Reavivados por Sua Palavra


Hoje começamos a ler Colossenses! by jquimelli
Que bênção podermos ler juntos a epístola de Paulo aos Colossenses!

 



Naum 1 by jquimelli

Comentário devocional:

Naum reafirma que Deus é o poder acima de todos os poderes; Aquele que mantém o controle dos acontecimentos mundiais e governos. Quando os “os reis da terra tomam posição e os governantes conspiram unidos contra o Senhor e contra o Seu ungido … Do seu trono nos céus o Senhor põe-se a rir e caçoa deles.”(Salmo 2:2-4 NVI). 

Apesar do poder assírio controlar grande parte do mundo bíblico no século VII aC, os cruéis abusos e a rejeição das advertências proféticas rapidamente encheram sua taça de iniquidade e trouxe a eles o juízo. As bênçãos da liderança vêm com responsabilidades de usar a autoridade e o poder a fim de garantir direitos humanos básicos para o bem de todos. 

O profeta desconhecido, Naum, lembra os assírios que Deus atenta para as ações das nações. Se as oportunidades de serviço à humanidade são desperdiçadas, então tenha cuidado! A ira divina é lenta, mas os juízos infinitos certamente irão prevalecer. 

Em última análise, Deus não somente livrará Seu povo da opressão, mas colocará um fim ao mal para sempre; este nunca se levantará novamente. Mesmo ao passar por injustiças e perseguições, o povo de Deus pode colocar a sua confiança em Sua bondade, porque Ele é “um refúgio em tempos de angústia” (Naum 1:7 NVI).

Gary Councell
Capelão aposentado do exército americano

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mic/6/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Naum 1 

Comentário em áudio 



Jonas 4 by jquimelli

Comentário devocional:

Não é interessante o fato do grande evangelista Jonas desejar o mal das pessoas que ele havia chamado ao arrependimento? Ele não somente se retirou para as colinas, mas ele  ficou argumentando com Deus de que Ele deveria ser mais implacável. Jonas realmente ficou muito indignado por causa das misericórdias do Senhor! É interessante notar no verso 2 que a causa da fuga de Jonas em direção a Társis não tinha sido o medo da crueldade dos ninivitas, mas o medo de que Deus se compadecesse deles e não os destruísse!

Jonas estava muito irritado. Ele tinha suas próprias ideias preconcebidas de como Deus deveria agir! Em seguida, ele quis morrer porque as coisas não estavam acontecendo de acordo com o seu plano pessoal.

Quantos de nós agem desta mesma maneira? “Deus, eu preferiria morrer do que submeter-me à Tua vontade!” E note: nós não estamos falando de um homem em seu leito de morte e cheio de dor;  estamos olhando para a vida de um irritadiço e insensível profeta, que estava emburrado porque Deus não destruiu os ninivitas como ele queria! Ele queria moldar Deus à sua própria imagem e semelhança!

Mas vejamos o lado bom. Através de todos os quatro capítulos, Jonas continua a falar com Deus. O profeta discute com Deus, fica irritado com Deus, e o livro termina com Deus ainda falando com ele – apesar da raiva, maldade e falta de compaixão de Jonas para com as cento e vinte mil pessoas na cidade.

Que grande lição para você e para mim: mantenhamos sempre abertas as linhas de comunicação com Deus e Ele as manterá abertas conosco! Quando você ficar desapontado ou com raiva de Deus, Ele prefere que você fale isso para Ele e não que fique calado. Cortar a comunicação é a ferramenta número um da estratégia do Diabo.

O desfecho do livro de Jonas pode parecer estranho a menos que o olhemos do ponto de vista do incrível amor, da graça e longanimidade de Deus para com Suas criaturas.

Que Deus amoroso é este a quem servimos! Devemos acordar todas as manhãs e agradecê-Lo por Sua graça para conosco.

Mantenha sempre a comunicação e os louvores fluindo em direção a Deus. Afinal, Ele tem planos de salvar muitas pessoas através de sua vida de dedicação e serviço ao próximo.

