Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 17 by jquimelli
7 de outubro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-17/

Apocalipse 17 e 18 detalham o juízo sobre Babilônia. A linguagem utilizada aqui vem de Ezequiel 16 e Jeremias 51. O anjo convida João para ver o julgamento da grande meretriz (v. 1).

Encorajada por seu próprio glamour e pelo apoio de líderes e habitantes do mundo, ela lidera uma aliança internacional para a batalha do Armagedom. Eles “guerrearão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; e vencerão com Ele os seus chamados, escolhidos e fiéis” (v. 14 NVI), sem nenhuma arma que não a verdade e nenhuma defesa a não ser a fé.

A inscrição na fronte da meretriz aponta para uma clara oposição a Deus, uma contrafação à inscrição “Santidade ao Senhor” (Êxodo 28:36-38). A meretriz persegue aos fiéis (v. 5-6) e está assentada sobre uma besta escarlate que tem sete cabeças. Estas cabeças são montes e também são reis (v. 9 compare com Dn 2:35-45, Jr 51:23-25). Isto indica que a meretriz está apoiada no poder político.

É importante estudarmos o sentido das sete cabeças, o oitavo rei, a besta escarlate, a meretriz e os dez reis. No entanto, O ESSENCIAL a ter em mente é que Apocalipse 17 fala da vitória de Jesus e Seus fiéis sobre as forças combinadas do mal. Esta vitória futura deve nos motivar a colocar nossas lutas e ansiedades nas mãos do Grande Vencedor. Está você disposto a fazer isto agora?

Flávio da Silva de Souza
Professor de Teologia Sistemática
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia

Garth Bainbridge
Associação da Grande Sydney
Austrália

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1430
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli

Audio online [voz: Valesca Conty]:



APOCALIPSE 17 – VÍDEO COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
7 de outubro de 2018, 0:56
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COMENTÁRIO APOCALIPSE 17 – Pr. Heber Toth Armí by jquimelli
7 de outubro de 2018, 0:45
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APOCALIPSE 17 – O contexto não deve ser ignorado para não perder a essência da mensagem de Cristo ao Seu povo. “Este capítulo detalha a sexta e a sétima pragas (16:12-21)” (Bíblia Andrews).

Leia o capítulo inteiro! Observe que, “a identidade da prostituta é clara. Não é um poder pagão nem político. Na linha da tradição bíblica, a prostituta do Apocalipse personifica a infidelidade do povo de Deus, e na perspectiva do Novo Testamento, representa a igreja que há flertado com os amantes mundanos e submeteu-se a eles. O Apocalipse identifica a prostituta com o poder de Babel. Chamada ‘BABILÔNIA A GRANDE’ (Apocalipse 17:5), encarna a religiosidade e desejo de Satanás de usurpar o papel de Deus” (Jacques B. Doukhan).

· O homem do pecado, o anticristo, sempre ambicionou usurpar o lugar de Deus; para isso, usurpou a igreja cristã e deturpou suas doutrinas (II Tessalonicenses 2:1-12), operando maravilhas (Apocalipse 16:13-14) para oferecer veneno doutrinário numa taça de ouro aos reis e habitantes da terra, e martirizar aos crentes que opusessem a ela (Apocalipse 17:1-6).

· Tal como a Babilônia literal foi modelo de oposição a Deus e alvo de Seu juízo (Daniel 5), a Babilônia espiritual e suas aliadas também sofrerão o julgamento por sua rebelião (17:1).

· A besta admirada (vs. 7-8) é a que fora curada, conforme Apocalipse 13:3-4. “Os dez reis representam os últimos poderes políticos mundiais” que, “após uma breve reunião, em que os reis da terra aceitam governar juntos sob a autoridade da besta (Apocalipse 17:13), declaram a guerra do Armagedom (v. 14)” (Doukhan).

