Reavivados por Sua Palavra


JÓ 11 by Jeferson Quimelli
2 de janeiro de 2020, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job11

Neste capítulo é Zofar quem fala. Ele é conhecido como sendo um naamatita, o que alguns acreditam significar ser um descendente de Naor, irmão de Abraão.

Quando Zofar fala que os ímpios não terão nenhum lugar para fugir e que suas esperanças se transformarão em tristeza e perda de vida (v. 20), ele não está pensando sobre o fim dos tempos, mas sobre o presente. Fala, também, por outro lado, que a solução para Jó reside na sua vontade de se aproximar de Deus e ouvi-Lo.

Zofar, assim como seus outros amigos, foca o tempo presente. Se algo de bom está para acontecer a uma pessoa, isto deve acontecer neste momento e não futuramente, no céu. Descobertas arqueológicas no Egito e Mesopotâmia nos demonstram que este modo de pensar, comum na era moderna, já existia desde naquela época, a milhares de anos atrás. Zofar e seus amigos são exemplos do pensamento “viva para o agora”.

Querido Deus
Assim como Jó, queremos manter viva a esperança do Advento e não pensarmos apenas no presente. Em nome de Jesus, Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=692
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



10 DIAS DE ORAÇÃO – Edição mundial – Dia 4 — O BATISMO DO ESPÍRITO SANTO by Jeferson Quimelli
2 de janeiro de 2020, 0:57
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10 DIAS DE ORAÇÃO – http://www.tendaysofprayer.org

Buscando o Espírito de Deus

 

Dia 4 — O BATISMO DO ESPÍRITO SANTO

“E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.” (Atos 1:4, 5, ACF).

Testemunho

“Quando vocês receberem o batismo do Espírito Santo, entenderão mais das alegrias da salvação do que jamais conheceram em toda a vida até agora” (Ellen White, Manuscript Releases, vol. 5, p. 231).

Eu visitei um homem que estava morrendo de uma doença incurável. Orei e tentei encorajá-lo com o amor e a misericórdia de Deus, mas quando deixei a sua casa, fiquei impressionado com o quão impotente eu me sentia na situação – e com a falta de poder de tantos cristãos. Ao comparar minha vida e a vida de outros cristãos com os cristãos do Novo Testamento, o contraste foi chocante. Como resultado dessa visita, decidi estudar minuciosamente o assunto do Espírito Santo na Bíblia. Por fim, estudei 273 textos nos idiomas originais que falam diretamente acerca da obra do Espírito Santo, e encontrei mais de 2.000 citações únicas nos escritos de Ellen White sobre o assunto.

No meu estudo da Bíblia, descobri o batismo do Espírito Santo. Essa experiência mudou a vida de Pedro, Paulo e todos os outros que receberam o Espírito de Deus em plenitude. Até mesmo Jesus foi capacitado pelo Espírito Santo, pois até o momento em que o Espírito Santo desceu sobre Ele como uma pomba, ele permaneceu na carpintaria. Depois que o Espírito desceu sobre Ele, Jesus fez a obra do Messias.

Nas histórias bíblicas, sempre encontramos algumas evidências indicando que o poder do Espírito Santo foi concedido. Numa sexta-feira à noite, por volta das 10h, nossa filha de 8 anos chamou pela mamãe. Quando minha esposa foi até o quarto de nossa filha, decidi ir até o escritório para orar. Ao orar, senti a presença divina de Jesus entrar na sala. Comecei a falar com o Senhor com grande fervor e fome pela presença do Seu Espírito em minha vida. Logo vi Jesus na porta da minha igreja, colocando amorosamente Sua mão perfurada pelos pregos no ombro de cada membro da igreja com uma expressão graciosa e acolhedora. Jesus me perguntou: “Você ama o meu povo?” Eu poderia dizer que os amava, mas tive que admitir que alguns deles eram particularmente difíceis de amar. Lágrimas começaram a fluir quando confessei o meu pecado. Então vi os pés de Jesus, perfurados pelos pregos, em pé no púlpito onde eu pregava toda semana. Jesus disse: “Eu morri para poder perdoar e salvar as pessoas deste mundo. Você está pregando o evangelho toda semana com paixão pelas almas perdidas?” Eu poderia dizer que era meu desejo pregar o evangelho com grande urgência para salvar os perdidos, mas me senti tão indigno em Sua presença. Lágrimas correram pela minha face quando confessei meus pecados a Jesus. Então eu vi a coroa de espinhos cravada em Sua fronte. Ouvi Jesus dizer: “Me humilhei até a morte na cruz. Você procura elogios de homens?” Eu poderia dizer que não queria elogios de homens, mas admiti em lágrimas que lutava com o orgulho. Eu me senti completamente indigno em Sua presença, e as lágrimas fluíram ainda mais profusamente. De repente, Jesus afastou o manto e vi o lado dele onde a lança o havia perfurado. Ele disse: ” o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”.

