Filed under: adoração, cuidado de Deus, idolatria, prosperidade | Tags: Israel, Oséias, profecias
Comentário devocional:
A religião cananéia era um culto à fertilidade onde se adorava o deus natureza que se supunha trazer bem-estar e boas colheitas. Os israelitas abandonaram o verdadeiro Deus e esperando boas colheitas, seguiram a religião cananéia, que incluia a prostituição no templo durante seus cultos (Oséias 9:1). Uma vez que Deus decidira fazer da terra de Canaã “a terra do Senhor” (9:3), as pessoas descrentes deveriam ser dela retiradas, porque Jerusalém e Israel deveriam ser uma cidade e uma terra de santos.
Então, o Senhor permitiu que os israelitas fossem levados para a Assíria como prisioneiros onde eles teriam que viver em um estado semelhante à sua antiga escravidão no Egito, tendo que comer animais imundos e viver como os que lá viviam (9:3). No cativeiro assírio eles não seriam autorizados a adorar o Deus verdadeiro (9:4), nem celebrar as festas do Senhor (9:5). Suas casas deixadas para trás ficariam vazias e cobertas de ervas daninhas (9:6).
Oséias era o vigia de Israel, mas era odiado pelos sacerdotes dos adoradores do bezerro de ouro, e armadilhas foram colocadas em seu caminho (9:8). O povo do Israel do norte era tão abominável e corrompido quanto o povo de Gibeá que havia abusado da concubina do levita (9:9; Jz 19).
A condição espiritual de Israel durante a sua estada no deserto, no Êxodo, era como uvas inesperadas ou os primeiros figos. No entanto, ao final de seus 40 anos no deserto eles começaram a adorar Baal-Peor (9:10). Deus teria que ensinar o povo de Israel que Ele era o verdadeiro Sustentador, não Baal. Assim, Deus impediu o aumento de nascimentos de pessoas e de gado. Só então eles iriam perceber que as bênçãos não perduram quando o Sustentador e Guardião se afasta (9:11b-12).
O profeta Oséias sabia que a destruição de Samaria e o cativeiro de Israel do norte eram inevitáveis. Por não ouvirem ao Senhor, se tornariam peregrinos entre as nações (9:17).
Ajuda-nos, Senhor, para que possamos aprender com a história de Israel e reconhecer que és o nosso Criador e Sustentador o tempo todo.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/9/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Oseias 9
Comentário em áudio
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Comentário devocional:
A cura e prosperidade que Deus concedera a Israel [Efraim] fizeram esta nação cometer ainda mais maldades. Deus diz: “Quando eu tento curar Israel, o mal [escondido] de Efraim fica exposto” (NVI).
Ladrões agiam dentro da cidade de Samaria e hordas de salteadores saqueavam fora da cidade (Oséias 7:1). Isto corresponde ao tempo do profeta Jonas. Quando Deus curou a nação de Israel, salvando-os de todos os tipos de problemas, eles interpretaram mal, como se isso fosse Sua aprovação pelo seu mau comportamento (Oséias 7:2).
Oséias 7:3-7 descreve as maldades praticadas naquela época. Injustiças eram praticadas com o consentimento do rei (Jeroboão II) e de seus oficiais. Todos eles eram adoradores de ídolos. Uma vez que Deus curou a nação de Israel, os malfeitores se tornaram ainda mais corruptos e se encheram do mal, como a massa torna-se maior depois de misturada com fermento (7:4).
Jeroboão I convocou uma festa, que foi celebrada após a confecção de bezerros de ouro, no dia 15 do oitavo mês (I Reis 12:28-32). Os sacrifícios dessa festa seriam supostamente “ofertas pacíficas” ao Senhor (Êxodo 32:6), assim como Aarão fizera na festa de adoração ao bezerro de ouro na base do monte Sinai. Tanto à época de Aarão, como de Jeroboão, o povo comeu e bebeu e fizeram uma festa (Êxodo 32:5-7; Oséias 7:5).
O rei estendeu a sua mão aos malfeitores e, juntos, eles se tornam inflamados com vinho e seus corações se incendiaram (Oséias 7: 5-6). Os malfeitores destruiriam reis e juízes, assim como um forno queima todas as coisas com o fogo. Mas nenhum dos reis e juízes clamaram a Deus por ajuda (7:7). O norte de Israel perderia seu poder nacional e as nações estrangeiras a devorariam. No entanto eles não retornariam para o seu Deus (7:8-10).
Israel, como uma pomba insensata buscou o Egito e a Assíria para obter socorro (7:11). Deus, porém, não queria que eles procurassem nações estrangeiras a fim de obter ajuda (7:12). Ele desejava redimi-los, mas eles fugiram dEle. Então, o Senhor os entregou ao destino que eles mesmos escolheram: a morte! (7:13). Esta lhes veio através da carestia de alimentos e pela espada de seus inimigos.
Eles então choraram em suas camas pela falta de grãos e bebida, mas não se arrependeram de coração (7:14). Deus desejava fortalecer Israel, mas eles haviam se tornado como um arco defeituoso, de cordas frouxas, incapaz de levar a flecha ao alvo. O que mais Deus poderia fazer por eles?
O que mais Deus precisa fazer por nós para que o busquemos de todo o coração?
Yoshitaka Kobayashi
Japão.
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/7/
Traduzido por JAQ/GASQ/JDS
Texto bíblico: Oséias 7
Comentário em audio
Filed under: Amor de Deus, Bíblia, cuidado de Deus, Estudo devocional da Bíblia, guia divina
Que tal lermos juntos o livro de Oséias?
Para assistir ao resumo do livro, clique aqui
Filed under: adoração, Aliança, amor conjugal, Amor de Deus, correção, cuidado de Deus, fidelidade, fidelidade de Deus, idolatria, Israel | Tags: fidelidade, fidelidade divina, Oséias, perdão
Comentário devocional:
Ao tempo de Jeroboão II, em tempos de paz, o reino do norte prosperou e o território de Israel ampliou seu território a um tamanho quase igual àquele do tempo de Salomão (2 Reis 14:25).
