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“Depois, sepultou Abraão a Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, fronteiro a Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã” (v.19).
A longa espera por um filho foi recompensada com trinta e sete anos de maternidade. Sara desfrutou de sua alegre bênção com a dedicação de quem entendia que Isaque representava o cumprimento da promessa divina não somente a Abraão, mas como aquele através do qual todas as nações da Terra seriam abençoadas. A Bíblia não apresenta detalhes dos últimos momentos da vida de Sara, mas acredito que ela descansou na certeza de que, na ressurreição, verá os lindos frutos de sua fé. Pois “pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel Aquele que lhe havia feito a promessa” (Hb.11:11).
Após ter chorado e lamentado a morte de sua amada esposa, Abraão levantou-se e foi ter com o povo de Canaã. Ele pediu aos filhos de Hete que lhe concedessem o direito de comprar o campo de Macpela para sepultar a sua mulher. Deveria ser um belo lugar, que lembrava a beleza singular de Sara. Um local que se tornou o sepulcro oficial dos principais da descendência de Abraão. É interessante o diálogo entre aquele povo e o patriarca enlutado. Eles o chamaram de “príncipe de Deus” (v.6), tamanho o respeito que Abraão havia conquistado naquele lugar e o testemunho que ali deixou. E não apenas o receberam bem, como também ofereceram de graça o seu pedido. Contudo, Abraão ofereceu pagamento por uma porção da terra que Deus já havia prometido que seria de sua descendência.
Meus irmãos, a atitude de Abraão nos ensina algo muito importante. Ele não se autodenominou príncipe, mas foi chamado e considerado assim. E, como um verdadeiro líder e príncipe de Deus, portou-se como tal, colocando-se na condição de servo diante daquele povo. Que lindo tipo de Cristo foi Abraão naquele lugar! Não usou sua eleição divina como um meio de angariar privilégios, mas se despiu de si mesmo a fim de ser uma bênção por onde quer que andasse. E erguendo um altar em cada acampamento, Abraão deixava para trás o áureo testemunho dAquele que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45).
Hoje, temos o privilégio de sermos chamados como testemunhas de Jesus (At.1:8). Que, pelo poder do Espírito Santo, a nossa vida revele o genuíno serviço de quem está contemplando o genuíno Modelo. Eis a atitude de um verdadeiro príncipe de Deus. Eis a atitude de uma verdadeira testemunha de Jesus. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, príncipes e princesas do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis23 #RPSP
Comentários em áudio:
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724 palavras
1 Sara é a única mulher em toda a Bíblia cuja idade nos é referida. Este interesse especial relativo à sua pessoa pode ser que tenha sua base na posição honrosa que lhe cabe como mãe espiritual dos crentes ( 1 Pe 3.6) (Bíblia Shedd).
A morte é uma lembrança constante de que este mundo não é nosso lar (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
3-16 A maior parte do capítulo descreve as importantes negociações para um lugar de sepultamento. As palavras chave são: “dar” (vs 4, 9, 11, 13) e “escutar” (vs 6, 8, 13, 15), que são as palavras normalmente utilizadas naquele tempo em negociações de venda em lugar de “comprar” e “vender” (Andrews Study Bible).
4 A compra do campo de Macpela, em Hebrom, tem sido objeto de esclarecimento pelas descobertas arqueológicas. Efrom não estava, absolutamente, insistindo por oferecer o campo; a transação toda estava sendo encaminhada sob o intuito de proporcionar-lhe um “bom negócio”. Ele não desejava vender apenas a cova porque, a menos que todo o campo estivesse incluído, algumas obrigações lhe seriam impostas, conforme estabelecia o antigo Código de Leis dos Hititas (v 11). No tempo de Abraão, oito siclos de prata equivaleriam ao salário anual de um trabalhador. O preço dado era exorbitante. A prata foi pesada, visto que a cunhagem de moedas se verificara só no período pós-exílico. Trata-se, então, do único pedaço de terra que Abraão chegara a possuir efetivamente naquela terra toda que Deus lhe havia dado. A cova funerária encontra-se atualmente sob uma mesquita maometana em Hebrom (Bíblia Shedd).
A extensa descrição da negociação e venda da caverna demonstra que Abraão assegurou um direito legal de posse irrestrito ao campo em Macpela. Antecipando o cumprimento maior da promessa da terra (13.15), Abraão torna-se o herdeiro legal de uma pequena porção na Terra Prometida (Bíblia de Genebra).
