Reavivados por Sua Palavra


Tiago 5 by jquimelli

Comentário devocional:

Num futuro próximo, os cidadãos do mundo que alcançaram uma boa situação financeira por meios desonestos estarão chorando por causa dos problemas que sobrevirão a todos. Se obtivemos sucesso financeiro através de meios egoístas, nosso dinheiro e todos os bens que possuirmos se tornarão inúteis. Nossas roupas caras serão destruídas por traças e nossas preciosas moedas acumuladas se enferrujarão (vs. 1-3).

Precisamos prestar atenção à forma como tratamos os outros. Alguns nem sequer pagam um salário adequado aos seus trabalhadores. Estes clamam a Deus em desespero diante da injustiça sofrida. Deus tem ouvido seus clamores. Muitos vivemos como se não houvessem conseqüências para as escolhas que estamos fazendo. A vida é tão curta, podemos estar aqui num dia e não estarmos no próximo (vs. 4-6).

Estamos nós sofrendo? Encontramos dificuldades em cada curva da jornada da vida? Precisamos levar nossos problemas ao nosso Pai celestial (v. 13a). Ele nos dará a força necessária para seguirmos em frente através das dificuldades da vida. Por outro lado, se tudo está bem conosco, alegremo-nos pelas bênçãos e favor divinos em nossa vida (v. 13b).

Lembremo-nos que devemos confessar nossos pecados somente a Deus e admitir nossos “erros” para os outros (v. 16a). Precisamos orar uns pelos outros, e se Deus em Sua grande misericórdia escolher nos curar, Ele o fará (v. 16b). As orações sinceras e consistentes dos justos têm um poder tremendo junto ao Senhor. As orações coletivas de Seu povo em prol dos necessitados tocam o coração de Deus.

Se trazemos alguém de volta para Deus, salvamos essa pessoa da morte eterna e a conduzimos a uma vida melhor neste mundo (vs. 19, 20). Seus pecados serão lançados nas profundezas do mar para nunca mais ser revelados. A pessoa receberá a vida eterna. O lado bom de tudo isso é que o Senhor nos escolheu para desempenhar um papel em trazer um “filho pródigo” para casa, para os braços amorosos de seu Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Robin Pratt
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jam/5/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Tiago 5 
Comentário em áudio 



Tiago 5 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg

1 Atendei, agora. A dura repreensão no cap. 4:13 se dirige àqueles que buscam riquezas sem considerar o plano de Deus para sua vida. Tiago reprova aqueles que alcançaram seu objetivo material e enriqueceram. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 586.

3 Testemunho. Essa ferrugem que indica que as posses não foram usadas será uma evidência clara contra os “ricos” no dia do juízo. O dinheiro que possuíam foi acumulado com egoísmo, quando poderia ter sido usado no serviço de Deus e para o próximo. A destruição de seus tesouros prevê sua condenação iminente. Homens do AT tinham o costume de deixar seu dinheiro num lugar secreto que consideravam seguro (Is 45:3), pois não havia bancos para se depositarem fundos particulares. CBASD, vol. 7, p. 587.

5 Vivido regaladamente. Do gr. truphaõ, “ter uma vida tranquila e luxuosa”. As riquezas acumuladas à custa do pobre são gastas na busca do prazer. CBASD, vol. 7, p. 588.

Resistência. Do gr. antitassõ, “opor-sé”, “oferecer resistência”. O testemunho desses justos “condenados” e maltratados se levantará em terrível condenação de todos os opressores no dia do juízo. Os justos oprimidos não podem resistir à tirania dos ricos nesta vida, e terão justiça somente quando Deus Se levantar para vingar a causa deles. Então, lhes será feita justiça: eles serão recompensados, e os opressores ímpios, destruídos (v. 3 , 5). CBASD, vol. 7, p. 588.


