Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 12 by jquimelli
2 de outubro de 2018, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-12/

Apocalipse 12 apresenta o tema do Grande Conflito a partir de Gênesis 3. Observe que há uma mulher com dores de parto e sofrimento (v. 2; Gn. 3:16), há o filho desta mulher que vencerá (v. 4; Gn. 3:15) e a antiga serpente (v. 9; Gn. 3:15). Apocalipse 12 nos relembra a promessa dada aos nossos primeiros pais e nos assegura que ela será cumprida. Mas, até a derrota final da serpente, a igreja seria perseguida (v. 13). Contudo Deus esteve ao lado dela, e como Deus protegeu o povo de Israel no deserto também protegeu sua igreja nos 1260 dias proféticos (v. 14).

Hoje olhamos para este mundo, um mundo no qual a antiga serpente exerce seu poder, um mundo que para muitos já não tem solução. Apocalipse 12 está nos dizendo que Deus não se esqueceu da promessa dada aos nossos primeiros pais. O Resgatador já veio, já derrotou a Satanás na cruz e muito em breve dará fim à antiga serpente e ao pecado. Mas, enquanto isso Ele cuida de você. Por mais difícil que seja o dia de hoje, mesmo que se pareça com uma jornada pelo deserto, lembre-se, Deus está ao seu lado.

Flávio da Silva de Souza
Professor de Teologia Sistemática
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1425
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli

Audio online [voz: Valesca Conty]:



APOCALIPSE 12 – VÍDEO COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
2 de outubro de 2018, 0:55
Filed under: Sem categoria



APOCALIPSE 12 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
2 de outubro de 2018, 0:45
Filed under: Sem categoria

APOCALIPSE 12 – Você se lembra do livro de Apocalipse 5? Ele não é o mesmo do capítulo 10! O livrinho aberto aponta para as profecias inteligíveis de Daniel entendidas no tempo do fim, o que ocorreu desde 1840. E quanto ao livro esplendoroso selado com sete selos?

Observe estes tópicos extraídos de Ranko Stefanovic:

• Prólogo (Apocalipse 1:1-8);
• As mensagens às 7 igrejas (Apocalipse 1:9-3:22);
• A abertura do livro selado (Apocalipse 4-11);
• O conteúdo do livro com 7 selos (Apocalipse 12:1-22:5);
• Epílogo (Apocalipse 22:6-21).

O capítulo 12 é introduz o conteúdo do livro selado. Jacques B. Doukhan destaca: Após apresentar “as densas tormentas da história da igreja, as nuvens agora se dissipam para revelar as cores da esperança (Mateus 16:2). Ao dragão da terra, que ataca à mulher (primeiro sinal, Apocalipse 12), e convoca às forças do mar e da terra (segundo e terceiro sinal, Apocalipse 13), lhe respondem, desde os céus que ainda ressoam com hinos de esperança (interlúdio, Apocalipse 14:1-5), três anjos que portam a mensagem de esperança (quarto, quinto e sexto sinais, vs. 6-13). Ao término deste triple clamor, a presença de Deus invade os céus (sétimo sinal, Apocalipse 14 a 20).

Observe estas verdades extraídas do capítulo 12:

• A mulher representa a igreja. Por ser pura, ela representa a igreja verdadeira. Essa igreja foi o povo judeu, de onde nasceu o Messias através de Maria. As dores de parto referem aos muitos desafios vividos pelo menino Jesus, como a fuga ao Egito para não ser morto por Herodes (vs. 1-2).
• O dragão representa ao diabo, o qual levou a terça parte dos anjos de Deus para suas ideologias quando foi expulso do Céu por promover a guerra naquele ambiente perfeito. Por isso, ao nascer Jesus para salvar a humanidade, Satanás O atacou de todas as formas; contudo, Jesus venceu (vs. 3-5);
• Como Satanás não conseguiu nada com Cristo, focou na mulher: A igreja instituída por Cristo. Entretanto, as providências divinas não permitiram a derrota da igreja (vs. 6-17).

Sabendo que falta pouco tempo para seu fim, Satanás atira toda sua ira contra a igreja verdadeira no tempo do fim. Esta igreja tem suas características no versículo 17; e seus membros vencem pelo sangue do Cordeiro, pela Palavra e, pelo testemunho. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



Apocalipse 12 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
2 de outubro de 2018, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar” (v.17).


As cenas de uma acirrada perseguição compõem o conteúdo deste capítulo; batalhas no Céu e na Terra que simbolizam o grande conflito cósmico desde o início até o tempo em que as forças do mal arrojarão os seus maiores esforços contra o povo de Deus. Ao contrário dos capítulos anteriores, os capítulos centrais de Apocalipse (do 12 ao 14), não apresentam cenas sequenciais da história, mas símbolos e mensagens que relembram relatos passados, que se aplicam ao presente e que apontam para o futuro. Estamos diante das mais relevantes verdades apocalípticas.

Houve peleja no Céu” (v.7). A Bíblia descreve a rebelião de Satanás e seus anjos contra “Miguel e os Seus anjos” (v.7). O nome Miguel, na verdade é uma pergunta que só tem uma resposta: “Quem é semelhante a Deus?”. Ninguém, a não ser Jesus! E todas as vezes que Satanás é citado na Bíblia em alguma cena de batalha, é Miguel, ou o Anjo do Senhor, que aparece para pelejar contra ele (Dn.10:13 e 21; Zc.3:1-5; Jd.1:9). O mesmo anjo de luz que um dia presidiu a corte celeste e fazia parte da ordem dos querubins cobridores do trono de Deus (Ez.28:14), foi aquele que se insurgiu contra o Altíssimo, desejou estar acima dEle e assumir o lugar de Cristo (Is.14:14).

Após a sua expulsão do Céu, juntamente com “terça parte das estrelas do céu” (v.4), isto é, dos “seus anjos” (v.9), “o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás” (v.9), transferiu toda a sua fúria contra a humanidade, especialmente contra a igreja de Deus. A figura que simboliza a igreja verdadeira revela a plenitude de Cristo nesta igreja. Sabendo que mulher em profecia significa “igreja” (Is.54:1 e 5; Jr.6:2; 2Co.11:2; Ef.5:22-24), analisemos a sua descrição:

  1. Vestida do sol” (v.1): É uma igreja que reflete a Cristo, “o Sol da Justiça” (Ml.4:2) e que cumpre a sua função de iluminar o mundo (Mt.5:14), refletindo a luz de Cristo (Jo.8:12);
  2. com a lua debaixo dos pés” (v.1): Assim como a lua reflete a luz do sol, a igreja verdadeira não tem luz própria, não advoga em causa própria, mas calça “os pés com a preparação do evangelho da paz” (Ef.6:15). Ou seja, são portadores da luz que emana da Palavra de Deus (Sl.119:105);
  3. uma coroa de doze estrelas na cabeça” (v.1): Tanto coroa quanto o número doze se referem ao reino de Deus. O fato de serem doze estrelas também se refere à plenitude, à totalidade do povo de Deus: as doze tribos de Israel, os 12 apóstolos, os 144 mil das doze tribos de Israel.

Esta mulher representa as duas fases da igreja de Deus: igreja judaica e igreja apostólica. Apesar de Cristo, o “filho varão” (v.5), ter nascido da linhagem de Israel, Sua genealogia também abrange outras nacionalidades e Sua vida foi a maior prova de que o Seu amor não conhece fronteiras. É por isso que o grupo dos 144 mil não se restringirá a um povo específico, mas será “de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap.7:9). Enquanto Satanás nos “acusa de dia e de noite” (v.10), Cristo efetua a Sua obra de constante intercessão por nós. A fúria do grande dragão sempre foi dirigida para Jesus, mas como quem não conseguiu destruí-Lo, esta fúria foi redirecionada para a igreja de Deus.

