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GÊNESIS 26 – Uma das maiores causas de dificuldades na vida é a imprudência. Imprudência nos relacionamentos resulta em tremendos sofrimentos. Imprudência é agir precipitadamente/irrefletidamente: Falta de cuidados.
Um jornal peruano declarou: “Acidentes ocorrem frequentemente nas estradas peruanas, pela imprudência dos motoristas, o mau estado das pistas e a informalidade do setor de transporte”. Podemos, facilmente, parafrasear: Acidentes ocorrem frequentemente na estrada da vida pela imprudência dos seres humanos, o mau caráter que possuem e sua natureza pecaminosa.
Enfocando a família, pode-se acertadamente dizer que as famílias são destruídas diariamente pela imprudência. Sofrimentos, dores, traumas e problemas familiares surgem da imprudência vivida nos lares. Observe:
1. Imitar os erros dos pais é imprudência fatal. Ao fazer isso, Isaque põe sua esposa em perigo, a beleza de sua esposa tornou-se a causa de crise no casamento (vs. 1-7);
2. A duplicidade no casamento acarreta terríveis sofrimentos: Ser uma coisa em casa e, fora de casa ser diferente, é falsidade. Agir em casa diferentemente de como se age fora, fazer carinho num lugar e não em outro, pode resultar em tragédias (vs. 8-11);
3. Egoísmo, medo, mentira, desconfiança, falta de comunicação, negligências e falta de considerar Deus nas tomadas de decisões, são pecados que levam a acidentes mortais. Coloque o sinto de segurança, aprenda a viver bem para que a viagem na estrada da vida seja de bonança;
4. A não ser que Deus intervenha, nada impedirá que nas imprudências da vida a desgraça sobrevenha (vs. 10-13).
Além desses pontos aplicáveis diretamente ao casamento, o capítulo aponta princípios para relacionamentos mais abrangentes, para evitar arruinar toda a família:
1. Não é sábio provocar ou vingar-se de vizinhos que nos provocam, ser prudente evita muitos acidentes. Quando Deus abençoa Seus filhos, os filhos das trevas são tomados por inveja e agem cruelmente. Ao abrir novos poços e não vingar-se quando invejosos contenderam, Isaque protegeu a família de muitos males; aliás, sua prudência resultou em bênçãos divinas (vs. 14-33);
2. Não é nada sábio agir por instinto ou vingar-se: Esaú casou-se com mulheres pagãs, ele teve duas esposas. Esse casamento foi a desgraça de sua vida e a tristeza para seus pais. A imprudência é a causa de terríveis tragédias, a porta para imoralidades (vs. 34-35).
Portanto, seja prudente! – Heber Toth Armí.
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“Na mesma noite, lhe apareceu o Senhor e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque Eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, Meu servo” (v.24).
Isaque estava prestes a passar por experiência semelhante a que seu pai havia passado. Em dias de fome, teve de buscar auxílio na terra dos filisteus. As terras do Egito, porém, certamente lhe eram uma possibilidade posterior. Mas o Senhor lhe apareceu, dando-lhe uma ordem expressa: “Não desças ao Egito. Fica na terra que Eu te disser” (v.2). A obediência de Abraão pôde ser vista em seu filho e, igualmente, a reprodução de suas ações precipitadas. Assim como Abraão mentiu a respeito de Sara, Isaque mentiu sobre o parentesco com Rebeca, “porque era formosa de aparência” (v.7).
Seu amor por sua amada esposa, contudo, não poderia ficar em secreto por muito tempo. “Abimeleque, rei dos filisteus, olhando da janela, viu que Isaque acariciava a Rebeca, sua mulher” (v.8). Mais uma vez, a mentira foi descoberta e a misericórdia de Deus sobrepuja a falível natureza humana. Isaque “prosperou, ficou riquíssimo… de maneira que os filisteus lhe tinham inveja” (v.13, 14). E cada poço “que os servos de seu pai haviam cavado” (v.15), os filisteus enchiam de terra. Até que a prosperidade de Isaque tornou-se causa de sua expulsão daquele lugar.