Jim Ayer
Rádio Mundial Adventista

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jon/4/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jonas 4 

Comentário em áudio



Daniel 8 by jquimelli
22 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: profecias, soberania de Deus | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Daniel, após a queda de Babilônia, tem mais uma visão com animais: um carneiro com dois chifres, simbolizando a Medo-Pérsia, que dominava a Mesopotâmia e a Terra Santa (que formavam o Crescente Fértil) e um bode, que o derrota, simbolizando o império grecomacedônico, das conquistas rápidas de Alexandre, o Grande. 

O profeta vê o chifre do bode da visão subitamente se quebrar. E em seu lugar nascem quatro chifres que crescem “na direção dos quatro ventos da terra” (v. 8). De fato, na concretização da profecia, Alexandre morre inesperadamente e seu reino é dividido em quatro porções entre seus generais.

De um dos ventos, nasce um pequeno chifre que cresce em poder e faz coisas terríveis, chegando a desafiar o Príncipe do exército  e destruir o santuário.  Da visão do cap. 7, vimos que o quarto animal simbolizava Roma em suas fases imperial e religiosa.  Este chifre que nasce pequeno e cresce em poder tem todas as características do quarto império do cap. 7, Roma.

Cabe observar que alguns teólogos interpretam que o pequeno chifre nasce de entre os quatro chifres do bode, ou seja, seria um poder que se afirma a partir de um dos quatro reinos nos quais o império de Alexandre se divide. Assim, eles apontam para Antíoco Epifânio, que governou a Terra Santa, perseguiu os judeus e seu culto, chegando a fazer sacrifícios de animais imundos no templo de Jerusalém. Porém, uma análise mais acurada dos elementos da profecia e seus desdobramentos revela que esta interpretação carece de sustentação, pois a guerra contra Deus profetizada dura 1260 anos e não apenas poucos meses.

Todos os elementos visualizados por Daniel sobre o chifre que surgiu pequeno se cumprem em Roma. A visão diz que o santuário e o exército (o povo fiel a Deus) serão entregues “a fim de serem pisados” (Daniel 8:13, ARA). Roma desafiou Jesus, o Príncipe do exército, suprimiu o sacrifício diário, isto é, fez com que as pessoas olhassem para seres humanos e não para Jesus a fim de obterem o perdão dos pecados, e perseguiu os santos. Durante este período, cristãos sinceros que não traíram sua fé foram perseguidos e mortos.

Em seu sonho, Daniel ouve um anjo perguntar ao outro quanto tempo duraria esta situação, de uma instituição atribuir a si mesma o trabalho de mediação de Cristo (v. 13) e obteve a resposta de que depois de duas mil e trezentos dias (ou 2300 anos) o santuário seria purificado (v. 14). Isto aponta para o Dia da Expiação, quando o santuário era purificado dos pecados nele deixados durante o ano.

Apesar do anjo dizer a Daniel que a visão dos 2300 dias se referiam a tempos distantes (v. 26), Daniel ficou muito abalado e fraco, pois não conseguia entender o que estava ali envolvido.

As profecias concedidas a Daniel não se referiam à sua época, não se limitavam ao retorno dos Judeus após 70 anos de cativeiro, mas tinham como foco o tempo do fim (v. 19). Foram dadas para este nosso tempo presente, para preparar um povo para adorar somente o Deus verdadeiro e assim achar-se preparado para o breve retorno de Jesus Cristo a este mundo.

Querido Deus,

Dirigimos nossa atenção a Ti, que habitas no Santuário Celestial, onde nosso caso é julgado. Limpa agora a nossa vida de nossas culpas e veste-nos com a Tua justiça, declarando-nos justos, perante todo o Universo, pelos méritos de Jesus. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook Universidade Nacional, Coreia do Sul.

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/8/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 8 

Comentário em áudio 

Programa de TV sobre Daniel 8



COMENTÁRIO PASTOR HEBER

Por ser mistério, o futuro sempre atraiu os curiosos. Profecias de diversos tipos, lugares e pessoas têm atraído multidões. 

Inclusive as profecias bíblicas têm fascinado estudiosos do mundo inteiro, ainda que elas não visem sanar a curiosidade de ninguém com relação ao futuro.

Talvez seja por isso que, em relação ao futuro, muitos trocam a Bíblia por horóscopo, cartomancia, tarôs, Nostradamus, bruxos e tantos outros futurólogos que vão desde ateus e espíritas até católicos, evangélicos e pentecostais espalhados pelo mundo. Contudo, a única verdade sobre o futuro é bíblica (v. 26), que visa restaurar nossa vida.