O derradeiro conflito já começou a mostrar grandes e inúmeras evidências de que o diabo está entre nós “cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (v.12). Ele sabe que há um remanescente que está sendo preparado e selado para resistir na última hora, e, a fim de ferir o coração de Deus, lançará toda a sua fúria contra este grupo de fiéis, assim como no passado usou agentes humanos para ferir milhares de cristãos. “Um tempo, tempos e metade de um tempo” (v.14) se refere ao mesmo tempo que vimos no capítulo anterior e em Daniel 7:25, ou seja, o período dos 1260 anos de supremacia papal e perseguição religiosa.

Lutero, Calvino, dentre outros reformadores, além da irrefutável colaboração de povos sinceros, como os Valdenses, ergueram firme a bandeira das Escrituras e abriram mão da própria vida por amor ao Senhor que os salvou. Precisamos resgatar esta fé, a fé de nossos pais, a fé daqueles que não hesitaram ofertar a própria vida se fosse para ganhar alguém para o reino de Deus. Oh, quanto precisamos despertar de nossa letargia! Deus sempre teve um povo para chamar de Seu e assim o será nos últimos instantes do relógio que marca o fim deste mundo de pecado. Após o desapontamento de 1844, Deus suscitou uma igreja, um atalaia para proclamar ao mundo as verdades que por tanto tempo ficaram esquecidas. Os adventistas do sétimo dia, possuem um dever, uma responsabilidade de anunciar o evangelho eterno a todos, e incidir uma luz sobre a importância da obediência aos mandamentos do Senhor, inclusive ao mandamento esquecido: o sábado (Êx.20:8-11).

Só existem dois caminhos amados. E num universo de praticamente quarenta mil diferentes denominações cristãs, fica bem claro que placa de igreja não salva, mas certamente, existe a placa que indica o caminho certo. E a todos que, sinceramente, invocarem o nome do Senhor clamando por sabedoria, saberão por onde andar:

Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).

Bom dia, restantes do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse12 #RPSP



GÊNESIS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
2 de outubro de 2018, 0:10
Filed under: Sem categoria

Abençoou Deus a Noé e a seus filhos. Noé e sua família receberam uma bênção que era semelhante à que foi pronunciada sobre Adão e Eva após a criação (1.28). … Uma parte da bênção anterior, porém, não foi incluída nessa nova bênção: a ordem “sujeitai-a”, referindo-se à Terra. Essa omissão sem dúvida implica que, por causa do pecado, o domínio do mundo atribuído ao homem na criação tinha sido perdido. O pecado havia sido perturbado o relacionamento original entre seres humanos e animais, e estes foram liberados da sujeição ao homem, até certo ponto pelo menos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 252.

medo de vós. A referência ao “medo” sublinha as mudanças com relação à situação antes da queda, quando o homem era vegetariano. Agora o domínio humano sobre a criação inclui a exploração do reino animal para alimentação. Bíblia de Genebra.

O medo que todos os animais terrestres, alados e aquáticos deviam ter não excluiria sua rebelião ocasional contra o domínio humano. Por vezes, eles iriam se levantar e destruir o homem. Na verdade, Deus ocasionalmente os usou para executar a justiça divina (ver Êx 8:6, 17, 24; 2Rs 2:24). CBASD, vol. 1, p. 252.

ser-vos-á para alimento. Isso não significa que as pessoas tenham começado a comer carne pela primeira vez nessa ocasião, mas que pela primeira vez Deus as autorizou, ou melhor, permitiu fazer o que o dilúvio tornou uma necessidade. … Com a destruição temporária de toda a vida vegetal durante o dilúvio e a exaustão dos suprimentos alimentícios colocados na arca, surgiu uma emergência que levou Deus a permitir a ingestão de alimentos cárneos. Além disso, a alimentação carnívora encurtaria a vida pecaminosa dos homens (CRA, 373). CBASD, vol. 1, p. 253.

O fato de não ser apresentada aqui a distinção entre animais limpos e imundos, no que diz respeito à alimentação, não significa que Noé a desconhecesse. Que Noé estava familiarizado com essa distinção fica claro pela ordem prévia de levar na arca mais animais limpos do que imundos (Gn 7:2) e por ele oferecer apenas animais limpos em holocausto (8:20). CBASD, vol. 1, p. 253.

não comam carne com sangue, que é vida [NVI]. Lv 17.14 ressalta a estreita relação entre sangue e vida ao declarar duas vezes que “a vida de toda carne é o seu sangue”. A vida é dádiva preciosa e misteriosa de Deus, e o homem não deve buscar preservá-la ou aumentar a força vital dentro de si comendo a “vida” que está “no sangue” (Lv 17.11) – o que muitos povos pagãos no decurso da história acreditaram que podiam conseguir. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Esta proibição é mencionada na carta redigida para as igrejas novas, por ocasião do Concílio de Jerusalém (At 15.20, 28). Bíblia Shedd

requererei a vida do homem. O mandamento “não matarás” é tão amplo em suas implicações que todo tipo de encurtamento da vida é proibido. CBASD, vol. 1, p. 254.

de todo animal o requererei. O estatuto de que um animal que matasse um ser humano devia ser destruído foi posteriormente incorporado ao código mosaico (Êx 21:28-32). Essa ordem não foi dada para punir o animal assassino, que não está sujeito à lei moral e, portanto, não pode pecar, mas para a segurança das pessoas. CBASD, vol. 1, p. 254.

derramar o sangue. Expressão idiomática que frequentemente quer dizer assassinato (Gên 37.22; 1Rs 2:31; Ez 22.4). Andrews Study Bible

pelo homem. A capacitação dos seres humanos por Deus, com esta autoridade judicial, mostra que estes permanecem diante de Deus como dominadores (1.26) e lança fundamentos para o governo pelo Estado (Rm 13.1-7). Bíblia de Genebra.

Ao matar um ser humano, o assassino demonstra desprezo para com Deus e para com o próximo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

minha aliança. Como todos os outros concertos da Escritura, o concerto é baseado na graça de Deus e em Sua iniciativa, não pela performance humana ou comportamento. Andrews Study Bible.

12 sinal. As alianças bíblicas são geralmente confirmadas por símbolos visuais; estes incluem a circuncisão na aliança com Abraão (17.11), o sábado com Moisés (Êz 31.13,17), e a Ceia do Senhor na nova aliança (Lc 22.20). … Muitas vezes, estes sinais já existiam (p. ex., o sábado e a circuncisão), mas receberam novo significado. Bíblia de Genebra.

17 este é o sinal. A aliança entre Deus e Noé concluiu os eventos ligados à maior catástrofe que o mundo já experimentou. A Terra, uma vez bela e perfeita, apresentava, então, até onde alcançava a vista, uma imagem de completa desolação. Os seres humanos haviam recebido uma lição sobre os terríveis resultados do pecado. Os mundos não caídos viriam o fim terrível a que se chega ao seguir as propostas de Satanás. Devia haver um novo recomeço. Uma vez que somente os membros fiéis e obedientes haviam sobrevivido ao dilúvio, havia razões para se esperar que o futuro apresentasse um quadro mais feliz do que o passado. Depois de haverem sido salvos, pela graça de Deus, do maior cataclismo imaginável, era de se esperar que os descendentes de Noé aplicassem para as gerações futuras as lições aprendidas do dilúvio CBASD, vol. 1, p. 255, 256.

18 Cam é o pai de Canaã. Deve ter sido propósito de Moisés dirigir a atenção dos hebreus de seu tempo para o desagradável acontecimento descrito nos versos seguintes, a fim de que compreendessem por que os cananeus, que eles logo conheceriam, eram tão profundamente degradados e moralmente corruptos. CBASD, vol. 1, p. 256.