· Nessa tentativa bélica, Deus derrota aos exércitos mundiais; então, reis e povos, vendo o engano em que estavam, voltam-se contra a mulher que liderava todo caos (vs. 15-18).

“Foi pelo afastamento do Senhor e aliança com os gentios que a igreja judaica se tornou prostituta; e Roma [Catolicismo], corrompendo-se de modo semelhante ao procurar o apoio dos poderes do mundo, recebe condenação idêntica. Declara-se que Babilônia é ‘mãe das prostitutas’. Como suas ‘filhas’ devem ser simbolizadas as igrejas que se apegam às suas doutrinas e tradições, seguindo-lhe o exemplo em sacrificar a verdade e a aprovação de Deus, a fim de estabelecer uma aliança ilícita com o mundo” (Ellen G. White).

Fiquemos alerta!

“Senhor, abra nossos olhos. Reaviva-nos!” – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 17 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
7 de outubro de 2018, 0:30
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“Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá,  pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (v.14).


Estamos diante de um dos capítulos de mais difícil interpretação. Provavelmente, não hajam respostas conclusivas para essa profecia, mas, tendo em vista que se trata de uma sentença condenatória, fica claro que ela revela o juízo final de Deus sobre o sistema de falsa adoração. Quão diferente é a descrição desta “mulher montada numa besta” (v.3) em comparação com a mulher que representa a igreja de Deus (Ap.12:1)! A visão que João teve foi tão surreal que ele ficou admirado “com grande espanto” (v.6). Mas a sua reação foi interrompida por um anjo que imediatamente prometeu explicar o mistério. Da mesma forma, muitos símbolos e textos deste livro podem causar em nós admiração e espanto, mas Jesus prometeu que o Espírito Santo nos guiaria “a toda a verdade” (Jo.16:13). Portanto, não devemos ter receio ou desanimar de estudar este livro. Primeiro, porque ele é a “revelação de Jesus Cristo” (Ap.1:1). Segundo, porque o Senhor está desejoso de nos falar por meio de Sua Palavra pela iluminação do Espírito Santo.

Este capítulo nada mais é do que uma visão ampliada do que estudamos no capítulo treze. A besta que surge do mar e a besta que surge da terra, respectivamente, são retratados como “a mulher vestida de púrpura e escarlata” (v.4) e a “besta escarlata” (v.3). É o poder religioso montado no poder político e civil. Lembram do que vimos ontem sobre o significado do Armagedom? De que se trata de uma batalha entre falsos e verdadeiros adoradores, assim como se deu no monte Carmelo? Pois bem, comparemos agora esta profecia com a história do profeta Elias:

  1. Jezabel era uma prostituta cultual, ou seja, uma profetiza pagã que governava o coração de seu marido, o rei Acabe – “mulher montada numa besta” (v.3);
  2. Jezabel, utilizando do poder civil do marido, mandou matar todos os profetas do Senhor – “mulher embriagada com o sangue dos santos” (v.6);
  3. Elias teve que fugir para o deserto e foi alimentado por Deus – vimos que o povo de Deus será perseguido (Dn.12:1; Ap.13:17), mas que cumprir-se-á a promessa de que não nos faltará a água nem o pão (Is.33:16);
  4. Elias enfrentou sozinho 850 falsos profetas – o Armagedom será uma batalha espiritual entre um restante que insiste em observar os mandamentos de Deus (Ap.12:17) e multidões que serão seduzidas “por causa dos sinais” (Ap.13:14) que a besta realiza;
  5. Quando ficou provado no Carmelo que só o Senhor é Deus, o juízo de Deus foi executado, e foram mortos os “profetas de Baal” naquele mesmo dia (1Rs.18:39-40) – assim também Deus há de trazer o Seu juízo sobre a besta, que “caminha para a destruição” (v.8).

