Reavivados por Sua Palavra


JONAS 4 – COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
20 de dezembro de 2017, 0:55
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JONAS 4 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
20 de dezembro de 2017, 0:45
Filed under: Sem categoria
Desejamos misericórdia quando falhamos; para os outros, justiça. Nossa visão tacanha interpreta a Deus e Seus atos através das lentes do egoísmo e do orgulho; consequentemente, tratamos os outros como entulho.
A inversão de valores acontece quando olhamos apenas para nossos próprios interesses. A falta de compaixão é nítida quando nosso coração é regido pelo eu e não por Deus. O eu busca a acomodação, Deus espera nosso empenho na evangelização.
Assimile pensamentos biblicamente corretos:
1. Estribar-se nos próprios conhecimentos e inverter os valores faz que até profeta prefira a morte antes que a vida (vs. 1-3); portanto,
• “Uma cosmovisão bíblica pode transformar o evangelismo – de um dever cristão negligenciado ou uma marca de espiritualidade de elite – em um privilégio maravilhoso para todos os cristãos” (Jeff Purswell).
2. Indivíduos indignam-se com Deus quando interpretam as ações divinas conforme seu padrão egoísta (vs. 4-9); entretanto, Deus intenta ampliar toda mente tacanha – seja a de um profeta ou de rebelde, (Gênesis 4:6-7), crente ou ateu –, para que entendamos que
• “Longe de ser uma opção da vida cristã, o evangelismo é o cerne da campanha de Deus para restaurar toda sua criação – a reconciliação daqueles que foram criados à sua imagem com ele” (Purswell).
3. Deus anseia que Seus representantes no mundo tenham um coração que reflita Seu coração aos perdidos (vs. 10-11); Jesus trabalhou o mesmo assunto (Lucas 15:25-32), e deseja que nós, cristãos, compreendamos que,
• “Temos uma responsabilidade: fidelidade ao privilégio de levar o evangelho a pessoas que desesperadamente precisam dele” (Purswell).
“Lembrem-se, os que se empenham no ministério de salvar almas, que, conquanto haja muitos que não aceitarão o conselho de Deus em Sua Palavra, o mundo inteiro não se desviará da luz e verdade. Em cada cidade, cheia como possa estar de violência e crime, há muitos que, devidamente ensinados aprendem a se tornar seguidores de Jesus. Milhares podem assim ser alcançados com a verdade salvadora e levados a receber Cristo como um Salvador pessoal. A mensagem de Deus para os habitantes da Terra hoje é: ‘Estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.’ Mat. 24:44” (Ellen G. White).
Precisamos urgentemente pregar o evangelho aos ninivitas modernos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Compartilhe tua experiência com o livro de Jonas:


JONAS 4, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
20 de dezembro de 2017, 0:30
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“E disse o SENHOR: É razoável essa tua ira?” (v.4).


Inconformado e irado com a ação dos ninivitas e com a reação de Deus, Jonas fez uma oração que confirma a razão de ter fugido. O maior medo de Jonas não era o de enfrentar a violência dos ninivitas, mas de que eles fossem perdoados. Esta foi a motivação de sua fuga. “Tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver” (v.3), foi o pedido desesperado e inconsequente do profeta.

Apesar de suas intempéries e senso de justiça própria, Jonas conhecia ao Deus que servia: “és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal” (v.2). Diferente da versão tirana criada pelo pensamento de que Deus é um ser que tem prazer em destruir os desobedientes, a experiência de Nínive certamente é uma prova contundente de que Ele não tem prazer na morte do perverso. Antes, deseja “que ele se converta dos seus caminhos e viva” (Ez 18:23).

A paciência de Deus para com o profeta foi tão grande quanto o foi com os ninivitas, senão maior. Porque Jonas era conhecedor da Palavra, mas aquele povo não sabia “discernir entre a mão direita e a mão esquerda” (v.11). Eram ignorantes acerca do que era certo e do que era errado. Deus, então, em Sua infinita misericórdia, permite que aquele Seu zeloso servo aprenda uma lição de amor.

Jonas construiu um abrigo provisório para assistir “o que aconteceria à cidade” (v.5). Em seu desconforto, Deus fez crescer sobre ele uma planta que lhe daria um pouco de alívio em meio ao calor do oriente. O fato de ele ter se alegrado “em extremo por causa da planta” (v.6) não foi só pela sombra que ela lhe proporcionou, mas, provavelmente, o profeta pensou em ser a planta um sinal de que Deus o estava abençoando e confirmando a sentença condenativa que logo ele contemplaria.

Contudo, a planta secou, o calor aumentou, pela segunda vez Jonas pediu a morte e pela segunda vez o Senhor lhe perguntou: “É razoável essa tua ira…?” (v.9). Faltava algo para Jonas. A sua vida passou a não fazer mais sentido. A sua resposta diante do ocorrido revelava algo que tem sido a principal causa das enfermidades da mente humana: a ausência do espírito de perdão. E isto não é somente um princípio bíblico, mas um fato cientificamente comprovado. Não perdoar pode causar problemas emocionais, e até físicos, muito graves.

O perdão não é algo automático. Perdoei e está tudo certo. Não. Exige todo um processo que requer paciência e perseverança. Percebam que Deus provocou Jonas a, mesmo sem perceber, passar pela primeira fase do processo que é reconhecer a ira, a mágoa: “É razoável a minha ira até à morte” (v.9). Por mais que a atitude do profeta estivesse “temperada” de raiva, ele reconheceu o seu rancor diante de Deus. Ele deixou bem claro o que estava sentindo. E Deus não nos priva de expressarmos os nossos sentimentos. Muito pelo contrário, Ele nos dá a total liberdade para isso. Se “a oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 94), então Ele espera que as nossas palavras sejam a exata expressão do que está em nosso coração.

“Robert Enright, cofundador do International Forgiveness Institute… concluiu que o processo de perdão envolve quatro fases. São elas:

  1. Reconhecimento da raiva, considerando a sua influência na nossa forma de viver e sentir.
  2. Decidir perdoar, a partir de dentro e no tempo de cada um.
  3. Trabalhar o perdão desenvolvendo empatia e compaixão.
  4. Descobrir e libertar­-se da prisão emocional.”
    (https://goo.gl/soiBbg).

Portanto, se como Jonas, você tem dificuldade de perdoar, não se desespere. O SENHOR nos tem feito a mesma pergunta: “É razoável essa tua ira?” (v.4). Responda-O com inteireza de coração. Não tente esconder o que Deus já conhece. Não perca a sua saúde física, emocional e espiritual acalentando sentimentos que lhe destroem pouco a pouco e lhe fazem perder o privilégio de ser reconhecido como um discípulo de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35); e de tornar-se perfeito “como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5:48). Se Deus perdoa as nossas ofensas, quanto mais devemos perdoar as ofensas de nossos semelhantes! Permita que o Espírito Santo derrame em seu coração a abundante chuva do amor de Deus (Rm 5:5), e que a sua vida seja uma manifestação do milagre do perdão.

Bom dia, perdoados pelo Pai e perdoadores de seus irmãos!

Desafio do dia: Inicie hoje o passo a passo do perdão. Respeite cada fase, confiando na provisão divina.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Jonas4
#RPSP

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JONAS 4 – COMENTÁRIO PR. EVANDRO FÁVERO by Maria Eduarda
20 de dezembro de 2017, 0:26
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 JONAS 4 – #rpsp #primeiroDeus



JONAS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – atualizado 07:32 by Jeferson Quimelli
20 de dezembro de 2017, 0:20
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1 desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado. A ira de Jonas mostra seu profundo orgulho nacionalista. O Deus missionário tinha um profeta sem coração missionário. Bíblia de Estudo Andrews.

O cap. 4 apresenta um contraste entre a impaciência do coração humano e a longanimidade de Deus. Jonas
ficou mais do que descontente, ele se irou intensamente porque “Deus Se arrependeu do mal” (Jn 3:10). Em vez de alegria porque a graça de Deus alcançara os ninivitas arrependidos, ele permitiu que seu coração egoísta e pecaminoso o tornasse ressentido. Uma vez que o que ele profetizou não aconteceu, sentiu que seria considerado um falso profeta. Sua reputação valia muito mais para si mesmo do que todas as pessoas da capital assíria. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1111.

Jonas ficou zangado porque Deus se compadeceu de um inimigo de Israel. Queria que a bondade de Deus fosse outorgada somente aos israelitas, não aos gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Não devemos nos esquecer que, na verdade, não merecemos ser perdoados por Deus. Life Application Study Bible Kingsway.

2 sabia. Jonas reconhecia a longanimidade do caráter de Deus, em especial, o desejo divino de perdoar. Deus é cheio de graça e misericórdia, tardio em se irar e repleto de amor da aliança (Êx 34:6; N m 14:18; Ne 9:17; Sl 103:8; Jl 2:13). O Senhor perdoa e deixa de executar o juízo punitivo. Jonas podia apreciar essas características por sua própria experiência. O que o incomodou e destruiu sua paz de espírito foi o fato de Deus estender graça até mesmo aos inimigos. A salvação fora dos limites do povo do Senhor era inconcebível. Entretanto, o Deus da Bíblia é diferente, e o nacionalismo não faz parte de seus planos. Ele se propõe a salvar e a abençoar todas as famílias d a Terra, como disse a Abraão. O Senhor poderia ter destruído os ninivitas sem alertá-los. O próprio fato de enviar Jonas mostra que ele estava aberto à possibilidadede reverter seu veredito contra a cidade. Bíblia de Estudo Andrews.

muito paciente. Jonas , ao contrário, irava-se facilmente (v. 1,9). Bíblia de Estudo NVI Vida.

3. Tira-me a vida. O apelo de Jonas a Deus é bem diferente do de Moisés, que, no verdadeiro espírito de autossacrifício, estava disposto a ter seu nome apagado do livro da vida para que seu povo transgressor pudesse viver (ver Ex 32:31, 32). Jonas deu lugar ao completo desânimo. CBASD, vol. 4, p. 1111.

5. Até ver o que aconteceria. Pode ser que sua reação apenas refletisse sua atitude de teimosia e a insistência de que Deus cumprisse o que havia anunciado. CBASD, vol. 4, p. 1111.

Jonas se assentou do lado de fora da cidade, esperando presenciar sua destruição. Isso mostra a luta do profeta em deixar Deus ser Deus e perdoar. A este ponto, Jonas se recusou a participar de uma conversa. Uma lição prática o ajudaria a entender a situação do ponto de vista divino. Bíblia de Estudo Andrews.

abrigo. Segundo parece, esse abrigo não oferecia sombra suficiente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6-9 Deus mobilizou os agentes de sua criação – a planta, o verme, o sol e o vento quente oriental – para fazer Jonas voltar a falar. A estratégia funcionou. O Senhor pôde expressar sua justificativa para perdoar os ninivitas: o motivo era a compaixão. Se Jonas era capaz de sentir compaixão por uma planta, muito mais justificado estava Deus por sentir compaixão pelos ninivitas e até mesmo pelos animais da cidade. Este livro revela a paixão missionária do Senhor por salvar vidas. Bíblia de Estudo Andrews.

7. Secou. Muitas vezes ocorre que, quando um novo dia de alegria e regozijo parece prestes a começar, algum verme da desgraça ou da tristeza transforma a esperança em desespero. CBASD, vol. 4, p. 1112.

10. Tens compaixão. A LXX traduz a primeira parte do versículo como: “E disse o SENHOR: Tu tiveste compaixão da planta que tu não criaste e pela qual não sofreste.” … Seu sistema de valores estava distorcido. CBASD, vol. 4, p. 1112.

11 não sabem nem distiguir a mão direita da esquerda. Assim com o crianças pequenas (cf. Dt 1.39; Is 7.15,16), os ninivitas precisavam da compaixão paterna de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Deus poupou os marinheiros quando pediram por piedade. Deus salvou Jonas quando este orou por dentro do peixe. Deus salvou as pessoas de Nínive quando responderam à pregação de Jonas.Deus responde as orações daqueles que o invocam. Deus sempre trabalhe nossa vontade, e deseja que todos venhamos até Ele, confiemos nEle e sejamos salvos. Podemos ser salvos se atendermos as advertências de Deus para nós através de sua Palavra. Se respondemos em obediência, Deus será gracioso, e receberemos sua misericórdia, não o castigo dele. Life Application Study Bible Kingsway.

[Voltaremos a publicar os comentários selecionados em breve.]



JONAS 3 by Jeferson Quimelli
19 de dezembro de 2017, 1:00
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Comentário Devocional

Eu amo o modo como o capítulo três começa: “A palavra do Senhor veio a Jonas pela segunda vez” (NVI). Estou muito feliz por servirmos ao Deus da segunda chance, mesmo hoje!

Eu sou um exemplo perfeito de alguém que encontrou a Deus e, em seguida, foi seduzido pelo brilho e ouro do mundo. Mas, graças a Deus, Ele tomou a iniciativa de falar comigo uma segunda vez, e pela graça de Deus, na segunda vez Ele me cativou e permaneço firme até hoje!

A graça de Deus não é só para aqueles que uma vez caminharam a Seu lado e, em seguida, fugiram; é para todas as pessoas, em todos os lugares! E no dia em que Jonas entrou em Nínive com sua pregação foi a “segunda chance” para os ninivitas. Que grande evangelista Jonas deve ter sido: toda cidade de mais de cem mil pessoas responderam à sua mensagem de arrependimento e salvação!

Quando Jonas pregou pelo poder do Espírito Santo, ele balançou as portas do inferno e as pessoas foram levadas a adorar o Deus do céu.

Se você der a Deus acesso total a sua vida, hoje, para que Ele o guie e o conduza, você vai se surpreender com a transformação que irá ocorrer em você e com as vidas que você vai tocar e mudar para a eternidade!

Jim Ayer
Rádio Mundial Adventista, Presidente

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jon/3 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1138
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/25/
Equipe de tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Jonas 3 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/



JONAS 3 – COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
19 de dezembro de 2017, 0:55
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JONAS 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
19 de dezembro de 2017, 0:45
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Quando aprendemos o que é a missão divina e as lições de vida dos missionários nas páginas da Bíblia, intentaremos fazer o que Deus insistentemente nos pede.
 
• Jonas obedeceu a Deus, após a terrível, mas miraculosa, experiência dentro do peixe (vs. 1-4);
• Jonas pregou na truculenta e violenta cidade de Nínive um sermão “curto e grosso”, que resultou na conversão dos seus habitantes (vs. 5-9);
• Deus reverteu a sorte dos perversos por se converterem dos seus maus caminhos (v. 10).
 
“Apesar da mensagem lacônica [breve, curta] e da falta de sustentação para ela, os ninivitas aceitaram a advertência de Deus e realizaram obras de arrependimento. Isso envolveu até o rei. Deus observou-lhes a reação, teve compaixão deles e retirou sua ordem de destruição” (John D. W. Watts).
 
Interessante que “Nínive é uma cidade religiosa. Todas as cidades são… Jonas entrou na Nínive religiosa e tornou-se pastor naquele lugar, não para melhorar sua religião ou atender às necessidades religiosas de seu povo, mas para subverter sua religião, insinuar dúvidas quanto a sua validade e depois ajudar a lidar em fé com um Deus vivo. ‘Até quarenta dias, e Nínive será subvertida’. Ele não os acusou de fazer o mal. Não denunciou seu pecado e iniquidade. Questionou seu futuro. Ele introduziu a escatologia em sua religião orientada pelo presente, seu presente obcecado por segurança” (Eugene Peterson).
 
• Se for fundamentada na revelação de Deus, a escatologia faz tremer até os ossos dos ateus ou agnósticos.
• Se for clara e contundente, direta e relevante, um pregador das profecias bíblicas pode despertar a atenção de muitos indiferentes vivendo no corredor da morte resultante dos seus pecados.
• Se for incisiva e objetiva, a pregação sobre os acontecimentos futuros, sob a regência de Deus, será a salvação de multidões que estão prestes a sofrer destruição.
 
“Cada um dos 39 dias apresenta[va] pressão escatológica adequada à realidade do quadragésimo dia. Sob a pressão de interação escatológica, os dias se tornam um útero que contém um novo começo. Tornam-se um campo de treinamento de adoração pela fé. Os dias iluminam discernimentos capazes de detectar obediência à cruz… Sem a escatologia, perdemos o incentivo celestial à santidade, ao prêmio da vocação em Cristo Jesus” (Peterson).
 
Reavivamento e reforma exigem ousada pregação apocalíptica! Estudemos profecias! Reavivemos nossos púlpitos! – Heber Toth Armí.


JONAS 3, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
19 de dezembro de 2017, 0:30
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 “Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor” (v.5).


Recebendo uma segunda chance, Jonas finalmente se dispôs não mais para fugir, mas para cumprir sua missão como atalaia do Senhor. O profeta teimoso iniciou a jornada de três dias apregoando a mensagem divina àquela cidade, porque “Nínive era cidade mui importante diante de Deus” (v.3). Os resultados ali obtidos num intervalo de três dias, Moisés não pôde testemunhar em quarenta anos pastoreando Israel. As atitudes de Jonas bem refletiam o coração de seu povo: zeloso pela lei, mas intolerante quanto à misericórdia.

Ainda que não compreendesse o porquê de estar advertindo a um dos povos mais bárbaros da época, desta vez, Jonas “levantou-se… e foi” (v.3). Contudo, diferente de Abraão, quando questionou ao Senhor sobre a possibilidade de haver justos em Sodoma e Gomorra (Gn 18:22-33), Jonas esperava que a mesma destruição que baniu aquelas cidades realmente caísse sobre Nínive. A sua disposição não era a de salvar pessoas, mas a de garantir de que todas fossem advertidas de sua iminente destruição. Ele nutria em seu coração a “esperança de contemplar de camarote” as cenas de juízo que livraria o seu povo de mais um inimigo.

Porém, o que se seguiu frustrou por completo as ideias e concepções que Jonas tinha de seus ouvintes. Jonas foi testemunha ocular da maior história de conversão coletiva registrada nas páginas sagradas. A inclusão dos animais indica uma submissão total de cada criatura e o fato de que aqueles povos eram extremamente idólatras e pervertidos moralmente. Além da prática de adoração a certas espécies de animais, a prática do bestialismo ou zooerastia também era muito comum entre os povos pagãos. Os ninivitas reconheceram que tudo o que respirava estava contaminado pelas abominações que até então haviam cometido, todos, compreenderam a mensagem e arrependeram-se.

A Bíblia relata que todo o povo se arrependeu e, como um só homem, clamava a Deus pelo perdão. Toda aquela cidade foi salva por causa da pregação de um homem. Ele tinha uma mensagem de juízo para proclamar, mas, ainda que não entendesse dessa forma, uma mensagem de misericórdia. Jonas sabia que se eles se arrependessem, Deus os perdoaria. O que ele temia era exatamente isso, que Deus perdoasse aqueles que ele odiava. Os ninivitas haviam oprimido o seu povo e assassinado seus amigos e, quem sabe, familiares. Como levar salvação para este tipo de gente? O que você faria no lugar dele? E se Deus lhe pedisse para pregar para o assassino de alguém de sua família?

Um dos piores enganos de Satanás tem sido o de desvincular o amor de Deus de Sua justiça. Isto faz com que grande parte do mundo cristão pregue sobre o amor de Deus, mas descarte a justiça divina. Por isso o Antigo Testamento tem sido negligenciado como se fosse uma parte das Escrituras que perdeu o seu valor. Lançam por terra verdades que o próprio Senhor disse que jamais passariam (Is 40:8), perdendo o privilégio de proclamar a mensagem completa (2Tm 3:16-17). Assim, o amor tem sido pregado não como a essência do caráter divino, mas como um escape para se viver da forma que bem desejar. A mensagem de Jonas era de juízo, mas também era um chamado de amor para uma vida transformada.

Nestes últimos dias, Deus tem um povo com a mesma missão de Jonas, que é pregar “as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19:9), independente a quem seja ou de sua reação. Deus tem chamado “Jonas” modernos para difundir o Seu último chamado de juízo e de amor. Não com o mesmo sentimento que houve no profeta, mas tendo “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2:5). “Deus é amor” (1Jo 4:8), e Ele tem usado os Seus pregadores da justiça dos últimos dias, convocando, sem fazer acepção de pessoas, todos, para receberem de igual modo a salvação em Cristo Jesus. O verdadeiro amor não é uma emoção, nem tampouco desculpa para se levar uma vida libertina. O verdadeiro amor é Jesus Cristo e quem O ama segue os Seus passos (1Pe 2:21) e cumpre as Suas palavras: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15).

O fato é: assim como amou aos ninivitas, Deus te ama, quer você tenha conhecimento disto ou não, quer você aceite, quer não. No entanto, amá-Lo ou não, é uma escolha sua. Clamemos “fortemente a Deus” (v.8) e busquemos, pelo poder do Espírito Santo, a conversão diária a qual tanto necessitamos.

Desafio do dia: Assista a este testemunho poderoso e prova real de que é possível, pela graça de Deus, viver o verdadeiro amor: https://goo.gl/4rh1aN

Bom dia, convertidos pelo amor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jonas3 #RPSP

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JONAS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
19 de dezembro de 2017, 0:20
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1. Segunda vez. Sem repreensão pela deserção anterior de Jonas, o Senhor repete a comissão de pregar aos ninivitas. Não mais cedendo à inclinação humana, Jonas presta pronta obediência ao chamado celestial e, sem mais demora, parte para Nínive. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1109.

Você pode sentir desqualificado para servir a Deus por causa de erros passados. Mas servir a Deus não é uma posição conquistada – ninguém se qualifica para o serviço de Deus. Mas Deus ainda nos pede para realizar seu trabalho. Você ainda pode ter outra chance. Life Application Study Bible Kingsway.

2, 3. grande cidade. Segundo as explorações arqueológicas, Nínive tinha aproximadamente 13 km de circunferência,com uma população de 120 mil habitantes. Esse número é mencionado em 4:11. Era grande para uma cidade antiga. Bíblia de Estudo Andrews.

2. Que Eu te digo. O encargo de Jonas é dado a cada pregador da palavra. Somente a palavra de Deus deve ser proclamada do púlpito, e não a palavra do homem (ver 2Tm 4:1,2). Pessoas ansiosas e perplexas anseiam pelo conselho de Deus e não por raciocínios incertos e filosofias de seres humanos falíveis como elas mesmas. Elas preferem um “assim diz o Senhor” a um “assim diz o homem”. CBASD, vol. 4, p. 1109.

pregue contra ela a mensagem que eu lhe darei (NVI). Os profetas levavam mensagens da parte de Deus — não se tratava principalmente de previsões de acontecimentos futuros. Bíblia de Estudo NVI Vida.

3 obedeceu. Mas com relutância, pois ainda queria que os ninivitas fossem destruídos (4.1 – 5). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Mui importante diante de Deus. Um modo idiomático de designar extrema grandeza. CBASD, vol. 4, p. 1109.

4-9 A palavra de Deus é para todos. Apesar da iniquidade do povo ninivita, eles estavam abertos à mensagem de Deus e se arrependeram imediatamente. Se simplesmente proclamarmos o que sabemos sobre Deus, podemos ficar surpresos com a quantidade de pessoas que ouvirão. Life Application Study Bible Kingsway.

4. Caminho de um dia. A declaração é, provavelmente, um registro da pregação do primeiro dia. CBASD, vol. 4, p. 1109.

Ainda quarenta dias. Isto, sem dúvida, não era o texto completo da mensagem de Jonas. Estas palavras eram, no entanto, o tema predominante na advertência. CBASD, vol. 4, p. 1109.

Subvertida. Do heb. kafak, a mesma palavra usada para descrever a destruição de Sodoma (Gn 19:21, 25, 29). CBASD, vol. 4, p. 1109.

5. creram em Deus. O arrependimento dos assírios deteve o juízo planejado. Esse arrependimento não teve um efeito duradouro, pois Nínive foi destruída posteriormente pelos medos e babilônios em 612 a.C. No entanto, na época de Jonas, a advertência divina foi levada a sério. Bíblia de Estudo Andrews.

Panos de saco. Um material grosseiro e escuro, tecido de pelo de cabra e usado em momentos de luto e de calamidade (ver Dn 9:3; Mt 11:21, Lc 10:13). CBASD, vol. 4, p. 1109.

6 rei de Nínive. Rei da Assíria. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ao rei. Possivelmente, Adad-Nirari III (ver p. 1099). O sentimento de contrição e de arrependimento parece ter surgido espontaneamente nas pessoas sem qualquer ordem do rei (v. 5). Deve ter sido notável ver o rei do império mais poderoso da época se humilhando “nas cinzas”, como resultado da pregação de um profeta judeu. Isto foi uma
repreensão aos orgulhosos governantes de Israel e às pessoas, que persistentemente se recusavam a humilhar o coração sob o impacto de um ministério profético ainda mais extensivo e contínuo (ver 2Rs 17:7-18). CBASD, vol. 4, p. 1109, 1110.

7. E fez-se proclamar. Quando a onda de penitência e humildade, que começou com as pessoas, chegou até o rei, ele confirmou o jejum por um decreto oficial. Seus nobres se associaram a ele na emissão deste decreto, indicando que o espírito do rei e da corte estava unido na crise. CBASD, vol. 4, p. 1110.

Nem animais. Um decreto estranho, mas deve-se lembrar que foi emitido por um rei pagão que havia sido apenas parcialmente esclarecido. CBASD, vol. 4, p. 1110.

8. E se converterão. Atos religiosos exteriores são sem valor espiritual, a menos que sejam acompanhados de
sincera reforma de caráter. CBASD, vol. 4, p. 1110.

9. Talvez Deus se arrependa. Deus muitas vezes corresponde com misericórdia quando o homem se arrepende, cancelando o castigo que tinha sido ameaçado (v. 10). V. nota em Jr 18.7 – 10. Bíblia de Estudo NVI Vida.

10. Deus se arrependeu. Deus Se arrependeu. Deus não muda, mas as circunstâncias mudam (cf. Jr 18:7-10; Ez 33:13-16). Seus pronunciamentos de juízo são, freqüentemente, profecias condicionais (ver com. de Ez 25:1; sobre o arrependimento de Deus, ver com. de Gn 6:6; 1Sm 15:11). CBASD, vol. 4, p. 1110

Os profetas com freqüência se referem à mudança no juízo planejado por Deus em resposta a súplicas ou ao arrependimento humano (ver Jr 18:7-10; Am 7:1-6). Bíblia de Estudo Andrews.

O povo pagão de Nínive acreditou na mensagem de Jonas e se arrependeu. Que efeito milagroso as palavras de Deus tinham sobre aquelas pessoas malignas! Seu arrependimento contrastava fortemente com a teimosia de Israel. O povo de Israel tinha ouvido muitas mensagens dos profetas, mas se recusaram a se arrepender. O povo de Nínive só precisou ouvir a mensagem de Deus uma vez apenas. Jesus disse que, no julgamento, os homens de Nínive condenarão os israelitas por não se arrependerem (Mateus 12:39-41). O que agrada a Deus não é tanto ouvir a Sua Palavra mas a nossa resposta obediente a ela. … Deus perdoou Nínive, assim como perdoou a Jonas. O propósito do julgamento de Deus é a correção, não a vingança. Ele está sempre pronto para mostrar compaixão a qualquer um que esteja disposto a buscá-lo. Life Application Study Bible Kingsway.