Então senti o amor e a aceitação completos do Senhor como nunca antes. Eu sabia que meus pecados haviam sido perdoados e sabia que havia sido aceito por Ele. Eu estava me deliciando com essa revelação quando ouvi minha esposa descendo as escadas. Olhei para o relógio; era meia-noite. Duas horas haviam se passado, mas me pareceram apenas alguns minutos. Eu não estava pronto para falar sobre o que havia acontecido, então retornei rapidamente para a cama e virei as costas para a porta de modo que minha esposa não visse que eu estava acordado. Ao entrar no quarto, ela perguntou: “O que aconteceu com você?” Eu disse: “Como assim?” Ela disse: “Eu sei que algo aconteceu com você. Eu posso perceber. O que aconteceu?” Então contei tudo a ela e minha esposa saiu imediatamente para a sala a fim de orar sozinha. Eu podia ouvi-la clamando a Deus para que ela também fosse abençoada.

No dia seguinte, sábado, senti o poder de Deus ao pregar o sermão. Várias pessoas tomaram decisões por Cristo naquele dia. Depois, um homem perguntou: “Pastor, aconteceu alguma coisa com você ontem à noite?” Espantado, eu disse: “Por que você pergunta isso?” Ele disse: “Eu sei que algo deve ter acontecido com você ontem à noite. Durante todo o tempo em que você estava pregando, vi um brilho em seu rosto.” Quando contei o que havia acontecido, ele disse: “Certamente o Senhor lhe visitou.” Naquele ano, 37 pessoas entregaram a vida a Jesus. Nos anos que se seguiram, desde aquela noite, centenas de pessoas tomaram decisões por Cristo. Que o Senhor Jesus seja louvado para sempre!

Textos da Bíblia para orar

  • Lucas 3:21, 22 – Após o batismo, Jesus orou para que o Espírito Santo viesse sobre ele.
  • Atos 1: 5-8 – Você receberá poder quando o Espírito Santo vier sobre você.
  • Atos 2: 1-4 – E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em várias línguas.
  • Atos 4: 31 – Os primeiros Cristãos receberam poder ao orarem para que o Espírito de Deus viesse sobre eles.
  • Atos 8: 15-17 – Eles foram batizados na água em nome de Jesus, mas precisavam do Espírito Santo.
  • Lucas 11: 11-13 – O batismo do Espírito Santo é dado aos que O buscam por meio da oração.
  • Atos 5:31, 32 – O Espírito Santo será dado os que estão dispostos a obedecer.

 

Orações sugeridas

  • Querido Pai, por favor, me batiza no Espírito Santo para que eu possa viver e amar por Ti com sucesso.
  • É meu grande desejo, Senhor Jesus, que eu possa Te representar bem no mundo. Por favor, prepara meu coração para receber o Espírito
  • Santo e compartilhar o Teu amor com as pessoas da minha vida.
  • Por favor, guia-me em toda a verdade, para que eu possa sempre fazer as coisas agradáveis ​​aos Teus olhos. Permita que o Teu Espírito Santo me revele o que o Senhor quer que eu saiba e o que o Senhor quer que eu compartilhe. Que minhas convicções e preocupações venham do
  • Teu coração e não das minhas próprias tendências egoístas.
  • Oramos para que nossos entes queridos que abandonaram a fé se lembrem de como era bom estar em comunhão com o Senhor e desejem voltar a estarem unidos com o Senhor. Ajuda-os a sentir e aceitar o Teu amor e perdão.
  • Senhor, pedimos a Tua proteção sobre os missionários que trabalham em lugares perigosos.
  • Oramos pelos 16 milhões de pessoas nas 6 cidades menos alcançadas da Divisão do Pacífico Sul. Oramos pelo batismo diário do Espírito
  • Santo nos membros, conforme eles buscam revelar o Teu amor para os não alcançados.
  • Oramos para que o Espírito Santo nos ajude a alcançar as 406 milhões de pessoas nas 105 cidades menos alcançadas da Divisão Norte da Ásia-Pacífico.
  • Por favor, abençoa, os Ministérios Adventistas de Capelania que mobilizam capelães e membros voluntários ​​para ministrar àqueles que estão na prisão.
  • Também oramos por nossa lista de sete ou mais pessoas [mencione os nomes, se apropriado].
    Pedidos de oração locais:

Músicas sugeridas
Vem Morar em Mim (Hino 596); O Santo Espírito Desceu (Hino 157); Vive em Mim (Hino 155);

Em inglês:
Baptize Us Anew (Hymn #258); Breathe; Holy Spirit, Come Fill This Place; Holy Spirit, Rain Down.



