Reavivados por Sua Palavra


I Pedro 2 by jquimelli

Comentário devocional:

Pedro não quer que seus leitores permaneçam estáticos em sua caminhada com Jesus. Nesse capítulo, ele exorta àqueles que experimentaram o novo nascimento (cap.1:23-25) a deixarem de lado tudo o que impede o crescimento espiritual e permanecerem em Jesus, a pedra angular. A nação judaica se escandalizou nAquele que ansiava fortalecê-los, tropeçou nAquele que deveria ser um degrau para a paz e a felicidade.

Um dos pontos altos do capítulo é o verso 9: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (ARC). Aqui Pedro escreve novamente acerca do sagrado convite dirigido àqueles escolhidos para o elevado privilégio de representar a Deus na terra. Os cristãos devem render louvor e honra a Jesus, que os chamou das trevas para a luz da verdade. 

Nas Escrituras, a luz frequentemente é utilizada para se referir à verdade (Mt. 4:16; Lc. 11:35). À medida que apontamos para a Bíblia como a fonte de luz e refletimos o amor de Jesus em nossas vidas, podemos ser agentes de restauração daqueles que vivem sem a certeza do amor de Deus por eles. 

Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/2/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I Pedro 2 
Comentário em áudio 



Hebreus 6 by jquimelli

Comentário devocional:

De todos os capítulos de Hebreus, esse é o que provavelmente mais tem causado consternação entre os cristãos. É realmente possível que uma pessoa possa ir além da graça de Deus? Existem pessoas que Deus realmente não pode perdoar? Sim, este capítulo diz que é possível.

Nos versos 1-3 o apóstolo diz que seus leitores precisam avançar em seu conhecimento do evangelho. Eles precisam comer o alimento espiritual dos adultos. Sua recusa em fazê-lo não só interrompe o crescimento, mas também pode levar à morte de sua relação com Cristo. Os versos 4-6 argumentam que o problema não é a possibilidade de haver um pecado grande demais para ser perdoado (pois o sangue de Jesus pode cobrir qualquer pecado, I João 1:7), mas que uma vez que o dom de Deus tenha sido apreciado e, em seguida, rejeitado, a pessoa assim neutraliza os meios que Deus usa para sua salvação. Na verdade, nesse caso possuir dons do Espírito pode causar mais distanciamento de Deus (vs. 7-8).

Felizmente, esse não é o caso da audiência da carta. Eles estão no caminho para a salvação. Eles precisam, no entanto, fazer duas coisas: (1) manter sua esperança até o fim e (2) ter paciência e perseverança (vv 9-12).

No resto do capítulo, o autor explica como realizar essas duas coisas. Os versos 13-15 descrevem Abraão como um exemplo de perseverança a imitar e os vs. 16-20 apresentam Jesus como a âncora firme da esperança do crente. Deus jurou a Abraão que através de sua descendência iria abençoar todas as famílias da terra (isto é, você e eu). Ao entronizar Jesus à Sua mão direita, Deus começou a cumprir Sua promessa a Abraão. É impossível que Ele esqueça do Seu juramento.

Jesus é a âncora de nossa alma!

Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary 
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/6/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 6 
Comentário em áudio 



II Timóteo 3 by jquimelli
19 de maio de 2015, 1:00
Filed under: crescimento espiritual, relacionamento, Vida Cristã | Tags: ,

Comentário Devocional:

O primeiro livro da Bíblia registra os primórdios da humanidade: “E o Senhor Deus formou o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente “(Gn 2: 7). Observe que Adão estava sem vida até que a sua forma empoeirada recebeu o sopro de Deus.

Ancorado neste registro histórico, Paulo afirma que a força da vida do cristão é encontrada nas Escrituras: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra “(vs. 16, 17).

Assim como a vida veio a Adão pelo sopro de Deus (Gn 2:7), a Escritura é o sopro de vida para a nossa alma, sem a qual estamos espiritualmente sem vida. Aqui reside o problema de todos os seres humanos descritos nos versos iniciais deste capítulo. Desprovido da vida das escrituras, suas almas estão à deriva em um mar de auto-gratificação. Nenhum Porto da Salvação ou Sólida Rocha existe na qual possam lançar âncora contra as tempestades e provações da vida.

