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1. Elifaz. Suas declarações são mais profundas que as de seus companheiros. […] Ele resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado. Há certa dose de verdade no discurso de Elifaz. Ele revela um discernimento perspicaz, mas lhe falta calor humano e simpatia, e erra completamente ao avaliar a situação de Jó. Elifaz é um exemplo de como pessoas sinceras, que deixam de compreender a Deus e Sua atitude para com o ser humano, podem lidar de maneira ineficiente com verdades profundas (CBASD, vol. 3, p. 567).
Elifaz afirmava que recebera conhecimento secreto através de uma revelação especial de Deus (v.12-16) e que ele tinha aprendido muito de sua experiência pessoal (v.8). Ele argumentou que o sofrimento é resultado direto do pecado e que, portanto, se Jó confessasse seu pecado seu sofrimento teria fim. Elifaz via o sofrimento como punição de Deus, que devia ser bem recebido a fim de trazer de volta a pessoa a Deus. Em alguns casos, certamente, isto é verdade (Gál. 6:7,8), mas este não era o caso de Jó. Embora Elifaz fizesse comentários bons e verdadeiros, ele fez três suposições equivocadas: (1) uma pessoa boa e inocente nunca sofre; (2) aqueles que sofrrem estão sendo punido por seus pecados; e (3) Jó, por estar sofrendo, havia feito algo de errado aos olhos de Deus (Life Application Study Bible).
Elifaz […] e os outros dois acreditavam que aquele excessivo sofrimento era uma consequência do seu [de Jó] pecado e evidência dele. […] De acordo com essa filosofia, bastava que ele confessasse o seu pecado, e tudo voltaria ao normal e o sol tornaria a brilhar no seu caminho (Comentário Devocional VT – FBMeyer).
O problema dos amigos não se achava tanto no que sabiam, mas, sim, no que não sabiam (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Temã era uma cidade comercial, conhecida como um lugar de sabedoria (ver Jer 49:7) (Life Application Study Bible).
2 Elifaz supõe que sua palestra vá ofender a Jó, e, portanto, pede desculpas de antemão (Bíblia Shedd).
5 Elifaz acha que Jó não tinha gabarito de viver à altura das lições que havia dado a outras pessoas que tinham caído na desgraça (Bíblia Shedd).
7,8 O que Elifaz disse era em parte verdadeiro e em parte falso. É verdadeiro que aqueles que promovem pecado e confusão eventualmente serão punidos; é falso que qualquer um que for bom e inocente nunca irá sofrer. Todo o material registrado e citado na Bíblia está alí por escolha de Deus. Parte dele é registro do que as pessoas disseram e fizeram mas não é um exemplo a se seguir. Os pecados, os defeitos, os maus pensamentos e concepções errôneas acerca de Deus são parte da Palavra inspirada de Deus, mas não devemos seguir estes exemplos errôneos somente porque estão na Bíblia. A Bíblia nos traz ensinamentos e exemplos que deveremos fazer assim como aquilo que não deveremos fazer. Os comentários de Elifaz são um exemplo do que devemos evitar – fazer suposições falsas sobre outros baseado em nossa própria experiência (Life Application Study Bible).
12,13 Apesar de Elifaz declarar que sua visão tinha inspiração divina, é questionável se ela realmente viera de Deus porque mais tarde Deus mesmo criticou Elifaz por representá-Lo erradamente (42.7). Seja qual for a origem da visão, ela é resumida em 4:17. Aparentemente, a declaração é completamente verdadeira – um mero mortal não pode tentar questionar os motivos e atos de Deus. Elifaz, contudo, tomou este pensamento e o expandiu, expressando suas próprias opiniões. Sua conclusão (5:8) revela seu entendimento superficial de Jó e de seu soffrimento. É facil que professores, conselheiros e amigos bem intencionados comecem com uma porção da verdade de Deus e, então, errem o alvo (orig: go off on a tangent). Não limite Deus à sua perspectiva e entendimento finito da vida (Life Application Study Bible).
12-21 Aqui, notamos que Elifaz é um místico. No seu debate, depende muito da sua experiência pessoal; fala do que aprendeu em visões e sonhos (Bíblia Shedd).