O papado, assentado “sobre muitas águas” (v.1), ou seja, que surgiu de um território muito povoado (v.5), norteando as decisões da potência norte-americana e influenciando os demais “reis da terra” (v.2), promoverá a união entre igreja e estado no sentido de embebedar “os que habitam na terra”, “com o vinho de sua devassidão” (v.2), que representa as suas falsas doutrinas. Como mãe das demais igrejas apóstatas (v.5), a igreja de Roma irá liderar uma perseguição em massa contra os santos e as testemunhas de Jesus (v.6), assim como o foi na Idade Média. Mas quando cair o terceiro flagelo e as águas se tornarem em sangue, eis que Deus fará justiça aos Seus santos mártires, “porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso” (Ap.16:6).

Apesar da grande conexão com o relato do profeta Elias, a mudança de símbolos neste capítulo causa certo desconforto no sentido de bater o martelo para uma firme interpretação. Há, portanto, duas prováveis interpretações para a identidade da besta escarlate. A primeira é que ela se trata do próprio Satanás, pela descrição ser semelhante à de Apocalipse 12:3, por possuírem a mesma cor e porque ambos se opõem a Jesus (Ap.12:13 e 17:4). Mas também, a aplicação com relação aos Estados Unidos da América é reforçada no sentido de que se refere ao último poder político mundial (Ap.13:12) que, como os sete impérios anteriores, assumirá o poder. Creio que devemos levar em conta que a expressão “falava como dragão” (Ap 13:11) pode ser um forte indício de que esta nação preenche as características da besta escarlate no sentido de que Satanás a usará como instrumento de sua estratégia final.

O termo “durar pouco” (v.10) vem da palavra grega “olígon”, a mesma usada em Apocalipse 12:12, quando diz que o diabo sabe “que pouco tempo lhe resta”. Ora, após a sua derrota através da vitória de Cristo na cruz, já se passaram mais de dois mil anos. Portanto, este tempo não é cronológico. Independente, amados, de certas coisas nos serem ainda encobertas ou de nos deixarem como João, admirados e espantados, o Espírito Santo nos é enviado para nos dar a certeza da vitória final em Cristo Jesus (v.14). Vejam a história de Elias, que mesmo após a vitória no Carmelo, sentiu medo e fugiu novamente para o deserto. Ele estava confuso e sua angústia foi tão grande que chegou a pedir a morte. Mas o Senhor, através de uma suave brisa lhe falou: “Que fazes aqui Elias?” (1Rs.19:13).

Hoje, o Espírito do Senhor pode estar falando com você, que está atônito diante destas revelações ou diante da aparente ignorância com relação a algumas coisas. Ele te convida: “Vai, volta ao teu caminho” (1Rs.19:15), continua caminhando, não desista, não saia do caminho que te designei! Talvez, você e eu façamos parte dos cento e quarenta e quatro mil que, como Elias, não passarão pela morte (2Rs.2:11). Perseveremos confiantes, amados, “até que se cumpram as palavras de Deus” (v.17).

Feliz semana, “eleitos e fiéis que se acham com [Cristo]” (v.14)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse17 #RPSP

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APOCALIPSE 17 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by jquimelli
7 de outubro de 2018, 0:10
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3118 palavras

A grande meretriz e a besta

“A apostasia atinge seu clímax no período de tempo estudado [em Apoc. 17 e 18] … . Satanás conduz todas as forças do mal, tanto políticas como religiosas, contra Deus e Seu povo. O apelo final de Deus (Apoc. 18:4), que ocorre antes que termine o tempo da graça, reúne Seu povo num corpo unido. Quando se completar a queda de Babilônia, Cristo se preparará para vir à Terra. …

“…[no estudo de Apoc. 17 e 18] consideraremos mais detalhadamente as condições políticas e religiosas que existirão no tempo em que Satanás atuará por meio dos esforços conjuntos de soberanos e religiões, na tentativa de exterminar o povo de Deus. O mundo inteiro será instigado contra eles.