Prontamente, “Isaque saiu dali e se acampou no vale de Gerar, onde habitou” (v.17). E sem conflitos ou intenção de provocá-los, ele tornou a abrir “os poços que se cavaram nos dias de Abraão, seu pai” (v.18), e passou a abrir novos poços. Mas estes também foram motivo de contenda para “os pastores de Gerar” (v.20), que lhe tomavam o direito àquela água. E assim se sucedeu duas vezes, até que, na terceira, não houve contenda. Isto foi um bálsamo ao coração do pacífico Isaque e à sua paciência o Senhor respondeu com bênção: “Não temas, porque Eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, Meu servo” (v.24). Seguindo o exemplo de seu pai, Isaque “levantou ali um altar” e invocou o nome do Senhor (v.25).
A vida do herdeiro da promessa era um testemunho vivo de que a bênção do Senhor o acompanhava, de forma que isso era claramente visto, inclusive por seus inimigos (v.28). Aquele acordo de paz representa a fidelidade do que está escrito: “Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, Este reconcilia com eles os seus inimigos” (Pv.16:7). O fato de que “eles se foram em paz” (v.31) também estabelece um limite de convivência. Viver em paz uns com os outros nem sempre significa intimidade ou estar perto. Por vezes, a distância é a melhor alternativa ao se estabelecer uma aliança de paz. Que o Senhor nos conceda sabedoria em nossos relacionamentos e que, como Isaque, sejamos cavadores de poços de paz, e não entulhadores de poços de contendas. Seja dito a nosso respeito: “Tu és agora o abençoado do Senhor” (v.29).
Bom dia, abençoados do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis26 #RPSP
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839 palavras
3 habita nela. a palavra hebraica traduzida como “habitar” indica um “forasteiro” ou um estrangeiro residente na terra (21.34; Hb 11.9,13). Isaque deve permanecer no lugar como um “estranho” que ainda não possui a terra (Bíblia de Genebra).
5 Tem em vista a ênfase e a especificidade deste comando, parece existir algum entendimento dos detalhes da lei dos Dez mandamentos de Deus bem antes do Sinai (Bíblia de Genebra).
Alguns eruditos tem admitido que mandamentos, preceitos , estatutos, leis, são palavras que indicam algo no gênero que teria sido preservado até os dias de Moisés. Embora isto não esteja provado, tais palavras expressam bem o constante cuidado de Abraão em observar todas as revelações e instruções oriundas de Deus (Bíblia Shedd).
A obediência de Abraão é descrita em termos que recordam a exigência feita a Israel para que obedeça à lei de Moisés (cf Dt 11.1). Abraão é um tipo de Cristo que, pela Sua obediência, cumpriu as justas exigências da lei e assegurou as suas bênçãos sobre a sua descendência (Mt 5.17-18) (Bíblia de Genebra).
6 ficou. Assim como seu pai Abraão, Isaque respondeu com obediência à promessa de Deus (12.4; 17.23; 22.3) (Bíblia de Genebra).
7 Isaque repete o mesmo erro que seu pai cometeu duas vezes. O medo o fez contar uma mentira (Andrews Study Bible).
Ele podia ter recebido em sua alma aquela graça suficiente que está sempre ao alcance dos homens tentados; mas, como muitos de nós, olhou para baixo e não para cima (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
8 acariciava. O hebraico significa “brincar” e é da mesma raiz que o nome de Isaque (Bíblia de Genebra).
Isaque (Ytzaq) acaricia (metzaheq) Rebeca; aqui também há um jogo de palavras, como em 21.9 (Bíblia de Jerusalém).
