Reavivados por Sua Palavra


JÓ 21 by jquimelli
12 de janeiro de 2020, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/21

Jó sentiu a dor daquelas palavras sem piedade, e perguntou a seus amigos: “Como vocês podem me consolar com suas bobagens?” As palavras ferem.

“Seu teste será o seu testemunho. Seus problemas serão sua mensagem.”

Com essas palavras contundentes, meu colega capelão deixou o quarto do hospital, deixando-me ainda mais sozinha. A visita durou menos de 3 minutos. Hospitalizada por lesões neurológicas, eu precisava de presença sensível, não de clichês fáceis. Infelizmente, muitas vezes as palavras são lançadas contra os que sofrem. Mas a dor não é aliviada por considerações teológicas.

Desconfortáveis com o mistério do sofrimento, as pessoas tentam racionalizar a dor e a perda inexplicáveis. Uma declaração insidiosa é: “Deus não vai te dar mais do que você pode lidar”. Isso é simplesmente falso. Deus muitas vezes permite encargos muito mais pesados do que podemos suportar humanamente. Mas Ele prometeu que é nosso parceiro de jugo. A dor é mais do que você pode suportar, mas não mais do que Deus pode suportar.

Outras vezes, consoladores semelhantes aos de Jó despejam textos da Bíblia antes de ouvir corações ou oferecem banalidades em vez de presença. Eles tentam explicar o insondável, em vez de se assentarem com o sofredor, oferecendo uma presença tranquila, toque gentil e perguntas sensíveis que abrem corações doloridos.

A dor requer presença amorosa, não explicações lógicas.

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências
Eugene, Oregon EUA

Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=703
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



10 Dias de Oração – Edição Mundial – B – INTRODUÇÃO by jquimelli
12 de janeiro de 2020, 0:57
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Buscando o Espírito de Deus

Introdução

Bem-vindo ao Dez Dias de Oração 2020! Estamos muito agradecidos por podermos começar este ano com oração. Deus realizou muitos milagres nos últimos anos, enquanto o buscávamos em oração e jejum. O Espírito Santo produziu avivamentos, conversões, renovou a paixão pelo evangelismo e curou relacionamentos. Verdadeiramente, a oração é o berço do avivamento!

Acreditamos que sua vida e a vida daqueles pelos quais você ora serão mudadas à medida que você se une a outros membros da igreja, orando pelo derramamento do Espírito Santo, que o Pai prometeu dar àqueles que Lhe pedem. 

A data sugerida para a realização dos Dez Dias de Oração é 8 a 18 de janeiro [Para a Edição Mundial. No América do Sul a data escolhida é de 6 a 15 de fevereiro]. Vai de uma quarta-feira até o sábado seguinte. Nestes dias sugerimos que você reúna pelo menos um parceiro de oração para participar com você da leitura e dos momentos de oração. Se vc conseguir reunir um grupo maior de pessoas, um pequeno grupo, ou mesmo a sua congregação local, melhor ainda. 

Aqui estão três respostas vindas daqueles que participaram dos últimos Dez Dias de Oração:

N.K. de Zambia:

Durante o terceiro dia dos 10 Dias de Oração, eu estava orando à frente de nossa congregação quando fui impressionado a implorar pela intervenção divina de Deus. “Alguém está tentando cometer suicídio”, eu orei. “Querido Senhor, por favor, não permita que essa pessoa tenha sucesso. Por favor, intervenha.” No dia seguinte, fiquei chocado ao descobrir que minha própria tia tentara cometer suicídio. Mas por causa de nossas orações, Deus interveio e salvou sua vida. Enquanto escrevo esse testemunho, ela está bem e Deus está trabalhando em sua vida. Todos estamos louvando ao Senhor por Sua resposta milagrosa à nossa oração.

