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“Levantando José os olhos, viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e disse: É este o vosso irmão mais novo, de quem me falastes? E acrescentou: Deus te conceda graça, meu filho” (v.29).
Como quem gostaria de nunca mais sentir fome, Jacó suportou até onde pôde a escassez de alimento. Esgotado porém o mantimento trazido do Egito, viu-se obrigado a mandar seus filhos novamente ao lugar que ameaçava roubar-lhe o terceiro filho. Foi quando Judá, o mesmo que arquitetara o plano para se ver livre de José, pronunciou-se como o garantidor da vida de Benjamim. Desta vez suas palavras eram verdadeiras e percebendo Jacó a convicção de quem estaria disposto a dar a sua vida, permitiu a partida de seu caçula sob a tutela de Judá e dos demais. Mas assim como um dia enviara presentes a Esaú a fim de lhe aplacar a ira, procurou fazer o mesmo com o governador egípcio. Os pacotes com o melhor da terra foram preparados e, abençoando seus filhos, os despediu com a angústia de quem poderia nunca mais retornar a vê-los.
Chegando ao Egito, a caravana de Israel foi logo conduzida à presença de José, que vendo a Benjamim, deu ordens de que fossem levados à sua casa. Com grande temor seguiram o “mordomo da casa de José” (v.19) e lhe explicaram a razão de sua ansiedade. Qual não foi sua surpresa, ao ouvir aquele serviçal egípcio lhes falando como um que conhecia o Deus de Israel: “Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos deu tesouro dos sacos de cereal”, e, confortando-lhes o coração, “lhes trouxe fora a Simeão” (v.23), que mais tinha aparência de convidado do que de encarcerado. Apesar de tratados com muitas gentilezas, os filhos de Israel cuidaram de preparar “o presente, para quando José viesse” (v.25).
“Chegando José a casa” (v.26), aquele presente o fez lembrar-se de seu pai, e na esperança de que ainda poderia vê-lo, perguntou-lhes: “Vosso pai, o ancião de quem me falastes, vai bem? Ainda vive?” (v.27). Mas foi quando avistou seu irmão Benjamim, “filho de sua mãe” (v.29), que suas emoções vieram a tona e precisou ausentar-se para chorar. Recompondo-se, retornou à presença de seus irmãos e deu ordens para que os servissem a refeição, sendo que, para Benjamim, a porção “era cinco vezes mais do que a de qualquer deles” (v.34). José estava disposto a tratá-los com misericórdia e a estender-lhes o perdão. Não sabia, porém, se eles estavam prontos para isso. Se àquele tempo o simples fato de José possuir uma roupa melhor os fez sentir um ódio homicida, que dirá se soubessem que ele ocupava o mais alto cargo na maior potência mundial daquela época! O grande teste final estava por vir.
Quando somos feridos, cada um de nós possui uma reação diferente. A depender das circunstâncias, o nosso coração é direcionado para a constante recordação da dor. Contudo, existem dois remédios, ou dois antídotos, que Deus usa a fim de oferecer cura ao coração machucado: a distância e o tempo. Os longos anos de separação foram sarando em José a ferida causada pela violência e desprezo de seus irmãos. Nem sempre conseguimos ficar distantes de quem nos machuca, mas podemos sim evitar os confrontos e estabelecer um espaço seguro onde estejamos protegidos não só das lembranças dolorosas, mas também do perigo de prorrogar e intensificar sentimentos que nos machucam ainda mais.
Podemos e devemos exercitar o perdão para com todos, mas o Senhor que sonda os corações conhece qual seja exatamente a forma de nos conduzir ao perdão e respeita a nossa individualidade. José era um homem de Deus, mas também era um ser humano como você e eu, e precisava de cura tanto quanto seus irmãos. O perdão é o único tratamento em que oferece a cura para quem dá e para quem recebe. Talvez ainda não tenha chegado o seu tempo de liberar o perdão. Talvez a recordação da dor esteja constantemente diante de você. Mas o mesmo Deus que era com José deseja derramar em seu coração o amor na Pessoa dAquele que, mesmo ferido, humilhado e desprezado, teve olhos de misericórdia para com Seus algozes, dando-lhes a “sentença” do perdão: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34). Abra o seu coração e receba a mais linda e feliz cura!
Feliz sábado, curados pelo perdão!
Desafio do dia: Siga a ordem do Mestre: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt.5:44), e seja feliz.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis43 #RPSP
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1264 palavras
1-34 Através de José, o misericordioso (v. 14), provisor (v. 23) e gracioso (v. 29) Deus dos patriarcas começa a trazer paz àquela família dividida (vs. 23.26-28). Bíblia de Genebra.