Uns dos outros. Depois de exortar seus leitores a serem pacientes para suportar as injustiças dos ricos opressores (v. 7), o apóstolo os exorta a serem pacientes uns com os outros. Cristãos que enfrentam com destemor as mais severas injustiças às vezes se tornam impacientes com problemas menores dentro da igreja. Os cristãos precisam do encorajamento de seus irmãos de fé ao enfrentarem aflições. CBASD, vol. 7, p. 589.


11 Perseveram. A fidelidade constante em meio aos problemas (Tg 1:3) revela lealdade completa a Deus e se torna um requisito para a vida eterna (Mt 10:22; 24:13). Quando os membros da igreja passam por dificuldades, podem reclamar as mesmas bem-aventuranças. CBASD, vol. 7, p. 590.


12 Sim sim. Quando as palavras de uma pessoa se provam verdadeiras por meio de seus atos, ela não terá a necessidade de reforçá-las com um juramento.  CBASD, vol. 7, p. 590.


15 Oração da fé. A falta de fé é um obstáculo para a cura (Mc 6:5), assim como para a salvação (Ef 2:8). A pessoa que possui fé confia na sabedoria e no amor de Deus e busca se identificar com Seu desígnio e cumpri-lo. Por isso, a oração da fé é a oferecida pela pessoa que se destaca por sua fé. CBASD, vol. 7, p. 591.

16 Confessai. O primeiro requisito da fé sincera na oração é a consciência limpa. As faltas cometidas em segredo devem ser confessadas a Deus. Pecados que envolvam outras pessoas devem ser confessados também aos que sofreram dano. Uma consciência culpada é uma barreira à fidelidade completa a Deus e um entrave à oração. CBASD, vol. 7, p. 592.

19 Meus irmãos, se algum. Tiago conclui sua epístola de advertência e instrução, demonstrando seu interesse solícito pela salvação de cada um dos leitores. A nota dominante da epístola de Tiago é a preocupação com o bem-estar eterno de seus amados irmãos. CBASD, vol. 7, p. 593.


20 Cobrirá. Do gr. kalu-ptõ, “cobrir”, “velar” (SI 32:1; IPe 4:8). Quando a pessoa se converte, é como se seus pecados fossem lançados “nas profundezas do mar” (Mq 7:19). Tiago conclui sua majestosa exortação a seus irmãos de fé com a tônica do NT: o resgate do ser humano de seus pecados e sua restauração à estatura plena de Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 594.



Hebreus 13 by jquimelli
6 de junho de 2015, 1:00
Filed under: oração, Vida Cristã | Tags: , ,

Comentário devocional:

Hebreus 13 encerra a carta com uma exortação prática. O autor não continua ascendendo em sua poderosa exposição teológica a respeito do que Deus realizou através de Jesus. Ele pousa seus pensamentos em conselhos práticos para uma congregação que precisa muito deles. Ele os conhece bem.

No início de sua história, os destinatários da carta experimentaram a bondade da palavra de Deus, provaram o dom celestial e tiveram uma experiência com o Espírito Santo (Heb 4:6). Eles testemunharam poderosos sinais e maravilhas e vários milagres que confirmaram sua fé (2:4), e responderam com obras de amor e serviço em prol dos santos (6:10). Mais tarde, no entanto, eles perderam seus bens e foram expostos publicamente a vergonha e aflição por causa de sua fé (10:32). Alguns deles tinham sido postos na cadeia e não tinha sido liberados (13:2). Depois vieram os falsos mestres (13:9-10) e as tentações do sexo e do dinheiro (13:4-6). Outros não conseguiram crescer em conhecimento (5:11-14) e os seus corações haviam endurecido pelo engano do pecado (3:12-13).

O autor argumenta que as pequenas coisas importam. Os versos 1-3 nos dizem que o amor fraternal é necessário. A hospitalidade é um dos meios que Deus usa para nos abençoar e visitar os presos faz parte de nossos deveres como membros do corpo da igreja. 

Os versos 4-6 falam sobre as tentações do sexo e da avareza. Assim como raízes de amargura, esses pecados começam pequenos, mas produzem um fruto amargo. 