“Apocalipse 17 divide-se em duas partes. Primeira: a visão simbólica de João, nos versos 3 a 6. Segunda: a explicação da visão, nos versos 8 a 18. A visão trata principalmente do julgamento da mulher impura que é vista sentada numa besta. A explicação consiste de dez versículos sobre a besta e de apenas um versículo sobre a mulher.

“Conquanto a interpretação pormenorizada do capítulo tenha as suas dificuldades, o quadro total é claro. A visão é muito importante para nossa compreensão da confederação do mal que existirá no fim do tempo. O livramento final do povo de Deus resultará de sua fidelidade, a despeito das forças que se levantarão contra eles.

“Apocalipse 17 e 18 provêem informações adicionais sobre as sete últimas pragas do capítulo 16. Três dessas pragas são dirigidas especificamente contra Babilônia mística. A quinta praga incide sobre ‘o trono da besta’ (apoc. 16:12; comparar com 17:15). A sétima praga divide ‘a grande cidade’de Babilônia em três partes (Apoc. 16:19; comparar com 17:18), enquanto pedras de granizo pulverizam as cidades das nações.”- LES893, p. 136 e 137.

17:1 Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;

Um dos sete anjos – “A identificação deste anjo com um dos anjos portadores das pragas denota que a informação que seria transmitida a João estava relacionada com as sete últimas pragas. Esta relação é confirmada pelo fato de que o anunciado assunto desse capítulo – ‘o julgamento da grande meretriz’- ocorre sob a sétima praga.” – SDABC, vol. 7, p. 849, citado em LES893, p. 137.

Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta – “A declaração de Apoc. 17:1 esclarece o secamento do Rio Eufrates que deverá ocorrer durante a sexta praga (Apoc. 16:12) …

“O juízo contra a meretriz é mencionado em Apocalipse 17:1 e 16. O juízo contra a besta é o assunto dos versos 10, 12 e 14. O principal assunto do capítulo é, portanto, o juízo de Deus contra a apostasia. É proferida a sentença contra todo procedimento que se opõe à vontade de Deus.” – LES893, p. 137.

Prostituta – “A mulher de Apocalipse 17 representa crenças deturpadas, oposição organizada e aberta às verdades e ao povo de Deus. Apocalipse 12:1 retrata a verdadeira Igreja Cristã como mulher virtuosa. Apocalipse 17 representa a depravação e deslealdade de ‘Babilônia’, no fim do tempo, pela figura de uma prostituta.”- LES893, p. 137.

“’Babilônia’, a confederação final da apostasia religiosa é retratada como mulher impura. Representa os professos seguidores de Deus que adotaram o erro e estabeleceram ilícita conexão com os poderes políticos da terra (Apoc. 17:1 e 2). – LES893, p. 153.

“Assentada sobre muitas águas”: ampla má influência – “No capítulo 17, é declarado que a mulher: ‘se acha sentada sobre muitas águas’. O verso 15 explica que as águas representam as massas humanas nas nações da Terra. O verso 2 indica que os reis colocam sua autoridade e recursos à disposição dessa mulher que o verso 3 afirma estar sentada numa ‘besta escarlate’ – Satanás e seus representantes terrestres. O quadro de seu poder mundial e da fonte do qual ele provém nos deixa perplexos, como aconteceu com o apóstolo João (verso 6).” – LES893, p. 138.

17:2 com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam sobre a terra se embriagaram com o vinho da sua prostituição.

Os que habitam sobre a terra se embriagaram – “Compare Apocalipse 14:8 com 18:3. ‘Babilônia tem estado a promover doutrinas venenosas, o vinho do erro. Esse vinho do erro é composto de doutrinas falsas.’ – Testemunhos Para Ministros, pág. 61. A faculdade humana de raciocínio e discernimento nas coisas espirituais é entorpecida. As pessoas adotam os erros dessa meretriz, não sendo mais capazes de fazer distinção entre o que é certo e o que é errado.” – LES893, p. 138.

