Reavivados por Sua Palavra


JÓ 2 – #RPSP – Comentário Rosana Barros by Ivan Barros
21 de setembro de 2016, 0:30
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“Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre” (v. 9).

Uma segunda reunião entre Deus e Seus filhos é apresentada neste capítulo. E, mais uma vez, Satanás apresenta-se como representante da Terra. A pergunta do SENHOR a Satanás não é simplesmente para saber de onde ele tinha vindo, pois Deus já o sabia. Mas era como se Deus dissesse assim: 

— Quem lhe chamou aqui?

O inimigo não tinha mais o direito de comparecer perante o SENHOR, não era mais um filho de Deus desde que foi expulso do Céu. Mas ele não compareceu ali sem causa, e sim para novamente desafiar o Altíssimo, querendo provar que se atormentasse Jó com alguma terrível enfermidade ele blasfemaria contra Deus. Então, o que intentava fazer foi consumado. Tocou na pele de Jó e o cobriu de “tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça” (v. 7). Ou seja, lançou sobre ele uma espécie de câncer em estágio avançado que lhe causavam dores absurdas (v. 13). Alguns afirmam que o fato de Satanás não ter tirado a vida da mulher de Jó foi uma estratégia; e que ela foi uma mulher insensível e insensata. Porém, quando analisamos o contexto, conseguimos ver uma luz no fim do túnel. Primeiro, se a mulher disse o que disse, não falou em sã consciência, mas movida de profunda dor pelo sofrimento do marido que tanto amava. Jó, diferente da cultura pagã, permanecia fiel ao princípio divino de um único casamento, pois possuía apenas aquela mulher. Por mais insensata que tenha sido a fala de sua esposa, ele não a tratou com desdém, ou a insultou. Ele a corrigiu, tanto que a Bíblia faz questão de afirmar que “não pecou Jó com os seus lábios” (v. 10). Além do mais, quando vamos ao capítulo dezenove, verso dezessete, encontramos a seguinte declaração de Jó: “O meu hálito é intolerável à minha mulher”. Isto é, apesar de tudo o que ele passava, apesar de suas terríveis condições, sua mulher estava ali, ainda que o odor lhe fosse insuportável. Percebam também que ele se refere à sua mulher, e não às suas mulheres; o que deixa bem claro que ela não deixou de ser esposa de Jó e que foi dela que vieram os demais filhos. Jó despertou em sua mulher o verdadeiro senso do temor. Temer a Deus e conservar a integridade não têm a ver com resultados da bondade divina; têm a ver com resultados de uma vida inteiramente consagrada a Deus, ainda que aos olhos humanos esteja em condições indesejadas.

Quem quer se ver da noite para o dia em estado de completa miséria? Quem deseja perder todos os filhos, ou adquirir uma doença incurável? São situações que causam danos à vida em todos os sentidos. Só que Jó fez uma escolha que fez calar sua mulher: escolheu confiar nos propósitos divinos para todo aquele sofrimento. Tudo o que estava passando não seria sem propósito, e decidiu não atribuir a Deus culpa alguma por suas mazelas. A visita de seus amigos não lhe extinguiram a dor, mas com certeza lhe foi um conforto momentâneo. Seus amigos compadeceram-se de sua dor e choraram junto com ele, e calaram-se junto com ele (Vide Romanos 12:15), respeitando-lhe o sofrimento. Assim como imagino o choro dos amigos de Jó, também imagino a fala de sua mulher em meio a prantos. Não somente ele, mas sua mulher e amigos aprenderiam uma grande lição através de toda aquela aflição. No livro de Tiago encontramos alguns versículos que têm como tema: “Os benefícios das provações”. Como é que é? Benefícios? Exatamente. Acompanhem a leitura comigo: “Meus irmãos, tende por motivo de toda ALEGRIA o passardes por VÁRIAS provações, sabendo que a provação uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais PERFEITOS e ÍNTEGROS, em NADA deficientes” (Tiago 1:2-4). Uau! Eis o que vamos compreender melhor estudando o livro de Jó. Como se alegrar em meio às dificuldades? Paulo também afirma: “entristecidos, mas sempre alegres” (II Coríntios 6:10). Qual é o segredo para conseguir enxergar alegria em meio às provações? Jó não já era íntegro? Porque então precisou passar por tudo aquilo? Vamos usar muito este texto de Tiago em nosso estudo sobre Jó e, pelo poder do Espírito Santo, até o fim do livro conseguiremos entender de uma forma didática e prática o porquê passamos ou temos que passar por provações. Veremos que o próprio Jó nos deixou a resposta para todos estes questionamentos. De uma coisa tenha certeza: o maior sofrimento aqui não se compara a menor das bênçãos que Deus tem preparado para os que nEle confiam. 