Nosso capítulo de estudo é a visão profética dada por Deus a Daniel (v. 1), que, embora no terceiro ano de reinado de Belsazar (c. 448 a.C.) aplica-se ao tempo do fim (v. 17), ao tempo determinado do fim (v. 19), dias ainda mui distantes (v. 26). Essa profecia nunca foi tão importante na história como é agora.

Cerca de 2500 anos atrás, Deus já sabia exatamente o que aconteceria na história moderna. Ele revelou na figura do carneiro e do bode; os quais representam os impérios medo-persa e grego (vs. 20-22). Na sequência, o império mundial foi Roma, representado pelo chifre pequeno. O qual ainda existe em sua forma religiosa!

Esse quarto Império, em sua fase política e também religiosa, caracterizou-se por seu poder e autoridade, confrontando a todos que opusessem em seu caminho; porém, assim só causou o mal: enganou, perseguiu e destruiu o povo de Deus (vs. 9-12; 23-26). Todavia, a verdade que fora adulterada, profanada e substituída pela mentira seria restaurada (vs. 13-14).

Durante a Idade Média, houve trevas espirituais como nunca antes. A igreja, outrora cristã, só preservou o título de cristã; suas pregações, porém, eram pagãs. A Igreja Católica Apostólica afastou-se de Cristo e da Bíblia ao tornou-se romana, pois substituiu a doutrina cristã por filosofias pagãs como se fossem cristãs. Ao proibir a leitura da Bíblia, a igreja fez prosperar o erro, (heresias).

Todavia, após um falso cristianismo deturpar o plano da salvação, Deus entrou em cena e a mensagem do santuário, de um Sumo Sacerdote Intercessor e Salvador, foi restaurada – o alvo desta profecia!

Portanto, ainda tem muita gente nas trevas do erro: compartilhe a luz da verdade! – Heber Toth Armí.



Daniel 7 by jquimelli
21 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: poder de Deus, profecias, soberania de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

Neste capítulo, Daniel muda de história para profecia. Os últimos sete capítulos de Daniel contêm vários sonhos e visões vindos de Deus.

Em Daniel 7, retorna-se para antes dos eventos de Daniel 5, ao tempo em que Belsazar ainda era o regente. Nestes dias, Daniel viu um sonho que repetiu o padrão do sonho da estátua do cap. 2, porém com detalhes adicionais.

Neste sonho, Daniel viu vários animais saindo sucessivamente de um grande mar [os povos da Terra] agitado por ventos [agitações populares, guerras] que vinham de todas as direções (vv. 1-3). Os animais se assemelhavam com um leão alado, um urso, um leopardo, e um animal com dez chifres, de aparência terrível, que não se parecia com nenhum outro animal conhecido (vv. 4-7). Enquanto Daniel estava ainda espantado com a aparência do quarto animal terrível com seus chifres, um pequeno chifre “surgiu entre eles” e três chifres foram arrancados (v. 8).

Após os quatro animais subirem do mar, Daniel viu muitos tronos serem colocados e num deles, envolto por fogo, se assentou um “Ancião”, o próprio Deus (v. 9). Milhões serviam o Ancião em uma atividade de julgamento, enquanto cada animal recebia um tempo de vida (v. 10, 12). Daniel reconheceu ali que Deus é Quem levanta e derruba impérios. Ele permite que alguns continuem por determinado tempo e faz com que outros desapareçam. A autoridade dos reinos é concedida ou retirada no céu.

A sucessão dos reinos nos ensina que o leão alado era Babilônia, personificada por Nabucodonosor. O urso era o império combinado dos medos e persas, que se levantou sobre o lado mais forte, os persas. O leopardo simbolizava, em sua rapidez, o império grecomacedônico de Alexandre.

O quarto animal com dez chifres era tão estranho e temível que chamou sobremodo a atenção de Daniel. Após o surgimento e crescimento do chifre que falava arrogantemente blasfêmias contra Deus, este animal foi julgado, morto e destruído no fogo. Este animal representava o império romano, incluindo o Sacro Império Romano, que o sucedeu.

