Reavivados por Sua Palavra


JÓ 22 by jefersonquimelli
13 de janeiro de 2020, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/22

O livro de Jó parece a transcrição de um julgamento ou debate. Jó tenta defender Deus enquanto seus amigos (motivados por Satanás) colocam as repetidas questões dos céticos. No capítulo 22, Elifaz faz a pergunta que os deístas ainda fazem hoje: “Pode um homem ser proveitoso para Deus?” (v. 2). Em outras palavras, “Por que Deus se incomodaria em interagir com os humanos em um nível pessoal, se os humanos não têm nada a oferecer a Deus?” Elifaz não duvida da existência de Deus, apenas de seu envolvimento pessoal. Ele adota a idéia de que deve haver alguma motivação para que Deus se envolva. Nisto, ele atribui características humanas em Deus. Essa é a essência do egoísmo.

Em contraste, Jesus demonstra o verdadeiro caráter de Deus pedindo que amemos nosso próximo como a nós mesmos e depois define nosso próximo como qualquer um que precise de nossa ajuda (ver Lucas 15). Jesus nos ensina a não fazer a pergunta: “O que eu ganho com isso?”, Mas a perguntar: “O que você gostaria que fizessem a você se estivesse com a mesma necessidade?” Desse modo, também podemos exibir o caráter de Deus a um mundo egoísta e moribundo. Talvez seja isso que Pedro quis dizer quando escreveu: “[Ele] nos deu suas grandes e preciosas promessas, para que através delas você possa participar da natureza divina”, 2Pe 1: 4.

E você, como você está participando?

Karen Lifshay
Coral da Igreja Adventista de Hermiston
Oregon, EUA

Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=704
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



JÓ 22 – COMENTÁRIO PR. ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
13 de janeiro de 2020, 0:55
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JÓ 22 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by jefersonquimelli
13 de janeiro de 2020, 0:45
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JÓ 22 – Ao ver o sofrimento das pessoas, muitos intentam ajudar, mas acabam entrando por becos perigosos: Doutrinas espúrias e aplicações completamente equivocadas.

Elifaz não vê outra forma de explicar o sofrimento de Jó a não ser conectar com algum pecado. A visão dele era limitada demais, mas ele cria que suas palavras estavam recheadas da mais pura sabedoria. Contudo, não havia nenhum pecado evidente em Jó. Ninguém poderia acusá-lo de nada. Parecia que seu argumento de inocência falava mais alto que as acusações. Alguma coisa parecia errada (vs. 1-5).

Então, Elifaz vasculhou seus pensamentos para provar sua filosofia teológica: Jó pecou por omissão! Dirigindo-se a Jó, Elifaz declarou: “Porventura, não é grande a tua malícia e sem termo as tuas iniquidades?” (v. 6). Então, prosseguiu especificando que…

1. Alguém ficou despido porque Jó não procurou em todos os lugares aos desprovidos de roupas (v. 6);
2. Alguém, em algum lugar, deve ter ficado sem água ou sem comida porque Jó não assistiu a todos os sedentos e famintos (vs. 7-8);
3. Alguma viúva ou algum órfão ficou sem assistência por negligência de Jó (v. 9).

“Por isso”, afirma categoricamente Elifaz a Jó, “estás cercado de laços, e repentino pavor te perturba ou trevas, em que nada vês; e águas transbordantes te cobrem” (vs. 10-11).

A partir daí, Elifaz reflete teológica e filosoficamente culminando com um apelo poderoso diretamente a Jó:

• Deus é transcendente, incognoscível (vs. 12-15);
• Deus é Juiz poderosíssimo, mas terrivelmente vingativo (vs. 16-20);

Então:

1. Reconcilia-te com Deus e terás paz e prosperidade (v. 21);
2. Aceite a instrução divina e guarde Suas Palavras no coração (v. 22);
3. Arrepende-te e converta-se a Deus e serás restaurado, teus propósitos serão alcançados e terás recursos até para atender aos necessitados (vs. 23-27).

Nem todo discurso belo, inteligente e persuasivo está correto. Sermões com final positivo nem sempre resultam em reação positiva (como se verá no próximo capítulo). Por quê? Por estar no lugar errado, direcionado para a pessoa errada.

Pregadores bem intencionados como Elifaz, mas totalmente equivocados em seus sermões, não falam ao coração dos sofredores; mesmo concluindo com tom positivo não colocam o bálsamo refrescante que sofredores tanto anelam; porque “não manejam bem a Palavra da verdade” (II Timóteo 2:15).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 22 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
13 de janeiro de 2020, 0:30
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“Porventura, não é grande a tua malícia, e sem termo, as tuas iniquidades?” (v.5).