2 Voltai. Quando o cereal trazido do Egito foi todo consumido e a fome persistia devido à contínua seca, Jacó pediu aos filhos que voltassem ao Egito para buscar “um pouco de mantimento”. Não foram os filhos que tomaram a iniciativa; eles sabiam que seria inútil voltar sem Benjamim, mas também sabiam que era aparentemente impossível fazer o pai mudar de ideia. Judá, tornando-se o porta-voz dos outros, disse com firmeza que eles não iriam a menos que Benjamim fosse com eles, uma vez que o governante egípcio havia declarado solenemente que não veriam sua face sem o irmão mais novo. Judá, o quarto filho de Jacó, foi o porta-voz dessa vez porque Rúben, o filho mais velho, já havia sido recusado, Simeão estava numa prisão egípcia e Levi provavelmente havia perdido a confiança do pai devido a sua traição contra os siquemitas (Gn 34). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 480.
3 Judá lhe disse. A partir desse momento, Judá passou a ser porta-voz de seus irmãos (cf. v. 8-10; 44.14-34; 46.28). Sua tribo passaria a ter preeminência entre as 12 (v. 49.8-10), e ele mesmo seria o antepassado de Jesus (v. Mt 1.2, 17; Lc 3.23, 33). Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 Eu serei responsável. Judá oferece a si mesmo como fiador da segurança d Benjamim – gesto ainda mais generoso que o de Rúben (v 42.37). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A nobreza de caráter, tão evidente na linguagem de Judá, é ilustrada mais tarde em seu apelo emocionado diante de José (Gn 44:18-34). Uma grande mudança deve ter ocorrido em seu caráter desde os incidentes registrados em Gênesis 37 e 38. CBASD, vol. 1, p. 481.
Ao passo que Rúben não fora capaz de persuadir a Jacó da absoluta necessidade de consentir na ida de Benjamim ao Egito, quando se tornara inevitável voltarem para adquirirem alimentos, Judá o persuadira. Rúben tinha prometido as vidas de deus dois filhos, caso não lhe fosse possível trazer a Benjamim, são e salvo ao pai (42.37). Judá, porém, se ofereceu a si mesmo. Vem-nos, imediatamente ao pensamento aquEle divino Descendente de Judá, quando refletimos no emprego da palavra “culpado” (lit “pecado”, em hebraico hatta) “Serei, para contigo para sempre”. Cristo deu a sua vida “como oferta pelo pecado” (Is 53.10) e “foi feito pecado por nós” (2 Co 5.21) a fim de que pudesse levar-nos salvos para o Pai Celestial. Bíblia Shedd.
14 Todo-Poderoso (El-Shaddai). Jacó resigna-se com relutância, ante o fato inegável traçado pela soberania de Deus – se Benjamim não fosse, toda a família ficaria sujeita a perecer de fome, mas, indo, caso não voltasse com vida, pouco lhe conviria viver. Não obstante, o Senhor vive para sempre. A Jacó só resta descansar no Senhor a sua confiança. Bíblia Shedd.
se eu perder os filhos. Embora Jacó tivesse fé na proteção divina, logo na declaração seguinte ele revela incerteza quanto a Deus abençoar seus filhos pecadores. Eles eram imprevisíveis e podiam arranjar problemas mesmo onde não havia razões para tal. Num espírito de resignação, ele se submeteu à vontade divina, qualquer que ela fosse. CBASD, vol. 1, p. 481.
A oração de Jacó ecoa uma oração anterior (32:10-11). Deus, o “Poderoso” (17:1, 28:3; 35:11; 48:3; 49:25) e capaz, não somente de dar filhos à estéril, mas também proteger Seu filho (Andrews Study Bible).
15-23 Na chegada de Benjamim ao Egito, José o reconhece e prepara uma festa. Por causa da superamistosa recepção, os irmãos de José suspeitam de algo (v. 18) e, consequentemente, decidem relatar o achado de seu dinheiro. Ele passam pelo teste anterior (42:26-28) e relatam ao mordomo de José o incidente com o dinheiro devolvido (Andrews Study Bible).
23 o vosso dinheiro me chegou a mim. O mordomo, aparentemente a par dos planos de José, acalmou-os com a certeza de que o dinheiro chegara até ele, e que a reaparição do dinheiro deles devia ser explicada como um ato de Deus. Como para banir-lhes todos os temores, trouxe Simeão até eles e, com verdadeira cortesia oriental, tratou-os como convidados, dando-lhes água para lavarem os pés e ração para alimentar os animais de carga.CBASD, vol. 1, p. 482.