“A igreja caída serve à nações o vinho do cálice de suas abominações adúlteras. Com elas tem embriagado os crentes, os quais não percebem os erros mencionados.” – SRA/EP, p. 121.

17:3 Então ele me levou em espírito a um deserto; e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e que tinha sete cabeças e dez chifres.

Deserto – “Durante o período dos 1.260 anos (538 A.D. a 1798 A.D.) a Igreja verdadeira esteve no ‘deserto’ (Apoc. 12:6 e 14). Por meio das forças da apostasia, o diabo procurou destruir o povo de Deus.

“Toda a Terra tornar-se-á literalmente um deserto, como resultado das sete últimas pragas. O ‘deserto’ de Apocalipse 17:3 representa tempos e condições muito difíceis para o povo de Deus.” – LES893, p. 138 e 139.

Besta escarlate – “A principal diferença entre a besta do capítulo 13 e a do capítulo 17 é que na primeira, a qual é identificada com o papado, não é feita nenhuma distinção entre os aspectos religiosos e políticos do poder papal, ao passo que na última os dois são distintos – a besta representa os poderes políticos, e a mulher, o poder religioso.” – SDABC, vol. 7, p. 851, citado em LES893, p. 139.

“A cor da besta é um símbolo do pecado.” – LES893, p. 139.

Sete cabeças – “’As sete cabeças são as sete colinas de Roma’ (Comentário da Bíblia de Jerusalém, Apocalipse 17:3). A besta (Roma) leva sentada sobre si uma igreja prostituída, o que dá a entender claramente que teria sua sede em Roma, a cidade dos 7 montes. Outra revelação que nos faz Deus neste capítulo de Apocalipse é que essa igreja de Roma seria católica (católica que dizer universal), pois estava sentada sobre muitas águas que significam ‘povos, multidões, nações e línguas’ (Apocalipse 17:15).” – SRA/EP, p. 120.

“Da mesma forma que o dragão com sete cabeças e dez chifres (Apoc. 12:3) dá seu poder, seu trono e grande autoridade’ (Apoc. 13:2) à besta semelhante a leopardo, de Apocalipse 13, também a besta escarlate com sete cabeças e dez chifres de Apocalipse 17:3 apóia a mulher Babilônia (versos 4-6). O império romano deu lugar ao império papal da Idade Média. As nações que sucederam ao império romano deram apoio político à igreja estabelecida. Nos primeiros séculos do cristianismo, ensinamentos não-bíblicos foram aceitos pela igreja a tal ponto que sua teologia se tornou confusa. Essa foi a base da moderna Babilônia. Desde o segundo século até a Idade Média, os erros foram penetrando na igreja cristã. Paulo fala do surgimento gradual da moderna Babilônia em II Tessalonicenses 2:3-7. (Ver O Grande Conflito, págs. 49 e 50.)“ – LES963, lição 7, p. 3.

17:4 A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; e tinha na mão um cálice de ouro, cheio das abominações, e da imundícia da prostituição;

Prostituta – “Assim como em Apocalipse 12 uma mulher pura é símbolo adequado da igreja fiel, aqui aparece uma meretriz como símbolo de uma igreja que se prostituiu; que teve uma queda doutrinária. A Bíblia de Jerusalém comenta que a prostituição é o símbolo da idolatria. Um antecedente bíblico ajuda a entender este ponto de vista, encontramo-lo em Ezequiel 16:15: ‘confiaste na tua formosura, e te entregaste à lascívia, graças à tua fama; e te ofereceste a todo o que passava para seres dele’. Outro exemplo: ‘com seus ídolos adulteraram… ainda isto me fizeram… profanaram os meus sábados’ (Ezequiel 23:37, 38).” – SRA/EP, p. 120.

Vestida de púrpura – “Alguns estudiosos da Bíblia Sagrada, ao analisar Apocalipse 17:3, 4 pensam que ali está falando do ‘purpurado’ ou cardinato (o corpo dos cardeais da igreja) ao descobrir suas vestes: ‘Achava-se a mulher vestida de púrpura e escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro cheio de abominações…’ “ – SRA/EP, p. 120.

Cálice de ouro – “O cálice é belo, mas está cheio de falsas doutrinas e enganos. A idéia é a de que ele representa o irresistível fascínio das falsidades que a mulher apresenta ao mundo. Sua habilidade para seduzir e sua impureza moral são representadas pelas vestes de púrpura e de escarlata que ela está usando. A mulher adotou as cores da realeza, mas na realidade é uma meretriz. Que contraste com a noiva do Cordeiro descrita em Apocalipse 19:7 e 8!” – LES893, p. 139.

17:5 e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra.

A grande Babilônia”: Nome da mulher corrupta– “No livro do Apocalipse, ‘Babilônia, a grande’, designa, de modo especial, as religiões apostatadas unidas no fim do tempo… . Babilônia é chamada de ‘grande’ em vista do fato de que esse capítulo trata principalmente do grande esforço de Satanás para obter a adesão da raça humana por meio da religião.” – SDABC, vol. 7, p. 851 e 852, citado em LES893, p. 139.

“Apocalipse 17 não se aplica apenas ao período medieval. Babilônia tem filhas. Ela é a ‘mãe das prostituições e abominações que se cometem na Terra’ (Apoc. 17:5). As filhas da igreja medieval estabelecida são as igrejas modernas que se identificam com aspectos de seus ensinos. Perto do final dos tempos, os poderes representados pela besta e seus dez chifres irão odiar Babilônia e destruí-la. Babilônia ‘é a grande cidade que domina sobre os reis da Terra’ (verso 18).” – LES963, lição 7, p. 4.

“Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através da voragem para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano.” – O Grande Conflito, p. 593.

“As filas dessa ‘mãe’ representam assim as diversas corporações religiosas que constituem o protestantismo apostatado.” – SDABC, vol. 7, p. 852, citado em LES893, p. 139.

17:6 E vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus. Quando a vi, maravilhei-me com grande admiração.

                Sangue dos santos e mártires de Jesus – “Clamores e cânticos dos mártires. Leia Apocalipse 6:9-11 e 20:4. Os clamores das almas debaixo do altar nunca se extinguiram. Mas a recompensa dos mártires para Deus está além de nossa imaginação. Eles sentar-se-ão em tronos com Cristo.” – LES893, p. 139.

17:7 Ao que o anjo me disse: Por que te admiraste? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a leva, a qual tem sete cabeças e dez chifres.

17:8 A besta que viste era e já não é; todavia está para subir do abismo, e vai-se para a perdição; e os que habitam sobre a terra e cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo se admirarão, quando virem a besta que era e já não é, e que tornará a vir.

A besta que era e já não é – “Considere algumas idéias que têm sido apresentadas por expositores adventistas do sétimo dia “(LES893, p. 140 e 141):

“A besta que era” “e não é” “mas aparecerá”
Roma pagã Intervalo entre o fim da perseguição pagã e o começo da perseguição papal Roma papal
Período da besta e suas sete cabeças Intervalo entre o ferimento da sétima cabeça e a restauração da besta como oitava cabeça Restauração da besta ao tornar-se a oitava
Satanás através dos séculos O milênio de Apocalipse 20 Breve período de atividade de Satanás no fim do milênio, e então sua destruição

Satanás como a besta – “O símbolo de uma besta com sete cabeças e dez chifres é empregado três vezes no Apocalipse: 1) O dragão vermelho com diademas sobre as suas cabeças (capítulo 12); 2) A besta semelhante a leopardo, sem diademas (capítulo 17).