Neste tempo em que Elias e Eliseu trabalharam fielmente para Deus, Ele escolheu mais dois profetas, Amós e Oséias, para trabalhar em favor do Reino do Norte de Israel. Oséias foi o último profeta a falar com as pessoas de lá. A idólatra e corrompida adoração dos bezerros de ouro e Baal foram predominantes, e os males sociais se tornaram intoleráveis durante o período próspero de Jeroboão II (793-753 aC). Neste período, durante cerca de 30 anos, as mensagens de Oséias foram dadas ao norte de Israel (755-725 aC).
Perto do fim do longo reinado de Jeroboão II (793-753BC), Deus falou para Oséias tomar (de volta) a esposa adúltera (1, 2). Esta foi uma ilustração do amor de Deus para Israel. No início Israel era a pura esposa de Deus (2, 7), como, provavelmente, também era a esposa de Oséias. Deus queria ter Israel de volta, assim como Oséias aceitou de volta sua esposa. Deus aceitaria o retorno da arrependida esposa Israel (“Voltarei a estar com o meu marido como no início”, 2:7 NVI). Então Oséias deveria aceitar a esposa de volta e amá-la, assim como às crianças que dela nasceram
Deus disse a Oséias para dar a seu primeiro filho o nome Jezreel (1:4). Mais tarde, Jeú matou Jezabel, mulher de Acabe, e todos os que ficaram da casa de Acabe, em Jezreel (2 Rs 9: 30-37; 10:14). Assim, o nome do filho de Oséias, “Jezreel” [“Deus espalha”, NVI] representava um sinal de que Deus iria punir Israel, incluindo Jeú que não obedeceu a Deus nem se afastou dos pecados de Jeroboão (2 Reis 10:31). A filha de Oséias, lo’-ruhamah, significa “Desfavorecida” [Ou: “Não-amada”, NVI]. Isto profeticamente representava a destruição do reino do Norte de Israel pela Assíria. Aqueles que desobedecem a Deus são lo-ami, “Não meu povo”, o nome de outro filho de Oséias.
No entanto, Deus aceita com amor todos aqueles que estão dispostos a retornar para Ele, e, unidos como um só ao Seu povo, viver sob Sua proteção e prosperar (1:10-11).
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Oseias 1
Comentário em áudio
Filed under: cuidado de Deus, influência, oração, profecias, vitória | Tags: grande conflito, intercessão, oração, oração intercessória
Comentário devocional:
Neste capítulo, é a vez de Daniel ter uma visão da glória de Deus, à semelhança de Ezequiel (Ez. 1). Na Bíblia, a glória de Deus sempre se manifesta quando o Senhor tem algo muito importante a revelar. Nos cap. 11 e 12, de fato, Deus revela a Seu servo fatos importantes que envolverão Seu povo.
A presença poderosa do Rei do universo é majestosa demais para que mortais suportem permanecer na sua presença. Mesmo sem ver o que acontecia, os companheiros de Daniel fugiram, amedrontados (v. 7), e Daniel, que teve um vislumbre da glória divina, caiu desfalecido. Somente a força concedida através do mensageiro celestial o pôde suster naquele momento (v. 8 e 9).
Após orar e jejuar durante três semanas inteiras (v. 2 e 12), Daniel recebe o mensageiro Gabriel que lhe diz que suas palavras, ditas em espírito de humildade, foram ouvidas no Céu desde que ele iniciara a sua oração. Que maravilha saber que nossas orações são ouvidas pelo Pai no mesmo momento que as iniciamos! Jamais saberemos neste mundo as forças espirituais que as nossas orações moveram em favor de quem intercedemos.
Gabriel revela que desde o momento do início da oração de Daniel, ele viera atuar sobre o rei da Pérsia, mas durante estes 21 dias, o ”príncipe da Pérsia” lhe havia resistido, com tanta intensidade que foi necessário que Miguel, o “Príncipe dos exércitos do Céu” (v. 13, Clear Word), ou seja, o próprio Cristo viesse ajudá-lo a conseguir a vitória.
A citação da expressão “príncipe da Pérsia” em oposição ao “Príncipe dos exércitos do Céu” revela a guerra espiritual que se trava nos bastidores dos poderes governantes terrenos. Alguma decisão muito importante que envolvia o povo de Deus estava nas mãos de Ciro, provavelmente a retenção do povo de Deus na Babilônia ou a proibição da reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém.
“Durante três semanas Gabriel se empenhou em luta contra os poderes das trevas, procurando conter as influências em operação na mente de Ciro. […] Tudo que o Céu podia fazer em favor do povo de Deus foi feito. A vitória foi finalmente ganha; as forças do inimigo foram contidas todos os dias de Ciro e todos os dias de seu filho Cambises” (PR, 572).
Gabriel ainda diz que quando a influência divina fosse retirada de sobre os governantes persas, viria o príncipe da Grécia (v. 20). As forças do mal agiriam, trazendo a ruína aos persas, através de Alexandre, o líder dos exércitos grecomacedônicos.
Deus respeita a decisão dos homens em rejeitar a Sua influência. Mas quando Seu povo, como Daniel, intercede com espírito humilde, todo o Céu trabalha em seu favor.
Senhor,
Nestes dias decisivos em que vivemos, em que impérios resistem ao Teu amor, vemos já Seu povo sendo perseguido por amor de Ti. Mantenha-nos obedientes firmes à Tua vontade manifesta em Tua Palavra e derrama em grande intensidade o Teu Espírito sobre este mundo carente do Teu amor, a começar por nós. Em humildade de coração pedimos. Amém.
Texto do blog mundial: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/10/
Texto bíblico: Daniel 10
Comentário em áudio
Comentários pastor Heber sobre Daniel 10
Daniel é um livro de oração, porque quem o escreveu viveu em oração. Se as pessoas soubessem o efeito da oração, dedicariam a vida a essa ação. Há um grande conflito entre o bem e o mal, precisamos da oração para promover o bem.