Os versos 7-17 falam sobre a importância de valorizar os ensinamentos dos líderes da igreja – qualidade muito necessária hoje, quando a independência é vista como um sinal de maturidade.Os líderes podem ajudar-nos a discernir o perigo de falsos ensinamentos e a nos concentrarmos na esperança que temos e nas boas obras. 

O autor de Hebreus termina pedindo orações intercessoras a seu favor. Ele conclui apelando aos irmãos para que ouçam a sua “palavra de exortação”. Que, ao lermos essas palavras, entendamos que fazemos parte desses “irmãos”, e que também precisamos ouvir essa “palavra de exortação” hoje.

Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary 
Estados Unidos

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/13/
Traduzido por JAQ/JDS/GASQ
Texto bíblico: Hebreus 13 
Comentário em áudio



Efésios 3 by jquimelli
21 de abril de 2015, 1:00
Filed under: oração | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Eu sempre me sinto incentivado quando ouço crentes dizerem coisas positivas a respeito da igreja. No entanto, os mais entusiastas entre nós certamente estão aquém do testemunho exuberante de Paulo sobre a igreja em Efésios 3.

Paulo começa falando acerca de suas orações em favor dos crentes em Éfeso (v 1; cf. 1:15-23), mas interrompe para discutir a maravilha da criação da igreja por Deus (vv 2-13.). Ao longo de seu texto chegamos a entender coisas importantes sobre o “plano” ou o “mistério” de Deus, antes que ele encerre seus pensamento sobre a oração:
    • Na eternidade, Deus concebeu o “mistério” ou o Seu “plano” para a igreja (vs. 3-5, 9, 11).
    • Através da vida e morte de Jesus, o Seu plano, oculto há tanto tempo, é “realizado” (v. 11, NVI; cf. 2:. 11-22).
    • Através da revelação, Paulo compreende “o mistério” da igreja e o fato surpreendente de que os gentios tem o pleno direito de participarem dela (vs. 3-6).
    • Paulo participa na ampla divulgação dessa boa notícia como pregador aos gentios das “insondáveis riquezas de Cristo” (vs. 8-9, NVI).
    • Com muitas pessoas ganhas para Cristo, a igreja, composta de judeus e gentios, exibe “a multiforme sabedoria de Deus” aos “poderes e autoridades nas regiões celestiais,” (v. 10, NVI), anunciando sua futura condenação ( cf. 6:10-20). O plano de unir todas as coisas em Cristo (1:10) está em curso e acontecerá sem demora.

Esta compreensão da Igreja motiva Paulo a orar pelos crentes em Éfeso. Imagine-o, agora, fazendo a oração sincera dos versos 14-21 em favor de você. Imagine-o orando para que você seja cheio de “toda a plenitude de Deus” (v. 19. NVI) e participe plenamente no mistério incrível de uma igreja unificada.

John McVay
Universidade Walla Walla
Estados Unidos



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eph/3/
Traduzido por: JAQ/JDS
Texto bíblico: Efésios 3 
Comentários em áudio 



Atos 22 by jquimelli
20 de fevereiro de 2015, 1:00
Filed under: conversão, oração, sofrimento | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Quando o comandante Cláudio Lísias prendeu Paulo no templo, ele e seus soldados rapidamente o levaram pelas escadas para a Fortaleza de Antônia, salvando Paulo da turba. O comandante supôs ser Paulo um infame encrenqueiro do Egito, a quem não tinha conseguido apanhar. Para surpresa do comandante, Paulo falou com ele em grego, dizendo que era, na verdade, um judeu de Tarso (Atos 21:37-39), e não egípcio. A cidade de Tarso era um centro cultural e intelectual no Império com uma grande comunidade judaica. Paulo perguntou se ele poderia se dirigir à turba. Assim que ele começou a falar em hebraico [ou: aramaico, NVI] , a multidão se acalmou (Atos 22:1, 2). Ele se dirigiu a eles como “irmãos e pais”. Paulo tinha sido ensinado pelo famoso rabino Gamaliel e havia sido membro do Sinédrio. Ele lhes contou como era zeloso e que havia perseguido os cristãos em todos os lugares. Até que um dia encontrou Jesus no caminho de Damasco e Jesus lhe falou em hebraico (Atos 26:14,15).