O tema central em todo o relato da vida de José (Gn 37-50) consiste na demonstração da soberania divina. Bíblia Shedd.
24-25 José dá a eles a tradicional saudação oriental, que inclui lavar os pés, prover comida para seus animais e troca de presentes (18:4; 19:2; 24:32; Lucas 7:44) (Andrews Study Bible).
26-28 e prostraram-se. É repetida para mostrar como os sonhos de José se cumpriram profeticamente (cf 37.7,9 com 42.6). Bíblia Shedd.
26-31 Importante diálogo entre José e seus irmãos, que não suspeitavam de nada. Tocado pelas boas novas a respeito de seu bem amado pai e pelo encontro com Benjamim, José se retira e chora. se movera no íntimo. A mesma expressão é utilizada para descrever os sentimentos de uma mãe por seu filho moribundo (1 Rs. 3:26) (Andrews Study Bible).
29 Deus te conceda graça. José reservou uma saudação especial para seu amado e verdadeiro irmão (cf Nm 6.25; Rm 1.7). Biblia Shedd.
30 porque se movera no seu íntimo. Esta foi a segunda vez em que José foi dominado pela emoção; a primeira foi quando seus irmãos falavam entre si sobre sua crueldade para com ele (Gn 42>21). Agora foi a presença de seu próprio irmão, que ele não via havia longos 22 anos, que despertou suas emoções. Então, “suas entranhas se comoveram” (BJ). … Uma vez que desejava testar a atitude dos irmãos com relação a Benjamim, ainda não estava pronto para se dar a conhecer, e se retirou apressadamente, com receio de não ser capaz de prosseguir com o plano até o fim. Durante a refeição, quando o esperado era conversar livremente, José teria uma excelente oportunidade para observar a atitude deles. recompondo-se, lavou o rosto, voltou para onde estavam os irmãos e ordenou que a refeição fosse servida.CBASD, vol. 1, p. 482.
32-34 A ordem dos assentos dos irmãos deveria dar a eles uma pista da identidade de José. Apesar de Benjamim receber porções cinco vezes maior que a de seus irmãos, nenhuma inveja é notada, satisfazendo, portanto, outro teste. A aversão dos egípcios em comer com estrangeiros (v. 32) é bem conhecida de fontes clássicas (p. ex., Heródoto, Strabo). Outra abominação aos egípcios envolvia o pastoreio (46:34). Canaanitas eram considerados bárbaros e incivilizados (Andrews Study Bible).
Os antigos egípcios sempre eram rigorosos no assunto de associação com estrangeiros. Consideravam-se a classe mais elevada de seres humanos. Autodenominavam-se “pessoas”, enquanto que os outros eram mais ou menos bárbaros, criaturas intermediárias entre eles e o reino animal. A aversão aos estrangeiros se revelava notavelmente no cotexto da alimentação. Os hebreus, por exemplo, abatiam e comiam animais considerados pelos egípcios como sagrados. Segundo o relato de Heródoto (11.41), nenhum egípcio usaria a faca, o garfo ou a panela de um grego, nem comeria carne deu um animal limpo cortada com a faca de um grego.CBASD, vol. 1, p. 482, 483.
33 se maravilhavam. A capacidade misteriosa de colocar os irmãos na ordem certa elevaria a apreensão de interpretação divina perseguindo-os. Bíblia Shedd.
Descobrindo que seus ligares à mesa foram ordenados de acordo com a idade de cada um, eles olharam uns para os outros com espanto, convencidos de que esse augusto dignitário havia sido avisado de maneira sobrenatural sobre a idade deles.CBASD, vol. 1, p. 483.
34 cinco vezes. Benjamim era o convidado de honra. … José procurou testar seus irmãos para descobrir o verdadeiro sentimento deles para com Benjamim e, assim, para consigo mesmo. Desejava ver se invejavam e odiavam o irmão mais novo por causa de sua origem materna, como haviam anteriormente invejado a ele próprio.CBASD, vol. 1, p. 483.
Seu comportamento (“beberam e se regalaram com ele”) indicou que seu arrependimento fora genuíno. Bíblia de Genebra.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-42/
Que belo caráter tinha José! Embora todos os seus vizinhos fossem egípcios pagãos, o jovem José permaneceu fiel ao Deus de seu pai, Israel.