21 embriagou-se. O pecado de Noé proporciona aos cristãos a seguinte admoestação: 1) Não estará jamais imune ao pecado e às tentações; 2) Pequeninos deslizes cometidos durante o curso normal da existência poderão acarretar perigos graves; 3) O crente poderá dar ocasião a que outros cometam pecados, mesmo entre os familiares; 4) Cumpre que o crente esteja consciente da imparcialidade com que Deus pune o pecado. Bíblia Shedd.

O registro do pecado de Noé mostra a imparcialidade da Bíblia, que registra tanto as virtudes dos grandes servos como as suas faltas. A idade e as vitórias espirituais anteriores não são garantia contra a derrota na hora da tentação. Quem pensaria que um homem que andara com Deus por séculos e que resistira às tentações de multidões, cairia sozinho? Um momento de descuido pode macular a mais pura vida e desfazer grande parte do bem que se faz no decorrer de anos. CBASD, vol. 1, p. 256, 257.

22 vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. Divulgou, em vez de encobrir, a indecência do pai. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O pecado de Cam não foi uma transgressão involuntária. Talvez ele tenha visto acidentalmente a condição vergonhosa do pai, mas, em vez de ficar cheio de tristeza pela insensatez do pai, ele se alegrou com o que viu e se deleitou em divulgá-lo. CBASD, vol. 1, p. 257.

25 maldito seja Canaã! Orígenes, um dos pais da igreja, menciona a tradição de que Canaã foi quem primeiro viu a vergonha do avô e contou a seu pai. Não é impossível que Canaã tenha participado da má ação do pai. … A maldição de Noé não parece ter sido pronunciada por ressentimento, mas como uma profecia. … É simplesmente uma predição do que Deus viu de antemão e o anunciou através de Noé. CBASD, vol. 1, p. 257.

Canaã e seus descendentes seriam castigados por serem ainda piores que Cam (Lv 18.2,3,6-30). … A profecia de Noé não pode ser usada para justificar a escravidão da raça negra, pois os amaldiçoados eram cananeus, da raça caucásica – brancos, portanto. Bíblia de Estudo NVI Vida

27 habite ele nas tendas de Sem. Quando o evangelho foi pregado em grego, uma língua jafetita, o povo de Israel, que era descendente de Sem, em borá subjugado por Roma, descendente de Jafé, tornou-se o vencedor espiritual dos jafetitas, e assim, figuradamente, recebeu-os em suas tendas. CBASD, vol. 1, p. 258.

27 todos os dias de Noé. A história de Noé termina como uma bem conhecida fórmula do cap. 5, sugerindo que os relatos contidos nos cap. 6-9 pertencem à história de Noé. Embora Noé fosse um homem justo e andasse com Deus, não atingiu a estatura espiritual de seu bisavô Enoque. Depois de testemunhar o crescimento e a expansão de uma nova geração, e de ter visto quão rapidamente esta seguiu as ímpias inclinações do coração, Noé morreu. CBASD, vol. 1, p. 258.



APOCALIPSE 12 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by jquimelli
2 de outubro de 2018, 0:10
Filed under: Sem categoria

6521 palavras

A mulher e o dragão – Guerra no Céu

“No capítulo 12 começa nova seqüência profética que continua até o fim do livro do Apocalipse. Estes capítulos no mostram que a Igreja de Deus está continuamente em conflito com o mal durante a grande controvérsia entre Cristo e Satanás. Nosso Senhor também retrata a impressionante vitória da Igreja. Em linguagem simbólica, Ele descreve a volta do Rei dos reis para livrar Seu povo, o Milênio e a recriação da Terra. Promete viver com Seu povo (Apoc. 21:1-3) e ter mais íntima comunhão com eles do que mantinha com os nossos primeiros pais no Jardim do Éden.” – LES893, p. 3.

“Por meio de símbolos, Apocalipse 12 desdobra a profecia que Deus fez no éden depois da queda. (Ver Gênesis 3:15.) Aí o Senhor fala à serpente (Satanás) a respeito de Eva – a mulher e seus descendentes (a igreja de Deus) e seu principal Descendente (Cristo). Haveria ‘inimizade’ entre os seguidores de Satanás e a Igreja. Satanás ‘feriria’ o calcanhar de Cristo (o Calvário), mas Cristo esmagaria finalmente a cabeça da serpente (a destruição de Satanás e de todos os efeitos do pecado).

“Em Apocalipse 12 vemos esta profecia desenrolar-se na História. Os personagens são os mesmos: a mulher (a Igreja); a serpente (Satanás como o dragão, a ‘antiga serpente’, v. 9); o Descendente (o ‘Filho varão’, vs. 5 e 13). Vemos a ira e perseguição de Satanás contra a Igreja e seu Senhor. Além dessas agressões esperadas, devemos dar, porém, especial destaque á intervenção de Deus e Seus bondosos atos em favor de Seu povo. Deus jamais abandona Sua Igreja. Ela é a ‘menina do Seu olho’ (Zac. 2:8)” – LES893, p. 5.

12:1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

A mulher – “A mulher pura representa a Igreja verdadeira.” – SRA/EP, p. 95.

“…a ‘mulher’ de Apocalipse 12 … representa os verdadeiros seguidores de Deus – Sua Igreja no decorrer da História, especialmente a partir do tempo em que Cristo viveu aqui com a humanidade.” – LES892, p. 17.

“Compare a mulher simbólica de Apocalipse 12:1 com a mulher simbólica de Apocalipse 17:1-6. Elas são tão diferentes como a linguagem humana é capaz de descrevê-las. Leia então Jeremias 6:2 e II Coríntios 11:2, e resuma o que o Antigo e o Novo Testamentos dizem sobre o tipo de mulher que representa o povo de Deus. (Compare Isaías 54:5 e 6 com Oséias 2:19 e 20.)

“Se a mulher de Apocalipse 12:1 tem um nome, deve ser o seguinte: ‘A Igreja Fiel do Cordeiro de Deus.’ – LES893, p. 139.

A verdadeira Igreja em toda as épocas. ‘Visto que ela é apresentada como prestes a dar à luz a Cristo (versos 2, 4 e 5) e, mais tarde, como sendo perseguida depois da ascensão de Cristo (versos 5 e 13-17), essa mulher representa a Igreja tanto do Antigo como do Novo testamento.’ – SDABC, vol. 7, pág. 807.

“Sendo que a profecia de Apocalipse 12 foi dada no primeiro século da história da Igreja Cristã, a ênfase recai principalmente sobre o período da Igreja no Novo Testamento.” – LES893, p. 5.

“Usando o símbolo de uma mulher pura, em contraste com a mulher impura do capítulo 17, Cristo descreve as lutas e a perseverança da Igreja Cristã, especialmente durante os séculos depois de Sua encarnação. Embora o diabo se oponha a nós com grande ira, devemos lembrar-nos de que Cristo o derrotou. Em Apocalipse 12 é dada a fórmula para vitória sobre o maligno.

“A história do povo de Deus, desde o tempo em que nossos primeiros pais caíram em pecado até o fim do tempo da graça, é uma cena de contínuo molestamento causado por Satanás e suas forças. O dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, tem tido o mesmo alvo através da História: combater a Deus, a Cristo, ao Espírito Santo, a Sua Igreja e seus dirigentes, e a Seu povo fiel. A História relata derramamento de sangue, calabouços, prisões, decapitações, fogueiras, oposição de dentro e de fora. É lamentável que a história da Igreja nem sempre constituiu o cumprimento da oração de Cristo: ‘A fim de que todos sejam um.’ S. João 17:21.” – LES893, p. 4

Vestida do Sol – “O Sol representa a Cristo (Salmo 84:11).” – SRA/EP, p. 95.