Prepare o seu coração, pois o SENHOR vai lhe falar poderosamente neste estudo!

Bom dia, provados em busca da aprovação!

Desafio do dia: Já adquiriu a sua lição da escola sabatina deste próximo trimestre? Será um estudo sobre a vida de Jó. Participe do projeto Maná. Acesse http://www.cpb.com.br e faça a sua assinatura anual.

*Leiam #Jó2

Rosana Garcia Barros



Jó 1 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
20 de setembro de 2016, 17:48
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Ao vermos calamidade e sofrimento no livro e Jó, devemos lembrar que vivemos em um mundo caído, onde o bom comportamento nem sempre é recompensado e o mau comportamento nem sempre é punido. Quando vemos um criminoso notório prosperar ou uma criança inocente em sofrimento, dizemos: “Isto está errado”. E está. O pecado distorceu a justiça e tornou nosso mundo imprevisível e feio. O livro de Jó mostra um bom homem sofrendo por nenhuma sua falta aparente. Tristemente, nosso mundo é exatamente assim. Através da vida de Jó podemos ver que fé em Deus é justificável mesmo quando nossa situação parece sem esperança. Fé baseada em recompensas ou prosperidade é vazia. Para ser inamovível, a fé precisa ser construída na confiança de que o propósito final de Deus será realizado. Life Application Study Bible Kingsway.

1 Devemos experimentar a vida como Jó fez – um dia por vez e sem possuir as respostas para todas as questões da vida. Confiaremos nós, como Jó, completamente em Deus, não interessa o que aconteça? Ou cederemos em tentação, dizendo que Deus realmente não se importa? Life Application Study Bible Kingsway.

terra de Uz. Território extenso a leste do Jordão (cf. v. 3), incluía Edom, no sul (v. Gn 36.28; Lm 4.21), e as terras araméias, no norte (v. Gn 10.23; 22.21). Bíblia de Estudo NVI Vida.

íntegro e justo. Espiritual e moralmente reto. Não significa que Jó fosse impecável. Posteriormente, defende sua integridade moral, mas também se reconhece pecador (6.24; 7.21). Bíblia de Estudo NVI Vida.

que se desviava do mal. Rejeitou as oportunidades que tinha para cometer o pecado. Prevenir o mal é a antítese de satisfazer os maus desejos. Pv 13.19. Podemos desviar-nos do mal ao andarmos pelo caminho reto. Jó dedica sua vida a fugir da iniquidade e a aproximar-se de Deus. Bíblia Shedd.

5 oferecia um holocausto. Antes de serem introduzidas as leis cerimoniais de Moisés, o pai de família fazia o papel de sacerdote (v. Gn 15.9, 10). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Jó mostrava profunda preocupação pelo bem estar espiritual de seus filhos. Temeroso de que eles pudessem haver pecado sem o saber [por
ignorância], ele oferecia sacrifícios por eles. Os pais hoje podem mostrar a mesma preocupação por seus filhos. Isto significa “sacrificar” algum tempo todo dia para pedir que Deus os perdoe, ajude-os a crescer, proteja-os e os ajude a agradá-Lo. Life Application Study Bible Kingsway.

