Filed under: Sem categoria
1019 palavras
23:1 – 24:25 O primeiro discurso de Jó no terceiro ciclo. Bíblia de Estudo de Andrews.
1-17 A resposta de Jó, neste capítulo, longe de nos apresentar um culpado que foge à justiça, nos mostra um homem intensamente honesto, buscando a justiça e a verdade. Nas suas expressões, encontramos uma palavra de consolação para todos os que estão passando por algum mal-entendido ou sofrimento, que se não pode relacionar diretamente com faltas cometidas no passado ou com qualquer culpa presente. Bíblia Shedd.
1-12 Os pensamentos de Jó vacilam. No cap. 9, ele duvida de que Deus o ouviria. No cap. 13, Jó está convicto de que seria ouvido e justificado. Em 17.1, está convencido de que somente a morte o aguardava, que também seus conselheiros não triunfariam e que ele seria justificado (17.10-16). Essa convicção atinge o seu ponto culminante em 19.25-27. Dali por diante, Jó não duvida mais, conforme provam estes versículos e, especialmente, o cap. 31. Bíblia de Genebra.
1-9 Jó ansiava se encontrar com Deus. Bíblia de Estudo de Andrews.
1 Respondeu, porém, Jó. Ele responde a Elifaz num discurso que ocupa dois capítulos (23 e 24). … Diferentemente das respostas anteriores de Jó, este discurso é em forma de monólogo, sem que ele se dirija diretamente aos amigos. Jó começa justificando a veemência de suas queixas. No cap. 24 ele recapitula seus argumentos, defendendo que os ímpios gozam prosperidade, e termina com um desafio para que seus oponentes provem que isso não é verdade. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 630.
2 de um revoltado. Jó não se desculpa por suas queixas. Ele reconhece que, apesar de tudo o que seus oponentes disseram sobre seu direito de se queixar, mesmo assim ele se queixa amargamente. CBASD, vol. 3, p. 630.
3-7 Nestes versículos, Jó expressa o apaixonado desejo de encontrar-se com o Deus da graça. Esse Deus, justo e compreensivo para consigo, faria justiça à sua causa; não o paralisaria pelo terror, exercendo Seu terrível poder. Bíblia Shedd.
3 ao Seu tribunal. Literalmente, “Seu assento”. Jó é afligido pelo senso do afastamento e da inacessibilidade de Deus. Ele acha que precisa, de alguma forma, encontrar a Deus, e repete seu desejo de comparecer diretamente a Ele. CBASD, vol. 3, p. 630.
4 encheria a minha boca. Apresentaria o caso por completo. Bíblia de Estudo de Andrews.
5 que Ele me respondesse. Jó está cansado de argumentações humanas. O que ele está ansioso para conhecer é o ponto de vista de Deus. CBASD, vol. 3, p. 630.
6 me atenderia. Seria tratado com respeito. Bíblia de Estudo de Andrews.
7 o homem reto. A consciência de Jó testifica de sua integridade e retidão interiores. Ele acha que se puder fazer com que Deus o ouça, será vindicado de uma vez por todas. Sua queixa básica nos v. 1 a 7 é a de que ele não sabe como chegar a Deus. Jó parece achar que, se tão somente conseguir chegar até a presença de Deus, ele o tratará com bondade. CBASD, vol. 3, p. 630.
8-12 Jó sente-se frustrado nesta busca a Deus, pois seus esforços são infrutíferos, mas sabe que Ele conhece ao seu íntimo. Bíblia Shedd.
8 se me adianto. Começa aqui uma nova estrofe. Os v. 8 e 9 descrevem vividamente a busca fútil que Jó empreende para encontrar a Deus. Jó olha para todos os pontos cardeais à procura de Deus, mas em vão. Os antigos geógrafos orientais se orientavam voltados para o leste [nascer do sol], em vez de para o norte, como nós o fazemos. O oeste estava atrás deles, o sul à direita e o norte à esquerda. CBASD, vol. 3, p. 630.
10-12 Testemunho do caráter de Jó. Bíblia de Estudo de Andrews.
10 sabe o meu caminho. Deus sabe achar o homem e revelar-se a ele;não é o homem que descobre a Deus; Deus entende ao homem, mas o homem não pode entendê-lO, além daquilo revelado pelo Senhor. Bíblia Shedd.
sairia eu como o ouro. Este é um dos versos-chave do livro. Embora Jó pareça não encontrar a Deus, ele crê que o Senhor conhece seus caminhos e que tem um propósito na maneira em que lida com ele. Jó começa a compreender que está sendo provado. Ele não sabe do desafio feito por Satanás em relação a sua pessoa. Um dos degraus pela qual Jó ascendeu do desespero para a fé foi seu reconhecimento de que não estava sendo punido nem tratado injustamente, mas que foi provado para que saísse como ouro puro de uma fornalha. CBASD, vol. 3, p. 630, 631.