Recebeu Daniel, ainda, a informação que os dez reis eram dez reinos, que o poder representado pelo chifre pequeno falaria contra o Altíssimo, mudaria os tempos e as leis e oprimiria os santos por “um tempo, tempos e metade de um tempo”, frase que foi preservada num dos pergaminhos com o livro de Daniel, que faziam parte dos manuscritos do mar Morto, nas cavernas de Qumram. 

Como a palavra traduzida por “tempo” também podia significar “ano”, temos “ano, “anos” e “meio ano”, ou seja, três anos e meio. Se considerarmos, ainda, que o ano judeu tinha aproximadamente 360 dias, chegamos à cifra de 1260 dias (360 dias x 3,5 anos).

Se aplicarmos o princípio de interpretação profética de que um dia profético significa um ano literal (Nm 14:33, 34; Ez 4:4-7 ) chegamos ao período de 1260 anos da perseguição movida por Roma, contra os cristãos em geral, que começou em 538 dC, sob o imperador romano Justiniano e contra os cristãos que não se submeteram às doutrinas humanas impostas por Roma eclesiástica, que se seguiu. O período dos 1260 anos mostrado ao profeta Daniel é o mesmo que foi mostrado a João em Apocalipse 12:6.

Agitado e aterrorizado com tudo que vira: a sucessão de reinos, o chifre blasfemo, justos sendo mortos, juízo investigativo divino e juízo executivo, Daniel pergunta o significado de tudo que vira (v. 16) e recebe a informação:  os reinos passariam, mas os justos, que sofreram de modo destacado sob o poder do quarto animal/reino, ao final “receberão o reino e o possuirão para sempre” (v. 18 NVI). 

Esta visão dada a Daniel fornece segurança e esperança a todos nós que seguimos a Deus. Nosso Senhor tem a história em suas mãos e determinou que o reino eterno será dado aos santos do Altíssimo (v. 27).

Querido Deus,
Conforta-nos saber que controlas e conduzes não só as nações, mas também as nossas vidas. Conduz-nos ao destino que reservas aos que Te amam: uma vida plena e abençoada aqui neste mundo e uma vida eterna conTigo. 

Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/7/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 7 

Palestra Daniel 7



Daniel 4 by jquimelli
18 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: correção, cuidado de Deus, poder de Deus, profecias, soberania de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

Neste capítulo, temos um relato escrito do testemunho de Nabucodonosor extraído por Daniel dos arquivos da Babilônia. É uma surpreendente e dolorosa confissão de pecados que teve um desfecho feliz. 

Nabucodonosor era um homem pecador, cruel para com os oprimidos (v. 27). O Senhor avisou Nabucodonosor através de um sonho interpretado por Daniel, de que passaria por maus pedaços, até pelo vale da sombra da morte, mas que se recuperaria e sairia exaltado desta situação, o que realmente aconteceu.

Quando tudo estava indo bem com Nabucodonosor, ele teve mais um sonho que tirou sua paz. Ele viu uma árvore frondosa e produtiva, que abrigava e nutria os animais da floresta. Esta árvore teve seu tronco cortado e permaneceu assim por sete anos (v. 5, nota NVI), ao final dos quais seria reabilitada.

Ele viu uma árvore frondosa e produtiva, que abrigava e nutria os animais da floresta. Esta árvore teve seu tronco cortado e permaneceu assim por sete anos (v. 5, nota NVI), ao final dos quais foi reabilitada.

Ninguém a não ser Daniel conseguiu interpretar o sonho. A árvore frondosa e frutífera simbolizava Nabucodonosor e seu império, a “cesta de pão” do mundo então conhecido. O tronco cortado significava a inteligência retirada do rei, de quem os representantes dos países iriam se afastar. O rei iria viver entre os animais o tempo suficiente para que ele e todos reconhecessem que Deus é soberano ao dar e retirar dos homens o domínio da terra.

Um ano se passou depois que Daniel deixou a presença do rei na corte e nada havia acontecido (v. 29). Nabucodonosor esqueceu a Palavra de Deus e deu lugar à orgulhosa exaltação própria (v. 30). Neste dia, enquanto ainda estava andando no terraço superior do palácio e admirando suas obras (29 NVI), o próprio Deus falou com Nabucodonosor, dizendo-lhe que a sua autoridade tinha sido tirada (v. 31). A sentença de Deus se cumpriu naquele exato momento e Nabucodonosor perdeu sua glória e sua inteligência e deixou o palácio para viver com os animais (v. 33). 

Depois de sete anos longe da convivência dos humanos, Nabucodonosor levantou os olhos para o céu em espírito de humildade e oração. Então sua sanidade voltou e seu primeiro ato foi bendizer, glorificar e louvar a Deus, “que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno e cujo reino é de geração em geração” (v 34 ARA). Sua majestade e resplendor imediatamente foram restauradas e ele foi reconduzido pelos seus conselheiros de volta ao trono. 

Sua grandeza foi ainda maior que antes (v. 36). Ao final de sua experiência, Nabucodonosor não só reconheceu a glória e o poder do Altíssimo, mas o louvou por tê-lo livrado da loucura da arrogância e da exaltação própria (v. 37).

Querido Deus,

Nós também enfrentamos o problema de nos gloriarmos acerca de nossas boas obras e nos contaminarmos com pensamentos de grandeza. Ajude-nos a fixar nossos olhos em Jesus o único que pode nos perdoar e libertar de nossos pecados. Amém.

Koot van Wyk,

Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/4/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 4 

Palestra sobre Daniel 4



Entendendo melhor Ezequiel 1 by jquimelli
29 de junho de 2014, 17:25
Filed under: Bíblia, Deus, reverência, soberania de Deus | Tags:

A pedido, apresentamos aqui uma compilação de comentários interpretativos sobre Ezequiel 1.

– Esta visão tem sido considerada como a mais enigmática do Velho Testamento. Porém, quase tudo o que Deus quis ensinar por essa visão pode (e deve) ser entendido. 4

– A descrição feita pelo profeta é imperfeita, tendo em vista a dificuldade de descrever a glória divina e seres que nem ele, nem seus ouvintes, eram familiarizados. Isto é expresso nas palavras chave “algo semelhante” (v. 26. Tb v. 5). Portanto, as figuras empregadas não devem ser interpretadas literalmente. 1, 4

– As “visões de Deus” (v. 1) ou manifestações da glória de Deus (tb chamadas teofanias) “frequentemente acompanham o chamado de um profeta” (ver tb Isaías, Is 6:1, Moisés, Êx 3:2, João, Após. 1:13). São a introdução do profeta “num novo âmbito de conhecimento e percepção, numa nova etapa de experiências e responsabilidade”. “Meras suposições mentais não serviriam. Eles teriam que falar de coisas que realmente viram”. 4

– “As ‘visões de Deus’ deram a Ezequiel a necessária certeza da genuinidade de seu chamado e acrescentaram à sua mensagem a autoridade de que ela precisava”. 4

– A glória de Deus (v. 1, 28) sempre esteve ligada ao tabernáculo e ao templo, agora destruído. O objetivo da visão era, além de confirmar o chamado profético de Ezequiel, consolar e “encorajar os judeus num momento em que grande parte de seu país jazia em ruínas devido a invasões sucessivas, e muitos dos habitantes estavam cativos numa terra estrangeira”. Deus se importava com eles. Ele “estava no comando” e Seu “poder supremo controlava os negócios dos governantes terrenos”. 4

– Os trinta anos do verso 1 muito provavelmente se referem à idade do profeta. Os sacerdotes (e, também, muito provavelmente Jesus – o grande modelo – e João Batista) começavam seu ministério com essa idade (Nm 4:3). 2, 4

– Ao descrever que “a mão de Deus” estava sobre ele (v. 3), o profeta testemunha que o poder divino repousou sobre ele. “Ezequiel sabia que esse estranho e novo poder que o impelia não era outro senão o poder de Deus”. 4

– A expressão “fogo a revolver-se” (v. 4), de acordo com o original em hebraico, indica um fogo que se alimentava continuamente, com o “surgimento constante de novas chamas”.4

– Os seres viventes (v. 5 e ss) representam querubins, anjos de ordem superior (ver 9:3; 10:15), e são atendentes do trono de Deus. 1, 2, 4

– O número quatro (v. 5, 8, 10, 15, 17) geralmente está associado na Bíblia aos quatro ventos (ou cantos) da terra, ou seja, evidencia o interesse e atividade das instrumentalidades celestiais em favor da salvação de toda a humanidade. 2

