Reavivados por Sua Palavra


JONAS 3, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
19 de dezembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria


 “Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor” (v.5).


Recebendo uma segunda chance, Jonas finalmente se dispôs não mais para fugir, mas para cumprir sua missão como atalaia do Senhor. O profeta teimoso iniciou a jornada de três dias apregoando a mensagem divina àquela cidade, porque “Nínive era cidade mui importante diante de Deus” (v.3). Os resultados ali obtidos num intervalo de três dias, Moisés não pôde testemunhar em quarenta anos pastoreando Israel. As atitudes de Jonas bem refletiam o coração de seu povo: zeloso pela lei, mas intolerante quanto à misericórdia.

Ainda que não compreendesse o porquê de estar advertindo a um dos povos mais bárbaros da época, desta vez, Jonas “levantou-se… e foi” (v.3). Contudo, diferente de Abraão, quando questionou ao Senhor sobre a possibilidade de haver justos em Sodoma e Gomorra (Gn 18:22-33), Jonas esperava que a mesma destruição que baniu aquelas cidades realmente caísse sobre Nínive. A sua disposição não era a de salvar pessoas, mas a de garantir de que todas fossem advertidas de sua iminente destruição. Ele nutria em seu coração a “esperança de contemplar de camarote” as cenas de juízo que livraria o seu povo de mais um inimigo.

Porém, o que se seguiu frustrou por completo as ideias e concepções que Jonas tinha de seus ouvintes. Jonas foi testemunha ocular da maior história de conversão coletiva registrada nas páginas sagradas. A inclusão dos animais indica uma submissão total de cada criatura e o fato de que aqueles povos eram extremamente idólatras e pervertidos moralmente. Além da prática de adoração a certas espécies de animais, a prática do bestialismo ou zooerastia também era muito comum entre os povos pagãos. Os ninivitas reconheceram que tudo o que respirava estava contaminado pelas abominações que até então haviam cometido, todos, compreenderam a mensagem e arrependeram-se.

A Bíblia relata que todo o povo se arrependeu e, como um só homem, clamava a Deus pelo perdão. Toda aquela cidade foi salva por causa da pregação de um homem. Ele tinha uma mensagem de juízo para proclamar, mas, ainda que não entendesse dessa forma, uma mensagem de misericórdia. Jonas sabia que se eles se arrependessem, Deus os perdoaria. O que ele temia era exatamente isso, que Deus perdoasse aqueles que ele odiava. Os ninivitas haviam oprimido o seu povo e assassinado seus amigos e, quem sabe, familiares. Como levar salvação para este tipo de gente? O que você faria no lugar dele? E se Deus lhe pedisse para pregar para o assassino de alguém de sua família?

Um dos piores enganos de Satanás tem sido o de desvincular o amor de Deus de Sua justiça. Isto faz com que grande parte do mundo cristão pregue sobre o amor de Deus, mas descarte a justiça divina. Por isso o Antigo Testamento tem sido negligenciado como se fosse uma parte das Escrituras que perdeu o seu valor. Lançam por terra verdades que o próprio Senhor disse que jamais passariam (Is 40:8), perdendo o privilégio de proclamar a mensagem completa (2Tm 3:16-17). Assim, o amor tem sido pregado não como a essência do caráter divino, mas como um escape para se viver da forma que bem desejar. A mensagem de Jonas era de juízo, mas também era um chamado de amor para uma vida transformada.

Nestes últimos dias, Deus tem um povo com a mesma missão de Jonas, que é pregar “as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19:9), independente a quem seja ou de sua reação. Deus tem chamado “Jonas” modernos para difundir o Seu último chamado de juízo e de amor. Não com o mesmo sentimento que houve no profeta, mas tendo “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2:5). “Deus é amor” (1Jo 4:8), e Ele tem usado os Seus pregadores da justiça dos últimos dias, convocando, sem fazer acepção de pessoas, todos, para receberem de igual modo a salvação em Cristo Jesus. O verdadeiro amor não é uma emoção, nem tampouco desculpa para se levar uma vida libertina. O verdadeiro amor é Jesus Cristo e quem O ama segue os Seus passos (1Pe 2:21) e cumpre as Suas palavras: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15).

O fato é: assim como amou aos ninivitas, Deus te ama, quer você tenha conhecimento disto ou não, quer você aceite, quer não. No entanto, amá-Lo ou não, é uma escolha sua. Clamemos “fortemente a Deus” (v.8) e busquemos, pelo poder do Espírito Santo, a conversão diária a qual tanto necessitamos.

Desafio do dia: Assista a este testemunho poderoso e prova real de que é possível, pela graça de Deus, viver o verdadeiro amor: https://goo.gl/4rh1aN

Bom dia, convertidos pelo amor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jonas3 #RPSP

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1 Comentário so far
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Com certeza, temos de deixar de ver mas o exterior dos nossos semelhantes, e pregar com o poder do amor. Vamos pedir o Espirito Santo, que nos use com seu poder; não há tempo a perder. \ LUC: 11: 9-13.

Comentário por Elias Nascimento Rodrgues Rodrigues




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