No capítulo 22, Elifaz tentou condenar Jó, identificando algum pecado secreto que ele poderia ter. Aqui Jó declara confiança na sua integridade e na justiça de Deus. Estamos sempre propensos a sentir que temos um pecado oculto em nossas vidas, pecado que nem sequer sabemos, pois os padrões de Deus são muito elevados e nosso desempenho é tão imperfeito. Se somos verdadeiros cristãos, no entanto, os nossos pecados são perdoados por causa do que Cristo fez na cruz em nosso favor (Romanos 5: 1, 8: 1). A Bíblia também ensina que, mesmo se o nosso coração nos acusar, Deus é maior que os nossos corações (1 João 3:20). Seu perdão e purificação são suficientes; eles ignoram nossas dúvidas persistentes. O Espírito Santo em nós é a prova de que somos perdoados aos olhos de Deus, embora possamos nos sentir culpados. Se nós, como Jó, estamos realmente buscando a Deus, poderemos nos sustentar diante da acusação de outros, bem como em relação às nossas dúvidas persistentes. Se Deus nos perdoou e nos aceitou, somos perdoados, de fato. Life Application Study Bible Kingsway.
11 Os meus pés seguiram as Suas pisadas. Eu O tenho seguido de perto. Andrews Study Bible.
15 Por isso, me perturbo diante Ele. O medo de Jó era provocado por seu sofrimento e por seu sofrimento incerto. Um dos grandes propósitos da mensagem de Deus a Jó (cap. 38 a 41) era dissipar esse temor e essa incerteza. Deus não deixa Seus filhos no medo. CBASD, vol. 3, p. 631.
16, 17 Jó diz que não é a tragédia propriamente dita que o enche de angústia, mas, sim, a consciência de que era Deus que a decretara. Bíblia Shedd.
17 trevas. O que esmagava Jó não era tanto o sofrimento, mas o pensamento de que o Deus que ele amava e servia é que lhe enviara o sofrimento. CBASD, vol. 3, p. 631.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/22
O livro de Jó parece a transcrição de um julgamento ou debate. Jó tenta defender Deus enquanto seus amigos (motivados por Satanás) colocam as repetidas questões dos céticos. No capítulo 22, Elifaz faz a pergunta que os deístas ainda fazem hoje: “Pode um homem ser proveitoso para Deus?” (v. 2). Em outras palavras, “Por que Deus se incomodaria em interagir com os humanos em um nível pessoal, se os humanos não têm nada a oferecer a Deus?” Elifaz não duvida da existência de Deus, apenas de seu envolvimento pessoal. Ele adota a idéia de que deve haver alguma motivação para que Deus se envolva. Nisto, ele atribui características humanas em Deus. Essa é a essência do egoísmo.
Em contraste, Jesus demonstra o verdadeiro caráter de Deus pedindo que amemos nosso próximo como a nós mesmos e depois define nosso próximo como qualquer um que precise de nossa ajuda (ver Lucas 15). Jesus nos ensina a não fazer a pergunta: “O que eu ganho com isso?”, Mas a perguntar: “O que você gostaria que fizessem a você se estivesse com a mesma necessidade?” Desse modo, também podemos exibir o caráter de Deus a um mundo egoísta e moribundo. Talvez seja isso que Pedro quis dizer quando escreveu: “[Ele] nos deu suas grandes e preciosas promessas, para que através delas você possa participar da natureza divina”, 2Pe 1: 4.
E você, como você está participando?
Karen Lifshay
Coral da Igreja Adventista de Hermiston
Oregon, EUA
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=704
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Filed under: Sem categoria
JÓ 22 – Ao ver o sofrimento das pessoas, muitos intentam ajudar, mas acabam entrando por becos perigosos: Doutrinas espúrias e aplicações completamente equivocadas.
Elifaz não vê outra forma de explicar o sofrimento de Jó a não ser conectar com algum pecado. A visão dele era limitada demais, mas ele cria que suas palavras estavam recheadas da mais pura sabedoria. Contudo, não havia nenhum pecado evidente em Jó. Ninguém poderia acusá-lo de nada. Parecia que seu argumento de inocência falava mais alto que as acusações. Alguma coisa parecia errada (vs. 1-5).
Então, Elifaz vasculhou seus pensamentos para provar sua filosofia teológica: Jó pecou por omissão! Dirigindo-se a Jó, Elifaz declarou: “Porventura, não é grande a tua malícia e sem termo as tuas iniquidades?” (v. 6). Então, prosseguiu especificando que…
1. Alguém ficou despido porque Jó não procurou em todos os lugares aos desprovidos de roupas (v. 6);
2. Alguém, em algum lugar, deve ter ficado sem água ou sem comida porque Jó não assistiu a todos os sedentos e famintos (vs. 7-8);
3. Alguma viúva ou algum órfão ficou sem assistência por negligência de Jó (v. 9).
“Por isso”, afirma categoricamente Elifaz a Jó, “estás cercado de laços, e repentino pavor te perturba ou trevas, em que nada vês; e águas transbordantes te cobrem” (vs. 10-11).