A insistência de Abraão em comprar esse túmulo, e o cuidado com que as negociações foram encaminhadas mostram que ele estava convencido de que seus descendentes haveriam de vir àquela terra e possuí-la. Era como se sentisse que ele e Sara ficariam ali esperando a volta de seus filhos. Gên 49.29,30). Do mesmo modo, os túmulos dos mártires e missionários que tombaram no cumprimento do dever, constituem os silenciosos postos avançados que mantem a posse daquelas terras para Cristo, assim como os túmulos dos santos esperam o Segundo Advento (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
estrangeiro. Embora Abraão vivesse na Terra Prometida como um estrangeiro (21.34; Hb 11.9,13), ele demonstrou sua fé nas promessas da aliança ao comprar o primeiro pedaço de terra na terra Prometida – uma caverna para servir de sepultura (Bíblia de Genebra).
Como um estrangeiro, Abraão não tinha direito de herança a um campo de sepultamento, mas ele pediu por um. A posse de terras é sagrada em muitas culturas orientais e é ligada à felicidade familiar e dos ancestrais. O NT toma este tema e o aplica aos cristãos vivendo neste mundo (Heb. 11-9-13) (Andrews Study Bible).
6 príncipe [poderoso] de Deus. Embora alguns afirmem que este título fosse uma mera lisonja respeitosa, é possível que os habitantes de Hebrom tenham percebido a bênção de Deus sobre Abraão (Bíblia de Genebra).
10 porta. As transações legais ocorriam nos portões das cidades, no antigo Oriente Próximo (19.1; Rt 4.1-2) (Bíblia de Genebra).
11 dou-te. Como indicado pelo preço excessivo pedido (v. 15) e pelo dinheiro pago por Abraão (v. 13), a oferta de Efrom de dar a caverna e o campo a Abraão fazia parte do ritual de barganha do Oriente Próximo. A aparente generosidade da oferta tinha a intenção de forçar Abraão a corresponder com um presente de valor ainda maior (se aceitasse) ou de desencorajá-lo de continuar a negociar o seu preço (Bíblia de Genebra).
16 Abraão… pesou-lhe. Abraão estava disposto a pagar um preço excessivo para que não viessem a existir problemas futuros quanto ao negócio (Bíblia de Genebra).
17-19 Declaração resumo da transação legal e sua natureza pública. Possuir um lugar de sepultamento para queridos membros da família era significante naquela cultura e marcou a fé de Abraão na promessa de Deus. Ele investe em um futuro que ele não pode ver. Esta caverna posteriormente se tornou o lugar de sepultamento para os patriarcas Abraão (25:9), Isaque (35:27-29; 49:31) e Jacó (49:29-30; 50:13), bem como para suas esposas, com exceção de Raquel (Andrews Study Bible).
19 sepultou… na caverna. Em uma expectativa sincera de que Deus iria cumprir a promessa da aliança com relação à terra (13.15), Abraão procurou ancorar seus descendentes na Terra Prometida (24.6-9; 25.9; 49-30; 50.13) (Bíblia de Genebra).
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Abraão foi severamente provado, e em nenhum momento duvidou da ordem divina. Como um tipo do Pai Celeste, deveria tomar o seu único filho, a quem tanto amava, e oferecê-lo em holocausto sobre um monte.
Ainda de madrugada, o fiel ancião levantou-se e seguiu na mais angustiante viagem de sua vida. A partir do pé do monte, seguiram somente Abraão e Isaque. Sobre Isaque foi colocada a madeira, enquanto Abraão tinha nas mãos os instrumentos de morte. Ao perceber o que estava para acontecer, Isaque não mostrou qualquer resistência e o velho pai teve certeza da nobreza de caráter de seu precioso filho. Abraão ergueu o cutelo, mas do Céu, ouviu a voz familiar a impedi-lo de prosseguir com o intento. Ao erguer os olhos, viu a salvação.
Amados, um dia, Deus tomou Seu Filho amado e O levou para o sacrifício. Só que no monte do Calvário não houve substituto que O favorecesse. Naquele dia de densas trevas, o verdadeiro Cordeiro de Deus foi morto. Assim foi provido o preço de nosso resgate.
