Reavivados por Sua Palavra


JOEL 2 by jquimelli
5 de dezembro de 2017, 1:00
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Comentário Devocional

O profeta Joel escreve sobre o “Dia do Senhor”, que há de vir sobre o seu povo e faz um convite ao arrependimento, reavivamento e reforma. Depois de descrever a terrível invasão de gafanhotos e dos exércitos estrangeiros, o profeta diz: “Então o Senhor mostrou zelo por sua terra e teve piedade do seu povo.” (2:18). E também transmite promessas de libertação, sustento, uma chuva próxima (temporã) e uma mais distante (serôdia) (2:23), e restauração (2:25-27).

A profecia tem três aplicações: (1) ao antigo Israel que vivia no tempo dos profetas (ver Ez. 39:29); (2) ao Israel espiritual (a igreja) no tempo do Pentecostes, quando o Espírito Santo foi derramado sobre o seu povo (Atos 2:16-21); e (3) para os últimos dias da história da Terra (GC 611, AA 54-55).

Hoje, enquanto aguardamos a breve volta de Jesus, somos convidados a experimentar a chuva do Espírito Santo dos últimos dias [serôdia]. Esse derramamento do Espírito Santo será mais abundante do que o anterior e fará com que filhos e filhas profetizem, velhos tenham sonhos e jovens tenham visões. Até os servos e as servas experimentarão este poder (2: 28-29).

Estamos prontos para receber o Espírito Santo ou estamos satisfeitos e complacentes com o nosso estado espiritual atual? Temos consagrado a Deus o nosso corpo e a nossa mente? O que existe na minha ou na sua vida que precisa ser entregue a Deus a fim de que Ele possa fazer em nossas vidas o que Ele prometeu?

Jesus está voltando! O maior presente que Ele prometeu é o Seu Espírito. A sua vida está cheia do Espírito Santo?

Michael Hasel
Professor de Estudos Bíblicos
Southern Adventist University

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/joe/2 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1124
Também disponível no blog mundial RPSP/BHP da IASD, em: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/hos/
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/11/
Equipe de tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Joel 2 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/



JOEL 2 – COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
5 de dezembro de 2017, 0:55
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JOEL 2 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by jquimelli
5 de dezembro de 2017, 0:45
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JOEL 2 – Faça um check-up de tua vida espiritual. Faça uma aferição da pressão de tua fé. Cheque os batimentos cardíacos de tua consagração. Avalie se o sedentarismo não está prejudicando a tua prática da verdadeira religião. Analise se estás progredindo espiritualmente ou regredindo drasticamente. Verifique se não existe nenhum tumor cancerígeno de pecado te corroendo por dentro.

Na época de Joel, “a situação era muito dramática, porque a comunidade da fé estava corrompida e em estado de confusão mental. Havia muito sincretismo religioso – mistura de rituais pagãos com o culto a Deus. Em resumo, eles precisavam de uma completa reorientação” (Zdravko Stefanovic).

Analise: nossa…

• …situação pessoal, familiar, eclesiástica tem sido semelhante ao povo de Israel no tempo de Joel?
• …comunidade de fé está corrompida, e em estado de confusão mental como o povo de Deus no passado?
• …religião está também seguindo um sincretismo religioso incluindo na adoração práticas alheias à revelação bíblica?
• …época tem necessidade de uma completa reorientação espiritual, pois nos iludimos nos sentindo melhores do que os ouvintes primários do profeta Joel?

Independente de tuas respostas a estas questões aprofunde-se no estudo do capítulo em pauta. Segundo Myer Pearman, o conteúdo deste capítulo pode-se resumir da seguinte forma:

• Invasão dos assírios simbolizada pela invasão dos gafanhotos (vs. 1-11). Os assírios eram como gafanhotos por causa de seu número e efeito destrutivo.
• Apelo ao arrependimento (vs. 12-17).
• Promessa de libertação (vs. 18-27).
• O derramamento do Espírito sobre a nação judaica (vs. 28-29). Esta profecia cumpriu-se parcialmente no dia de Pentecostes.
• Os sinais que precedem a vinda do Senhor (vs. 30-32).