A partir daí, Elifaz reflete teológica e filosoficamente culminando com um apelo poderoso diretamente a Jó:
• Deus é transcendente, incognoscível (vs. 12-15);
• Deus é Juiz poderosíssimo, mas terrivelmente vingativo (vs. 16-20);
Então:
1. Reconcilia-te com Deus e terás paz e prosperidade (v. 21);
2. Aceite a instrução divina e guarde Suas Palavras no coração (v. 22);
3. Arrepende-te e converta-se a Deus e serás restaurado, teus propósitos serão alcançados e terás recursos até para atender aos necessitados (vs. 23-27).
Nem todo discurso belo, inteligente e persuasivo está correto. Sermões com final positivo nem sempre resultam em reação positiva (como se verá no próximo capítulo). Por quê? Por estar no lugar errado, direcionado para a pessoa errada.
Pregadores bem intencionados como Elifaz, mas totalmente equivocados em seus sermões, não falam ao coração dos sofredores; mesmo concluindo com tom positivo não colocam o bálsamo refrescante que sofredores tanto anelam; porque “não manejam bem a Palavra da verdade” (II Timóteo 2:15).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
“Porventura, não é grande a tua malícia, e sem termo, as tuas iniquidades?” (v.5).
Muitos já passaram pela dura prova de enfrentar uma prisão por engano. Condenados injustamente, alguns tiveram de enfrentar os piores dias de sua existência, outros, tiveram de suportar anos até que se provasse a sua inocência. E por mais que tivessem o direito de ser indenizados e assistidos juridicamente, nenhum valor pode trazer de volta o tempo perdido, a reputação manchada, tampouco apagar os traumas sofridos. Jó estava cercado de homens que se diziam seus amigos, mas que não acreditavam em sua inocência. Em uma espécie de prisão humana, Jó recebeu sua cruel sentença: Culpado! (v.10). E, sob o manto do que acreditava ser religião, Elifaz apelou ao “réu”: “Reconcilia-te, pois, com [Deus] e tem paz, e assim te sobrevirá o bem” (v.21).
A ideia de Elifaz e de seus companheiros de acusação é a mesma que predomina na maioria das religiões cristãs de hoje: se você aceitar a Jesus, sua vida será perfeita; você terá prosperidade, uma família feliz e saúde em abundância. Se Jesus não fizer prosperar, se Jesus não curar, se Jesus não atender aos desejos do coração humano, então, para quê segui-Lo? Quando Ele realizou o milagre da primeira multiplicação dos pães e peixes, houve uma grande comoção. As pessoas esqueceram suas casas e seus negócios, e se apressaram para segui-Lo. Mas no encontro seguinte se depararam com o que julgaram ser um duro discurso: “Eu sou o pão da vida” (Jo.6:35). E diante das expectativas frustradas, “muitos dos Seus discípulos O abandonaram e já não andavam com Ele” (Jo.6:66).
Como nos dias de Jesus, “uma geração má e adúltera pede um sinal” (Mt.16:4). Muitos desejam assistir a espetáculos, e não participar de um culto de adoração a Deus. Assim como os milagres faziam parte do ministério de Cristo, eles têm o seu lugar hoje. O maior milagre, contudo, é um coração contrito e agradecido, ainda que as coisas não aconteçam da maneira que esperamos. Os exemplos de fé relatados no capítulo onze do livro de Hebreus nos apresentam provas inequívocas disso. Homens e mulheres que permaneceram fiéis ao Senhor até mesmo em face da morte. Pessoas que “passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra” (Hb.11:36-38).
É, amados, acho que nenhuma igreja permaneceria aberta se colocasse esse texto de Hebreus como marketing. No fim de seu sofrimento, a maior vitória de Jó não foi a cura de sua enfermidade, nem tampouco as riquezas que recebeu em dobro. Mas os seus olhos contemplaram o maior tesouro que alguém pode ter na vida: Deus. Ele não nos prometeu que não passaríamos pelo vale da sombra da morte, mas que, ainda ali, Ele estaria conosco (Sl.23:4). Se o que você mais deseja é estar na presença de Deus, Ele deseja mais do que estar ao seu lado. Ele quer habitar em você! Abra agora o teu coração ao Senhor, “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, O qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar; mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Vivifica-nos, Senhor! Vigiemos e oremos!
Bom dia, contritos de coração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó22 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
939 palavras
Começa aqui o terceiro ciclo de discursos, que vai até o fim do cap 31. Pouco tem de novo; só em Jó se nota um progresso, lento, embora, mas seguro no entendimento. Elifaz continua o ciclo com as mais injustas acusações, citando precisamente as coisas más que Jô não fizera e omitindo todo o bem que praticara, o bem de outrem (Bíblia Shedd).