6 Satanás [NVI]. Lit., “o acusador”. … Em Jó, a palavra hebraica assim traduzida sempre recebe o artigo definido. No texto hebraico de 1Cr 21.1 o artigo já não é usado, porque na ocasião o nome “Satanás” já era usado como nome próprio. Bíblia de Estudo NVI Vida.

7 ao SENHOR. Nome israelita de Deus [Iavé, Yahweh], segundo a aliança. Bíblia de Estudo NVI Vida.

7-12 Alguns sugerem que esse diálogo foi criado pelo autor desse livro. … Se essa conversação não aconteceu, então as razões para o sofrimento permanecem desconhecidas e o livro de Jó é reduzido a ficção em vez de fato. Life Application Study Bible Kingsway.

9 Debalde. Do heb. chinnam, “por nada”, “para nada”, “sem reservas”, “em vão”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 557. [Por favor, leia tb o comentário do Pr. Christian Abendroth, que comenta o outro possível sentido de chinnam, “de graça”].

Porventura, Jó debalde teme a Deus? (ARA; NVI: “Será que Jó não tem razões para temer a Deus?”). O “acusador” tem a ousadia de acusar o homem a quem Deus elogia: diz que a justiça de Jó, na qual Deus se deleita, é interesseira – âmago do ataque feito no livro de Jó contra Deus e contra Seu servo fiel. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Satanás insinuou que Jó servia a Deus por motivos egoístas, pelo ganho material que Deus lhe permitia acumular como estímulo e recompensa pelo seu serviço. Ele tentou negar que a verdadeira religião emana do amor e de uma apreciação inteligente do caráter de Deus; [negar que] que os verdadeiros adoradores amam a religião por causa da própria religião e não da recompensa dela; que os que servem a Deus o fazem porque o servir é correto em si mesmo e não meramente porque o Céu é cheio de glória; e que se ama a Deus porque Ele é signo de afeição e confiança, não porque Ele abençoa que o faz. CBASD, vol. 3, p. 557.

15 sabeus. Provavelmente árabes do sul, de Sabá, cujos descendentes vieram a ser comerciantes ricos de especiarias, de ouro e de pedras preciosas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 fogo de Deus. Raio (v. Nm 11.1; 1Rs 18.38; 2Rs 1.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 caldeus. Povo que consistia em beduínos até c. 1000 a.C., quando se estabeleceram no sul da Mesopotâmia e posteriormente se tornaram o núcleo do império de Nabucodonosor. Bíblia de Estudo NVI Vida.

19 vento muito forte. Furacão. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 Ao ouvir isso, Jó levantou-se. Mantém silêncio, até ficar sabendo que seus filhos foram mortos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Rasgou o manto e rapou a cabeça. Em sinal de luto. Bíblia de Estudo NVI Vida.

21 O SENHOR o deu, o SENHOR o levou. Jó, com a fé que tem, enxerga a mão de Deus em operação, e esse fato lhe dá tranquilidade mesmo da presença da calamidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.



ESBOÇO DO LIVRO DE JÓ by Jeferson Quimelli
20 de setembro de 2016, 16:47
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A. JÓ É TESTADO

Jó, um homem rico e correto, perde suas posses, seus filhos e suas riquezas. Jó não entende porque está sofrendo. Por que Deus permite que Seus filhos sofram? Apesar de haver uma explicação, talvez não a conheçamos enquanto estamos ainda nesta terra. Neste meio tempo, devemos estar prontos para sermos testados em nossas vidas.

B. OS TRÊS AMIGOS RESPONDEM A JÓ

Os amigos de Jó assumem erroneamente que o sofrimento vem como resultado do pecado. Com isto em mente, eles tentam persuadir Jó a se arrepender de seu pecado. Mas os três amigos estão errados. O sofrimento não é sempre um resultado direto do pecado pessoal. Quando experimentamos severo sofrimento, isto pode não ser nossa falta. Portanto, não precisamos adicionar este sentimento de culpa de que algum pecado oculto está causando nosso problema.