“Que é simbolizado pelo Sol de que está vestida a mulher descrita em Apocalipse 12:1? Sal. 84:11; S. Mat. 13:43; S. João 8:12; Rom. 13:12-14.

                “A justiça de Cristo nos é concedida pelo Espírito Santo quando aceitamos a Jesus como Salvador e Senhor. (Ver Efés. 3:16 e 17; S. João 14:17 e 20; Ezeq. 36:27.)

                A luz de Cristo é para todos. “Deus é luz; e nas palavras: ‘Eu sou a luz do mundo’, Cristo declarou Sua unidade com Deus e Sua relação para com a família humana. Fora Ele que, no princípio, fizera com que ‘das trevas resplandecesse a luz’. II Cor. 4:6.” – O Desejado de Todas as Nações, ed. Popular, p. 448.

Lua – “Assim como a Lua reflete a glória do Sol, as Escrituras, escritas por ‘homens santos de Deus …, inspirados pelo Espírito Santo’ (II S. Ped. 1:21), refletem a glória de Cristo. (Ver S. João 5:39; S. Luc. 24:27 e 44.) Dizer que a Igreja está firmada sobre a Palavra de Deus (a Bíblia) é apenas outra maneira de dizer que ela está fundada sobre Jesus Cristo. A Igreja está firmada em toda a Palavra de Deus – tanto o Antigo como o Novo Testamento. Não é convincente afirmar que, estando a mulher prestes a dar à luz de Cristo, a Lua representa somente o Antigo Testamento. Segundo indica Apocalipse 12, a mulher representa a Igreja no decorrer da Era Cristã. Esta Igreja expõe a pessoa de Cristo ao mundo da maneira pela qual Ele é apresentado nas Escrituras e do Novo Testamentos. …

“A Lua constitui um símbolo apropriado do fundamento sobre o qual se encontra a Igreja. Assim como a Lua reflete a luz do Sol, as Escrituras, usando linguagem humana, refletem as grandes verdades que Deus revelou sobre Si próprio e sobre o plano da salvação

“O Antigo Testamento era a Bíblia usada tanto por Jesus como pelos apóstolos. Seu sistema cerimonial temporário deixou de Ter validade na cruz, mas as suas permanentes verdades morais e espirituais continuam sendo nossa herança cristã.” – LES893, p. 6, 7 e 8.

“A lua, que reflete a luz do Sol, poderia ser o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento que refletia a obra de Jesus (Hebreus 9:9-12, 23, 24).” – SRA/EP, p. 95.

Coroa de 12 estrelas – “Apoc. 3:11; comparar com Heb. 11:12; Apoc. 21:12 e 14.

“A Coroa representa a vitória espiritual e a vida eterna concedidas aos crentes no tempo presente. (Ver S. João 3:36; 5:24; I S. João 5:4 e 11-13.) Estrelas, na Escritura, freqüentemente simbolizam o fiel povo de Deus como um todo. (Ver Dan. 8:10; 12:3.) O número 12 comumente se refere às doze tribos de Israel ou aos doze apóstolos que representam a Igreja Cristã. Esse número não se aplica, porém, exclusivamente aos doze patriarcas e aos doze apóstolos. Muitas vezes é usado para abranger todo o povo de Deus que é simbolizado pelos patriarcas e apóstolos. (Comparar S. Mat. 19:28 com I Cor. 6:2; ver também S. Tia. 1:1.)

“As doze estrelas de Apocalipse 12:1 são um símbolo da totalidade do fiel povo de Deus que está seguindo os princípios divinos dados a Israel e à Igreja Cristã, e que permite que a luz da verdade brilhe por seu intermédio. ‘Como no Antigo Testamento os doze patriarcas ocupavam o lugar de representantes de Israel, assim os doze apóstolos representam a igreja evangélica.’ Atos dos Apóstolos, pág. 19. (Grifo acrescentado.) …

“Apocalipse 12:1 retrata a Igreja inteira iluminada com a presença de Deus. É tal espécie de Igreja que moverá o mundo e suscitará a ira do diabo.” – LES893, p. 6 e 7.

12:2 E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

Gravidez – “Assim como há um longo período de desenvolvimento no ventre materno antes do nascimento de uma criança, houve também um longo período de espera pelo Redentor prometido. ‘Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho.’ Gál. 4:4.” – LES892, p. 9.

Dores de parto – “Apocalipse 12:2 se refere à Igreja sofrendo dores de parto para apresentar a mensagem do evangelho ao mundo. (Ver Gál. 4:19.) Em todas as eras, crentes cristãos, em diversos lugares, tiveram de enfrentar oposição espiritual e política em seus esforços para apresentar a Cristo aos que não O conhecem.” – LES893, p. 8

 

12:3 Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas;

Dragão – “No sentido primário o dragão é Satanás (verso 9). No sentido secundário, o dragão representa os poderes terrestres usados por Satanás para combater a Cristo, Sua verdade e Seu povo. Satanás agiu por meio do Império Romano para matar a Cristo e atacar o evangelho e a Igreja primitiva (verso 4). Ele usou também o papado medieval para impelir a Igreja ao deserto, onde ela foi perseguida por 1.260 anos (de 538 A.D. a 1798 A.D.). Versos 6 e 13-16. Ao nos aproximarmos do fim do tempo, Satanás usará uma união político-religiosa apóstata, na tentativa de destruir a Igreja cristã remanescente. (Apoc. 12:17; comparar com o capítulo 17.) Visto que o dragão de Apocalipse tem essa quádrupla aplicação (Satanás, O Império Romano, o papado e ‘Babilônia’ antitípica), ele se equipara aos poderes da ponta pequena mencionados em Daniel 7 e 8.” – LES893, p. 10 e 11.

A interpretação do ‘dragão’. O verso 9  claramente identifica o símbolo com Satanás. Ele age, porém, por meio de instrumentalidades secundárias. No livro de Daniel, animais e cabeças de animais  são usados para simbolizar reinos (Dan. 7:23; 7:6; 8:8 e 22). Cornos ou chifres também representam poderes dominantes (Dan. 7:24 e 25; 8:8 e 22). Por isso, o dragão vermelho com várias cabeças e chifres pode ser interpretado como um poder político ou como uma variedade de poderes pelos quais Satanás, em tempos diferentes, opera para a realização de seus objetivos. ” – LES893, p. 11.

Sete cabeças e dez chifres – “Satanás planejou destruir a Cristo e a Igreja cristã primitiva por meio de Roma pagã, dos Césares, pelo que este dragão também a representa como instrumento de Satanás. Ajudam-nos a entende-lo assim, as 7 cabeças (Apocalipse 13:2) que representam os 7 montes (Apocalipse 17:9) onde estava edificada Roma, cidade das 7 colinas. Os 10 chifres (Apocalipse 12:3) são os 10 reinos que surgiram da desintegração de Roma pagã (Daniel 7:24, 25), onde também nos diz que, depois do surgimento das nações européias, apareceria o anticristo.” – SRA/EP, p. 96.

“Parece razoável deduzir que as sete cabeças do dragão representam poderes políticos que têm defendido a causa do dragão e por meio dos quais o dragão tem exercido o seu poder perseguidor… . A besta do capítulo 13 e a do capítulo 17 tinham também dez chifres cada uma. Alguns afirmam que os dez chifres do dragão são idênticos aos dessas duas bestas, e que os últimos são idênticos aos dez chifres do quarto animal de Daniel 7.” – SDABC, vol.7, p. 808, citado em LES893, p. 11.