Se não concentrarmos nosso tempo e energia à obtenção de um relacionamento com nosso Senhor, através do estudo diário da Bíblia e oração, o resultado final será evidente “aparência de piedade, mas negando o seu poder” (v. 5) para transformar a vida do vencedor.

A maioria dos habitantes da Terra estão longe de Deus, seu pensamento está continuamente em si mesmo. Eles andam de lá para cá sobre a terra à procura de um momento fugaz de prazer. E há pessoas cujos nomes estão registrados nos livros da igreja e que fielmente pagam o dízimo – eles podem até ser anciãos na igreja – mas, quando o sino do julgamento soar, eles restarão perdidos! Parecer importante e ter o nome listado no livro da igreja não fornece nenhum poder capaz de superar os pecados em sua vida.

Colocar-se em estreita proximidade com Cristo, através do estudo diário de Sua palavra viva, é a chave para se tornar tudo o que Deus quer que você seja. Esta proximidade permite que Ele introduza em você o Seu Santo fôlego de vida, tornando-o sábio para a salvação.

Torne sua a prática diária de escavar profundamente na palavra de Deus – siga os veios de ouro puro que levam diretamente ao seio daquEle que ama muito você. Ao você abrir as Escrituras, faça-o com reverência e santo temor. Lembre-se, você tem em suas mãos o sopro de Deus, pronto para infundir em você a força santificadora do Espírito Santo. “Ele [Jesus] soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (João 20:22). Lembre-se, tudo tem a ver com Deus! “Eis que farei entrar o Espírito em vós, e vivereis” (Ez. 37:5 ARA).

Que a nossa oração diária seja: “Senhor, introduza em mim o Seu Santo fôlego de vida.”

Jim Ayer
Vice-Presidente
Rádio Mundial Adventista
Conferência Geral

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2ti/3/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: II Timóteo 3
Comentário em áudio



II Timóteo 2 by jquimelli

Comentário Devocional:

Um soldado, um atleta, e um agricultor – Paulo usa essas personalidades marcantes para representar a viagem perseverante do cristão.
   – Quem é o soldado? Aquele que segue estritamente todas as ordens de seu comandante, mesmo no meio da batalha;
   – O atleta é a próxima comparação – bem treinado, disciplinado, focado na meta de vencer, independentemente do custo ou sacrifício pessoal;
   – E, finalmente, Paulo acrescenta o retrato do agricultor trabalhador e fiel que confia em Deus para a colheita. Meu avô era um fazendeiro como a maioria dos agricultores que conheci ao longo dos anos. Ele era muito metódico, inovador, de fala mansa, e até mesmo tranquilo. Depois de todo o seu trabalho duro e longas horas de calor, frio e períodos de seca, ele esperava uma colheita no outono.

Paulo, então, nos diz em termos inequívocos, que alguns dos nossos problemas podem vir de membros da igreja ou mesmo de um pastor, ancião, diácono ou diaconisa. O diabo quer nos arrancar de Deus e nos lançar longe da igreja. Ele pode usar alguém que você admira. Lembre-se que foi a “família da igreja” que crucificou a Cristo! Não se engane, não deixe frequentar a igreja por causa de alguém ou de algo que aconteceu. Paulo assevera no verso 19: “o firme fundamento de Deus permanece inabalável e selado com esta inscrição: ‘O Senhor conhece quem lhe pertence’” (NVI). Siga o conselho de Paulo e permaneça em alicerce seguro! Seja forte em Cristo e resista ao Diabo.

Caro cristão, 
   – seja forte como um soldado, seguindo as ordens do seu comandante: “afaste-se da iniquidade” (v. 19 NVI). Lembre-se: “Todas as Suas ordens são promessas habilitadoras” (PJ 176);
   – Mantenha os olhos fixos no prêmio, como um atleta disciplinado – para um dia poder estar perante junto ao seu irmão mais velho, Jesus;
   – E, finalmente, confie como o agricultor, que pacientemente suporta o calor escaldante, tempestades e a peste, e mantém plena fé de que Deus proverá uma colheita cheia de frutos: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5:22, 23, NVI).

