Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 13 by jquimelli
3 de outubro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-13/

Apocalipse 13 explica a perseguição à mulher (Ap. 12:14; 13:5-8) e ao restante da sua descendência (Ap. 12:17; 13:11-17). A descrição da besta do mar que recebe o poder, o trono e grande autoridade do dragão, é retirada dos animais de Daniel 7. Ela é semelhante ao leopardo, Grécia, indicando uma forte influência da filosofia grega. Os pés como de urso, Medo-Pérsia, apontando para a influência da religião persa, o mitraísmo, sobre ela. A boca como de leão relembrando a arrogância de Babilônia, especialmente a de seu rei Belsazar. Após a cura da ferida mortal ela terá o apoio da besta da terra (Ap. 13:12), para que todos adorem a imagem da besta (Ap. 13:15).

As perseguições anunciadas em Apocalipse 13 estão relacionadas diretamente com a questão da adoração (Ap. 13:4, 8, 12, 15). No final só haverá dois grupos, os que adoram a Deus e os que adoram o dragão e a besta. A quem você está adorando? A quem você dedica seus bens, seus talentos, seu tempo? Há alguma coisa te impedindo de adorar a Deus em espírito e em verdade? Não espere a crise final para se posicionar no Grande Conflito, escolha hoje adorar a Deus.

Flávio da Silva de Souza
Professor de Teologia Sistemática
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1426
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli

Audio online [voz: Valesca Conty]:



APOCALIPSE 13 – VÍDEO COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
3 de outubro de 2018, 0:55
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APOCALIPSE 13 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by jquimelli
3 de outubro de 2018, 0:45
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APOCALIPSE 13 – O futuro não é desconhecido para Deus, Ele sabe quais serão as decisões humanas.

Por conseguinte, o objetivo deste capítulo é exortar “aos crentes a discernir sobre a falsidade e a não participar em falsas adorações propagadas pelos demônios e seus aliados terrestres, e a manter-se firmes na fé” (G. K. Beale).

Observe que o capítulo supracitado possui duas partes: A besta que subia…

• …do mar (vs. 1-10);
• …da terra (vs. 11-18).

O que significam estas bestas?

Iniciemos pelos 42 meses em que a besta do mar recebeu uma boca para blasfemar, o equivalente a tempo, tempos e metade de um tempo.

“O fato de que o símbolo de tempo ‘1.260 dias’ e seus equivalentes nos são dados 7 vezes (2 em Daniel e 5 no Apocalipse) indica que é um período de importância crucial… A frase ‘um tempo, e tempos e metade de um tempo’ em Apocalipse 12:14 é tomada diretamente de Daniel 7:25 e 12:7, como geralmente se reconhece. Mas poucos comentadores conectam Apocalipse 12 à sua raiz principal em Daniel 7. Porém, aqui jaz a chave secreta para descobrir os 3 ½ tempos proféticos em sua relação com o ‘chifre pequeno’ da quarta besta de Daniel” (Hans K. LaRondelle).

Além disso, as características desse primeiro animal relacionam-se aos os animais de Daniel 7: Leopardo, urso e leão, indicando poderes políticos.

• O quarto animar de Daniel 7 é terrível e espantoso, representando ao Império Romano. Em Apocalipse 13, Roma é religiosa e perseguiu por 1260 dias/anos. Unindo poder político com religioso, a igreja Católica Apostólica Romana assumiu a perseguição aos que discordavam dela, até receber uma ferida mortal numa das cabeças – fato ocorrido quando prenderam o Papa Pio VI em 1798 e a igreja perdeu autoridade.

• A besta que emerge da terra refere-se a uma nação que surgiu do nada e logo adquiriu poder num continente distante. Após a morte do Papa em 1798, os Estados Unidos começam a criar corpo, mesmo tendo declarado independência em 1776. O dragão, Satanás, influencia estas potências.

• Então, a besta marítima refere-se ao poder religioso: Catolicismo; a besta terrestre, ao poder político: EUA.

Antes da volta de Jesus, estas duas potências mundiais se unirão para promover adoração falsa. Fique alerta, estude, busque sabedoria divina! – Heber Toth Armí.



Apocalipse 13 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
3 de outubro de 2018, 0:30
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“Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos” (v.10).


Ontem estudamos sobre o grande conflito que começou no Céu e se estendeu para a Terra, quando Satanás lançaria a sua ira contra a igreja de Deus. O capítulo treze apresenta os dois poderes que, aliados ao dragão, irão se unir com o objetivo de dizimar o povo de Deus da Terra. Besta ou animal, em profecia, significa “reino ou poder” (Dn.7:17). Portanto, a besta que emerge do mar e a besta que emerge da terra são dois poderes diferentes, mas que, unidos, se tornarão potencialmente perigosos, principalmente no desfecho da história deste mundo.

Existe uma associação inconfundível entre este capítulo e Daniel capítulo sete. Ambos apresentam uma sequência de animais e destacam a figura de uma besta ou animal “terrível e espantoso” (Dn.7:7). Esses animais, na sequência da profecia de Daniel, bem como na estátua do sonho do rei Nabucodonosor, representam, respectivamente: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma. Mas de todos estes impérios, o último, descrito como um animal medonho, deixaria registrado na história um reinado de medo e descaso para com a Palavra de Deus. João, por sua vez, viu uma besta que saiu do mar. Ou seja, uma besta que surgiria de “povos, multidões, nações e línguas” (Ap.17:15). Observem que João apresenta um regresso histórico, uma ordem contrária dos animais citados por Daniel (v.2), corroborando com o fiel cumprimento da profecia referente aos reinos que já haviam passado.

Findo o período da supremacia política dos impérios, Roma passou a reger as nações através do poder político e religioso do papa. Considerado líder supremo, o pontífice tornou-se a figura mais importante do globo e sua palavra passou a ter vigor em todas as esferas da sociedade. Existem diversas semelhanças entre o chifre pequeno da profecia de Daniel e a besta que emerge do mar. Ambos, portanto, representam o mesmo poder: Roma Papal. Vimos que este tempo de apogeu durou “quarenta e dois meses” (v.5), 1260 anos, tendo o seu fim em 1798 com a prisão do papa Pio VI. A profecia apresenta, porém, um período no futuro em que este poder recobrará as suas forças, quando diz: “essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (v.3). Ou seja, Roma Papal reassumirá o controle do poder civil e religioso e revelará ao mundo um discurso que atrairá multidões, “aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (v.8). Será que o cenário mundial atual já não revela indícios suficientes de que esta profecia já está se cumprindo?

A besta que surge da terra, ao contrário de mar, representa um poder que surge de um lugar deserto ou pouco povoado. Fugindo da perseguição, muitos cristãos desbravaram os mares à procura de viver com liberdade a sua crença. Foi assim que surgiu os Estados Unidos da América, com seus ideais protestantes de liberdade civil e religiosa. Como os “dois cifres” não possuem coroas ou diademas como na descrição da besta anterior, eles não se referem a reinos, mas podem se referir a esses dois ideais de liberdade, já que parece um cordeiro, isto é, aparenta ser uma nação cristã, mas que no fim revelará a sua verdadeira face, “como dragão” (v.11). Há alguns anos, seria impossível fazer qualquer ligação ou conexão entre a nação norte-americana e o Vaticano. Hoje, vemos que as relações estão cada vez mais estreitas e que as portas estão sendo abertas para um diálogo cada vez mais amistoso e uma associação cada vez mais íntima.

A besta que sobe do mar representa as duas fases de Roma: pagã e papal. Partindo do princípio de que ela emerge do meio de povos e nações, as sete cabeças representam os seguintes reinos: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma pagã e Roma Papal; os povos que representam os piores inimigos do povo de Deus ao longo da história. A profecia indica que Roma adquiriu características peculiares de alguns desses povos: da Grécia (leopardo) a semelhança no sistema religioso de culto a imagens e invocação de santos; da Medo-Pérsia (urso), a instituição do domingo como dia de guarda. Os persas dedicavam o primeiro dia da semana como um dia de culto ao deus Sol; e da Babilônia (leão), Roma copiou a soberba, o orgulho e o descaso para com a Lei de Deus (Is.13:11; Is.14:10-14).

O início da cura da ferida mortal se deu no ano de 1929, quando Benito Mussolini assinou uma concordata concedendo ao papado 44 hectares de terra, que, mais tarde, se tornaria o menor país do mundo, o Estado do Vaticano. A partir daí, os pontífices voltaram a ter um prestígio que só vem crescendo, e a nação norte-americana aclamada como grande potência mundial, mostrando que caminha para dar as mãos à primeira besta. Logo, nos será tolhida a liberdade de crença, a liberdade econômica (v.17) e até o direito fundamental de ir e vir. A necessidade atual é de cristãos que reconheçam a sua incapacidade de enfrentar a grande prova final e, como Jacó, agarrem-se firmemente à destra da Onipotência até que do alto sejam revestidos de poder.

A compreensão dos símbolos de Apocalipse não pode ser maior do que o desejo por conhecer Aquele que este livro revela: Jesus Cristo. A grande controvérsia final é uma guerra entre verdadeiros adoradores e falsos adoradores, e “o número da besta” (v.18) é uma representação da falsa adoração. Enquanto o número sete significa perfeição e aponta para o Criador, o número seis é considerado número de homem e na antiga Babilônia era usado para definir a hierarquia das divindades pagãs (6 = deus menor; 60 = deus maior; 600 = todos os deuses). Portanto, o número da besta não aponta simplesmente para um indivíduo, mas para um sistema de falsa adoração.

Lembrem-se, amados: “Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap.1:3).

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse13 #RPSP

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APOCALIPSE 13 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by jquimelli
3 de outubro de 2018, 0:10
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8162 palavras

As bestas que emergem do mar e da terra – o número 666

“Apocalipse 13 fala de forças satânicas que estão tentando obter a adesão de todo ser vivente. A decisão de cada pessoa determinará o seu destino eterno. Cristo assegura a Seu povo o vigilante cuidado e a aprovação divina. A fidelidade dos seguidores de Cristo em resistir à tirania de Satanás será reconhecida e recompensada pelo Céu.

                “O Apocalipse deixa claro que há dois poderes no Planeta, cada um com um plano específico para unir a raça humana. Esses dois planos globais ou projetos são essencialmente incompatíveis um em relação ao outro, de tal forma que um tem de eliminar o outro.” – LES963, lição 8, p. 5A.

                “Os capítulos 13 e 14 confrontam duas grande questões: 1) O capítulo 13 retrata a atuação do diabo por meio de poderes terrestres para exigir a nossa ‘adoração’. O capítulo 14 apresenta o convite de Deus para que ‘adoremos’ só a Ele. A questão correlata, tanto no capítulo 13 como no capítulo 14, é a quem prestará a humanidade total lealdade, mesmo em face da morte.

”…Os capítulos 13 e14 são o coração do livro do Apocalipse.

                “…Uma advertência para todos. O objetivo de nosso estudo não é condenar ou difamar alguma pessoa ou organização religiosa. O propósito é chamar a atenção de todos para a importância de descobrir a verdade, e de submeter-se ao Senhor. Precisamos estar certos de que os nossos nomes se encontram no ‘livro da vida’. Nossa fé tem de ser suficientemente forte para evitarmos a blasfêmia contra Deus e o sistema de tirania que logo encherá a Terra.

Quem é o verdadeiro inimigo? Fomos advertidos: ‘O diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.’ Apoc. 12:12.” – LES893, p. 30.

13:1 Então vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças nomes de blasfêmia.

Vi subir do mar – “O texto grego favorece a versão: ‘E ele se pôs em pé …’ A idéia é que o dragão, o qual acabou de ser apresentado pelejando contra o remanescente, ficou em pé na praia, esperando que surgisse essa nova besta que ele investiria de seu poder e autoridade (verso 2).

                “A besta do verso 1 surge onde há multidões de pessoas. A besta ‘parecendo cordeiro’ … surge onde a população é mais esparsa.” – LES893, p. 30.

Sete cabeças – “Em nosso estudo do capítulo 12, verificamos que o dragão representa primariamente a Satanás, e secundariamente o Império Romano, o qual foi usado por Satanás para perseguir a Cristo. (Ver Apoc. 12:4 e 9.) Alguns comentaristas consideram as sete cabeças como sete poderes que combateram a verdade e o povo de Deus: Egito (Êxo. 5 a 14); Assíria (II Reis 17:1-8); Babilônia (Dan. 7:4); Média-Pérsia (Dan. 7:5); Grécia (Dan. 7:6); Roma pagã (Dan. 7:7) e Roma papal (Dan. 7:8, 21, 24 e 25). A opinião corrente é que as sete cabeças do dragão são as mesmas sete cabeças da besta semelhante a leopardo (capítulo 13) e da besta escarlate do capítulo 17.” – LES893, p. 31.

                Os dez chifres – “O Império Romano do tempo de João dividiu-se mais tarde. A comparação com Daniel 7:7, 8 e 24 denota que os dez chifres das três bestas do Apocalipse (12, 13 e 17) representam as divisões nacionais em que se fragmentou o Império Romano.” – LES892, p. 32.

13:2 E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade.

Leopardo/urso/leão – “Visto que a besta semelhante a leopardo tem certas peculiaridades dos três animais de Daniel 7 (o leão, o urso e o leopardo), o poder representado por ela possuiria características que se destacaram nos reinos de Babilônia, Pérsia e Grécia (SDABC, vol. 7, pág. 817). ” – LES893, p. 32.

O dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade – “Historicamente há só um poder que recebeu a sede e a autoridade da Roma dos Césares., tal como havia sido profetizado, e este poder é Roma papal.” – SRA/EP, p. 101.

“No capítulo 13 (versos 1-10), descreve-se a besta ‘semelhante ao leopardo’, à qual o dragão deu ‘seu poder, o seu trono, e grande poderio’. Este símbolo, como a maioria dos protestantes tem crido, representa o papado, que se sucedeu no poder, trono e poderio uma vez mantidos pelo antigo Império Romano… . [Citação de Apoc. 13:5-7] Esta profecia, que é quase idêntica à descrição da ponta pequena de Daniel 7, refere-se inquestionavelmente ao papado.” – O Grande Conflito, p. 438.

“No século sexto tornou-se o papado firmemente estabelecido. Fixou-se a sede de seu poderio na cidade imperial e declarou-se ser o bispo de Roma a cabeça de toda a Igreja. O paganismo cedera lugar ao papado.” – O Grande Conflito, p. 52.

Ver Apêndice: “Um Sistema de apostasia religiosa”.

                “A questão é a lealdade a Deus. Três passagens bíblicas retratam o mesmo poder: o anticristo. São as que tratam da ‘ponta pequena’ (Daniel 7:25), da besta semelhante a leopardo’ (Apoc. 13:1-10) e do ‘homem do pecado’ (II Tess. 2:1-8).

                “Um ponto no simbolismo de cada uma dessas profecias é muito importante para o estudo desta lição a saber: a alteração dos Dez mandamentos e a instituição da observância do domingo. Note o seguinte:

                “1. A ponta pequena: ‘Cuidará em mudar os tempos e a lei.’ Dan. 7:25.

                “2. O homem do pecado (ou da iniqüidade): assenta-se no templo de Deus, ‘ostentando-se como se fosse o próprio Deus’ (II Tess. 2:4).

                “3. A besta semelhante a leopardo: Impõe a marca ou sinal da besta (Apoc. 13:17; 16:12).

                “Foi o papado que cuidou em mudar os Dez Mandamentos introduzindo a observância do domingo em lugar do sábado do sétimo dia. Este ato exalta o papado acima de Deus e o coloca no lugar que pertence ao Senhor. (ver O Grande Conflito, pág. 445.)” – LES893, p. 44.

                “A besta semelhante ao leopardo de Apocalipse 13:1-10 representa o papado, tanto em sua fase medieval quanto no final dos tempos.” – LES963, lição 9, p. 2.

13:3 Também vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte, mas a sua ferida mortal foi curada. Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta,

                Ferida mortal curada  – “No ano 1798, ao terminarem os 1.260 anos de poder perseguidor (538 + 1.260 = 1.798), o general napoleônico Berthier fez uma ferida mortal no papado. Anulou o código de Justiniano, desapropriou o papado dos cinco Estados que este tinha no centro da Itália e tirou-lhe os poderes temporais. A ferida foi tão profunda que parecia que o papado não se recuperaria mais dela. O papa Pio VI foi levado para o cativeiro (Apocalipse 13:10) e seus sucessores se autorecluíram no cativeiro, negando-se a aparecer em público até que se lhes restituíssem os poderes temporais. …

“Em 1929 Benito Mussolini assinou a célebre concordata com o papado, dando-lhe os 44 hectares que hoje constituem o Estado do Vaticano, recuperando-se assim o poder temporal dos papas. Desde aquela época voltaram-se a mostrar-se em público com poder e autoridade crescentes, fazendo viagens e sendo aclamados por multidões, inclusive em países protestantes como os E.E.U.U., em outros do bloco comunista e mesmo das Nações Unidas.” – SRA/EP, p. 103.

“Embora Napoleão negociasse um tratado com o papado em 1801, que deixou o papa na posse de seu principado italiano, o papado foi outra vez malsucedido em 1870, quando o recém-unificado reino da Itália tomou os territórios papais. O papa continuou sendo ‘prisioneiro voluntário do Vaticano’ até 1929, quando um tratado com Mussolini lhe deu hegemonia sobre a cidade do Vaticano, bem como outros direitos. O jornal San Francisco Chronicle noticiou o evento em manchete: ‘Mussolini e Gasparri Assinam Histórico Pacto Romano… Curando Ferida de Muitos Anos.’ – 12 de fevereiro de 1929. Citado em SDA Student’s Source Book, vol. 9, pág. 706.” LES893, p. 38.

                Cura completa – “A cura completa da ferida mortal ainda está no futuro.” – LES893, p. 36.

                “Houve uma restauração gradual da vida papal nos anos que se seguiram à revolução na França. O papado sofreu novo revés quando em 1870 lhe foram tirados os Estados papais. Em 1929 ocorreu um evento significativo quando o Tratado de Latrão restaurou o poder temporal do papa, o qual recebeu o domínio da Cidade do vaticano, uma parte da cidade de Roma, medindo cerca de  108,7 acres ou 0,44 km2 de superfície. O profeta previu, porém, uma restauração muito maior. Ele viu a ferida completamente curada, segundo indica o texto grego. Depois dessa cura, ele viu ‘todos os que habitam sobre a Terra’, exceto alguns fiéis, adorando a besta (v. 8; comparar com O Grande Conflito, pág. 584). Isto ainda está no futuro. Embora o papado receba homenagem de certos grupos, vastas populações não lhe mostram deferência. Mas isso irá mudar.” – SDABC, vol. 7, p. 817 e 818, citado em LES893, p. 36.

                “Embora os versos 5 e 6 indiquem que a obra blasfema da besta continuaria por 42 meses (ou 1.260 anos), os versos 3 e 4 demonstram que, após a cura da ferida mortal, seria avivado esse processo blasfemador.” – LES893, p. 37.

13:4 e adoraram o dragão, porque deu à besta a sua autoridade; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? quem poderá batalhar contra ela?

                Quem poderá batalhar com ela? – “Como a besta pode ser vencida. Aí é predita reverência e adoração tanto à besta como ao poder por trás dela. Os seguidores de Cristo que rejeitam essa falsa adoração serão atacados. Mas as palavras de Jesus são muito confortadoras. (ver S. João 16:33.) O segredo da vitória sobre o poder da besta é dado em Apocalipse 22:11. ‘Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e mesmo em faze da morte, não amaram a própria vida.’” – LES893, p. 37.

13:5 Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias; e deu-se-lhe autoridade para atuar por quarenta e dois meses.

                Blasfêmia – “A palavra grega blasphemia significa ‘calúnia, difamação, linguagem injuriosa’. … Todo indivíduo, exceto os Membros da Divindade, que afirma possuir o poder e o direito de perdoar pecados é blasfemador.” – LES893, p. 33.

                “Essencialmente, a blasfêmia envolve a usurpação de poderes divinos. O papado efetua isso por meio de suas afirmações audaciosas de que exerce na terra a autoridade de Deus, como Sua voz infalível, e por intermédio de seu sacerdócio e sacramentos.” – LES893, p. 34 e 35.

“Há algumas ‘arrogâncias’ do papado que para Deus são blasfêmias. Por exemplo: sua pretensão de perdoar pecados. Depois da ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo, São Pedro deixou claro que ele (Pedro) não tinha poder para perdoar pecados, que essa é atribuição de Deus (Atos 8:20-23). Evidentemente ele conhecia o princípio bíblico de que só Deus tem poder de perdoar pecados e que, quem pretende fazê-lo, blasfema. (São Marcos 2:7.) Outros exemplos: ao fazer-se chamar ‘Santo Pai’ adotou um nome que corresponde a Deus. Jesus: ‘A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, Aquele que está no Céu’ (São Mateus 23:9). Proclama ser cabeça da igreja, usurpando assim a função de Cristo, que é o cabeça do corpo da Igreja (Efésios 5:23). Também aceita homenagens que na Santa Bíblia são um ato de adoração que corresponde só a Deus. Referimo-nos à prática de ajoelhar-se perante o papa. São Pedro proibiu a Cornélio que o fizesse por considerar-se (Pedro) um mero ser humano (Atos 10:25, 26). Note que o santo anjo de Deus, apesar de ser superior a um santo apóstolo, proibiu a João que se ajoelhasse diante dele, explicando que isso era um ato de adoração que só corresponde praticar perante Deus (Apocalipse 19:10; 22:8, 9). Agora entendemos melhor o que quis dizer São Paulo quando escreveu na Santa Bíblia que ‘o homem da iniqüidade, o filho da perdição,… a ponto de sentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus’. (II Tessalonicenses 2:3, 4.) Por isto é ele o anticristo (ANTICRISTO, quer dizer que se põe no lugar de Cristo, e também se opõe a Cristo).” – SRA/EP, p. 102.

                42 meses – “A História demonstra que esses 42 meses proféticos ou 1.260 dias proféticos (1.260 anos literais) começaram no ano 538 quando entrou em vigência o Edito de Justiniano, dando a Roma o poder legal para perseguir e entregar até à pena de morte os cristãos dissidentes. Ao findarem os 1.260 anos, cumpriu-se a outra parte da profecia.” – SRA/EP, p. 101.

“Os 42 meses de Apocalipse 13:5 constituem o mesmo período que ‘um tempo, dois tempos, e metade dum tempo’ de Daniel 7:25. Apocalipse 13:2, 3 e 5 identificam os 42 meses com 1260 dias (ou anos). E os versos 6 e 14 do capítulo 12 identificam os 1.260 dias com ‘um tempo, tempos, e metade de um tempo’. Portanto, os 42 meses são iguais aos três tempos e meio. Este é o período de 1.260 anos da supremacia papal (538 A.D. a 1798 A.D.).

                “Por volta de 538 A.D., o papado havia desarraigado as nações de bárbaros conhecidos por Hérulos, Vândalos e Ostrogodos, e atingira uma posição dominante. ‘Só quando foi quebrado o domínio dos godos, pôde o papado ficar livre para desenvolver completamente o seu poder. Em 538, pela primeira vez desde o fim da sucessão imperial do Ocidente, a cidade estava livre do domínio de um rei ariano. Nesse ano, o reino dos ostrogodos recebeu o seu golpe fatal (embora os ostrogodos subsistissem mais alguns anos como um povo). – SDABC, vol. 4, pág. 827. Depois de 538 A.D., o papado continuou a obter poder e popularidade durante séculos.

                “Com a chegada da Reforma do século dezesseis, o poder do papado enfraqueceu-se consideravelmente em muitos países europeus. Alguns países rejeitaram a Reforma, retendo a dominância eclesiástica e a influência política papal até o século dezoito. A França foi um desses países. A crescente oposição ao poder da Igreja papal constituiu uma das causas da Revolução Francesa (1789). Em 1798, Berthier desferiu-lhe um golpe de morte ao aprisionar o papa. O papado continuou depois de 1798, mas com poder diminuído. Em 1870, os Estados Papais foram absorvidos pelo reino unido da Itália. O poder temporal do papado chegou ao fim.” – LES893, p. 35 e 36.

13:6 E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome e do seu tabernáculo e dos que habitam no céu.

                Blasfemar do Seu nome – “O próprio poder representa pela besta semelhante a leopardo adotou títulos divinos. (Comparar com II Tess. 2:4.) Historicamente, ele foi responsável pela rejeição do sábado do sétimo dia, o qual chama especialmente a atenção para o nome e autoridade de Deus. (Comparar com Dan. 7:25.) Desde o segundo século Roma tem sido o centro da veneração do domingo. Como Criador, Supremo Governante, e Santificador, Deus tem o direito de receber nossa adoração ao honrarmos o Seu dia sagrado.” – LES893, p. 37.

                Blasfemar do tabernáculo – “Desde a ascensão de Cristo tem sido dada muita atenção ao ministério que Deus e Cristo realizam no santuário celestial. (Ver Hebreus 7 a 10.) O ‘sacerdócio de todos os crentes’ é importante e significativo. (ver Apoc. 1:6.) Todo ser humano tem o privilégio de dirigir-se diretamente a Deus e, pela fé no sacrifício todo-suficiente realizado por Cristo, receber perdão e cabal aceitação na família de Deus.

                “O poder da besta de Apocalipse 13:1-10 estabeleceu seu próprio ‘templo’ na Terra, e por meio do seu ritual tem procurado desviar a atenção das pessoas das coisas sumamente importantes e vitais que Deus está efetuando no Céu. ‘O ministério celestial do sacrifício de Cristo é menosprezado, sendo substituído pelo sacrifício da missa, na terra.’ – SDABC, vol. 7, pág. 818.” – LES893, p. 37 e 38.

                Blasfemar dos que habitam no Céu. “isto certamente se refere à blasfêmia contra os membros da Trindade ou aos anjos que auxiliam os seres humanos. Em certo sentido, constitui uma blasfêmia dizer que estão no Céu determinados seres que não se encontram ali. A adoração dos santos é blasfêmia porque só Deus deve ser adorado. (ver Apoc. 19:10.)” – LES893, p. 38.

                “O papa atual ‘defende os ensinos que separaram o protestantismo do catolicismo romano. As principais verdades protestantes de só as Escrituras, só Cristo, só a graça e só a fé ainda são inaceitáveis para Roma e o catolicismo.

                “’Em suas mensagens João Paulo II tem reiterado seu forte apego à interpretação das Escrituras pelo magisterium da Igreja, à função intercessora de Maria e dos santos, à transubstanciação, à infalibilidade papal, à função sacramental dos sacerdotes, ao perdão só através do sacramento da penitência, à salvação pela fé mais obras meritórias e às missas pelos mortos. Estes são alguns dos ensinos católicos que João Paulo II encara como não sendo negociáveis.’ – Samuele Bachiochi, Signs of the Times (dezembro de 1987), pág. 21. (Ver O Grande Conflito, pág. 602.)” – LES893, P. 39.

13:7 Também lhe foi permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua e nação.

                Guerra aos santos – “A História registra abundantes atos sanguinários produzidos pelo poder papal durante os 1.260 anos em que legalmente teve poder de perseguir. Por exemplo, os ciclos de perseguições contra os valdenses, nos vales de Piemonte; a cruel noite de São Bartolomeu, que se prolongou em Paris por sete dias e no país por cerca de dois meses. Pereceram, na ocasião 70.000 pessoas.

                “Mas a Inquisição não só foi terrível na França, Espanha e Europa. Chegou a atuar com mão de ferro em lugares distantes como nas colônias americanas. No México e em Lima, Peru, funcionaram tribunais do ‘Sant-Ofício da Inquisição’. Quem vai a Lima pode visitar o Museu da Inquisição, onde se conservam instrumentos de tortura e os arquivos do dito tribunal.” – SRA/EP, p. 102.

13:8 E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Escritos ou não no livro da vida – “Ao adorar a besta, também se adora o dragão, do qual é instrumento (Apocalipse 13:4) e de quem recebe seu poder (Apocalipse 13:2). Não estar inscrito no livro da vida, significa estar perdido. Por isso é que nosso Senhor Jesus Cristo disse que por cima de toda alegria deveríamos regozijar-nos porque nossos nomes estão escritos no Céu (São Lucas 10:20).” – SRA/EP, p. 104.

 “Nossa relação com Cristo determina a questão.” – LES893, p. 39.

“Os nomes de todos aqueles que uma vez se entregaram a Deus são escritos no livro da vida, e seu caráter está agora sendo examinado perante Ele. Anjos de Deus estão avaliando o valor moral. Observam o desenvolvimento do caráter naqueles que vivem agora, para ver se os seus nomes podem ser retidos no livro da vida. É-nos concedido um tempo de graça para lavarmos e alvejarmos as vestes de nosso caráter no sangue do Cordeiro.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 960, citado em LES893, p. 39. (Ver ainda Heb. 12:23; Luc. 10:20; Apoc. 3:5.)

“O poder representado pela besta semelhante a leopardo, em Apocalipse 13, será o grande inimigo do povo de Deus até que Jesus venha. Mas aqueles cujos nomes permanecerem no livro da vida experimentarão a vitória final e verão a volta e Cristo para levá-los ‘ao lar’.” – LES893, p. 40.

Morto desde a fundação do mundo – “Todo o que se salvar, será salvo por Jesus (São João 14:6). Não houve um plano de redenção para o Antigo Testamento , pois o sacrifício que Jesus faria já estava disponível desde o princípio do mundo. E São Pedro declara que já estava destinado desde antes da fundação do mundo (I São Pedro 1:18-20). …

“Os crentes do Antigo Testamento se salvaram por meio do sangue que Cristo haveria de derramar na Cruz (simbolizado pelo sangue dos sacrifícios desde os dias de Adão, incluindo os serviços do Santuário), e os neotestamentários são salvos pelo mesmo sangue de Cristo que já foi derramado na cruz (Atos 15:10, 11). ‘Porque é impossível que sangue de  touros e bodes remova pecados’ (Hebreus 10:4).” – SRA/EP, p. 30 e 31.

13:9 Se alguém tem ouvidos, ouça.

13:10 Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a perseverança e a fé dos santos.

                Ver Apêndice: “Semelhanças entre a ponta pequena de Daniel 7 e a besta de Apoc. 13:1-10”.

13:11 E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão

“A segunda metade de Apocalipse 13 prediz os enganos e a perseguição que o povo de Deus enfrentará nos últimos dias. Poder-se-ia esperar que a besta semelhante a leopardo realizasse tal coisa, mas não uma besta ‘parecendo cordeiro’. Isto é surpreendente.” – LES893, p. 43.

Subiu da terra – “A segunda besta de Apocalipse 13 ‘emergiu da terra’. Os quatro animais de Daniel 7 e a primeira besta de Apocalipse 13 emergiram do mar (verso 1). Na profecia bíblica simbólica, o ‘mar’ representa uma região muito povoada. (Ver Apoc. 17:15.) Visto que o mar simboliza os povos e nações do mundo, a terra deve simbolizar uma região relativamente pouco povoada.” LES893, p. 44.

Lugar – “Mas a besta de cornos semelhante aos do cordeiro foi vista a ‘subir da terra’. Em vez de subverter outras potências para estabelecer-se, a nação assim representada deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente. Não poderia, pois, surgir entre as nacionalidades populosas e agitadas do Velho Mundo – esse mar turbulento de ‘povos, e multidões, e nações, e línguas’. Deve ser procurada no Continente Ocidental.” – O Grande Conflito, p. 439.

“Se o mar representa povos e nações (Apoc. 17:15), a terra representa uma região menos povoada. Isto desvia a atenção da Europa para o Novo Mundo.” – LES893, p. 45.

“Sobre a besta que sobe da terra, em Apocalipse 13:11, convém notar: Essa é a única besta das visões apocalípticas que sobe da terra. Temos interpretado a palavra terra nesse texto como região pouco povoada. Isso é verdade, mas observando melhor essa imagem usada por João e procurando um paralelo na Bíblia pode-se chegar a Gênesis 1:24, onde diz que Deus criou bestas e animais fazendo-os sair da terra, pela Sua Palavra.

“Uma besta que brota da terra sugere um ato divino de criação. Foi Deus quem criou essa besta, Lamentavelmente, entretanto, quando ela começou a falar, falou como um dragão. Essa besta se apostatou e se transformou no falso profeta a serviço da besta que surgiu do mar e a serviço do dragão. (Apoc. 16:13). O símbolo representa apropriadamente os Estados Unidos como nação protestante, que surgiu como se fosse por Deus. Desafortunadamente, essa nação protestante se tornou parte de Babilônia, traindo o propósito de sua existência.” – LES963, lição 8, p. 5A.

Parecendo cordeiro – “O Cordeiro representa a Cristo (Apoc. 5:6 e 9). Por causa de sua aceitação do evangelho, os primitivos colonos americanos chegaram a refletir a pureza de Cristo. ‘Seu pequeno Estado [de Roger Williams] – Rhode Island – tornou-se o refúgio dos oprimidos, e cresceu e prosperou até que seus princípios básicos – a liberdade civil e religiosa – se tornaram as pedras angulares da República Americana.’ – Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 295.” – LES963, lição 8, p. 6.

                Chifres semelhantes aos de cordeiro – “Nas Escrituras, chifres ou cornos são muitas vezes símbolo de força. (Ver Deut. 33:17; I Sam. 2:1.) Em Daniel e no Apocalipse, os chifres às vezes se referem a nações que emergiram de outras nações. (Ver Dan. 7:8; Apoc. 12:3;17:3.) Evidentemente, em Apocalipse 13:11 eles são usados para representar os dois meios pelos quais é manifestada a força da besta semelhante a um cordeiro. (Comparar com os chifres do Cordeiro em Apocalipse 5:6.) Esses dois chifres não são nações separadas que precederam da besta, mas importantes características da própria besta que a tornam uma nação diferente das outras. Como os chifres são semelhantes aos de um cordeiro, podemos deduzir que representam a força que advém da liberdade civil e religiosa. (Ver O Grande Conflito, pág. 440.)” – LES893, p. 45.

                Voz de dragão– “Que contraste entre a aparência da besta e sua maneira de falar! ‘Na aparência ela é delicada e parece ser inofensiva, mas na ação é perseguidora e cruel, segundo revelam os versos 12 a 18.’ – SDABC, vol. 7, pág. 820. Ela fala como o dragão que Apocalipse 12:9 identifica com Satanás.” – LES893, p. 45.

                Fala – “A ‘fala’ da nação são os atos de suas autoridades legislativas e judiciárias. Por esses atos desmentirá os princípios liberais e pacíficos que estabeleceu como fundamento de sua política. A predição de falar ‘como o dragão’, e exercer ‘todo o poder da primeira besta’, claramente anuncia o desenvolvimento do espírito de intolerância e perseguição que manifestaram as nações representadas pelo dragão e pela besta semelhante ao leopardo.” – O Grande Conflito, p. 441.

                “Uma nação ‘fala’ por meio de suas leis. Nesse país que ama a liberdade serão promulgadas leis perseguidoras. A opressão não parece ser possível numa nação protegida por um documento como a Constituição dos Estados Unidos, com sua Declaração de Direitos. O contraste entre os característicos semelhantes aos de um cordeiro e os semelhantes aos de um dragão é impressionante. A erosão de liberdades civis e religiosas, acompanhada de modificações repentinas, poderá resultar na supressão de liberdades da minoria, por ordem da maioria.

                “A profecia indica que leis opressivas não advirão necessariamente de pressões políticas e militares, mas de pressões religiosas, para causar a destruição dos fiéis seguidores de Deus (Apoc. 12:17; 13:11-17).” – LES893, p. 47.

                Identificação – “Que nação do Novo Mundo se achava em 1798 ascendendo ao poder, apresentando indícios  de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do símbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte.” – O Grande Conflito, p. 439.

                “Todas as características da segunda besta assinaladas na profecia se cumprem nos Estados Unidos. Surgiram como nação em 1776 em um território não habitado por outra nação civilizada (na profecia surge da terra e não do mar, o qual em Apocalipse 17:15 simboliza zonas densamente povoadas). Em seu começo fala como cordeiro, belo símbolo de seus ideais de liberdade, porém chegará o momento em que a profecia diz que falaria como dragão.” – SRA/EP, p. 107.

                “J. N. Andrews foi o primeiro adventista do sétimo dia a sugerir que essa profecia está sendo cumprida pelos Estados Unidos. Desenvolvendo-se como nação na América do Norte, que então era pouco povoada, os Estados Unidos começaram a ser regidos pela Constituição em 1789 e aceitaram sua Declaração de Direitos em 1791. De governo republicano, sua autoridade está na mão do povo, é um país em que a maioria dos habitantes não adota a religião católica, e sua fonte de poder se encontra na prática da liberdade civil e religiosa – um Estado sem rei;uma Igreja sem papa.” – LES893, p. 46.

                “A besta semelhante ao cordeiro (Apoc. 13:11-18) representa o protestantismo apostatado, o qual, em cooperação com o papado, irá provocar o governo dos Estados Unidos para aprovar leis religiosas em oposição às verdades bíblicas.” – LES963, lição 9, p. 2.

13:12 Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a terra e os que nela habitavam adorassem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.

                Tempo – “Apocalipse 13:12 dá a entender que a segunda besta começou a atuar depois de 1798, quando a primeira besta recebeu a ferida mortal. Que grande nação iniciou sua existência nacional perto do fim do século dezoito, como defensora da liberdade religiosa e política? Visto que a cura da ferida mortal ocorre quando é restaurada a religião papal e restabelecida a união da Igreja e do Estado (verso 12), podemos deduzir que será então que a segunda besta desempenhará seu  principal papel profético” – LES893, p. 45.

                Religião – “Essencialmente, não é católica, porque acabará exercendo a autoridade para levar seu povo a adorar a primeira besta (o poder católico). Não precisaria fazer isso se a nação já pertencesse a essa comunidade religiosa (Apoc. 13:12).” – LES893, p. 45.

Cuja ferida mortal fora curada – “As últimas palavras deste versículo revelam a identidade da ‘primeira besta’. É aquela ‘cuja ferida mortal fora curada.’ O poder da besta semelhante a um cordeiro pressiona as pessoas em todas as partes da Terra a adorarem essa besta (Apoc. 13:1-10), cujo poder terá sido restaurado. Visto que a besta semelhante  a leopardo representa Roma papal, a besta semelhante a um cordeiro estará profundamente envolvida em atividade religiosas. Ela imporá supremo respeito por Roma papal e exigirá que todos os habitantes da Terra prestem culto de acordo com os ditames papais.” – LES893, p. 46.