“As mesmas sete cabeças e dez chifres são mencionados em três capítulos do Apocalipse: capítulos 12, 13 e 17. Sabemos que cinco das cabeças do dragão se referem a reinos ou nações que haviam caído por volta do tempo do apóstolo João. (ver Apoc. 17:10.) O Antigo Testamento expõe cinco poderes que, antes do tempo de João, atacaram e subjugaram sucessivamente o povo escolhido de Deus, procurando destruir suas crenças religiosas. Alguns declaram que essas nações foram o Egito, a Assíria, Babilônia, Média-Pérsia e Grécia. As sexta cabeça é considerada o poder político que existia no tempo do apóstolo João – o Império Romano. A sétima cabeça seria, portanto, o poder mundial mais significativo que se seguiu ao Império Romano: o Papado medieval. Como é salientado no livro de Daniel e no Apocalipse, o Império Romano foi dividido em numerosos fragmentos políticos, e o papado tomou o seu lugar como a principal influência no Ocidente.

“Ao passo que as cabeças são representadas por poderes mundiais sucessivos, os chifres representam poderes que existem simultaneamente. (Ver Apoc. 17:12-14; comparar com Dan. 7:7, 20 e 24.) Devido à óbvia relação entre Apocalipse 12, 13 e 17, e Daniel 2 e 7, podemos dizer que os dez chifres representam as partes em que finalmente foi dividido o Império Romano. Essas partes tornaram-se Estados soberanos, os quais no fim do tempo desempenham importante papel em apoiar a Babilônia antitípica, ‘até que se cumpram as palavras de Deus’ (Apoc. 17:17).” – LES893, p. 11.

12:4 a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho.

Estrelas – “’Estrelas’ aqui significa anjos (Apocalipse 1:20). Existe um antecedente que nos permite dar dita interpretação a este símbolo apocalíptico. Jó, utilizando o estilo antigo da poesia hebraica de repetir a idéia a fim de ampliar seu sentido, declarou que ‘… as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus (Jô 38:7). Em Judas 6, é-nos dito que Deus tem guardado asses anjos de indigna rebelião para o dia do juízo, o que confirma o fato de que foram expulsos do Céu com Satanás. ” – SRA/EP, p. 25.

Dragão – “Satanás, que arrastou a terça parte das estrelas, ou anjos (Apocalipse 1:20), os quais converteu em demônios, usou a Herodes que governava por conta de Roma, para tentar matar a Jesus tão logo Ele nasceu em Belém (São Mateus 2:1-18). São José e a bem-aventurada Virgem Maria foram avisados por um anjo e fugiram para o Egito, cumprindo as profecias do Antigo Testamento (Jeremias 31:15; Oséias 11:1).” – SRA/EP, p. 96.

“Fácil será encontrar o poder simbolizado pelo dragão, porque o dragão representa algum poder que tentou destruir [a Cristo] ao nascer. Fez-se alguma tentativa nesse sentido? E quem a fez? Não é necessário dar uma resposta formal a estas perguntas, para quem tenha lido como Herodes, num esforço hostil por destruir o infante Jesus, mandou matar todas as crianças em Belém, até a idade de dois anos. Mas quem era Herodes? – Um governador romano. De Roma procedia o poder de Herodes.” – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, p. 188, citado em LES893, p. 11 e 12.

12:5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.

Filho – “O Filho da mulher (Apoc. 12:2) é a fonte de sua luz. Como será evidente, o Apocalipse apresenta diversos pontos muito significativos a respeito do Senhor da Igreja.

“O Messias estava prometido à Igreja desde os dias do Antigo testamento. Por exemplo, foi escrito no século VII A.C.: ‘Porque um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz’ (Isaías 9:6). No Salmo 2:7-9 é profetizado que haveria de reger as nações com vara de ferro, assim como é revelado em Apocalipse 19:13-16, que o fará no final.” – SRA/EP, p. 95.

O Filho da mulher era Deus encarnado. O Filho de Deus esteve disposto a ‘esvaziar-Se’ (Fil. 2:7), a pôr de lado, durante certo tempo, o uso de Seus atributos divinos de onisciência, onipotência, onipresença e glória. Ele tornou-Se um ser humano como nós, nascido de mulher. Isto é condescendência que está além de nossa compreensão.” – LES893, p. 8.

“As três razões para identificar o filho com Cristo, são as seguintes:

“* Cristo foi Aquele a quem o diabo procurou destruir (Apoc. 12:4; S. Mat. 2; S. João 18 e 19).

“* Cristo regerá ‘todas as nações com cetro de ferro’. (Apoc. 19:15; 2:27; Sal. 2:9; 89:23.)

“* Cristo ‘foi arrebatado para Deus e para o Seu trono’ (S. Mar. 19:15; 2:27; S. Luc. 24:50 e 51; Atos 1:6-11.) – LES892, p. 9.

12:6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.

No deserto por 1260 dias – “Assim como o mar representa multidões (Apocalipse 17:15), o deserto significa lugares despovoados e secretos. Os fiéis de Cristo não podiam se reunir publicamente porque os matavam. Se aplicarmos aos 1.260 dias proféticos o princípio de um dia por um ano (Ezequiel 4:6, 7; Número 14:34), estamos frente a um período de 1.260 anos de perseguição que se localizam historicamente desde que entrou em vigência o Edito de Justiniano, no ano de 538, até o ano de 1798, quando por intervenção napoleônica caduca o código de Justiniano. Durante este período existiam muitas igrejas cristãs que funcionavam abertamente como organizações; não obstante, não podemos assinala-las como verdadeiras porque Deus disse que durante esse período Sua verdadeira Igreja estava sendo mantida em segredo (Apocalipse 12:6, 14).” – SRA/EP, p. 96.

12:7 Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam,

Miguel – “Miguel é o nome dado a Cristo. (Comparar com Dan. 10:13, 21; 12:1; Jud. 9.) Apocalipse 12 dá um resumo do grande conflito, através de quatro batalhas, nas quais Cristo e Satanás são as personagens principais.” – LES963, lição 11, p. 4.

“Miguel, que significa ‘Quem é como Deus?’, é um dos nomes de Cristo. Em Judas 9 Miguel aparece como o Arcanjo (chefe dos anjos). Jesus usa o nome de Miguel só quando aparece enfrentando decididamente a Satanás, o qual queria ser como Deus (Isaías 14:14). Encontramos um exemplo disto em Apocalipse 12:7. Nos versículos … (Daniel 12:1, 2) se menciona a ressurreição que ocorrerá quando Jesus voltar para os Seus (São João 5:28, 29; I Tessalonicenses 4:16). Jesus mesmo Se levantará em favor de Seu povo e os libertará.” – SRA/EP, p. 109.

“Nessa profecia Cristo é retratado tanto em Seu estado preexistente como Miguel, Capitão do exército do Senhor (ver Jos. 5:13-15; comparar com Dan. 12:1; I Tim. 2:5), quando no Seu estado encarnado como “Filho varão” (verso 5). A expulsão inicial e física de Satanás e seus anjos por Cristo (Miguel) é agora plenamente confirmada pela expulsão moral efetuada pela morte expiatória de Cristo. Os versos 10 a 12 enfatizam esta expulsão moral realizada pela morte do Salvador.” – LES893, p. 10.

12:8 mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu.

12:9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.

Satanás – “No livro de Ezequiel, Satanás é apresentado sob o símbolo do perverso rei de Tiro. Ali é mencionado que ele foi criado perfeito (Ezequiel 28:15), o que nos ajuda a entender que Deus não criou o diabo perverso, como o é na atualidade.