Jim Ayer
Vice-Presidente
Rádio Mundial Adventista
Conferência Geral

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2ti/2/
Traduzido/adaptado por JAQ/GASQ

Texto bíblico: II Timóteo 2
Comentário em áudio 



Gálatas 1 by jquimelli
13 de abril de 2015, 1:00
Filed under: correção, crescimento espiritual, Evangelho, salvação | Tags:

Comentário devocional:

Gálatas é uma carta curta e fascinante, tendo em vista que parece ser a mais antiga epístola de Paulo, escrita, talvez, um pouco antes do Concílio de Jerusalém em 50 d.C. Ela nos proporciona uma janela interessante para observar os primeiros dias da igreja, quando os gentios começaram a responder ao evangelho em grande número. Uma igreja em crescimento parece algo bom para nós, entretanto nem todos estavam felizes com isso. Alguns na igreja estavam convencidos de que os crentes gentios convertidos deveriam tornar-se judeus antes de se tornarem cristãos. Isso significa que os homens gentios deveriam ser circuncidados (cf. Atos 15:1).

Apesar de Paulo não se opor pessoalmente a importância da obediência, ele percebeu que esse tipo de teologia, na verdade, minava o próprio fundamento do evangelho – a plena suficiência de Cristo para a salvação. Ao insistir na circuncisão, esses indivíduos dentro da igreja estavam estabelecendo um comportamento humano como pré-requisito para a salvação. E isso é legalismo. Gálatas é um apaixonado apelo de Paulo aos novos crentes gentios a permanecerem fiéis ao evangelho.

Como parte de sua saudação de abertura, Paulo nos lembra de que a salvação está enraizada no que Jesus já fez pela raça humana ao entregar a Sua vida como um sacrifício substitutivo pelos nossos pecados. Seu sacrifício traz consigo não só o perdão, mas também a liberdade do poder escravizador dos pecados (v. 4). Essa mensagem do evangelho não era algo que Paulo inventara, ele a tinha recebido diretamente de Cristo ressuscitado desde o momento em que lhe apareceu no caminho de Damasco, transformando-o de perseguidor a um seguidor do próprio Cristo (vs. 11-24).

E quanto a nós? Por meio de nossas palavras e ações estamos inadvertidamente substituindo a plena suficiência de Cristo para a salvação por alguma forma de comportamento humano?

Que o tempo dedicado ao estudo das cartas de Paulo fortaleça em nós a certeza de que o evangelho diz respeito ao que Cristo fez, e que a nossa obediência é apenas o resultado de estarmos firmados em Cristo.

Carl P. Cosaert

Universidade Walla Walla

Estados Unidos

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/gal/1/

Traduzido por: JAQ/JDS/IB

Texto bíblico: Gálatas 1

Comentários em áudio 



II Coríntios 13 by jquimelli
12 de abril de 2015, 1:00
Filed under: correção, crescimento espiritual | Tags: ,

Comentário devocional:

Paulo termina esta carta (que é, pelo menos, a terceira de uma série de cartas) com a promessa de visitá-los uma terceira vez (v. 1). Ele lhes promete: “quando voltar, não os pouparei” (v 2). Tendo em vista que haviam exigido prova de que Cristo estava falando através de Paulo, agora deveriam estar preparados para Cristo demonstrar o Seu poder (v. 3). 

Como um apóstolo, Paulo aconselha os crentes de Corinto que se examinem cuidadosamente para verificar se ainda estão na fé verdadeira e plena (vs. 5). Sua oração era que eles fizessem essa avaliação pessoal e se afastassem de qualquer maldade (v 7).

A igreja de Corinto nos lembra que uma igreja perfeita não existe e não existiu mesmo entre os primeiros crentes. Enquanto a igreja do Novo Testamento muitas vezes é mostrada como modelo, é ainda mais importante aprender com os erros daquela igreja. Conflitos e problemas traziam perturbação tanto naquela época como hoje. Ao contemplarmos as dificuldades devemos nos lembrar da promessa: “nada podemos contra a verdade, mas somente em favor da verdade” (v. 8). A verdade triunfa e triunfará porque é a expressão do caráter de Deus.

Como crentes, temos a responsabilidade de usar toda a influência que temos para construir a igreja. Paulo afirma que preferiria em muito usar sua autoridade apostólica para edificar e não para disciplinar os membros (v. 10).