A característica distintiva deste terceiro discurso de Elifaz é o fato de que ele acusa Jó de pecados específicos contra o próximo. Embora Elifaz seja o mais gentil dos amigos, ele parece, neste discurso, estar fazendo um esforço desesperado para defender sua posição. Ele encerra este discurso da mesma forma que o primeiro, isto é, com um apelo a Jó para que mude seus caminhos a fim de ser liberto do sofrimento (CBASD, vol. 3, p. 626).
1-5 Elifaz passa a demonstrar que deve existir uma razão para as aflições humanas: a causa não pode estar em Deus, visto que a moralidade humana não pode afetar a onipotência divina. A explicação deve estar no próprio homem: Jó sofre por sua própria maldade (Bíblia Shedd).
2 de algum proveito. Elifaz admite que um sábio pode buscar vantagem para si próprio, mas nega que alguém possa fazer favores a Deus. Elifaz infere [supõe] que Jó considera que Deus tenha alguma obrigação para com ele, o que Elifaz crê ser injustificado (CBASD, vol. 3, p. 626).
3 tem o Todo-Poderoso interesse […]? Elifaz apresenta Deus como alguém extremamente impessoal. Ele declara que a justiça ou a perfeição do ser humano não traz nem prazer nem lucro para Deus. Parece estar se esforçando para demonstrar que os motivos que impelem Deus a infligir sofrimento não são egoístas nem arbitrários. Contudo, no esforço para provar sua ideia, Elifaz deixa de fazer justiça ao caráter divino. O salmista, porém, tinha uma concepção mais adequada de Deus (Sl 147:11; 19:4) (CBASD, vol. 3, p. 626).
4 temor. A ideia do verso seria: certamente Deus não aflige um homem porque ele é piedoso! (CBASD, vol. 3, p. 626).
Juízo. Jó repetidamente expressou o desejo de apresentar seu caso diretamente a Deus (ver Jó 13:3). Elifaz considera isso um absurdo (CBASD, vol. 3, p. 626).
5 grande a tua malícia. Com esta declaração Elifaz inicia uma enumeração do que ele considera que sejam os pecados de Jó (CBASD, vol. 3, p. 626).
6-20 Nestes versículos, Elifaz ataca a Jó, especificando as suas acusações. Diz que Jó é violento, de personalidade contraditória, um homem que pratica o duplo jogo (6-9). É por causa disto que está sofrendo (10-11) (Bíblia Shedd).
6 tomaste penhores. Um “penhor” é o bem dado por um devedor ao credor como garantia. O crime atribuído a Jó era o de exigir tais penhores sem justa razão, isto é, quando não havia dívida, quando a dívida já estava paga, ou que o penhor ia muito ale da dívida (ver Ne 5:2-11) [ver Êx 22.26,27; Dt 24:6]. […]Tirar vantagem do pobre injustamente tem sido uma falha comum da humanidade em todas as eras. […] A maioria dos verbos hebraicos nos v. 6 a 9 está num tempo que sugere a ideia de frequência, indicando que Elifaz representava esses pecados como o modo de vida habitual de Jó. Tanto quanto de saiba, a única evidência que ele tinha de Jó ter cometido esses pecados era o sofrimento dele (CBASD, vol. 3, p. 626).
8 Elifaz não tem evidência alguma, mas supõe que Jó teria praticado as injustiças que eram possíveis para um homem de sua posição. No terceiro ciclo, os amigos abandonaram o estilo de insinuação indireta, para lançar acusações abertas contra Jó (Bíblia Shedd).
Elifaz quis dizer que Jó havia desapossado os pobres e ocupado a terra à força (CBASD, vol. 3, p. 627).
9 às viúvas despediste. A opressão destas classes de pessoas é considerada na Bíblia como crime grave (Dt 27:19; Jr 7:6; 22:3). Jó não podia deixar passar esta acusação sem refutá-la (29:13; 31:21,22) (CBASD, vol. 3, p. 627).
10 por isso. Elifaz […] enfatiza que os infortúnios de Jó resultam diretamente dos maus-tratos por ele infligidos aos fracos e necessitados (CBASD, vol. 3, p. 627).
12 nas alturas. Elifaz chama a atenção para a transcendência e a onipotência de Deus. Essa é meramente mais uma repetição do argumento dos amigos de Jó. Eles colocavam grande ênfase na soberania de Deus. Até certo ponto, muitas de suas declarações estavam corretas. Mas, no final, o próprio Deus, que eles descreviam em palavras tão exaltadas, os repreendeu pelo que disseram (Jó 42:7). Não é suficiente a declaração de fatos abstratos; é essencial a aplicação correta de tais fatos (CBASD, vol. 3, p. 627). […] o ser humano encereda por caminho perigoso quando presume poder sondar aquilo que Deus não achou por bem revelar. Nesse sentido, muitos se extraviaram e naufragaram espiritualmente. Portanto, é preciso sontentar-se com o que Deus revelou, mas ser diligente em buscar compreender o máximo possível à mente finita (CBASD, vol. 3, p. 627).