“Nos versículos seguintes, descreve-se um processo de autocorrupção que transformou esse ser perfeito, Lúcifer, em diabo (anjo mau) sublevado contra Deus. A vaidade, o orgulho e a ambição foram os passos degradantes que o levaram ao pecado (Ezequiel 28:16, 17), e fizeram dele o pai e iniciador do erro, da mentira e do pecado (São João 8:44).

“Outro aspecto importante que se destaca em Isaías 14:12-14, sob o símbolo do rei de Babilônia, foi sua intenção de ser semelhante a Deus, estabelecendo seu trono ali onde está o trono do Altíssimo. Ali começa a rebelião cósmica cujo grande conflito é revelado no Apocalipse. …

“Por usurpação, Satanás se constituiu o príncipe deste mundo (São João 14:30), e os seres humanos, ao pecar, chegaram a ser seus cativos (Romanos 6:16; II Timóteo 2:26), a quem reclama como propriedade (I São João 3:8). Cristo põe ao alcance de cada filho Seu armas para vencer os enganos de Satanás.” – SRA/EP, p. 25.

A rebelião de Satanás é inexplicável. Muitos têm, inutilmente, procurado explicar como um anjo perfeito e santo, e que, ‘abaixo de Cristo, fora o mais honrado por Deus’ (Patriarcas e Profetas, pág. 15), podia ter-se rebelado contra um Deus amoroso, perfeito e santo. …‘Provou-se  que sua desafeição era sem causa’ (pág. 21), o que indica que não tem explicação. Sabemos que ele teve inveja da posição de Cristo (pág. 17) e insinuou dúvidas com respeito á lei de Deus (página 17), a qual constitui uma revelação do Seu caráter (O Grande Conflito, pág. 468). Satanás foi expulso do Céu com todos os anjos que concordaram com ele (II S. Ped. 2:4).” – LES963, p. 12.

12:10 Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite.

Hino – “Alusão à crucifixão de Cristo. Os versos 10 a 12 de Apocalipse 12 são considerados como um hino que interpreta o significado da grande batalha descrita nos versos 7 a 9.” – LES893, p. 9.

Lançado fora -“Apocalipse 12:10 não se refere exclusivamente à expulsão original de Satanás do Céu. O revelador está enaltecendo os eternos benefícios do Calvário. O Cordeiro conquistou a salvação por Sua morte. (Comparar com Apoc. 5:9 e 10.) A vitória da cruz resultou na expulsão do ‘acusador de nossos irmãos’. Agora a vida eterna pode ser concedida a todas as pessoas arrependidas, quer tenham vivido antes ou depois da cruz. (Ver I. Cor. 15:17-23; Heb. 9:15.) O Calvário não somente é fundamental para a nossa salvação, mas constitui também a garantia de que o Universo será para sempre purificado dos resultados da rebelião de Satanás.” – LES893, p. 8 e 9.

“Precisamos compreender claramente as duas ocasiões em que Satanás foi expulso: a)antes da criação do mundo; b) quando Cristo o derrotou na cruz. Vivemos no tempo na ‘grande ira’ de Satanás (Apoc. 12:12), pois ele sabe muito bem qual é o seu destino e que só lhe resta ‘pouco tempo’. Mas a sua destruição definitiva é inevitável.LES893, p. 12.

 

12:11 E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte.

                Venceram – “Nosso grande segredo para vencer é apegar-nos a Cristo, pois Ele já venceu a Satanás ns tentações do deserto, na cruz e demonstrou Sua vitória ao ressuscitar dos mortos. O diabo sabe que está perdido, por isso se apresenta como um leão que ruge (I São Pedro 5:8), pois ao final do milênio apocalíptico será destruído no lago de fogo e enxofre (Apocalipse 20:10, 14; Ezequiel 28:18, 19).” – SRA/EP, p. 27

12:12 Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta.

“A destruição final de Satanás tornou-se certa em virtude do sacrifício de Cristo no Calvário. Apocalipse 12 revela que, desde a morte de Cristo na Cruz, o diabo tem estado ‘cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta’ (verso 12). Sabemos hoje que seu tempo quase se esgotou. Não é de estranhar que ele opere nestes últimos dias por meio de pessoas, por meio de organizações políticas e religiosas, e por todos os outros meios acessíveis, para enganar e destruir o povo de Deus. Satanás odeia a Cristo e todos os que aceitaram Seu sacrifício pelos pecados eles. São ‘tições tirados do fogo’ (Zac. 3:2), e as acusações de Satanás são repelidas pelo Senhor.” – LES893, p. 43.

12:13 Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.

12:14 E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.

12:15 E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente.

12:16 A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.

A que período da história da Igreja Cristã se refere Apocalipse 12:14-16?Comparar com Dan. 7:25; 12:7; Apoc. 11:2 e 3; 12:6 e 14; 13:5.

“No verso 14, a mulher ‘é sustentada durante um tempo, tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente’. No verso 6, ela está no deserto por 1.260 dias. … Usando  princípio de que um dia representa um ano na profecia simbólica, os adventistas ensinam que esse período começou em 538 A.D. e terminou em 1798 A.D. Durante esses 1.260 anos, o papado foi eclesiasticamente supremo nalguns países europeus. Durante a Idade Média, a Europa ocidental prestou homenagem ao Bispo de Roma. Os cristãos que preferiram seguir a Palavra de Deus foram perseguidos por causa de sua fé. A Igreja e o Estado uniram-se para destruí-los. A mão de Deus esteve Sua Igreja verdadeira, livrando-a da extinção.” – LES893, p. 12 e 13.

“’A Terra ajudou a mulher’, abrindo a boca e tragando o rio. A Reforma do século dezesseis começou a sua obra. … E em breve houve suficiente terreno protestante na Europa e no Novo Mundo para engolir o rio da fúria papal e tirar-lhe o poder de danificar a Igreja. A Terra ajudou assim a mulher, e tem continuado a ajuda-la até hoje, nutrindo o espírito da reforma e de liberdade religiosa pelas principais nações da cristandade.” – Uriah Smith, Daniel and the Revelation, p. 558 e 559, citado em LES893, p. 13.

Os primeiros dezesseis versos terminam em 1798 A.D., quando findaram os 1.260 anos que a Igreja passou no ‘deserto’. Em todas as épocas, até esse ponto, Deus teve verdadeiros seguidores que muito sofreram por Ele. Nalgumas ocasiões parecia que eles seriam eliminados da Terra, mas o diabo não teve permissão para extingui-los.” – LES893, p. 17.

“A primeira besta se ergue ‘do mar’ (Apoc. 13:1). O mar representa a massa de humanidade da qual as nações se formam. (ver Apoc. 17:15; comparar com Dan. 7:2 e 3.) A terra representa a região relativamente livre de população humana.. Na Idade Média, e início da era moderna, a ‘mulher’, os fiéis seguidores de Cristo, tiveram de fugir para os lugares desabitados para escapar da perseguição (Apoc. 12:14 e 16). Dessa forma é que foram fundados os Estados Unidos.” – LES963, lição 8, p. 6.

12:17 E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.

Foi fazer guerra – “Os versos 1 a 16 salientam várias vezes que o diabo atacou furiosamente a Cristo e Sua Igreja no decorrer da História. O contexto do verso 17 indica que a ira de Satanás é manifestada contra a Igreja depois de 1798. A Igreja do ‘tempo do fim’ (Dan. 12:7 e 9) é o alvo especial dos ataques demoníacos.” – LES893, p. 18.