10-11 “Culpa” (ou: “atraído… delito”) e “tocar” são dois termos muito relacionados com o santuário. Se alguém tocasse alguma parte sagrada do santuário sem permissão estaria cometendo um erro perante Deus e se tornaria culpado. A despeito destes desvios, Isaque e Rebeca são possessão “santa” de Deus (Andrews Study Bible).
10 Abimeleque. O termo “Abimeleque” [Av=”pai”; Melech=”rei”] deve ser tomado como significando um título monárquico (tal como o de Faraó) (Bíblia Shedd).
12 semeou. Isaque se estabilizava mais em um lugar do que seu pai nômade. Seu sucesso dependia da chuva do céu (Bíblia de Genebra).
Cento por um é a expressão significativa da prosperidade incomum com que Deus estava enriquecendo a Isaque. Era, portanto, uma proporção duas a quatro vezes maior do que a média conseguida por outros. Tal prosperidade suscitava a inveja dos filisteus, que passaram a desejar-lhe mal, entupindo-lhe os poços, cavados ainda no tempo de Abraão (Bíblia Shedd).
15 lhe entulharam todos os poços. Com a morte de Abraão, os filisteus renegaram, com efeito, o pacto de não agressão (21.22-34). Eles não tinham fé verdadeira no Deus de Abraão (Bíblia de Genebra).
17-22 Três vezes os servos de Isaque reabriram fontes/poços abertos por Abraão. […] A disputa se transformou em inimizade, que levou finalmente à experiência de espaço aberto, o que no VT está frequentemente associado a prosperidade ou salvação (Is. 54:2-3) (Andrews Study Bible).
O rico Isaque retirou-se da terra fértil para o vale de Gerar, dependendo dos poços originalmente cavados por Abraão (v.18). Nenhum dos patriarcas arriscou-se precipitadamente em guerra pela Terra Prometida. Eles confiavam que Deus daria a terra a seus descendentes na hora certa (15.13-14) (Bíblia de Genebra).
20 Eseque – heb. “contenda” (Bíblia Shedd).
21 Sitna – heb “inimizade”, “ódio”, ou “acusação” – da mesma raiz da qual deriva a palavra Satanás, que é o acusador (Bíblia Shedd).
22 Reobote – “Alargamento” ou “amplitude” (Bíblia Shedd).
23 Berseba – beer, quer dizer “fonte” e sheba, quer dizer “sete” ou “juramento” (Bíblia Shedd).
O lugar do pacto original de não agressão com os filisteus (21.32) (Bíblia de Genebra).
25 levantou ali um altar. Como seu pai, Isaque construiu um altar em resposta à revelação de Deus (12.7-8) (Bíblia de Genebra).
invocado o nome do SENHOR. Isaque e Rebeca bem sabiam a razão por que Abraão tinha estado tão apreensivo pelo temor de que o filho se casasse com mulher pagã relacionava-se com o fato de que era praticamente universal a ignorância prevalecente com respeito ao Deus verdadeiro. Era vigente, por toda parte, um sem número de religiões enganosas e idólatras (Bíblia Shedd).
26-31 Abimeleque e sua comitiva não foram bem recebidos cordialmente – inicialmente Isaque não ofereceu nenhuma comida (ver 18:1-8) – mas Isaque era suficientemente sábio para finalmente concordar com uma aliança, celebrada por uma refeição comunal (Andrews Study Bible).
34-35 A escolha das esposas de Esaú não foi dirigida pelo desejo de continuar a linhagem escolhida, tendo sido feito, ao contrário, feita sem observância de seu direito de primogenitura (25:29-34) ou mesmo talvez rebelião (Andrews Study Bible).