C. UM JOVEM RESPONDE A JÓ

Um jovem chamado Eliú, que ouvira toda a conversação, critica os três amigos por serem incapazes de responder a Jó. Ele diz que Jó, apesar de ser um bom homem, se permitiu se tornar um homem orgulhoso e Deus o estava punindo para humilhá-lo. Esta resposta era parcialmente correta porque o sofrimento purifica nossa fé. Mas Deus está além de nossa compreensão e não podemos saber por que Ele permite que cada momento de sofrimento venha à nossa vida. Nossa parte é simplesmente permanecer fiel.

D. DEUS RESPONDE A JÓ

Deus finalmente responde a Jó. Deus está no controle do mundo e somente Ele entende porque é permitido que o justo sofra. Isto somente se torna claro quando vemos Deus pelo que Ele é. Devemos corajosamente aceitar o que Deus permite que aconteça em nossas vidas e permanecer firmemente comprometidos com Ele.

E. JÓ É RESTAURADO

Jó finalmente percebe que quando nada mais resta, ele tinha a Deus. E isto era suficiente. Através do sofrimento aprendemos que Deus é o suficiente para nossas vidas e nosso futuro. Devemos amar a Deus independentemente se recebemos bênçãos ou sofrimento. O teste é difícil, mas o resultado é sempre um relacionamento mais profundo com Deus. Aqueles que resistem ao teste de sua fé experimentarão grandes recompensas de Deus ao final.

Fonte: Life Application Study Bible Kingsway



JÓ 1 by Jeferson Quimelli
20 de setembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

Satanás tinha acesso a Cristo até a cruz, mas não depois (ver História da Redenção, p. 26). No livro de Jó, o objetivo de Satanás era questionar o mérito e culpa das criaturas de Deus. Quando o Filho de Deus perguntou a Satanás se ele havia visto Jó e quão íntegro e reto ele era (v. 8), a resposta foi negativa.

Satanás não presta atenção às coisas boas. Ele acusou Jó de ser fiel somente porque Deus o estava abençoando e exaltando (v. 10) e pediu uma chance para derrubá-lo.

Satanás concluiu que Jó iria se voltar contra Deus se as coisas fossem na direção oposta. Após quatro grandes desastres, em choque, Jó fez seis coisas: ele se levantou, rasgou as suas roupas, raspou a cabeça, caiu no chão, adorou a Deus, e discursou, louvando a Deus. Deus se agradou disso, mas Satanás não. Jó não pecou e não culpou a Deus.

Querido Deus,
Dá-nos a força para que, como Jó, “não caiamos quando em tentação”. E que possamos dizer, tanto nos bons quanto nos maus momentos: “Bendito é o meu Deus”. Em nome de Jesus, amém.

 

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

 

Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/1 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/1
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/27/
Tradução Jeferson Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 1
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/54-55 e https://credeemseusprofetas.org/



JÓ 1 – COMENTARIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
20 de setembro de 2016, 0:45
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JÓ 1 – Grandes nomes de personagens intelectuais como Tomas Carlyle e Victor Hugo tem o livro de Jó em alta estima alegando que o mesmo foi considerado “a obra prima da literatura humana”.

Este foi o primeiro livro bíblico a ser escrito. Seu autor é Deus, mas o escritor é Moisés – o qual pastoreava ovelhas do sogro (Jetro), um não-israelita, quando soube da história de Jó, outro não-israelita.

Jó viveu na parte leste do rio Jordão, conhecido atualmente como Jordânia. Ele era rico e respeitado na região. Mesmo não sendo descendente de Abraão, servia o mesmo Deus e tinha a mesma atitude de adoração que o patriarca que se tornou o pai da fé.