“Identificamos a besta de sete cabeças em Apoc. 13 com o papado porque os seus característicos são diretamente paralelos aos da ponta pequena em Daniel 7. No entanto, em Apoc. 17, a mulher sentada sobre a besta simboliza o papado. Portanto, em Apoc. 17, a besta de sete cabeças parece identificar outra entidade que não seja o papado.

“Em Apocalipse 17, a besta de sete cabeças é mais semelhante ao dragão de sete cabeças em Apocalipse 12. Os dois são vermelhos. Em sua aplicação primária, o dragão vermelho é identificado com Satanás (Apoc. 12:9). No sentido secundário, o dragão pode ser identificado com Roma pagã, pois foi por meio desse poder ou ‘cabeça’ que Satanás agiu para destruir a Jesus.

“Pode-se dizer que Satanás ‘era, e não é, mas aparecerá’ (Apoc. 17:8 e 11)?

“a) Ele existia, batalhando contra Deus por meio de diversas instrumentalidades simbolizadas pelas sete cabeças. Esse período pode ser considerado como o tempo em que ele ‘era’.

“b) Por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, Satanás será lançado no ‘abismo’ por mil anos (Apoc. 20:3). Esse período de inatividade pode ser descrito pela frase ‘não é’.

“c) Satanás será solto no fim do milênio e sairá do ‘abismo’ (Apoc. 17:8) para ‘seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra’ (Apoc. 20:8). Neste sentido, ele ainda ‘aparecerá’.

“d) Quando Satanás conduzir os ímpios ressuscitados contra a Nova Jerusalém, ocorrerá a fase executiva do juízo final (Apoc. 20:11-15). Como resultado, o dragão vermelho irá ‘para a destruição’. Será destruído no lago de fogo, junto com a besta semelhante a leopardo e o falso profeta (Apoc. 20:10).

“Um paralelo que parece confirmar esta interpretação de que Satanás é a besta de sete cabeças de Apocalipse 17 pode ser extraído de comparações ou imitações no Apocalipse. (Ver Apoc. 1:18.) Na realidade, Jesus estava dizendo a João: 1) Eu era. (Ele viveu antes do Calvário.) 2) Eu não era. (Sua morte no Calvário.) 3) Eu estou vivo. (Sua ressurreição e vida posterior a ela.) Afigura-se que Satanás (sob o símbolo do dragão) e´, em certo sentido, retratado imitando a experiência de Cristo.” – LES893, p. 141e 142.

 

17:9 Aqui está a mente que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada;

17:10 são também sete reis: cinco já caíram; um existe; e o outro ainda não é vindo; e quando vier, deve permanecer pouco tempo.

As sete cabeças … são também sete reis – “Elas evidentemente representam sete importantes poderes políticos pelos quais Satanás procurou destruir o povo e a obra de Deus na Terra.” – SDABC, vol. 7, p. 854, citado em LES893, p. 142.

Ver Apêndice: “Principais conceitos sobre a identidade das sete cabeças de Apoc. 17:9 e 10”.

17:11 A besta que era e já não é, é também o oitavo rei, e é dos sete, e vai-se para a perdição.

É ela própria o oitavo – “Esta é a besta em seu estado restaurado, no período do ‘mas aparecerá’, depois de emergir do ‘abismo’ … . Alguns consideram o oitavo poder como só o papado; outros sugerem que ele representa a Satanás. Os que adotam o último ponto de vista salientam que no tempo indicado aí Satanás procura personificar a Cristo… . “ – SDABC, vol. 7, p. 856, citado em LES893, p. 143.

Um dos sete – “Literalmente: ‘procede dos sete’. A própria besta – ‘o oitavo’ – era, ao que parece, a mesma besta a que tinham sido atribuídas as sete cabeças… . A ausência no grego do artigo definido antes da palavra ‘oitavo’ denota que a própria besta era a verdadeira autoridade por trás das sete cabeças, e que ela é, portanto, mais do que meramente outra cabeça – a oitava numa série. É a sua totalidade e clímax – a própria besta.” – SDABC, vol. 7, p. 856, citado em LES893, p. 143.

17:12 Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam o reino, mas receberão autoridade, como reis, por uma hora, juntamente com a besta.

Dez chifres – “Dez chifres unidos contra Deus. Uriah Smith considerava os dez chifres como os dez reinos de Daniel 7:24 – as divisões do Império Romano que se tornaram as modernas nações do Ocidente. (Ver The Prophecies of Daniel and the Revelation, pág. 712.)” – LES893, p. 143.

17:13 Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.

Entregarão o seu poder e autoridade à besta – “As evidências indicam que eles representam nações modernas que dão apoio político às exigências religiosas de ‘Babilônia’ (verso 13). O verso 16 denota que por fim as nações representadas pelos dez chifres voltar-se-ão contra a meretriz por reconhecerem que ela os enganou. (Ver O Grande Conflito, págs. 659-661.)” – LES893, p. 143.

17:14 Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, os chamados, e eleitos, e fiéis.

O Cordeiro os vencerá – “No Apocalipse, os remanescentes estão tão ligados com Seu Salvador, que o ataque a eles durante o tempo da angústia é contado como um ataque contra o próprio Cristo (Apoc. 17:14). É Ele quem enfrenta o inimigo e o derrota por nós (Apoc. 19:11-21.)” – LES963, lição 11, p. 4A.

17:15 Disse-me ainda: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas.

17:16 E os dez chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo.

A tornarão desolada e nua – “A sexta praga constitui um juízo sobre a Grande Babilônia. De algum modo ela perderá o apoio de seus súditos. Apoc. 17:16 indica que os antigos súditos de Babilônia se levantarão contra os seus líderes espirituais, a fim de destruir o sistema ao qual mostravam deferência.” – LES893, p. 132.

“Como Apoc. 17:1 e 12-17 explica o simbolismo da sexta praga (Apoc. 16:12)?

O secamento do Eufrates. Parece que as ‘sete cabeças’ da besta representam sete poderes sucessivos pelos quais Satanás atuou e continua atuando para frustrar o programa de Deus na terra. Os ‘dez chifres’ dizem respeito a poderes políticos representados pelos cornos que Daniel viu na cabeça do quarto animal (Dan. 7). Na visão que estamos considerando, seria melhor encarar os dez chifres como símbolos de poderes políticos que são contemporâneos do papado e lhe dão apoio.

“Foi previsto que no fim do tempo esses poderes políticos se unirão à apostasia religiosa denominada ‘Grande Babilônia’, a fim de ‘pelejar conta o Cordeiro’ (Apoc. 17:14). Afigura-se que isto constitui uma referência ao conflito final sobre a lei de Deus (o selo de Deus em oposição ao sinal da besta) descrito em Apoc. 13:14-17.

“Acontecerá alguma coisa durante as pragas que fará com que os ‘povos, multidões, nações e línguas’ (Apoc. 17:15) rejeitem a confederação religiosa que os enganou, desviando-os de Deus e da vida eterna. Evidentemente, as forças políticas que antes mantinham uma união ilícita com Babilônia, voltam-se contra ela e procuram destruí-la. (ver O Grande Conflito, págs. 659-663.)” – LES893, p. 143 e 144.

“As espadas que deveriam matar o povo de Deus, são agora empregadas para exterminar os seus inimigos. Por toda parte há contenda e morticínio.” – O Grande Conflito, p. 662.

17:17 Porque Deus lhes pôs nos corações o executarem o intento dele, chegarem a um acordo, e entregarem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus.

17:18 E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra.

 

Ver Apêndice: “Doutrinas não-bíblicas de Babilônia”.

 

Bibliografia

Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.

Seventh Day Adventist Bible Commentary.

White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.

White, Ellen, G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

 

Publicado anteriormente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-17.html



APOCALIPSE 17 – COMENTÁRIO PR RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
7 de outubro de 2018, 0:05
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