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GÊNESIS 31 – Ambição, inveja, egoísmo, interesse próprio, tirar vantagem fazem parte do coração natural que ilude, manipula e engana. Ganância, rivalidade e maldade caracterizam o coração daqueles que estão chafurdando no pecado, ignorando o perdão divino e desprezando o plano de salvação.
1. Labão explora seu genro Jacó, o qual é motivado a fugir da casa do sogro com tudo o que tem (vs. 1-21);
2. Labão persegue a Jacó até encontrá-lo, mas nada impede os propósitos de Deus de se cumprirem (vs. 22-55).
Jacó vê a si mesmo em seu sogro. Olhar para o sogro era o mesmo que olhar-se no espelho. Quando olhava ao sogro, ele via “alguém tão desejoso de enganar, tão desejoso de atingir os próprios objetivos, tão desejoso de fazer negócios quanto ele próprio” observa o teólogo Paul R. House.
As pessoas enfrentam dificuldades quando convivem com alguém que tem os mesmos defeitos. Há intolerância quando percebe-se nos outros os próprios defeitos. Contudo, Deus usa isso como espelho para levar-nos a reconhecer e abominar nossos erros, embora custe entender isso.
Contudo, Deus estava no controle, mexendo os pauzinhos a fim de revelar seu plano de salvação à família de Jacó e ao mundo. Deus cumpre o que prometeu a Abraão, mas Jacó deveria voltar à terra de seus pais (vs. 2-5). Deus está com Seus filhos ainda que estes não O buscam.
Após 20 anos com Labão, após ser enganado no casamento e ter trabalhado o dobro pela esposa Raquel, após ter o salário alterado 10 vezes para pior, Jacó fugiu cheio de mágoa. Deus providenciou forma de resolver as diferenças com o sogro. Jacó partiu com os problemas resolvidos (vs. 33-49) – Deus é perito em resolver problemas, confie nEle!
Graça é bênção imerecida. Deus opera em pessoas que merecem punição, mas oferece bênçãos. Aquele que precisa de salvação precisa experimentar, primeiramente, as bênçãos de Deus, a fim de aceitar o plano da salvação que visa libertar da condenação.
• Assim como Deus agiu na família de Jacó, está atuando em nossa família – a demora é devido a nossa teimosia.
• Deus usa vários métodos a fim de mostrar-nos quão mal somos; um deles é colocar-nos diante de pessoas com nossos defeitos.
• Deus nos cuida, independentemente de nossas falhas.
Arrependamo-nos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“E disse o Senhor a Jacó: Torna à terra de teus pais e à tua parentela; e Eu serei contigo” (v.3).
A prosperidade de Jacó provocou a inveja no coração de Labão e de seus filhos, e a feição daquele que dantes o recebera com festa já “não lhe era favorável, como antigamente” (v.2). Era hora de sair daquele lugar e voltar para casa. E após a confirmação divina e a aprovação de Lia e Raquel, aproveitando-se de um tempo em que Labão estava fora de casa, reuniu sua família e “fugiu com tudo o que lhe pertencia” (v.21). Só após três dias Labão tomou notícia da fuga e, apercebendo-se do sumiço de seus “ídolos do lar” (v.19), saiu no encalço de Jacó com a fúria de quem se sentia traído.
O Senhor, contudo, não permitiu que a raiva de Labão fosse consumada e, em sonho, lhe falou a fim de proteger o seu servo Jacó. O diálogo que se seguiu entre sogro e genro foi amistoso e terminou com um acordo de paz. Antes disso, porém, Labão procurou certificar-se se os seus deuses não estavam naquele acampamento. E a resposta de Jacó se cumpriria com o nascimento de Benjamim: “Não viva aquele com quem achares teus deuses” (v.32). A dissimulação de Raquel e os ídolos que ainda conservava em seu coração e em seu lar lhe custaria a própria vida.Vivemos no limiar do maior evento que o Universo já contemplou. Jesus prometeu: “voltarei” (Jo.14:3). E está chegando o tempo em que os rostos que um dia nos tinham grande consideração não mais nos serão favoráveis. Sob o olhar e a bênção de Deus, o Seu povo marchará para a triunfante vitória. Até lá, o Senhor nos diz: “Fugi do meio de Babilônia, e cada um salve a sua vida” (Jr.51:6). “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). É um recado claro e urgente que demanda renúncia e uma firme decisão.
Assim como a mentira e a idolatria de Raquel lhe custaria a própria vida, muitos dentre o professo povo de Deus, conservando os ídolos deste mundo no coração e no lar, sofrerão as dores de quem estava tão perto de chegar em Canaã, mas tão longe da santificação e da pureza de Cristo que são a marca daqueles que atravessarão os portais da eternidade. Com profundo zelo o Senhor reivindica que o Seu povo se mantenha imaculado da contaminação que há no mundo e, inspirando Seu servo, ordenou: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).
Não é hora de esconder ídolos, meus irmãos! É hora de fugir de nós mesmos, de nossas fraquezas, de tudo que nos remete a erros passados e de buscar, no Senhor, forças para continuar marchando até alcançar o nosso verdadeiro Lar. Que até lá, sejamos uns para os outros as mãos que ajudam a levantar, os pés que indicam o caminho certo, os lábios que proferem bênçãos e o coração que transborda o amor de Deus. A jornada é difícil e o caminho é estreito, mas grande e sobremodo poderoso é o Senhor que nos guia e nos diz: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).
Bom dia, peregrinos rumo à Canaã Celestial!
Desafio do dia: Existem muitos ídolos modernos que podem nos roubar a coroa da vida eterna. Ore pedindo ao Espírito Santo que lhe mostre os “ídolos” que acaso você ainda não abandonou e peça forças para livrar-se deles.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis31 #RPSP
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1208 palavras
1-55 Em cumprimento à sua promessa em 28.15, O Senhor levou Jacó de volta à Terra Prometida com grande riqueza às custas e Labão e acima da oposição do mesmo (v. 42). Deus permaneceu firme às suas promessas, apesar das maquinações de Jacó e da idolatria pagã de sua casa (v. 19; 28.20) (Bíblia de Genebra).
1-3 Jacó “ouvia”, “reparou”, e, então, Deus falou. Todos os sentidos dispararam o alarme da mudança da situação. Os filhos de Labão, que aparecem pela primeira vez na história, reclamam do estrangeiro (Andrews Study Bible).
3 Torna à terra. A partida de Jacó e seus filhos de Padã-Arã prenuncia o êxodo das doze tribos de Israel do Egito; eles vão em resposta a um chamado de Deus para adorar na terra de Canaã (vs. 3,13; cf Êx 3:13-18); eles despojam o inimigo de sua riqueza (v. 9; cf Êx 12:35-36); eles são perseguidos por forças superiores e salvos por intervenção divina (vs 21-42; cd Êx 14:5-31). Estes exemplos do Antigo testamento, por sua vez, apontam para a peregrinação do Novo Israel, a igreja (1Co 10-1-4) (Bíblia de Genebra).
4 Então, Jacó mandou vir. Jacó finalmente começou a responder a Deus com pronta obediência (cf 12.4; 17.23; 22.3) (Bíblia de Genebra).
4-15 Esta é a primeira vez que Lia e Raquel concordam com um plano de ação. O retorno a Canaã não é somente uma necessidade (devido à alteração das condições), mas também uma resposta à ordem de Deus, que (como sempre) é seguida de uma promessa divina (ver 12:1-2) (Andrews Study Bible).
7 dez vezes. O número dez significava plenitude; Jacó talvez esteja deplorando a magnitude da desonestidade de Labão (Bíblia de Genebra).
9 Deus tomou. Através de seu comportamento desonesto para com Jacó, Labão ficou sujeito à maldições da aliança (12.3; 27.29) (Bíblia de Genebra).
