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Comentário Devocional
Este capítulo dá início a uma nova seção do livro de Jeremias (Jr 46-51), com declarações proféticas acerca de várias nações e tribos.
Na primeira seção, Jeremias prediz a derrota do exército egípcio por Nabucodonosor junto ao rio Eufrates. A partir destes versos descobrimos que o exército egípcio incluía tropas mercenárias de Etíopes, Líbios e Lídios (v. 9). O exército era tão numeroso que parecia a inundação do rio Nilo sobre a terra (v. 8). Então o verso 10 afirma que o próprio Deus iria intervir e ajudaria Nabucodonosor a derrotar o exército egípcio. Haveria tristeza na terra do Egito, porque os poderosos soldados egípcios seriam derrotados e falhariam em sua campanha militar (v. 11, 12). Essa profecia cumpriu-se no quarto ano de Jeoaquim, rei de Judá.
Na segunda seção, temos uma mensagem de Deus para os judeus que viviam no norte do Egito em lugares como Migdol, Mênfis e Tafnes. O texto original hebraico do verso 15 pode ser traduzido assim: “Por que o deus Ápis fugiu?” (NVI). O significado é: “Por que o deus-touro egípcio fugiu sem ajudar o exército egípcio?” A seção refere-se ao exército da Babilônia como sendo tão poderoso quanto os montes de Tabor e Carmelo na terra de Israel (v. 18); e se refere ao Egito como uma bezerra que não consegue nem mesmo afugentar moscas que a picam (v. 20). Menciona ainda que o exército babilônico viria contra o Egito com machados, como cortadores de lenha (v. 22, 23).
A terceira seção é uma profecia e um encorajamento aos Judeus que viviam no Egito e aos cativos na Babilônia para que retornassem à sua pátria Israel. Deus diz: “Eu o salvarei de um lugar distante, e os seus descendentes, da terra do seu exílio. Jacó voltará e ficará em paz e em segurança; ninguém o inquietará” (verso 27, NVI).
Deus é verdadeiramente o Restaurador da relação de aliança que Ele tem com Seu povo. E como Ele agiu no passado, assim Ele agirá para com o povo de Deus hoje, quando o Senhor voltar e nos levar para casa.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/46 e https://www.revivalandreformation.org/?id=999
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/06/16/
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Jeremias 46 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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JEREMIAS 46 – A Bíblia não é um livro exclusivo aos judeus. O Deus verdadeiro não Se limita a enviar mensagens exclusivamente a um povo do planeta, ignorando outras nações. Deus vai julgar todo mundo, e quer salvar o mundo todo.
O dom de profecia que Deus concedeu a Jeremias abrange, além da nação de Israel, outras nações, outros governos, adoradores de outros deuses:
Profecia divina contra…
• O Egito (46:1-28);
• Os filisteus (47:1-7);
• Moabe (48:1-47);
• Os amonitas (49:1-6);
• Edom (49:7-22);
• Damasco (49:23-27);
• Quedar e Azor (49:28-33);
• Elão (49:34-39);
• A Babilônia (50:1-51:64).
Jeremias não foi o único profeta que anexou às suas profecias mensagens para povos estrangeiros, nações gentílicas:
• Isaías também profetizou a respeito de outras nações (Isaías 13-23);
• Ezequiel também profetizou a respeito de nações estrangeiras (Ezequiel 25-32).
O capítulo em análise é uma profecia em que temos:
1. Os envolvidos: Faraó Neco, do Egito e, Nabucodonosor, de Babilônia (vs. 1-2);
2. Explicação geral para a derrota do Egito: Orgulho. Era uma nação arrogante, prepotente, se achava melhor que as outras (vs. 3-4, 7-9);
3. Interpretação dos detalhes da derrota: Pavor domina aos orgulhosos guerreiros egípcios fazendo-os fugir da batalha alopradamente, duvidando da capacidade do Faraó (vs. 5-6, 13-18);
4. Resultados da derrota do Egito: Espadas ensanguentadas (vs. 10-11), humilhação (v. 12); destruição das principais cidades (vs. 19-24), punição dos seus deuses (v. 25), os sobreviventes são escravizados nas terras babilônicas (v. 26).
