Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 4 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
5 de dezembro de 2018, 0:30
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“Vai, pois, agora, e Eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (v.12).


Ainda atônito diante do grandioso chamado de Deus, Moisés estava prestes a contemplar sinais mais incríveis do que a sarça ardente. Através do que por tantos anos havia sido um simples instrumento de trabalho, Deus lhe mostraria o Seu poder. Ao lançar o seu bordão na terra e vê-lo transformar-se em uma serpente do deserto, talvez tenha sido naquele momento que sua mente despertou de que era real o que estava vivendo ali. E ao sentir na pele os efeitos de uma lepra instantânea, foi-lhe como um beliscão de que aquilo tudo não era um sonho, mas uma experiência pessoal com o próprio Deus. O Senhor realmente estava lhe confiando o destino do Seu povo.

Tomando ciência de que teria de falar aos líderes do Egito e mensurando as implicações que aquela obra lhe trariam, olhou para si mesmo, um insignificante e velho pastor do deserto, e não cogitou a ideia de assumir tamanha responsabilidade. Com certeza, retrucou, o Senhor encontrará alguém que seja capaz, “menos a mim” (v.13). Foi só depois de apresentar todas as desculpas possíveis, que “se acendeu a ira do Senhor” (v.14) contra ele. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a ira de Deus não pode ser comparada à ira humana. A ira do homem é retribuitiva e, na maioria das vezes, injusta; a ira de Deus é misericordiosa e é sempre justa. Ele não Se irou contra Moisés para puni-lo e destituí-lo da liderança de Israel, mas para ajudá-lo em suas fraquezas através do auxílio de seu irmão Arão.

Se Arão possuía um talento nato de falar fluentemente, então porque o Senhor não o escolheu no lugar de Moisés? Porque Deus vê o que o homem não vê. “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm.16:7). Moisés precisava de libertação tanto quanto seus irmãos cativos. E mesmo ciente da aliança estabelecida entre Deus e os descendentes de Abraão, negligenciara o sinal da circuncisão em seu filho. Zípora circuncidou o menino contrariada porque ainda precisava compreender o real sentido daquela cerimônia. Mas, de qualquer forma, foi um instrumento de Deus para preservar a vida de seu marido. Tanto a sua atitude quanto o fato de que a rebeldia de Faraó poderia lhe custar a morte de seu primogênito, reforça o princípio de que as escolhas de um membro têm influência direta sobre a família como um todo.

Amados, nem sempre os planos de Deus para nós estão limitados à nossa zona de conforto. Geralmente, Ele precisa nos retirar dali e nos fazer voltar para onde menos desejamos ir. Moisés precisava voltar para a terra que relembrava um passado doloroso e que lhe deixara traumas difíceis de superar. Ele não desejava sair daquela terra que o acolhera com alegria e que por tantos anos lhe proporcionara paz e tranquilidade. Seu retorno ao Egito não significava apenas a libertação de Israel, mas também o início de sua maior batalha espiritual. A maior dificuldade não seria a de fazer com que Faraó libertasse Israel, pois Quem faria isso com mão forte e poderosa seria o Senhor. A maior dificuldade seria ter de enfrentar os próprios medos e fraquezas e aprender a dominá-los confiando no poder de Deus.

Creio que o maior problema da humanidade chama-se: o “eu” não convertido. Isso não quer dizer que os nossos receios são frutos da não conversão. Isso quer dizer que se não os confiarmos nas mãos do Senhor para convertê-los em bênçãos, corremos o sério risco de continuar olhando para o lugar errado. Mas o nosso grande conforto está em saber que Deus não desiste de nenhum de Seus filhos, e insiste em moldar todo aquele que, com humildade, reconhece a sua incapacidade e completa dependência do poder divino.

O Senhor pergunta a cada um de nós, hoje: “Que é isso que tens na mão?” (v.2). É um martelo? Um bisturí? Uma vassoura? Quem sabe, uma enxada. Ou uma panela. Independente do que seja, Ele lhe dá a seguinte ordem, agora: “Lança-o na terra” (v.2). Se tiveres um coração disposto a fazer a vontade de Deus, por mais simples que seja o teu instrumento de trabalho, nas mãos do Senhor, torna-se um sinal de Seu poder na terra. Não olhe para dentro de si, olhe para Cristo e tudo o que Ele sofreu por amor a nós. Então, “vai, pois, agora” (v.12) e Deus te ensinará tudo o que você deve fazer e falar, para a sua salvação, de sua casa e de todos quantos Ele colocar em teu caminho.

Bom dia, chamados para a missão de salvar!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Êxodo4 #RPSP

Comentários em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
https://www.youtube.com/channel/UCzzqtmGdF4UqBopc6CRiqLA


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