Na época de Joel os gafanhotos devastaram toda vegetação. Os animais morriam porque não tinham nada para comer. Nesse cenário de seca e morte, a chuva temporã e serôdia (v. 23) reverteriam o quadro, trazendo restauração (v. 19).

Joel utilizou dessa realidade natural para tratar da realidade espiritual. As chuvas temporã e a serôdia, espiritualmente falando, referem-se à restauração que Deus sonha para o mundo devastado pelo pecado.

Aqueles que rejeitarem ao pecado e buscarem pelo refrigério da primeira e da segunda chuva espiritual serão transformados, e estarão preparados para o que Deus está preparando.

Para isso, precisamos diariamente do Espírito Santo agindo urgente e profusamente em nossa vida! Afinal, sem consagração não há restauração total! – Heber Toth Armí.



JOEL 2, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
5 de dezembro de 2017, 0:30
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“Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque Ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia” (v.23).

Certa vez, fui questionada acerca da condição espiritual do mundo cristão atual. E, ao ponderar sobre a nossa realidade, me deparei com um quadro caótico e degradante. Percebam que não fui questionada acerca da condição espiritual do mundo inteiro, mas apenas no contexto cristão. A verdade é que perdemos a noção de que existe diferença entre o santo e o profano. Entre doutrinas e tradições, vivemos em uma geração que perdeu a essência do evangelho devido a falta de contato com a Palavra de Deus. Há uma luta entre relativismo e legalismo que tem, paulatinamente, dividido a comunidade cristã e a afastado do relacionamento com o Criador, desviando o foco da verdadeira adoração, conforme o assim diz o SENHOR, para uma falsa adoração, conforme o homem diz que o SENHOR disse.

Envolvidos em uma guerra de teorias humanas, muitos se posicionam em suas trincheiras pensando estar sob a bandeira de Deus. Seus “gritos” em defesa de uma guerra já fadada à derrota, abafam a “voz de rebate” (v.1) e o som da trombeta que já anunciam “o Dia do SENHOR” que “vem, já está próximo” (v.1). E enquanto se preocupam com suas ideias equivocadas, Satanás avança em destruir suas famílias e qualquer possibilidade de salvação, afastando-os da verdade que liberta e do Céu que lhes foi preparado. São famílias e igrejas que lutam entre si, esquecendo-se do que disse Jesus: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12:25).

O último chamado de Deus à cada ser humano tem sido feito pela Pessoa do Espírito Santo, e isto, “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). A Sua voz não pode ser ouvida por aqueles que se digladiam entre si, mas por aqueles que “não empurram uns aos outros” (v.8 ) e que rasgam o coração perante Deus (v.12). “O SENHOR levanta a voz diante do Seu exército” (v.11) de oração, e não de murmuração. Um exército que entende que Deus não aceita nada menos do que a entrega de todo o coração, “e isso com jejuns, com choro e com pranto” (v.12).

O cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo, de forma completa e real, consiste em uma busca pessoal, constante e baseada em renúncias. Não é algo que se dará do coletivo para o individual, mas ao contrário disto. E nem todo aquele que busca está necessariamente disposto a responder a esta promessa. Como na parábola das dez virgens, em que todas estavam juntas no mesmo propósito de adentrar às bodas do Noivo, mas apenas metade delas estava realmente pronta para o casamento; apenas metade entendeu o que significa o dobro do azeite.

O derramamento do Espírito não é uma promessa exclusiva para alguns, mas para “toda a carne”, como está escrito, inclusive, para os servos e as servas (v. 28-29). No entanto, o que definirá quem estará salvo e quem estará perdido será a resposta de cada ser humano ao último chamado de Deus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” (v.32). Eis a porção dobrada do azeite e a solução para o verdadeiro avivamento: a união entre o poder do Espírito Santo e o instrumento humano sendo guiado por Ele.