Em seu extraordinário livro Arilton Oliveira chama-nos a atenção para tal conflito: “O texto bíblico deixa claro que por traz do rei da Pérsia estava o príncipe do mal, Satanás, que deseja interferir nos planos de Deus. Neste ‘grande conflito’ Daniel ‘viu’ uma luta muito intensa. De um lado estava um ‘anjo mau’ agindo para frustrar os desígnios divinos, e do outro, possivelmente o anjo Gabriel…”.
Consequentemente, “para ter vitória nesse conflito precisamos nos entregar à oração, ao jejum, ao pranto e ao quebrantamento. Precisamos discernimento para entender a luta que se trava no mundo visível”, comenta Hernandes Dias Lopes. Nosso capítulo de estudo, pode ser assim divido:
1. A importância do jejum para a vida espiritual (vs. 1-3);
2. Jesus Se revela àquele que jejua (vs. 4-6);
3. Quem ora recebe explicação, outros não (v. 7);
4. A presença de Jesus impressiona (vs. 8-9);
5. Quem ora recebe conforto do Céu (vs. 10-11);
6. O anjo Gabriel vem do Céu a Terra para auxiliar a quem ora (vs. 12-14);
7. Humildade caracteriza quem experimenta a presença do ser celestial (vs. 15-17);
8. Gabriel fortalece àquele que ora por discernimento espiritual (vs. 18-21).
Precisamos aprender pelo exemplo de Daniel a enfrentar com oração todos os nossos problemas. Reclamando, culpando, criticando ou com arrogância, estupidez e grosseria não é característica de verdadeiros filhos amados de Deus.
Precisamos entender que a oração é fundamental para que a atuação de Deus nos alcance; não que Deus dependa de nossas orações para agir, é por meio dela que demonstramos às hostes satânicas que pertencemos a Deus. Quando oramos e jejuamos damos total liberdade para Deus agir contra Satanás que nos assedia.
Deus entra nessa luta universal para valer. Ele nunca perde nenhuma batalha. Jesus veio ao mundo, lutou, sangrou, e, morreu; porém, ressuscitou, pois Ele é mais poderoso que Satanás e mais forte que a morte. Sua vitória é eficaz, e, nossa única segurança e esperança de vencer.
Louve-O. Adore-O. Exalte-O! Glorifique-O! – Heber Toth Armí.
Filed under: correção, cuidado de Deus, poder de Deus, profecias, soberania de Deus | Tags: correção, orgulho
Comentário devocional:
Neste capítulo, temos um relato escrito do testemunho de Nabucodonosor extraído por Daniel dos arquivos da Babilônia. É uma surpreendente e dolorosa confissão de pecados que teve um desfecho feliz.
Nabucodonosor era um homem pecador, cruel para com os oprimidos (v. 27). O Senhor avisou Nabucodonosor através de um sonho interpretado por Daniel, de que passaria por maus pedaços, até pelo vale da sombra da morte, mas que se recuperaria e sairia exaltado desta situação, o que realmente aconteceu.
Quando tudo estava indo bem com Nabucodonosor, ele teve mais um sonho que tirou sua paz. Ele viu uma árvore frondosa e produtiva, que abrigava e nutria os animais da floresta. Esta árvore teve seu tronco cortado e permaneceu assim por sete anos (v. 5, nota NVI), ao final dos quais seria reabilitada.
Ele viu uma árvore frondosa e produtiva, que abrigava e nutria os animais da floresta. Esta árvore teve seu tronco cortado e permaneceu assim por sete anos (v. 5, nota NVI), ao final dos quais foi reabilitada.
Ninguém a não ser Daniel conseguiu interpretar o sonho. A árvore frondosa e frutífera simbolizava Nabucodonosor e seu império, a “cesta de pão” do mundo então conhecido. O tronco cortado significava a inteligência retirada do rei, de quem os representantes dos países iriam se afastar. O rei iria viver entre os animais o tempo suficiente para que ele e todos reconhecessem que Deus é soberano ao dar e retirar dos homens o domínio da terra.
Um ano se passou depois que Daniel deixou a presença do rei na corte e nada havia acontecido (v. 29). Nabucodonosor esqueceu a Palavra de Deus e deu lugar à orgulhosa exaltação própria (v. 30). Neste dia, enquanto ainda estava andando no terraço superior do palácio e admirando suas obras (29 NVI), o próprio Deus falou com Nabucodonosor, dizendo-lhe que a sua autoridade tinha sido tirada (v. 31). A sentença de Deus se cumpriu naquele exato momento e Nabucodonosor perdeu sua glória e sua inteligência e deixou o palácio para viver com os animais (v. 33).
Depois de sete anos longe da convivência dos humanos, Nabucodonosor levantou os olhos para o céu em espírito de humildade e oração. Então sua sanidade voltou e seu primeiro ato foi bendizer, glorificar e louvar a Deus, “que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno e cujo reino é de geração em geração” (v 34 ARA). Sua majestade e resplendor imediatamente foram restauradas e ele foi reconduzido pelos seus conselheiros de volta ao trono.
Sua grandeza foi ainda maior que antes (v. 36). Ao final de sua experiência, Nabucodonosor não só reconheceu a glória e o poder do Altíssimo, mas o louvou por tê-lo livrado da loucura da arrogância e da exaltação própria (v. 37).
Querido Deus,
Nós também enfrentamos o problema de nos gloriarmos acerca de nossas boas obras e nos contaminarmos com pensamentos de grandeza. Ajude-nos a fixar nossos olhos em Jesus o único que pode nos perdoar e libertar de nossos pecados. Amém.
Koot van Wyk,
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/4/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Daniel 4
Palestra sobre Daniel 4
Filed under: adoração, confiança em Deus, cuidado de Deus, fidelidade, idolatria, louvor, música, vitória | Tags: adoração, fé
Comentário devocional:
Daniel 3 poderia ser resumido pela frase: “Ouse fazer a diferença”. Quando tivermos este direcionamento, Deus nos sustentará e nos ajudará, mesmo que um milagre seja necessário.