J.J. da Carolina do Norte, E.U.A.:

Em 2018, durante os Dez Dias de Oração, minha amiga Alicia havia orado para que cinco pessoas específicas viessem a Cristo. Deus respondeu muitas de suas orações, mas ainda assim um nome de sua lista, o de sua irmã,  não havia atendido ao chamado. No entanto, este ano [2019], durante os Dez Dias de Oração, a irmã de Alicia foi às reuniões de oração e se entregou a Jesus. Agora ela está estudando a Bíblia e se preparando para o batismo. Além disso, outras duas pessoas que participaram das reuniões dos Dez Dias de Oração se decidiram pelo batismo. Louvamos a Deus por Sua obra e pelo ministério dos Dez Dias de Oração. Todos nós realmente experimentamos uma experiência mais profunda com Jesus quando nos reunimos para orar.

Um crente da Asia:

Durante os Dez Dias de Oração, orei ao Pai Celestial para me dar uma oportunidade de divulgar a mensagem adventista. … Depois de orar durante os Dez Dias de Oração, entreguei a mensagem adventista a um grande grupo que nunca havia tido contato com a fé cristã, e eles aceitaram minha mensagem. Eu recebi a resposta da minha oração. É meu grande testemunho após esses dez dias de oração. Louvado seja o Senhor.

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Nosso tema de oração: Buscando o Espírito de Deus

Durante os Dez Dias de Oração 2020, convidamos você a experimentar as bênçãos do Espírito Santo prometidas. Antes de voltar ao céu, Jesus nos deu essa promessa: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra (Atos 1:8). 

“Uma vez que é esse o meio pelo qual havemos de receber poder, por que não sentimos fome e sede pelo dom do Espírito? Por que não falamos sobre ele, não oramos por ele e não pregamos a seu respeito? O Senhor está mais disposto a dar o Espírito Santo àqueles que O servem do que os pais a dar boas dádivas a seus filhos. Cada obreiro deve fazer sua petição a Deus pelo batismo diário do Espírito.” (Ellen White, Atos dos Apóstolos, p. 27).

Junte-se a nós enquanto buscamos o derramamento do Espírito Santo e permitimos que Deus reproduza Seu fruto em nossas vidas!

Diretrizes sugeridas para os MOMENTOS de oração

  • Mantenha suas orações curtas – apenas uma ou duas frases sobre cada tópico. Então dê a vez a outro. Você pode orar quantas vezes quiser, assim como fala em uma conversa.
  • Não tenha medo do silêncio, pois isso dá a todos tempo para ouvir o Espírito Santo. 
  • Cantar juntos, enquanto o Espírito lidera, também é uma grande bênção. Você não precisa de um piano para isso; cantar sem instrumentos [acapella] também é bom.
  • Em vez de gastar um valioso tempo de oração falando sobre seus pedidos de oração, simplesmente ore por eles. Outras pessoas também podem orar por seus pedidos e reivindicar promessas pela sua necessidade.

Reivindicando as promessas

Deus nos deu muitas promessas em Sua Palavra. É nosso privilégio reivindicá-los em nossas orações. Todos os Seus mandamentos e conselhos também são promessas. Ele nunca iria pedir de nós algo que não poderíamos fazer em Sua força. 

É muito fácil focar em nossas necessidades, dificuldades, desafios – e  lamentar nossa situação quando oramos. Este não é o propósito da oração. A oração é destinada a fortalecer nossa fé. É por isso que incentivamos você a reivindicar as promessas de Deus em seu momento de oração. Tire os olhos de si mesmo e de suas fraquezas e olhe para Jesus. Ao contemplá-Lo, somos transformados à Sua imagem. 

“Cada promessa da Palavra de Deus se destina a nós. Em vossas orações apresentai a empenhada palavra de Jeová, e pela fé reivindicai Suas promessas. Sua palavra é a garantia de que, se pedirdes com fé, recebereis todas as bênçãos espirituais. Continuai a pedir, e recebereis mais abundantemente além daquilo que pedis ou pensais” (Nos Lugares Celestiais, p. 71). 

Como você pode reivindicar Suas promessas? Por exemplo, ao orar pela paz, você pode reivindicar João 14:27 e dizer: “Senhor, nos disseste em Sua Palavra: ‘Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.’ Dê-me a paz que prometeste deixar conosco.” Agradeça ao Senhor por Ele estar lhe dando paz, mesmo que você não a sinta naquele momento e lugar. 