– Os querubins não tinham necessidade de se virar (v. 9), uma vez que tinham rostos olhando em todas as direções. 4

– O simbolismo dos quatro rostos dos querubins (v. 10, homem, leão, boi, águia) são também vistas em Apoc. 4:7 e denotam a complitude de “sua natureza, funções e propósito em cumprir o plano de Deus”(ref 3). Muitas outras sugestões tem sido feitas para este simbolismo, como: as qualidades de Jesus ressaltadas nos quatro evangelhos (proposto primeiramente por Irineu e ressaltado em pinturas e esculturas da Idade Média), as quatro tribos líderes de Israel, mas nenhuma delas é conclusiva. 2,3, 4.

– “Não é necessário imaginar que, a serviço de Deus, haja seres de quatro cabeças e quatro asas”. “As formas escolhidas para essa apresentação profética tinham o objetivo de simbolizar mensageiros celestiais na plenitude de sua função, capacidade e adaptabilidade”. 4

– Os relâmpagos do v. 14 denotam que os querubins viajavam em alta velocidade. 3; E também “a rapidez com que a obra de Deus será consumada”. A aparente demora só pode ser entendida à luz de 2Pe 3:9 (“…que nenhum pereça…”). Porém, “um dia, em breve, revestido de grande surpresa, o fim virá, mais rapidamente do que as pessoas imaginam”. 4

– As rodas (v. 16) que se interseccionavam, provavelmente denotam as intrincadas interações das ações humanas, todas, porém, sob o controle divino. 3 A estrutura e o arranjo singular das rodas apresentavam uma cena aparentemente confusa; contudo, os movimentos tinham perfeita harmonia”. 4

– A liberdade de movimentos dos querubins (v. 17) denota a onipresença de Deus; os olhos (v. 18), Sua onisciência. 1, 2, 3

– O som das asas dos querubins (o “tatalar”, v. 24) é descrito imperfeitamente como de muitas águas, uma catarata, mas sugere “a voz de uma grande multidão, como se inúmeros indivíduos estivessem envolvidos nos movimentos dos seres … e das rodas”. 4

– A repetição do ato de abaixar as asas, v. 24 e 25, “sugere um ato de reverência dirigido à Majestade, no alto” (v. 26), “quando a voz [de cima do firmamento] foi ouvida” (v. 25). “Os querubins pararam, os potentes sons de seu movimento cessaram, e suas asas se abaixaram e ficaram imóveis em atitude reverente”. 4

– O clímax da visão ocorre quando acima do firmamento cristalino o profeta viu algo semelhante ao “mais rico e profundo azul”. “Então, à medida que os detalhes foram se tornando mais nítidos, o profeta notou a forma de um trono”. 4

– O ser no trono, semelhante a um homem (v. 26), é identificado como Jesus, antes da encarnação. 3

– “Em visão, o profeta contemplou apenas uma representação do original … Ezequiel não viu o Ser divino em si, mas uma representação da Divindade. Ao descrever o Ser como um homem, o profeta empregou extrema cautela… ‘Ninguém jamais viu a Deus’ (Jo 1:18), e, assim, os seres humanos são incapazes de dar uma descrição de Sua verdadeira essência.” 4

– O arco íris em volta do resplendor do trono (v. 28) simboliza a misericórdia divina (ver Gên 9:13). 3

-“O arco-íris que fica ao redor do trono de Deus é a certeza do Seu eterno amor.” “É um ‘sinal da misericórdia de Deus para com o pecador arrependido’ (PP, 107)”. 4

– “O Deus que governa desde o Céu não é um Senhor ausente. Ezequiel viu o firmamento e o trono diretamente acima da cabeça dos seres viventes. Estes, por sua vez, estavam ao lado de cada uma das rodas que, quando paradas, tocavam o solo. É confortante saber que Aquele que Se assenta acima dos querubins está no controle de tudo, que Ele guarda Seu povo, que todos os poderes terrenos que buscam se exaltar contra o Deus do Céu serão subjugados, e que Deus será tudo em todos.” 4

 

Fontes:

1. Comentários da Bíblia Shedd

2. Comentários da Bíblia NVI Vida

3. Comentários da Andrews Study Bible

4. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4




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