Nabucodonosor erigiu uma imensa estátua de ouro (ao menos inteiramente folheada de ouro) em desafio à estátua de quatro materiais que vira no sonho, anos atrás, significando os reinos que se sucederiam. A ideia de poder total e eterno sempre seduziu os ditadores. O maior pesadelo deles, por outro lado, era serem eles vítimas de conspirações ou de envenenamento. A maioria tinha provadores de comida e chegavam a dormir cada noite em uma cama diferente para evitar o assassinato. Possivelmente Nabucodonosor temia que houvesse alguma rebelião em curso e uma adoração apoteótica de todos os seus liderados serviria para afirmar seu poder. O castigo para a não demonstração de sujeição seria a morte na fornalha.
A falsa adoração geralmente anda de mãos dadas com música alta e envolvente de forma a utilizar as emoções para envolvimento total dos adoradores. Assim aconteceu na planície de Dura. Todos os instrumentos conhecidos foram trazidos para que a adoração ao rei fosse total.
Os três amigos de Daniel perceberam que estavam sendo impelidos para uma zona de adoração que pertence somente ao verdadeiro Deus e decidiram firmemente não se curvar a outro deus. Seus inimigos, provavelmente invejosos pelos destaque deles na administração do reino, aproveitaram imediatamente a oportunidade para acusá-los perante o rei.
O fato de Nabucodonosor, apesar de irado, dar uma nova chance aos três hebreus indica que ele os conhecia e os respeitava. Porém seu ego falou mais forte ao ser novamente contrariado em público e ordenou que fossem jogados na fornalha, extremamente aquecida.
Da plataforma onde estava, o rei contemplou assustado que os três hebreus não morreram, mas estavam passeando dentro do fogo, acompanhado por um quarto ser de aparência celestial (v. 23). A compreensão de estar diante de uma manifestação divina fez com que Nabucodonosor caísse em si e percebesse que não era nada diante do poder e majestade de Deus (v. 24). Então o rei aproximou-se da abertura da fornalha, a uma distância segura, e chamou os hebreus para fora: “Servos de Deus Altíssimo, saiam!” (v. 26 NVI).
A fidelidade dos três hebreus mesmo correndo o risco de serem mortos teve forte impacto no reino de Nabucodonosor e muitos oficiais devem ter se convertido ao Deus verdadeiro naquele dia. O registro do milagre, em aramaico, passou a fazer parte dos registros oficiais do palácio, como testemunho irrefutável. Apesar de ainda manifestar crueldade em seu decreto (v. 29), a conversão do rei estava a caminho.
Querido Deus,
Somos, a todo tempo, submetidos a influências para desviar de Ti toda a nossa adoração. Que nossa adoração seja verdadeira, conduzida pela suave voz do Teu Espírito, nos mantendo serenamente fiéis à Tua vontade expressa em Tua Palavra. Amém
Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook, Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/3/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Daniel 3
Palestra sobre Daniel 3
Filed under: adoração, confiança em Deus, coragem, crescimento espiritual, cuidado de Deus, discernimento, educação, escolhas, fé, fidelidade, guia divina, lealdade, vitória | Tags: Babilônia, confiança em Deus, cuidado de Deus, Daniel, sabedoria, temperança
Comentário devocional:
Não é correto pensarmos nos seis primeiros capítulos do livro de Daniel apenas como capítulos históricos. Existe muita profecia embutida nesta história sobre o curto reinado dos reis de Judá, e acerca de Nabucodonosor e do Faraó do Egito.
Daniel inicia o seu livro recordando a experiência traumática quando foi levado cativo para a Babilônia por Nabucodonosor, juntamente com artigos do templo (v.2). Jovens de boa aparência que demonstraram inteligência, incluindo Daniel, foram levados a servir na corte do rei (v. 4).
Daniel recorda como ele e seus três amigos tiveram de aprender babilônico, assírio, sumério e outras línguas e a literatura destas línguas. Eles tinham que se sentar diariamente com seus amigos aprendendo a gramática e o significado das frases em escrita cuneiforme (escrita em formato de unhas), como as que os arqueólogos encontraram nos textos da Biblioteca de Nínive.
O curso na universidade babilônica durava três anos (v. 5). Os melhores matemáticos, astrônomos, historiadores, professores de literatura educaram Daniel e seus amigos todos os dias.
O próximo passo para imergi-los na cultura babilônica foi dar-lhes nomes babilônicos. O nome de Daniel que significava em hebraico “Deus é meu juiz” foi mudado para Beltessazar, referindo-se ao poderoso deus babilônico “Bel”. O nome Ananias, que significa “Javé é amável”, o comandante mudou para Sadraque. Misael significava “Quem é de Deus”, e foi mudado para Mesaque. Azarias significa “Javé está ajudando”, e também foi mudado, para Abede-Nego. Todos esses nomes babilônicos significavam que eles eram servos dos deuses babilônicos, o que era uma grande humilhação para esses jovens hebreus.
Além disso, Daniel e seus amigos teriam de comer à mesa do rei, o que se tornou um grande problema. Eles deveriam comer os alimentos que o rei da Babilônia gostava. Uma boa fonte para sabermos o que os reis babilônicos comiam são os chamados textos hemerológicos, entre eles um texto de uma cartomante que dizia o que o rei devia ou não comer durante os 360 dias do ano. Este texto dizia que o rei deveria comer “carne de porco”, “carne de boi” e “peixe”. Outro texto incluía até o arganaz, um tipo de rato (NIG.GIG).
Daniel e seus amigos estavam em apuros. Eles enfrentaram decisões que testavam sua fé e tiveram que decidir rapidamente. O rei também bebia vinho (v. 8) e Daniel sabia que o álcool e a educação não são bons parceiros. Quando a Bíblia se refere negativamente ao vinho, está falando do vinho alcoólico; quando positivamente, ao suco de uva ou geléia de uva. Bebês pedem vinho a suas mães em Lam 2:11-12. Nenhuma mãe forneceria álcool para sua criança.
Daniel e seus amigos devem ter considerado cuidadosamente os conselhos de Salomão: “Quando você se assentar com alguma autoridade, observe com atenção quem está diante de você … não deseje as iguarias que ele oferece, pois podem ser enganosas” (Prov 23:1 e 3 NVI); “Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente distorcidas” (Prov 23: 31-33, NVI).
Então eles resolveram firmemente não se contaminar com a comida e bebida escolhidas pelo rei para a sua mesa (v. 8). O conhecimento e o amor que tinham pelas Escrituras os ajudaram a tomar decisões sóbrias e vitais. Eles poderiam ser cativos do rei da Babilônia, mas não sua mente e alma. Deus aprovou a decisão de Daniel e seus companheiros e os abençoou nesta prova de fé. Seu comandante gostava deles (v. 9) e, após dez dias de teste, permitiu que recebessem somente comida vegetariana e água (v. 12-14). Deus apreciou muito a fé dos quatro companheiros e lhes deu “sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspectos da cultura e da ciência” (v 17a NVI). A Daniel foi dado adicionalmente o talento de interpretar visões e sonhos (v. 17b). Com a bênção de Deus, após o período de instrução o rei Nabucodonosor os achou superiores, em muito, aos demais sábios de todo o seu reino (v. 18-20).
Daniel termina o resumo de sua história pessoal dizendo que ele trabalhou para Babilônia até o primeiro ano do rei Ciro (v. 21), em 538 aC. Se ele tinha 16 anos na época do cativeiro, tinha 83 anos , quando terminou sua carreira.
Querido Deus,
A autobiografia de Daniel fala sobre Ti. Vemos ali a Tua mão na frente, ao lado e atrás dele o tempo todo. Queremos ser assim também ser cuidados por Ti. Ao passarmos por situações difíceis ajuda-nos a sermos vitoriosos como Daniel e seus companheiros. Amém.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Daniel 1
Comentário em áudio
Palestra sobre Daniel 1
Palestra sobre o livro de Daniel
Material para estudo adicional
Tema e estrutura do livro de Daniel:
O Senhor usou Daniel e seus amigos, e os milagres associados a eles, para impressionar uma série de reis do fato de que Ele estava no comando e que deveriam dar contas a Ele.Central ao livro está o tema de que Deus é soberano sobre todas as nações, mesmo quando Seu povo é oprimido e que Ele, por fim, livrará aqueles que Lhe forem fiéis. Este tema é explicitamente introduzido em 2:20-23 e enfatizado nos capítulos 4-5 pela repetição do conceito: “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens” (4.17; comparar com vv. 25, 32; 5.21). Os capítulos 4-5 formam o centro de uma estrutura simétrica (quiástica):
A. Problema: O templo e o povo de Deus conquistados (cap. 1)
B. Sonho de Nabucodonosor de quatro reinos (cap. 2)
C. Amigos de Daniel livrados da fornalha de fogo (cap.3)
D. Nabucodonosor humilhado pela sentença divina;
Belsazar humilhado pela sentença divina (caps. 4-5);
C’. Daniel livrado da cova dos leões (cap. 6)
B’. Visão de Daniel de quatro reinos (cap. 7)
A’. Solução: O templo de Deus restaurado e Seu povo libertado (caps. 8-12)
Os capítulos externos (1:1-2:4a; caps 8-12) da estrutura literária foram escritos em hebraico. Mas os capítulos internos (2:4-b – 7:28) estão em aramaico … Nabucodonosor pertencia ao povo caldeu do sul da Mesopotâmia (hoje Iraque), que havia conquistado Babilônia. O aramaico se tornara a língua internacional, portanto o uso dela por Daniel implica que a mensagem de 2:4-7:28 era dirigida tanto para os gentios quanto para os judeus (comparar com Jer 10:11, o único verso dos outros profetas escrito também em aramaico). Andrews Study Bible.
As profecias de Daniel estão estreitamente relacionadas às do livro do Apocalipse. Na verdade, o Apocalipse trata do mesmo tema, mas dá ênfase especial ao papel da igreja cristã como povo escolhido de Deus. Dessa forma, detalhes que parecem obscuros no livro de Daniel são em geral esclarecidos quando observados no livro de Apocalipse. A parte da profecia que se refere aos últimos dias, Daniel teve ordem de fechar e selar, até “o tempo do fim” (GC, 356), quando , por meio de estudo diligente do livro, o “saber” de seu conteúdo se multiplicaria (Dn 12:4). … João foi especificamente instruído: “Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (Ap 22:10). Assim, para se ter uma interpretação mais clara de qualquer parte do livro de Daniel que seja obscura, deve-se estudar cuidadosamente o livro de Apocalipse. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 828.
Comentários selecionados:
1 no ano terceiro do reinado de Jeoaquim. 605 aC. Andrews Study Bible.
A destruição foi completada alguns anos mais tarde, no ano 586 aC nos reinados de Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, 2 Rs 24.1-25.10. Bíblia Shedd.
2 O Senhor lhe entregou. Segundo foi profetizado por Jeremias, Jr 27.1-8. Bíblia Shedd.
Judá foi exilado para a Babilônia por desobedecer à palavra de Deus no tocante à guarda da aliança, aos anos sabáticos e à idolatria. (v. Lv 25.1-7; 26.27-35; 2Cr 36.14-21). Na primeira deportação (605 aC) estava Daniel, e na segunda (597), Ezequiel. Aconteceu uma terceira deportação em 586, quando os babilônios destruíram Jerusalém e o templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
alguns dos utensílios da Casa de Deus. Mais tarde foram todos. Bíblia Shedd.
O templo permaneceu em pé até 586 aC. Mas Nabucodonosor levou alguns dos itens mais valiosos e os depositou no tesouro de suas divindades. Isto introduz conflito entre o Deus verdadeiro e o poder do homem. Andrews Study Bible.
3 linhagem real. Daniel era um jovem de alta estirpe, um nobre. Bíblia Shedd.
8 resolveu Daniel … não contaminar-se. Porque Daniel resolveu permanecer fiel ao Senhor, ele não poderia permitir ser absorvido pela cultura babilônica de modo que conflitasse com a santidade, incluindo comer carne de espécies “imundas” (Lev 11; Dt 14; comparar com Gên 7:2, 8-9, 20). Havia problemas adicionais com a dieta babilônica: a carne poderia vir de animal sufocado, com sangue não adequadamente drenado (Gên 9:4; Lev 17:10-12; comparar com At 15:20, 29) e a comida e bebida poderiam ter sido oferecidos a ídolos (comparar com Num 25:2; At 15:20, 29). Andrews Study Bible.
Tinha suas convicções, e as manifestou com coragem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus honrou esses jovens por causa de seu firme propósito de fazer o que era certo. Para eles, a aprovação de Deus era mais estimada do que o favor do homem mais poderoso da terra; mais estimada que a própria vida (ver CRA, 31). Essa firme resolução não nasceu com a pressão das circunstâncias imediatas. Desde a infância, esses jovens foram treinados com hábitos de estrita temperança. CBASD, vol. 4, p. 837.
12 Experimenta, peço-te, os teus servos. Daniel empregou bom juízo ao oferecer uma alternativa em vez de rebelar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.
dez. Muitas vezes tinha o significado simbólico de conta completa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
legumes. Do heb. zero’im, “alimento derivado de plantas”, como cereais e vegetais. De acordo com a tradição judaica, frutas vermelhas e tâmaras também se incluíam neste termo. CBASD, vol. 4, p. 837.
legumes … e água. Esta dieta vegetariana resolveria todos os problemas religiosos. Além disso, ela foi notadamente mais saudável, razão pela qual se Daniel e seus companheiros foram autorizados a nela continuar (v. 15). Andrews Study Bible.
17 Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria. Com a ajuda de Deus, Daniel e seus amigos dominaram os escritos babilônicos a respeito da astrologia e da adivinhação mediante sonhos. Mas nos testes cruciais de interpretação e de predição (ver 2.3-11; 4.7), toda a literatura pagã mostrou-se inútil. Só mediante a revelação especial da parte de Deus (2.17-28) Daniel conseguiu interpretar corretamente. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A instrução que Daniel e seus três amigos receberam foi também um teste de fé. O saber dos caldeus estava aliado a práticas idólatras e pagãs, e misturava ciência e magia, conhecimento com superstição. Os aprendizes hebreus se mantiveram distante dessas coisas. Não se sabe como evitaram conflitos; mas, apesar das influências más, eles se apegaram à fé de seus pais, como demonstraram claramente os eventos posteriores. Os quatro aprenderam as habilidades e ciências dos caldeus sem adotar os elementos pagãos mesclados com as mesmas. CBASD, vol. 4, p. 837.
19 Era o exame conduzido pelo próprio rei, para verificar a cultura geral dos rapazes selecionados para contribuir à glória do seu império. Esta cultura confunde-se com as artes mágicas. Bíblia Shedd.
20 dez vezes mais. Uma expressão que quer dizer “muito melhor”. Andrews Study Bible.
Do que todos os mágicos e encantadores. Por meio de uma descrição posterior das habilidades de Daniel, feita pela mãe de Nabucodonosor, sabe-se que Daniel era conhecido como um homem capaz de “declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (Dn 5:12). As perguntas feitas a eles podem ter incluído explicação de enigmas, que era diversão favorita nas cortes do antigo Oriente. O exame também pode ter incluído a solução de problemas matemáticos e astronômicos, matérias em que os babilônios eram mestres, conforme revelam documentos, ou uma demonstração da habilidade de ler e escrever a difícil língua cuneiforme. A sabedoria superior de Daniel e de seus companheiros não era resultado de sorte ou destino, ou mesmo de um milagre, como em geral se entende. Os jovens se aplicaram com diligência e consciência aos estudos, e Deus abençoou os esforços deles. O verdadeiro êxito em qualquer empreendimento é assegurado quando se combina esforço humano com o divino. O esforço humano por si só de nada vale, e o poder divino não torna desnecessária a cooperação humana (ver PR, 486, 487; cf PP, 214). CBASD, vol. 4, p. 839.
Encantadores. Adivinhação, magia, exorcismo e astrologia eram comuns entre os povos antigos; mas, em alguns lugares como Babilônia, eram praticados por homens da ciência [métodos de previsãodescritos: haptoscopia/exame de fígados; quiromancia/mãos; lecanomancia/óleo na água; belomancia/flechas sacudidas]. … É um erro supor que os sábios de Babilônia eram apenas adivinhos e magos. Embora fossem habilidosos nessas artes, eram também eruditos no verdadeiro sentido da palavra. … como na Idade Média. … Os encantadores e adivinhos da Antiguidade se aplicavam também a estudos estritamente científicos. Seu conhecimento astronômico tinha atingido um surpreendente nível de desenvolvimento. … Os astrônomos eram capazes de predizer eclipses lunares e solares mediante cálculos. Sua habilidade matemática era bastante desenvolvida. Eles empregavam fórmulas cujo descobrimento em geral é atribuído erroneamente aos gregos. Além disso, eram bons arquitetos, construtores e médicos. Eles encontravam por meios empíricos a cura para muitos males. Deve ter sido nessas áreas de conhecimento e habilidade que Daniel e seus três amigos superaram os encantadores, astrólogos e eruditos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 840.
21 continuou. Ficou como oficial do Império até o ano 536 aC, o primeiro ano do rei Ciro. Sua última visão veio mais tarde. Bíblia Shedd.
Daniel ainda estava vivo no ano 537 (10.1), de modo que viu os exilados voltarem a Judá, saindo do cativeiro na Babilônia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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Comentário devocional:
Enquanto o capítulo anterior descreve os limites gerais do novo Israel, o capítulo 48 fornece os detalhes de como a terra deve ser repartida entre as 12 tribos. Devemos notar que são destinadas terras para todas as tribos. As tribos do reino do norte, que havia deixado de existir desde a conquista assíria, obtém suas terras de volta. Todas as tribos tem um novo recomeço. No centro do território, há uma porção especial ou sagrada da terra. Esta área do meio contém o Templo em seu centro com um lugar em torno dele para os sacerdotes e levitas. O território atribuído ao príncipe ladeia esta porção. Para os israelitas, essa parte de sua terra era o centro de sua vida. E nós, temos colocado Deus no centro da nossa vida?