Quando os discípulos receberam o Espírito Santo estavam vivendo um momento de grande fragilidade. A morte de Jesus havia destruído toda a esperança e expectativa de um reino superior. Contudo, ao contemplarem o seu Salvador ressuscitado e ouvir-Lhe a voz de conforto por quarenta dias até a ascensão, receberam o ânimo que precisavam para perseverarem “unânimes em oração” (At 1:14), na certeza de que receberiam o poder do Espírito Santo (At 1:8). A partir do momento em que os discípulos reconheceram as suas limitações e a dependência da graça de Cristo, e invocaram o nome do SENHOR em oração, a promessa se cumpriu. Da mesma forma, quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador pessoal, passamos a fazer parte do corpo de Cristo e, como membros deste corpo, precisamos buscar a mesma comunhão que levou os discípulos a receber a promessa, através de uma vida de oração perseverante.

Deus tem Seus escolhidos em todos os cantos da terra. Há uma igreja invisível em Babilônia que, no devido tempo, aceitará o convite: “Sai dela, povo Meu” (Ap 18:4). São pessoas que invocam ao SENHOR e O amam conforme a luz que receberam. Creio que a obra do Espírito Santo já está quase a ser concluída e que igrejas inteiras hão de aceitar a verdade presente, como já tem acontecido. A promessa do avivamento pelo Espírito Santo não corresponde a um diploma de doutorado em Bíblia, mas a um chamado do Pai de amor aos Seus filhos “pobres de espírito” (Mt 5:3). A salvação em Cristo não se limita aos doutores da Palavra de Deus, mas é para os que a vivem ainda que na ignorância do incompleto. A própria palavra “avivamento” já diz tudo, é tornar mais vivo, é viver o evangelho e não apenas conhecê-lo. Para Jesus, não há diferença entre atiradores de pedras religiosos e uma prostituta arrependida, Ele os ama de igual forma, mas a nossa atitude é o que definirá o nosso destino eterno (Jo 8:9). Não é o lugar em que estamos, mas diante de quem escolhemos nos curvar.

Deus tem uma igreja pura na Terra, “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15), que não é convidada a viver um farisaísmo, mas um cristianismo que reflete a imagem do seu Criador. Muitos há que, guiados pelo Espírito Santo, estão se unindo a esta igreja sem nem mesmo se dar conta. O evangelho eterno é uma mensagem para TODOS, “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6) e o Espírito Santo tem feito esta obra com primazia e grande pressa.

Não temos o que temer se o Espírito Santo é o nosso guia. Jamais seremos envergonhados (v.19, 26 e 27) se temos um relacionamento pessoal e diário com o Senhor. Que aceitemos, hoje, a provisão do SENHOR (v.19), tomando posse, pela fé, da chuva temporã que rega o nosso coração num trabalhar diário preparando-nos para a chuva final. Então, estaremos “entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar” (v.32).

Bom dia, sobreviventes dos últimos dias!

Jornada de oração, dia 19/21: Oremos por um coração verdadeiramente convertido e preparado para receber a chuva serôdia.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Joel2 #RPSP

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JOEL 2 – COMENTÁRIO PR EVANDRO FÁVERO by Maria Eduarda
5 de dezembro de 2017, 0:25
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JOEL 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
5 de dezembro de 2017, 0:20
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1. Tocai. Os v. 1 a 11 dão uma descrição mais detalhada do desastre causado pelos “gafanhotos” (ver com. de Jl 1:4) e do surgimento da praga (Jl 2:4). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1041.

Trombeta. Do heb. shofar, um instrumento feito de chifre de carneiro e usado para anúncios e convocações (ver vol. 3, p. 23,24). CBASD, vol. 4, p. 1041.

Sião. Este nome se aplica tanto a Jerusalém como à montanha sobre a qual a cidade se situava (ver com. do SI 48:2). CBASD, vol. 4, p. 1041.

Dia do SENHOR. Em vista do fato de o grande dia do Senhor se apressar em ritmo acelerado e de que poucos, mas preciosos momentos de provação permanecem, cabe ao povo de Deus despertar da letargia espiritual e buscar o arrependimento e a humilhação. Há muitos em Sião satisfeitos com suas conquistas espirituais. Eles se sentem “ricos” de bens, e “de nada sentem falta” (cf. Ap 3:17). Outros, que sentem necessidade, ou são muito letárgicos para efetuar uma mudança, ou então esperam que a falta seja suprida no tempo da chuva serôdia (ver TM, 507). Toda essa necessidade é despertada pelo toque da trombeta do vigia de Sião. E, enquanto o dia da graça perdura, é hora de empreender um trabalho de profundo arrependimento para purificar a alma de toda imundície e permitir que a graça opere plenamente no coração (ver com. do v. 14). CBASD, vol. 4, p. 1041.

2. Dia de escuridade. A linguagem pode ser entendida tanto em sentido figurado, representando a angústia e o desespero, ou literalmente, referindo-se à escuridão causada pela praga de gafanhotos, semelhante à que caíra sobre o Egito (Êx 10:15). … Um escurecimento real do sol é mencionado em Joel 2:31. CBASD, vol. 4, p. 1041.

5. Chamas de fogo que devoram. Este foi o barulho feito pelos gafanhotos quando desceram e consumiram toda a erva verde. CBASD, vol. 4, p. 1041.

7. Homens de guerra. Os gafanhotos são comparados a um exército bem disciplinado que supera todos os obstáculos (ver Pv 30:27). CBASD, vol. 4, p. 1042.

8. Não empurram. Literalmente, “e eles não se aglomeram”. CBASD, vol. 4, p. 1042.

9. Pelas janelas. As janelas das casas antigas não tinham vidraças e, portanto, não havia impedimento para a invasão dos gafanhotos. CBASD, vol. 4, p. 1042.

10. Treme a terra. Este versículo deve ser entendido em conexão com o v. 11. Ele descreve os fenômenos físicos que acompanham o Dia do Senhor. As condições aqui descritas não poderiam ter sido produzidas
pelo exército de gafanhotos, a menos que a linguagem fosse altamente hiperbólica. A vivida descrição da invasão de insetos serviu apenas como uma ilustração dos julgamentos que cairiam sobre Judá no dia
do Senhor (ver com. de Jl 1:4, 15). CBASD, vol. 4, p. 1042.

O sol e a lua. Comparar com Is 13:9-11; Am 8:9. Jesus mostrou como estes fenômenos físicos se manifestariam em conexão com o Dia do Senhor (Mt 24:29, 30). Joel concentrava sua atenção no grande Dia do Senhor, que poderia ter sido cumprido a respeito da nação de Israel (ver com. de Jl 1:4). Jesus mostrou como virá o grande dia do Senhor, e como o propósito de Deus está se cumprindo através da igreja (ver p. 21-23). CBASD, vol. 4, p. 1042.

11. Seu exército. A interpretação da praga de “gafanhotos” depende em parte da data que se atribui ao livro de Joel (ver p. 1035). Ao se presumir que o livro tenha sido escrito no tempo de Josias (2Rs 22; 23:1-30), é possível ver na vivida descrição da praga um presságio da invasão da Babilônia, da qual Ezequias já fora advertido (2Rs 20:16-18). Joel, então, teria sido contemporâneo de Habacuque e
Sofonias, que também alertaram acerca da ameaça de invasão (Hc 1:6; Sf 1). A descrição de Sofonias do Dia do Senhor e sua exortação ao arrependimento são muito semelhantes às de Joel (ver Sf 1:14, 15; 2:1-3). CBASD, vol. 4, p. 1042.

12. Convertei-vos. Do heb. shuv, melhor, “voltar”, ou “retornar”. CBASD, vol. 4, p. 1042.

De todo vosso coração. Comparar com Dt 4:29; Jr 29:11-14. Apenas o arrependimento genuíno poderia evitar os ameaçadores castigos. CBASD, vol. 4, p. 1042.

13. Rasgai o vosso coração. Para um judeu, rasgar sua roupa era um sinal de grande tristeza. Isso significava que ele tinha sofrido alguma calamidade terrível (Gn 37:34; Lv 13:45, 2Cr 34:27; Jr 36:24). No entanto, como era possível a exibição de tais sinais exteriores de tristeza sem qualquer sentimento real íntimo, foi ordenado às pessoas que ao invés das roupas rasgassem o coração. CBASD, vol. 4, p. 1042.

E Se arrepende. Sobre o arrependimento de Deus, ver com. de Gn 6:6; 1Sm 15:11; ver também PP, 630. … A oração não muda a mente de Deus. Para Ele não há “variação, ou sombra de mudança” (Tg 1:17). Mas a oração muda o requerente (ver com. de Dn 10:13). Quando se cumprem as condições para que as orações sejam respondidas, Deus pode conceder ricas bênçãos. CBASD, vol. 4, p. 1042.

14. Quem sabe …? É Deus quem determina se a disciplina é necessária. 0 penitente pode ter a certeza de que, se apesar de sua mudança de coração, a disciplina vem, o castigo vai ser para o bem (ver Hb 12:5-11). Em vista do grande e terrível Dia do Senhor, prestes a irromper sobre um mundo condenado, o chamado de Joel ao arrependimento não diminui sua força (ver GC, 311; T6, 408, 409). O apelo tem uma dupla aplicação: para o mundano é um apelo para abandonar a loucura e o pecado e aceitar o Senhor Jesus Cristo, o único meio de salvação (At 4:12); para o professo religioso morno (Ap 3:16) é um apelo para despertar da letargia espiritual e ter a certeza da salvação (ver com. do v. 1). CBASD, vol. 4, p. 1043.

17. Pórtico … altar. O vestíbulo na entrada do templo (ver com. de lRs 6:3). O altar de bronze para holocaustos ficava no pátio em frente ao átrio (ver 2Cr 8:12; ver com. de 1Rs 8:64). O local de encontro era, portanto, exatamente na entrada do templo. CBASD, vol. 4, p. 1043.

18. Então, o SENHOR. As promessas eram condicionais e, como os israelitas nunca responderam ao apelo de Joel de todo o coração, aquelas promessas nunca se cumpriram para eles. No entanto, certas características das promessas seriam cumpridas, em princípio, em relação ao novo Israel (ver p. 21-23).
CBASD, vol. 4, p. 1043.

20. O exército que vem do Norte. Aqui, o norte, obviamente, é mencionado porque muitos dos inimigos de Judá entraram na Palestina pelo norte. A invasão de gafanhotos, embora provavelmente real, era também, presumivelmente, uma figura da invasão de exércitos hostis (ver com. de Jl 1:4). Alguns que defendem uma data mais antiga para Joel (ver p. 7) vêem aqui uma referência aos assírios. Aqueles que defendem uma data no tempo de Josias vêem uma referência aos babilônios (ver Jr 1:14; 4:6). A devastação causada pelos babilônios poderia ter sido evitada mediante sincero arrependimento e reforma (ver p. 18). CBASD, vol. 4, p. 1043.

Mar oriental. O Mar Morto. CBASD, vol. 4, p. 1043.

Mar ocidental. Ou seja, o Mediterrâneo. CBASD, vol. 4, p. 1043.

O seu mau cheiro. Os corpos em decomposição dos enxames de gafanhotos exalavam um cheiro repugnante. CBASD, vol. 4, p. 1043.

21. Grandes coisas. Os gafanhotos efetuaram grande destruição; Deus operaria grandes coisas no livramento. CBASD, vol. 4, p. 1043.

22. Animais do campo. Os animais sofreram muito por falta de comida. Aqui, são chamados a se alegrar, porque os pastos e as árvores passaram a produzir abundante alimento. CBASD, vol. 4, p. 1043.

23. Regozijai-vos. Em sua imediata aplicação, este versículo se refere à restauração das chuvas adequadas. A chuva têmpora caía no outono e promovia a germinação dos grãos, enquanto a chuva serôdia caía na primavera e ajudava a colheita a amadurecer (ver vol. 2, p. 93). Em sua aplicação para ao
novo Israel as chuvas representam o trabalho do Espírito Santo (TM, 506). CBASD, vol. 4, p. 1044.

Chuva. Do heb. geshem, freqüentemente denota uma chuva violenta ou um aguaceiro. CBASD, vol. 4, p. 1044.

Temporã e a serôdia (ARA; NVI: “as de outono e as de primavera”). Na sua aplicação figurativa à igreja, a chuva [temporã] representa o início da efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes, enquanto a chuva serôdia representa o derramamento final do Espírito Santo, que produz “a maturação da colheita” (GC, 611; cf. AA, 54, 55). “A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início” (GC, 611). As figuras das chuvas têmpora e serôdia se referem também à experiência cristã individual. “Assim é dado o Espírito Santo para levar avante, de um estágio para outro, o processo de crescimento espiritual. O amadurecimento do grão representa a terminação do trabalho da graça de Deus na alma” (TM, 506). A menos que a primeira chuva faça o seu trabalho, a chuva serôdia será ineficaz. Aqueles que desejam participar do “refrigério” devem “obter a vitória sobre toda tentação” (PE, 71). As figuras das chuvas têmpora e serôdia se referem também à experiência cristã individual. “Assim é dado o Espírito Santo para levar avante, de um estágio para outro, o processo de crescimento espiritual. O amadurecimento do grão representa a terminação do trabalho da graça de Deus na alma” (TM, 506). A menos que a primeira chuva faça o seu trabalho, a chuva serôdia será ineficaz. Aqueles que desejam participar do “refrigério” devem “obter a vitória sobre toda tentação” (PE, 71). A chuva serôdia dá “poder à grande voz do terceiro anjo” (PE, 86) e prepara “a igreja para a vinda do Filho do homem” (AA, 55). Prepara “os santos para estar de pé no período em que as sete últimas pragas serão derramadas” (PE, 86). Encoraja os sinceros a aceitar a verdade (PE, 271). CBASD, vol. 4, p. 1044, 1045.

24 – 27. Os v. 24 a 27 retratam os efeitos benéficos da chuva abundante sobre a terra seca e estéril.
O v. 24 proporciona um notável contraste com Joel 1:10 a 12. CBASD, vol. 4, p. 1045.

[Nota: Eiras: pátios de secagem e tratamentos dos grãos; lagares: lugares de pisoteamento das uvas.]

25. Restituir-vos-eis os anos. Comparar com Jl 1:4. Assim também as recompensas futuras compensam amplamente todas as tristezas e provações da terra (ver Rm 8:18; PE, 17). CBASD, vol. 4, p. 1046.

26. Comereis abundantemente. Um contraste marcante com as condições anteriores (Jl 1:16, 17). CBASD, vol. 4, p. 1046.

27. Sabereis. As obras maravilhosas de Deus na restauração de Israel dariam evidência aos que haviam sido tentados a acreditar que Deus abandonara Seu povo, que Ele estava realmente trabalhando para o
bem deles. Mesmo durante a praga, Deus demonstrara misericórdia para produzir um arrependimento e uma reforma tão necessários. CBASD, vol. 4, p. 1046.

28. Depois. A frase é indeterminada quanto ao tempo. Era plano de Deus doar ao estado restaurado de Israel as bênçãos espirituais aqui descritas (ver com. de Ez 39:29). Por causa da queda do povo e da conseqüente rejeição da nação judaica (ver p. 19, 20), as promessas não se cumpriram no Israel literal.
Essas promessas foram transferidas para o Israel espiritual. Pedro identificou os acontecimentos no dia de Pentecostes como o cumprimento parcial da profecia de Joel (At 2:16-21). Em vez de “depois”, Pedro usou a expressão “nos últimos dias” (v. 17). CBASD, vol. 4, p. 1046.

Sobre toda a carne. Este pensamento se destaca pela enumeração das várias faixas etárias que participarão das bênçãos espirituais e também pelo fato de que escravo e livre receberiam o Espírito do mesmo modo. O contexto deixa claro que aqui se fala de algo mais além da recepção do Espírito que
acompanha a conversão e opera a transformação da vida. Este derramamento especial do Espírito resulta na manifestação de dons sobrenaturais, como profecia. … Na igreja primitiva “a manifestação do Espírito” foi dada “a cada um visando a um fim proveitoso” (1Co 12:7). Vários dons estavam em evidência, como “a palavra de sabedoria”, “a palavra de conhecimento”, “fé”, cura”, “operação de milagres”, “profecia”, “discernimento de espíritos”, “uma variedade de línguas”, “e a capacidade de interpretá-las” (1 Co 12:8-10). Os acontecimentos do Pentecostes eram apenas um cumprimento parcial da previsão de Joel, que “atingirá seu pleno cumprimento na manifestação da graça divina que acompanhará a obra final do evangelho” (CC, ix). CBASD, vol. 4, p. 1046.

30. Prodígios. Sobre os fenômenos que acompanharão a segunda vinda de Cristo, ver Lc 21:25, 26; Ap 6:12-17; 16:17-21. CBASD, vol. 4, p. 1047.

31. Em trevas. Sobre o cumprimento dessa predição antes da segunda vinda de Cristo, ver com. de Mt 24:29; ver também GC, 308. CBASD, vol. 4, p. 1047.

32. Todo aquele que invocar. Era plano de Deus que, por extensas atividades missionárias, o remanescente de Israel levasse o conhecimento do verdadeiro Deus e de Sua salvação às nações que não O conheciam. Sua queda transferiu a tarefa para o novo Israel, a igreja (ver p. 21-23). CBASD, vol. 4, p. 1047.

Sobreviventes. Do heb. seridhim, da raiz saraày “fugir”, portanto, “fugitivos”, “sobreviventes”. A palavra é traduzida como “remanescente” somente aqui e em Isaías 1:9. A palavra mais comum para remanescente no AT vem da raiz sha’ary “sobrar”, “permanecer”. A última oração poderia ser traduzida como “haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar” (NVI). CBASD, vol. 4, p. 1047.

A terminologia aqui aponta para “os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar.” (2:32b NVI). Israel foi chamado para ser o remanescente no contexto imediato da profecia, mas eles não se arrependeram e assim não experimentaram o reavivamento e a reforma prometidos. A profecia condicional não foi cumprida no tempo deles. Após a morte de Cristo e com o início da igreja primitiva a promessa foi estendida ao Israel espiritual. Durante o Pentecostes milhares responderam ao derramamento do Espírito Santo e ao testemunho de Pedro e dos primeiros apóstolos. Este foi o início da primeira chuva espiritual (temporã) (AA 54). … A profecia para o tempo final é tão condicional como a profecia foi ao antigo Israel. “E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2:32a NVI). “Todos os que consagram alma, corpo e espírito para Deus será receberão constantes novas dotações de poder físico e mental” (DTN, 287). Michael Hasel, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/11/.




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