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“Agrave-se o serviço sobre esses homens, para que nele se apliquem e não deem ouvidos a palavras mentirosas” (v.9).
Ciente do motivo da visita de Arão e de Moisés, Faraó logo revelou a sua dureza de coração e o por quê lhes negara obedecer a ordem de Deus: “Não conheço o Senhor” (v.2). E lançando sobre os líderes hebreus a culpa pelo pesado fardo que lançara sobre o povo, lhes agravou o serviço de forma que não conseguiam completar “a tarefa do dia” (v.13), sendo duramente castigados por isso. “Então, o povo se espalhou por toda a terra do Egito a ajuntar restolho em lugar de palha” (v.12). O trabalho tornou-se mais fatigante do que antes e a estratégia de Faraó começou a mostrar seus resultados na murmuração dos “capatazes dos filhos de Israel” (v.15) contra Moisés e Arão.
O objetivo de Faraó era fazer com que o povo lançasse a culpa contra os eleitos de Deus. Acusados de interromper “o povo no seu trabalho” e distraí-lo “das suas tarefas” (v.4), eles se tornaram alvos não somente da ira do monarca egípcio, mas também de seu próprio povo, que procurando por alívio, só encontrou mais tirania: “Estais ociosos, estais ociosos… Ide, pois, agora, e trabalhai” (v.17 e 18). Vendo a ira a arder nos olhos de seus irmãos hebreus, Moisés foi tomado por terrível angústia, e “tornando-se ao Senhor, disse: Ó Senhor, por que afligiste este povo? Por que me enviaste?” (v.22). O silêncio de Deus frente à severa perseguição sofrida pelo povo o fez reconsiderar a sua missão no Egito. Moisés não fazia ideia do que sucederia àquela nação por causa da teimosia de Faraó. Aquele era só o princípio das dores.
Da mesma forma com que usou a Faraó, Satanás tem movido os seus agentes atuais lançando mão da mesma estratégia. Afligido pelo consumismo, o mundo tem sofrido seus duros impactos. O trabalho e a busca desenfreada pela subsistência tem sido uma das principais causas (senão a maior delas) da desconfiguração da família e da falta de tempo da criatura com o Criador. As mães que dantes eram o suporte do lar e da educação dos filhos tornaram-se verdadeiras “máquinas” de trabalhar. Os pais perderam a sua identidade como sacerdotes do lar. E, os filhos, doutrinados pela televisão e pela internet. O objetivo do Maligno tem sido alcançado e milhares de pessoas, ignorantes deste grande conflito, apontam como culpados seres humanos tão falíveis quanto elas.
Muitos cristãos sinceros já estão sendo perseguidos por sua fidelidade ao Senhor no que diz respeito ao Seu mandamento: “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho” (Êx.20:9-10). E chegará o tempo em que Satanás mobilizará os governantes da Terra na obra de obrigar os filhos de Deus a transgredir a Sua santa Lei. E a respeito do trabalho aos sábados, se nos será ordenado: “Ide, pois, agora, e trabalhai” (v.18). E qual será, pois, a nossa decisão? Como Moisés, nos tornaremos para o Senhor em busca de livramento, ou nos submeteremos ao jugo do inimigo? São as nossas escolhas no presente que estão definindo o nosso destino no futuro. Escolhe, pois, agora, conhecer ao Senhor e prosseguir em conhecê-Lo, pois “como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (v.3). Cristo já nos garantiu a vitória final!
Bom dia, fiéis servos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo5 #RPSP
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542 palavras
1-5 O conflito reside entre Deus e Faraó (v. 2). A pergunta retórica de Faraó (“Quem é o SENHOR…?“) precisa ser entendida como um desafio direto a Deus. Note o uso do Senhor (3:14) quando apresentando Deus a Faraó. Não conheço o SENHOR. Conhecer Deus é um tema principal em Êxodo (1:8; 6:3; 7:5; 8:10; 14:4; etc.). É uma questão relacional (e não intelectual) e envolve compromisso. O acesso surpreendente de Moisés e Aarão à corte egípcia é baseada na arbitração legal tradicional do antigo Oriente Próximo, aonde o Rei era a suprema fonte de justiça (Andrews Study Bible).