Enquanto que Abraão fosse oriundo de uma família pagã, politeísta e idólatra conforme revelado por Deus em Josué 24:2-3, e seus netos fossem avessos à piedade (Gênesis 34-38), os filhos de Jó tinham um pai exemplar, que, conforme revelado por Deus, era íntegro, reto, temente/fervoroso/piedoso e desviava-se do mal.

Além de estruturada espiritualmente, a família em questão era estruturada financeiramente. Entretanto, sua vida passou por uma reviravolta negativa. O capítulo foi assim sintetizado por John E. Hartley:

• Fé e prosperidade de Jó (vs. 1-5);
• Primeira cena diante de Yahweh (vs. 6-12);
• Infortúnio trágico de Jó (vs. Vs. 13-22).

As cenas alternam entre o céu e a terra. Deus provoca Satanás e Satanás provoca a Deus infernizando a vida de Seu servo Jó. Satanás tem acesso ao Céu e a Terra; contudo, não tem poder para ultrapassar os limites instituídos por Deus.

• Deus é soberano; Satanás não pode fazer nada sem Sua permissão!

Jó era homem de oração; todavia, tragicamente perdeu tudo o que tinha. Ele, que orava pelos filhos, os perdeu num só dia! Satanás é um ser real, mau, cruel e destruidor; sem a interferência divina sua periculosidade aumentaria descomedidamente.

Jó, embora seja o livro bíblico mais antigo, escrito décadas antes da composição de Gênesis, contando de uma época cerca de 2000 anos antes de Cristo, não apresenta assuntos elementares e/ou desatualizado.

Jó ficou falido num só dia, fez o funeral dos dez filhos e, depois, adorou a Deus (vs. 20-22). Portanto, pare de reclamar para que tenhas mais tempo de adorar ao Senhor.

Observaste o servo Jó? Reaviva-te! – Heber Toth Armí.



JÓ 1 – #RPSP – Comentário Rosana Barros by Ivan Barros
20 de setembro de 2016, 0:30
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“Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (v. 1).

Estamos dando início ao livro cujos estudiosos datam como o primeiro livro a ser escrito para a composição das Escrituras Sagradas. O livro de Jó, sem dúvida, tem sido uma incógnita para muitas pessoas, inclusive para muitos cristãos. A descrição do sofrimento deste personagem é a pior possível. Porém, o que mais causa estranheza não é o fato de Jó ter passado pelo que passou, mas ter sofrido tudo aquilo sendo um homem cuja vida carregava características notáveis e santas. Porque, pois, o SENHOR permitiu que Jó sofresse tanto se ele era um homem tão íntegro? Pela primeira vez, lemos na Bíblia um diálogo entre Deus e Satanás. Este diálogo com certeza não se deu no Céu, até porque foi de lá que Lúcifer foi expulso. Em algum lugar do Universo, Deus reuniu os Seus seres criados, representantes de mundos não caídos, e Satanás achou no direito de comparecer como representante e príncipe deste mundo. E foi hábil em responder à pergunta do SENHOR; pois a função do inimigo é a de destruir a humanidade, e, para isso, “rodear a terra e passear por ela” (v. 8) lhe dá uma visão geral do que pode delegar aos demônios para que executem suas ordens de acordo com as melhores formas de destruir pessoas, famílias e até comunidades inteiras. Mas apesar de entitular-se representante deste mundo caído, sabe que não pode ter total controle sobre todas as pessoas. A vida de Jó e o cuidado de Deus sobre Jó e sobre sua família certamente eram uma ofensa ao inimigo das almas e a chance de lançar toda aquela família feliz na desgraça nos deixa bem claro as suas reais intenções: roubar (v. 15, 17), matar (v. 16, 19) e destruir (v. 19) (Vide João 10:10).

Notem que o que a Bíblia diz a respeito de Jó é que ele tinha uma vida totalmente regrada (v. 1) e completamente diferente de todos na terra: “NINGUÉM há na terra semelhante a ele” (v. 8). E esta última informação veio da boca do próprio Deus. Além de tudo isso, Jó possuía dez filhos. E TODOS eles eram filhos exemplares. Aparentemente, homens e mulheres que seguiam os mesmos passos de seu pai. Tanto era assim, que Jó, ao santificá-los, o que fazia “continuamente” (v. 5), também intercedia por eles, “pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração” (v. 5). Ou seja, aos olhos de Jó, seus filhos não possuíam pecados aparentes; mas aos olhos de Deus, podia ser que tivessem cometido algum pecado no lugar onde só Deus pode sondar (Vide Salmo 139). Quando o inimigo se viu no poder de destruir aquele tão belo cenário familiar, foi com tanto ímpeto, que nem houve intervalo entre uma desgraça e outra. Satanás tirou de Jó tudo quanto pôde e o fez cair no pó. Contudo, o resultado que esperava não aconteceu. Jó caiu por terra, mas não para praguejar contra Deus, e sim para adorá-Lo (v. 20), e dizer as palavras que confirmam tudo o que foi dito a seu respeito: “… o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR” (v. 21). “Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” (v. 22). Estamos sempre dispostos a receber as bênçãos de Deus. Mas estamos igualmente dispostos a, mesmo em meio às aflições, adorá-Lo? Percebam que o adversário desafia a Deus e atribui a fidelidade de Jó às bênçãos que o acompanhavam, como se o sucesso de Jó fosse uma prerrogativa à adoração. Satanás acusou a Jó de falso adorador de Deus e supôs que sua vida íntegra fosse uma farsa, além de condicionada a boas condições de vida. Em um dia ele destruiu tudo aquilo que julgava serem os verdadeiros “deuses” de Jó. E em um só dia sua teoria foi lançada por terra. A paciência de Jó, que transformou-se em jargão popular, é refletida em sua atitude diante da aflição e em sua forma de encarar a mais profunda tristeza. Ele não fazia ideia da guerra espiritual que acontecia em torno de sua vida. Deus confirmava a sua fidelidade, enquanto Satanás a desafiava. Da mesma forma nós estamos inseridos neste grande conflito. E a nossa vitória depende do nosso preparo. A integridade, a retidão, o temor a Deus e o afastamento do que era mal prepararam o seu coração para as provações, e não as coisas que ele possuía. Jó não considerou os seus bens ou a sua família acima de Deus, mas em que tudo veio dEle (v. 21). 

Amados, ser fiel a Deus não é sinônimo de uma vida fácil e sem problemas. Mas “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças… vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (I Coríntios 10:13). Por mais difícil que seja no início enxergar uma saída, Deus sempre transforma maldição em bênção na vida de Seus filhos. Você pode não compreender no momento o porquê de estar passando por esta tribulação, mas, se como Jó escolher confiar na providência divina, no tempo de Deus, alcançará a vitória. Seja um adorador do Deus vivo e fiel à Sua aliança na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na prosperidade e na adversidade, então, como Paulo, no final, afirmarás: “… aprendi a viver contente em toda e qualquer situação… tudo posso nAquele que me fortalece” (Filipenses 4:13).

Bom dia, servos do SENHOR!

Desafio do dia: Apresente o projeto  Reavivados por Sua Palavra (#rpsp) a alguém. Convide-o(a) a estudar junto conosco o livro de Jó. 

*Leiam #Jó1

Rosana Garcia Barros



CONVITE À LEITURA DO LIVRO DE JÓ – Prof. Edgard Luz by Jeferson Quimelli
19 de setembro de 2016, 20:57
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Contexto do livro de Jó by Jeferson Quimelli
19 de setembro de 2016, 18:00
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Jó foi, provavelmente, um contemporâneo de Abraão que nasceu por volta de 2.000 anos a.C. e também estava familiarizado com o sistema de sacrifícios ligados ao culto, com os conceitos da salvação e o papel da expiação. Jó é descrito por Moisés neste épico histórico como um grande fazendeiro. Ele tinha 7.000 ovelhas e 3.000 camelos, bem como 500 bois e 500 jumentas, o que era, realmente, um grande negócio.

Seus filhos e filhas estavam acostumados a jantar na casa uns dos outros. Sabemos que eles não estavam bebendo álcool ou comendo carne de porco nestes eventos, uma vez que Jó não estava ciente de que eles haviam pecado. No entanto, ele orou por eles no início da manhã (ulay hatheu), porque “talvez os meus filhos tenham, lá no íntimo, pecado ” (v. 5 NVI). Observe que quando o “vinho” (v. 13) é usado no sentido bíblico negativo, isto inclui o álcool; mas quando não se fala dele negativamente se está referindo ao “fruto da videira” puro, suco de uva sem fermentação.

Sabemos que todas as ações de Deus são dirigidas a partir do Santuário e é aí que os “filhos de Deus” e também Satanás iam falar com Deus (v. 6).

Koot van Wyk

Kyungpook National University

Sangju, Coreia do Sul

https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/27/



ESTER 10 by Jeferson Quimelli
19 de setembro de 2016, 1:00
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Comentário devocional:

O curto último capítulo do livro de Ester começa com um claro sinal de que, apesar da crise e da guerra posterior, algumas coisas na Pérsia continuavam as mesmas. O rei Assuero impôs aumentos de impostos sobre a terra e sobre as ilhas. Teria sido este um esforço para compensar os fundos que Hamã havia proposto ao planejar o decreto de morte dos judeus e expoliação de seus bens? Talvez, mas o mais provável é que isto mostrasse o rei simplesmente olhando para o seu personagem favorito: ele mesmo.

Mordecai é confirmado como primeiro ministro [ou grão vizir] e somos lembrados de que tudo foi registrado nas crônicas oficiais dos medos e persas. Mordecai não buscou poder e não permitiu que o poder ou posição envenenassem sua mente com orgulho, como aconteceu com Hamã, seu antecessor. Deus colocou um homem bom em uma posição de influência e abençoou não só o povo judeu através deste ato, mas também todo o Império Persa.

O capítulo final não menciona o nome de Ester. Só nos resta supor que o resto de seu tempo como rainha foi muito parecido com os primeiros cinco anos. Após evitar uma crise terrível, ela continuava casada com o mesmo homem. Mordecai ainda cuidava dela, protegendo-a. Só que agora, ele poderia fazer isso de dentro da corte, em vez de a partir do pátio do palácio. Não sabemos se Ester teve filhos, envelheceu ou morreu feliz. Só conhecemos um momento de sua vida, talvez o de maior bravura e mais difícil e, quem sabe, o seu momento mais brilhante.

Que a nossa vida, também, possa ser reconhecida pela nossa fé. Que a nossa superação dos momentos de dificuldade possam revelar a atuação soberana de Deus em nossa vida, mesmo que o nome dele não seja mencionado, como no livro de Ester.

Jean Boonstra
Voz da Profecia

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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/est/10/
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/25/
Tradução Jeferson Quimelli/Jobson Santos
Texto bíblico: Ester 10
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/54-55 e https://credeemseusprofetas.org/



ESTER 10 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
19 de setembro de 2016, 0:50
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1 tributo sobre a terra. Dario Histaspes foi o primeiro monarca a cobrar impostos universais, mas Xerxes (Assuero) se distinguiu como um grande arrecadador de tributos (ver Dan 11:2). O tributo teria que ser ajustado ao longo do tempo, e Xerxes estaria em extrema necessidade de aumentar os impostos depois de retornar da desastrosa campanha contra a Grécia (CBASD, vol. 3, p. 544).

A guerra contra os gregos prolongou-se na Ásia Menor durante muitos anos depois da batalha de Salamina. Havia necessidade desses tributos, para que o império arcasse com as enormes despesas havidas (Bíblia Shedd).

A referência a esses impostos talvez diga respeito a um material presente na fonte utilizada pelo autor, a qual ele recomenda aos leitores que quiserem mais informações e confirmação (Bíblia de Estudo NVI Vida).

as ilhas (ARC). Ou “terras do mar” (ARA), neste caso, as províncias marítimas na fronteira com o Mediterrâneo e o mar Egeu. Estas foram ocupadas por um tempo considerável por guarnições persas, mesmo após a derrota na Grécia, e estariam incluídas em qualquer tributações feitas por Xerxes (CBASD, vol. 3, p. 544 e 545)

Note que o rei e Mordecai são mencionados duas vezes nos últimos três versos do livro. Este não é um livro sobre um imprevisível rei persa, mas sobre um povo cuja sobrevivência se articulou na coragem no comprometimento de duas pessoas (Andrews Study Bible).

2 estão escritos. Esta frase usa as mesmas forma e linguagem utilizadas pelo(s) editor(es) dos livros de Reis e Crônicas para concluir os registros dos reis de Judá e Israel (1Rs 14:29; ver tb 1Rs 15:23; 16:14; 2Cr 25:26). O propósito é claro: apesar de Israel estar disperso por toda a terra, seus líderes compartilham status similar aos reis dos séculos passados (Andrews Study Bible).

livro da história. As Crônicas do império persa, cf 2.23; 6.1. Essas Crônicas devem ter sido estudadas na composição do Livro de Ester (Bíblia Shedd).

3 segundo depois do rei Assuero. Mordecai tinha galgado à posição oficial de Hamã (3.2 e 8.15). Os registros históricos mostram que no ano 465 a.C., aquela posição pertencia a Artabano, que naquele ano assassinou o rei Assuero (Xerxes I). Se os acontecimentos narrados nestes capítulos pertencem ao ano 474 a.C., então é provável que entre 474 e 465 a.c., tanto Ester como Mordecai teriam morrido ou caído do poder; naquele intervalo Vasti recuperou sua posição, apesar dos esforços dos nobres para isso evitar. No caso de Ester ter caído do poder, podemos frisar a expressão de 4.14 “Quem sabe se para tal conjuntura como essa é que foste elevada a rainha?”. A mensagem da sua vida é “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito”, (Rm 8.28) (Bíblia Shedd).

Não foram descobertos registros arqueológicos de Mordecai sendo o segundo em comando, mas durante este tempo existe uma estranha falha nos registros persas. […] Foi descoberto um tablete com o nomeMardukaya como sendo um oficial nos primeiros anos do reinado deAssuero; alguns acreditam que este seja Mordecai (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

Mordecai é avaliado como um estadista judeu ideal. A importância dele como modelo para os judeus e no estabelecimento da Festa de Purim foi reconhecida no livro apócrifo dos Macabeus, em que a Festa de Purim é chamada de “o dia de Mordecai” (2Macabeus 15.35) (Bíblia de Genebra).

Percebe-se claramente a providência divina em todos os incidentes aqui registrados. Em todos os governos humanos e todos os acontecimentos há sempre um propósito divino; e, assim como Deus exaltou Mordecai com honra e glória, de igual modo poderá agir em favor dos que O amam, e, desse modo, por fim, porá todos os inimigos sob os pés (Comentário Bíblico Devocional-VT, FBMeyer).

No livro de Ester podemos ver claramente Deus trabalhando na vida de indivíduos e nos assuntos de uma nação. Mesmo quando parece que todo o mundo está nas mãos de pessoas perversas, Deus ainda está no controle protegendo aqueles que são Seus. Apesar de não entendermos tudo o que acontece ao nosso redor, devemos confiar na proteção de Deus e manter nossa integridade, fazendo o que sabemos que é correto. Ester, que arriscou sua vida ao comparecer diante do rei, tornou-se heroína. Mordecai, que estava efetivamente condenado à morte, não só sobreviveu, como chegou a se tornar a segunda mais alta autoridade na nação. Não importa quão sem esperança é a nossa condição ou o quanto queiramos desistir, não precisamos nos desesperar. Deus está no controle de nosso mundo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).