JÓ 11 – COMENTÁRIO PR. ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
2 de janeiro de 2020, 0:55
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JÓ 11 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
2 de janeiro de 2020, 0:45
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JÓ 11 – Mesmo em nossos melhores dias não é agradável ouvir um duro discurso incriminador, empapuçado de sentimentos negativos… Quanto mais, então, nos piores dias de nossa vida! Pior ainda quando as palavras ferinas são proferidas por pessoas das quais esperamos compreensão e clemência!

O que Zofar, o terceiro amigo que permanecera calado até agora, diz a Jó em seu primeiro discurso?

1. Zofar introduziu seu discurso recriminando indelicadamente a Jó, discordando veementemente de seus discursos. Após tantas inquisições repressoras ele diz a seu amigo que desejaria que Deus lhe respondesse a fim de que ele percebesse que ainda não tinha recebido tudo o que realmente merecia (vs. 1-6).

2. Zofar passou a filosofar sobre Deus com presunção, autoritarismo e crítica mordaz. Após descrever a transcendência e a imanência divina, a força de sua retórica tencionava amordaçar Jó, afirmando que, para ser sábio com declarações como as dele seria possível somente quando uma mula parisse um homem (vs. 7-12).

3. Zofar encerrou seu discurso na mesma linha dos outros amigos: Elifaz e Bildade. Partindo do pressuposto que Jó era um terrível pecador, apelou a que buscasse a Deus por ajuda e perdão com coração verdadeiramente arrependido, então, encontraria restauração; do contrário, seria ímpio que despencaria ladeira abaixo até cair desgraçadamente num túmulo (vs. 13-20).

Zofar fervilhava de raiva ao proferir seus argumentos. Por mais que no fim apresentasse um Deus capaz de readmitir um pecador arrependido, seu julgamento em relação à Jó estava mais para “caso perdido”.

Francis I. Andersen diz sobre Zofar que “não há sequer um sopro de compaixão no seu discurso […]. A desaprovação de Zofar demonstra quão pouco escutou o coração de Jó. Sua repreensão acusadora revela quão pouco sentiu a mágoa de Jó”. Ele acusou Jó “de ser tagarela (vv. 2-3), justo em seus próprios méritos (4-6), convencido (7-12) e recalcitrante (13-20)”.

O que Deus pensa de nós pode ser bem diferente do que amigos íntimos dizem sobre nós. A sabedoria divina difere infinitamente da sabedoria humana (vs. 5-6, conf. 1:8; 2:3). Portanto…
• …antes de julgar alguém, precisamos tirar grandes vigas de nossos próprios olhos.
• …se não for para edificar, melhor ficarmos com a boca fechada.
• …é melhor arrazoar sobre Deus apenas quando estivermos refletindo Seu caráter.

Busquemos discernimento para agir corretamente! – Heber Toth Armí.



Jó 11 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
2 de janeiro de 2020, 0:30
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“Porventura, não se dará resposta a esse palavrório? Acaso, tem razão o tagarela?” (v.2).

Se os discursos anteriores já haviam abalado o estado emocional de Jó, o discurso de Zofar só piorou a situação. Ele acusou a Jó de ser um tagarela (v.2), zombador (v.3), mentiroso (v.4), perverso (v.20) e que o “castigo” que havia recebido era menor do que o que realmente merecia (v.6). Zofar escarneceu da integridade de Jó e não considerou, em momento algum, a sua situação com compaixão. Sob o aval de seus demais amigos, iniciou com terríveis acusações (v.1-6), proferiu o que considerava a respeito de Deus (v.7-11), “vomitou” a sua ironia (v.12), aconselhou acerca do que não conhecia (v.13-19) e terminou afirmando que o sofrimento de Jó era resultado de sua própria perversidade (v.20).

Percebemos que, ao contrário de Elifaz e de Bildade, Zofar expressou argumentos fracos e medíocres diante daquele que o próprio Deus chamou por duas vezes de “homem íntegro, e reto” (1:8; 2:3). A verdadeira condição humana só pode ser conhecida por Deus. Só Ele tem o poder de sondar os corações e de penetrar os pensamentos (Sl.139:1-2). Quando “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14), Ele não fez acepção de pessoas, mas acolheu, curou e ensinou a todos, sem distinção. Andou e comeu “com publicanos e pecadores” (Lc.15:2); atraiu os rejeitados (Lc.15:1), conquistando-lhes o coração pelo poder de Seu amor.