1 foram Moisés e Arão… a Faraó. Depois de terem sido aceitos pelos anciãos de Israel como os líderes apontados por Deus é que Moisés e Arão compareceram diante de faraó. Registros antigos esclarecem que não era fácil para um plebeu conseguir audiência com o rei.
uma festa. O pedido feito a faraó era razoável. Os israelitas não podiam oferecer sacrifícios na presença dos egípcios sem provocar uma explosão de animosidade religiosa. Havia esse risco porque dentre os animais sacrificados estavam alguns que os egípcios consideravam sagrados, e, portanto, não deveriam ser mortos de forma alguma. Para evitar conflitos, a festa dos israelitas tinha que ser realizada além das fronteiras do Egito, no deserto (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
5 o povo da terra já é muito. Era como se o rei tivesse dito: “Esse povo já não é útil para nada, e vocês ainda querem que todos parem de trabalhar de uma só vez?” Moisés e Arão tinham instituído uma reforma na observância do sábado, e isso chamou a atenção do rei (PP, 258). O povo estava ocioso e precisava trabalhar mais para consumir as energias, pensou ele (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
7 Não torneis a dar palha ao povo para fazer tijolos. Moisés não diz que os hebreus faziam “tijolos sem palha”, como às vezes se declara. O decreto do faraó exigia especificamente que usassem palha que fosse conseguida por eles mesmos. Se os hebreus [fizessem] tijolos sem palha estariam violando o decreto, e isso os feitores não permitiriam. Tais tijolos seriam inferiores, pois a palha aumentava a resistência. Isso se deve em parte à presença da própria palha e em parte à ação química da matéria vegetal em decomposição sobre a mistura do tijolo. Quando a mistura é deixada a descansar por alguns dias, os tijolos ficam mais fortes e fazê-los torna-se mais fácil (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
9 palavras mentirosas. O desprezo de Faraó pelo Senhor é expresso em sua avaliação da origem da mensagem de Moisés (Andrews Study Bible).
10 Assim diz… Esta fórmula de linguagem utilizada pelos feitores no anúncio formal da vontade de Faraó é idêntica à formula da mensagem divina (v.1; 7:17, 26; 2 Rs. 1:4, 6, 11, 16; Is. 7:7; etc.) e destaca a auto-entendimento de Faraó como sendo Deus (Andrews Study Bible).
21 Espada. Note o contraste com o v. 3, referindo-se à espada de Deus. odiosos. A expressão idiomática para descrever o desagrado de Faraó pelos israelitas é unica (literalmente, “nosso cheiro a feder”), mesmo que outras passagens usem expressões similares (Gên. 34:30; 1 Sam. 13:4; 27:12; 2 Sam. 10:6; 16:21; etc.) (Andrews Study Bible).
22-23 Aparentemente Faraó venceu a primeira parte da disputa. O diálogo entre Deus e Moisés inclui 6:1 (as divisões de capítulo da Escritura não foram introduzidas até o 12º século A.D.) (Andrews Study Bible).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/exodo/ex-capitulo-4/
O diálogo entre Moisés e Deus ilustra o quanto Deus quer que experimentemos Sua obra: preparar almas para a vida eterna – inclusive a nossa.
Deus precisou que Moisés libertasse os hebreus do Egito? Não. Deus precisa de nós para libertar os outros do pecado? Não. Mesmo quando Ele nos chama como agentes para trabalhar pela salvação dos outros, seria impossível para nós, como seres humanos pecadores, salvá-los. No entanto, Deus nos escolhe para trabalhar com Ele pela salvação das almas.
Assim como Deus repetidamente responde às objeções de Moisés, assegurando-lhe Sua ajuda, Deus também é capaz e está disposto a nos ajudar em qualquer fraqueza que possamos ter. Deus pode nos usar como Seus evangelistas, apesar de nossas deficiências, se estivermos dispostos a nos associar com Ele.
“O Senhor tem uma grande obra para realizar, e mais legará na vida futura aos que na presente serviram mais fiel e voluntariamente. O Senhor escolhe Seus agentes … em cada esforço sincero de levar a efeito o Seu plano, Ele escolhe Seus agentes não porque eles são perfeitos, mas porque pela conexão com Ele podem alcançar a perfeição. {PJ 174.4}.
Julianna Dunn
Funcionária
Great Lakes Adventist Academy
Cedar Lake, MI USA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=301
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio (Voz: Valesca Conty):
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Não há situação tão complicada que Deus não possa intervir providenciando solução; nem sofrimento tão intenso que Ele não possa agir com precisão!
Após duas desculpas vistas no capítulo anterior, neste capítulo Moisés continua a justificar sua indisposição perante o Senhor. Observamos estas desculpas/escusas/justificativas sintetizadas por Erwin W. Lutzer:
1. “Eu serei rejeitado”;
2. “Eu não tenho nenhum talento natural”;
3. “Eu não quero ir”.
É comum pensarmos que fazer o que Ele pede seremos derrotados, humilhados e ignorados quando ainda não aprendemos depender de Deus. Nossa grande ignorância nos faz julgar que Deus Se equivoca quando nos solicita algo, ou cremos ter confundiu o endereço.
“Manda outro” – Moisés falou a verdade após Deus combater suas quatro escusas. É normal darmos desculpas esfarrapadas quando temos medo de falar a verdade – até sermos desmascarados!
Deus revela-Se mestre em derrubar objeções/escusas humanas. Isso porque Ele não desiste de nós quando revelamos desinteresse nEle e em Seus planos, até mesmo ao dizermos diante dEle que não queremos fazer Sua vontade! Imagina se Deus não insistisse conosco?
A atitude de Moisés não era humildade. Ellen G. White observa que “estas escusas a princípio procederam da humildade e retraimento; mas depois que o Senhor prometera remover todas as dificuldades, e dar-lhe afinal o êxito, qualquer nova recusa e queixa a respeito de sua inaptidão, mostravam falta de confiança em Deus. Isto envolvia o receio de que Deus fosse incapaz de habilitá-lo para a grande obra […], ou de que houvesse Ele cometido um erro na escolha do homem”.
Contudo, Moisés rendeu-se. Antes, porém, de ir, Deus ainda corrigiria algo:
Outrora, Moisés cedera aos caprichos da esposa midianita; agora, quase morreu. Então, prontamente Zípora circuncidou o filho (vs. 24-25). Isso ensina-nos da impossibilidade de ser verdadeiramente alguém espiritual fora de casa sem antes ser espiritual na própria família. Portanto, antes de FAZER o que Deus quer, é necessário SER o que Ele quer.
Sintaticamente, Deus…
• …Lida pacientemente com a indiferença das pessoas (vs. 1-10);
• …Auxilia àqueles que não creem que quando Ele chama Ele capacita (vs. 11-14);
• …Embora infalível, age por meio de pessoas falíveis (vs. 14-17);
• …Instrui Seus instrumentos o quê falar e como fazer (vs. 18-31).
Para Deus não há obstáculos intransponíveis. Siga Suas instruções! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Vai, pois, agora, e Eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (v.12).
Ainda atônito diante do grandioso chamado de Deus, Moisés estava prestes a contemplar sinais mais incríveis do que a sarça ardente. Através do que por tantos anos havia sido um simples instrumento de trabalho, Deus lhe mostraria o Seu poder. Ao lançar o seu bordão na terra e vê-lo transformar-se em uma serpente do deserto, talvez tenha sido naquele momento que sua mente despertou de que era real o que estava vivendo ali. E ao sentir na pele os efeitos de uma lepra instantânea, foi-lhe como um beliscão de que aquilo tudo não era um sonho, mas uma experiência pessoal com o próprio Deus. O Senhor realmente estava lhe confiando o destino do Seu povo.
Tomando ciência de que teria de falar aos líderes do Egito e mensurando as implicações que aquela obra lhe trariam, olhou para si mesmo, um insignificante e velho pastor do deserto, e não cogitou a ideia de assumir tamanha responsabilidade. Com certeza, retrucou, o Senhor encontrará alguém que seja capaz, “menos a mim” (v.13). Foi só depois de apresentar todas as desculpas possíveis, que “se acendeu a ira do Senhor” (v.14) contra ele. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a ira de Deus não pode ser comparada à ira humana. A ira do homem é retribuitiva e, na maioria das vezes, injusta; a ira de Deus é misericordiosa e é sempre justa. Ele não Se irou contra Moisés para puni-lo e destituí-lo da liderança de Israel, mas para ajudá-lo em suas fraquezas através do auxílio de seu irmão Arão.
Se Arão possuía um talento nato de falar fluentemente, então porque o Senhor não o escolheu no lugar de Moisés? Porque Deus vê o que o homem não vê. “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm.16:7). Moisés precisava de libertação tanto quanto seus irmãos cativos. E mesmo ciente da aliança estabelecida entre Deus e os descendentes de Abraão, negligenciara o sinal da circuncisão em seu filho. Zípora circuncidou o menino contrariada porque ainda precisava compreender o real sentido daquela cerimônia. Mas, de qualquer forma, foi um instrumento de Deus para preservar a vida de seu marido. Tanto a sua atitude quanto o fato de que a rebeldia de Faraó poderia lhe custar a morte de seu primogênito, reforça o princípio de que as escolhas de um membro têm influência direta sobre a família como um todo.
Amados, nem sempre os planos de Deus para nós estão limitados à nossa zona de conforto. Geralmente, Ele precisa nos retirar dali e nos fazer voltar para onde menos desejamos ir. Moisés precisava voltar para a terra que relembrava um passado doloroso e que lhe deixara traumas difíceis de superar. Ele não desejava sair daquela terra que o acolhera com alegria e que por tantos anos lhe proporcionara paz e tranquilidade. Seu retorno ao Egito não significava apenas a libertação de Israel, mas também o início de sua maior batalha espiritual. A maior dificuldade não seria a de fazer com que Faraó libertasse Israel, pois Quem faria isso com mão forte e poderosa seria o Senhor. A maior dificuldade seria ter de enfrentar os próprios medos e fraquezas e aprender a dominá-los confiando no poder de Deus.
Creio que o maior problema da humanidade chama-se: o “eu” não convertido. Isso não quer dizer que os nossos receios são frutos da não conversão. Isso quer dizer que se não os confiarmos nas mãos do Senhor para convertê-los em bênçãos, corremos o sério risco de continuar olhando para o lugar errado. Mas o nosso grande conforto está em saber que Deus não desiste de nenhum de Seus filhos, e insiste em moldar todo aquele que, com humildade, reconhece a sua incapacidade e completa dependência do poder divino.
O Senhor pergunta a cada um de nós, hoje: “Que é isso que tens na mão?” (v.2). É um martelo? Um bisturí? Uma vassoura? Quem sabe, uma enxada. Ou uma panela. Independente do que seja, Ele lhe dá a seguinte ordem, agora: “Lança-o na terra” (v.2). Se tiveres um coração disposto a fazer a vontade de Deus, por mais simples que seja o teu instrumento de trabalho, nas mãos do Senhor, torna-se um sinal de Seu poder na terra. Não olhe para dentro de si, olhe para Cristo e tudo o que Ele sofreu por amor a nós. Então, “vai, pois, agora” (v.12) e Deus te ensinará tudo o que você deve fazer e falar, para a sua salvação, de sua casa e de todos quantos Ele colocar em teu caminho.
Bom dia, chamados para a missão de salvar!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Êxodo4 #RPSP
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1-9 Em resposta aos terceiro questionamento de Moisés, Deus apresenta três sinais com a intenção de autenticar o ministério de Moisés. Contudo, estes sinais sugerem que atrás do conflito entre Faraó e Israel existe um conflito espiritual (Andrews Study Bible).
2-3 bordão. Um bordão enquanto símbolo de autoridade e uma serpente estão intimamente associados com Faraó e seu poder (Andrews Study Bible).
3 serpente. Em boa parte da história do Egito, os faraós mantinham uma naja de metal na frente da coroa como símbolo de soberania. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6-7 lepra. O termo bíblico descreve uma doença de pele que não é, necessariamente, a mesma lepra como conhecida hoje (Hanseníase). A imediata surpresa devida ao milagre surpreenderia a audiência, tendo em vista que a lepra era uma doença de longa duração e geralmente associada com punição divina (Num. 12:10; 2 Reis 15:5) (Andrews Study Bible).
8-9 A transformação de água em sangue como sinal antecipa a primeira praga (7:14-24). No pensamento egípcio o Nilo e suas águas eram divinos e a fonte de toda a vida (Andrews Study Bible).
10-12 nunca fui eloqüente… sou pesado de boca e pesado de língua. Um bom exemplo da típica “exagerada humildade” oriental, especialmente quando se recebe uma missão importante (1 Sam. 9:21; 18:23; 24:14; 1 Tim. 1:15). A fala elaborada de Moisés pode ser encontrada em todo o Pentateuco (Andrews Study Bible).
13-17 A recusa ao final lembra a reação de Jonas que também provocou a ira de Deus. Contudo, ao invés de punição, outro sinal da graça divina é dado. Aarão já está a caminho para encontrar Moisés para apoiá-lo e encorajá-lo. A descrição da ira divina não tem nada em comum com a ira irracional humana, mas destaca a graça divina (como é visível na sobrevivência miraculosa de Jonas na barriga do peixe) (Andrews Study Bible).
21 endurecerei o seu coração. Ao longo de Êxodo, o endurecimento do coração de Faraó é expresso de três maneiras diferentes: 1) Faraó endureceu seu próprio coração 2) O coração de Faraó foi endurecido (impessoal) e 3) Deus endureceu o coração de Faraó. O contexto de toda a história deixa claro que Faraó teve livre escolha em tudo que ele fez (10:1-11). Seja o que for que “endurecimento” signifique, está claro que Deus não destrói o poder de Faraó decidir em suas ações (Andrews Study Bible). [Citações bíblicas omitidas]
Deus não tem prazer algum com o sofrimento e morte do ímpio. Pelo contrário, Ele deseja que todos se arrependam e sejam salvos (Ez 33:11; 1Tm 2:4; 2Pe 3:9); […] Mas, assim como o sol afeta a matéria de diferentes formas, de acordo com sua natureza – derrete a cera e endurece o barro – assim é a influência do Espírito Santo sobre o coração humano. Ele produz efeitos diferentes, de acordo com a condição do coração (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia).
24-26 Este enigmático encontro com o Senhor destaca duas questões importantes: a circuncisão é o sinal da aliança de Deus com Israel (17:10) e sua prática precisa ser iniciada na casa de um líder.Aparentemente, Moisés não circuncidou seus filhos em Midiã. A ação decisiva de Zípora salvou a vida dos membros de sua família. Assim como a marcação das ombreiras das portas com sangue durante o ritual da Páscoa [passover], marcou o ponto alto do Êxodo, a sangrenta circuncisão marcou o seu início (Andrews Study Bible).