15 consumiu tudo o que nos era devido. Esta frase ocorre em contextos sociais semelhantes nos textos mesopotâmicos de Nuzi (c. 1500 a.C). legalmente, pelo menos parte da compensação recebida pelo pai quando cedia a filha em casamento deveria ser dada à própria filha (Bíblia de Genebra).
17-21 Note a descrição completa da visão divina, comparada à breve visão no v. 3 (Andrews Study Bible).
19 ídolos do lar. Ídolos pequenos, portáteis, associados frequentemente com deuses ancestrais ou padroeiros. Estes ídolos domésticos eram muito importantes, e seu desaparecimento significava problemas. Uma vez que eles eram parte da herança, pode ser que Raquel os considerava como seu direito de herança – especialmente considerando que elas não tinham recebido nada (vs. 14-15) (Andrews Study Bible).
Os ídolos, que Raquel furtara, eram “terafins”, ou “deuses domésticos”, pertencentes a Labão (cf 30). Os tabletes de Nuzi indicam que os “terafins” provavam então, que os possuidores eram os legítimos herdeiros. É provável que Labão não tivesse nenhum herdeiro varão ao tempo da vinda de Jacó para sua casa. Uma vez casado com suas filhas, Jacó deveria, naturalmente, ser admitido como filho adotivo e herdeiro. Entretanto, posteriormente nasceram filhos a Labão (31.1) e os costumes de então estabeleciam que os filhos tivessem precedência sobre os adotivos. Transparece, na descrição dos fatos, que Raquel estava determinada a tudo fazer no sentido de que se mantivessem os direitos do esposo e dos descendentes. Jacó estava na plena ignorância dos atos de Raquel. Ele deveria estar consciente do direito de primogenitura em sua própria família, isto é, de Isaque (Bíblia Shedd).
23 seus irmãos. Labão tinha superioridade militar [cf. v. 29] (Bíblia de Genebra).
24 veio Deus. Deus soberanamente protegeu Jacó, assim como tinha feito com Abraão (12.17; 20.3) e Isaque (26.8) (Bíblia de Genebra).
25-42 O diálogo entre Labão e Jacó é cheio de acusações e suposições. Labão foi muito longe para encontrar seus ídolos caseiros, mas não pôde encontrá-los devido à esperta ação de Raquel. De acordo com as leis posteriores sobre menstruação (Lev. 15:19-23), uma audiência judia poderia ver o humor implícito: Raquel, argumentando menstruação, estava, na verdade, ridicularizando estes deuses (Andrews Study Bible).
27 alegria… harpa. Novamente, Labão apelou para o costume (cf 29.26), desta vez reclamando que o ritual costumeiro de despedida não havia sido seguido (cf 24.60) (Bíblia de Genebra).
35 regras das mulheres. O período menstrual. A lei mosaica vai, mais adiante, especificar que as mulheres nessa condição eram cerimonialmente impuras (Lv 15.19-24). Assim como no cap. 27, o filho mais novo havia enganado seu pai (Bíblia de Genebra).
39 sofri o dano. De acordo com as leis antigas que especificavam as responsabilidades dos pastores, como as que estão no código de Hamurábi (c. 1750 a.C.), Jacó não deveria ser responsável pelas perdas (Bíblia de Genebra).
38-41 Jacó conseguiu excelente folha de serviços, como pastor de ovelhas. O Código de Amurabe (contemporâneo) estabelecia que o pastor teria de fornecer uma lista dos animais que lhe fossem confiados. Alguns poderiam ser usados para alimentação; ele não ficava responsável pelos que fossem devorados pelos leões ou mortos pelos raios. Do pastor, porém, esperava-se que devolvesse o rebanho com razoável incremento e que pagasse em dobro as ovelhas que se tivessem perdido por negligência. Os versículos que seguem ficam bem esclarecido em face do referido Código (Bíblia Shedd).