18, 19 Os anjos realmente cometem erros? Lembre-se de que foi Elifaz quem disse isso e não Deus. Portanto deveríamos ser cuidadosos em construir conhecimento a respeito do mundo espiritual a partir das opiniões de Elifaz (Life Application Study Bible Kingsway).[NT: Note que o comentarista não está afirmando nem que a frase é correta nem que não é. Apenas que a palavra de Elifaz não é suficiente para construirmos teologias sobre ela ].
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JÓ 4 – Jó era sábio; seus amigos também. Além disso, todos eram religiosos, crentes em Deus, como muitos de nós também somos – crente até o diabo é! (Tiago 2:19).
Pelo teor dos diálogos dos amigos de Jó, poderíamos afirmar que eles eram filósofos experientes. Assim como eles, muitos filósofos da história mergulharam fundo no tema do sofrimento humano; alguns descobriram coisas profundas e tem até quem provou cientificamente suas teorias. Elifaz não perde dos grandes filósofos da história:
• No verso 8 Elifaz fala do que viu, experimentou, provou cientificamente, fatos.
• Elifaz fala com convicção, sua fala revela introspecção, reflexão profunda, avaliação apurada; com isso, ele confronta as palavras de Jó – no capítulo anterior –, e condena Jó (vs. 1-8).
• Elifaz apresenta sua filosofia profunda sobre sofrimento. “Os v. 7 a 11 declaram a filosofia de que o sofrimento é uma punição direta por um pecado específico” (Francis D. Nichol). Muitos são adeptos dessa teoria!
• Elifaz acrescenta aspectos religiosos a sua filosofia; parece declarar uma visão secreta para fortalecer/solidificar seus argumentos filosóficos anteriores (vs. 12-21).
Elifaz, nos primeiros versículos de sua fala “resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado”. Na outra metade, a revelação que ele “descreve pode ser resumida como um vislumbre da grandeza e da bondade de Deus, em contraste com a pecaminosidade e fragilidade humana. No entanto, essas declarações não estão misturadas com simpatia, bondade e compreensão. O que Jó precisava ouvir é como ele pode manter sua confiança em Deus em meio ao terrível sofrimento. [Nesta parte] Elifaz meramente lhe disse o que ele já sabia – que devia confiar em Deus” (Nichol).
Platão, um grande filósofo da antiguidade declarou: “Quem pois, são os verdadeiros filósofos?” Ele mesmo responde: “Aqueles que amam contemplar a verdade”.
• Mas, a verdade está bem acima do que pode ser captado pelos sentidos humanos. Verdadeiro filósofo, então, será aquele que aprofundar-se na revelação dada por Deus.
• Aos crentes submissos, o Senhor deu o Espírito Santo, que é o Espírito da verdade (João 14:17), e Ele nos guiará a toda a verdade (João 16:13).
O que faltou a Elifaz faltou a muitos filósofos, e ainda falta a muita gente! Portanto, vamos proclamar a verdade bíblica? – Heber Toth Armí.
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“Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas” (v. 3).
A dor que lhe aflige eu não posso sentir; e a dor que me aflige, você nunca será capaz de vivê-la. Somos seres únicos e assim como as nossas digitais, somos diferentes uns dos outros. Por mais que tenhamos a melhor das intenções em consolar alguém, a frase: “Eu sei o que você está sentindo”, não se encaixa na realidade de que nossos sentimentos pessoais não podem ser compartilhados, no sentido de que o que o coração chora não pode ser visto por ser humano algum. Se passamos por situações semelhantes podemos até ter uma ideia do que o outro está passando, mas jamais chorar a mesma dor ou lamentar de forma igual.Após a lamentação de Jó, “Elifaz, o temanita” (v. 1), inicia o seu primeiro discurso. Provavelmente, considerando a cultura daquele tempo, Elifaz fosse o mais velho dentre os três amigos, por isso foi o primeiro a falar. Ele já inicia fazendo duas perguntas (v. 2). Não há como saber o tom de sua fala, mas, apesar de sua eloquência e de algumas ideias que fazem sentido, o contexto de sua retórica não coaduna com a situação de Jó. Porém, ele reconhece a bondade de Jó em que estava sempre disposto a estender a mão ao aflito e fortalecer “os joelhos vacilantes” (v. 4). Depois ele muda totalmente o rumo de sua fala com as palavras: “Mas agora” (v. 5), insinuando que Jó vivia uma hipocrisia quando em chegando a sua vez de passar pela angústia, se perturbava. A oratória de Elifaz é presunçosa e baseada nas tradições da época, como o fato de que se alguém sofre é porque pecou, afirmando que toda a desgraça na vida de seu amigo fosse a colheita do que ele mesmo plantou (v. 8). Apesar de não ter a intenção de prejudicar, mas de oferecer conforto e palavras de “sabedoria”, teria ajudado muito mais se tivesse ficado calado, pois “o homem prudente, este se cala” (Provérbios 11:12).