24 numa estalagem. A tradução “estalagem” é incorreta. Não existiam estalagens no trajeto entre Midiã e o Egito. A palavra hebraica usada aqui tem o sentido de “um lugar para se passar a noite” (cf. Js 4:3; Is 10:29). É provável que o episódio tenha ocorrido próximo a um poço ou a uma fonte de água onde a família tinha parado para pernoitar (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia).
E o quis matar. Alguns imaginavam que Moisés teve uma experiência semelhante à de Jacó em Peniel (Gn 32:24-32). Outros sugerem que uma doença repentina e grave o acometeu, que ele e Zípora reconheceram como punição de Deus por não cumprir uma de Suas ordens. Na verdade, um anjo apareceu a Moisés e o ameaçou, como se tencionasse matá-lo (PP, 255, 256) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
25 Cortou o prepúcio de seu filho. Moisés regressou ao Egito com seus dois filhos (Ver Êxodo 4:20). Evidentemente, Gérson o mais velho, tinha sido circuncidado de acordo com as instruções de Deus a Abraão (Gn 17:10-14). No caso de Eliézer, o filho mais novo, esse rito tinha sido negligenciado (PP, 256). Por não crer na necessidade da circuncisão, Zípora tinha resistido à intenção de seu marido de circuncidar Eliézer no tempo indicado. A aparição do anjo tornou clara que sua oposição são desculpava Moisés de [não] realizar o rito. Agora que a vida do marido estava em perigo, ela achou necessário realizar a operação por si mesma.
esposo sanguinário. Estas palavras são uma clara expressão de reprovação. Elas mostram que Zípora realizou o rito com relutância, não como um desejo de obedecer a Deus, mas como necessidade, para salvar a vida do marido. Deve ter criticado Moisés por derramar sangue de seus filhos para cumprir com um costume étnico que ela considerava bárbaro (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 1).
pés. Provável eufemismo de “genitália”, assim como em Dt 28:57 (“ventre”, que no original é lit. “pés”). Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 O Senhor o deixou. Deus aceitou o ato tardio de Zípora e restaurou Moisés (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 1).
31 creu. Palavra chave que descreve a resposta de fé aos sinais e promessas divinos (Gên. 15:6). inclinaram-se e O adoraram. O movimento corporal expressa atitude. Curvar-se sempre envolve “adoração” (Êx. 12:27; Gên. 24:26; 2 Cr. 7:3; 29:20; Neem. 8:6). O tema da adoração e serviço é central em Êx. 5-12 (Andrews Study Bible).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/exodo/ex-capitulo-3/
Em Êxodo 3, Deus diz a Moisés para voltar ao Egito e levar os israelitas à terra prometida. Esse chamado pode parecer uma tarefa fácil a realizar, uma vez que Moisés cresceu na família real egípcia. No entanto, “fácil” definitivamente não era o caso. Moisés estava em uma situação embaraçosa pois havia no passado assassinado um supervisor egípcio. Por causa dessa “situação” nem os israelitas, nem os egípcios, confiavam nele plenamente. É verdade que Moisés havia assassinado o homem por causa de um israelita, mas assassinato ainda é assassinato.
Moisés tinha que convencer o Faraó a deixar os israelitas partirem rumo ao deserto, e os israelitas tinham de ser convencidos de que Deus realmente ungira a liderança de Moisés.
Talvez parte da razão pela qual Moisés estivesse tão hesitante, em seguir os desejos de Deus, fosse que de alguma forma ele sabia que teria que enfrentar esses desafios. Certamente, Moisés experimentou o milagre de Deus chamando-o a partir de uma sarça ardente, mas esse milagre não impediu que Moisés discutisse com Deus sobre seu chamado.
Há muitas coisas que podemos aplicar da história de Moisés às nossas próprias vidas, mas acho que o mais importante é lembrar que quando Deus nos chama para fazer algo por Ele, Ele nos equipa para fazê-lo.
Ryan Whitsett
Aluno da Great Lakes Adventist Academy
Cedar Lake, MI USA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=29
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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