Precisamos, desesperadamente, dar atenção às palavras de Jesus: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação”, porque “o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26:41).
Pedro quase se perdeu por sentar-se no meio da multidão “para ver o fim” (Mt 26:58). Foi só quando os seus olhos encontraram os olhos do seu Salvador (Lc 22:61), só quando ele saiu dali e “chorou amargamente” (Mt 26:75), que a genuína conversão iniciou um reavivamento e reforma na vida do apóstolo. Pela fé, ouça agora Jesus Cristo a lhe falar: “Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora… Levantai-vos, vamos!” (Mt 26:45-46). E o Dia do SENHOR não lhe será o fim, mas o começo!
Bom dia, salvos por Jesus!
Desafio do dia: Você tem amigos de oração? Como Jesus, tenha pelo menos três amigos especiais com os quais possa contar e procurem sempre se fortalecer mutuamente.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Ezequiel7
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