Paulo se despede (vs. 11-13) com palavras que demonstram sua afeição pessoal. O modo como ele finaliza a carta é significativo: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês” (v 14). Esta declaração trinitária de claro contexto de igualdade entre as pessoas da divindade nos é um lembrete de como aqueles crentes, e todos os crentes cristãos deveriam agir em relação uns aos outros. Compartilhamos da mesma esperança e devemos preservar os laços de apreciação uns pelos outros até que todos nos reunamos com o nosso Senhor, Jesus Cristo, em sua segunda vinda.

Michael Campbell
AIIAS
Filipinas
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2co/13/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: II Coríntios 13 
Comentários em áudio



II Coríntios 13 – Comentários selecionados by jquimelli

1 Duas ou três testemunhas. Este capítulo constitui a última mensagem escrita de Paulo aos coríntios. Um estado crítico de declínio espiritual ainda prevalecia em parte da igreja (2Co 12:20, 21), pelo qual as epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3), uma possível segunda visita de Paulo (ver com. de 2Co 12:14) e a obra de Tito (2Co 2:13; 7:6, 13, 14; 12:18) parecem ter realizado pouco ou nada para reverter. Paulo adverte os membros a respeito desse grupo voluntarioso (2Co 13:1-4). Resta apenas uma alternativa: lidar com eles firme e severamente no poder e autoridade de Cristo. Na expectativa de seu procedimento pretendido ao discipliná-los, Paulo cita uma reconhecida lei judaica (Nm 35:30; Dt 17:6; 19:15), a qual Cristo referendou (Mt 18:16). Numa visita anterior, Paulo tinha tratado esse grupo rebelde com leniência e evitou tomar medidas decisivas contra ele. O grupo interpretou essa atitude como fraqueza, até mesmo como covardia da parte de Paulo. O apóstolo se referiu àquela visita como uma experiência humilhante (2Co 2:1, 4; 12:21). A minoria insubordinada constantemente pedia prova de sua autoridade apostólica (ver com. de 2Co 2:1; 12:14). CABSD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1022.

Já o disse anteriormente. Isto é, nas epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3; cf. 1Co 4:13-19). Na visita anterior, ele fez o mesmo verbalmente (ver com. de 2 C o 12:14). Eles foram advertidos por um considerável período de tempo. CABSD, vol. 6, p. 1022.

E a todos os mais. Paulo dirige esta advertência à igreja como um todo, para que ninguém diretamente envolvido fosse simpático aos acusados. CABSD, vol. 6, p. 1022.

Não os pouparei. Eles tiveram chance de se arrepender. Caso se mantivessem obstinados, seriam sujeitos à mais rígida disciplina da igreja. CABSD, vol. 6, p. 1022.

3 buscais prova de que, em mim, Cristo fala. Paulo tinha sido poderoso em verdade, em doutrina, em livrar pessoas do pecado, em levar-lhes regeneração espiritual e em realizar milagres (2Co 12:12), para que houvesse entre os próprios coríntios cartas vivas para Cristo (2Co 3:3). A evidência de seu apostolado era irrefutável a todos os que a examinassem francamente (ver com. de 2Co 12:11, 12). Tiveram evidência abundante de que Cristo falara por meio de Paulo. No entanto, mercenários não são impressionados por esse tipo de evidência (1Co 2:14-16). Na verdade, os inimigos de Paulo acusam Cristo, não Paulo. CABSD, vol. 6, p. 1023.

4 Crucificado em fraqueza. Paulo encontra consolo no pensamento de que ninguém deveria parecer mais fraco e indefeso que Cristo enquanto pendia na cruz em vergonha e agonia. Contudo, Cristo vive e é exaltado (Fp 2:6-9). Todos os que seguem a Cristo podem esperar partilhar não apenas Sua humilhação, mas também Sua força, que é “aperfeiçoada” na fraqueza (2Co 12:9; cf. Rm 6:3-6). CABSD, vol. 6, p. 1023.

Vive pelo poder de Deus. Os rebeldes coríntios teriam que lidar com o Cristo vivo “pelo poder de Deus”, não apenas com um Paulo “fraco”, como pensavam. CABSD, vol. 6, p. 1023.

Nós somos fracos. Paulo admite sua fraqueza, mas se gloria no poder de Cristo que opera nele e por meio dele (ver 2Co 11:30; 12:9, 10), a despeito de sua fraqueza. CABSD, vol. 6, p. 1023.