Na escolha de Seus discípulos, Jesus deu provas mais do que suficientes de que a ninguém rejeita. Em Seu sofrimento, como Jó, foi acusado de ser um falsário. Aos pés da cruz, os que deveriam adorá-Lo, dEle escarneciam. O sofrimento de Jó foi um prenúncio do sofrimento dAquele que é a própria retidão e integridade. E assim como os amigos de Jó o negavam e o acusavam injustamente, Cristo também foi negado (Jo.18:27) e acusado injustamente (Lc.23:4). Ainda assim, não proferiu maldição alguma e nem palavras de condenação, mas, com o mais intenso amor exclamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34).

Veremos que as palavras de Zofar causaram em Jó um senso de justiça própria, fazendo com que falasse em sua própria defesa. Jó aprenderia que não precisava defender a sua própria integridade diante dos homens, mas confiar na justiça que vem de Deus. O silêncio de Cristo não evitou o escárnio da furiosa turba que O oprimia, porém causou uma profunda e sobrenatural admiração (Mt.27:14). A sabedoria do silêncio muitas vezes ultrapassa a sabedoria de uma multidão de palavras. Se os amigos de Jó tivessem permanecido em silêncio não apenas os sete dias, e, em oração, entregassem o seu amigo nas mãos do “Todo-Poderoso” (v.7), não teriam sido considerados culpados diante de Deus (Jó 42:7).

Que de nossos lábios não saiam palavras de condenação contra o nosso próximo. Que possamos transformar os insultos e injustiças a nosso respeito em oportunidades de parecermos com o nosso Salvador: “Graças, ó Deus, por me permitires ser humilhado, pois é exatamente assim que quero tornar-me humilde como Jesus” (CPB – O Décimo Primeiro Mandamento, p.34). Que o silêncio de nossos lábios se convertam em súplicas e orações por nossos irmãos (Ef.6:18). E dentro em breve, o Senhor nos honrará e converterá as nossas lágrimas em eterna alegria. Vigiemos e oremos!

Bom dia, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jó11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JÓ 11 – COMENTÁRIO PR. RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
2 de janeiro de 2020, 0:10
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JÓ 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
2 de janeiro de 2020, 0:05
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991 palavras

1-20 Assim como Elifaz (v. 4.7-11) e Bildade (v. 8.3-6), Zofar declara que os pecados de Jó foram a causa das aflições (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Zofar foi o terceiro dos amigos a falar, e o menos cortês. Cheio de ódio, ele ataca Jó, dizendo que Jó merece mais punição e não menos. Zofar assumiu a mesma posição de Elifaz (cap. 4,5) e Bildade (cap.8) de que Jó estava sofrendo por causa de pecado, mas seu discurso foi, de longe, o mais arrogante (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).

2-3 As palavras de Zofar são mais duras que as de Bildade (8:2) (Andrews Study Bible).Zofar revela falta de compaixão ao deixar de se colocar no lugar de Jó antes de condená-lo. Além disso, Zofar não está inteiramente certo na condenação: Jó foi sincero em questionar ações de Deus que lhe pareciam injustas (v. 9.14-24), mas não zombou de Deus (é Zofar quem o acusa de ter feito isso) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

2 palavrório. Zofar parece irritado com o tamanho do discurso de Jó. Os orientais consideravam a brevidade no falar como uma virtude distintiva (ver Pv 10:19; Ec 5:2)(CBASD, vol. 3, p. 591).

3 parolas. Do heb. badem, “fala vazia” (ver Is 16:6; Jr 48:30; 50:36)(CBASD, vol. 3, p. 591).

4 Pois dizes […] sou limpo aos Teus olhos. Jó nunca disse isto (Andrews Study Bible).
Zofar […] deixa subentendido que Jó estava reivindicando ter pureza absoluta (perfeição impecável), mas Jó em nenhuma ocasião aplica esses termos a si (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Este verso reitera o ponto central de desacordo entre Jó e seus amigos. Jó aceitava o testemunho de sua consciência, enquanto seus amigos interpretavam mal o testemunho de seu sofrimento(CBASD, vol. 3, p. 591).

Essa não é uma citação correta das palavras de Jó, que nunca se declara impecável. Jó apenas afirmou não levar o tipo de vida pecaminosa que pudesse merecer tão severos castigos. Ele já havia admitido que nenhum mortal poderia ser justo diante de Deus (9.2) (Bíblia de Genebra).

É inteiramente verdadeiro que muitos de nós estamos dominados pela autocomplacência, porque julgamos o que há de melhor em nós pelo que há de pior nos outros. Pode acontecer, também, que tenhamos uma inadequada concepção do que Deus é, e do que ele requer de nós. Será melhor batermos no peito como o publicano e nos confessarmos o pior dos pecadores (Comentário Bíblico VT – FBMeyer).

6 Zofar diz que Jó merece punição adicional – ele é o mais cruel dos amigos (Andrews Study Bible).

7 desvendarás […]? A frase diz, literalmente: “Você poderá descobrir as coisas a serem exploradas sobre Deus?” (CBASD, vol. 3, p. 591).

8 como as alturas dos céus. Paulo usa as mesmas quatro dimensões para descrever o amor de Deus em Cristo (Ef 3.18) (CBASD, vol. 3, p. 591).

mais profunda é ela do que o abismo. NVI: mais profundos que as profundezas. NKJV: Mais profundo que o sheol (original hebraico). Não há lugar na Terra do que Sheol, o nome dado ao lugar dos mortos [segundo o pensamento corrente da época]. É usado quase 500 vezes na Bíblia, 7 delas em Jó (CBASD, vol. 3, p. 591).

7 arcanos de Deus. NVI: “os mistérios de Deus”. NKJV: “as coisas profundas de Deus” [deep things of God].

11 Ao chamar Jó de “enganador” (NIV e NVI), Zofar estava acusando Jó de possuir falhas e pecados secretos. Apesar desta suposição de Zofar ser incorreta, sua explanação de que Deus sabes e vê tudo é acurada (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).

12 quando a cria de um asno montês nascer homem. Nota textual NVI: ” ou: ‘nascer domesticado’ “. A nota textual NVI contrapõe duas espécies correlatas, porém totalmente diferentes, de animais bíblicos – o jumento selvagem e o domesticado (Bíblia de Estudo NVI Vida).

…isto é, um homem tão intratável, indomado e teimoso como um asno selvagem ainda pode se transformar num verdadeiro homem” (CBASD, vol. 3, p. 592).

13-20 Isso parece um bom conselho para um pecador devasso, mas não se aplica ao caso de Jó. Como Bildade, Zofar não abre espaço para a misericórdia. Jó teria que se tornar justo antes que Deus o aceitasse (Bíblia de Genebra).

Idéia popular, mas falsa: o bom prospera, o ímpio sofre [cf. tb Elfaz, 5:17-26, e Bildade, 8:5-7] (Andrews Study Bible).

13 estenderes as mãos. Zofar insta com Jó para que vá a Deus em atitude de súplica (CBASD, vol. 3, p. 592).

Zofar toma por certo que os problemas de Jó estão arraigados no pecado; tudo o que Jó precisa fazer é arrepender-se, e a partir daí sua vida será bem-aventurada e feliz. Mas em nenhum lugar Deus garante ua vida “mais refulgente que o meio-dia” (v. 17) simplesmente por sermos seus filhos. Deus tem para nós um propósito mais sublime que nossa prosperidade, ou pessoas em busca do nosso favor (v. 19). A filosofia de Zofar conflita com o Sl 73 (Bíblia de Estudo NVI Vida).

14-15 É arrogância da parte de Zofar pensar saber por que Jó estava sofrendo (Bíblia de Genebra) (Andrews Study Bible).

16 como de águas. Como uma pancada de chuva, uma poça d’água ou uma forte enxurrada que ameaça engolfar tudo, logo passa e é esquecida, assim a desgraça de Jó cairia na insignificância em vista do brilhante futuro (CBASD, vol. 3, p. 592).

20 perversos. Se Zofar tivesse terminado com o v. 19, Jó poderia ter extraído conforto de seu discurso, que apresentava a esperança de restauração ao favor de Deus e o retorno à felicidade. mas, como se quisesse acentuar o conceito desfavorável que tem da conduta e do caráter de Jó, ele não termina com palavras encorajadoras, mas acrescenta um trecho que tem ares de condenação (CBASD, vol. 3, p. 592).

O tributo que Zofar prestou a Deus é magnífico. Sua sinceridade é óbvia. Mas ele, como os outros amigos de Jó, interpretou mal a providência de Deus. Ele é incapaz de ver o sofrimento como outra coisa a não ser uma punição direta pelo pecado. Ele exorta Jó a se arrepender, quando devia levar-lhe amor e conforto. Os discursos dos amigos de Jó foram comparados a rodas que giram sobre o mesmo eixo. Eles variam nos detalhes, mas concordam no ponto de vista básico (CBASD, vol. 3, p. 593).




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