Sabendo disso tudo Deus não queria que o remanescente judeu descesse ao Egito (Jeremias 43:8-13). Deus chamou Nabucodonosor de “meu servo” (Jeremias 25:9; 27:6; 43:10), o qual derrotou ao Faraó Neco em junho de 604 a.C. em Carquemis.
A batalha foi longa. “Em 607 a.C., Nabucodonosor disputou uma batalha decisiva na fronteira egípcia, segundo a Crônica Babilônia, mas em 586 a.C. essa profecia se cumpriu” (Merril. F. Unger). Apesar do futuro sombrio, Deus aviva a esperança nos egípcios (v. 26) e nos judeus (vs. 27-28).
• Quando Deus permite o sofrimento, na verdade, está disciplinando. Ele quer restaurar a humanidade destruída pelo pecado; para isso, usa todos os recursos disponíveis visando corrigir os pecadores.
A maior demonstração do plano da salvação deu-se na encarnação do Filho de Deus, que nasceu judeu e refugiou-se no Egito! Em Jesus há esperança para todas as nações! – Heber Toth Armí.
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“Preparai o escudo e o pavês e chegai-vos para a peleja” (v.3).
Em uma linguagem profética e poética, Jeremias declarou os juízos do SENHOR às demais nações iniciando pela nação egípcia. Utilizando várias figuras de linguagem, o profeta declarou o assim diz o SENHOR “a respeito do Egito” (v.2): uma convocação para a guerra iminente. Revestidos da indumentária de batalha, todo o Egito deveria estar alerta para a invasão babilônica e preparar a sua “bagagem para o exílio” (v.19): “Apresenta-te e prepara-te” (v.14). “O Dia do SENHOR” (v.10), isto é, o cumprimento do oráculo acerca da destruição daquela nação seria inevitável, não havia remédio (v.11) e “veio sobre eles o dia da sua ruína e o tempo do seu castigo” (v.21).
A temática de guerra é muito frequente na Bíblia, principalmente no antigo testamento. Muitos até questionam o fato de haver o registro de tantas batalhas sangrentas sendo que Deus é amor. Porém, esquecem que Deus sempre colocou diante do homem a possibilidade da paz e que o pecado trouxe consigo a dor e o sofrimento, fazendo com que os juízos de Deus fossem necessários para a subsistência das futuras gerações. Não houvesse Deus intervindo na história da humanidade, e muito provavelmente não existiríamos. No entanto, o grande conflito no qual estamos inseridos envolve muito mais do que espadas e lanças e seu território é bem mais extenso do que a geografia de qualquer nação terrestre. Ele envolve a verdade e o engano e o campo de batalha está situado em cada mente humana.
De forma sutil e sagaz, Satanás tem arregimentado seu exército com uma fúria que é capaz de superar a que sentia ao contemplar o ministério de Cristo na Terra. Conhecedor de “que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12:12), o inimigo tem assaltado a mente humana e a aprisionado em sua esfera egocêntrica de uma maneira cada vez mais covarde e cruel. Exímio estudante da mente, apresenta ao homem exatamente o que este mais propende a cair e lhe instiga uma falsa liberdade em poder viver da maneira que bem desejar. E, como no deserto, apresenta à raça caída as mesmas tentações oferecidas a Jesus com o objetivo final de fazer com que o máximo de pessoas possível atenda ao convite que Cristo rejeitou: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mateus 4:9).
Como foi revelado a João, estamos diante da iminente batalha final. E esta peleja não envolve mais uma nação contra outra nação, nem rivalidade entre povos, mas a batalha que teve início no Céu e que terá fim aqui na Terra; o conflito cósmico entre Miguel e o dragão (Apocalipse 12:7), entre Cristo e Satanás. Estamos diante de um tempo onde precisamos estar revestidos “de toda a armadura de Deus” para podermos “ficar firmes contra as ciladas do diabo”, cingindo-nos “com a verdade”, vestindo-nos “com a couraça da justiça”, calçando “os pés com a preparação do evangelho da paz”, “embraçando sempre o escudo da fé” e tomando também “o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6:11, 14-18).