Os filhos devem tomar cuidado para que não cheguem a causar sofrimentos desnecessários àqueles que os amam (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
A história da bênção roubada é estruturada por referências ao casamento de Esaú com mulheres heteias e o desprazer de seus pais por isto (27.46). O profano Esaú mostrou seu desrespeito pelas bênçãos da aliança ao se casar com filhas da terra (24.3-4; 31-50). Casando-se com cananeias e, consequentemente, aborrecendo seus pais (27.46), ele efetivamente se desligou da herança sagrada (21.21; 25.6) (Bíblia de Genebra).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-25/
Neste capítulo nós nos despedimos de Abraão e somos apresentados a Jacó, cujos filhos se tornaram os líderes das doze tribos da nação de Israel. É através da nação de Israel que Deus cumprirá Sua promessa feita a Abraão de fazer a sua família uma grande nação e abençoar todo o mundo através dessa nação (Gn 12:1-3). Em última análise, Jesus nasceria da família de Abraão e seria a maior bênção e cumprimento final da promessa de Deus a Abraão (Mt 1:1-17; Gl 3:16-17).
Mas antes da história dos filhos de Jacó e da formação da nação de Israel, devemos ouvir a história de Jacó, cujo nome é mudado para Israel. Temos de aprender de sua experiência de vida e acompanhar sua jornada desde o engano e maldade (Gn 25:29-34; 27:36) até chegar a príncipe com Deus (Gn 32:28). Deus transforma o caráter de Jacó e, finalmente, muda seu nome como prova da transformação.
A história de Jacó é realmente a história de cada filho de Deus. Durante estes próximos dias tente ler a história de Jacó como se fosse a sua própria história.
Douglas Tilstra
Diretor de Vida Acadêmica
Walla Walla University
Postado no blog mundial em: https://www.revivalandreformation.org/?id=249
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Ouça este comentário em áudio:
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GÊNESIS 25 – Nesta vida, nada é perfeito. Muitas vezes precisaremos tomar rumos nunca dantes sonhados. A morte de um membro da família altera o curso da vida radicalmente. Decisões nunca planejadas serão tomadas que poderão chocar alguns.
Abraão casou-se outra vez após a morte de Sara. Além de ter Isaque com Sara – sua esposa, e Ismael com Hagar – a escrava da esposa –, Abraão teve mais seis filhos com Quetura/Cetura. Essa informação pode ser novidade para muitos e pode chocar a alguns; todavia, Deus não ocultou isso de nós (vs. 1-3);
Abrão morreu após ter vivido 175 anos. Antes, porém, de morrer, dividiu seus bens para que não houvesse brigas por herança entre seus oito filhos. Seria muito bom e sábio da parte de todo pai se assim procedesse antes de morrer (vs. 5-6).
Maduro pelas vicissitudes da vida, pelas vitórias divinas alcançadas, realizado com o filho da promessa e mais sete filhos, fortalecido na fé e moldado pela dependência de Deus, Abraão “morreu numa velhice feliz, idoso e saciado de dias, e foi reunido à sua parentela. Isaac e Ismael, seus filhos, enterraram-no na gruta de Macpela” junto a sua esposa (vs. 7-11, BJ).
Ismael tornou-se uma grande nação, conforme Deus prometeu (17:20). Embora tenha-se desviado devido à forte influência idólatra da família egípcia de sua mãe, “em seus últimos dias arrependeu-se de seus maus caminhos, e voltou ao Deus de seu pai” (Patriarcas e Profetas, p. 174). Ele morreu com a idade de 137 anos e deixou doze filhos que foram doze chefes de clãs (vs. 12-18).
Por ter-se arrependido antes de morrer, Ismael estará no Céu juntamente com seu pai Abraão! Se arrependermos o quanto antes, também estaremos e, os conheceremos lá!
Isaque orou durante 20 anos para que sua esposa tivesse filhos e Deus atendeu a sua súplica. Lição: Nunca desista de orar, certamente Deus irá compensar-te!
Ainda neste capítulo uma nova saga começa: a dos dois irmãos gêmeos que competiam entre si antes mesmo de nascer. No ventre de sua mãe eles já mostraram seu destino e Deus revelou o futuro desses dois filhos de Isaque. Logo na juventude, o visionário Jacó almejou a primogenitura que pertencia ao relapso Esaú e, o duelo avançou… (vs. 19-33).
