Reavivados por Sua Palavra


GÊNESIS 30 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
11 de novembro de 2018, 0:30
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“… Tenho experimentado que o Senhor me abençoou por amor de ti” (v.27).


Enquanto o objetivo de vida de Lia era o de angariar o amor de seu marido, o de Raquel era de dar-lhe filhos. A fertilidade de Lia, porém, causou-lhe ciúmes e o desespero lhe fez exigir de Jacó a sua maternidade: “Dá-me filhos, senão morrerei” (v.1). Pela primeira vez, a Bíblia relata que “Jacó se irou contra Raquel” (v.2). Ao ver-se encurralado pela exigência de sua amada esposa, aceitou tomar a sua serva, Bila, por mulher, assim como Abraão coabitou com a serva egípcia por amor a Sara. Mas a rivalidade entre irmãs tornou-se ainda mais intensa quando Lia também entregou a Jacó a sua serva, Zilpa, por mulher. E, semelhante a Bila, Zilpa também concebeu filhos a Jacó.

Lia ainda nutria o desejo de ter mais filhos. Era impossível competir com a beleza encantadora de sua irmã. Seus filhos eram o seu único consolo. As mandrágoras que Rúben levou para ela eram muito mais do que somente um presente inocente. Acreditava-se que a mandrágora era uma planta afrodisíaca e com poderes místicos. O formato de sua raiz, que assemelha-se a formas humanas, deu origem ao mito de que o seu consumo era uma cura contra a esterilidade. Mas, na verdade, ela contém propriedades tóxicas e que causam alucinações. O desejo de Raquel por consumir tal planta, portanto, não foi o de saciar o apetite, e sim acreditando na suposta magia de sua composição de, finalmente, torná-la fértil.

O tiro, porém, saiu pela culatra. E a fertilidade que buscou de formas escusas, lhe renderam mais alguns anos de espera e o desespero em ver que Lia concebia mais filhos. Mas as misericórdias do Senhor, que “renovam-se cada manhã” (Lm.3:23), foram manifestadas na vida de Raquel. Não foram as mandrágoras que a tornaram fértil. Foram as misericórdias de Deus em resposta às suas orações. A tentativa humana em resolver a seu próprio modo o que julgam ser resultado de um descaso divino, sempre redundam em consequências dolorosas e frustrantes. Raquel precisava esperar e desfrutar de uma experiência real com o Deus de Abraão. O nascimento de José não só representava o fim de seu “vexame” (v.23). Ele representava a salvação de toda a família.

Jacó percebeu que a sua estadia na casa de seu sogro precisava acabar. Finalmente, retornaria ao seu lugar, à sua terra (v.25). No entanto, a forma como o Senhor lhe abençoara era visível e Labão não pretendia perder a sua fonte de lucro. Com astúcia, novamente tentou enganar a Jacó. Só que, desta vez, Jacó foi habilidoso e, sob a bênção divina, ele “se tornou mais e mais rico” (v.43). As mandrágoras que Raquel comprou representam o desejo humano por controlar o tempo e tentar manipular as bênçãos. A atitude de Lia em “alugar” o marido por uma noite representa a tentativa humana em preencher o coração com o que jamais conseguirá satisfazê-lo, posto que Deus “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11). E a suposta esperteza de Labão representa aqueles que pensam que suas fraudes lhe trarão benefícios, quando só causam prejuízos.

Diante dessas histórias reais de pessoas como nós, percebemos que o Senhor trabalha de forma individual e singular com cada filho Seu. Aquele que sonda os corações conhece exatamente quais sejam os nossos defeitos de caráter e, mediante as Suas ricas misericórdias, procura corrigi-los. Por vezes não compreendemos o agir de Deus e nem temos paciência para esperar o Seu tempo, mas Ele, que “Se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14), compreende as nossas dores e, com longanimidade, espera a nossa entrega. Se tão somente confiarmos no Senhor e em Sua provisão, assim como Jacó obteve ovelhas fortes, Ele nos promete fortes bênçãos (v.42). Permita que Deus seja Deus em sua vida!

Feliz semana, abençoados por Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis30 #RPSP

Comentários em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
https://www.youtube.com/channel/UCzzqtmGdF4UqBopc6CRiqLA


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