Ellen White preenche as lacunas. O então Saulo começou a duvidar de suas investidas contra os cristãos, quando testemunhou o martírio de Estêvão. Sua mente se perturbou profundamente. Apesar disso, ele convenceu a si próprio que o Sinédrio devia ter alguma razão para condenar Jesus como um impostor. Ele não conseguia esquecer da fundamentação clara de Estevão, quando julgado pelo Sinédrio, de que Jesus era o Messias prometido. “Nessas ocasiões ele havia lutado noites inteiras contra esta convicção, e sempre terminara por manter a crença de que Jesus não era o Messias, e que Seus discípulos eram fanáticos iludidos” (Atos dos Apóstolos, pp. 116,117). Isto é, até que Jesus o encontrou face a face.

Há um outro fator que contribuiu para a conversão de Saulo, o perseguidor, para o apóstolo Paulo. Jesus disse a seus discípulos: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mt 5:44 NVI). Parece-me que isto foi exatamente o que a igreja primitiva deve ter feito. Eles oraram por Saulo, um homem com tanto ódio, e o Senhor Jesus ouviu suas orações. Então, o que Jesus fez? Ele retribuiu o perseguidor com uma visita pessoal.

Poucos dias atrás, ouvi de um missionário que fez duas visitas a cristãos que estavam sendo perseguidos e mortos por um grupo terrorista. Algumas mulheres compartilharam histórias de tanta dor que a única resposta do missionário foi o silêncio. Em seguida, uma das mulheres começou a orar pelos perseguidores. Quantos inimigos da cruz poderiam se tornar seus campeões se orássemos por eles?

Ron E. M. Clouzet
Diretor de Evangelismo do Instituto NAD
Professor de Ministério e Teologia do Seminário da Universidade Andrews

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/22/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Atos 22 
Comentário em áudio 



Amós 7 by jquimelli

Comentário devocional:

Este capítulo apresenta três das cinco visões de Amós a respeito dos juízos que cairiam sobre Israel (vv. 1-9), assim como o confronto do profeta com Amazias, o sacerdote de Betel (vv. 10-17).

O primeiro juízo é a fome (v.1). “Gafanhotos”, como instrumentos da ira divina, vieram sobre a terra para destruir a sua beleza e seus frutos trazendo carestia e fome aos habitantes. Deus é longânimo para com as pessoas, mas não para sempre; especialmente quando se trata de grandes iniquidades. No entanto, o juízo veio misturado com a misericórdia de Deus. Os insetos comeram apenas o último crescimento da grama, que é de pouco valor em comparação com o primeiro.

Observe que as misericórdias que Deus continua a nos dar são mais numerosas e mais valiosas do que aquelas que Ele tira de nós. Isso deve nos tornar mais submissos em gratidão à Sua vontade quando decepções vierem.

Vendo a terrível obra dos gafanhotos, Amós intercede em favor de Israel (v. 2). Os profetas sempre oraram por aqueles a quem profetizaram, e, assim, mostraram que, apesar de denunciarem o pecado das pessoas, não tinham prazer na sua destruição.

A próxima visão, o julgamento pelo fogo (v.4) mostra que Deus tem muitas maneiras de humilhar uma nação pecadora. Esse fogo abrasador sobre a plantação seca, trazida por Deus, fez coisas terríveis; e ainda consumiu os reservatórios profundos de água, deixando claro que nada pode interromper as visitações de Deus.

Mais uma vez, o profeta intercedeu em favor dos pecadores. Ele reconheceu que Israel havia se tornado mais humilde diante dos castigos anteriores. Então, devido a intercessão profética, o Senhor postergou os Seus juízos.

A terceira visão, do fio de prumo (v.7), nos lembra que Israel era como uma parede forte que o próprio Deus havia construído. Mas agora Deus está em cima do muro com um fio de prumo, para medi-la e trazer juízos sobre ela porque não estava à altura de Suas expectativas. A punição seria certa. Observe que virá um tempo quando aqueles que foram poupados logo não mais o serão.

Apesar da  intercessão de Amós em favor de Israel, este continuou em pecado. Além disso, perseguiu o profeta. Amazias, o sacerdote-chefe da adoração do bezerro em Betel, queixou-se ao rei Jeroboão sobre o profeta, sem mencionar a sua oração de intercessão por eles. Note-se que os que mais fingem ter santidade são geralmente os piores inimigos de quem está realmente santificado.

Amos profetizou/fez aquilo que Deus o designara a fazer (vv. 14,15). Ele testemunhou que Deus o chamara enquanto era apenas um pastor, não para temer o homem, mas fazer a Sua vontade. Suas habilidades vinham de Deus (v. 12). Ele era um profeta, e não por profissão ou modo de ganhar a vida com isso, mas foi chamado para honrar a Deus, servir as pessoas, e fazer o bem.

Amós condena Amazias por denunciar os juízos de Deus (vv. 16,17). Quando Amazias ordenou que Amós ficasse em silêncio, o profeta profetizou contra sua esposa e seus filhos. Sua mulher seria tratada como uma prostituta; seus filhos e suas filhas seriam mortos pela espada de guerra; e o próprio Amazias viveria para ver isso e, em seguida, seria levado cativo para morrer em uma terra estrangeira. Amazias havia ensinado o povo a adorar ídolos e por isso o Senhor o destruiria por seus pecados. 

As interações de Deus com o seu povo nos mostram que Ele é muito paciente, mas não tolera o pecado. O dia do acerto de contas chegará para todos nós, por isso peçamos a Deus que nos ajude a vivermos em harmonia e fazermos as pazes com Ele no dia que se chama hoje.

Deepati Vara Prasad, Ph.D.

Watchman Publishing House, Índia



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/7/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Amós 7 

Comentário em áudio  



Daniel 10 by jquimelli

Comentário devocional:

Neste capítulo, é a vez de Daniel ter uma visão da glória de Deus, à semelhança de Ezequiel (Ez. 1). Na Bíblia, a glória de Deus sempre se manifesta quando o Senhor tem algo muito importante a revelar. Nos cap. 11 e 12, de fato, Deus revela a Seu servo fatos importantes que envolverão Seu povo.

A presença poderosa do Rei do universo é majestosa demais para que mortais suportem permanecer na sua presença. Mesmo sem ver o que acontecia, os companheiros de Daniel fugiram, amedrontados (v. 7), e Daniel, que teve um vislumbre da glória divina, caiu desfalecido. Somente a força concedida através do mensageiro celestial o pôde suster naquele momento (v. 8 e 9).

Após orar e jejuar durante três semanas inteiras (v. 2 e 12), Daniel recebe o mensageiro Gabriel que lhe diz que suas palavras, ditas em espírito de humildade, foram ouvidas no Céu desde que ele iniciara a sua oração. Que maravilha saber que nossas orações são ouvidas pelo Pai no mesmo momento que as iniciamos! Jamais saberemos neste mundo as forças espirituais que as nossas orações moveram em favor de quem intercedemos.

Gabriel revela que desde o momento do início da oração de Daniel, ele viera atuar sobre o rei da Pérsia, mas durante estes 21 dias, o ”príncipe da Pérsia” lhe havia resistido, com tanta intensidade que foi necessário que Miguel, o “Príncipe dos exércitos do Céu” (v. 13, Clear Word), ou seja, o próprio Cristo viesse ajudá-lo a conseguir a vitória.

A citação da expressão “príncipe da Pérsia” em oposição ao “Príncipe dos exércitos do Céu” revela a guerra espiritual que se trava nos bastidores dos poderes governantes terrenos. Alguma decisão muito importante que envolvia o povo de Deus estava nas mãos de Ciro, provavelmente a retenção do povo de Deus na Babilônia ou a proibição da reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém. 