Destaque mais lições deste capítulo… – Heber Toth Armí.
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“Cresceram os meninos. Esaú saiu perito caçador, homem do campo; Jacó, porém, homem pacato, habitava em tendas” (v.27).
A vida dos grandes homens e mulheres de Deus do passado nos deixaram um legado de fé, fidelidade e temor a Deus. Voluntariamente permitiam que o Senhor lhes indicasse o caminho a ser seguido e buscavam servi-Lo. Não obstante, também eram homens como nós, sujeitos “aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17) e, com muita frequência, podemos comprovar isso nas Páginas Sagradas. Não sabemos exatamente em que período Abraão tomou para si “outra mulher” (v.1), mas, certamente, o Senhor deixou bem claro que sobre o Seu propósito original estava a Sua bênção: “Depois da morte de Abraão, Deus abençoou a Isaque, seu filho” (v.11).
Mesmo habitando em tendas, afastado dos costumes e tradições pagãs das cidades circunvizinhas, a natureza humana mostrava a sua real condição pecaminosa. Abraão não só maculou os laços sagrados de seu matrimônio, como também abriu brechas para inculcar na mente de seus demais filhos a predileção divina referente a Isaque. Isaque não era o preferido de Deus, mas o cumprimento da promessa feita por Ele a Abraão. Por vinte anos Isaque “orou ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril; e o Senhor lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu” (v.21). Já no ventre, a luta era sentida e o primeiro lugar disputado.
Infelizmente, os sentimentos de Abraão e as lições aprendidas de sua especial eleição, motivaram Isaque a apegar-se mais a um filho do que ao outro. Esaú mostrava-se um homem forte e decidido. Aos olhos de seu pai, não poderia haver outro mais capaz para assumir a liderança da família e dar continuidade à descendência de Abraão. Jacó, por sua vez, era homem pacífico, sossegado. Enquanto Esaú empreendia planos e era ávido por grandes aquisições, Jacó apreciava a vida pacata e a simplicidade de suas habitações. Em tudo eram diferentes e em tudo divergiam. Fossem, porém, ensinados a unir suas diferenças para um bem comum, muitos sofrimentos poderiam ter sido evitados.
Como primogênito e herdeiro por herança, Esaú não cogitava a possibilidade de perder o seu direito adquirido. Mas Jacó, influenciado por sua mãe, aproveitou-se de uma situação casual para conquistar para si o que Deus já havia dito que seria seu. E, como no Éden, Esaú foi vencido pelo apetite, rebaixando sua primogenitura à estatura de um “cozinhado de lentilhas” (v.34). Da mesma forma, nós não estamos livres de sofrer pelas consequências de nossas próprias escolhas. “Porque Deus amou ao mundo” (Jo.3:16) já é um recado bem claro de que “para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11). Contudo, Ele que conhece o fim desde o princípio, também conhece o coração humano e suas intenções. Nossos erros ou acertos não servem de termômetro de santidade. Deus conhece os Seus e os identifica desta forma ainda que tudo conspire de forma contrária. Não despreze o seu direito como filho ou filha do Rei do Universo! Não permita que nada neste mundo substitua a herança que Cristo conquistou para você!
Bom dia, herdeiros da vida eterna!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis25 #RPSP
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1-11 Última menção de Abraão na história. Ele teve outra esposa, que parece ser descrita como uma concubina (v. 6). Seus filhos são suficientemente importantes para serem incluídos em uma breve genealogia, mas ao mesmo tempo são insignificantes para as bênçãos divinas e são mandados embora para proteger Isaque (Andrews Study Bible).
8-10 A descrição da morte de Abraão utiliza uma linguagem tradicional, enfatizando o avançado de sua idade. Seu corpo foi enterrado no sepulcro da família, aonde Sara já estava enterrada (23.19). A expressão “foi reunido ao seu povo” não denota movimento da alma, mas sim o inevitável destino pós queda da humanidade: todos iremos morrer. Isto é destacado fortemente no Pentateuco (25:17; 35:29; 49:33; Deut. 32:50) (Andrews Study Bible).
Esaú tinha 15 anos [tb Jacó] quando Abraão morreu (Bíblia Shedd).
9 Nascimentos e mortes unem as famílias (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
11 Beer-Laai-Roi. Isto é, poço daquele que vive e me vê (Bíblia NVI).
12-18 A genealogia de Ismael é incluída, marcando o cumprimento das promessas para Agar (16:10) e Abraão (17:20). Os doze filhos refletem as unidades tribais de Israel (35:22b-26) (Andrews Study Bible).
18 Havilá ficava, provavelmente, perto do Sinai, ao noroeste da Arábia. Sur era um povoamento fortificado, mantido pelo Egito com a finalidade de antepor uma barreira contra os nômades orientais. Toda a área fica, portanto, compreendida pela Arábia setentrional [norte] (Bíblia Shedd).
19-34 Como Sara, Rebeca era estéril e somente concebeu devido a intervenção divina e orações de seu marido Isaque após vinte anos de casamento (v. 26) (Andrews Study Bible).
20 Padã-Arã. Provavelmente na região noroeste da mesopotâmia (Bíblia Shedd).
22 lutavam. Forte expressão significando literalmente “batendo um no outro” (Deut. 28:33; Jz. 9:53). O tema do conflito progride desde o útero, passando pelo parto (Gên. 25:26), suas profissões diferentes (v. 27) e preferências opostas às dos pais (v. 28) (Andrews Study Bible).
23 A resposta divina antecipa o conflito entre os dois filhos de Isaque e destaca a proeminência da eleição divina sobre as tradições estabelecidas dos direitos do primogênito (Andrews Study Bible).
25 Esaú significa “cabeludo”. Em muitos aspectos ele era mais atraente e insinuante que Jacó, mas faltava-lhe uma coisa importante: a fé. Não era só o caso de ser ele um materialista (Hb 12.16) pois que, também Jacó assim se revelara na primeira fase de sua vida. O fato, porém, era que Esaú não depositava confiança nas promessas divinas, nem atribuía qualquer valor à aliança estabelecida com Abraão. Jacó, por outro lado, estava confiante e buscava tais promessas. Deus o abençoara e submetera-o à disciplina (Bíblia Shedd).
26 Jacó, “aquele que segura o calcanhar”, portanto, “Suplantador”, o que tira vantagem sobre outros pela astúcia (Bíblia Shedd).
29-34 Jacó tira vantagem da situação e ganha o direito de primogenitura trocando-o por um cozido, procurando forçar a mão de Deus. A rápida refeição de Esaú (marcada por quatro verbos em rápida sucessão [comeu, bebeu, levantou-se, saiu]), dado em troca do direito de primogenitura, mostra a tolice de Esaú (Heb. 12:16) (Andrews Study Bible).
30 Edom significa “vermelho”, associa-se ao fato de ser esta a cor de Esaú (25), bem como a cor do prato de lentilhas, pelo qual ele negociara seu direito de primogenitura (Bíblia Shedd).
31 O direito de primogenitura tinha referência a certos privilégios atribuídos ao filho mais velho: 1) Porção dobrada dos haveres paternos, depois da morte deste; 2) Direito de exercer o sacerdócio sobre a família; Em relação à família de Abraão, a primogenitura incluía mais este direito: 3) Ficar na linha genealógica direta do Salvador por vir. (Bíblia Shedd).
Tais privilégios nada eram na opinião de Esaú, e ele se sentia muito satisfeito em desfazer-se de tudo o que implicavam, se somente pudesse obter a satisfação imediata dos apetites (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).