Quando colocado em uma alta posição, José percebeu que havia Alguém superior a ele. Isso me mostrou a importância de ter a reverência por Deus implantada em nosso coração durante nossa infância. Os frutos de ter uma boa educação espiritual em idade precoce foram mostrados mais tarde no caráter de José.
Eu gosto também de como José liberou de graça o cereal para seus irmãos, escondendo o dinheiro deles em seus sacos. Isso me lembra de como o dom da salvação que Deus deu a você e a mim é gratuito. Não podemos comprar a salvação, pois Deus já pagou o preço. Como os irmãos de José, não temos mais nada a pagar. E pensar que muitos ao nosso redor, especialmente aqui, na Ásia, não têm idéia da salvação!
Quando seus irmãos se curvaram ante ele, José lembrou-se de seu sonho profético juvenil. Mas os irmãos não se lembrariam porque nunca o tinham levado a sério. E isso me faz pensar em nós: iremos reconhecer o cumprimento da profecia ao nosso redor se nunca levamos a sério nossas oportunidades de estudá-la?
Audra Haijon
Aluna do iEAT
Instituto de Treinamento da Ásia Oriental, Malásia
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=288
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça em áudio:
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GÊNESIS 42 – A fé não se opõe à cultura, mas ela se põe acima de qualquer cultura. Não é a cultura que determina a fé; entretanto, a fé conduz o indivíduo dentro de qualquer cultura. O servo de Deus é moldado pela cultura do Céu a fim de influenciar a cultura da Terra, seja no Egito, Brasil, Portugal, Angola, Estados Unidos, China, etc.
De sua humilhação aos 17 anos até sua inimaginável promoção aos 30 passaram-se 13 anos. Neste período Deus preparou o caráter de José para salvar não apenas o mundo da fome, mas sua família dos pecados cometidos contra ele.
Com mais 7 anos de fartura, passaram-se 20 anos que José não vira sua família. Aquele que fora fiel a Deus em época de vacas gordas será fiel diante das vacas magras quando poderia vingar-se de todos os que lhe causaram injustiças.
O maior milagre que Deus faz é transformação de caráter que ninguém pode fazer por si mesmo de forma tão eficaz.
Observe:
1. Jacó toma a iniciativa de enviar dez filhos ao Egito comprar comida (vs. 1-5);
2. Os filhos enfrentam o desafio de serem entrevistados pelo governador do Egito (vs. 6-17);
3. Nove irmãos retornam; Simeão fica preso (vs. 18-26);
4. Os nove chegam em casa e relatam tudo a Jacó (vs. 27-38).
Deus usa José para despertar a consciência dos irmãos, amortecida pelo pecado. Ele pode usar-te para fazer o mesmo. Mas, lembre-se:
• Só Deus pode tirar alguém do fundo do poço ou de uma escura prisão para colocá-lo na administração de um governo mundial para fazer o que ninguém mais é capaz.
• Às vezes será preciso que Deus destrua nossa arrogância, orgulho, maus traços de caráter para, então, reconstruir nossa história. Nestas circunstâncias, quanto mais cedo cedermos totalmente a Ele, mais rápido será o processo restaurador!
• Ainda que o quebra-cabeça de nossa vida esteja todo bagunçado ou até faltando peças, Deus irá montá-lo e o deixará completo!
• Se você se render inteiramente a Deus, certamente Ele te usará para salvar tanto a tua família como muitas outras famílias que carecem de salvação.
O quebra-cabeça de Deus é o mundo, até o fim do milênio Ele o deixará impecável! Ele quer nos usar nesse processo!
“Usa-me, Senhor. Amém!” – Heber Toth Armí.
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“José era governador daquela terra; era ele quem vendia a todos os povos da terra; e os irmãos de José vieram e se prostraram rosto em terra, perante ele” (v.6).
José não mais estava sonhando ou dando a interpretação de um sonho, mas vivendo o cumprimento do que sonhara. Ouvindo falar da fartura de pão no Egito e vendo seus filhos inertes diante da fome que os assolava, Jacó os enviou para buscar mantimento. Os dez filhos de Israel seguiram viagem até que chegaram perante um imponente governador que ao avistá-los, lhes dirigiu a palavra rispidamente. Mesmo que seu discurso fosse severo e intimidante, seu coração palpitava de emoção ao rever seus irmãos. Lembrando-se “José dos sonhos” (v.9), decidiu testá-los, os lançando em uma prisão preventiva. Após três dias, lhes concedeu o habeas corpus, menos a um, que lhe seria a garantia do retorno dos demais com seu irmão Benjamim.
Qual não foi a surpresa deles quando encontraram o dinheiro que levaram para comprar o mantimento “na boca do saco de cereal” (v.28). “Desfaleceu-lhes o coração, e, atemorizados, entreolhavam-se, dizendo: Que é isto que Deus nos fez?” (v.28). Tomados de medo, seguiram viagem tentando pensar de que forma agiriam a fim de provar sua inocência. Ouvindo Jacó o relato da viagem, tomando ciência da prisão de Simeão, e vendo “as trouxinhas com o dinheiro” (v.35), firmemente decidiu não por em risco a vida de Benjamim. Não imaginava que o que aparentava ser uma maldição, seria a mais graciosa bênção do Senhor, estando prestes a reencontrar o filho que pensara não mais existir.
Ainda na prisão do Egito, aqueles irmãos, sobrecarregados de remorso, sentiram, como nunca antes, o peso da culpa. Seu cruel ato passado não os permitia ter paz. E diante daquele que não imaginavam ser o objeto de anos de angústia, confessaram a sua culpa, pensando que não podia compreendê-los. E enquanto falavam entre si, não perceberam a face enrubrecida do governador egípcio que, sem aviso, retirou-se rapidamente. José chorou ao relembrar o fatídico dia em que, entre rogos, clamava aos seus irmãos por misericórdia e nenhuma resposta obtinha. Ele chorou ao perceber a angústia que os consumia todos aqueles anos. Em suas mãos estava a cura emocional de seus irmãos.
Em um mundo atribulado por doenças de ordem emocional, aceitar o convite de Cristo é a nossa única saída: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). A prisão do Egito não se comparava à prisão da alma causada pela culpa de um pecado não confessado. Ficar olhando “uns para os outros” (v.1) não resolve nada, muito pelo contrário, apenas reforça a ideia de que os erros do outro são sempre maiores do que os nossos. E quando nos deparamos com a oportunidade de restaurar os pedaços daquilo que nossas escolhas quebraram, não a reconhecemos (v.8). Tão pronto esteja o nosso ferido coração disposto a aceitar o terno convite do Salvador, e Ele transformará as mais improváveis circunstâncias em caminhos seguros para a cura e libertação. Creia nisso e descanse em Cristo!
Bom dia, curados e libertos pelo sangue de Cristo!
Desafio do dia: Escreva uma cartinha para cada membro de sua família dizendo o quanto o ama e ore junto com ele. Encha a sua casa de amor! Encha a sua casa de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis42 #RPSP
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761 palavras
1-5 Jacó – embora velho e enlutado – ainda é o chefe de sua casa. Desde que José é o centro da história, seus irmãos são referidos em relação a ele (v. 3).Notícias dos grãos do Egito viajaram para longe e os irmãos de José não foram os únicos em busca de comida (Andrews Study Bible).
2,3 Estêvão refere-se a esse incidente (AT 7.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 desceram dez dos irmãos. Foram todos os dez ao Egito, por motivo de segurança ou porque o cereal era distribuído aos chefes de família. CBASD – Comentário Biblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 476.
4 O interesse especial demonstrado por José com relação a Benjamim provavelmente decorreria de seu desejo de verificar se os irmãos o odiavam também. Bíblia Shedd.
O irmão legítimo de José havia tomado o seu lugar nas afeições do pai (37.3 e notas). O tratamento dos irmãos para com Benjamim e para com seu pai indicaria se eles haviam mudado espiritualmente ou não. Bíblia de Genebra.
Algum desastre. Jacó não esquecera o “desastre” que alcançou a José, irmão mais velho de Benjamim. Bíblia Shedd.
6 se prostraram. Cumprimento parcial de seus sonhos (37:7-10) (Andrews Study Bible).
7-8 eles não o reconheceram. Vinte e um anos se passaram desde que eles venderam-no à escravidão. José é agora um adulto, vestido de modo estranho, falando através de um intérprete e governando em uma posição e poder que são completamente inesperados (Andrews Study Bible).
9 espiões. A acusação é razoável, considerando as frequentemente tensas relações entre Canaã/Síria e Egito. Exércitos famintos fazem perigosos e desesperados inimigos. Em sua defesa, os irmãos liberam a informação que José está ansioso para ouvir: tanto pai quanto irmão estão vivos (Andrews Study Bible).
11 A aparente crueldade no trato de José para com seus irmãos tinha em vista, principalmente, comprovar-lhes que a confissão de honestidade que asseveravam ter era falsa. O caminho de arrependimento e da reconciliação há de ser, quase sempre, muito penoso. Bíblia Shedd.
todos filhos de um mesmo homem. Eles eram uma unidade familiar e não espiões de uma nação propensa à guerra (cf. Nm 13.2). Bíblia de Genebra.
15 pela vida de faraó. Os juramentos mais solenes eram proferidos em nome do monarca reinante (como no caso aqui), ou das deidades de quem jurava (Sl 16.4; Am 8.14), ou do próprio Senhor (Jz 8.19; 1Sm 14.39, 45; 19.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 prisão. Os três dias passados na prisão servem como uma amostra do que ele sentiu enquanto prisioneiro em uma terra estranha (40:3-7) (Andrews Study Bible).
18-20 Um plano revisto: um dos irmãos deverá ficar como refém (Andrews Study Bible).
A apresentação que José fez da escolha – vida ou morte – surtiu o efeito desejado (v. 21). Bíblia de Genebra.
21-25 A conversação dos irmãos é reveladora. O tempo não fez nada à culpa, exceto aumentá-la. O leitor conhece a reação de José e em a confirmação: os irmãos nada sabem (Andrews Study Bible).
24 chorou. Com a confissão de culpa deles, era possível uma reconciliação. Bíblia de Genebra.
Humanamente se considerando, José teria razões para pagar com a mesma moeda a crueldade dos irmãos. A realidade, porém, era que ele lhes devotava tanto amor que não lhe fora possível reprimir as lágrimas (cf Jesus, pendurado na cruz, a suplicar ao Pai Celestial o perdão para os seus assassinos Lc 23.34). Uma vez que Rúben estivera ausente por ocasião da venda de José aos midianitas (37.27-29), Simeão teria assumido a responsabilidade, sendo, como era, o segundo em idade. Eis a razão por que José o tivera retido. Bíblia Shedd.
Passando por alto a Rúben que comparativamente não tinha culpa, José escolheu Simeão, o principal instigador do cruel tratamento que ele recebera (PP, 226). A insensibilidade de Simeão havia se manifestado em outras ocasiões também, como quando ele e Levi massacraram os siquemitas. CBASD, vol. 1, p. 476.
25 José não devolveu o dinheiro deles com más intenções, mas porque não podia aceitar o dinheiro de seu pai e de seus irmãos para comprar alimento. CBASD, vol. 1, p. 478.
26-28 Outro teste: os irmãos encontram todo o seu dinheiro em sacos de grãos (Andrews Study Bible).
34 negociareis na terra. Para não afligir seu velho pai ainda mais, José mudou sua ameaça de morte (vs. 18-20) par uma promessa de oportunidade econômica. Bíblia de Genebra.
36 Não seria o caso daquela exclamação de Jacó, “tendes-me privado de filhos”, indicar sua incredulidade com relação às invencionices pelas quais intentaram camuflar-lhe o desaparecimento de José? Bíblia Shedd.
29-38 Os irmãos relatam tudo a Jacó, que chora a perda de mais um filho (v. 36). A forte reação de Jacó é também uma acusação aos filhos restantes. enlutado. (Literalmente, “sem filhos”). Embora não totalmente verdade, Jacó falou parte da verdade (Andrews Study Bible).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-41/
Gênesis 41:16 “Respondeu-lhe José: Não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó”
Após ser transformado em escravo, falsamente acusado e jogado na prisão, José ficou diante de um faraó que o elogiou por sua capacidade de interpretar sonhos. No entanto, José se humilhou diante desse faraó admitindo que interpretar sonhos estava além de sua capacidade. Era Deus quem poderia dar ao faraó as respostas que ele desejava. Ao longo de todas as provações e dificuldades, José não se desanimou a respeito de Deus, mas ainda confiava nEle de todo o coração.
Como humanos vivendo neste mundo pecaminoso, a humildade não é natural para nós. Muitas vezes esquecemos que Deus é quem merece todo o louvor. A história de Gênesis 41 realmente me ensina que, apesar de estarmos no meio de provações, devemos depender de Deus e confiar nEle. Deus nos mostra, através da história de José, que é possível que entreguemos nossas vidas a Deus completamente, apesar de nossa natureza pecaminosa e egoísmo natural.
“Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado”. Mateus 23:12
Aini Stephens
Aluna do iEAT
Instituto de Treinamento da Ásia Oriental, Malásia
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=287
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli