Reavivados por Sua Palavra


João 6 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Nossa leitura de hoje é uma incrível coleção de histórias poderosas e esmagadoras: a alimentação de 5.000 homens (e suas esposas e filhos), Jesus caminhando sobre o mar, Jesus declarando que Ele é o Pão da Vida, Jesus sendo rejeitado pelos judeus e mais tarde por muitos dos seus discípulos. 

A alimentação dos 5.000 homens nos fala que Jesus pode atender a qualquer necessidade que temos, independentemente de quão grande ela seja. O fato de Jesus alimentar este grande número de pessoas com cinco pães de cevada e dois peixinhos do almoço de um garoto, nos diz que Ele pode usar os dons de pessoas comuns como eu e você para fazer coisas extraordinárias. Os doze cestos de sobras coletadas após a refeição nos diz que Jesus quer que usamos com cuidado os recursos disponíveis e a importância de ser bons administradores. 

Jesus deseja usar você e eu para fazermos coisas grandes e milagrosas. No entanto, atente para a experiência de Pedro: “Quantas vezes, ao sobrevir-nos aflição, fazemos como Pedro! Olhamos para as ondas, em lugar de manter os olhos fixos no Salvador” (O Desejado de Todas as Nações, p. 382). 

Busquemos primeiramente nos nutrir com o pão espiritual da vida, confiantes que Deus nos concederá o pão de cada dia. Essa realidade vai manter-nos ancorados em Jesus e nos conduzirá à vida eterna. 

Willie Oliver 
Diretor Departamento dos Ministérios da Família 
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/6/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: João 6
Comentário em áudio



Mateus 14 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

1 tetrarca Herodes. Tetrarca, gr tetrarques, significa “quem rege uma quarta parte”. [A Palestina havia sido dividida em quatro partes, e ele havia recebido duas delas: Galileia e Pereia.]. Bíblia Shedd.

Herodes Antipas era o filho de Herodes o Grande, que ordenou a matança dos bebês de Belém (2:16). … Foi Herodes Antipas que escutou o caso contra Jesus antes de Sua crucifixão (Lc 23.6-12).     Andrews Study Bible.

a fama de Jesus. Depois das maravilhosas viagens de Jesus pela Galileia, surgiram muitas ideias a respeito dEle, cf. 16.13-14. A consciência supersticiosa e culpada de Herodes apontava logo para a teoria de que Jesus seria João Batista ressurreto. Bíblia Shedd.

3 O cárcere da fortaleza de Maquero, perto do mar Morto, era bem visível, se olhado do magnífico palácio de Herodes Antipas. Duas masmorras escuras, fortes e profundas podem ser vistas até hoje. Ali ficara o profeta, que ministrara ao ar livre, durante um ano inteiro. Bíblia Shedd.

Herodes … mulher de Filipe, seu irmão. A genealogia de Herodes é confusa, com múltiplos casamentos, casamentos de parentes próximos e uso de nomes semelhantes. Bíblia de Genebra.

4 O caso envolve certas complicações de divórcio e incesto. Herodias era descendente de Herodes, o Grande, e esposa de Herodes Filipe [seu tio], de quem se divorciou para casar com Herodes Antipas [irmão de Herodes Filipe], seu [outro] tio . Este, para a receber como esposa, divorciou-se de sua esposa anterior que era filha de Aretas, rei da Arábia, da porção então chamada Nabateia. Bíblia Shedd.

Herodes Antipas, quando hospedado no lar desse casal [Herodes Filipe e Herodias], persuadiu Herodias a abandonar o marido e ser esposa dele. O casamento com a esposa do irmão, enquanto o irmão ainda vivia, era proibido pela lei mosaica (Lv 18.16). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Herodias buscou vingança pedindo a cabeça de João Batista. Andrews Study Bible.

6 a filha de Herodias. Filha de um casamento anterior ao de seu casamento com Herodes Filipe. Segundo Josefo, o nome da filha era Salomé e ela, posteriormente, se casou com outro filho de Herodes, o Grande: Felipe, tetrarca de Itureia e Traconites (Lc 3.1). Bíblia de Genebra.

Nessa ocasião, Salomé era jovem em idade de casar. Sua dança era sem dúvida lasciva, e a apresentação agradou tanto a Herodes quanto aos seus convidados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 prato. Tratava-se de uma travessa de madeira em que eram servidas as carnes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

13 ouvindo isto. Parece que Jesus recebeu a notícia da morte de João no final da terceira viagem pela Galileia, ao retornar de Cafarnaum. Mateus se refere a isso como uma das razões que fizeram Jesus ir para o outro lado do lago (ver com. de Mc 6:30). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 434, 435.

13, 14 Jesus, ao atravessar o mar da Galileia, indo de Cafarnaum a Betsaida Júlia deixava os territórios de Herodes Antipas, e entrava numa parte deserta do território de Felipe. Bíblia Shedd.

15-21 Do mesmo modo como Deus providenciou maná no deserto para Israel, assim Jesus providenciou pão para o povo, numa região remota. Bíblia de Genebra.

…é o único milagre registrado em todos os quatro Evangelhos. É, portanto, o mais importante milagre que Jesus realizou. Ele recorda o milagre do maná que alimentou os israelitas no lugar ermo [de wilderness, não desert], o milagre de Elias e o óleo da viúva (2Rs 4:1-7), e a alimentação dos 100 homens de Elias com pães de centeio e alguns recém colhidos grãos (2Rs 4:42-44). Também antecipava a Santa Ceia. … O milagre também antecipa o grande banquete escatológico no fim dos tempos – um banquete amplamente mencionado nos escritos apocalípticos tanto judeus como cristãos. O milagre também demonstrou o ministério holístico de Jesus que reconhecia as necessidades físicas e econômicas de Seu povo. Andrews Study Bible.

17 Os pães e peixes eram o lanche de um único menino (Jo 6.9). Bíblia Shedd.

21 sem contar mulheres e crianças. Somente Mateus registra esse pormenor. Estava escrevendo aos judeus, que não permitiam que mulheres e crianças comessem junto com os homens em público. Por isso, estavam em lugar separado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 insistiu com (NVI. ARA: compeliu). A palavra grega empregada aqui é enfática. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Do gr. anagkazo, “compelir” ou “obrigar” (ver com. de Lc. 14:23). Essa foi a primeira vez em que Jesus achou necessário falar aos discípulos com tal autoridade e força (DTN, 378). As palavras eutheos, “imediatamente” e  anagkazo “compelir”, indicam tanto pressa e urgência da parte de jesus, quanto hesitação e relutância da parte dos discípulos. A razão para essa relutância está clara em João 6:15 [“Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-Lo para O proclamarem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte”] (ver DTN, 377, 378; ver com. Mc 6:42). Convencida de que Jesus era o Messias prometido ou o Libertador de Israel, a multidão estava inclinada a coroá-Lo rei ali mesmo. Percebendo o sentimento da multidão, os discípulos tomaram a iniciativa e estiveram a ponto de proclamá-Lo rei de Israel. Judas foi o primeiro dos doze a perceber a importância do sentimento popular e foi ele quem iniciou o projeto de coroar a Cristo como rei (DTN, 718). Essa ação precipitada teria feito concluir prematuramente a missão terrena de Cristo. Foi necessária uma ação imediata e decisiva da parte de Jesus a fim de apaziguar o sentimento popular do povo e controlar os discípulos. CBASD, vol. 5, p. 435.

Decerto era para escudar os discípulos de serem arrebatados pela tentação de querer ver a Jesus como Rei (Jo 6.15). Bíblia Shedd.

23 a fim de orar. Nos montes, Jesus passou várias horas (ver DTN, 379), contudo, não perdeu de vista os discípulos no lago (ver DTN, 381). Nessa ocasião, Sua oração teve um propósito duplo: primeiramente por Si mesmo, para que soubesse como tornar claro o verdadeiro propósito de Sua missão ao povo; e, em segundo lugar, por Seus discípulos, devido á prova e desilusão pela qual passariam.  CBASD, vol. 5, p. 435. 
orar sozinho. O segredo de como se pode ser guiado mais efetivamente por Deus do que pelos exemplos e pensamentos dos homens. Bíblia Shedd.

Lá estava Ele só. Não no sentido físico, apenas. Jesus estava “só” também no sentido de que nem os discípulos O compreendiam. No silêncio dos montes e sob o céu estrelado, Jesus teve comunhão com o Pai (ver com. de Mc 1:35).  CBASD, vol. 5, p. 436.

24 a muitos estádios da terra. Os discípulos tinham remado entre 25 a 30 estádios (Jo 6:19), de quatro a cinco quilômetros quando Jesus os alcançou. Em circunstâncias normais, teriam percorrido esta distância em mais ou menos uma hora, mas nessa ocasião levaram aproximadamente oito horas … Isto é uma evidência do forte vento que eles encontraram enquanto cruzavam o lago.  CBASD, vol. 5, p. 436.

o vento era contrário. Se os discípulos tivessem cruzado o lago quando Jesus lhes disse para irem, talvez tivessem escapado da tempestade. Mas sua obstinação fez com que demorassem para partir, até que fosse quase noite (ver DTN, 379, 380). Cerca de oito horas depois … estavam lutando pela vida. Judas tinha encabeçado o projeto de tornar Cristo rei à força e, sem dúvida, se ressentiu mais que os outros com a ordem de embarcarem para o outro lado antes do Mestre… À medida que os discípulos, em obediência a Cristo, saíam para cruzar o lago, sentimentos de humilhação, desapontamento, ressentimento e impaciência lhes perturbavam o coração. Pode-se dizer que a hesitação na praia produziu a descrença. O vento era contrário assim como o coração deles; mas, pela providência divina, o mar tempestuoso se tornou o meio de acalmar a tempestade interior. CBASD, vol. 5, p. 436

25 alta madrugada (NVI). Das 3 às 6 horas (quarta vigília [cf. ARA]). Segundo o cálculo romano, a noite era dividia em quatro vigílias: 1) das 18 às 21 horas, 2) das 21 horas à meia noite, 3) da meia-noite às 3 horas e 4) das 3 às 6 horas (v. nota em Mc 13.35 [onde Jesus cita as quatro vigílias quando o “dono da casa” irá voltar]). Bíblia de Estudo NVI Vida

Entre três e seis horas da manhã. A primeira processava-se das 18 às 21 h; a segunda das 21 às 24; e a terceira ia até às 3. Bíblia Shedd.

Os romanos tinham quatro vigílias noturnas. … Os judeus tinham três vigílias noturnas. … Eram horas aproximadas porque mecanismos de medida do tempo ainda não eram comuns no mundo antigo. Andrews Study Bible.

foi Jesus ter com eles. Por toda a noite, Ele não os perdeu de vista, e Jesus foi ter com eles apenas quando desistiram de lutar e clamaram por socorro. CBASD, vol. 5, p. 436

26 aterrados. É provável que a crença em fantasmas fosse comum (ver Josefo, Guerra dos Judeus, i30.7 [599]). Ao que parece, a superstição popular não tinha sido apagada por completo da mente dos discípulos. CBASD, vol. 5, p. 436.

é um fantasma! Do gr. phantasma, “uma aparição”. Um phantasma era algo que não podia ser explicado com base no fenômeno natural. CBASD, vol. 5, p. 436.

28 respondendo-Lhe Pedro. Pedro era responsável pelo negócio de pesca no qual pelo menos quatro dos discípulos estavam envolvidos antes de se tornarem seguidores de Jesus (ver com. de Mc 3:16). … Seu espírito natural de liderança, nesta ocasião como em muitas outras, levou à confiança demasiada e a uma atitude impulsiva e desajuizada. CBASD, vol. 5, p. 437

29 andou por sobre as águas. Pedro saiu do barco com fé. Foi a fé que o susteve nas águas da Galileia. Mas a fé estava operante apenas enquanto mantivesse o olhar fixo em Jesus. CBASD, vol. 5, p. 437.

30 Reparando, porém, na força do vento. Parece que Pedro tivesse esquecido, por um momento, do vento e das ondas. À medida que seus pés se acostumavam a caminhas na superfície da água, ele evidentemente pensou em seus companheiros no barco e imaginou o que eles achavam se sua mais nova habilidade. Ao olhar de volta para o barco, perdeu Jesus de vista. Nesse momento, eles estava entre duas ondas e quando voltou seu olhar de novo na direção de Jesus já não pôde vê-Lo (ver DTN, 381). Tudo o que viu foi a agitação das ondas e o vento. Naquele breve instante, o orgulho minou sua fé, e ele não pôde mais se manter em pé. CBASD, vol. 5, p. 437

teve medo. Não precisamos temer enquanto mantivermos nosso olhar fixo em Jesus e confiarmos na graça e no poder dEle, mas quando olhamos para o eu e para os outros tempos boas razões para temer. CBASD, vol. 5, p. 437.

33 O adoraram. Essa foi a primeira, embora de forma alguma a última, ocasião (ver Mt 20:20; 28:9; Lc 24:52) em que os discípulos adoraram a Cristo. … Mas nesse caso, os discípulos confessaram pela primeira vez que Jesus era Filho de Deus e Lhe prestaram a adoração que se prestava a Deus. Além disso, jesus aceitou a adoração deles. Talvez, essa confissão de fé tenha sido a mais significativa, tendo em vista as dúvidas e remores dos discípulos durante a noite anterior. CBASD, vol. 5, p. 437, 438.

Filho de Deus. Este título reconhece o caráter messiânico de Jesus e a manifestação do Seu poder divino. … Aplicado a Jesus, o título reflete o relacionamento único de Jesus com o Pai [sobre Mt 16,16]. Bíblia de Genebra.

34 Genesaré. A planície sobre a qual se situava Cafarnaum. Bíblia Shedd.

Ou a planície estreita, com uns 6,5 km de extensão e 3 km de largura, do lado ocidental do mar da galileia, perto da extremidade norte. … Esta planície era considerada lugar ajardinado da Palestina, fértil e bem irrigado. Bíblia de Estudo NVI Vida.



Zacarias 12 by Jeferson Quimelli
26 de outubro de 2014, 0:00
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Comentário devocional:

Nos capítulos anteriores, a ira de Deus se pronunciou pela punição de Seu povo e seus líderes por sua iniquidade. Neste capítulo, Ele promete julgar as nações que sitiam Jerusalém e destroem a casa de Judá. Jerusalém será como uma pedra pesada para eles (v. 3). 

Quando se tenta carregar uma pedra pesada em cima dos ombros, as mãos e ombros sofrem. Do mesmo modo, as nações que ferissem Israel também sofreriam por isso.

Vemos aqui o nosso Deus como alguém que cuida de Seu próprio povo apesar de sua rebelião persistente, mesmo quando Ele tem de puni-los para que cheguem ao arrependimento.

Nos versos 4-9 é prometida a restauração de Jerusalém. Deus é apresentado como o Deus Criador, que criou os céus, criou a terra, e dá vida aos seres humanos (vs. 1). Jerusalém será restaurada porque o Senhor dos Exércitos, o Criador, prometeu. Ele é o Todo-Poderoso, para Quem todas as coisas são possíveis. E uma vez que Ele deu a Sua palavra de que a restauração ocorreria, isto se tornará realidade, apesar de todas as evidências em contrário.

De fato, já no tempo de Esdras, Neemias e Zorobabel, quando o povo de Israel voltou do cativeiro, Jerusalém foi reconstruída, numa sucessão de eventos que refletiam um milagre após outro, fato que deveria ter levado o povo a uma séria reflexão. Esta profecia, no entanto, aponta para o milagre maior, quando a Jerusalém celestial, que será habitada pelo remanescente fiel, descerá do Céu para a Terra, a sua morada eterna. “Naquele dia o Senhor protegerá os que vivem em Jerusalém, e assim o mais fraco dentre eles será como Davi.”(v. 8 NVI).

O versículo 10 apresenta um quadro solene. “Olharão para mim, aquele a quem traspassaram” (NVI). Esse versículo foi citado por João 19:37, na ocasião em que Jesus foi ferido por uma lança pelo soldado romano enquanto pendurava na cruz.  Além disso, Apocalipse 1:7 afirma que aqueles que traspassaram a Jesus O verão voltar, em referência à ressurreição especial na segunda vinda de Jesus. Na verdade, Jesus não foi traspassado – morto – somente pelo poder romano, por incitação dos líderes judeus, a referência primária das citações de João. Fomos nós que causamos a morte de Jesus com nossos pecados.

Todos se lamentarão pela morte de Jesus. Mas haverá dois distintos grupos. O primeiro é aquele que lamentou a morte de Jesus e chorou por seus pecados com corações arrependidos, com profundo pesar e contrição enquanto Jesus ainda estava intercedendo por eles no santuário celeste, no Santo e Lugar Santíssimo. Assim, seus pecados foram apagados e eles participarão da vinda do Reino como habitantes de Nova Jerusalém. O verdadeiro arrependimento é que fará toda a diferença.

O outro grupo de pessoas que se lamentarão o farão por causa de seus pecados não confessados e abandonados por ocasião da volta de Jesus (Mateus 24:30; cf. Apocalipse 6:15-17). Ao perceber que não estão salvos eles chorarão amargamente.

De acordo com Zc 12:12-14, todos irão chorar pelos seus pecados. Mas é nossa escolha se iremos lamentar e clamar ao Senhor pelos nossos pecados ANTES de Sua vinda, enquanto Jesus ainda está intercedendo por nós, o que levará à salvação eterna, ou vamos chorar NA sua vinda por causa da destruição condenatória.

Senhor, ajuda-nos a fazer parte do primeiro grupo! Concede-nos o verdadeiro arrependimento e reforma. Que possamos reconhecer a Ti como Criador e Redentor de nossas vidas enquanto ainda temos oportunidade. Amém.

Sook-Young Kim
Kyungpook Universidade Nacional
Sangju, Coreia do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zec/12/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Zacarias 12 

Comentário em áudio 



Oséias 7 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

A cura e prosperidade que Deus concedera a Israel [Efraim] fizeram esta nação cometer ainda mais maldades. Deus diz: “Quando eu tento curar Israel, o mal [escondido] de Efraim fica exposto” (NVI). 

Ladrões agiam dentro da cidade de Samaria e hordas de salteadores saqueavam fora da cidade (Oséias 7:1). Isto corresponde ao tempo do profeta Jonas. Quando Deus curou a nação de Israel, salvando-os de todos os tipos de problemas, eles interpretaram mal, como se isso fosse Sua aprovação pelo seu mau comportamento (Oséias 7:2).

Oséias 7:3-7 descreve as maldades praticadas naquela época. Injustiças eram praticadas com o consentimento do rei (Jeroboão II) e de seus oficiais. Todos eles eram adoradores de ídolos. Uma vez que Deus curou a nação de Israel, os malfeitores se tornaram ainda mais corruptos e se encheram do mal, como a massa torna-se maior depois de misturada com fermento (7:4).

Jeroboão I convocou uma festa, que foi celebrada após a confecção de bezerros de ouro, no dia 15 do oitavo mês (I Reis 12:28-32). Os sacrifícios dessa festa seriam supostamente “ofertas pacíficas” ao Senhor (Êxodo 32:6), assim como Aarão fizera na festa de adoração ao bezerro de ouro na base do monte Sinai. Tanto à época de Aarão, como de Jeroboão, o povo comeu e bebeu e fizeram uma festa (Êxodo 32:5-7; Oséias 7:5).

O rei estendeu a sua mão aos malfeitores e, juntos, eles se tornam inflamados com vinho e seus corações se incendiaram (Oséias 7: 5-6). Os malfeitores destruiriam reis e juízes, assim como um forno queima todas as coisas com o fogo. Mas nenhum dos reis e juízes clamaram a Deus por ajuda (7:7). O norte de Israel perderia seu poder nacional e as nações estrangeiras a devorariam. No entanto eles não retornariam para o seu Deus (7:8-10).

Israel, como uma pomba insensata buscou o Egito e a Assíria para obter socorro (7:11). Deus, porém, não queria que eles procurassem nações estrangeiras a fim de obter ajuda (7:12). Ele desejava redimi-los, mas eles fugiram dEle. Então, o Senhor os entregou ao destino que eles mesmos escolheram: a morte! (7:13). Esta lhes veio através da carestia de alimentos e pela espada de seus inimigos.

Eles então choraram em suas camas pela falta de grãos e bebida, mas não se arrependeram de coração (7:14). Deus desejava fortalecer Israel, mas eles haviam se tornado como um arco defeituoso, de cordas frouxas, incapaz de levar a flecha ao alvo. O que mais Deus poderia fazer por eles?

O que mais Deus precisa fazer por nós para que o busquemos de todo o coração?

Yoshitaka Kobayashi
Japão.

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/7/

Traduzido por JAQ/GASQ/JDS

Texto bíblico: Oséias 7 

Comentário em audio



Daniel 1 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Não é correto pensarmos nos seis primeiros capítulos do livro de Daniel apenas como capítulos históricos. Existe muita profecia embutida nesta história sobre o curto reinado dos reis de Judá, e acerca de Nabucodonosor e do Faraó do Egito.

Daniel inicia o seu livro recordando a experiência traumática quando foi levado cativo para a Babilônia por Nabucodonosor, juntamente com artigos do templo (v.2). Jovens de boa aparência que demonstraram inteligência, incluindo Daniel, foram levados a servir na corte do rei (v. 4).

Daniel recorda como ele e seus três amigos tiveram de aprender babilônico, assírio, sumério e outras línguas e a literatura destas línguas. Eles tinham que se sentar diariamente com seus amigos aprendendo a gramática e o significado das frases em escrita cuneiforme (escrita em formato de unhas), como as que os arqueólogos encontraram nos textos da Biblioteca de Nínive.

O curso na universidade babilônica durava três anos (v. 5). Os melhores matemáticos, astrônomos, historiadores, professores de literatura educaram Daniel e seus amigos todos os dias.

O próximo passo para imergi-los na cultura babilônica foi dar-lhes nomes babilônicos. O nome de Daniel que significava em hebraico “Deus é meu juiz” foi mudado para Beltessazar, referindo-se ao poderoso deus babilônico “Bel”. O nome Ananias, que significa “Javé é amável”, o comandante mudou para Sadraque. Misael significava “Quem é de Deus”, e foi mudado para Mesaque. Azarias significa “Javé está ajudando”, e também foi mudado, para Abede-Nego. Todos esses nomes babilônicos significavam que eles eram servos dos deuses babilônicos, o que era uma grande humilhação para esses jovens hebreus.

Além disso, Daniel e seus amigos teriam de comer à mesa do rei, o que se tornou um grande problema. Eles deveriam comer os alimentos que o rei da Babilônia gostava. Uma boa fonte para sabermos o que os reis babilônicos comiam são os chamados textos hemerológicos, entre eles um texto de uma cartomante que dizia o que o rei devia ou não comer durante os 360 dias do ano. Este texto dizia que o rei deveria comer “carne de porco”, “carne de boi” e “peixe”. Outro texto incluía até o arganaz, um tipo de rato (NIG.GIG).

Daniel e seus amigos estavam em apuros. Eles enfrentaram decisões que testavam sua fé e tiveram que decidir rapidamente. O rei também bebia vinho (v. 8) e Daniel sabia que o álcool e a educação não são bons parceiros. Quando a Bíblia se refere negativamente ao vinho, está falando do vinho alcoólico; quando positivamente, ao suco de uva ou geléia de uva. Bebês pedem vinho a suas mães em Lam 2:11-12. Nenhuma mãe forneceria álcool para sua criança. 

Daniel e seus amigos devem ter considerado cuidadosamente os conselhos de Salomão: “Quando você se assentar com alguma autoridade, observe com atenção quem está diante de você … não deseje as iguarias que ele oferece, pois podem ser enganosas” (Prov 23:1 e 3 NVI); “Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente distorcidas” (Prov 23: 31-33, NVI).

Então eles resolveram firmemente não se contaminar com a comida e bebida escolhidas pelo rei para a sua mesa (v. 8). O conhecimento e o amor que tinham pelas Escrituras os ajudaram a tomar decisões sóbrias e vitais. Eles poderiam ser cativos do rei da Babilônia, mas não sua mente e alma. Deus aprovou a decisão de Daniel e seus companheiros e os abençoou nesta prova de fé. Seu comandante gostava deles (v. 9) e, após dez dias de teste, permitiu que recebessem somente comida vegetariana e água (v. 12-14). Deus apreciou muito a fé dos quatro companheiros e lhes deu “sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspectos da cultura e da ciência” (v 17a NVI). A Daniel foi dado adicionalmente o talento de interpretar visões e sonhos (v. 17b). Com a bênção de Deus, após o período de instrução o rei Nabucodonosor os achou superiores, em muito, aos demais sábios de todo o seu reino (v. 18-20).

Daniel termina o resumo de sua história pessoal dizendo que ele trabalhou para Babilônia até o primeiro ano do rei Ciro (v. 21), em 538 aC. Se ele tinha 16 anos na época do cativeiro, tinha 83 anos , quando terminou sua carreira. 

Querido Deus,

A autobiografia de Daniel fala sobre Ti. Vemos ali a Tua mão na frente, ao lado e atrás dele o tempo todo. Queremos ser assim também ser cuidados por Ti. Ao passarmos por situações difíceis ajuda-nos a sermos vitoriosos como Daniel e seus companheiros. Amém.

Koot van Wyk

Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 1 

Comentário em áudio 

Palestra sobre Daniel 1

Palestra sobre o livro de Daniel

 

Material para estudo adicional

 

Tema e estrutura do livro de Daniel:

 O Senhor usou Daniel e seus amigos, e os milagres associados a eles, para impressionar uma série de reis do fato de que Ele estava no comando e que deveriam dar contas a Ele.Central ao livro está o tema de que Deus é soberano sobre todas as nações, mesmo quando Seu povo é oprimido e que Ele, por fim, livrará aqueles que Lhe forem fiéis. Este tema é explicitamente introduzido em 2:20-23 e enfatizado nos capítulos 4-5 pela repetição do conceito: “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens” (4.17; comparar com vv. 25, 32; 5.21). Os capítulos 4-5 formam o centro de uma estrutura simétrica (quiástica):

A. Problema: O templo e o povo de Deus conquistados (cap. 1)

   B. Sonho de Nabucodonosor de quatro reinos (cap. 2)

      C. Amigos de Daniel livrados da fornalha de fogo (cap.3)

         D. Nabucodonosor humilhado pela sentença divina; 

              Belsazar humilhado pela sentença divina (caps. 4-5);

      C’. Daniel livrado da cova dos leões (cap. 6)

   B’. Visão de Daniel de quatro reinos (cap. 7)

A’. Solução: O templo de Deus restaurado e Seu povo libertado (caps. 8-12)

Os capítulos externos (1:1-2:4a; caps 8-12) da estrutura literária foram escritos em hebraico. Mas os capítulos internos (2:4-b – 7:28) estão em aramaico … Nabucodonosor pertencia ao povo caldeu do sul da Mesopotâmia (hoje Iraque), que havia conquistado Babilônia. O aramaico se tornara a língua internacional, portanto o uso dela por Daniel implica que a mensagem de 2:4-7:28 era dirigida tanto para os gentios quanto para os judeus (comparar com Jer 10:11, o único verso dos outros profetas escrito também em aramaico). Andrews Study Bible.

As profecias de Daniel estão estreitamente relacionadas às do livro do Apocalipse. Na verdade, o Apocalipse trata do mesmo tema, mas dá ênfase especial ao papel da igreja cristã como povo escolhido de Deus. Dessa forma, detalhes que parecem obscuros no livro de Daniel são em geral esclarecidos quando observados no livro de Apocalipse. A parte da profecia que se refere aos últimos dias, Daniel teve ordem de fechar e selar, até “o tempo do fim” (GC, 356), quando , por meio de estudo diligente do livro, o “saber” de seu conteúdo se multiplicaria (Dn 12:4). … João foi especificamente instruído: “Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (Ap 22:10). Assim, para se ter uma interpretação mais clara de qualquer parte do livro de Daniel que seja obscura, deve-se estudar cuidadosamente o livro de Apocalipse.  CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 828.

 

Comentários selecionados:

1 no ano terceiro do reinado de Jeoaquim. 605 aC. Andrews Study Bible.

A destruição foi completada alguns anos mais tarde, no ano 586 aC nos reinados de Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, 2 Rs 24.1-25.10. Bíblia Shedd.

2 O Senhor lhe entregou. Segundo foi profetizado por Jeremias, Jr 27.1-8. Bíblia Shedd.

Judá foi exilado para a Babilônia por desobedecer à palavra de Deus no tocante à guarda da aliança, aos anos sabáticos e à idolatria. (v. Lv 25.1-7; 26.27-35; 2Cr 36.14-21). Na primeira deportação (605 aC) estava Daniel, e na segunda (597), Ezequiel. Aconteceu uma terceira deportação em 586, quando os babilônios destruíram Jerusalém e o templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

alguns dos utensílios da Casa de Deus. Mais tarde foram todos. Bíblia Shedd.

O templo permaneceu em pé até 586 aC. Mas Nabucodonosor levou alguns dos itens mais valiosos e os depositou no tesouro de suas divindades. Isto introduz conflito entre o Deus verdadeiro e o poder do homem. Andrews Study Bible.

3 linhagem real. Daniel era um jovem de alta estirpe, um nobre. Bíblia Shedd.

8 resolveu Daniel … não contaminar-se. Porque Daniel resolveu permanecer fiel ao Senhor, ele não poderia permitir ser absorvido pela cultura babilônica de modo que conflitasse com a santidade, incluindo comer carne de espécies “imundas” (Lev 11; Dt 14; comparar com Gên 7:2, 8-9, 20). Havia problemas adicionais com a dieta babilônica: a carne poderia vir de animal sufocado, com sangue não adequadamente drenado (Gên 9:4; Lev 17:10-12; comparar com At 15:20, 29) e a comida e bebida poderiam ter sido oferecidos a ídolos (comparar com Num 25:2; At 15:20, 29). Andrews Study Bible.

Tinha suas convicções, e as manifestou com coragem. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Deus honrou esses jovens por causa de seu firme propósito de fazer o que era certo. Para eles, a aprovação de Deus era mais estimada do que o favor do homem mais poderoso da terra; mais estimada que a própria vida (ver CRA, 31). Essa firme resolução não nasceu com a pressão das circunstâncias imediatas. Desde a infância, esses jovens foram treinados com hábitos de estrita temperança. CBASD, vol. 4, p. 837.

12 Experimenta, peço-te, os teus servos. Daniel empregou bom juízo ao oferecer uma alternativa em vez de rebelar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.

dez. Muitas vezes tinha o significado simbólico de conta completa. Bíblia de Estudo NVI Vida.

legumes. Do heb. zero’im, “alimento derivado de plantas”, como cereais e vegetais. De acordo com a tradição judaica, frutas vermelhas e tâmaras também se incluíam neste termo. CBASD, vol. 4, p. 837.

legumes … e água. Esta dieta vegetariana resolveria todos os problemas religiosos. Além disso, ela foi notadamente mais saudável, razão pela qual se Daniel e seus companheiros foram autorizados a nela continuar (v. 15). Andrews Study Bible.

17 Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria. Com a ajuda de Deus, Daniel e seus amigos dominaram os escritos babilônicos a respeito da astrologia e da adivinhação mediante sonhos. Mas nos testes cruciais de interpretação e de predição (ver 2.3-11; 4.7), toda a literatura pagã mostrou-se inútil. Só mediante a revelação especial da parte de Deus (2.17-28) Daniel conseguiu interpretar corretamente. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

A instrução que Daniel e seus três amigos receberam foi também um teste de fé. O saber dos caldeus estava aliado a práticas idólatras e pagãs, e misturava ciência e magia, conhecimento com superstição. Os aprendizes hebreus se mantiveram distante dessas coisas. Não se sabe como evitaram conflitos; mas, apesar das influências más, eles se apegaram à fé de seus pais, como demonstraram claramente os eventos posteriores. Os quatro aprenderam as habilidades e ciências dos caldeus sem adotar os elementos pagãos mesclados com as mesmas. CBASD, vol. 4, p. 837.

19 Era o exame conduzido pelo próprio rei, para verificar a cultura geral dos rapazes selecionados para contribuir à glória do seu império. Esta cultura confunde-se com as artes mágicas. Bíblia Shedd.

20 dez vezes mais. Uma expressão que quer dizer “muito melhor”. Andrews Study Bible.

Do que todos os mágicos e encantadoresPor meio de uma descrição posterior das habilidades de Daniel, feita pela mãe de Nabucodonosor, sabe-se que Daniel era conhecido como um homem capaz de “declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (Dn 5:12). As perguntas feitas a eles podem ter incluído explicação de enigmas, que era diversão favorita nas cortes do antigo Oriente. O exame também pode ter incluído a solução de problemas matemáticos e astronômicos, matérias em que os babilônios eram mestres, conforme revelam documentos, ou uma demonstração da habilidade de ler e escrever a difícil língua cuneiforme. A sabedoria superior de Daniel e de seus companheiros não era resultado de sorte ou destino, ou mesmo de um milagre, como em geral se entende. Os jovens se aplicaram com diligência e consciência aos estudos, e Deus abençoou os esforços deles. O verdadeiro êxito em qualquer empreendimento é assegurado quando se combina esforço humano com o divino. O esforço humano por si só de nada vale, e o poder divino não torna desnecessária a cooperação humana (ver PR, 486, 487; cf PP, 214). CBASD, vol. 4, p. 839.

Encantadores. Adivinhação, magia, exorcismo e astrologia eram comuns entre os povos antigos; mas, em alguns lugares como Babilônia, eram praticados por homens da ciência [métodos de previsãodescritos: haptoscopia/exame de fígados; quiromancia/mãos; lecanomancia/óleo na água; belomancia/flechas sacudidas]. … É um erro supor que os sábios de Babilônia eram apenas adivinhos e magos. Embora fossem habilidosos nessas artes, eram também eruditos no verdadeiro sentido da palavra. … como na Idade Média. …  Os encantadores e adivinhos da Antiguidade se aplicavam também a estudos estritamente científicos. Seu conhecimento astronômico tinha atingido um surpreendente nível de desenvolvimento. … Os astrônomos eram capazes de predizer eclipses lunares e solares mediante cálculos. Sua habilidade matemática era bastante desenvolvida. Eles empregavam fórmulas cujo descobrimento em geral é atribuído erroneamente aos gregos. Além disso, eram bons arquitetos, construtores e médicos. Eles encontravam por meios empíricos a cura para muitos males. Deve ter sido nessas áreas de conhecimento e habilidade que Daniel e seus três amigos superaram os encantadores, astrólogos e eruditos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 840.

21 continuou. Ficou como oficial do Império até o ano 536 aC, o primeiro ano do rei Ciro. Sua última visão veio mais tarde. Bíblia Shedd.

Daniel ainda estava vivo no ano 537 (10.1), de modo que viu os exilados voltarem a Judá, saindo do cativeiro na Babilônia. Bíblia de Estudo NVI Vida.



Lamentações 5 by Jeferson Quimelli
27 de junho de 2014, 0:00
Filed under: Amor de Deus, fidelidade de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

No capítulo final do livro de Lamentações, uma oração sobe ao céu. A súplica: “Lembra-Te” (v. 1) demonstra apego a Deus. No sofrimento que se seguiu à destruição de Jerusalém e do seu templo, na escuridão que parecia separar os sobreviventes do Senhor, alguém disse: “Lembra-Te”. 

Jeremias conhece a Escritura. Ele sabe que quando Deus se lembra, coisas acontecem para o seu povo (cf. Gn 8:1; 19:29; 30:22; Ex 2:24; 6:5). A miséria da catástrofe é equilibrada pela eternidade do Senhor: “Tu, Senhor, reinas para sempre.” (v. 19 NVI).

O tempo de Deus é certo; Sua justiça é transformadora; Sua paciência é eterna. Ele não pode Se esquecer (v. 20), porque Ele nos ama como uma mãe que cuida de seu bebê (Is 49:14, 15). Mas é só Ele que pode nos transformar. ” Restaura-nos para ti, Senhor”, escreve Jeremias: “renova os nossos dias como os de antigamente” (v. 21 NVI).

No meio de nossas lutas particulares e em nossos momentos pessoais de escuridão, Lamentações nos lembra que Deus não está ausente. Ele está ao nosso redor. Sua disciplina é sempre transformadora; Sua paciência e longanimidade são eternas (Ex. 34:6, 7); Deus, na verdade, está ansioso de vir ao nosso socorro!

“Lembre-se” hoje, da bondade de Deus e da salvação que Ele oferece gratuitamente a todos.

Gerald A. Klingbeil
Universidade de Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/lam/5/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Lamentações 5 

Comentário em áudio



Isaías 51 by Jeferson Quimelli
16 de abril de 2014, 0:00
Filed under: cuidado de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

Existe muita profundidade de sentimento neste capítulo. Três personagens estão em constante conversação. Isaías fala aos justos deixados em Judá (v. 1-3), Deus fala com ternura ao Seu povo (v. 4-8) e Judá fala de volta a Deus (v. 9-10). Então Isaías repete a promessa do retorno dos exilados (v. 11), Deus fala a Judá novamente (v. 12-16), especificamente, a Jerusalém (v. 17-20) e, finalmente, Isaías fala aos aflitos e desencorajados (v. 21-23).

Aqui, também encontramos dois exemplos de vocativos duplos. O que é isso? Na Bíblia, um vocativo duplo é um sinal de profunda emoção e preocupação, como “Marta, Marta …” (Lucas 10:41), ou “Simão, Simão” (Lucas 22:31). Quando os justos em Judá apelam a Deus, eles gritam: Desperta! Desperta! Veste de força, o teu braço, ó Senhor; acorda, como em dias passados” (v.9 NVI). Foi Deus quem, no passado, abateu o Egito (v. 9 ARA) e feriu o dragão (Satanás). No verso 17, é Deus quem responde a Jerusalém: “Desperta, desperta! Levanta-te, ó Jerusalém” (ARA). Ele reconhece a dor que no futuro infligiria ao Seu povo através do poder da Babilônia, levando a eles a “ruína e destruição, fome e espada” (v.19 NVI), com a profanação do templo e o incêndio da cidade.

Deus encerra, então, esta descrição dolorosa com uma nota de esperança. É o próprio Senhor “que defende o seu povo” (v. 22) e retribuirá ao inimigos o sofrimento causado ao Seu povo (v. 22 e 23). O capítulo salienta aqui dois atributos maravilhosos de Deus: Sua justiça e Sua salvação (v. 5-6).

Que Deus extraordinário nós servimos! Ele estaria em seu direito se nos deixasse colher as conseqüências de nossas ações, sem dar nenhuma explicação. No entanto, ele se inclina até nós para nos ajudar a entender a causa de nossa doença e as razões de Suas ações. Ele deixa claro que preferiria evitar ministrar a nós remédio tão amargo, pois Ele é um Pai terno que se condói com o sofrimento de seus filhos. Mas Ele está mais interessado em que saremos da doença –  não importa o custo ou a dor – a continuarmos no pecado e, assim, acabarmos perdidos para sempre.

Ao vermos o imenso interesse de Deus para que abandonemos tudo aquilo que nos prejudica, tomemos a firme decisão de seguir o exemplo de Abraão, nosso pai na fé (v.2). Ele saiu da Babilônia, respondendo ao chamado de Deus para se dedicar a Ele. Nós também, pela graça de Deus, precisamos sair da nossa Babilônia de pecado, dúvida, indolência, entretenimento e auto-indulgência e seguir este maravilhoso Deus até o fim. Amém.

 

Ron E M Clouzet

Seminário da Universidade Andrews, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/51/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 51 



Isaías 50 by Jeferson Quimelli
15 de abril de 2014, 0:00
Filed under: comunhão, fidelidade de Deus | Tags:

Comentário devocional:

Deus havia abandonado Seu povo? Para muitos judeus parecia que sim. Seus inimigos eram uma ameaça constante para eles, e Deus havia predito o exílio dos judeus em uma terra estrangeira. Neste capítulo o Senhor apresentou diante deles duas questões legais: divórcio e escravidão (v.1).

Deus não tinha, de fato, se divorciado de Judá, apesar de muitos falarem desta maneira em Jerusalém. Se fosse assim, eles poderiam apresentar um certificado de divórcio? Não podiam. Não havia como obter provas de que isto houvesse acontecido. Deus também não os havia vendido permanentemente como escravos. Ninguém podia apresentar um documento de que os havia comprado. 

Judá seria mandado embora por um período de tempo, mas isso não significava uma ruptura permanente de seu relacionamento com Deus. Desta maneira, os judeus não poderiam em auto piedade reivindicar que haviam sido abandonados pelo Senhor. Na verdade, o Senhor já havia tentado várias vezes obter alguma resposta da Sua noiva: “Por que razão … quando chamei, ninguém respondeu?” (v.2 ARA),  Ele chorou.

Deus continua a justificar a sua capacidade de cuidar de Judá no verso 2. Sua mão não era curta que não os pudesse alcançar. A expressão “mão que não pode alcançar” estava relacionada à falta de recursos financeiros (Lv 5:7; 12:8; 14:21), a incapacidade de alguém de pagar o preço para libertar um escravo. Certamente, o Senhor do universo era totalmente capaz de sustentar sua “esposa”, bem como de pagar o resgate por ela. Ele não havia feito isso antes, quando Ele libertou o seu povo do Egito?

À pergunta no verso 2: “Quando eu chamei, por que ninguém respondeu?” (NVI) surge a resposta: Jesus, o Servo de Deus, seria esse homem, esperando ansiosamente para trabalhar para o Senhor. A cada manhã o Senhor acordava Jesus, despertava o Seu ouvido (v. 4), como discípulo fiel. Foi essa rotina matinal de se tornar cheio do Espírito e submissão diária, aprendendo a levar adiante a missão de Deus no mundo, que preparou Jesus a oferecer suas costas àqueles que O feriam (v. 6; ver Marcos 15:15). Os Evangelhos não registram que a barba de Jesus tenha sido arrancada (v. 6 NVI) em seu julgamento, embora isso possa ter acontecido. Jesus suportou tudo que o diabo pode imaginar trazer contra Ele.

Durante anos eu ministrei uma disciplina universitária sobre a vida de Jesus. Por volta da terceira semana, eu desafiava meus alunos a tentarem esta experiência: durante 10 dias pedirem a Deus que os acordasse todas as manhãs, como havia feito com Jesus, a fim de passarem tempo com Ele. No início, muitos estudantes que estudavam até tarde da noite não acreditavam que seria possível acordar cedo sem um despertador, simplesmente pelo sussurro do Senhor. Para grande surpresa deles, isto acontecia a todos aqueles que sinceramente desejavam passar tempo com Deus pela manhã.

Este era a grande necessidade de Cristo, e é também a nossa. “Muitos, mesmo nas horas de devoção, deixam de receber a bênção da comunhão real com Deus. Estão com demasiada pressa. Com passos precipitados se apressam a atravessar o círculo da amável presença de Cristo, detendo-se somente um momento no recinto sagrado, não esperando por conselho. Não têm tempo de ficar com o Mestre divino. Com seus fardos voltam eles a seus trabalhos. Estes trabalhadores nunca poderão alcançar o maior êxito antes que aprendam o segredo da força. Devem dar a si mesmos tempo para pensar, orar e esperar de Deus a renovação da força física, mental e espiritual. … Não uma parada momentânea em Sua presença, mas um contato pessoal com Cristo, assentando-nos em Sua companhia – tal é a nossa necessidade” (Educação, p 260-261).

Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/50/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 50 



Isaías 48 by Jeferson Quimelli
13 de abril de 2014, 0:00
Filed under: escolhas | Tags: , ,

Comentário devocional:

Nos capítulos anteriores de Isaías, as nações pagãs foram confrontadas com a presciência de Deus; agora são os filhos rebeldes de Judá que são confrontados com essa presciência divina: “Eu predisse há muito as coisas passadas, minha boca as anunciou, e eu as fiz conhecidas; então repentinamente agi, e elas aconteceram. Pois eu sabia quão obstinado você era… antes que acontecessem eu as anunciei a você para que você não pudesse dizer: ‘Meus ídolos as fizeram” (v. 3-5, NVI).

No futuro, quando os exércitos de Nabucodonosor avançassem sobre Judá, aqueles seus filhos rebeldes não poderiam reclamar que Deus lhes havia deixado sem proteção. Há muito tempo, Ele já lhes tinha dito o que iria acontecer e por quê. Ele até lhes disse como lidar com a invasão (Jeremias 27:6-11): “Mas a nação que obedecer ao governo do rei da Babilônia e o servir, eu deixarei que fique na sua própria terra, para cultivá-la e morar nela. Eu, o Senhor, falei” (Jr. 27:11, NVI). 

Deve ter sido muito doloroso para o Senhor ver Seu povo não dar ouvido a Seus conselhos. “Desde a antiguidade o seu ouvido tem se fechado” (v. 8, NVI). Nada é mais mortal para a alma do que a teimosa recusa em ouvir a Deus e Sua vontade. “Se tão-somente você tivesse prestado atenção às minhas ordens”, diz Deus: “sua paz seria como um rio”. No entanto, “não há paz alguma para os ímpios” (v.18). 

Quantas vezes perdemos a paz interior porque respondemos mais rapidamente às vozes das circunstâncias do que à voz segura do Senhor. Precisamos admitir que confiar em Deus não acontece naturalmente. Enquanto estivermos nesta terra, sempre teremos que escolher acreditar mais em Deus do que em nossos sentimentos. 

“Todo o Céu observa com intenso interesse para ver se olhamos a Jesus e nos submetemos a Sua vontade, ou se, na tentação, seguiremos as inclinações do coração natural e as solicitações do maligno. Que os que se acham perplexos por causa das tentações, busquem Deus em oração. … Perseverai em oração, vigiando sem duvidar, e o Espírito Santo atuará no agente humano, trazendo coração e mente em submissão aos retos princípios” (Para Conhecê-Lo, p. 273).

A submissão a Deus, com fé, nos traz a vitória (1 João 5:4). Então experimentaremos “a paz como um rio”. 

Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA

 

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/48/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Isaías 48  



Isaías 43 by Jeferson Quimelli
8 de abril de 2014, 0:00
Filed under: profecias | Tags: ,

Comentário devocional:

Neste capítulo e nos outros nesta seção de Isaías, Deus revela os Seus planos de esperança e sua frustração sobre Israel. O capítulo 42 se encerra com a triste declaração de que Deus teria de entregar Israel aos seus inimigos por causa de sua idolatria (42:23-25). Neste capítulo, Ele afirma que Israel era a sua testemunha, o servo que Ele tinha escolhido para revelar às nações pagãs o verdadeiro caráter e natureza de Deus: que Ele era o Senhor, e não havia nenhum salvador além Dele ! (v. 10-11). Mas, como a figueira coberta de folhas e sem fruto, Israel se achou apenas pretensiosa folhagem. Enquanto as nações esperavam obter a vida do Deus de Israel, Israel O manteve escondido do mundo por suas próprias ações e prioridades.

Apesar da infidelidade humana, Deus reafirma a sua fidelidade. “Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum” (v. 11, NVI). “Assim diz o Senhor, o seu Redentor, o Santo de Israel: ‘Por amor de vocês mandarei inimigos contra a Babilônia e farei todos os babilônios descerem como fugitivos nos navios de que se orgulhavam’ ” (v. 14, NVI). Deve ter sido uma grande esperança saber, antes que houvesse o cativeiro, que Deus já predizia a fuga dos captores e a libertação de Israel!

Assim como Deus derrotou no Mar Vermelho o Egito, a maior nação da Terra na época, ele também irá cuidar dos babilônios no tempo devido. Na verdade, Ele diz: “Esqueçam o que se foi; não vivam no passado” (v.18 NVI), a próxima libertação será “uma coisa nova” (v. 19 NVI).

Deus não decide como nós decidiríamos, nem age como nós agiríamos. Mesmo sabendo da desobediência egoísta e intencional da Sua vontade, por parte do Seu povo, Ele insiste: “Eu não me lembrarei de seus pecados” (v. 25b). Ele é a bondade personificada e Seu amor dura para sempre.

“Sou Eu, Eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões” (v. 25a NVI), ele promete. E a que norma elevada Ele apela para fazer isso? Seria devido a alguma bondade inerente nossa? De modo algum. Eu faço isso, Ele diz: “por amor de mim” (v.25b ARA e NVI). O perdão é concedido com base no mais elevado dos méritos: Seus próprios méritos, os méritos de Jesus Cristo.

Louvado seja Deus, de quem todas as bênçãos fluem!

Ron E M Clouzet
Professor da Universidade Andrews, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/43/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Isaías 43 




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