A nova cidade na área central terá 12 portões cada uma com o nome de uma das 12 tribos, semelhante à cidade santa descrita no livro de Apocalipse 21:12. Ezequiel culmina sua descrição com a revelação do nome da cidade. É de se esperar que seja “Nova Jerusalém”, mas não é. Ela é chamada: “o Senhor está aqui.” O tema do livro diz respeito à presença de Deus. No início do livro de Ezequiel, o pecado de Israel leva a presença de Deus para longe e traz o juízo. Agora Deus revela através de Ezequiel que Ele voltará para a Sua cidade e Seu templo restaurados e Sua presença trará todos os tipos de bênçãos.
Como é apropriado chamar a cidade restaurada de “Yahweh está lá”! Na verdade, esta afirmação é o tema de toda a Bíblia. Em Gênesis, o pecado de Adão e Eva nos separou de Deus. O resto da Bíblia mostra Deus em ação para restaurar a Sua presença entre nós. Isso culmina no livro do Apocalipse, quando Deus declara que Ele estará conosco novamente (Apocalipse 21: 3). Todos os crentes podem esperar viver nessa cidade maravilhosa restaurada agraciados pela presença eterna de Deus.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/48/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 48
Comentário em áudio
Comentários selecionados:
A terra a ser distribuída é dividida em 13 faixas iguais e paralelas: uma porção para cada tribo e uma porção sagrada ao centro, com o Novo Templo e a Nova Cidade. Sete tribos ficam acima da porção sagrada e cinco abaixo dela. A descrição da localização de cada tribo vai de Dã até Gade, do norte até o sul. … A Nova Terra Santa se estenderia desde a região de Hamate acima de Tiro e Sidom ao norte, até o Ribeiro [wadi, rio sazonal] do Egito, ao sul. E do rio Jordão (incluindo o mar da Galiléia e o mar Morto), que formaria a fronteira leste, até o mar Mediterrâneo como a fronteira oeste. Andrews Study Bible.
1 nome das tribos. Este capítulo descreve a distribuição da terra e termina com uma descrição do tamanho da cidade e de seus portões. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 814.
7 Judá. Recebeu o lugar do maior prestígio, fazendo fronteira com a porção sagrada (v. 8), porque a promessa messiânica fora dada à tribo dele (Gn 49.8-12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Um lado [o norte] do território de Israel tem sete tribos porque o outro lado, com cinco tribos (23-29) tem de caber num espaço menor. Isto acontece porque Jerusalém, a sede espiritual do novo Israel, não está no meio do país, mas sim bem no sul. Entre as doze tribos … [existe uma faixa de 25.000 côvados, no centro do qual existe um quadrado de] 25.000 por 25.000 côvados, um quadrado perfeito que, tendo o templo bem no centro, se divide entre os sacerdotes, os levitas e a cidade Santa. O resto do espaço que ficou [a leste e a oeste] da área retangular de Israel pertence ao príncipe, cujo território se estende ao mar Morto de um lado, e ao Mediterrâneo do outro lado, tendo assim uma “fatia” igual às doze tribos (cede, porém, a parte central ao templo com seus arrabaldes). Bíblia Shedd.
14 não a venderão [a terra]. Como era do Senhor, não devia ser objeto de comércio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 uso civil da cidade. O território dos sacerdotes e dos levitas mediria, cada um, 10 mil côvados de norte a sul, o que deixava para a cidade 5 mil côvados de toda a “porção santa” ao sul da área dos sacerdotes. CBASD, vol. 4, p. 814.
A Nova Cidade se localizaria ao centro da faixa mais ao sul da “porção sagrada”, portanto separada do Novo Templo. Andrews Study Bible.
19 de todas as tribos de Israel. O distrito sagrado era propriedade da nação, e não o domínio particular do príncipe. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 do príncipe. A faixa de terra que restava a leste e oeste da “porção santa” seria para o príncipe. CBASD, vol. 4, p. 814.
30 as saídas. O tabernáculo no deserto tinha uma ordem fixa para a disposição das tribos ao redor dele, três portas de cada lado, uma para cada tribo, Ap 21.12-14. Assim se vê como as disposições da Bíblia não falham: apontam em primeiro lugar para as coisas visíveis na terra, e refletem as coisas eternas no céu. Bíblia Shedd.
35 a cidade. A cidade da nova Terra, a nova Jerusalém, que João viu descer do Céu da parte de Deus (Ap 21), mostra notáveis semelhanças com a cidade da visão de Ezequiel. Este [Ezequiel] descreve a cidade que poderia ter sido; João, a que será. … A nova Jerusalém, cujos habitantes são remidos de toda nação, tribo, língua e povo, é apresentada com o nome das 12 tribos inscritos em suas portas. Segundo a figura bíblica, os remidos, não importa a que etnia pertençam, são representados como fazendo parte de uma das 12 tribos (Rm 9-11; Gl 3:29). CBASD, vol. 4, p. 814.
o Senhor está ali. Em hebraico: Iavé-Shama, possível jogo de palavras com Yerushalayim, que é “Jerusalém”, em hebraico. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A história do Êxodo se encerra com a promessa da presença real de Deus ao lado de Seus fiéis (Êx 40.38). O evangelho encerra-se com a vocação missionária acompanhada pela promessa da presença real de Jesus (Mt 28.18-20). A visão da história da Igreja e do mundo até a consumação final encerra-se com a promessa da Segunda Vinda de Cristo (Ap 22.2). A profecia de Ezequiel, cheia de preceitos e promessas, contendo a chave da história dos impérios da época, e apontando na direção da santificação total do povo de Deus, apresenta, como soma total das suas visões, a promessa da comunhão dos crentes com Deus. Bíblia Shedd.
O livro de Ezequiel se inicia com a visão da santidade de Deus que se aproxima e se torna presente em Jerusalém e no templo (1:4, 28; 8:1-4). Após emitir o julgamento sobre o Seu povo, o templo e Jerusalém (cap. 8-11), o Senhor deixa o templo e Jerusalém (8:6; 10:18; 11-23-24), mas estava com Seu povo na Babilônia. Na seção final do livro, o Senhor retorna ao Novo Templo (43:3-5) e permanece na Nova Capital e na Nova terra para Sempre. Andrews Study Bible.