A batalha espiritual é real e está prestes a chegar ao seu desfecho. E de que lado estamos? Meus irmãos, ninguém pode alegar neutralidade nesta batalha. A própria neutralidade já define o lado escolhido. A fé que nos será requerida será semelhante a dos três amigos de Daniel diante da fornalha de fogo ardente. A publicidade de sua fé fez destes três homens as primícias dos restantes dos últimos dias que serão igualmente provados e igualmente vitoriosos. Com palavras simples, mas penetrantes como uma espada de dois gumes, a resposta daqueles três jovens a Nabucodonosor não foi proveniente da boca deles (Daniel 3:16-18), mas do Espírito de Deus: “Quando, pois, vos levarem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo” (Marcos 13:11).
Portanto, “não temas, servo Meu… diz o SENHOR, porque estou contigo” (v.28)! Que as duras provas finais não o afastem do caminho eterno, mas sejam uma prova para o mundo de que o teu general é o quarto Homem (Daniel 3:25)!
Feliz sábado, exército de Cristo!
Desafio do dia: Podemos dizer que estamos enfrentando uma verdadeira batalha esses dias contra o nosso apetite pervertido e maus hábitos. Hoje, não ingira nenhum alimento enlatado ou em conserva. Dê preferência às frutas e hortaliças e tome bastante água nos intervalos das refeições. Aproveite o santo sábado do SENHOR com mais clareza mental para ouvir melhor a voz do Espírito Santo.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Jeremias46
#RPSP
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1 Palavra do SENHOR. Declaração da autoridade de Yahweh com respeito a Seu proceder em relação às nações. CBASD, vol. 4, p. 550.
2 Carquemis. Cidade localizada na margem oriental [leste] do Eufrates, a qual comandava um dos vaus mais importantes do rio. Era o ponto de travessia mais natural de acesso à Mesopotâmia usado pelos exércitos invasores do Ocidente. Por isso, era um local de grande importância estratégica e comercial. CBASD, vol. 4, p. 550.
Nabucodonosor. Ver com de Dn 1:1. Conservando a metade oriental do Crescente Fértil, naturalmente ele desejava governar o lado ocidental também, Assim, ele se tornou o principal oponente de Neco, que tentava restabelecer o seu controle da Palestina e da Síria. CBASD, vol. 4, p. 550.
3 Escudo. Do heb. tsinnah, um longo escudo para a proteção do corpo todo, usado por tropas fortemente armadas. CBASD, vol. 4, p. 551.
Pavês. Do heb. magen, um pequeno escudo, possivelmente circular, usado por tropas levemente armadas. CBASD, vol. 4, p. 551.
5 Por que razão …. ? O profeta expressa surpresa da derrota dos egípcios. Ele, possivelmente, testemunho a fuga egípcia de Carquemis, com os babilônios logo atrás.
7 O Nilo. O profeta, neste versículo, usou uma ilustração impressionante dos exércitos egípcios passando por cima das Palestina e da Síria.(ver Jr 46:8). CBASD, vol. 4, p. 551.
11 Multiplicas. “Em vão você usou muitos remédios!” Os egípcios se destacavam na medicina entre os povo do antigo Oriente Médio. … O pensamento do profeta para ser que, embora o Egito produzisse os melhores médicos do mundo, não haveria cura para suas próprias feridas da invasão de Nabucodonosor ao Egito. CBASD, vol. 4, p. 552.
15 Por que foi derribado o teu Touro? “O touro fugiu”. …A LXX traduz: “Por que Ápis fugiu?” (BJ). Ápis, no egípcio Hep, desde os primeiros tempos históricos foi o deus tourno de Mênfis. Acreditava-se que Ápis se encarnava numa sucessão de touros sagrados, os quais eram guardados para adoração e adivinhação. Quando esse touros morriam, eram mumificados e enterrados com cuidado. [Descobriu-se, em 1850, um antigo cemitério de Mênfis, com galerias de aprox 366 m de extensão e mais de 60 touros mumificados] … Como nos dias de Moisés, os deuses dos egípcios foram revelados [nesta batalha] em sua verdadeira luz (ver com. de Êx 8:2; 20:21). Dramatizando, assim a derrota dos egípcios, Jeremias parece indicar a impotência do grande deus touro. CBASD, vol. 4, p. 553.