15 queres seguir a rota antiga […]? Ou, “Você vai continuar no velho caminho que os perversos palmilharam?” (NVI) (CBASD, vol. 3, p. 628).
21-30 Elifaz traz uma maravilhosa mensagem de reconciliação com Deus, o que não pode ajudar a Jó, pois é baseada na suposição da sua grande maldade (5-11) (Bíblia Shedd).
22 instrução. Do heb. torah. Esta é a única ocorrência da palavra no livro de Jó. Parte da experiência de permanecer junto a Deus consiste em receber Sua instrução e prezar Suas palavras (CBASD, vol. 3, p. 628).
24, 25 Elifaz convida Jó a desapegar-se dos bens materiais, para então deleitar-se com a suprema riqueza da comunhão com Deus (Bíblia Shedd).
27 pagarás os teus votos. Como sinal de que as orações foram atendidas (Bíblia Shedd).
30 ao que não é. A LXX [versão grega do VT] dá um sentido oposto, ao traduzir a frase como: “Ele livrará o inocente.” Neste caso, Elifaz estaria apenas afirmando uma de suas premissas básicas, isto é, que Deus faz prosperar os justos (CBASD, vol. 3, p. 629).
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/21
Jó sentiu a dor daquelas palavras sem piedade, e perguntou a seus amigos: “Como vocês podem me consolar com suas bobagens?” As palavras ferem.
“Seu teste será o seu testemunho. Seus problemas serão sua mensagem.”
Com essas palavras contundentes, meu colega capelão deixou o quarto do hospital, deixando-me ainda mais sozinha. A visita durou menos de 3 minutos. Hospitalizada por lesões neurológicas, eu precisava de presença sensível, não de clichês fáceis. Infelizmente, muitas vezes as palavras são lançadas contra os que sofrem. Mas a dor não é aliviada por considerações teológicas.
Desconfortáveis com o mistério do sofrimento, as pessoas tentam racionalizar a dor e a perda inexplicáveis. Uma declaração insidiosa é: “Deus não vai te dar mais do que você pode lidar”. Isso é simplesmente falso. Deus muitas vezes permite encargos muito mais pesados do que podemos suportar humanamente. Mas Ele prometeu que é nosso parceiro de jugo. A dor é mais do que você pode suportar, mas não mais do que Deus pode suportar.
Outras vezes, consoladores semelhantes aos de Jó despejam textos da Bíblia antes de ouvir corações ou oferecem banalidades em vez de presença. Eles tentam explicar o insondável, em vez de se assentarem com o sofredor, oferecendo uma presença tranquila, toque gentil e perguntas sensíveis que abrem corações doloridos.
A dor requer presença amorosa, não explicações lógicas.
Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências
Eugene, Oregon EUA
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=703
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Filed under: Sem categoria
Buscando o Espírito de Deus
Introdução
Bem-vindo ao Dez Dias de Oração 2020! Estamos muito agradecidos por podermos começar este ano com oração. Deus realizou muitos milagres nos últimos anos, enquanto o buscávamos em oração e jejum. O Espírito Santo produziu avivamentos, conversões, renovou a paixão pelo evangelismo e curou relacionamentos. Verdadeiramente, a oração é o berço do avivamento!
Acreditamos que sua vida e a vida daqueles pelos quais você ora serão mudadas à medida que você se une a outros membros da igreja, orando pelo derramamento do Espírito Santo, que o Pai prometeu dar àqueles que Lhe pedem.
A data sugerida para a realização dos Dez Dias de Oração é 8 a 18 de janeiro [Para a Edição Mundial. No América do Sul a data escolhida é de 6 a 15 de fevereiro]. Vai de uma quarta-feira até o sábado seguinte. Nestes dias sugerimos que você reúna pelo menos um parceiro de oração para participar com você da leitura e dos momentos de oração. Se vc conseguir reunir um grupo maior de pessoas, um pequeno grupo, ou mesmo a sua congregação local, melhor ainda.
Aqui estão três respostas vindas daqueles que participaram dos últimos Dez Dias de Oração:
N.K. de Zambia:
Durante o terceiro dia dos 10 Dias de Oração, eu estava orando à frente de nossa congregação quando fui impressionado a implorar pela intervenção divina de Deus. “Alguém está tentando cometer suicídio”, eu orei. “Querido Senhor, por favor, não permita que essa pessoa tenha sucesso. Por favor, intervenha.” No dia seguinte, fiquei chocado ao descobrir que minha própria tia tentara cometer suicídio. Mas por causa de nossas orações, Deus interveio e salvou sua vida. Enquanto escrevo esse testemunho, ela está bem e Deus está trabalhando em sua vida. Todos estamos louvando ao Senhor por Sua resposta milagrosa à nossa oração.
J.J. da Carolina do Norte, E.U.A.:
Em 2018, durante os Dez Dias de Oração, minha amiga Alicia havia orado para que cinco pessoas específicas viessem a Cristo. Deus respondeu muitas de suas orações, mas ainda assim um nome de sua lista, o de sua irmã, não havia atendido ao chamado. No entanto, este ano [2019], durante os Dez Dias de Oração, a irmã de Alicia foi às reuniões de oração e se entregou a Jesus. Agora ela está estudando a Bíblia e se preparando para o batismo. Além disso, outras duas pessoas que participaram das reuniões dos Dez Dias de Oração se decidiram pelo batismo. Louvamos a Deus por Sua obra e pelo ministério dos Dez Dias de Oração. Todos nós realmente experimentamos uma experiência mais profunda com Jesus quando nos reunimos para orar.
Um crente da Asia:
Durante os Dez Dias de Oração, orei ao Pai Celestial para me dar uma oportunidade de divulgar a mensagem adventista. … Depois de orar durante os Dez Dias de Oração, entreguei a mensagem adventista a um grande grupo que nunca havia tido contato com a fé cristã, e eles aceitaram minha mensagem. Eu recebi a resposta da minha oração. É meu grande testemunho após esses dez dias de oração. Louvado seja o Senhor.
Nosso tema de oração: Buscando o Espírito de Deus
Durante os Dez Dias de Oração 2020, convidamos você a experimentar as bênçãos do Espírito Santo prometidas. Antes de voltar ao céu, Jesus nos deu essa promessa: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra (Atos 1:8).
“Uma vez que é esse o meio pelo qual havemos de receber poder, por que não sentimos fome e sede pelo dom do Espírito? Por que não falamos sobre ele, não oramos por ele e não pregamos a seu respeito? O Senhor está mais disposto a dar o Espírito Santo àqueles que O servem do que os pais a dar boas dádivas a seus filhos. Cada obreiro deve fazer sua petição a Deus pelo batismo diário do Espírito.” (Ellen White, Atos dos Apóstolos, p. 27).
Junte-se a nós enquanto buscamos o derramamento do Espírito Santo e permitimos que Deus reproduza Seu fruto em nossas vidas!
Diretrizes sugeridas para os MOMENTOS de oração
- Mantenha suas orações curtas – apenas uma ou duas frases sobre cada tópico. Então dê a vez a outro. Você pode orar quantas vezes quiser, assim como fala em uma conversa.
- Não tenha medo do silêncio, pois isso dá a todos tempo para ouvir o Espírito Santo.
- Cantar juntos, enquanto o Espírito lidera, também é uma grande bênção. Você não precisa de um piano para isso; cantar sem instrumentos [acapella] também é bom.
- Em vez de gastar um valioso tempo de oração falando sobre seus pedidos de oração, simplesmente ore por eles. Outras pessoas também podem orar por seus pedidos e reivindicar promessas pela sua necessidade.
Reivindicando as promessas
Deus nos deu muitas promessas em Sua Palavra. É nosso privilégio reivindicá-los em nossas orações. Todos os Seus mandamentos e conselhos também são promessas. Ele nunca iria pedir de nós algo que não poderíamos fazer em Sua força.
É muito fácil focar em nossas necessidades, dificuldades, desafios – e lamentar nossa situação quando oramos. Este não é o propósito da oração. A oração é destinada a fortalecer nossa fé. É por isso que incentivamos você a reivindicar as promessas de Deus em seu momento de oração. Tire os olhos de si mesmo e de suas fraquezas e olhe para Jesus. Ao contemplá-Lo, somos transformados à Sua imagem.
“Cada promessa da Palavra de Deus se destina a nós. Em vossas orações apresentai a empenhada palavra de Jeová, e pela fé reivindicai Suas promessas. Sua palavra é a garantia de que, se pedirdes com fé, recebereis todas as bênçãos espirituais. Continuai a pedir, e recebereis mais abundantemente além daquilo que pedis ou pensais” (Nos Lugares Celestiais, p. 71).
Como você pode reivindicar Suas promessas? Por exemplo, ao orar pela paz, você pode reivindicar João 14:27 e dizer: “Senhor, nos disseste em Sua Palavra: ‘Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.’ Dê-me a paz que prometeste deixar conosco.” Agradeça ao Senhor por Ele estar lhe dando paz, mesmo que você não a sinta naquele momento e lugar.
Jejum
Nós o encorajamos a fazer um Jejum de Daniel durante esses dez dias. Começar o ano com oração e jejum é uma maneira maravilhosa de consagrar nossa vida a Deus para o próximo ano. Ellen White nos diz:, “Agora e daqui por diante até ao fim do tempo, deve o povo de Deus ser mais fervoroso, mais desperto, não confiando em sua própria sabedoria, mas na sabedoria de seu Líder. Devem pôr de parte dias de jejum e oração. Pode não ser requerida a completa abstinência de alimento, mas devem comer moderadamente, do alimento mais simples” (Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 188).
Sabemos que Daniel comeu frutas e legumes por dez dias. Da mesma forma, incentivamos você a adotar uma dieta muito simples durante esses dez dias. Uma dieta simples que exclui açúcar, alimentos processados e refinados e refrigerantes pode nos beneficiar em diferentes níveis. Primeiro, comer simplesmente significa menos tempo necessário para preparar alimentos e mais tempo disponível para gastar com o Senhor. Segundo, quanto mais simples nossa dieta, mais fácil é o estômago digeri-la e mais claras nossas mentes serão. Todos sabemos que o açúcar obscurece o lobo frontal, o centro do nosso pensamento. Se queremos mentes mais claras para ouvir a voz de Deus, e se queremos nos aproximar dele, precisamos garantir que nossa dieta não esteja nos impedindo.
Jejuar não é apenas abster-se de alimentos. Também encorajamos você a jejuar da TV, filmes, jogos de computador e até do Facebook e YouTube. Às vezes, coisas que não são ruins em si mesmas, como o Facebook e o YouTube, podem consumir muito do nosso tempo. Coloque de lado todo o possível para que você tenha mais tempo para estar com o Senhor.
O jejum não é uma maneira rápida de obter um milagre de Deus. O jejum tem a ver com nossa humilhação perante Deus para que Ele possa trabalhar em nós e através de nós. “Para certas coisas oração e jejum são recomendáveis e apropriados. Na mão de Deus são um meio de purificar o coração e promover uma disposição mental receptiva. Obtemos resposta a nossas orações, porque humilhamos a nossa alma diante de Deus” (Medicina e Salvação, p. 283).
Humilhemo-nos perante Deus e O procuremos com todo o coração, mente e força. Aproximemo-nos dEle através da oração e do jejum, e Ele se aproximará de nós.
Espírito Santo
Não deixe de pedir ao Espírito Santo que lhe mostre pelo que você deve orar na vida de uma pessoa ou em uma situação específica. A Bíblia nos diz que não sabemos pelo que orar e que o Espírito Santo é o único que faz intercessão por nós.
“Precisamos não só pedir em nome de Cristo, mas também pela inspiração do Espírito Santo. Isto explica o que significa o dito de que: ‘O mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.’ Romanos 8:26. Tais orações Deus Se deleita em atender. Quando proferirmos uma oração com fervor e intensidade no nome de Cristo, há nessa mesma intensidade o penhor de Deus de que Ele está prestes a atender à nossa súplica ‘muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos’. Efésios 3:20” (Parábolas de Jesus, p. 72).
Fé
Lemos no Espírito de Profecia que: “A oração e a fé farão o que nenhum poder da Terra conseguirá realizar.” (A Ciência do Bom Viver, p. 509). Também somos incentivados a orar e ter fé que Deus ouviu e responderá à nossa oração.
“Cristo diz: ‘Peça e recebereis.’ Nessas palavras, Cristo nos dá instruções sobre como devemos orar. Devemos chegar a nosso Pai celestial com a simplicidade de uma criança, pedindo a Ele o dom do Espírito Santo. Jesus diz novamente: ‘Quando orar, creia que recebe as coisas que pede e as terá.’ Você deve vir ao Pai com arrependimento e confissão de seus pecados, esvaziando a alma de todo pecado e contaminação, e é seu privilégio provar as promessas do Senhor. . . . Devemos crer na palavra de Deus; pois a prova de caráter é encontrada no fato de que vocês estão se edificando na santíssima fé. Você é provado por Deus através da palavra de Deus. Você não deve esperar emoções maravilhosas antes de acreditar que Deus o ouviu; o sentimento não deve ser seu critério, pois as emoções são tão mutáveis quanto as nuvens. . . . Enquanto estiver na terra, podemos ter ajuda do céu. . . . porque eu testei a Deus mil vezes. Sairei pela fé, não desonrarei o meu Salvador pela descrença” (Review and Herald, 11 de outubro de 1892, par. 1, 3, 6).
Também nos é dito que “Podemos pedir … qualquer dom que Ele haja prometido; então devemos crer que recebemos, e agradecer a Deus por havermos recebido” (Educação, p. 258). Portanto, tenha o hábito de agradecer a Deus antecipadamente com fé pelo que Ele fará e pelo modo como responderá às suas orações.
Ore por Sete
Incentivamos você a orar durante esses dez dias de maneira especial por sete pessoas que você gostaria de ver vivendo uma “vida mais abundante”. Eles podem ser parentes, amigos, colegas de trabalho, vizinhos ou simplesmente conhecidos. Tome um tempo e peça a Deus por quem Ele gostaria que você orasse. Peça a Ele que lhe desperte responsabilidade por essas pessoas. Escreva esses nomes em um pedaço de papel e guarde-os em um local de destaque, como na Bíblia. Há algo de poderoso em escrever os nomes e você ficará surpreso com a forma como Deus trabalha em resposta às suas orações!
Desafio de Envolvimento na Missão
Todos podem fazer algo para acelerar a vinda de Jesus através do Envolvimento Total dos Membros.
“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.” (Mateus 25:35, 36).
Em A Ciência do Bom Viver, nós lemos: “Carecemos de viver uma dupla vida — vida de pensamento e de ação, de silenciosa prece e infatigável trabalho” (p. 512). É nosso privilégio mostrar aos outros o amor de Jesus. Recebemos muito amor de nosso Salvador; não vamos guardar este amor para nós mesmos. Compartilhemos Seu amor com os outros.
Nós encorajamos você e sua igreja a pedir iluminação a Deus em oração sobre como vocês podem alcançar outras pessoas depois dos Dez Dias de Oração. Escolha uma ou várias atividades, escolha um dia e seja as mãos e os pés de Jesus. Ao trabalhar para organizar tudo, evite que esses arranjos o distraiam de orar. “O esforço pessoal pelos outros deve ser precedido por muita oração secreta; pois requer grande sabedoria entender a ciência de salvar almas. Antes de se comunicar com os homens, comunique-se com Cristo. No trono da graça celestial, obtenha uma preparação para ministrar ao povo” (Prayer, p. 313).
Nos recursos on-line, você encontrará uma folha especial [Documento C – Desafio de Envolvimento na Missão] com sugestões para alcançar sua comunidade externa para Jesus.
Todas as folhas temáticas diárias são acessíveis diretamente para qualquer computador ou dispositivo móvel em https://reavivadosporsuapalavra.org/10dias/ e www.tendaysofprayer.org.
Estes materiais foram preparados pela Associação Ministerial da Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Colaborador principal dos guias diários de oração: Kevin Wilfley.
Informações sobre seminários ou palestras com o pastor Wilfley, entre em contato diretamente: 509-499-2625
Fonte: https://www.tendaysofprayer.org/
Tradução: equipe https://reavivadosporsuapalavra.org/ (Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli)
https://reavivadosporsuapalavra.org/10dias/
Filed under: Sem categoria
JÓ 21 – Nem todos recebem o que merecem. Enquanto no capítulo anterior Zofar alega que as calamidades atingem aos que desprezam a Deus, neste capítulo, Jó apresenta um quadro diferente: Os perversos podem se dar bem na vida!
Jó se vê obrigado a responder diretamente a seus amigos. Jó não aguenta mais ouvir suas baboseiras teológicas ou suas falácias filosóficas.
1. O sofredor precisa ter tanto direito de falar como de ouvir seus conselheiros. Mesmo sabendo que será ridicularizado, quem está no leito de dor quer imitir suas opiniões. Jó apela para ser ouvido como um meio de obter um pouco de consolo de seus amigos (vs. 1-6).
2. O contra-argumento de alguém de mente mais aberta ataca diretamente os conceitos superficiais da religião e da fé. Jó questiona os argumentos de Zofar (20:11), Bildade (18:19) e Elifaz (5:17-27). Para Jó era evidente que os ímpios vivem bem, veem o desenvolvimento de sua família e o aumento de seus bens, mesmo blasfemando abertamente contra Deus ou rejeitando declaradamente à religião verdadeira (vs. 7-15).
3. A afirmação de uma verdade deve ser avaliada com a outra face da mesma moeda. Ouvir apenas uma versão da verdade, proferida por um indivíduo, é apegar-se no mínimo como se fosse o todo. Jó propõe que os ímpios não são castigados. Incrédulos têm vida longa e próspera. Se os filhos pagam pelos erros dos pais, os pais podem não estar pagando pelos seus erros – isso confronta o argumento de Zofar em 20:5 (vs. 16-21).
4. Avançando no raciocínio, o sábio amplia seus argumentos mostrando verdades impensadas por muitos questionadores do sofrimento. Jó relembra que tanto os bons quanto os maus morrem e vão para o mesmo lugar: a sepultura (vs. 21-26).
5. Teologias unilaterais são destruídas com argumentos sólidos da vida real. Jó mostra que seus amigos ignoraram muitas coisas simples, por isso despejaram sobre ele um montão de bobagens embrulhadas com sabedoria piedosa (vs. 27-34).
Nem todo sofrimento vem como castigo pelo pecado cometido. Nem toda prosperidade significa honestidade ou fidelidade a Deus. Com estes argumentos, fica claro que os…
• …ateus podem viver externamente em paz;
• …incrédulos podem prosperar;
• …pagãos podem viver bastante;
• …maus podem se dar bem…
E você, em que acredita? Aprofunde tuas convicções… Estude Jó! – Heber Toth Armí.