Não é sabido se Ezequiel viveu para ver alguns de seus compatriotas retornarem após o generoso decreto do rei persa. Se soubesse que seus escritos seriam preservados no cânon sagrado, ele teria extraído conforto do fato de que alguma geração futura poderia se beneficiar da mensagem que seus companheiros de cativeiro haviam desprezado.
O desafio agora é para a igreja. O novo Israel de Deus está prestes a entrar numa terra muito mais gloriosa do que aquela oferecida à geração de Ezequiel. Mas essa entrada também se baseia em certos pré-requisitos. Tem havido demora, e o povo de Deus precisa cumprir as condições necessárias. Desta vez, contudo, não pode haver um adiamento indefinido, pois a restauração não será mais nacional, mas individual. Quando o momento chegar, Deus ajuntará, de todas as terras, aqueles que pessoalmente se prepararam. Eles herdarão as ricas promessas e habitarão na cidade prefigurada na profecia de Ezequiel e divinamente denominada “O Senhor Está Ali”. CBASD, vol. 4, p. 815.
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Comentário devocional:
O capítulo 40 dá início à parte do livro de Ezequiel que descreve em detalhes os edifícios e os serviços do templo renovado e apresenta um layout da nova cidade e da terra em um Israel restaurado.
À medida que a visão começa no capítulo 40 vários pontos introdutórios principais são apresentados. A visão é recebida no Dia da Expiação (22 de outubro de 573 aC), próximo ao fim do ministério de Ezequiel. Esse era o dia solene em que, anualmente, o santuário era purificado. Além da purificação do santuário, Ezequiel tem uma visão poderosa do novo e melhorado templo restaurado. A localização deste templo em uma montanha alta nos dirige a atenção para o Monte Sinai, onde a Lei e o modelo do tabernáculo foram dados originalmente. Neste monte um profeta anterior, Moisés, foi o porta voz de Deus que transmitiu ao povo os detalhes de como o tabernáculo do deserto deveria ser construído e agora Deus pede a Ezequiel que também seja o seu porta voz.
Quando Ezequiel recebe a visão ele é instado a prestar muita atenção e fixar sua mente sobre os detalhes da visão porque sua tarefa é relatar tudo o que vê para o povo de Israel. Cativo na Babilônia e longe de sua amada Jerusalém e do templo, o povo de Israel precisa ser inspirado pela esperança. Eles precisam ouvir e ver esta imagem vívida acerca do que Deus quer fazer no futuro para eles.
Quando olhamos para a nossa própria situação no mundo, precisamos deixar que Deus nos inspire com sua visão de um novo céu e uma nova terra que Ele tem reservado para nós.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/40/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 40
Comentário em áudio
Comentários selecionados:
Os cap. 40 a 48 constituem uma única profecia, de caráter singular. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 787.
Esta visão é tríplice. A primeira parte revela o Templo ideal, cap 40-42, no qual as aspirações espirituais do povo de Deus se simbolizam pela arquitetura. A segunda parte, o Culto ideal, cap 43-46, no qual participam a glória de Deus, o ministério dos sacerdotes, a contribuição do povo, e os ritos presididos pelo sumo sacerdote e pelo príncipe. A terceira parte revela a Nação ideal, cap 47-48, que tanto física como espiritualmente tem sua vida ao redor do culto no templo, de onde extrai sua alimentação, seu refrigério e sua inspiração. Bíblia Shedd.
Muitas interpretações tem sido dadas para a última visão de Ezequiel, incluindo (1) a visão literal, na qual este templo deveria ser realmente colocado em operação algum tempo depois do retorno de Israel do exílio; … (2) a futurista …; e a alegórica. … As evidências se ajustam melhor na visão literal, interpretada de acordo com os princípios dos cap. 38-39. A visão teria se cumprido literalmente pelo Israel histórico após seu retorno do exílio babilônico, se o povo, como nação, tivesse sido fiel em reclamar as promessas divinas feitas a eles a respeito de uma reforma espiritual. Andrews Study Bible.
É razoável supor que, para convencer o povo da certeza da promessa [do recomeço e da restauração], Deus tenha orientado o profeta a traçar uma planta exata do templo que devia ser o centro do culto da nova nação. Deus poderia simplesmente dizer ao povo que, no futuro, o templo deles seria reconstruído, mas isso seria um anúncio vago. Não haveria dúvidas quanto às intenções divinas se fossem apresentados cuidadosamente todos os detalhes da construção e do ritual. CBASD, vol. 4, p. 788.
1 no princípio do ano. Do heb. rosh hashanah, “cabeça do ano”. … É interessante notar que esta é a única ocorrência na Bíblia da frase rosh hashanah, nome que ainda hoje é dado pelos judeus ao Ano Novo, o dia 1º de tisri. CBASD, vol. 4, p. 787.
décimo dia. O décimo dia do sétimo mês é o Dia da Expiação. Ezequiel recebeu a visão de um santuário purificado/restaurado no mesmo dia em que o santuário era purificado anualmente (Lev 16). Andrews Study Bible.
3 um homem. Um anjo igual àqueles que tiveram o encargo de destruir o antigo templo profanado pela idolatria (9.2). Bíblia Shedd.
cordel. Usado para grandes medidas (47.3). Bíblia Shedd.
6-17 O que se deduz de tais medidas é a ordem, a decência e a simetria da casa de Deus;. Bíblia Shedd.
43 oblação. Heb korban, uma oferta voluntária (Mc 7.11). Bíblia Shedd.
46 filhos de Zadoque. Ezequiel distingue claramente entre os levitas em geral (muitos dos quais tinham serviços nos ritos do paganismo, Jz 17.7-13) e os descendentes do sumo sacerdote fiel, que servia nos tempos de Salomão (1 Rs 1.31-40). Os motivos para a distinção se dão em 44.10-16. Bíblia Shedd.