16 Voltemos. Estas eram, possivelmente, as palavras de tropas missionárias, dos gregos, de várias tribos africanas, de povos da Ásia menos, normalmente empregadas no exército egípcio desse período. Na falta de uma inata lealdade ao Egito, elas estavam prontas a desertar quando percebessem que seriam derrotadas. CBASD, vol. 4, p. 553, 554.
17 Apelidarão a Faraó … de Espalhafatoso. “Chamarão ao faraó, rei do Egito, com este nome: “Barulho…” (BJ). CBASD, vol. 4, p. 554.
Deixou passa o tempo determinado. Pode haver, neste versículo, uma referência ao fim da oportunidade para a nação egípcia.A toda nação tem sido permitida ocupar seu lugar, para determinar se ela o seu propósito divino. Quando uma nação falha, sua glória a deixa (PR, 535; ver com. de Dn 4:17). CBASD, vol. 4, p. 554.
21 Mercenários. Esta é uma referência adicional aos mercenários que desempenharam papel importante no exército egípcio nesse período (ver com. dos v. 9, 16(. CBASD, vol. 4, p. 554.
22 Como o da serpente. Isto é, o som do exército egípcio em retirada não é como o passo de tropas bem ordenadas, mas se assemelha a uma tentativa furtiva de deslizar suavemente diante da aproximação babilônica, que marcharia”com um exército” (ARC). CBASD, vol. 4, p. 554.
23 Bosque. Multidão de soldados no exército egípcio ou para representar a densidade da população. CBASD, vol. 4, p. 554.
25 Amon de Nô. A cidade egípcia chamada Tebas (a moderna Luxor e Karnak) aproximadamente 468 ao sul do Cairo, no Nilo. Originalmente, Amen era o deus local de Tebas; por isso, a cidade veio a ser conhecida como Iniut ‘Imen, “a cidade de Amen”. A Palavra bíblica “Nô” é uma transliteração da primeira parte (Iniut) do nome egípcio da cidade. … Ao prometer castigo sobre Amen e sobre o faraó, o Senhor simbolizou a descidade de Sua ira sobre todos os sistemas religiosos e políticos do Egito. CBASD, vol. 4, p. 554, 555.
26 Será habitada. Este versículo revela o verdadeiro propósito dos juízos de Deus sobre o Egito. As viditações não tinham a intenção de destruir a nação completamente, mas de levá-la, por meio da humilhação, ao arrependimento. CBASD, vol. 4, p. 555.
27 Não temas. A terrível ilustração de derrota do Egito diante dos babilônios, retratada neste capítulo, termina com uma mensagem de esperança para Israel. Os juízos divinos sobre os vizinhos de Israel, bem como sobre a nação escolhida, tinham a intenção de levá-la a Deus. CBASD, vol. 4, p. 555
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Comentário Devocional
O capítulo anterior (Jr 44) tratava de acontecimentos ocorridos dez anos após a destruição de Jerusalém pela Babilônia (586-576 a.C.). Este capítulo (Jr 45) está fora de sequência e complementa o capítulo 36, que é um registro da mensagem de Deus que Jeremias deveria entregar ao rei Joaquim de Judá anos antes, em 604 aC. Por alguma razão, Jeremias não pôde ir, então ele pede que Baruque leia a mensagem de Deus ao rei impenitente e aos seus servos.
O rei Joaquim queimou o rolo que Baruque escreveu (Jr 36:23) e ordenou aos seus servos que prendessem Baruque e Jeremias, mas Deus os escondeu dos olhos do rei e dos seus servos (Jr 36:26). Após Joaquim queimar o livro, Deus ordenou a Baruque que reescrevesse a mesma mensagem em um novo rolo (Jr 36:28, 32).
Após este incidente, o etíope Ebede-Meleque recebeu uma mensagem divina de incentivo (Jr 39:16-18), assim como Baruque também recebeu (Jr 45:4,5).
O que podemos aprender com este capítulo? “O Senhor não dá lugar na Sua obra aos que têm maior desejo de alcançar a coroa do que de transportar a cruz. Deseja homens que pensem mais em cumprir o dever do que em receber recompensas — homens que sejam mais amantes dos princípios do que de promoção” (A Ciência do Bom Viver, 476.2).
Precisamos orar para sermos como Jeremias e Baruque, cumprindo o nosso dever independente das circunstâncias, sem esperar recompensa.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/45 e https://www.revivalandreformation.org/?id=998
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/06/15/
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Jeremias 45 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
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“Disseste: Ai de mim agora! Porque me acrescentou o SENHOR tristeza ao meu sofrimento; estou cansado do meu gemer e não acho descanso” (v. 3).
O SENHOR enviou uma mensagem especial a Baruque, filho de Nerias. Ao que tudo indica, além de escrivão, ele foi praticamente a única pessoa com quem Jeremias pôde contar. Enquanto estava preso, Baruque foi o seu porta-voz levando ao povo a mensagem de juízo dada pelo SENHOR.
A sua incumbência, porém, parece que encheu o seu coração de uma expectativa que não correspondia à realidade em que vivia. Em todo o livro de Jeremias, apesar de conhecido como profeta chorão, já vimos o profeta em situações terríveis: ameaças de morte, perseguições, prisões, açoites, atolado na lama em uma cisterna, levado à força para o Egito; e mesmo diante de tudo isto, não encontramos um só relato de reclamação por parte de Jeremias. Mas Baruque esperava algo mais diante da sua fidelidade. Se Deus o havia escolhido para uma missão especial, então porque tanto sofrimento?
A resposta do SENHOR foi clara e objetiva: “E procuras tu grandezas? Não as procures” (v. 5). Aquele tempo não era tempo de paz, mas de juízo. O fato de Deus lhe preservar a vida em todo lugar para onde fosse já era prova suficiente do Seu cuidado e zelo para com ele. Não era tempo de procurar reconhecimento, mas de buscar ao SENHOR de todo o coração (Jeremias 29:13).
Conforme as profecias bíblicas, estamos vivendo no tempo do fim. E mais do que em qualquer outro tempo, a terceira voz angélica deve ser estudada e compreendida. Não é tempo de ficar se vitimizando e nem esperando por grandezas. É tempo de clamar ao SENHOR de todo o coração para que Ele nos preserve a vida. Mas não esta vida passageira, e sim a vida eterna. Pois o que definirá a nossa vitória final será a quem estamos adorando hoje: “Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus” (Apocalipse 14:9-10).
Amados, não é tempo de brincar de ser cristão. É tempo de orar como jamais orou. É tempo de estudar a Bíblia como jamais estudou. É tempo de pregar como jamais pregou. E como Paulo, sentir “prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (II Coríntios 12:10). Assim, não transformaremos as batalhas em salvação por obras, mas em privilégio da graça que nos basta.
Estamos em tempos de juízo e Jesus mesmo advertiu que só será salvo aquele que PERSEVERAR até o fim (Mateus 24:13). Eis o que diz a mensagem final do terceiro anjo:
“Aqui está a PERSEVERANÇA dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12). Eis o que conservará a nossa vida como despojo neste grande conflito. Pela fidelidade e amor à lei do SENHOR seremos perseguidos. E com o mesmo amor que declarou a Paulo, Jesus nos diz hoje: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (II Coríntios 12:9).
Não são posições, privilégios ou grandezas que irão garantir a nossa vitória, mas a confiança nos méritos dAquele que já nos salvou.
És perseguido por amor a Jesus? Alegra-te! Pois és um bem-aventurado:
“Bem-aventurados, sois quando, por Minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mateus 5:11-12).
Bom dia, bem-aventurados por amor a Cristo!
Desafio do dia: Em nosso estudo sobre Apocalipse, descobriremos que a terceira voz angélica tem uma íntima relação com a mensagem de saúde. Continue cuidando do lugar que o SENHOR chama de “santuário do Espírito Santo” (I Coríntios 6:19). Hoje, além da água com limão em jejum, faça uma caminhada ao ar livre aproveitando a luz do sol e o ar puro da manhã. “Faço votos por tua prosperidade e saúde” (III João 2).
Rosana Garcia Barros
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