Muitos já passaram pela dura prova de enfrentar uma prisão por engano. Condenados injustamente, alguns tiveram de enfrentar os piores dias de sua existência, outros, tiveram de suportar anos até que se provasse a sua inocência. E por mais que tivessem o direito de ser indenizados e assistidos juridicamente, nenhum valor pode trazer de volta o tempo perdido, a reputação manchada, tampouco apagar os traumas sofridos. Jó estava cercado de homens que se diziam seus amigos, mas que não acreditavam em sua inocência. Em uma espécie de prisão humana, Jó recebeu sua cruel sentença: Culpado! (v.10). E, sob o manto do que acreditava ser religião, Elifaz apelou ao “réu”: “Reconcilia-te, pois, com [Deus] e tem paz, e assim te sobrevirá o bem” (v.21).

A ideia de Elifaz e de seus companheiros de acusação é a mesma que predomina na maioria das religiões cristãs de hoje: se você aceitar a Jesus, sua vida será perfeita; você terá prosperidade, uma família feliz e saúde em abundância. Se Jesus não fizer prosperar, se Jesus não curar, se Jesus não atender aos desejos do coração humano, então, para quê segui-Lo? Quando Ele realizou o milagre da primeira multiplicação dos pães e peixes, houve uma grande comoção. As pessoas esqueceram suas casas e seus negócios, e se apressaram para segui-Lo. Mas no encontro seguinte se depararam com o que julgaram ser um duro discurso: “Eu sou o pão da vida” (Jo.6:35). E diante das expectativas frustradas, “muitos dos Seus discípulos O abandonaram e já não andavam com Ele” (Jo.6:66).

Como nos dias de Jesus, “uma geração má e adúltera pede um sinal” (Mt.16:4). Muitos desejam assistir a espetáculos, e não participar de um culto de adoração a Deus. Assim como os milagres faziam parte do ministério de Cristo, eles têm o seu lugar hoje. O maior milagre, contudo, é um coração contrito e agradecido, ainda que as coisas não aconteçam da maneira que esperamos. Os exemplos de fé relatados no capítulo onze do livro de Hebreus nos apresentam provas inequívocas disso. Homens e mulheres que permaneceram fiéis ao Senhor até mesmo em face da morte. Pessoas que “passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra” (Hb.11:36-38).

É, amados, acho que nenhuma igreja permaneceria aberta se colocasse esse texto de Hebreus como marketing. No fim de seu sofrimento, a maior vitória de Jó não foi a cura de sua enfermidade, nem tampouco as riquezas que recebeu em dobro. Mas os seus olhos contemplaram o maior tesouro que alguém pode ter na vida: Deus. Ele não nos prometeu que não passaríamos pelo vale da sombra da morte, mas que, ainda ali, Ele estaria conosco (Sl.23:4). Se o que você mais deseja é estar na presença de Deus, Ele deseja mais do que estar ao seu lado. Ele quer habitar em você! Abra agora o teu coração ao Senhor, “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, O qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar; mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Vivifica-nos, Senhor! Vigiemos e oremos!

Bom dia, contritos de coração!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jó22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JÓ 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jefersonquimelli
13 de janeiro de 2020, 0:05
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939 palavras

Começa aqui o terceiro ciclo de discursos, que vai até o fim do cap 31. Pouco tem de novo; só em Jó se nota um progresso, lento, embora, mas seguro no entendimento. Elifaz continua o ciclo com as mais injustas acusações, citando precisamente as coisas más que Jô não fizera e omitindo todo o bem que praticara, o bem de outrem (Bíblia Shedd).

A característica distintiva deste terceiro discurso de Elifaz é o fato de que ele acusa Jó de pecados específicos contra o próximo. Embora Elifaz seja o mais gentil dos amigos, ele parece, neste discurso, estar fazendo um esforço desesperado para defender sua posição. Ele encerra este discurso da mesma forma que o primeiro, isto é, com um apelo a Jó para que mude seus caminhos a fim de ser liberto do sofrimento (CBASD, vol. 3, p. 626).

1-5 Elifaz passa a demonstrar que deve existir uma razão para as aflições humanas: a causa não pode estar em Deus, visto que a moralidade humana não pode afetar a onipotência divina. A explicação deve estar no próprio homem: Jó sofre por sua própria maldade (Bíblia Shedd).

de algum proveito. Elifaz admite que um sábio pode buscar vantagem para si próprio, mas nega que alguém possa fazer favores a Deus. Elifaz infere [supõe] que Jó considera que Deus tenha alguma obrigação para com ele, o que Elifaz crê ser injustificado (CBASD, vol. 3, p. 626).

tem o Todo-Poderoso interesse […]? Elifaz apresenta Deus como alguém extremamente impessoal. Ele declara que a justiça ou a perfeição do ser humano não traz nem prazer nem lucro para Deus. Parece estar se esforçando para demonstrar que os motivos que impelem Deus a infligir sofrimento não são egoístas nem arbitrários. Contudo, no esforço para provar sua ideia, Elifaz deixa de fazer justiça ao caráter divino. O salmista, porém, tinha uma concepção mais adequada de Deus (Sl 147:11; 19:4) (CBASD, vol. 3, p. 626).

temor. A ideia do verso seria: certamente Deus não aflige um homem porque ele é piedoso! (CBASD, vol. 3, p. 626).

Juízo. Jó repetidamente expressou o desejo de apresentar seu caso diretamente a Deus (ver Jó 13:3). Elifaz considera isso um absurdo (CBASD, vol. 3, p. 626).

grande a tua malícia. Com esta declaração Elifaz inicia uma enumeração do que ele considera que sejam os pecados de Jó (CBASD, vol. 3, p. 626).

6-20 Nestes versículos, Elifaz ataca a Jó, especificando as suas acusações. Diz que Jó é violento, de personalidade contraditória, um homem que pratica o duplo jogo (6-9). É por causa disto que está sofrendo (10-11) (Bíblia Shedd).

tomaste penhores. Um “penhor” é o bem dado por um devedor ao credor como garantia. O crime atribuído a Jó era o de exigir tais penhores sem justa razão, isto é, quando não havia dívida, quando a dívida já estava paga, ou que o penhor ia muito ale da dívida (ver Ne 5:2-11) [ver Êx 22.26,27; Dt 24:6]. […]Tirar vantagem do pobre injustamente tem sido uma falha comum da humanidade em todas as eras. […] A maioria dos verbos hebraicos nos v. 6 a 9 está num tempo que sugere a ideia de frequência, indicando que Elifaz representava esses pecados como o modo de vida habitual de Jó. Tanto quanto de saiba, a única evidência que ele tinha de Jó ter cometido esses pecados era o sofrimento dele (CBASD, vol. 3, p. 626).

8 Elifaz não tem evidência alguma, mas supõe que Jó teria praticado as injustiças que eram possíveis para um homem de sua posição. No terceiro ciclo, os amigos abandonaram o estilo de insinuação indireta, para lançar acusações abertas contra Jó (Bíblia Shedd).

Elifaz quis dizer que Jó havia desapossado os pobres e ocupado a terra à força (CBASD, vol. 3, p. 627).

às viúvas despediste. A opressão destas classes de pessoas é considerada na Bíblia como crime grave (Dt 27:19; Jr 7:6; 22:3). Jó não podia deixar passar esta acusação sem refutá-la (29:13; 31:21,22) (CBASD, vol. 3, p. 627).

10 por isso. Elifaz […] enfatiza que os infortúnios de Jó resultam diretamente dos maus-tratos por ele infligidos aos fracos e necessitados (CBASD, vol. 3, p. 627).

12 nas alturas. Elifaz chama a atenção para a transcendência e a onipotência de Deus. Essa é meramente mais uma repetição do argumento dos amigos de Jó. Eles colocavam grande ênfase na soberania de Deus. Até certo ponto, muitas de suas declarações estavam corretas. Mas, no final, o próprio Deus, que eles descreviam em palavras tão exaltadas, os repreendeu pelo que disseram (Jó 42:7). Não é suficiente a declaração de fatos abstratos; é essencial a aplicação correta de tais fatos (CBASD, vol. 3, p. 627). […] o ser humano encereda por caminho perigoso quando presume poder sondar aquilo que Deus não achou por bem revelar. Nesse sentido, muitos se extraviaram e naufragaram espiritualmente. Portanto, é preciso sontentar-se com o que Deus revelou, mas ser diligente em buscar compreender o máximo possível à mente finita (CBASD, vol. 3, p. 627).

15 queres seguir a rota antiga […]? Ou, “Você vai continuar no velho caminho que os perversos palmilharam?” (NVI) (CBASD, vol. 3, p. 628).

21-30 Elifaz traz uma maravilhosa mensagem de reconciliação com Deus, o que não pode ajudar a Jó, pois é baseada na suposição da sua grande maldade (5-11) (Bíblia Shedd).

22 instrução. Do heb. torah. Esta é a única ocorrência da palavra no livro de Jó. Parte da experiência de permanecer junto a Deus consiste em receber Sua instrução e prezar Suas palavras (CBASD, vol. 3, p. 628).

24, 25 Elifaz convida Jó a desapegar-se dos bens materiais, para então deleitar-se com a suprema riqueza da comunhão com Deus (Bíblia Shedd).

27 pagarás os teus votos. Como sinal de que as orações foram atendidas (Bíblia Shedd).

30 ao que não é. A LXX [versão grega do VT] dá um sentido oposto, ao traduzir a frase como: “Ele livrará o inocente.” Neste caso, Elifaz estaria apenas afirmando uma de suas premissas básicas, isto é, que Deus faz prosperar os justos (CBASD, vol. 3, p. 629).




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