“Durante três semanas Gabriel se empenhou em luta contra os poderes das trevas, procurando conter as influências em operação na mente de Ciro. […] Tudo que o Céu podia fazer em favor do povo de Deus foi feito. A vitória foi finalmente ganha; as forças do inimigo foram contidas todos os dias de Ciro e todos os dias de seu filho Cambises” (PR, 572).

Gabriel ainda diz que quando a influência divina fosse retirada de sobre os governantes persas, viria o príncipe da Grécia (v. 20). As forças do mal agiriam, trazendo a ruína aos persas, através de Alexandre, o líder dos exércitos grecomacedônicos.

Deus respeita a decisão dos homens em rejeitar a Sua influência. Mas quando Seu povo, como Daniel, intercede com espírito humilde, todo o Céu trabalha em seu favor.

Senhor,

Nestes dias decisivos em que vivemos, em que impérios resistem ao Teu amor, vemos já Seu povo sendo perseguido por amor de Ti. Mantenha-nos obedientes firmes à Tua vontade manifesta em Tua Palavra e derrama em grande intensidade o Teu Espírito sobre este mundo carente do Teu amor, a começar por nós. Em humildade de coração pedimos. Amém.

 

Texto do blog mundial: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/10/

Texto bíblico: Daniel 10 

Comentário em áudio

 

Comentários pastor Heber sobre Daniel 10

Daniel é um livro de oração, porque quem o escreveu viveu em oração. Se as pessoas soubessem o efeito da oração, dedicariam a vida a essa ação. Há um grande conflito entre o bem e o mal, precisamos da oração para promover o bem.

Em seu extraordinário livro Arilton Oliveira chama-nos a atenção para tal conflito: “O texto bíblico deixa claro que por traz do rei da Pérsia estava o príncipe do mal, Satanás, que deseja interferir nos planos de Deus. Neste ‘grande conflito’ Daniel ‘viu’ uma luta muito intensa. De um lado estava um ‘anjo mau’ agindo para frustrar os desígnios divinos, e do outro, possivelmente o anjo Gabriel…”.

Consequentemente, “para ter vitória nesse conflito precisamos nos entregar à oração, ao jejum, ao pranto e ao quebrantamento. Precisamos discernimento para entender a luta que se trava no mundo visível”, comenta Hernandes Dias Lopes. Nosso capítulo de estudo, pode ser assim divido:

1. A importância do jejum para a vida espiritual (vs. 1-3);
2. Jesus Se revela àquele que jejua (vs. 4-6);
3. Quem ora recebe explicação, outros não (v. 7);
4. A presença de Jesus impressiona (vs. 8-9);
5. Quem ora recebe conforto do Céu (vs. 10-11);
6. O anjo Gabriel vem do Céu a Terra para auxiliar a quem ora (vs. 12-14);
7. Humildade caracteriza quem experimenta a presença do ser celestial (vs. 15-17);
8. Gabriel fortalece àquele que ora por discernimento espiritual (vs. 18-21).

Precisamos aprender pelo exemplo de Daniel a enfrentar com oração todos os nossos problemas. Reclamando, culpando, criticando ou com arrogância, estupidez e grosseria não é característica de verdadeiros filhos amados de Deus.

Precisamos entender que a oração é fundamental para que a atuação de Deus nos alcance; não que Deus dependa de nossas orações para agir, é por meio dela que demonstramos às hostes satânicas que pertencemos a Deus. Quando oramos e jejuamos damos total liberdade para Deus agir contra Satanás que nos assedia.

Deus entra nessa luta universal para valer. Ele nunca perde nenhuma batalha. Jesus veio ao mundo, lutou, sangrou, e, morreu; porém, ressuscitou, pois Ele é mais poderoso que Satanás e mais forte que a morte. Sua vitória é eficaz, e, nossa única segurança e esperança de vencer.

Louve-O. Adore-O. Exalte-O! Glorifique-O! – Heber Toth Armí.




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