Pelo poder de Deus. Os coríntios testemunharam deste poder e o experimentaram. Não podiam negá-lo. CABSD, vol. 6, p. 1023.

5 Examinai-vos. Começando com o v. 5, Paulo desvia a atenção de si mesmo e desafia os coríntios a olhar para eles mesmos criticamente. Eles seriam cristãos genuínos? Cada seguidor de Cristo pode examinar a vida pessoal diariamente. Se fôssemos mais autocríticos, criticaríamos menos os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.

A vós mesmos. Muitos dos coríntios estavam mais prontos a julgar os outros do que a si mesmos (ver 1Co 11:31, 32; cf. Gl 6:4). Antes de serem competentes em julgar os outros, as pessoas devem se provar. Deveríamos estar dispostos a aplicar a nós mesmos o teste que aplicamos aos outros (ver com. de Mt 7:1-5). A trave deve ser removida de nossos olhos. As pessoas geralmente se inclinam a ter uma visão muito favorável de si mesmas, de seu caráter e importância. Restringem a avaliação pessoal, a fim de que não descubram que não são tudo o que imaginam. Poucos conseguem suportar verem-se como realmente são. … Em vez de se encararem como realmente são, focalizam as faltas alheias. Agindo assim, perdem de vista as faltas pessoais e se convencem de que são b em melhores do que os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.

Na fé. Não no sentido doutrinário, mas prático. Paulo se refere a uma profunda convicção com respeito ao relacionamento pessoal com Deus; confiança e fervor santo nascem da fé em Cristo como Senhor e Salvador. CABSD, vol. 6, p. 1023, 1024.

Jesus Cristo está em vós? Isto é, vivendo os princípios da vida perfeita de Cristo na vida pessoal (ver com. de Rm 8:3,4; Gl 2:20). CABSD, vol. 6, p. 1024.

Reprovados. Do gr. adokimoi, literalmente, “reprovar em teste”. Reprovar no teste era evidência de que Cristo não estava neles e que não eram cristãos genuínos. CABSD, vol. 6, p. 1024.

6 Mas espero reconheçais que não somos reprovados. Paulo sinceramente espera passar no teste do apostolado aos olhos dos coríntios. CABSD, vol. 6, p. 1024.

Embora sejamos tidos como reprovados. Mesmo que eles não vissem em Paulo a evidência de apostolado genuíno, ele esperava que evidenciassem ser cristãos genuínos. Paulo estava disposto a ser considerado um fracassado, se isso os ajudasse a ser bem-sucedidos. CABSD, vol. 6, p. 1024.

8 Nada podemos contra a verdade. Isto é, a verdade como em Cristo Jesus, a verdade da salvação como apresentada na Palavra de Deus (Jo 1:14, 17; 8:32; Gl 2:5, 14). A verdade eterna permanece inalterada independentemente do que as pessoas façam. Os inimigos da verdade sempre falharam. Se os coríntios fossem dedicados à verdade não teriam nada a temer, pois ela os tornaria invencíveis. Quando as pessoas se colocam ao lado da verdade, Deus aceita a responsabilidade pela segurança delas e por seu triunfo eterno. CABSD, vol. 6, p. 1024.

9 Porque nos regozijamos quando nós estamos fracos e vós fortes. Paulo ficaria feliz em parecer fraco na aplicação de poder disciplinador, se eles fossem fortes nas graças do Espírito (ver com. do v. 6) e refletissem o caráter de Cristo. CABSD, vol. 6, p. 1024.

Aperfeiçoamento. Ou, “solidez”, “completude”. Paulo anseia ver seus conversos alcançarem a maturidade cristã, com os dons, talentos, faculdades, tendências e apetites devidamente ajustados. Ele deseja que a igreja seja reunida em amor, cada membro do corpo funcionando adequadamente sob o controle da habitação do Espírito (ICo 12:12-31). CABSD, vol. 6, p. 1024. 

10 Que o Senhor me conferiu para edificação. O propósito da autoridade do evangelho é a edificação da igreja, o aperfeiçoamento dos santos (Jo 3:17; 20:21-23). Por mais necessário que seja o exercício desse poder em favor da disciplina, ele é inevitavelmente a segunda melhor opção. Não seria agradável a Paulo expulsar um membro da igreja, portanto, ele agiria com severidade apenas como último recurso. CABSD, vol. 6, p. 1025.