A história de Isaque é profética. É o relato que mais se aproxima da história da cruz .Louvado seja Deus por seu imenso amor!
Rosana Garcia Barros
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-22/
Deus havia prometido a Abraão um herdeiro e descendência tão numerosa como as estrelas do céu (Gn 15:4, 5). Mas em Gênesis 22, quando o herdeiro de Abraão, Isaque, já é quase um homem, Deus ordena a Abraão que o sacrifique como um holocausto [oferta queimada].
Como alguém deve proceder quando a ordem de Deus parece contradizer à Sua promessa? No passado Abraão havia tentado salvar sua família dizendo que sua esposa Sara era sua irmã e havia tentado cumprir a promessa de Deus de um filho tendo relações com a serva de sua esposa. Mas agora Abraão está finalmente pronto para viver de acordo com o que Deus lhe havia perguntado antes do nascimento de Isaque: “há coisa demasiadamente difícil para o Senhor?” (Gên 18:14).
Quando Isaque lhe pergunta: “onde está o cordeiro?”, Abraão responde: “Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho” (Gn 22:8 NVI). E no mesmo lugar onde os sacrifícios do templo seriam oferecidos e perto de onde Jesus iria morrer para nos salvar da morte, Deus providenciou um cordeiro substituto no lugar de Isaque.
Quando as ordens de Deus parecem ser impossíveis de serem obedecidas, você está disposto a confiar na promessa de Deus? A Boa Nova de que Jesus morreu para que você possa ter a vida eterna lhe dá fé para obedecer a todos os mandamentos de Deus?
Douglas Jacobs
Professor, Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=252
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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GÊNESIS 22 – O que Deus mais quer que saibamos é sobre a salvação; em contrapartida, Satanás faz tudo para impedir-nos de entender tão precioso e relevante assunto.
O Evangelho antes do “Evangelho” foi sempre o mesmo. A graça, antes de sua plena manifestação na cruz foi sempre a mesma. No Antigo Testamento o método de salvação tinha a mesma forma e o mesmo endereço, só a didática era diferente!
Neste relato do “sacrifício” de Isaque, o filho da promessa, por seu pai Abraão, o pai da fé, observamos estes três importantes pontos:
1. Didaticamente Abraão representava a Deus Pai (vs. 2-3, 16);
2. Didaticamente Isaque prefigurava a atitude de Jesus, o Deus Filho (vs. 6-10);
3. Didaticamente o cordeiro simbolizava o sacrifício de Cristo (vs. 8, 13-14).
Abraão era pecador e deveria pagar com a vida o preço de seu pecado. Isaque era pecador e deveria pagar com a vida o preço do seu pecado. Nós somos pecadores e devemos pagar com a vida o preço de nosso pecado. Assim como Isaque deveria morrer de verdade, também deveria Abraão e cada um de nós.
Assim como câncer não se cura com aspirina, pecado não se cura com qualquer coisinha simples. Obediência, práticas, rituais e cerimônias religiosas não podem, de forma alguma, curar a desgraçada doença do pecado. Contudo, para Deus a pior doença tem cura.
Cada pecador deste mundo deveria morrer – o que está ilustrado em cada sacrifício do Antigo Testamento. Como Isaque, deveríamos estar sobre o altar de sacrifícios, mas Cristo, o Cordeiro de Deus, assumiu nosso pecado. Nossos terríveis pecados levaram Jesus à morte. O preço foi alto demais, altíssimo!
Isaque era extensão da vida de Abraão. Se Isaque morresse sem filhos implicava também a morte de Abraão. Mas ambos tiveram a oportunidade de viver, devido à morte de um cordeiro substituto, o qual apontava para Cristo. Assim como o cordeiro inocente assumiu o lugar do culpado, Jesus assumiu nosso lugar.
Assim como o cordeiro morreu em lugar de Isaque, Jesus morreu em nosso lugar. Portanto, em Cristo, e somente através dEle, seremos livres da condenação. Assim como Abraão entregou seu filho, Deus nos entregou o Seu – o verdadeiro Filho da Promessa. Aleluia!
Conheça, experimente e viva o plano da salvação. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não Me negaste o filho, o teu único filho” (v.12).
De todos os homens que foram tipos de Cristo no Antigo Testamento, certamente o capítulo de hoje aponta Isaque como o protagonista do relato que mais se aproxima da história da cruz. Abraão foi severamente provado, mas como aquele que conhecia a voz do seu Deus, em nenhum momento duvidou da ordem divina, e, como um tipo do Pai Celeste, deveria tomar o seu único filho, a quem tanto amava, e oferecê-lo em holocausto sobre um monte (v.2). Ainda de madrugada, o fiel ancião se levantou e seguiu na mais angustiante viagem de sua vida. “Erguendo Abraão os olhos” (v.4), viu o lugar do sacrifício.
A partir dali, era somente ele e Isaque. Seus servos não poderiam ter parte alguma naquele holocausto. Mas ele fez uma promessa: “voltaremos para junto de vós” (v.5). Sobre Isaque foi colocado o peso da lenha, enquanto Abraão tinha nas mãos os instrumentos de morte. “Assim, caminhavam ambos juntos… seguiam ambos juntos” (v.6 e 8). Ao perceber o que estava para acontecer, Isaque não mostrou qualquer resistência e o velho pai teve certeza da nobreza de caráter de seu precioso filho. O cutelo foi erguido, mas do Céu, ouviu a voz do seu Senhor a impedí-lo de prosseguir com o intento. Novamente, Abraão ergueu os olhos, mas, desta vez, ele viu a provisão de Deus.
Amados, um dia, Deus tomou Seu Filho, seu único Filho, a Quem tanto ama, e O levou para um sacrifício. Jesus levou sobre Si não apenas o peso do madeiro, mas de pecados que jamais cometeu. No monte do Calvário não houve substituto que O favorecesse, mas Ele mesmo Se fez substituto por nós. Enquanto cruzava a via dolorosa, Ele e o Pai “seguiam ambos juntos” (v.8). Era uma obra exclusivamente divina. Aos Seus servos, Ele já havia dito: “Não se turbe o vosso coração… voltarei e vos receberei para Mim mesmo” (Jo.14:1-3). Naquele dia de densas trevas, o verdadeiro Cordeiro de Deus foi morto e “no monte do Senhor” (v.14) foi provido o preço de nosso resgate. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Creia nesta preciosa promessa e, assim como “voltou Abraão aos Seus servos, e, juntos, foram para Berseba, onde fixou residência” (v.18), Cristo voltará para buscar os Seus servos e os levará para fixar residência na Cidade de Deus!
Que Deus vos conceda um lindo e feliz sábado!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis22 #RPSP
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261 palavras
5 Eu e o rapaz. Cada um dos três verbos da sequência a seguir está na primeira pessoa do plural. A tradução não reflete a fé profética implícita no hebraico. Literalmente, Abraão disse aos dois servos: “Eu e o rapaz – nós iremos até lá, nós adoraremos e nós voltaremos.”Embora não compreendesse o propósito de Deus, ele acreditava que Deus ressuscitaria Isaque dos mortos (Hb 11:19). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 356.
9 Edificou Abraão um altar. Ao chegar ao local onde séculos mais tarde estaria o templo, pai e filho ergueram um altar. Salém, a cidade de Melquisedeque, ficava a curta distância ao sul. Mas um pouco mais adiante, a noroeste, ficava a colina mais tare conhecida como Gólgota. CBASD, vol. 1, p. 358.
14 O SENHOR proverá. Abraão deu ao local o nome de Yahweh-jireh, “O SENHOR proverá”. CBASD, vol. 1, p. 359.
17 Possuirá a cidade de seus inimigos. Isso é provavelmente uma predição de que seus descendentes seriam vitoriosos sobre os inimigos na futura conquista de Canaã. Pode incluir Também o triunfo da verdade sobre os sistemas religiosos pagãos, isto é, a conversão dos pagãos através do esforço dos pagãos missionários dos filhos espirituais de Abraão. CBASD, vol. 1, p. 359.
23 Betuel gerou a Rebeca. Nada se sabe dos outros filhos de Naor; somente sobre Betuel, o filho mais novo. Betuel é importante por ser o pai de Laboratório e Rebeca (ver Gn 24:15, 24, 47, 50; 25:20; 28:2, 5). O nome Betuel, literalmente “habitação de Deus”, pode indicar que ele era um homem piedoso. A omissão do nome de Labão nesta lista sugere que ele ainda não era nascido. CBASD, vol. 1, p. 360.
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