43-55 A despeito da atitude agressiva de Labão, Jacó e seu sogro entram em concerto que resolve a questão entre eles. Uma pedra é estabelecida como uma coluna (28:11, 18; 35:14,20), e uma pilha de pedras é juntada. Seu nome é incluído tanto em aramaico (a provável língua de Labão) e em hebraico, para funcionar como testemunha (Andrews Study Bible).
42 O Temor de Isaque, ou “aquele que atemoriza Isaque” (Bíblia de Genebra).
O comportamento decisivo apresentado por Jacó em sua amarga argumentação, consistia em asseverar que Deus tinha pronunciado uma sentença e condenado os atos de Labão. Tal maneira de arrazoar levou Labão a propor o estabelecimento de uma aliança com Jacó (cf v. 44) (Bíblia Shedd).
43 tudo que vês é meu. A reivindicação de Labão mostra que o temor de Jacó era justificado (v. 31) (Bíblia de Genebra).
46 A antiga praxe de tomar uma refeição para firmar um compromisso é bem conhecida. Posteriormente, oferecia-se também um sacrifício, o qual se fazia acompanhar de uma festa de ação de graças (54). mediante a participação no sacrifício e os compromissos mutuamente assumidos, não se podia admitir nenhuma violação (cf também 26.30) (Bíblia Shedd).
47 Jegar-Saaduta, frase aramaica que significa “monte/pilha do testemunho”. Galeede [Gileade] é palavra hebraica equivalente (Bíblia Shedd).
49 Mispa, “posto de vigilância”. A ereção de uma coluna ou “monte” tinha por objetivo indicar que ficava estabelecida uma linha divisória através da qual nenhum dos compromissados haveria de passar com intuitos hostis (Bíblia Shedd).
50 tomares outras mulheres além delas. A família de Tera dava valor à estrutura familiar, em contraste com os cananeus (24.3-4; 26.34-35; 27.46; 28.9). Esta proibição era comumente encontrada em contratos de casamento do antigo Oriente Próximo (Bíblia de Genebra).
53 O Deus de Abrãao… Naor… pai. Labão, o pagão, aparentemente considerava o Deus de Abraão como um dos deuses de sua família. Tera, o pai de Abrão e Naor, foi provavelmente um adorador da lua em Ur (11.27; Js 24.14) (Bíblia de Genebra).
54 Irmãos nesta passagem poderá ter a significação de parentes próximos referindo-se, provavelmente, aos filhos de Labão. O termo “filhos” em hebraico (55) não raro inclui todos os filhos e, neste caso, os netos de Labão. Pelo menos nesta fuga, Jacó não deixara um parente ou irmão tão ofendido que precisaria temer por sua vida, como foi no caso de Esaú. Foi uma lição de fé para Jacó, ouvir como Deus tinha advertido a Labão para não vingar-se. Não foi a astúcia de Jacó, mas o cuidado de Deus que o salvara (29.31) (Bíblia Shedd).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-30/
A disfunção familiar é escandalosa em Gênesis 30: rivalidade entre irmãos, poligamia, ciúmes, manipulação e controle, subornos, raiva – está tudo lá!
Por exemplo, considere a exigência de Raquel: “Dê-me filhos ou eu morrerei”. A identidade de Rachel se baseava no fato de ela ter ou não filhos. Buscando satisfazer suas próprias necessidades, ela impôs exigências impossíveis ao marido frustrado. Sua felicidade foi baseada em circunstâncias externas que ela não podia controlar. Se ela não conseguisse o que queria, então ela preferia morrer.
“Dê-me o que eu preciso ou não serei feliz.” “Dê-me o que eu quero ou então …” Motivos trágicos que expõem corações egoístas. Palavras trágicas que continuam destruindo casas e vidas hoje.
Mais tarde, as palavras de Raquel: “Eu tive uma grande luta com minha irmã, e eu ganhei” revelam que ela estava mais interessada em ganhar do que em um relacionamento. Quantas relações foram destruídas devido à necessidade de vencer ou estar certo? Quantos de nós tentam e manipulam os outros para atender às nossas próprias necessidades?
Quando confiamos em Deus para satisfazer nossas necessidades, encontramos segurança interna e felicidade que não podem ser encontradas manipulando ou controlando os outros.
Lori Engel
Eugene, Oregon USA
Postado no blog mundial em: https://www.revivalandreformation.org/?id=276
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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GÊNESIS 30 – Você já teve inveja? Alguém já teve inveja de você? Você sabe como e quando a inveja está em ação? Você sabia que quando a inveja se manifesta seu objetivo é prejudicar/humilhar/arruinar/desprezar o próximo?
“Ciúme é querer manter o que se tem; cobiça é querer o que não se tem; inveja é não querer que o outro tenha” disse Zuenir Ventura.
É difícil perceber a inveja. Entretanto, quando um sentimento destrutivo pretende desprezar ou tirar o que outras pessoas têm conseguido evidencia a influência da inveja. O invejoso não foca alvos, foca pessoas.
• Raquel teve inveja de sua irmã Lia e suas ações foram movidas por esse sentimento – os resultados não foram nobres (vs. 1-24);
• Mesmo em um ambiente de inveja, Deus abençoa e age na vida das pessoas a fim de alcançá-las (vs. 25-43).
Não existe inveja santa, boa, positiva e desprovida de perversidade. Embora este capítulo fale dos filhos de Jacó, observe esses detalhes:
1. Jacó teve filhos com Bila (vs. 1-8);
2. Jacó teve filhos com Zilpa (vs. 9-13);
3. Jacó teve mais outros filhos com Lia (vs. 14-21), pois já tivera quatro antes (29:31-35);
4. Jacó teve um filho com Raquel (vs. 22-24).
Jacó teve filhos com quatro mulheres. Grande parte disso é responsabilidade da inveja. A prosperidade de Jacó nas fazendas de Labão (v. 43) causará inveja alterando várias vezes o salário a fim de prejudicá-lo (assunto que estudaremos amanhã).
Deus nunca aprovou casamentos polígamos. O registro na Bíblia desse tipo de casamento visa revelar que a felicidade e a paz podem ficar longe dessa família, o que Deus não planejou. Ainda que a cultura aceite que um homem tenha mais que uma mulher, a tensão será evidente em cada situação nesta casa como se nota no caso das mandrágoras (vs. 14-16).
Os sentimentos negativos interferem nas atitudes e podem mudar o rumo da história de uma família. Elimine-os!
Como? “Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; amor, humildade e paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza e o semblante reflete a luz do Céu” (EGW, DTN, p. 173).
Que Deus te ilumine! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“… Tenho experimentado que o Senhor me abençoou por amor de ti” (v.27).
Enquanto o objetivo de vida de Lia era o de angariar o amor de seu marido, o de Raquel era de dar-lhe filhos. A fertilidade de Lia, porém, causou-lhe ciúmes e o desespero lhe fez exigir de Jacó a sua maternidade: “Dá-me filhos, senão morrerei” (v.1). Pela primeira vez, a Bíblia relata que “Jacó se irou contra Raquel” (v.2). Ao ver-se encurralado pela exigência de sua amada esposa, aceitou tomar a sua serva, Bila, por mulher, assim como Abraão coabitou com a serva egípcia por amor a Sara. Mas a rivalidade entre irmãs tornou-se ainda mais intensa quando Lia também entregou a Jacó a sua serva, Zilpa, por mulher. E, semelhante a Bila, Zilpa também concebeu filhos a Jacó.
Lia ainda nutria o desejo de ter mais filhos. Era impossível competir com a beleza encantadora de sua irmã. Seus filhos eram o seu único consolo. As mandrágoras que Rúben levou para ela eram muito mais do que somente um presente inocente. Acreditava-se que a mandrágora era uma planta afrodisíaca e com poderes místicos. O formato de sua raiz, que assemelha-se a formas humanas, deu origem ao mito de que o seu consumo era uma cura contra a esterilidade. Mas, na verdade, ela contém propriedades tóxicas e que causam alucinações. O desejo de Raquel por consumir tal planta, portanto, não foi o de saciar o apetite, e sim acreditando na suposta magia de sua composição de, finalmente, torná-la fértil.
O tiro, porém, saiu pela culatra. E a fertilidade que buscou de formas escusas, lhe renderam mais alguns anos de espera e o desespero em ver que Lia concebia mais filhos. Mas as misericórdias do Senhor, que “renovam-se cada manhã” (Lm.3:23), foram manifestadas na vida de Raquel. Não foram as mandrágoras que a tornaram fértil. Foram as misericórdias de Deus em resposta às suas orações. A tentativa humana em resolver a seu próprio modo o que julgam ser resultado de um descaso divino, sempre redundam em consequências dolorosas e frustrantes. Raquel precisava esperar e desfrutar de uma experiência real com o Deus de Abraão. O nascimento de José não só representava o fim de seu “vexame” (v.23). Ele representava a salvação de toda a família.
Jacó percebeu que a sua estadia na casa de seu sogro precisava acabar. Finalmente, retornaria ao seu lugar, à sua terra (v.25). No entanto, a forma como o Senhor lhe abençoara era visível e Labão não pretendia perder a sua fonte de lucro. Com astúcia, novamente tentou enganar a Jacó. Só que, desta vez, Jacó foi habilidoso e, sob a bênção divina, ele “se tornou mais e mais rico” (v.43). As mandrágoras que Raquel comprou representam o desejo humano por controlar o tempo e tentar manipular as bênçãos. A atitude de Lia em “alugar” o marido por uma noite representa a tentativa humana em preencher o coração com o que jamais conseguirá satisfazê-lo, posto que Deus “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11). E a suposta esperteza de Labão representa aqueles que pensam que suas fraudes lhe trarão benefícios, quando só causam prejuízos.
Diante dessas histórias reais de pessoas como nós, percebemos que o Senhor trabalha de forma individual e singular com cada filho Seu. Aquele que sonda os corações conhece exatamente quais sejam os nossos defeitos de caráter e, mediante as Suas ricas misericórdias, procura corrigi-los. Por vezes não compreendemos o agir de Deus e nem temos paciência para esperar o Seu tempo, mas Ele, que “Se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14), compreende as nossas dores e, com longanimidade, espera a nossa entrega. Se tão somente confiarmos no Senhor e em Sua provisão, assim como Jacó obteve ovelhas fortes, Ele nos promete fortes bênçãos (v.42). Permita que Deus seja Deus em sua vida!
Feliz semana, abençoados por Deus!
Rosana Garcia Barros
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1315 palavras
1-43 Este capítulo faz parte de uma unidade que se inicia em 29:31 e acaba em 30:24. Relata o nascimento dos doze filhos de Jacó e provê uma explicação para algumas das tensões e pressões que a família de Jacó (e especialmente seus filhos) experimentaram. Como em todo o VT, a dádiva de ter filhos é claramente ligada à ação divina. Os nomes de cada criança era dado pela respectiva esposa, que não era sempre a mãe biológica, mas que recebia a criança de sua serva como seu próprio (Andrews Study Bible).
1 senão morrerei. Uma expressão com exagero que demonstra sua angústia extrema (25.32; 27.46). Ironicamente, mais tarde, ela morre durante um parto (35.16-18) (Bíblia de Genebra).
2 Acaso, estou em lugar de Deus. A resposta rude de Jacó contrasta nitidamente com a oração fervorosa de Isaque intercedendo pela esposa sem filhos (25.21) (Bíblia de Genebra).
Jacó sempre tentou obter a bênção mediante seus esforços. Aqui, precisa reconhecer que a bênção de ter filhos só poderia provir de Deus (v. 31.7-13), quanto à benção dos rebanhos). Posteriormente, José repetiu essas palavras (v. 50.19). Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 ao meu colo. Lit. “joelhos”. Os joelhos são um símbolo do cuidado dos pais (50.23; Jó 3.12). De acordo com o costume do antigo Oriente Próximo, o parto da criança da concubina sobre os joelhos da esposa simbolizavam a adoção da criança pela esposa (Bíblia de Genebra).
6 de Bila, Dã – um juiz. Raquel exclamou: “Deus me julgou e também me ouviu a voz e me deu um filho” (heb danani) (Bíblia Shedd).
8 Naftali – Lutando. Raquel disse: “Com grandes lutas tenho competido com minha irmã e logrei prevalecer”. (heb niphtalta) (Bíblia Shedd).
10,11 De Zilpa, Gade – Boa sorte. Lia disse: “Afortunada!” e lhe chamou Gade (gad) (Bíblia Shedd).
13 Aser – Felicidade. Lia disse: “É minha felicidade” (Bíblia Shedd).
14-16 As obrigações matrimoniais de Jacó são negociadas entre as duas esposas, transformando o patriarca em um ator passivo. Raquel desejou as mandrágoras que Ruben, o primogênito de Lia, descobriu no campo, tendo em vista que elas eram consideradas como promotoras de capacidades sexuais (Cantares 7:13). Lia somente deu as frutas em troca de uma noite com Jacó, o que Raquel, relutantemente, concedeu (Andrews Study Bible).
As mandrágoras estavam associadas com o amor. A superstição popular admitia-as com antídoto contra a esterilidade. A barganha efetuada por Raquel não lhe proporcionara o resultado almejado. O v. 22 mostra ser Deus, e não a mágica ou a superstição humana, que promove a fertilidade (Bíblia Shedd).
Às vezes chamada de “maçã do amor”, (Bíblia de Genebra).
As mandrágoras tem raízes carnudas e bifurcadas, semelhantes à parte inferior do corpo humano e, portanto, segundo a suposição supersticiosa, provocavam a gravidez quando ingeridas (v. Ct 7.13). Raquel, da mesma forma que Jacó, procurava obter o que desejava por meios mágicos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 aluguei. Um dos termos chaves da história de Jacó, descrevendo em um nível comercial a interação entre pessoas. Mesmo a sexualidade pode ser “alugada”, um tema que reaparece na história de Judá e Tamar (38:15-19) (Andrews Study Bible).
16-18 De Lia, Issacar – Alugar. Lia disse: “Deus me recompensou” (heb secari) (Bíblia Shedd).
20 Zebulom – Honra. “Deus me deu excelente dote, agora permanecerá comigo meu marido” (zebelani) (Bíblia Shedd).
Como diz um velho ditado espanhol: “Cem gramas de mãe valem o mesmo que meio quilo de clérigos”. A influência de Lia sobre seus filhos, a julgar pela vida que eles tiveram depois, não foi algo muito positivo. E mais ainda, sendo Jacó como era, as chances de eles realizarem os mais altos ideais eram mínimas (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
22-24 A gravidez de Raquel aparece como surpresa ao leitor. Deus Se lembra (19:29; Êx. 2:24; 6:5), e coisas acontecem. Foi após o nascimento de José que Jacó começa a planejar o seu retorno a Canaã (Andrews Study Bible).
De Raquel, José – “Dê-me o Senhor outro filho! Deus tirou-me o vexame (‘asaph) – que o Senhor me acrescente (yoseph) outro filho”. Benjamin – Filho da mão direita. Raquel, que viera a falecer ao dá-lo à luz, pôs-lhe o nome de Benoni (filho de minha dor). Jacó chamou-lhe Benjamim, como indício da posição que viera a desfrutar (Gn 35) (Bíblia Shedd).
23 humilhação. A esterilidade era vergonhosa, sinal do desfavor divino. Bíblia de Estudo NVI Vida.
24 que o Senhor me acrescente ainda outro filho. O cumprimento desse desejo de Raquel lhe provocaria a morte (v. 35.16-19). Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Tenho experimentado. Ou, “descobri por presságio”. Muitos textos extrabíblicos da Mesopotâmia falam da prática de adivinhações no ocultismo, algo proibido em Israel (Dt 18.10,14). Observando a boa sorte de Jacó, Labão, um pagão, tentou descobrir a razão disto através da adivinhação (31.19) (Bíblia de Genebra).
A negação de Labão ao pedido de Jacó é baseado em adivinhação (“tenho experimentado”), uma forma de conhecimento e entendimento da vontade dos deuses. Isto era estritamente proibido em Israel (Lev. 19:26; Deut. 18:10, 14) (Andrews Study Bible).
O testemunho de Labão a propósito da bênção que lhe adviera por causa de Jacó evidencia o cumprimento da promessa de Deus em Betel (28.14). A palavra que aí vem traduzida como “experimentado” pode significar, também, “adivinhado”, isto é, obtida informação através de práticas próprias ao “ocultismo”. Na verdade, Jacó estava estipulando salário muito módico, visto que as ovelhas orientais eram, quase todas, brancas, enquanto os cabritos eram normalmente pretos. Parece que Jacó deliberara, assim, em confiar que Deus havia de prover todas as coisas nos termos da bênção anunciada. Deus o fez de modo admirável! (Bíblia Shedd).
31-34 No antigo Oriente Próximo, a maioria dos cordeiros era branca e a maioria das cabras era negra ou marrom escura. Pensando que o acordo indicasse pequeno risco para ele, Labão alegremente concedeu o pedido de Jacó com respeito aos animais coloridos, não tão comuns (v. 34). A proposta de Jacó dependia da noção falsa de que impressões visuais vívidas durante o ato de reprodução determinariam as características da descendência. Ele pensou que colocando cores revezadas na frente dos animais se acasalando resultaria numa descendência colorida, não comum (vs. 37-38, 41-42). Embora o esquema de Jacó negasse a Deus a glória devida, a intenção de Deus de abençoar a Jacó não se desviou (31.11-12) (Bíblia de Genebra).
35 separou. O inescrupuloso Labão imediatamente trapaceou. De acordo com o trato feito, os animais coloridos seriam o rebanho inicial de Jacó (v. 32). Jacó iniciou sem estes, um fato que enfatiza a bênção sobrenatural sobre ele (Bíblia de Genebra).
37 estoraque … brancas. Em hebraico, trata-se de jogos de palavras com o nome Labão. Assim como Jacó defraudara Esaú (cujo outro nome, Edom, significa “vermelho” … com um guisado vermelho, 25.30), também procura defraudar Labão (cujo nome significa “branco”) com galhos brancos. Para todos os efeitos, Jacó estava usando contra Labão a própria tática deste (a fraude). Bíblia de Estudo NVI Vida.
39 O estratagema funcionou – mas somente por causa de intervenção divina (v. como Jacó reconhece esse fato em 31.9), não por causa da superstição de Jacó. Bíblia de Estudo NVI Vida.
43 O aumento das riquezas de Jacó são resultado de suas capacidades de observação, o manejo de métodos básicos de acasalamento e, acima de tudo, das bênçãos de Deus (Andrews Study Bible).
Deus abençoou os rebanhos de Jacó em detrimento de Labão, apesar da indesculpável astúcia de ambos. Jacó parecia estar enganando Labão, em troca das trapaças deste; porém, Jacó obteve sua família e riqueza somente pela graça de Deus (29.31 – 30.24; 31.9) (Bíblia de Genebra).
Pouco há nessa história que seja elogioso para Jacó, e entre ele e Labão não há muita diferença. São bem dignos um do outro, com uma ressalva: Jacó superava o outro em astúcia. O herdeiro das promessas (Jacó) age para com o filho deste mundo (Labão) de maneiras que os homens mais honrados se recusariam a adotar. Chegamos a apiedar-nos de Labão, que nunca vira uma escada com anjos… [… ] Mas não há muitos que professam ser cristãos e que estão representando hoje, o papel de Jacó? […] Jacó está destinado a passar através do fogo das provações, por meio do qual a escória será consumida e sua alma ficará branca e pura (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).