11 Consolai-vos. Os coríntios deveriam se encorajar e fortalecer mutuamente a fazer o bem. Nesse caso, não teriam tempo para se devorarem uns aos outros. CABSD, vol. 6, p. 1025.

Sede do mesmo parecer. A unidade cristã foi o objeto da última oração de Cristo por Seus discípulos (Jo 17:11, 21-23). A suprema necessidade da igreja de Corinto era a “unidade do Espírito no vínculo da paz” (ver E f 4:2-7). CABSD, vol. 6, p. 1025.

Vivei em paz. Ou, “vivei em harmonia”. A paz é um dos maiores legados que Cristo transmitiu a Sua igreja (Jo 14:27; 16:33; cf. Jo 20:21, 26; At 10:36). Sempre foi parte essencial do evangelho cristão e um teste de experiência cristã ( Rm 5:1; 10:15; 14:17, 19; 1Co 14:33; Ef 2:14). À altura de sua capacidade, o cristão deve viver em “paz com todos os homens” (Rm 12:18). Se a paz exterior não é possível devido a fatores além do controle do cristão, ele ainda pode desfrutar paz no coração. CABSD, vol. 6, p. 1025.

12 Com ósculo santo. Nos tempos da Antiguidade, e em várias partes do mundo hoje, esta é uma forma cordial de saudação. Era um beijo dado na bochecha, na testa, nas mãos ou mesmo nos pés, mas nunca nos lábios. Assim, homens saudavam homens e mulheres saudavam mulheres. O costume se originou nos tempos do AT (Gn 29:13). Expressava afeição (Gn 27:26, 27; 1Sm 20:41), reconciliação (Gn 45:15), despedida (Rt 1:9, 14; 1Rs 19:20) e homenagem (1Sm 10:1). … Entrou em uso geral pelos cristãos apostólicos como um símbolo de paz, boa vontade e reconciliação (Rm 16:16; 1Co 16:20; 1Ts 5:26). CABSD, vol. 6, p. 1025.

Os santos. Ver com. de At 9:13; Rm 1:7. Os cristãos são denominados assim no NT porque foram chamados a viver vida santa. Paulo faz referência especial aos cristãos da Macedônia, onde ele se encontrava no momento da escrita. CABSD, vol. 6, p. 1025.

13 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. Ver com. de Rm 3:24; 2Co 1:2. Este versículo é único porque, em todo o NT, ocorre apenas aqui em sua forma completa que seria conhecida como a bênção apostólica. Desde os tempos antigos, tornou-se parte da liturgia da igreja. A bênção também era pronunciada em batismos e no encerramento das reuniões cristãs. Junto com Mateus 28:19 este versículo fornece a síntese mais completa e explícita da doutrina da Trindade (ver Nota Adicional a João 1). A ordem dos nomes da Divindade apresentada neste versículo difere da ordem apresentada em Mateus. Geralmente, nas epístolas de Paulo, o nome do Pai precede o do Filho (Rm 1:7; 1Co 1:3; 2Co 1:2). Aqui, a ordem está invertida. A fórmula de despedida do AT, a bênção araônica, também era de natureza tripla (Nm 6:24-26). 0 teste da verdadeira experiência cristã é companheirismo e comunhão com Deus por meio do Espírito Santo. CABSD, vol. 6, p. 1025.

Com todos vós. Logo após enviar esta carta, Paulo fez outra visita a Corinto e passou três meses ali (At 20:1-3), tempo durante o qual escreveu as epístolas aos Romanos e aos Gálatas. Essa atitude sugere que os crentes coríntios aceitaram sua segunda epístola e agiram em harmonia com o conselho dado. Na epístola aos Romanos, Paulo indica que teve bondosa recepção em Corinto (Rm 16:23). Além disso, a coleta em Corinto para os pobres em Jerusalém foi bem-sucedida (Rm 15:26-28). Os registros da igreja apostólica não fornecem informação adicional a respeito da igreja de Corinto até o final do século, quando Clemente de Roma endereçou uma carta a eles. CABSD, vol. 6, p. 1025.




%d blogueiros gostam disto: