Reavivados por Sua Palavra


JEREMIAS 7, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
1 de agosto de 2017, 0:30
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“Não confieis em palavra falsas, dizendo: Templo do SENHOR, templo do SENHOR é este” (v. 4).


Você já ouviu a frase: “Placa de igreja não salva ninguém”? Pois é, ela está certa. Não salva mesmo. Porém, pode indicar o caminho. Eu explico: É como no trânsito. Quando estamos em uma estrada, as placas que indicam a velocidade máxima, as curvas sinuosas ou a possibilidade de haver animais na estrada não podem nos livrar de acidentes, mas podem nos indicar a forma mais segura de trafegar pelo caminho a fim de evitá-los.

O templo de Jerusalém era o orgulho da nação judaica. Sua magnífica estrutura denotava imponência e enchia o coração do povo de uma falsa segurança. Eles haviam perdido o foco. O templo indicava a salvação, ele não era a salvação. Trocaram o SENHOR do templo pelo “templo do SENHOR”. E esta é uma das trocas mais perigosas que existe.

Após censurar energicamente os escribas e os fariseus, “tendo Jesus saído do templo” (Mateus 24:1), Seus discípulos se aproximaram para mostrar-Lhe não somente a beleza do templo visto de fora, mas também mostrar-Lhe que ainda não haviam compreendido o que Ele acabara de declarar aos líderes judeus.  Deslumbrados com as construções do templo receberam um verdadeiro “balde de água fria” com a resposta de Jesus: “Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mateus 24:2).

Atualmente, um dos templos mais simbólicos do Iraque, a Mesquita Al Nuri em Mossul, foi destruída, como alvo dos ataques do Estado Islâmico. Uma recente ilustração do que Jesus disse aos discípulos. Quando depositamos a nossa confiança no fato de fazermos parte de uma igreja e em participarmos ativamente de seus “rituais”, pensando: “Estamos salvos” (v. 10), na verdade estamos direcionando a nossa adoração para a igreja e não para o SENHOR da igreja.

“Que é isso” (v. 9) que acontece? Entrar em um lugar onde deveria reinar a verdadeira adoração, o amor e a união e transformá-lo num covil de serpentes (Mateus 23:33) que não se preocupam com a presença de Deus nem tampouco uns com os outros é, no mínimo, incoerente. Porque a vida de Jesus e Suas palavras incomodaram tanto os judeus? Porque Ele não veio com a missão de adulá-los, mas de salvá-los. E a maior barreira que impede a ação do Espírito Santo na vida de alguém não é apenas uma vida de pecados declarados, mas uma vida de pecados não confessados. Acredite: quem está fora da igreja e admite estar errado está em melhor condição do que o “crente” que está dentro da igreja com pecados acariciados.

O SENHOR não foi insensível ao dizer ao profeta para não interceder pelo povo (v. 16), nem tampouco estava desmerecendo a importância da oração intercessora. Ele estava apenas revelando por Sua onisciência, a dureza do coração dos filhos de Judá.  Enquanto continuassem confiando “em palavras falsas” (v. 8), ao invés de confiar na palavra do SENHOR por intermédio do Seu profeta, continuariam a transgredir a Sua lei “tranquilamente” sem sentir nenhum arrependimento por isso.

Hoje, corremos o perigo de cair na mesma cilada maligna, vivendo uma religião de “faz de conta”, hipócrita e negando o chamado de Deus de andar “em todo o caminho” que Ele nos ordena para o nosso próprio bem (v. 23). Oh, amados, é hora de despertarmos do “vale encantado” da sonolência e clamarmos pelo poder do Espírito Santo! O SENHOR não deixou a Sua casa como um lugar de exposição de falsa piedade, mas como um centro de recuperação de pecadores. “Começando de madrugada” (v. 13) Ele nos fala e nos chama. Se nós O ouvirmos e atendermos ao Seu chamado, certamente não seremos “igrejeiros”, mas voluntários na obra de salvar vidas!

Bom dia, igreja do Deus vivo!

Desafio do dia: Seja a igreja do SENHOR. Ore pedindo ao Espírito Santo que lhe conduza na melhor forma de servir a Deus e aos seus semelhantes.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Jeremias7
#RPSP

 



JEREMIAS 7 – COMENTÁRIO PR EVANDRO FÁVERO by Maria Eduarda
1 de agosto de 2017, 0:25
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JEREMIAS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
1 de agosto de 2017, 0:25
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Templo do SENHOR. Essa frase, repetida três vezes, expressava o orgulho que as pessoas sentiam com a grandeza da instituição religiosa representada pelo templo. Era uma espécie de apego supersticioso. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 416.

18 Para se fazerem bolos à Rainha dos Céus. A oferta de bolos sacrificiais era um elemento característico de uma série de cultos no oriente Médio. Essa prática pagã, mais tarde, encontrou seu caminho para o cristianismo. Epifânio (Contra Heresias, lxxviii.23;lxxix.1) declarou que algumas mulheres foram longe, a ponto de “oferecer bolos em nome e honra da bem-aventurada Virgem”. CBASD, vol. 4, p. 417.

Rainha dos Céus. Esta deusa é normalmente identificada com a Ishtar assírio-babilônica … , a deusa mãe, … equivalente à divindade conhecida pelos hebreus como Astarote e pelos cananeus como Astarte. … Era a mesma deusa adorada com muitos nomes e, em vários aspectos, como a mãe-terra, a mãe virgem e é identificada em sentido geral como Atargatis, a “Grande Mãe” da Ásia Menor, Artemis (Diana) dos efésios, Vênus e outras. Vários nomes aplicados á deusa-mãe virgem contém um elemento que significa “senhora” ou “dona”, como Nana, Innini, Irnini, Beltis. Algumas das designações eram Belti, “minha senhora” (o equivalente exato do italiano Madonna), belit-ni, “nossa senhora” e “rainha do céu”, o nome com a qual Ishtar era adorada nos telhados como estrela matutina ou vespertina, com uma oferta de bolos, vinho e incenso. Ishtar também era conhecida como a mãe misericordiosa que intercedia junto aos deuses em favor de seus adoradores. Alguns desses nomes e atributos são aplicados hoje à virgem Maria, e acredita-se que muitos aspectos dos cultos à virgem Maria no catolicismo sejam vestígios modernos da antiga adoração a essa deusa-mãe do mundo pagão.  CBASD, vol. 4, p. 546 [com. de Jer 44:17].

22 Nada falei. O profeta não está negando a validade do sistema sacrificial, o que fica claro em outras declarações ditas por ele (Jr 17:26, 31:14; 33:11, 17-24). … A passagem enfatiza que a obediência à lei moral está acima da obediência a um sistema cerimonial (ver 1Sm 15:22; Sl 51:16, 17). As observâncias externas foram elaboradas para ajudar na preservação da obediência sincera (ver Dt 6:1-3), mas nunca para ser um substituto para a santidade de coração. CBASD, vol. 4, p. 417.

29 Corta os teus cabelos. A cidade é comparada a uma mulher que, na profunda dor pela perda dos filhos, corta os cabelos e vai lamentar nas montanhas (ver Jz 11:37; Lm 1:1-3). Cortar o cabelo era sinal de extrema tristeza (Jó 1:20; Is 15:2; Jr 16:6; 48:37; Mq 1:16). CBASD, vol. 4, p. 418.

31 Altos. Lugares estabelecidos para a adoração idólatra (ver 1Rs 11:7; 2Rs 17:9; Ez 16:16). CBASD, vol. 4, p. 418.

Tofete. Certo lugar no vale de Hinom, onde crianças eram sacrificadas a Moloque (2Rs 23:10) e a Baal (Jr 19:5, 6). CBASD, vol. 4, p. 418.

Hinom. Um vale a sudoeste de Jerusalém, hoje chamado Wadi er-Rababeh. … Durante o período dos reis de Judá, o vale foi associado à adoração a Moloque. Salomão foi o primeiro a introduzir esse ritual abominável (ver 1Rs 11:7; 2Rs 23:13). A adoração a Moloque se tornou particularmente importante nos dias de Acaz e Manassés (ver 2Cr 28:3; 33:6). Para pôr fim a essas abominações, Josias “profanou” o vale (2Rs 23:10, 14), tornando-o, segundo a tradição, o receptáculo de cadáveres e lixo. … O nome grego do NT, gehenna, é uma transliteração do heb. ge Hinnom, o nome desse vale. CBASD, vol. 4, p. 419.

Queimarem seus filhos. O sacrifício de crianças fazia parte da adoração idólatra dos fenícios, moabitas, amonitas e outros. … O salmista declarou que tais sacrifícios eram oferecidos “aos demônios” (Sl 106:37, 38). CBASD, vol. 4, p. 419.

32 Por não haver outro lugar. O pensamento parece ser  que o abate seria tão grande que nenhuma sepultura seria deixada livre. CBASD, vol. 4, p. 419.