“A profecia aponta aí para a aprovação de alguma medida religiosa cuja observância seria considerada um ato de adoração, pois que o adorador, observando-a, reconhece a autoridade da primeira besta em assuntos de religião.” –SDABC, vol. 7, p. 821, citado em LES893, p. 46.

“A profecia prediz que os Estados Unidos irão finalmente imitar e cooperar com o poder da primeira besta (Apoc. 13:1) para estabelecer uma união entre igreja e Estado que imponha o tipo de culto que caracterizou a igreja medieval da Europa Ocidental. A última frase de Apocalipse 13:12 (‘cuja ferida mortal fora curada’) demonstra que essa segunda besta age depois de 1798, ocasião em que a primeira besta foi mortalmente ferida. A cura maravilhosa ocorre quando a religião papal é restaurada e a união igreja-Estado é restabelecida. Seguramente essa segunda besta vai cumprir o seu papel profético… Ao ‘falar com dragão’ (Apoc. 13:11), a besta que já foi parecida com um cordeiro apóia o culto apóstata, realizando milagres para persuadir a todos para que apóiem e ‘adorem a imagem da besta’ (verso 15). As igrejas apóstatas irão convencer o governo a aprovar leis para reforçar o culto não-bíblico.” – LES963, lição 8, p. 6.

13:13 E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens;

                Sinais – “A profecia é clara. Espíritos de demônios dominarão esses poderes [a besta semelhante a leopardo e a besta de dois cornos] e serão a fonte da operação de prodígios. O espiritismo moderno originou-se nos Estados Unidos em 1848, por meio da família de John D. Fox, em Hydesville, Nova Iorque. A partir daí, ele desenvolveu-se cada vez mais até transformar-se num gigantesco movimento mundial.

                “’O espiritismo…, que conta centenas de milhares, e na verdade, milhões de adeptos, que teve ingresso nos meios científicos, invadiu igrejas e alcançou favor nas corporações legislativas e mesmo nas cortes reais, esse grande engano – não é senão o reaparecimento, sob novo disfarce, da feitiçaria condenada e proibida na antiguidade.’ – O Grande Conflito, pág. 562.

                “Em anos recentes, o espiritismo tem-se popularizado na América por meio do difundido Movimento da Nova Era – uma mistura de ocultismo ocidental e misticismo oriental. Ele se desenvolveu nos Estados Unidos nas duas ou três últimas décadas. De acordo com a Ênfase mais recente, o médium afirma ser um conduto entre este mundo e o além. O ‘condutor’ declara que algum espírito está transmitindo uma mensagem baseada numa fonte de sabedoria antiga.” – LES893, p. 49

                Fogo do céu – “O teste do Monte Carmelo será falsificado. Satanás fará parecer que através de um teste bíblico sua divindade fique comprovada.

                “’Sabeis que Satanás virá para enganar, se possível, os próprios escolhidos. Ele alega ser Cristo, e se apresenta, pretendendo ser o grande médico-missionário. Ele fará com que desça fogo do céu à vista dos homens, para provar que é Deus.’ – Ellen G. White, Medicina e Salvação, págs. 87 e 88.

                “’Impossível é dar qualquer idéia da experiência do povo de Deus que estiver vivo na Terra quando as tribulações passadas e a glória celestial se mesclarem. Eles andarão à luz procedente do trono de Deus. Haverá, por intermédio dos anjos, constante comunicação entre o Céu e a Terra. E Satanás, rodeado de anjos maus, e pretendendo ser Deus, operará milagres de toda espécie para enganar, se possível os próprios escolhidos. O povo de Deus não encontrará sua segurança na operação de milagres, pois Satanás havia de falsificar qualquer milagre que fosse feito.” – Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 54 e 55.” – LES963, lição 10, p. 5.

13:14 e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.

                Sinais – tempo – “Precisamos lembrar-nos de que essas formas de engano estão vinculadas às considerações do apóstolo João sobre a formação de uma ‘imagem à besta’ (verso 14, última parte). A segunda besta não impõe a adoração de índole papal até que seja curada a “ferida mortal” (verso 12). A cura dessa ferida resultará na restauração da união da Igreja e do Estado que constituía a fonte da influência papal no período de 538 A.D. a 1798 A.D. Não podemos esperar que os sinais ou milagres mencionados aí ocorram até que tenha sido restaurado o poder da Igreja-Estado.

“Atualmente, estamos vendo, porém, certos acontecimentos que convergem para esse ponto. O Movimento da Nova Era, o misticismo oriental, o espiritismo e o espiritualismo estão contribuindo para levar o mundo à aceitação dos enganos de que fala Apocalipse 13.” – LES893, p. 47 e 48.

Sinais – genuinidade – “Milagres não são prova de genuinidade cristã” – LES893, p. 48.

“Não se acham aqui preditas meras imposturas. Os homens são enganados por sinais que os agentes têm poder para fazer, e não pelo que pretendam realizar.” – História da Redenção, p. 395.

“Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. Satanás também opera com prodígios de mentiras, fazendo mesmo descer fogo do céu, à vista dos homens. (Apocalipse 13:13.) Assim os habitantes da Terra serão levados a decidir-se.” – O Grande Conflito, p. 617. (Grifo acrescentado.)

“Simples conhecimento da verdade não protege necessariamente a humanidade contra o engano. De acordo com II Tessalonicenses 2:10, os que serão protegidos ‘amam a verdade’.” – LES893, p. 48.

“A teoria da verdade não acompanhada do Espírito Santo, não pode vivificar a alma, nem santificar o coração. Pode estar-se familiarizado com os mandamentos e promessas da Bíblia, mas se o Espírito de Deus não introduzir a verdade no íntimo, o caráter não será transformado. Sem a iluminação do Espírito, os homens não estarão aptos para distinguir a verdade do erro, e serão presas das tentações sutis de Satanás.” – Parábolas de Jesus, p. 408 e 411. (Grifo acrescentado.)

“Fica evidente que poucas vezes Satanás se apresentará abertamente. Sua estratégia mais bem-sucedida consiste em cobrir-se de um manto de piedade, inclusive milagrosa. Devemos cuidar-nos para que não tenha vantagem sobre nós. (Ver II Coríntios 2:11.) …

“Satanás é tão sutil em seus enganos que inclusive é capaz de citar as Santas Escrituras, isolando-as de seu contexto, como fez com Cristo nas tentações do deserto. Porém ali Jesus demonstrou que o correto uso das Escrituras é a arma que nos dará a vitória. Já no Antigo Testamento Deus dizia: ‘À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva’ (Isaías 8:20).” – SRA/EP, p. 26.

“Você se surpreende com a idéia de que Satanás tratará de enganar a respeito da segunda vinda de Cristo? Ele já o fez quando ocorreu o primeiro advento. Apesar de existirem não menos de trezentas profecias do Antigo Testamento sobre a primeira vinda de Cristo, Satanás conseguiu fomentar a ignorância, o erro e o desinteresse, e o povo foi tomado de surpresa, sem se preocupar.” – SRA/EP, p. 39.

Os que habitavam sobre a Terra – “Apocalipse 13:14 deixa claro que a obra da besta semelhante ao cordeiro é mundial. ‘Seduz os habitantes sobre a terra.’ Todas as classes da humanidade ao redor do mundo são confrontadas com a ordem de receber a marca da besta (verso 16).”

                Fonte de autoridade – “Forma republicana de governo. Ela pede que seu  povo faça ‘uma imagem à besta’ (Apoc. 13:14.)” – LES893, p. 46.

                Que é a imagem da besta? – “A imagem da primeira besta seria uma organização que operasse mais ou menos de acordo com os mesmos princípios que os da organização representada por essa besta. Entre os princípios de acordo com os quais atuava a primeira besta pode ser mencionado o uso do poder secular para apoiar instituições religiosas. Como imitação disso, a segunda besta repudiará seus princípios de liberdade. A Igreja induzirá o Estado a impor os seus dogmas. O Estado e a Igreja se unirão, e o resultado será a perda de liberdade religiosa e a perseguição das minorias dissidentes.” – SDABC, vol. 7, p. 821 e 822, citado em LES893, p. 50.

                “União da Igreja e do Estado. A profecia indica claramente que as maravilhas realizadas pelo poder do espiritismo visam a persuadir o povo dos Estados  Unidos a formar uma imagem da besta que representa o papado. A profecia é simbólica, e isso significa que essa nação estabelecerá uma organização semelhante à que constitui o papado. Este, em seu desenvolvimento completo, é a união da Igreja e do Estado. Mesmo em sua forma reduzida, o papa continua a ser reconhecido como chefe de Estado e como dirigente religioso do catolicismo romano.

                “A profecia predisse a confederação de três forças poderosas, a qual fará com que seja estabelecida nos Estados Unidos uma união da Igreja com o Estado, que resultará nas últimas perseguições. Outras nações do mundo seguirão o seu exemplo. Dois erros espirituais tornam essa união um movimento natural: a imortalidade da alma e a santidade do domingo. (Ver O Grande Conflito, pág. 592.)” – LES893, p. 51.

                Ver Apêndice: “Os perigos da união da Igreja e do Estado”.

13:15 Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.

                A fala da imagem da besta – “O profeta fala em nome de outra autoridade. Assim, a profecia prediz um tempo em que influências religiosas nos Estados Unidos impelirão suas legislaturas a ‘falarem’ em defesa do papado e promoverem seus interesses. Por muitos anos temos visto indicações dessa espécie de cooperação. Quando isso se cumprir plenamente, a América protestante mostrar-se-á infiel ao seu encargo e poderá ser considerada apropriadamente como ‘falso profeta’.” – LES893, p. 49.

                Adoração à imagem da besta – “O livro do Apocalipse, de modo coerente, faz distinção entre a adoração da besta e a adoração da imagem da besta. (ver Apoc. 14:9 e 11; 15:2; 16:2; 19:20; 20:4.) A dedução é que não somente o papado estará envolvido no estabelecimento da ‘imagem’, mas também outras corporações que professam ser cristãs, as quais, como o papado, estarão coligadas com o governo. Apocalipse 19:20 refere-se à segunda besta de Apocalipse 13 chamando-a de ‘falso profeta’. Falso profeta é aquele que pretende falar em nome de Deus, mas aceita a orientação de um poder estranho. O ‘falso profeta’ é o poder religioso na ‘imagem’ que está ligado ao poder político. Visto que esse ‘falso profeta’ é distinguido no Apocalipse da primeira besta do capítulo 13 (o papado), e como é um falso sistema cristão, podemos dizer que representa o protestantismo apostatado.”

                “Igreja unidas influenciarão o Estado. ‘A imposição da guarda do domingo por parte das igrejas protestantes é uma obrigatoriedade do culto ao papado – à besta… . Mas, no próprio ato de impor um dever religioso por meio do poder secular, formariam as igrejas mesmas uma imagem à besta; daí a obrigatoriedade da guarda do domingo nos Estados Unidos equivaler a impor a adoração à besta e à sua imagem.’ – O Grande Conflito, pág. 449.

                “’Quando as igrejas de nosso país, unindo-se em tais pontos de fé que elas mantém em comum, influenciarem o Estado a impor seus decretos e amparar suas instituições, então a América protestante terá formado uma imagem da hierarquia romana. Nesse tempo a Igreja Verdadeira será atacada pela perseguição, como sucedeu com o antigo povo de Deus.’ – Ellen G. White, Spirit of Prophecy, vol. 4, pág. 278.” – LES893, p. 50.

13:16 E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte,

                Marca – “Quem responde à voz do Espírito, aceitando a Cristo como seu Salvador e Senhor e faz Sua vontade conforme revelada nas Escrituras, recebe o selo de Deus do tempo do fim. Quem aceita o controle dos demônios em sua vida, dá as costas a Cristo, rejeita Sua lei e recebe a marca da besta.” – LES963, lição 9, p. 1.

                “Satanás escolheu uma contrafação do dia de adoração como o sinal ou marca de sua autoridade. A observância do domingo é considerada pelo papado como a marca de sua autoridade religiosa.” – LES963, lição 9, p. 3.

                “Os católicos romanos reconhecem que a mudança do sábado foi feita pela sua igreja, e declaram que os protestantes, observando o domingo, estão reconhecendo o poder desta. No ‘Catecismo Católico da Religião Cristã’, em resposta a uma pergunta sobre o dia a ser observado em obediência ao quarto mandamento, faz-se esta declaração: ‘Enquanto vigorou a antiga lei, o sábado era o dia santificado, mas a igreja, instruída por Jesus Cristo e dirigida pelo Espírito de Deus, substituiu o sábado pelo domingo; assim, santificamos agora o primeiro dia, e não o sétimo dia. Domingo quer dizer, e agora é, dia do Senhor.’ “ – Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 447 e 448.

                Mão-testa – “A alternativa à marca da besta é o selo de Deus (Apoc. 7:1-8; 14:1-5). O selo de Deus é colocado apenas sobre a testa dos fiéis. A ‘mão’ faz contraste com a ‘testa’ (Apoc. 13:16) e isso indica que algumas pessoas estarão aceitando mentalmente a legislação que apóia a marca da besta e outras não. Alguns irão aceitar as exigências por medo de represálias.” – LES963, lição 9, p. 2.

                “A testa representa a mente, com a qual servimos a Deus (Romanos 7:25). A mão é símbolo de trabalho (Eclesiastes 9:10). Os que aceitam o domingo intelectualmente receberão o símbolo em sua mente, aqueles que trabalharem no sábado para não serem boicotados ou mortos, receberão o sinal em sua mão. A marca será imposta quando se decretar uma lei proibindo comprar ou vender àqueles que não tiverem a marca da besta. É lógico que quem viola o sábado na realidade é culpado de violar a santa lei de Deus e, portanto, está em pecado (I São João 3:4). Aqueles que conscientemente aceitam a substituição do sábado pelo domingo se encontram em rebelião contra a lei divina, com a mesma responsabilidade que terão aqueles que receberem a marca da besta na crise final que precede o retorno de Cristo.” – SRA/EP, p. 108

13:17 para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

“Daniel 7:25 e Apocalipse 13:1-10 se referem ao papado. A profecia declara que o poder papal cuidaria ‘em mudar os tempos e a lei’ (Dan. 7:25).

                “A besta ‘parecendo cordeiro’ (Apoc. 13:11-17) impõe a observância dessas leis modificadas. A lei de Deus será posta de lado, e um decreto civil emitido pelo poder representado pela segunda besta imporá práticas religiosas inventadas pelo homem. Os Dez Mandamentos não serão mais honrados, pois esse poder ordenará que o mundo aceite a substituição religiosa efetuada por Roma.(Comparar com II Tess. 2:3-12.)” – LES893, p. 46.

                Conseqüência de receber o sinal ou nome da besta – “O livro do Apocalipse trata do tema da marca da besta com uma seriedade impressionante e, quando fala daqueles que a recebem, usa a linguagem mais forte e ameaçadora que poderíamos imaginar. Se você quiser tirar as dúvidas, leia as três mensagens angélicas (Apocalipse 14:6-12), especialmente a terceira. Segunda a revelação, os que receberem a marca da besta se perderão. O mais terrível é que a maioria das pessoas a receberá, a menos que saiba do que se trata e decida colocar-se ao lado de Deus, custe o que custar.

                “Outro fato que se torna claro no Apocalipse, é que a humanidade se está dividindo rapidamente em dois grupos: aqueles que seguirão a besta e sua imagem e que receberão sua marca, e ‘os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus’. Deus o ajude a estar entre estes últimos, pois eles receberão a vida eterna.” – SRA/EP, p. 106.

                Preparação para a possível perda de liberdade religiosa – “É fácil ir a extremos nessa questão. Isto deve ser evitado. Jesus disse: ‘Ocupai-vos até que Eu venha’ (S. Luc. 19:13, KJV). Os cristãos devem continuar a ser fiéis em suas profissões seculares, aproveitar as oportunidades para obter boa educação, estabelecer o lar e criar os filhos no temor do Senhor. A melhor preparação que podem fazer para o conflito final é manter comunhão diária com Jesus por meio da oração e do estudo da Palavra de Deus (Apoc. 12:11).

                “Precisamos lembrar-nos também de que os conflitos acerca da liberdade religiosa podem prover oportunidades para que a Igreja dê testemunho da verdade.” – LES893, p. 53

                “’Não vem muito distante o tempo em que, como os antigos discípulos, seremos forçados a buscar refúgio em lugares desolados e solitários. Como o cerco de Jerusalém pelos exércitos romanos era o sinal de fuga para os cristãos judeus, assim o arrogar-se nossa nação [EUA} o poder no decreto que torna obrigatório o dia de repouso papal será uma advertência para nós. Será então tempo de deixar as grande cidades, passo preparatório ao sair das menores para lares retirados em lugares solitários entre as montanhas.’ – Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 166. (Comparar com O Grande Conflito, págs. 30 e 31.)” – LES963, lição 10, p. 6.

                União de religiões falsas – “Em Apocalipse 13:11-18 são apresentadas algumas das forças que Satanás lançará contra o povo de Deus nos últimos dias: 1) Milagres enganosos realizados por diversas formas de espiritismo (Apoc. 13:13 e 14;II Tess. 2:9 e 10); 2) leis opressivas que imporão falsas crenças religiosas contrárias à Palavra de Deus, sob pena de boicote e morte (Apoc. 13:15-17); e 3) as ‘mulheres’ de Apoc. 14:4, que devem referir-se à coalizão de elementos religiosos – cristãos professos – que usarão de pressões e seduções para levar os santos a renunciarem a Deus e Seus mandamentos.” – LES893, p. 64.

13:18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

                Número da besta – “Esse número místico representa um sistema, antes que um homem. O dragão, ou a serpente – o paganismo – deu à besta ‘o seu poder, e o seu trono, e grande poderio’. Apoc. 13:2

                “O paganismo é em grande medida uma religião de culto á natureza, ao Sol e à Lua, estes como divindades preeminentes; o Sol, geralmente divindade masculina, e a Lua feminina. Na mitologia antiga a serpente era universalmente o símbolo do Sol. O culto ao Sol e o culto à serpente começaram lado a lado, sendo o Sol considerado como a fonte de toda vida física e a serpente de toda vida espiritual. …

                “Depois que o império babilônico caiu, todo o sistema de mitologia egípcia e babilônica foi transferido para Pérgamo na Ásia Menor. … Não admira que o Senhor, escrevendo à igreja de Pérgamo, disse: ‘Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás’. Apoc. 2:13. …

                “Os mistérios babilônicos, sempre envolvidos em segredos, desde os mais antigos tempos têm desafiado a verdade de Deus. …

                “Quando este sistema foi estabelecido em Roma, a ‘cidade das sete colinas’, Itália se tornou a terra de mistérios ocultos e foi por séculos conhecida como ‘Terra Satúrnia’, ou Terra de Mistério.” – O Apocalipse Revelado, p. 142, 144 e 145.

                Número de um homem – “O número 666 é um número ‘humano’ (RSV). O texto grego básico pode ser traduzido corretamente ‘o número de um homem’ ou ‘o número de homem.’…Será que 666, com seus três 6, aponta então para o homem voltado para si mesmo e para sua própria maneira de realizar as coisas …?

                “Em contraste com isso,  o dia culminante da Criação é o sétimo dia, em que Deus Se deleita em Sua obra (Êxodo 31:17) e convida o homem a participar de Sua alegria (Isaías 58:13 e 14) – em que Deus descansa (Gênesis 2:2) e o homem entra no Seu descanso (Hebreus 4:10).” – Maxwell, God Cares, vol. 2, p. 415, citado em LES893, p. 52 e 53.

                “Há muito tempo, desde a igreja primitiva, tem-se demonstrado grande interesse em identificar quem é o 666. Tem havido nomes cuja soma dos valores numéricos de suas letras dá esse valor. Mas não podemos ignorar que o 666 não é a única característica do anticristo. Se não se cumprissem todas as outras características  teríamos que aceitar que não se trata de uma coincidência. No caso do poder papal, tendo em conta que se cumpriram todas as outras características que as profecias apresentam como identificadoras do anticristo, não estaríamos diante de mera casualidade, e sim frente ao poder representado em Apocalipse 13.” – SRA/EP, p. 103.

                “Sendo que o anticristo se coloca em lugar de Cristo e se opõe a Ele, é lógico supor que a marca, o selo ou sinal do anticristo seja oposta à de Cristo, ou uma substituição dela.” – SRA/EP, p. 106.

“Desde o começo do século dezessete, a interpretação usual tem sido que 666 representa o valor numérico das letras de um dos títulos do papa: Vicarius Filii Dei.

                V … 5, I … 1, C … 100, A … 0, R … 0, I … 1, U … 5, S … 0

                F … 0, I … 1, L … 50, I … 1, I … 1

                D … 500, E … 0, I … 1

                Total = 666” – LES893, p. 52.

                “O latim é a língua oficial da Igreja Católica. O papa, na teologia católica, representa toda a Igreja. Um dos títulos do papa é Vicarius Filii Dei (‘Vigário do Filho de Deus.’) Em resposta à pergunta de um leitor, a revista católica Our Sunday Visitor para 18 de abril de 1915, declarou: ‘As letras inscritas na mitra do papa [sua coroa sacerdotal] são estas: Vicarius Filii Dei, que é a forma latina para Vigário do Filho de Deus. Os católicos afirmam que a Igreja, a qual é uma sociedade visível, precisa ter uma cabeça visível.’” – C. Mervyn Maxwell, God Cares (Boise, Idaho: Pacific Press, 1985), vol. 2, p. 413 e 414., citado em LES893, p. 52.

                “O Comentário Bíblico Adventista, volume 7, pág. 823, diz que o diário católico Our Sunday Visitor, de 18 de abril de 1915, respondendo a uma pergunta, publicava o seguinte: ‘Qual é a inscrição que se encontra na coroa do papa, e que significa, se é que tem algum significado? As letras escritas na coroa do papa são: Vicarivs Filii Dei, que em latim quer dizer Vigário do Filho de Deus. Os católicos sustentam que a igreja que tem uma sociedade visível deve ter uma cabeça visível.’ Algumas vezes se tem argumentado que a inscrição não está na tiara, mas que aparece na mitra. Isto não faz diferença.” – SRA/EP, p. 103.

 

                “Visto que a besta é o papado medieval, renovado nos últimos dias, não é desarrazoado supor que o número seria proveniente de um dos títulos dados ao papa na Idade Média. Um desses títulos era, de fato, Vicarius Filii Dei, e a forjada Doação de Constantino foi um documento medieval que usou esse título. (Ver Henry Bettenson, ed., Documents of the Christian Church [Londres: Oxford University Press, 1943 e 1963], pág. 138.)” – LES893, p. 52.

 

Bibliografia

Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.

Seventh Day Adventist Bible Commentary.

White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.

White, Ellen, G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-13_6.html



APOCALIPSE 13 – COMENTÁRIO PR RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
3 de outubro de 2018, 0:05
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