Reavivados por Sua Palavra


JONAS 4, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
20 de dezembro de 2017, 0:30
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“E disse o SENHOR: É razoável essa tua ira?” (v.4).


Inconformado e irado com a ação dos ninivitas e com a reação de Deus, Jonas fez uma oração que confirma a razão de ter fugido. O maior medo de Jonas não era o de enfrentar a violência dos ninivitas, mas de que eles fossem perdoados. Esta foi a motivação de sua fuga. “Tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver” (v.3), foi o pedido desesperado e inconsequente do profeta.

Apesar de suas intempéries e senso de justiça própria, Jonas conhecia ao Deus que servia: “és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal” (v.2). Diferente da versão tirana criada pelo pensamento de que Deus é um ser que tem prazer em destruir os desobedientes, a experiência de Nínive certamente é uma prova contundente de que Ele não tem prazer na morte do perverso. Antes, deseja “que ele se converta dos seus caminhos e viva” (Ez 18:23).

A paciência de Deus para com o profeta foi tão grande quanto o foi com os ninivitas, senão maior. Porque Jonas era conhecedor da Palavra, mas aquele povo não sabia “discernir entre a mão direita e a mão esquerda” (v.11). Eram ignorantes acerca do que era certo e do que era errado. Deus, então, em Sua infinita misericórdia, permite que aquele Seu zeloso servo aprenda uma lição de amor.

Jonas construiu um abrigo provisório para assistir “o que aconteceria à cidade” (v.5). Em seu desconforto, Deus fez crescer sobre ele uma planta que lhe daria um pouco de alívio em meio ao calor do oriente. O fato de ele ter se alegrado “em extremo por causa da planta” (v.6) não foi só pela sombra que ela lhe proporcionou, mas, provavelmente, o profeta pensou em ser a planta um sinal de que Deus o estava abençoando e confirmando a sentença condenativa que logo ele contemplaria.

Contudo, a planta secou, o calor aumentou, pela segunda vez Jonas pediu a morte e pela segunda vez o Senhor lhe perguntou: “É razoável essa tua ira…?” (v.9). Faltava algo para Jonas. A sua vida passou a não fazer mais sentido. A sua resposta diante do ocorrido revelava algo que tem sido a principal causa das enfermidades da mente humana: a ausência do espírito de perdão. E isto não é somente um princípio bíblico, mas um fato cientificamente comprovado. Não perdoar pode causar problemas emocionais, e até físicos, muito graves.

O perdão não é algo automático. Perdoei e está tudo certo. Não. Exige todo um processo que requer paciência e perseverança. Percebam que Deus provocou Jonas a, mesmo sem perceber, passar pela primeira fase do processo que é reconhecer a ira, a mágoa: “É razoável a minha ira até à morte” (v.9). Por mais que a atitude do profeta estivesse “temperada” de raiva, ele reconheceu o seu rancor diante de Deus. Ele deixou bem claro o que estava sentindo. E Deus não nos priva de expressarmos os nossos sentimentos. Muito pelo contrário, Ele nos dá a total liberdade para isso. Se “a oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 94), então Ele espera que as nossas palavras sejam a exata expressão do que está em nosso coração.

“Robert Enright, cofundador do International Forgiveness Institute… concluiu que o processo de perdão envolve quatro fases. São elas:

  1. Reconhecimento da raiva, considerando a sua influência na nossa forma de viver e sentir.
  2. Decidir perdoar, a partir de dentro e no tempo de cada um.
  3. Trabalhar o perdão desenvolvendo empatia e compaixão.
  4. Descobrir e libertar­-se da prisão emocional.”
    (https://goo.gl/soiBbg).

Portanto, se como Jonas, você tem dificuldade de perdoar, não se desespere. O SENHOR nos tem feito a mesma pergunta: “É razoável essa tua ira?” (v.4). Responda-O com inteireza de coração. Não tente esconder o que Deus já conhece. Não perca a sua saúde física, emocional e espiritual acalentando sentimentos que lhe destroem pouco a pouco e lhe fazem perder o privilégio de ser reconhecido como um discípulo de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35); e de tornar-se perfeito “como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5:48). Se Deus perdoa as nossas ofensas, quanto mais devemos perdoar as ofensas de nossos semelhantes! Permita que o Espírito Santo derrame em seu coração a abundante chuva do amor de Deus (Rm 5:5), e que a sua vida seja uma manifestação do milagre do perdão.

Bom dia, perdoados pelo Pai e perdoadores de seus irmãos!

Desafio do dia: Inicie hoje o passo a passo do perdão. Respeite cada fase, confiando na provisão divina.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Jonas4
#RPSP

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