Jejum

Nós o encorajamos a fazer um Jejum de Daniel durante esses dez dias. Começar o ano com oração e jejum é uma maneira maravilhosa de consagrar nossa vida a Deus para o próximo ano. Ellen White nos diz:, “Agora e daqui por diante até ao fim do tempo, deve o povo de Deus ser mais fervoroso, mais desperto, não confiando em sua própria sabedoria, mas na sabedoria de seu Líder. Devem pôr de parte dias de jejum e oração. Pode não ser requerida a completa abstinência de alimento, mas devem comer moderadamente, do alimento mais simples” (Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 188).

Sabemos que Daniel comeu frutas e legumes por dez dias. Da mesma forma, incentivamos você a adotar uma dieta muito simples durante esses dez dias. Uma dieta simples que exclui açúcar, alimentos processados e refinados e refrigerantes pode nos beneficiar em diferentes níveis. Primeiro, comer simplesmente significa menos tempo necessário para preparar alimentos e mais tempo disponível para gastar com o Senhor. Segundo, quanto mais simples nossa dieta, mais fácil é o estômago digeri-la e mais claras nossas mentes serão. Todos sabemos que o açúcar obscurece o lobo frontal, o centro do nosso pensamento. Se queremos mentes mais claras para ouvir a voz de Deus, e se queremos nos aproximar dele, precisamos garantir que nossa dieta não esteja nos impedindo.

Jejuar não é apenas abster-se de alimentos. Também encorajamos você a jejuar da TV, filmes, jogos de computador e até do Facebook e YouTube. Às vezes, coisas que não são ruins em si mesmas, como o Facebook e o YouTube, podem consumir muito do nosso tempo. Coloque de lado todo o possível para que você tenha mais tempo para estar com o Senhor.

O jejum não é uma maneira rápida de obter um milagre de Deus. O jejum tem a ver com nossa humilhação perante Deus para que Ele possa trabalhar em nós e através de nós. “Para certas coisas oração e jejum são recomendáveis e apropriados. Na mão de Deus são um meio de purificar o coração e promover uma disposição mental receptiva. Obtemos resposta a nossas orações, porque humilhamos a nossa alma diante de Deus” (Medicina e Salvação, p. 283).

Humilhemo-nos perante Deus e O procuremos com todo o coração, mente e força. Aproximemo-nos dEle através da oração e do jejum, e Ele se aproximará de nós.

Espírito Santo 

Não deixe de pedir ao Espírito Santo que lhe mostre pelo que você deve orar na vida de uma pessoa ou em uma situação específica. A Bíblia nos diz que não sabemos pelo que orar e que o Espírito Santo é o único que faz intercessão por nós.

“Precisamos não só pedir em nome de Cristo, mas também pela inspiração do Espírito Santo. Isto explica o que significa o dito de que: ‘O mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.’ Romanos 8:26. Tais orações Deus Se deleita em atender. Quando proferirmos uma oração com fervor e intensidade no nome de Cristo, há nessa mesma intensidade o penhor de Deus de que Ele está prestes a atender à nossa súplica ‘muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos’. Efésios 3:20” (Parábolas de Jesus, p. 72).

Lemos no Espírito de Profecia que: “A oração e a fé farão o que nenhum poder da Terra conseguirá realizar.” (A Ciência do Bom Viver, p. 509). Também somos incentivados a orar e ter fé que Deus ouviu e responderá à nossa oração.

“Cristo diz: ‘Peça e recebereis.’ Nessas palavras, Cristo nos dá instruções sobre como devemos orar. Devemos chegar a nosso Pai celestial com a simplicidade de uma criança, pedindo a Ele o dom do Espírito Santo. Jesus diz novamente: ‘Quando orar, creia que recebe as coisas que pede e as terá.’ Você deve vir ao Pai com arrependimento e confissão de seus pecados, esvaziando a alma de todo pecado e contaminação, e é seu privilégio provar as promessas do Senhor. . . . Devemos crer na palavra de Deus; pois a prova de caráter é encontrada no fato de que vocês estão se edificando na santíssima fé. Você é provado por Deus através da palavra de Deus. Você não deve esperar emoções maravilhosas antes de acreditar que Deus o ouviu; o sentimento não deve ser seu critério, pois as emoções são tão mutáveis quanto as nuvens. . . . Enquanto estiver na terra, podemos ter ajuda do céu. . . . porque eu testei a Deus mil vezes. Sairei pela fé, não desonrarei o meu Salvador pela descrença” (Review and Herald, 11 de outubro de 1892, par. 1, 3, 6).

Também nos é dito que “Podemos pedir … qualquer dom que Ele haja prometido; então devemos crer que recebemos, e agradecer a Deus por havermos recebido” (Educação, p. 258). Portanto, tenha o hábito de agradecer a Deus antecipadamente com fé pelo que Ele fará e pelo modo como responderá às suas orações.

Ore por Sete

Incentivamos você a orar durante esses dez dias de maneira especial por sete pessoas que você gostaria de ver vivendo uma “vida mais abundante”. Eles podem ser parentes, amigos, colegas de trabalho, vizinhos ou simplesmente conhecidos. Tome um tempo e peça a Deus por quem Ele gostaria que você orasse. Peça a Ele que lhe desperte responsabilidade por essas pessoas. Escreva esses nomes em um pedaço de papel e guarde-os em um local de destaque, como na Bíblia. Há algo de poderoso em escrever os nomes e você ficará surpreso com a forma como Deus trabalha em resposta às suas orações!

Desafio de Envolvimento na Missão

Todos podem fazer algo para acelerar a vinda de Jesus através do Envolvimento Total dos Membros.

“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.” (Mateus 25:35, 36).

Em A Ciência do Bom Viver,  nós lemos: “Carecemos de viver uma dupla vida — vida de pensamento e de ação, de silenciosa prece e infatigável trabalho” (p. 512). É nosso privilégio mostrar aos outros o amor de Jesus. Recebemos muito amor de nosso Salvador; não vamos guardar este amor para nós mesmos. Compartilhemos Seu amor com os outros. 

Nós encorajamos você e sua igreja a pedir iluminação a Deus em oração sobre como vocês podem alcançar outras pessoas depois dos Dez Dias de Oração. Escolha uma ou várias atividades, escolha um dia e seja as mãos e os pés de Jesus. Ao trabalhar para organizar tudo, evite que esses arranjos o distraiam de orar. “O esforço pessoal pelos outros deve ser precedido por muita oração secreta; pois requer grande sabedoria entender a ciência de salvar almas. Antes de se comunicar com os homens, comunique-se com Cristo. No trono da graça celestial, obtenha uma preparação para ministrar ao povo” (Prayer, p. 313).

Nos recursos on-line, você encontrará uma folha especial [Documento C – Desafio de Envolvimento na Missão] com sugestões para alcançar sua comunidade externa para Jesus.

Todas as folhas temáticas diárias são acessíveis diretamente para qualquer computador ou dispositivo móvel em  https://reavivadosporsuapalavra.org/10dias/ e www.tendaysofprayer.org.

Estes materiais foram preparados pela Associação Ministerial da Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia. 

Colaborador principal dos guias diários de oração: Kevin Wilfley.

Informações sobre seminários ou palestras com o pastor Wilfley, entre em contato diretamente: 509-499-2625

kwilfley@mac.com

Fonte: https://www.tendaysofprayer.org/ 

Tradução: equipe https://reavivadosporsuapalavra.org/  (Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli)

 

https://reavivadosporsuapalavra.org/10dias/



JÓ 21 – COMENTÁRIO PR. ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
12 de janeiro de 2020, 0:55
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JÓ 21 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by jquimelli
12 de janeiro de 2020, 0:45
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JÓ 21 – Nem todos recebem o que merecem. Enquanto no capítulo anterior Zofar alega que as calamidades atingem aos que desprezam a Deus, neste capítulo, Jó apresenta um quadro diferente: Os perversos podem se dar bem na vida!

Jó se vê obrigado a responder diretamente a seus amigos. Jó não aguenta mais ouvir suas baboseiras teológicas ou suas falácias filosóficas.

1. O sofredor precisa ter tanto direito de falar como de ouvir seus conselheiros. Mesmo sabendo que será ridicularizado, quem está no leito de dor quer imitir suas opiniões. Jó apela para ser ouvido como um meio de obter um pouco de consolo de seus amigos (vs. 1-6).

2. O contra-argumento de alguém de mente mais aberta ataca diretamente os conceitos superficiais da religião e da fé. Jó questiona os argumentos de Zofar (20:11), Bildade (18:19) e Elifaz (5:17-27). Para Jó era evidente que os ímpios vivem bem, veem o desenvolvimento de sua família e o aumento de seus bens, mesmo blasfemando abertamente contra Deus ou rejeitando declaradamente à religião verdadeira (vs. 7-15).

3. A afirmação de uma verdade deve ser avaliada com a outra face da mesma moeda. Ouvir apenas uma versão da verdade, proferida por um indivíduo, é apegar-se no mínimo como se fosse o todo. Jó propõe que os ímpios não são castigados. Incrédulos têm vida longa e próspera. Se os filhos pagam pelos erros dos pais, os pais podem não estar pagando pelos seus erros – isso confronta o argumento de Zofar em 20:5 (vs. 16-21).

4. Avançando no raciocínio, o sábio amplia seus argumentos mostrando verdades impensadas por muitos questionadores do sofrimento. Jó relembra que tanto os bons quanto os maus morrem e vão para o mesmo lugar: a sepultura (vs. 21-26).

5. Teologias unilaterais são destruídas com argumentos sólidos da vida real. Jó mostra que seus amigos ignoraram muitas coisas simples, por isso despejaram sobre ele um montão de bobagens embrulhadas com sabedoria piedosa (vs. 27-34).

Nem todo sofrimento vem como castigo pelo pecado cometido. Nem toda prosperidade significa honestidade ou fidelidade a Deus. Com estes argumentos, fica claro que os…

• …ateus podem viver externamente em paz;
• …incrédulos podem prosperar;
• …pagãos podem viver bastante;
• …maus podem se dar bem…

E você, em que acredita? Aprofunde tuas convicções… Estude Jó! – Heber Toth Armí.



JÓ 21 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
12 de janeiro de 2020, 0:30
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“Como, pois, me consolais em vão? Das vossas respostas só resta falsidade” (v.34).

Nenhum dos argumentos trazidos pelos amigos de Jó conseguia persuadi-lo a acreditar que falavam sem malícia. “Vede que conheço os vossos pensamentos e os injustos desígnios com que me tratais” (v.27), não significa que Jó pudesse ler pensamentos, mas que as palavras e ações de seus amigos deixavam bem claro quais eram as suas reais intenções. Jó só desejava ser ouvido de forma atenciosa (v.2) e que a sua condição fosse vista com misericórdia (v.5). O estado próspero dos ímpios não era um motivo para que ele desconfiasse dos desígnios de Deus, pois ele mesmo afirmou: “longe de mim o conselho dos perversos” (v.16). Mas o mistério sobre o seu sofrimento era o que lhe afligia.

O fato é que havia um nítido conforto na vida dos ímpios. Vistas de fora, suas vidas pareciam tranquilas e prósperas. Ainda assim, Jó não admitia ser comparado a qualquer deles, pois não temiam a Deus nem tampouco Lhe faziam orações (v.15). Jó ridicularizou a crença de seus amigos de que “Deus… guarda a iniquidade do perverso para seus filhos” (v.19). A morte de seus filhos constantemente lhe foi lançada no rosto como consequência de sua iniquidade, e seu estado físico e econômico como resultado direto de seus pecados. Mesmo sem entender a prosperidade do perverso, Jó sabia que era uma questão de tempo, que não passava de uma prosperidade terrena e passageira.

Amados, o contentamento motivado pela prosperidade material desmorona na primeira dificuldade. A alegria do Senhor, porém, nos dota de força mesmo em meio à adversidade. Precisamos, como Jó, nos apoiar na “vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4), e não em palavras humanas falíveis. Não sejamos néscios, rejeitando conhecer os caminhos de Deus contidos em Sua Palavra. Para os que direta ou indiretamente dizem: “Retira-Te de nós!” (v.14), ouvirão de Quem desdenharam: — Fiquem longe de Mim, vocês que não andaram em Meus caminhos! (Mt.7:23). A prosperidade não define o caráter. Mas um caráter, que mesmo provado pelo fogo, permanece “íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal” (Jó 1:7), define para onde estamos indo: para “a santa cidade, Jerusalém” (Ap.21:10).

Podemos resumir as palavras de Jó na conclusão de Asafe: “Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (Sl.73:26). Seja esta a nossa confiança e a nossa esperança todos os dias de nossa vida. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, peregrinos rumo ao Lar!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jó21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JÓ 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
12 de janeiro de 2020, 0:05
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1089 palavras

Na sua defesa, Jó, sendo cada vez mais encorajado, aponta sem hesitação as falácias da posição dos seus amigos. Os caminhos de Deus são inescrutáveis para Jó, e devem ser também para seus amigos, pois a teoria de punições e galardões imediatos na terra é uma maneira simplista de se reduzir a providência divina a um mecanismo (Bíblia Shedd).

1. Respondeu, porém, Jó. Aqui tem início o terceiro ciclo de discursos (Jó 21-31), composto por três de Jó, um de Elifaz e um de Bildade. Zofar não participa deste ciclo (CBASD, vol. 3, p. 622).

consolação. Jó aqui busca consolação no privilégio de ser ouvido. Frequentemente a pessoa ferida é mais beneficiada quando alguém a ouve do que quando alguém lhe fala (CBASD, vol. 3, p. 622).

tolerai-me. Isto é, “permitam-me falar” (CBASD, vol. 3, p. 622).

é do homem que eu me queixo? Jó deixa implícito que se queixa de algo cuja causa é sobrenatural (CBASD, vol. 3, p. 622).

pasmai. Jó está prestes a defender a ideia de que os ímpios têm vida longa, tranquila e próspera. Sabendo que essa ideia revolucionária despertará horror e indignação em seus ouvintes, ele os prepara para o choque (CBASD, vol. 3, p. 622).

como é […]? O verso anterior revela que Jó não faz a pergunta meramente a título de argumentação. Ele está genuinamente preocupado. Já observou o sucesso e a prosperidade dos ímpios. Diferentemente de seus amigos, está disposto a admitir este estranho fenômeno. Mas, embora o reconheça, acha difícil aceitá-lo. Jó não é a única pessoa que buscou respostas para esta intrigante pergunta (CBASD, vol. 3, p. 622).

envelhecem. Zofar afirmou que o triunfo dos ímpios era curto (Jó 20:5). Com mais discernimento, Jó vê que a prosperidade dos ímpios pode continuar ao longo de toda a vida deles (CBASD, vol. 3, p. 622).

7-13 Em palavras duras, Jó descreve a duradoura prosperidade do lar dos ímpios, da sua família, dos seus campos e dos seus rebanhos; e no fim dos seus dias descem tranquilamente à sepultura (Bíblia Shedd).

seus filhos se estabelecem. Os amigos de Jó afirmaram que os filhos dos ímpios não sobreviveriam (Jó 18:19). Jó questiona essa posição (CBASD, vol. 3, p. 622).

9 Jó, a esta altura, nega aquilo que lhe foi ensinado por Elifaz (15.28), Zofar (20.28) e Bildade (18.14). Assim faz, não para obter um triunfo de dialética na argumentação, mas porque está sinceramente procurando uma solução para um problema moral que o angustia, cf v 6 (Bíblia Shedd).

11 seus filhos saltam de alegria. Um quadro de despreocupada felicidade e prosperidade (CBASD, vol. 3, p. 623).

13 em paz. Os ímpios têm vida próspera e livre de cuidados e morrem sem sofrimento e sem doença prolongada. Não se deve entender que Jó estivesse afirmando ser sempre esta a experiência dos ímpios, mas ele havia observado o suficiente na vida para saber que isto ocorria com frequência. Esta imagem da vida está em completo desacordo com a dos amigos, que apresentavam os ímpios como pessoas invariavelmente atormentadas por sua consciência (Jó 15:20), que ficavam sem filhos (18:19) e sofriam morte trágica (20:24) (CBASD, vol. 3, p. 623).

14 retira-Te de nós. Estas declarações expressam a filosofia dos infiéis ao longo de todos os séculos. Os autossuficientes não sentem necessidade de Deus, não desejam conhecer os caminhos de Deus e não reconhecem a autoridade do Todo-Poderoso. Não estão interessados em nada que não prometa benefício imediato para si mesmos (CBASD, vol. 3, p. 623).

16 longe de mim o conselho dos perversos. Jó não quer que sua descrição atraente, sobre a sorte dos ímpios na terra, seja considerada como um desejo de tomar seu [dos impios] partido. (Bíblia Shedd).

17 Jó solicita as provas que sustentem a doutrina de Bildade, “a luz dos perversos se apagará” (18.5), e de Zofar (20.23) (Bíblia Shedd).

19 é a ele que Deus deveria dar o pago. Jó deseja que os próprios pecadores, e não seus filhos, sintam o impacto de seus atos ímpios (CBASD, vol. 3, p. 623).

20 seus próprios olhos. Este verso dá sequência ao pensamento do anterior. Jó observou que os pecadores morrem na prosperidade e em aparente bem-estar, mas ele gostaria que não fosse assim. Ele desejaria que seus amigos estivessem certos em sua insistência de que o ímpio recebe a recompensa nesta vida, mas a experiência lhe ensinou que eles não estão corretos em seu ponto de vista (CBASD, vol. 3, p. 623).

22 De súbito, Jó acusa os amigos de presunção, ao elaborarem teorias simplistas acerca do governo de Deus. Ao fazê-lo, estão praticamente ensinando a Deus como deveria governar os homens, em vez de encararem os fatos como se apresentam em toda a sua realidade (Bíblia Shedd).

23 um morre. Novamente Jó enfatiza que não há norma confiável pela qual explicar o sofrimento ou a ausência dele na vida de alguém (CBASD, vol. 3, p. 624).

24-34 Jó não achou sabedoria nem consolo nos conselhos dos seus amigos, pois falaram em generalidades e, por conveniência, ignoram os exemplos que desmentem suas teorias (v 29 – 30) (Bíblia Shedd).

25 na amargura. Em contraste com a prosperidade de alguns, outros morrem em amargura após uma vida de miséria. Jó não tenta explicar esta anomalia da vida (CBASD, vol. 3, p. 624).

27 conheço os […] injustos desígnios. Jó tem consciência de que seus amigos o consideram muito ímpio. Ele sabe que não tem a compaixão deles (CBASD, vol. 3, p. 624).

29 os que viajam. Jó pede aos amigos que perguntem aos viajantes, que já observaram pessoas em diferentes países, se eles não concordam com ele. Jó estava certo de que a observação desses homens revelaria que muitas pessoas boas sofrem e que pessoas ímpias prosperam (CBASD, vol. 3, p. 624).

É poupado. A frase aqui parece significar que os ímpios são poupados das angústias da vida presente em vista do juízo vindouro, quando receberão seu castigo. Esta observação está em harmonia com a declaração de Pedro (2Pe 2:9) (CBASD, vol. 3, p. 624).

31 quem lhe lançará em rosto […]? Enquanto o ímpio tem poder, ninguém ousa condená-lo abertamente ou puni-lo por sua impiedade (CBASD, vol. 3, p. 624).

32 finalmente é levado. A ideia parece ser de que os ímpio morre em plena honra e é levado em cortejo para sua sepultura (CBASD, vol. 3, p. 624).

33 torrões do vale. “Torrões” representam a terra jogada sobre o caixão. Figura de linguagem poética para uma morte tranquila.

34 Como, pois, me consolais em vão? “A filosofia de vocês está errada”, diz Jó a seus amigos. “A ideia de vocês sobre a retribuição divina nesta vida não é comprovada pelos fatos da experiência humana. Não há consolo no que vocês dizem, porque não falam a verdade.” Este capítulo pode ser chamado de o triunfo de Jó sobre seus oponentes. Ele não está irritado como a princípio. Suas declarações são menos pessoais e mais profundas. Este discurso é marcado pelo fervor, pela confiança e pela reverência (CBASD, vol. 3, p. 624, 625).




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