As investidas de Satanás contra o povo de Deus nos últimos dias (Ver Dan. 11:44; 12:1) – “As pontas pequenas de Daniel 7 e 8, e o ‘assolador’ de Daniel 9:26 e 27, em suas aplicações no fim do tempo, são denominados ‘rei do Norte’ (Daniel 11:40-45). Satanás usa esse poder terrestre ‘para destruir e exterminar a muitos’ (Dan. 11:44), antes do fim do julgamento que precede o Segundo Advento. Quando terminar o tempo da graça e os justos houverem sido vindicado legalmente (Dan. 7:26), Cristo Se levantará para executar as decisões do tribunal. Então se intensificará a ira de Satanás, pois ‘haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo’ (Dan. 12:1). Mas a ira do dragão, que ameaça exterminar o povo de Deus, é restringida por intervenção divina.” – LES893, p. 18.

Remanescente – “A palavra grega traduzida por ‘remanescente’, nalgumas versões, significa ‘os restantes’. O verbo correspondente quer dizer ‘deixar de resto’, ou ‘deixar ficar’. O ‘remanescente’ de Apocalipse 12:7 re refere aos verdadeiros seguidores de Cristo (Sua Igreja) que restariam após o fim dos 1.260 anos em 1798. de acordo com Daniel 12:7 e 9, essa data assinalou o começo do ‘tempo do fim’.” – LES893, p. 21.

“Apocalipse 12:17 ensina que o dom profético se manifestaria na Igreja remanescente.” – LES893, p. 26.

Deus sempre preserva um remanescente fiel.  Em todas as épocas da História, quando a maioria se afastou de Deus, o Senhor teve um ‘remanescente’ fiel. O remanescente pode ser a minoria, mas não é necessariamente um grupo pequeno. Por vezes ele foi um grupo bem grande. O remanescente tem sido constantemente incumbido da missão especial de levar avante a obra de Deus na Terra, preservando Sua verdade e transmitindo-a aos que os rodeiam.” LES893, p. 19.

“Desde o começo, os adventistas do sétimo dia têm proclamado audazmente as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12, as quais constituem o último apelo de Deus para que os pecadores aceitem a Cristo, e crêem humildemente que o seu movimento é o ‘remanescente’ [de Apoc. 12:17].  Nenhuma outra denominação religiosa está proclamando essa mensagem em conjunto, e nenhuma outra cumpre as especificações delineadas nessa passagem. Por isso, nenhuma outra possui bem fundada razão bíblica para afirmar que é ‘o remanescente’ do verso 17.

“No entanto, os adventistas rejeitam enfática e inequivocamente toda idéia de que só eles são filhos de Deus e têm direito ao Céu. Crêem que todos aqueles que adoram a Deus com toda a sinceridade, isto é, de acordo com toda a vontade de Deus revelada, de que têm conhecimento, são presentemente possíveis membros desse ‘remanescente’ final mencionado no capítulo 12, verso 17.” – SDABC, vol. 7, p. 815, citado em LES893, p. 21.

“O remanescente fiel deve ser fiel. Que diria você se sua esposa lhe dissesse: ‘Vou ser-lhe fiel do domingo à sexta-feira, mas no sábado serei infiel.’? A igreja (mulher profética) que não é fiel no sábado, não é a igreja de Apocalipse 12.” SRA/EP, p. 97.

Ver Apêndice: “Identificação do Remanescente”.

Os que guardam os mandamentos de Deus – “O remanescente é identificado aí com ‘os que guardam os mandamentos de Deus’ muito tempo depois da crucifixão de Cristo, em que numerosos cristãos dizem ter sido abolida a lei. O Novo Testamento ensina que os Dez Mandamentos, da maneira exemplificada na vida de Cristo, são a norma de justiça para os cristãos. (ver Rom. 3:31; 7:7, 12 e 14; I S. João 2:4; S. Tia. 2:10-12.)” – LES893, p. 22 e 23.

“Ann Landers disse: ‘Se Deus não considerasse importante nossa obediência a Ele, teria nos dado apenas dez sugestões.’ Muitas pessoas consideram os Dez Mandamentos como um conjunto de leis que não se aplicam aos dias atuais. Alguns chegam a dizer que a tentativa de guardar os Dez Mandamentos é uma forma de legalismo. Pensam que a lei do amor nos leva a agir, algumas vezes, de forma contrária aos Dez Mandamentos. ” – LES963, lição 5, p. 1.

“O caráter de Deus não muda. Nos tempos eternos, antes que nosso mundo fosse criado, Deus já era perfeitamente justo. Ele estava em perfeita conformidade com a lei da vida, por Ele estabelecida. Essa lei define Sua maneira de ser e a dos seres perfeitos criados por Ele. Se a lei de Deus pudesse ser abolida ou mudada, o padrão de Seu caráter também seria mudado. Em tais circunstâncias, Ele não poderia ser reconhecido como tendo uma justiça imutável. A lei de Deus é tão imutável quanto o Seu caráter justo.” – LES963, lição 5, p. 2. (Nota do compilador: textos citados pela referência: Mal. 3:6; Heb. 13:8; Tia. 1:17; Sal. 119:142 e 152; 111:7 e 8.)

“’Os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus’ (Apoc. 12:17), não procuram excluir o mandamento do sábado da lista dos preceitos de Cristo. A frase na mensagem do primeiro anjo: ‘E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas’ (Apoc. 14:7), é uma alusão a Êxodo 20:11, que faz parte do quarto mandamento. A mensagem do primeiro anjo nos convida a adorar o criador lembrando-nos do santo sábado do sétimo dia.” – LES893, p. 24.

“O mesmo apóstolo João, que desmascarou Satanás, diz: ‘Para isto Se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do diabo’ (I S. João 3:8). Nosso Senhor Jesus disse que Ele não veio mudar a lei (São Mateus 5:17); que ninguém tem, nem terá autoridade para mudar a lei (São Mateus 5:18); apesar de que o anticristo intentaria faze-lo (Daniel 7:25). Jesus demonstrou ante o Universo que é possível guardar a Santa lei de Deus. Seus méritos (se O aceitamos) nos dão salvação (Romanos 5:19; 10:11). Uma vez redimido, o crente vive regido pela ética de Cristo. Por isso São Paulo diz: ‘Anulamos, pois a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei’ (Romanos 3:31). …

”Satanás odeia a Deus e Sua santa lei, expressão de Seu caráter. Por isso é que quem vive segundo a carne em certa medida está reproduzindo a conduta de Satanás, ‘pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar’ (Romanos 8:7). Nosso Senhor Jesus Cristo disse: ‘Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos’ (São João 14:15). Ao guardar os mandamentos, demonstramos nossa identificação com Cristo. Isso explica porque Satanás ataca o remanescente fiel que guarda Seus mandamentos. Fá-lo como uma prolongação da luta que iniciou no Céu contra Cristo (Apocalipse 12:7). Mas é na hora da perseguição que se torna mais agradável a promessa: ‘Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida’ (Apocalipse 2:10).” – SRA/EP, p. 50.

“Você nota que muitas igrejas guardam a maioria dos mandamentos. Mas aqui não diz ‘a maioria’. Deus revela que aqueles que são da descendência da Igreja pura ‘Guardam os Mandamentos de Deus’, ou seja, todos os mandamentos. Desde o momento que Jesus disse que não mudou, nem autorizou mudança alguma, nem sequer um ‘j’ ou um til da lei enquanto houvesse céus e terra (São Mateus 5:17, 18), e que, se O amamos devemos guardar Seus mandamentos, assim como Ele nos deu o exemplo guardando os mandamentos do Pai (São João 14:15; 15:10), não poderíamos demonstrar que realmente temos a fé de Jesus se somos contrários à observância da lei, ou aceitamos a modificação de algum dos mandamentos. Jesus disse: ‘Por que Me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?’ (São Lucas 6:46). E São João confirma: ‘Ora, sabemos que O conhecemos por isto: se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade’. (I São João 2:3, 4). Não podemos invocar o amor para desobedecer. ‘Porque este é o amor de Deus, que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos’ (I São João 5:3).

