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1 no maior calor do dia. A hora em que os viajantes procuram sombra e descanso (Bíblia de Genebra).
2 três homens. O Senhor e dois anjos (vs 1, 13, 19.1). Admoestação neotestamentária [do Novo Testamento] para se mostrar hospitalidade (Hb 13.2) é baseada nos incidentes dos caps. 18-19 (Bíblia de Genebra).
correu ao seu encontro. Hospitalidade é um valor nas culturas do Velho Testamento, assim como em muitas culturas orientais. Pessoas correndo para encontrar pessoas aparecem em outros lugares da Bíblia (29:13, 33:4; Luc. 15:20), mas Abraão curvou-se até o solo. O termo hebraico usado aqui é também usado para indicar adoração quando Deus é o objeto (Gên. 24:26; Êx. 20:5) (Andrews Study Bible).
Observando o costume de hospitalidade do antigo oriente Próximo, Abraão tipifica o gracioso anfitrião e se coloca ao inteiro dispor de seus convidados. Seu comportamento contrasta com a imoralidade dos sodomitas (19.4-5) (Bíblia de Genebra).
4 lavai os pés. Uma vez que as sandálias de couro eram os únicos calçados usados então, tornara-se uma exigência de boas maneiras que algum servo da casa corresse a lavar os pés ao hóspede ou oferecesse água para que este o fizesse. Era ainda esta a maneira de proceder nos dias de Cristo (cf 2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23) (Bíblia Shedd).
11 já lhe havia cessado o costume das mulheres. Lit. “Sara não mais experimentou o ciclo das mulheres”. Seu corpo não era mais apto à concepção [havia passado a menopausa] (Hb 11.11-12; Rm 4.19) (Bíblia de Genebra).
12-13 O riso de Sara faz paralelo com o riso de Abraão em 17:17, (Andrews Study Bible).
14 para o Senhor há coisa demasiado difícil? Compare com Jer. 32:17, 27. Esta pergunta retórica pede um sonoro “não” como resposta, especialmente em se levando em conta as histórias da criação e dilúvio (Andrews Study Bible).
Apesar de seu ceticismo inicial, Sara também veio a crer na promessa (Hb 11.11) e ajuntou-se a seu marido na fé (Rm 4.13-25) (Bíblia de Genebra).
17 Ocultarei a Abraão…? Visto que Abraão tinha de tornar-se pai de muitas nações, convir-lhe-ia saber que Deus havia de destruir Sodoma e Gomorra, capacitando-se, assim, para transmitir a advertência à posteridade, como se percebe no v 19 (cf Sl 78.1-8) (Bíblia Shedd).
16-31 Registra a intercessão de Abraão por Sodoma, seguindo um estilo familiar. Começando com cinquenta, o tamanho de aproximadamente metade de uma pequena cidade (cem, de acordo com Amós 5:3), Abraão finalmente chega a dez, que é um número que ainda marca uma comunidade. Pelo menos dez homens eram necessários em uma cidade para formar uma corte legal (Rute 4:2) (Andrews Study Bible).
19 escolhi. A palavra hebraica traduzida “escolhi” significa “escolhi em amor” (Bíblia de Genebra).
20 clamor. Opõe-se diretamente à retidão/justiça de Abraão (v.19) Em hebraico, as palavras tem som muito parecido (Is. 5:7) (Andrews Study Bible).
Todos os clamores de injustiça voltam sua atenção ao “Juiz de toda a terra” (v 25; cf 4:10) (Bíblia de Genebra).
seu pecado. A pecaminosidade de Sodoma era proverbial e extensa (13.13; Jr 23:14). Esta envolvia demonstrações extremas de deprevação sexual (particularmente homossexualidade, 19.5; Jd 7), arrogância e abuso dos pobres (Ez 16.49-50) e falta de qualquer demonstração de hospitalidade (19.8) (Bíblia de Genebra).
22 Notas textuais antigas de pesquisadores bíblicos sugerem que a leitura original deste verso poderia ser: “enquanto o SENHOR permaneceu na presença de Abraão” ao invés de Abraão permanecendo na presença do SENHOR. Esta modificação foi feita por razões teológicas, tendo em vista que “permanecer na presença” significa “servir” alguém e frequentemente marca posição social (41:46; Lev. 9:5; Jer. 15:19). As implicações teológicas são que Deus está desejoso para servir a humanidade – mesmo até a morte (Mat. 20:28) (Andrews Study Bible).
A intercessão diante de Deus supõe certa condição que se observa claramente no caso de Abraão: 1) Ele estava na presença de Deus […]; 2) Ele se aproximou de Deus (v 23); 3) Ele reconhecia o quanto a vontade de Deus estava associada à justiça e à retidão (vv 23-25) (Bíblia Shedd).
25 A petição de Abraão é baseado na justiça de Deus (Andrews Study Bible).
26 pouparei. Esta passagem não apenas revela que Deus ouve e responde as orações dos retos, mas também preserva os iníquos por causa dos retos (cf Mt 5.13). Mesmo o pequeno número de dez justos seria suficiente para evitar o julgamento divino (v 32) (Bíblia Shedd).
32 dez. Menos de dez poderiam ser individualmente salvos, como acontece no cap. 19 (Bíblia de Genebra).
33 Tendo cessado de falar. Ou por indevido otimismo ou por ignorância, Abraão não chegou a pedir a preservação das cidades por causa de menor número do que os dez justos. Contraste-se com este fato a intercessão de nosso Senhor Jesus Cristo que não conhece limites, visto que é capaz de salvar completamente… “uma vez que Ele vive para interceder” (Hb 7.25). Esta já é a segunda intervenção, por parte de Abraão, em favor de Sodoma (cf 14.14), assinalando como o mundo inteiro seria abençoado através dele (12.3) (Bíblia Shedd).
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“Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo…” (v.19).
É muito importante que examinemos a Bíblia à luz da própria Bíblia, como está escrito: “Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Is.28:10). O relato de hoje nos apresenta a aparição do Senhor a Abraão e com Ele dois homens, que, no capítulo seguinte, veremos que se tratam de dois anjos. Este relato possui uma mensagem profética nas entrelinhas. “Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: […] Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem […] O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem Se manifestar” (Lc.17:20, 26, 28 e 29). Analisemos o contexto do capítulo de hoje:
No momento mais quente do dia (no momento mais difícil), Abraão estava “assentado à entrada da tenda” (v.1) (atitude de letargia). Quando ele levantou os olhos (despertamento) viu aqueles três homens que tinham uma mensagem especial para lhe dar (Deus nos deu as três mensagens angélicas, Ap.14:6-12). Abraão correu (percepção de urgência) e “prostrou-se em terra” (v.2) (atitude de submissão). Abraão se apressou, e fez com que toda a sua casa participasse desse momento (“…antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor, ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” Ml.4:5-6; “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” At.16:31). O Senhor e os anjos comeram do banquete oferecido (Aquele que abre a porta do coração para Jesus, Ele promete: “cearei com ele e ele Comigo” Ap.3:20). Abraão “permaneceu de pé” (v.8) (“Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” Lc.21:36).
O Senhor prometeu a Abraão: “Certamente voltarei a ti” (v.10) e Ele também nos prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). “Abraão e Sara já eram velhos, avançados em idade” (v.11). O longo tempo de espera pode causar desânimo, mas a promessa é certa, porque “não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Deus escolheu Abraão para ordenar seus filhos e sua casa a fim de que permanecessem fiéis à Sua Palavra. Deus suscitou um povo exclusivamente Seu a fim de ensinar, pregar e curar, seguindo nos passos de Cristo, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
O Senhor disse que desceria para ver como o pecado de Sodoma e Gomorra havia se agravado. Como o foi com aquelas cidades ímpias, a queda de Babilônia já foi anunciada pelo segundo anjo: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). E o Senhor tem um convite à porção do Seu povo que ainda se encontra em Babilônia: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). “Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor” (v.22). “Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós, no Filho e no Pai” (1Jo.2:24). “Destruirás o justo com o ímpio?” (v.23), “Não fará justiça o Juiz de toda a terra?” (v.25), interrogou Abraão ao Senhor. Salomão gastou mais de dez capítulos do livro de Provérbios só fazendo distinção entre o justo e o ímpio. Jesus fez diferença entre o justo e o ímpio, entre o trigo e o joio. Certamente, o derradeiro juízo de Deus revelará “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18).
Mas, até lá, o Senhor nos convida a termos a mesma atitude de Abraão. Em atitude de humilhação, reconhecendo a sua condição de “pó e cinza” (v.27) perante o Deus Todo-Poderoso, Abraão intercedeu a Deus pelos homens. “Insistiu” (v.30) o pai da fé em súplicas intercessoras diante do Senhor e continuou até o tempo do último clamor: “lhe falo somente mais esta vez” (v.32). Então, “retirou-Se o Senhor; e Abraão voltou para o seu lugar” (v.33). Está chegando a hora em que o Consolador irá Se retirar desta terra, pois “o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado Aquele que agora o detém” (2Ts.2:7). É tempo, portanto, povo escolhido de Deus, de orarmos como nunca oramos! Oremos, clamemos, supliquemos “em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18)! Proclamemos as três mensagens angélicas, servindo ao Senhor como Abraão, correndo, se apressando, suplicando diante da urgência desta mensagem. Não tardará, quando levantaremos os nossos olhos e veremos o Senhor não mais com apenas dois anjos em Sua companhia, mas com todas as Suas miríades de anjos celebrando a nossa vitória em Cristo.
Bom dia, último exército de oração de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis18 #RPSP
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Deus tinha uma benção para Abraão e queria que este soubesse. Deus tinha planos para Sodoma e Gomorra e também decidiu contá-los para Abraão. Abraão, um mortal, foi achado digno de ser conhecedor dos planos divinos por causa de sua fé no Deus imortal. Que privilégio!
O patriarca foi visitado por três seres celestiais e dentre eles o próprio Deus. Ofereceu-lhes comida e descanso e sua hospitalidade, demonstrando amor celestial. Mas Deus é que lhe havia trazido o maior presente. Deus é assim mesmo. Procura o ser humano para conceder presentes.
O Senhor, criador da vida, trouxe a certeza de um filho a um casal de idosos. Sara, à porta da tenda, ouviu da promessa e riu. Riu de alegria pela certeza de um filho em seus braços? Não. Riu pela incredulidade diante da impossibilidade de uma mulher de sua idade gerar um bebê. Somos tentados a, como Sara, olhar apenas para o que nossos olhos podem enxergar. Assim, menosprezamos a soberania e o poder de um Deus que não conhece o impossível em nenhuma de suas promessas. A fé e a incredulidade estavam muito próximas na casa de Abraão. Creiamos sempre!
Wilma Raquel B. Ribeiro Spagnolo
Professora de Psicologia da Faculdade Adventista da Bahia – FADBA
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-17/
Enquanto Abrão duvidava da promessa de Deus, Deus continuava a lembrá-lo da Sua aliança. Deus mudou o nome de Abrão para Abraão para refletir como Deus viu que ele se tornaria: “um pai de muitas nações”. O nome de Sarai também foi mudado, para Sara, refletindo também seu futuro. Deus queria que seus nomes, sua identidade, fossem envolvidos em Sua promessa miraculosa. Deus nos vê como quem nos tornaremos mesmo quando não podemos ver por nós mesmos.
É nesse momento íntimo de reafirmação que Deus dá instruções a Abraão de como cumprir sua parte da aliança. Através do comprometimento da alteração fisica da circuncisão, cada descendente masculino e membro da família levaria a marca da promessa.
Abraão não questionou essa ordem. Em vez disso, ele expressou a dúvida que Sara conceberia. Abraão não conseguia entender como a promessa de Deus se cumpriria e apresentou sua própria oferta, esperando que isso fosse o suficiente.
Enquanto Deus graciosamente abençoou Ismael, Ele deixou muito claro que o pacto da aliança se cumpriria com o futuro filho de Sara, Isaque. Deus afirmou que Ele poderia fazer o impossível. Nós, muitas vezes, lutamos para aceitar as promessas de longo alcance de Deus e, embora possamos perder algo por conta de nossos erros, Deus nunca se esquece da promessa original que Ele fez.
Kathlyn Mayer
Troy, Nova Iorque, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=262
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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GÊNESIS 17 – A intimidade com Deus é importante para o cumprimento de Suas promessas em nossa vida. Deus sabe disso, e, nós temos dificuldades com isso.
Abrão e Sara estão engatinhando na escola da fé. Muitos nunca se matricularão nessa escola, pois desenvolver a confiança em Deus exige a maior das renúncias, a renúncia…
• …de si mesmo,
• …do próprio eu,
• …dos próprios sonhos, planos e,
• …até mesmo do conforto.
Leia Gênesis 17 atentamente. Note que, este capítulo, “dá um passo em direção ao nascimento do filho da promessa. As promessas de Deus tornam-se cada vez mais claras e detalhadas; e o mesmo ocorre com suas exigências. Os polos gêmeos da promessa e da obrigação, do privilégio e da responsabilidade, são resumidos na palavra ‘aliança’ (v. 2)” (David F. Payne).
Compromisso com Deus requer descompromisso consigo mesmo, com o mundo e, principalmente, com o pecado. Deus trabalha gradualmente nossa vida para que isso aconteça em algum momento. Desta forma, o capítulo em análise “pode ser chamado de renovação da aliança, assim como Josué 24 registra uma renovação da aliança sinaítica” (Payne).
• Não está na hora de você também avançar em teu relacionamento com Deus e renovar teu compromisso exclusive com Ele?
Um detalhe importante no desenvolvimento do relacionamento com Deus é o tempo. “Deus não havia falado diretamente com Abraão durante 13 anos, desde que ele decidira resolver o assunto sozinho e produzir um descendente para si. Abraão já tinha 86 anos quando Agar lhe deu a luz a Ismael (Gênesis 16:16). Quando o Senhor voltou a lhe aparecer, ele estava com 99 anos (17:1)” (Gene Getz).
A síntese deste capítulo possuem dois pontos:
1. Deus muda o nome de Abrão para Abraão para evidenciar que possui poder de mudar circunstâncias e o caráter de alguém, inclusive com idade avançada (vs. 1-14);
2. Deus muda o nome de Sarai para Sara para mostrar que não há situação tão complicava que Ele não possa revertê-la para alegria e sucesso dos que se comprometem com Ele (vs. 15-27).
Nesse contexto, a circuncisão foi um sinal de aliança pela intimidade do homem para com Deus. Apesar dos erros de Abraão e da dúvida de Sara, Deus avança com Sua promessa. Isso é graça!
Reavivemo-nos na Palavra de Deus! – Heber Toth Armí.
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“Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí” (v.5).
O nome foi a primeira identificação humana dada por Deus. Respeitando a individualidade, os nomes eram estabelecidos conforme um significado específico. Vimos na genealogia de Adão que cada nome fazia parte de uma espécie de genealogia profética. Havia uma lógica divina em cada nome dado. Todavia, a separação entre Deus e o homem por causa do pecado gerou a rebeldia, e este passou a ditar seus próprios conceitos e seus nomes tornaram-se resultado disso. Até então, Abrão possuía o nome dado por Tera, seu pai, mas ao mudá-lo para Abraão e o de Sarai para Sara, Deus novamente estabeleceu um princípio sobremodo importante: quando Deus dá nome, Ele está reclamando para Si o Seu direito como proprietário.
Ismael havia se tornado a esperança de Abrão. Com noventa e nove anos acreditara que a promessa do Senhor se cumpriria no filho da serva. Até que o Senhor lhe apareceu e iniciou o diálogo apresentando um de Seus nomes: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso” (v.1). Isto é, “Eu sou Aquele que tudo pode fazer”. Ontem vimos que o Senhor é o Deus que tudo vê. Hoje, Ele Se apresenta como o Deus que tudo pode. E assim como Seus nomes representam Seus atributos, Ele deseja imprimir em cada um de nós a Sua marca de posse eterna: “Ao vencedor… darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo” (Ap.2:17). Quando o Senhor dá nome, Ele está declarando: “Você Me pertence”.
Por treze vezes, a palavra aliança aparece neste capítulo, deixando claro que o Senhor não somente deseja declarar a Sua posse sobre o homem, mas também torná-lo herdeiro de Suas promessas. A circuncisão, como um símbolo da aliança estabelecida com Abraão e sua descendência, representava o acordo de Deus com o Seu povo. Mais do que um sinal na carne, a circuncisão representava a “aliança perpétua” (v.13) entre o Senhor e as “numerosas nações” (v.5) que procederiam da linhagem abraâmica. Percebam que Deus não diz que faria de Abraão pai de apenas uma nação, e sim “de ti farei nações” (v.6). Abraão, portanto, não representa o patriarcado de Israel apenas, mas de todos os que O invocam. “Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que O invocam” (Rm.10:12).
Meus irmãos, fazemos parte do grande “Israel de Deus” (Gl.6:16) composto por pessoas de todas as nações, povos, línguas e tribos. Pertencemos a um Deus que é Todo-Poderoso e que nos diz, hoje: “O que é o teu problema em comparação ao Meu poder?!” Assim como a circuncisão era um processo doloroso, a aliança que o Senhor nos propõe não é diferente, requer renúncia e submissão. A circuncisão estabelecida como uma aliança eterna não deixou de existir, ela só mudou de lugar: a “circuncisão, a que é do coração” (Rm.2:29). Assim como Abraão “recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve” (Rm.4:11), em Cristo somos batizados como símbolo da fé que abraçamos, “tendo sido sepultados, juntamente com Ele, no batismo” (Cl.2:12). Esta “é a circuncisão de Cristo” (Cl.2:11).
A missão que foi dada a Abraão, “anda na Minha presença e sê perfeito” (v.1) é a mesma que temos de cumprir hoje: “Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nEle” (Cl.2:6). E a mesma promessa que foi dada ao patriarca, é dada a todo aquele que crê, porque “os da fé é que são filhos de Abraão” e que “são abençoados com o crente Abraão” (Gl.3:7 e 9). Esta não foi uma aliança entre Deus e uma nação apenas, mas uma aliança “para a obediência por fé, entre todas as nações” (Rm.16:26). Agora, amados, “sois povo de Deus” (1Pe.2:10) e sois chamados pelo nome privilegiado de cristãos, aqueles que revelam a Cristo. Portanto, “se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome” (1Pe.4:16) e muito em breve receberás um nome novo lá na glória.
Bom dia, filhos da promessa!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis17 #RPSP
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751 palavras
1 Deus Todo Poderoso. heb El Shaddai. (Bíblia Shedd).
Sê perfeito [sem defeito]. O mesmo termo em hebraico é usado para descrever a qualidade dos animais sacrificais (Lev 1:3,10) a ressalta um compromisso de todo o coração para com Deus, não perfeição moral (Jó 1:1,8) (Andrews Study Bible).
3 pai de numerosas nações. Abraão foi o pai físico de muitas nações – o Israel étnico através do filho prometido, Isaque; os ismaelitas (v 20; 21.13; 25.12-18); os edomitas (25.23; 36.1-43); e seus descendentes através de Quetura (25.1-4). Porém esta promessa encontra seu cumprimento final na multidão de cada tribo, língua e nação que compartilha com Abraão a mesma fé e são batizados em jesus Cristo (Rm 4.16-17, 15.8-12; Gl 3.29; Ap 7.9) (Bíblia de Genebra).
5 Abrão… Abraão. Reconhecendo a grandeza de Deus, Abrão (cujo nome significa “pai exaltado”) se prostra diante de Deus que muda o seu nome para Abraão, “o pai de muitos” [Bíblia de Genebra: “pai de uma multidão”]. Novamente, este é um ato antes de um fato (Andrews Study Bible).
O antigo nome representava seu passado aristocrático; o novo representa sua grande descendência […] A mudança de nome do patriarca e da matriarca mostram que eles estão sob o governo de Deus (1.5) e são chamados a um novo destino e missão (Bíblia de Genebra).
7 A aliança (concerto) da graça de Deus é repetidamente chamada de uma “aliança eterna” (veja também vv. 13, 19). Para outros exemplos de aliança eterna, veja 9:16, 2 Sam. 23:5; 1 Cron. 16:17; Is. 55:3; 61:8; Jer. 43:40; Ez. 37:26; Heb. 13:20) (Andrews Study Bible).
perpétua. A natureza unilateral e graciosa da aliança de Deus com Abraão é enfatizada pelo seu caráter eterno (v.2). A aliança de Deus dura para sempre porque Ele não muda e porque Jesus Cristo cumpre cada condição dela (2Co 1.20; Ef 2.12-13) (Bíblia de Genebra).
para ser o teu Deus. Embora exista uma dimensão jurídica da aliança (v.2), o relacionamento pactual de Deus com o Seu povo é primeira e principalmente de comunhão (Êx 6.7; Dt 29.13). Deus graciosamente habita com seu povo e este, agradecidamente, responde com fé, amor e obediência (Bíblia de Genebra).
Aqui vemos, em síntese, a essência da aliança que Deus fez com Abraão e sua descendência. Essa essência é pessoal, comparável com a nova relação que o crente tem com Deus, depois de aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal (cf Jo 1.12) (Bíblia Shedd).
10 A circuncisão de todo macho é o sinal da aliança. Textos bíblicos posteriores ligam a circuncisão com obediência e enfatizam a circuncisão do coração (Lev. 26:41; Deut. 10:16; 30:6; Jer. 4:4). A circuncisão também não era limitada somente aos membros da família mas também aos servos (que eram também considerados parte dos moradores da casa, de modo diferente ao conceito ocidental de “empregado”). Falhar quanto a circuncisão resultava em exclusão da comunidade (Gen. 17.14) (Andrews Study Bible).
Por meio deste ritual, o órgão de procriação era consagrado a Deus (cf Lev 19.23). Mais ainda, Deus queria o coração e ouvidos consagrados a Ele (Dt 10.16, 30.6; Jr 4.4, 6.10; Ez 44.7,9). A simples circuncisão da carne é inadequada para agradar a Deus (17.11-14; Jr 9-25-26) (Bíblia de Genebra).
12 oito dias. Ver Lc 1.59, 2.21; Fp 3.5. Algumas culturas do antigo Oriente Próximo circuncidavam seus filhos na puberdade como um rito de passagem da infância para a idade adulta. Deus empregou este sinal para crianças para mostrar que os filhos de pais crentes são “santos” (são separados do mundo profano e pertencem á comunidade da aliança. Rm 11.16; 1Co 7.14). Deus continua a usar a instituição da família (At 16.31). O rito de iniciação para entrada na comunidade da aliança hoje é o batismo. Em Cristo, não há mais homem ou mulher, judeu ou gentio, de forma que todos podem participar (Gl 3.26-29; Cl 2:11-12) (Bíblia de Genebra).
15 Sarai… Sara. Sarai significa “minha princesa”; Sara significa “princesa” [Nota: o sufixo “i”, ao final do nome significando “minha” tem relação com o final do pronome pessoal “ani”, que que dizer “eu”: lit. “princesa de eu/de mim”, ou, de forma correta, “minha princesa” ]. Tal mudança de nome servia para que se fizesse mais explícita a promessa de que o descendente viria através de Sara e não de outra qualquer, como Abraão havia sugerido no v 17 (cf Hb 11.11,12) (Bíblia Shedd).
O seu nome de nascimento pretendia, provavelmente, lembrar sua nobreza de família, enquanto o nome pactual tinha em vista a sua nobre descendência (Bíblia de Genebra).
Dando a ela um novo nome, Deus confirma o fim de sua infertilidade (Andrews Study Bible).
19 Isaque significa riso, visto que tanto Abraão, como Sara, riram-se admitindo que se tratava de uma promessa irrealizável. Por ocasião do nascimento de Isaque, porém, eles riram-se por motivo diferente (21.6) (Bíblia Shedd).