Em um momento de dor, o que mais necessita o sofredor é de simpatia e da certeza de que tem alguém com quem contar. Elifaz não levou em consideração o sofrimento de Jó e nem o fato de que ele sofreu em um dia o que geralmente muitos sofrem ao longo de toda uma vida. Jó estava passando pelo que ninguém havia passado até então. Podemos ver no discurso de Elifaz um verdadeiro pensamento farisaico, atitude que Jesus condenou veementemente. A sua interrogação: “já pereceu algum inocente?” como se fosse algo que não acontece, é lançada por terra todos os dias. Inocentes sofrem e perecem o tempo todo porque estamos inseridos no conflito entre o bem e o mal, e o inimigo, na história de Jó, revela a sua clara intenção de nos destruir. A visão noturna relatada por Elifaz não o torna um profeta, até porque a descrição do que viu e sentiu não encontra nenhum respaldo bíblico ao compararmos com as experiências dos profetas do SENHOR. Além do mais, veremos que o SENHOR mesmo condenou a atitude de Elifaz e dos demais amigos de Jó.
Amados, uma coisa é certa: de nada valem as nossas “boas” intenções se elas estão carregadas de presunção e de más suspeitas. A triste postura de avaliar a situação alheia como se tivéssemos o poder de reverter alguma coisa é condenada por Deus e não tem nada a ver com conduta cristã. Costumamos ser “detetives” da vida de nossos semelhantes, levantando “laudos” e colhendo “pistas”, e ainda temos a ousadia de colocar o nome de Deus no meio de nossas conclusões. Sinto-me envergonhada de confessar que por diversas vezes agi desta forma, e que ainda luto com minha natureza pecaminosa para não agir assim. Somos tentados a padronizar situações, quando cada uma é subjetiva, singular. Precisamos, meus irmãos, buscar constantemente e com todas as forças o temor de Deus e a retidão, confirmadas na vida de Jó nas palavras de seu próprio amigo insensato (v. 6). Precisamos nos desviar do mal (1:1), e assim buscar no SENHOR a integridade completa, blindando as janelas da alma. Que de nossos lábios só saiam bênçãos, JAMAIS maldição. Que olhemos para as aflições de nossos semelhantes com olhos de misericórdia e que até no silêncio sejamos reconhecidos como depositários do amor divino.
Bom dia, depositários do amor de Deus!
Desafio do dia: É no silêncio que ouvimos melhor a voz de Deus. Hoje, experimente ouvir mais e falar menos, depois nos conte a sua experiência.
*Leiam #Jó4
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
A partir deste capítulo, Jó começa a refletir sobre sua condição. Satanás utilizou os amigos de Jó para continuar seu ataque. Embora não culpe a Deus, Jó se pergunta por que Ele não impediu o mal.
Na Grécia antiga, os palcos para peças eram construídos com três pisos de madeira em três níveis simbólicos: o superior para o céu, embaixo para o submundo e no meio para a vida cotidiana. O espectador tinha uma perspectiva completa do contexto, uma vez que podia ver as influências espirituais superiores e inferiores sobre o que se encenava e os resultados sobre a vida cotidiana.
O livro de Jó foi escrito para que tivéssemos uma visão dos níveis superior e inferior sobre a vida cotidiana. A agonia de Jó era a sua falta de conhecimento sobre o plano do líder da rebelião no Céu. Mas nós, os leitores, estamos bem informados e podemos ver tudo.
Querido Deus,
Vivemos com tragédias diárias e turbulências nos rodeando e nos afetando. Te agradecemos pelo relato histórico que Moisés fez sobre a vida de Jó, nos informando como lidar com sofrimento e dor em nossas vidas. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/3 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/3
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/29/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 3
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/54-55 e https://credeemseusprofetas.org/
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Jó rompe o silêncio com uma lamentação fortemente emocional. Ele expressa o mesmo tipo de depressão que tomou conta do salmista (Sl 88)e também de Jeremias (Jr 20.14-15), cujos amargos lamentos foram, quanto à linguagem, semelhantes aos de Jó. Bíblia de Genebra.
1-9 O grito que escutamos provém de uma alma torturada. Os sete dias de silêncio acumularam uma angústia que se transborda em uma torrente de rebelião contra o dia de seu nascimento, 3.3. … Jó deseja que o dia do seu nascimento e a noite da sua concepção sejam apagados da história. Bíblia Shedd.
8 monstro marinho (ARA; NVI: Leviatã). Jó, empregando linguagem vívida e figurada, desejou que “os que amaldiçoam os dias” atiçassem Leviatã, o monstro marinho …, a engolir o dia-noite de seu nascimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10-12 Já que não há possibilidade de remover-se aquele dia do calendário, Jó desejou que Deus não tivesse permitido seu nascimento e sobrevivência. Bíblia Shedd.
11-26 Enquanto os vs. 3-10 tem a forma de maldições, estes dezesseis versículos são perguntas retóricas. Jó dá vazão à sua frustração, perguntando porque não tinha sido um natimorto (vs. 11-26). Visto que isso não aconteceu, ele prossegue perguntando retoricamente por que não teria experimentado morte prematura (vs. 20, 23). Bíblia de Genebra.
13-26 Aqui, Jó contrasta entre as tribulações da vida e o plácido sono da morte. Jó antevê a paz só no túmulo, e esta é a única esperança que lhe resta agora. Em Jó vemos o homem para quem a morte já perdeu o seu terror e ainda se tornou no mais alto e cobiçado tesouro. Jó diz que os seus lamentos são como gritos de quem sofre em alívio, Sl 22.1; 32.4. Bíblia Shedd.
14 Jó acha que a morte o teria colocado em pé de igualdade com os próprios faraós que, apesar de suas pirâmides e os tesouros que cada faraó mandava enterrar consigo (v.15), não passavam agora de simples defuntos. Bíblia Shedd.
16 Como, na realidade, seu nascimento já ocorrera, ainda sobraria (segundo o desejo dele) a possibilidade de ter sido natimorto. … Tal situação seria muito melhor que a condição intolerável de estão, na qual não consegue paz nem descanso. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21, 22 Para Jó, a morte tornou-se desejável. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 A vida perdera o valor para Jó, privado de bens, família, saúde e amigos. Só depois de muito debater consigo mesmo é que chegará a vislumbrar a vida eterna, onde desfrutará da comunhão com Deus como seu eterno quinhão. Bíblia Shedd.
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JÓ 3 – Muitos desconsideram a maior parte do livro de Jó. Ele não é literatura simples. De tão complexo, muitos conhecem apenas os relatos dos capítulos 1, 2 e 42 deste livro!
“Por lidar com o tema do sofrimento humano, o livro de Jó é um dos mais difíceis de ser interpretado. Ao mesmo tempo, este livro de sabedoria tem sido considerado uma das maiores obras-primas literárias do mundo. Usa linguagem altamente poética, com uma série de palavras que só ocorrem uma vez em toda a Bíblia. O livro de Jó tem personagens e discursos, mas não se restringe ao drama. Envolve também argumentos. Desse modo, seria mais bem definido como um tratado filosófico” (Bíblia Andrews).
Por cerca de 40 anos, Moisés recebeu a mais elevada instrução educacional no mais desenvolvido império de seu tempo. Como escritor culto e ainda inspirado por Deus, ele escreveu seu primeiro livro com maestria.
Antes de avançar, é preciso considerar que os primeiros capítulos devem ser lembrados. Ali está a base para nossa interpretação. Nos dois primeiros capítulos temos o credo de Satanás, o qual em outras palavras reza:
“Será que Jó serve a Deus em troca de nada? Auto sacrifício, sofrimento pela justiça, compromisso com a verdade até à morte… isso não passa de romantismo e sentimentalismo juvenil; ou, na melhor das hipóteses, hipocrisia. Esse negócio de entrega de vida inferior, mundana, por uma vida superior, segundo o padrão dos princípios divinos, não existe, é ilusão. A religião é uma fachada, todos os seres humanos são egoístas de coração e têm seu preço. Alguns podem resistir mais tempo do que outros, mas no fim todo ser humano preferirá suas próprias coisas em vez das coisas de Deus”.
Embora muitos cristãos sejam provas deste credo diabólico, Jó provou que Deus tem a última palavra. Do capítulo em questão, destacam-se estas lições: Aqueles que…
• …mantiveram comunhão genuína e intensa com Deus não trocam o certo pelo duvidoso.
• …realmente confiam em Deus podem até amaldiçoar o dia de seu nascimento diante de indescritível sofrimento, entretanto não desprezarão o dia de sua conversão a Deus.
• …tiveram verdadeira experiência com Deus renunciam até a si mesmos/vida, mas não a fé.
Os justos e fieis ainda hoje provam que Deus está correto! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
JÓ 3 – Muitos desconsideram a maior parte do livro de Jó. Ele não é literatura simples. De tão complexo, muitos conhecem apenas os relatos dos capítulos 1, 2 e 42 deste livro!
“Por lidar com o tema do sofrimento humano, o livro de Jó é um dos mais difíceis de ser interpretado. Ao mesmo tempo, este livro de sabedoria tem sido considerado uma das maiores obras-primas literárias do mundo. Usa linguagem altamente poética, com uma série de palavras que só ocorrem uma vez em toda a Bíblia. O livro de Jó tem personagens e discursos, mas não se restringe ao drama. Envolve também argumentos. Desse modo, seria mais bem definido como um tratado filosófico” (Bíblia Andrews).
Por cerca de 40 anos, Moisés recebeu a mais elevada instrução educacional no mais desenvolvido império de seu tempo. Como escritor culto e ainda inspirado por Deus, ele escreveu seu primeiro livro com maestria.
Antes de avançar, é preciso considerar que os primeiros capítulos devem ser lembrados. Ali está a base para nossa interpretação. Nos dois primeiros capítulos temos o credo de Satanás, o qual em outras palavras reza:
“Será que Jó serve a Deus em troca de nada? Auto sacrifício, sofrimento pela justiça, compromisso com a verdade até à morte… isso não passa de romantismo e sentimentalismo juvenil; ou, na melhor das hipóteses, hipocrisia. Esse negócio de entrega de vida inferior, mundana, por uma vida superior, segundo o padrão dos princípios divinos, não existe, é ilusão. A religião é uma fachada, todos os seres humanos são egoístas de coração e têm seu preço. Alguns podem resistir mais tempo do que outros, mas no fim todo ser humano preferirá suas próprias coisas em vez das coisas de Deus”.
Embora muitos cristãos sejam provas deste credo diabólico, Jó provou que Deus tem a última palavra. Do capítulo em questão, destacam-se estas lições: Aqueles que…
• …mantiveram comunhão genuína e intensa com Deus não trocam o certo pelo duvidoso.
• …realmente confiam em Deus podem até amaldiçoar o dia de seu nascimento diante de indescritível sofrimento, entretanto não desprezarão o dia de sua conversão a Deus.
• …tiveram verdadeira experiência com Deus renunciam até a si mesmos/vida, mas não a fé.
Os justos e fieis ainda hoje provam que Deus está correto! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Por que não morri eu na madre? Por que não expirei ao sair dela?” (v. 11).
Ontem estava estudando o capítulo onze do livro de Hebreus com meu filho mais velho, quando ele me perguntou:
— Mamãe, porque as pessoas sabem que precisam de Deus e ainda assim não O aceitam?
Fiquei olhando para ele por um momento pensando em como responder, quando ele me disse logo em seguida:
— Se eu tivesse nascido e logo depois morrido, eu já estaria salvo, não é mamãe?
As palavras de meu filho não me saíram da cabeça. Percebi o porquê ao estudar o capítulo de hoje…
A aflição de Jó foi tão tremenda que ele lamentou o dia em que nasceu. Após sete dias sem dizer palavra, Jó quebra o silêncio com uma lamentação. Ele derrama diante de Deus a sua profunda tristeza; abre o seu coração e expressa os seus sentimentos ao SENHOR. Estamos diante de uma verdadeira oração. A oração nada mais é do que falar com Deus como quem fala com um amigo. E não há ninguém mais interessado em nos ouvir do que Aquele que nos criou. Quantas vezes estamos sofrendo e, ao invés de sermos sinceros com Deus, oramos de forma mecânica e perdemos a oportunidade de abrir o coração ao Único capaz de curá-lo. Podemos encontrar nas palavras de Jó sintomas de depressão. Se fosse para continuar daquele jeito, a morte lhe seria um descanso. Estudamos outro caso parecido com este, quando o profeta Elias pede para morrer, temendo a perseguição de Jezabel (I Reis 19). Jó não temia a morte, pois bem sabia que a morte não era o fim, mas um descanso: “Porque já agora repousaria tranquilo; DORMIRIA, e, então, haveria para mim descanso” (v. 13). Assim como ele comparou a morte com o sono, Jesus também fez o mesmo: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (João 11:11). Em nenhum momento Jó revela pensamentos suicidas, mas que compreendia que a morte não era o fim, mas um período de repouso. Ele estava certo de que estava bem com Deus e que poderia descansar na certeza de que seria despertado no grande Dia da ressurreição (Vide I Tessalonicenses 4:16).
Qual é a tua angústia? Você já a confessou perante Deus? Amados, até Jesus passou por este terrível sentimento: “Ditas estas coisas, angustiou-Se Jesus em espírito” (João 13:21). O fato de Jesus ter Se angustiado em espírito, revela que a angústia tomou conta de todo o Seu ser. Ele já sentiu angústia, ou seja, Ele já sentiu o que você pode estar sentindo agora. Em seguida, Jesus conforta os Seus discípulos, ora por eles, vai até o Seu lugar especial de oração e pede oração aqueles em Quem confiava. Eis os passos que não prometem fazer cessar a nossa angústia, mas que certamente nos conduzem a fazer a vontade do Pai e ir estar junto dEle. Jó podia não compreender naquele momento o porquê de estar passando tão “grande perturbação” (v. 26), mas veremos que ele bem sabia em Quem acreditava e que, no final de tudo, o SENHOR se levantaria para conceder-lhe a vitória. E eu não me refiro à expectativa por conquistas terrenas, mas “a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior” (Hebreus 11:39-40). Por mais angustiante que seja a minha ou a tua situação aqui, Deus nos convida HOJE a aceitar a promessa que Jó tanto almejava: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, VOLTAREI e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (João 14:1-3). Apesar de estas palavras terem sido ditas por Jesus centenas de anos depois, o estudo da vida de Jó confirmará que ele já conhecia tão maravilhosa promessa. Como Jó, aceite esta promessa de Cristo pela fé (Vide Hebreus 11:1) e muito em breve tua angústia será convertida em eterna alegria!
Bom dia, homens e mulheres de fé!
Desafio do dia: Coloque em um envelope todos os nomes de sua lista de oração, deixe o envelope em um lugar visível e sorteie um nome da lista para orar em especial durante todo o dia. Faça este sorteio especial todas as manhãs. Seja um intercessor. Você descobrirá como isto fez toda a diferença na vida de Jó.
*Leiam #Jó3
Rosana Garcia Barros
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Comentário devocional:
Neste capítulo, Satanás tem acesso ao céu, depois da queda de Adão e Eva, para conversar com Cristo (ver História da Redenção, p. 26). Se ele teve acesso ao céu, isso ocorreu na época de Abraão, época em que Jó viveu.
Desde que Satanás roubou este planeta, a Terra se tornou a única ovelha perdida no universo. Quando Deus, através de Cristo, perguntou a Satanás de onde ele viera, ele disse: “De andar de um lado para o outro e para cima e para baixo, na Terra.” Ele estava muito ocupado projetando o mal e desastres, não apenas para Jó, mas para toda a humanidade.
Deus estava orgulhoso de Jó e perguntou a Satanás se ele havia observado Jó, “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal” (verso 3). Coloque-se na situação de Jó e aprenda de sua experiência. Deus permite que Satanás atue contra Jó, mas não o abandona. De fato, Deus enviou o seu Filho para vir e morrer por Jó, para que Jó possa viver, o que Ele também fez por todos nós, para que possamos viver. Por causa disso, todos os filhos de Deus e os anjos não caídos verão o amor de Deus e exultarão de alegria.
Querido Deus,
Muitas pessoas inocentes estão sofrendo e somente Tu sabes porquê elas sofrem. Mas Tu também sabes que nada se compara com as bênçãos e dádivas que lhes darás quando da Volta de Jesus e após. Inclua-nos, portanto, em seu reino de Graça. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/job/2 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra/
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/2
Publicação anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/28/
Tradução Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Cindy Tutsch
Texto bíblico: Jó 2
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/54-55 e https://credeemseusprofetas.org/
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Observando Jó, os principados e potestades nas regiões celestes constataram que Deus pode levar um homem a amá-lo, não por suas dádivas, mas por Ele mesmo – Deus – (Ef 3.10). … A história é muito confortadora, porque verificamos que não somos um joguete do acaso, mas em cada detalhe d a vida a mão do nosso Pai está promovendo nosso desenvolvimento espiritual. Nossos amigos maisqueridos podem aconselhar-nos a renunciar a Deus e morrer, mas no Getsêmane o Senhor nos ensinou a aceitar a vontade do Pai seja qual for o preço – mesmo que isso possa significar a morte – certos de que ele não nos deixará na sepultura (Sl 16.10). Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento. F. B. Meyer.
4 pele por pele. Satanás estava sugerindo que até a declaração de fé feita por Jó em 1.21 não passava de fingimento, e que ele sacrificaria qualquer coisa para salvar a própria vida. Se Deus estendesse a sua mão e fustigasse o corpo de Jó, então este amaldiçoaria a Deus em Seu rosto. Bíblia de Genebra.
O dito, evidentemente proverbial, talvez tenha tido origem na linguagem de barganha ou troca, significando que um homem renunciaria a uma coisa por outra ou a uma propriedade de menor valor para salvar outra de maior valor. … Satanás está tentando mostrar que ainda não havia imposto a Jó um teste suficientemente severo para revelar seu verdadeiro caráter. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 560.
7 tumores. Do heb sechin, de uma raiz que significa “estar quente”, “estar inflamado”. … Éprecário tentar diagnosticar a doença de alguém que viveu há 3.500 anos, quando a única informação consiste de umas poucas observações não técnicas registradas num livro que é em grande parte poético. … É suficiente ver Jó como um grande sofredor, sem tentar diagnosticar sua enfermidade específica. CBASD, vol. 3, p. 560.
8 cinzas. Símbolo de luto (v. 42.6; Et 4.3). Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 Amaldiçõe a Deus. Em hebraico, a expressão, aqui e em 1.5 emprega um eufemismo (lit, “Bendiga a Deus”). Satanás está lançando mão da esposa de Jó para tentá-lo assim como levou Eva a tentar Adão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Heb bãrekh, “abençoar”. A língua hebraica nunca poderia ser empregada … para para dizer “amaldiçoe a Deus”; o contexto da passagem, porém, revela qual a tradução certa. Bíblia Shedd.
10 Doida. Heb nãbhãl. Estulta, na religião e na moralidade. Bíblia Shedd.
Não se refere a fraqueza mental, mas a insensibilidade religiosa e moral. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 561.
Aceitaremos o bem dado por Deus, e não o mal? Tema principal do livro: a afliçãoe o sofrimento não são meramente castigos pelo pecado; para o povo de Deus,podem servir de provação (como aqui) ou como disciplina que culmina em lucros espirituais (v. 5.17; Dt 8.5; 2Sm 7.14; Sl 94.12; Pv 3.11, 12; 1Co 11:32; Hb 12.5-11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Muitas pessoas pensam que crer em Deusos protege de problemas. Então, quando as calamidades vem, eles questionam a bondade e a justiça de Deus. Mas a mensagem de Jó é que você não deve desistir de Deus porque Ele permite que você tenha más experiências. Fé em Deus não garante prosperidade pessoal e falta de fé não garante problemas em sua vida. Se fosse assim, as pessoas creriam em Deus simplesmente para ficarem ricas. Deus é capaz de nos resgatar do sofrimento, mas Ele pode permitir que os sofrimentos venham por razões que não podemos compreender. É estratégia de Satanás levar-nos a duvidar de Deus exatamente neste momento. Aqui Jó mostra uma perspectiva mais ampla do que buscar o seu próprio conforto pessoal. Se quisermos sempre saber o porquê de estarmos sofrendo, nossa fé não terá espaço para crescimento. Life Application Study Bible NVI Kingsway.
11 Elifaz, o principal dos três amigos de Jó, era de Temá, cidade famosa por seus sábios(Jr 49.7). Seu discurso demonstrou mais esclarecimento racional que o de seus dois amigos. … Em 42.7-9, Deus se dirige a Elifaz (confirmando que ele era o líder entre os amigos de Jó) e lhe ordena que faça um sacrifício expiatório por haver acusado Jó injustamente. Bildade era, sem dúvida, descendente de Suá(Gn 25.2), um dos filhos de Abraão com Quetura, que mais tarde se tornou o patriarca deuma tribo árabe. Bildade pronunciou três discursos (Jó 8; 18; 25), e seu caráter “tradicionalista” pode ser visto de forma clara em 8.8-10. Zofar de Naamate, era, provavelmente, de Naamá, situadano norte da Arábia(2.11; 11.1; 20:1; 42.9). Bíblia de Estudo Arqueológica NVI.
combinaram. As circunstâncias aqui mencionadas sugerem o lapso de um tempo considerável desde que as calamidades haviam atingido Jó. … Esse intervalo ajudaa explicar a mudança de atitude de Jó da calma resignação (Jó 2:10) para o profundo desânimo (cap. 3). CBASD, vol. 3, p. 561.
13 Por que os amigos chegaram e apenas ficaram quietos? De acordo com a tradição judaica, as pessoas que chegavam para consolar outras em sofrimento não deveriam falar até que o sofredor falasse. Muitas vezes, a melhor resposta ao sofrimento de outras pessoas é o silêncio. Os amigos de Jó perceberam que seu sofrimento era muito profundo para ser curado com meras palavras, então não disseram nada. (Ah, se eles ao menos tivessem continuado quietos!) Muitas vezes nós sentimos que devemos falar algo espiritual e oportuno a um amigo que sofre. Mas talvez o que ele ou ela precisa mais é de nossa presença, mostrando que nos importamos com ele/ela. Life Application Study Bible NVI Kingsway.
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JÓ 2 – Tem capítulos da vida que ninguém gostaria de passar. Alguém gosta de injustiças, rejeições e solidão?
Após a primeira rodada de provas, Jó experimenta a segunda, bem mais intensa:
• No Céu, uma reunião se repete da mesma forma que antes dos primeiros ataques satânicos ao servo de Deus (v. 1);
• Deus inicia diálogo com Satanás – como no capítulo anterior (v. 2);
• Deus novamente introduz Jó na conversa, assim provoca a Satanás (v. 3);
• Satanás desafia o diagnóstico de Deus sobre Jó (vs. 4-5);
• Deus libera Satanás a fazer o que propôs para abalar a fé de Jó (v. 6);
• Satanás não perdeu a oportunidade, nem tempo: Ele foi eficiente em fazer o que se propôs, sem brincar no trabalho e sem desperdiçar nenhum dos limites dado por Deus: Jó ficou tomado de tumores malignos – da cabeça aos pés (v. 7);
• Jó, vítima dos diálogos entre Satanás e Deus, sentou-se em cinzas e começou a coçar-se com caco de cerâmica (v. 8);
• Assim como outros personagens que Satanás não eliminou propositalmente (ver 1:14-18), sua esposa foi preservada para pressioná-lo ainda mais a “amaldiçoar a Deus e morrer” (v. 9);
• A resposta de Jó à esposa revela sua firmeza diante da investida acirrada de Satanás (v. 10);
• Três amigos de Jó aproximaram-se, mas durante sete dias não ajudaram em nada, estavam pasmos diante da situação e sofrimento que viram (vs. 11-13).
Quando tudo sai de nosso controle, quando toda tranquilidade e paz tornam-se numa ebulição de problemas, em que/quem apoiaremos? Na família? Os dez filhos de Jó estavam mortos. O cônjuge? Bem… o cônjuge é muito importante nestas horas…
Contudo, “as palavras da esposa de Jó – amaldiçoa teu Deus e morre – foram provavelmente a provação mais amarga para ele. Ironicamente, a pergunta que ela faz – ainda reténs a tua sinceridade? – apresenta quase as mesmas palavras utilizadas antes pelo Senhor (Jó 2:3). A repetição dessa sentença ressalta a perseverança de Jó, que sua esposa interpretou de forma equivocada como loucura ou fanatismo religioso. Ela provavelmente pensou que o marido se recusava cegamente a encarar a realidade de sua situação desesperadora” (Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H. Wayne Hause).
Apesar de tudo, é melhor nunca perder a fé? Vale a pena orar/adorar ao Senhor? – Heber Toth Armí.