“Quando foi a última vez que leu serena e detidamente os Dez Mandamentos com o desejo de obedecer a tudo o que dizem? Estão em Êxodo 20:3-17.

“É provável que descubra, pesaroso, que a maioria dos cristãos não estão respeitando o segundo mandamento (Êxodo 20:4-6) eliminado da lei que aparece nos catecismos. Ou, talvez, veja com pena que as igrejas não estão respeitando o dia de repouso que Deus santificou, o santo sábado (Êxodo 20:8-11). Mas, ao mesmo tempo, terá a comovedora emoção de descobrir qual é a Igreja verdadeira; esse remanescente fiel que resta na Igreja de Cristo. Não há como equivocar-se. O Apocalipse diz que são cristãos (têm a fé de Jesus) os que ‘guardam os mandamentos de Deus’ (Apocalipse 14:12). Por isso é que Satanás desata intransigência e perseguição contra eles (Apocalipse 12:17).” – SRA/EP, p. 97.

“Deus deseja que todos nos salvemos (I Timóteo 2:3, 4) e Satanás quer desesperadamente que nos percamos. Expressamos nossa decisão por meio da obediência. A Santa Bíblia ensina que somos escravos daquele a quem obedecemos, ‘seja do pecado, para a morte, ou da obediência, para a justiça’ (Romanos 6:16). Nisto não existe neutralidade. Jesus disse claramente: ‘Quem não é por Mim, é contra Mim; e quem comigo não ajunta, espalha’ (São Mateus 12:30). Mas não se esqueça de que, assim como todas as promessas do Apocalipse são para os vencedores, em São João 14:1-3 o Senhor Jesus promete uma morada celestial para os fiéis.” – SRA/EP, p. 110.

Obediência e salvação – “A obediência aos mandamentos nunca é apresentada na Bíblia como meio de salvação. Mas é muitas vezes apresentada como resultado e evidência da salvífica graça de Deus no coração. Está você desfrutando a salvação em Cristo no tempo presente? Em caso afirmativo, viver de acordo com os Seus mandamentos é uma alegria e um privilégio para você.” – LES893, p. 25.

“Assim como a figueira não produz frutos para receber méritos e chegar a ser uma figueira, mas produz figos porque é figueira, o cristão não faz o que é bom para pagar a salvação. Cristo já pagou o resgate. O cristão guarda os Dez Mandamentos porque é uma nova criatura em Cristo. Os frutos demonstram que ele não é mais rebelde.” – SRA/EP, p. 98.

O testemunho de Jesus – “… testemunho procedente ou da parte de Jesus; isto é, o testemunho dado por Ele pela revelação profética.” – LES893, p. 26.

“O dragão faz guerra contra os que ‘têm o testemunho de Jesus’ (Apoc. 12:17). A frase é traduzida de várias maneiras: ‘se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus’ (NVI), ‘são fiéis à verdade revelada por Jesus’ (BLH). O verbo ter significa, no grego, ter, sustentar, guardar, possuir, preservar, colocar no coração. O remanescente tem o testemunho de Jesus como sua posse.

“Sobre o significado da frase ‘testemunho de Jesus’, deve-se estudar Apocalipse 19:10. João queria adorar o anjo que fora enviado a ele para lhe dar um testemunho a respeito de Jesus (Apoc. 1:1 e 2). O anjo se identificou com aqueles que, como João, tinham recebido o testemunho de Jesus. Quem eram essas pessoas? O anjo explicou: ‘o testemunho de Jesus é o espírito de profecia’ (Apoc. 19:10). Assim como João e seus companheiros profetas receberam o testemunho de Cristo a respeito dEle mesmo, o anjo também recebeu e aceitou. Como Cristo era a Fonte da mensagem, somente Ele podia ser adorado.

“Apocalipse 22:8 e 9 fala de outra ocasião em que João tentou adorar o anjo. A resposta do anjo foi: ‘Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas e dos que guardam as palavras deste livro’ (Apoc. 22:9). Os que têm o testemunho de Jesus (Apoc. 19:10) são ‘os profetas’ (Apoc. 22:9). O ‘espírito de profecia’ possuído pelo anjo, João e seus companheiros profetas é o testemunho que Jesus lhes deu a respeito de Si mesmo. Então, o ‘testemunho de Jesus’ (Apoc.12:17) é basicamente o dom de profecia,e, secundariamente, as mensagens dadas pelos profetas.

“O dragão tenta afastar as pessoas das mensagens dos profetas e da verdade de que o dom profético tem sido manifesto nos últimos dias. (ver Joel 2:28-32; Efés. 4:11-14; Mat. 24:24.)” – LES963, lição 8, p. 3.

“No Novo testamento há um sentido muito real em que o testemunho de Jesus se refere á especial revelação divina dada pessoalmente por Ele e por intermédio dos profetas. (Ver S. João 3:11, 31 e 32; S. João 15:27; Atos 10:43.) João atestou ‘o testemunho de Jesus Cristo’, que lhe foi dado em visão na ilha de Patmos (Apoc. 1:2, 9 e 10).

“O Espírito de Profecia. Apocalipse 19:10 define claramente ‘o testemunho de Jesus’ como ‘o espírito de profecia’. Que é o ‘espírito de profecia’? Esta expressão pode referir-se à compreensão das profecias pelos que as estudam. Nesse versículo, refere-se ao dom especial possuído pelo anjo, por João e por outros profetas. Esta conclusão tem o apoio de Apocalipse 22:8 e 9, uma passagem paralela. Assim como o anjo recebeu a revelação necessária para transmitir ao mundo o testemunho de Cristo, João também a recebeu.

“Revelação especial na Igreja remanescente. No livro de Apocalipse, ‘o testemunho de Jesus’ se refere a algo mais do que ao testemunho sobre Cristo que é aceito e dado pelos cristãos. ‘O testemunho de Jesus’ se refere à obra de profetas inspirados que receberam visões, sonhos e comunicações verbais de Deus para serem transmitidas aos habitantes da Terra. Apocalipse 12:17 ensina que o dom profético se manifestaria na Igreja remanescente.

“… A Igreja Adventista do Sétimo Dia crê a respeito da obra de Ellen G. White (1827-1915): ‘Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White.’ – ‘Crenças Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia’, Seventh Adventist Yearbook, 1987, pág. 7. Esta crença se baseia no fato de que a obra de Ellen G. White está à altura das provas bíblicas de quem um profeta é verdadeiro. Esta evidência inclui a harmonia de seus escritos com as Escrituras, os frutos de sua obra, o cumprimento de suas predições, sua exaltação de Cristo, bem como a natureza oportuna e prática e a exatidão de suas mensagens. Seu estado físico enquanto se achava em visão também constitui um fator corroborante. (Ver Arthur L. White, Ellen G. White, 6 volumes. Review and Herald, 1981-1986.) (Ver ainda Joel 2:28-32; Efés. 4:11-14).” – LES893, p. 25 e 26.

“…provas de um profeta verdadeiro…: Isa. 8:20; Apoc. 22:18 e 19; S. mat. 7:15-20; Deut. 18:21 e 22; Jer. 28:9; I S. João 4:1-3.” – LES893, p. 27.

Ver ainda Apêndice: “O testemunho de Jesus”.

12:18 E o dragão parou sobre a areia do mar.

 

Bibliografia

Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.

Seventh Day Adventist Bible Commentary.

White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.

White, Ellen, G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-12.html



APOCALIPSE 12 – COMENTÁRIO PR RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
2 de outubro de 2018, 0:05
Filed under: Sem categoria




%d blogueiros gostam disto: